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Manual do Laboratório

ÁREA 1 2
Engenharia Ambiental
Engenharia Civil
Engenharia da Computação
Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações e Informática
Engenharia Mecatrônica
Engenharia de Produção com ênfase em Gestão Empresarial
Manual de Laboratório – Química Geral e Experimental e Química Fundamental

Regras para o Laboratório de Química


Em caso de dúvidas dirija-se ao professor, pois o seu interesse em aprender é
fundamental ao seu desenvolvimento. Seja bem vindo ao mundo da Química
Experimental!

1. Ter em mãos o roteiro de prática, sem o mesmo não será permitida a


entrada do aluno no laboratório;
2. A tolerância para o atraso será de apenas 10 minutos, após esse tempo
não será permitida a entrada do aluno no Laboratório;
3. O aluno deverá usar calça comprida (jeans), calçar sapato fechado e estar
vestido com um guarda-pó (jaleco) branco de algodão (ou com um
percentual mínimo de material sintético na sua composição). Não será
permitida a entrada com trajes como: bermuda, short, saia, calçados
abertos ou similares. Evitar usar roupas de tecido sintético (facilmente
inflamável).
4. Aula perdida não será reposta. A falta só será justificada mediante
apresentação de atestado, o qual será analisado pela Coordenação;
5. Não será permitida a saída do aluno do Laboratório antes da aula terminar;
6. Desligar o telefone celular, não será permitido seu uso no laboratório;
7. Não será permitida entrada de comida e/ou bebida no Laboratório;
8. Não será permitido fumar dentro do Laboratório;
9. O trabalho em laboratório exige concentração. Não converse
desnecessariamente, nem distraia os colegas;
10. Seguir sempre as orientações do instrutor; não executar nenhuma tarefa
sem autorização;
11. Manter a bancada de trabalho sempre limpa e livre de materiais estranhos
ao trabalho;
12. Cada aluno deverá ser responsável pelos seus dados gerados no
Laboratório;
13. Não usar lentes de contato, pois elas podem ser danificadas por produtos
químicos, causando lesões oculares graves;
14. Não leve as mãos à boca ou aos olhos quando estiver manuseando
produtos químicos; lavar sempre as mãos ao sair do laboratório;
15. Não cheirar, pegar com as mãos e/ou levar à boca qualquer solução,
vidraria ou reagente (mesmo que supostamente seja água).
16. Qualquer incidente comunicar IMEDIATAMENTE ao responsável; No caso
de derramamento de líquidos inflamáveis, produtos tóxicos ou corrosivos,
tomar as seguintes precauções:
- Interrompa o trabalho;
- Advirta as pessoas próximas sobre o ocorrido;

- Alerte imediatamente ao responsável;


- Solicite ou efetue limpeza imediata com os devidos cuidados;

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- Verifique e corrija as causas do problema.
17. Não pipetar nenhum tipo de material com a boca;
18. Não utilizar material de vidro quando trincados; Atenção redobrada ao
manusear vidrarias;
19. Antes de reutilizar vidrarias lavá-las com água destilada; Evitar
contaminação das soluções e da água de trabalho;
20. Só operar equipamentos elétricos quando fios, tomadas e plugues
estiverem em perfeitas condições; Tiver certeza da voltagem correta entre
equipamentos e circuitos;
21. Verificar periodicamente a temperatura do conjunto plug-tomada. Caso
esteja fora do normal, desligue o equipamento e avise ao responsável;
22. Remova frascos de inflamáveis das proximidades do local onde for usar
equipamentos elétricos e houver chama;
23. Não descartar resíduos de produtos químicos na pia, solicitar informações
do responsável;

Obs. Fica estipulada uma pena de 10 % da nota do relatório por dia de atraso

O relatório da prática realizada deverá estar em conformidade com as NBRs


14724 e 6023, da ABNT, apresentando, obrigatoriamente, os seguintes
tópicos:

TÓPICOS QUE DEVERÃO CONSTAR DO RELATÓRIO:


