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Título Crimes contra a pessoa. Crimes contra a vida. Homicídio.

Número de semana de aula 1


Tema Crimes contra a pessoa. Crimes contra a vida. Homicídio. Noções gerais e
aplicação dos institutos estudados na parte geral. Figuras típicas do Homicídio.
Simples e privilegiado
Objetivos Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de:

- Compreender que a parte especial do Código Penal se encontra dividida em títulos


e capítulos que possuem uma sequência ordenada pelo legislador levando em conta
o bem jurídico protegido.
- Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal ao delito de
Homicídio.
- Compreender a importância da aplicação dos princípios norteadores do Direito
Penal de natureza constitucional e infraconstitucional aos crimes em espécie.
- Solucionar os casos concretos apreendendo a tipificar corretamente as condutas,
não esquecendo da aplicação das normas de extensão como a tentativa e
participação.
- Solucionar os casos concretos apreendendo a identificar o instituto a ser utilizado
e a solução jurídica para o caso.

Estrutura de conteúdo 1 - Homicídio.

- Dispositivo Legal
- Conceito
- Bem Jurídico protegido
- Considerações sobre o início da proteção penal à vida pelo Artigo 121 do Código
Penal
- Espécies
- Classificação Doutrinária
- Sujeito Ativo e Passivo do delito
- Objeto Material do crime
- Elemento subjetivo
- Modalidade Comissiva e omissiva
- Consumação e tentativa
- Desistência voluntária e arrependimento eficaz
- Crime Impossível por absoluta ineficácia do meio e absoluta impropriedade do
objeto
- Concurso de pessoas - autoria mediata, colateral e incerta
- Erro de tipo essencial e acidental e o crime de Homicídio.

2 - Figuras típicas

- Homicídio simples
- Homicídio privilegiado

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a) por motivo de relevante valor moral.
b) por motivo de relevante valor social.
c) pelo domínio de violenta emoção logo após a injusta provocação da vítima.
Recursos físicos Quadro e pincel.
Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Em um tarde de domingo, Haroldo, policial militar de folga, voltava com a


família de uma festa quando foi abordado por policiais militares que se
encontravam em uma fiscalização de rotina. Haroldo se identificou aos policiais,
mas mesmo assim eles pediram para fazer uma vistoria em seu carro, alegando
que estavam ali para verificar notícia de que um carro igual ao de Haroldo estaria
transportando drogas. Neste momento se iniciou uma forte discussão entre Haroldo
e os outros policiais, tendo Haroldo sacado de sua arma. A mãe de Haroldo que se
encontrava no carro, tentou intervir para apaziguar a situação quando foi atingida
por um disparo de arma de fogo efetuado pelo filho que atirou contra seu colega de
farda que nada sofreu. A mãe de Haroldo foi socorrida, mas não resistiu aos
ferimentos e faleceu no hospital. Considerando que em nenhum momento Haroldo
quis a morte da própria mãe, comente a situação jurídico-penal de Haroldo,
inclusive em relação à agravante genérica prevista no Artigo 61, Inciso II alínea "e"
do CP.

2 - Jair estava indo para a padaria comprar leite para os filhos, quando se depara
com seu irmão e um vizinho do come Carlos discutindo. Jair tenta acabar com o
entrevero, ocasião em que ouve Carlos proferir várias ameaças de morte a ele e ao
seu irmão, então resolve tirar seu irmão do local. Neste momento Carlos fica
irritado com a conduta de Jair e pega uma cadeira de ferro e lança contra o mesmo,
que avisado, se abaixa e a cadeira passou por cima de sua cabeça, vindo a cair
próximo a seus pés. Carlos foge correndo do local, porém é atingido com dois tiros
na nuca efetuados por Jair que ficou totalmente descontrolado com a agressão de
Carlos. Preso e processado, a tese defensiva de Jair é de legítima defesa putativa,
pois o rapaz alega que supôs que algo de mais grave pudesse lhe acontecer. Diante
dos fatos, a tese defensiva deve prosperar? Responda de forma fundamentada qual
a situação jurídico-penal de Jair.

QUESTÕES OBJETIVAS:

1 - Marcos, com a intenção de matar Paulo, lhe desfere um tiro que o atinge em
região não letal, mas mesmo assim Paulo morre porque antes do disparo efetuado
por Marcos, ele havia ingerido um veneno pois queria se matar. Diante dos fatos,
assinale qual a alternativa correta:

a) Trata-se de causa relativamente independente que por si só produziu o resultado


e Marcos deverá responder por tentativa de homicídio.

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b) Trata-se de causa preexistente absolutamente independente e Marcos deverá
responder apenas por tentativa de homicídio.
c) Trata-se de crime impossível, uma vez que Paulo morreria de qualquer jeito pela
ingestão do veneno.
d) Trata-se de causa relativamente independente que se encontra na mesma linha
de desdobramento causal fazendo com que o Marcos responda por homicídio
consumado.

2 - Marta serve para Célia um suco de laranja contendo um veneno letal. Célia sem
saber bebe todo o copo, porém neste momento Marta se arrepende e leva Célia
para a emergência de um hospital e conta ao médico de plantão o ocorrido e este
consegue salvar a vítima. Diante dos fatos, responda:

a) Trata-se de arrependimento posterior devendo Marta responder por lesão


corporal.
b) Trata-se de desistência voluntária, devendo Marta responder por lesão corporal.
c) Trata-se de arrependimento eficaz devendo Marta responder por lesão corporal.
d) Trata-se de tentativa de homicídio, pois a intenção inicial de Marta era matar a
vítima.

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Título Homicídio. Continuação.
Número de semana de aula 2
Tema Crimes contra a pessoa. Homicídio. Continuação. Homicídio qualificado.
Homicídio culposo no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro. Perdão
Judicial. Homicídio e a Lei dos Crimes Hediondos.
Objetivos Nesta aula o aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal aos crimes em espécie.
- Aplicar os institutos previstos na parte geral ao crime de Homicídio qualificado e
culposo.
- Compreender a interpretação analógica que deverá ser realizada no Homicídio
qualificado e sua diferença para Analogia.
- Conhecer a possibilidade do reconhecimento de mais de uma qualificadora e da
divergência sobre o momento de sua aplicação na dosimetria da pena.
- Conhecer a divergência sobre a possibilidade do reconhecimento simultâneo entre
qualificadora e privilégio.
- Conhecer a diferença da aplicação do Código Penal e do Código de Trânsito
Brasileiro no Homicídio Culposo.
- Compreender a possibilidade de aplicação do Perdão Judicial e a natureza jurídica
da sentença que o concede.
- Compreender de uma maneira genérica a incidência da aplicação da Lei 8.072/90
para o autor de um delito e em que situações o Homicídio será considerado um
crime hediondo.
- Apreender a tipificação correta do crime inclusive quanto às causas de aumento e
diminuição de pena e eventual concurso de crimes.
Estrutura de conteúdo 1 - Homicídio qualificado.

- As qualificadoras e sua interpretação analógica.


- Motivos qualificadores determinantes: Mediante paga, promessa de recompensa
ou qualquer outro motivo torpe; motivo fútil.
- Meios de execução qualificadores: Com emprego de veneno, fogo, explosivo,
asfixia, tortura ou qualquer outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar
perigo comum.
- Modos de execução qualificadores: À traição, de emboscada, mediante
dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do
ofendido.
- Fins qualificadores: Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou a
vantagem em outro crime.
- Presença de mais de uma qualificadora e a dosimetria da pena.
- Possibilidade de reconhecimento simultâneo entre qualificadora e privilégio e sua
divergência.

2 - Homicídio Culposo.

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- Elementos do fato típico culposo.
- Modalidades de culpa.
- Princípio da Confiança.
- Culpa consciente e inconsciente. Diferença entre culpa consciente e dolo eventual.
- Concorrência e compensação de culpas.
- Conflito aparente de normas entre o Homicídio Culposo do Código Penal e do
Código de Trânsito Brasileiro.
- Perdão Judicial. Natureza Jurídica. Perdão Judicial no Código de Trânsito
Brasileiro. Natureza jurídica da sentença que concede o Perdão Judicial.

3 - Causas de aumento de pena.


3. 1 - Homicídio culposo e causas especiais de aumento de pena.
- Diferença da imperícia para a causa de aumento de pena da inobservância da
regra técnica de profissão, arte ou ofício.
- Aplicação do princípio da subsidiariedade em relação ao crime de Omissão de
socorro.

3.2 - Causas especiais de aumento de pena no Homicídio Doloso.

- Aplicação da Teoria da Atividade.

4 - Homicídio e a Lei dos Crimes Hediondos.

- Homicídio simples como crime hediondo de acordo com a Lei 8.072/90 e suas
divergências.
- Homicídio qualificado e privilegiado ao mesmo tempo e a controvérsia sobre a
incidência da Lei 8.072/90.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Caio, teve sua filha estuprada e morta por Jaime que era vigia do prédio em que
moravam. Uma semana após o fato, Caio se depara com Jaime e visivelmente
transtornado agarra o pescoço do assassino da filha e o sufoca até a morte. Diante
dos fatos, responda de forma fundamentada:

a) É possível haver o reconhecimento simultâneo de uma qualificadora e de um


privilégio?
b) O homicídio praticado por Caio é qualificado ou privilegiado?
c) Praticou Caio um crime hediondo?

