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DINÂMICA DE AERONAVES – PARTE 02

ESTABILIDADE ESTÁ
ESTÁTICA LONGITUDINAL

A estabilidade está
estática longitudinal é o mais importante modo de
estabilidade está
estática de uma aeronave e portanto, recebe maiores
atenç
atenções durante o ciclo de projeto e desenvolvimento do avião.

A estabilidade longitudinal é o estudo do movimento e dos


momentos presentes na aeronave em relaç
relação ao seu eixo lateral (Y).

Como a maioria das aeronaves é simé simétrica em relaç


relação ao plano
vertical (formado pelos eixos X e Z) o estudo da estabilidade
longitudinal pode ser realizada sem considerar-
considerar-se os movimentos da
anv nos eixos X e Z.

O estudo da EEL baseia-


baseia-se na variaç
variação do coeficiente CM CG em
relaç
relação ao AOA cuja relaç
relação é praticamente linear e pode ser
representada no grá
gráfico a seguir.
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ESTABILIDADE ESTÁ
ESTÁTICA LONGITUDINAL (Cont.)

Onde:
CM0: coeficiente de momento quando CL = 0;
CMα: dCM/dα
/dα;

Se a inclinaç
inclinação da reta é negativa (CMα < 0) e CM0 é positivo então a
aeronave é compensá
compensável e estaticamente está
estável.
vel.

Portanto, o coeficiente CMα deve ser negativo e o CM0 deve ser


positivo para que a anv seja estaticamente está estável. Esses são 3os
crité
critérios da estabilidade está
estática longitudinal.

ESTABILIDADE ESTÁ
ESTÁTICA LONGITUDINAL (Cont.)

2
ESTABILIDADE ESTÁ
ESTÁTICA LONGITUDINAL (Cont.)

ANV ESTATICAMENTE INSTÁ


INSTÁVEL E NEUTRA

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A IMPORTANCIA DA EH NA EEL

A grande maioria das aeronaves são equipadas com aerofó


aerofólios com
camber positivo (arqueados). Tais perfis apresentam CMAC negativo
em toda a faixa de ângulo de ataque.

Assim, devido a diferenç


diferença do CP no extradorso (F1) e no intradorso
(F2) surge um momento (CM) que tende a reduzir o AOA, ou seja,
negativo mesmo quando o aerofó
aerofólio não produz sustentaç
sustentação (CL = 0).

Assim, somente considerando-


considerando-se a asa, quando CL = 0, tem-
tem-se:

CMAC = CMCG
E portanto,
CM0 = CMAC

Portanto, a asa por si só


só, não encontra-
encontra-se equilibrada. Para equilibrar
tal situaç
situação uma EH ou um canard devem ser adicionados a anv.
anv.

A IMPORTANCIA DA EH NA EEL (Cont.)

4
A IMPORTANCIA DA EH NA EEL (Cont.)

O EFEITO DA ASA NA EEL

Quando o aerofó
aerofólio está
está produzindo sustentaç
sustentação (CL ≠ 0) a variaç
variação
do CMCG em funç
função do AOA (CMα) varia de acordo com a posiç
posição do
CG em relaç
relação ao CA.
- Se o CG estiver a frente do CA seu efeito na EEL é positivo
(estabilizante).
- Se o CG estiver atrá atrás do CA seu efeito na EEL é negativo
(desestabilizante).
- Se o CG coincidir com o CA seu efeito na EEL é neutro (indiferente).

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O EFEITO DA ASA NA EEL (Cont.)
ASA RETA:
A maioria das anv de asas retas apresentam o CA a frente do CG.
Assim, na maioria das aeronaves convencionais, a asa contribui
negativamente na EEL.

ASA ENFLEXADA:
O enflexamento da asa desloca o CA para trá
trás, aproximando-
aproximando-o do CG e
reduz, portanto, a instabilidade.

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O EFEITO DA FUSELAGEM NA EEL

A fuselagem é como um aerofó


aerofólio e, quando posicionada em um AOA
positivo, produz sustentaç
sustentação. Normalmente o CA da fuselagem está
está
muito a frente do CG da anv.
anv.

