Vous êtes sur la page 1sur 27

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Introdução

01

Noções gerais sobre auditoria: conceituação e objetivos

04

Distinção entre auditoria interna, auditoria externa ou independente

16

Lista de questões

24

Bibliografia

27

Introdução

Prezado Aluno,

Antes de darmos início a nossa aula, permitam-nos falar um pouco sobre nós:

Meu nome é Davi Barreto, sou cearense, me graduei em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Atualmente, sou Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), tendo obtido o 1° lugar no concurso de 2007, e mestrando em economia na UNB.

Meu nome é Fernando Graeff, sou Gaúcho de Caxias do Sul. Sou formado em Administração de Empresas e, antes de entrar no serviço público, trabalhei mais de 15 anos na iniciativa privada. Sou ex-Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, trabalhei nas Unidades Centrais deste Órgão. Atualmente, exerço o cargo de Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União. No serviço público, exerci ainda os cargos de Analista de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional - área contábil – em Brasília e de Analista de Orçamento do Ministério Público Federal em São Paulo.

É com muita satisfação que ministraremos para você, a quatro mãos, o Curso Regular de Auditoria Contábil – Teoria e Exercícios.

Nossa proposta é ministrar um curso completo de auditoria contábil, capaz de prepará-lo, principalmente, para concursos da carreira fiscal como AFRFB, Fiscos Estaduais e Municipais; bem como outros concursos que abrangem a disciplina, tais quais CGU, TCU, APOFP, Agências Reguladoras etc.

Esse será um curso de teoria e exercícios, no qual trataremos os conceitos teóricos que envolvem o conteúdo programático adotado pela maioria dos concursos e resolveremos questões de provas anteriores, com foco nos últimos certames promovidos pelas principais bancas examinadoras: ESAF, FCC, FGV, Cespe/UnB, Cesgranrio etc.

Outro detalhe muito importante desse curso é que será baseado nas novas normas de auditoria.

Opa, que novas normas?

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Para quem não sabe ainda, no final do ano de 2009, o Conselho Federal de Contabilidade – CFC promoveu uma profunda modificação na estrutura das Normas Brasileiras de Auditoria e publicou 38 novas resoluções, no intuito de alinhar as disposições brasileiras com os padrões internacionais ditados pela International Federation of Accounting – IFAC.

As novas normas serão aplicáveis aos balanços com exercícios iniciados a partir do dia 1º de janeiro de 2010, portanto logo passarão a ser cobradas em provas de concursos públicos, em substituição à NBC T 11 e seus complementos.

No entanto, faremos uma relação entre as normas antigas e as novas, ou seja, você não será pego de surpresa caso a banca traga questões que envolvam aspectos das normas antigas.

Ressaltamos, ainda, que nossa navegação pelo conteúdo programático do edital não será linear, pois, faremos referência de um mesmo assunto em diversas ocasiões, isso, que a primeira vista pode parecer um empecilho, na verdade, facilitará a memorização do conteúdo. Pois você sabe que para memorizar é necessária a repetição.

Portanto, o cronograma de aulas é apenas um indicativo para nortear nosso estudo, não nos prenderemos a ele. Assim, um tópico visto nessa aula poderá ser retomado nas próximas, claro que de forma mais sucinta.

Muitas vezes, notamos que os alunos se esforçam muito tentando decorar as diferentes normas de auditoria, sem entender os conceitos e a lógica que envolve essa disciplina.

Você verá que auditoria é uma ciência muito intuitiva e, se conseguir entender os diferentes conceitos envolvidos e compreender como as coisas se relacionam, não será difícil ter sucesso na hora da prova.

Nosso curso será dividido em dez aulas, uma por semana (contando com a aula demonstrativa). As aulas terão entre 30 e 50 páginas, variando de acordo com o assunto tratado, trazendo exercícios comentados de provas passadas, adaptados, se necessário, às novas normas, e com a base teórica necessária para seu perfeito entendimento.

O quadro abaixo resume como será distribuído nosso cronograma de aulas:

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Aula

Data

Tópicos abordados

   

Noções gerais sobre auditoria: conceituação, objetivos e responsabilidades.

Aula 00

Distinção entre auditoria interna, auditoria externa ou independente.

Princípios fundamentais de contabilidade.

Aula 01

08/06/2010

Normas profissionais do auditor independente: competência técnico-profissional, independência, responsabilidades, formação de honorários, sigilo e guarda da documentação.

Supervisão e controle de qualidade.

Normas sobre fraude e erro.

Aula 02

15/06/2010

Controle interno: conceito; responsabilidades; princípios fundamentais dos controles internos.

Risco de auditoria.

   

Planejamento de auditoria

Evidências e teste de auditoria.

Aula 03

22/06/2010

Procedimentos de auditoria.

Amostragem.

   

Documentação da auditoria (papéis de trabalho)

Aula 04

29/06/2010

Opinião do auditor e relatório de auditoria.

   

Representações formais (carta de responsabilidade da administração).

