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Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP Especialização em Automação e Controle de Processos Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais

1 Álgebra Booleana e Portas Lógicas

Matemático britânico George Boole em meados do século XIX.

Álgebra Booleana – base para o projeto de sistemas digitais

Seja X uma variável Booleana. Por definição X pode assumir somente dois valores: 0 ou 1. A variável X pode ser utilizada para descrever situações em que apenas duas possibilidades de ocorrências, ou seja, ligado/desligado, verdadeiro/falso.

Para representar dados com mais de dois valores possíveis, faz-se uso de palavras binárias, que são agrupamentos de bits formados em uma ordem definida e que representam as possíveis combinações. Exemplo: a 3 a 2 a 1 a 0

Como cada bit assume o valor 0 ou 1, há 2 n = 2 4 = 16 combinações.

Considere o bloco a seguir onde A, B e C são sinais de ENTRADA e S sinal de SAÍDA. A, B, C e S são variáveis lógicas.

S = f(A,B,C)

A

SAÍDA. A, B, C e S são variáveis lógicas. S = f(A,B,C) A B C S

B

A, B, C e S são variáveis lógicas. S = f(A,B,C) A B C S 1.1

C

A, B, C e S são variáveis lógicas. S = f(A,B,C) A B C S 1.1
S
S

S

S
A, B, C e S são variáveis lógicas. S = f(A,B,C) A B C S 1.1

1.1 Tabela Verdade

Uma tabela verdade consiste basicamente de um conjunto de colunas, nas quais são listadas todas as combinações possíveis entre as variáveis de entrada (à esquerda) e o resultado da função (à direita).

Lista de todas as possíveis combinações dos bits de entrada e os valores para cada saída.

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Para n variáveis de entrada, existem 2 n combinações possíveis. Desta forma a tabela terá 2 n linhas. Exemplo:

A

B

C

S

0

0

0

0

0

0

1

1

0

1

0

1

0

1

1

0

 

1 0

0

1

 

1 0

1

0

1

1

0

0

1

1

1

1

1.2 Operações Lógicas Básicas

A Álgebra Booleana é baseada em um conjunto de operações lógicas. Há três operações ou funções básicas: NÃO (negação), OU e E.

Todas as funções Booleanas podem ser representadas em termos destas operações básicas.

1.2.1 Operação NÃO, NOT ou Inversor

Operação cujo resultado é simplesmente o valor complementar ao que a variável apresenta. Altera o valor de uma variável lógica de 0 para 1 e vice-versa.

Seja A uma variável booleana:

Se A = 0 => NOT(A) = 1

Se A = 1 => NOT(A) = 0

Tabela Verdade:

NOT(A) = A

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A A 0 1 1 0
A
A
0
1
1
0

1.2.2 Operação OU (OR)

Se uma ou mais entrada for 1 a saída será 1. Somente será 0 se todas as entradas forem 0. Também denominada de Adição Lógica, são necessárias pelo menos duas variáveis

de entrada.

A OU B = A OR B = A + B

Tabela Verdade:

A

B

A OU B

0

1

1

1

= A + B Tabela Verdade: A B A OU B 0 1 1 1 0

0

0

0

1

1

0

1

1

1.2.3 Operação E (AND)

A operação binária E, ou multiplicação lógica, pode ser definida da seguinte forma: a

operação E resulta 0 se pelo menos uma das variáveis de entrada vale 0.

A E B = A AND B = A . B

Tabela Verdade:

A

B

A E B

0

0

0

1

= A . B Tabela Verdade: A B A E B 0 0 0 1 0

0

0

0

1

1

0

1

1

Considere S, A, B e C variáveis booleanas. S = A . B . C

O resultado somente será 1 se os valores das variáveis A, B e C forem 1. Do contrário o

resultado de S é 0.

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1.3 Expressão Booleana

É uma equação que descreve uma função booleana. É constituída por variáveis Booleanas e operadores lógicos

Em uma tabela verdade pode-se criar colunas intermediárias, onde são listados os resultados de sub-expressões contidas na expressão principal. Isto normalmente facilita a avaliação, principalmente no caso de equações muito complexas e/ou contendo muitas variáveis.

1.4 Portas Lógicas

Uma função Booleana pode ser representada por uma equação ou detalhada pela sua tabela verdade. Também pode ser representada de forma gráfica, onde cada operador está associado a um símbolo específico, permitindo o imediato reconhecimento visual. Tais símbolos são conhecidos como portas lógicas.

As portas lógicas são circuitos eletrônicos que implementam as operações lógicas. Na eletrônica digital, o nível lógico 0 normalmente está associado à ausência de tensão (0 volt) enquanto o nível lógico 1, à presença de tensão (geralmente 5 volts).

Um Circuito Lógico é um conjunto de portas lógicas interconectadas que simbolizam uma Equação Booleana.

1.4.1 Símbolos

A tabela a seguir apresenta os símbolos das portas que implementam as funções lógicas primitivas.

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Porta

Símbolo

NOT (Inversora)

NOT (Inversora)

OR (OU)

OR (OU)

AND (E)

AND (E)

1.4.2 Portas NOR e NAND

As

respectivamente.

portas

NOR

e

NAND

geram

os

complementos

das

portas

OR

e

AND,

Porta NOR

Porta NAND

S = A+ B

S = A.B

A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0
A
B
S
0
0
1
0
1
0
1
0
0
1
1
0
A B S 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0
A
B
S
0
0
1
0
1
1
1
0
1
1
1
0
S = A + B S = A . B A B S 0 0 1
S = A + B S = A . B A B S 0 0 1

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1.4.3 Portas XOR e XNOR

A porta XOR (OU-EXCLUSIVO) resulta em 1 quando qualquer das entradas seja 1,

mas não ambas forem 1.

A porta XNOR (NÃO OU-EXCLUSIVO) é o complemento da XOR.

Porta XOR

Porta XNOR

S = A B

S = (A B)

A B S 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 0
A
B
S
0
0
0
0
1
1
1
0
1
1
1
0
A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 1
A
B
S
0
0
1
0
1
0
1
0
0
1
1
1
A ⊕ B S = (A  B) A B S 0 0 0 0 1
A ⊕ B S = (A  B) A B S 0 0 0 0 1

Os símbolos lógicos mostrados anteriormente são os básicos. Existem diversas variações que são freqüentemente usadas. Por exemplo, pode haver mais entradas. A seguir é apresentada uma porta AND com 4 entradas:

S = A . B . C . D
S = A . B . C . D

Os círculos nas saídas das portas NOT, NOR e XNOR são utilizados para denotar que o sinal é invertido. Podem ser usados nas entradas das portas lógicas para indicar que os sinais nestas entradas são invertidos antes de entrar nem uma porta lógica.

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S = A . B S = A + B + C
S = A . B S = A + B + C

S = A.B

S = A + B + C

1.5 Obtendo a Expressão Booleana a partir de uma Tabela Verdade

Dada uma função Booleana, descrita por sua tabela verdade, derivar uma expressão Booleana para esta função é encontrar uma equação que a descreva.

Há duas maneiras de se definir (ou descrever) uma função Booleana:

1) Descrever todas as situações das variáveis de entrada para as quais a Saída vale 1. Este método é conhecido como Soma de Produtos.

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A

B

C

Mintermo

0

0

0

A.B.C

0

0

1

A.B.C

0

1

0

A.B.C

0

1

1

A.B.C

1

0

0

A.B.C

1

0

1

A.B.C

1

1

0

A.B.C

1

1

1

A.B.C

Cada termo é denominado mintermo. