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CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV 22011011
CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV
22011011

Universidade de Passo Fundo

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV 22011011 Universidade de Passo Fundo

O Caderno de Atividades V é uma publicação da série Mundo da Leitura, produzida pelos monitores e professores

Beatriz Calegari Segal Elenice Deon Eliana Teixeira Eliana Rodrigues Leite Elisângela de Fátima Fernandes de Mello Lisandra Blanck Lisiane Vieira Lucas Werschedet Rodrigues Mateus Mattielo Nickhorn Paulo Becker Renato Britto Tania Mariza Kuchenbecker Rösing (Org.)

Revisão: Liana Langaro Branco / Maria Emilse Lucatelli Criação da capa: Abnel Lima Filho Projeto Gráfico e Diagramação: Sirlete Regina da Silva Impressão: Passografic Tiragem: 3.000

Centro de Referência de Literatura e Multimeios – Mundo da Leitura Coordenação: Tania Mariza Kuchenbecker Rösing

Correspondência:

Centro de Referência de Literatura e Multimeios Campus I – km 171 – BR 285 – Bairro São José 99001-970 – Passo Fundo/RS Tel. (54) 3316-8148 E-mail: leitura@upf.br

Home-page: www.mundodaleitura.upf.br

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Reitor: José Carlos Carles de Souza Vice-Reitora de Graduação: Neusa Maria Henriques Rocha Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação: Leonardo José Gil Barcellos Vice-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários: Lorena Teresinha Geib Vice-Reitor Administrativo: Agenor Dias de Meira Júnior

Caderno de Atividades V: Leitura entre Nós: Redes, Linguagens e Mídias Tania Mariza Kuchenbecker Rösing – organizadora Passo Fundo UPF

2011

Série Mundo da Leitura

Linguagens e Mídias Tania Mariza Kuchenbecker Rösing – organizadora Passo Fundo UPF 2011 Série Mundo da
Linguagens e Mídias Tania Mariza Kuchenbecker Rösing – organizadora Passo Fundo UPF 2011 Série Mundo da
Linguagens e Mídias Tania Mariza Kuchenbecker Rösing – organizadora Passo Fundo UPF 2011 Série Mundo da

Sumário

Apresentação 6ª Jornadinha Nacional de Literatura: preparando jovens leitores para o diálogo com escritores, contadores de história, artistas

5

Andréa Del Fuego Sociedade da caveira de cristal (ensino médio)

7

7

Antonio Carlos Vilela Coisas que os(as) garotos(as) devem saber (7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental)

11

11

Caio Riter

14

O

tesouro iluminado (3º e 4º anos do ensino fundamental)

14

Christopher Kastensmidt

17

O

encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara (ensino médio)

17

Cláudio Fragata Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil (7 o , 8 o e 9 o anos do ensino fundamental)

19

19

Daniel Kondo Minhas contas (1 o e 2 o anos do ensino fundamental)

23

23

Giba Assis Brasil Houve uma vez dois verões (ensino médio)

26

26

 

Elisa Lucinda

30

A

menina transparente (3 o e 4 o anos do ensino fundamental)

30

Fábio Moon e Gabriel Bá

33

O

alienista (ensino médio)

33

Gustavo Bernardo

36

O

mágico de verdade (5º e 6º anos do ensino fundamental)

36

Heloísa Seixas Contos mais que mínimos (ensino médio)

40

40

Lenice Gomes Mafuá dos magafamágicos (1º e 2º anos do ensino fundamental)

42

42

Leonardo Brasiliense Whatever (ensino médio)

45

45

Luiz Antonio Aguiar Quem matou o livro policial? (6º ao 9º anos do ensino fundamental)

48

48

Marcelino Freire Rasif: mar que arrebenta (ensino médio)

54

54

Mauricio de Sousa MSP + 50: Mauricio de Souza por mais 50 artistas (1º ao 5º anos do ensino fundamental)

58

58

Regina Rennó Cheiro de mato (1º e 2º anos do ensino fundamental)

61

61

44

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Ricardo Azevedo Contos de espanto e alumbramento (5º e 6º anos do ensino fundamental)

63

63

Rodrigo Lacerda

65

O

fazedor de velhos (7 o , 8 o e 9 o anos do ensino fundamental)

65

Roseana Murray Poemas e comidinhas (1 o e 2 o anos do ensino fundamental)

67

67

Sérgio Capparelli 50 fábulas da China fabulosa (5º ano do ensino fundamental)

69

69

Silvana Tavano Como começa? (1º e 2º anos do ensino fundamental)

74

74

Tânia Zagury

76

O

estranho sumiço do morcego (1 o e 2 o anos do ensino fundamental)

76

Telma Guimarães Castro Andrade

78

O

diário (nem sempre) secreto de Pedro (3º e 4º anos do ensino fundamental)

78

Ziraldo

80

O

menino quadradinho (3º e 4º anos do ensino fundamental)

80

JorNight

Chico Caruso Lula lá - Parte 2 - a sucessão! - o humor na história do Brasil de 2006 a 2010

85

85

Elisa Lucinda

87

Parem de falar mal da rotina (ensino médio noturno e cursos técnicos) 87

Humberto Gessinger

90

Pra ser sincero: 123 variações sobre o mesmo tema

90

Paulo Caruso

93

Avenida Brasil - enfim um país sério!

93

Canção da 14ª Jornada Nacional de Literatura

96

Orientações para a Pré-Jornadinha

97

Autores e obras indicados para a Pré-Jornadinha

99

Apresentação

6ª Jornadinha Nacional de Literatura: preparando jovens leitores para o diálogo com escritores, contadores de história, artistas

Vozes surgem de todos os lados. Cores vibrantes passam a ampliar olhares, inclusive os menos atentos. Manifestações da escrita emergem de diferentes suportes – no livro, em cadernos de ativida- des, em cadernos de leitura, na tela do computador, em blogs, em sites, nas redes de relacionamento, nos meios de comunicação mais tradicionais e nos mais complexos e mais contemporâneos como os celulares. Empregos originais da palavra constituem linguagens para o desenvolvimento estético. Vozes de crianças, pré-adolescentes, adolescentes, adultos, sejam professores, sejam pais, interessados no desenvolvimento de uma cidadania cultural mesclam-se às vozes das personagens de textos literários os mais diversos. Dinamizam-se acervos de bibliotecas escolares, de bibliotecas públicas, de cantinhos da leitura, de prateleiras de livrarias. É o anúncio da proximidade da 6ª Jornadinha Nacional de Literatu- ra. Agora, em agosto! Nós, que integramos a comissão organizadora interinstitucional – Universidade de Passo Fundo e Prefeitura Municipal – da sexta edição da Jornadinha, no contexto da 14ª Jornada Nacio- nal de Literatura, e melhor, no momento em que estaremos celebrando trinta anos das Jornadas Literá- rias de Passo Fundo, continuamos a acreditar na movimentação cultural que viabiliza, concretamente, a formação de leitores. Muitas atividades nas escolas de diferentes sistemas de ensino. São professores, alunos, pais interessados no envolvimento com novos livros, no relacionamento com novos autores, na preparação para o grande diálogo que ocorrerá no período de 22 a 26 de agosto de 2011 no complexo do Circo da Cultura, Campus I da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Constata-se, ainda, uma grande diversificação de materiais de leitura, do impresso ao digital, que têm estimulado, fortemente, o desenvolvimento da leitura. Aumenta a expectativa pelas manifestações artísticas: pintura, ilustração, teatro, música, contação de histórias, fotografias. O universo da leitura torna-se muito mais amplo, criando novos estímulos no envolvimento com o ato de ler. A trajetória exitosa das Jornadinhas se deve aos professores, aos alunos, aos pais que têm acre- ditado no poder transformador da leitura literária. Deve-se, também, ao atendimento aos desafios que têm sido apresentados pela comissão interinstitucional coordenadora das Jornadinhas. Em 2009, por ocasião da 5ª Jornadinha, mais de 17 mil alunos desses níveis de ensino partici- param de forma entusiástica da programação que centralizou as discussões em torno do tema “Arte e tecnologia: novas interfaces”. Importantes debates foram realizados. Reconhecendo o interesse do pú- blico-alvo da Jornadinha pela leitura e escrita realizadas na tela, aliadas às questões de relacionamento nas redes sociais, os debates demonstraram a necessidade de serem aprofundados os estudos que explicam a necessária ampliação dos materiais de leitura em distintos suportes. Torna-se mais que ur- gente a preparação de mediadores de leitura capazes de acompanhar o ritmo acelerado imposto pelos jovens nesses processos, a fim de compreender os labirínticos caminhos escolhidos por esses leitores hipertextuais e o resultado de suas leituras. Em 2011, estamos preparando uma programação muito diversificada, muito rica, sustentada pelo tema “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias” para oferecer aos jovens leitores do 1º ao 4º ano, do 5º ao 9º ano e do ensino médio que participarem desta grande festa da leitura, a fim de que se envol- vam, ainda com maior entusiasmo, com novos materiais de leitura. É necessário que os olhares atentos façam saltar das prateleiras os livros dos autores convidados para o grande diálogo que acontecerá em agosto próximo. É mais que importante navegar em sites que possam suscitar discussões sobre temas transversais que estejam envolvidos com o tema central proposto. Cada leitor, independentemente da idade, é um nó da grande rede em que se constitui a leitura neste país e fora dele. Vivemos tempos de globalização. Envolvendo-se com textos impressos, ou mes-

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mo com textos apresentados nas diferentes mídias, apreciando manifestações artísticas e culturais em distintas linguagens, esses nós ampliarão a rede de leitores, concedendo importância similar a todos os seus integrantes, garantindo uma comunicação em nível de excelência e, o que é melhor, um aprofun- damento no processo de construção da cidadania cultural. Talvez vocês estejam querendo saber mais sobre esse processo. Lembrem-se: cidadão é o ha- bitante da cidade. Esse sujeito precisa ter as condições para dar significado a tudo que compõe o seu entorno, às peculiaridades das distintas comunidades de que faz parte, sejam físicas, sejam virtuais, implicando a realização de seus deveres sem que sejam omitidos os seus direitos. Tudo faz parte de uma construção coletiva crítica, na qual o ato de ler é fundamental para que todos sejam sujeitos de seus próprios atos, numa relação de compromisso com o aprimoramento do meio em que vive, com a transformação do mundo para melhor. Conclamamos todos e todas a participarem da preparação de mais uma Jornadinha, agora em sua sexta edição nacional, com vistas a ampliarmos o número de leitores, de leitores literários, de leitores digitais críticos, emancipados. Ler antecipadamente as obras dos autores convidados, nomes reconhe- cidos pela qualidade de suas obras que estarão no Circo da Cultura em breves meses, é oportunidade singular para contribuir com o processo de desenvolvimento de leitores comprometidos com o seu tem- po, com a tradição cultural e com a construção do tempo futuro.

Agradecemos o apoio do governo federal por intermédio do Ministério da Educação, do Ministério da Cultura, do Ministério de Ciência e Tecnologia, do Ministério do Turismo, da Lei de Incentivo à Cultu- ra – Mecenato. Da mesma forma, agradecemos a sensibilidade do governo estadual, viabilizado pelas Secretarias de Estado da Educação, da Cultura e de Ciência e Tecnologia e da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Ao governo municipal, pela parceria de copromoção desta 14ª Jornada

e da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Desejamos destacar o apoio das editoras brasileiras para que pudéssemos constituir um elenco tão importante de escritores convidados. Nossa palavra se dirige a você, caro professor, a você, distinta professora, a vocês, estimados jovens leitores, amigas leitoras: aceitem o convite para se envolverem no universo das sugestões de práticas leitoras multimidiais constantes deste Caderno de Atividades. Ampliem o conteúdo das mesmas com suas próprias sugestões, que poderão ser democratizadas nas exposições de trabalhos que serão realizadas no contexto do Circo da Cultura. Estaremos vibrando com a qualificação do nível de leitura que cada um e cada uma se propõem

a desenvolver. Não percam a oportunidade de qualificar a sua cidadania pelo viés de uma educação comprometida com o aprimoramento humano por intermédio do desenvolvimento de uma cidadania cultural e crítica. Seu lugar está reservado no Circo da Cultura. Não deixem que outros ocupem o lugar que é seu. Aguardamos vocês.

Prof. Dr. Tania Mariza Kuchenbecker Rösing

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Andréa Del Fuego

d de e A Atividades tividades V V 7 7 Andréa Del Fuego Andréa Del Fuego

Andréa Del Fuego (São Paulo, SP, 1975) realizou o curta-metra- gem gem Morro da Garça, inspirado nas paisagens de Guimarães Rosa. O

vídeo víde fez parte do Encontro com Guimarães Rosa, realizado no Centro

Cultural Cult São Paulo em 1996. Em 1998 trabalhou na Revista da Rádio

89FM, 89F respondendo a dúvidas sexuais dos leitores. Passou, então, a

colaborar col em sites e revistas, como a inglesa Touch Magazine e Vogue

RG. RG Além de escrever Sociedade da caveira de cristal (2007), é auto-

ra ra de três livros de contos: Minto enquanto posso (2004), Nego tudo

Mantém o blog andrea-

(2005) (2 e Engano seu (2007). Participou das antologias +30 mulheres

estão fazendo a nova literatura brasileira e Os cem menores

que q

contos brasileiros do século, entre outras.

delfuego.wordpress.com.

Sociedade da caveira de cristal (ensino médio)

o,
o,

O mundo vive uma epidemia causada por um vírus desconhecido,

o Bola. O vírus já matou muita gente, inclusive o avô de Vítor, um garoto o superesperto de treze anos, magricela, com espinhas na cara, que vive

alienado do mundo na frente de seu computador. Por causa de Samara, , por quem é apaixonado, o jovem descobre um jogo na internet, o Skull, e acaba entrando para a misteriosa Sociedade da Caveira de Cristal. Para avançar no jogo, Vítor tem de deixar o computador ligado, a internet co- nectada e pegar no sono, pois é em sonho que o jogo continua. Assim, todos os jogadores sonham o mesmo sonho e vivem a mesma aventura. Mas Vítor, Samara e o esperto Jorjão (que é dono de uma lan house) percebem que algo está errado nessa história e que, juntos, poderão defender o mundo do Bola.

Materiais e recursos Livro Sociedade da caveira de cristal, de Andréa Del Fuego Material de uso comum Filme A origem, de Christopher Nolan CD Novo Millenium, de Os Mutantes

Etapas propostas

1. Apresentar o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Apresentar a autora Andréa Del Fuego.

3. Apresentar o livro Sociedade da caveira de cristal, de Andréa Del Fuego, e solicitar a sua leitura.

4. Questionar os alunos se, dentre os jogos de videogame que preferem, algum é semelhante ao que Vítor joga no livro.

5. Diferentemente de outros jogos, o do livro tem partidas que acontecem nos sonhos de seus par- ticipantes. Exibir o filme A origem, que possui uma premissa semelhante.

88

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“Ando meio desligado”, de Os Mutantes, e fazer a leitura de parte da peça A cantora careca (Anexo 2), de Eugene Ionesco, a qual, apesar do nome, não possui nenhuma cantora entre seus personagens, mas, diálogos e situações incomuns.

