Vous êtes sur la page 1sur 15

2.

2 Integrais Duplos

Anteriormente estudaram-se os integrais da forma quer para funções definidas e


limitadas em intervalos limitados quer para funções não limitadas em intervalos ilimit
ados. Em
seguida generalizou-se o conceito de integral introduzindo os integrais de linha
. Agora
estudaremos integrais em que, em vez de intervalos unidimensionais
()
bafxdx.
[],ab teremos um
conjunto bidimensional R, chamado região de integração, e a função integranda é um campo
escalar definido e limitado em R. O integral resultante diz-se integral duplo e
representa-se por

Rf.. ou por (),


Rfxydxdy..

Vamos considerar dois tipos de regiões em : 2IR

Rx ou Tipo I ou regular segundo o eixo dos yy

()2yx.=

()1yx.=

a b x

Como mostra o gráfico uma região do Tipo I é definida por


()()(){}212,:xRxyIRaxbxyx..=.==.==,

onde ()1x. e ()2x. são funções contínuas [],xab.. com ()1x.=()2x. [],xab...
Ondulado: RBxB
Ry ou Tipo II ou regular segundo o eixo dos xx

()1xy.= ()2xy.=
c

Como mostra o gráfico uma região do Tipo II é definida por

()()(){}212,:yRxyIRcydyxy..=.==.==,

onde 1. e 2. são funções contínuas em [],cd com ()y1.=()2y. [],ycd...

É óbvio que o domínio pode ser simultaneamente do Tipo I e do Tipo II (ex.: regiões limi
tadas por
circunferências, elipses, ...), e nesse caso podemos escolher entre qual dos tipos
queremos
considerar. Noutras situações, a região terá de ser decomposta numa reunião de regiões de u
ou de outro tipo.

2.2.1 Definição e propriedades


Consideremos a partir de agora uma função f de duas variáveis tal que f esteja definid
a numa
região R do plano xoy. Definiremos o integral duplo (),
RfxydA.. como se segue, introduzindo
desde já algumas notações:

.. R denotará uma região que pode ser subdividida em um número finito de regiões xR e yR
e
está contida numa região rectangular W, como na figura abaixo,

Ondulado duplo: RByB


Partição interior de R

.. Se W é dividida em m rectângulos como na figura, então a colecção de todas as sub-regiõe


fechadas rectangulares que estão completamente contidas em R constituem uma partição
interior P de R. Se representarmos essas regiões por , essa partição interior
de R denota-se por {
12, ,, mRRR
}kR;
.. O comprimento da maior diagonal de todas as regiões é a norma kRP da partição;
.. O símbolo kA. representa a área de cada região . kR

Se para cada escolhermos um ponto arbitrário k(),kkuv em então podemos definir as


somas de Riemann como se segue:
kR

Definição 2.2.1.1: Seja f uma função de duas variáveis definida numa região R, e seja {}kPR
uma partição interior de R. Uma soma de Riemann de f para P é qualquer soma da forma
(),kkkkfuvA.S
em que é um ponto de e (,kkuvkRkA. é a área de . kR
y
Caixa de texto: x
(),kkuv
R
W
Se considerarmos o limite destas somas quando 0P., e se f é contínua em R, as somas
de
Riemann tendem para um nº real L, independente da escolha dos pontos nas sub-
regiões , e se este L existir é o integral duplo
(,kkuvkR(),
RfxydA... Podemos assim definir integral
duplo de f da seguinte forma:

Definição 2.2.1.2: Seja f uma função de duas variáveis definida numa região R. O integral d
plo
de f sobre R, notado por (),
RfxydA.. é
()()
01, lim,
mkkKPkRfxydAfuvA.
=
=.S..,
desde que o limite exista.

Definição 2.2.1.3: Se o integral duplo de f sobre R existe, então dizemos que f é integráv
el sobre
R.
Teorema 2.2.1.1: Se f é contínua em R, então f é integrável sobre R.

Interpretação Geométrica
Sejam S o gráfico de f, f contínua e (),0fxy= (),xyR.., e o sólido situado abaixo de S
e sobre . Se é um ponto na sub-região duma partição interior de R,
então é a distância do plano
QR(,,0kkkPuvkRP(,kkfuvxoy ao ponto em S. O produto é o
volume do prisma de base rectangular de área
kB(),kkKfuvA.kA.. A soma dos volumes de todos os prismas é
uma aproximação do volume de V de Q. Como esta aproximação melhora ao tender P para
zero, definimos V como o limite de somas dos números (),kkKfuvA.. Obtemos assim a
definição:
Definição 2.2.1.4: Seja uma função contínua de duas variáveis tal que f(),0fxy=
(),xyR... O volume V do sólido compreendido entre o gráfico de (),zfxy= e acima de R
é (),
RVfxydA=...
Nota: Se (),0fxy=(),xyR.., o integral duplo de sobre é o simétrico do volume do
sólido situado acima do gráfico de e soba região .
fRfR

Sejam e funções de duas variáveis definidas e limitadas em R: fg


.. Propriedade de linearidade
,IRaß..,
()(),,
Rfxygxydxdyaß+=......(),
Rfxydxdya+..(),
Rgxydxdyß..

