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Trabalho de Saúde Ambiental (Caatinga e Cerrado).

Biomas

O Mapa de Biomas do Brasil e o Mapa de Vegetação do Brasil têm grande


utilidade para a análise de cenários e tendências dos diferentes biomas.
Servem como referência para o estabelecimento de políticas públicas
diferenciadas e para o acompanhamento, pela sociedade, das ações
implementadas.

Bioma é conceituado no mapa como um conjunto de vida (vegetal e animal)


constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis
em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história
compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica
própria.

Definição

O bioma "Caatinga" , que na língua indígena tupi-guarani quer dizer Mata


Branca, está localizado na região nordeste do Brasil entre o bioma Mata
Atlântica e o bioma Cerrado. A caatinga é uma savana estépica com
fisionomia de deserto

Localização

O Bioma Caatinga se estende pela totalidade do estado do Ceará (100%) e


mais de metade da Bahia (54%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do
Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte (95%), quase metade de Alagoas (48%)
e Sergipe (49%), além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do
Maranhão (1%). Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km²

É o único bioma exclusivamente brasileiro. Isto significa que grande parte do


patrimônio biológico dessa região não é encontrada em outro lugar do mundo
além do Nordeste do Brasil. A área total é de aproximadamente 1.100.000 km².

Caracterização

A caatinga tem uma fisionomia de deserto, com índices pluviométricos muito


baixos, em torno de 500 a 700 mm anuais. Em certas regiões do Ceará, por
exemplo, embora a média para anos ricos em chuvas seja de 1.000 mm, pode
chegar a apenas 200 mm nos anos secos.
Clima e Hidrografia

De clima semi-árido, essa região é a mais seca do Brasil. Tem duas estações,
a seca e a das chuvas. Associa-se a isso as altas temperaturas, com médias
anuais entre 24 e 29º C. Estamos afinal na região equatorial e a insolação é
fortíssima.

Hidrografia das cabeceiras até as proximidades do mar, os rios com nascentes


na região permanecem secos por cinco ou sete meses no ano. Apenas o canal
principal do São Francisco mantém seu fluxo através dos sertões, com águas
trazidas de outras regiões climáticas e hídricas.

Geologia, Relevo e Solos

Geologicamente, a região é composta de vários tipos diferentes de rochas. Nas


áreas de planície as rochas prevalecentes, se encontram cobertas por uma
camada de solo bastante profunda, com afloramentos rochosos ocasionais,
principalmente nas áreas mais altas que bordejam a Serra do Tombador; tais
solos (latossolos) são solos argilosos (embora a camada superficial possa ser
arenosa ou às vezes pedregosa) e minerais, com boa porosidade e rico em
nutrientes.

O relevo do domínio da caatinga é formado, basicamente por planaltos


(planaltos da bacia do Parnaíba e da borborema) e depressões (depressão
sertaneja e do São Francisco). As áreas mais elevadas são cobertas por matas
úmidas e as mais baixas são cobertas por Caatinga.

Os solos da Caatinga podem ser argilosos, arenosos ou rasos e pedregosos.


Como as chuvas são escassas, ocorre a preservação dos nutrientes minerais.
Quanto aos nutrientes orgânicos, esses solos são pobres, já que a vegetação é
rala e o clima seco não facilita a decomposição das folhas que caem sobre os
solos.

Flora

É formada por vegetais endêmicos, plantas xerófilas e caducifólias, arbóreas /


arbustivas, de galhos retorcidos, em sua maioria com espinhos.

A vegetação do bioma é extremamente diversificada, incluindo, além das


caatingas. São reconhecidos 12 tipos diferentes de Caatingas, que chamam
atenção especial pelos exemplos fascinantes de adaptações aos hábitats semi-
áridos.

A caatinga é um tipo de formação vegetal com características bem definidas:


árvores baixas e arbustos que, em geral, perdem as folhas na estação das
secas (espécies caducifólias), além de muitas cactáceas.

