Vous êtes sur la page 1sur 12

GENEALOGIA DOS CALHEIROS DE MELLO

Pelos annos de 1730 a 1740 Antonio Gomes de Mello Calheiros,


casado com D. Anna Rodrigues, e seu irmão João Gomes de Mello Calheiros,
casado com D. Sebastiana de Vasconcellos, mudarão-se do Rio Formoso em
Pernambuco, onde erão residentes, para a comarca das Alagôas, onde
havião obtido para si e seus descendentes immediatos o domínio de quatro
léguas de terras à margem esquerda do rio Mundahú, as quaes erão assim
limitadas: - a partir da confluência do ribeiro Satuba com o dito Mundahú
extremo norte das terras de Diogo Soares, iaô rio acima até encontrar as
terras do aldeamente Urucú, ficando-lhes fronteiras do outro lado do rio as
terras do paulista Domingos Jorge Velho, terras ainda nas quaes os
descendentes dos mesmos Calheiros se foram estabelecendo, como adiante
se verá.

Antonio Gomes de Mello Calheiros fundou o engenho Cachoeira, o


mais antigo engenho à margem esquerda do Mundahú e assim chamado
pela proximidade em que está do salto que o rio faz. É designado pelo nome
de Cachoeira do Regente, provavelmente por ter sido capitão-mór e seu
primeiro dono.

De um relatório apresentado ao supremo conselho Hollandez em


Outubro de 1643 pelo director do districto das Alagoas, vê-se que neste
tempo já existiam três engenhos de fabricar assucar situados nas margens
do rio Mundahú, e pertencião: - o 1º ou o mais próximo da lagoa do Norte
aos hollandezes Uybrecht e Jacob Cloeten, só tendo então a casa de purgar
e tudo o mais inteiramente arruinado; ficava em frente a aldeia -
<<Mondai>>, aldeia que se compunha de dez ou doze famílias de índios
que se tinham retirado de Santo Antonio junto ao Parahyba, por falta ali de
segurança contra os negros dos Palmares: - o 2º a Lucas de Abreu, ausente,
tendo somente em pé a capella, e o 3º a Antonio Martins Ribeiro o qual
ainda não fabricava.

O capitão-mór Antonio Gomes de Mello Calheiros de sua mulher D.


Anna Rodrigues, teve:

1º - Antonio Justiniano de Mello Calheiros, que casou com sua prima


D. Maria do Carmo.

2º - D. Ursula Rodrigues Calheiros, que casou com o portuguez


Joaquim Pereira da Roza.

3º - D. Adriana Rodrigues Calheiros, que casou com o portuguez


Salvador Pereira da Roza.

§ 1º

Antonio Justiniano de Mello Calheiros, 1º acima, de sua mulher D.


Maria do Carmo filha de seo tio João Gomes de Mello Calheiros, teve:
1º - José Gomes de Mello.

2º – Carlos Rodrigues Calheiros.

3º – Leandro Marinho de Mello.

4º – Antonio de Mello Calheiros.

5º – D. Francisca Rodrigues Calheiros.

6º – Mariana de Vasconcellos Calheiros.

Nº 1. - José Gomes de Mello, 1º acima, casou com sua prima D. Maria


do Carmo Rodrigues, filha de Salvador Pereira da Roza. Fundou o engenho
Mundahú a margem direita do rio deste nome, e de sua mulher teve:

1º – Mathias José de Mello, que casou com D. Antonia Accioly, filha de


Francisco de Borges Accioly, e teve muitos filhos e netos. É notável o facto
de terem enlouquecido quasi todos os descendentes deste cazal.

2º – Felippe José de Mello, que fundou o engenho – Pinto -, fronteiro


ao Mundahú.

3º – Capitão Joaquim José de Mello, senhor do engenho – Grujahú – à


margem da lagôa Manguaba.

4º – D. Maria Rodrigues de Vasconcellos, que casou com o capitão


Joaquim de Vasconcellos, senhor do engenho – Kagado – à margem direita
do Parahyba no município de Atalaia, e são pais de:

(a) – Dr. Felippe de Mello Vasconcellos, actual 3º vice-presidente da


província.

