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O CICLO PDCA COMO FERRAMENTA DA QUALIDADE TOTAL

Leider Simões, Unisalesiano de Lins


e-mail: leidersimoes16@hotmail.com

Profª M. Sc. Máris de Cássia Ribeiro, Unisalesiano Lins


e-mail: maris@unisalesiano.edu.br

RESUMO

O gerenciamento da qualidade total vem sendo ao longo de algumas décadas o


grande desafio das empresas que buscam o aperfeiçoamento de seus produtos e a
melhoria contínua de seus resultados. O controle da qualidade está ganhando um
espaço cada vez maior dentro das organizações que buscam melhores resultados
através da eficiência de seus processos, da redução de desperdícios e retrabalhos e
da satisfação total do cliente. O que é imprescindível ao administrador que almeja o
sucesso de sua organização, é a habilidade de olhar para as tendências
mercadológicas e enxergar um futuro cada vez mais qualitativo, formado por
consumidores muito mais exigentes que antes, onde a qualidade do produto está
acima de tudo. Falar em qualidade é falar em PDCA, através dessa ferramenta
muitas organizações em todo mundo superam dificuldades, resolvem problemas e
alcançam resultados. O ciclo PDCA é um método para análise e solução de
problemas que pode ajudar a organização a solucionar problemas através de
análises, planejamentos e ações corretivas ou preventivas que formarão uma
filosofia de melhoria contínua necessária para o alcance das metas.

Palavras-chave: controle. qualidade. análise. planejamento. ação.

1. INTRODUÇÃO

O controle da qualidade teve sua origem na década de 30 nos Estados


Unidos da América, quando o Dr. Walter A. Shewhart propôs o uso de gráficos de
controles para análises dos dados resultantes de inspeções de qualidade, fazendo
com que o procedimento de inspeção não apenas buscasse a detecção e correção
de produtos defeituosos mais se transformasse em um processo de estudo e análise
a fim de prevenir os problemas relacionados à qualidade de modo a impedir que
produtos defeituosos fossem produzidos.
No entanto, o grande momento do controle da qualidade surgiu com a
Segunda Guerra Mundial diante da necessidade das empresas americanas produzir
equipamentos militares de boa qualidade, em grande quantidade e a preços baixos.
O controle da qualidade consiste em várias ações que buscam solucionar os
problemas que resultam em produtos defeituosos como, as rotas de inspeção nos
processos, registro e coleta de dados relativos a não conformidades, análises e
propostas de melhorias que venham contribuir para o alcance das metas.
Segundo Ishikawa, K. (1989, 1993), “praticar um bom controle da qualidade é
desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto de qualidade que seja
mais econômico, mais útil e sempre satisfatório para o consumidor”. De acordo com
Ishikawa, só é possível à organização atingir o objetivo dessa prática de bom
controle se todos estiverem comprometidos com a qualidade e trabalharem em
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equipe. Quando o autor menciona o trabalho em equipe ele quer dizer que todos
devem ter os mesmos objetivos quer sejam diretores, gerentes, técnicos e
operadores.
Do ponto de vista lógico, o oposto de qualidade é não qualidade. Ora, um
produto que não tem boa qualidade certamente é um produto que foi fabricado em
um processo ineficiente, pode-se afirmar que ocorrem diversos problemas em um
processo mal planejado, e esses problemas acabam interferindo na qualidade do
produto final.
É importante definir o que representa um problema segundo os conceitos da
qualidade total. Um problema na verdade é o resultado indesejável de um processo
qualquer, ou seja, é um produto fabricado em um processo ineficiente o qual sofreu
algum tipo de adversidade e não atingiu o nível das especificações desejadas
originando um produto defeituoso ou uma meta não alcançada.
Em relação aos processos e os problemas, o que se deve ter em mente é que
por mais eficiente e planejado, os processos estão sujeitos a falhas e
conseqüentemente estão sujeitos a apresentar algum tipo de problema.
O caso é, como se deve tratar esses problemas?
Como identificar um problema e conduzir sua análise levando em
consideração fatos inesperados e dados históricos?
Indagações essas que surgiram a partir do reconhecimento de que muitas
organizações não conseguem atingir resultados e solucionar problemas porque não
buscam as verdadeiras causas que os originam, o que em alguns casos resulta em
uma amenização, mas como a causa raiz não é tratada, o processo volta a falhar.
Resolver um problema requer uma análise apurada de dados e informações
que possibilitem uma ação eficaz.
O ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Action), ciclo e Shewahrt ou ciclo de Deming,
foi utilizado no Japão após a guerra. Nessa época o país enfrentava muitas
dificuldades no controle da qualidade. A após a derrota do Japão na Segunda
Guerra Mundial, as forças americanas determinaram que a indústria de
telecomunicações japonesa implantasse um programa mais eficiente de controle da
qualidade devido ao fato de que a má qualidade nesse setor prejudicava a
administração militar americana no Japão.
O ciclo PDCA é umas das ferramentas da qualidade que buscam melhorar os
resultados ajudando a encontrar as causas que originam um problema e movimentar
uma ação eficaz para sua solução.
Esse método de análise indica a maneira como uma ação deve ser realizada
e o que deve ser seguido para que as metas sejam alcançadas.
Na utilização do método PDCA muitas ferramentas de melhoria contínua
serão utilizadas para possibilitar o desenvolvimento das etapas que envolvem o
ciclo.
Busca-se nesse artigo a verificação da importância da ferramenta PDCA na
Gestão da Qualidade Total.
O artigo foi elaborado através do método de revisão bibliográfica onde foram
abordados os seguintes autores: Kume (1993); Werkema (1995); Vieira (1999)

2. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

Na garantia da qualidade total, um ponto crucial é saber identificar o que é e


quando se está diante de um problema. Uma forma muito utilizada por várias
organizações para essa identificação e para definir quais os problemas a serem
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tratados, é o gráfico de Pareto desenvolvido pelo economista e sociólogo italiano


Wilfredo Frederigo Samaso, ou mais conhecido como Vilfredo Pareto que viveu entre
os anos 1848 e 1923.
Organizando em ordem decrescente os dados relacionados a todos os
problemas que ocorrem em um processo de acordo com o giro de ocorrências ou a
gravidade de cada problema, é possível avaliar no gráfico quais são os problemas
mais graves e que precisam ser tratados com mais urgência.
O diagrama de Pareto estabelece prioridades, ou seja, mostra a ordem em
que os problemas acontecem e devem ser resolvidos.
Conforme Vieira (1999), para que o diagrama seja mais eficiente é
recomendável:

a) não tomar decisões com base em um único levantamento de dados


ou uma única conclusão de um Pareto, pois pode ser que os
resultados sejam influenciados por algum fenômeno casual por
ventura ocorrido no processo. O ideal é que se faça um número de
três levantamentos de dados e compare os três e que se leve em
consideração fatores distintos;
b) verificar se é mais importante para o momento tratar os problemas
mais freqüentes ou os mais caros. Muitas vezes se estará diante de
um problema que ocorre freqüentemente, porém, que não causa um
prejuízo significativo, ou também pode-se estar diante de um
problema que não ocorre freqüentemente mais que tem um custo
alto para a empresa;
c) depois de identificado o problema avalie a possibilidade de
estratificação do mesmo, ou seja, se há possibilidade de discriminá-
lo para verificar as partes que o compõe, dessa forma será possível
encontrar a parte que o torna um problema.

Figura 1: Diagrama de Pareto:

100,0%
100,0% 91,3%

80,4%
80,0%
63,0%

60,0%
43,5%

40,0%
21,7%

20,0%
21,7% 21,7% 19,6% 17,4% 10,9% 8,7%
0,0%
Cor Textura Peso Um idade Tem peratura Espessura

Qtd. (%) Acum.

Fonte: Elaborado pelo autor do artigo

Normalmente se planeja as ações de melhoria para os itens que fazem parte


do percentual acumulado de cerca de 80% dos problemas indicados no gráfico, já
que estás representam os itens de maior impacto.
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2.2 ANÁLISE DE CAUSA E EFEITO

