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I.Y IntroduçãoY YY


I.1. Objectivos e Hipóteses do EstudoY YY
I.1.1. Objectivos:Y YY
I.1.2. HipóteseY YY
II.Y Revisão BibliográficaY YY
II.1. Estruturas Cristalinas E Morfologias Dos Micricristais De Caulinita De Montmorilonita E Talco YY
II.2. Material e ReagentesY YY
II.3. ProcedimentosY YY
III.Y Parte ExperimentalY YY
Resultados e DiscusãoY YY
IV.Y Conclusões e recomendacoes YY
V.Y BibliografiaY YY

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A riqueza mineral encontra-se inexplorada quer no continente, quer na plataforma marinha,


apesar do país ser possuidor de vastos recursos minerais. Por outro lado, devido ao actual estágio
de informação geológica, è difícil a quantificação das jazidas, dado que não existe um estudo
completo das áreas potenciais. Neste contexto, a indústria mineira esta pouco desenvolvida e, por
conseguinte, os recursos minerais têm, por enquanto, um pequeno peso no âmbito da economia
(AFONSO E MARQUES, 1993, pp. 11).
D     ou     é o ramo da química que estuda os elementos
químicos e as substâncias da natureza que não possuem o carbono coordenados em cadeias,
investigando as suas estruturas, propriedades e a explicação do mecanismo de suas reacções e
transformações.

Os     são concentrações de minério formadas na crosta terrestre cujas
características fazem com que sua extracção seja ou possa chegar a ser técnica e
economicamente rentável. Os materiais inorgânicos compreendem cerca de 95% das substâncias
existentes no planeta Terra.

  é um corpo natural sólido e cristalino formado em resultado da interacção de processos


físico-químicos em ambientes geológicos. Cada ¦  é classificado e denominado não apenas
com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o
compõem.

Por causa dos enormes problemas de saúde, é visível nos dias de hoje a enorme procura por parte
dos cidadãos moçambicanos por suplementos alimentares tais como o "   por sua
actividade anti-inflamatória, redução da pressão arterial entre outras; mas o elevado custo dos
mesmos dificulta a aquisição pois é importado de países como África do Sul e Portugal. Daí que
surge a ideia de investir em recursos locais como o pescado (pois possuímos uma rica costa) e as
argilas (para o branqueamento do produto de extracção do pescado).

Como forma de sanar essas dificuldades enfrentadas no país, o presente trabalho visa de modo
geral fazer um estudo em torno dos minerais talco e caulino; de como sua extracção, purificação
e utilização pode ser útil para o pais.


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lY Fazer um estudo sobre a extracção, processamento e uso do talco e caulino.

 

lY Analisar a estrutura e tratamento do talco e caulino para emprego das mesmas como
argilas de branqueamento de óleo de pescado.

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Os bens minerais tem uma importância significativa para a sociedade, a tal ponto que as fases da
evolução da humanidade são divididas em função dos tipos de minerais utilizados: idades da
pedra, do bronze, do ferro, etc. Nenhuma civilização pode prescindir do uso dos bens minerais,
principalmente quando se pensa em qualidade de vida, uma vez que as necessidades básicas do
ser humano, alimentação, saúde, moradia e vestuário são atendidas essencialmente por estes
recursos.

Uma pessoa consome directa ou indirectamente cerca de 10 toneladas/ano de produtos do reino


mineral, abrangendo 350 espécies minerais distintas. A construção de uma residência é um
exemplo desta diversidade.

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lY Usar o talco e/ou caulino como substitutos da terra adsorvente de Tollins no
branqueamento de óleos de pescado, dado a semelhança tanto na composição X (OH)2 e
na estrutura das camadas.


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Os recursos minerais encontram-se divididos em quatro grupos que passo a citar:


lY Minérios metálicos;
lY Minérios não metálicos;
lY Carvões fósseis e;
lY Hidrocarbonetos.

