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TOME 2

GUIDE TECHNIQUE

TRAITEMENT
DES EAUX
DES CIRCUITS CHAUDS ET FROIDS
DANS LES BÂTIMENTS
« BOUCLE THERMIQUE 0 – 110 °C »
NON
NON
NON
NON
%
en
:Soit
ml/m3Type
______
:
Dosage
PAGE CHAPITRE ET TITRE
TABLE DES MATIÈRES

PAGE CHAPITRE ET TITRE

2 3
PRÉFACE AVANT-PROPOS

Le s professi onne ls de la main ten an ce, de L a c o n c e pti o n , l a ré a l i s a ti o n et l a m a i n te n a n c e d ’u n b â ti m e n t , qu e l qu e s o i t


l’e ntretien et du dépannage save n t per t in emmen t s o n u s a g e, ré p o n d e n t à d e s rè g l e s s tr i cte s d a n s l a p l u p a r t de s do mai n e s . Ce s
q u ’ i l n’y a pas de bonne mai nten an c e s an s u n rè g l e s p l u s o u m o i n s c o n tra i g n a n te s o n t p o u r vo c a ti o n à re n dre l’u s age de c e s
tra itement d ’eau adapté. Il en va de l a péren n ité du b â ti m e n ts to u j o u r s p l u s s û r, p l u s p ra ti q u e, p l u s c o n fo r ta b l e, plu s é c o n o mi qu e
fo n ctionnem ent de s systè mes, ma is égal emen t de et a u j o u rd ’ hu i p l u s re s p e ctu e u x d e l ’e nv i ro n n e m e n t. Le s profe s s i o n n e ls du
le u rs p erformance s dans le te mps . tra i te m e n t d e l ’e a u , d o n t l e SY P R O D E AU e s t l ’u n d e s s y n d i cat s re pré s e n t at i fs ,
fo n t p o u r ta n t l e c o n s ta t q u e l a q u a l i té d ’e a u d a n s l e s b o u c l es t h e rmi qu e s re s te
C ’e s t e n r a i s o n d e c e rô l e c r u c i a l j o u é p a r l e u n d o m a i n e s p é c i f i q u e s a n s n o r m e et d o n t l e s c o n tra i n te s tec h n i qu e s s o n t t ro p
t r a i t e m e n t d e l ’e a u p o u r p ré v e n i r l e s d é s o rd re s s o u ve n t i g n o ré e s à to u te s l e s éta p e s d u cyc l e d e v i e d ’u n b â t i me n t .
e t c o r r i g e r l e s d y s fo n ct i o n n e m e n t s q u e l e
S Y N A S AV a s o u h a i t é a p p o r t e r s o n s o u t i e n a u Le s e n j e u x d e c o n fo r t, d e p é re n n i té et d ’eff i c a c i té é n e rg éti qu e s o n t po u rt an t
S Y P R O D E AU et c o n t r i b u e r à l a r é a l i s a t i o n d e c e p l u s q u e j a m a i s a u c œ u r d e l ’ex p e r ti s e et d e s te c hn i q u e s d éve lo ppé e s par c e s
g u i d e t e c h n i q u e « T R A I T E M E N T D E S E AU X d e s tra i te u r s d ’e a u . A i n s i , a u s e i n d u SY P R O D E AU, u n g ro u p e d e travai l a été c ré é e n
circuits chauds et froids dans les bâtiments – 2 014 a f i n d e d éf i n i r u n réfé re n ti e l d e b a s e, e n a c c o rd ave c de s acte u rs maje u rs
Boucle thermique 0 – 110 °C ». d e l a f i l i è re d u g é n i e c l i m a ti q u e.

S i l ’o b j e cti f l e p l u s a m b i ti e u x d e c e g ro u p e d e trav a i l re s te la re c o n n ai s s an c e
Pa trick CA R R É d e l ’eff i c a c i té é n e rg éti q u e p a r l e tra i te m e n t d e l ’e a u d e s b ât i me n t s te rt i ai re s
et ré s i d e n ti e l s , l e s n o m b re u x c o n ta cts p r i s ave c l e s a cte u rs de la fi li è re o n t
Président du SYNASAV d é m o n tré q u e d e ux ét a p e s p ré a l a b l e s ét a i e nt i nc ontour nab les : d éfi n i r c e
q ue d evra i t êt re l e « s t a nd a rd » d e q ua l i té d e l ’e a u d a ns l es i n s t allati o n s d e
c h a uffa g e et p rop os e r un g ui d e i nté g ra nt l e s s ol ut i ons d e trai tem en t lo rs q u e
c e s t a nd a rd n’e s t p a s a t te i g na b l e ou s t a b i l i s é.

L a p re m i è re d e c e s éta p e s a fa i t l ’o b j et d ’u n g u i d e te c hni qu e SYPRO D EAU,


c o p ro d u i t ave c U N I C L I M A et i n ti tu l é : « QUA L ITÉ D E L’ E AU d es i n s t allati o n s d e
REM E R C IE M E N TS c h a uffa g e d a ns l e s b â t i m e nt s te r t i a i re s & l e s i m m e ub l e s d ’ h ab i t ati o n » .

Le Gu i de Te c h ni q u e « Tra i tem en t des ea ux de s c i rc u i ts c ha u d s et froi d s da n s les L a d e u x i è m e fa i t l ’o b j et d u p ré s e n t o p u s i n ti tu l é : « TRA ITE M E NT DE S E AUX


b âtimen ts – B o u cl e t h e r m i q u e 0 – 1 1 0 ° C » e s t u n ou v ra ge pu bli é pa r le SYP R ODE AU des circuits chauds et froids dans les bâtiments – Boucle thermique 0 – 110 °C ».
- Sy n d ic a t n a t i o n a l d e s fa b r i ca n ts de p rodu i ts c hi m i qu e s de tra i te m e n t et
d ’as s ai n is s e m e n t d e l ’e a u .

Merci aux membres experts du Groupe de travail « Efficacité énergétique » du


SYPRODEAU pour leur participation active à la rédaction du livret et en particulier
à Fabrice Leteneur (DIPAN FRANCE), Romain Jombart (BWT ), Gilbert Brelet (EAU
CONSEILS SERVICES) et Franck Ingoglia (SENTINEL PERFORMANCE SOLUTIONS).
R etrou ve z- l e s s u r : sy p ro d ea u .o rg

Le SY PR OD E AU n e s e ra p a s te n u p ou r re s p on s a b le de l’u ti li s a ti on , de l’ i n te r préta ti o n
et/ou d e l ’a p p l i ca t i o n fa i te d e cet ou v ra ge. Tou t d om m a ge ré s u lta n t d i re cte m e n t ou
i n d irectem e n t d e l ’u t i l i s a t i o n d u p ré s e n t d oc u m e n t s e ra s u ppor té exc lu s i ve m e n t p ar
son u ti l is a te u r.

Cré ation :

Cré dit s photos : BWT, Dipan France, Sentinel Performance Solutions,


SYPRODEAU, Shutterstock, SYNASAV.

1 ère é dition, juillet 2020.


Fa b r i c e L E TE NE U R
Président du SYPRODEAU

4 5
INTRODUCTION

C e guide techni que SYPROD EAU TOM E 2 in t it u l é « Traitemen t des eau x d e s À ces paramètres, il faut ajouter le critère du pH qui sera également à observer avec
circuits chauds et froids dans les bâtiments » s’adresse à l’ensemble des acteurs de la attention. En effet, comme en témoigne le schéma ci-dessous, tous les matériaux
f i l i ère du b â timent rési de nt i e l et ter t iaire, en c h arge de l a c on cept ion , réalisation ne réagiront pas de la même manière à cet indicateur.
et maintenance des circuits thermiques fermés dits « boucle thermique fonctionnant
entre 0 et 110 °C ».

I l a p o ur obj e ctif à la fois de délivrer les c onna is s anc es de b as e ZONES DE PASSIVATION DES MÉTAUX AU pH
n é c e s s a i re s à la c om pré h e n sion des pa tholo gies na turelles et norm al es
ré s ul t a nt d e l’u ti li sati on de l'eau c omme fluide calop or teur ma is aus s i Fonte
et s ur to ut d e pré c on i ser des s olutions efficac es de tra itement d e c es
pa t ho l o g i e s . Acier

L’a ff irmatio n que « l’eau est un él émen t v iv an t » pou r rait êt re v u e c o m m e Acier


u n po ncif m ai s i l est i ndi spe nsa bl e de garder à l ’es pr it qu e des in tera cti o n s Inox
p hysico -ch imi que s et mi crobi ologiqu es compl exes fon t évol u er « H 2 O » e n
Aluminium
p e r m anence et que cet te molécu l e t ran s por te au s s i efficacemen t l es ca l o r i e s Silicium
q u e les matiè res qui pe rmet t ront au x mét au x , bactér ies , gaz de retou r n e r ve r s
le u rs fo rmes les plus « nat ure lles » ; des for mes s ou ven t dommageabl e s a u x Cuivre
c i rcuits et à le ur performance.
Laiton
Da n s le TOME 1, c o-réalisé ave c U N I C LI MA et in t it u l é « Q u a l ité de l ’e au d e s
i n s t allati on s de chauffage dans l e s bâ t im e n t s te r t ia ire s & l e s im m e ub l e s
d ’ h ab i t ati on », nous avo ns défin i u n réfé re n t ie l de s pa ra m èt re s de q ua l i té
d ’e a u a c c ept able en t ant que « plu s p et it dé n o m in a te u r c o m m u n » à to u te s l e s
si t u a ti on s. Rappelons ce s paramèt res d’eau de rempl is s age : 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
NEUTRE
De plus en plus acide De plus en plus alcalin
CARACTÉRISTIQUES REQUISES POUR L’EAU D’APPOINT

Paramètres Valeurs cibles

Durée totale (TH) < 10 °f C e s é l é m e n ts d u TO M E 1 et c e u x p ré s e n té s d a n s l e p ré s e n t o u vrage ré s u lte n t


d ’u n s avo i r é p ro u vé d e l o n g u e d a te.
Apparence de l’eau Claire et sans dépôts
Dans les chapitres du TOME 2, nous aborderons différentes solutions
Chlorures (Cl-) < 50 mg/l p e r m e t t a n t d e p r éve n i r o u d e c o r r i g e r d e s évo l u t i o n s p a r r a p p o r t a u x
p a r a m è t r e s i n i t i a u x . Po u r c e r t a i n s d ’e n t r e e u x , l e C ST B é m e t d e s a v i s
2– c o n s u l t a b l e s s u r s o n s i t e i n t e r n et .
Sulfates (SO 4 ) < 50 mg/l
Pa r o p p o s i ti o n à c e s s o l u ti o n s c o n n u e s et re c o n n u e s , o n re nc o n t re parfo i s de s
Conductivité < 800 µS/cm s o l u ti o n s n o n c o nve n ti o n n e l l e s q u i p a r a i l l e u r s n’o n t p a s fa i t la pre u ve de le u r
eff i c a c i té o u to u t d u m o i n s d e l e u r re p ro d u cti b i l i té. C’e s t p o u rqu o i c e s s o lu t i o n s
n e s o n t p a s m e n ti o n n é e s d a n s l e p ré s e n t g u i d e.

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Pa r m i c e s m i n é ra u x , l e b i c a r b o n a te d e c a l c i u m p ré s e n te la part i c u lari té de
LES PRINCIPAUX
1
n’ex i s te r q u ’à l ’éta t d i s s o u s . S ’ i l p ré c i p i te, c’e s t s o u s fo r m e de c arbo n ate de
c a l c i u m , u n e fo r m e trè s p e u s o l u b l e et d o n t l a p ré s e n c e d a n s l’e au n e pe u t êt re
DÉSORDRES RENCONTRÉS m a i n te n u e q u e s’ i l e s t é q u i l i b ré p a r d u C O 2 l i b re.

L a p ré c i p i ta ti o n d u c a r b o n a te d e c a l c i u m d a n s l e s b o u c l e s t h e rmi qu e s e s t u n
L a réalisa tio n de boucles t hermiqu es , qu e c e s oit en dis t r ibu t ion c ol l e cti ve,
p hé n o m è n e ré c u r re n t d a n s l a m e s u re o ù :
p ri vée ou p ubli que, pour de s bât imen t s d’h abit at ion in div idu el s ou ter t i a i re s ,
fa i t ap pel à de s maté ri els t rè s v ar iés , t an t dan s l eu r s for mes qu e dan s l e u r s ▶ L a d u reté d e l ’e a u d e re m p l i s s a g e favo r i s e c e p hé n o m è n e (Cf. TO M E 1 –
d i mensions et dans le s maté ri aux qu i l es con s t it u en t ( gén érateu r s , éc h an g e u r s , d ureté d e s e a ux e n F ra nc e, p 1 3 ) .
tu y auteries, organe s de régulat i o n ...) .
▶ Le s te m p é ra tu re s é l evé e s favo r i s e n t et a c c é l è re n t l a pré c i pi t at i o n du
P l u s q u’une a ct i on de l’eau sur un matér iau , c’es t l e pl u s s ou ven t u n e in tera cti o n c a r b o n a te d e c a l c i u m .
e n tre une eau de composi t i on don n ée et u n matér iau c on s t it u an t u n e in s t a l l a ti o n
d o n née q ui condui t , e n l’absence de préc au t ion s s pécifiqu es , au x pr in c i p a u x
▶ L’équilibre physico-chimique de l’eau en circulation évolue et devient favorable
à l a fo r m a ti o n d e c a r b o n a te d e c a l c i u m : d é s o r pti o n d u CO 2 é qu i li bran t ,
d é s ord res sui vant s : d é c o m p o s i ti o n d e s b i c a r b o n a te s e n c a r b o n a te s .
▶ Fo rmatio nde dé pôt s plus ou moin s h omogèn es , pl u s ou moin s com p a cts ,
ad h érents ou non : phénomèn e gén éral emen t appel é EN TAR T R AG E o u C e p hé n o m è n e s’o p è re e n p r i o r i té s u r l e s z o n e s l e s p l u s c ha u de s de l’i n s t allat i o n
EMBOUAGE . c o m m e, p a r exe m p l e, l e s s u r fa c e s d ’é c ha n g e s d e s g é n é rate u rs . Ce la pe u t
c o n d u i re a u x c o n s é q u e n c e s s u i v a n te s :
▶ Détériora tion de s matéri aux avec per te de s es c aractér is t iqu es mécan i q u e s
(rupture, fuites) et éventuelle pollution de l’eau par le ou les métaux dissous : ▶ Pe r te d e re n d e m e n t é n e rg éti q u e.
c'est le p h é nomè ne de CORRO S I O N . ▶ C o r ro s i o n s o u s d é p ôt.
▶ Dévelop peme nt
d’organi smes v iv an t s in dés irabl es : l es C O N TAMI N AT IO N S ▶ R u ptu re m é c a n i q u e ( c o u p s d e c ha u ffe ) .
o u ENCRASSE ME NT BI OLOG I Q U ES .