Aula 05

06/07/2010

Estimativas Contábeis.

Continuidade Operacional.

Contingências.

   

Eventos Subsequentes.

Aula 06

13/07/2010

Utilização do trabalho de outros profissionais: auditor interno, especialistas e outros auditores independentes.

Normas específicas de auditoria interna.

Aula 07

20/07/2010

Tipos de auditoria: auditoria de conformidade, auditoria operacional e avaliação de programas de governo; auditoria de sistemas contábeis e financeiros informatizados; auditoria fiscal.

Procedimentos específicos de auditoria contábil (1/2).

Aula 08

27/07/2010

Procedimentos específicos de auditoria contábil (2/2).

Aula 09

03/08/2010

Simulado de toda a matéria.

Outra coisa: sempre colocaremos as questões discutidas durante a aula no final do arquivo, caso você queira tentar resolver as questões antes de ver os comentários.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

E, por último, participe do Fórum de dúvidas, que é um dos diferenciais do Ponto. Lá você poderá tirar suas dúvidas, auxiliar outras pessoas e nos ajudar no aprimoramento dos nossos cursos.

Dito isto, mãos à obra

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Noções gerais sobre auditoria: conceituação e objetivos

Vamos começar nosso curso do início, olhando para o passado para entender como surgiu a auditoria e qual o seu objetivo

A auditoria surgiu para atender uma necessidade decorrente da evolução do sistema capitalista. No início, as empresas eram fechadas e familiares, posteriormente, a evolução da economia trouxe, para algumas empresas, a necessidade de captar dinheiro de terceiros.

Ou seja, para crescer é necessário dinheiro e, em muitas ocasiões, esse recurso tem que vir de investidores externos à empresa (bancos, credores, acionistas etc.)

Bom, agora se coloque na posição desses investidores. Com certeza, você vai querer saber onde está colocando seu dinheiro – vai se perguntar se o investimento é seguro, se a empresa é saudável, quais são seus ativos e passivos

Em resumo, esses investidores precisavam conhecer a posição patrimonial e financeira das empresas em que iriam investir. Essa necessidade de informação era essencial para que pudessem avaliar a segurança, a liquidez e a rentabilidade de seu futuro investimento.

As empresas passaram, então, a publicar suas demonstrações contábeis (balanço patrimonial, demonstrativo de fluxo de caixa 1 etc.), como forma de prover informações sobre a sua situação econômico-financeira para o mundo exterior.

Fique atento: Você deve saber que a Lei nº 11.638/07 instituiu várias modificações nos padrões de contabilidade até então vigente no Brasil. Porém, ficou mantida na norma a expressão “demonstrações financeiras” ao invés de “demonstrações contábeis”, que é a nomenclatura correta, por ser mais abrangente do que a adotada na legislação. Assim, você pode encontrar na prova tanto uma como outra expressão, indistintamente.

Entretanto, ainda havia um problema: como garantir a completude, correção e idoneidade dessas informações?

1 A Lei nº 11.638/07 substituiu a demonstração das origens e aplicações de recursos pela demonstração dos fluxos de caixa, em função da facilidade de melhor entendimento da posição financeira da empresa.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

É nesse momento que surge a necessidade de uma avaliação independente da real situação da empresa. Nasce, então, a auditoria! Auditar é, antes de tudo, avaliar.

Podemos definir auditoria como o exame sistemático e independente das atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor.

De forma geral, a auditoria pode ser dividida em dois grandes grupos:

auditoria externa e auditoria interna.

A auditoria externa (=independente) é aquela executada por profissionais ou empresas que não possuem vínculo e/ou subordinação à empresa auditada, com o objetivo de trazer uma opinião independente sobre a entidade.

Já a auditoria interna é aquela executada por profissionais (geralmente funcionários da empresa) ou empresas que possuem vínculo e/ou subordinação à empresa auditada, com o objetivo de auxiliar a entidade a atingir seus objetivos, por meio de uma avaliação sistemática do seu sistema de controle interno. Falaremos com mais detalhes sobre auditoria interna nas próximas aulas.

Outra

específicos.

forma

de

classificar

a

auditoria é

de

acordo com seus

objetivos

Como o próprio

contabilidade que objetiva avaliar as demonstrações contábeis de uma entidade.

a auditoria contábil é uma técnica da

nome

diz,

Chegamos então onde reside o interesse desse curso: na auditora contábil ou, mais precisamente, na auditoria independente das demonstrações contábeis. De agora em diante, trataremos apenas por auditoria independente, OK?

Nesse ponto, é importante esclarecer que as recentes inovações nas normas brasileiras de auditoria, apesar de em grande quantidade, não alteraram o espírito, nem os objetivos, muito menos, a lógica da auditoria independente.

Essas alterações vieram no intuito de convergir as normas brasileiras (NBC TAs) às internacionais, ainda que nomenclaturas e definições tenham sido alteradas, a dinâmica por detrás das normas continua exatamente a mesma.

