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Universidade Estadual do Paraná Campus Campo Mourão Curso: Ciências Econômicas Turma: 1º ano A Disciplina: Contabilidade Aluna: Mariana Pereira

ESTOQUES

Campo Mourão, 29 de junho de 2011.

Introdução

Estoques

Para uma empresa comercial Estoques significa o conjunto de mercadorias á disposição de vendas. Para uma empresa industrial Estoques significa a matéria prima adquirida, estando ela em transformação ou já acabada. Para uma empresa de serviços Estoques significa o material de consumo disponível e necessário para o desempenho eficaz da sua atividade. Portanto, esses estoques não se destinam a venda, mas são consumidos na prestação dos serviços. Devido à multiplicidade dos tipos de empresas e devido ao objetivo e especialização de cada uma é natural que os estoques passem a ser denominados de muitas maneiras diferentes. Para uma empresa fabricante de parafusos ele é um produto; o mesmo parafuso é mercadoria para um comerciante que o adquire para revenda; e esse mesmo parafuso pode ser matéria prima para um fabricante de bicicletas, ou ainda, pode ser simplesmente despesa de manutenção, se for usado em conserto ou qualquer aparelho de qualquer empresa.

Dentro do ativo circulante, há um subgrupo de contas que requer uma atenção toda especial: Estoques. Como dito anteriormente, os estoques assumem diferentes significados, mas sempre trazem a conotação de algo á disposição, seja de vendas, de transformação ou de consumo.

CRITÉRIO DE CURTO OU LONGO PRAZO.

Antigamente, os estoques podiam ser classificados no Curto ou Longo Prazo

dependendo do prazo provável de sua realização. Hoje, se o Ciclo Operacional

for longo, de duração superior ao exercício social (um ano), o critério de Curto

ou Longo deverá ser estabelecido de acordo com o tempo do Ciclo Operacional. Assim mesmo que o giro dos estoques seja lento, não ultrapassará o Ciclo Operacional, sendo, portanto, classificado no Curto Prazo (Ativo Circulante).

IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES

O grupo de contas Estoques assume grande importância no contexto do

Balanço Patrimonial e os seus efeitos são imediatamente sentidos no Patrimônio Liquido. Daí a necessidade de demonstrar a sua movimentação na Demonstração do Resultado do Exercício, principalmente nos BP das empresas comerciais onde o estoque tende a ser o item de maior valor e de intensa movimentação.

LEGISLAÇÃO PERTINENTE

A legislação fiscal do IPI e do ICMS impõe regras para o seu controle através do livro Modelo 3 regulamentado no Sinief, e a Legislação do Imposto de Renda cuida dos critérios de controle, em lances mais amplos, e dos critérios de avaliação já adaptados às determinações legais da Lei nº 6.404/76 e alterações posteriores.

CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS

O custo das mercadorias vendidas corresponde aos gastos efetuados para

colocá-las em condições de venda. Para de apurar o custo das mercadorias vendidas existem dois métodos de controle de estoque: o Inventário Periódico e o Inventário Permanente.

Dependendo do volume da atividades da empresa, poderá haver necessidade de um controle mais efetivo sobre os estoques, de maneira a permitir maior agilidade na geração de informações para que as decisões sejam tomadas com maior possibilidade de êxito. Nesse sentido, percebe-se, que nas empresas, dependendo do controle exigido, faz-se a opção pelo controle de estoque através do inventário periódico ou permanente.

INVENTÁRIOS

Inventário no sentido amplo da palavra é o processo de verificação de existências na empresa. As existências podem ser: Mercadorias, Materiais, Produtos (estes são os mais comuns de serem inventariados) ou outros bens como do Imobilizado, e até mesmo Contas a Receber ou a Pagar bem como outros que se julguem necessários ou convenientes. Inventário, no sentido restrito, refere-se ao processo de verificação das existências dos estoques; portanto, faz parte do Controle de Estoque. Dessa forma, a verificação, a contagem física do bem, in loco, caracterizam o inventário.

INVENTÁRIO PERMANENTE

Desde que o Controle de Estoque forneça permanentemente o valor dos Estoques com certeza da existência das quantidades correspondentes, diz-se que o regime de Controle de Estoque é Permanente; e o Inventário é permanentemente conhecido através do controle. Dessa forma, em qualquer momento eu conheço o meu estoque, basta observar a Ficha de Estoque. No Inventário Permanente, todos os lançamentos relativos às operações com a compra de mercadorias poderão ser efetuados utilizando-se a conta MERCADORIAS, classificada no subgrupo de Estoques no Ativo Circulante.