Trabalho final Sugestão 1 Solicitar que os alunos relatem alguns de seus sonhos, marcantes ou recorrentes, como, por exem- plo, sonhos com bichos, de correr sem sair do lugar, com a sensação de estar caindo, voando, etc. Organizados em grupos de quatro ou cinco, os alunos deverão reunir seus sonhos numa histórica única, ou seja, deverão criar uma história que possua elementos dos sonhos de cada um, assim como no livro, cujos personagens precisavam sonhar um mesmo sonho para poderem participar do jogo da Sociedade da Caveira de Cristal. Postar a produção no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/.

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura: produção textual Artes visuais: surrealismo Teatro: teatro do absurdo Música: música psicodélica Biologia: vírus. Informática: programação de computadores, vírus, realidade virtual.

Na mídia Seguir a autora Andréa del Fuego no Twitter: @andreadelfuego Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências

DEL FUEGO, Andréa; COELHO, Rogério. Sociedade da caveira de cristal. São Paulo: Scipione,

2007.

A ORIGEM. Direção de: Christopher Nolan. Estados Unidos: Warner. 1 CD. OS MUTANTES. Novo Millennium CD. São Paulo: Universal, 2005. DEL FUEGO, Andréa. Andréa del Fuego. Disponível em: <http://www.andreadelfuego.wordpress. com>. Acesso em: 2 fev. 2011. EDITORA SCIPIONE. Disponível em: <http://www.scipione.com.br/mostra_livro_paradidatico. asp?bt=2&id_livro=1310>. Acesso em: 2 fev. 2011. IONESCO, Eugene. A cantora careca. Disponível em: <http://www.confederacaodascolectividades. com/docs/a%20cantora%20careca.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2011. IONESCO, Eugene. A cantora careca. São Paulo: Papirus. MÚSICA PSICODÉLICA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/M%C3%BAsica_psicad%C3%A9lica>. Acesso em: 2 fev. 2011. SURREALISMO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Sur- realismo>. Acesso em: 2 fev. 2011. TEATRO DE ABSURDO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Teatro_do_absurdo>. Acesso em: 2 fev. 2011.

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Anexo 1

 

Os sonhos nas artes

Desde tempos remotos, inúmeras criações artísticas apresentaram a temática dos sonhos. Algu- mas vezes este tema apareceu subentendido, não remetendo diretamente aos conceitos dos sonhos, mas apresentando situações absurdas e alucinógenas semelhantes a eles. Três momentos das artes

chamam a atenção neste caso, o surrealismo nas artes visuais e na literatura; o teatro do absurdo nas artes cênicas; e a música pscicodélica no cenário musical dos anos 60. A seguir observaremos algumas de suas características.

 

O

surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris dos anos 20,

inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas grandes guerras mundiais. Reúne artistas anteriormente ligados ao dadaísmo ganhando dimensão internacional. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), mas também pelo marxismo, o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo racionalismo. O poeta e crítico André Breton (1896-1966) é o principal líder e mentor deste movimento. Teatro do absurdo foi um termo criado pelo crítico austríaco Martin Esslin, que tinha como centro de sua obra o tratamento de forma inusitada da realidade. É uma forma do teatro moderno que utiliza, para a criação do enredo, nas personagens e no diálogo, elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e sociedade. A expressão foi cunhada por Martin Esslin, que fizera dela o título de um livro sobre o tema. As peças da-

riam a articulação artística da “filosofia” de que a vida é intrinsecamente sem significado, como ilustrado em sua obra O Mito de Sísifo. Embora o termo seja aplicado a uma vasta gama de peças de teatro, algu- mas características coincidem em muitas das peças: uma ampla comédia, muitas vezes semelhante ao vaudeville, misturada com imagens horríveis ou trágicas; personagens presas em situações sem solução, forçados a executar ações repetitivas ou sem sentido; diálogos cheios de clichês, jogo de palavras e non- sense; enredos cíclicos ou absurdamente expansivos; paródia ou desligamento da realidade e o conceito de well-made play (‘peça bem-feita).

 

A

música psicadélica, ou música psicodélica, é um tipo de produção musical “intimista” (ou seja,

conota reflexão sobre processos internalistas do comportamento), cujos temas mais centrais exploram bastante “subjetividade”, “loucura”, “obsessão”, “imagens”, “alucinações” e “melancolia”. As principais características do estilo são músicas instrumentais muito longas e efeitos sonoros especiais (tais como vozes repentinas durante movimento de corte do ritmo da música, risos “imotivados” trazendo como referência quadros clínicos de alucinação ou desespero), muitas vezes com harmonias contrastantes e experimentais. Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anexo 2

Cena 1

A cantora careca

Interior burguês de uma casa inglesa, com poltronas inglesas. Tarde inglesa. O Sr. Smith inglês, sentado na poltrona com chinelos ingleses, fuma seu cachimbo inglês, lendo um jornal inglês, perto da

lareira inglesa. Usa óculos ingleses e um pequeno bigode esbranquiçado inglês. Ao seu lado, numa outra poltrona inglesa, a Sra. Smith, inglesa, remenda meias inglesas. Um longo momento de silêncio inglês. O relógio inglês dá 17 badaladas inglesas.

A SMITH: Veja, são nove horas. Tomamos sopa, comemos peixe, batatas com toicinho e salada

inglesa. As crianças beberam água inglesa. Comemos bem esta noite. É porque moramos nos arredores de Londres e o nosso nome é Smith.

O SMITH: (continuando a ler, estala a língua).

A SMITH: As batatas vão muito bem com o toicinho e o azeite da salada não estava rançoso. O

azeite do vendeiro da esquina é de melhor qualidade que o azeite do vendeiro da frente; é até melhor

que o azeite do vendeiro da esquina de baixo. Mas isso não quer dizer que para eles o azeite seja ruim.

O SMITH: (continuando a ler, estala a língua).

A SMITH: Mas, mesmo assim, o azeite do vendeiro da esquina é sempre melhor.

O SMITH: (continuando a ler, estala a língua).

1100

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Cena 2

A SMITH: Mary, desta vez, cozinhou bem as batatas. Da última vez, ela não as deixou cozinhar

direito. Eu só gosto de batatas quando elas estão bem cozidas.

O SMITH: (continuando a ler, estala a língua).

A SMITH: O peixe estava fresco. Eu lambi os beiços. Repeti duas vezes. Não, três vezes. Por causa

disso tive de ir ao banheiro. Você também repetiu três vezes. Só que da última vez, você comeu menos que das duas primeiras vezes, enquanto eu comi muito mais. Comi melhor que você esta noite. Por que será? Geralmente é você que come mais. Não é por falta de apetite.

O

SMITH: (estala a língua).

A

SMITH: Mas a sopa estava um pouco salgada demais. Estava mais salgada você. Ah, ah, ah.

O

SMITH: (continuando a ler, estala a língua)

A

SMITH: O yogurt é excelente para o estômago, os rins, a apendicite e a apoteose. Foi o que me

disse o Dr. Mackenzie-King, que trata dos filhos dos nossos vizinhos, os Johns. É um bom médico. Pode- se ter confiança nele. Nunca receita um remédio que não tenha experimentado nele próprio. Antes de fazer a operação no Parker, fez-se operar do fígado, sem estar absolutamente doente.

O SMITH: Mas então por que não aconteceu nada com o doutor e o Parker morreu?

A SMITH: Ora essa, porque a operação foi bem-sucedida para o doutor e mal-sucedida para o

Parker. Fonte: A confederação das colectividades. Endereço: www.confederacaodascolectividades.com/docs/a%20careca.pdf

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1111

Antonio Carlos Vilela

Antonio Carlos Vilela (São Paulo, SP, 1966). Após infância e ado-

lescência lesc tranquilas, entrou no curso de Cinema da Universidade de

tranquilas, entrou no curso de Cinema da Universidade de São Sã Paulo, em 1985. Entre 1992

São Sã Paulo, em 1985. Entre 1992 e 1995, trabalhou escrevendo rotei-

ros ro para vídeos institucionais e de treinamento. Nesses anos todos

executou ex outra atividade, a de tradutor. Entre os muitos livros tradu-

destacam-se A pequena cadete espacial, Coisas que toda ga- deve saber, de Samantha Rugen, e As aventuras completas de

zidos, z

rota r

Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle.

Coisas que os(as) garotos(as) devem saber (7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental)

Casc os g outr pen me cla e v legal com a galera seja na
Casc
os g
outr
pen
me
cla
e
v
legal com a galera seja na esc

bre b

a, o ver om re- bre – n- a de amigos.
a, o
ver
om
re-
bre
n-
a de amigos.

Assim como você, a Mônica, o Cebolinha, o

Cascão e a Magali cresceram e passaram a ver

os gatinhos e gatinhas do bairro do Limoeiro com

outros olhos. Mas quando o corpo muda de re-

pente, é supernormal ficar com dúvidas sobre

menstruação, TPM, ereção, sexualidade e –

claro! – o funcionamento do corpo de garotos s

e garotas. Como se fosse uma conversa ín-

tima ti

entre amigas e grandes amigos, aqui i

você vai encontrar informações seguras so- -

tamento t

a autoestima lá em cima e se relacionar

saúde, beleza, higiene íntima, compor- -

e relacionamento para ficar com

legal com a galera, seja na escola, seja no celular, na internet ou na casa de amigos.

Pra garantir o clima, o projeto gráfico é moderno e dinâmico, com ilustrações incríveis em estilo mangá.

Tudo a ver com a Turma da Mônica Jovem!

MaterIais e recursos Livros Coisas que os garotos devem saber e Coisas que as garotas devem saber, de Antonio Carlos Vilela Livro Drogas: uma história que precisa ter fim, de Mauricio de Sousa Filme Kids, de Larry Clark Gibis da Turma da Mônica e da Turma da Mônica Jovem Computador com internet

Etapas propostas

1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Realizar uma enquete com os alunos perguntando se leem ou já leram gibis da Turma da Mônica, criados por Mauricio de Sousa.

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7
7

4 4. Apresentar os dois livros do autor Antonio Carlos Vilela: Coisas que todo garoto devem saber e Coisas que toda garota devem saber. 5 5. Propor ao professor de ciências uma discussão sobre os assuntos apresentados nos livros, especialmente sobre as doenças sexual- mente transmissíveis.

6. 6 Solicitar que os alunos relatem situações relacionadas ao uso de dro-

gas envolvendo amigos, familiares, vizinhos ou conhecidos. Pode-se

usar como referência o livro Drogas, uma história que precisa ter fim, de Mauricio de Sousa.

7. Exibir trecho do filme kids,

Kids (1995) - Nova York serve de ce- nário para mostrar o conturbado mundo dos adolescentes, que indiscrimina- damente consomem drogas e quase nunca praticam sexo seguro. Um garo- to, que deseja só transar com virgens, e uma jovem, que só teve um parcei- ro, mas é HIV soropositivo, servem de base para tramas paralelas, que mostram como um adolescente pode prejudicar seriamente sua vida se não estiver bem orientado. http://www.adorocinema.com/filmes/ kids/

bem orientado. http://www.adorocinema.com/filmes/ kids/ que mostra a realidade de um jovem que mora na cida- de

que mostra a realidade de um jovem que mora na cida- de de Nova York e faz sexo sem proteção, transmitindo o vírus HIV para outros jovens.

Trabalho final Sugestão 1 Motivar os alunos a pesquisarem entre os jovens da escola

ou do bairro onde moram sobre as atividades que praticam para se divertir e sobre o que fazem no tempo livre. Solicitar que produzam um texto relatando o

resultado da pesquisa, o qual deverá ser lido e debatido em sala de aula.

Sugestão 2 Solicitar uma produção textual na qual o aluno expresse a sua opinião sobre drogas, sexo sem proteção e sobre a vida desenfreada que muitos levam, tomando como exemplo fatos que possam ter vivido com os amigos ou até na própria família. Postar a produção no blog da Jornadinha http:// jornadinha.blogspot.com/.

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: produção textual Informática: leitura e produção de textos nas interfaces do computador

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências DOENÇA sexualmente transmissível - Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <pt.wikipedia. org/wiki/Doen%C3%A7a_sexualmente_transmiss%C3%ADvel>. Acesso em: 13 jan. 2011. DROGA - Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Drogas>. Acesso em: 13 jan. 2011. FOLHA.COM - Folhateen - Sexo oral desprotegido coloca você em risco de contrair DST, inclusive HIV - 29/11/2010. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/837727-sexo-oral-des- protegido-coloca-voce-em-risco-de-contrair-dst-inclusive-hiv.shtml>. Acesso em: 17 jan. 2011. SOUSA, Mauricio de. Drogas: uma história que precisa ter fim.2. ed. São Paulo: Ave-Maria, 2002.

64p.

VILELA, Antonio Carlos. Coisas que os garotos devem saber. São Paulo: Melhoramentos, 2010. 95p. (Turma da Mônica Jovem) Coisas que as garotas devem saber. São Paulo: Melhoramentos, 2010. 104p. (Turma da Mônica Jovem) KIDS. Direção de: Larry Clark. Produtor: Gus Van Sant. EUA: Play Arte, 1995. 1DVD. 96min.

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Anexo 1

Sexo oral desprotegido coloca você em risco de contrair DST, inclusive HIV

Chupar bala com embalagem e lamber sorvete através de um vidro são algumas das piadas que apare- cem entre jovens quando o assunto é fazer sexo oral com camisinha.

Carlos Cecconello/Folhapress

fazer sexo oral com camisinha. Carlos Cecconello/Folhapress Sexo oral “com embalagem” é o jeito seguro de

Sexo oral “com embalagem” é o jeito seguro de fazer

O tema, no entanto, não é para brincadeira. Colocar a boca no pênis, na vagina e no ânus sem proteção

pode transmitir uma série de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) – inclusive HIV. Uma pesquisa realizada com universitários mostrou que 59,8% deles nunca usavam camisinha para fazer sexo oral. Mais: 48,6% desses jovens nem sabiam dos riscos de contágio.

“Quando eles usam camisinha, estão pensando apenas em evitar a gravidez”, explica a ginecologista Maria Eugenia Caetano, autora da pesquisa. “E sexo oral e sexo anal não engravidam.”

A prática oral, em alguns casos, não é nem vista como sexo, entre adolescentes.

“Você quer transar e a garota não quer. Então, faz oral mesmo”, diz Felipe (nome fictício), 16. “É mais fácil de convencer elas. E, com camisinha, deve ser sem graça.”

O uso do preservativo é recomendado inclusive para garotos fazerem sexo oral em garotas. Nos EUA,

foi criado um produto só para isso, o “dental dam”. No Brasil, segundo a Folha apurou, as tentativas de intro- duzir o produto não trouxeram resultados e foram abortadas. Na esperança de que a moda pegue, empresas lançaram no Brasil, neste ano, camisinhas com sabores que vão do morango à banana, passando por chocolate. (Folha de São Paulo, 29 nov. 2010)

1144

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Caio Riter

o
o

Caio Riter (Porto Alegre, RS, 1962), formado em Jornalismo e Le-

tras, tras, é mestre e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Fede-

ral ral do Rio Grande do Sul. É professor de língua portuguesa no ensino

fundamental fun e médio, atuando também como professor universitário em

cursos cur de graduação e pós-graduação. É autor de vários livros, com os

quais qu conquistou algumas distinções literárias, como os prêmios Aço-

rianos, ria Barco a Vapor, Orígenes Lessa e o Selo Altamente Recomen-

Também teve obras selecionadas para o Catálogo de Bolonha e

dável. d

o White Ravens. De sua autoria, citam-se aqui apenas os mais recen-

O tesouro iluminado e Eduarda na barriga do dragão, da editora

tes: t

Artes e Ofícios.

