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Apostila 1 Introdução à Contabilidade e sua mecânica Professor MS ARNOLDO SCHMIDT NETO Joinville 2010

Apostila 1 Introdução à Contabilidade e sua mecânica

Professor MS ARNOLDO SCHMIDT NETO

Joinville

2010

Contabilidade

2/30

SUMÁRIO

1.1 Objetivos e Objeto da contabilidade

3

1.1.1 Conceitos Básicos

3

1.1.2 Objetivos e Objeto da Contabilidade

6

1.1.3 Usuários da Contabilidade

7

1.2 Familiarização com a Mecânica Contábil

9

1.2.1 1º CASO: CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA

9

1.2.2 2º CASO: BEM DIREITO

9

1.2.3 3º CASO: BEM OBRIGAÇÃO

10

1.2.4 4º CASO: RECEITA

11

1.2.5 5º CASO: DESPESA

11

1.2.6 6º CASO - RESULTADO OPERACIONAL

11

1.2.7 7º CASO: PATRIMÔNIO LÍQUIDO

15

1.3 Componentes do patrimônio das

16

1.3.1 Bens

16

1.3.2 Direitos

17

1.3.3 Obrigações

18

1.3.4 Patrimônio Líquido

18

1.3.5 Equação de Equilíbrio Patrimonial e Balanço Patrimonial

18

1.3.6 Representação gráfica do patrimônio

19

1.4 Regimes da Contabilidade

20

1.4.1 Mês de Competência

20

1.4.2 Competência de caixa

21

1.5 A Contabilidade como Ferramenta

22

1.5.1 Qualidades da Informação Contábil

22

1.5.2 Principais Demonstrações e Relatórios Contábeis

23

1.6 Formas jurídicas das sociedades empresariais

25

1.6.1 Quadro de sociedades empresariais

25

1.6.2 Dissolução, Liquidação e extinção

26

1.6.3 Decisões relativas à destinação do lucro

26

1.7

Checando o aprendizado

28

Bibliografia

30

Contabilidade

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1.1 Objetivos e Objeto da contabilidade

1.1.1 Conceitos Básicos

1.1.1.1 O que é Contabilidade?

Contabilidade é um instrumento da função administrativa que tem finalidades como:

o

controlar o patrimônio das entidades,

o

processar o resultado das entidades e

o

prestar informações sobre o patrimônio e o resultado das entidades aos diversos usuários da informação contábil.

O Primeiro Congresso Brasileiro de Contabilistas, realizado na Cidade do Rio de Janeiro, de 17 a 25 de agosto de 1924, formulou um conceito oficial para CONTABILIDADE:

de

“Contabilidade

é

a

ciência

que

estuda

e

pratica

as

funções

orientação,

de

controle

e

de

registro

relativas

à

Administração

Econômica.”

Formule um conceito sobre contabilidade com foco em Engenharia de Produção e Mecânica, de acordo
Formule um conceito
sobre
contabilidade
com
foco
em
Engenharia
de
Produção
e
Mecânica, de acordo
com
os
diversos
conceitos
apresentados.

da

deliberação 29/86:

Contabilidade é, objetivamente, um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de

natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação

à entidade objeto de contabilização.

Segundo Hilário Franco (1990):

"Contabilidade é a ciência que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações

e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial."

Pela amplitude do campo de atuação da Contabilidade, os conceitos apresentados podem ser os mais variados possíveis e devem trazer implícitas as preocupações com os campos sociais e ecológicos, além, obviamente, dos aspectos econômico-financeiros que são resultados do movimento da riqueza aziendal. Abaixo, alguns conceitos formulados pelos integrantes do DCC Departamento de Ciências Contábeis da FACAPE:

Segundo

a

CVM

-

Comissão

de

Valores

Mobiliários,

através

o

É a ciência que estuda, controla e interpreta as variações e composições do Patrimônio das entidades, objetivando o controle, o fornecimento de informações gerenciais e o planejamento. Célio Cruz

o

É o instrumento que fornece mediante registros e demonstrações expositivas, esclarecimentos definitivos para seus sócios e a sociedade. Paulo Andrade

o

É a ciência que estuda e acompanha a evolução patrimonial de uma entidade, observando os seus aspectos qualitativos e quantitativos. Rinaldo Remígio

Contabilidade

4/30

o

É a ciência social que trata da sistematização quantitativa e qualitativa das informações relativas a gestão, evolução e controle da riqueza aziendal. Wilson Rolin

o

É a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades, mediante o registro dos fatos contábeis, com objetivos, de demonstrar e interpretar os dados econômicos resultantes de uma capacidade empresarial e também prestar informações suficientes a tomada da melhor decisão que atenda os objetivos da entidade. José Luiz

o

É a ciência que estuda, registra, acompanha e controla os fatos contábeis no mundo dos negócios. José Florêncio

o

É a ciência que objetiva o controle das mutações econômicas e financeiras do patrimônio com vistas à maximização da riqueza aziendal. Agnaldo Batista

o

É a ciência social que estuda a situação e evolução do patrimônio das células sociais com o intuito de gerar

informações para o Valdenir Britto

seu crescimento

e

de toda sociedade.

Quando uma pessoa controla o dinheiro pelo canhoto do talão de cheques, procurando equilibrar os depósitos com os débitos, está fazendo um dos tipos mais simples de contabilidade pessoa física. Também é contabilidade o controle que a dona de casa faz das contas do mercado e das demais despesas, para chegar ao fim do mês sem débito. Numa grande empresa, a contabilidade envolve processos complicados e sofisticados, que exigem um grande número de pessoas, entre as quais especialistas em legislação tributária, contadores, advogados. Porém, no caso de uma microempresa, quando o empreendedor tem o dinheiro contado para a operação do negócio e não sobra muito para pagar serviços de terceiros, a área contábil ganha uma dimensão diferente” (MARION; 2001, p. 117).

1.1.1.2 Campo de aplicação da contabilidade

Entidades econômico- administrativas são organizações que reúnem os seguintes elementos:

pessoas, patrimônio, titular, capital, ação administrativa e fim determinado.

Aziendas
Aziendas

A palavra significa, em italiano, fazenda. Azienda é o patrimônio sofrendo constantes ações, de natureza econômica, do elemento humano.

Disponível

http://pt.wikipedia.org/wiki

/Aziendalismo

em:

O campo de aplicação da contabilidade são as

, com ou sem fins lucrativos, que possuam patrimônio.

Existem dois tipos de entidades econômico-financeiras: Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas.

entidades econômico-

financeiras
financeiras

o

PESSOAS FÍSICAS: É qualquer ser humano considerado individualmente, sujeito a direitos e obrigações, cujo nascimento se dá por meio do parto com vida. No Brasil as pessoas físicas são identificadas oficialmente pelo CPF (Cadastro da Pessoa Física).

o

PESSOAS JURÍDICAS: É aquela resultante de uma organização humana, com vida a patrimônios próprios, igualmente sujeitos a direitos e obrigações, cujo nascimento se dá, no caso das sociedades empresariais, através do registro na Junta Comercial do Estado e, no caso de empresas prestadoras de serviços, no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas. No Brasil são identificadas oficialmente pelo CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).

Entidades econômico-administrativas, também chamadas de

Essas entidades, para atingir seus objetivos, sejam eles econômicos ou sociais, se utilizam de bens patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo que execute os atos necessários conforme seus fins.