Apresenta três estratos: arbóreo (8 a 12 metros), arbustivo (2 a 5 metros) e


o herbáceo (abaixo de 2 metros). 1.200 espécies de plantas vasculares. A
vegetação adaptou-se ao clima seco para se proteger.
As folhas, por exemplo, são finas ou inexistentes. Algumas plantas armazenam
água, como os cactos, outras se caracterizam por terem raízes praticamente na
superfície do solo para absorver o máximo de chuva.

O aspecto geral da vegetação, na seca, é de uma mata espinhosa e agreste.


Algumas poucas espécies da caatinga não perdem as folhas na época da seca.
Entre essas se destaca o juazeiro, uma das plantas mais típicas desse
ecossistema. Estima-se que pelo menos 932 espécies já foram registradas
para a região, sendo 380 endêmicas.

Fauna

A biodiversidade da caatinga se compõe de no mínimo 185 espécies.


Levantamentos de fauna na Caatinga revelam a existência de 40 espécies de
lagartos, 7 espécies de anfibenídeos (lagartos sem patas), 47 espécies de
serpentes, 4 de quelônios, 3 de crocodiliano, 47 anfíbios. Dessas espécies
apenas 15% são endêmicas.

Também constituída por diversos tipos de aves, algumas endêmicas do


Nordeste, como o patinho, chupa-dente, o fígado, além de outras espécies de
animais, como o tatu-peba, o gato-do-mato, o macaco prego e o bicho
preguiça. A maioria dos animais da caatinga tem hábitos noturnos.

São 20 as espécies ameaçadas de extinção, como o gato-do-mato, o gato-


maracajá, o patinho, a jararaca e a sucuri-bico-de-jaca, estando incluídas
nesse conjunto duas das espécies de aves mais ameaçadas do mundo: a
ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) e a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari).

Condições de Vida

Apartir de 1700 foi introduzido a pecuária no Sertão Nordestino. Desde esse


período várias áreas foram sendo utilizadas pela criação de gado. Mais tarde
aliaram-se a ela as culturas de cana-de-açúcar e algodão, este ainda hoje
intensamente cultivado na região.

A degradação da vegetação aliada às práticas de cultivo inadequadas e as


desfavoráveis condições do clima criam na caatinga, condições semelhantes
às do deserto, que dificultam ainda mais as atividades agropastoris na região.
Somente nos vales dos rios temporários ou ao longo dos cursos dos rios
perenes como o São Francisco, podem ser cultivados alimentos com sucesso
no sertão.

O mês do período seco é agosto e a temperatura do solo chega a 60ºC. Cerca


de 20 milhões de brasileiros que vivem nos 800 mil km2 de Caatinga nem
sempre podem contar com as chuvas de verão. Quando não chove, o homem
do sertão e sua família sofrem muito. Precisam caminhar quilômetros em busca
da água dos açudes. Famílias inteiras são obrigadas a migrar para regiões
onde possam retirar da terra o mínimo de condições para sobrevivência.
Indústria da seca

Nos períodos de seca prolongados, o governo federal saí em socorro dos


estados nordestinos atingidos, utilizando basicamente três procedimentos:
envio de grande soma de dinheiro para serem aplicados nas áreas afetadas;
distribuição de cestas de alimentos a população; perdão total ou parcial das
dívidas ou adiamento dos prazos de vencimento de empréstimos tomados por
empresários e fazendeiros aos bancos oficiais.

Muitos políticos lucram com essas práticas, não tem interesse em defender ou
apresentar propostas para resolver a situação.

É esse o quadro que gerou a expressão “Indústria da Seca” cabe então


perguntar: Como é possível um ser humano ter a coragem de se beneficiar-se
da desgraça e da dor de outro ser humano?

Favorecimento a População

As praias do Nordeste há muito se tornaram um destino favorito de brasileiros


em férias. A novidade é que se começa agora a explorar na região outro tipo de
turismo, levando visitantes a um punhado de atrações encravadas no agreste.

Levados por guias locais, os turistas podem conhecer a paisagem da caatinga,


com seus facheiros (espécie de cactos) que atingem mais de 12 metros de
altura, além de outras plantas nativas, como quixabeiras, mulungus e
mandacarus.