Capa (Vide modelo a seguir);
a) Folha de rosto;
b) Resumo;
c) Lista de figuras;
d) Lista de tabelas; Elementos pré-textuais
e) Lista de abreviaturas e siglas (se houver);
f) Sumário (índice);
g) Introdução: Conceitos e exemplos sobre o assunto;
h) Objetivos: Resultados que se esperam obter ao final do experimento;
i) Material: Todos os materiais (vidrarias, aparelhos e substâncias) utilizados
no decorrer do experimento;
j) Procedimento: Descrever como foi feita a experiência;
k) Resultados, discussão e Observações: Relatar e discutir os resultados
obtidos citando as observações destacadas durante o experimento;
l) Conclusão: Conclusão final da experiência, a partir dos resultados obtidos,
relatando se os objetivos foram alcançados e buscar explicações teóricas
para os acontecimentos no experimento;

Elementos textuais

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m)Referências bibliográficas: Livros, artigos de periódicos, profissionais, sites
da internet, etc. Conforme a NBR 6023.
n) Glossário;
o) Anexos.

Elementos pós-textuais

MODELO PROPOSTO PARA CAPA DOS RELATÓRIOS:

ÁREA1

Curso: NOME DO CURSO

Laboratório de Química

Turno:

Professora: NOME DO PROFESSOR (A)

Alunos: ____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

Experimento nº _______

Data do Experimento _________


Data de Entrega do Relatório_________

Título do Experimento _________________________________________________

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o
1 Experimento – TESTE DE CHAMA

1 - OBJETIVOS
 Caracterizar os elementos químicos através dos seus espectros de
emissão;
 Relacionar a cor da chama obtida, pelo aquecimento das soluções, com
as mudanças de níveis energéticos do átomo, como descrito pela teoria
de Bohr.

2 - INTRODUÇÃO
A interação da luz com a matéria ainda é um fenômeno que intriga a todos. O
LASER de rubi, o colorido dos fogos de artifício ou mesmo a bioluminescência
do vaga-lume são exemplos de extrema beleza e curiosidade científica.

Nos postes de iluminação pública a luz de uma lâmpada de vapor mercúrio


(Hg) tem uma aparência azulada, enquanto uma lâmpada de vapor de sódio
(Na) emite uma luz de coloração amarelo-alaranjada. A luz do sol é
considerada “luz branca”, pois todas as cores da região do espectro
eletromagnético visível são emitidas, ou seja, todos os comprimentos de
onda (λλ) compreendidos entre 400 e 700 nm são emitidos pelo sol.

Quando a luz do sol atinge um objeto e este não absorve nenhuma radiação
eletromagnética da região do visível, sua aparência será branca. Mas se o
objeto absorve todos os λ da região do visível, então sua aparência será preta.
Assim, se um objeto absorver entre 435 – 480 nm (região azul do visível), este
então terá uma aparência amarela (cor complementar) emitindo entre 580 –
595nm.

Como e porque átomos e moléculas de um objeto absorvem ou não radiação


eletromagnética é à base deste experimento.

3 - PRINCÍPIO
As observações experimentais que serão vivenciadas no laboratório e a sua
interpretação estão diretamente ligadas à estrutura atômica proposta
considerando a energia do elétron em um átomo quantizada, isto é, o elétron
em um átomo tem apenas energias discretas.

A energia do fóton (da emissão de radiação eletromagnética) poderá ser


calculada considerando a seguinte expressão:

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h (constante de Planck) = 6,63 x 10-34 J.s fóton-1


c c (velocidade da luz) = 3,00 x 108 m s-1
E fóton = hν = h
λ ν (freqüência do fóton) dado em s-1 (ou Hertz, Hz)
λ (comprimento de onda do fóton) dado em nanômetros (10-9 m)

Muitas indústrias e hospitais, no dia-a-dia, utilizam equipamentos de


análise (quantificação e identificação) de metais e outros elementos cuja
técnica é baseada na espectroscopia, ou seja, baseadas na absorção ou
emissão de radiação eletromagnética. Técnicas como Fotometria de Chama,
Espectrometria de Emissão por Plasma (ICP-OES), Espectrometria de
Fluorescência baseiam-se na emissão de radiação eletromagnética. Já
técnicas como Espectrometria de Absorção Atômica e Espectrofotometria de
Absorção Molecular, são exemplos de técnicas que utilizam, como princípio, a
absorção de radiação eletromagnética.