2 - VERA foi submetida a uma cirurgia e ficou internada no hospital. Nos três dias
que se seguiram a cirurgia Vera teve febre alta, temores e manchas na pele,
sugerindo a presença de infecção causadora da meningite. O médico que tratou de

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Vera, não obstantes os sinais clínicos e visíveis não realizaram nenhum exame
capaz de diagnosticar a infecção e sem combate a infecção piorou, vindo Vera a
falecer em razão dela. Diante dos fatos, o médico de Vera foi denunciado pela
prática de crime previsto no Artigo 121 §3º e 4º do CP. A defesa impetrou HC
pleiteando a exclusão da causa de aumento de pena pela inobservância de regra
técnica, sob a alegação da ocorrência de bis in idem, pois a negligência médica foi
utilizada duas vezes, uma como modalidade de culpa e outra para agravar a pena.
Deve o pleito defensivo prosperar?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1-Everaldo pretendendo obter a confissão de Alexander acerca da prática de


determinada conduta delituosa queima-o por meio de choques com um fio
desencapado. Entretanto, sem prestar atenção a corrente elétrica utilizada vem a
causar a morte de Alexander. Diante do fato narrado é correto afirmar-se que: (29º
exame da ordem OAB/RJ)
a. Everaldo praticou os delitos de homicídio qualificado e tortura em concurso
formal de crimes;
b. Everaldo praticou os delitos de homicídio qualificado e tortura em concurso
material de crimes;
c. Everaldo praticou o delito de homicídio qualificado pela tortura;
d. Everaldo praticou o delito de tortura qualificada pelo resultado morte.

2 - Um mecânico, durante o conserto de um automóvel, aciona a partida


acidentalmente, sem perceber que o veículo se encontrava engatado ocasionando a
morte de seu colega de trabalho que se encontrava debaixo do carro verificando os
freios. Nesta hipótese o mecânico deverá responder por:

a. Homicídio culposo com culpa consciente pelo Código de Trânsito Brasileiro;

b. Homicídio culposo com culpa consciente pelo Código Penal;

c. Homicídio culposo com culpa inconsciente pelo Código de Trânsito Brasileiro;

d. Homicídio culposo com culpa inconsciente pelo Código Penal.

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Título Induzimento, instigação e auxílio ao suicídio. Infanticídio.
Número de semana de aula 3
Tema Crimes contra a pessoa. Crimes contra a vida. Induzimento, instigação e
auxílio ao suicídio. Infanticídio.
Objetivos Ao final desta aula o aluno deve ser capaz de:

- Compreender a aplicação dos princípios constitucionais e


infraconstitucionais, norteadores do Direito Penal, em relação aos crimes
estudados;
- Compreender a aplicação dos institutos da parte geral nos crimes estudados;
- Compreender a natureza jurídica do resultado Lesão Corporal Grave ou Morte da
vítima no crime de Induzimento, instigação e auxílio ao suicídio;
- Compreender a diferença entre praticar induzimento, instigação e auxílio ao
suicídio e praticar ato de execução que leva a responsabilidade penal para o delito
de Homicídio;
- Compreender as elementares do crime de Infanticídio que o tornam especial em
relação ao crime de Homicídio;
- Compreender a possibilidade de concurso de pessoas no crime de Infanticídio.
Estrutura de conteúdo 1 - Induzimento, instigação e auxílio ao suicídio.

- A autolesão e o princípio da lesividade jurídica.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo: Participação moral e material.
- Sujeito ativo e passivo.
- Autoria Mediata.
- Tipo subjetivo.
- Modalidade comissiva e divergência quanto à possibilidade do delito ser praticado
por omissão.
- Consumação e Tentativa.
- Controvérsias sobre a natureza jurídica do resultado lesão corporal grave e morte
da vítima.
- Análise da conduta de induzimento, instigação e auxílio ao suicídio quando o
resultado for de natureza leve.
- Causas de aumento de pena: Motivo egoístico, vítima menor (capacidade de
discernimento) e vítima que tem diminuída a capacidade de resistência.
- Suicídio conjunto ou "Pacto de Morte". Análise da responsabilidade penal dos
envolvidos e diferença para a responsabilidade penal no delito de Homicídio.
- Roleta russa.
- A intervenção médica quando sua conduta for contrária a vontade do paciente e
de seus responsáveis legais e a responsabilidade penal, nestes casos, dos
responsáveis legais pelo paciente.
- Suicídio não consumado e "aberratio ictus".

2 - Infanticídio.

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- Natureza jurídica.
- Classificação doutrinária.
- Tipo Objetivo: A expressão sob a influência do estado puerperal e o lapso
temporal.
- Sujeito ativo e passivo.
- Elemento subjetivo.
- Modalidade comissiva e omissiva.
- Concurso de pessoas no delito de Infanticídio.
- O delito de Infanticídio e erro sobre a pessoa (aplicação do Artigo 20 §3º do
Código Penal).
Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1- Antonio foi pronunciado pela prática de crime previsto no Artigo 122 do Código
Penal em razão dos seguintes fatos: Sua esposa, Janete resolveu acabar com sua
própria vida, optando pelo auto-extermínio por não agüentar mais as constantes
agressões e maus tratos que lhe eram impingidos pelo marido Antonio, a
promotoria argumentou que o comportamento extremamente agressivo e
manipulador do autor que a submetia constantemente a agressões físicas, acabara
por induzir a vítima ao suicídio. Como advogado de defesa, qual a argumentação
jurídica que poderia ser utilizada na busca da sentença de impronúncia?

2 - Célia, logo após o parto e sob a influência do estado puerperal, conforme


comprovado por laudo pericial, utilizando-se de um travesseiro, asfixia seu filho que
acabara de nascer, porém para tanto conta com a ajuda da enfermeira, que ciente
da intenção criminosa de Célia, a auxilia, tomando conta da porta e impedindo que
algum de seus familiares entre no quarto e impeça a morte da criança. Diante dos
fatos, responda:
a) Qual será a tipificação correta para a conduta de Célia e da
enfermeira? Fundamente sua resposta nos dispositivos penais pertinentes.
b) Caso, além da presença do estado puerperal, se reconheça no laudo pericial que
a mãe se encontrava no momento do fato sem qualquer capacidade de
entendimento e autodeterminação, a solução jurídica será a mesma?

QUESTÕES OBBJETIVAS:

1 - Arlete, em estado puerperal, manifesta a intenção de matar o próprio filho


recém nascido. Após receber a criança em seu quarto para amamentá-la, a criança
é levada para o berçário. Durante a noite Arlete vai até o berçário, e, após conferir
a identificação da criança, a asfixia, causando a sua morte. Na manhã seguinte, é
constatada a morte por asfixia de um recém nascido que não era o filho de Arlete.
Diante do caso concreto, assinale a alternativa que indique a responsabilidade
penal da mãe. ( 42º exame da ordem OAB/RJ)

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a. Crime de homicídio, pois, o erro acidental não a isenta de responsabilidade.
b. Crime de homicídio, pois, uma vez que o Artigo 123 do CP trata de matar o
próprio filho sob a influência do estado puerperal, não houve preenchimento dos
elementos do tipo.
c. Crime de infanticídio, pois houve erro quanto à pessoa.
d. Crime de infanticídio, pois houve erro essencial.

2- Romeu e Julieta fazem um pacto de morte e optam por se suicidarem por asfixia
de gás carbônico. Romeu calafeta todas as frestas do compartimento e abre o bico
do gás, porém ambos sobrevivem e sofrem apenas lesões corporais de natureza
leve. Diante dos fatos, qual a alternativa correta?

a. Romeu e Julieta responderão por tentativa de homicídio qualificado pela asfixia.


b. Romeu e Julieta responderão pelo crime de induzimento, instigação e auxílio ao
suicídio.
c. Romeu responderá por tentativa de homicídio qualificado pela asfixia e Julieta
pelo crime de induzimento, instigação e auxílio ao suicídio.
d. Apenas Romeu responderá por tentativa de homicídio qualificado pela asfixia.

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Título Aborto
Número de semana de aula 4
Tema Crimes contra a pessoa. Aborto. Figuras típicas. Auto-aborto ou aborto
consentido. Aborto provocado por terceiro com e sem o consentimento da gestante.
Aborto legal.
Objetivos Ao final desta aula o aluno deverá:

- Aplicar os institutos previstos na parte geral ao delito de Aborto;


- Aplicar os princípios norteadores do Direito Penal, de natureza constitucional e
infraconstitucionais aos crimes em espécie;
- Diferenciar as condutas típicas de Auto-aborto, Aborto provocado por terceiro com
e sem o consentimento da gestante;
- Compreender a aplicação no crime de Aborto de uma exceção pluralista à teoria
monista do concurso de agentes;
- Compreender a diferença entre o crime de Aborto provocado por terceiro e os
crimes previstos no Artigo 129 §1º e 2º Incisos IV e V do Código Penal;
- Compreender em que situações se aplica o delito de Aborto provocado por
terceiro na forma majorada e o crime de Aborto provocado por terceiro em
concurso com o crime de Lesão corporal grave ou Homicídio;
- Aprender a tipificar corretamente as condutas, inclusive quanto à consumação,
tentativa, formas majoradas e eventual concurso de crimes.

Estrutura de conteúdo 1 - Aborto

- Conceito.
- Início e término da proteção legal pelo crime de Aborto.
- Espécies de Aborto.
- Exceção pluralista à teoria monista do concurso de agentes.
- Classificação Doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Bem juridicamente protegido e objeto material do crime.
- Meios de execução.
- Elemento subjetivo.
- Modalidade comissiva e omissiva.
- Consumação e tentativa.
- Crime impossível.
- Figuras típicas:
a) Auto-aborto ou Aborto consentido;
b) Aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante (dissentimento
real e presumido e a capacidade de consentir);
c) Aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante.
- Causas de aumento de pena no crime de Aborto provocado por terceiro se ocorrer
lesão corporal grave ou morte da gestante.
- Aborto legal:

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a) Necessário ou terapêutico - natureza jurídica;
b) Sentimental ou Humanitário - natureza jurídica.
- Destaques:
a) Diferença entre o crime de Aborto provocado por terceiro e o crime de Lesão
corporal seguida de aceleração de parto e o crime de lesão corporal seguida de
aborto;
b) Diferença entre o crime de Aborto provocado por terceiro com a causa de
aumento de pena pela lesão corporal grave ou morte da gestante e
do reconhecimento de concurso de crimes entre Aborto provocado por terceiro e
Lesão corporal grave ou Homicídio;
c) Eliminação do feto anencéfalo. Aborto ou antecipação terapêutica do parto.
Entendimentos doutrinários e jurisprudenciais.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1-Celita descobre que está grávida e procura uma clínica clandestina para se livrar
da gravidez indesejada. Durante o procedimento, Celita sofre uma intensa
hemorragia e muito embora o médico que realizava o aborto tenha feito tudo para
salvá-la, Celita não sobreviveu. Para espanto do médico que acreditava que a
gravidez de Celita era simples, foi ele surpreendido com o fato que Celita havia
concebido fetos gêmeos, causando a morte de ambos. Diante dos fatos, responda,
salientando a possibilidade ou não de concurso de crimes:
a) Tipifique a conduta do médico de Celita.
b) Vamos supor que Celita tivesse sobrevivido e que ela tivesse conhecimento de
sua gravidez gemelar, incorreria ela em algum crime?