Veja, por exemplo, o comparativo entre a definição da auditoria das demonstrações contábeis antes e depois das alterações:

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

 

NBC T 11 (revogada)

 

NBC TA 200 (em vigor a partir de

 

1º/1/10)

A

auditoria das demonstrações

O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.

contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por

objetivo a emissão de parecer sobre a

sua adequação,

consoante

os

Princípios Fundamentais de

Contabilidade e as Normas Brasileiras

de

Contabilidade

e,

no

que

for

pertinente, a legislação específica.

Observe que o objetivo do auditor é emitir um parecer (norma antiga), que nada mais é que uma opinião (norma nova), sobre a adequação das demonstrações contábeis, levando em consideração:

NBC T 11 (revogada)

 

NBC TA 200 (em vigor)

 

os Princípios Fundamentais de Contabilidade as Normas Brasileiras de Contabilidade a Legislação específica (no que for pertinente)

a

estrutura

de

relatório

financeiro aplicável.

Ora, a estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatórios financeiros (Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados do Exercício etc.), adotada pela administração que é considerada aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento, ou seja, nada mais é do que seguir os mesmos parâmetros citados pela revogada NBC T 11, enfim, apesar das palavras diferentes, nada mudou

Mas, e caso a banca continue usando o termo parecer? A questão estará certa

Mas, e caso a banca continue usando o termo parecer? A questão estará certa

ou errada?

Mas, e caso a banca continue usando o termo parecer? A questão estará certa ou errada?
Nesse caso, existem bancas que cobram a literalidade das normas, outras são um pouco mais

Nesse caso, existem bancas que cobram a literalidade das normas, outras são um pouco mais flexíveis. Porém, temos que considerar que essas alterações são recentes, as novas normas devem ser aplicadas na análise das

demonstrações referentes ao período que tenha início em 1º/1/2010.

novas normas devem ser aplicadas na análise das demonstrações referentes ao período que tenha início em

A tendência é que

as bancas não misturem normas novas e antigas, até para

não

criar polêmica.

 

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Porém, o cuidado deverá será redobrado, por exemplo, se aparecer um item

correto, mas, citando parecer em vez de relatório, desde que não tenha outro

item totalmente correto à luz

das

novas normas, ele será o

gabarito da

questão.

 

voltando à nossa linha de raciocínio, vimos que o objetivo da auditoria

é expressar uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Ou seja, opinar sobre a adequação

das demonstrações contábeis.

Bom

Podemos afirmar então que, ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis, os objetivos gerais do auditor são:

(a)

obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro;

(b)

expressar sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável; e

(c)

apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se, em conformidade com suas constatações.

Resta-nos agora identificar tudo aquilo que não é objetivo do auditor:

(a)

elaborar relatórios financeiros – as demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade, elaboradas pela sua administração 2 , com supervisão geral dos responsáveis pela governança 3 ;

(b)

identificar erros e fraudes – compete aos responsáveis pela governança da entidade e à sua administração a prevenção e detecção de erros e fraudes, cabendo ao auditor realizar seu trabalho de acordo com as normas de auditoria e obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro;

(c)

assegurar a viabilidade futura da entidade; e

(d)

atestar a eficiência ou eficácia dos negócios conduzidos pela administração da entidade.

2 As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança e não se sobrepõe às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. Contudo, a auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e, quando apropriado, os responsáveis pela governança, têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria.

3 São as pessoas com responsabilidade de supervisionar a direção estratégica da entidade e, consequentemente, de supervisionar as atividades da Administração (isso inclui a supervisão geral do relatório financeiro).

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Vejamos algumas questões sobre o que acabamos de discutir

01. (ESAF/AFRFB/2009) A responsabilidade primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é:

(A)

da administração.

(B)

da auditoria interna.

(C)

do conselho de administração.

(D)

da auditoria externa.

(E)

do comitê de auditoria.

Resolução:

Questões como essa são bastante “batidas” em provas concurso e exploram as responsabilidades e objetivos da auditoria independente.

Vimos que, diferente do que muitos pensam, a detecção de erros e fraudes não é responsabilidade do auditor independente, mas da administração da empresa e dos responsáveis pela governança.

Logo, o gabarito é a letra “A”.

02. (FGV/Fiscal de Rendas – Sefaz RJ/2010) No momento da elaboração das demonstrações contábeis, o profissional de contabilidade responsável deverá definir a estrutura do balanço patrimonial, considerando a normatização contábil. Esse procedimento tem como objetivo principal:

(A) aprimorar a capacidade informativa para os usuários das demonstrações contábeis.

(B) atender às determinações das autoridades tributárias.

(C) seguir as cláusulas previstas nos contratos de financiamento com os bancos.

(D) acompanhar as características aplicadas no setor econômico de atuação da

empresa.

(E) manter a consistência com os exercícios anteriores.