(b) – Padre Francisco de Mello Vasconcellos.

5º – D. Adriana Gomes de Mello, que casou com Sebastião da Motta,


senhor do engenho Lamarão à margem da lagôa Manguaba, pais do:

- Tenente-coronel José Gomes de Mello Motta – filho único.

D. Adriana, por morte de Sebastião da Motta, e já em idade muito


avançada, casou em 2ª núpcias com o coronel Nicolau Alves Rodrigues, de
quem não teve nem podia mais ter filhos, e falleceu em 1886 na idade de
90 annos e alguns mezes.

Nº 2. - Carlos Rodrigues Calheiros, 2º filho de Antonio Justiniano de


Mello Calheiros, casou com D. Maria de Queiroz Coutinho, filha de Manoel
Gomes de Mello Calheiros e D. Margarida de Sá e Albuquerque, fundou o
engenho – Pratagy – à margem do riacho deste nome cerca de duas léguas
afastado do Mundahú e situado entre este rio e o litoral. Ahi fez o pouzo de
sua numerosa descendência, que ainda hoje se destingue pelo nome –
familia do Pratagy. De sua mulher teve:
1º – Antonio Justiniano de Mello, que não deixou descendentes.

2º – D. Maria Freire de Vasconcellos, a pouco fallecida em idade muito


avançada, deixando muitos filhos, entre elles o capitão Sebastião Rodrigues
Calheiros, senhor do engenho – Canôas -.

3º – Manoel Gomes de Mello, que ainda vive em idade de cerca de 83


annos e tem numerosa descendência.

Nº 3. - Leandro Marinho de Mello, 3º filho de Antonio Justiniano de


Mello Calheiros, associou-se ao engenho Pratagy com seu irmão Carlos
Rodrigues, e casou com D. Luzia filha de outra Luzia, e desse consórcio teve
entre outros filhos, Antonio Leandro de Mello pai do capitão Antonio de
Mello, senhor do engenho – Mucury – situado nas terras da aldeia Urucú,
cerca de uma légua distante da margem esquerda do rio Mundahú.

§ 2º

D. Ursula Rodrigues Calheiros, 2ª filha do capitão-môr Antonio Gomes


de Mello Calheiros, casada com o português Joaquim Pereira da Roza, teve:

1º – José Pereira da Roza Calheiros.

2º – Manuel Joaquim da Roza Calheiros.

3º – D. Marianna Rodrigues Calheiros, que casou com F. Lins, de Porto


Calvo.

4º – D. Joaquina Paula Calheiros, que casou com seu primo João


Gomes Calheiros.

5º – D. Adriana Rodrigues Calheiros.

6º – D. Maria da Luz1, que casou com José Casado Accioly Lima.

7º – D. Joanna Paula Calheiros, que casou com F. Lins de Porto calvo.

8º – D. Cândida Paula Calheiros, que casou com José Elias Pereira.

Joaquim Pereira da Roza, que por morte de seu sôgro Antonio Gomes
de Mello Calheiros ficara encabeçado no engenho – Cachoeira – fundou o
engenho == Pao Amarello, à margem esquerda do Mundahú cerca de uma
légua acima d'aquelle. N'um e n'outro estabeleceu-se a sua descendência,
que ainda hoje se destingue por família da – Cachoeira -.

Nº 1. - José Pereira da Roza Calheiros, 1º acima, filho de D. Ursula,


casou com D. Rosa de Mello Lins – da família da Garça Torta. Houveram
muitos filhos, entre elles o Rvdº Antonio Gomes de Mello, já fallecido,
sacerdote muito venerado pelas suas virtudes. Dizia o padre Mello que a
família delle era tão numeroza que já não se podia distinguir.
José Pereira da Roza Calheiros fundou os engenhos – Conceição e
Coité Novo – nas sobras das terras da – Garça Torta. - Por sua morte passou
o engenho Conceição a pertencer a seu genro Bento José da Rocha Lins,
casado com D. Ursula, o qual fundou depois o engenho – Varzea Grande –
que é hoje propriedade de quatro de seus nettos.