2- Jéssica descobre sua gravidez e conta para o seu amante Luiz, médico
renomado, que disfarça, fazendo Jéssica acreditar que ficou feliz com a notícia,
quando na verdade só pensa em uma maneira de se livrar da criança. Com o falso
pretexto de realizar em Jéssica exames de rotina, Luiz consegue levar a amante ao
seu consultório. Após a realização dos exames Luiz mente para Jéssica dizendo que
se a mesma não realizar o aborto, não sobreviverá a gravidez. Acreditando no
amante, Jéssica aceita se submeter ao aborto, pois na sua cabeça é o único meio
de se salvar. Considerando que o aborto foi realizado pelo próprio Luiz, indique se
deve haver responsabilidade penal para a conduta de Jéssica, bem como indique a
responsabilidade penal de Luiz.

QUESTÕES OBJETIVAS:

1 - Considerando-se o crime de Aborto no Código Penal Brasileiro, é correto afirmar


que: (27º exame de ordem OAB - RJ)
a. O Aborto é permitido somente nos casos em que não haja outra maneira de
salvar a vida da gestante.

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b. O Aborto é permitido nos casos em que não haja outra maneira de salvar a vida
da gestante ou a gravidez tenha sido resultado de estupro, devendo existir
autorização da gestante ou, se incapaz, de seu representante legal.
c. O Aborto é permitido nos casos em que não haja outra maneira de salvar a vida
da gestante ou a gravidez tenha sido resultado de estupro, devendo existir
autorização do médico.
d. O Código Penal Brasileiro somente permite o Aborto nos casos de gravidez
resultante de estupro.

2 - Marta decide realizar um aborto, para tanto toma uma substância abortiva. O
crime foi descoberto e o feto foi submetido a exame pericial quando se verifica que
antes de Marta tomar a substância abortiva o feto já se encontrava morto em seu
útero. Diante dos fatos, responda:

a.Trata-de crime impossível pela absoluta impropriedade do objeto.


b. Trata-se de crime impossível pela absoluta ineficácia do meio.
c. Trata-se de aborto consumado, tendo em vista o dolo do agente.
d. Trata-se de tentativa de aborto, tendo em vista o dolo do agente.

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Título Lesões corporais.
Número de semana de aula 5
Tema Crimes contra a pessoa. Lesões corporais. Figuras típicas. Lesão corporal
leve, grave e gravíssima. Lesão corporal seguida de morte. Violência Doméstica.
Lesão corporal culposa no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro. Perdão
Judicial.
Objetivos Ao final desta aula o aluno deverá:

- Aplicar os institutos previstos na parte geral ao crime de lesões corporais;


- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito
Penal ao crime de lesões corporais;
- Diferenciar os crimes de lesão corporal leve, grave e gravíssima;
- Diferenciar o crime de lesão corporal leve da contravenção penal de vias de fato;
- Diferenciar o crime de lesão corporal seguida de morte para o crime de homicídio
culposo;
- Compreender que algumas formas qualificadas pelo resultado só poderão ocorrer
a título de culpa;
- Compreender as divergências sobre a ação penal do crime de Lesão Corporal
leve em situação de Violência Doméstica contra a mulher;
- Solucionar os casos concretos tipificando corretamente as condutas.
Estrutura de conteúdo 1- Lesão Corporal.

- Conceito;
- Bem jurídico protegido;
- Classificação doutrinária;
- Sujeito ativo e passivo;
- Elemento subjetivo.
- Consentimento do ofendido e o crime de lesão corporal.
- Aplicação do princípio da insignificância.
- Consumação e tentativa.
- Diferença para a contravenção penal de vias de fato.
- Figuras típicas:
a) Lesão corporal leve - infração penal de menor potencial ofensivo e aplicação da
Lei 9.099/95;
b) Lesão corporal qualificada pelo resultado - distinção dada pelo doutrina de lesão
corporal grave e gravíssima;
c) Lesão corporal seguida de morte - delito preterdoloso e diferença para homicídio
culposo;
d) Lesão corporal culposa - no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro;
e) Lesão corporal leve em situação de Violência Doméstica;
d) Lesão Corporal grave ou gravíssima em situação de Violência Doméstica.
- Causas de diminuição e substituição de pena.
- Causas de aumento de pena.
- Perdão Judicial.

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- Ação Penal no crime de lesão corporal:
a) leve e culposa - aplicação do Artigo 88 da Lei 9.099/95;
b) grave, gravíssima e seguida de morte;
c) leve em situação de violência doméstica com vítima mulher - divergências.
- Destaques:
a) Distinção entre Diferença entre a o crime de lesão corporal em situação de
Violência doméstica previsto no Artigo 129 §9º à 11º do Código Penal e Artigo 5º
da Lei 11.343/2006;
b) Constitucionalidade do Artigo 41 da Lei 11.343/2006;
c) Lesões esportivas;
d) Intervenção médico-cirúrgica com e sem o consentimento do paciente e a
situação jurídico-penal do médico.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1- Beatriz foi casada durante cinco anos com Saulo, mas decidiu se separar do
mesmo e recomeçar uma nova vida. Em uma bela tarde de domingo, Beatriz
passeava com seu atual namorado, quando chega Saulo e inconformado com o fato
de sua ex-mulher estar reconstruindo sua vida, desfere um soco contra a mesma
causando-lhe lesões corporais. Indignada, Beatriz procura uma Delegacia policial,
registra a ocorrência e é submetida a exame de corpo de delito, tendo sido
constatado que sua lesão é de natureza leve. Passados alguns dias do fato, Beatriz
se reconcilia com Saulo e procura a Autoridade Policial responsável pelo caso e
solicita o encerramento do feito, tendo essa manifestação de vontade de Beatriz
sido colocada em termo de declarações. Diante dos fatos, responda:

a) Qual a tipificação da conduta de Saulo?


b) O Promotor de Justiça que recebeu o Inquérito Policial poderá processar Saulo
mesmo contra a vontade de Beatriz? Aponte as divergências sobre o caso com as
respectivas fundamentações.

2 - Em uma discussão no trânsito, José desfere um soco no rosto de Leila, que se


encontrava visivelmente grávida de sete meses, o soco lhe causou apenas uma leve
lesão no rosto, mas Leila ficou tão nervosa com o ocorrido que teve uma alta de
pressão e acabou por perder o bebê. Com base nesta situação hipotética,
responda:

a) Qual a tipificação da conduta de José?


b) Caso Leila estivesse grávida de apenas três meses e José não tivesse
conhecimento da gravidez, haveria modificação jurídica na sua conduta?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- Sobre o crime de lesões corporais, analise as afirmativas abaixo e responda:

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I- A lesão corporal culposa admite compensação de culpas.
II - A perda da visão de um olho constitui lesão corporal gravíssima.
III - A aceleração de parto provocada pela ofensa física na gestante sem a intenção
de matar o feto implica no crime de lesão corporal grave.
IV - A ocupação habitual prevista no Artigo 129 §1º Inciso I do CP é aquela possui
conotação econômica.

a) Todas as alternativas estão erradas.


b) Somente a alternativa I e II estão erradas.
c) Somente a alternativa I e IV estão erradas.
d) Somente a alternativa III está correta.

2 - Quanto ao crime de lesões corporais culposas, assinale a alternativa incorreta:

a) Tanto quanto a lesão corporal leve, na lesão corporal culposa a ação penal será
pública condicionada à representação.
b) João culposamente atropela Maria, ocasionando a perda de seu membro
posterior, neste caso a ação penal será pública incondicionada em razão da
gravidade das lesões.
c) Pela aplicação do princípio da confiança o médico que confia na sua equipe não
pode ser responsabilizado pela utilização de um instrumento cirúrgico não
esterilizado que causou lesão no paciente se tal verificação era função de outro
membro de sua equipe.
d) Se o praticante de tiro ao alvo efetua um disparo percebendo que existe a
possibilidade de atingir alguém próximo, mas confia tanto na sua habilidade que
acredita que isto não ocorrerá, vindo a ferir alguém, responderá por lesão corporal
culposa, com culpa consciente.

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Título Da periclitação da vida e da saúde.
Número de semana de aula 6
Tema Crimes contra a pessoa. Da periclitação da vida e da saúde. Crimes de perigo
abstrato e concreto. Perigo de contágio venéreo. Perigo de contágio de moléstia
grave. Perigo para a vida ou saúde de outrem. Abandono de incapaz. Abandono de
recém-nascido
Objetivos Ao final da aula o aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal, aos casos concretos.
- Aplicar os institutos da parte geral nos crimes em espécie.
- Compreender a diferença de perigo abstrato e perigo concreto.
- Compreender a diferença do agente que age com dolo de dano e com delo apenas
de perigo.
- Compreender a solução para o conflito aparente de normas relativas ao crimes de
perigo e aos crimes de dano.
- Compreender a diferença entre o crime de perigo de contágio venéreo e perigo de
contágio de moléstia grave.
- Compreender o caráter subsidiário do crime de perigo para a vida ou saúde de
outrem.
- Compreender a diferença entre o crime de abandono de incapaz e abandono de
recém nascido.
Estrutura de conteúdo 1 - Da periclitação da vida e da saúde

- Distinção entre delitos de dano e de perigo.


- Distinção de delitos de perigo abstrato e de perigo concreto.
- Distinção entre o dolo de dano e o dolo de perigo.
- Natureza subsidiária dos crimes de perigo.