Resolução:

Vimos que a NBC TA 200 (Resolução CFC nº 1.203/09) é a norma basilar da auditoria independente e traz seus principais conceitos e objetivos.

Segundo essa norma, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento.

Assim, um profissional de contabilidade define a estrutura do balanço patrimonial, considerando a normatização contábil, para aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários, ou seja, para aprimorar a capacidade informativa para os usuários das demonstrações contábeis.

Dessa forma, o gabarito é a letra “A”.

03. (ESAF/APOFP – Sefaz SP/2009 - Adaptada) Sobre a auditoria independente, é correto afirmar que tem por objetivo:

(A)

auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

(B)

apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles

internos.

(C)

emitir opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis.

(D)

levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a

justa solução do litígio.

(E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios.

Resolução:

Item A: errado O objetivo do auditor independente não é ajudar a administração a cumprir seus objetivos, isso é papel do auditor interno ou de um consultor. O objetivo primordial da auditoria externa é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários.

Item B: errado O auditor independente até pode apresentar esses subsídios, mas isso não é o seu objetivo principal.

Item C: certo As normas em vigor dispõem que o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.

Fique atento: essa opinião é emitida por meio de um relatório de auditoria, as novas normas não utilizam mais o termo “parecer”.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Item D: errado A afirmação dessa assertiva representa o papel de um advogado ou de um consultor jurídico, não do auditor independente.

Item E: errado O auditor externo também pode e deve fazer recomendações para a administração por intermédio do chamado “relatório-comentário”, mas esse não é seu objetivo final.

Ainda há

um ponto

que não discutimos, mas que também

é bastante

relevante.

Provavelmente, você já deve ter percebido que a auditoria tornou-se necessária para o correto funcionamento das atividades econômicas de hoje e que, apesar de já termos uma boa intuição sobre o assunto, ainda não falamos, explicitamente, sobre os motivos que levam a contratação do auditor.

Bom… o primeiro e mais óbvio motivo são as determinações legais. Vejamos algumas empresas que são legalmente obrigadas a serem auditadas:

a Lei 6.404/76 (lei das sociedades anônimas por ações) estabelece que as companhias abertas devem ser auditadas por auditores independentes registrados na CVM;

a Lei 11.638/07, que alterou a lei das S.A., estabelece que as empresas de grande porte 4 , ainda que não constituídas sob a forma de sociedade por ações, devem ser auditadas por auditores independentes registrados na CVM;

o Banco Central determina que as instituições financeiras sejam auditadas por auditores independentes;

a CVM, por meio da Instrução 247/96, obrigou que as demonstrações consolidadas de controladoras e controladas sejam submetidas à auditoria independente;

A SUSEP por intermédio da Res. CNSP 5 nº 118, de 2004, determinou que as demonstrações contábeis, inclusive as notas explicativas das sociedades supervisionadas (sociedades seguradoras, de capitalização, resseguradoras locais e entidades abertas de previdência complementar) devem ser auditadas por auditor independente;

Etc.

4 As empresas de grande porte são aquelas que tenham, no exercício anterior, ativo total superior a R$240 milhões ou receita bruta anual superior a R$300 milhões. 5 Conselho Nacional de Seguros Privados

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Atenção: fique de olho na exigência da Lei 11.638/07 que inclui as empresas de grande porte no rol daquelas que necessitam ser auditadas. As bancas sempre gostam de novidade.

Além das obrigações legais, existem outros motivos que podem levar uma empresa a se submeter a uma auditoria externa, entre eles citamos:

como medida de controle dos próprios proprietários;

imposição de credores ou bancos, para possibilitar compras a prazo ou empréstimos;

exigências estatutárias da própria empresa;

para efeito de fusão, incorporação ou cisão.

04. (Cesgranrio/Profissional Júnior de Ciências Contábeis – Petrobrás Distribuidora/2008) De acordo com a Lei n o 6.404/76 e a Lei n o 11.638/07, estão obrigadas à auditagem por auditores independentes, registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as sociedades anônimas

(A)

e as demais sociedades.

(B)

de capital aberto, somente.

(C)

de capital aberto e de capital fechado, somente.

(D)

de capital aberto e as sociedades de grande porte.

(E)

de capital aberto, de capital fechado e as sociedades de grande porte.

Resolução:

Acabamos de falar que as sociedades anônimas de capital aberto devem ser passar por auditoria independente, conforme dita a Lei n o 6.404/76.

Além disso, vimos também que a Lei n o 11.638/07 estabelece que as empresas de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedade por ações, devem ser auditadas por auditores independentes registrados na CVM.

Logo, a resposta é o item “D”

Finalmente, para falar de conceitos e objetivos da auditoria, temos que lembrar os princípios fundamentais da contabilidade. Você lembra que a opinião do auditor deve tomar como base esses princípios, não é mesmo?

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Esses princípios foram estabelecidos pelo Conselho Federal de Contabilidade na Resolução nº 750/93. Acreditamos que você já estudou ou estudará, com mais detalhes, esses princípios na disciplina específica de Contabilidade Geral.

De qualquer forma, gostaríamos de citá-los. São sete princípios fundamentais, a saber:

1. Princípio da Entidade: necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes (=autonomia patrimonial), independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos.

Por consequência, nesta acepção, o patrimônio da entidade não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários.

2. Princípio da Continuidade: a continuidade ou não da entidade deve ser considerada durante a classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas.

A continuidade influencia o valor econômico dos ativos e dos passivos, especialmente quando a extinção da entidade tem prazo determinado, previsto ou previsível.

3. Princípio da Oportunidade: refere-se, simultaneamente, à tempestividade

e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações.

Esse registro deve ser feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.

4. Princípio do Registro pelo Valor Original: os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País.

5. Princípio da Atualização Monetária: os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis.

A atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão-somente,

o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de indexadores, ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período.

Atenção: apesar da Lei 9.249/95 ter extinguido a atualização monetária das demonstrações contábeis para efeitos comerciais e fiscais, esse princípio continua a ter aplicação em relação aos direitos e às obrigações em que haja previsão de correção contratual.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

6. Princípio da Competência: as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, independentemente de recebimento ou pagamento.

7. Princípio da Prudência: determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.

Vejamos como são bem simples as questões sobre esse tema

05. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2006) São princípios contábeis enunciados pela Resolução CFC n o 750/93, do Conselho Federal de

Contabilidade:

(A)

continuidade, prevalência da essência sobre a forma e tempestividade.

(B)

registro pelo valor atualizado, regime de caixa e materialidade.

(C)

entidade, competência e reavaliação de ativos.

(D)

ajuste de

bens ao

valor

de mercado, recuperação de despesas e

uniformidade.

(E) prudência, oportunidade e continuidade.

Resolução:

Bom… essa questão é bem fácil, basta saber quais são os princípios fundamentais da contabilidade.

1. Prudência

2. Registro pelo Valor Original

3. Entidade

4. Continuidade

5. Oportunidade

6. Competência

7. Atualização Monetária

Mudamos a ordem de apresentação dos princípios para formar um pequeno mnemônico: PRECOCA.

Pronto, agora você não pode mais esquecer!

O gabarito é a letra “E”.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

(A)

Competência.

(B)

Entidade.

(C)

Oportunidade.

(D)

Continuidade.

(E)

Prudência.

Resolução:

Segundo a resolução CFC nº 750/93, o Princípio da Oportunidade refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. Esse registro deve ser feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.

Portanto, entendemos que o gabarito é a letra “C”.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Distinção entre auditoria interna, auditoria externa ou independente

Como vimos as auditorias também podem ser classificadas em dois grandes grupos: auditoria externa e auditoria interna.

A auditoria externa ou independente é aquela executada por profissionais ou

empresas que não possuem vínculo e/ou subordinação à empresa auditada, com o objetivo de trazer uma opinião independente sobre a entidade.

A auditoria interna, por sua vez, é aquela executada pela própria organização,

com o objetivo de garantir o atendimento de seus objetivos institucionais, por

meio da avaliação contínua de seus procedimentos e controles internos.

Os controles internos são o conjunto integrado de métodos e procedimentos adotados pela própria organização para proteção de seu patrimônio e promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros contábeis (falaremos sobre os detalhes dos controles internos de uma organização nas aulas seguintes).

Assim, a auditoria interna funciona como um órgão de assessoramento da administração e seu objetivo é auxiliar no desempenho das funções e responsabilidades da administração, fornecendo-lhes análises, apreciações, e recomendações.

Observe que o auditor interno vai além da simples verificação da correta aplicação de normas e procedimentos. Ele atua como um consultor para a empresa, por exemplo, promovendo medidas de incentivo e propondo aperfeiçoamentos no funcionamento organizacional. Dizemos que, além da auditoria contábil, também realiza auditoria operacional.

Trata-se, portanto, de uma atuação muito mais proativa, quando comparada à do auditor externo ou independente.

Isso quer dizer que o auditor independente, no decorrer do seu trabalho, não pode propor melhorias à organização?

Claro que não! O auditor independente deve descrever os principais problemas organizacionais, constatados no curso do seu trabalho, e emitir recomendações sempre que necessário. Contudo, esse não é o seu objetivo principal. A auditoria independente é, primordialmente, contábil, enquanto que a auditoria interna é contábil e operacional.

Assim, a principal diferença entre as auditorias interna e externa é a finalidade do trabalho.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Na auditoria independente, o objetivo é a emissão da opinião sobre as demonstrações contábeis, destinado, principalmente, ao público externo (acionistas, credores, fisco etc.). Já na auditoria interna, o objetivo é a elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados, as conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas.

É importante ressaltar que, de acordo com as novas normas de auditoria 6 ,

tanto o auditor independente quanto o auditor interno emitem relatórios para fundamentar, respectivamente, sua opinião e suas recomendações.