4 - MATERIAIS E REAGENTES
Vidrarias e Diversos: Lamparina de álcool, haste metálica, piscete contendo
água destilada

Reagentes: Soluções ácidas (ou sais sólidos) de nitrato, sulfato ou cloreto de


sódio, lítio, cálcio, ferro, cobre, potássio e magnésio na
concentração de 1% (m/v).

5 - PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1 - Tomar uma haste metálica e aquecê-la na chama da lamparina para
eliminar contaminantes voláteis. Resfriá-la com água destilada e limpar
com o papel toalha.
2 – Introduzir a haste na solução do cátion, tomando uma pequena porção e
levando à chama da lamparina. Pode ser também utilizada uma
pequena porção de grãos do sal.
3 – Anotar a coloração observada na tabela de dados.
4 – Antes de utilizar outra solução, repita as três etapas anteriores.

Tabela de Dados Experimentais:

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Solução/
Sal sólido Símbolo do cátion Cor observada Observações

Sódio

Lítio

Potássio

Cálcio

Ferro

Cobre

Magnésio

6- TÓPICOS OBRIGATÓRIOS A SEREM DISCUTIDOS


♣ Os objetivos foram alcançados? Justifique se SIM ou NÃO.
♣ Explicar os principais fenômenos observados no experimento.
♣ Os dados e observações obtidos estão de acordo com o esperado
teoricamente? Justifique.
♣ Pesquisar os comprimentos de onda máximos de emissão para cada um
dos elementos metálicos cujos sais foram utilizados e calcular as suas
energias, de acordo com a equação apresentada na página 6.
♣ Pesquisar a aplicação dos princípios deste experimento no dia-a-dia (na
residência, na indústria...).
♣ Tecer comentários sobre a relevância do conteúdo deste experimento no
seu curso.

2o Experimento – FORÇAS OXIDANTE E REDUTORA

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1 - OBJETIVOS
♣ Relacionar as propriedades oxidantes e redutoras com alguns elementos
químicos;
♣ Associar as forças oxidante e redutora à energia de ionização e afinidade
eletrônica.
♣ Discutir o caráter antioxidante da vitamina C.

2 - INTRODUÇÃO
O termo força redutora significa a capacidade que um elemento ou grupo
de elementos apresenta de ceder elétron(s), sofrendo oxidação para outra
espécie. Ao analisar a Tabela Periódica observa-se o efeito pronunciado dessa
força para os metais.
O termo força oxidante significa a capacidade que um elemento ou
grupo de elementos apresenta de receber elétron(s), sofrendo redução de outra
espécie. Ao analisar a Tabela Periódica observa-se o efeito pronunciado dessa
força para os ametais.
Esse experimento procurará mostrar as forças redutora e oxidante de
alguns elementos químicos, evidenciando as mudanças na suas estruturas
eletrônicas.

3 - PRINCÍPIO
A força redutora dos metais deve ser avaliada através das energias
envolvidas no ciclo apresentado a seguir:

Energia de
Sublimação
(∆
∆ H S)
M(g)
M(s)

Energia da Energia de
Reação Ionização
(∆
∆ H R) (∆
∆HI)
Energia de
Hidratação
(∆
∆HHID)
n+ - n+
M (aq) + ne M (g)
-
+ ne

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Da mesma forma a força oxidante dos ametais deve ser avaliada através
das energias envolvidas no ciclo apresentado a seguir:

Energia Energia
de de ½ Energia de
Fusão vaporização dissociação
½ X2(s) ½ X2(l) ½ X(g) X(g)
(∆
∆ H F) (∆
∆ H R) (½ ∆Hd)

Energia
da Afinidade
Reação Eletrônica
(∆
∆ H R) (∆
∆ H E)

Energia de Hidratação
n- (∆
∆HHID) n-
X (aq) X (g)