A tabela abaixo descreve cada um destes grupos pela sua localização e aplicações:
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Ferro Formação de Honde, Mavita, Indústria metalúrgica para fabrico de aços especiais
Muande, Mecuco, machédua,
Cambulatsitsi, Txizita,
Inhatipissa, Massamba,
messeca-Tumba e Monte
Muenguè

Manganés Mazoe, Fóia (rio Cagosa), Confecção de ligas de ferro, baterias secas,
Catambula, Blaundi-Bonga descorante, indústria de vidro

Cobre Mundonguara, Chínduè, Dentre as inúmeras aplicações destaca-se a da


Panda Uncua e Cónua indústria elétrica

Alumínio Monte Maüzo, Milange, Indústria aeronáutica, construção e pintura


Morrumbala e Macaloge

Estanho Complexo Ígneo de Tete, Fabrico de bronze e outras ligas, soldaduras e


Alto Ligonha e Inchope- embalagens para conservas e bebidas
Mucombeze

Nióbio Muiane, Morrua e Marropino Fabrico de ligas especiais de aço e na indústria


nuclear e aeroespacial


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Tântalo Muiane, Morrua e Marropino Indústrias eléctricas e electrónicas

Berílio Alto Ligonha Indústria de energia nuclear, aeronáutica,


aerospacial e fabrico de foguetões

Bismuto Alto Ligonha Fabrico de produtos farmacêuticos e cosméticos,


indústria metalúrgica para fabrico de ligas

Terras raras Alto Ligonha e Chirua Indústria metalúrgia para fabrico de ligas de alta
resistência, destilação do petróleo, na indústria
óptica, na televisão, nas camaras frigoríficas, etc

Ouro Manica, Angónia e Tete Manufatura de joias, ligas, etc

Ilmenite Ponta D¶Ouro, Marracuene, Indústria de pigmentos, indústria téxtil, etc


Limpopo, Xai-xai, Massaca,
(areias Závora, Jangamo, Inhassorro,
pesadas) Micaúne-Deia, Zalala
macuse Raranga, Gorai,
idugo, Pebane, Melai,
Moebase, Moma, Angoche,
Congolone, Quinga e Foz do
rio Zambeze

Litio Alto Ligonha Producao de ligas metálicas leves, constrruç~ao de


carburantes para foguetões e síntese de vitamina,
arrefecimento de reactors termonucleares, fabric de
barras de controle e produção de trítio ± na
indústria nuclear

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Fluorite Geramo-Djalira, djanguire, Na indústria metalúrgica como fundente para o


Monte Domba e Muambe aço, para preparaç~ao de ácido fluorídrico, na
refrigeração, em aerossóis, na fluoretação de
águas de abastecimento public, no combustível


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especial de aviação, etc

Apatite Evate, Muande e Cone Fabrico de fertilizantes inorgânicos, indústrias


Negose química, alimentar e metalúrgica

Asbestos Mavita, Mulevala e Mulatala Indústria têxtil, filtros e no fabrico de tubos de


fibrocimento e materiais termo-isoladores

Grafite Angónia, Foz do rio Lúrio, Fabrico de cadinhos, na electrotecnia, como


Anquabe, Monapo, e lubrificante, na indústria de lápis, etc
Montepuez

Corindo Canchoeira, Chimessolo, Utilizado como abrasivo e material refractário


Monte Chissindo, Revuè e
Monte pandíbuè

Feldspato Nuaparra, naípa, Indústria de vidro, cerâmica e sabões


Namacotche, Munhamola I,
Boa Esperança e tulua

Caulino Muiane, Boa Esperança e Na indústria de cerâmica, papel, dos refractários,


nacala da borracha e das tintas

Calcite Nhamuanza Na indústria do açucar, no fabrico de pasta


dentífrica, etc

Quartzo Zambézia e Gondola-Mandiè Manufatura de certos tipos de rádios,


transceptores, na indústria óptica, no fabrico de
quartzo moído, nas ligas de ferro-silício