Quanto ao fim a que se destinam, as entidades econômico- administrativas podem ser assim classificadas:

aziendas.
aziendas.

Contabilidade

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a. Entidades com fins econômicos chamadas empresas, visam ao lucro

para preservar e/ou aumentar o patrimônio líquido. Exemplos: empresas

comerciais, industriais, agrícolas etc.

b. Entidades com fins sócio-econômicos intituladas instituições, visam

superávit que reverterá em benefício de seus integrantes. Exemplos:

associações de classe, condomínios, clubes sociais etc.

c. Entidades com fins sociais também chamadas instituições, têm por

obrigação atender às necessidades da coletividade a que pertencem.

Exemplos: a União, os Estados e os Municípios.

1.1.1.3 Função da contabilidade

A contabilidade tem duas funções básicas:

o

Função administrativa: controlar o patrimônio

o

Função econômica: apurar o resultado. Sendo que o resultado é a diferença entre o valor das receitas e a soma dos custos e despesas (Resultado= Receitas (custos + despesas)). O resultado pode ser:

Positivo: Receitas > (Custos + despesas)

Negativo: Receitas < (Custos + despesas)

Nulo: Receitas = (Custos + despesas)

1.1.1.4 Atos e fatos Administrativos

Atos Administrativos são os acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam alterações no Patrimônio. Por exemplos, Admissão de empregados, assinaturas de contratos, aval de títulos, fianças em favor de terceiros, etc.

Fatos Administrativos são acontecimentos que provocam variações nos valores patrimoniais, podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido. Por modificarem o Patrimônio, devem ser contabilizados através das contas patrimoniais e de resultado. São classificados em três grupos:

Fatos permutativose de resultado. São classificados em três grupos: Fatos modificativos Fatos mistos 1.1.1.5 Técnicas

Fatos modificativosSão classificados em três grupos: Fatos permutativos Fatos mistos 1.1.1.5 Técnicas Contábeis o

Fatos mistosem três grupos: Fatos permutativos Fatos modificativos 1.1.1.5 Técnicas Contábeis o Escrituração consiste

1.1.1.5 Técnicas Contábeis

o

Escrituração consiste no registro dos fatos patrimoniais de forma contínua e metódica, tendo como apoio a documentação relativa a esses fatos.

o

Demonstração é o processo de informações úteis, oportunas e adequadas, conforme as necessidades específicas dos usuários.

o

Auditoria é a inspeção que se realiza sobre a escrituração contábil, com a finalidade de se verificar a exatidão quanto aos registros e demonstrações e, também, quanto à adequação dos fatos administrativos ocorridos aos objetivos sociais da entidade.

o

Análise de Demonstrações Contábeis/ Financeiras consiste no processo de transformação dos dados constantes das

Contabilidade

6/30

demonstrações financeiras em informações úteis aos diversos usuários da informação contábil.

1.1.1.6 Exercício Social

A gestão econômica denomina-se exercício social, que consiste no

espaço de tempo em que, ao seu término, as entidades apuram e demonstram seus resultados, podendo coincidir ou não com o ano calendário, conforme dispuser o estatuto ou contrato social da entidade.

1.1.1.7 Áreas de atuação da Contabilidade e do contador

A palavra “conta”, segundo Padoveze (2006, p. 3) é uma das palavras

que se aplica na ciência contábil, podemos considerá-la uma palavra- chave. Dela podem-se extrair praticamente os primeiros e fundamentais conceitos para entender a ciência contábil. O profissional de contabilidade é denominado contador, cujo significado “é aquele que conta a quantidade de algo”. A função de “contar” vem dos primórdios

da história da contabilidade, quando os primeiros responsáveis tinham,

como tarefa primordial, contar as coisas (elementos patrimoniais)

Conforme Iudícibus e Marion (2000, p. 20) a função básica da

contabilidade e do contador é fornecer informações úteis para a tomada

de decisão pelos usuários da contabilidade. Com isto, a contabilidade

pode ser considerada um sistema de informação que coleta dados que alteram o patrimônio das entidades, efetua o registro e realiza o processamento por intermédio de técnicas e princípios contábeis cujo

resultado é a apresentação de relatórios contábeis utilizados pelos usuários da informação contábil.

C C o o l l e e t t a a d d e
C C o o l l e e t t a a d d e
C C o o l l e e t t a a d d e
C C o o l l e e t t a a d d e
C C o o l l e e t t a a d d e

CCoolleettaa ddee ddaaddooss

C C o o l l e e t t a a d d e e
C C o o l l e e t t a a d d e e
C C o o l l e e t t a a d d e e
C C o o l l e e t t a a d d e e
C C o o l l e e t t a a d d e e
C C o o l l e e t t a a d d e e

ÁÁRREEAASS DDEE AATTUUAAÇÇÃÃOO DDOO CCOONNTTAADDOORR

A Ç Ç Ã Ã O O D D O O C C O O N
A Ç Ç Ã Ã O O D D O O C C O O N

RReeggiissttrroo ddee ddaaddooss

o d d e e d d a a d d o o s s 

RReellaattóórriiooss

    R R e e l l a a t t ó ó
    R R e e l l a a t t ó ó

AAddmmiinniissttrraaççããoo

IInnvveessttiiddoorreess

BBaannccooss

GGoovveerrnnoo

OOuuttrrooss iinntteerreessssaaddooss

UUssuuáárriiooss ((ttoommaaddaa ddee ddeecciissããoo))

1.1.2 Objetivos e Objeto da Contabilidade

1.1.2.1 Objetivos

A Contabilidade pode ser considerada como sistema de informação

destinado a prover seus usuários de dados para ajudá-los a tomar decisão.

Contabilidade

7/30

Os usuários podem ser internos à empresa (gerentes, diretores, administradores, funcionários em geral) ou externos a empresa (acionistas; instituições financeiras; fornecedores; governo; sindicatos).

O objetivo principal da Contabilidade, portanto, é permitir a cada grupo

principal de usuários a avaliação da situação econômica e financeira da entidade, num sentido estático, bem como fazer inferências sobre suas tendências futuras.

1.1.2.2 Objeto

O patrimônio das entidades econômico-administrativas. Patrimônio é o

conjunto de elementos necessários à existência de uma entidade. É o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma entidade, num determinado momento.

PATRIMÔNIO DE UMA PESSOA OU DE UMA EMPRESA

PATRIMÔNIO DE UMA PESSOA OU DE UMA EMPRESA

BENS E DIREITOS (a receber)

OBRIGAÇÕES (a serem pagas)

1.1.3 Usuários da Contabilidade

A contabilidade é a linguagem dos negócios. Por meio do Sistema de

Informação Contábil são processadas as ações da empresa que servirão de base para identificar (diagnosticar) problemas e apresentar a solução (prognosticar) para os mesmos. É neste sentido que a Contabilidade é constantemente chamada de medicina das pessoas jurídicas.

Os usuários da Contabilidade são as pessoas físicas ou jurídicas interessadas pelas informações produzidas e disponibilizadas nos relatórios e demonstrativos contábeis, com o propósito de tomar decisão. Portanto, os usuários da Contabilidade são todas as pessoas interessadas nas informações contábeis e que necessitem conhecimento da situação econômica e financeira da entidade.