Outra diferença que caracteriza o auditor interno é a sua subordinação à empresa auditada.

O auditor interno, geralmente, é um empregado da empresa. Isso não quer

dizer que essa atividade não possa ser desenvolvida, de forma terceirizada, por uma firma de auditoria. O que interessa é o grau de subordinação

existente, seja do “empregado pessoa física” ou do “empregado pessoa jurídica”.

Já o auditor externo ou independente, como o próprio nome remete, não é subordinado à administração, pois deve emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis fidedigna e livre de qualquer pressão da empresa auditada.

Ainda sobre esse tópico, apesar de ser subordinado à administração, o auditor interno deve ter certa autonomia, naturalmente, menor que a do auditor independente. Contudo, aquele auditor deve produzir um trabalho livre de interferências internas.

Dessa forma, a auditoria interna deve ser subordinada apenas ao mais alto nível da administração, como, por exemplo, à Presidência ou ao Conselho de Administração. O responsável pelas atividades de auditoria interna deve, portanto, reportar-se a um executivo ou órgão cuja autoridade seja suficiente, para garantir uma ação efetiva, com respeito aos assuntos levantados e à implantação das recomendações efetuadas. É fundamental que os auditores internos atuem com liberdade dentro da organização, sem medo de serem demitidos.

Em algumas empresas e conglomerados, os auditores internos são subordinados diretamente à holding, permitindo que atuem livres de pressão em todas as controladas, pois apenas a administração da empresa investidora pode admitir ou demitir esses profissionais.

6 A NBC TA 700 define que a opinião do auditor independente deve ser expressa em um documento denominado relatório de auditoria. As normas de auditoria anteriormente vigentes e hoje revogadas faziam uma distinção na nomenclatura dos documentos emitidos pelo auditor independente (parecer) e o auditor interno (relatório).

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa Outro ponto importante se refere à extensão do trabalho

Outro ponto importante se refere à extensão do trabalho nesses dois tipos de auditoria.

Na auditoria interna, os trabalhos são desenvolvidos de forma contínua ao longo do tempo, pois isso é inerente às atividades de acompanhamento e avaliação. Enquanto isso, na auditoria independente, os trabalhos são realizados esporadicamente, de acordo com as exigências legais ou outras demandas para esse tipo de auditoria. Consequentemente, o volume de testes e procedimentos realizados pelo auditor interno é maior que aquele realizado pelo auditor externo.

A auditoria interna, assim como a independente, pode ser exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado. Além disso, o auditor interno também deve ser contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade.

Vamos resumir as principais diferenças entre a auditoria interna e a auditoria externa no quadro abaixo.

 

Auditor Interno

Auditor Externo ou Independente

Relação com a empresa

é empregado da empresa

não possui vínculo empregatício

Grau de independência

menor

maior

Finalidade

elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados, as conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas

emissão de uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Tipos de

contábil e operacional

contábil

auditoria

Público alvo

interno

interno e externo (principalmente o último)

Duração

contínua

pontual

Volume de

   

testes

maior

menor

Quem exerce a atividade

contador com registro no CRC

Documento que produz

Relatório

Onde é

em pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado.

realizada

07. (FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) As auditorias internas e externas atuam em diferentes graus de profundidade e de extensão nas tarefas de auditoria. Embora exista uma conexão nos trabalhos de ambas, é função da auditoria externa

(A) prevenir erros e fraudes, sugerindo aos administradores da empresa os

ajustes necessários.

(B) acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de administração da empresa, na consecução dos seus objetivos.

(C) avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da

razoável fidedignidade das demonstrações financeiras.

(D) desenvolver continuamente o trabalho de auditoria na empresa, concluindo

as tarefas com a elaboração de relatórios. (E) seguir as normas e procedimentos de auditoria na execução dos trabalhos,

com grau de independência limitado.

Resolução:

Essa é uma questão bem recente, cobrada no último concurso para APOFP da Sefaz-SP. Vamos ver como não é difícil respondê-la, com base no que acabamos de discutir.

Analisando rapidamente os itens A, B, D e E, é possível identificar o que os torna errados.

No item A, não é função do auditor externo prevenir erros e fraudes.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

No item B, acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de administração da empresa (=controle interno) é função da auditoria interna.

No item D, o trabalho do auditor externo é esporádico e não contínuo.

No item E, a afirmação de que o grau de independência do auditor externo é limitado está errada.

Logo, o único item correto é o item D que afirma que compete ao auditor independente avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da razoável fidedignidade das demonstrações financeiras.

08. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2009 – Adaptada) O trabalho de auditoria interna

(A) tem maior independência que o de auditoria externa.

(B) é responsável pela implementação e pelo cumprimento dos controles

internos.

(C)

deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa.

(D)

deve emitir opinião, que será publicado com as demonstrações contábeis.

(E)

deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos.

Resolução:

Essa é uma questão bem recente, cobrada no último concurso para fiscal do ICMS-SP. Vamos ver como não é difícil respondê-la, com base no que acabamos de discutir.