C e s désord res peuvent surveni r c on j oin temen t ou de man ière is ol ée. Afin d ’être
so l u tionnés, n ous pouvons fai re ap pel , s oit à des t raitemen t s de préven t io n , s o i t CORPS DE CHAUFFE ENTARTRÉ
à d es traitem e nt s curat i fs lorsqu’il s s on t déj à appar u s .

1.1 Les phénomènes d’ent ar trage


Su i va nt la nat ure de s sols qu’ell e t raver s e, l ’eau de pl u ie ( r ich e en CO 2 ) s e
c ha rg e p lus ou moi ns e n Ca 2 + , M g 2 + , H CO 3- et CO 2 rés idu el . Au cou r s d e s o n
tra j et en surface (ri vi ère s, lacs…), l ’eau s’équ il ibre avec l ’at mos ph ère, reço i t d e s
p o l l utions… ce qui peut modi fi er p eu à peu s es caractér is t iqu es in it ial es .
C o mme la solubi li té de s sels de c al c iu m es t « c on t rôl ée » par l a prés en c e de
bicarbonates HCO 3- , il va de pair que le TAC d’une eau sera également caractéristique
d e sa d ureté (à l’except i on de s ea u x bic ar bon atées s odiqu es ) .

E n toute lo g ique on pe ut consi dérer qu e :


▶ Les eaux fai bleme nt chargé es en min érau x von t con s er ver l eu r « poten ti e l d e
d isso lutio n » vi s-à-vi s de s ma tér iau x avec l es qu el s el l es s eron t en co n ta ct
(cuves, tuyaute ri es…).
▶ Les ea ux ri ches e n sels et surto u t en s el s al cal in o- ter reu x au ron t l a pos s i b i l i té
d e laisser dépose r les moi ns sol u bl es d'en t re eu x à l ’in ter fac e s ol ide- l i q u i d e.

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1. 2 Les phénomènes d’emb ouage CIRCUIT DE CHAUFFAGE EMBOUÉ

1 . 2 .1 Le s di ffé re n t s t ypes de boues


So u s le terme de boues, se cachen t en fait deu x t y pes de par t ic u l es :
▶ Les particule s e n suspensi on : il s’agit de par t icu l es t rès fin es ( dime n s i o n
so uvent in fé ri eure à 1 0µ m), fa cil emen t en t raî n ées par l a circu l at ion d ’e a u ,
mais susce pt i ble s de sé di me n ter au x poin t s bas des c an al is at ion s et d e s
ap pareils lorsque la vi te sse de l ’eau ten d ver s u n e v al eu r n u l l e.
▶ Les particule s sé di me ntée s : i l s’agit de gros s es par t icu l es ( dimen s ion s o u ve n t
sup érieure à 5 0 µ m) que la vi te s s e de l ’eau n e peu t main ten ir en s u s pe n s i o n
d u fait de le ur de nsi té ré elle, d e l eu r t ail l e ou en core, de par t ic u l es pl u s f i n e s
q ui o nt sédi menté e n l’absenc e prol on gée de circu l at ion et /ou qu i s e s o n t
co mp a ctée s et ont durci sous l ’effet de l a températ u re.

1 . 2 . 2 Na ture et ori gi nes des boues


Les p a r ticu l es b o u e u ses p rése ntes d a n s l ’e a u e n circ u l atio n o nt très r a re m e nt
p o u r o rig in e l ’e a u utilisé e p o u r re m p lir l e circ u it fe r m é p u is p o u r co m p e n se r l es C es ox yd es p e u ve nt être a s so cié s à d u c a r b o n ate d e c a l ci u m (t a r tre), d a n s l e c a s
p e r tes n o rm a l e m e nt très fa ib l es . d ’utilis atio n d ’e a u d u re, o u d e m atiè res o rg a n iq u es p rove n a nt d es p ro lifé r atio n s
d e b a cté ries , d ’a l g u es o u d e m oisis s u res d a n s l es é l é m e nts d u systè m e o u rè g n e
I l s’a g it l e p l u s so u ve nt d e p a r ticu l es aya nt p ris n a is s a n ce soit p a r ré a ctio n d es u n e te m p é r atu re m o d é ré e (25 à 4 5 ° C).
co n stitu a nts d e l’e a u d a n s l e systè m e (c a l c a ire d is so u s d eve n u in so l u b l e p a r
é l évatio n d e te m p é r atu re p a r exe m p l e) o u p a r s u ite d ’inte r a ctio n s e ntre l’e a u et
l’in st a l l atio n q ui l a vé h icu l e. 1.3 Les phénomènes de c orrosion
TUYAUTERIE GROS EMBOUÉE ET CORRODÉE L a c o r ro s i o n e s t u n p hé n o m è n e n a tu re l q u i p rov i e n t d u fa i t qu e le s mét au x
s o n t i n s ta b l e s d a n s l ’e a u et n e d e m a n d e n t q u ’à s’y d i s s o u d re. Su r le s bo u c le s
the r m i q u e s , d e n o m b re u x ty p e s d e c o r ro s i o n s p e u ve n t s’o pé re r mai s le s
p r i n c i p a l e s s o n t p ré s e n té e s d a n s c ette p a r ti e d u l i v ret.

1 . 3 .1 La c o r ro s io n p a r é ro s io n
C o r ro s i o n d e ty p e p hy s i q u e q u i s e p ro d u i t l o r s d u p a s s a ge à gran de vi te s s e
d ’e a u c ha rg é e d e s é d i m e n ts . C e s c o r ro s i o n s s o n t ha b i tu e l l e me n t re n c o n t ré e s
s u r l e s p a r ti e s e n c u i v re c a r c e m a té r i a u « m o u » y e s t p a r ti c uli è re me n t s e n s i ble.

CORROSION PAR ÉROSION SUR CANALISATION EN CUIVRE

En rè g l e g é n é r a l e, l es b o u es re cu eil lies d a n s l es in st a l l atio n s d e g é n ie clim atiq u e


so nt p rin cip a l e m e nt co m p osé es d e p ro d u its d e co r rosio n d u fe r, so u s fo r m e
d ’ox yd es fe rre u x p l u s o u m oin s n oir s (fo r m és e n m ilie u à fa ib l e te n e u r e n ox yg è n e
d is so u s , te l s q u e l a g o éth ite o u l a m a g n étite), p a r fois d’ox yd es fe r riq u es co l o rés
e n b r u n ro u g e âtre l o r sq u’il s se so nt fo r m és e n m ilie u ric h e e n ox yg è n e d is so u s .

10 11
1 . 3 . 2 Le s pi qû re s de cor rosion 1. 4 Les phénomènes
La corrosion par piqûres est une forme de corrosion électrochimique localisée qui
produit des trous ou des creux à la surface du métal.
d’encrassement biolo gique
L a p i q ûre e s t sou ven t le ré su lt a t d’une inhibition inc omplète de c orro s i o n. 1 .4 .1 In tro d u ctio n : l’e n c ra s s e m e n t b io l o g i q ue et
L a corro sion par pi qûre s e st é gal emen t l e rés u l t at de con c en t rat ion s lo c a l e s ses conséquences
exc essives d’ i ons corrosi fs. Par exempl e, c er t ain es n u an c es d’ac ier in ox yd a b l e
( n ota mment de t ype 304) sont p ar t icu l ièremen t s en s ibl es à l a cor ros io n p a r
p i qûres à d es conce nt rat i ons élevées de ch l or u res . BOUES BIOFILM DÉVELOPPÉES EN PLANCHER CHAUFFANT (EN HAUT)

PIQÛRE DE CORROSION SUR INOX

1 . 3 . 3 L a co rro si on galvanique
Po ur avoir un e corrosi on galvani qu e, il fau t :
▶ Des métaux de nat ure et polarité différen tes avec u n e différen ce de pote n ti e l
électroch imi que de plus de 0,1 V.
▶ Que les de ux mét aux se touche n t .
Typiquem ent le s cont act s aci e r gal v an is é – c u iv re peu ven t êt re s ou rc e s d e
c o r rosion g a lvani que.

1 . 3 .4 L a corros i o n i ntergranulaire
D a n s ce r t a in es co n d itio n s , l es joints d e g r a in s so nt l e siè g e d’u n e co r ro sio n
l o c a lisé e très im p o r t a nte a l o r s q u e l e reste d u m até ri a u n’est p a s at t a q u é.
L’a l li a g e se d é s a g rè g e et p e rd to utes ses p ro p riétés m é c a n iq u es . BOUES ORGANIQUES (BIOFILM) SUR UN CONDENSEUR (EN BAS)

C e t y p e d e co rrosio n p e ut être d û soit à l a p rése n ce d’im p u retés d a n s l e joint ,


soit à l’e n ric his se m e nt (o u l’a p p a u v ris se m e nt) l o c a l e n l ’u n d es co n stitu a nts .
Le s p hé n o m è n e s d ’e n c ra s s e m e n t ay a n t p o u r o r i g i n e de s algu e s , de s
C ’est t y piq u e m e nt l e c a s d a n s l es zo n es d e so u d u re l o r sq u e ces d e r n iè res c ha m p i g n o n s o u d e s b a cté r i e s d a n s l e s c i rc u i ts d e c ha u ffage s o n t s o u ve n t
o nt été m a l ré a lisé es et o nt co n d u it à u n e m ig r atio n d e ce r t a in s co n stitu a nts n é g l i g é s o u m é s e s ti m é s . Po u r ta n t, c e s c o n ta m i n a ti o n s b i o l o gi qu e s e n ge n dre n t
p rote cte u r s d e p uis l a lig n e d e so u d u re ve r s l ’ex té rie u r. d e s d é s o rd re s q u i p e u ve n t avo i r d e s c o n s é q u e n c e s d ra m a ti q u e s po u r l’i n té gri té
et l ’eff i c a c i té é n e rg éti q u e d e s i n s ta l l a ti o n s .

12 13
Ce type d’encrassement peut, dans les cas les plus courants, piéger les matières 1 .4 .4 Le s b a c il l u s
minérales en suspension et entraîner la formation de biofilms adhérant aux surfaces
qui provoquent une perte de transfert de chaleur et une diminution du débit d’eau. S i l e s d é p ôts o n t u n e o d e u r d e p o u r r i tu re, s’ i l s s o n t g é l a t i n e u x, fi lame n te u x,
v i s q u e u x et p ré s e n te n t éve n tu e l l e m e n t u n e p i g m e n ta ti o n , la pré s e n c e de
Les biofilms favorisent le développement de bactéries anaérobies à l’origine d’une s p o re s à l ’ex a m e n m i c ro s c o p i q u e, o u révé l é e p a r u n e ré s i st an c e à la c h ale u r,
corrosion bactérienne grave et brutale. La présence de biofilm entraîne des risques accrus n o u s o r i e n te n t ve r s l e s BAC I LLU S.
de corrosion de type « aération différentielle » (Cf. TOME 1 – chapitre 5.4, p 32) .
C ette b a cté r i e e s t a é ro b i e, g ra m p o s i ti f, s p o r u l a n te et s a z o ne de pH vari e e n t re
BIOFILM EN ZOOM 5 ,0 et 8, 2 ( p e u t a l l e r j u s q u ’à 4, 2 ) .

O n re n c o n tre l e s : BAC I LLUS, M YC 0 D E S, B . SU B TI LI S, B . C E R E U S .

1 .4 . 5 Le s fe r ro b a cté r ie s
C e s b a cté r i e s ox yd e n t l e fe r fe r re u x e n hyd rox yd e fe r r i qu e. O n o bs e rve
a l o r s l a fo r m a ti o n d e p u s tu l e s p o re u s e s b r u n e s - ro u g e s forman t u n e gan gu e
p roté g e a n t c e s b a cté r i e s et c ré a n t d e s c o n d i ti o n s a n a é ro bi e s qu i favo ri s e n t
l e d éve l o p p e m e n t d e s s u l fa to - ré d u ctr i c e s . E n p ra ti q u e, l e s de u x t ype s de
b a cté r i e s c o ex i s te n t p o u r fo r m e r d e s m i c ro p i l e s l o c a l e s .

CORROSION BACTÉRIENNE SUR SOUDURE

1 .4 . 2 Le s bacté ri e s s ulfato-réductr ices


Les d é p ôts aya nt u n e fo r te o d e u r d’œ uf p o u r ri (d u e à u n d é g a g e m e nt d e
H 2 S) et p rovo q u a nt d es co rrosio n s fo nt p e n se r à d e u x t y p es d e b a cté ries :
l e C LOSTR I D I U M et l e D E S U LFOVI B R I O D E SU LF U R I CAN S . C e so nt d es
g e r m es s u lfa cto ré d u cte u r s , a n a é ro bies q u i se d éve l o p p e nt so u s d e fa ib l es
d é p ôts m in é r a u x o u d’im p o r t a nts d é p ôts o rg a n iq u es .

C es d e u x b a cté ries p o u s se nt d a n s u n e zo n e d e p H s’ét a l a nt e ntre 5 ,0 et 8 ,0.