Para Ching, et al. (2003) quanto mais importante a decisão, maior a necessidade de informação. O autor ainda classifica os usuários da informação contábil em: pessoas físicas, administradores, acionistas, instituições financeiras, credores, funcionários, concorrentes, autoridades fiscais e agências reguladoras.

concorrentes, autoridades fiscais e agências reguladoras. o Pessoas Físicas: (estudantes, professores,

o

Pessoas Físicas: (estudantes, professores, profissionais liberais, autônomos, etc.) usam a contabilidade para administrar sua conta bancária, seu orçamento familiar, seus investimentos, para contrair e/ou financiar suas dívidas, etc

o

Administradores: para acompanhar o desempenho econômico- financeiro das empresas e tomar decisões de investimentos, financiamentos e destinação dos lucros. Para tanto a contabilidade auxilia os administradores em diversas indagações, tais como: Qual produto comercializar? Qual o custo de produção mensal? Qual a lucratividade da atividade? Quanto remunerar os funcionários?

o

Acionistas: para decidir em qual negócio investir e qual a rentabilidade desejada. Este grupo de usuários da Contabilidade deverá ter grande conhecimento das informações contábeis para

Contabilidade

8/30

visualizar, inclusive, a ações futuras de modo a lhes assegurar o retorno do capital investido.

o

Instituições Financeiras e Credores: para conhecer a capacidade de pagamento das dívidas contraídas, sejam elas de curto ou longo prazo, e decidir por financiar ou não a atividade, por vender a prazo ou a vista, etc

o

Funcionários: para decidir por uma proposta de emprego, para decidir sobre uma remuneração variável em função das vendas, para calcular sua participação em planos de distribuição de lucros a funcionários e também para verificar os investimentos da empresa em aspectos sociais do tipo: creche, transporte, educação, etc

o

Concorrentes: para comparar seus resultados e identificar as ações que levaram as empresas do mesmo ramo de atividade a ter sucesso ou insucesso.

o

Autoridades Fiscais: para calcular e verificar o pagamento dos tributos e do cumprimento das obrigações acessórias.

o

Agências Reguladoras: a exemplo de sindicatos, conselhos de

classe empresarial, agências governamentais, etc

que usam a

contabilidade para verificar se as exigências para funcionamento estão sendo cumpridas de acordo com as regras estabelecidas, assim como para servir de base para futuras negociações com o setor.

Contabilidade

9/30

1.2 Familiarização com a Mecânica Contábil

Neste tópico o estudante verifica como é o processo da mecânica contábil. Para ilustrar a mecânica conta-se uma estória da abertura de uma micro-empresa formada por duas pessoas.

1.2.1 1º CASO: CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA

duas pessoas. 1.2.1 1º CASO: CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA Antônio e Amanda (pessoas físicas) resolveram constituir

Antônio e Amanda (pessoas físicas) resolveram constituir uma sociedade (pessoas jurídica) a que decidiram denominar Empresa Nova Com. & Ind. Ltda. Assinam um Contrato Social e disponibilizam à sociedade, cada um, o valor de $1.000, que passam a constituir o Capital Social da nova entidade.

A pessoa jurídica Felicidade Com. & Ind. Ltda deve

( é devedora da ):

o

Pessoa física Antônio

$1.000 $1.000

$1.000

$1.000

o

Pessoa física Amanda

A pessoa física Antônio:

o

Tem direito de receber da ( é credora da )

o

pessoa jurídica Felicidade Com. & Ind. Ltda.

$1.000

$1.000

A pessoa física Amanda:

o

tem direito de receber da ( é credora da )

o

pessoa jurídica Felicidade Com. & Ind. Ltda.

$1.000

$1.000

O patrimônio da sociedade Felicidade Com. & Ind. Ltda. será representado da seguinte forma:

 

PATRIMÔNIO

 
 

(

+

)

 

(

-

)

BENS

OBRIGAÇÕES

Dinheiro

2.000

Capital Social

 

Antônio

1.000

 

Amanda

1.000

2.000

TOTAL

2.000

TOTAL

2.000

1.2.2 2º CASO: BEM DIREITO

Parte do dinheiro ($1.500) é depositada numa Caderneta de Poupança. Nesta transação a empresa trocou Bem por Direito, isto é, saiu dinheiro (que é um Bem) e entrou o recibo de depósito na Caderneta de Poupança (que é um Direito).

O patrimônio da sociedade Felicidade Com. & Ind. Ltda. passará a ser

demonstrado da seguinte forma:

Contabilidade

10/30

 

PATRIMÔNIO

 
 

(

+

)

 

(

-

)

BENS

OBRIGAÇÕES

Dinheiro

500

 

Capital Social

DIREITOS

Antônio

1.000

 

Amanda

1.000

2.000

Depósito - caderneta de Poupança

1.500

 

TOTAL

2.000

TOTAL

2.000

OBSERVAÇÕES

1. A soma do lado positivo ( + ) é igual à soma do lado negativo ( - )

2. As somas dos lados ( + ) e ( - ) desta demonstração continuam sendo

as mesmas da demonstração anterior ( $2.000 ). Isto ocorre porque houve apenas uma troca de um bem por um direito. Assim, diminuiu o valor de bens e aumentou o valor de direitos.

3. No lado esquerdo (+) está indicado em que a empresa aplicou os

recursos: manteve uma quantia em dinheiro ($500) e o restante depositou na Poupança ($1.500); no lado direito está indicada a origem desses recursos: o Capital Social.

1.2.3 3º CASO: BEM OBRIGAÇÃO

o Capital Social. 1.2.3 3º CASO: BEM – OBRIGAÇÃO A empresa compra máquinas e equipamentos a

A empresa compra máquinas e equipamentos a prazo no valor de $500. O pagamento será efetuado após 60 dias.

Neste fato administrativo, a empresa conseguiu adquirir duas coisas, sem incorrer em nenhuma troca:

o

Equipamentos; e

o

Uma dívida, por ter comprado a máquina a prazo.

Ocorreria troca se a empresa tivesse pago os equipamentos a vista (trocaria dinheiro pelos Equipamentos).

O patrimônio passará a ser demonstrado da seguinte forma:

 

PATRIMÔNIO

 
 

(

+

)

 

(

-

)

BENS

OBRIGAÇÕES

Dinheiro

500

Fornecedor

500

DIREITOS

 

Depósito em

Caderneta de

 

Poupança

1.500

Capital Social

 

Antônio

1.000

 

Equipamentos

500

Amanda

1.000

2.000

TOTAL

2.500

TOTAL

2.500

Contabilidade

11/30

1.2.4 4º CASO: RECEITA

No final do mês, o Banco pagou à sociedade juros no valor de $300, referentes ao dinheiro depositado em Caderneta de Poupança.

o

Nesta transação, a empresa:

o

Não trocou nada;

o

Não adquiriu nada;

Ganhou o direito de retirar da Poupança $1.800 em vez dos $1.500 que tinha depositado.

Os juros correspondem, portanto, a um ganho que a empresa teve. Não é

um Bem, não é um Direito, nem uma Obrigação. Trata-se de uma Receita.

Exemplos:

Receitas, em contabilidade, são valores que a empresa gera, produz, como fonte de recursos financeiros (dinheiro), para atender aos seus gastos e manter as suas atividades.

o

Vendas de Mercadorias ou Produtos;

o

Juros da poupança;

o

Juros cobrados de Clientes por atraso no pagamento;

o

Aluguéis de imóveis de sua propriedade, etc.

1.2.5 5º CASO: DESPESA

Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade
Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade
Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade
Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade

Despesas, em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade e gerar receitas.

Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade e
Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade e
Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade e
Despesas , em contabilidade, são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade e

Para comemorar e divulgar o início das suas atividades, a empresa ofereceu um coquetel que lhe custou $ 200.

Nesta transação, a sociedade:

Não trocou nada;

Não adquiriu nada;

Não ganhou nada;

Gastou parte do dinheiro que possuía.

O coquetel corresponde a um gasto que a empresa teve. Não constitui

um Bem, um Direito, uma Obrigação ou uma Receita. Trata-se de uma

Despesa.

Exemplos:

o

Compras de Mercadorias;

o

Gastos com Refeições;

o

Publicidade;

o

Telefone;

o

Combustível;

o

Energia Elétrica, etc.

1.2.6 6º CASO - RESULTADO OPERACIONAL

Contabilidade

12/30

Receitas e Despesas são computadas em separado pela contabilidade, para depois serem incluídas no patrimônio.

Se a Receita > Despesa, a empresa gerou lucro.

Se a Receita < Despesa, a empresa gerou prejuízo.

Uma empresa tem lucro ou prejuízo independentemente do patrimônio que possui. As receitas e despesas não são demonstradas no gráfico patrimonial, mas num gráfico à parte, denominado resultado operacional.

RESULTADO OPERACIONAL

DESPESAS

20

RECEITAS

30

As despesas são colocadas sempre do lado esquerdo, indicando em que foi aplicado ( gasto ) o dinheiro da empresa: em despesas com luz, água, produtos de limpeza, etc.

As receitas são colocadas sempre do lado direito, indicando a origem dos ganhos da empresa: as vendas, as aplicações na poupança, etc.

no

Um fato provoca pelo menos duas alterações no patrimônio ou resultado operacional:

o

Uma delas se refere à aplicação de recursos

o

A outra à sua origem

Quando um fato representa uma despesa ou receita, ele poderá alterar ao mesmo tempo o gráfico do patrimônio e o do resultado operacional:

Contabilidade

13/30

FATO: JUROS GANHOS COM APLICAÇÃO NA POUPANÇA

ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO PATRIMÔNIO ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO RESULTADO OPERACIONAL DIREITOS RECEITAS
ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO PATRIMÔNIO
ALTERAÇÃO
NO
GRÁFICO
DO
RESULTADO
OPERACIONAL
DIREITOS
RECEITAS

CADERNETA DE POUPANÇA $ 1.500 + 300 = $ 1.800

JUROS DA POUPANÇA: $ 300

APLICAÇÃO

ORIGEM

CADERNETA DE POUPANÇA $ 1.500 + 300 = $ 1.800 JUROS DA POUPANÇA: $ 300 APLICAÇÃO
CADERNETA DE POUPANÇA $ 1.500 + 300 = $ 1.800 JUROS DA POUPANÇA: $ 300 APLICAÇÃO
CADERNETA DE POUPANÇA $ 1.500 + 300 = $ 1.800 JUROS DA POUPANÇA: $ 300 APLICAÇÃO
CADERNETA DE POUPANÇA $ 1.500 + 300 = $ 1.800 JUROS DA POUPANÇA: $ 300 APLICAÇÃO

FATO: GASTOS COM A REALIZAÇÃO DO COQUETEL

ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO RESULTADO OPERACIONAL PATRIMÔNIO DESPESAS BENS
ALTERAÇÃO
NO
GRÁFICO
DO
ALTERAÇÃO
NO
GRÁFICO
DO
RESULTADO OPERACIONAL
PATRIMÔNIO
DESPESAS
BENS

GASTOS COM O COQUETEL: $ 200 APLICAÇÃO

DINHEIRO: $ 500 - 200 = $ 300 ORIGEM

GASTOS COM O COQUETEL: $ 200 APLICAÇÃO DINHEIRO: $ 500 - 200 = $ 300 ORIGEM

Vamos ver quando e como o resultado das operações de uma empresa é integrado ao seu patrimônio.

Chama-se de exercício ao período que a contabilidade toma como base para fazer um Balanço Geral de tudo àquilo que ela realizou, avaliando a situação do patrimônio e apurando o resultado operacional (lucro ou prejuízo).

Portanto, exercício é o período decorrido entre um Balanço e outro.

Ele tem, geralmente, a duração de 12 meses e coincide com o nosso ano civil, que começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro.

Ao terminar o exercício, a Contabilidade realiza o Balanço da situação da empresa: o que tem/ o que deve; o que ganhou/o que gastou, obtendo o resultado operacional, que é então integrado ao patrimônio.

Contabilidade

14/30

Resultado operacional é o resultado que a contabilidade de uma empresa apura no final do exercício, para saber se ela teve lucro ou prejuízo

No nosso exemplo, temos:

RECEITA ( maior que a Despesa )

300

DESPESA ( menor que a Receita )

200

LUCRO

100

Extraímos as seguintes conclusões:

o

Todo lucro apurado por uma PJ pertence aos seus donos.

o

Todo prejuízo apurado por uma PJ é de responsabilidade dos seus proprietários.

o

Logo, tanto o lucro como o prejuízo apurados devem estar juntos do Capital Social, elevando-o, se houver lucro, ou diminuindo-o, se houver prejuízo.

Vejamos, agora, como fica a demonstração do patrimônio:

 

PATRIMÔNIO

 
 

( + )

( - )

BENS

OBRIGAÇÕES Fornecedor Equipamentos

 

Dinheiro

300

500

Equipamentos

500

800

 

DIREITOS Depósito em Cad. Poupança

1.800

CAPITAL SOCIAL Antônio Amanda Resultado Operacional

1.000

 

1.000

100

2.100

TOTAL

2.600

TOTAL

2.600

A contabilidade, por meio de técnica própria, procura demonstrar:

o

que se tem (patrimônio);

o

que se deve (obrigações);

o que se gasta (despesas); e o que se ganha (receitas);

a

aplicação dos recursos da empresa (investimentos);

e

a origem desses mesmos recursos (financiamentos).

e a origem desses mesmos recursos (financiamentos). Professor Arnoldo Schmidt Neto UNIVILLE Engenharia de

Contabilidade

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1.2.7 7º CASO: PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Vamos supor que Antônio e Amanda resolvam encerrar as atividades da empresa. Naturalmente, cada um vai querer retirar do patrimônio o que é seu por direito.

A EMPRESA TEM: $ $ BENS. 800 DIREITOS 1.800 2.600 A EMPRESA DEVE: FORNECEDOR CAPITAL
A
EMPRESA TEM:
$
$
BENS.
800
DIREITOS
1.800
2.600
A
EMPRESA DEVE:
FORNECEDOR
CAPITAL SOCIAL
LUCRO
500
2.000
100
2.600
A
empresa somente pode pagar o que deve com o que tem. O primeiro
passo, portanto, é liquidar as dívidas que possui com terceiros, deixando
por último a devolução do capital social aos sócios, acrescido dos lucros
ou
diminuído dos prejuízos. Assim:
BENS
+ DIREITOS
- OBRIGAÇÕES
= SITUAÇÃO LÍQUIDA OU
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
$ 800
$ 1.800
$ 500
$ 2.100
PL
=
BENS
+
DIREITOS
-
Patrimônio Líquido é um componente do patrimônio no qual são
indicados os valores do capital social de todos os sócios, acrescido dos
lucros ou diminuído dos prejuízos verificados em cada exercício.
OBRIGAÇÕES
É
separado das obrigações normais da empresa, tendo em vista que ele
será exigido se a empresa encerrar suas atividades ou se algum sócio
se
retirar da sociedade.

