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Liberdade é algo essencial na vida, todos almejam, mas com ela vem a responsabilidade e

essa poucos querem. A liberdade vem acompanhada de muitos outros fatores, como a
responsabilidade, a coragem, a força de vontade de mudar, o respeito de não invadir o
espaço de outra pessoa...tudo isso deve ser conquistado com harmonia.
.O conceito filosófico de liberdade é uma tentativa consciente de divorciar da política a
noção de
liberdade, de chegar a uma formulação onde fosse possível ser escravo no mundo e ainda
assim ser livre. O campo original da liberdade é o da política e dos problemas humanos em
geral, e não o do pensamento individual, ou, da vontade individual tal qual a filosofia nos
faz e continua fazendo perceber.
Uma vez entendido que o campo de exercício da liberdade é necessariamente o do político,
e retornando ao pensamento de Hanna Arendt, pode-se afirmar que liberdade política não é
um fenômeno da vontade, e sim da ação. A ação livre é aquela que consegue transcender
motivos e fins determinados (motivos e objetivos), o que muitas vezes independe da
vontade (motivação), visto que a capacidade de concretização de uma vontade interna não
deriva da capacidade de ser livre, e sim da razão de força ou de fraqueza do sujeito. A
verdadeira ação livre, pelo contrário, não se mostra capaz de fazer algo que se intencionou
fazer, e sim, o próprio fazer regido por princípios que pela sua natureza genérica são muito
amplos para se fechar em metas específicas.

A despolitização... Veja-se, por exemplo, o movimento em favor do voto facultativo. O


que muitos encaram como positivo e condizente com a liberdade individual é uma maneira
de excluir parcela considerável da população das decisões políticas. Aumenta-se, assim, o
grau de alienação dos potenciais eleitores. Quando perguntam por minha opinião, digo com
clareza: sou a favor, desde que seja também facultativa a atual obrigação de pagar
impostos. Por que ser obrigado a sustentar economicamente o Estado e desobrigado de
influir na sua configuração e nos seus rumos?

O desinteresse pela política é um dos sintomas nefastos da ideologia neoliberal, que procura
dessocializar os cidadãos para individualizá-los como consumistas. Troca-se o princípio
cartesiano do “penso, logo existo” pelo princípio mercadológico do “consumo, logo
existo”. É nesse sentido que a propaganda eleitoral também se reveste de mercadoria.
Oferecem-se, não idéias, programas de governo, estratégias a longo prazo, e sim promessas,
performances, imagens de impacto.
Se há aspectos positivos nas restrições oficiais às campanhas eleitorais, porque deixam a
cidade limpa e evitam que os comícios atraiam público, não em função do candidato, e sim
dos artistas no palanque, é óbvio que favorecem a quem tem mais dinheiro. E enquanto não
chega a prometida reforma política, o financiamento e o controle público das campanhas, o
caixa 2 prossegue fazendo a farra de quem posa de ético e, ao mesmo tempo, angaria
recursos escusos e criminosos.