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Preparação de Soluções T.L.Q.

Colégio dos Órfãos do Porto

INTRODUÇÃO
Na elaboração deste trabalho existe o objectivo de praticar aprendendo, como
se trabalha com soluções, e todos os pormenores em seu redor.
A partir desta questão, conciliando a teoria e a prática, desenvolve-se o
presente estudo, que consiste em preparar várias soluções (soluções de brometo
de sódio – NaBr – e ácido nítrico – HNO3), envolvendo todo o processo de
cálculos para a sua realização. Consequentemente, esta prática no laboratório
envolve a familiarização com o material de laboratório necessário.
Faz-se então, em primeiro lugar, a abordagem teórica sobre o material de
laboratório utilizado, de seguida o que são soluções, depois sobre a classificação
de reagentes, em seguida sobre a preparação de soluções e por fim sobre os
reagentes utilizados. De seguida faz-se o relato das várias preparações das
soluções: primeiro a preparação de uma solução de NaBr 20 % em massa
(d=1,05) e depois, a partir da solução anterior, a preparação de 250 ml de uma
solução NaBr 0,005 mol/dm3; por último a preparação de 100 ml de uma solução
de HNO3 65 % em massa (d=1,20). Isto inclui os respectivos procedimentos e
cálculos.
No fim faz-se a discussão dos resultados obtidos e a conclusão do trabalho.

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MATERIAL DE LABORATÓRIO UTILIZADO

Tudo começa um laboratório, que para o seu bom funcionamento e


aproveitamento, necessita de estar apetrechado de bom material. Nas preparações
de soluções feitas é utilizado algum desse material de laboratório:

GOBELÉ (FIG. 1) – Podem ser de vidro


“Duran” ou “Pyrex” apresentando-se
incolores. Resistentes à água, ácidos
fortes, cloro, bromo, substâncias
orgânicas e variações bruscas de
temperatura, Estes podem ser atacados
pelos ácidos fluorídrico e fosfórico
concentrado e quente e por soluções
alcalinas fortes. Fig. 1 – Exemplo de três
gobelés.
FUNIL – Utiliza-se nos laboratórios para que a
substância, ao passar de um recipiente para o outro, não caia de
lado e se perca. Neste caso o funil utilizado é de plástico (funil de
líquidos).

ESPÁTULA – É formada por uma lâmina delgada, plana, larga e de bordo


recto, de material flexível. Serve para colocar o NaBr na quantidade
certa no gobelé.

BALANÇA ELECTRÓNICA – Aparelho para determinar o peso dos


corpos. Na que se utiliza neste trabalho, a medição da tara é feita
automaticamente, para que o peso de NaBr seja certo.

BALÃO VOLUMÉTRICO – Recipiente de vidro, geralmente de forma


cónica ou mais ou menos (por vexes de fundo plano) e com um
gargalo rectilíneo de comprimento e diâmetro variáveis e que serve
para conter líquidos ou realizar reacções químicas. É aí que se
coloca o NaBr e a água para fazer a solução.

FRASCO DE VIDRO – Recipiente simples onde se podem colocar


reagentes ou produtos de reacções que podem ter o objectivo de
serem guardadas.

PIPETA – São materiais de medida, sendo instrumentos “EX”, e podem ser


graduadas ou volumétricas. Neste trabalho é utilizada uma pipeta
graduada para medir o volume de HNO3 concentrado. É graduada
porque permite efectuar a medição de fracções do seu volume total.

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PROPIPETA (FIG. 2) – Também chamadas pompetes ou


macrocontroladores, estas utilizam-se no cimo da pipeta para
sugar ou expelir o líquido para respectivamente dentro ou fora
da pipeta. É utilizada em vez da boca para uma maior
segurança, não havendo risco de ingerir substâncias perigosas
na sua medição.

VARETA – É um tubo de vidro simples que serve para


movimentar o líquido, ou até para servir de conta-gotas no caso
da sua ausência. Neste caso é utilizado para homogeneizar a
solução obtida.

HOTTE – Não sendo um material a utilizar é um local no


laboratório com ventilação forçada, adequada à realização de
trabalhos envolvendo substâncias de risco, como é o caso dos
Fig. 2 – Propipeta ácidos. Neste trabalho esse local é utilizado devido ao
usada numa
pipeta. manuseamento do ácido nítrico – HNO3.