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1.3 Componentes do patrimônio das entidades.

O Patrimônio das entidades é formada por bens, direitos e obrigações.

Neste capítulo verificaremos os conceitos e fundamentos de cada

destes componentes.

um

1.3.1

Bens

 

Entende-se por bens as coisas úteis capazes de satisfazer as necessidades das pessoas e das empresas. Se eles têm forma física, são palpáveis, denominam-se bens tangíveis: veículos, imóveis, estoques de mercadorias, dinheiro, móveis e utensílios (móveis de escritório), ferramentas, etc

Os

bens incorpóreos, isto é, não palpáveis, não constituídos de matéria,

denominam-se bens intangíveis. Normalmente, as marcas que constituem um bem significativo para as empresas (Mappin, Cica) e as patentes de invenção (documento pelo qual o Estado garante a uma pessoa ou empresa o direito exclusivo de explorar uma invenção ) são exemplos de bens intangíveis.

Sob o ponto de vista contábil, pode-se definir como Bem tudo aquilo que uma empresa possui, seja para consumo, transformação, numerário, de renda, de venda ou troca e fixos. Existem diversos tipos de bens:

1.3.1.1

BENS DE CONSUMO

São bens não duráveis, isto é, bens que são consumidos imediatamente

pela sua utilização. Ex.: Material de expediente, Material de Limpeza.

Na

contabilidade esses bens são registrados em conta denominada de

ESTOQUE ALMOXARIFADO.

1.3.1.2

BENS DE TRANSFORMAÇÃO

São bens utilizados na Fabricação de outros produtos. Ex.: A farinha de trigo utilizada pela fábrica de biscoitos. Esses bens são registrados na Contabilidade em conta denominada de ESTOQUE DE MATÉRIAS- PRIMAS.

1.3.1.3

BENS NUMERÁRIOS

São os bens já convertidos em espécie. Ex.: Dinheiro e cheques em Caixa; saldo credor em conta-corrente bancária.

1.3.1.4

BENS DE RENDA

São os investimentos efetuados em ativos que, embora não sejam utilizados pela entidade para realização do seu objeto social, geram rendas secundárias. Ex.: Ações de Coligadas, Imóveis não de uso, etc. Esses bens são registrados na contabilidade, geralmente, em contas do grupo Ativo Permanente INVESTIMENTO.

1.3.1.5

BENS DE VENDA

São bens produzidos para venda ou adquiridos de terceiros para revenda. Ex.: Produtos Acabados, Mercadorias.

Contabilidade

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1.3.1.6 BENS FIXOS

São bens duráveis que a entidade utiliza na sua estrutura com a

finalidade de, através do seu uso, realizar o seu objeto social. Ex.:Veículos, Móveis e Utensílios, Imóveis, Instalações Fabris, etc. Esses bens são contabilizados em contas do grupo Ativo Permanente

IMOBILIZADO.

1.3.1.7 Materialidade dos Bens

Os bens podem ser classificados segundo o modo como são considerados. Neste caso, a classificação os divide em:

BENS MATERIAIS;

BENS IMATERIAIS.

BENS TANGÍVEIS, CORPÓREOS OU MATERIAIS, como o próprio nome diz, são aqueles que possuem corpo, matéria. Por sua vez, dividem-se em:

a. Bens móveis: os que podem ser removidos do seu lugar. Exemplos:

mesas, veículos, máquinas de escrever, dinheiro, mercadorias etc.;

b. Bens imóveis: os que não podem ser deslocados do seu lugar natural.

Exemplos: casas, terrenos, edifícios etc.

BENS INTANGÍVEIS, INCORPÓREOS OU IMATERIAIS: são aqueles Bens que não possuem corpo, não têm matéria. Em sua maioria das vezes se apresentam na forma de gastos que a empresa faz, os quais, por sua natureza, devem ser considerados parte do seu Patrimônio. Exemplos:

• Benfeitorias em Imóveis de Terceiros – são os gastos com reformas

que o inquilino (tem a posse e não a propriedade) realiza em imóveis de

terceiros com o objetivo de otimizar o funcionamento da entidade.

• Fundo de Comércio – é o ponto comercial, assim entendido como o

valor formado pela fama conseguida através da clientela daquele

estabelecimento pela sua localização e tempo de funcionamento.

• Patentes – decorrente de alguma invenção. Tem seu valor definido pelo

somatório dos gastos com seu registro e as despesas de pesquisas para a sua obtenção.

1.3.2

Direitos

São bens pertencentes a um ente e que se encontram em poder de terceiros. São representados na composição Patrimonial como valores a receber e normalmente são apresentados coma identificação do bem seguida da expressão a receber.

Ex.: Duplicatas a receber, Alugueis a receber, etc

Observe que os Direitos são os valores a receber decorrentes da atividade da Empresa e que são necessários à realização do objeto social. Origina-se das operações realizadas cotidianamente, do próprio funcionamento da empresa e por isso são normalmente chamados de créditos de funcionamento. São representados pelas duplicatas a receber decorrentes das vendas a prazo, pelos créditos referentes a devedores que mantêm relações com a Empresa, tais como, diretores, empregados, representantes, etc.

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1.3.3 Obrigações

São valores a pagar na forma de dívidas ou dividendos resultantes de compromissos assumidos pela empresa. As obrigações podem ser subdividas em:

• Obrigações exigíveis; aquelas que têm prazo certo para liquidação. Essas Obrigações geralmente aparecem com os nomes dos elementos seguidos da expressão a pagar, exemplos: duplicatas a pagar; alugueis a pagar, salários a pagar, impostos a pagar ou impostos a recolher, etc

• Obrigações não exigíveis; aquelas que não possuem prazo determinado para liquidação. Normalmente são as obrigações da empresa padara com seus investidores (proprietários) e se apresentam na forma de capital, reservas ou lucros acumulados para futuras distribuições ou aumento do capital.

1.3.4 Patrimônio Líquido

O patrimônio por si só não mede a efetiva riqueza de uma empresa. Na

verdade, é necessário conhecer a riqueza líquida da pessoa ou empresa:

somam-se os bens e os direitos e, desse total, subtraem-se as obrigações.

O resultado é a riqueza líquida, ou seja, a parte que sobra do patrimônio

para a pessoa ou empresa denominada

1.3.5 Equação de Equilíbrio Patrimonial e Balanço Patrimonial

Uma das maiores descobertas da ciência contábil é a existência comprovada de um equilíbrio patrimonial. O patrimônio de uma entidade tem origem de duas fontes de recursos: De obrigações com terceiros e as riquezas próprias, que é a verdadeira riqueza líquida de uma entidade. Para tanto concebeu-se uma equação fundamental da contabilidade, representado pela seguinte fórmula:

da contabilidade, representado pela seguinte fórmula: Patrimônio Líquido = Bens + Direitos - Obrigações Com a
Patrimônio Líquido = Bens + Direitos - Obrigações
Patrimônio Líquido = Bens + Direitos - Obrigações

Com a equação fundamental da contabilidade, obtêm-se a Equação de Equilíbrio Patrimonial, representado pela seguinte fórmula:

Patrimonial , representado pela seguinte fórmula: Bens + Direitos = Obrigações + Patrimônio Líquido O lado
Bens + Direitos = Obrigações + Patrimônio Líquido
Bens + Direitos = Obrigações + Patrimônio Líquido

O lado esquerdo da equação (Bens mais direitos) é o lado ATIVO do

equilíbrio Patrimonial e o lado direito (Obrigações mais Patrimônio Liquido é o lado PASSIVO do equilíbrio patrimonial. Para representar este equilíbrio a ciência contábil elaborou a demonstração contábil mais importante e imprescindível para mensurar a riqueza das entidades:

BALANÇO PATRIMONIAL.