Toutefois le CLOSTRIDIUM étant sporulant, il peut s’adapter à pH 4,0 et à pH 10,0.


Leur nuisance se traduit par la formation de boues et l’acidification du milieu.

1 .4 . 3 Le s levure s 1 .4 . 6 Le s a lg u e s
Si les dépôt s sont adhére nt s , c aou tch ou teu x , avec éven t u el l emen t u n e Le s a l g u e s s o n t l e p l u s c o u ra m m e n t re n c o n tré e s s u r l e s s u rfac e s i n te rn e s ,
p i gm entatio n et qu’ i ls produi se n t des t âch es , on pen s era al or s à des l ev u re s , n ota m m e n t d a n s l e s s y s tè m e s b a s s e te m p é ra tu re ( exe m p l e : p lan c h e rs c h au ffan t s
o rganism es aérobi e s. Le ur zone d e pH v ar ie en t re 2 ,0 et 7,0. ty p e P E R ) . D e s p ro l i fé ra ti o n s tro p i m p o r ta n te s d ’a l g u e s , n o n s e u le me n t
p e r tu r b e n t l e s é c ha n g e s the r m i q u e s , m a i s p e u ve n t é g a l e m e n t e n t raîn e r de s
Le s pH fo rtement alcali ns leur son t n ocifs . c o r ro s i o n s s o u s d é p ôts o u e n c o re d e s p e r te s d e c ha rg e.

O n rencontrera le s : I l e s t p a r exe m p l e fo r te m e n t c o n s e i l l é d ’év i te r l ’ex p o s i ti o n d es t u yau te ri e s à l’ai r


OOS P O R A , MO NIL IA , TO R UL E , RHODORORUI, SACCHAROMYC ES . l i b re et hu m i d e l o r s d e s p ha s e s d e c o n s tr u cti o n p o u r év i te r to u te pro li fé rat i o n
m i c ro b i o l o g i q u e.

14 15
CARACTÉRISTIQUES REQUISES POUR L’EAU DE REMPLISSAGE
LA PRÉVENTION
2 DES DÉSORDRES
Paramètres Valeurs cibles

TH en °f < 10

Apparence de l’eau Claire et sans dépôts


2.1 Préparation des sur fac es
Chlorures (Cl-) < 50 mg/l
2–

2 .1 .1 C a s de s ré s e aux neufs Sulfates (SO ) 4


< 50 mg/l

P R ÉPARAT ION DE S RÉ SE AUX NE U FS - LES S I VAG E PR ÉALAB LE Conductivité < 800 µS/cm
L a prem ière ét ape, ext rême ment i mpor t an te pou r l a s u ite, s u ppos e l e n et toy a g e
i m p éra tif d u réseau de chauffag e à l a fin des t rav au x et av an t s a mi s e e n NOTE Afin de satisfaire ces caractéristiques, un traitement peut être nécessaire.
s e r vice. C et te ét a p e e s t c r u c i a l e à l a m i s e e n e a u et p o u r t a n t e l l e e s t s o u v e n t
n é g l i g é e. E lle permet d’évacue r le s dépot s pré- opérat ion n el s ac c u mu l és l o r s d e
l’i n stallatio n : oxyde s mét alli que s, débr is , pou s s ières , grais s es , fl u x de s ou d u re,
b a t issures.

N o u s p ouvons caractéri ser 3 opé rat ion s pou r c e l es s iv age :


2 . 2 .1 Ad o u c is s e m e n t p a r p e r m u ta tio n s o d i q ue
▶ L’inj ection d’un produi t de net toy age qu i a pou r obj ect if de fl u idifi e r l e s C e p ro c é d é c o n s i s te à f i xe r l e s i o n s c a l c i u m et m a g n é s iu m s u r u n e ré s i n e
d ép ôts et sali ssure s i ssus de s t rav au x . é c ha n g e u s e d e c a ti o n s fo r te m e n t a c i d e q u i c è d e e n é c ha n g e de s i o n s s o di u m
d o n t l e s c a r b o n a te s s o n t trè s s o l u b l e s .
▶ La mise en ci rculat i on pe ndan t pl u s ieu r s h eu res , voire pl u s ieu r s j ou r s , d u
réseau de chauffage e n s’ass u ran t d’u n pas s age effect if dan s tou te s l e s
p a rties du ci rcui t .
SCHÉMA ADOUCISSEUR
▶ Le rinça g e de s canali sat i ons et él émen t s pér iph ér iqu es ( gén éra te u r s ,
ém etteurs de chaleur) au maxi mu m de débit pos s ibl e de faç on à en t raîn e r et
Vers distribution
à extraire toute s le s part i cule s de c opeau x , de débr is , de bou es , de d é p ôts (eau non traitée)
minéra ux et /ou bactéri e ns et d e mat ières en s u s pen s ion ( dites M E S) .
1
2

2 .1 . 2 C a s de s ré s e aux anciens ou en rénovation Entrée eau brute Pe


E
Sortie eau adoucie
S 3
Il est important de procéder en premier lieu au relevé de l’installation à l’aide de la
fiche pratique – « Relevé de l’installation de chauffage » (Cf. Annexe B, p 48) .
U n e a nalyse de l’e au de re mpli ssage et de l ’eau en circu l at ion per met d’éta b l i r
u n dia g nostic.

E n fo nctio n d es paramèt re s re levé s et des qu al ités d’eau , il pou r ra êt re env i s a g é 1 Filtre de protection
d e p rocéder à de s opérat i ons cor rect ives ( dés embou age, rempl ac e m e n t
d ’é léments d éfect ueux, pose d’un fil t re, d’u n compteu r...) . 2 Vanne multiblock 4

3 Flexibles de raccordement
2. 2 Traitement préventif 6
4 Adoucisseur
des eaux de remplissage 5

5 Siphon de mise à l’égoût


L a qualité d e l’eau de vi lle vari e for temen t s el on l es région s fran ç aise s . E n
fo n ctio n de sa composi t i on phys ic o ch imiqu e, il pou r ra êt re n éc es s aire d e l u i 6 Prise 230 V
fa i re sub ir un prét rai te ment spé cifiqu e afin de s e con for mer au x ex ig e n c e s
m i n im ales de quali té d’eau présen tées dan s l e t abl eau c i- après et d’év i te r l a NB : La présence d’un filtre en amont de l’adoucisseur est fortement conseillée. Le filtre
fo r matio n d e t art re et /ou de corros ion s qu i n u iraien t au ren demen t t h er m i q u e garantit la protection et le bon fonctionnement de l’adoucisseur et contribue à sa perennité.
et à la p érenn i té de l’ i nst allat i on.

16 17
2 .2.2 D éc arb on atati o n s u r ré s i n e 2.3 Traitement préventif de la boucle thermique
C e p rocédé met en œ uvre une rés in e éch an geu s e de cat ion s faibl emen t a c i d e
q u i f ixe les cat i ons jusqu’à concu r ren c e de l a ten eu r en hydrogén oc ar bo n a te s .
C e s d erniers sont t ransformés en acide car bon iqu e, c ompos é t rès in s t ab l e q u i
2 . 3 .1 Tra ite m e n t a n ti- c o r ro s io n
s e tra nsforme i mmé di ate ment en CO 2 . Ce proc édé con du it don c à l a foi s à u n I l n e fa u t p a s o u b l i e r q u e l a l u tte c o n tre l a c o r ro s i o n c o m m e n c e par l’appli c at i o n
a d oucissem e nt de l’e au (réduct i on de l a du reté tot al e) et à u n e déc ar bon a ta ti o n . d e rè g l e s s i m p l e s d e c o n c e pti o n , d e ré a l i s a ti o n et d e m a i n ten an c e de s c i rc u i t s .

E n p a r ti c u l i e r, l a ré a l i s a ti o n d e s ré s e a u x d o i t être s o i g n é e : u n e bavu re, u n e


2 .2.3 D émin éral i s atio n ray u re, u n e s o u d u re q u i d é b o rd e, u n c ha u ffa g e exc e s s i f s u r l’ac i e r galvan i s é o u
l e c u i v re. . . fo r m e ro n t d e s z o n e s d ’a c c ro c ha g e p réfé re n ti e l l e s de dé pôt s , de s
L a plup a rt d es mi né raux sont é li min és en gran de par t ie par l es proc éd é s d e
z o n e s d ’a u g m e n ta ti o n l o c a l e d e v i te s s e, m o d i f i e ro n t l a n a tu re du mét al. . .
d é minéra lisa t i on te ls que l’osmos e inver s e et l es éc h an geu r s d’ion s .
Le tra i te m e n t d ’e a u d e c ha u ffa g e a p o u r o b j e cti f d e m o d i f i e r et de maît ri s e r
REMPLISSAGE DU RÉSEAU VIA UNE CARTOUCHE DE DÉMINÉRALISATION l e s p a ra m ètre s p hy s i c o - c hi m i q u e s d ’u n e e a u a f i n d e l a re n dre te c h n i qu e me n t
u ti l i s a b l e d a n s l e s i n s ta l l a ti o n s the r m i q u e s . D è s l o r s q u e l a qu ali té te c h n i qu e
d ’u n e e a u n o n tra i té e d é r i ve ra , l e p rofe s s i o n n e l s’a p p u i e ra s u r le t rai te u r d’e au
p o u r d éf i n i r u n e s tra té g i e a d a pté e.

Le s e n tre p r i s e s d e tra i te m e n t d ’e a u o n t d éve l o p p é d e s fo rmu lat i o n s qu i o n t


pour but de :
▶ P roté g e r l e s m éta u x p ré s e n ts c o n tre l a c o r ro s i o n d e fa ç o n large o u s é le ct i ve.
▶ S ta b i l i s e r, a u g m e n te r o u d i m i n u e r l e p H.
▶ E m p ê c he r l a d é p o s i ti o n d u ta r tre.
▶ D i s p e r s e r l e s b o u e s a f i n d ’a u g m e n te r l ’eff i c a c i té d e f i l tra t i o n .
▶ P roté g e r et fa i re fo n cti o n n e r d e s i n s ta l l a ti o n s d ’e a u d e c h au ffage ave c u n e
e a u d e v i l l e n o n p ré a l a b l e m e n t tra i té e.

C e s fo r m u l a ti o n s et l e u r s c a ra cté r i s ti q u e s s o n t s p é c i f i q u e s à c h aqu e fabri c an t .


E l l e s s o n t c o n ç u e s p o u r d e s i n s ta l l a ti o n s n e u ve s , d e s i n s ta l l at i o n s e n ré n ovat i o n
et p e u ve n t être a p p l i c a b l e s s u r d e s e a u x d é m i n é ra l i s é e s o u ado u c i e s . L a qu as i -
tota l i té d e c e s fo r m u l a ti o n s i n tè g re d e s fo n cti o n s i n hi b i tr i ce s de c o rro s i o n et
d ’e n c ra s s e m e n t.

STATION MOBILE DE DÉMINÉRALISATION (À GAUCHE)


ET CIRCUIT CLIMATIQUE (À DROITE)

18 19
2 .3.2 Inh i b iteu rs an o d i q u e s 2 .3.3 In hi b i te u r s c a thod i q u e s
Le s inh ibiteur s anodi ques ont pou r obj ect if de for mer u n fil m protecteu r s u r l e s L a ré d u cti o n c a tho d i q u e d e l ’ox yg è n e e n tra în e l a p ro d u cti o n d’i o n s hydroxyde s
s u rfa ces a no di ques e n stoppant l a réact ion él ect roc h imiqu e de dégradati o n d u ( O H – ) . Le s i n hi b i te u r s c a tho d i q u e s vo n t fo r m e r u n e c o u c he p rote ct ri c e s u r le s
m ét a l (format i on d’un fi lm passi van t ) . s u r fa c e s c a tho d i q u e s et p ro d u i re u n c o m p o s é n o n c o n d u cte u r et n o n -s o lu ble
Ces inhibiteurs sont classés en produits « oxydants » et « non oxydants » suivant (Cf. Sc h ém a - p ri nc i p e d e l ' i nh i b i teur c a t h o d i q ue, p 2 0) .
leur capacité à accélérer ou non la réaction d’oxydation du fer ferreux en fer ferrique.

L’eff ica cité de s i nhi bi teurs anodiqu es ox ydan t s es t in dépen dan te d e l a 2 .3.4 R é du cte u r s d 'oxyg è n e
c o n centra tio n e n oxygè ne di ssou s de l ’eau à l a s u r fac e, al or s qu e l es in h ib i te u r s
a n od iq ues non oxydant s ont be so in d’u n e con c en t rat ion min imal e en ox yg è n e. D a n s l e s i n s t a l l a t i o n s à h a u te te m p é ra t u re, i l e s t p o s s i b l e d ’a s s o c i e r a u x
Le s inh ibiteur s non oxydant s agi ss en t c on j oin temen t avec l ’ox ygèn e en c at a l y s a n t i n h i b i te u r s a n o d i q u e s et c a tho d i q u e s d e s ré d u cte u r s d ’ox yg èn e afi n de re n fo rc e r
l ’ox ydatio n de Fe 2 + par l’oxygène, ou en amél ioran t l ’imper méabil ité phy s iq u e d e e n c o re l a m a îtr i s e d u tra i te m e n t. C ette a cti o n p e r m et d e ré du i re l’oxygè n e
c ette couch e prote ct ri ce. d i s s o u s à d e trè s fa i b l e s v a l e u r s .

O u tre l e u r rô l e d a n s l a ré d u cti o n d e s c o n c e n tra ti o n s d ’oxygè n e, c e rt ai n s


PRINCIPE DE L’INHIBITEUR ANODIQUE
ré d u cte u r s d ’ox yg è n e favo r i s e n t l a fo r m a ti o n d ’u n f i l m p rote cte u r de magn ét i te.