O tesouro iluminado (3º e 4º anos do ensino fundamental)

aca-
aca-

Luísa e João moram num lugar legal. Muitas árvores e uma praça baca-

na onde a gurizada brinca solta e, nos dias de vento, empina pipas de todas as as cores e formatos. Pipas coloridas que enfeitam um céu muito azul.

Num desses dias de céu bem azul e sol forte, ao recolherem suas as

pipas, os dois amigos tiveram uma surpresa e tanto: um pequeno tesouro ro

veio dependurado numa das pandorgas, um tesouro iluminado! Muito felizes com o presente que veio do céu, Luísa e João decidi- i- ram que aquele seria um segredo só deles. Assim, guardaram sua peque- -

na relíquia a sete chaves. O que não esperavam é que outra surpresa viria: o tesouro tão bem guardado, de repente, deixa de brilhar

Materiais e recursos Livro O tesouro iluminado, de Caio Riter Computador com internet Material de uso comum Aparelho de som com CD player Música “Estrela, estrela”, de Vitor Ramil

Etapas propostas

1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Contar a história O tesouro iluminado por meio de teatro de imagens, evitando contar a história de Alva.

3. Solicitar que os alunos criem uma história para a estrela Alva, como propõe Caio Riter em seu livro. Questioná-los sobre o que acham que aconteceu antes de a estrela conhecer João e Luísa.

4. Ler algumas das histórias escritas pelos alunos. Na sequência, contar à turma a história da es- trela Alva, de Caio Riter.

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

1155

Tão só, tão só

E nunca sofrer

Brilhar, brilhar Quase sem querer Deixar, deixar Ser o que se é No corpo nu Da constelação Estás, estás

Sobre uma das mãos

E vais e vens

Como um lampião Ao vento frio

De um lugar qualquer

É bom saber

Que és parte de mim

Estrela, estrela

Assim como és Parte das manhãs Melhor, melhor É poder gozar Da paz, da paz Que trazes aqui Eu canto, eu canto Por poder te ver No céu, no céu Como um balão Eu canto e sei Que também me vês Aqui, aqui Com essa canção

Vitor Ramil

6. Explicar aos alunos o que é uma constelação, ilustran-

Explicar aos alunos o que é uma constelação , ilustran- No senso comum, uma constelação é

No senso comum, uma constelação é um grupo de estrelas que aparecem próximas umas das outras no céu, que, quando são ligadas, formam uma ima- gem de um animal, objeto ou seres fictícios. Em gramática, é o coletivo de estrelas (qualquer conjunto de estrelas pode ser chamado de constelação). http://pt.wikipedia.org/wiki/Constela% C3%A7% C3%A3o

do por meio de algumas imagens.

Trabalho final Sugestão 1 Solicitar aos alunos uma pesquisa sobre as estrelas na internet ou em livros. Após, proporcionar- lhes um espaço para que socializem as pesquisas realizadas.

Sugestão 2 Fazer com os alunos uma estrela de origami, disponível no site http://www.comofazerorigami.com. br/origami-de-estrela-diagrama/. Cada aluno deverá fazer mais de uma estrela, para que seja mon- tado um painel com as constelações da turma.

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: produção textual Artes visuais: dobradura/origami Música: Sensibilização musical Ciências: constelações e estrelas

Na mídia Participar do blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

1166

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Referências

RITER, Caio Dussarrat. O tesouro iluminado. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2010.

RAMIL, Vitor. Estrela, estrela. In:

Tambong. Pelotas: Satolep Music, 2000. 1 CD.

ARTES E OFÍCIOS EDITORA. Disponível em: <https://arteseoficios.websiteseguro.com/loja/obras_ det.php?id=296>. Acesso em: 4 jan. 2011. CONSTELAÇÃO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Constela%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 4 jan. 2011. ESTRELA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrelas >.

Acesso em: 4 jan. 2011. ESTRELA D’ALVA – Antônio Nóbrega (letra e vídeo). Disponível em: <http://letras.terra.com.br/an- tonio-nobrega/192475/ >. Acesso em: 4 jan. 2011. ESTRELA D’ALVA – Luiz Marenco (letra e vídeo). Disponível em: <http://letras.terra.com.br/luiz- marenco/1238788/>. Acesso em: 4 jan. 2011. ORIGAMI DE ESTRELA – Diagrama – Como fazer Origami. Disponível em: <http://www.comofaze- rorigami.com.br/origami-de-estrela-diagrama/>. Acesso em: 4 jan. 2011. VITOR RAMIL. Disponível em: <http://www.vitorramil.com.br/menu.htm>. Acesso em: 4 jan. 2011.

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

1177

Christopher Kastensmidt

Christopher Kastensmidt (Houston, EUA, 1972) vive no Brasil há de dez anos, residindo em Porto Alegre. Cursou Engenharia de Computa-

vi
vi

ção çã na Rice University, em Houston, Texas. No Brasil, foi sócio-diretor

da da empresa Southlogic Studios e diretor criativo da Ubisoft. Criou o

conceito co original e design do jogo infantil Casamento dos sonhos, o

videogame brasileiro mais vendido de todos os tempos.

Kastensmidt é finalista do prêmio Nebula, o prêmio mais im-

p portante da literatura fantástica dos Estados Unidos, na categoria de

Melhor Noveleta, pela obra O encontro fortuito de Gerard van Oost

e Oludara.

asi-
asi-

O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara (ensino médio)

O conto, originalmente escrito em inglês, foi publicado em edição brasi-

leira recentemente pela editora Devir com o nome de O encontro fortuito de de

Gerard Van Oost e Oludara, num volume, no qual também figura a história ria

A travessia, de um dos grandes militantes da ficção de fantasia no Brasil, sil,

Roberto de Sousa Causo. Amparado numa ampla pesquisa sobre o Brasil il colonial e usando o manancial mitológico com o qual tomou contato no o Brasil, Kastensmidt planeja para seus dois personagens, o holandês Van Oost e o guerreiro africano Oludara, uma série de aventuras ambientadas num Brasil colonial selvagem, cheio de mistério e de criaturas mágicas.

Materiais e recursos Livro O encontro fortuito de Gerard van Oost de Oludara de Christopher Kastensmidt Filme As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de Andrew Adamson Computador com internet Projetor multimídia

Atividades propostas

1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias” e o autor Christopher Kastensmidt.

2. Solicitar a leitura da obra O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara.

3. Definir o gênero fantástico e seus três subgêneros: ficção científica, fantasia e horror (ou terror). Ressaltar que a obra de Kastensmidt pertence ao subgênero fantasia.

Segundo Tzvetan Tododorv em seu livro Introdução à literatura fantástica, o fantástico é a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, face a um

acontecimento aparentemente sobrenatural [

explicar de duas maneiras, por meio de causas do tipo natural e sobrenatural. A possibi-

lidade de se hesitar entre os dois criou o efeito fantástico (p. 31).

]

Há um fenômeno estranho que se pode

1188

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Ficção científica: A ficção científica é uma forma de ficção desenvolvida no século XIX, que
Ficção científica: A ficção científica é uma forma de ficção desenvolvida no século XIX,
que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada,
sobre a sociedade ou os indivíduos. O termo é usado, de forma mais geral, para definir
qualquer fantasia literária que inclua o fator ciência como componente essencial, e, num
sentido ainda mais geral, para referenciar qualquer tipo de fantasia literária.
Fantasia: A fantasia é um gênero que usa a magia e outras formas sobrenaturais como
elemento principal do enredo, da temática e/ou da configuração. Muitos trabalhos dentro
do gênero ocorrem em planos de ficção ou planetas onde a magia é comum. A fantasia é
geralmente distinguida da ficção científica e horror pela expectativa de que ela fica longe
de temas científicos e macabros, respectivamente, embora exista uma grande sobrepo-
sição entre os três gêneros (que são subgêneros da ficção especulativa).
Horror: Oficialmente, o horror teve sua primeira definição na literatura como romance
gótico ou, como Todorov chama, romance negro. Histórias que possuíam qualidades li-
gadas à literatura fantástica de provocar medo. Um critério abordado por H. P. Lovecraft,
um dos principais nomes do horror literário, é o de utilizar a experiência do medo que o
leitor possui para criar o temor.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_fant%C3%A1stica

4. Na cultura popular, o gênero da fantasia é dominado por sua forma medievalista, especialmente desde o sucesso de As crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis. Exibir trechos do filme As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de Andrew Adamson; após, relacionar os aspectos fantásticos comuns do livro de Christopher com os do filme assistido.

Trabalho final Sugestão 1: RPG Na obra de Christopher, a narrativa sugere a realização de um jogo de RPG. Solicitar aos alunos uma pesquisa sobre esse tipo de jogo; em seguida, formar grupos de no máximo seis pessoas para jogar uma partida de RPG.

Sugestão 2: Subgêneros fantásticos Propor aos alunos uma pesquisa na qual relacionem obras literárias e filmes com os subgêneros da narrativa fantástica, a ficção, a fantasia e o horror. Em seguida, numa apresentação com slides, deverão apresentar aos demais colegas a pesquisa.

Sugestões de interdisciplinaridade Literatura: literatura fantástica Informática: Internet Jogos: RPG

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Acessar o site do autor http://www.eamb.org/brasil/ Acessar o blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/

Referência

KASTENSMIDT, Christopher. O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara. São Paulo: Devir,

2010.

TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo: Perspectiva, 1992. AS CRÔNICAS de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Direção de: Andrew Adamson. Estados Unidos: Walt Disney pictures, 2003. 1DVD. LITERATURA FANTÁSTICA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia. org/wiki/Literatura_fantástica>. Acesso em: 23 mar. 2011.

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

1199

C Caderno aderno d de e A Atividades tividades V V 1 19 9 Cláudio Fragata

Cláudio Fragata

Cláudio Fragata (Marília, SP, 1952) é jornalista e escritor. Atualmen-

te te trabalha t como repórter da revista gastronômica Gosto. Trabalhou na

divisão divi infantil da Editora Globo, onde foi editor da revista Recreio e de-

sen senvolveu o projeto editorial dos manuais da Turma da Mônica. Publicou

os os livros infanto-juvenis Seis tombos e um pulinho, O voo supersônico

da da galinha Galateia, As filhas da gata de Alice moram aqui e Zé Perri: a

passagem pa do Pequeno Príncipe pelo Brasil, pela editora Record.

áu- ca, lo o e
áu-
ca,
lo
o
e

Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil (7 o , 8 o e 9 o anos do ensino fundamental)

No livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil Cláu-

dio Fragata apresenta, com ares de crônica literária e poesia romântica,

as pegadas que Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, deixou pelo

Brasil. O leitor mergulhará, com prazer e surpresa, na inesperada relação

Materiais e recursos Computador com internet Projetor multimídia Livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil, de Cláudio Fragata DVD O Pequeno Príncipe, de Stanley Donen

entre Exupéry e um simples pescador e descobrirá um pouco mais sobre

esse autor tão querido da literatura mundial.

Etapas propostas

1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”, e o autor Cláudio Fragata.

2. Perguntar aos alunos como são suas relações de amizade e o que consideram uma amizade verdadeira. Após suas considerações, perguntar-lhes se já ouviram a frase “Tu te tornas eterna- mente responsável por aquilo que cativas”, estabelecendo uma relação com os comentários que eles fizeram sobre amizade. Na sequência, o professor deverá complementar, se necessário, ci- tando o nome do autor da frase, Antoine de Saint- Exupéry, e o nome do livro de onde foi retirada, O Pequeno Príncipe (SAINT-EXUPÉRY, 2000, p. 74).

3. Exibir alguns trechos de O Pequeno Príncipe, disponível no site www.cirac.org ou a partir do livro de Saint-Exupéry, em especial o trecho “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

4. Exibir o filme O Pequeno Príncipe e solicitar que reflitam sobre suas relações de amizade.

A amizade, para o filósofo Aristóteles, é uma forma de excelência moral e uma necessida- de à vida. O filósofo parece ter razão porque a amizade faz crescer em nós a disposição para a cooperação, o respeito mútuo e a reciprocidade, características que são de fato os alicerces da competência moral. Com os amigos somos mais capazes de pensar sobre as conseqüências de nossas ações no mundo. A disposição para a amizade permite-nos ver o mundo por diferentes pontos de vista, e a isso denominamos “visão descentrada do mundo”, porque não nos fixamos em nós mesmos. Do livro Ética: quem determina nossas escolhas? p. 69.

2200

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

5. Levar os alunos a realizar a leitura do livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil, informando que seu enredo é sobre uma história de amizade.

6. Incentivá-los a comentar a leitura do livro, estabelecendo uma relação entre o filme O Pequeno Príncipe e suas relações de amizade. O professor poderá explorar textos da área da filosofia para aprofundar o tema “relações de amizade”.

Pequeno príncipe O adorável e delicado clássico de inocência e descober- tas, do autor Antoine
Pequeno príncipe
O adorável e delicado clássico de inocência e descober-
tas, do autor Antoine de Saint-Exupéry, chegou às telas
pisando firme nas areias do deserto do Sahara, com
olhinhos voltados para as estrelas e espírito brilhante
reavivado pelas canções de Alan Jay Lerner e Frederid
Loewe (My Fair Lady, Camelot). “A trilha de O Pequeno
Príncipe é deliciosa”, diz o New York Times. Deliciosa
também é a história mágica de um piloto perdido no de-
serto (Richard Kiley) e um menino vindo de um lugar dis-
t tante. Juntos, eles compartilham experiências que diver-
t tem, encantam e tocam o coração. Alguém já aprendeu
algo com uma raposa (Gene Wilder)? Já cuidou de uma
rosa por ser a mais especial entre as outras rosas? Já
visitou um rei distante de tudo e de todos? Observou a
maliciosa dança de uma serpente (Bob Fosse)? O uni-
verso, ou melhor, a vida, é um lugar encantador, ainda
mais quando se convive com O Pequeno Príncipe.
fonte:www.travessa.com.br/o_pequeno_principe/artigo/c2fe447d-bf1f-4f08-b79e-ca-
0660b76c10

7. Questionar os alunos se utilizam redes sociais para cultivar suas amizades e solicitar sua opinião sobre elas. Apresentar o texto “Como a internet está mudando a amizade” (Anexo 1) para es- timular a reflexão sobre o assunto. Acessar o site da revista Super Interessante http://super.abril. com.br/, da editora Abril, edição de fevereiro de 2011, reportagem “Amizade: por que é impos- sível ser feliz sozinho” para ter acesso ao texto na íntegra.

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T

Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Face- book já tem mais de quinhentos milhões de usuários, que, juntos, passam

s setecentos bilhões de minutos por mês conectados ao site – que chegou a

s superar o Google em número de acessos diários. A internet é a ferramenta

mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade e está transfor-

mando nossas relações, pois tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Trecho do texto Como a Internet está mudando a amizade- SUPER 288,

f fevereiro 2011.

Trabalho final Sugestão 1 Orientar os alunos a escreverem um texto sobre as suas relações de amizade. Selecionar alguns textos para serem enviados ao autor Cláudio Fragata no endereço indicado em seu site - http://www. quintaldoclaudio.com.br/ – e postados no blog da 6ª Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/.