Balanço Patrimonial

Balanço Patrimonial

Ativo

Bens e Direitos

Passivo

Obrigaçõess e Patrimônio Líquido

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1.3.6 O patrimônio e sua representação

A representação gráfica do patrimônio é a base do Balanço Patrimonial, principal demonstração contábil que relata os bens e direitos (lado esquerdo); obrigações e Patrimônio Líquido (lado Direito) mensurados monetariamente em determinado momento. Segue um exemplo de representação gráfica do patrimônio com as contas mais comuns e usuais.

 

PATRIMÔNIO

 
 

Ativo

 

Passivo

BensObrigações

ObrigaçõesBens

o

Caixa (Bens numerários)

o

Empréstimos

o

Mercadorias/ Bens para revenda

Financiamentos

o

Bens para consumo

o

o

Bens de renda

o

Fornecedores

o

Veículos

 

o

Móveis e Utensílios

o

Salários e encargos a pagar

o

Imóveis em uso

o

Impostos s/ vendas a pagar

o

Máquinas e Equipamentos

Imposto de Renda a pagar

o

Ferramentas

o

o

Instalações

o

Dividendos a pagar

o

Marcas e Patentes

 

o

Softwares e Programas registrados

o

Contas a pagar

DireitosPatrimônio Líquido

Patrimônio LíquidoDireitos

o

Bancos conta movimento (saldo positivo)

 

Capital Social

o

Duplicatas a receber

o

o

Títulos a receber

o

Reservas

o

Restituição de impostos a receber

(-) Prejuízos Acumulados

o

Ações de outras empresas

o

o

Depósitos Judiciais

 

o

Adiantamentos a terceiros (empregados, sócios, fornecedores, empresas controladas ou coligadas)

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1.4 Regimes da Contabilidade

1.4.1 Mês de Competência

O regime de competência é um princípio contábil, que deve ser, na

prática, estendido a qualquer alteração patrimonial, independentemente de sua natureza e origem. Diante do Regime de Competência dos Exercícios, a Contabilidade considera a Receita gerada em determinado exercício social, não importando o recebimento da mesma. O importante

é o período em que a Receita foi ganha (fato gerador) e não o seu recebimento.

Por este princípio, as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento.

Com relação à Despesa, o raciocínio é o mesmo: importa a despesa consumida (incorrida) em determinado período contábil, sendo irrelevante o período de pagamento. Consideram-se incorridas as

despesas:

I

por

transferência de sua propriedade para

II pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo;

III pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.

A Lei das Sociedades por Ações estabelece que a escrituração da

empresa será mantida em registros permanentes, com obediência aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo (consistência) e registrar as mudanças do patrimônio segundo o Regime de Competência.

Este regime é universalmente adotado, aceito e recomendado pelo Imposto de Renda. Evidencia o resultado da empresa (lucro ou prejuízo) de forma mais adequada e completa. As regras básicas para a contabilidade pelo regime de competência são:

quando

deixar

de

existir

o

correspondente

valor

ativo,

A receita será contabilizada no período em que for gerada,

A

receita será contabilizada no período em que for gerada,

independentemente do seu recebimento. Assim, se a empresa

vendeu a prazo em dezembro do ano T 1 para receber somente em T 2 ; pelo Regime de Competência, considere-se que a receita foi gerada

em T 1 ; portanto, ela pertence a T 1 .

A despesa será contabilizada como tal no período em que for

A despesa será contabilizada como tal no período em que for

consumida, incorrida, utilizada, independentemente do pagamento. Assim, se em 10 de janeiro de T 2 a empresa pagar seus funcionários (que trabalharam em dezembro de T 1 ), a despesa compete a T 1 , pois nesse período ela incorreu efetivamente.

O lucro será apurado, portanto, considerando-se determinado período,

normalmente um ano: toda a despesa gerada no período (mesmo que ainda não tenha sido paga) será subtraída do total da receita, também gerada no mesmo período (mesmo que ainda não tenha sido recebida).

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Regime de competência: Apuração do resultado em 19x5 Toda a receita ganha em 19x5 Toda
Regime de competência:
Apuração do
resultado em
19x5
Toda a receita ganha em 19x5
Toda a despesa incorrida em 19x5

1.4.2 Competência de caixa

Consiste basicamente em considerar Receita do exercício aquela efetivamente recebida dentro do exercício (entrada de dinheiro - ENCAIXE) e Despesa do exercício aquela também efetivamente paga dentro do exercício (saída de dinheiro - DESEMBOLSO).

Apesar de não aceito oficialmente pela nossa legislação, o Regime de Caixa, é desenvolvido nas empresas como uma contabilidade auxiliar, adaptado ao livro Caixa ou a outros processos, como um valioso instrumento de controle e de decisão.

lucrativos

(associações religiosas, filantrópicas etc.) e nas pequenas empresas dispensadas da obrigatoriedade do Regime de Competência.

Exemplo de Regime de Caixa e de Regime de Competência: A Cia Ventríloca vendeu em 20X1, $20.000 e só recebeu $12.000 ( o restante receberá no futuro). Teve como despesa incorrida $16.000 e pagou até o último dia do ano $10.000. Temos os seguintes resultados pelos dois regimes:

O Regime

de

Caixa

é

comum

nas

empresas

sem

fins

DRE

Regime de Competência

Regime de Caixa

DRE Regime de Competência Regime de Caixa Receita 20.000 12.000 (-) Despesas (16.000) (10.000)

Receita

20.000

12.000

(-) Despesas

(16.000)

(10.000)

Lucro

4.000

2.000

Outro exemplo relacionado ao Regime de Competência, é o material de

escritório, adquirido mas não utilizado (consumido) é registrado no ato

de sua aquisição como um Ativo. No momento do consumo, este gasto

será despesa, pois não trará mais benefícios para a empresa, uma vez que

foi

utilizado. Desta forma, damos baixa no Ativo e registramos o valor

do

consumo como despesa na Demonstração do resultado do Exercício.

Ainda com relação ao Regime de Competência, um Contrato de Seguro com cobertura por 12 meses, abrangendo o período de 1º/9/x1 a 31/8/x2

no valor de 480 mil, deve ser assim contabilizado:

12 =

- benefício do período x1: 4 meses que corresponde a 480 mil

benefício do período x1: 4 meses que corresponde a 480 mil 40 mil por mês vezes

40 mil por mês vezes 4 (meses) = 160 mil que compete ao ano x1.

Restante 320 mil (480 160 mil) beneficiará o próximo exercício, ficando registrado no Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/x1, no Ativo Circulante, na conta contábil Despesas do Exercício Seguinte ou Despesas Pagas Antecipadamente.

Contabilidade

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1.5 A Contabilidade como Ferramenta

A contabilidade é uma importante ferramenta da engenharia de

produção. Por meio da contabilidade o engenheiro de produção tem um panorama da situação econômica-financeira e, portanto, pode tomar decisões de investimento na área industrial, verificar as formas de financiamento e destinação dos resultados que afetem a continuidade da empresa e que vão de encontro a maximização da riqueza do acionista e do valor da empresa.