Após identificado o(s) problema(s), é necessário fazer uma análise para


apurar as causas e os efeitos.
O Diagrama de Ishikawa ou Espinha-de-peixe é uma ferramenta que pode ser
utilizada para chegar a uma análise eficiente de uma não conformidade, o resultado
obtido com essa ferramenta ajudará a originar o ciclo PDCA, pois esse diagrama
possibilita uma análise profunda das causas que originam os problemas. Kaoru
Ishikawa nasceu em 1915, licenciado em Química aplicada pela Universidade de
Tóquio e engenheiro de controle de qualidade, alavancou a estruturação da JUSE
(Union of Japonese Scientists and Engineers), que foi a promotora da qualidade no
Japão. Seus estudos são muito importante na gestão da qualidade. Em 1943
Ishikawa desenvolveu o diagrama de causa-efeito ou diagrama 6M. Este diagrama é
conhecido como 6M pois, em sua estrutura, todos os tipos de problemas podem ser
classificados como sendo de seis tipos diferentes:

a) método: relacionado à forma que o processo é realizado;


b) matéria-prima: relacionado aos insumos necessários para a realização do
processo;
c) mão-de-obra: relacionado à mão-de-obra utilizada para realizar o trabalho;
d) máquina: relacionado a todos os equipamentos utilizados no processo;
e) meio ambiente:relacionada ao ambiente de trabalho como iluminação,
temperatura, ruídos, etc;
f) Medida: relacionado à forma como se mede o desempenho do processo ou a
forma como é controlado.

Segundo Kume (1993), o diagrama permite que sejam sugeridas as


causas de um problema para que possam ser formuladas sugestões de
melhoria, estruturando as causas bem como seus efeitos sobre a qualidade,
porém utilizar essa ferramenta não é uma tarefa fácil. Para se chegar a um
resultado eficiente é necessário seguir os seguintes passos:

a) identificar o problema (recomendável à utilização do Pareto);


b) analisar as causas primárias;
c) analisar as causas secundárias.

Figura 2: Diagrama de causa e efeito:

Mão de obra Máquina Método

Efeito

Medida Meio Matéria - prima


ambiente
Fonte: Elaborado pelo autor do artigo
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Fazer a análise dos problemas utilizando o diagrama 6M é o primeiro passo


para iniciar o ciclo PDCA.
Em primeiro momento é importante identificar o problema e em seguida fazer
uma análise para entender o motivo pelo qual o problema ocorreu.
Nessa análise é recomendável estratificar ao máximo os problemas para que
se chegue à causa raiz.
O Brain-storming, que significa chuva de idéias é uma técnica muito utilizada
para a formação do diagrama 6M. Essa técnica consiste em reunir pessoas e
elaborar o maior número de sugestões e idéias possível sobre o problema em
questão. O ideal é que as pessoas que fazem parte do processo participem da
análise, pois sendo as pessoas que realizam diretamente as atividades,
supostamente tem mais conhecimento da rotina, e melhor podem detalhar o que
ocorre de anormal no processo, além de sugerir melhorias.

2. CICLO PDCA

Realizada a análise das possíveis causas dos problemas inicia-se o ciclo


PDCA, que é um método utilizado tanto para solucionar e prevenir problemas como
para auxiliar os administradores no processo de tomada de decisões da
organização, ajudando a consolidar o alcance das metas.
Quanto mais dados, informações e conhecimento sobre o processo e o
problema, maiores as probabilidades de sucesso do ciclo.
Segundo Campos, (1994, 1995) para facilitar a compreensão da estrutura do
ciclo PDCA é necessário entender a existência de dois tipos de metas:

a) metas para manter: é uma meta estabelecida por um cliente interno ou


externo a cerca dos limites de especificações, são chamadas metas padrão
ou seja, são metas estipuladas por uma determinada norma ou um limite de
variação;

b) metas para melhorar: são as metas de melhoria contínua, que por sua vez
tem o surgimento a partir do pressuposto de que os clientes desejam um
produto cada vez melhor e a organização que deseja satisfazer esse cliente
precisa melhorar a qualidade de seus produtos constantemente.

Normalmente, as metas para melhorar indicam algum problema na estrutura


atual que precisa ser tratado.

2.1 Etapas do ciclo PDCA

As etapas do ciclo PDCA tem o objetivo de possibilitar que os métodos a


serem utilizados na solução do problema sejam planejados, executados, verificados
e padronizados. Segundo Werkema (1995), as etapas do ciclo PDCA são:

a) planejamento (plan): está é a primeira etapa do ciclo, nesta fase toma-se por
base as informações coletadas no diagrama 6M e planeja-se uma ação que
solucione as causas identificadas. O planejamento é feito com a utilização da
técnica 5W 2H;
b) execução (do): a segunda etapa do ciclo consiste em executar o
planejamento que foi elaborado;
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c) verificação (check): a terceira etapa é a verificação da ação, nessa fase


analisa-se a situação atual, compara com a situação anterior, e verifica se o
que foi planejado realmente foi realizado;
d) ação (action): a quarta etapa é a ação a ser tomada diante do resultado
obtido. Caso o efeito tenha sido negativo e o problema persiste inicia-se outro
ciclo, se o efeito foi positivo e o problema foi solucionado então avalia-se a
situação atual, e as mudanças que proporcionaram o alcance das metas para
que seja feita uma padronização do sistema utilizado.