Nº 2. - Manoel Joaquim da Roza Calheiros, 2º filho de D. Ursula, casou


com D. Anna de Mello Rocha filha de José Gomes, do engenho – Mundahú. -
Fundou o engenho – Rocha – quasi à margem da lagôa do Norte, próximo ao
Fernão Velho. De seu cazal houveram vários filhos, entre elles o major
Simplício Pereira da Roza Calheiros e Jacintho Pereira da Roza Calheiros que
fundou o engenho – Rio Largo – à margem esquerda do Mundahú, um pouco
acima do – Cachoeira. -

Nº 3. - D. Joaquina Paula Calheiros, 4ª acima, filha de D. Ursula, que


casou com seu primo João Gomes Calheiros, do engenho – Riachão – teve
muitos filhos entre os quaes:

- O Rvdº José Joaquim Calheiros, cônego honorário da Capella


Imperial, deputado provincial em dous biennios sendo o último o de 1818 a
1819, que falleceu na Villa do Norte em Março de 1856.

- Manoel Gomes Calheiros, avô do bacharel José Calheiros de Mello,


actual juiz municipal de Entre Rios, em Minas Geraes, e do tenente de
artilharia do exército Carlos Jorge Calheiros. – E D. Ursula Maria de Mello,
mãi do Dr. Roberto Calheiros de Mello.

João Gomes Calheiros por fallecimento de D. Joaquina Paula, casou


em 2ª núpcias com sua parenta D. Maria Manoela de Vasconcellos, filha de
Manoel Clemente e D. Antonia Vieira de Araujo, do engenho – Cachoeira do
Meirim. – Do novo enlace teve:

- Coronel Manoel Clemente de Vasconcellos Calheiros, actual


commandante superior da guarda nacional da Imperatriz,

- E D. Joanna Calheiros de Mello, falecida, que foi casada com o Dr.


Roberto Calheiros de Mello.

D. Maria Manoela ainda vive no seu engenho – Riachão – na avançada


idade de 87 annos, nascêra em 1801.

Nº 4. – D. Maria da Luz, 6ª acima, filha de D. Ursula, que casou com


José Cazado Accioly Lima2, senhor do engenho – Pilar3 – hoje cidade do Pilar,
fallecido a... de... de 18... Descende do casal:

- O Dr. José Casado Accioly Lima, ex-juiz de direito da comarca de


Assembléa, ex-chefe de polícia de Sergipe, e que em 1857 a 1860 tomou
como supplente assento na assembléa geral legislativa 4. É casado com uma
tetra-netta de Affonso de Albuquerque Mello e D. Maria Sebastiana, do
engenho – Água Clara. – Vive o Dr. José Casado retirado do mundo no seu
engenho – Floresta – no município d’Atalaia, e tão aborrecido das relações
dos mais homens e das cousas públicas que nem eleitor de parochia elle he.

José Casado – pai – era à mão do desembargador Ignácio Accioly de


Vasconcellos, que foi pai de José Ignácio Accioy de Vasconcellos, ministro do
supremo tribunal de justiça, há pouco tempo fallecido.

D. Marianna e D. Joanna, 3ª e 7ª filhas de D. Ursula, tiveram


descendências:

Nº 5. – D. Ursula, filha de José Pereira da Rosa Calheiros, que casou


com Bento José da Rocha Lins – já fallecido – senhor do engenho –
Conceição – teve:

1º - Dr. Ricardo Pereira da Rosa Lins, fallecido.

2º - D. Ursula de Mello Lins, fallecida a dous annos, que casou com o


tenente-coronel Vasco Marinho da Gama e Mello, senhor do engenho –
Cavalleiro – sito nas terras do Urucu.

Bento José da Rocha Lins, tendo enviuvado, casou em 2ª núpcias com


D. Joaquina da Motta, filha do capitão Gregório Correia da Motta, senhor do
engenho – Officina, - e teve:

1º - Dr. Tiburcio Valeriano da Rocha Lins5, juiz de direito do Pilar, que


casou com D...6, filha do Dr. Manoel Rodrigues Leite e Oiticica.

2º - José Correia de Mello Lins, fallecido.

3º - Manoel da Rocha Lins7, fallecido.