Os

dados e informações da situação econômico-financeira da empresa

são

fornecidos pela contabilidade por meio de relatórios e demonstrações

contábeis, os quais são: Balancete de Verificação Mensal; Balanço Patrimonial; Demonstração de Resultados do Exercício; Demonstração

de Origens e Aplicações de Recursos; Demonstração de Mutações do

Patrimônio Líquido; Demonstração de Fluxo de Caixa; Notas Explicativas e relatórios de controles internos.

Para que a contabilidade seja uma ferramenta de apoio à tomada de decisões e um instrumento de gestão é essencial que os relatórios e demonstrações tenham tempestividade. Por exemplo: A entrega pela

contabilidade de um balancete de verificação mensal com atraso acima

de dez dias não permitirá que a administração financeira tome ações

corretivas no mês em curso, podendo, conforme a situação, ter sérias conseqüências na liquidez ou na rentabilidade da empresa.

conseqüências na liquidez ou na rentabilidade da empresa. 1.5.1 Qualidades da Informação Contábil Além da

1.5.1 Qualidades da Informação Contábil

Além da tempestividade, outro ponto é a qualidade da informação contábil, ou seja, a entrega dos relatórios tem que ser feita no tempo certo, mas seus registros devem ser confiáveis e transparentes. Entre as características qualitativas da informação contábil, destaca-se que o benefício gerado pela informação contábil deve ser maior que o custo de sua geração para ser aproveitada. A informação contábil tem que ter obrigatoriamente compreensibilidade para seus usuários específicos, como por exemplo, os administradores financeiros. Esses usuários específicos utilizam a informação para a tomada de decisões.

As qualidades essenciais de decisões específicas referente a utilização da

informação contábil são a relevância que tem os ingredientes de valor preditivo, valor de retorno e tempestividade e confiabilidade que tem os ingredientes de verificabilidade, neutralidade e fidelidade representativa.

1.5.2 Aspectos Qualitativos e Quantitativos

Todos os relatórios elaborados a partir da escrita contábil deverão ressaltar esses dois aspectos:

Qualitativo: consiste em qualificar, dar nomes aos elementos componentes do respectivo relatório, permitindo que se conheça a natureza de cada um;

permitindo que se conheça a natureza de cada um; Professor Arnoldo Schmidt Neto UNIVILLE Engenharia de

Contabilidade

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Contabilidade 23/30 Quantitativo : consiste em atribuir, aos respectivos elementos, seus valores em moeda. 1.5.3

Quantitativo: consiste em atribuir, aos respectivos elementos, seus valores em moeda.

1.5.3 Principais Demonstrações e Relatórios Contábeis

As demonstrações e relatórios contábeis são o resultado do sistema de informações contábeis. Basicamente existem as demonstrações e relatórios obrigatórios e definidos em lei, que seguem princípios, normas, padrões e regulamentos rígidos e são apresentados aos usuários externos como Governo e autoridades fiscais/ tributárias. Acionistas; investidores e instituições financeiras, entre outros. A Contabilidade Financeira trata de processar e preparar a apresentação das demonstrações e relatórios contábeis obrigatórios.

Demonstração e relatório contábil

Breve Descrição

Balanço Patrimonial (BP)

 

É a mais importante demonstração Contábil. É a demonstração financeira responsável por demonstrar a situação do patrimônio da empresa em determinado período, apresentando os bens, direitos e obrigações de uma entidade. O Balanço Patrimonial deve seguir uma estrutura conforme determina a Lei 6.404/76 com algumas alterações geradas pela Lei 11.638/07, e mais recentemente pela Lei

 

11941/09.

Demonstração

de

Resultados

do

Demonstra o resultado contábil de cada exercício, com receitas, deduções, custos, despesas, participações e lucro/ prejuízo.

Exercício (DRE)

 

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC)

Demonstra os ingressos e desembolsos de caixa no período

Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

Demonstra as alterações do Patrimônio Líquido (Capital Social e reservas) e na distribuição dos lucros

Demonstração

de

Valor

Demonstra o resultado econômico em termos de distribuição de riquezas e de valor adicionado

Adicionado (DVA)

Relatório da Administração

 

Apresenta e comenta a empresa, seus resultados, as expectativas futuras da direção e outros dados relevantes. Dados estatísticos diversos; Indicadores de produtividade; Desenvolvimento tecnológico; A empresa no contexto socioeconômico; Políticas diversas; recursos humanos, exportação etc.; Expectativas com relação ao futuro; Dados do orçamento de capital; Projetos de expansão; Desempenho em relação aos concorrentes etc.

Notas Explicativas

 

Informações que complementam as demonstrações financeiras (podem ser expressas na forma descritiva ou em quadros analíticos). Tratam das práticas contábeis utilizadas pela empresa, como por exemplo, os critérios de avaliação dos itens patrimoniais etc.

Parecer

dos

Auditores

É um relatório no quais os auditores emitem uma opinião sobre as demonstrações financeiras analisadas.

Independentes

A Lei 11.638, promulgada em dezembro de 2007, em substituição a Lei

6.404/76, introduziu mudanças relevantes na forma de apurar e registrar

as informações financeiras das companhias de grande porte. Desde já, as

empresas e os grupos com ativos totais acima de R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões terão de se adaptar às novas regras, sejam elas sociedades por ações (S/A) de capital aberto ou fechado ou companhias limitadas. De acordo com a ação ordinária nº 2008.61.00.030305-7, 25ª Vara Cívil Federal, as sociedades de grande

Contabilidade

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porte devem considerar, ainda, obrigatória a publicação das demonstrações contábeis auditadas em jornais oficiais e de grande circulação. Certamente, como aconteceu com a lei 6.404/76, todas os usuários externos solicitarão as demonstrações e relatórios contábeis a todas sociedades empresariais de qualquer porte e tamanho.

Ao decorrer do curso as demonstrações financeiras de Balanço Patrimonial, DRE, DMPL e DFC serão amplamente trabalhadas e discutidas.

Existem inúmeras demonstrações e relatórios contábeis que são ferramentas essenciais para a tomade de decisões dos gestores internos das empresas e que seguem normas e regulamentos de podem variar conforme a necessidade dos usuários internos. Tais demonstrações e relatórios são preparados e apresentados pela Contabilidade Gerencial. Entre as demonstrações e relatórios mais importantes e utilizados pelos gestores internos das mpresas, podem-se destacar:

o

Orçamento anual de Resultados, financeiros e de capital

o

Análise das Demonstrações Contábeis

 

o

Relatórios de controle de custos e despesas (por produto, por processo, por departamento, por atividade entre outros)

o

Controles

internos

de

estoque,

caixa, produção e

comercialização.

http://www.bmfbovespa.com.br/home.aspx?idioma=pt-br Professor Arnoldo Schmidt Neto UNIVILLE Engenharia de

Contabilidade

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1.6 Formas jurídicas das sociedades empresariais

De uma maneira bastante abrangente, podemos identificar diversas formas de sociedades empresariais. As sociedades empresariais são pessoas jurídicas mantidas pela contabilidade.

PESSOA JURÍDICA é a união de indivíduos que, através de um contrato reconhecido por lei, formam uma nova pessoa, com personalidade distinta da de seus membros. As pessoas jurídicas pode ter fins lucrativos (empresas industriais, comerciais etc.) ou não (cooperativas, associações culturais, religiosas etc.). Normalmente, as pessoas jurídicas denominam-se empresas.