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SOLUÇÕES

Uma solução é uma distribuição homogénea de uma substância noutra em


particular, distribuição homogénea de gases, líquidos ou sólidos em líquidos.
Existe uma quantidade enorme de soluções diferentes que nós vemos no dia a dia
(fig. 3).
O componente da solução presente em maior quantidade (geralmente líquido,
e neste caso, a água) chama-se solvente e o que está em menor quantidade
chama-se soluto. Cada solvente apresenta diferente poder dissolvente para
substâncias diferentes; do mesmo modo, a solubilidade, isto é, a quantidade
máxima de um soluto dissolvido num
dado volume de solvente, é diferente
para cada substância; assim se
distinguem substâncias facilmente
solúveis, dificilmente solúveis e
praticamente insolúveis.
Para a solubilidade de uma
substância num solvente é válida a
regra segundo a qual a maioria das
substâncias se dissolve melhor no
solvente para o qual têm maior
afinidade química. O poder
dissolvente de uma substância
depende da temperatura, e nos gases,
da pressão.
A uma solução que contenha a
maior quantidade possível de uma
substância dissolvida chama-se
solução saturada.
A concentração é a quantidade de
Fig. 3 – Rótulos de uma grande variabilidade de
soluções. uma substância contida por unidade
de peso ou volume de outra
substância. No caso de ma solução pode exprimir-se mediante a quantidade de
soluto que existe em uma ou em 100 partes de solução (tanto por um ou por 100
em peso ou em volume), mediante a relação entre o número de moles ou
equivalentes de soluto e o volume em litros do solvente ou mediante a relação
entre o número de moles do soluto e o número total de moles da solução.

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CLASSIFICAÇÃO DE REAGENTES

Tanto em laboratórios de Química como na indústria é necessária a


preparação de soluções, geralmente aquosas.
Os reagentes que são necessários para a preparação dessas soluções
apresentam impurezas em maior ou menor grau que são resultado do processo de
preparação. Assim quanto maior o grau de pureza maior o seu custo. No entanto,
as impurezas podem ser eliminadas (não na totalidade) por diversos processos de
purificação, que conduzem a graus de pureza variáveis conforme a utilização
futura.
Para trabalhos correntes no laboratório e na disciplina de T.L.Q., não são
necessários reagentes com grau de pureza superior ao de um reagente puro.
Logo, só é necessário usar dois tipos de reagentes: os técnicos e os puros.
Os reagente técnicos são destinados a fins industriais correntes, com um grau
de pureza não muito elevado.
Os reagentes puros são destinados a preparações laboratoriais correntes que
não envolvam técnicas especiais de análise.

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PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES
O primeiro passo na preparação de soluções é conhecer as normas de
segurança a respeitar e as propriedades do soluto.
A preparação laboratorial de soluções com uma dada composição exige que
se cumpram determinados passos, independentemente de se pretender um título
rigoroso, como uma solução-padrão, ou não muito rigoroso. Uma solução padrão
é aquela que cuja concentração é rigorosamente conhecida, ou seja, uma
solução-padrão é um ponto extremo de rigor.
Para a preparação de uma solução é necessário recorrer a algumas etapas.
Essas etapas são: o cálculo da quantidade de composto necessário; a medição; a
dissolução ou diluição; a homogeneização; e a armazenagem.
O cálculo da quantidade de composto necessário é a primeira etapa a ser
realizada.
Depois de conhecidos a concentração e o volume da solução a preparar,
calcula-se a massa ou o volume de soluto necessário.
É fundamental saber ler e interpretar as informações contidas no rótulo do
frasco do reagente a usar, nomeadamente a sua massa molar, grau de pureza,
concentração, massa volumétrica, que são dados necessários ao cálculo
pretendido.
De seguida procede-se à medição. Para a medição de uma massa utiliza-se
uma balança de precisão (mais ou menos 0,01 g), nos casos correntes (como é o
caso). Para a medição de volumes usa-se provetas para medições não rigorosas,
pipetas para medições rigorosas e balões volumétricos
para diluições rigorosas.
O próximo passo é a dissolução ou diluição. Após
ter pesado o soluto sólido, adiciona-se a uma parte do
solvente e agita-se. Adiciona-se em seguida o resto do
solvente para completar o volume final pretendido.
Adiciona-se em seguida o resto do solvente para
completar o volume final pretendido. Se o soluto for
Fig. 4 – O menisco líquido mede-se o volume calculado e adiciona-se
representado na figura. lentamente ao solvente, agitando e completando o
volume final pretendido. Não esquecer das técnicas de leitura do volume, tendo
atenção ao menisco (fig. 4).
De seguida procede-se à homogeneização, ou seja, agita-se a solução
preparada para uma completa homogeneização.
Por fim procede-se à armazenagem. As soluções devem ser sempre
transferidas e guardadas em frascos apropriados e devidamente rotulados.
Os rótulos devem ter as seguintes indicações:
- nome e/ou fórmula química do soluto
- concentração
- data da preparação.