Ainda no roteiro paraibano, na cidade de Areia fica o Museu da Rapadura, que


exibe a história do ciclo econômico da cana-de-açúcar. Sítios arqueológicos
mostram a ocupação humana a cinqüenta anos atrás, pinturas rupestres
mostram como era a vida de nossos antepassados.

O artesanato apresenta características da arte santeira (fibras e palhas), nas


esculturas cerâmicas), na tecelagem (algodão) ou nas rendas e bordados. A
gastronomia típica nordestina oferece aos visitantes variedades de pratos.

A Carnaubeira foi denominada Árvore da Vida ou árvore da Providência

Fornece produtos provenientes da planta, dos frutos e da palha. A árvore da


vida tem múltiplas aplicações, seja na construção civil, seja no artesanato. Mas,
é na extração, refino e comercialização da cera de carnaúba que se constitui a
principal atividade econômica, gerando aproximadamente 100 mil empregos
diretos e indiretos somente no Ceará. Vale destacar, também, as aplicações no
setor de informática (chips, tonners, código de barras), de papel carbono e
filmes plásticos. A madeira é largamente utilizada na indústria da construção
civil.

Interferência da população causa a degradação ambiental

O processo de degradação da Caatinga se iniciou juntamente com a expansão


da pecuária para o interior do país no século XVII, intensificando-se a partir da
década de 50. Abaixo, encontram-se alguns dos mais importantes processos
de degradação das caatingas: Grandes latifúndios: desmatamento da
vegetação nativa; controle dos recursos naturais por grandes grupos
econômicos, com destaque para recursos hídricos.

Siderúrgicas olarias e outras indústrias: Corte da vegetação nativa para a


produção de lenha e carvão vegetal;desertificação. Formação de pastagens:
devastação da cobertura vegetal; perda progressiva da matéria orgânica do
solo; erosão.

Irrigação e drenagem: Salinização do solo. Através dos processos de irrigação


que têm sido freqüentes na região das caatingas, causando a salinização dos
seus ambientes.
Quanto mais espécies são retiradas, mais o solo fica desprotegido, livre à ação
da chuva forte, dos ventos e do sol, promovendo assim a desertificação,
contaminação do solo por agrotóxicos e assoreamento dos açudes.

Projeto de Conservação

A aprovação da Reserva da Biosfera da Caatinga pela UNESCO aconteceu no


ano de 2001 e teve sua instalação e conselho definido no dia 30 de abril de
2002, em Recife, Pernambuco.

A RB da Caatinga, criada em 2001, envolvendo 10 estados abrange uma área


de 189.990 km2. Suas prioridades, além da conservação da rica bio-
diversidade regional, são o com-bate à desertificação, a promoção de
atividades susten-táveis (apicultura, turismo, artesanato, etc.), o estudo e a
divulgação de dados sobre esses importantes ecossistemas.

A Reserva da Biosfera da Caatinga – RBCAAT, aprovada pela UNESCO em


2001, é regida pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.
Esse Conselho, paritário, possui 15 membros representantes da esfera
governamental (4 do governo federal, 10 dos órgãos ambientais de cada um
dos governos estaduais abrangidos pela Reserva e 1 representante dos
municípios) e 15 representantes da sociedade civil (comunidade científica,
moradores, empresários e organizações não-governamentais).

Projetos de conservação e manejo de ecossistemas

Estudo de Representatividade Ecológica do Bioma Caatinga


O Projeto é coordenado: pela UFPE e IBAMA/Decoe, em parceria com
outras instituições de pesquisa. Este projeto abrange toda a área nuclear do
bioma Caatinga. Por meio de estudos científicos, o projeto objetiva delimitar as
ecorregiões da Caatinga e analisar a representatividade da vegetação e áreas
protegidas do bioma.