Portanto, a fuselagem tem um efeito negativo na EEL


(desestabilizante).

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O EFEITO DA EH NA EEL
A EH é normalmente um perfil simé
simétrico cuja funç
função é estabilizar o
momento e os movimentos da anv em relaç
relação ao aixo lateral (Y).

Como seu posicionamento (CAEH) é muito atrá


atrás do CG da anv,
anv, então
contribui positivamente para a estabilidade está
estática longitudinal do
avião.

Sua capacidade estabilizante depende da distância do CAEH em


relaç
relação ao CGANV e da sua área. Aeronaves de cauda curta precisam
de uma grande empenagem horizontal e vice-
vice-versa.

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SOMA DOS EFEITOS DOS COMPONENTES NA EEL

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EFEITO DO CG NA EEL

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EQUACIONAMENTO DA EEL: CONTRIBUIÇ


CONTRIBUIÇÃO DA ASA

Consideram-
Consideram-se os momentos em relaç
relação ao CG no sentido horá
horário
(que aumentam o AOA) como positivos (+).
Assim, os momentos produzidos pela asa em relaç
relação ao CG são:

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EQ. DA EEL: CONTRIBUIÇ
CONTRIBUIÇÃO DA ASA (Cont.)
Considerando-
Considerando-se que o AOA é pequeno, então:
- sen α = α (em radianos);
- cos α = 1;
Logo,

Considerando-
Considerando-se que a forç
força de arrasto é muito menor que a da
sustentaç
sustentação (D <<<< L) e que o AOA é pequeno, então:
- D.α
D.α ≈ 0;
Logo,

A contribuiç
contribuição da fuselagem é muito pequena e, normalmente
considerada junto com a asa:

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EQUACIONAMENTO DA EEL: CONTRIBUIÇ


CONTRIBUIÇÃO DA EH
A contribuiç
contribuição da EH é obtida de maneira aná
análoga a asa:

Considerando-
Considerando-se que o AOAEH tb é muito pequeno assim como o DEH,
tem-
tem-se:

Como a EH é muito menor que a asa, o momento em arfagem (MAC EH)


tb é. Logo, esse termo pode ser desprezado e obté
obtém-se:

Sendo: xAC HT – xCG = lHT tem-


tem-se:

O efeito do GMP normalmente é desprezado pois a maioria das anv


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apresentam o eixo de traç
tração muito pró
próximo ao CG.

9
ADMENSIONALIZAÇ
ADMENSIONALIZAÇÃO

As forç
forças e momentos devem ser admensionalizados na forma de
coeficientes aerodinâmicos pois, assim, somente o formato da
aeronave será
será relevante.
Desta forma, duas aeronaves iguais mas com dimensões diferentes
terão a mesma dinâmica (p. ex.: anv real x modelo em escala).
Sendo:

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EQUACIONAMENTO PARA A ANV COMPLETA

Somando-
Somando-se a contribuiç
contribuição de cada componente da anv tem-
tem-se:

Contudo, as distâncias ainda são dimensionais. Para


admensionalizá
admensionalizá-las emprega-
emprega-se a CMA como referência (c
(cW).

Assim, a distância entre o CA


da asa e o CG da anv pode ser
escrito:

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EQUACIONAMENTO PARA A ANV COMPLETA (Cont.)
Então, a equaç
equação para a anv completa fica:

Deve-
Deve-se definir o volume de cauda (VH):

O CG varia durante o vôo e com o carregamento da anv.anv. Então o


parâmetro lHT deve ser adotado como a distância entre o CA da asa
(CAW) e o da EH (CAEH):

Logo:

OBS.: Volume de Cauda é apenas um nome e não representa21 o


volume fí
físico da cauda.

EQUACIONAMENTO PARA A ANV COMPLETA (Cont.)