2 - Perigo de contágio venéreo.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Meio de execução.
- Elemento subjetivo.
- Consumação e tentativa.
- Crime impossível.
- Modalidade qualificada.
- Conflito aparente de normas em relação ao crime de Lesão corporal leve, grave,
gravíssima ou seguida de morte.
- Consentimento do ofendido e o crime de perigo de contágio venéreo.
- Possibilidade de concurso com os crimes contra a dignidade
sexual.

16
- Ação penal.

3 - Perigo de contágio de moléstia grave

- Bem jurídico protegido.


- Classificação Doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Meio de execução.
- Elemento subjetivo.
- Consumação e tentativa.
- Crime impossível.
- Modalidade qualificada.
- Conflito aparente de normas em relação ao crime de Lesão corporal leve, grave,
gravíssima ou seguida de morte.
- Distinção entre o crime de perigo de contágio de doença venérea e de perigo de
contágio de moléstia grave.
- Transmissão intencional do vírus HIV e divergência quanto a tipificação pelo crime
de contágio de moléstia grave e tentativa de Homicídio.

4 - Perigo para a vida ou saúde de outrem.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação Doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Elemento subjetivo.
- Consumação e tentativa.
- Subsidiariedade expressa e conflito aparente de normas com outras figuras
típicas.
- Causa de aumento de pena.
- Figura típica semelhante prevista no Estatuto do Idoso.

5 - Abandono de incapaz.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Elemento subjetivo.
- Consumação e tentativa.
- Modalidades qualificadas - preterdolo.
- Causas de aumento de pena.
- O abandono de incapaz e o Estatuto do Idoso.

6 - Abandono de recém-nascido.

17
- Bem jurídico tutelado.
- Classificação doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Elemento subjetivo.
- Elemento subjetivo específico.
- Consumação e tentativa.
- Modalidades qualificadas - preterdolo.
- Diferença para o crime de abandono de incapaz.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1- Um empreiteiro de uma obra na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com o objetivo


de diminuir os gastos financeiros com medidas técnicas de prudência,
propositalmente, deixa de fornecer equipamento de segurança a seus funcionários,
expondo os operários ao perigo concreto da ocorrência de grave acidente. Diante
dos fatos, responda:

a) A conduta do empreiteiro é penalmente típica ou deve apenas ser solucionada


pela legislação trabalhista?
b) Caso ocorra um acidente com morte do operário e o mesmo tenha ocorrido pela
falta de equipamento de segurança, haverá modificação jurídica na conduta do
empreiteiro?

2 - Narcisa, portadora do vírus HIV, de forma livre e consciente, praticou atos de


natureza sexual com NEI, sem uso de qualquer preservativo e, em razão dos fatos,
NEI contraiu a AIDS e veio a falecer. Narcisa, no seu depoimento em sede policial,
afirmou que mesmo sabendo que transmitiria a doença, praticava sexo sem
camisinha com Nei de forma reiterada. Como Autoridade Policial responsável pela
investigação, como você tipificaria a conduta de Narcisa?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1 - Em uma manhã de verão, Neusa põe ao mundo uma linda bebê, mas Neuza,
que não queria nenhum tipo de compromisso, resolve se livrar da criança e para
tanto coloca o bebê dentro de uma bolsa de viagem, na porta da casa de uma
vizinha. Em seguida, bate na porta e sai correndo. Não havia ninguém na casa da
vizinha, permanecendo o bebê no local, até que de outra casa, foge um cão da raça
pit-bull que "abocanha" a bolsa e acaba por matar a criança. Diante dos fatos, qual
o crime cometido pela mãe?

a) Homicídio com dolo eventual.


b) Homicídio culposo.
c) Abandono de incapaz qualificado.
d) Abandono de recém-nascido qualificado.

18
2- Marcos estava contaminado de uma doença venérea e com a intenção de
transmitir a doença, tem relação sexual com sua amante. A amante de Marcos
contrai a doença venérea e em razão dela, acaba por perder o útero. Marcos deverá
responder por:

a) Perigo de contágio venéreo e lesão corporal gravíssima em concurso de crimes.


b) Lesão corporal gravíssima e o crime de perigo de contágio venéreo ficará
absorvido.
c) Perigo de contágio venéreo e o crime de lesão corporal gravíssima será
exaurimento do crime, portanto impunível.
d) Lesão corporal culposa, uma vez que ele não queria a perda do útero da amante.

19
Título Omissão de socorro. Maus tratos. Rixa.
Número de semana de aula 7
Tema Crimes contra a pessoa. Da periclitação da vida e da saúde. Omissão
de socorro. Crimes omissivos próprios e impróprios. Omissão de socorro no
Código Penal, no Código de Trânsito Brasileiro e no Estatuto do Idoso. Maus
tratos. Rixa
Objetivos O aluno deverá se capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais nos crimes em espécie.


- Aplicar os institutos da parte geral nos crimes em espécie.
- Diferenciar a responsabilidade penal pelo crime de omissão de socorro e a figura
do agente garantidor.
- Compreender a aplicação do princípio da especialidade em caso de conflito
aparente de normas com delitos previstos no Código Penal e na legislação
extravagante.
- Diferenciar o delito de Maus tratos e o crime previsto no Artigo 1º Inciso II da Lei
9.455/97 (Lei de Tortura).
- Compreender a diferença do delito de Rixa e o de Lesão corporal.
Estrutura de conteúdo 1 - Omissão de socorro.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Distinção entre os crimes omissivos próprios e omissivos impróprios.
- Responsabilidade penal do agente garantidor.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Possibilidade de concurso de pessoas em delitos omissivos próprios.
- Causas de aumento de pena.
- Omissão de socorro no Código de Trânsito Brasileiro.
- Omissão de socorro no Estatuto do Idoso.
- Distinção entre o crime de Omissão de socorro e Homicídio ou Lesões corporais
majorados pela omissão de socorro.
- Omissão de socorro e erro de tipo.

2- Maus tratos.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Elemento subjetivo.
- Especial fim de agir.
- Modalidades comissiva e omissiva.

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- Modalidades qualificadas - preterdolo.
- Causa de aumento de pena.
- Distinção entre o delito de Maus tratos e o delito previsto no Artigo 1º Inciso II da
Lei 9.455/97 (Lei de Tortura).
- Maus tratos e o Estatuto do Idoso.

3 - Rixa.

- Conceito.
- Formas de surgimento.
- Bem jurídico protegido.
- Classificação doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Elemento subjetivo.
- Concurso de pessoas.
- Rixa qualificada.
- Conflito aparente de normas ou concurso com as seguintes infrações:
a) Ameaça;
b) Vias de fato e Lesão corporal leve;
c) Lesão corporal grave, gravíssima e seguida de morte;
d) Homicídio.
- O delito de rixa e a legítima defesa.

Aplicação prática e teórica

1- André era segurança de uma boate no Rio de Janeiro e se envolveu em uma


discussão com um cliente. Decidido a colocar Bruno para fora da boate, André o
agrediu violentamente e lhe deixou sangrando nos fundos da boate e foi embora,
sem lhe prestar socorro. Bruno procurou à DP local, tendo sido registrado o fato e
feito o encaminhamento de Bruno à exame de corpo de delito. O Inquérito Policial
foi concluído e nos autos consta que a lesão causou incapacidade para as
ocupações habituais por mais de trinta dias, O Ministério Público denunciou André
pela prática de crime previsto no Artigo 129 §1º Inciso I do CP e Artigo 135
parágrafo único 1ª parte do CP. Como advogado de defesa de André qual a tese
defensiva que caberia a seu favor?

2 - Vera Lúcia de várias chineladas no se filho Lucas, de apenas três anos de idade
porque este urinou na calça. Vera Lúcia ficou irritada com o garoto porque já havia
ensinado o mesmo a ir ao banheiro e este, por pura preguiça, acaba fazendo suas
necessidades fisiológicas na calça. O Conselho tutelar tomou conhecimento do fato
e noticiou o crime ao Ministério Público. Da agressão de Vera Lúcia restou
comprovado através de laudo pericial que o menino sofreu lesão corporal de
natureza leve. Em seu interrogatório em juízo, Vera Lúcia afirma que agiu desta

21
forma porque não aguentava mais ver seu filho passar vergonha na escolinha que
frequentava quando voltava para casa urinado e por isso queria ensiná-lo a não
mais fazer isto. É correta a tipificação do fato no crime de Tortura-castigo, previsto
no Artigo 1º Inciso II da Lei 9.455/97?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- Sobre o crime de omissão de socorro analise as afirmativas e em seguida


responda:

I - Trata-se de um crime omissivo próprio que não admite tentativa.


II - O agente garantidor que devia e podia evitar a morte da vítima por afogamento
e que se queda inerte vendo a mesma sucumbir, responde pelo crime de omissão
de socorro qualificado.
III - Aquele que percebe que uma senhora está sendo vítima de um delito de furto
por um pivete e podendo ajudá-la, nada faz para evitar a subtração comete o crime
de omissão de socorro.
IV- Aquele que deixa de prestar imediato socorro a vítima quando possível fazê-lo
porque acredita na existência de uma situação de perigo que na verdade é
imaginária, responde por omissão de socorro.

a) Somente a afirmativa I está correta.


b) Todas as afirmativas estão incorretas.
c) As afirmativas I, II e III estão incorretas.
d) Todas as afirmativas estão corretas.

2 - Acerca do crime de rixa, responda a alternativa incorreta:

a) O rixoso é ao mesmo tempo sujeito passivo e ativo do delito.


b) Trata-se de um crime plurissubjetivo que exige a presença de pelo menos duas
pessoas para sua configuração.
c) Se durante a rixa houver uma morte, pela simples participação na rixa, todos
irão responder pelo Artigo 137 do Código Penal na forma qualificada.
d) A contravenção penal de vias de fato fica absorvida pelo delito de rixa.