Fe0 ч Fe2O3 Fe2+ + 2 e1 2 .3.5 In hi b i te u r s fi lm a n ts


C e s i n hi b i te u r s c ré e n t u n f i l m p rote cte u r e n tre l e m éta l et l ’e a u. Ce s pro du i t s sont
souvent des agents tensioactifs « filmants » avec des groupements hydrophobes
et hyd ro p hi l e s . L’ex tré m i té hyd ro p hi l e s e f i xe s u r l a s u r fa c e d u mét al t an di s qu e
F I LM PAS S I VAN T l ’ex tré m i té hyd ro p ho b e fo r m e u n e b a r r i è re e n tre l ’e a u et l a su rfac e du mét al.

2. 4 Traitement antidép ôt s
MÉTAL
S o u s l e vo c a b l e d e « p ro c é d é s d e tra i te m e n t d e s d é p ôts » , le marc h é pro po s e
e n fa i t tro i s ty p e s d e p ro c é d é s b i e n d i ffé re n ts :

Source : livret Légionelle, SYPRODEAU.


▶ Le s p ro c é d é s d e c l a r i f i c a ti o n , b a s é s s u r l a m i s e e n œ u vre d’u n di s po s i t i f
d e f i l tra ti o n , q u i n e s’a tta q u e q u ’a u x s e u l e s p a r ti c u l e s en s u s pe n s i o n s an s
s’ i n té re s s e r a u x p a r ti c u l e s s é d i m e n té e s .
▶ Le s p ro c é d é s d e d éta r tra g e et d e d é s e m b o u a g e p a r voi e s c h i mi qu e s qu i
PRINCIPE DE L’INHIBITEUR CATHODIQUE p e r m ette n t l ’é l i m i n a ti o n a u s s i b i e n d e s p a r ti c u l e s e n s us pe n s i o n qu e de s
p a r ti c u l e s s é d i m e n té e s e n fa i s a n t a p p e l à u n e d i s s o l u ti o n de s part i c u le s .
▶ Le s p ro c é d é s c o m p l ets q u i p e r m ette n t l ’é l i m i n a ti o n a u s s i bi e n de s part i c u le s
1/2 02 + H2O + 2 e- 2 OH- e1 e n s u s p e n s i o n q u e d e s p a r ti c u l e s s é d i m e n té e s , e n fa i s an t appe l à u n e
f ra g m e n ta ti o n p u i s u n e m i s e e n s u s p e n s i o n d e s b o u e s sé di me n té e s et u n e
é l i m i n a ti o n d e to u te s l e s b o u e s , q u i a s s u re n t u n e p a s s i vat i o n de s s u rfac e s
MÉTAL ISOLÉ DIFFUSION DE O 2 STOPPÉ PRÉCIPITATION m éta l l i q u e s m i s e s à n u e s .

F I LM PRÉ CI PI TÉ - I N HI B I T I O N CAT HO D I Q U E

MÉTAL

Source : livret Légionelle, SYPRODEAU.

20 21
2 .4 .1 Le s addi t i fs an t i tar tres 2 .4 . 3 La f iltra tio n
D e s ad ditifs de t rai teme nt qui on t l a par t ic u l ar ité de compl exer l a mol éc u l e d e L a p o s e d ’u n f i l tre s u r u n e i n s ta l l a ti o n c l i m a ti q u e a p o u r b ut de ré c u pé re r le s
t a r t re et d ’empê che r ai nsi sa dé pos it ion dan s l es in s t al l at ion s , on t été dével o p p é s . p a r ti c u l e s e n s u s p e n s i o n d a n s l ’e a u . C ette a cti o n a p o u r av a n t age de :
Le princip a l avant age e st d’appor ter u n e s ol u t ion s impl e par in j ect ion d è s l a
m i s e en service de l’ i nst allat i on. Ces addit ifs s on t gén éral emen t in cl u s dan s u n e ▶ P roté g e r l e s g é n é ra te u r s e n év i ta n t l ’a c c u m u l a ti o n d e p art i c u le s et la c h u te
fo r mulatio n associ ant le s i nhi bi te u r s de c or ros ion et per met ten t dan s c e r ta i n s d u re n d e m e n t.
c a s de s’aff ranchi r d’un prét rai te men t de l ’eau de rempl is s age. ▶ É v i te r l a s é d i m e n ta ti o n d e s m a ti è re s e n s u s p e n s i o n ( M E S ) dan s le s é met te u rs ,
c e q u i p o u r ra i t e n g e n d re r u n e ré d u cti o n d e s d é b i ts et c ré e r à te rme de s
c o r ro s i o n s s o u s d é p ôts .
PHOTOMICROGRAPHIE (G=4000) DES CRISTAUX DE PHOSPHATE DE
CALCIUM ET DE SILICATE DE MAGNÉSIUM FORMÉS DANS L’EAU DE
S i l a p o s e d ’u n s y s tè m e d e f i l tra ti o n e s t u n e s é c u r i té p o u r l’i n s t allat i o n , e lle
CHAUDIÈRE NON TRAITÉE AU MOYEN D’UN DISPERSANT (À GAUCHE).
v i e n t e n c o m p l é m e n t d e l a m a îtr i s e d e l a q u a l i té o u d u trai te me n t d’e au de
L’UTILISATION D’UN POLYMÈRE PERMET DE LIMITER LA CROISSANCE
l ’ i n s ta l l a ti o n .
DES CRISTAUX (À DROITE)
I l ex i s te d i ffé re n ts ty p e s d e f i l tre s d o n t l ’ i n s ta l l a ti o n s’effe ct u e s o i t e n di re ct
s o i t e n d é r i v a ti o n . L’av a n ta g e d ’u n e i n s ta l l a ti o n e n d é r i v a ti o n e s t d’avo i r t rè s pe u
d ’effets s u r l e r i s q u e d e p e r te d e c ha rg e d u ré s e a u . S o n n et toyage po u rra êt re
ré a l i s é s a n s a r rêt d e fo n cti o n n e m e n t.

L’ i n s ta l l a ti o n d u f i l tre e n d i re ct s e retro u ve ra s u r l e s i n s t allat i o n s de fai ble


vo l u m e, s u r l e s reto u r s d u c i rc u i t ve r s l e g é n é ra te u r.

Le s te c hn o l o g i e s d e réte n ti o n des m a ti è re s en s u s p en s i o n c o u ramme n t


re n c o n tré e s s o n t l e s s u i v a n te s :
▶ L a f i l tra ti o n p a r m e m b ra n e s o u p o c he s o u ta m i s .
▶ L’effet m a g n éti q u e.
▶ L’effet cyc l o n i q u e et hyd ro n i q u e.
La grande majorité des filtres combine plusieurs des technologies citées ci-dessus.

EFFET D'UN FILTRE MAGNÉTIQUE


SUR BOUES FERREUSES

2 .4 . 2 Le s addi t i fs c o ntre l'embouage


I l s'a g it généraleme nt de ré act i fs mou il l an t s des t in és à pén ét rer l es d é p ôts
ex i stants et à le s fragme nter en par t ic u l es fin es et qu i, as s oc iés à des a g e n ts
d i sp ersants organi que s ou mi né rau x , s t abl es à l a températ u re, per met te n t l a
m i s e en suspe nsi on de toute s le s par t ic u l es s ol ides et l eu r t ran s por t ve r s l e
d i sp ositif d e rétent i on et d’évacu at ion . Ses addit ifs peu ven t êt re s oit , u ti l i s é s
s e uls d a ns le cas d' une procédu re de dés embou age cu rat ive (C f. C ha p i t re
3. 2 - l e d é s em b ou age, p 31) soit , êt re as s ociés dan s u n e même for mu l e à d e s
i n h i b iteurs d 'ent art rage et de cor ros ion .

22 23
L’o rgane d e réte nt i on d’une i nst al l at ion de ch au ffage doit n or mal emen t être U n o rg a n e d e réte n ti o n e s t u n e c o n d i ti o n n é c e s s a i re m a i s i n s u ffi s an te po u r
d i mensio nné se lon : tra i te r c o r re cte m e n t u n ré s e a u . I l d o i t être a s s o c i é à u n tra i te me n t i n h i bi te u r de
c o r ro s i o n et u n e p rote cti o n c o n tre l ’e n ta r tra g e.
▶ L a q ua lité de l’e au et le t ype de M E S à fil t rer.
▶ Les d éb its et /ou le volume à t raiter. INSTALLATION DE CHAUFFAGE AVEC FILTRE
DOMESTIQUE SUR RETOUR CHAUDIÈRE
Su r d es réseaux i mport ant s, i l peu t êt re con s eil l é de dével opper u n e s t ra té g i e
sp écif iq ue d e réte nt i on.
E xemp le : locali sat i on et nombre d’organ es de réten t ion .

L’eff ica cité mai s aussi la faci li té et l a rapidité de n et toy age s on t l es pr in c i p a u x


fa cteurs qui fe ront qu’un système de fil t rat ion s era efficace s u r l e l on g ter m e et
a p précié des équi pes de mai nten an ce.

SCHÉMA DE PRINCIPE DE LA FILTRATION PAR CLARIFICATEUR MAGNÉTIQUE

Utilisation

Pe

Chaudière
Groupe froid
Condenseur Échangeur
Échangeur...

Purge

2.5 Traitement c ontre les dévelo pp ement s


5 4 2
biolo giques
1 2 . 5.1 Pro d u it d e l u tte c o n tre le s b iof il m s
Entrée d’eau à traiter O n l u tte c o n tre l e b i of i l m p a r l ’e m p l o i d e s u r fa cta n ts o u d e te n s i o act i fs . Ce s
1 (environ 20% du débit b i o d i s p e r s a n ts s o n t d e s m o l é c u l e s o rg a n i q u e s d e l a fa m i l l e de s mo u i llan t s . I ls
de retour de boucle) m o d i f i e n t l a te n s i o n s u p e r f i c i e l l e d e l ’e a u et favo r i s e n t l a d i slo c at i o n du bi ofi lm
Circulateur e n a u g m e n ta n t s a réte n ti o n d 'e a u . I l s p e r m ette n t é g a l e m e n t la ru pt u re de s
2 l i a i s o n s e n tre l e s d é p ôts b i o l o g i q u e s et l e s s u p p o r ts . D e ce fai t , i ls fac i li te n t
(inclus)
l 'é l i m i n a ti o n d e s d é p ôts p a r l 'e a u e n c i rc u l a ti o n et p e r m etten t , par la s u i te, de
Mise à l’égoût de
3 la purge du filtre l u tte r c o n tre l e u r refo r m a ti o n .
(vanne incluse)
Lo r s q u ’u n b i o d i s p e r s a n t e s t i n j e cté p o u r l a p re m i è re fo i s d an s u n e i n s t allat i o n ,
4 Sortie eau filtrée 3
o n o b s e r ve d ’a b o rd u n e p ha s e d e n ettoy a g e d u ra n t l a q ue lle le bi ofi lm e s t
Report GTC
Filtre clarificateur p ro g re s s i ve m e n t é l i m i n é j u s q u ’à a tte i n d re u n e é p a i s s e u r m i ni male.
5 magnétique C ette p ha s e c o n s ti tu e u n r i s q u e p u i s q u e l e s b a cté r i e s d u b iofi lm s e ret ro u ve n t
(option)
e n c i rc u l a ti o n d a n s l ’e a u . C ette éta p e e s t to u tefo i s i n d i s p e n s able et du re de
q u e l q u e s j o u r s à q u e l q u e s m o i s s u i v a n t l a ta i l l e d u c i rc u i t, s o n hydrau li qu e, la
NB : La pose d’un filtre en en retour de boucle fait partie des bonnes pratiques et des préconisations q u a l i té d u b i of i l m ( p l u s o u m o i n s c o m p a ct o u é l a s ti q u e s elo n le s c o n di t i o n s
des constructeurs. Il est un facteur important pour le maintien des performances énergétiques des hyd ra u l i q u e s ) , l a q u a l i té d e l ’e a u et l e ty p e d e p ro d u i t. Si l’i n je ct i o n e s t
installations. i n te r ro m p u e, l e b i of i l m s e refo r m e trè s ra p i d e m e n t.