Mica Alto Ligonha Fabrico de condensadores, suportes deválvulas


para rádios, nos sectores de isolamento eléctrico,
tintas, plásticos, borracha, etc

Cianite e Catandica e Netia Usados juntamente com seu poliformo andalusite,


Silimanite como material refratário, no fabrico de fornos,
camaras de combustão, velas de ignição, na
esmaltagem e cerâmica


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Bentonite Boane Pelitização do minério de ferro concentrado, na


alimentação animal, na técnica de sondagens, na
fundição, na indústria de construção, etc

Gesso Temane Construção, fabrico de cimento e reboco, na


indústria de tinta, como enchimento, fertilizante,
fabrico de ácido sulfúrico e sulfato de amónia, etc

Diantomito Manhiça, Boane, Macia e Utilizado para fabrico de filtros, plásticos, papel,
Mandjacaze tintas, insecticidas, explosivos, cimentos,
abrasivos, etc

Sienito Monte Maúzo e Serra de Cerâmica


Nefelínico Chiperrone

Perlite Muguene Na contrução para estruturas leves e resistentes e


ainda como isolador de som e de calor, na
filtragem, agricultura como enchimento, etc

Obsidiana Pequenos Libombos Tem aplicações identicas a da perlite

Argila Moriangane Na indústria química e de refratários


bauxítica

Calcário Cheringoma, Búzi, Nas produção de cimento, indústria química,


Salamanga, Inhambane, agricultura, etc
Magude, mapulanguene,
Sábiè, Massingir, Inharrime,
Vilankulo, Pemba,
Mocímboa da Praia e Nacala

Areia Marracuene, Dunas Construção


interiores, terraços aluviais,
etc

Argila comum Umbeluzi, pemba, N¶Gúri, Cerâmica, produtos estruturais de construção


Namaacha, Salamanga, (fabrico de tijolos, telhas, loiças de barro, etc)
Sábiè, xinavane, etc


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Rochas Montepuéz, Netia, Metolola, Contrução, fundação, pavimentação,


ornamentais matema, Malulo, etc revestimentos e para fins arquitetónicos

Pedras Rios Uanéteze, incomáti, Ornamentação


preciosas e Inharrime, Zambeze, etc
semipreciosas

(Afonso e Marques, 1993, pp. 32 - 111).

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Este combustível fóssil constitui uma das maiores riquezas de Moçambique, podendo ser usados
em tecnologias diversas, tais como na combustão e na coquefacção. Os carvões moçambicanos
são gonduânicos (Karoo), algo diferentes dos carvões norte-atlânticos. Os primeiros formaram-se
num ambiente climático caracterizado por um clima frio e temperado, a partir da flora
gonduânia, que se depositou em bacias instaladas em plataformas continentais estáveis, com
fraco regime de subsistência. Os segundos depositaram-se em regime climático diferente e em
ambientes fortemente subsistentes.
Os carvões moçambicanos encontram-se distribuídos em seis bacias carboníferas: Chicôa-
Mecúcuè, Sanângoè-Mefideze, Moatize-Minjova, Niassa, Lugenda e Espungabera (Afonso e
Marques, 1993, pp. 111).

 
Em Moçambique, as formações produtivas de hidrocarbonetos, de idade compreendida entre o
Cretácio Superior e Terciário Inferior, ocorrem na bacia do Rovuma/Moçambique e na bacia do
Baixo Zambeze e do Save/Limpopo. Destas formações, aquela que que é mais favorável à
geração de hidrocarbonetos é a Formação de Grudja do Cretácico Superior. É neste contexto
geológico que se situam os jazigos de gás natural de Pande, de Temane e de Búzi. No que se
confere a hidrocarbonetos líquidos, estão definidas áreas potenciais nas plataformas continentais
ao largo da foz dos rios Púngoe, Zambeze e Rovuma (Afonso e Marques, 1993, pp. 123).
Até a data não existem em Moçambique artigos sobre a exploração de talco e caulino; existindo
apenas informações acerca da sua ocorrência, mas países como a África do Sul, Brazil e alguns
países da Europa tem feito uso nas áreas de cerâmica, insecticidas, tintas, borracha, têxteis,
cargas, cosméticos, entre outros.