Figura 3: Representação gráfica do ciclo PDCA

ACTION PLAN

Atuar no
processo em Definir as metas e
função dos determinar os
resultados métodos para
A P alcançar as metas

C D
Verificar os
efeitos do Treinar e
trabalho executar os
executados trabalhos

CHECK DO

Fonte: Adaptado Werkema, 1999

3. A TÉCNICA 5W 2H

Esta ferramenta é utilizada para analisar ou planejar as ações propostas no


diagrama 6M. A nomenclatura 5W 2H é relacionada 7 perguntas básicas a serem
respondidas:

1. What: o que deve ser feito?


2. Why: por que deve ser feito?
3. Who: quem deverá fazer?
4. When: quando deverá ser feito?
5. Where: aonde deverá ser feito?
6. How: como deverá ser feito?
7. How Much: quanto custará?

Ao fazer as perguntas deve-se levar em consideração as seguintes situações:


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a) algo está sendo planejado: quando se planeja algo então as perguntas devem
ser feitas no tempo futuro;
b) algo presente está sendo avaliado: quando se avalia algo existente as
perguntas devem ser adequadas para a situação (presente ou passado).

Figura 4: Diagrama 5W 2H:

O que fazer Onde Por quê Quando Quanto Quanto custará


(What) (Where) (Why) (When) (How) (How much)

Fonte: Elaborado pelo autor do artigo

4. GERENCIAMENTO DO CICLO PDCA

Figura 5: Sistemática do ciclo PDCA

1 Identificação do problema

2 Reconhecimento das características do problema


PP
3 Descoberta das causas principais

4 Elaboração da ação corretiva ou preventiva

D 5 Atuação de acordo com o plano elaborado

6 Confirmação da efetividade da ação


C

Eficaz?
C

Sim Nã
o

7 Eliminação definitiva das causas


A
A
8 Revisão das atividades e planejamento para
trabalho futuro

Fonte: AdaptadoWerkema, 1995


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5. CONCLUSÃO

A melhoria contínua hoje é o grande desafio das organizações, o principio e a


filosofia é “hoje melhor que ontem e amanhã melhor que hoje”. Na busca do
sucesso, do aprimoramento, da solução dos problemas que impedem o alcance das
metas, o ciclo PDCA é uma importante ferramenta.
Pelo que foi possível avaliar com esse trabalho o ciclo PDCA consiste em
fazer um planejamento de uma ação para que ela seja eficaz.
Na formação do ciclo várias ferramentas são utilizadas para completar o
conceito de melhoria contínua.
A utilização de todas as técnicas acima apresentadas dá-se o nome de MASP
(método de análise e solução e problemas).
É necessário a todo administrador de empresas ou pessoas que trabalhem
em áreas estratégicas conhecer essa ferramenta e utilizá-la no processo de tomadas
de decisão.
Muitas empresas estão obtendo grandes retornos aprendendo a analisar e
solucionar os problemas, adquirindo maior satisfação dos clientes, evitando os
retrabalhos e os desperdícios.
Na busca da melhoria contínua e através do gerenciamento da Qualidade
Total, o administrador pode utilizar várias ferramentas que o ajudarão a alcançar
suas metas e se manter em um ponto mais alto que os seus concorrentes.
Através deste estudo, foi possível comprovar que o ciclo PDCA é uma das
ferramentas que podem estar auxiliando os administradores na análise,
planejamento e solução de problemas, podendo controlar melhor os processos,
corrigindo e prevenindo falhas que resultam em produtos defeituosos.

4. REFERÊNCIAS

KUME, H. Métodos estatísticos para melhoria da qualidade. 9 ed. São Paulo:


Gente, 1993.

WERKEMA, M.C.C. Ferramentas estatísticas básicas para o gerenciamento de


processos. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, Escola de engenharia da
UFMG, 1995.

VIEIRA, S. Estatística para a qualidade: como avaliar com precisão a qualidade


em produtos e serviços. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

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