22
Título Crimes contra a honra. Calúnia. Difamação.
Número de semana de aula 8
Tema Crimes contra a pessoa. Crimes contra a honra. Imunidade parlamentar
material. Figuras típicas: Calúnia, Difamação e Injúria. Diferenças e semelhanças
entre calúnia e difamação. Exceção da verdade.
Objetivos o aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal, aos crimes contra a honra.
- Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes contra a
honra.
- Deverá compreender a diferença entre honra objetiva e subjetiva, os tipos penais
ligados a cada uma delas e sua relevância para a consumação do crime e para
análise de quem pode ser sujeito passivo dos crimes contra a honra.
- Compreender a diferença entre calúnia e difamação.
- Compreender a relevância da exceção da verdade como questão prejudicial e
quando pode ser aplicada.

Estrutura de conteúdo 1 - Crimes contra a honra.

- Bem jurídico protegido.


- Conceito de honra.
- Honra objetiva e subjetiva.
- Os crimes contra a honra no Código Penal.
- Os crimes contra a honra na legislação extravagante.
a) Código Eleitoral;
b) Lei de Segurança Nacional;
c) Lei de Imprensa e a ADPF 130.
- Natureza jurídica dos crimes contra a honra.
- Imunidade Parlamentar material.

2 - Calúnia.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação Doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Propagação ou divulgação da calúnia.
- Calúnia contra os mortos.
- Exceção da verdade.
- Diferença entre calúnia e denunciação caluniosa.

23
3 - Difamação.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação Doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Exceção da verdade.
- Diferenças e semelhanças entre calúnia e difamação.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Um Senador da República em um discurso político, no qual pleiteava voto para


ser reeleito, afirma que seu adversário não era pessoa confiável, pois quando do
governo passado deixou o cargo de Governador com um rombo de mais de TRINTA
MILHÕES nos cofres públicos. Um dia depois do discurso, o Senador volta a falar do
ex-governador sendo que dessa vez diz que ele não consegue nem tomar conta da
mulher dele que vive lhe traindo, quanto mais cuidar do povo brasileiro.Com base
nos estudos realizados sobre os crimes contra a honra, comente se a conduta do
Senador é penalmente típica.

2 - Maria entra em sala de aula e percebe que João mexe na bolsa de Lia. João, na
verdade pegava na bolsa de Lia um remédio, contando com a autorização da moça.
Pouco tempo depois Lia retorna para a sala e descobre que seu celular foi furtado.
Maria conta para todos que o autor da subtração foi João, pois ela acreditava
sinceramente que tivesse sido o rapaz, no entanto essa imputação foi falsa, porque
logo depois se descobriu o celular em posse de um outro aluno na sala. João
revoltado com Maria quer processá-la criminalmente. Caberia o enquadramento da
conduta de Maria em algum crime contra a honra ou no crime de denunciação
caluniosa?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- Diante das afirmações a abaixo, assinale a alternativa incorreta:

a) A calúnia atinge a consumação quando terceiro que não a vítima toma


conhecimento da ofensa.
b) O chamado animus jocandi exclui o dolo do crime de difamação.
c) No processo pelo crime de calúnia, a prova da verdade é possível mesmo que a
vítima já tenha sido julgada e absolvida por sentença definitiva pelo crime que o
réu está lhe imputando.
d) No crime de difamação a prova da verdade é exceção, enquanto no crime de
calúnia é regra.

24
2 - Márcio disse para todos os vizinhos que viu Sheila beijando na boca do marido
de sua irmã, fato que realmente é verdadeiro. Diante dos fatos, aponte a
alternativa correta:

a) A conduta de Márcio é atípica porque sua imputação é verdadeira.


b) Márcio cometeu crime de difamação, mas cabe a exceção da verdade, ocasião
em que se ele provar que sua imputação é verdadeira, deverá ser absolvido.
c) Márcio cometeu crime de calúnia, mas cabe a exceção da verdade, ocasião em
que se ele provar que sua imputação é verdadeira, deverá ser absolvido.
d) Márcio cometeu crime de difamação e neste caso, não cabe exceção da verdade.

25
Título Injúria. Disposições comuns aos crimes contra a honra.
Número de semana de aula 9
Tema Crimes contra a pessoa. Crimes contra a honra. Continuação. Injúria.
Diferenças e semelhanças. Injúria real. Injúria preconceituosa. Causas de aumento
de pena. Exclusão do crime. Retratação. Pedido de explicações em juízo. Ação
Penal
Objetivos O aluno deverá se r capaz de;

- Aplicar os preceitos constitucionais e infraconstitucionais nos crimes contra a


honra.
- Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal nos crimes contra a
honra.
- Diferenciar o delito de calúnia, difamação e injúria.
- Compreender as hipóteses de absorção e concurso com o crime de injúria real.
- Compreender a diferença entre o crime de injúria preconceituosa e os crimes
previstos na lei do racismo.
- Identificar as causas de aumento de pena nos crimes contra a honra.
- Compreender as causas de exclusão do crime e da punibilidade.
- Compreender a ação penal nos crimes contra a honra.

Estrutura de conteúdo 1 - Injúria.

- Crimes contra a pessoa. Crimes contra a honra. Continuação. Injúria. Diferenças e


semelhanças. Injúria real. Injúria preconceituosa. Causas de aumento de pena.
Exclusão do crime e da punibilidade. Retratação. Pedido de explicações em juízo.
Ação Penal, Crimes contra a pessoa. Crimes contra a honra. Continuação. Injúria.
Diferenças e semelhanças. Injúria real. Injúria preconceituosa. Causas de aumento
de pena. Exclusão do crime e da punibilidade. Retratação. Pedido de explicações
em juízo. Ação Penal, Bem jurídico protegido.
- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo Subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Perdão judicial.
- Injúria real.
- Injúria preconceituosa.
- Diferença entre a injúria preconceituosa e a Lei de racismo (7.716/89).
- Diferença entre o crime de injúria e desacato.
- Diferenças e semelhanças entre calúnia, difamação e injúria.

2 - Disposições comuns aos crimes contra a honra.

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- Causas de aumento de pena.
- Causas de exclusão do crime.
- Retratação.
- Pedido de explicações em juízo.
- Ação Penal nos crimes contra a honra.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Cícera provocou culposamente um acidente de trânsito com vítima fatal. A


polícia militar imediatamente compareceu ao local e tomou as providências
cabíveis, acionado à DP local para realização de perícia e remoção do corpo para o
IML. Em seguida, os policiais militares explicaram a Cícera sobre a necessidade de
ela acompanhá-los ao distrito policial para confecção do registro de ocorrência,
ocasião em que Cícera, muito nervosa, começou a ofender a honra do policial
militar chamando-o de: "NEGRO SAFADO, CRIOULO IMBECIL, NÃO VOU COM
PRETO A LUGAR NENHUM, PRETO SEM VERGONHA etc...". Diante dos fatos,
tipifique a conduta de Cícera:

2 - Através de um programa de televisão , um entrevistador ofendeu a honra de


uma artista, chamando-o de "MACONHEIRO SAFADO". Na semana seguinte, o
entrevistador volta ao programa e diz que se arrependeu do que disse pois na
verdade o artista é um homem sério e conservador. Diante dos fatos, responda:
a) O crime praticado deve ser enquadrado na Lei de Imprensa?
b) Neste caso, haverá a extinção da punibilidade do agente porque ele se retratou?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1 - Sobre os crimes contra a honra, marque a única alternativa correta, justificando


sua resposta: (29º Exame da Ordem - OAB-RJ)

a) O crime de injúria está consumado quando a ofensa chega a conhecimento de


terceira pessoa, que não o próprio ofendido.
b) A difamação volta-se contra a honra subjetiva.
c) A calúnia não admite a forma tentada.
d) O acolhimento pelo Juízo da exceptioveritatis, no crime de calúnia, tem o condão
de afastar a tipicidade.

2 - Pedro, com o propósito de humilhar e denegrir a imagem de João, desfere uma


bofetada no rosto de seu desafeto. Analise a situação jurídico-penal de Pedro. (28º
Exame de Ordem - OAB - RJ)

a) Pedro praticou o crime de injúria real (Artigo 140 §2º do CP).


b) Pedro praticou o crime de lesão corporal (Artigo 129 do CP).

27
c) Pedro praticou a contravenção penal de vias de fato (Artigo 21, LCP - Decreto-lei
3.688/41).
d) Pedro não praticou nenhuma conduta típica.

Título Crimes contra a liberdade individual.


Número de semana de aula 10
Tema Crimes contra a pessoa. Crimes contra a liberdade individual.
Constrangimento ilegal. Ameaça. Sequestro. Redução a condição análoga à de
escravo. Violação de domicílio e de correspondência. Divulgação de segredo.
Violação de segredo profissional
Objetivos O aluno deverá ser capaz de :

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal, aos crimes em espécie.
- Aplicar os institutos estudados na parte geral do Código Penal aos crimes em
espécie.
- Diferencias as situações em que há concurso aparente de normas ou concurso de
crimes.
- Compreender o caráter subsidiário dos delitos
Estrutura de conteúdo 1 - Constrangimento ilegal.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Causas de aumento de pena.
- Possibilidade de concurso de crimes prevista no §2º do Artigo 146 do CP.
- Causas que conduzem a atipicidade do fato.
- Caráter subsidiário da infração penal.
- Diferença para o crime de ameaça.
- Constrangimento ilegal e a Lei de Tortura (9.455/97).

2 - Ameaça.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.

28
- Caráter subsidiário da infração penal.
- Ameaça proferida em estado de ira e em estado de embriaguez.
- Ação Penal.

3 - Sequestro e cárcere privado.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Caráter subsidiário da infração penal em relação ao crime de extorsão mediante
sequestro.
- A restrição da liberdade da vítima no crime de roubo e de extorsão.
- Figuras qualificadas.

4 - Redução a condição análoga à de escravo.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Figura típica equiparada.
- Causas de aumento de pena.

5 - Violação de Domicílio.

- Bem jurídico protegido.


- Artigo 5º Inciso XI da Constituição Federal
- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Modalidade qualificada.
- Causa de aumento de pena e a Lei de Abuso de Autoridade (Lei 4898/65).
- Exclusão do crime.
- Conceito legal de casa.
- Violação de Domicílio como meio executório de outra infração penal.

29
6 - Violação de Correspondência. Divulgação de segredo. Violação de Sigilo
profissional.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Conflito aparente de normas.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1- Pedro, louco de ciúmes da sua mulher, mantém a mesma trancada no porão de


sua casa durante meses, impedida de sequer ver a luz do sol e restringindo sua
alimentação. Pedro diz para os familiares da mulher que ela fugiu de casa e havia
deixado um bilhete dizendo que iria viver com outro homem. Ocorre que o cunhado
de Pedro, muito desconfiado de toda a situação, acaba por investigar e descobrir a
irmã no porão. A polícia foi acionada e Pedro preso. Diante dos fatos, responda:

a) Qual o crime praticado por Pedro?


b) É possível, mesmo tendo se passado meses do dia em que Pedro trancou a
mulher pela primeira vez no cativeiro, ser ele preso em flagrante delito?
c) Vamos supor que durante o período em que a vítima permanecia privada de sua
liberdade, entrasse em vigor uma lei aumentando a pena do crime. A lei a ser
aplicada seria a que estava em vigor no dia em que Pedro trancou a mulher pela
primeira vez no porão ou a nova lei, mais prejudicial?

2- Em uma fazenda no interior do estado, trabalhadores são recrutados para o


corte de cana, em razão do alto índice de desemprego na região, aceitam o
trabalho mesmo com as péssimas condições que lhe são oferecidas, mas muitos
resolvem desistir, ocorre que os trabalhadores não estão conseguindo deixar o
local, porque quando são admitidos, entregam seus documentos pessoais, como
identidade e carteira de trabalho e os donos da fazendo se recusam a devolvê-los
para reter os trabalhadores no local. A conduta narrada é penalmente típica?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- O crime de constrangimento ilegal é elementar de outros crimes como o crime


de estupro, roubo e extorsão. Se alguém mediante violência constrange alguém a
fazer sexo, por exemplo, haverá conflito aparente de normas que deverá ser
solucionado pelo princípio da:

a) Consunção.

30
b) Especialidade.
c) Subsidiariedade.
d) Alternatividade.

2 - Sobre o crime de violação de domicílio, analise;

I - Não há crime na entrada em casa alheia, a qualquer hora do dia, em caso de


flagrante delito.
II - Pelo princípio da reserva legal, a entrada sem consentimento em uma barraca
de camping não constitui crime de violação de domicílio.
III - O crime de violação de domicílio fica absorvido pelo crime de furto a residência
pelo princípio da especialidade.
IV - O crime de violação de domicílio é um crime formal.

Agora, responda:

a) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.


b) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Somente a afirmativa I está correta.
d) Todas as afirmativas estão corretas.

31
Título Crimes contra o patrimônio. Furto. Furto de coisa comum. Imunidades
penais.
Número de semana de aula 11
Tema Crimes contra o patrimônio. Furto. Furto simples, privilegiado e qualificado.
Furto de energia e interpretação analógica. Distinção entre o crime de Furto e
outros delitos contra o patrimônio. Furto de coisa comum. Imunidades penais
absolutas e relativas.
Objetivos O aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal ao crime de Furto.
- Aplicar os institutos estudados na parte geral do Código Penal ao crime de Furto.
- Compreender a aplicação do princípio da insignificância e a distinção entre furto
privilegiado.
- Compreender as coisas que podem e não podem ser objeto material do crime de
furto.
- Compreender o alcance da expressão:'repouso noturno".
- Compreender a diferença entre interpretação analógica e analogia em relação ao
furto de energia.
- Compreender a diferença entre furto e roubo.
- Compreender a diferença entre furto com abuso de confiança e apropriação
indébita.
- Compreender a diferença entre furto mediante fraude e estelionato.
Estrutura de conteúdo 1 - Furto.

- Bem jurídico protegido.


- Objeto material do crime de furto.
- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Crime impossível.
- Subtração de uso.
- Furto famélico.
- Causa de aumento de pena relativa ao repouso noturno.
- Furto e o princípio da insignificância.
- Furto privilegiado. Primariedade e pequeno valor da coisa furtada.
- Furto de energia.
- Modalidades qualificadas.
- Diferença entre furto com abuso de confiança e o delito de apropriação indébita.
- Diferença entre furto mediante fraude e estelionato.
- Discussão sobre a possibilidade de furto privilegiado e qualificado.
- Concurso de crimes e o delito de furto.

32
- Ante-fato e pós-fato impuníveis no furto.
- Concurso de pessoas no crime de furto.

2 - Furto de coisa comum.

- Bem jurídico protegido.


- Objeto material do crime.
- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.

3 - Imunidades penais.

- Imunidades penais absoluta ou escusas absolutórias.


- Imunidades penais relativas.
- Ressalvas às imunidades penais absolutas e relativas.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1- Durante a madrugada, Marcos e Paulo, mediante arrombamento, subtraíram


vários gêneros alimentícios e uma certa quantidade em dinheiro que se encontrava
no caixa de um trailer de venda de cachorro quente, situado na praia. O valor total
subtraído trouxe sério prejuízo financeiro à vitima, mas os dois autores do fato
foram descobertos e denunciados pelo Ministério Público pelo crime de Furto
qualificado pelo concurso de pessoas e pelo arrombamento, com a causa de
aumento de pena pelo repouso noturno. A defesa pede pela aplicação do princípio
da insignificância, porque os autores são primários e o total dos bens subtraídos foi
avaliado em duzentos reais, valor inferior ao salário mínimo vigente. Além disso a
defesa argumenta pela impossibilidade de aplicação da causa de aumento de pena
pelo repouso noturno porque sua incidência exige que a subtração ocorra em casa
habitada, com os moradores repousando na hora da subtração. Diante dos fatos,
responda:
a) Os argumentos da defesa devem prosperar em relação a aplicação do princípio
da insignificância e em relação ao furto noturno?
b) É possível haver furto qualificado e privilegiado ao mesmo tempo?

2 - Jairo, através de uma ligação clandestina, passou a captar sinal de uma Tv por
assinatura, sem qualquer ônus, tal fato constitui um ilícito penal?

QUESTÕES OBJETIVAS:

33
1- O "furto de uso" e o "furto famélico", excluem, respectivamente, a: (23º EXAME
DA ORDEM OAB - RJ)

a) tipicidade e ilicitude.
b) culpabilidade e ilicitude.
c) tipicidade e culpabilidade.
d) ilicitude e tipicidade.

2 - Luiz e Antônio foram autuados em flagrante delito por terem subtraído de Maria
uma bolsa contendo objetos de uso pessoal e pequena quantia em dinheiro. ainda
na fase de Inquérito Policial, constatou-se que a vítima é irmã de Luiz. Diante do
caso narrado, indique a única afirmação correta: (30º EXAME DA ORDEM OAB - RJ)

a) Somente pode ser iniciada a ação penal em face dos agentes se houver
representação por parte de Maria.
b) O crime de furto é de ação penal pública incondicionada, em qualquer hipótese.
c) Maria deverá oferecer representação em face de Luiz no prazo decadencial de
seis meses, se quiser vê-lo processado.
d) Antonio, sendo co-autor do furto, somente será processado se a vítima
representar.

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Título Crimes contra o patrimônio. Roubo.
Número de semana de aula 12
Tema Crimes contra o patrimônio. Roubo. Roubo Próprio e Impróprio, Roubo
circunstanciado. Roubo seguido de lesão corporal grave e de morte
Objetivos O aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal ao delito de roubo.
- Aplicar os institutos estudados na parte geral do Código Penal no crime de roubo.
- Compreender a diferença entre o delito de roubo próprio e roubo impróprio.
- Compreender a diferença entre a tipificação no roubo impróprio e na tentativa de
furto em concurso com um crime contra a pessoa.
- Compreender o latrocínio como um crime complexo e as questões que envolvem
sua consumação e tentativa.
Estrutura de conteúdo 1 - Roubo.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Sujeito ativo e passivo.
- Roubo próprio e roubo impróprio.
- Tipo subjetivo.
- Consumação e tentativa.
- Desistência voluntária e crime impossível.
- Roubo de uso.
- Roubo circunstanciado.
- Roubo qualificado pela lesão corporal grave e pela morte (latrocínio).
- Consumação e tentativa. Súmula 610 do STF.
- Latrocínio e a Lei 8.072/90.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Ruy passeava tranquilamente pela orla da zona sul do Rio de Janeiro, quando é
surpreendido por Décio e Nilo que mediante grave ameaça imposta por uma faca de
cozinha, anunciaram o assalto. Enquanto Nilo apontava a faca para o pescoço de
Ruy, Décio enfiou a mão no bolso da vítima e pegou todo o dinheiro que ele tinha,
uma nota de cinco reais, em seguida os dois saíram correndo, mas, neste momento
passa uma viatura da polícia militar e prende em flagrante Décio e Nilo, devolvendo
o dinheiro a vítima. Diante dos fatos, responda:

a) Qual a tipificação da conduta dos agentes?


b) A prisão em flagrante dos agentes, imediatamente após a subtração da coisa,
descaracteriza a consumação do crime?

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c) Conforme entendimento do STF, é possível a aplicação do princípio da
insignificância no crime de roubo pela inexpressividade da lesão ao patrimônio da
vítima?

2- Silvio ingressa em uma recepção de um consultório dentário aonde se


encontravam, além da atendente, duas pacientes. Fazendo uso de uma arma de
brinquedo, semelhante a uma arma verdadeira, rende as três mulheres mandando
que ficassem quietas senão atiraria e subtrai pertences de cada uma delas.
Considerando que nenhuma das mulheres percebeu que a arma era de brinquedo,
responda:
a) Pode haver a incidência da causa de aumento de pena pelo emprego de arma?
b) Haverá crime único de roubo ou concurso de crimes?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- Durante a execução de um roubo cometido mediante grave ameaça, com


simulação de posse de uma arma, a vítima, que se encontrava totalmente
apavorada, vem a falecer de ataque cardíaco. Considerando que o agente ao ver a
vítima morta, resolveu fugir sem nada levar e também que ele conhecia o problema
cardíaco da vítima, porém não deseja sua morte, deverá ele responder por:

a) Latrocínio tentado.
b) Latrocínio consumado.
c) Tentativa de roubo e homicídio doloso.
d) Tentativa de roubo e homicídio culposo.