Os temas básicos abordados são: geomorfologia, geologia, solos, clima,


vegetação e sistemática botânica, fauna (insetos, peixes, répteis, aves e
mamíferos), e biogeografia. Estão sendo realizados estudos de compilação e
trabalhos de campo para cobrir todas as possíveis lacunas de conhecimento
dos temas que compõem o estudo.
Projeto de Conservação e Manejo do Bioma Caatinga

O Projeto é coordenado : IBAMA, Governos Estaduais, UECE, UFPI e


UFPE.
Este projeto foi elaborado com o objetivo de conservar, ordenar o uso
sustentável dos recursos naturais e contribuir para a divisão eqüitativa da
riqueza. Pretende-se adotar como método o planejamento e a gestão
biorregionais.

Definição

Cerrado é o nome regional dado à savana brasileira e se localiza no grande


platô que ocupa o planalto central brasileiro. Por fazer fronteira com os biomas
Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia e Pantanal, a fauna e flora do cerrado são
extremamente ricas.

Localização

Localizado basicamente no Planalto Central do Brasil e uma pequena porção


representada no Sul do Brasil, estado do Paraná, município de Jaguariaíva.

Ocupa uma área superior a 2 milhões de km², cerca de 23% do território


brasileiro, abrangendo os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás,
Minas Gerais, Piauí, o Distrito Federal, Tocantins e parte dos estados da Bahia,
Ceará, Maranhão, São Paulo, Paraná e Rondônia.

Ocorrem também em outras áreas nos estados de Roraima, Pará, Amapá e


Amazonas. O Bioma Cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da
metade dos estados de Goiás (97%), Maranhão (65%), Mato Grosso do Sul
(61%), Minas Gerais (57%) e Tocantins (91%), além de porções de outros seis
estados.

Caracterização

As savanas do Brasil destacam-se como unidades fitofisionômicas pela sua


grande expressividade quanto ao percentual de áreas ocupadas. Dependendo
do seu adensamento e condições edáficas, pode apresentar mudanças
diferenciadas denominadas de Cerradão, Campo Limpo e Cerrado,
entremeadas por formações de florestas, várzeas, campos rupestres e outros.

Clima e Hidrografia

O clima do cerrado é quente, semi-úmido, com verão chuvoso e inverno seco.


A temperatura média é de 25ºC, registrando máximas de 40ºC no verão. A
estação seca começa em abril e continua até setembro. A estação da chuva
chuva é definida de Outubro a Abril.

Hidrografia, é importante salientar que a região corresponde ao principal divisor


de águas do país, onde localizam-se as nascentes de importantes bacias
hidrográficas, como a do Araguaia-Tocantins, a do São Francisco e a do
Paraná.
Geologia Relevos e Solos

Os pontos mais elevados do Cerrado estão na cadeia que passa por Goiás em
direção sudeste-nordeste: o Pico Alto da Serra dos Pirineus, com 1.600 metros
de altitude, a Chapada dos Veadeiros, com 1.250 metros de altitude, e outros
pontos com elevações consideradas que se estendem em direção noroeste; a
Serra do Jerônimo e outras serras menores, com altitudes entre 500 e 800
metros de altitude.

O Planalto Central onde se encontra a grande parte do Cerrados Brasileiros,


apresentam terrenos com altitudes superiores a 700m e, em sua maioria,
planos e poucos ondulados.

Já na Amazônia e Nordeste a vegetação de Cerrado desenvolve-se em


planícies e mesmo em pequenas manchas sobre as serras, como as que
aparecem em meio a Cadeia do Espinhaço, situado em Minas Gerais e Bahia.

O solo apresenta grande diversidade variando a sua formação, textura,


permeabilidade a água e suscetibilidade a erosão, são ácidos pobres em
minerais e com altas concentrações de alumínio, pouco propício ao
desenvolvimento das plantas.

Essas características são devidas as rochas que originaram e a intensa


lixiviação (processo pelo qual certos minerais são retirados das rochas e do
solo principalmente pela a ação da água das chuvas) que sofreram.

