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CU

LTUR
ADOMAMÃ
O

EXIGÊNCIA EDAFOCLIMÁTICAS

• Clima

A cultura desenvolve-se bem em regiões temperadas, com


temperaturas médias em torno de 22 e 26ºC, exige precipitações
pluviométricas entre 1.500 a 1.800 mm (1.200 a 2.000 mm) anuais,
índices abaixo desta faixa necessita de irrigação, umidade relativa do
ar entre 60% e 80%, luminosidade acima de 2.000 horas/luz/ano,
ventos moderados, brandos e altitude ideal de 200 m.

• Solos

Para a cultura do mamoeiro os solos mais recomendados, onde a


cultura se desenvolve melhor são preferencialmente os areno-
argilosos, latossolos planos a levemente ondulados, porosos,
profundos (2 m a mais), sem impedimentos na sub-superfície, ricos em
matéria orgânica, e com pH entre 5,5 a 6,7. Evitar solos em baixadas
ou sujeitos a encharcamento e os pedregosos.

No preparo do solo é recomendada uma aração 60 dias antes do


plantio e uma a duas gradagens 20 a 30 dias após. Antes da aração
deve-se efetuar o controle de formigas e grilos e antes e depois da
aração a calagem.

VARIEDADES

No Brasil existem dois cultivares de mamão de importância econômica:


Sunrise Solo, mais conhecido como mamão Papaia, tem procedência do
Havaí. É uma planta precoce, frutos piriformes ou arredondados, com
peso variando de 400 a 600 g, polpa laranja-avermelhada, de excelente
sabor e indicada para consumo in natura e podendo alcançar
produtividade de 37 t/ha/ano.

O cultivar Tainung, mais conhecido como mamão Formosa é um híbrido


de origem chinesa, frutos apresentam peso variando de 0,8 a 2,5 kg, com
polpa amarela ou avermelhada, com produção acima de 70 ton/ha/ano.

PROPAGAÇÃO

O mamoeiro pode ser propagado por sementes, estaquia e enxertia,


sendo as sementes as mais utilizadas comercialmente. As plantas
fornecedoras de sementes devem ser hermafroditas (elongata) retiradas
de plantações distantes de outras variedades, com bom estado sanitário,
baixa altura de inserção das primeiras flores, precocidade, alta
produtividade, entre outras características.

Os frutos fornecedores de sementes devem ser colhidos maduros,


cortados superficialmente e as sementes retiradas com colher. Elas são
lavadas em peneira sob jato de água para eliminar a mucilagem e
dispostas em camadas finas sobre jornal para secar à sombra, por 2 a 3
dias. Em seguida são tratadas com fungicidas PCNB 75 PM13 g, Thiram
70 S 2,5 g ou Captan 3,0 g por kg de semente. Finalmente a semente é
ensacada e armazenada na parte inferior da geladeira (6ºC), se
necessário.

• Formação de mudas

As mudas podem ser produzidas em sacos de polietileno preto com


furos, tubetes, bandejas de isopor e outras. Mais usado, o saco de
polietileno deve ter dimensões 7 cm x 18,5 cm x 0,006 cm (largura x
altura x espessura) ou 15 cm x 25 cm x 0,006 cm. O substrato - mistura
para enchimento dos sacos - deve conter terra de mata (terriço), areia
lavada e esterco de curral bem curtido na proporção 3:1:1. Esse
substrato deve sofrer fumigação com brometo de metila e misturado,
para cada m³, de 1,0 kg de cloreto de potássio, 4,0 kg de superfosfato
simples e 10,0 kg de calcário dolomítico.

A semeadura é feita utilizando de 6 a 8 em sementes de origem


desconhecida e 2 sementes da variedade Formosa. Lançadas ao
recipiente as sementes devem estar distantes entre si por 1 cm e
serem cobertas com 1 - 1,5 cm de terra peneirada; irriga-se sem
encharcar e cobre-se levemente a superfície com palha. A germinação
ocorre após 10 a 20 dias.

Em viveiros cobertos as irrigações devem ser diárias ou 2 vezes por


dia (micro-aspersão)quando descobertos, aumentando o volume de
água e dilatando os turnos de rega após a operação de desbaste
(efetuado quando as plantas alcançarem 5cm de altura deixando a
mais vigorosa).

Aplicações quinzenais de calda contendo triclofron 50S (240 ml/100 l


de água) e mancozeb (150 g./100 l de água) podem prevenir o
aparecimento de pragas e doenças. Aos 30 a 40 dias após a
emergência das plantas, com 15 a 20 cm de altura, as mudas estão
aptas ao plantio em local definitivo. Deve-se rejeitar mudas fracas e
afetadas por doenças ou pragas. Adubação foliar (solução de uréia a
0,1%) será necessária se as folhas mais velhas amarelecerem.

TRATOS CULTURAIS

• Controle de plantas daninhas

Deve-se manter a cultura livre de ervas daninha com roçagens,


capinas ou através de uso de herbicidas de ação residual de pré-
emergência. O número de capinas fica a critério de cada produtor, já
que depende das condições climáticas, fertilidade do solo e
espaçamento utilizado. As capinas profundas danificam o sistema
radicular, pois o mesmo é bastante superficial e se estende
horizontalmente por todo o terreno. Os brotos laterais devem ser
retirados freqüentemente para não prejudicar o desenvolvimento e não
constituir focos de infestação de ácaros.

• Irrigação

Na cultura do mamoeiro o consumo anual de água oscila entre 1.200 e


3.100 mm, há maior exigência hídrica quando as plantas são jovens.
Com déficit hídrico surgem na plantação áreas do tronco sem frutos.

O método de irrigação a ser adotado depende das condições


climáticas, classe de solo, topografia, entre outros fatores. Os mais
apropriados são a irrigação por microaspersão e o gotejamento.

Gotejamento - Bastante usado na cultura do mamão, tem cedido lugar


para a microaspersão em virtude desta apresentar maior índice de
cobertura molhada (80 a 90%), enquanto no gotejamento a cobertura
molhada é de 40 a 50 %.

Irrigação por microaspersão - Este método de irrigação que tem


provocado melhores resultados ao mamoeiro. Simples, prático e
altamente eficiente, a microaspersão vem substituindo todos outros
métodos. O único cuidado é observar a parte do tronco da planta que é
freqüentemente umedecido, podendo facilitar o ataque de agentes
causadores da gomose, podridão do caule e outras, mas podem ser
controlados com a aplicação de fungicidas cúpricos. A calda bordaleza
é excelente, devendo ser aplicada no primeiro terço do caule do
mamoeiro, a começar pela base.

• Desbaste de Planta
O desbaste de plantas é efetuado principalmente em plantios de
mamoeiro do grupo Solo, onde se utilizam três mudas por cova. A
eliminação das plantas deve ser efetuada 3 a 4 meses após o
transplantio, deixando apenas uma planta hermafrodita por cova .

• Desbrota

As brotações laterais que nascem na axila das folhas devem ser


eliminadas quando ainda pequena. Iniciar essa pratica 30 dias após
plantio.

• Desbaste de Frutos

No início da frutificação desbastam-se frutos defeituosos e de pequeno


tamanho. É uma operação períodica (realizado pelo menos uma vez
por mês) com frutos ainda pequenos e verdes, deixando 1 a 2 frutos
por axila da folha. Erradicar plantas atacadas de viroses e outras
doenças, de modo sistemático.

• Adubações

O mamoeiro é uma planta de crescimento rápido, com florescimento e


frutificação constantes, e que extrai do solo quantidades relativamente
altas de nutrientes. Toda adubação deve ser realizada após a analise
de solo, pois as características destes variam muito, mas pode-se fazer
uso do seguinte esquema de adubação.

Adubação de plantio - Recomenda-se utilizar por cova 1 kg de torta


de mamona, 180 g de superfosfato triplo e 50 g de cloreto de potássio.
Havendo disponibilidade a torta de mamona pode ser substituída por
estercos de curral (10 kg) ou de galinha (2,5 kg) bem curtidos.
Adubação de cobertura 1° ano - Do plantio à floração sugere-se
aplicar, mensalmente, por planta 30 g de uréia, 120 g de superfosfato
simples e 20 g de cloreto de potássio. Da floração ao final do primeiro
ano recomenda-se efetuar 8 adubações do 3° ao 12° mês, utilizando-
se por plantas 50 g de uréia, 60 g de superfosfato simples e 60 g de
cloreto de potássio.