PROPRIEDADES TERMODINÂMICAS E ELETROQUÍMICAS DOS


ALCALINOS, ALCALINOS TERROSOS E HALOGÊNIOS

Alcalinos Li Na K Rb Cs
1 ∆HI (KJ.mol-1)
a
520 500 420 400 380
2a∆HI (KJ.mol-1) 7300 4600 3100 2700 2400
∆H(hidratação) (KJ.mol-1) -519 -406 -322 -293 -264
Εo(Volt) (M(s) → M+(aq) + e-) +3,05 +2,71 +2,93 +2,92 +2,92
Alcalinos Terrosos Be Mg Ca Sr Ba
1a∆HI (KJ.mol-1) 900 740 590 550 500
2a∆HI (KJ.mol-1) 1800 1450 1150 1060 970
3a∆HI (KJ.mol-1) 14800 7700 4900 4200 -
∆HHID (KJ.mol-1) -2494 -1921 -1577 -1433 -1305
Ε (Volt) (M(s) → M2+ (aq) + 2e-)
o
+1,85 +2,37 +2,87 +2,89 +2,91
Halogênios F2 Cl2 Br2 I2
∆H f (X2(g))(KJ.mol-1)
o
0 0 16 31
½∆Hod(X – X)(KJ.mol-1) 80 122 96 76
∆HoE (KJ.mol-1) -333 -349 -325 -295
∆HoHID (KJ.mol-1) -515 -378 -348 -308
∆HoR(KJ.mol-1) -768 -605 -561 -496
(½X2(g, l, s) + e-→X-(aq))
Ε (Volt) (½X2(g, l, s) + e-→X-(aq))
o
2,87 1,36 1,07 0,535

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As propriedades oxidantes e redutoras dos materiais estão presentes no
cotidiano: ação antioxidante da vitamina C, teste do bafômetro, combustão,
produção de margarina e de polietileno, etc.

4 - MATERIAIS E REAGENTES
Vidrarias e Diversos: Béquer, proveta, pipeta, tubo de ensaio, lixa e piscete
(contendo água destilada).

Reagentes: Sódio metálico, fita de magnésio, fenolftaleína, solução aquosa de


cloro, solução aquosa de iodeto, solução etanólica de iodo e ácido ascórbico
(vitamina C).

5 - PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1a Parte

1 - Em um béquer de 100 mL colocar 10 mL de água destilada e 2 ou 3 gotas


de fenolftaleína.

2 - Tomar um pedaço de 1 a 2 cm de fita de magnésio e lixar. Colocar a fita de


magnésio limpa no béquer preparado no item 1.

2a Parte

1 - Em um béquer de 100 mL colocar 10 mL de água destilada e 2 ou 3 gotas


de fenolftaleína.

2 - Tomar um pedaço bem pequeno (tamanho de uma cabeça de fósforo) de


sódio metálico.

3 - Colocar o sódio metálico no béquer preparado no item 1.

3a Parte

1 - Colocar num tubo de ensaio cerca de 2 mL de solução aquosa de iodeto.

2 - Adicionar ao tubo preparado no item 1, 3 gotas de água de cloro.

4a Parte

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1 - Colocar 1 mL de uma solução 1 % de ácido ascórbico (vitamina C) num


tubo de ensaio.

2 - Adicionar cerca de 2 mL de solução etanólica de iodo ao tubo do item 1.

3 - Transferir a solução resultante do item 2 para outro tubo de ensaio e


adicionar 3 gotas de água de cloro.

6 - TÓPICOS OBRIGATÓRIOS A SEREM DISCUTIDOS


♣ Os objetivos foram alcançados? Justifique se SIM ou NÃO.
♣ Explicar os principais fenômenos observados no experimento.
♣ Calcular as energias das reações envolvendo os metais e os ametais.
Pesquisar os valores das energias de sublimação para o sódio (Na) e
magnésio (Mg).
♣ Os dados e observações obtidos estão de acordo com o esperado
teoricamente? Justifique.
♣ Pesquisar a aplicação dos princípios deste experimento no dia-a-dia (na
residência, na indústria...).
♣ Tecer comentários sobre a relevância do conteúdo deste experimento no seu
curso.

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o
3 Experimento – PROPRIEDADES FÍSICAS DOS
SÓLIDOS
1- OBJETIVOS
♣ Caracterizar e diferenciar os compostos iônicos, covalentes e metálicos
através das propriedades físicas e químicas, dentre elas, condutividade
elétrica, solubilidade em água e em um solvente orgânico – aqui,
querosene.
♣ Identificar os tipos de sólidos de amostras desconhecidas a partir destas
mesmas propriedades enunciadas acima.