Classificação:

latossolo (escuro, vermelho-amarelo, roxo), areias, cambissolos, solos


(concrecionários, litólicos), lateritas hidromórficas. Em pequenas áreas ocorrem
grupos de solos: podzólico (vermelho-amarelo), glei húmico, solos orgânicos e
terras roxas estruturadas (distrófico e eutrófico).

Flora

O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em


biodiversidade com a presença de diversos ecossistemas, riquíssima flora com
mais de 10.000 espécies de plantas, com 4.400 endêmicas desse bioma.

A cobertura vegetal do Cerrado é a segunda mais importante do Brasil.


Abrange aproximadamente 1.750.000 km², que corresponde a cerca de 20% do
território nacional. Apresenta as mais diversas formas de vegetação, desde os
campos sem árvores, ou arbustos, até o cerrado lenhoso denso com matas
ciliares.

As espécies que crescem no cerrado, diferentemente de outras vegetações.


Possuem maior tolerância ao alumínio e, em alguns casos, chegam a
acumular esse elemento em seus tecidos, o que as torna especialmente aptas
a sobreviver nesse meio.
Pequenas árvores de troncos torcidos e recurvados, e de folhas grossas,
esparsas em meio a uma vegetação rala e rasteira, misturando-se, às vezes,
com campos limpos ou matas de árvores não muito altas.

Algumas espécies, principalmente as arbustivas e arbóreas, possuem cascas


espessas, folhas rígidas e cutículas grossas. Funcionam como eficiente
isolamento do fogo, pois protegem os tecidos mais internos das plantas.

É classificado como tendo formações vegetativas primitivas, com quatro


divisões: matas, campos, brejos e ambientes úmidos com plantas aquáticas.

É também subdividido em campo de cerrado, campo de limpo, que se


diferenciam na formação do terreno e na composição do solo, com declives ou
planos. A vegetação de brejos é composta por gramíneas, ciperáceas,
arbustos, pequenas árvores isoladas, algumas ervas, entre outras diversidades
de espécies.

Entre as espécies vegetais que caracterizam o Cerrado estão o barbatimão, o


pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a sucupira, o pau-terra, a catuaba
e o indaiá. Debaixo dessas árvores crescem diferentes tipos de capim-flecha,
que pode atingir uma altura de 2,5m. Onde corre um rio ou córrego, encontram-
se as matas ciliares, ou matas de galeria, que são densas florestas estreitas,
de árvores maiores, que margeiam os cursos de água. Nos brejos, próximos às
nascentes de água, o buriti domina a paisagem e forma as veredas de buriti.

Fauna

No ambiente do Cerrado são conhecidas, até o momento, 1.575 espécies


animais, formando o segundo maior conjunto animal do planeta. Cerca de 50
das 100 espécies de mamíferos (pertencentes a cerca de 67 gêneros) estão no
cerrado. Apresenta também 837 espécies de aves; 150 de anfíbios, das quais
45 são endêmicas; 120 espécies de répteis, das quais 45 endêmicas; apenas
no Distrito Federal, há 90 espécies de cupins, 1.000 espécies de borboletas e
500 de abelhas e vespas.

Toda esta riqueza de ambientes, com vários recursos ecológicos, abriga


comunidades de animais, alguns com adaptações especializadas para explorar
recursos específicos de cada um desses habitats.

Das aves as mais características são as Emas, que andam em passo ligeiro,
aos bandos, muitas vezes fugindo do homem que as caçam implacavelmente,
principalmente pelo valor de suas penas, outras vezes, simplesmente em
busca de folhas, frutos e sementes, que juntamente com insetos, lagartixas e
rãs constituem seu alimento.

Espécies ameaçadas:
tamanduá-bandeira, onça-pintada, lobo-guará, cervo do pantanal.

Favorecimento para a população

Até a década de 1950, os Cerrados mantiveram-se quase inalterados. A partir


da década de 1960, com a interiorização da capital e a abertura de uma nova
rede rodoviária, largos ecossistemas deram lugar à pecuária e à agricultura
extensiva, como a soja, arroz, milho e ao trigo.

A maior parte da população local sobrevive as custas de uma agricultura


insipiente, de um extrativismo vegetal pobre, e de uma pecuária irrisória.