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Estes dois minerais fazem parte da família das argilas sendo o caulino uma argila primária (pois
é formada no mesmo local que a rocha mãe e é pouco atacada por agentes atmosféricos daí a sua
pureza e baixa plasticidade) e, o talco uma argila secundária (pois é transportada pela água, vento
e desgelo para longe da rocha mãe tornando-o mais fino e plástico mas com alto teor de
impurezas orgânicas e metálicas) (Gomes, 1986, pp. 335).

O talco é extraído a céu aberto por britagem primária que é feita no fundo da mina, seguida de
britagem secundária feita na boca do poço e britagem terciária, e para finalizar, a secagem e
moagem até obter espessura desejada (Pinheiro, 1973, pp. 28).

Os trabalhos de lavra do caulino podem ser manuais, semi-mecanizados ou mecanizados,


podendo ser a céu aberto, subterrâneos ou mistos (Vidal, 2001).

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As estruturas cristalinas e características químicas da caulinita, da montmorilonita e do talco


foram descritas por Brindley e Newman.
A composição química da caulinita, expressa pela fórmula de óxidos, é Al2O3.2SiO2.2H2O. A
fórmula da cela unitária da caulinita, electricamente neutra, é Al4Si4O10(OH)4. A espessura da
   é de 4,37 Å, o espaço entre as camadas tem 2,79 Å de espessura, valor que quase
permite a acomodação de moléculas de água intercaladas entre as camadas, moléculas essas com
cerca de 2,90 Å de diâmetro. Como todos os íons da caulinita são incolores, o cristal da caulinita
é incolor; portanto, o pó constituído por cristais incolores de caulinita com dimensões da ordem
de 2 m é branco.
Essa cor branca do caulino é um dos principais factores responsáveis por seu grande uso
industrial em papel, cerâmica e plásticos, associado às baixas granulometria natural e
reactividade química. A estrutura de filossilicato orienta preferencialmente o crescimento dos
microcristais que têm o formato de placas com perfil hexagonal resultante dos arranjos de
oxigénio nas folhas silicato e
hidróxido.
A composição química e a fórmula da cela unitária da montmorilonita ³teórica´ ou extremo da
série é (Al3,33Mg0,67)Si8O20(OH) 4.M+1 0,67, onde M+1 é um catião monovalente. Essa fórmula


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mostra que a cela unitária tem carga eléctrica negativa devido à substituição isomórfica do Al3+
por Mg2+ . O catião M+ que balanceia a carga negativa é chamado catião ô , uma vez que
pode ser trocado, de forma reversível, por outros catião. O teor do catião trocável, expresso em
miliequivalentes do catião por 100 g de argila, é chamado CTC ± capacidade de troca de catião O
catião M+ ocupa o espaço interplanar das     e pode estar anidro ou hidratado.
Conforme a dimensão do cátion anidro e o número de camadas de moléculas de água
coordenadas ao catião (e, portanto, também intercaladas), pode-se ter valores diferentes da
distância interplanar basal. A argila (bentonita) é utilizada para diferentes finalidades industriais
A montmorilonita propriamente dita, contendo apenas os íons Si, Al, Mg, O e H, incolores,
possui uma cela unitária incolor; se o catião trocável M for incolor Por outro lado, se houver
substituições isomórficas na camada 2:1 por cátions coloridos, tais como Fe3+ , Fe2+ , Cr3+ e Ni2+ ,
ou algum desses cátions for o cátion trocável M, a bentonita é colorida. Obviamente, matéria
orgânica e minerais associados presentes como impurezas também podem colorir as bentonitas.
A composição química do talco, expressa pela fórmula de óxidos, é 3MgO.4SiO2.H2O. A
fórmula da cela unitária, que é o dobro da fórmula de óxidos, é Mg6Si8O20(OH)4. Os cristais de
talco são formados pelo empilhamento de    , cada uma sendo constituída por uma
folha octaédrica de brucita [Mg(OH)2] ³ensanduichada´ por duas folhas tetraédricas de SiO2. A
carga eléctrica da cela unitária é neutra. Não havendo cátions intercalados entre as camadas 2:1,
a ligação química entre elas é do tipo van der Waals, sendo a força de ligação dirigida
perpendicularmente ao plano das camadas 2:1, que é o plano 001 da estrutura cristalina do talco.
Assim, o cisalhamento paralelamente ao plano 001 é o que consome menor energia: os cristais de
talco clivam facilmente, gerando cristais menores, de forma lamelar e com perfil ou contorno
irregular, Desse comportamento dos cristais lamelares de talco decorrem as conhecidas
propriedades lubrificantes do talco em pó (Coelho e Santos, 2007, 1282 - 1283).