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

2211

Sugestão 2 Adaptar trechos do filme O Pequeno Príncipe ou do livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Prínci- pe pelo Brasil para o teatro. O trabalho poderá ser registrado por meio de fotos ou vídeos e postado no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/

Sugestões de interdisciplinaridade Psicologia: relações de amizade Filosofia: Valor das amizades História: a história de Antoine de Saint-Exupéry no cenário de guerras Geografia: localização dos lugares por onde Antoine de Saint-Exupéry passou Literatura e língua portuguesa: produção textual Artes visuais: análise do filme O Pequeno Príncipe Teatro: adaptação e representação

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências

FRAGATA, Cláudio. Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil. Rio de Janeiro: Record,

2009.

SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Rio de Janeiro: Agir, 2000.

O PEQUENO PRÍNCIPE. Direção de: Stanley Donen. EUA: Paramount Pictures: 2004.1 DVD

FÁVERO, Alcemira Maria. Ética: quem determina nossas escolhas? Passo Fundo: Méritos, 2009. SUPER INTERESSANTE. São Paulo: Abril, n. 228, fev. 2011. Disponível em: http://super.abril.com.

br/cotidiano/amizade-coisas-mais-importantes-nossas-vidas-619643.shtml

FRAGATA, Cláudio. Quintal do Cláudio O portal da Literatura Infantil de Cláudio Fragata. Disponível

em: <http://www.quintaldoclaudio.com.br/>. Acesso em: 2 fev. 2011.

GRUPO EDITORIAL RECORD. Disponível em: <http://www.record.com.br/autor_entrevista.asp?id_ autor=4082&id_entrevista=157>. Acesso em: 2 fev. 2011.

O PEQUENO PRÍNCIPE – Tradução em Português por Vinna Fonseca. Disponível em: <http://www.

cirac.org/VMF-principe-pt.htm>. Acesso em: 2 fev. 2011.

Anexo 1

Como a internet está mudando a amizade Nunca foi tão fácil manter contato e conhecer gente nova pela internet. Graças às redes sociais, nunca tive- mos tantos amigos. Mas isso está transformando a própria definição de amizade.

por Camilla Costa

Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na internet? Checa seu e-mail, dá uma olhadinha no Twit- ter, confere as atualizações dos seus contatos no Orkut ou no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao site - que chegou a superar o Google em número de acessos diários. A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Mas será que as amizades online não fazem com que as pessoas acabem se isolando e tenham menos amigos offline, “de ver- dade”? Essa tese, geralmente citada nos debates sobre o assunto, foi criada em 1995 pelo sociólogo americano Robert Putnam. E provavelmente está errada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Toronto constatou que a internet faz você ter mais amigos - dentro e fora da rede. Durante a década passada, período de surgimento e ascensão dos sites de rede social, o número médio de amizades das pessoas cresceu. E os chamados heavy users, que passam mais tempo na internet, foram os que ganharam mais amigos no mundo real - 38% mais. Já quem não usava a internet ampliou suas amizades

2222

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

em apenas 4,6%. Então as pessoas começam a se adicionar no Facebook e no final todo mundo vira amigo? Não é bem assim. A internet raramente cria amizades do zero - na maior parte dos casos, ela funciona como potencia- lizadora de relações que já haviam se insinuado na vida real. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que o 20maior uso do Facebook, depois de in- teragir com amigos, é olhar os perfis de pessoas de gente que acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil, adiciona aquela pessoa, e está formado um vínculo. As redes sociais têm o poder de transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo ambiente social que você, mas não são suas amigas) em elos fracos - uma forma superficial de amizade. Pois é. Por mais que existam exceções a qualquer regra, todos os estudos apontam que amizades geradas com a ajuda da internet são mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e crescem fora dela. Isso não é inteira- mente ruim. Os seus amigos do peito geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos não. Eles transitam por grupos diferentes do seu, e por isso podem lhe apre- sentar coisas e pessoas novas e ampliar seus horizontes - gerando uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive às amizades antigas. (Revista Super Interessante, n. 288, fev. 2011).

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

2233

Daniel Kondo

n c
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c

Daniel Kondo (Passo Fundo, RS, 1971) trabalhou nas revistas Ca-

pric pricho, Elle, Cláudia e Superinteressante. Foi finalista do prêmio Jabuti de

Melhor Mel Ilustrador de 1997, com o livro Domingão jóia, de Flavio de Souza.

Com Co este mesmo escritor realizou o projeto Olha Só, para crianças com

deficiência def visual. Daniel Kondo é membro da International Board Books

for for Young People, organização que promove a integração de autores in-

fanto-juvenis fa de todo o planeta. Publicou o livro-imagem Tchibum!, com

do nadador Gustavo Borges, Minhas contas, de Luiz Anto-

concepção c

nio,

e Surfando na marquise, com texto de Paulo Bloise, que integra a

coleção Ópera Urbana, da editora Cosac Naify.

Minhas contas (1 o e 2 o anos do ensino fundamental)

a la-
a
la-

Minhas contas tematiza a intolerância religiosa ao contar a

história de uma amizade abalada pelo preconceito. O livro revela-

se ainda uma bonita celebração da cultura africana, tão importante te

para a formação da identidade brasileira. Pedro e Nei são “dois s furacõezinhos” inseparáveis, mas a mãe de Pedro o proíbe de e brincar com o amigo por causa dos fios de contas que ele As cores e os objetos do candomblé foram o ponto de partida para Daniel Kondo conceber as ilustrações, que demonstram as características de importantes orixás.

Materiais e recursos Livro Minhas contas, de Daniel Kondo Projetor multimídia Computador com internet Aparelho de som Câmera fotográfica

Etapas propostas

1. Apresentar Daniel Kondo aos alunos, ilustrador do livro Minhas contas, e o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, lingua- gens e mídias”.

2. Acessar os sites http://www.kondo.com.br/web_2005/index.htm e http://www.operaurbana.com. br/, de Daniel Kondo, para familiarizar-se com o artista e suas obras.

3. Escolher entre as sugestões “África”, do CD Palavra cantada; “Deusa dos orixás”, de Clara Nu- nes, ou “Canto de Xangô”, de Vinícius de Moraes, para contextualizar o tema abordado no livro.

4. Em círculo, os alunos deverão tecer comentários sobre a ilustração. Em seguida, projetar as ilustrações do livro Minhas contas.

2244

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

6. Citar outras manifestações artísticas, como música, dança, artes plásticas, teatro, literatura, etc., que retratem o mesmo tema em suas obras.

7. Exibir o vídeo do Youtube Orixás, do grupo de teatro Giramundo, e comentar sobre as várias possibilidades de representar um determinado tema em diferentes suportes.

8. Motivar os alunos a acessar o site http://www.acordacultura.org.br/ para interagir com as histó- rias, jogos e animações relacionados à cultura africana.

Trabalho final Sugestão 1 Convidar os alunos a visitar o site http://www.brincandonarede.com.br/conto/ColecaoBrincando. aspx, para conhecer os contos nos quais aparecem as ilustrações de Kondo e interagir com as atividades propostas, como a foto maluca e ilustrações. As ilustrações e fotos poderão ser relacio- nadas ao tema explorado em aula.

Sugestão 2 Propor uma pesquisa sobre orixás; posteriormente, distribuir aos alunos argila ou materiais alternati- vos para modelarem uma escultura que represente um orixá. Em círculo, eles deverão dialogar sobre suas pesquisas e serão orientados a contar a história dos orixás por meio do teatro de animação.

Sugestão 3 Promover uma intervenção artística na escola convidando, se possível, entidades locais que repre- sentem a cultura africana nas diferentes manifestações, como a dança e a música. Registrar por meio de fotos e vídeos as intervenções artísticas e postá-los no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/.

Sugestão 4 Distribuir algumas miçangas/contas para que as crianças comentem sobre seu significado e pos- sibilidades de utilização. Relacionar as contas com o tema ilustrado no livro de Luiz Antonio. Após, incentivar os alunos à criação de histórias, ilustrações e esculturas em estampas com padrões que lembrem a cultura africana ilustrada por Kondo. Registrar por meio de fotos e vídeos e postá-los no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Obs.: Utilizar o livro Eu que fiz, de Ellen e Julia Lupton, para auxiliar nas sugestões de designs e padronagens.

Sugestão de interdisciplinaridade História: cultura brasileira Artes visuais: ilustração, intervenção, escultura, produção de instrumentos musicais Música: ritmos brasileiros Teatro: teatro de animação, estátua viva Informática: blog

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências

ANTONIO, Luiz. Minhas Contas. São Paulo: Cosac Naify, 2008. BALARDIM, Paulo. Relações de vida e morte no teatro de animação. Porto Alegre: Edição do Autor,

2004.

CASTANHA, MARILDA. Agbalá: um lugar- continente. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

2255

LUPTON, Ellen; LUPTON, Julia. Eu que fiz. São Paulo: Cosac Naify, 2008. NADER, Raquel. De alfaias a zabumbas. São Paulo: Paulinas, 2007. OLIVEIRA, Rui de. Pelos Jardins Boboli: reflexões sobre a arte de ilustrar para jovens e crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. PEREIRA, Edimilson de Almeida. Os reizinhos de Congo. São Paulo: Paulinas, 2004. LIMA, Renato. Chico Rei. São Paulo: Paulus, 2006. PRANDI, Reginaldo. Oxumarê, o Arco Íris: mais histórias dos deuses africanos que vieram para o Brasil com os escravos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004. SANTA ROSA, Nereide Sichilaro. Religiões e Crenças. São Paulo: Moderna, 2001.

Para Sempre Clara. Rio de Janeiro: Som Livre,

NUNES, Clara. A deusa dos orixás. In:

2003. 1 CD. TATIT, Paulo; PERES, Sandra. Pé com pé. São Paulo: Palavra cantada, 58’52” : color. 1 DVD. A COR DA CULTURA. Disponível em: <http://www.acordacultura.org.br/ >. Acesso em: 31 jan. 2011. BRAVO AFRO BRASIL: Cultura e Religião Africana. Disponível em: <http://bravoafrobrasil.blogspot. com/2009/11/cultura-e-religiao-africana.html>. Acesso em: 31 jan. 2011. BRINCANDO NA REDE. Disponível em: <http://www.brincandonarede.com.br/conto/ColecaoBrin- cando.aspx>. Acesso em: 31 jan. 2011. COLEÇÃO ÓPERA URBANA Conteúdo colaborativo inspirado pelos livros – Edições SESC SP e Cosac Naify. Disponível em: <http://www.operaurbana.com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. KONDO, Daniel. Daniel Kondo. Disponível em: <http://www.kondo.com.br/news_cont2.asp>. Aces- so em: 31 jan. 2011. KONDO STUDIO. Disponível em: <http://www.kondo.com.br/web_2005/index.htm>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Danças Brasileiras – Candomblé (1 de 2). Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=9dlSVHZtQ_A>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Omolu dança só. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=Wae7JlT n8XQ&NR=1>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Orixás – Grupo Gira Mundo – Marionetes. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=Qqbsq5d8chs>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Paulo Bloise e Daniel Kondo sobre o livro SURFANDO NA MARQUISE | COLEÇÃO ÓPERA URBANA. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=xXES2xFjNl0&feature=relat ed>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – “TCHIBUM!”, de Gustavo Borges e Daniel Kondo. Disponível em: <http://www.youtube. com/watch?v=vBV6o-EMLoA>. Acesso em: 31 jan. 2011.

2266

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Giba Assis Brasil

F v
F
v

Giba Assis Brasil (Porto Alegre, RS, 1957), montador e roteirista de

cinema cine e televisão, é formado em Jornalismo pela Faculdade de Comu-

nicação nica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É membro da

Casa Cas de Cinema de Porto Alegre desde sua fundação, em 1987. Membro

do do Conselho Superior de Cinema Brasileiro desde 2004, foi professor de

Cinema Cin no curso de Comunicação da UFRGS (1994-2004) e é professor

do do curso de Realização Audiovisual da Unisinos desde 2003. Entre seus

trabalhos tra como diretor e roteirista estão os longas Deu pra ti anos 70

(1981) (1 e Interlúdio (1983). Como montador e roteirista, atuou em curtas,

longas lo e minisséries de televisão. Conquistou prêmios nacionais e inter-

por O dia em que Dorival encarou a guarda (1986), Ilha das

Flores (1989), Barbosa (1988), Deus ex-machina (1995), Houve uma

nacionais n

vez dois verões (2002), O homem que copiava (2003) e Meu tio matou

um cara (2005), entre outros.

Houve uma vez dois verões (ensino médio)

, en- so- o
, en-
so-
o

Chico, adolescente em férias na “maior e pior praia do mundo”, en-

contra Roza num fliperama e se apaixona. Transam na primeira noite, oite,

mas ela some. Ao lado de seu amigo Juca, Chico procura Roza pela ela

praia, em vão. Só mais tarde, já de volta a Porto Alegre e às aulas de de

química orgânica, é que ele vai reencontrá-la. Chico quer conversar so-

bre “aquela noite”, mas Roza conta que está grávida. Até o próximo

verão, ela ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida dele.

Materiais e recursos Filme Houve uma vez dois verões, de Jorge Furtado Computador com internet Projetor multimídia

Etapas propostas

1. Apresentar o cineasta Giba Assis Brasil comentando sobre sua presença na 14ª Jornada Na- cional de Literatura. Exibir o site da Casa de Cinema de Porto Alegre apresentando seus traba- lhos e a entrevista postada no blog Cine Com http://programacinecom.blogspot.com/2010/09/ entrevista-giba-assis-brasil.html/. Nesta Giba define o cinema e o audiovisual como linguagem, expressa sua opinião sobre o cinema brasileiro e comenta sobre seus trabalhos de montador e roteirista, conjuntamente com o diretor Jorge Furtado. Como sugestão, o professor poderá explo- rar a entrevista on-line feita com Giba Assis Brasil pela Revista Universitária Audiovisual.

2. Propor aos alunos uma leitura do texto “Politi- zando a tecnologia e a feitura do cinema”, de Giba Assis Brasil, retirado do livro Além das redes de colaboração: internet, diversidade cul- tural e tecnologias do poder, também disponí- vel no site Não 83: Tecnologia e Contracultura

Com a expansão do Youtube

Com a expansão do Youtube e de outras ferramen- tas colaborativas em rede, surge a perspectiva

e de outras ferramen-

tas colaborativas em rede, surge a perspectiva de se misturarem as questões: quem assiste cinema tam- bém tem a possibilidade de fazê-lo. Ainda está muito longe o momento em que os filmes produzidos pelos consumidores possam ter qualidades técnicas e de comunicação comparáveis aos produtos produzidos pela indústria. Mas o caminho já está desenhado. Trecho do texto “Politizando a tecnologia e a feitura do cinema”, de Giba Assis Brasil.

http://www.nao-til.com.br/nao-83/capa-83.htm.

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3. Dialogar com os alunos sobre o texto, relacionando-o ao tema da 14ª Jornada Nacional de Lite- ratura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

4. Conceituar a profissão de montador, na qual Giba Assis Brasil vem se destacando no cinema brasileiro, apresentando o vídeo da série No estranho planeta dos seres audiovisuais – monta- gem, exibido no Canal Futura, para que os alunos possam entender a função da montagem e da edição no vídeo, na televisão e no cinema.

5. Para ampliar o conhecimento dos alunos sobre cinema e capacitá-los a fazer uma leitura crítica ao assistir a audiovisuais, eles deverão acessar os sites: http://portalbrasileirodecinema.com.br/ e http://www.mnemocine.com.br/.