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REAGENTES UTILIZADOS

BROMETO DE SÓDIO

O brometo de sódio pertence aos sais de ácido bromídrico, ou seja, brometos.


O brometo de sódio (NaBr) é um composto resultante da reacção de sódio
(Na) com o brometo (Br). Em 103 g (uma mole) de brometo de sódio, 23 g
(22,3%) são de sódio e 80 g (77,7 %) são de brometo.

Sódio – Metal alcalino, monovalente, maleável, de cor branca-prateada. O


seu símbolo é Na, número atómico 11, peso atómico 23 e ponto de fusão 97,8º C.

Bromo – Elemento químico Br, halogéneo, líquido vermelho-acastanhado e


liberta vapores e por isso o seu nome em grego é «mau cheiro». O seu peso
atómico é 79, número atómico é 35 e o seu ponto de ebulição 58,8º C.

ÁCIDO NÍTRICO
O ácido nítrico é pertence aos ácidos, dissolvendo-se electroliticamente na
água.
O ácido nítrico (HNO3) é um composto resultante da reacção de azoto (N)
com oxigénio (O3), havendo a aquisição de um hidrogénio (O), formando então o
óxido de azoto. Em 63 g (uma mole) de ácido nítrico, 1 g (0,02%) é de
hidrogénio, 14 g (22,2 %) são de azoto e 48 g (76,2 %) são de oxigénio.

Hidrogénio – Elemento químico de número atómico 1, símbolo H e massa


atómica 1,008. É um gás incolor, inodoro, de fraca densidade, insolúvel na água,
combustível e incomburente.

Azoto – Substância gasosa, incolor, inodora e insípida. Tem peso atómico


14, número atómico 7 e ponto de ebulição –195,8º C.

Oxigénio – Elemento gasoso (O) que constitui cerca de 1/5 do volume do ar.
É incolor, inodoro, comburente e incombustível, ligeiramente solúvel na água.
Entra em inúmeras combinações, como por exemplo a água, todos os óxidos, os
ácidos oxácidos e, por exemplo, o chamado gás hilariante, que é o óxido nitroso
que, quando inalado, provoca a inconsciência e a insensibilidade à dor.

NOTA

Nunca se deve adicionar água a um ácido, mas pelo contrário, deve-se


adicionar sempre o ácido à água. Isto porque, como a água é mais densa tem
tendência para descer e o ácido pode saltar e provocar graves lesões no utilizador.

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ÁGUA
A água é um composto incolor, que se encontra na natureza nos estados
líquido, sólido e gasoso.
A água (H20) é um composto resultante de reacção de hidrogénio (H2) com o
oxigénio (O). Em 18,016 g (uma mole) de água, 2,016 g (11,2 %) são de
hidrogénio e 16 g (88,8 %) são de oxigénio.

Hidrogénio – Ver antes nos componentes do ácido nítrico.

Oxigénio – Ver antes nos componentes do ácido nítrico.

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PROCEDIMENTO

PREPARAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE BROMETO DE SÓDIO – NaBr


(PROTOCOLO 1)

Material:

- Gobelé
- Funil
- Espátula
- Balança electrónica
- Vareta
- Balão Volumétrico

Reagentes:

- Água
- NaBr

Procedimento:

1- Calcular a massa de NaBr necessária.

2- Pesar rigorosamente e dentro de um gobelé de 50 ml a massa de NaBr


necessária à preparação da solução.

3- Transferir o NaBr para o balão volumétrico utilizando um funil.

4- Adicionar água até metade do balão volumétrico que possui NaBr para este
ficar já um pouco diluído .

5- Completar o volume até ao traço de referência com água e agitar para


homogeneizar.

6- Depois dos cálculos realizados transferir o volume necessário de solução para


outro balão volumétrico.

7- Completar o volume até ao traço de referência com água e agitar para


homogeneizar.