FICHA DE CONTROLE DE ESTOQUE

No método de Inventário Permanente, a ficha de controle de estoque é utilizada com o objetivo de fornecer informações da quantidade de itens estocados e seus respectivos valores. Em algumas empresas, nota-se um duplo controle de estoque, sendo o primeiro apenas quantitativo, dirigido para a verificação da existência física das mercadorias no depósito ou armazém e o segundo por quantidade e valor, juntamente com o sistema de controle contábil. Mesmo havendo esse controle, existe a necessidade de se comprovar a existência real do estoque, o que é feito através do confronto entre a contagem física e a quantidade registrada na ficha de controle. Isto pode ser feio pelo

sistema rotativo, durante o período, sem a necessidade de se fazer um levantamento geral do estoque. Existem diversos modelos de fichas de estoques, cada um buscado informações consideradas importantes por seus usuários. No entanto, algumas informações mínimas são necessárias, tais como: identificação da mercadoria, data, descrição da operação, entrada, saída, saldo (com identificação da quantidade, valor unitário e total). A ficha de controle de estoque pode ser elaborada conforme modelo que segue:

Mercadorias:

 

Critério:

 

Data

Descrição

 

Entrada

 

Saída

 

Saldo

Das

Qtde

Valor

Total

Qtde

Valor

Total

Qtde

Valor

Total

Operações

Unit.

Unit.

Unit.

INVENTÁRIO PERIÓDICO

É o Inventário levantado no fim de cada período contábil, geralmente adotado quando o Permanente é inviável. Por isso, é comum observar em empresas comerciais uma placa ou faixa, colocada na fachada, em fim de ano: “Fechada para Inventário” São características do Inventário Periódico:

A necessidade de um Inventário Físico das mercadorias existentesx em cada fim periódico;

A valorização do Inventário Físico por um preço de custo aceitável para cada item inventariado, multiplicada pela quantidade encontrada. A somatória dos valores para obter o Valor total do Inventário.

O Custo das Mercadorias à Disposição de Vendas (MDV) é obtido pela soma do Estoque Inicial (EI) mais as Compras (C); portanto: MDV= EI+C.

O custo das Mercadorias Vendidas (CMV) é obtido indiretamente pela subtração do Estoque Final (EF) subtraído do MDV; portanto:

CMV=MDV-EF.

IMPORTÂNCIA DO INVENTÁRIO FÍSICO NO REGIME PERIÓDICO

Neste regime periódico é muito importante o Inventário Físico e a sua valorização para determinar o CMV, mesmo porque não existe possibilidade de nenhum controle cruzado.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES

CUSTO ESPECÍFICO

Refere-se ao processo de custo usado para mercadoria (geralmente de elevado valor unitário), que seja possível controlá-la por unidade vendida e unidade comprada, determinando-se o preço específico da cada unidade estocada e dando-se baixa, em cada venda, por unidade. Dessa forma cada

artigo terá seu preço específico e, por este preço, será dado baixa no momento

da venda. É o caso de máquinas operatrizes, veículos, prensas hidráulicas, etc.

Exemplo:

A Cia. Comercial Tratores São Jorge possuía no estoque 3 tratores.

Preços de Aquisição:

Trator LM 2008 R$ 5.900.000,00

Trator PC 2050 R$ 8.300.000,00

Trator KV 2100 R$ 9.800.000,00

Vendendo o Trator PC-2050 por 10.000.000,00, daríamos baixa na respectiva ficha de estoque daquele trator R$ 8.300.000,00. Então:

LB= Vendas CMV LB= 10.000.000,00 8.300.000,00 = R$ 1.700.000,00

PEPS OU FIFO

Sigla tirada da expressão Primeiro que Entra, Primeiro que Sai, traduzida do inglês”First In, First Out”. Refere-se ao critério de cosiderar o CMV como sendo

o correspondente ao Custo de Compra de mercadoria mais antiga remanescente no estoque.

Em outras palavras, vamos dando baixa nas primeiras compras à medida que

as

mercadorias vão sendo vendidas.