4º - Tenente-coronel Antonio Gomes de Mello Lins, actual proprietário


do engenho – Garça Torta.8

§ 3º

D. Adriana Rodrigues Calheiros, 3ª filha do capitão-mor Antonio


Gomes de Mello Calheiros, que casou com o portuguez Salvador Pereira da
Roza, irmão de Joaquim Pereira da Roza, teve:

1º – D. Rosa Rodrigues Calheiros.

2º – Manoel Rodrigues Calheiros.

3º – D. Maria do Carmo Rodrigues.

4º – D. Francisca Rodrigues Calheiros.

5º – D. Ursula de Mello Calheiros

Salvador Pereira da Roza fundou o engenho – Utinga – à margem


esquerda do Mundahú cerca de uma légua abaixo do Cachoeira. Sua
descendência ficou sendo conhecida por família da Utinga.
Nº 1. - D. Rosa Rodrigues Calheiros, 1ª acima, filha de D. Adriana e
Salvador Pereira, casou com José Gomes de Mello Lins, filho de Antonio
Gomes de Mello e D. Luiza Maria José da Rocha Lins, da – Garça Torta – e
teve:

1º – D. Ignez de Mello Lins, que casou com seu primo Joaquim Pereira
da Rosa, filho de José Pereira da Rosa Calheiros e D. Rosa da Rocha Lins,
senhores do engenho – Coité. -

2º – Antonio de Mello Lins, que casou com D. Francisca, filha de José


Gomes de Mello, do engenho – Mundahú. -

3º – D. Ursula de Mello Lins, que casou com Felippe José de Mello,


filho de José Gomes, do – Mundahú. -

4º – Bento José da Rocha Lins, que casou com sua prima D. Ursula,
filha de José Pereira da Rosa Calheiros, do engenho - ? -

5º – D. Luiza de Mello Lins, que casou com João Lins da Rocha.

6º – D. Adriana de Mello Lins.

7º e 8º - Bartholomeu Lins Calheiros e João Lins Calheiros, nascidos


gêmeos a 19 de maio de 1799. Bartholomeu Lins fallecido na Villa do Norte
a 14 de Junho de 1885 com 86 annos de idade, casou com D. Maria Paula
Calheiros filha de Manoel Rodrigues Calheiros, e foram pais do major
Candido Calheiros de Mello, senhor do engenho – Pedra Grande. – João Lins
Calheiros, fallecido a 7 de agosto de 1880, casou com D. Ursula Maria de
Mello, filha de João Gomes Calheiros, do engenho – Riachão, - e teve
sômente o Dr. Roberto Calheiros de Mello. João Lins casou em 2ªs núpcias
com D. Anna Marcellina dos Passos de quem teve duas filhas das quaes só
uma vive. Casou em 3ªs núpcias com D. Maria Clara de Albuquerque
Maranhão, falecida a 8 de Setembro de 1883, de quem houve os seguintes
filhos:

(a) – João Lins Calheiros Filho.

(b) – Ernesto Calheiros de Mello.

(c) – Adolpho Calheiros de Mello.

(d) – Antonio Cavalcanti de Mello Lins.

(e) – D. Josepha Cavalcanti Lins.

(f) - D. Maria da Conceição de Albuquerque Lins.

(g) – D. Anna Cavalcanti de Albuquerque Lins.

(h) – D. Rosa Cavalcanti d’Albuquerque Lins.


O engenho – Rio Bonito – de sua propriedade no termo do
Camaragibe deixou a seus

Filhos.

Todos os filhos de José Gomes de Mello e D. Rosa, com excepção de


D. Ignez falleceram em idade muito avançada.

Nº 2 – Manoel Rodrigues Calheiros, 2º acima, filho de Salvador Pereira


da Rosa e D. Adriana Rodrigues Calheiros, casou com D. Anna Falcão, filha
do capitão Antonio Marinho Falcão, senhor do engenho – Riachão do
Marinho – sito a margem direita do Mundahú entre os engenhos Garça Torta
e Água Clara, e teve muitos filhos, entre elles o tenente-coronel Barnabé
Pereira da Rosa Calheiros, pai de D. Anna Calheiros que casou com o
coronel Francisco Elias Pereira e foram pais do bacharel Barnabé Elias
fallecido a ... de... de 188...

Nº 3 – D. Maria do Carmo Rodrigues, 3ª filha de Salvador e D. Adriana,


casou com José Gomes de Mello, filho de Antonio Justiniano de Mello
Calheiros, no § 1º.

Nº 4 – D. Francisca Rodrigues Calheiros, 4ª acima, filha de Salvador e


D. Adriana, casou com o capitão José Thomaz da Silva, e entre os filhos
tiveram o coronel Salvador Pereira da Rosa e Silva pai do major Paulino da
Rosa e Silva.

Nº 5 – D. Ursula Rodrigues Calheiros, 5ª filha de Salvador e D.


Adriana, casou com o portuguez Francisco de Paula Monteiro, e teve
numerosa descendência, sendo um dos seus netos o capitão honorário do
exército Guilherme Lins Calheiros, voluntário da pátria na campanha do
Paraguay.

Nº 6 – Dr. Roberto Calheiros e Mello9, filho de João Lins Calheiros e


sua 1ª mulher D. Ursula Maria de Mello, nasceu no engenho – Riachão – de
seu avô João Gomes de Mello, a 26 de Janeiro de 1821. Formado em
medicina no Rio de Janeiro a 20 de Dezembro de 1848, casou com sua tia D.
Joanna Calheiros de Mello filha do 2º matrimonio de João Gomes Calheiros
com D. Maria Manoela de Vasconcellos, nascida a 26 de Janeiro de 1820 e
fallecida ainda em mocidade a 23 de Agosto de 1864, e teve nove filhos dos
quaes falleceram três em menor idade, e existem:

1º - D. Maria Calheiros Lins, casada.

2º - D. Ursula Calheiros Lins, casada.

3º - D. Eulalia Calheiros Lins, viúva.

4º - D. Clotildes Calheiros Lins, solteira.

5º - João Calheiros Lins10, estudante de engenharia na escola


polythenica.
6º - D. Octavia Calheiros Lins, solteira.

§ 1º

João Gomes de Mello Calheiros irmão do capitão-môr Antonio Gomes


de Mello Calheiros, de sua mulher D. Sebastiana de Vasconcellos, teve:

1º - Manoel Gomes de Mello Calheiros, que ...

2º - D. Luiza de Vasconcellos Calheiros.

3º - D. Maria do Carmo.

4º - D. Anna de Vasconcellos Calheiros.

§ 4º

Manoel Gomes de Melo Calheiros, 1º acima, casou em Sirinhaem com


D. Margarida de Sá e Albuquerque, e teve:

1º - João Gomes Calheiros.

2º - D. Maria de Queiroz Coutinho.

3º - D. Anna Florencia de Vasconcellos.

Nº. 1 – João Gomes Calheiros, 1º acima, fundou os engenhos –


Riachão e Bom Jardim, este à margem esquerda do Mundahú, e aquelle um
pouco mais afastado. Ambos situados na parte ... com as terras do Uruçú.
Casou com sua prima D. Joaquina Paula da Rosa Calheiros, 4ª filha de
Joaquim Pereira da Rosa e D. Ursula Rodrigues Calheiros – n. 3(...) e
conhecida a família do Riachão.

Nº 2. – D. Maria de Queiroz Coutinho, 2ª acima, casou com seu


parente Carlos Rodrigues Calheiros, proprietário do engenho – Pratagy –
(...).

Nº 3. – D. Anna Florência de Vasconcellos, 3ª acima, casou com


Antonio Toledo de Vasconcellos e teve vários filhos.

§ 2º

D. Luiza de Vasconcellos Calheiros, 2ª filha de João Gomes de Mello


Calheiros e D. Sebastiana de Vasconcellos, casou com seu parente João
Gomes de Mello, e teve:

1º - Manoel Clemente.

2º - Alexandre Fragoso de Albuquerque.

3º - D. Maria Sebastiana.