24 25
2 . 5 . 2 Le s bacté ri c i des FO C U S SU R L’ E M P LO I D ’A N TIG E L S

Lorsque le biofilm est maintenu à son épaisseur minimale, le circuit est L’a d d i ti o n d ’a n ti g e l d a n s l ’e a u d u c i rc u i t p e r m et d ’a b a i s s e r s o n po i n t de
d i t « sta b ilisé » . Cela n’exclut pa s l a détect ion temporaire de bactér ies d a n s c o n g é l a ti o n . P l u s l a p ro p o r ti o n d ’a n ti g e l s e ra g ra n d e p l u s l a prote ct i o n an t i ge l
l ’e a u d u circui t , mai s cet te dérive peu t êt re maî t r is ée par u n t raiteme n t d e s e ra é l evé e, c o m m e e n té m o i g n e n t l e s d e u x ta b l e a u x c i - a p rès .
d é sinfection curat i f (choc bi oci de) . L a diffu s ion des mol éc u l es biocides ( j ave l ,
b rome, bactéri ci de s organi que s) d an s l es dépôt s biol ogiqu es es t al or s fac i l i té e.
POINT DE GEL AVEC SOLUTION MEG
Afi n d’éviter les phases de cont amin at ion ou de recon t amin at ion , il fau t vei l l e r e n
p e rmanence à mai nteni r le ci rcui t propre (Cf. Chapitres 2.3.1 - traitement préventif Point de gel
anticorrosion, p 19 et 2.4.1 - traitement préventif antitartre, p 22) et s ' as t rein d re à
d e s contrôles bacté ri ens réguli e r s à l ’aide de tes t s rapides ou de mes u re s p a r Solution MEG
c u lture. (% de MEG en volume 0 10 20 30 40 50 60 80 90 100
dans l'eau)
E n cas de co nt ami nat i on avéré e, i l fau t procéder à des c h oc s bioc ides pon ctu e l s
à l’a ide de m olé cule s à large spe ct re d’act ion et à temps de con t act impo r ta n t. Température de tenue
0 -3,4 -7,9 -13,7 -23,5 -36,8 -52,8 ≈ -46 ≈ -30 -12,8
au gel (°C)
L e cho i x d u bio c i de est ic i c rucial :
▶ Temps de contact, type de traitement, mode d’injection et dosage à respecter :
s e conforme r aux recommandat ion s du t raiteu r d’eau .
POINT DE GEL AVEC SOLUTION MPG
▶ pH optim al.
▶ Co mp a tib ili té ave c les aut re s in h ibiteu r s et l es matér iau x en prés en ce. Point de gel
▶ Co ntrainte s de rejet s, selon régl emen t at ion en v igu eu r.
Solution MPG
▶ Pollutio ns exté ri eure s. (% de MPG en volume 0 10 20 30 40 50

▶ Le tra itement e st d’aut ant pl u s effic ac e qu e l es s u r faces in ter n es sont


dans l'eau)

pro p res.
Température de tenue
0 -3 -9 -15 -22 -34
au gel (°C)

2.6 Prote ction c ontre le gel


Po u r o bte n i r u n e p rote cti o n a n ti g e l d o n n é e, o n d éte r m i n e u n e pro po rt i o n e n
2 . 6.1 P ré ambu le vo l u m e d u m é l a n g e e a u /a n ti g e l . Le s a n ti g e l s ay a n t u n e d e n si té n et te me n t plu s
é l evé e q u e l ’e a u , i l e s t d o n c i m p o r ta n t d e ra m e n e r l a v a l e u r en po i ds de l’an t i ge l
Le plus souvent , lorsque l’on recherch e l es c au s es de dés ordres pos s ibl e s s u r à s a c o r re s p o n d a n c e e n vo l u m e. I l s u ff i t e n s u i te d e s’a s s u re r de la c apac i té
les réseaux caloporteurs, on se concentre sur les origines intrinsèques au réseau : tota l e d u ré s e a u .
d éfa ut d e conce pt i on, défaut d' i n s t al l at ion , de main ten an ce et d’ex pl oi ta ti o n ,
m a u va ise q uali té d’e au…
I MPORTA NT Attention, la plupart des antigels du commerce ne sont pas
N é a nmo ins, il ne faut pas négli ge r l ’env iron n emen t qu i peu t in teragir ave c c e s ! composés à 100% de MEG ou de MPG. Ils contiennent généralement une portion
ré seaux. E n péri ode hi vernale not ammen t , l or s qu e l a températ u re des ce n d e n d'eau, un colorant et des inhibiteurs d'entartrage et/ou de corrosion. Il convient donc
d e sso us de 0 ° C, le ri sque de ge l des c an al is at ion s et au t res él émen t s du c i rc u i t de se référer aux informations des fabricants pour connaitre les dosages à appliquer.
e st no n néglige able.

Po u r éviter la casse de s maté ri els , il ex is te pl u s ieu r s tech n iqu es de prote cti o n


c o n tre le gel :
▶ La mise hors gel des parties du réseau en contact avec l’air extérieur.
▶ L’installation de cordons électriques chauffants.
▶ L’emploi de produits antigels.

26 27
2 . 6. 2 Le s ant i ge ls à b ase de glycol Le m é l a n g e e a u /a n ti g e l a u n e c o nd uct i vi té t h erm i q ue p l u s fai ble qu e l’e au
s e u l e. D a n s c e s c o n d i ti o n s , l e s ré s e a u x c o n d i ti o n n é s ave c u n an t i ge l au ro n t
D a n s les circui t s caloporte urs, l es an t igel s s on t maj or it airemen t à ba s e d e u n re n d e m e n t the r m i q u e p l u s fa i b l e. Po u r c ette ra i s o n , i l e s t i n di s pe n s able de
g l yco l. Deux types de formulat i on s différen tes s on t u t il is és : prendre en considération les préconisations définies dans le DOE (Dossiers des
O u v ra g e s E xé c u té s ) o u p a r l e b u re a u d ’étu d e s .
▶ Le MonoEthylèneGlycol, dit MEG. D’a u tre p a r t, l ’ex p é r i e n c e m o n tre q u e l e s c o n s o m m a ti o n s é le ct ri qu e s s o n t
▶ Le MonoPropylèneGlycol, dit MPG. re l a ti ve m e n t p l u s i m p o r ta n te s p o u r u n m ê m e re n d e m e n t the rmi qu e à i n s t allat i o n
et s y s tè m e i d e n ti q u e s , d è s l o r s q u e l ’o n a d d i ti o n n e d e l ’a n ti g e l à u n ré s e au .
Le glycol à b ase de MEG est pri nc ipal emen t u t il is é, pou r des rais on s de c o û t. I l
e s t déf ini gén éraleme nt comme u n gl ycol de qu al ité in du s t r iel l e. Le s a n ti g e l s o n t u n e D C O ( D e m a n d e C hi m i q u e e n O x yg è n e ) o u DBO 5 ( D e man de
B i o l o g i q u e e n O x yg è n e à 5 j o u r s ) a s s e z é l evé e, c e q u i i n te rdi t le u r re jet
C e p end a nt, si le ci rcui t di spose d’u n s impl e éch an ge pou r l a produ ct ion d ’e a u d i re cte m e n t d a n s l ’e nv i ro n n e m e n t. Po u r to u te v i d a n g e, i l e s t i n di s pe n s able de
sa n ita ire, l’usage du glycol à base de M P G es t in dis pen s abl e. c o l l e cte r l a s o l u ti o n g l yc o l é e et d e l a fa i re d étr u i re p a r u n c e n t re agré é qu i
fo u r n i ra u n B SD ( B o rd e re a u d e S u i v i d e s D é c hets ) . C e c i e s t valable au t an t po u r
B i en q ue les ant i gels soi ent const i t u és pr in cipal emen t de gl ycol , l eu r for mu l a ti o n l e s a n ti g e l s i n d u s tr i e l s à b a s e d e M E G, q u e p o u r c e u x à b a s e de M PG.
p e u t révéler de nombre ux const i tu an t s :
▶ D es i n hi b i teurs de c o rrosion, afin de limiter les phénomènes de corrosion des 2 . 6.4 La s u r ve il l a n c e d e s ré s e a u x c o n d i t i o nnés
métaux en présence dans les circuits (fer et cuivre essentiellement).
ave c u n a n tig e l
▶ U n org a n o leptique : la réglementation en vigueur exige l’emploi d’un
organoleptique pour éviter l’absorption accidentelle d’antigel, lorsque l’antigel C o m pte te n u d u r i s q u e d e d é g ra d a ti o n o u d e d i l u ti o n d e l ’a n ti g e l, i l e s t n é c e s s ai re
constitue le fluide caloporteur. Les glycols étant des produits légèrement d e p révo i r u n e s u r ve i l l a n c e a c c r u e et r i g o u re u s e d e s ré s e a u x c o n di t i o n n é s ave c
sucrés mais relativement toxiques (la DL 50 * est de quelques grammes par kg). u n a n ti g e l .

▶ Un colorant : l’emploi d’un colorant pour repérer une éventuelle fuite accidentelle A m i n i m a , l e s c o n trô l e s p o r te ro n t s u r l e s é l é m e n ts s u i v a n ts :
dans le circuit secondaire sanitaire. Il s’agit donc d’un traceur coloré.
▶ C o n trô l e d u vo l u m e d ’a p p o i n t. D a n s l a m e s u re d u p o s s i b l e, i l e s t s o u h ai t able
▶ U n a mér i sant : l’emploi d’un amérisant pour repérer une éventuelle fuite d e c o n s e r ve r u n e p ro p o r ti o n m i n i m a l e d e l ’a n ti g e l ( s e re po rte r à la fi c h e
accidentelle dans le circuit secondaire sanitaire. Il s’agit donc d’un traceur te c hn i q u e d u fa b r i c a n t) , p o u r s’a s s u re r d ’u n e q u a n ti té s u ff i s an te d’i n h i bi te u rs
gustatif. d e c o r ro s i o n .
▶ U n eréser ve alcaline : Il s’agit de produits basiques chargés de tamponner ▶ C o n trô l e d e l a p rote cti o n a n ti g e l , q u i d ev ra être c o m p aré e ave c la vale u r
la solution antigel. En effet, les glycols se dégradent naturellement dans le re c o m m a n d é e p o u r l e c i rc u i t ( e n fo n cti o n d e s c o n d i ti o ns mété o ro lo gi qu e s
temps pour former des dérivés acides (acide glycolique, acide acétique…). La d u te r r i to i re, d u re n d e m e n t c a l c u l é d e l a p ro d u cti o n …) .
production de ces acides consomme singulièrement la réserve alcaline et induit
en conséquence la réduction du pH de l’eau en circulation dans le réseau, ce qui ▶ Contrôle du pH. La dégradation du glycol engendre la diminution du pH. Il est
tend ainsi à augmenter sensiblement la corrosivité de l’eau du circuit. important de suivre l’évolution du pH pour éviter d’atteindre un seuil où la solution
n’est plus corrigible. Lorsque la dégradation est irréversible, il est nécessaire
de vidanger totalement le réseau et de recommencer toute l’opération de
conditionnement antigel.
2 . 6. 3 P ré c au t i o ns d'emploi des antigels
D a n s les circui t s caloporte urs, les an t igel s s on t maj or it airemen t c ompo s é s à Po u r d e s i n s ta l l a ti o n s d e ty p e i n d u s tr i e l o u te r ti a i re, o n a j o ute ra le c o n t rô le de
b a se d e g lycol. D e ux t ypes de for mu l at ion s différen tes s on t u t il is és : l a te n e u r d e s m éta u x e n p ré s e n c e d a n s l e c i rc u i t. Le s m éta u x qu i s e ret ro u ve n t
d a n s l ’e a u s o n t g é n é ra l e m e n t i s s u s d e s c a n a l i s a ti o n s , d es gé n é rate u rs o u
Le s a ntig els modi fi e nt t rè s se nsi bl emen t l a vis c os ité de l ’eau en c irc u l at io n d a n s d e s p é r i p hé r i q u e s d u c i rc u i t. L’a n a l y s e p é r i o d i q u e d e l a c o n c e n t rat i o n e n
le c ircuit. I l est donc i ndi spensabl e d’en ten ir compte pou r l e dimen s ion n e m e n t m éta u x p e r m et d e s u i v re l e u r évo l u ti o n et d o n c, d e d i a g n os t i qu e r d’éve n t u e ls
d e s po mp es de ci rculat i on. d é s o rd re s ( c o r ro s i o n , é ro s i o n …) . E n a n ti c i p a n t l e s a cti o n s préve n t i ve s et /o u
c u ra ti ve s , o n ré d u i t l e s r i s q u e s d e s i n i s tre s ( p e rc e m e n t, f u i te, e mbo u age, pe rte
Le s a ntig els ont un for t p ou voir mouilla nt. Il s on t don c ten dan c e à favo r i s e r d e re n d e m e n t…) .
la d étergence dans le ci rcui t . Av an t d’aj ou ter u n an t igel dan s u n rés eau , i l e s t
d o n c indispe nsable de s’assure r qu e ce der n ier es t propre. Si n éces s ai re, u n I l e s t re c o m m a n d é d e ré a l i s e r a u m i n i m u m u n c o n trô l e, p a r a n o u e n c as d’appo i n t
d é s emb ouag e devra êt re ré ali sé av an t l e con dit ion n emen t an t igel . d ’e a u i m p o r ta n t. B i e n e n te n d u , l e n o m b re d e c o n trô l e s d evra êt re adapté e n
fo n cti o n d e l a ta i l l e et d e l a d e s ti n a ti o n d u ré s e a u .
( * ) Dose létale médiane, plus d’information sur Internet.