Os óleos de pescado são considerados a principal fonte de ácidos graxos poliinsaturados w-3
(omega 3), especialmente o ácido eicosapentaenóico (EPA, C20:5) e o ácido DHA
docosahexaenóico (DHA, C22:6). Esses ácidos graxos têm destaque nas comunidades científicas
e industriais devido aos benefícios à saúde humana, sendo actualmente utilizados no mercado
mundial na formulação de alimentos e suplementos dietéticos (Zhong et al., 2007 citado por
MONTE, 2009).
Entretanto, o óleo bruto apresenta impurezas e outros compostos como ácidos graxos livres,
mono e diglicerídios, fosfatídios, esteróides, vitaminas, hidrocarbonetos, pigmentos,
carboidratos, proteínas e seus produtos de degradação, materiais coloidais, que o torna
inadequado ao consumo humano. O refino químico ou alcalino inclui as etapas de degomagem,


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neutralização, lavagem, secagem e desodorização (Crexi et al., 2007 citado por Monte, 2009, pp.
1).

Uma argila no estado natural apresenta pouco poder adsorvente, porém, quando activada por
tratamento com ácidos fortes, aumenta consideravelmente suas propriedades adsortivas. As
argilas activadas são geralmente usadas como adsorventes em indústrias de óleos vegetais,
animais, vinhos e cervejas. São usadas também como catalisadores em uma série de reacções
orgânicas (Foletto at al, 2001, pp. 208).

Um trabalho realizado sobre branqueamento de óleos faz menção ao uso de´ terras activadas´ ou
³terras adsorventes´que, são argilas naturais à base de silicato de magnésio e alumínio, com
grande actividade superficial, como por exemplo as montmorilonites, as atapulgites, as sepiolites
e as bentonites. Todas elas são constituídas por aniões silicato, condensados com camadas
octaédricas do tipo X (OH)2, onde X pode ser magnésio ou alumínio. Estas podem ser usadas
isoladamente, ou em combinação com outros produtos químicos, tais como o fosfato tri-sódico, o
carvão activado e o silicato de sódio. (Martins, 2009, pp. 89)

A etapa de branqueamento é uma das mais importantes no processo de refino de óleos vegetais
ou animais, proporcionando óleos de qualidade aceitável. O objectivo principal dessa etapa é
obter óleos com coloração mais clara. Este trabalho teve por objectivo avaliar o conteúdo total de
carotenóides na etapa de branqueamento através da metodologia da superfície de resposta.
(Monte, 2009, pp. 2)

A condição do branqueamento para essa investigação exigiu a proporção de 2% de adsorvente e


10% de carvão activado em relação a massa de peixe pois, nesta proporção ocorreram menores
perdas de carotenóides, com redução da cor escura presente no óleo obtendo-se um óleo
branqueado de carpa com qualidade oxidativa e melhor aspecto em relação a cor. (Monte, 2009,
pp. 5)