Adubação de cobertura a partir do 2° ano - A partir do 2° ano, a


adubação deverá ser realizada de 3 em 3 meses, utilizando por planta
50 g de uréia, 65 g de superfosfato simples e 18 g de cloreto de
potássio. A partir do 3° ano após o plantio não se recomenda adubar o
mamoeiro em virtude da queda normal de produção, a que torna essa
prática inviável economicamente.

Adubação foliar - O mamoeiro gosta particularmente de B (boro), Fe


(ferro), e Zn (zinco) os quais poderão ser aplicados isolados ou
formulados numa freqüência de 1 a 2 vezes ao ano, a ter inicio um
pouco antes do inicio da frutificação.

• Espaçamento/coveamento

O mamoeiro pode ser plantado em linhas simples ou duplas.

 Linha simples - varia de 3,0 a 4,0 metros entre fileiras e de 1,8


a 2,5 metros entre plantas.
 Linhas duplas - varia de 3,6 a 4,0 metros entre linhas duplas e
1,8 a 2,0 metros entre plantas.

Em terreno declivoso as linhas de plantio devem seguir as curvas de


nível; em terreno plano a linha de plantio são marcadas no sentido da
maior dimensão (comprimento). As covas devem ter 30 cm x 30 cm x
30 cm a 40 cm x 40 cm x 40 cm e os sulcos 30 a 40 cm de
profundidade (grandes plantações).
PRAGAS
PRAGAS PREJUIZOS CONTROLE
Ataca a superfície inferior de Desbastar brotações
folhas novas e brotações laterais, aplicar acaricidas
Ácaro branco laterais. A folha torna-se visando ponteiros e
amarelada, pálida, coriácea brotações laterais.
e por fim a lamina rasga-se.
Polyphagotarsonemu
Há perda do ponteiro (queda Produtos indicados: enxofre
s latus
do chapéu), paralização do molhável 80 PM (300 g/100
crescimento e até morte da l), dimetoato 5.E (75 g/100 l
planta. água).

Vivem nas folhas mais Aplicar acaricidas indicados


velhas, faces inferiores, nas para ácaro branco visando
nervuras mais próximas ao face inferior das folhas e a
pecíolo onde tecem teias, eliminação de focos iniciais
efetuam posturas. Provocam da praga.
Ácaro rajado
amarelecimento, necrose e
perfuração na folha. Há
Tetranychus urticae desfolha da planta, afetando
o desenvolvimento e
estragos nos frutos por ação
direta dos raios solares.
DOENÇAS
DOENÇAS PREJUIZOS CONTROLE

Em solos argilosos e mal- Erradicar plantas


drenados e em condições afetadas, evitar plantio
Tombamento de umidade e temperatura em solos pesados e
(damping off) elevadas há o controle químico com
apodrecimento do colo e Fosetyl-Al
raízes, amarelecimento de
Phytophthora
folhas e queda de frutos.
palmivora

Phytophthora parasitica
Em frutos em qualquer fase Enterrar frutos atacados,
do seu crescimento (tem colhê-los ainda verdes,
preferência por frutos desinfetar galpões e
maduros). Pontos negros vasilhames de transporte
aparecem e transformam- e pulverização dos frutos
Antracnose
se em lesões deprimidas quinzenalmente com
com até 5cm de diâmetro. fungicidas à base de
Colletotrichum Lesões velhas produzem cobre ou mancozeb (3 a
gloeosporioides esporulação rósea intensa. 8 l calda/planta).

Caracterizada pelo Treinamento de pessoal


amarelecimento das folhas para reconhecimento da
Mosaico mais novas, que se tornam doença; localizar viveiros
rugosas seguido de em áreas bem distantes
clareamento das nervuras; de mamoais; erradicar
posteriormente a lâmina da e/ou evitar o plantio de
folha apresenta porções solanáceas (beringela,
amarelas misturadas com pimenta, fumo),
verdes (mosaico). brassicáceas (repolho,
couve), abóbora, melão,
melancia, pepino,
próximo de áreas com
mamoeiros; vistoriar
plantio 2 a 3 vezes por
semana erradicando
plantas doentes.