28 29
3. 2 Le désemb ouage
LES TRAITEMENTS
3 CURATIFS
Le s p ro c é d é s d e d é s e m b o u a g e s o n t n o m b re u x et s e d é c l in e n t e n 2 gran de s
fa m i l l e s : l e s d é s e m b o u a g e s l e n ts et l e s d é s e m b o u a g e s c u rat i fs . I ls s o n t
p r i n c i p a l e m e n t m i s e n œ u v re l o r s q u e l e s te m p é ra tu re s c i ble s n e s o n t pas
a tte i n te s e n ra i s o n d e l a p ré s e n c e d e b o u e s d a n s l e s rés e au x, o rgan e s de
m a n œ u v re, ré g l a g e s te r m i n a u x . D e s b o u e s q u i l e s o b s tr u e n t d’o ù u n e pe rte de
Le s tra itemen t s d’eau curat i fs son t dépl oyés l or s de l a mis e en eau des ré s e a u x d é b i t et u n e c i rc u l a ti o n d u f l u i d e fa i b l e vo i re s to p p é e.
o u l ors d e p roblé mat i que s d’explo it at ion . Il s peu ven t êt re u t il is és à tou t m o m e n t
d e la d urée de vi e des i nst allat i on s . Le d é s e m b o u a g e l e n t c o n s i s te à s u i v re l ’évo l u ti o n d e l a q u a l i té de l’e au dan s le
te m p s ave c l a m i s e e n œ u v re d ’u n p ro d u i t d e c o n d i ti o n n e me n t adapté et d’u n
L’o bj ectif de ces t rai te ment s es t de rét abl ir l es éc h an ges t h er miqu e s , l a o rg a n e d e réte n ti o n n ettoyé à p é r i o d i c i té d éf i n i e. C e p ro c é d é pe u t êt re dé ployé
c i rculatio n d u flui de dans les ré se au x , u n ét at s an it aire à l a s u ite d’u n en t ar tra g e, s a n s q u e l e s i n s ta l l a ti o n s n e s o i e n t s to p p é e s .
d e ph éno mèn es de corrosi on ou d’en cras s emen t s l iés à l ’act iv ité biol o g i q u e.
L’e n j eu d e ce s t rai teme nt s e st d e réc u pérer l es ren demen t s , ten dre ve r s u n Le d é s e m b o u a g e c u ra ti f e s t u n e o p é ra ti o n q u i a p p o r te d e s ré su lt at s s i gn i fi c at i fs .
fo n ctionnem ent opt i mal au plus p roc h e d’u n e in s t al l at ion n eu ve, s an s qu ’e l l e n e D a n s u n p re m i e r te m p s , d e s p ré l ève m e n ts et a n a l y s e s d ’e au s o n t ré ali s é s e n
le soit b ien entendu. Là ré si de tou te l a probl émat iqu e de ch ois ir et dimen si o n n e r d e s p o i n ts c ho i s i s . D e s ex a m e n s the r m o g ra p hi q u e s s o n t re c omman dé s , pre u ve s
le traitem ent d’eau curat i f à chaq u e cas ren con t ré. d e s p e r te s d e d é b i t. U n c o n d i ti o n n e m e n t c u ra ti f i n j e cté d a n s le ré s e au à t rai te r
p e r m et d e f l u i d i f i e r l e s b o u e s , d e l e s m ettre e n s u s p e n s i on . Le pro du i t do i t
P ré alab lemen t , i l est i ndi spensabl e d’effect u er u n rel evé de l ’in s t al l at ion a f i n d e être m i s e n c i rc u l a ti o n , d u ra n t q u e l q u e s he u re s et j u s q u ' à plu s i e u rs s e mai n e s
vé rif ier sa conformi té par rappor t au x règl es de c on cept ion , d’en t ret ien et d e e n fo n cti o n d e l ’ i n s ta l l a ti o n à tra i te r. D e s p ha s e s d e r i n ç a g e é li mi n e n t le flu i de
m a intena nce en vi gueur. c o n te n a n t l e s b o u e s d i s p e r s é e s . D e s r i n ç a g e s s i m p l e s , g é n é rale me n t s u r le
reto u r g é n é ra l d e l a c ha u ffe r i e, d e s r i n ç a g e s c o l o n n e p a r c o l o n n e ( s o u s ré s e rve
Le « ca rnet de santé » du résea u à t raiter es t égal emen t à met t re en p l a c e. d e p o u vo i r m a n œ u v re r d e s o rg a n e s d e ré g l a g e s ) , vo i re d e s ri n ç age s te rmi n al
De s a nalyses d’eau e n des poi nt s préal abl emen t ch ois is , voire des ex a m e n s p a r te r m i n a l p e u ve n t être effe ctu é s .
m éta llo g rap h i que s sont à ré ali se r av an t tou t c h oix de démarch e cu rat ive. Le s
a n a lyses d ’eau permet tent de con n aî t re l a qu al ité de l ’eau à « l ’in s t an t T » : q u e l Le s r i n ç a g e s s o n t te r m i n é s l o r s q u e l e s f l u i d e s b o u e u x o n t été é li mi n é s ( vo i re
e s t son co mporteme nt ? Ent art ran t ? Cor rodan t ? ... p o m p é s et ré c u p é ré s ave c b o rd e re a u d e s u i v i d e d é c het s ) , le s c i rc u lat i o n s
d ’e a u réta b l i e s et q u e l e s te r m i n a u x p ré s e n te n t u n g ra d i en t de te mpé rat u re
Les examens métallographiques déterminent qualitativement et quantitativement a c c e pta b l e. À c e s ta d e, u n c o n d i ti o n n e m e n t p réve n ti f et u n s u i vi de la qu ali té
l ’é t a t d e s s u r f a c e s i n t e r n e s e t e x t e r n e s d e s m a t é r i a u x . I l s’a g i t d ’u n c o n s t a t à d e l ’e a u s o n t à p re s c r i re.
« l’instant T » qui apporte de s i nfor mat ion s préc ieu s es s u r l a qu al ité des maté r i a u x
c o nstitutifs des ré se aux (t ube s), s u r l ’épais s eu r des t u bes par rappor t à l e u r D e u x c a s p a r ti c u l i e r s s o n t à c o n s i d é re r :
é p aisseur nomi nale, sur les phén omèn es d’en cras s emen t et de v ieil l is se m e n t
d e s insta llations.
▶ L a m i s e e n s e r v i c e d e s ré s e a u x n e u fs p o u r l e s q u e l s d e s o p é rat i o n s de ri n ç age,
p a s s i v a ti o n , l e s s i v a g e s o n t n é c e s s a i re s p o u r é l i m i n e r l e s ré s i du s de c h an t i e rs .
C e s o p é ra ti o n s s o n t i n d i s p e n s a b l e s à l a p é re n n i té d e s i n s t allat i o n s et s o n t u n
Au t a nt les a nalyse s d’e au donnen t u n e image in s t an t an ée du fl u ide circ u l a n t,
p ré a l a b l e à l a b o n n e eff i c a c i té d e s tra i te m e n ts p réve n ti fs.
a u tant l’exa me n mét allographi que met en év iden c e l e pas s if de l ’in s t al l at i o n .
▶ D a n s l e c a s d ’u n e ré n ov a ti o n p a r ti e l l e o u tota l e d e s rés e au x, le s mê me s
Q u atre g rande s fami lle s de t raitemen t c u rat if ex is ten t : l e dét ar t rag e, l e o p é ra ti o n s d o i ve n t être ré a l i s é e s .
d é s emb ouag e, la dé si nfect i on et l a dés ox ydat ion .

3.1 Le dét ar trage


Le s pro cédés de dét art rage re pos en t s u r l a mis e en œ u v re de s ol u t ion s a c i d e s
d i l u ées, ch ois i e s se lon leur compat ibil ité avec l es matér iau x en prés en c e.

I ls so nt m is en œ uvre dans le cadre d’u n e main ten an c e pér iodiqu e ou e n c a s


d ’u rgence si l es product i ons sont obs t r u ées par l a prés en ce de t ar t res .

Le détartrag e conce rne pri nci pal emen t l es cor ps de c h au ffe des gén érate u r s .

30 31
3. 3 La désinfe ction UN ÉCHANGEUR OXYDÉ ET EMBOUÉ AVANT... (EN HAUT)

C o ntrairemen t aux réseaux d’e au pot abl e, d’eau froide et d’eau c h au de s an i ta i re,
la désinfection sur les réseaux de ch au ffage et de c l imat is at ion a pou r ob j e cti f
d ’é liminer to ut e ncrasseme nt bi ol ogiqu e (Cf. Chapitre 1.4 - pathologies dans les
boucles d'eau de chauffage liées au développement biologique, p 13) pou v an t avo i r
u n e inf luence sur l’ i ntégri té des in s t al l at ion s . Les pr in cipau x ph én om è n e s
re n co ntrés sont li é s aux act i vi tés biol ogiqu es , don t l es bactér ies du fer et l e s
b a ctéries sul fato-réduct ri ces, pr in cipal emen t prés en tes s u r l es eau x gl a c é e s
et certa ines e aux de chauffage bas s e températ u re ( par exempl e pl a n c he r
c ha uffa nt).

Le s a nalyses se mi -quant i t at i ve s s on t facil es à met t re en œ u v re.

Le s pro cédés de dé si nfect i on sont mu l t ipl es avec u n c h oix de mol éc u l es dive r s e s


d u fa it d e leur appli cat i on sur des eau x tech n iqu es . Ce s on t des biodis pe r s a n ts
et des biocides organi que s.

L a désinfection a prouvé son effic ac ité s i l es rés u l t at s d’an al y s e mon t ren t u n e


é l i m ina tio n d es mi cro-organi sme s in dés irabl es en fon ct ion des obj ect ifs f i xé s .

L a désinfection ét ant une opération momen t an ée, il fau dra s’in ter roger s u r l e s
ra i s ons de la cont ami nat i on par d es micro- organ is mes et pren dre l es me s u re s
c o rrectives permet t ant qu’elle ne s e reprodu is e pl u s .

3. 4 La désoxydation
L a désoxyd a tion est un procé dé c u rat if peu u s ité et r is qu é qu i doit êt re m i s e n
œuvre p a r une soci été spé ci ali sée. Les ex amen s préparatoires ( an al y s es d ’e a u ,
ex amens m étallographi ques) sont obl igatoires afin de s’as s u rer qu e l e t raite m e n t
n e provo q ue pas de désordre s (percemen t s , fu ites d’eau ...) pl u s impor t an ts q u e
le s b énéf ices re che rché s. D e s éq u ipes pl u r idis cipl in aires s on t n éc es s aire s a f i n
q u e ce p rocé dé soi t un succès. Il requ ier t n on s eu l emen t des qu al ific at io n s d e
d ét artreurs mai s aussi de s t uyau teu r s et pl ombier s afin de faire face à to u te
p rob lématiq u e rencont rée pe ndan t s a réal is at ion .

Ap rès exa men s préalable s, le s ré s eau x d’eau tech n iqu es peu ven t êt re dés ox yd é s
se l on des procé dés permet t ant d’él imin er l es dépôt s de cor ros ion s e t ro u v a n t
su r les surfa ces i nternes de s can al is at ion s . L’en j eu es t de rét abl ir u n dé b i t et
u n e circulation le s plus proche s pos s ibl es de c eu x at ten du s s u r u n e in s t a l l a ti o n
n e uve b ien conçue. Ce procé dé s’appl iqu e gén éral emen t s u r l es rés ea u x e n
a c i er no ir et en aci er galvani sé m ais pas exc l u s ivemen t .

U n tra item ent préve nt i f e st obli ga toire après ces opérat ion s . ... ET APRÈS UNE OPÉRATION DE NETTOYAGE (EN BAS)

32 33
4. 2 Le désemb ouage
4 SUIVI ET MAINTENANCE I l e s t i m p o r ta n t q u e l e s s e r v i c e s te c hn i q u e s d e s é q u i p e m e n t s de t rai te me n t
d ’e a u e n p l a c e ré a l i s e n t u n c o n trô l e p é r i o d i q u e a p p rofo n d i , a mi n i ma an n u e l, au
c o u r s d u q u e l l e s o p é ra ti o n s c i - d e s s o u s d ev ro n t être ré a l i s ée s :
▶ Analyse des eaux de remplissage et des eaux en circulation.
4.1 Le dét ar trage ▶ Suivi de l’évolution des qualités d’eau en circulation dans le temps.
U n e insta llation corre cte ai nsi qu ’u n e main ten an ce adéqu ate des équ ipe m e n ts
▶ Vérification exhaustive des postes de traitement d’eau avec correctifs si besoin.
d e protection et de t rai teme nt d e l ’eau s on t des opérat ion s es s en t iel l e s , n o n ▶ Nettoyage des équipements et de leurs composants si besoin (résines, filtres,
se u lem ent pour obteni r les quali tés d’eau at ten du es mais s u r tou t pou r ga ra n ti r systèmes d’injection).
u n fo nctio nne ment sat i sfai sant de l ’en s embl e de l ’in s t al l at ion et as s u re r l e
p rolo ng emen t de sa durée de vi e ain s i qu e s on efficien ce opt imal e.
▶ Remplacement des pièces d’usure et des consommables.
L a ma intena nce de s é qui pe ments doit tou j ou r s êt re réal is ée en ac c ord ave c
Le s o p é ra ti o n s d e c o n trô l e d éta i l l é e s d a n s l e s ta b l e a u x 1 et 2 do i ve n t êt re
le s instructions de s fabri cant s qu i, l a pl u par t du temps , préc on is en t d e s
c o n s i g n é e s d a n s u n c a hi e r d e m a i n te n a n c e a f i n d ’a s s u re r u n e t raç abi li té
i n terventio ns si mple s, à une fréq u en ce don n ée, à réal is er par l ’u t il is ateu r f i n a l
c o m p l ète.
o u l a so ciété en charge de la mai n ten an c e de l ’in s t al l at ion .

Des interventions de maintenance plus spécifiques doivent être réalisées par des
services techniques qualifiés. En particulier, les pièces détachées d’usure et les
consommables doivent être approvisionnés auprès des fabricants d’équipements.