Os principais minerais presentes nas argilas são os filossilicatos, óxidos e hidróxidos de ferro,
alumina, titânia e silicatos. Estes minerais exibem distintas granulometrias formadas a partir do
processo de intemperismo das rochas. Após a remoção das frações grosseiras as argilas (<2ȝm)
podem ser separadas em frações grossa e fina (<200 nm) utilizando-se o processo de
centrifugação (lei de Stokes). Em geral, componentes silicatos podem ser removidos utilizando-
se hidróxido de sódio.


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(para neutralização do óleo)

lY 20 kg de vísceras de peixe carpa,

lY Ácido acético 10% (v/m),

lY 250 ppm de antioxidante butilhidróxitolueno.

(para branqueamento do óleo)

lY 30g de óleo neutralizado e seco,

lY Carvão activado,

lY Terra activada.



(para neutralização)

lY Congelador,

lY Moedor eléctrico,

lY Acondicionador,

lY Termómetro,

lY Peneira 14 tyler,

lY Termostato.

(para a neutralização)

lY Manta eléctrica,


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lY Termómetro,

lY Agitador.

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Inicialmente foram descongeladas a temperatura ambiente 20 Kg de vísceras de carpa e


trituradas em moedor elétrico, logo após foram acondicionadas e acidificadas com ácido acético
10 % (v/m) adicionando-se 250 ppm de antioxidante butilhidroxitolueno (BHT), para evitar a
oxidação lipídica durante o processo. O período de liquefação foi de 15 dias sob temperatura
entre 20 a 30°C. Após o 15° dia foi realizada a separação dos resíduos em peneira 14 tyler para
remoção de espinhas e escamas e finalmente a silagem foi aquecida a 50 °C em banho
termostatizado (Quimis model Q-103 304-264, Brasil) e centrifugada para a separação do óleo.
As etapas de refino do óleo bruto de Carpa (Cyprinus Carpio) (degomagem, neutralização e
lavagem) foram realizadas segundo metodologia descrita por Crexi et. al., (2009) [citado por
MONTE, 2009].

Para a realização dos experimentos de branqueamento utilizou-se 30 g de óleo neutralizado e


seco. Este foi aquecido a temperatura de 70°C, com agitação de 40 rpm e adição dos materiais
adsorventes, por um tempo de contato de 20 minutos e vácuo de aproximadamente 720 mmHg.
Após isso, ocorreu a filtração do óleo em funil de Buchnner com uma pré capa de terra de
diatomácea.
No branqueamento utilizou-se uma mistura de adsorventes (carvão ativado e terra ativada
(Tonsil)), sendo os fatores de estudo a quantidade de adsorvente (Ads) adicionada em relação a
massa de óleo e a quantidade de carvão ativado em relação a massa de adsorvente (Ca/Ads).
(MONTE, 2009, pp.5)

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Antes de se realizar a descoração do óleo, é necessário tratar as argilas. Analizou-se um trabalho


realizado, no qual foi utilizada uma amostra bentonítica natural (denominada W), provinda da
Província de Mendoza (Argentina), como material de partida para a realização dos ensaios de


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activação ácida. A argila natural seca e moída foi passada totalmente em peneira 200 mesh. Para
os ensaios de activação, tratou-se, sob agitação mecânica, uma quantidade de bentonita em ácido
a 10% (p/v) a 90 °C, sob refluxo, durante duas horas. Utilizou-se solução de ácido sulfúrico e
clorídrico nas concentrações de 4 N e 8 N. Os sólidos obtidos após esse tratamento foram
lavados e posteriormente colocados para secar a 55 °C por 24 horas. O material sólido seco foi
desagregado e peneirado até se obter fracções menores que 200 mesh. As amostras activadas
foram designadas de WS4, WS8, WC4, WC8, onde S. e C. correspondem ao ácido sulfúrico e
clorídrico, respectivamente.