2- INTRODUÇÃO
A grande diversidade de substâncias que existe na natureza deve-se à
capacidade de combinação dos átomos de um mesmo elemento ou de
elementos diferentes. As combinações entre os átomos podem ocorrer de
diversas formas: pela “perda”, pelo “ganho” ou, também pelo compartilhamento
de elétrons.
O tipo de ligação entre os átomos faz com que os compostos
apresentem propriedades características diferentes, como por exemplo: a
capacidade de conduzir ou não a corrente elétrica em soluções aquosas, de se
dissolver em alguns solventes, de reagir com outras substâncias, dentre outras.

3- PRINCÍPIO
Interações entre as partículas dentro de um cristal:
Ligação metálica entre as partículas – Metais, ex: Fe(s)
Ligações Iônicas entre as partículas – Sais, ex: NaCl(s)
Ligações Covalentes entre as partículas – ex: Diamante
Ligações intermoleculares entre as partículas – ex: I2(s) , gelo.

Representação de uma célula unitária na formação da rede


cristalina de um sólido

A forma e o tamanho das partículas influenciam fortemente o tipo de


cristal formado e, quando duas ou mais espécies de partículas estão presentes,
a estrutura cristalina poderá ser extremamente complexa. As propriedades, tais
como, condutividade elétrica e solubilidade em solventes polares e apolares,
dependem do tipo de interações das partículas no sólido cristalino.

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Ex: O cristal de NaCl resiste ao esmagamento, mas quando quebra, é estilhado
rapidamente (sofre clivagem) em lugar de sofrer distorção ou esfacelar aos
poucos.

4- MATERIAIS E REAGENTES
Vidrarias e Diversos: Béquer 100 mL, piscete contendo água destilada, Kit
para teste de condutividade elétrica.
Reagentes: Zinco (pulverizado), Grafite (pulverizado), Sacarose, Cloreto de
Sódio, Querosene, Água destilada.

5- PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1a Parte - CONDUTIBILIDADE ELÉTRICA.

Com os sistemas constantes da tabela abaixo faça os seguintes testes e anote


os resultados na mesma:

a) Verifique os aspectos de cristais;


b) Condutibilidade elétrica dos cristais como sólidos puros;
c) Condutibilidade elétrica dos sistemas obtidos quando os cristais são
dissolvidos em água destilada.

TABELA 1: Dados sobre Condutibilidade Elétrica dos Cristais

Sistemas Aspecto dos Cristais Condução puro Condução em água


Zinco

Grafite

Sacarose

Cloreto de Sódio

Amostra 1

Amostra 2

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Comentários e observações:

2a Parte - SOLUBILIDADE

Com os sistemas constantes da tabela abaixo teste a solubilidade, anotando os


resultados na mesma:

TABELA 2: Dados sobre Solubilidade em Água e em Querosene


Sistemas Água Querosene
Zinco

Grafite

Sacarose

Cloreto de Sódio

Amostra 1

Amostra 2

Comentários e observações:

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6- TÓPICOS OBRIGATÓRIOS A SEREM DISCUTIDOS
♣ Os objetivos foram alcançados? Justifique.
♣ Explicar os principais fenômenos observados no experimento.
♣ Os dados e observações obtidos estão de acordo com o esperado
teoricamente? Justifique.
♣ Identificar que tipos de sólidos são os dos sistemas das tabelas 1 e 2. A
partir dos resultados observados, identificar que tipos de sólidos são os das
amostras 1 e 2.
♣ Pesquisar a aplicação dos princípios deste experimento no dia-a-dia (na
residência, na indústria, por exemplo).
♣ Tecer comentários sobre a relevância do conteúdo deste experimento no seu
curso.