Então, a equaç
equação para a anv completa fica:

Muda-
Muda-se o nome das variá
variáveis segundo a seguinte transformaç
transformação:

(onde CL é o coeficiente de sustentaç


sustentação para a anv inteira)

E portanto:

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EQUAÇ
EQUAÇÕES PARA A EE LONGITUDINAL

Analisando o grá gráfico acima, conclui-


conclui-se que para uma anv ser
estaticamente está
estável é necessá
necessário:
- CM0 > 0 (positivo);
- δCM/δα < 0 (negativo);

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EQUAÇ
EQUAÇÕES PARA A EE LONGITUDINAL (Cont.)

CM0 é o coeficiente de momento em relaç relação ao CG quando a


sustentaç
sustentação é nula (CL = 0). Assim, CM0 pode ser calculado:

CM 0 = (CM CG)L=0 = CM AC WB - VH.CL HT

Se CM AC WB é negativo (-
(-) e VH é positivo (+), então, para que CM 0 seja
positivo (+) CL HT deve ser negativo (- (-) ou seja, produzir uma forç
força
vertical descendente.

Derivando a equaç
equação de momento em relaç
relação ao AOA, tem-
tem-se:

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EQUAÇ
EQUAÇÕES PARA A EE LONGITUDINAL (Cont.)

Deve-
Deve-se entretanto, fazer algumas observaç
observações a respeito dos
ângulos de ataque da asa e da EH.

Onde αW e αHT são:

E ε é o ângulo de downwash.
downwash. 25

EQUAÇ
EQUAÇÕES PARA A EE LONGITUDINAL (Cont.)
DOWNWASH:

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EQUAÇ
EQUAÇÕES PARA A EE LONGITUDINAL (Cont.)
Derivando o αW e o αHT em relaç
relação a α, obté
obtém-se:

Renomeando as variá
variáveis para simplificar o equacionamento, tem-
tem-se:

Assim:
0,3 < δε/
δε/δα < 0,5 27

PONTO NEUTRO

A presenç
presença da EH torna a anv longitudinalmente está estável,
contrabalanç
contrabalançando os efeitos desestabilizantes da combinaç
combinação asa-
asa-
fuselagem (ponto B).
(ponto B).

Entretanto, se o CG for gradativamente deslocado para trátrás, o efeito


estabilizante da EH vai reduzindo, reduzindo portanto a EEL da anv.
anv.

Existe então uma posiç


posição do CG no qual o efeito estabilizante da EH
iguala-
iguala-se aos efeitos desestabilizantes da asa-
asa-fuselagem e a anv
torna-
torna-se estaticamente neutra (ou indiferente). Essa posiç
posição do CG é
chamado de ponto neutro (PN) (ponto C).
(ponto C).

No PN o CM CG da anv independe do AOA e portanto é constante.

Logo, CM CG = cte
δCM CG/δα = CM α = 0 28

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PONTO NEUTRO (Cont.)

Se o CG for deslocado mais para trá trás (alé


(além do PN) a anv torna-
torna-se
estaticamente instá
instável e o piloto pode encontrar dificuldades para
controlar o avião (ponto D).
(ponto D).

Por outro lado, se o CG estiver muito a frente, a anv será será muito
está
estável e o piloto não conseguirá
conseguir á produzir forç
força suficiente na EH para
levantar o nariz da anv e alcanç
alcanç ar o C L MAX da asa (ponto
(ponto ).
A).
A

Tais limites no posicionamento do CG são apresentados no envelope


envelope
de passeio do CG. Alteraç
Alterações na configuraç
configuração da anv alteram o
envelope de passeio do CG.

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PONTO NEUTRO (Cont.)

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PONTO NEUTRO (Cont.)

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PONTO NEUTRO (Cont.)


Logo,

Então,

Onde: xCG = xN = h e xAC = hN WB

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MARGEM ESTÁ
ESTÁTICA
MARGEM ESTÁESTÁTICA (SM):
É a medida entre a posiç
posição do PN e a posiç
posição do CG da anv.
anv. Seu valor
deve ser positivo para a anv ser está
estável. Reflete diretamente o grau de
estabilidade da anv:
anv: quanto maior o seu valor, maior a estabilidade
está avião.
estática longitudinal do avião.
Logo:

e, portanto

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COMO AUMENTAR A EE LONGITUDINAL

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DÚVIDAS??

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