1.6.1 Quadro de sociedades empresariais

O quadro apresentado em seguida demonstra as principais características das sociedades empresáriais.

as principais características das sociedades empresáriais. Professor Arnoldo Schmidt Neto UNIVILLE Engenharia de

Contabilidade

26/30

1.6.2 Dissolução, Liquidação e extinção.

Para que uma sociedade seja extinta, é necessário que haja a sua dissolução.

A dissolução da sociedade é o ato pelo qual se desfaz o vínculo

contratual entre os sócios, com o objetivo de se extinguir a pessoa jurídica. Uma vez dissolvida a sociedade, são tomadas as medidas necessárias para que os seus compromissos pendentes sejam solucionados e ela seja extinta. A extinção é equivalente à morte da pessoa jurídica.

A dissolução caracteriza o início da liquidação.

Na fase de liquidação, ocorre a realização do ativo e o pagamento das obrigações, representadas pelo passivo exigível. Após o pagamento das dívidas, o saldo remanescente é rateado entre os sócios, de acordo com a participação de cada um.

entre os sócios, de acordo com a participação de cada um. O liquidante é a pessoa

O liquidante é a pessoa encarregada de proceder à liquidação da

sociedade. Em geral, os próprios sócios são nomeados liquidantes. Mas

o estatuto, o contrato social ou os sócios em assembléia podem

determinar que pessoa não pertencente à sociedade seja nomeada liquidante.

Na liquidação judicial, como é o caso da falência, quem nomeia o liquidante é o juiz. Pago o passivo e rateado o ativo remanescente, o liquidante deve convocar assembléia geral para a prestação final das contas. Aprovadas as contas, encerra-se a liquidação e a pessoa jurídica se extingue.

A extinção significa o fim da pessoa jurídica, seu desaparecimento. Uma

vez extinta, a sociedade deixa de ser sujeito de direitos e obrigações, ou seja, perde sua personalidade.

1.6.3 Decisões relativas à destinação do lucro

O lucro obtido em cada exercício social representa a remuneração do

investimento dos proprietários da empresa. Quanto desse lucro deveria

ser distribuído aos acionistas e quanto seria retido para financiar a expansão dos negócios? Tal indagação revela que a política de distribuição de dividendos está diretamente relacionada com as decisões de financiamento. Distribuindo somente uma pequena parcela dos lucros, a empresa ficará menos dependente das fontes onerosas de recursos e ampliará a participação do capital próprio na estrutura financeira.

Quando a empresa pertence a reduzido número de pessoas, essas decisões são tomadas por consenso ou por imposição do sócio majoritário. A dificuldade surge quando existe grande número de acionistas e as ações são negociadas nas bolsas de valores. Neste caso, a política de dividendos estará orientada para a maximização das cotações, devendo basear-se na avaliação das expectativas do mercado acionário que são influenciadas por diversos fatores conjunturais.

Se a rentabilidade da empresa for satisfatória, pode-se supor que a maioria dos proprietários prefira abrir mão dos dividendos. Porém, não

Contabilidade

27/30

deve ser desconsiderado que sempre existirão acionistas desejosos de realizar, pelo menos, parte dos lucros. Uma empresa bem sucedida sempre terá novos planos de investimentos que implicam na necessidade de recursos adicionais. Parte dessas necessidades poderá ser atendida com a retenção de lucros e o restante terá de ser financiado por meio de outras fontes. Uma política de dividendos adequada favorece a manutenção dos preços das ações em níveis elevados, e isto poderá garantir o sucesso de futuros lançamentos de novas ações no mercado.

Contabilidade

28/30

1.7 Checando o aprendizado

o Questões para reflexão

1. Formule o seu próprio conceito de Contabilidade.

2. Explique o motivo pelo qual o Campo de Atuação da Contabilidade e, conseqüentemente,

do Contador são tão abrangentes.

3. Apresente quais são os objetivos da Contabilidade.

4. Explique os motivos de a Contabilidade ser imprescindível nas entidades.

5. Quem são os principais interessados na Contabilidade como instrumento para tomada de

decisão? Descreva os motivos.

6. Qual a importância do Patrimônio para a Contabilidade e a importância da Contabilidade

para o Patrimônio?

7.

Faça considerações acerca das técnicas contábeis.

8.

Qual a importância da contabilidade para a formação do engenheiro de produção?

9.

Quais as empresas que precisam divulgar publicamente suas demonstrações contábeis e cite-

as.

10. Cite os regimes da contabilidade e suas diferenças.

o Termos para Estudo

1. Patrimônio

6. Capital Próprio e Capital de terceiros

2. Patrimônio Líquido

7. Receitas, custos, despesas e perdas

3. Ativos

8. Os usuários da contabilidade

4. Passivo

9. Bens, Diretos e Obrigações.

5. Relatórios e Demonstrações Contábeis

10. Técnicas Contábeis

o Exercícios de Fixação

1. O patrimônio de uma empresa, em um determinado momento, está representado por numerário ($50.000), bens de venda ($350.000), fornecedores ($100.000), bens de uso ($250.000), contas a pagar ($200.000), bens de renda ($50.000) e títulos a receber ($100.000). Seu patrimônio líquido é de:

a. $500.000

b. $650.000

c. $900.000

d. $1.100.000

2. O Sr. Guilherme Polimento está muito satisfeito com sua riqueza acumulada até o

Contabilidade

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momento (meados 20X1)

Dois automóveis importados avaliados em$

$

1.800

Um apartamento de 3 dormitórios avaliado em$10.900

$10.900

Uma casa de campo avaliada em $

Uma casa de campo avaliada em

$

8.000

Um título de clube avaliado em $

Um título de clube avaliado em

$

1.200

Dinheiro no bolso $

Dinheiro no bolso

$

500

Depósitos em vários bancos $

Depósitos em vários bancos

$

1.100

Ações da Petrobrás $

Ações da Petrobrás

$

900

Títulos a Receber $

Títulos a Receber

$

1.680

Salários a Receber até o final do ano (até 31-12-X1) * $

Salários a Receber até o final do ano (até 31-12-X1) *

$

2.600

Aparelhos elétricos e eletrônicos avaliados em $

Aparelhos elétricos e eletrônicos avaliados em

$

1.120

Vamos calcular a riqueza líquida do Sr. Guilherme, sabendo-se que o mesmo possui as seguintes obrigações:

Dívida com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) $

Dívida com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

$

9.600

Empréstimos em diversos bancos $

Empréstimos em diversos bancos

$

8.600

Títulos a pagar $

Títulos a pagar

$

2.800

Contas a pagar até o final do ano $

Contas a pagar até o final do ano

$

2.500

Financiamento da casa de campo $

Financiamento da casa de campo

$

3.800

Prestações do título do clube a pagar $

Prestações do título do clube a pagar

$

800

Prestações em grandes magazines $

Prestações em grandes magazines

$

900

Na resolução deste exercício, separe o que é Bem do que é Direito. Monte um Balanço para o Sr Guilherme.

Contabilidade

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Bibliografia

IUDICIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de Contabilidade para não contadores. São Paulo: Atlas, 2009.

MARION, José Carlos. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade empresarial. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2005.

MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços: abordagem básica e gerencial. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2003.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Introdução à Contabilidade: com abordagem para não- contadores. São Paulo: Thomson, 2006.

Site do Professor Arnoldo. Disponível em: