Vous êtes sur la page 1sur 6

Universidade Estadual do Norte do Paraná -

UENP

Lei Estadual nº 15.300 – 28 de setembro de 2006 - CNPJ


08.885.100/0001-54

Faculdades Luiz Meneghel - FALM

CNPJ 75.626.135/0001-66

RELATÓRIO DE BOLSA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA


FORMULÁRIO VII do Edital no 01/2009 - CIC/UENP
1. IDENTIFICAÇÃO:
1.1 RELATÓRIO
Semestral/parcial () final/conclusão (X)
1.2 NOME DO BOLSISTA
Camila Motta Mayer
1.3 NOME DO ORIENTADOR
Teresinha Esteves da Silveira Reis
1.4 TÍTULO DO PROJETO
Potencial Natural de Erosão da Microbacia Hidrográfica “Água da Onça”,
Município de Bandeirantes-Pr
1.5 ANO/CURSO DO ACADÊMICO
7º semestre do curso de Agronomia
2 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:

2.1 INTRODUÇÃO
O planejamento do uso das terras, aliado ao planejamento ambiental, tem
ocupado lugar de destaque na identificação de riscos potenciais de degradação
permanente (Mello et. al, 2006).
De acordo com Bertoni e Lombardi Neto (1999), as diferenças relacionadas
às propriedades do solo permitem que alguns solos sejam mais erodidos que
outros ainda que variáveis como chuva, declividade, cobertura vegetal e práticas
de manejo sejam as mesmas.
A avaliação da vulnerabilidade à perda de solo é estabelecida a partir de
estudos detalhados da geologia, geomorfologia, pedologia e clima da região. Os
dados de elementos do meio físico são levantados de documentos cartográficos,
tabelas, informações de uso da terra, sendo integrados com o suporte do software
como o SPRING (CABRAL, 2003).
Em um mesmo solo, diferentes práticas de manejo podem afetar
diferentemente as propriedades, incluindo os processos de agregação. O cultivo
intensivo, aliado à alta taxa de revolvimento do solo é responsável pela redução do
conteúdo de matéria orgânica, que é um dos principais agentes de formação e
estabilização dos agregados. As práticas conservacionistas, como plantio direto,
que revolvem menos o solo e introduz um maior número de resíduos orgânicos, no
qual têm-se mostrado eficientes em aumentar a estabilidade das partículas de
agregação (WENDLING, et al, 2005).

2.2 METODOLOGIA
Com o objetivo de avaliar o Potencial Natural de Erosão da microbacia
“Água das Onça” de Bandeirantes – Pr, utilizou-se o Sistema de Informação
Geográfica SPRING 4.3 para inserção dos fatores erosividade, erodibilidade e
topográfico, processados por álgebra de mapas através da lógica Booleana e
programação em Linguagem Espacial para Geoprocessamento Algébrico.
A área de estudo tem área aproximada de 6800 ha, O clima, conforme
classificação de Köeppen, é Cfa.
Os solos predominantes são Nitossolo eutroférrico, Latossolo Vermelho
eutroférrico, associação Chernossolo + Neossolo Litólico + Nitossolo e associação
Chernossolo + Neossolo Litólico, ocupando respectivamente 70%, 13%, 11% e 6%
da área da bacia. O potencial natural de erosão foi calculado pela equação
PNE= R.K.L.S, onde:
PNE – potencial natural de erosão, Mg ha-1 ano-1
R – fator erosividade da chuva, MJ mm ha-1 h-1
K – fator erodibilidade do solo, Mg h MJ-1 mm-1
L – fator comprimento do declive, m
S – fator grau do declive, %.
Considerou-se as classes muito baixo, baixo, moderado, alto e muito alto
para PNE < 250, 250-500,500-750, 750-1000 e >1000 Mg ha-1 ano-1
respectivamente, conforme Mello et al. (2006).
Os fatores foram inseridos no Sistema de Processamento de Informações
Georreferenciadas (SPRING), versão 4.3, desenvolvido e disponibilizado pelo
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e processados em MNT. O
potencial erosivo das chuvas (fator R) foi extraído de Rufino et al. (1993). Para o
município de Bandeirantes R= 7151 MJ mm ha-1 h-1 ano-1. A erodibilidade (fator K),
foi calculada pelo método indireto através da expressão de Bouyoucos, K= ((%
areia + % silte) / (% argila)), conforme Mannigel et al. (2002). O Fator LS foi
0,63 1,18
calculado através da equação: LS= 0,00984 C D , onde C= comprimento de
rampa (m) e D= declividade da rampa (%).