Facilidades em termos de infra-estrutura, o desenvolvimento de variedades de


sementes que se adaptam às áreas agricultáveis do Centro-Oeste, do Norte e
do Nordeste, além das características da geografia da região do Cerrado,
propícias à mecanização, estão beneficiando a expansão agrícola a partir do
Mato Grosso. A combinação é perfeita: maior produção, menor desperdício e
custos reduzidos.

O Cerrado brasileiro é a última grande reserva de terras agricultáveis do


planeta, estimando-se que existam ainda mais de 50 milhões de hectares por
serem incorporados à produção. A soja é o abre-alas dessa conquista.

Interferência da população causa a degradação ambiental

Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais


alterações sofreram com a ocupação humana. Um dos impactos ambientais
mais graves na região foi causado por garimpos, que contaminaram os rios
com mercúrio e provocaram o assoreamento dos cursos de água (bloqueio por
terra).

A erosão causada pela atividade mineradora tem sido tão intensa que, em
alguns casos, chegou até mesmo a impossibilitar a própria extração do ouro rio
abaixo.

As duas principais ameaças à biodiversidade do Cerrado estão relacionadas a


duas atividades econômicas: a monocultura intensiva de grãos e a pecuária
extensiva de baixa tecnologia. A utilização indiscriminada de agrotóxicos e
fertilizantes tem contaminado também o solo e a água.

De fato, cerca de 80% do Cerrado já foi modificado pelo homem por causa da
expansão agropecuária, urbana e construção de estradas aproximadamente
40% conserva parcialmente suas características iniciais e outros 40% já as
perderam totalmente. Somente 19,15% correspondem as áreas nas quais a
vegetação original ainda está em bom estado.

Existe a pecuária bovina e a pecuária caprina, sendo esta mais importante que
a outra. As cabras tiram seu sustento dos brotos das plantas, e até de raízes
que buscam cavando com seus cascos.
A presença de gramíneas e o grande distanciamento entre os arbustos fazem
do Cerrado um ambiente bastante apropriado para a prática da pecuária. A
criação de gado é a atividade econômica mais tradicional do Centro-Oeste.
No eixo Sudeste-Sul onde o Cerrado já haviam sido ocupados pela a
agricultura, as terras férteis tornaram-se escassas, o que levou agricultores e
criadores de gado a se transferirem para o Cerrado do Brasil Central,
incentivados por projetos agropastoris criados pelo governo.
Projeto de Conservação

IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais


Renováveis.
Projetos de conservação e manejo de ecossistemas. Este projeto abrange
toda a área do bioma Cerrado. Por meio de estudos científicos, o projeto
objetiva delimitar as ecorregiões do Cerrado e analisar a representatividade da
vegetação e áreas protegidas do bioma.Os temas básicos abordados são:
geomorfologia, geologia, solos, clima, vegetação e sistemática botânica, fauna
(insetos, peixes, répteis, aves e mamíferos), e biogeografia.

TNC (The Nature Conservancy) criada em 1951, é uma das maiores e mais
antigas ongs ambientais do mundo. Presente no Brasil desde 1988, desenvolve
mais de 20 grandes iniciativas nos principais biomas brasileiros (Amazônia,
Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga)

Projeto de Reserva Natural no Cerrado

Objetivo da Fundação e da TNC nesse processo é manter a biodiversidade


dessa área de Cerrado e investir em pesquisa e educação, segundo João
Campari, diretor da TNC para o Programa de Conservação das Savanas
Centrais

A Pequi (Pesquisa e Conservação do Cerrado) é uma associação sem fins


lucrativos criada no ano de 2000 por um grupo de pessoas comprometidas com
a missão de produzir e divulgar conhecimentos científicos sobre o Cerrado.

A Pequi tem desenvolvido e apoiado diversos projetos de pesquisa, enfocando


espécies ameaçadas da fauna brasileira, levantamentos de biodiversidade, uso
sustentável dos recursos naturais do Cerrado, educação ambiental, entre
outros.