Vous êtes sur la page 1sur 3

Linguagem e Poder Simbólico

Pierre Bourdieu

Santa Maria, 06 de maio de 2011.

o ritual não age por si. especialmente. mas apenas na medida em que representa a delegação de um agente investido de determinado monopólio simbólico. Bourdieu reflete que o acesso aos instrumentos legítimos de expressão está na diferença entre os discursos dentro do mesmo campo. Entretanto. Segundo Bourdieu. o sujeito ao constituir o mundo social. mas as lutas e os enfrentamentos simbólicos que se efetuam no sentido de recriar o mundo social. Isso representa que essa cumplicidade dos receptores em relação ao discurso legítimo que constitui o princípio de qualquer autoridade. a crise representa essa ruptura das condições capazes de conferir ao ritual sua eficácia que apenas podem ser obtida pelo controle dessas . mais precisamente. o poder da palavra está no poder delegado que essa palavra representa. isto é. Neste capítulo Bourdieu confere. Assim. ao ato de nomear. Bourdieu quer analisar as estratégias mais ou menos ritualizadas desse processo lingüístico. Esse ato de nomear seria a representação mais elevada de que o sujeito possui legitimidade e autoridade de constituir o mundo através da nomeação. De acordo com Bourdieu. pode-se compreender que a linguagem de autoridade tem que contar com a colaboração daqueles governados sob esse discurso. Nesse sentido. neutralização) derivam dessa posição do agente dentro do processo de concorrência do campo. O reconhecimento do discurso é processo de adequação a certas condições prévias como a autoridade daquele que pronuncia. do ato de nomear. é importante entender que a especificidade do discurso de autoridade não se dá apenas pela compreensão do mesmo. Entretanto. ele faz através da linguagem. à linguagem o modo mais eficaz da construção simbólica da realidade. mas no seu reconhecimento. As análisesde Bourdieu sobre a eficácia da linguagem e poder residem no estudo do paralelismo entre a crise da instituição religiosa e a crise do discurso ritual que ela sustentava. Entende-se o poder delegado como o processo de investimento que um indivíduo recebe de um determinado campo que autoriza ou delega para expressar a vontade do grupo. a retórica dos discursos institucionais do porta-voz autorizado dispõe de uma autoridade que corresponde à posição desse agente dentro do seu campo. o autor identifica o processo de eficácia simbólica como a relação entre as propriedades do discurso. daquele que pronuncia e da instituição que autorizou o pronunciamento. pode-se entender que o porta-voz consegue agir em efeito duplo de agir sobre os agentes do mesmo campo e sobre as coisas na medida em que ele acumula o capital simbólico do grupo que representa. Além da disposição de autoridade e de legitimidade de que esse agente possui ao nomear o mundo. É importante frisar que a eficácia da linguagem não reside em si. o que acontece na crise é a quebra desse contratto que une fieis e padre por intermédio da Igreja. Não apenas as estratégias. Desse modo. E os efeitos estilísticos dessa retórica (rotinização. a nomeação representa um ato performativo no sentido de atribuir um lugar socialmente localizado dentro do campo para esse agente. mas no funcionamento dessa linguagem. a situação legítima (receptores legítimos) devendo ser enunciado sob formas legítimas. Desse modo. Portanto. estereotipagem. mais especificamente. Bourdieu em sua vasta produção intelectual entende que autoridade da língua reside nas condições sociais de produção e de reprodução entre as classes do conhecimento da língua legítima. Acima de tudo.

a crise da linguagem é uma quebra dos mecanismos que garantem produtores e receptores legítimos desse discurso. a eficácia das palavras só se exerce quando os receptores reconhecem quem pode exercer. Portanto. na verdade. . refere-se à crise do sacerdócio que por sua vez refere-se à crise geral das crenças. essa crise da liturgia. Assim. Desse modo.condições.