2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Considerando as classes de erodibilidade adotada por Mannigel et


al.(2002), o fator K dos solos predominantes enquadrou-se na classe muito baixo,
ou seja, < 0,009 t.ha.h/ha.MJ.mm, com exceção do horizonte A do Chernossolo,
que apresentou classe de erodibilidade baixo (valores entre 0,009 e 0,015
t.ha.h/ha.MJ.mm). A classe de erodibilidade do Latossolo e Nitossolo foi
semelhante ao encontrado por Mannigel et al. (2002), que considerou satisfatório o
método de Boyoucos desde que os solos não sejam extremamente arenosos ou
argilosos.
Para avaliação do Fator LS desconsiderou-se a possibilidade de haver
terraços na área, uma vez que para avaliação do potencial natural de erosão,
apenas os fatores naturais são considerados, tais como: erosividade, erodibilidade
e fator topográfico (MELLO et al., 2006). Os valores variaram numa amplitude
maior do que aquela encontrada por Weill e Sparoveck (2008), justificada pelo fato
de existir na área declives acentuado e rampas longas e também por terem
considerado encostas com sistema de terraceamento implantados, resultando em
comprimentos de rampa menores do que considerados neste estudo.
Observou-se que 66% da microbacia apresentou PNE muito baixo, ou seja,
24% baixo, 6% moderado, 2,4% alto e 1,6% muito alto (Tabela 1).
Tabela 1: Potencial Natural de Erosão da Microbacia “Água da Onça” – Bandeirantes Pr.

Potencial natural de Área


erosão
(ha) %
-1 -1
Mg ha ano (classe)

<250 (muito baixo) 1370,89 66


250 a 500 (baixo) 490,87 24
500-750 (moderado) 132,53 6
750-1000 (alto) 50,52 2,4
>1000 (muito alto) 34,76 1,6
Total 2079,51 100

2.4 CONCLUSÕES

Na microbacia predominam áreas com muito baixo e baixo potencial natural


de erosão, correspondendo a 90% da área.
A utilização dos dados disponíveis dos levantamentos já realizados na
região, inseridos e processados em um ambiente SIG, possibilitaram avaliar o
PNE e integrá-lo ao banco de dados existente permitindo análise mais consistente
para planejamento de uso racional do solo.

2.5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERTONI, J.; Lombardi Neto, F.Conservação do solo. São Paulo: Ícone, 4ª


edição, 1999.

CABRAL, J. B. P. Discussão crítica sobre sensoriamento remoto,


geoprocessamento e perdas de solo aplicado ao estudo do assoreamento de
reservatórios brasileiros. Revista Geo notas, v. 7, n3, ISSN 1415-0646,
Universidade Estadual de Maringá, 2003.

MELLO, G.; BUENO, C. R. P.; PEREIRA, G. T. Variabilidade espacial de


perdas de solo, do potencial natural e risco de erosão em áreas intensamente
cultivadas. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 10, n.2,
p.315-322, 2006.

WENDLING, B. et al. Carbono orgânico e estabilidade de agregados de um


Latossolo Vermelho sob diferentes manejos. Pesq. agropec. bras., Brasília, v.40,
n.5, p.487-494, maio 2005.

3 ADEQUAÇÕES/ALTERAÇÕES OCORRIDAS:
Devido ao reduzido tempo para o desenvolvimento do trabalho e
adversidades climáticas não obtivemos resultados suficientes para uma análise
satisfatória na proposta anteriormente sugerida “ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DA
MATA CILIAR NA RETENÇÃO DOS SEDIMENTOS DE SOLO SOB CHUVA
NATURAL”.
4 DIFICULDADES ENCONTRADAS/CRÍTICAS OU SUGESTÕES:
O problema foi falta de tempo para o desenvolvimento completo da primeira
proposta de trabalho.
5 PARECERES DO ORIENTADOR:
5.1 QUANTO AO DESEMPENHO DO BOLSISTA NO PROJETO
A aluna Camila apresentou desempenho além de satisfatório,
considerando que passou à condição de bolsista meses depois dos demais, uma
vez que por exoneração da Profa. Claudia Acosta Duarte a bolsa de sua orientada
foi substituída e cedida à Camila Mayer. A comunicação desta substituição
ocorreu em 23/10/2009 através do e_mail da comissão provisória de pesquisa e o
primeiro recebimento da bolsa foi em 04/12/2009. A instalação do experimento foi
às margens de um rio que por ocasião das chuvas do início do ano foi perdido,
havendo necessidade de nova instalação. No entanto, nõa foi possível coleta de
amostras em n° suficiente para as análises, havendo assim necessidade de mais
tempo para tal.

5.2 QUANTO AO RELATÓRIO DO BOLSISTA


Foi bem elaborado.
6 PARTICIPAÇÃO DO BOLSISTA EM DIVULGAÇÕES CIENTÍFICAS:
50° Congresso Brasileiro de Olericultura
I Seminário da UENP sobre Desenvolvimento Agrário
7. INFORMAR O DESTINO DO BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA APÓS A
CONCLUSÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO OU ATUAÇÃO COMO BOLSISTA:

7.1. Pós-Graduação: Especialização( ) Mestrado(X) Doutorado ( )

7.2. Mercado de Trabalho: Público ( ) Privado ( )

7.3. Outros (citar): ______________________________________________

7.4. Sem atividade futura ( )

8. DATA E ASSINATURAS

10/08/2010

____________________________ ______________________________
Camila Motta Mayer Teresinha Esteves da Silveira Reis