A boa montagem

A grande sacada da montagem é a coerência. A mon-

tagem não é boa porque tem sacadas ou porque tem cortes, ela é boa se for coerente com a histó-

ria, quanto mais coerente e apropriada, melhor. As pessoas acham que o filme está muito bem montado quando vêem o filme e a montagem aparece, mas, geralmente, ela é muito boa quando não aparece; se você tem um bom filme e vê que a montagem não aparece, quer dizer que ela é excelente. A grande função da montagem é não deixar perceber o corte,

é fazer você entrar na história sem perceber que se

está cortando de um take para outro. É evidente que

a maneira como você organiza as coisas, a maneira

como monta a narrativa, tem que ajudar a sentir onde

é que você tem que chegar quando está contando

a história, mas o espectador não precisa necessaria- mente perceber a montagem.

Daniel Rezende, montador.– Portal brasileiro de cine- ma http://www.heco.com.br/montagem/01.php

6.Exibir o filme Houve uma vez dois verões, de Jorge Furtado, com montagem de Giba As- sis Brasil. Com base nos textos e nos vídeos sobre montagem citados, solicitar aos alunos que observem como foi realizado o trabalho de montagem desse filme, observando os planos, contraplanos, planos-sequência e a relação entre as imagens que dão sentido à narrativa. Posteriormente, o professor poderá ampliar a experiência exibindo os curtas-metragens Ilha

das Flores e Barbosa para otimizar o olhar críti-

co em relação ao audiovisual, sobretudo sobre

a montagem. Os curtas-metragens poderão

ser encontrados no site http://www.portacurtas. com.br/busca.asp e no Youtube. 7. Questionar os alunos sobre os filmes vistos, solicitando-lhes que comentem as cenas que mais lhes chamaram a atenção, especialmente em relação à montagem. Complementar as ob- servações dos alunos, resgatando as reflexões feitas por Giba Assis Brasil em seus textos

e entrevistas sobre a importância do cinema

brasileiro como instrumento de formação política, social e cultural, assim como sobre a influência das novas tecnologias para produção, execução, dis- tribuição e exibição dos filmes.

Trabalho final Sugestão 1 Organizar os alunos em grupos e solicitar a criação de um roteiro para um curta-metragem. Posteriormente, eles deverão desenvolver o storyboard a partir do roteiro. Como referência para pesquisa, poderão rever a entrevista com Paulo Caruso no vídeo No estranho planeta dos seres audiovisuais – montagem, no qual se fala sobre storybord, e nos sites: www.mnemocine. com.br - memória e imagem e Desenhos animados - roteiro, storyboard e personagens http://imasters.com.br/artigo/3769/te- oria/desenhos_animados_-_roteiro_storyboard_e_personagens. Os desenhos poderão ser enviados em papel ou escaneados e enviados para o blog da Jornadinha.

Storyboard é um filme contado em qua- dros, um roteiro desenhado. Lembra uma história em quadrinhos sem balões. Mas existe uma diferença fundamental:

apesar da semelhança de linguagem e recursos gráficos, uma história em qua- drinhos é a realização definitiva de um projeto, enquanto que um storyboard é apenas uma etapa na visualização de algo que será realizado em outro meio. O story é um desenho-ferramenta, um auxiliar do cineasta.

Sugestão 2 Solicitar que, em grupos, os alunos criem um roteiro para a execução de uma cena; posteriormente, deverão representá-la por meio de uma sequência de fotos com câmera fotográfica ou com celular. Os alunos deverão organizar as fotos no computador, editando as que farão parte da sequência a

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CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

fim de narrar a cena de forma coerente e significativa. A apresentação poderá ser feita no Power Point e apresentada para a turma. O trabalho deverá ser postado no blog da Jornadinha.

Sugestão 3 Propor a produção de um curta-metragem pela turma, delegando aos alunos as funções de roteiris- ta, produtor, diretor, cinegrafista e editor. Os alunos poderão gravar as cenas com câmeras profis- sionais, amadoras ou celular. Para a edição das imagens, deverão dispor de um programa próprio para esta função. Por fim, deverão organizar uma seção de lançamento do curta, apresentando-o para as demais turmas da escola. Este trabalho deverá ser enviado para o blog da Jornadinha.

Sugestões de interdisciplinaridade História e sociologia: conteúdo social dos filmes exibidos Artes visuais: estética da linguagem audiovisual Língua portuguesa: linguagem nos meios audiovisuais

Referências BARBOSA. Direção de: Jorge Furtado. Rio Grande do Sul: Casa de Cultura de Porto Alegre, 1988. HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES. Direção de: Jorge Furtado. Rio Grande do Sul: Casa de Cultura de Porto Alegre, 2002. CASA DE CINEMA DE PORTO ALEGRE. Disponível em: <http://www.casacinepoa.com.br/node>. Acesso em: 1 o mar. 2011. CINECOM (Entrevista com Giba). Disponível em: <http://programacinecom.blogspot.com/2010/09/ entrevista-giba-assis-brasil.html/>. Acesso em: 1 o mar. 2011. COMPARATO, D. Da criação ao roteiro. Rio de Janeiro: Rocco, 1995. CURTA – Barbosa. Disponível em: <http://www.viddler.com/explore/elliott13/videos/4/>. Acesso em:

1 o mar. 2011. CURTA METRAGEM – Ilha das flores. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v= KAzhA- XjUG28>. Acesso em: 1 o mar. 2011. CURTA METRAGEM – Barbosa. Disponível em: <http://www.viddler.com/explore/elliott13/ videos/4/>. Acesso em: 1 o mar. 2011. HARRIS, Watts. On Camera: o curso de produção de filme e vídeo da BBC. Ed. Summus,1990. ILHA DAS FLORES. Direção de: Jorge Furtado. Produção: Giba Assis Brasil. Rio Grande do Sul:

Casa de Cultura de Porto Alegre, 1989. METZ, Christian. A significação no cinema. São Paulo: Perspectiva, 1968. EISENSTEIN, Sergei. A forma do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. EISENSTEIN, Sergei. O sentido do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. METZ, Christian. Linguagem e cinema, São Paulo: Perspectiva, 1971. XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001. LAPIS – Laboratório de Pesquisa em Imagem e som. Disponível em: http://lapisufsc.wordpress. com/biblio/#animacao LEONE, Eduardo; MOURÃO, Maria Dora. Cinema e montagem. São Paulo: Ática, 1987. NÃO 83: Tecnologia e contracultura. Disponível em: <http://www.nao-til.com.br/nao-83/capa-83. htm>. Acesso em: 1 o mar. 2011. NO ESTRANHO PLANETA DOS SERES AUDIOVISUAIS – montagem. Disponível em: <http://vi- meo.com/15924844>. Acesso em: 1 o mar. 2011. REVISTA UNIVERSITÁRIA AUDIOVISUAL. Disponível em: <http://www.ufscar.br/rua/site/?page_ id=307>. Acesso em: 1 o mar. 2011. PORTA CURTA PETROBRAS. Disponível em: <http://www.portacurtas.com.br/busca.asp>. Acesso em: 1 o mar. 2011. XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1977. YOUTUBE – MONTAGEM. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=SFNkTsXCHws&fea ture=related>. Acesso em: 1 o mar. 2011.

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2299

YOUTUBE – Factor corte: A Magia Da Montagem No Cinema. Disponível em: <http://www.youtube. com/watch?v=4v-0n5-qWFk&feature=related>. Acesso em: 1 o mar. 2011. YOUTUBE – Documentário montagem cinematográfica. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=62crjs_5R20&feature=related>. Acesso em: 1 o mar. 2011. YOUTUBE – Curta metragem. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=iFAtMO2AIBE&fe ature=player_embedded>. Acesso em: 1 o mar. 2011. PORTA CURTAS PETROBRAS. Disponível em: <http://www.portacurtas.com.br/buscaficha. asp?Tecni=2417>. Acesso em: 1 o mar. 2011. DESENHOS ANIMADOS – Roteiro, Storyboard e Personagens – iMasters. Disponível em: <http://

imasters.com.br/artigo/3769/teoria/desenhos_animados_-_roteiro_storyboard_e_personagens/>.

Acesso em: 1 o mar. 2011.

3300

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Elisa Lucinda

teatr a a que com e e ma e
teatr
a a
que
com
e e
ma
e

Elisa Lucinda (Vitória, ES, 1958) cursou Jornalismo e Interpretação

Teatr Teatral na Casa de Artes de Laranjeiras (CAL). Dedicou-se a apresentações

teatrais em formato de saraus poéticos. Sua paixão pela poesia motivou-

a a criar no Rio de Janeiro uma associação de estudo de declamação

que promove saraus – Escola Lucinda de Poesia Viva. Na sua carreira

como atriz, fez algumas peças, trabalhou em novelas das redes Globo

M Manchete e também no cinema. “A menina transparente”, poema que

marca sua estreia na literatura infantil, conquistou o Prêmio Altamente

Recomendável Re da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Dentre

seus se mais recentes livros, citam-se Cinquenta poemas escolhidos pelo

au autor, Contos de vista, A fúria da beleza e Parem de falar mal da rotina,

editora Leya.

a, e o.
a,
e
o.

A menina transparente (3 o e 4 o anos do ensino fundamental)

Uma menina que mora na música, no mar, na comida da panela,

nas flores e no coração dos apaixonados. Mas, às vezes, ela aparece

tão de mansinho que tem gente que nem percebe e a deixa de lado.

Primeiro livro da coleção Amigo Oculto, A menina transparente propõe e

um reencontro com a sensibilidade, com a brincadeira.

Materiais e recursos Aparelho de som Gravador Celular Materiais transparentes (tecido, água, plástico Projetor multimídia Computador com internet Câmera filmadora

)

Etapas propostas

1. Organizar na sala de aula um ambiente de sensibilização, com ruídos de água, com símbolos que remetam à transparência (tecidos, bolhas de sabão, plástico, espelho, água, entre outros elementos).

2. Selecionar alguns versos da obra A menina transparente para gravar em áudio e reproduzir no ambiente, juntamente com algumas ilustrações do livro projetadas sobre o tecido.

3. Orientar os alunos para que explorem diferen-

O jogo poético, além de estimular o “olhar de descoberta” nas crianças, atua sobre todos os sentimentos, despertando um sem-número de sensações: visuais (imagens plásticas, coloridas,

acromáticas, etc.), auditivas (sonoridade, música,

gustativas (paladar), olfativas (perfumes,

cheiros), tácteis (aspereza, relevo, textura

pressão (sensações de peso ou de leveza); ter-

mais (temperatura, calor ou frio): comportamento

(dinâmicas, estáticas

ruídos

),

),

de

)

(Coelho, 2000).

estáticas ruídos ), ), de ) (Coelho, 2000). tes sensações ao transitar pelo ambiente. Na sequência,

tes sensações ao transitar pelo ambiente. Na sequência, propor que expressem suas percep- ções sobre o ambiente.

4. Utilizar o áudio do início da atividade para intro- duzir a leitura da obra A menina transparente. Propor uma brincadeira de adivinha, levando os alunos a sugerir hipóteses sobre quem e como é a menina transparente

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3311

5. Apresentar a escritora Elisa Lucinda, bem como outras obras que fazem parte da coleção Amigo Oculto, como, por exemplo, O órfão famoso, Lili a rainha das escolhas e O menino inesperado.

6. Incentivar os alunos a continuar a brincadeira utilizando a música “O que é, o que é”, do CD Pé com pé, do grupo Palavra Cantada. Em seguida, desafiá-los a responder à adivinha proposta na letra da música.

O que é, o que é

O que é o que? Não desgruda do seu pé,

cresce, engorda e estica. Vou te dar mais uma dica. Não tem cheiro, nem sabor. Não tem peso, nem valor.

Não tem brilho, mas se vê. Não consegue se esconder. caminhando pelo chão anda sem lhe dar a mão.

E na sua brincadeira é super companheira.

o que é o que é? Se parece com você.

Tem até um gesto igual, mas é bidimensional. Se você ainda não descobriu. Eu garanto que você já viu

E agora o que eu vou dizer

com certeza vai esclarecer. Só na luz é que ela dança. dança rumba, dança samba. dança o que você dançar, só você é o seu par.

O que é o que é?

7. Posteriormente, levar os alunos a observar a for- ma como a escritora escreve seu texto. Questio- ná-los sobre a presença de rimas nos versos do

Questio- ná-los sobre a presença de rimas nos versos do poema e na música do grupo

poema e na música do grupo Palavra Cantada.

8. Sensibilizá-los a criar outras possibilidades de

rima, observando o ritmo e os sons das palavras.

Rima é o nome que se dá à repetição de sons semelhantes, ora no final de versos diferentes, ora em posições variadas, criando um parentesco fônico entre palavras presentes em dois ou mais versos (Goldstein, 2003).

9. Selecionar um poema do site Escola Lucinda http://www.escolalucinda.com.br/ e exibir um dos vídeos em que Elisa Lucinda interpreta um poema, ou, ainda, sua performance em A natureza do olhar, a fim de que os alunos se familiarizem com a escritora e apreciem suas experiências com poesia.

10. Desenvolver a percepção visual dos alunos por meio da exibição do DVD Pequeno cidadão, de Arnaldo Antunes, levando-os a observar o modo como o autor representa suas obras.

Trabalho final Sugestão 1 Interagir no site do autor Sérgio Capparelli, http://www.ciberpoesia.com.br/

Sugestão 2 Incentivar os alunos a dar continuidade ao poema “A menina transparente”, por meio da criação de outras rimas, como sugere a autora no último verso. Posteriormente, gravá-los em áudio e criar um blog no qual eles possam compartilhar as suas experiências. Propor ao receptor da mensagem o desafio de criar outras possibilidades para o poema, compartilhando no espaço e criando, assim, uma rede de conhecimentos.

3322

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Sugestão 3 Produzir ritmos para o poema “A menina transparente”, tendo como referência as oficinas de ins- trumentos musicais do site do Programa Mundo da Leitura http://mundodaleitura.upf.br/programa/ oficina/index.html.

Sugestão 3 Fazer uma releitura do poema “A menina transparente” por meio de um jogo dramático. Como su- gestão utilizar o livro Improvisação para o teatro, de Viola Spolin.

Sugestão de interdisciplinaridade Língua portuguesa: rimas Música: ritmos Teatro: jogos dramáticos

Na mídia Seguir a autora Elisa Lucinda no Twitter: @lucindaelisa Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências

COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000. SPOLIN Viola. Improvisação para o teatro.São Paulo: Perspectiva,1963. GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003. LUCINDA, Elisa. A menina transparente. Rio de Janeiro: Record,2010. Lili a rainha das escolhas. Rio de Janeiro: Record, 2002. O menino inesperado. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. O órfão famoso. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo: Luz da cidade, 2004. Audiobook GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003. FRAZATTO JR, Reginaldo. Canto das águas. São Paulo: MCD, 2005. 1CD. PEQUENO CIDADÃO. Arnaldo Antunes. Optical Media, 2010. CIBER&POEMAS. Disponível em: <http://www.ciberpoesia.com.br/>. Acesso em: 31 jan.

2011.

ESCOLA LUCINDA DE POESIA VIVA. Disponível em: <http://www.escolalucinda.com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. MÚSICA & POESIA: Clássica Infantil de Vinícius e Toquinho em Animação. Disponível em: <http:// musicapoesiabrasileira.blogspot.com/2010/05/classica-infantil-de-vinicius-e.html>. Acesso em: 31 jan. 2011. MUNDO DA LEITURA. Disponível em: <http://mundodaleitura.upf.br/programa/oficina/index.html>. Acesso em: 30 mar. 2011.

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3333

Fábio Moon e Gabriel Bá

e
e

Os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon (São Paulo, SP, 1976) já

publ publicaram trabalhos nos Estados Unidos, Itália e Espanha. Foram

os os primeiros brasileiros a conquistar o prêmio Eisner de Quadri-

nhos. nh O primeiro trabalho dos irmãos foi o fanzine independente

no no estilo underground chamado 10 pãezinhos. Também lança-

ram ra mais três revistas independentes no Brasil: Rock’n’roll, em

com Bruno D’Angelo e Kako; Um dia, uma noite e 5,

parceria p

em conjunto com a americana Becky Cloonan, o grego Vasilis

Lolos L e o gaúcho Rafael Grampá. A revista 5 conquistou o Eis- ner Award 2008 de Melhor Antologia. Em 2007, lançaram uma adaptação de O alienista, livro de Machado de Assis, premiada com com o o prêmio prê Jabuti de Melhor Livro Didático e Paradidático de Ensino

Fundamental Fundamental ou ou Médio. Médio. Moon Mo e Bá têm uma tira dominical na Folha de São Paulo, chama-

da Quase Nada, e uma página de quadrinhos na revista mensal Época São Paulo.

e m-
e
m-

conto m.s. (sXIII) 1 LIT narrativa breve concisa, contendo um só conflito, uma única ação (com es- paço ger. limitado a um ambiente, unidade de tempo, e número res- trito de personagens < os c. de As mil e uma noites>< os c. de

Machado de Assis> [

]

O alienista (ensino médio)

A história é do mestre Machado de Assis sobre Simão Bacamarte e

suas experiências científicas em Itaguaí. Uma obra que transcende o tem-

po, agora contada numa primorosa graphic novel, roteirizada e desenhada a

pelos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon.

Materiais e recursos Livro O alienista, de Machado de Assis por Fábio Moon e Gabriel Bá Livro O alienista, de Machado de Assis Filme O alienista e as aventuras de um barnabé Computador com internet Aparelho de DVD Filmadora

Etapas propostas

1. Realizar com os alunos a leitura do conto de Machado de As-

sis O alienista.

a leitura do conto de Machado de As- sis O alienista . 2. Dialogar sobre Machado

2. Dialogar sobre Machado de Assis, sua importância para a lite- ratura brasileira e sobre a obra em questão, contextualizando- a histórica e socialmente. Informar que, primeiramente, os contos eram publicado em folhetim. Explicar a dinâmica deste suporte.

O folhetim televisivo é um gênero televisual do campo da ficção, próximo da série televisiva, com a diferença de que o folhetim é uma história parcelada, cujos segmentos são chamados capítulos, sen- do cada um a continuação do precedente, contrariamente à série televisiva, que é uma sucessão de histórias independentes (cha- madas episódios), com um único laço a presença de um ou vários personagens recorrentes. Folhetins de longa duração, com muito capítulos, são chamados de telenovelas. Folhetins de duração curta, com pouco capítulos, são chamados de minisséries. (Wikipédia. Acesso em: 18 de jan. 2011)

O folhetim (do francês feuilleton, folha de livro) é uma narrativa seriada dentro dos gêneros prosa de ficção e ro- mance. Possui duas características es- senciais: quanto ao formato, é publicada de forma parcial e sequenciada em perió- dicos (jornais e revistas); quanto ao con- teúdo, apresenta narrativa ágil, profusão de eventos e ganchos intencionalmente voltados para prender a atenção do leitor.

3344

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O folhetim surgiu na França em 1836, junto ao nascimento da imprensa escrita. Foi im- portado para o Brasil logo depois, obtendo enorme sucesso na segunda metade do século XIX. Eram publicados diariamente em jornais da capital do Império (Rio de Janeiro) e jornais do interior, em espaços destinados a entretenimento. (Wikipédia – acesso em 18 de jan. 2011)

3. Apresentar aos alunos os autores Gabriel Bá e Fábio Moon e a sua obra, O alienista, assim como o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura

entre nós: redes, linguagens e mídias”.

4. Solicitar a leitura da obra. Logo após, questioná-los quanto à adaptação realizada pelos quadri- nistas por meio de perguntas norteadoras:

• Houve modificações no enredo? Se sim, quais?

• Que mudanças ocorreram no âmbito da linguagem verbal e não verbal?

• As ilustrações auxiliam na interpretação da obra ou dificultam?

• A descrição física dos personagens condiz com o que você imaginou?

5. Dialogar com a turma sobre a linguagem quadrinizada, fazendo uma breve explanação sobre sua história, seguindo os seguintes tópicos:

• origem da linguagem quadrinizada;

• estilos de quadrinhos (cartuns, charges, tiras cômicas, mangás, biografias, etc.);

• histórias em quadrinhos brasileiras (Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, Disney, etc.);

• leitores de quadrinhos (somente crianças leem quadrinhos?).

6. Exibir o filme O alienista e as aventuras de um barnabé, de Guel Arraes.

7. Observando as obras de Machado de Assis, de Bá e Moon e o filme, questionar os alunos sobre:

• Quais as adaptações feitas para a filmagem do longa-metragem?

• Que papel tem o repórter/narrador no filme?

• Qual das adaptações, a dos gêmeos quadrinistas ou a cinematográfica, é mais fidedigna à obra de Machado de Assis?

O alienista e As aventuras de um Barnabé

O alienista e As aventuras de um Barnabé Cem anos após sua morte, Machado de Assis

Cem anos após sua morte, Machado de Assis con- tinua atual, moderno e surpreendente. Considerado por muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos, o bruxo do Cosme Velho teve sua obra re- visitada em DVD com humor, e a inteligência típicos de sua literatura. São 3 programas inspirados em 3 diferentes obras de Machado. Cada um pertence a um momento da televisão brasileira. Com direção ge- ral de Guel Arraes, o clássico O Alienista exibido em 93 min parece ter sido feito sob encomenda para a

sociedade de hoje, cada vez mais vigiada e delirante.

http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_ex-

tra_dvd.asp?produto=17886

• As diferenças em relação à obra original de Ma- chado de Assis, em sua opinião, desvalorizam a obra ou a modernizam? Por quê?

Trabalho final Sugestão 1 Em pequenos grupos ou individualmente, os alunos deverão quadrinizar uma cena de sua pre- ferência do conto O alienista, de Machado de Assis. Na sequência, os trabalhos serão expostos à turma durante um seminário. As obras também podem ser exibidas para toda a escola e para os pais numa pe- quena feira.

Sugestão 2 Em pequenos grupos, os alunos deverão sele- cionar uma parte do conto O alienista, de Machado

de Assis, para dramatizá-la e filmá-la. A cena poderá ser adaptada ou ser fidedigna ao livro. Os alunos apresentarão seus trabalhos para a turma num semi- nário, no qual poderão dialogar sobre as adaptações que produziram. Postá-los na conta da Jornada Nacional de Literatura no Youtube, a fim de compartilhá-los com um público maior.

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3355

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: linguagem quadrinizada Literatura brasileira: adaptação literária Artes visuais: adaptação cinematográfica

Na mídia Seguir os quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon no Twitter: @Gabriel_Ba e @fabiomoon Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências ASSIS, Machado de. O alienista. São Paulo: FTD, 1994. 94 p. (Grandes Leituras). BÁ, Gabriel; MOON, Fábio. O alienista. São Paulo: Agir, 2007. 72 p. MOON, Fábio; BÁ, Gabriel. Histórias em quadrinhos. Disponível em: <http://10paezinhos.blog.uol. com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. FLICKR: 10paezinhos. Disponível em: <http://www.flickr.com/people/10paezinhos/>. Acesso em: 31 jan. 2011. GOIDA. Enciclopédia dos quadrinhos. Porto Alegre: L&PM, 1990. MENDONÇA, Márcia. Ciência em quadrinhos: imagem e texto em cartilhas educativas. Recife: Ba- gaço, 2010. 281p. : (Coleção teses) MYSPACE – 10paezinhos. Disponível em: <http://www.myspace.com/10paezinhos>. Acesso em:

31 jan. 2011. O ALIENISTA E AS AVENTURAS DE UM BARNABÉ. Direção de: Guel Arraes Rio de Janeiro: Glo- bo Marcas, 2008. 2’10”. TWITTER – @fabiomoon. Disponível em: <http://twitter.com/fabiomoon>. Acesso em: 31 jan. 2011. – @gabriel_ba. Disponível em: <http://twitter.com/Gabriel_Ba>. Acesso em: 31 jan. 2011. WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Canal de 10paezinhos. Disponível em: <http://www.youtube.com/user/10Paezinhos>. Acesso em: 31 jan. 2011.

3366

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Gustavo Bernardo

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Gustavo Bernardo Galvão Krause (Rio de Janeiro, RJ, 1955)

mestre em Literatura Brasileira e especialista em Literatura Com-

parada. para Atualmente é professor de Teoria da Literatura no Instituto

de de Letras da Universidade do Rio de Janeiro. Estuda as relações

entre ent a filosofia e o ceticismo. É autor de muitos ensaios, resenhas

e artigos e, desde 1975, dedica-se à escritura de livros, como Pál-

pebra (1975), Pedro Pedra (1982), Me-nina (1989), Alma de urso

(1999), (1 O mágico de verdade (2007), entre outros.

O autor conquistou muitos prêmios, como o prêmio Oríge- nes Lessa, o Jabuti, em 2000, e a Menção Honrosa em 2003, na categoria “Teoria da Literatura”. Com o livro A filha do escri- tor, obteve indicação para o 7º Prêmio Portugal Telecom de Li- teratura 2009 e para o 6º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bour- bon bon de de Literatura Literatu 2009. Participou em 2007 do Projeto Livro do Mês em Passo

Fundo - RS com a obra Desenho mudo. Em 2010 publicou O gosto do apfelstrudel, pela Escrita Fina,

e o Livro da metaficção, pela Tinta Negra. Tornou-se um dos autores mais recomendados em se tratando de literatura para crianças e jovens. Mantém em www.dubitoergosum.xpg.com.br, um site chamado Dubito Ergo Sum.

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O mágico de verdade (5º e 6º anos do ensino fundamental)

Em O mágico de verdade, o escritor brinca com o fascinante con-

ceito de ilusionismo para questionar a realidade em que vivemos hoje,

levando reflexões aprofundadas para o público jovem por meio de uma

narrativa ficcional. O livro, todo em diálogos, reproduz um programa de

auditório semanal em que a plateia e os telespectadores são desafia-

dos a descobrir os truques de um mágico em troca de um prêmio de um milhão de reais. Um apresentador falastrão conduz a narrativa e arrasta o leitor-telespectador de um bloco a outro do programa, sem

perder o fôlego. Logo de início, percebe-se que o escritor faz uma crítica à sociedade do espetáculo e ao automatismo do pensamento, ou mesmo à ausência dele, no mundo atual.

Materiais e recursos Livro O mágico de verdade, de Gustavo Bernardo Programa Mundo da Leitura na TV, episódios 57 e 58, 2007

Etapas propostas

1. Apresentar aos alunos o autor Gustavo Bernardo e o livro O mágico de verdade, assim como o

tema da 14 a Jornada Nacional de Literatura e da 6 a Jornadinha Nacional da Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Solicitar a leitura da obra; após, realizar uma discussão sobre as percepções de cada um sobre

o texto. Para promover a discussão o professor poderá questionar:

• Quem é o narrador da história?

• O autor faz algumas críticas sociais, por exemplo, à situação da educação pública nos dias de hoje. Que outras críticas são apresentadas ao leitor?

• A obra ficcional interage com o mundo atual. Como se percebe isso na obra trabalhada?

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

3377

3. Introduzir algumas informações:

• tipos de narrador na obra literária;

• a intertextualidade na obra O mágico de verdade;

• linguagem coloquial

4. Propor aos alunos, em pequenos grupos, a realização de uma pesquisa sobre as informações

apresentadas pelo autor no decorrer da narrativa:

• a biblioteca de Alexandria;

• as diferentes interpretações da Bíblia;

o Cristo Redentor, do polonês Paul Landowski, e O pensador, de Auguste Rodin.

5. Socializar na turma as pesquisas realizadas, ampliando, dessa forma, o universo cultural dos alunos.

Trabalho final Sugestão 1 Propor à turma um jogo sobre a obra, a exemplo do realizado no programa Mundo da Leitura na TV n os 57 e 58. Organizar duas equipes e formular perguntas sobre o livro e o autor.

Sugestões de perguntas Equipe A Pergunta 1: Por que todos os mágicos de verdade são órfãos de mãe? Pergunta 2: Em que material foi esculpido o revestimento da estátua do Cristo Redentor? Pergunta 3: Qual é o nome artístico do melhor mágico de todos os tempos, na opinião do Apresentador? Pergunta 4: De quantos episódios do Programa de Domingo o Mágico de Verdade participa? Pergunta 5: Por qual motivo o Mágico chora, uma única vez, ao longo da história? Pergunta 6: Como o Mágico sai de cena, após reconstruir a Biblioteca de Alexandria?

Equipe B Pergunta 1: Ao longo de toda a história, o Mágico de Verdade não revela seu nome nem sua idade exata. Falso ou verdadeiro? Pergunta 2: Quem esculpiu a famosa obra O Pensador? Pergunta 3: Qual defeito físico apresenta o Mágico de Verdade? Pergunta reserva: À qual personagem o Apresentador compara o Mágico de Verdade, por ambos serem órfãos? Pergunta 4: Segundo o Mágico de Verdade, o que significa a palavra “peripatético”? Pergunta 5: O Apresentador convida três mágicos para virem ao Programa desmascarar o Mágico de Verdade. Qual a nacionalidade dos três? Pergunta 6: De qual tempo o Mágico de Verdade diz que veio?

Sugestão 2 No trecho a seguir Gustavo Bernardo faz uma crítica às tentativas de coibir a liberdade de expres-

são:

] [

plicou para os brasileiros que, em respeito ao princípio da liberdade de expressão, decidiu permitir esta apresentação. Mas não disse, porém pode-se deduzir que ele sofreu fortes pressões para proibir a trans-

missão do programa deste domingo. [

Como viram, o Presidente procurou tranqüilizar a população a respeito da apresentação de hoje. Ex-

]

acho que o Mágico de Verdade não fez nada de errado. Fazer

sentar a imagem do Cristo Redentor nunca foi proibido por lei - até porque nunca se imaginou que isso

fosse possível [

]

(Bernardo, 2006, p. 47-48).

Nos últimos meses temos assistido, pelos meios de comunicação, a várias denúncias envolvendo diferentes governantes do mundo todo. Pode-se citar o caso WikiLeaks, cujo fundador é Julian Assange, como um exemplo das potencialidade da comunicação em rede. A partir de uma pesquisa sobre o episó- dio WikiLeaks, o professor poderá propor um debate em sala de aula sobre prós e contras do vazamento de informações sigilosas na rede.

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Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura brasileira: narração Tecnologias da informação e comunicação: internet

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências BERNARDO, Gustavo. Gustavo Bernado. Disponível em: <http://www.germinaliteratura.com.br/ gbernardo.htm>. Acesso em: 9 mar. 2011. O mágico de verdade. Rio de Janeiro: Rocco, 2006. Dubito Ergo Sum: sítio cético de literatura e espanto. Disponível em: <www.dubitoergosum.xpg.com. br/>. Acesso em: 9 mar. 2011. WIKILEAKS – WIKIPÉDIA, A ENCICLOPÉDIA LIVRE. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ WikiLeaks>. Acesso em: 9 mar. 2011.