TABLEAU 1 : GAMME DE MAINTENANCE SIMPLIFIÉE


DES ÉQUIPEMENTS DE TRAITEMENT & SURVEILLANCE
DES PRODUITS DE TRAITEMENT À USAGE DE LOGEMENT COLLECTIF

Fréquence de Fréquence de
Poste de traitement Paramètres contrôlés Valeurs Actions utilisateur Opérations
Rôle contrôle utilisateur contrôle par une
d'eau par l’utilisateur attendues en cas d'écart attendues
recommandée société spécialisée

Éviter les retours d'eau Fréquence d’ouverture


Disconnecteurs et Remplacement / Obligatoire une fois
et phénomènes de Annuelle de la soupape Conforme
clapets anti-pollution réparation par an
rétro-contamination de vidange

Ajustement du réglage
Dureté TH < 10 °f du TH résiduel Nettoyage et
si nécessaire désinfection des résines
Contrôle interne de
Mensuelle Chlorures Chlorures < 70 mg/l Test de régénération
la vanne et nettoyage
Supprimer les risques
Adoucisseur d'eau d'entartrage Présence de sel Annuel recommandé Contrôle de la
Saumure dans le bac Rechargement en sel programmation
à saumure Remplacement
des pièces d'usure
Absence
Trimestrielle Étanchéité Réparation Nettoyage du bac à sel
de fuites

Supprimer le risque Absence


Étanchéité Réparation
d’encrassement minéral de fuites
Déminéralisateur total de tout type et abaisser
Mensuelle
ou partiel la conductivité ionique
et les courants Conductivité < 50 µs/cm Non obligatoire
de corrosion

34 35
TABLEAU 1 (SUITE) : GAMME DE MAINTENANCE SIMPLIFIÉE
DES ÉQUIPEMENTS DE TRAITEMENT & SURVEILLANCE
DES PRODUITS DE TRAITEMENT À USAGE DE LOGEMENT COLLECTIF

Fréquence de Fréquence de
Poste de traitement Paramètres contrôlés Valeurs Actions utilisateur Opérations
Rôle contrôle utilisateur contrôle par une
d'eau par l’utilisateur attendues en cas d'écart attendues
recommandée société spécialisée

Ratios de Contrôle de la membrane,


consommation du clapet d'aspiration et
produits du clapet de refoulement
conformes,
Contrôle de l’étanchéité
présence de Réparation
de l’ensemble du module
produit dans
de dosage
le bac,
absence de Vérification
Relevé du compteur désamorçage du transfert correct
Injecter de manière d’eau d’appoint
proportionnelle Vérification de l’intégrité
Fonctionnement Annuel recommandé
Groupe de dosage et automatisée Trimestrielle
Conductivité des raccords électriques
les produits de la pompe
de traitement d'eau Ratio de Vérification de l’intégrité
consommation produit Absence de fuite du boîtier
au raccord,
Vérification de la position
refoulement Réparation
correcte des vis de la tête
et aspiration
doseuse
corrects
Nettoyage et/ou
remplacement des pièces
d'usure

Étanchéité Absence de fuites Réparation


Éliminer
Équipements physiquement des
Mensuelle Non obligatoire
de filtration dépôts et des oxydes En fonction de
dans l’installation Changement
Encrassement la perte de charge,
des éléments
Perte de charge nettoyage des
filtrants
éléments filtrants

Après la mise
en service d’une
installation neuve
Cf. Chapitre 2.2 -
S’assurer du bon A minima une fois Qualités d’eau brute traitement
niveau de protection par an et en circulation préventif
contre l’entartrage,
(Cf. Chapitre 2.2 - des eaux de
la corrosion et du En cas de doute traitement préventif remplissage, p16 Fonction
fonctionnement sur la qualité d’eau Analyse et diagnostic
Produits de des eaux de des produits utilisés,
optimal de l’installation en circulation ou de Annuel recommandé poussé des eaux
traitement d'eau remplissage, p16) Fonction prise de contact
problème sur en circulation
des produits avec le traiteur d'eau
S’assurer de l’installation (couleur Matières actives utilisés, prise
la compatibilité suspecte, percement, anticorrosion de contact
des eaux au contact bruits…) et antitartre avec le traiteur
des matériaux
d'eau
Après la mise en
œuvre d’un traitement
chimique

36 37
TABLEAU 2 : GAMME DE MAINTENANCE SIMPLIFIÉE
DES ÉQUIPEMENTS DE TRAITEMENT & SURVEILLANCE
DES PRODUITS DE TRAITEMENT À USAGE DE LOGEMENT INDIVIDUEL

Fréquence de Fréquence de
Poste de traitement Paramètres contrôlés Valeurs Actions utilisateur Opérations
Rôle contrôle utilisateur contrôle par une
d'eau par l’utilisateur attendues en cas d'écart attendues
recommandée société spécialisée
Nettoyage et désinfection
des résines
Ajustement Contrôle interne
du réglage de la vanne et nettoyage
Dureté TH < 10 °f
du TH résiduel
Trimestrielle si nécessaire Annuel recommandé Contrôle
de la programmation

Supprime les risques Remplacement


Adoucisseur d'eau d'entartrage des pièces d'usure
Présence de sel
Rechargement
Saumure dans le bac Nettoyage du bac à sel
en sel
à saumure

Absence
Trimestrielle Étanchéité Réparation
de fuites

Absence
Étanchéité Réparation
de fuites
Élimination physique
Équipements des dépôts et
Mensuelle Nettoyage des
de filtration des oxydes
dans l’installation éléments filtrants Changement
Encrassement
en fonction des éléments
Perte de charge
de la perte filtrants
de charge

Après la mise
en service d’une
installation neuve Cf. qualités
S’assurer du bon d'eau
Une fois par Qualités d’eau brute
niveau de protection attendues
an recommandé et en circulation
contre l’entartrage, (Cf. tableau -
(Cf. tableau -
la corrosion et du caractéristiques
En cas de doute caractéristiques
fonctionnement requises pour l'eau Prise
sur la qualité d’eau requises pour l'eau Analyse et diagnostic
Produits de optimal d'appoint, p6) de contact
en circulation ou de d'appoint, p6) Annuel recommandé poussé des eaux
traitement d'eau de l’installation auprès du
problème sur en circulation
Fonction des traiteur d'eau
l’installation (couleur Matières actives
S’assurer de produits utilisés,
suspecte, percement, anticorrosion
la compatibilité des prise de contact
bruits…) et antitartre
eaux au contact des avec le traiteur
matériaux d'eau
Après la mise en
œuvre d’un traitement
chimique

38 39
Boucle thermique
Réseau fermé dans lequel circule un fluide caloporteur ou frigoporteur (eau) dont la température

5 GLOSSAIRE se situe entre 0 et 110 °C.

Cathode
Électrode négative (reliée au pôle moins d’un générateur de courant électrique). Le courant sort
par la cathode d’un système électrolytique.
Acide
Substance qui se dissocie plus ou moins complètement en solution aqueuse pour produire des Cation
ions hydrogène H+. Un acide est d’autant plus fort qu’il donne plus d’ions H+ dans l’eau. Parmi Ion chargé positivement (exemples : Ca2+, Na+, H+).
les acides utilisés en traitement, on peut citer : l’acide sulfurique (H2SO4 ) ; l’acide chlorhydrique
(HCl).
Co-courant Cf. Régénération à co-courant.
Adoucissement Conditionnement des eaux
Procédé de traitement destiné à éliminer la dureté de l’eau (due à la présence de sels alcalino-
Traitement appliqué principalement aux eaux des circuits thermiques et de refroidissement
terreux : carbonates, sulfates de chlorures de calcium et de magnésium). L’eau adoucie n’est
consistant à introduire dans une eau préalablement clarifiée des produits solubles appropriés,
pas incrustante et mousse facilement avec le savon. L’adoucissement est effectué par passage
appelés produits de conditionnement, destinés essentiellement à lutter contre l’entartrage et la
de l’eau à travers un échangeur de cations (permutation des ions calcium avec des ions sodium)
corrosion.
régénéré avec du chlorure de sodium.
(Ne pas confondre avec déminéralisation ou décarbonatation).
Conductivité
Aération (en traitement d’eau) Aptitude d’une eau à permettre le passage du courant électrique. La conductivité, inverse de la
résistivité, est directement liée à la teneur en minéraux dissous ionisés.
Introduction d’air atmosphérique dans l’eau. Les principaux objectifs de cette opération sont,
suivant les cas :
Corrosion
▶ Appauvrissement de l’eau en gaz initialement dissous (entraînement, ou stripage, Attaque de la surface d’un métal due à une action électrochimique en milieu aéré ou non. Une
de CO 2 , de NH 3 …). attaque par action physique peut être la cause d’érosion ou d’abrasion. L’attaque d’un matériau
▶ Oxydati on d e c om p os é s c h i m i q ues d i sso us ( d u fer, d u mang anèse…) p ou r l es
non métallique est une dégradation.
rend re sép a ra b le s p a r p ré c i p i ta t i o n .
Corrosivité (d’une eau)
Une bonne aération réalise simultanément la dissolution de l’air dans l’eau et le brassage de Aptitude d’une eau à dissoudre les métaux, liée à sa composition physico-chimique (pH,
l’eau aérée. L’aération s’effectue couramment par ruissellement ou projection de l’eau dans l’air : résistivité, teneur en oxygène, chlorures et sulfates). La corrosivité d’une eau augmente avec la
par tours de contact, cascades, pulvérisation, aérateurs rotatifs, mécaniques… température. (Ne pas confondre avec agressivité).

Alcalino-terreux Cycle (d’un échangeur d’ions)


Groupe de métaux bivalents comprenant, entre autres, le calcium, le magnésium et le baryum. Volume d’eau produit par un échangeur d’ions entre deux régénérations.
Leurs sels dissous dans une eau en constituent la dureté.
Décantation
Anode Procédé physique de séparation des matières en suspension dans un liquide, faisant appel
Électrode positive (reliée au pôle plus d’un générateur de courant électrique). Le courant à l’action de la pesanteur pour les rassembler en totalité ou en partie et pour les collecter au
pénètre par l’anode dans un système électrolytique. fond d’un réservoir (décanteur). Dans le cas d’eaux très chargées en matières en suspension, la
décantation est d’un emploi fréquent en amont de la filtration.
Base
Substance, généralement dérivée de l’hydratation d’oxydes métalliques, qui se dissocie plus Décarbonatation
ou moins complètement en solution aqueuse pour produire des ions hydroxyle OH–. Une base Procédé d’épuration des eaux destiné à éliminer les bicarbonates qu’elles contiennent à l’état
est d’autant plus forte qu’elle donne dans l’eau plus d’ions OH–. Les bases réagissent avec les dissous :
acides pour donner un sel et de l’eau. Parmi les bases utilisées en traitement des eaux, on peut
citer : la chaux et la soude. ▶ Parprécipitation à la chaux, s’il s’agit de bicarbonates alcalino-terreux, avec
formation de carbonates insolubles.
Balance ionique de l’eau ▶ Par échange d’ions avec dégagement de dioxyde de carbone, les chlorures et
Bilan en deux colonnes (cations et anions) des résultats de l’analyse d’une eau, lorsque les sulfates restant en solution.
teneurs sont exprimées en milliéquivalents par litre ou en degrés français. Dans ce bilan les
Une eau simplement décarbonatée n’est que partiellement adoucie puisqu’elle peut toujours
totaux doivent s’équilibrer puisque, dans une solution aqueuse saline, la somme des cations est
contenir des sels de calcium et de magnésium autres que les carbonates.
égale à celle des anions.

40 41
Degré français Échangeur d’anions
Unité de concentration des substances chimiques en solution aqueuse. Résine échangeuse d’ions susceptible de fixer des anions minéraux ou organiques et de les
Un degré français (1 °f) équivaut à 0,2 milliéquivalent par litre. échanger, soit entre eux, soit avec l’ion hydroxyle OH–. On distingue :
Cette unité, employée essentiellement en traitement d’eau, est appliquée en particulier à ▶ Les échangeurs (d’anions) faiblement basiques, comportant un mélange d’amines.
l’expression :
▶ Les échangeurs fortement basiques contenant des radicaux ammoniums quaternaires.
▶ Du titre hydrotimétrique ( TH).
▶ Du titre alcalimétrique simple ( TA). Échangeur de cations
Résine échangeuse d’ions susceptible de fixer des cations minéraux ou organiques et de les
▶ Du titre alcalimétrique complet ( TAC). échanger soit entre eux, soit avec l’ion hydrogène H+. On distingue :
1 °f équivaut à 10 mg/l de CaCO 3 ; à 4 mg/l de Ca 2+ ; à 0,7 ° anglais (grain de CaCO 3 par gallon
impérial) ; à 0,56 ° allemand (dH) (10 mg/l de CaO) ; à 0,58 ° américain (grain de CaCO 3 par
▶ Les échangeurs (de cations) fortement acides, appelés cations forts et caractérisés
par la présence de radicaux sulfoniques HSO 3 (charbons sulfonés, polystyrènes
gallon US). sulfonés).

Degré hydrotimétrique (TH) ▶ Les échangeurs faiblement acides, appelés cations faibles et caractérisés par les
Unité de dureté de l’eau exprimée en degré français. radicaux carboxyliques (HCO 2 ).

Déminéralisation Échangeur d’ions


Procédé d’épuration de l’eau destiné à éliminer partiellement ou totalement des sels qui y Substance granulaire insoluble, généralement organique et synthétique, comportant dans sa
sont dissous. La déminéralisation s’effectue en particulier : structure des radicaux acides (échangeurs de cations) ou basiques (échangeurs d’anions) et
susceptible de permuter, sans être elle-même altérée, les ions positifs ou négatifs fixés sur
▶ Par échange d’ions (succession d’échanges de cations et d’échanges d’anions). ces radicaux, contre des ions de même signe en solution dans le liquide avec lequel elle est en
contact.
▶ Par osmose inverse et par distillation.
La permutation, appelée échange d’ions, permet de modifier la composition ionique du liquide
La décarbonatation est un procédé de déminéralisation partielle. objet du traitement.
Applications : adoucissement ; décarbonatation ; déminéralisation.
Dureté (d’une eau)
Teneur en calcium et magnésium permettant le dépôt de sels insolubles et incrustants (tartres On appelle parfois « échangeur d’ions » la colonne contenant les résines échangeuses.
ou incrustations).
Éluat (en échange d’ions)
▶ Le ti tre hydroti m étr i q u e T H ( ou T H tot al , o u d ureté tot al e) i nd i q ue g l o b al emen t l a Liqueur évacuée par une colonne échangeuse d’ions au cours d’une opération de régénération.
c oncentrati on e n i on s c a lc i u m Ca 2 + et m ag nési um M g 2 + .

▶ Leti tre hydroti m étr i q u e c a lc i q ue ( o u T H c al c i q ue) ex p r i me l a c o nc ent ratio n en Entartrage


ions cal ci um C a 2+ . Formation sur les parois des récipients ou des tuyauteries d’une couche de tartre (dépôt
▶ Leti tre hydroti m étr i q u e m a g n ési en ( o u T H m ag nési en o u d ureté mag nésien n e) généralement dur et adhérant, parfois poreux) constitué essentiellement de sels (carbonates,
sulfates, silicates de calcium, etc.) provenant des eaux dures ou calcaires.
expri me l a te n e u r e n i on s m a g n é s i um M g 2 + . Les t i t res hyd rot i mét r i q ues s’ex pr imen t
Synonyme : incrustation.
en deg rés fra n ç a i s .

▶ La d ureté c a r b on a té e i n d i q u e l a c o nc ent rat i o n en i o ns c al c i um et mag n és iu m Équilibre calco-carbonique


suscepti bl es d e p ré c i p i te r s ou s fo r m e d e c ar b o nates. E l l e est ég al e au TAC s i l e État d’une eau dont les teneurs en calcium, CO2 libre, bicarbonates et carbonates sont telles
TH est supé r i e u r a u TAC, ou é g al e au T H si l e T H est i nfér i eur au TAC. que, mise en contact avec du calcaire, ses caractéristiques ne changent pas. Il existe de
▶ La dureté te m p ora i re ( n oti on ab and o nnée au p rof i t d e l a not i o n d e du reté
nombreuses méthodes graphiques pour déterminer le pH d’équilibre (ou pH de saturation =
pHs de Langelier) d’une eau de composition chimique déterminée.
c arbonatée ) i n d i q u e la c on c e n t rat i o n en c al c i um et mag nési um q ui p ré cipite
ap rès éb ul l i ti on p rolon g é e d ’u n e eau.
À l’équilibre, la teneur en dioxyde de carbone libre est appelée « CO2 équilibrant ». Si la
▶ La dureté p e r m a n e n te i n d i q u e l a c o nc ent rat i o n en c al c i um et mag nési u m qu i concentration réelle devient supérieure à cette valeur, l’excès est appelé « CO2 agressif » et
reste en solu ti on a p rè s é b u lli ti o n p ro l o ng ée. l’eau peut alors dissoudre du calcaire : elle est agressive (pH < pHs). Si la concentration est
inférieure, l’eau dépose du carbonate de calcium sur le calcaire : elle est incrustante (pHs).
Eau d’appoint
Eau neuve introduite dans une installation pour compenser les pertes par soutirage d’eau ou de
Goethite (α Fe+3O(OH) )
création de vapeur. Espèce minérale, variété d'oxyhydroxyde de fer(III), polymorphe α du composé FeO(OH) avec des
traces de Mn et H2O. Les cristaux sont relativement rares, mais peuvent atteindre 45 cm.

42 43
Hydrolyse Osmose inverse
Décomposition d’une substance chimique par l’eau avec dissociation simultanée de celle-ci. Procédé de séparation par membrane destiné à extraire un solvant d’une solution (Ex : eau pure
Dans le cas d’un sel, la réaction est du type A.B + H2O → A.OH + B.H. à partir d’eau salée). Il consiste, par inversion du processus naturel de l’osmose, à appliquer
Les sels d’acides faibles ou de bases faibles, ou les deux, sont partiellement hydrolysés en à une solution en contact avec une membrane semi-perméable une pression supérieure à la
solution aqueuse ; les esters peuvent être hydrolysés en alcool et acide. pression osmotique et à recueillir le solvant de l’autre côté de la paroi. Ce procédé fait appel à
des pressions de 3 à 100 bars (0,3 à 10 MPa) et permet d’éliminer des particules de dimensions
Incrustation Cf. Entartrage. comprises entre 0,2 et 10 nm (presque tous les ions et solutés).

Inhibiteurs de corrosion pH (potentiel hydrogène)


Produits chimiques qui, ajoutés à l’eau, empêchent son action corrosive sur des métaux par Mesure de l’acidité, de l’alcalinité ou de la neutralité d’une solution aqueuse, exprimée par
formation d’une pellicule protectrice sur le métal. le logarithme (base 10) de l’inverse de la concentration de la solution en ions hydrogène
(H+) exprimée en mol/l. Le pH d’une eau est compris entre 0 et 14 (7 étant le pH d’équilibre
correspondant à la neutralité).
Ion
Atome, ou groupement d’atomes, chargé électriquement présentant un excès (anion) ou un Une eau est d’autant plus acide que son pH (inférieur à 7) est plus près de 0 et d’autant plus
déficit (cation) en électrons, dont la migration occasionne le passage de l’électricité à travers alcaline que son pH (supérieur à 7) est plus près de 14. Une eau à pH = 2 contient 10 000 fois
un électrolyte. (10 4) plus d’ions hydrogène (et est 10 000 fois plus acide) qu’une eau à pH = 6.
Les ions positifs, ou cations, comprennent : les métaux et l’hydrogène (ex : Ca2+, Na+, H+). Dans un Le pH varie en fonction de la température et se mesure à l’aide d’indicateurs colorés, ou
bac d’électrolyse, ils sont attirés par la cathode (électrode négative). mieux, par électrométrie (mesure fine de différences de potentiel électrostatique) à l’aide
Les ions négatifs, ou anions, comprennent : les non-métaux et des groupements tels que SO 2– 4 ,
d’un pH-mètre.

HCO 3 , etc., et l’ion hydroxyle OH . Ils sont attirés par l’anode (électrode positive).

Régénération (en échange d’ions)


Matières en suspension Opération effectuée sur une résine échangeuse d’ions saturée, de façon à la ramener à son état
Particules solides très fines présentes dans l’eau, que la pratique divise en : initial. La régénération consiste à faire percoler sur la résine une solution appropriée (acide,
basique ou saline), de haute pureté.
Matières décantables, qui se séparent naturellement, sans apport de réactif, quand l’eau est
au repos. Régénération à co-courant
Matières colloïdales trop fines pour décanter par gravité, mais éliminables par coagulation. Procédé de régénération d’un échangeur d’ions, consistant à faire circuler la solution régénérante
du haut vers le bas du lit de résine.
Membrane semi-perméable
Membrane perméable à un liquide (solvant) et imperméable (ou peu perméable) aux substances
Résines (en échanges d’ions)
dissoutes dans le liquide (soluté). Il existe des membranes semi-perméables naturelles (certains Terme partiellement impropre désignant les matériaux granulaires utilisés en échange d’ions
tissus animaux et végétaux) et des membranes synthétiques (poly-amides, acétate de cellulose). (échangeurs de cations, échangeurs d’anions).

Milliéquivalent par litre (mEq/l) Résistivimètre


Unité de concentration des corps dissous dans une solution aqueuse ; 1 meq/l correspond à Appareil destiné à mesurer la résistivité électrique d’une eau. Une résistivité élevée est
la concentration d’une solution normale diluée mille fois. 1 mEq/l équivaut à 5 degrés français. caractéristique d’une eau très pure (quelques mégohms-centimètres).

Mole SAF
Unité fondamentale de quantité de matière, dans le système Sl (système international d’unités). Concentration globale (exprimée en degrés français ou en mEq/l) des sels d’acides forts
Ce terme a remplacé celui de molécule-gramme. (chlorures, sulfates, nitrates) contenus dans une solution.

Nanofiltration Sel
Filtration tangentielle ou frontale sur des membranes de synthèse (minérales ou organiques) Substance résultant de l’action d’un acide sur une base. Parmi les sels utilisés en traitement des
conduisant à une élimination totale des solides en suspension et à une élimination partielle des eaux, on peut citer :
éléments dissous les plus gros.
Le chlorure de sodium NaCl.

Osmose Le silicate de sodium Na2SiO3.


Diffusion naturelle d’un solvant à travers une membrane semi-perméable à partir d’une solution Le chlorure ferrique FeCl3.
diluée vers une solution concentrée. La différence de concentration engendre une pression
dite osmotique, dont l’effet est d’égaliser les concentrations de part et d’autre de la membrane, Le sulfate d’aluminium Al2 (SO4), 18 H2O.
et par la suite de diluer la solution la plus concentrée. L’osmose joue un rôle capital dans la
circulation de l’eau dans les organismes vivants. Le sel utilisé pour la régénération des adoucisseurs d’eau est constitué de chlorure de sodium
de très grande pureté.

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TA (titre alcalimétrique simple)
Mesure de la teneur d’une eau en alcalis (hydroxydes) et de la moitié de sa teneur en carbonates
alcalins et alcalino-terreux, déterminée par addition de la quantité d’acide sulfurique nécessaire
au virage de la phénolphtaléine.
ANNEXE A
RÉGLEMENTATIONS ET GUIDES TECHNIQUES
La TA s’exprime en degrés français (°f). La notion équivalente allemande est le « p Wert »,
exprimé en degrés allemands (°dH).

TAC (titre alcalimétrique complet) S u r l e p l a n ré g l e m e n ta i re i l fa u t c o n s i d é re r l e s é l é m e n ts c o mpo s an t le flu i de


c a l o p o r te u r c o m m e e n tra n t d a n s l a c a té g o r i e d e s « e a u x de s t i n é e s à la
Teneur d’une eau en alcalis (hydroxydes), en carbonates et en bicarbonates (ou
c o n s o m m a ti o n hu m a i n e » .
hydrogénocarbonates) alcalins et alcalino-terreux, déterminée par addition de la quantité
d’acide sulfurique nécessaire au virage du méthylorange (ou hélianthine). Si le pH est inférieur
à 8,2, le TA est nul et l’eau ne contient pratiquement que des bicarbonates. Il s’exprime en Le s fo r m u l a ti o n s u ti l i s é e s d a n s l e s i n s ta l l a ti o n s à s i m p l e é c h an ge po u r le
degrés français (°f). La notion équivalente allemande est le « m Wert » exprimé en degrés tra i te m e n t the r m i q u e d e s e a u x d e s ti n é e s à l a c o n s o m m a ti on h u mai n e do i ve n t
allemands (°dH). o bte n i r u n e i n s c r i pti o n e n l i s te A d o n n é e p a r l e M i n i s tè re d e la San té :
▶ Article 16.9 du Règlement Sanitaire Départemental ; repris par la circulaire du
Tartre 26 avril 1982.
Dépôt généralement dur et adhérant, quelquefois poreux, constitué essentiellement de
sels (carbonates, sulfates, silicates de calcium, etc.) provenant des eaux dures ou calcaires. ▶ Arrêté du 14 janvier 2019 relatif aux conditions de mise sur le marché des
produits introduits dans les installations utilisées pour le traitement thermique
des eaux destinées à la consommation humaine.
TH (titre hydrotimétrique) Cf. Dureté d’une eau.
▶ Le Règlement sur les produits biocides [RPB, règlement (UE) n° 528/2012].
Turbidité
Caractère d’une eau trouble, non transparente. L’intensité d’une turbidité s’exprime en
gouttes de mastic ou en unités Jackson. Au tre s d o c u m e n ts te c hn i q u e s i s s u s d ’o rg a n i s m e s f ra n ç a i s o u e u ro pé e n s :
▶ CERTIFICATION QB : certification du produit et de son application (FR).
▶ Guides CSTB
G u i d e p ra ti q u e « P ro c é d é tra i te m e n t d e s e a u x » .
G u i d e « Pa tho l o g i e d e s ré s e a u x d ’e a u » .
G u i d e « Pa tho l o g i e d e s é q u i p e m e n ts d e g é n i e c l i m at i qu e » .

▶ G u i d e U N I C L I M A - F E D E N E « E n treti e n d e l a c ha u d i è re » .
▶ Guide technique SYPRODEAU - UNICLIMA, Tome 1
« Qualité de l’eau des installations de chauffage dans les bâtiments tertiaires &
les immeubles d’habitation ».

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ANNEXE B 3 - Qualité d’eau
d’alimentation du circuit TH : °F
FICHE PRATIQUE - RELEVÉ Analyse jointe ? OUI NON
D’INSTALLATION DE CHAUFFAGE

4 - Qualité d’eau du circuit TH : °F


Analyse jointe ? OUI NON
I - DESCRIPTION DES INSTALLATIONS

1 - Marque de la chaudière : Type :


5 - Compteur OUI NON
Combustible : Nature :
Si oui relevé du compteur m 3

Compteur Hors Service ? OUI NON


2 - Pression de fonctionnement (bar) : Présence Si compteur à impulsions,
Puissance (kW) : de pressostats : ☐ fréquence : Hz
Température (°C) : OUI NON

6 - Filtre (en dérivation) : OUI NON


3 - Pompe de circulation Marque :
Type : Débit (m3/h) : Si oui préciser le type :

4 - Maintien de pression Air libre


Marque : Sous pression 7 - Volume d’appoint annuel : m3
Manuel Automatique (à proscrire)
5 - Température de départ : °C
5 - Température retour : °C 8 - Conditionnement en place
avant la prise en charge
6 - Volume du circuit : m3
Prétraitement en place OUI NON
7 - Type de sous-station Échangeur Autres : (adoucissement,
déminéralisation)
Bouteille de mélange Pot de détente

8 - Matériaux du circuit Si oui, préciser : Marque : Dosage :


Acier noir Acier galvanisé Cuivre ml/m3
Aluminium Autres Matériaux synthétiques
Produit de traitement 1 : Point d’injection :
Inox Préciser :

II - TRAITEMENT D’EAU DU CIRCUIT


Marque de la pompe : Type :

1 - Type d’eau Forage Ville Plage de débit : Soit en %

2 - Adoucissement : OUI NON Asservissement ? OUI NON


Si oui préciser le type : Pompe est Hors Service ? OUI NON
Adoucisseur Hors Service ? OUI NON

48 49
Produit de traitement 2 Marque : Dosage :
III - SCHÉMA D’INSTALLATION OUI NON
ml/m
3

Point d’injection :

Marque de la pompe : Type :

Plage de débit : Soit en %

Asservissement ? OUI NON


Pompe est Hors Service ? OUI NON
Présence de témoins
de corrosion ? OUI NON
Si oui, vitesses ou aspects
des corrosions relevées :
Nécessité d’un lessivage
- désembouage de l’installation ? OUI NON

9 - Clapet anti-retour entre prise à


TH = 0 °F et by-pass additionnel ? OUI NON

10 - Disconnecteur ? OUI NON

11 - Chasse (vidange) point bas ? OUI NON

12 - Purge point haut ? OUI NON

IV - COMMENTAIRES ÉVENTUELS V - DATE, CACHET & SIGNATURE


13 - Dégazeur ? OUI NON

14 - Autres appareils hors service ? OUI NON


Si oui, lesquels :

15 - Points de prélèvement
manquants ? OUI NON
Préciser lesquels :

50 51
SYNDICAT NATIONAL DES FABRICANTS
DE PRODUITS CHIMIQUES DE TRAITEMENT
ET D’ASSAINISSEMENT DE L’EAU

www.sypro deau.org

Création :
NON
NON
NON
NON
%
en
:Soit
ml/m3Type
______
:
Dosage

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