§
Nº 1. – Manoel Clemente, 1º acima, casou com D. Antonia Vieira de
Araújo e fundou o engenho – Cachoeira Meirim – para sê-la de sua numerosa
descendência, conhecida sob a denominação de família do Meirim, e teve os
seguintes filhos:

1º - João Baptista de Vasconcellos, que fundou o engenho – Itamaracá


– à margem esquerda do Mundahú em terras do (...). Não tem filhos.

2º - Manoel Clemente de Vasconcellos, casado, com filhos.

3º - D. Maria Manoela de Vasconcellos, 2ª mulher de João Gomes


Calheiros, senhor do engenho – Riachão – (...).

4º - D. Anna Vieira de Araújo, que casou com o tenente-coronel José


Vieira de Araújo (...). – Não teve filhos.

- D. Rita Maria de Jesus, que casou com Manoel Gomes, filho de João
Gomes Calheiros – do Riachão. -

Nº 2. – Alexandre Fragoso de Albuquerque, 2º filho de João Gomes e


D. Luiza, teve diversos filhos, que ficaram sendo conhecidos a família do –
Meirim. –

Nº 3 – D. Maria Sebastiana, 3ª filha de João Gomes e D. Luiza, casou


com Affonso de Albuquerque Mello, que fundou o engenho – Água Clara – à
margem direita do Mundahú, fronteiro ao engenho – Bom Jardim – e tiveram
muitos filhos. - Foram seus nettos:

1º – Gualter Martins de Araujo Peixoto, pai do tenente-coronel Antonio


Gualter de Araujo Peixoto, actual proprietário do engenho – Cólera – à
margem do rio Meirim.

2º – Tenente-coronel José Vieira de Araujo Peixoto.

3º – Tenente-coronel Vieira Peixoto, pai do general Floriano Vieira


Peixoto.

4º – Cônego Affonso de Albuquerque Mello, fallecido vigário das


Alagoas.

5º – Padre Antonio Gomes Côelho, que foi vigário de Pioca.

O capitão Diogo de Albuquerque Mello, da cidade das Alagôas, foi


casado com D. Anna Casado de Araujo Lima, irmã do capitão Manoel
Joaquim Cardoso. D. Anna já viúva, falleceu no Pilar a 7 de Novembro de
1886, com 82 annos de idade.

III
Alguns annos depois que os irmãos Calheiros se estabelecerão nas
terras das Alagôas e que dos seus troncos brotaram as vergonteas que em
parte atraz ficam contempladas, uma semente nova veio entrelaçar-se a
ellas.

Antonio Gomes de Mello parente próximo d'aquelles, casado com D.


Luiza Maria José da Rocha Lins, nascidos ambos e residentes também em
Rio Formoso, tendo arrematado em praça no Recife o engenho – Garça
Torta, - vasta propriedade primitivamente hollandeza, situada à margem
direita do Mundahú fronteira ao engenho Utinga, e que por muitos annos
estivera abandonada em razão dos frequentes assaltos dos palmares,
capitaneados pelo proprio Zumby, vieram estabelecer-se na formoza terra
de seu novo dominio.

Dá-se ainda hoje o nome de ladeira do Zumby, à que da chapada


conduz para a planicie do engenho, e por onde descião os negros quando
ahi vinhão furtar gados, cavallos, roupas, e o mais que encontravão.

Antonio Gomes de Mello, da sua mulher D. Luiza Maria José da Rocha


Lins, teve:

1º – D. Rosa da Rocha Lins, casada.

2º – José Gomes de Mello Lins, casada (sic).

3º – D. Anna Chaves Lins, casada.

4º – D. Maria de Mello Lins, solteira.

Os três primeiros tiveram numerosa descendencia conhecida por


família da – Garça Torta.-

D. Luiza Maria José da Rocha Lins era descendente de Christovão Lins,


alcaide-mor de Porto Calvo. Era tia de D. Francisca (do rio Formozo), avó do
Barão de Araçagy, e falleceu na idade de 102 annos, e todos os seus filhos
viveram e faleceram depois de 78 annos de idade.