Anexo

COMO INTERPRETAR BEM UM TEXTO?

Gustavo Bernardo

A interpretação dos textos não é uma atividade inventada pelos professores para desespero dos

alunos. Antes da gente, as cartomantes, os quiromantes, os astrólogos e outros jogadores de búzios,

entre tantos outros decifradores de mensagens ocultas, dedicam-se a interpretar imagens, indícios, coin- cidências, cartas, linhas das mãos, estrelas, conchas, cinzas e sonhos.

A interpretação se torna uma atividade nobre, porém, quando se torna uma tarefa religiosa: instituir

o significado da palavra de Deus através da interpretação dos livros sagrados, por exemplo, a Bíblia. No princípio, só poderia haver uma interpretação correta do texto bíblico, restava encontrá-la. Esta origem do ato de interpretar deixou alguns problemas para o presente. Há leitores que ainda acham que só se possa encontrar uma e apenas uma interpretação correta para cada texto. Há outros leitores que defendem com ardor o seu direito à interpretação livre, entendendo que cada pessoa tem a sua interpretação, pessoal e intransferível. Ambos os grupos de leitores incorrem em equívoco. Por um lado, não há uma interpretação única sequer para a própria Bíblia. Por isso surgiram as

religiões protestantes, que por definição protestavam contra a interpretação dominante dos católicos. Por esta razão, elas traduziram os textos sagrados para as línguas vulgares de modo a permitir a leitura e, consequentemente, a interpretação dos fiéis. Por outro lado, construir uma interpretação pessoal de um texto não é uma tarefa automática. De- pende de respeito ao texto que se lê e aos contextos, quer do texto, quer do momento em que se lê. Na maioria das vezes, o que se chama de “minha interpretação” não passa de um aglomerado desorgani- zado de clichês e citações alheias lidas ou ouvidas sem digestão, sem trabalho pessoal de construção. Que a obra seja aberta, como mostrou Umberto Eco, não implica que ela seja escancarada. Ou seja:

não vale tudo. O próprio Eco alertou: “dizer que um texto potencialmente não tem fim não significa que todo ato de interpretação possa ter um final feliz.” As palavras do texto configuram um conjunto embara- çoso de evidências materiais que o leitor não pode deixar passar. Se não há, para cada texto, uma única interpretação correta, e se a interpretação de cada leitor também não é necessariamente correta, o problema de como interpretar bem persiste. Os filósofos antigos já se depararam com o fato perturbador de que cada livro possui alguma ver- dade, e que esta verdade é contraditória em relação à verdade de outros livros. Ora, se os livros falam

a verdade mesmo quando se contradizem entre si, cada um deles deve ser compreendido como parte

da mensagem: é a leitura de todos os livros que contém a mensagem. A verdade da interpretação se encontra no processo global de leitura, jamais neste texto ou naquele leitor.

A popularização da interpretação dos textos bíblicos foi obviamente um avanço, mas trouxe de con-

trabando um atraso, a saber: a multiplicação das seitas. Como boa parte das interpretações se esforça

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por excluir as demais, muitos religiosos de origem protestante negam a origem e a denominação de sua

própria religião, aproximando-se do catolicismo (palavra que deriva de “universal”, sugerindo a ideia de uma única religião possível) que combatiam no começo de tudo. Ora, se a interpretação dos textos literários vai por esse caminho, entra em conflito frontal com a própria literatura, que pressupõe a suspensão momentânea de quaisquer verdades para melhor pers- pectivar as possibilidades de saber. Preocupada com este conflito, a escritora Susan Sontag dedicou-se a escrever contra a própria interpretação, questionando a tendência dos interpretadores a separar a forma do conteúdo para atribuir caráter acessório à primeira e essencial ao segundo. Essa tendência leva à formulação da pior de todas as perguntas: “o que o autor quis dizer?”. Encontramos essa pergunta pouco inteligente em muitas aulas

e muitos manuais didáticos. A resposta do aluno mal educado pode ser, infelizmente, a mais correta: “sei lá, pô!”.

O autor não se encontra presente, em alguns casos faleceu há séculos, logo, deveria ter respeitado

o seu direito mínimo de não ter mensagens postas na sua boca à revelia. O máximo que o leitor pode

entender do texto é o que ele mesmo se tornou capaz de entender. É para esta condição que Oscar Wilde

alertava, quando disse: “It is the spectator, and not life, that art really mirrors” – é o espectador, e não a vida, que a arte realmente reflete. Quando o leitor interpreta um texto, fala tão-somente do que pode falar: a verdade da sua leitura. A não ser para desqualificar todos os outros leitores e todas as outras leituras do mundo, não se pode falar da verdade intrínseca ou absoluta de um texto literário. O intérprete corre sempre o risco da arrogância, quando escava debaixo do texto para desenterrar o tal do “Sentido” maiúsculo que ali se encontraria soterrado. Para Susan Sontag, há uma minoria de casos em que a interpretação configura-se como um ato liberador que revê e transpõe valores. No entanto, a maioria das interpretações atuais seria “reacionária, impertinente, covarde, asfixiante.” Neste caso, a interpretação deveria ser condenada, porque “a Arte verdadeira tem a capacidade de nos deixar nervosos. Quando reduzimos a obra de arte ao seu conteúdo

e depois interpretamos isto, domamos a obra de arte.” Nas palavras de Sontag, é preciso manter-se nervoso, perturbado, inquieto, depois do contato com

a arte. Nas minhas palavras, é preciso preservar o enigma levantado pelo poeta, sem jamais resolvê-lo.

O personagem de um romance de Isaías Pessoti declarava: “nenhum amor sobrevive à palavra,

mas nenhum poder prescinde dela”. Nenhum amor sobrevive à palavra que se quer completa, ao “conte- me tudo não me esconda nada”, à insistência em escavar as verdades mais íntimas, em perguntar dia- riamente “mas o que é que você está pensando agora?”. Essa insistência não é amor, ou pelo menos não é só amor, se vem melada de um certo tipo de desespero que se traveste de suficiência para melhor esconder a necessidade de controle, isto é, a necessidade de exercer poder sobre o outro. Ora: o que vale para o amor vale para toda leitura – dos livros ou do mundo. Um exemplo sofisticado se encontra na interpretação usual dos narradores dos romances de Ma- chado de Assis. Muitos críticos os consideram “unreliable” (em inglês, para parecer mais chique) – isto é, “não-confiáveis”. De fato, Machado escreve muitos dos seus romances contra o próprio narrador – por tabela, contra o próprio leitor, uma vez que o leitor é forçado a tomar como sua a perspectiva da narra- tiva. Todavia, quando considera não-confiável o narrador do escritor, o crítico finge que ele mesmo não seria também um dos alvos prioritários da ironia machadiana. Desta maneira, o crítico sugere que só ele mesmo, “o Crítico”, seria confiável. Na verdade, os narradores machadianos em primeira pessoa são tão confiáveis ou não-confiáveis quanto qualquer narrador em primeira pessoa ou, mais amplamente, quanto qualquer pessoa. Bento Santiago, ao mesmo tempo que nos força a pressupor a traição de Capitu, mostra tantos indícios de que ela o traiu quanto de que não o fez. Brás Cubas mostra a si mesmo como um canalha, mas através das suas próprias palavras também podemos ler a decadência do sistema patriarcal do qual Brás Cubas é vítima e não causa. Todas estas restrições não nos permitem, entretanto, condenar a interpretação à morte, se este é

o

seu tempo. Condenada, a interpretação rirá de nós outros e ainda por cima nos obrigará a interpretar

o

seu riso. Como solucionar, então, o conflito entre a interpretação, que pressupõe tudo-dizer e tudo-

esgotar, e a literatura, que pressupõe a suspensão momentânea das verdades justo para não esgotá-las? Como sói acontecer, a formulação do problema contém a sua solução. Deve-se manter a questão e

o conflito ativos e abertos. Um projeto inteligente de interpretação recua diante da solução final e protege

a dúvida, preservando tanto o enigma do texto quanto a leitura do outro. Revista Eletrônica do Vestibular da UERJ, 07/01/2011

4400

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Heloísa Seixas

199
199

Heloísa Seixas (Rio de Janeiro, RJ, 1952) é tradutora, romancista e cronista. croni É formada em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.

Foi Foi d diretora da Rio-Gráfica Editora e trabalhou como jornalista na agência

de de n notícias United Press International UPI. De 1990 a 1997, foi assessora

de de comunicação da representação da ONU no Rio de Janeiro-RJ. Em

1995 estreou como escritora ao lançar o livro de contos Pente de Vênus:

histórias hi do amor assombrado. Um ano mais tarde lançou seu primeiro

romance, ro A porta. Desde então, Heloísa Seixas tem escrito romances,

contos c e novelas. Além disso, mantém uma coluna na revista Domingo do d Jornal do Brasil, intitulada “Contos Mínimos”. Dentre as suas obras citam-se Diário de Perséfone, Através do vidro, Contos mínimos , Pé- rolas absolutas, Sete vidas: sete contos mínimos de gatos, Histórias

de Bicho Feio, Frenesi: história de duplo terror e O lugar escuro.

an- es s. o
an-
es
s.
o

Contos mais que mínimos (ensino médio)

Em Contos mais que mínimos, a autora, que com grande performan-

ce literária transita por romance, conto, crônica e relato, apresenta esses

pequenos, mas nem um pouco superficiais, contos mais que mínimos.

Acompanha a fase em que estamos vivendo esse desejo do imediatismo

e segue a linha do Twitter e minicontos, porém aqui são permitidos mais s

de 140 caracteres.

Materiais e recursos Livro Contos mais que mínimos, de Heloísa Seixas Material de uso comum Aparelho de DVD Filme Lua nova, de Chris Weitz Filme Romeu e Julieta, de Baz Luhrmann Computador com internet Aparelho celular

Etapas propostas

1. Apresentar o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6º Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Exibir o filme Lua nova.

linguagens e mídias”. 2. Exibir o filme Lua nova . Um incidente na festa de aniversário

Um incidente na festa de aniversário de Isa-

bella “Bella” Swan (Kristen Stewart) faz com que Edward Cullen (Robert Pattinson) vá em- bora. Arrasada, Bella encontra consolo ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner). Aos poucos ela é atraída para o mundo dos lobisomens, ances- trais inimigos dos vampiros, e passa a ter sua lealdade testada. Quando descobre que a vida de Edward está em perigo, Bella corre contra o tempo para ajudá-lo no combate aos Volturi, um dos mais poderosos clãs de vampiros existentes.

3. Ler o conto o “Segredo da cômoda, do livro Con- tos mais que mínimos, de Heloisa Seixas.

4. Solicitar a leitura da peça teatral Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e exibir o filme Romeu e Julieta, adaptação moderna da obra.

5. Fazer um cotejo entre a peça, os filmes exibidos e

o conto, por meio de questões norteadoras:

• Que traços em comum podemos observar no fil- me Lua nova e no conto de Heloísa Seixas?

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4411

• O amor impossível está presente nas quatro obras apresentadas. Como aparece nos diferen- tes suportes?

• Como a obra de Shakespeare aparece nos dois filmes exibidos?

6. Falar sobre contos mais que mínimos e minicontos.

6. Falar sobre contos mais que mínimos e minicontos. Questionar os alunos se já conheciam essa

Questionar os alunos se já conheciam essa forma de escrever e ler contos pequenos e, se não a conhe- ciam, o que acharam.

7. Solicitar a leitura dos demais contos do livro Contos mais que mínimos.

Trabalho final

No miniconto muito mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a ta- refa de “preencher” as elipses narrativas e entender a história por trás da história escrita. Não tem nenhuma definição rígi- da quanto ao número de caracteres, em- bora acredita-se que deve ter até 140 ca- racteres para poder ser enviado via SMS ou portagem de Twitter. http://pt.wikipedia.org/wiki/Miniconto

Sugestão 1 Solicitar que cada aluno escreva um miniconto, que deverá ser enviado para a professora por meio de SMS ou da internet.

Sugestão 2 Criar um Twitter da turma para que cada aluno possa escrever um miniconto. Solicitar que esse Twitter seja alimentado pelas produções da turma.

Sugestão 3 Propor que os alunos criem um texto sobre o Romeu e Julieta modernos, assim como no conto “Se- gredo da cômoda” e no filme Lua nova. Em pequenos grupos, eles deverão escolher o melhor conto e criar uma peça de teatro. Promover um dia de Romeu e Julieta modernos na escola, quando os alunos apresentarão as peças produzidas para os demais alunos da escola.

Sugestões de interdisciplinaridade Artes visuais: criação de uma peça teatral, filme Língua portuguesa: produção de texto, miniconto Informática: criação no Twitter

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências

MEYER, Stephenie. Lua nova. 2. ed. Rio de Janeiro: Intríseca, 2008 SEIXAS, Heloisa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta Negra Bazar, 2010. SHAKESPEARE, William. Romeu e Julieta. Porto Alegre: L&PM, 2006. LUA NOVA. Diretor: Chris Weitz. EUA: Paris Filmes 2009. DVD. ROMEU E JULIETA. Diretor: Baz Luhrmann. EUA: Fox Microservice. 1996. DVD.

A SAGA CREPÚSCULO: LUA NOVA – Trailers, imagens, sinopse, críticas

mes. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/lua-nova/> Acesso em: 31 de jan. 2011 MINICONTO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Minicon- to>. Acesso em: 11 jan. 2011.

| AdoroCinema – Fil-

MINICONTOS COTIDIANOS. Disponível em: <http://minicontos.blogspot.com/>. Acesso em: 31 jan.

2011.

VEREDAS – revista de minicontos e micronarrativas – literatura de Brasil e Portugal. Disponível em:

<http://www.veredas.art.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011.

4422

CCadernoaderno ddee AAtividadestividades VV

Lenice Gomes

16 16
16 16

Lenice Gomez (Japi, PE, 1953) é graduada em História, especialista

em em Literatura Infanto-Juvenil, pesquisadora e contadora de histórias.

quase qua trinta anos Lenice escreve e conta histórias para crianças. Tem

l livros publicados, dentre os quais Amores em carnavais: mistério dos

papangus, pa Brincando adivinhas, Na boca do mundo e Pelas ruas da ora-

lid lidade, publicados pela editora Paulinas.

Mafuá dos magafamágicos (1º e 2º anos do ensino fundamental)

ega
ega

Um caminhão vermelho-alaranjado estacionou na porta da bodega

do Ambrósio e fez descer a engraçada Trupe Piolin. Os magafamágicos os

não querem deixar morrer as riquezas do folclore. Então, em sua parada da

são como lumes guias, apresentam brincadeiras, cantorias, quadrinhas, s, parlendas e adivinhas, para não deixar ninguém parado num canto.

Materiais e recursos

Livro Mafuá dos magafamágico,de Lenice Gomes Livros de adivinhas e quadrinhas

CD para gravar

Sulfite 60

Giz de cera

Nanquim ou tinta guache Esponja

Etapas propostas

1. Ler para os alunos a obra Mafuá dos magafamágicos, de Lenice Gomes.

2. Para a compreensão da história, questioná-los:

• O que significa mafuá?

• Quem eram os magafamágicos?

• O que aconteceu quando o caminhão chegou à bodega do seu Ambrósio?