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PREPARAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE ÁCIDO NÍTRICO – HNO3


(PROTOCOLO 2)

Material:

- Frasco de vidro
- Gobelé de 250 ml
- Pipeta
- Propipeta
- Vareta

Reagentes:

- Água
- HNO3 65 % (d=1,20)

Procedimento:

1- Calcular o volume necessário de solução concentrada.

2- Medir o volume de metade da água para um gobelé.

3- Medir o volume de HNO3 de solução concentrada e adicionar à água. Agitar


para homogeneizar.

4- Adicionar a água restante até perfazer o volume total de solução.

5- Transferir a solução para um frasco e rotular.

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CÁLCULOS
BROMETO DE SÓDIO:

1)
1cm 3 solução − 1,05 g χ = 95cm 3
χ − 100 g

20
C = 103 −3 C = 2,105mol / dm 3
95 X 10

1mol NaBr − 103g χ = 20,6 g


0,2mol − χ

2)
M ( NaBr ) = 23 + 80 = 103g / mol

103g − 1mol χ = 0,2mol


21g − χ

nº mol
0,05 = nº mol = 0,0125mol
0,25

0,1dm 3 − 0,2mol χ = 0,00625dm 3 χ = 6,25ml


χ − 0,0125

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ÁCIDO NÍTRICO:

nº mol
2= n º mol = 0,2mol
0,1

M ( HNO3 ) = 1 + 14 + 3 X 16 = 63g / mol

63g − 1mol χ = 12,6 g


χ − 0,2

12,6
65 = X 100 m solução = 19,4 g
m solução

19,4
1,20 = v = 16,2ml
v

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RESULTADOS OBTIDOS

Depois desta experiência pode-se observar que o soluto de cada dispersão


(brometo de sódio e azoto) consegue-se dissolver na totalidade. Constata-se isso
porque não se conseguem observar partículas em cada uma das dispersões. Se
isso tivesse acontecido, teria sido causado pelo excesso de soluto, que não
conseguisse reagir com o solvente e sobrassem algumas partículas visíveis em
suspensão que depois repousassem no fundo do recipiente. Mesmo assim agitam-
se ligeiramente para que ajudem na reacção.
Pode-se assim afirmar que todas as experiências realizadas tiveram como
resultado soluções homogéneas.
A solução de brometo de sódio fica com um aspecto azulado e a solução de
ácido nítrico fica transparente, sem cor alguma.

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CONCLUSÃO
No âmbito da química pode-se concluir que o material utilizado permite a
realização das experiências com maior facilidade e exactidão que não seria capaz
de ser atingida de maneira alguma sem este material de laboratório.
Com esta actividade experimental fica-se com uma noção acerca de diversos
materiais laboratoriais, principalmente na sua identificação, aspecto e uso. No
que diz respeito às soluções realizadas, é possível não só ficar com uma noção de
como se preparam soluções, cálculos, material e cuidados exigidos, mas também
saber o seu aspecto final, conduzindo-nos à distinção de uma solução ou de uma
dispersão que não é solução.
Com tudo isto, através quer da parte prática, com as experiências realizadas,
quer da parte teórica, com os cálculos e pesquisas efectuadas, pensa-se ter
atingido o objectivo, que é investigar para descobrir, experimentando, tudo o que
existe relacionado com soluções.

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BIBLIOGRAFIA
CORRÊA, Carlos e outros; “Química 10º”. Porto Editora, 1995.

“Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse Selecções”. Lisboa – Rio de


Janeiro – Nova Iorque, 1981.

OLIVEIRA, Manuel Alves; “Moderna Enciclopédia Universal”. Círculo de


Leitores, 1988.

SIMÕES, Teresa Sobrinho e outras; “Técnicas Laboratoriais de Química


(Bloco I)”. Porto Editora, 1997.

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ÍNDICE

INTRODUÇÃO ...............................................................................................2

MATERIAL DE LABORATÓRIO UTILIZADO ..........................................3

SOLUÇÕES .....................................................................................................5

CLASSIFICAÇÃO DE REAGENTES ...........................................................6

PREPARAÇÃO DE SOLUÇÕES ...................................................................7

REAGENTES UTILIZADOS .........................................................................8

PROCEDIMENTO ........................................................................................10

CÁLCULOS...................................................................................................12

RESULTADOS OBTIDOS ...........................................................................14

CONCLUSÃO ...............................................................................................15

BIBLIOGRAFIA ...........................................................................................16

ÍNDICE ..........................................................................................................17

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