2- Sobre o roubo impróprio, responda:

I- Sua consumação se dá no momento em que depois de subtraída a coisa o agente


emprega violência ou grave com o fim de garantir sua posse ou a impunidade do
crime.
II- O entendimento majoritário da doutrina e dos nossos tribunais superiores é que
não cabe tentativa no crime de roubo impróprio.
III- Haverá o crime quando o agente ingressa em uma casa, sem a presença dos
moradores, mas antes de se apoderar da coisa a vítima entra e o agente emprega
contra ela violência para assegurar a sua fuga.
IV- Haverá o crime quando o agente ingressa em uma casa sem a presença dos
moradores, se apodera da coisa e foge, porém a vítima chega em casa e ao
perceber a subtração, resolve correr atrás do ladrão e o encontra em rua próxima,
quando ele emprega contra ela violência para conseguir fugir com o bem.

a) Todas as afirmativas estão corretas.


b) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
c) Somente as afirmativas I e II estão corretas.

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d) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.

Título Crimes contra o patrimônio. Extorsão. Extorsão mediante sequestro simples


e qualificada. Extorsão indireta.
Número de semana de aula 13
Tema Crimes contra o patrimônio. Extorsão. Distinção entre o crime de Roubo e
Extorsão. Extorsão com restrição da liberdade da vítima. Extorsão seguida de lesão
corporal grave ou morte. Extorsão mediante sequestro simples e qualificada.
Extorsão indireta.
Objetivos O aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal no crimes em espécie.
- Aplicar os institutos previstos na parte geral nos crimes em espécie.
- Compreender a diferença entre o crime de roubo e o crime de extorsão.
- Compreender a nova figura típica de extorsão denominada "sequestro
relâmpago", sua diferença para o roubo com restrição da liberdade da vítima e com
o crime de extorsão mediante sequestro.
- Compreender a possibilidade de concurso de crimes entre roubo e extorsão.
- Compreender a aplicação da súmula 96 do STJ.
- Compreender a consumação do crime de extorsão mediante sequestro.
- Compreender o instituto da delação premiada.
Estrutura de conteúdo 1 - Extorsão.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Distinção para o delito de roubo.
- Concurso de crimes entre roubo e extorsão.
- Causas de aumento de pena.
- Formas qualificadas:
a) pela lesão corporal grave;
b) pela morte;
c) pela restrição da liberdade da vítima (sequestro relâmpago);
d) pela restrição da liberdade da vítima com resultado lesão corporal grave ou
morte.
- Diferença do roubo com a causa de aumento de pena pela restrição da liberdade
da vítima para a extorsão denominada "sequestro relâmpago".
- Diferença da extorsão denominada "sequestro relâmpago" e o crime de extorsão
mediante sequestro.

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- Controvérsias acerca da extorsão denominada "sequestro relâmpago" com
resultado morte e a Lei dos Crimes Hediondos.

2 - Extorsão mediante sequestro.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Modalidades qualificadas;
a) Se o sequestro dura mais de 24 horas;
b) Se o sequestrado é menor de 18 anos ou maior de 60 anos;
c) Se o sequestro é cometido por bando ou quadrilha;
d) se do fato resulta lesão corporal grave ou morte da vítima.
- Delação premiada- causa especial de diminuição de pena.
- Extorsão mediante sequestro e a prisão em flagrante.
- Extorsão mediante sequestro e a Lei dos Crimes hediondos.

3 - Extorsão indireta.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Controvérsias acerca da possibilidade de concurso com o crime de denunciação
caluniosa ou conflito aparente de normas.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Carla caminhava em direção ao seu trabalho quando foi abordada por dois
homens que a obrigaram, mediante grave ameaça, a adentrar no veículo em que
eles se encontravam e lá foi levada para um local deserto e obrigada a fornecer sua
senha bancária. Um dos homens ficou com Carla em seu poder enquanto o outro foi
rapidamente ao banco sacar o dinheiro de Carla. O homem que foi ao banco se
atrapalhou na hora da saque e não conseguiu tirar o dinheiro e voltou ao encontro
de Carla e seu comparsa, ocasião em que decidiram matar a vítima, sem nada dela
levar e fugir para outra cidade. Diante dos fatos, responda:
a) Qual a tipificação do crime praticado contra Carla?
b) Trata-se de crime hediondo?

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2 - O pai de Mário encontrava-se em casa descansando do almoço, quando toca o
telefone e uma voz jovem, aos prantos pede socorro, dizendo: "PAI, FAZ O QUE
ELES QUEREM PELO AMOR DE DEUS, ELES VÃO ME MATAR". O pai de MÁRIO fica
em pânico, pois seu filho estava em viagem de férias. Em seguida uma outra voz
diz “SEU FILHO FOI SEQUESTRADO, OU FAZ UM DEPÓSITO DE DEZ MIL REAIS NA
CONTA QUE VOU LHE PASSAR OU ELE MORRE". Em desespero o pai de Mário corre
para uma agência bancária e deposita o dinheiro na conta fornecida, sem nem
sequer pensar que aquilo poderia ser um trote, porém "dito e feito", logo após ele
sair do banco, liga Mário para o celular do pai todo feliz, contando suas aventuras
de férias, ocasião em que ele descobriu que havia acabado de cair em uma fraude.
Qual o ilícito penal a ser aplicado ao caso?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- Em dificuldades financeiras, Anderson idealiza conseguir algum dinheiro às


custas do filho de seu patrão. Para conseguir seu intento, resolve planejar um
sequestro, reunindo os petrechos necessários: adquire anestesia cirúrgica para
controlar o menino, rouba um carro e aluga uma casa para se esconder. Entretanto
a segurança pessoal desconfia, de tanto ver Anderson rondando a casa, e chama a
polícia, que prende o rapaz antes que ele consiga seu intento. Sendo assim:(28º
Exame da Ordem OAB - RJ)

a) Anderson responderá por tentativa de extorsão mediante sequestro e tentativa


de roubo.
b) Anderson responderá pelo crime de roubo consumado, mesmo tendo sido ato
preparatório para o crime de extorsão mediante sequestro.
c) hipótese de crime impossível, pois Anderson não conseguiria realizar seu intento,
tendo em vista a presença constante dos seguranças.
d) Anderson responderá por roubo e tentativa de extorsão mediante sequestro.

2 - Com relação aos crimes contra o patrimônio, observe as afirmativas e depois


responda:

I - Ocorre o crime de extorsão indireta quando alguém, abusando da situação de


outro, exige como garantia de dívida, documento que pode dar causa a
procedimento criminal contra a vítima ou terceiro.
II - O comportamento da vítima não pode ser usado como fator de distinção entre o
crime de roubo e extorsão.
III - O crime de extorsão se consuma no momento da obtenção da vantagem
indevida.
IV - Se o agente subtrai mediante grave ameaça o relógio e dinheiro da vítima e
depois exige que ela forneça sua senha para retiradas de sua conta corrente no
caixa eletrônico comete crime de roubo e extorsão em concurso de crimes.

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a) Todas as afirmativas estão corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV estão corretas;
c) Somente a afirmativa I está correta.
d) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas QUES

Título Crimes contra o patrimônio. Estelionato e outras fraudes. Receptação.

Número de semana de aula 14


Tema Crimes contra o patrimônio. Estelionato e outras fraudes. Modalidades
especiais de Estelionato. Receptação. Própria e imprópria. Qualificada e Culposa.
Objetivos O aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal aos crimes em espécie.
- Aplicar os institutos previstos na parte geral do código Penal aos crimes em
espécie.
- Compreender a diferença entre fraude civil e penal.
- Compreender a diferença entre os crimes de estelionato e demais figuras típicas
como o furto mediante fraude, apropriação indébita e extorsão.
- Compreender em que situações haverá concurso com o crime de estelionato e
outras em que haverá conflito aparente de normas solucionado pelo princípio da
consunção.
- Tipificar corretamente as condutas levando em conta as elementares de cada
um dos crimes contra o patrimônio.
Estrutura de conteúdo 1 - Estelionato.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Fraude civil e fraude penal.
- Torpeza bilateral.
- Diferença do estelionato para os seguintes crimes:
a) Furto mediante fraude;
b) Apropriação indébita;
c) Extorsão.
- Questões controvertidas acerca de concurso entre o crime de estelionato e os
delito de falso ou conflito aparente de normas solucionado pelo princípio da
consunção (Súmula 17 do STJ).

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- Estelionato e o furto de energia elétrica.
- Figura típica privilegiada e sua diferença para o furto privilegiado.
- Figuras típicas equiparadas.
- Fraude no pagamento por meio de cheque e a Súmula 246 do STF.
- Fraude no pagamento de cheque e a Súmula 521 do STF.
- Fraude no pagamento de cheque, a súmula 554 do STF e o instituto do
arrependimento posterior.

2 - Demais fraudes.

- Confronto com as demais figuras típicas.

3 - Receptação.

