Vous êtes sur la page 1sur 14

Origem MCC

‹ Anos 50: disciplinas de engenharia da


Manutenção Centrada confiabilidade
‹ Objetivo: estimar a confiabilidade de
em Confiabilidade
– componentes,
(MCC) – sistemas mecânicos e
– sistemas elétricos (principalmente).

Flávio S. Fogliatto

1 2

Desenvolvimento dos conceitos Disseminação da MCC deveu-se


associados ao MCC aos altos custos da manutenção
‹ Derivados da análise das políticas de manutenção ‹ P/ combater altos custos, atividade de manutenção
na indústria aérea americana de 1960 até 1970 passou a ser vista com planejamento e controle,
visando aumentar a vida útil dos itens físicos.
‹ Determinação das melhores políticas p/ gerenciar
as funções dos itens físicos e as conseqüências de ‹ MCC passou a ser empregada:
suas falhas – para garantir confiabilidade dos itens físicos;
‹ Nos últimos 20 anos, a MCC disseminou-se no – como uma metodologia essencial no planejamento
setor industrial da manutenção preventiva.

3 4
Lógicas de decisão da MCC
propostas na literatura Objetivos da MCC
‹ Versão original de Nowlan e Heap (1978) ‹ Aumentar a confiabilidade do item físico no qual
‹ Versão oficial do MSG-3 usada pelas companhias é aplicado:
aéreas civis – Tal confiabilidade é função da qualidade do programa
ou plano de manutenção
‹ Versão
militar US MIL-STD-2173 usada pelo
Comando dos Sistemas Navais dos EUA ‹ MCC = metodologia sistemática utilizada p/
‹ Versão RCM 2, c/ abordagem diferente da de otimizar as estratégias de manutenção planejada:
Nowlan e Heap (1978) c/ relação a segurança – Visa minimizar custos de manutenção corretiva,
ambiental. preventiva e por melhoria

5 6

MCC representa uma evolução da Para culminar em tal objetivo, a


Manutenção Tradicional MCC
‹ Principal
objetivo do MCC: reduzir os custos da Identifica os modos de falha que afetam as funções
manutenção.
‹ Foca nas funções mais importantes do sistema
Determina a importância de cada falha funcional
a partir de seus modos de falha

evita ou remove tarefas que Seleciona as tarefas aplicáveis e efetivas


não são estritamente necessárias na prevenção das falhas funcionais

7 8
Resultados esperados com a
Foco da MCC implementação da MCC
‹ Preservar a função do sistema, ao invés de
restabelecer o item físico para uma condição ‹ Maior segurança humana e proteção ambiental;
ideal:
– Preservar a função não é o mesmo que preservar a
operação de um item ‹ Melhoria do desempenho operacional em termos
de quantidade, qualidade do produto e serviço ao
‹ Além do enfoque tradicional, a MCC pode
estender a sua análise p/ cobrir tópicos e cliente;
problemas de suporte logístico e até mesmo na
gestão de peças sobressalentes.
‹ Maior efetividade do custo da manutenção;

9 10

Mais resultados esperados com a


implementação da MCC Definições
‹ Aumento da vida útil dos itens físicos mais ‹ O processo da MCC e a utilização das ferramentas
dispendiosos; de apoio exigem o entendimento de definições
associadas a falhas e desempenhos dos itens físicos:
‹ Criaçãode um banco de dados completo sobre a
– Funções
manutenção;
– Padrões de Desempenho
‹ Maiormotivação do pessoal envolvido com a Definidos
– Contexto Operacional
manutenção; e
na sequência
– Falhas Funcionais e Potenciais
‹ Melhoria do trabalho em equipe.
– Modos de Falha

11 12
Funções Funções de um item físico
‹ Função = qualquer propósito pretendido para FUNÇÕES
um processo ou produto;

‹ Aquilo que o usuário quer que o item físico ou Principais Secundárias


sistema faça;