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4 Experimento – ELETROQUÍMICA:
PILHAS E ELETRÓLISE
1) OBJETIVOS
♣ Observar as diferenças dos processos de eletroquímicos nos quais uma
reação química de oxi-redução gera energia elétrica (pilha) e daqueles
onde a energia elétrica é utilizada para promover uma reação química de
oxi-redução (eletrólise);
♣ Escrever as semi-reações envolvidas nos processos espontâneos (pilhas) e
1

não espontâneos (eletrólise);


♣ Construir gráficos de diferença de potencial X tempo das pilhas e comparar o
potencial encontrado experimentalmente com o potencial teórico para
uma pilha de Daniell;
♣ Diferenciar a eletrólise com eletrodos inertes e não inertes.

2) INTRODUÇÃO
A Eletroquímica é a parte da química que estuda os processos que
envolvem as interconversões das energias elétrica e química em reações de
oxi-redução. Muitas dessas reações são comuns como a combustão, o
processo metalúrgico, a corrosão dos metais, a fotossíntese, a respiração, etc.

Há dois tipos básicos de processos eletroquímicos: um em que energia


elétrica é gerada a partir de reações espontâneas de oxi-redução, e outro em
que a energia elétrica é utilizada para efetuar reações que não ocorreriam
espontaneamente. Para que os processos eletroquímicos possam ser
observados, são necessários os condutores metálicos ou não metálicos
(como a grafite), para permitir o fluxo dos elétrons, e os condutores
eletrolíticos (soluções ou líquidos contendo íons), para permitir o fluxo de íons.

O processo espontâneo de reação química para a produção de energia


elétrica é o que ocorre nos dispositivos conhecidos como pilhas ou células
galvânicas, a exemplo dos diversos tipos de pilhas utilizadas comercialmente.

Quando a energia elétrica é empregada para promover uma reação


química de oxi-redução, o processo recebe o nome de eletrólise, muito
importante industrialmente na produção de metais, do hidróxido de sódio, do
gás cloro, do hipoclorito de sódio, etc.

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3) PRINCÍPIOS
Em uma pilha, a espécie que apresenta maior potencial de redução
(Ered) sofre redução. Esta reação ocorre no cátodo, o eletrodo carregado
positivamente (+). A outra espécie, de maior potencial de oxidação (Eoxi), sofre
oxidação e esta reação ocorrerá no ânodo, o eletrodo carregado
negativamente (-), como pode ser observado de acordo com o sentido de
migração espontânea dos elétrons apresentado na pilha de Daniell ilustrada na
figura 1.

Figura 1: Esquema da Pilha de Daniell

O ∆Eº de uma pilha corresponde à diferença entre os potenciais de


redução ou de oxidação das espécies envolvidas em condições padrão:

∆Eº = (Eºred maior) - (Eºred menor)


ou
∆Eº = (Eºoxi maior) - (Eºoxi menor)

Condições padrão: espécies com concentração 1 molar e possíveis gases


envolvidos com pressão de 1 atmosfera a 25º C

Convenção dos potenciais:

Potencial de redução
EoH+(aq) , H2(g) = 0,0 V

Potencial de oxidação
EoH2(g) , H+(aq) = 0.0 V

Figura 2: Eletrodo Padrão de Hidrogênio

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A eletrólise para ser realizada necessita do fornecimento de energia
elétrica, o que pode ser feito através de um gerador, para que os elétrons
sejam retirados do ânodo (+), onde ocorre oxidação e cheguem ao catodo (-),
onde ocorre a redução.

O material a ser eletrolisado deve possuir íons, em fase líquida (fundida),


chamada eletrólise ígnea ou em solução aquosa, eletrólise aquosa. Desta
forma será promovida a descarga dos íons, transformando-os em substâncias
simples (metálicas ou não-metálicas) ou em substâncias compostas, como o
hidróxido de sódio, o hipoclorito de sódio, etc.

4) MATERIAIS E REAGENTES
Vidrarias e Diversos: Kits para células galvânicas e eletrolíticas contendo,
eletrodos de cobre, zinco, magnésio e grafite, recipientes de vidro com tampa
contendo 3 orifícios, fios condutores, tubos de vidro de formato em “U”,
béqueres, provetas, multímetros, geradores, pedaço de lixa, palha de aço,
moeda, cronômetros, piscete contendo água destilada.