• O que você mais gostou na história?

3. Apresentar as características das parlendas, quadrinhas e ou adivinhas.

4. Pesquisar quadrinhas para serem lidas em aula. O professor recita uma quadrinha e suprime a última rima, para ser completada pelos alunos, que, por sua vez, devem mencionar palavras que rimem e que sejam coerentes com o texto num todo.

5. Propor aos alunos uma leitura conjunta com o professor e levá-los a memorizar algumas quadri- nhas.

6. Produzir uma caixa com cartões coloridos, nos quais esteja escrita uma palavra. O aluno deverá escolher um cartão, ler e escrever palavras que rimem com aquela. Cada aluno deverá ter uma lista de palavras. Após, os alunos poderão trocar as listas entre si, o que poderá contribuir para a ampliação do seu vocabulário.

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Quadrinha Você diz que sabe muito, borboleta sabe mais vira de perna pra cima, coisa que você não faz.

Quadrinha com lacuna Você diz que sabe muito, borboleta sabe vira de perna pra cima, coisa que você não

Sugestão de Quadras

Laranjeira pequenina carregadinha de flor eu também sou pequenina carregadinha de amor

Sete e sete são catorze

Com mais sete, vinte e um Tenho sete namorados

E não gosto de nenhum

Lá no fundo do quintal Tem um tacho de melado

Quem não sabe cantar versos

É melhor ficar calado.

Palavra fora da boca

É pedra fora da mão

Tu tens me dito palavras

De cortar-me o coração

Tanto limão, tanta lima, tanta silva, tanta amora, tanta menina bonita e meu pai sem uma nora.

Todos nós temos defeitos digo isto sem ar de riso alguns são tortos do corpo outros aleijados do juízo

Quem será que pendurou Tantas estrelinhas no céu? Eu também vou fazer estrelinhas Recortadas de papel.

Ó minha mãe, minha mãe

Ó minha mãe, minha amada

Quem tem uma mãe tem tudo Quem não tem mãe não tem nada!

8. Solicitar que os alunos pesquisem junto aos familiares quadrinhas e adivinhas. 9. Organizar um momento para que os alunos possam ler as quadrinhas que trouxeram. Cada aluno escolhe uma para ilustrar, utilizando a técnica do nanquim raspado ou da pintura esponjada. Expor os trabalhos na escola. 10. Reunir os alunos para fazer um momento de desafios de adivinhas. Após a brincadeira, solicitar que eles regis- trem as adivinhas em seus cadernos.

Técnica da pintura esponjada

1. Escrever a quadrinha em folha sulfite 60 e ilustrá-la como desejar.

2. Recortar vários formatos pequenos

de esponja. A esponja pode funcio- nar como um carimbo, se recortada na forma da figura desejado.

3. Molhar a esponja na tinta e bater de- licadamente sobre o papel.

Técnica do nanquim* raspado

1. Utilizar uma folha sulfite 60. Cobrir toda a superfície da folha com o giz de cera. O giz deve ser precisamente pressionado sem deixar pontos brancos na folha.

2. Molhar o pincel na tinta e pintar sobre a folha colorida com o giz. Passar uma camada e deixar secar. Após, verificar se as partes coloridas do giz de cera foram completamente cobertos pela tinta. Se ne- cessário, passar mais uma camada de tinta e esperar secar.

3. Desenhar (raspar) sobre a tinta com uma ponta seca.

* o nanquim pode ser substituído por tinta guache.

4444

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Trabalho final Sugestão 1 Apresentação de quadrinhas na escola. Os alunos deverão memorizar quadrinhas e apresentá-las para outras turmas da escola. Gravar um CD com o áudio das quadrinhas recitadas pelos alunos. Postar os áudios no blog da Jornadinha.

Sugestão 2 Criar um álbum de adivinhas ilustrado e postá-lo no blog da Jornadinha.

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: leitura e escrita Artes visuais: técnicas de desenho e expressão oral Educação física: brincadeiras populares

Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências FERREIRA, H.; GOMES, L. Pelas ruas da oralidade. 2.ed. São Paulo: Paulinas, 2006.

GARCIA, Rose Marie Reis; MARQUES, Lilian Argentina. Brincadeiras cantadas. Porto Alegre: Kua- rup, 1989.

GOMES, L. Escuta só

Mafuá dos magafamágicos. São Paulo: Paulinas, 2007. CONSTRUIR NOTÍCIAS. Disponível em: <www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=42>. Acesso em: 7 jan. 2011.

o que é? o que é? (adivinhas de brincar). São Paulo: Cortez, 2007.

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4455

Leonardo Brasiliense

e A Atividades tividades V V 4 45 5 Leonardo Brasiliense Leonardo Brasiliense (São Gabriel, RS,

Leonardo Brasiliense (São Gabriel, RS, 1972) começou a escrever

dedicando-se dedi ao miniconto. Em 2005, escreveu Adeus conto de fadas, livro

dedicado ded ao público juvenil, pelo qual obteve o prêmio Jabuti de Melhor

Livro Livr Juvenil em 2007. É também autor dos livros O desejo da psicanálise,

Me Meu sonho acaba tarde, Desatino, Olhos de morcego, este último vence-

do dor do prêmio Livro do Ano 2008, concedido pela Associação Gaúcha de

Es Escritores na categoria Conto; Whatever e Três dúvidas – novela. Vem

publicando pu contos, minicontos e artigos em periódicos, antologias e sites

literários. lit

Whatever

(ensino médio)

ue ro- a-
ue
ro-
a-

O livro traz dez contos protagonizados por João Pedro, jovem que

frequenta

ximidade do fim de uma etapa e a necessidade de decisão sobre que ue

os últimos anos na escola. Porém nada, nem mesmo a pro-

profissão seguir ou, no mínimo, para que curso prestará o vestibular, pa-

rece provocar qualquer reação em João Pedro. Tanto faz. Nada parece e

animá-lo ou dar sentido à sua vida de adolescente classe Tudo é igual a tédio e desinteresse. Whatever

Materiais e recursos Livro Whatever, de Leonardo Brasiliense Miniconto “O vizinho, de Leonardo Brasiliense Música “O quintal do vizinho”, de Roberto Carlos e Erasmo Car- los Computador com internet

Etapas propostas

1. Apresentar aos alunos o autor Leonardo Brasiliense e sua obra, Whatever, assim como o tema da 14 a Jorna- da Nacional de Literatura e da 6ª Jornadinha Nacional da Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Ler com a turma o conto “A vida dos outros, contido no livro citado anteriormente (p. 33-44). Após a leitura, analisar a atitude curiosa de João Pedro, por meio de

Whatever Pron 1 (tudo) o que: give whatever you can. Dê o quanto você puder. 2 whatever ha- ppens o que quer que aconteça 3 que dia- bo: Whatever can it be? Que diabos pode ser? 4 (coloq, irôn) tanto faz: “What would you like to do today?” “Whatever.” – O que você gostaria de fazer hoje – Tanto Faz. Oxford, dicionário escolar. Ed: Oxford, 2007.

perguntas norteadoras:

• No início, João Pedro sequer pegava os binóculos que sua mãe lhe dera, mas depois tornou- se um hábito espiar pela janela. O que provoca a curiosidade em João Pedro?

• A expressão popular “o quintal do outro é sempre mais verde” pode ser relacionada com o conto? Como?

• Por que João repreende a senhora quando vai, assim como ele, espiar pela janela?

• Vocês já espiaram ou tiveram curiosidade de espiar seus vizinhos?

3. Posteriormente à discussão sobre o conto, ler o miniconto “O vizinho”, também de autoria de

Leonardo Brasiliense, fazendo um cotejo com o conto anterior.

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O vizinho

Meu vizinho do outro lado da rua passa a vida olhando a vida - dos outros - pela janela. É um homem ve- lho e acho que doente: não imagino outro motivo para ele ficar o tempo todo assim. E ali onde o vejo deve ser o seu quarto. Uma pessoa como ele não deve sair nunca do quarto. Há de receber muitos cuidados, por uma enfermeira particular, talvez, ou por alguém que o ame. Fico mais tranquilo se pensar que ele é amado. Assim fica menos triste ver passar a vida, ele lá, da sua janela, e eu aqui, da minha. (Publicado em 27/09/2010).

4. Debater com os alunos os dois textos lidos, relacionando-os:

• Qual a diferença entre os dois textos em relação à abordagem do assunto?

• Qual a diferença em relação ao gênero literário?

• Qual lhes chamou mais atenção: o conto ou o miniconto?

• Por que, em sua opinião, o autor escolheu escrever um como conto e outro como miniconto?

5. Posterior à discussão, esclarecer aos alunos as diferenças entre conto e miniconto por meio da definição do miniconto, segundo refere Tatiana Capaverde:

“todos aqueles contos que não ultrapassam duas páginas de extensão, chamados também de mi- croconto, microrrelato, minificção, conto brevíssimo ou conto de miniatura.” (2004, p. 31).

Quanto ao conto, apresentam-se o verbete do Dicionário Houaiss e uma análise, também de Capaverde:

conto m.s. (sXIII) 1 LIT narrativa breve concisa, contendo um só conflito, uma única ação (com espaço

ger. limitado a um ambiente, unidade de tempo, e número restrito de personagens < os c. de As Mil e uma

Noites>< os c. de Machado de Assis> [

]

(Dicionário Houaiss, p. 536)

O conto tem seu nascimento marcado pela missão de transferir um conhecimento de uma pessoa

a outra. Possui, portanto, em sua gênese, a missão de contar, de noticiar fatos ocorridos, de relatar acontecimentos passados, tendo, desta forma, uma íntima relação referencial com a realidade.

A história do conto está marcada, portanto, com essa relação de contar. Porém, o conto literário

não tem compromisso com o evento real, não é um documento. (CAPAVERDE, 2004; p. 20)

6. Propor a audição da música “O quintal do vizinho, de Roberto e Erasmo Carlos. Em seguida cotejar a temática da música com os dois textos lidos.

Trabalho final Sugestão 1 Propor aos alunos a composição de minicontos sobre a temática vizinho/vizinhança, estabele- cendo um limite de 140 caracteres para as produções. Apresentar a rede social Twitter aos alu- nos para que, após a produção dos minicontos, possa-se criar um Twitter da turma para postar seus trabalhos.

Sugestão 2 Propor aos alunos a criação de uma música com a temática vizinho/vizinhança. Os alunos deverão gravar suas performances e postá-las num canal da Jornada no Youtube.

Sugestão 3 Propor que os alunos produzam um conto também com a temática vizinho/vizinhança. Após a produção, os contos poderão ser postados num blog da turma.

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura brasileira: conto, miniconto e produção textual Música: produção musical

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Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional

Referências BRASILIENSE, Leonardo. Whatever. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2009. CAPAVERDE, Tatiana da Silva. Intersecções possíveis: o miniconto e a série fotográfica. 2004. Dis- sertação (Mestrado em Literatura Comparada) – Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss de língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. TEMPLE, Mark. Dicionário Oxford escolar: Para estudantes brasileiros de inglês. 2. ed. Oxford:

Oxford, 2007. CARLOS, Roberto; CARLOS, Erasmo. O Quintal do Vizinho In: CARLOS, Roberto, CARLOS, Eras- mo. Quero que vá tudo pro inferno. São Paulo: CBS, 1965. 1 CD. BRASILIENSE, Leonardo. O vizinho. [miniconto]. Disponível em: <http://www.leonardobrasiliense. com.br/?apid=1660&tipo=2&dt=0&wd=&titulo=O%20vizinho>. Acesso em: 6 jan. 2011.

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Luiz Antonio Aguiar

19 O O
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O O

Luiz Antonio Aguiar (Rio de Janeiro, 1955) é escritor. Mestre em Lite-

ratura ratur Brasileira pela PUC-RJ, é autor de artigos sobre a obra de Machado

de de A Assis e de livros sobre o escritor. É um dos fundadores e membro da

Associação Ass dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil.

Foi Foi inscrito na Lista de Honra do International Board on Books for Young

People Pe 2008 pela tradução de Os corvos de Pearblossom, de Aldous

Huxley, Hu e selecionado para o White Ravens 2008 por Sonhos em ama-

relo, re o garoto que não esqueceu Van Gogh. Além do prêmio Jabuti

1994, Confidências de um pai pedindo arrego também conquistou o

– Adolfo Aizen. Também conquistou menções “Altamente Re-

UBES U

da FNLIJ, com Confidências de um pai pedindo arrego,

Eles são sete (contos), O fantasma do barão de Munchausen, Contos de Copacabana, Alqueluz, Assim tudo começou, Que haja a escrita,

mundo mu é dos canários, O que é qualidade em literatura infantil? (ensaios),

comendável” c

O cavaleiro das palavras e Sonhos em Amarelo, Brincos de ouro e sentimentos pingentes e Alma- naque Machado de Assis. Conquistou em 2009 o prêmio Malba Tahan de “Melhor Livro Informativo” de

2008, pela FNLIJ. Pela editora Galera Record lançou em 2010 Quem matou o livro policial?

mo os, or o e-
mo
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Quem matou o livro policial? (6º ao 9º anos do ensino fundamental)

A obra é um divertido thriller sobre detetives, assassinatos e como

escrever um romance policial. Um serial killer em atividade há 130 anos,

um gabinete de leitura, que oculta o maior mistério já investigado por

qualquer detetive das novelas policiais: o assassinato a sangue frio do

último livro de Raven Hastings, cometido na Capital Brasileira da Lite-

ratura. No decorrer da história, o autor Luiz Antonio Aguiar nos fornece

informações sobre escritores e obras de narrativa policial.

Materiais e recursos Livro Quem matou o livro policial?, de Luiz Antonio Aguiar Romances policiais Televisão e aparelho de DVD Computador com internet

Etapas propostas

1. Apresentar aos alunos o autor Luiz Antonio Aguiar e o livro Quem matou o livro policial?, assim como o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional da Literatura, “Lei- tura entre nós: redes, linguagens e mídias”.

2. Solicitar a leitura da obra informando aos alunos que se trata de um romance policial.

O romance policial é um tipo de narrativa que expõe uma investigação fictícia. Toda narrativa policial apresenta um crime e alguém disposto a desvendá-lo, o detetive.

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4. Distribuir aos alunos a reportagem “Detetives à moda da casa, da revista Época (Anexo 1). Na sequência, sugerir a leitura de romances policiais brasileiros e estrangeiros. As obras podem ser selecionadas dentre as referidas na reportagem.

5. Socializar em aula as leituras realizadas com o objetivo de ampliar o repertório de leitura desse gênero narrativo.

Trabalho final Sugestão 1 No livro a protagonista Ágata Maria Malovan participa de um clube de leitura. O professor poderá propor a criação de um clube de leitura, agrupando os alunos preferência de leitura. Por exemplo, poesia, romance de aventuras (ficção científica, mitologia e magia, super-heróis), contos, histórias em quadrinhos, entre outros.

Sugestão 2 Promover na escola uma sessão de filmes de detetive (Anexo 2) com a intenção de mostrar aos alunos os métodos de investigação utilizados pelos escritores desse gênero narrativo. Após, reali- zar um debate, incentivando-os a comentar sobre os filmes. Os comentários poderão ser publicados num blog específico sobre o assunto: Filmes de detetive a que eu assisti.

Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e Literatura brasileira: gêneros narrativos Artes visuais: filmes Internet: blog

Referências

AGUIAR, Luiz Antonio.