Item A: errado.

É exatamente o contrário, a auditoria externa é mais independente que a auditoria interna.

Item B: errado.

O auditor interno não é responsável pela implementação e pelo cumprimento

dos controles internos, ele é responsável por verificar se os mesmos estão sendo cumpridos.

Item C: errado.

O auditor interno deve ser subordinado ao mais alto nível da administração, e

não a controladoria.

Item D: errado.

O auditor interno não emite opinião sobre as demonstrações contábeis. O seu

objetivo é elaborar um relatório que comunique os trabalhos realizados, as

conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas em relação aos controles internos da entidade.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Item E: certo. Como já falamos, o auditor interno é responsável por verificar a necessidade de aperfeiçoamento e propor novas normas para o sistema contábil e de controles internos.

09.

(FUNRIO /Auditor – Suframa/2009) A Auditoria Interna é exercida:

(A)

somente nas pessoas jurídicas de direito público interno.

(B)

somente nas pessoas jurídicas de direito privado.

(C)

somente nas pessoas jurídicas de direito público externo.

(D)

somente nas pessoas jurídicas de direito público externo e de direito

privado.

(E) nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo e de direito

privado.

Resolução:

Vimos que a auditoria interna e a externa podem ser exercidas em qualquer tipo de pessoa jurídica, seja de direito público (interno ou externo) ou de direito privado.

Isso está explícito na NBC T 12: “A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de direito público, interno ou externo, e de direito privado.

Portanto, a resposta correta é a letra “E”.

10. (FCC/Auditor Fiscal Tributário Municipal – ISS SP/2006) Uma das

diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro

(A)

necessita de registro no Conselho Regional de Contabilidade e o segundo,

não.

(B)

está dispensado de recomendar modificações no controle interno e o

segundo, não.

(C)

precisa ter conhecimento sobre tecnologia da informação e o segundo,

não.

(D)

não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por

ele examinados a ao segundo, sim.

(E) tem por obrigação emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis

da entidade e o segundo, não.

Resolução:

Vamos analisar, mais uma vez, item a item.

Item A: errado.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Vimos que tanto o auditor interno quanto o independente precisam ser contadores, registrados no CRC.

Item B: errado.

Opa! Esse item é interessante. Em uma primeira análise podemos pensar que o item está correto, pois a principal função do auditor externo é emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis.

Contudo, lembre que ele também descreve os principais problemas organizacionais, constatados no curso do seu trabalho, e emite recomendações, em um documento denominado relatório-comentário.

Portanto, o auditor independente pode e deve emitir recomendações sobre o sistema de controle interno, apesar de essa não ser sua função principal.

Item C: errado.

Vamos falar, em outra aula, sobre as demandas que a tecnologia da informação acrescenta às atividades exercidas pelo auditor.

Contudo, não precisamos disso para saber que, no ambiente atual em que as empresas estão inseridas, o conhecimento sobre tecnologia da informação é essencial tanto para os auditores internos quanto

externos. Não faz sentido pensar que apenas um deles precisaria desse tipo

de conhecimentos.

Item D: errado.

O auditor independente não deve estar subordinado a ninguém dentro da

empresa auditada.

Já no que se refere ao auditor interno, vimos que, apesar de subordinado à

administração, deve ser ao mais alto nível possível. Ou seja, nunca subordinado aos responsáveis pela operação do dia-a-dia ou àqueles que definem os procedimentos e normas de controle interno.

O auditor interno não deve ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por ele examinados.

Isso é bem lógico. Como alguém poderia monitorar e avaliar o trabalho do superior hierárquico? Não faz o mínimo sentido, pois resultaria em um significativo conflito de interesses.

Item E: certo.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Realmente o auditor externo emite um parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis e o auditor interno, não.

Finalizamos, aqui, a nossa aula demonstrativa, foi uma pequena amostra da metodologia que utilizaremos.

Esperamos que você tenha gostado, nos vemos na próxima aula.

Um grande abraço, Davi e Fernando

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Lista de Questões

01. (ESAF/AFRFB/2009) A responsabilidade primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é:

(A)

da administração.

(B)

da auditoria interna.

(C)

do conselho de administração.

(D)

da auditoria externa.

(E)

do comitê de auditoria.

02.

(FGV/Fiscal de Rendas – Sefaz RJ/2010) No momento da elaboração

das demonstrações contábeis, o profissional de contabilidade responsável

deverá definir a estrutura do balanço patrimonial, considerando a normatização contábil. Esse procedimento tem como objetivo principal:

(A) aprimorar a capacidade informativa para os usuários das demonstrações

contábeis.

(B) atender às determinações das autoridades tributárias.

(C) seguir as cláusulas previstas nos contratos de financiamento com os bancos.

(D) acompanhar as características aplicadas no setor econômico de atuação da

empresa.

(E) manter a consistência com os exercícios anteriores.