Usou-se   X (DRX) com  , usando 


a (
)* (Ȝ = 1,5405 Å) com +,-. %

A velocidade angular foi de 1° (2ș) /min. As curvas da  ! "    (DTA) e
  " (TG), com uma razão de aquecimento de 10 °C/min, operando em atmosfera
de ar seco (35 mL/min), na faixa de temperatura de 25-1000 °C. Para a determinação da
composição química das amostras bentoníticas, foi usado o método de  / 0.

Com o experimento, foi possível detectar esmectita, quartzo, feldspato, caulinita e gesso na
amostra. De todos os componentes, a esmectita e a caulinita foram classificados como argilas,
sendo a esmectita o principal componente argiloso presente nas bentonítas. A bentonita foi
fraccionada em tamanho menor que 2 ȝm para analisar a fracção argila. As curvas DTA
mostraram que o tratamento ácido modifica notavelmente o pico endotérmico correspondente à
perda de água adsorvida (a cerca de 150 °C) e os picos correspondentes à perda de hidroxilas
estruturais (525 e 695 °C). Pôde-se observar ainda, através das curvas DTA, que os picos
relativos à perda de hidroxilas das amostras activadas ocorrem a menores temperaturas e com
diminuição na intensidade quando comparados com os da amostra original, indicando que o
tratamento ácido vai tornando o material menos estável termicamente Todas as amostras
atacadas apresentaram de 11,89 a 20,42% da folha octaédrica destruída. O maior ataque à
estrutura bentonítica ocorreu se quando se utilizou ambos os ácidos na maior concentração (8 N),
entretanto os tratamentos realizados utilizando ácido sulfúrico 4 e 8 N indicaram maior
destruição da folha octaédrica (14,63 e 20,42%) quando comparados com os tratamentos
realizados com ácido clorídrico na mesma concentração, 4 e 8N (11,89 e 14,94%). As
quantidades de Ca+2, Na+ e K+ que foram removidas pelo tratamento corresponderam aos catiões
trocáveis que estão presentes nas amostras. No entanto, uma quantidade considerável desses
elementos permaneceu nas amostras activadas devido à presença de impurezas, principalmente o
feldspato, que é insolúvel em soluções ácidas e que contém esses catiões. Observou-se também


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uma importante redução dos catiões octaédricos (alumínio, ferro e magnésio) com a activação.
Os valores da relação sílica/óxidos octaédricos das amostras WS4 e WS8 foram maiores que os
correspondentes às amostras WC4 e WC8, indicando que as primeiras sofreram maiores
modificações em suas estruturas (Foletto at al, 2001, pp. 208 - 210).

 
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A purificação da argila pode ser realizada antes da acidificação desta, para uma maior eficácia na
capacidade adsorvitiva, preparando-se uma suspensão de 10 g/l de argila com uma solução de
peróxido de hidrogénio (H2O2) concentrado a 30 % até o desaparecimento das bolhas na
suspensão. Posteriormente, devesse adicionar água bidestilada com uma agitação vigorosa. A
suspensão ainda concentrada deve ser diluída com água bidestilada e colocar-se em repouso para
que a argila sedimente. Em seguida, o líquido sobrenadante deve ser  . Este processo
deve ser repetido por três vezes consecutivas. Por último a suspensão deve ser secada a 70 °C. A
argila purificada deve ser tratada lavando-se várias vezes a mesma com um solução de NaCl 1,0
M e então água bidestilada (Borges, 2009, pp. 23).

Para aplicabilidade em Moçambique, todos os instrumentos (britadores e moinhos entre outros


materiais de laboratório) e reagentes das experiências acima citados podem ser usados para
futuros experimentos. Pois existem no país investidores como a Vale do Rio Doce e a RiversDale
que operam com maquinaria de alta gama e tecnologia de ponta e, empresas como a MEDIMOC
que aceita requisições de reagentes que se mostrem inexistentes no mercado nacional.