O

raciocínio é que vendemos primeiro as mercadorias mais antigas.

UEPS OU LIFO

Sigla tirada da expressão Último que Entra, Primeiro que Sai, traduzida do inglês Last In, First Out”. Refere-se ao critério de considerar o CMV como

sendo o correspondente ao Custo de Compra de mercadoria mais recente remanescente no estoque. Este critério se aproxima do custo de reposição, e atende ao princípio do “Conservadorismo”, mas é considerado ilegal na legislação brasileira.

CUSTO MÉDIO

A metodologia utilizada nesse processo, não controlará lotes de mercadorias, o que será feito é a apuração dos valores médios do estoque, e com base nesses valores, é que será efetuada a baixa da mercadoria. É o critério de considerar como CMV (custo das mercadorias vendidas) a média ponderada das diversas compras do mesmo item.

RESUMO DAS CONSEQUÊNCIAS

As conseqüências para o valor de estoque do uso desses critérios são, respectivamente, as seguintes:

CUSTEIO DO CMV CUSTO ESPECÍFICO

VALOR DO ESTOQUE

O ESTOQUE FICA VALORIZADO AO CUSTO ESPECÍFICO. O ESTOQUE FICA VALORIZADO PELAS ÚLTIMAS ENTRADAS REMANESCENTES. O ESTOQUE FICA VALORIZADO PELAS PRIMEIRAS ENTRADAS REMANESCENTES.

PEPS

UEPS

CUSTO MÉDIO

O ESTOQUE FICA VALORIZADO

PELO PREÇO MÉDIO PONDERADO.

EXEMPLOS DE PEPS , UEPS E MÉDIO.

Dados:

1/1 Estoque Inicial - 10 unidades a R$10,00= 100,00

2/1 Compra de - 3/1 Venda de - 4/1 Venda de - 5/1 Compra de - 6/1 Venda de -

10 unidades a R$ 15,00 = 150,00 5 unidades a R$ 20,00 = 100,00 10 unidades a R$ 25,00 = 250,00 15 unidades a R$ 18,00 = 270,00 5 unidades a R$ 22,00 = 110,00

EXEMPLO DO CRITÉRIO PEPS A) REGIME PERMANENTE

Parafuso P – 008/6 Material Código Data Entrada Saída Saldo Quant. Valor Quant. Valor Quant.
Parafuso
P – 008/6
Material
Código
Data
Entrada
Saída
Saldo
Quant.
Valor
Quant.
Valor
Quant.
Valor
Unit.
Total
Unit.
Total
Unit.
Total
1/1
10
10,00
100,00
10
10,00
100,00
2/1
10
15,00
150,00
10
10,00
100
10
15,00
150
20
250
3/1
5
10,00
50,00
5
10,00
50,00
10
15,00
150,00
15
200,00
4/1
5
10,00
50,00
5
15,00
75,00
5
15,00
75,00
10
125,00
5/1
15
18,00
270,00
5
15,00
75,00
15
18,00
270,00
20
345,00
6/1
5
15,00
75,00
15
18,00
270,00
Resul.
35
520,00
20
250,00
15
270,00
Apreciação do exemplo:
Ei= 100,00
MDV= 520,00
+ C= 420,00
(-) CMV= 250,00
MDV= 520,00
= EF
= 270,00

B) REGIME PERIÓDICO

Inventário Inicial > 10x10,00= 100,00 Inventário Final > encontramos 15 unidades e, mediante pesquisa no arquivo, verificamos que as 15 remanescentes correspondem à última compra; então, valorizando ao preço unitário de cada uma delas, teremos:

15x18,00 = 270,00

Compras > levantamos o valor das compras e encontramos o montante de R$ 420,00 sem se preocupar com as quantidades.

CMV > vamos apurar o CMV indiretamente usando apenas os valores:

Ei + C = MDV > 100,00 + 420,00 = 520,00

MDV Ef = CMV > 520,00 270,00 = 250,00

Chegamos exatamente ao mesmo resultado sem que necessitássemos controlar as quantidades de compras ou vendas. Evidentemente, alguns dados não podem ser levantados no periódico e são facilmente levantados no permanente, como por exemplo, o lucro bruto de cada venda.