‹ Sua definição deve consistir de um verbo, um


objeto e o padrão de desempenho desejado. Inicia-se sempre o processo de MCC
pelas funções principais
13 14

Funções Principais Funções Secundárias


‹ Estão associadas principalmente à razão pela qual ‹ São as outras funções que um item exerce:
o ativo foi adquirido: – integridade ambiental;
– Os itens físicos são geralmente adquiridos para uma, – segurança/integridade estrutural;
possivelmente duas e não mais do que 3 funções
principais – controle, contenção e conforto;
– aparência;

O principal objetivo da manutenção é assegurar o – economia e eficiência;


desempenho mínimo das funções principais. – supérfluas.

15 16
Funções Secundárias Padrões de Desempenho
‹ Sãogeralmente menos importantes que as funções ‹ Os equipamentos são projetados e desenvolvidos
principais. para assegurar um padrão mínimo de
desempenho.

‹ Devem ser muito bem analisadas, pois podem


trazer graves conseqüências em situações ‹ Porém, em virtude do trabalho executado pelas
específicas. máquinas, seus componentes acabam
deteriorando-se.

17 18

Padrões de Desempenho Item passível de manutenção


Qualquer máquina ou componente que for ‹ Desempenho desejado deve situar-se na zona entre:
colocado em operação deverá ser capaz de
produzir mais do que o padrão mínimo de
Item
desempenho desejado pelo usuário. Capacidade
Padrão mínimo passível de
de desempenho inicial
manutenção

Esse limite de produção do equipamento é


conhecido como capacidade inicial ou ‹A manutenção não pode elevar a capacidade inicial,
confiabilidade inerente do equipamento. mas deve manter o desempenho sempre acima do
padrão de desempenho mínimo desejado pelo usuário.
19 20
Determinação Contexto Operacional
‹ capacidade inicial ‹ Está associado às condições (funções) nas quais o
ativo físico irá operar;
‹ desempenho mínimo
‹ Se insere inteiramente no processo de formulação
estratégica da manutenção;

é de relevante importância quando se deseja ‹ Afeta as funções principais e secundárias, a


desenvolver um programa de Manutenção natureza dos modos de falha, de seus efeitos e
Centrada em Confiabilidade. conseqüências.

21 22

Fatores para a compreensão do


Contexto Operacional Falhas Funcionais
‹ processos em lote e ‹ trabalho em processo; ‹ Incapacidade do item físico de fazer o que o usuário
em fluxo; quer que ele faça.
‹ tempo de reparo;
‹ redundância; ‹ Essa definição é vaga, pois não distingue
‹ peças de reposição; claramente entre:
‹ padrões de qualidade;
‹ demanda de mercado; – estado de falha (falha funcional)
‹ padrões ambientais;
‹ suprimento de matéria- – eventos (modos de falha) que causam o estado de falha.
‹ padrões de segurança; prima.
‹ turnos de trabalho; ‹ É preferível definir falhas em termos de perda da
função específica, ao invés do item como um todo.
23 24
Falhas Funcionais Falhas Potenciais
‹ Para descrever estados de falha ao invés de falha, ‹ Condição identificável que indica se a falha
é necessário um melhor entendimento dos padrões funcional está para ocorrer ou em processo de
de desempenho. ocorrência,
‹ Consideram que muitas falhas não acontecem
repentinamente, mas se desenvolvem ao longo do
‹ Aplicando os padrões de desempenho às funções tempo.
individuais, a falha enfocada, em termos de falha
funcional, é definida como a incapacidade de ‹ Representam o ponto onde o item físico começa a
qualquer item físico cumprir uma função para um apresentar perda do desempenho da função.
padrão de desempenho aceitável pelo usuário.
‹ Perdaparcial da função, estipulada com base em
um padrão de desempenho estabelecido.
25 26

Relação entre Períodos de tempo distintos na


Falha Potencial X Falha Funcional ocorrência de uma falha
Intervalo
Intervalo Ponto onde a P-F
Ponto onde a falha inicia
P-F P
falha inicia
P
Ponto de
Falha Potencial
Ponto de

Condição
Falha Potencial
Condição

F
Tempo Ponto de
F Falha Funcional
Tempo Ponto de
Falha Funcional
(i) período de tempo entre uma condição
normal de operação até o início da falha;
27 28
Períodos de tempo distintos na Períodos de tempo distintos na
ocorrência de uma falha ocorrência de uma falha
Intervalo Intervalo
Ponto onde a P-F Ponto onde a P-F
falha inicia falha inicia
P P

Ponto de Ponto de
Falha Potencial Falha Potencial
Condição

Condição
F F
Tempo Ponto de Tempo Ponto de
Falha Funcional Falha Funcional

(ii) um segundo período de tempo entre o início (iii) um terceiro período de tempo que se estende
da falha até o aparecimento de um sinal da falha ; desde o aparecimento do sinal da falha até a sua
29 30
ocorrência.

Modo de Falha Descrição de um Modo de Falha


‹É qualquer evento que possa levar um ativo ‹ Deve consistir de:
(sistema ou processo) a falhar;
‹ Está associado as prováveis causas de cada falha
SUBSTANTIVO + VERBO

funcional;
‹ São eventos que levam, associados a eles, uma
diminuição parcial ou total da função do produto e ‹ Deve-se observar, no entanto, que a escolha do
de suas metas de desempenho. verbo a ser usado deve ser realizada com cuidado,
pois influencia fortemente o gerenciamento das
falhas.
31 32
Modos de Falha Modos de Falha
‹A identificação dos modos de falha de um item ‹ Normalmente são listados de 1 a 30 modos de
físico é um dos passos mais importantes no falha como causas da falha funcional,
assegurar qualidade. dependendo:
– da complexidade do item físico,
– do contexto operacional e
‹ Quando em um sistema ou processo cada modo de
falha foi identificado, torna-se possível verificar – do nível em que está sendo feita a análise,
suas conseqüências e planejar ações para corrigir
ou prevenir a falha.

33 34

Modos de Falha Típicos Classificação dos Modos de Falha


‹ fratura ‹ desbalanceamento ‹ quando
a capacidade reduz-se abaixo do
‹ separação ‹ rugosidade
desempenho desejado;

‹ deformação ‹ desalinhado
‹ desgaste ‹ trincamento ‹ quandoo desempenho desejado fica acima da
capacidade inicial;
‹ corrosão ‹ mal montado
‹ abrasão ‹ encurtamento
‹ quando o item físico não é capaz de realizar o que
Para que uma certa falha conduza a um modo de falha é desejado.
em particular deve existir algum mecanismo de falha
(processo metalúrgico, químico, térmico ou tribológico). 35 36
Abordagens para levantar os
Modos de Falha Modos de Falha para um eixo
‹ abordagem estrutural;
Componente Abordagem Função Modo de Falha
Eixo Funcional Transmitir Não transmite
movimento, movimento, não
‹ abordagem funcional. torque. transmite torque

Eixo Estrutural Transmitir Ruptura,


movimento, empenamento,
é genérica, não necessita de especificações ou torque. desgaste.
de engenharia. Pode ser tratada como uma
não-função.

37 38

Modos de Falha Causa da Falha


‹ Abordagem estrutural: necessita de informações ‹A causa da falha pode estar associada a:
de engenharia, as quais, muitas vezes, não estão – falha de projeto;
facilmente disponíveis. – defeitos do material;
– deficiências durante o processamento ou fabricação dos
componentes;
‹ Abordagem funcional e a estrutural: é muito – defeitos de instalação e montagem;
importante que se tenha bem definida a função do
– condições de serviço não previstas ou fora de projeto;
componente, pois é a referência para se verificar
quando o item está em falha ou não. – deficiências da manutenção; ou
– operação indevida.

39 40
Efeitos da Falha Efeitos da Falha
‹ Descrevem o que acontece quando um modo de
falha ocorre. O que acontece quando o modo
Efeito da Falha
de falha ocorre?
‹ Alguns efeitos típicos em máquinas e
equipamentos em geral são:
– esforço de operação excessivo;
– vazamento de ar; Quais são as conseqüências
Conseqüência da Falha
– desgaste prematuro; quando o modo de falha ocorre?
– consumo excessivo, etc.

41 42

Interações Conseqüências das Falhas


‹ Interligação entre Função, Modo de Falha, Causa ‹ Falhas podem afetar:
Potencial e Efeitos – produção,

Causas Efeitos – qualidade do serviço ou do produto,


Mecanismo – segurança e
de Falha Modo
de – meio ambiente.
Falha
– podem incorrer em aumento de custo operacional e consumo de
energia.
Afeta
‹ A combinação do contexto operacional, dos padrões de
desempenho e dos efeitos, indicam que cada falha tem um
Função conjunto específico de conseqüências a ela associadas.

43 44
Continuação... Continuação...
Falhas Evidentes Falhas Ocultas
‹ Conseqüências da falha são mais importantes do
que suas características técnicas.
aparente p/ o grupo de ninguém percebe o
operação ou manutenção estado de falha
‹ Qualquer tarefa só deve ser aplicada se tratar (com
sucesso) conseqüências da falha e meios de evitá-
Causando parada de máquinas, Não têm impacto direto, porém
las.
e perda de qualidade. Podendo ser expõem a empresa a falhas
acompanhada de efeitos físicos múltiplas c/ conseqüências graves
45 46

Medidas de Confiabilidade
Continuação... Aplicadas na MCC
1 - Segurança humana e ‹ Tempo médio entre falhas (MTBF)
ambiental
Morte;
1
Ferimentos;
MTBF =
Poluição.
λ
2 - Operacionais
Produção total; 3 - Não operacionais Onde λ designa a taxa de falhas do item
CONSEQÜÊNCIAS Perdas de oportunidade;
Qualidade do produto;
Serviço de atendimento
DA
Perdas de competitividade.
ao cliente;
FALHA
Custos operacionais.

47 48
Padrões de Falha Padrões de Falha
‹ Padrões de falha representam a freqüência de
ocorrência das falhas em relação à idade Taxa Taxa
de Padrão A de Padrão D
operacional de um equipamento. Falha Falha

Tempo Tempo
Taxa Taxa
de Padrão B de Padrão E
Falha Falha
‹A Manutenção Centrada em Confiabilidade adota
Tempo Tempo
um modelo no qual seis padrões de falha são Taxa Taxa
Padrão F
de Padrão C de
utilizados p/ caracterizar a vida dos equipamentos. Falha Falha

Tempo Tempo

49 50

Continuação... Continuação...
‹ Padrão A - curva da banheira. Elevada ‹ Padrão C - apresenta um aumento lento e
ocorrência de falhas no início de operação, gradual da taxa de falha, sem uma zona
seguido de freqüência de falhas constante e, definida de desgaste.
aumento na freqüência de falhas.
‹ Padrão D - mostra baixa taxa de falha
‹ Padrão B - apresenta probabilidade quando o item é novo e sofre
constante de falha, seguida de uma zona de posteriormente um rápido aumento da taxa
acentuado desgaste no fim da sua vida útil. de falha p/ um nível constante.

51 52
Continuação... Continuação...
‹ Padrão E - mostra uma taxa de falha
Padrões A, B e C Fadiga e Corrosão
constante em qualquer período.

Componentes
‹ Padrão F - de falhas indica que uma maior Padrões A e B
individuais simples
probabilidade de falhas ocorre quando o
componente é novo ou imediatamente após
restauração. Itens mais
Padrões A, D, E e F
complexos
53 54