O engenho Garça Torta é hoje propriedade do tenente-coronel


Antonio Gomes de Mello Lins, irmão do finado Dr. Ricardo Pereira da Roza
Lins, que foi procurador fiscal da Thesouraria da fazenda provincial, e do Dr.
Tiburcio Valeriano da Rocha Lins, actual juiz de direito da comarca do Pilar,
casado com D. Maria Herminia filha do Dr. Manoel Rodrigues Leite Oiticica,
nettos todos de José Gomes de Mello Lins e bisnetos de Antonio Gomes de
Mello e de D. Luiza Maria José da Rocha Lins, acima citados.

NOTA.- No presente trabalho da descendência dos irmãos Calheiros


de Mello, ficam por mencionar algumas famílias e indivíduos de que não
podemos obter notícias, mas que pouco influem para o conhecimento geral
que se tem em vista quando se trata de genealogia como esta, em que a
multiplicidade de nomes traz a confuzão e o cançasso a quem tem de lêl-o e
estudal-o; mas, rogamos aos interessados, que nos enviem suas notas para
o completo do trabalho que terá de ficar para os vindouros.

Dos diversos ramos que aqui ficão mencionados resulta uma


população actual superior à oitocentos indivíduos, quasi todos agricultores,
espalhados pelos municípios de Santa Luzia do Norte, Pilar, Atalaia e
Imperatriz, tendo parte della o senhorio de muitos engenhos que não foram
mencionados.

As soberbas mattas virgens que cobrião as quatro léguas de terras


primitivamente adqueridas, desapareceram quasi todas e foram
substituídas por um plantio que infelizmente ainda conserva o ostracismo
dos primeiros tempos. Estas terras são hoje percorridas de uma outro
extremo pela via-férrea da Imperatriz.

O sentimento religioso que animava os primeiros proprietários, levou-


os a edificarem nos seos engenhos formozas capellas ricamente
paramentadas, para o Culto Divino; vivião em festas e felizes.

Hoje, os engenhos – Cachoeira do Regente - Cachoeira do Meirim, -


Utinga, - Garça Torta, - Officina – Água Clara – Lamarão, e Mundahú, que
tinhão bonitas egrejas, algumas já desapparecerão completamente e outras
estão em completa ruína, e seus proprietários já não tem festas e não são
felizes.

A capella do engenho Mundahú já existente quando José Gomes de


Mello levantou este engenho. Foi edificada em 1613 como consta de um
documento existente no Instituto Archiologico e das letras abertas na pedra
do frontespicio da mesma capella. A capella do engenho – Lamarão – é a
única que conserva o seu explendor primitivo.

Rio, 30 de Maio de 1888.

P. da Fonseca

NOTAS DO AUTOR:

1. Falleceu no Pilar em 1827.

2. José Casado de Lima falleceu no engenho Pilar em agosto de 1827.

3. No engenho Pilar falleceu no de 1788 seu proprietário Cel. Matheus


(?) Cazado.

4. 10ª legislatura 1857 a 1860 da.


5. Dr. Tiburcio faleceu em Maceió.

6. D. Maria Antonia

7. Cap.m Manoel da Rocha Lins, casou com D. Isabel Cordeiro de


Albuquerque Maranhão, faleceu em Maceió em 12 de maio de 1878.

8. Casado com D. Joaquina Casado de Lima. D. Anna Joaquina da Rocha


Lins, casada com Pedro Tenório Carneiro de Albuquerque.

9. O Dr. Roberto falleceu em Maceió a 3 de maio de 1898.

10.A 24 de julho de 1892 faleceu com 14 anos de idade D. Joanna Lins


de Albuquerque filha do Dr. José Antonio Ribeiro de Albuquerque neta
de D. (...)

11.Casado no Rio de Janeiro com D.

12.(...) Affonso de Albuquerque Mello (...)

13.Nasceu em 1802 e falleceu em 2 de junho de 1874.

14.Nasceu em 1803.

15.Tenente-Coronel Joaquim Correia Barbosa falleceo em Maceió em


maio de 1881, foi casado com D. Balbina Paula da rosa Calheiros,
filha de D. Anna Paula da Rosa Calheiros, de quem houve:

- Manoel Barbosa Calheiros

- Anna Barbosa Calheiros

- D. Maria Barbosa Calheiros

- Justino Barbosa Calheiros

- Cícero Barbosa Calheiros

Centres d'intérêt liés