- Bem jurídico protegido.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Receptação própria e imprópria.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Receptação qualificada.
- Modalidade equiparada.
- Receptação culposa.
- Autonomia da receptação.
- Criminoso primário - receptação culposa e perdão judicial.
- Criminoso primário e pequeno valor da coisa receptada - receptação dolosa
privilegiada.
- Receptação qualificada em razão do objeto material - patrimônio público.
- Receptação e concurso de pessoas no delito anterior.
- Receptação e imputação alternativa.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1 - Marlene, se dirigiu ao banco e sacou a quantia de dois mil reais, quando saía do
banco, teve sua atenção despertada para uma mulher loura que lhe abordou e lhe
mostrou um documento alegando que seria de Marlene, no mesmo momento,
surgiu outra mulher ruiva em desespero e disse que tal documento seria dela e
agradecia demais as duas por terem encontrado aquele documento que para ela
era tão importante e disse que daria uma recompensa as duas e lhes deu um papel
para que fossem pegar um par de sandálias em uma loja e as duas aceitaram.
A mulher loura foi pegar a sandália tendo Marlene ficado com a bolsa dela, em
seguida a mulher voltou disse que já havia pego a sandália e então foi a vez de
Marlene. A mulher ruiva disse que Marlene teria também que deixar sua bolsa para

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poder pegar as sandálias tal como a outra, o que foi feito por Marlene. Marlene
caminhou cerca de dez metros, quando resolveu olhar para trás, já não viu mais as
duas mulheres nem a sua bolsa. A hipótese é de estelionato ou furto mediante
fraude?

2 - Márcia é prostituta e é contratada por Sérgio para prestação de serviços


sexuais, depois do ato sexual, Sérgio confessa à Márcia que a enganou pois não
tem nenhum dinheiro para pagá-la. É possível a punição de Sérgio pelo crime de
estelionato?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- STELIUS ficou sabendo que seu companheiro de crimes, o famigerado


LARAPIUS, iria executar oito furtos de veículos na cidade de Belo Horizonte, mas
pensava em desistir do plano porque não dispunha de local para guardar os bens
furtados. STELIUS ofereceu a LARAPIUS o quintal e a garagem da casa de sua
propriedade, localizada em ponto estratégico na cidade de Belo Horizonte, onde
poderiam ser recebidos e guardados os veículos furtados sem chamar atenção, até
a efetivação da sua venda. STELIUS se dispôs a guardar os bens furtados e não
exigiu receber nenhum centavo em troca, pois devia favores ao amigo LARAPIUS.
Tendo local seguro para esconder os bens furtados, LARAPIUS colocou em execução
o plano dos crimes. Efetivada a subtração de três veículos, os bens foram
efetivamente guardados no interior da propriedade de STELIUS, sendo vendidos em
data posterior, em transação efetivada por LARAPIUS, para receptadores que
atuam na região. Diante do exposto, pode-se admitir que STELIUS (XLIX Concurso
Público para a carreira de Promotor de Justiça do Estado de Minas Gerais – 2009)
a) concorreu na prática de crime de furto simples.
b) concorreu na prática de crime de furto qualificado.
c) praticou crime de favorecimento real.
d) praticou crime de favorecimento pessoal.
e) praticou crime de receptação.

2 - Assinale a alternativa correta:(87º Concurso Público para o Ministério Público


SP-2010)
a) no crime de estelionato, na modalidade fundamental, a obtenção da vantagem, a
decorrer da fraude, deve sucedê-la ou, ao menos, ser com ela concomitante.
b) no crime de apropriação indébita, constitui causa de aumento de pena (art. 168,
§ 1º, do Código Penal) o fato de o agente ter recebido a coisa na qualidade de
ascendente ou descendente.
c) no crime de estelionato, na modalidade de fraude no pagamento por meio de
cheque, o pagamento do título após o recebimento da denúncia impossibilita o
prosseguimento da ação penal.

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d) para a caracterização do crime de apropriação indébita, constitui expressa
disposição legal a exigência de prévia prestação de contas, na hipótese de relação
contratual entre acusado e vítima.
e) o crime de estelionato diferencia-se do crime de furto qualificado pela fraude
porque neste a vítima entrega o bem após ser ludibriada pelo agente.

Título Crimes contra o patrimônio. Usurpação. Dano. Apropriação indébita.


Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza e coisa
achada. Crimes contra a propriedade imaterial. Crimes contra o sentimento
religioso e respeito aos mortos.
Número de semana de aula 15
Tema Crimes contra o patrimônio. Usurpação. Dano.
Apropriação indébita. Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força
da natureza e coisa achada. Crimes contra a propriedade imaterial. Crimes contra o
sentimento religioso e respeito aos mortos.
Objetivos O aluno deverá ser capaz de:

- Aplicar os princípios constitucionais e infraconstitucionais, norteadores do Direito


Penal aos crimes em espécie.
- Aplicar os institutos da parte geral do Código Penal aos crimes em espécie.
- Tipificar corretamente as condutas levando em conta as elementares de cada um
dos crimes contra o patrimônio.
- Compreender em que situações o crime de dano é meio de execução de outros
crimes e quando o crime de dano é pós fato impunível.
- Compreender que para o Código Penal o dano culposo é um indiferente penal.
Estrutura de conteúdo 1- Usurpação.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Figuras típicas:
a) Alteração de limites;
b) Usurpação de águas;
c) Esbulho possessório;
d) supressão ou alteração de marcas em animais.
- Diferença do Furto de água para usurpação de águas.
- Controvérsias acerca do concurso de crimes ou conflito aparente de normas com o
crime de furto e apropriação indébita.

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2 - Dano.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Dano qualificado.
- Crime de dano qualificado pelo emprego de violência ou grave ameaça à pessoa,
concurso de crimes com lesão corporal ou homicídio e absorção da contravenção
penal de vias de fato e do crime de ameaça.
- Caráter subsidiário do dano qualificado pelo uso de substância inflamável ou
explosiva.
- O crime de dano e a Lei do Meio Ambiente (Lei 9.605/98).
- O consentimento do ofendido e o crime de dano.

3 - Apropriação indébita.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Diferença para o crime de furto e estelionato.
- Causas de aumento de pena.
- Primariedade do agente e pequeno valor da coisa apropriada (Artigo 170 do CP).
- Apropriação indébita de uso.

4 - Apropriação indébita previdenciária.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.
- Modalidades assemelhadas de apropriação indébita previdenciária.
- Extinção da punibilidade.
- Perdão judicial e pena de multa.
- Competência (Artigo 109 Inciso I da Constituição Federal).

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5 - Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito e força maior e apropriação
de coisa achada.

- Bem jurídico tutelado.


- Classificação doutrinária.
- Tipo objetivo.
- Tipo subjetivo.
- Sujeito ativo e passivo.
- Consumação e tentativa.

6 - Crimes contra a propriedade material.

7 - Crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos.

Aplicação prática e teórica CASOS CONCRETOS:

1- João Carlos mora em uma vila de casas. Na última casa mora um rapaz que se
chama João Pedro. João Carlos se encontrava em casa quando ouve baterem na
porta e pela janela pode ver que era um funcionário dos correios. Ao abrir a porta o
carteiro pergunta: " É aqui que mora uma pessoa chamada João? ". João responde
afirmativamente e o carteiro lhe entrega uma encomenda e pede para que ele
assine o recibo. Após a saída do carteiro, João curioso abre a encomenda e se
espanta com um lindo relógio que vinha acompanhado de um bilhete com os
seguintes dizeres: "Amor, não posso estar com você para comemorar os nossos
cinco anos de casamento, mas mando uma prova do meu amor, beijos Clara". João
Carlos, que é solteiro, percebe que houve um engano e verifica que nas costas do
bilhete está escrito: "De Clara para João Pedro", só neste momento é que reparou
que o relógio é para seu vizinho da última casa da vila. Considerando que João
Carlos não entregou o relógio para o vizinho João Pedro, responda?

a) Há crime na sua conduta, uma vez que ele recebeu o relógio de boa fé?
b) Vamos supor que antes do carteiro entregar a encomenda, João Carlos já tivesse
percebido o engano, mas afirmou para o carteiro que ele que se chamava João
Pedro, haveria modificação jurídio-penal na sua conduta?

2- Ana possui uma relação forte de confiança em sua amiga Joana. Como
Ana estava indo viajar para o exterior, pediu que Joana guardasse no cofre de sua
casa, todas as suas jóias. Ao retornar da viagem, Ana se surpreende com a notícia
de que a amiga vendeu todas as suas jóias e fugiu para morar com um amante no
interior da Bahia.
a) Qual o crime praticado por Joana?
b) Se caso Joana, tivesse pego algumas das jóias da amiga, sem sua autorização,
para ir ao casamento e devolvesse as jóias em seguida para o cofre, ficando Ana
sabendo disso posteriormente, poderia Joana responder por algum crime?

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c) Se caso Ana tivesse apenas deixado com Joana as chaves de sua casa para se
ocorrer algum problema ela entrar e Joana, se aproveitando disso, fosse até a casa
de Ana e pegasse todas as suas jóias e fugisse com o amante, o crime seria o
mesmo?

QUESTÕES OBJETIVAS:

1- Acerca dos crimes contra o patrimônio, assinale a opção correta. (38º exame da
ordem- CESP UNB)

a) Quem falsifica determinado documento exclusivamente para o fim de praticar


um único estelionato não responderá pelos dois delitos, mas apenas pelo crime
contra o patrimônio.
b) O crime de apropriação indébita de contribuição previdenciária é delito material,
exigindo-se, para a consumação, o fim específico de apropriar-se da coisa para si
(animus remsibihabendi)
c) O crime de latrocínio só se consuma quando o agente, após matar a vítima,
realiza a subtração dos bens visados no início da ação criminosa.
d) O crime de extorsão é consumado quando o agente, mediante violência ou grave
ameaça, obtém, efetivamente, vantagem econômica indevida, constrangendo a
vítima a fazer alguma coisa ou a tolerar que ela seja feita.

2- Analise as afirmativas e responda:

I- Comete crime de dano ao patrimônio público o motorista de um veículo que


perde a direção do carro, capota e vem a atingir e quebrar um orelhão público.
II - A subtração de um cadáver adquirido por uma Universidade de Medicina para o
estudo da anatomia humana caracteriza o crime de Subtração de Cadáver, Artigo
211 do CP.
III - Aquele que desvia água diretamente de uma nascente comete o crime de
usurpação de águas, porém a subtração de agua canalizada é crime de furto.
IV- Aquele que exerce munus público de inventariante e toma para si bens do
de cujus, que tinha a posse em razão dessa condição comete crime de peculato.

a) Somente a afirmativa I está correta.


b) Somente a afirmativa III está correta.
c) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
d) todas as afirmativas estão incorretas.

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