Reagentes: Soluções de ácido clorídrico (HCl), hidróxido de sódio (NaOH),


sulfato de cobre (CuSO4), sulfato de zinco (ZnSO4), todas de concentração 0,1
mol/L. Solução de iodeto de potássio 5 % (KI), e fenolftaleína.

5) PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
PILHAS
1) Os recipientes de vidro devem conter 3/2 da solução referente ao
respectivo sistema químico.
2) Inserir em 2 dos 3 furos um eletrodo de magnésio e um eletrodo de cobre,
prendendo-os com um pedacinho de massa de modelar (para que os
eletrodos não caiam dentro do frasco ou não se toquem) e ligá-los a um
multímetro.
3) Com os sistemas constantes da tabela abaixo, anotar a força eletromotriz
(fem) ou diferença de potencial (∆E), em volt (V), nos tempos, em minutos,
estabelecidos:

Período (min)
Sistema
0 1 2 3 4 5 6 8 10 15 20 25 30
I
II
III

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ÁREA 1 19
Engenharia Ambiental
Engenharia Civil
Engenharia da Computação
Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações e Informática
Engenharia Mecatrônica
Engenharia de Produção com ênfase em Gestão Empresarial
Manual de Laboratório – Química Geral e Experimental e Química Fundamental
Sistemas:

I – Mg/Cu/Solução de ácido clorídrico 0,1 mol L-1


II – Mg/Cu/Solução de hidróxido de sódio 0,1 mol L-1
III – Pilha de Daniell: Zn/ZnSO4 // Cu/CuSO4

ELETRÓLISE

PARTE I – ELETRÓLISE DE UMA SOLUÇÃO AQUOSA COM ELETRODOS


IGUAIS
A) ELETRODOS NÃO-INERTES

1) Num béquer de 50 mL colocar 25 mL de solução aquosa de nitrato (ou


sulfato) de cobre 0,5 mol L-1;

2) Introduzir os eletrodos de cobre (fios de cobre previamente lixados)


ligados aos terminais do gerador e aguarde por 2 a 3 minutos. Não deixe
o fio encostar um no outro. Observe e anote.
B) ELETRODOS INERTES: ELETRÓLISE DE UMA SOLUÇÃO AQUOSA DE
IODETO DE POTÁSSIO

1) Num béquer de 50 mL colocar 25 mL de solução de iodeto de potássio a


5 % e 5 gotas de fenolftaleína. Transferir o conteúdo para um tubo em U;

2) Prender os eletrodos de grafite aos fios e fazer as ligações. Deixar a


eletrólise se processar durante uns 15 minutos. Observar e anotar as
mudanças de cor da solução próximas ao ânodo e ao cátodo.
PARTE II – FOLHEANDO COM COBRE

1) Num béquer de 50 mL colocar 25 mL de solução aquosa de nitrato (ou


sulfato) de cobre 0,5 mol L-1. Introduzir na solução o eletrodo de cobre
previamente lixado (placa);

2) Usando garras, ligar o pólo positivo da bateria (vermelho) na placa de


cobre e o pólo negativo na moeda (após limpá-la com uma lixa ou
esponja de aço) a ser revestida. Mergulhar essa moeda na solução
durante 1 minuto e observar. Se necessário, mergulhar novamente para
um melhor folheamento. Observar e anotar.

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ÁREA 1 20
Engenharia Ambiental
Engenharia Civil
Engenharia da Computação
Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações e Informática
Engenharia Mecatrônica
Engenharia de Produção com ênfase em Gestão Empresarial
Manual de Laboratório – Química Geral e Experimental e Química Fundamental
REFERÊNCIAS
♣ Laboratory Manual, Annotated Techer’s Edition – Chemistry – Prentice Hall
(Editor), Connections to Our Changing World
♣ Experimental Chemistry – James F. Hall, 4th Edition (Houghton Mifflin) – 1997
♣ Laboratory Manual (Teacher’s Edition) – Chemistry The Study of Matter –
Prentice Hall; 4th Edition, Maxine Wagner.
♣ Química uma Ciência Experimental (Chemical Education Material Study) –
Edart, São Paulo.
♣ RUSSEL, John B. Química Geral, v. 1. Tradução de Marcia Guekezian e
colegas. 2a Ed., São Paulo: Makron Books, 1994.

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