.. Propriedade da aditividade
(),
Rfxydxdy=..()
1,
Rfxydxdy+..()
2,
Rfxydxdy.. se 12RRR=.

Teorema 2.2.1.2 (Teorema da Comparação): Se ()(),fxygxy= para todo (,xy em R,


tem-se ()(),,
RRfxydxdygxydxdy=.....
Em particular, se para cada (),fxy=(),xy em R, então (),0Rfxydxdy=...

2.2.2 Cálculo de Integrais Duplos

1ºCaso
Seja f uma função contínua definida numa região rectangular fechada [][],,Rabcd=×. Mostra-
se que o integral duplo pode se calculado por meio de um integral iterado do tip
o (),
RfxydA..
(),
bdacfxydydx..
..
..
...
Primeiro efectuamos uma integração parcial em relação a y, considerando x como constante
.
Substituindo y pelos limites de integração c e d da forma usual, obtemos uma expressão
de x,
que é integrada de a a b.

Pode-se também usar o seguinte integral iterado


(),
dbcafxydxdy..
..
..
...
Neste caso, primeiro efectuamos uma integração parcial em relação a x, considerando y co
mo
constante. Substituindo x pelos limites de integração a e b , integramos a expressão r
esultante
em y de c a d.

Se f é contínua, então os dois integrais iterados são iguais. Neste caso, dizemos que a
ordem de
integração é irrelevante.

Notações:
.. (),
bdacfxydydx..=(),
bdacfxydydx..
..
..
..
.. (),
dbcafxydxdy..=(),
dbcafxydxdy..
..
..
..

Exemplo 1: Calcular os integrais duplos por integração iterada admitindo a existência


de cada
integral:
a) ()
Rxyxydxdy+.., onde R = []×1,0[]1,0
b) 3Rxxyydxdy++.., onde R = [×1,01,0
2ºCaso
Regiões Tipo I
Teorema 2.2.2.1: Seja R uma região do tipo I, compreendida entre os gráficos 1.
e 2..
Admitindo-se que f está definida e limitada em R e que f é contínua no seu interior, e
ntão o
integral duplo existe e pode ser calculado mediante integração unidimensional iterad
a,
Rf..
()
()
()
()
21,,
xbRaxfxydxdyfxydydx....
=..
....
....

Regiões Tipo II

Teorema 2.2.2.2: Seja R uma região do tipo II, compreendida entre os gráficos 1. e 2
..
Admitindo-se que f está definida e limitada em R e que f é contínua no seu interior, e
ntão o
integral duplo existe e pode ser calculado mediante integração unidimensional iterad
a,
Rf..
()
()
()
()
21,,
ydRcyfxydxdyfxydxdy....
=..
....
.....

Observação:
1. No caso de regiões simultaneamente tipo I e tipo II, a ordem de integração é irreleva
nte e
podemos escrever:
()
()
()
21,
xbaxfxydydx....
..
....
..
()
()
()
21,
ydcyfxydxdy....
=..
....
..
Em alguns casos um destes integrais pode ser mais fácil de calcular do que o outro
; por isso
é vantajoso examiná-los antes de calcular o integral duplo.

2. Para regiões mais complicadas, dividimos R em sub-regiões xR e e aplicamos o


teorema anterior.
yR

Exemplo 2:

a. Esboce o desenho da região de integração e calcule o seguinte integral duplo:


()cosRxxydxdy+.., sendo R a região triangular cujos vértices são ()0,0, ()0,p e ()pp,.

b. Seja R a região do plano xy delimitada pelos gráficos de 2yx= e . Determine 2y=

()34
RxydA+...

2.2.3 Aplicação dos Integrais Duplos a Áreas e Volumes

Áreas

Seja R uma região do tipo I definida por ()(){}212,:Rx.


Aplicando o teorema para o cálculo de integrais duplos de regiões do tipo I, com fx(
),1
para todo (,xy em R, obtemos
()
()
()()()2121
xbbRax

a
Área da região R
Assim concluímos que os integrais duplos podem ser utilizados no cálculo de áreas, sen
do
()
RARdxdy=...
Observação: Análogo para regiões do tipo II.

Exemplo 3:Calcule a área da região S definida por

(){}2,:0sen0SxyIRyxxp=.==.==.

Volumes
Se e g são contínuas em R com f()(),,fxygxy= (),xyR.., então o integral duplo
()(),,
Qgxyfxydxdy-.... representa o volume do sólido compreendido entre os gráficos das
funções f e g.

Exemplo 4: Calcule o volume do sólido limitado por 224 e zxyz=--=.