COLHEITA E RENDIMENTO

A primeira colheita é realizada de 10 a 15 meses após o plantio,


dependendo da variedade e das condições climáticas da região. Os frutos
devem ser colhidos quando apresentam estrias ou faixas de 50% de
coloração amarela. Frutos destinados à exportação são colhidos "de vez",
caracterizado pela mudança da cor verde-escuro da casca para verde-
claro. No entanto, o fruto pode não amadurecer totalmente se colhido
muito imaturo.

Os frutos são retirados da planta através de uma leve torção, estando os


colhedores protegidos com luvas e camisas de mangas compridas, para
evitar queimaduras causadas pelo látex, evitando também o contato com
olhos e a mucosa bucal. Para plantas de porte elevado utilizam-se varas
de colheita.

• Rendimento

De um modo geral, em culturas bem cuidadas, o mamoeiro mantém


uma produção comercial aproximadamente por 2 anos, após a
primeira colheita. A depender da variedade cultivada, da região, do
plantio, do espaçamento e dos tratos culturais, a produção pode variar
de 30 a 50 toneladas por hectare no primeiro ano, decrescendo em
torno do 50% no segundo ano. Vale destacar que em plantios com
adoção de tecnologia avançada mesmo no terceiro ano a produção
continua economicamente viável.

• Tratamentos Classificação e Embalagens

O tratamento fitossanitário dos frutos pós-colheita visa limpar e


protegê-los contra as doenças durante sua classificação e embalagem.

• Tratamento térmico

Os frutos devem ser colocados em água com temperatura variando de


47 a 49° C (morna), durante 20 minutos, seguida de outra imersão em
água fria, por igual período. Temperaturas mais elevadas causam
danos no fruto e não causam o efeito desejado.
• Tratamento Químico

Os frutos devem ser colocados em uma solução de Thiabendazole


40PM, na dosagem de 100 g/100 l dágua. Deve-se evitar dosagens
superiores à recomendada para não deixar resíduos prejudiciais à
saúde humana.

• Classificação dos frutos

Após o tratamento fitossanitário, os frutos devem ser classificados por


tamanho (pequeno, médio ou grande), ou por tipo, de acordo com o
número de frutos que couberem em uma caixa. A classificação pode
ser realizada manualmente ou com maquinas construídas
especialmente para esse fim.

• Embalagens

Após a classificação, os frutos são embalados em caixas de madeira


podendo tanto ser de plástico ou papelão, com as dimensões de 40,5 x
30,0 x 15,0 cm para mamão Havaí, e 50,0 x 47,0 x 35,0 cm para o
mamão Formosa. Os frutos devem ser embrulhados um a um, em
papel tipo seda e colocados dentro da caixa, em posição vertical ou
levemente inclinada, com a base voltada para baixo. Deve se colocar
fitas de madeira (sepilhos), tanto no fundo da caixa quanto entre as
frutas e sobre a tampa, para dar mais firmeza. O mamão está entre as
frutas mais comercializadas, embora o mercado interno não seja tão
exigente quanto o externo com a qualidade e forma do fruto, e já existe
a preocupação de se melhorar a classificação e padronização do fruto
comercial.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

JOSÉ, A. R.S.;, C.H.; MANICA, I.; HOFFMANN. MARACUJÁ: Temas


Selecionados. Melhoramento, morte prematura, polinização, Taxonomia.
Porto Alegre: Cinco Continentes, 1997, 72 p

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, Produtor de Maracujá/Instituto de


Ensino Tecnológico, 2 ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2004, 48 p. –
Cadernos Tecnológicos.

BRUCKNER, C.H.; PICANÇO, M.C. Maracujá: tecnologia de produção, pós-


colheita, agroindústria, mercado. Porto Alegre: Cinco Continentes, 2001. 472
p.

Sites Consultados
http://www.cnpmf.embrapa.br/