As metodologias usadas são de simples manuseio pois, algumas delas já são feitas em nossos
laboratórios.

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Nos futuros trabalhos pode-se usar o talco associado a carvão activado em diferentes proporções
(2%, 5%, 10%, 20%, etc ± três amostras de cada) em relação á quantidade de pescado e podiasse
usar para além de peixe anteoriormente congelado, o acabado de pescar para se ter uma base
comparativa maior. Dessa experiência espera-se obter resultados positivos dado a semelhança, na
estrutura octaêdrica das argilas montmorilinita e talco, para branqueamento e na constituição (Al,


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Mg) do hidróxido.

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wY A extração dos minerais talco e caulino exige métodos arcaicos, deste modo não exigirá
grandes investimentos por parte dos operadores, daí a ser um processo viável;

wY É urgente a exploração destes recursos na área de branqueamento e extração de óxidos


entre outros pois, podem substituir as dispendiosas importações, bastando para tal que se
criem condições favoráveis para a mesma;

wY Depois de se fazer o estudo, conclui-se que, o talco pode fazer parte do processo de
branqueamento de óleos de pescado pois possui na sua estrutura camadas 2:1
semelhantemente a estrutura da montmorilinita e que o caulino possui na sua estrutura
camada 1:1 mas como este faz parte de composicao das bentonitas, apos tratamento
acido, estas podeam ter capacidade adsorvitiva/processo de troca cationica.


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1.Y AFONSO, Rui S. e MARQUES, João M., 1993, Recursos Minerais Da República De
Moçambique, Centro de Documentação e Informação, Lisboa;

2.Y GOMES, Celso F., (1986), Argilas: O que são e para que Servem, pp. 335, Brazil,
Fundação Guilberkian;

3.Y MARTINS, M. A. C., (2007), Regeneração de Óleos Isolantes Usados. Solução ou


Problema?, Bolentim de Portugal - Ciência e Tecnologia dos Materiais, Vol. 19, n.º 3/4,
pp. 89;

4.Y MONTE, MicheliLegemann et al; (2009), Avaliação do Conteúdo Total de carotenóides


na etapa de Branqueamento de óleo de Carpa ( Cyprinus Carpio), VIII Congresso
Brasileiro de Engenharia Química em Iniciação Científica, pp. 1, 2, e 5; acessado em
http://www.cobeqic2009.feq.ufu.br/uploads/media/88115091.pdf;

5.Y PINHEIRO, João C. de F., (1973), Perfil Analítico do Talco, Bolentim n°22, Rio de
Janeiro, p. 28;

6.Y SANTOS, Pérsio de Souza, SANTOS, Helena S.e COELHO, Antonio Carlos Vieira,
2007, Argilas Especiais: Argilas Quimicamente Modificadas ± Uma Revisão, Quimica.
Nova[ Vol. 30, No. 5, acessado em
http://quimicanova.sbq.org.br/qn/qnol/2007/vol30n5/41-RV06145.pdf

7.Y VIDAL, Mariângela, (2001), Revegetação de Áreas de Caulim na Zona da Mata, em


Minas Gerais: Um Estudo de Caso, Magister Scientiae Thesis, Universidade Federal de
Viçosa, Brasil, acessado em http://www.ipef.br/servicos/teses/arquivos/vidal,m.pdf.


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wY Ácido eicosapentaenóico (EPA, C20:5) - na literatura bioquímica recebe o nome de


20:5(n-3), por ter uma cadeia de 20 carbonos (um eicosanóide) com cinco ligações duplas
cis a partir do carbono número 3. É conhecido também como ácido timnodónico.
Quimicamente é um ácido carboxílico; acessado em
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_eicosapentaenoico;

wY Sifonação: É um processo usado para separar as fases da mistura heterogênea


sólido/líquido e líquido/líquido.


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Centres d'intérêt liés