03. (ESAF/APOFP – Sefaz SP/2009 - Adaptada) Sobre a auditoria independente, é correto afirmar que tem por objetivo:

(A)

auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.

(B)

apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles

internos.

(C)

emitir opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis.

(D)

levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a

justa solução do litígio.

(E)

recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios.

04.

(Cesgranrio/Profissional Júnior de Ciências Contábeis – Petrobrás

Distribuidora/2008) De acordo com a Lei n o 6.404/76 e a Lei n o 11.638/07,

estão obrigadas à auditagem por auditores independentes, registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as sociedades anônimas

(A)

e as demais sociedades.

(B)

de capital aberto, somente.

(C)

de capital aberto e de capital fechado, somente.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

(D)

de capital aberto e as sociedades de grande porte.

(E)

de capital aberto, de capital fechado e as sociedades de grande porte.

05.

(FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2006) São princípios

contábeis enunciados pela Resolução CFC n o 750/93, do Conselho Federal de Contabilidade:

(A)

continuidade, prevalência da essência sobre a forma e tempestividade.

(B)

registro pelo valor atualizado, regime de caixa e materialidade.

(C)

entidade, competência e reavaliação de ativos.

(D)

ajuste de

bens ao

valor

de mercado, recuperação de despesas e

uniformidade.

(E)

prudência, oportunidade e continuidade.

06.

(FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) A integridade do registro do patrimônio

e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a

extensão correta, independentemente das causas que as originaram, está relacionada ao Princípio Fundamental de Contabilidade da

(A)

Competência.

(B)

Entidade.

(C)

Oportunidade.

(D)

Continuidade.

(E)

Prudência.

07.

(FCC/APOFP – Sefaz SP/2010) As auditorias internas e externas atuam

em diferentes graus de profundidade e de extensão nas tarefas de auditoria. Embora exista uma conexão nos trabalhos de ambas, é função da auditoria externa

(A) prevenir erros e fraudes, sugerindo aos administradores da empresa os

ajustes necessários.

(B) acompanhar o cumprimento de normas técnicas e a política de

administração da empresa, na consecução dos seus objetivos.

(C) avaliar e testar os sistemas de controles internos e contábil, em busca da

razoável fidedignidade das demonstrações financeiras.

(D) desenvolver continuamente o trabalho de auditoria na empresa, concluindo

as tarefas com a elaboração de relatórios.

(E) seguir as normas e procedimentos de auditoria na execução dos trabalhos,

com grau de independência limitado.

08. (FCC/Agente Fiscal de Rendas – Sefaz SP/2009 – Adaptada) O

trabalho de auditoria interna

(A) tem maior independência que o de auditoria externa.

(B) é responsável pela implementação e pelo cumprimento dos controles internos.

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

(C)

deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa.

(D)

deve emitir opinião, que será publicado com as demonstrações contábeis.

(E)

deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos.

09.

(FUNRIO /Auditor – Suframa/2009) A Auditoria Interna é exercida:

(A)

somente nas pessoas jurídicas de direito público interno.

(B)

somente nas pessoas jurídicas de direito privado.

(C)

somente nas pessoas jurídicas de direito público externo.

(D)

somente nas pessoas jurídicas de direito público externo e de direito

privado.

(E) nas pessoas jurídicas de direito público, interno e externo e de direito

privado.

10. (FCC/Auditor Fiscal Tributário Municipal – ISS SP/2006) Uma das

diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro

(A)

necessita de registro no Conselho Regional de Contabilidade e o segundo,

não.

(B)

está dispensado de recomendar modificações no controle interno e o

segundo, não.

(C) precisa ter conhecimento sobre tecnologia da informação e o segundo,

não. (D) não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por

ele examinados a ao segundo, sim.

(E) tem por obrigação emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis

da entidade e o segundo, não.

01

02

03

04

05

06

07

08

09

10

A

A

C

D

E

C

D

E

E

E

Auditoria Regular – Teoria e Exercícios Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Aula Demonstrativa

Bibliografia

BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC 1.203/09 - NBC TA

200 (Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em

Conformidade com Normas de Auditoria).

BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC 1.231/09 - NBC TA

700 (Formação da Opinião e Emissão do Relatório do Auditor Independente

sobre as Demonstrações Contábeis.).

BRASIL. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC 986/03 - NBC T 12 (Normas de Auditoria Interna).

Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (e suas atualizações).

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. São Paulo: Ed. Atlas, 2007.

ATTIE, Wiliam. Auditoria – Conceitos e Aplicações. São Paulo: Ed. Atlas, 2009.

BOYNTON, Marcelo Willian C. Auditoria. São Paulo: Ed. Atlas, 2002.

BRAGA, Hugo Rocha & Almeida, Marcelo Cavalcanti. Mudanças Contábeis na Lei Societária. São Paulo: Ed. Atlas, 2009.

FERREIRA, Ricardo J. Manual de Auditoria: teoria e questões comentadas. Rio de Janeiro: Ed. Ferreira, 2009.