EXEMPLO DO CRITÉRIO UEPS

A) REGIME PERMANENTE

Parafuso P – 008/6 Material Código Data Entrada Saída Saldo Quant. Valor Quant. Valor Quant.
Parafuso
P – 008/6
Material
Código
Data
Entrada
Saída
Saldo
Quant.
Valor
Quant.
Valor
Quant.
Valor
Unit.
Total
Unit.
Total
Unit.
Total
1/1
10
10,00
100,00
10
10,00
100,00
2/1
10
15,00
150,00
10
10,00
100,00
10
15,00
150,00
20
250,00
3/1
5
15,00
75,00
10
10,00
100,00
5
15,00
75,00
15
175,00
4/1
5
15,00
75,00
5
10,00
50,00
5
10,00
50,00
10
10,00
125,00
5/1
15
18,00
270,00
5
10,00
50,00
15
18,00
270,00
20
320,00
6/1
5
18,00
90,00
5
10,00
50,00
10
18,00
180,00
15
230,00
Resul.
35
520,00
20
290,00
15
230,00
EI = 100,00
+ C = 420,00
= MDV = 520,00
MDV = 520,00
(-) CMV = 290,00
EF = 230,00

Repare que o MDV é igual tanto no PEPS como no UEPS. O CMV e o EF apresentam resultados diferentes.

B) REGIME PERIÓDICO Inventário Inicial > 10x10,00 = 100,00 Inventário Final > encontramos 15 unidades mediante pesquisa dupla no arquivo, pois precisamos dos dados das vendas e de compras para determinar se as 15 remanescentes são correspondentes a última compra. Verificamos que não, pois 5 unidades da última compra foram vendidas. Apenas 10 unidades já estão determinadas e as outras 5 remanescentes não são da compra anterior, pois todas foram vendidas. E então, conclui-se no final da pesquisa que as 5 unidades são do Inventário Inicial. Temos a seguinte composição:

10x18,00 = 180,00 5 x 10,00 = 50,00 = 230,00 Compras > 420,00

CMV indireto:

EI + C = MDV > 100,00 + 420,00 = 520,00

MDV ef = CMV > 520,00 230,00 = 290,00

O resultado seja no periódico ou no permanente é o mesmo em valores, mas o

conteúdo é muito diferente. Mesmo a dificuldade prática de trabalhar com UEPS no periódico só é superável em condições muito especiais. São válidas as considerações feitas no PEPS quanto a impossibilidade de apurar o lucro

bruto de cada operação de venda no regime periódico. Este critério é valido

apenas para estudo, pois legalmente, no Brasil, não é permitido.

EXEMPLO DO CRITÉRIO DE PREÇO MÉDIO

A) REGIME PERMANENTE

Parafuso P – 008/6 Material Código Data Entrada Saída Saldo Quant. Valor Quant. Valor Quant.
Parafuso
P – 008/6
Material
Código
Data
Entrada
Saída
Saldo
Quant.
Valor
Quant.
Valor
Quant.
Valor
Unit.
Total
Unit.
Total
Unit.
Total
1/1
10
10,00
100,00
10
10,00
100,00
2/1
10
15,00
150,00
20
12,50
250,00
3/1
5
12,50
62,50
15
12,50
187,50
4/1
10
12,50
125,00
5
12,50
62,50
5/1
15
18,00
270,00
20
16,625
332,50
6/1
5
16,625
83,13
15
16,625
249,37
Resul.
35
520,00
20
270,63
15
249,37
EI = 100,00
MDV = 520,00
+
C = 420,00
MDV = 520,00
(-) CMV = 270,63
= EF = 249,37

Como nos critérios anteriores, o MDV é imutável; onde acontece a diferença é no CMV e EF.

B) REGIME PERIÓDICO

É inviável o Regime Periódico com este critério.

CONCLUSÃO

Conclui-se que o estudo de estoques é de suma importância numa organização, tanto empresarial como residencialmente. A estocagem permite a organização se planejar e tomar decisões quanto ao seu futuro, utilizando seus recursos disponíveis para a execução dessa decisão planejada. Pois analisando os estoques, é possível ter o controle do quanto se possui e o quanto se deve produzir e estocar, para realizar suas atividades ou mantê-las.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FAVERO, Hamilton Luiz et al. Contabilidade: Teoria e Prática. São Paulo:

Editora Atlas 2005.

MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. São Paulo: Editora Atlas -

1995.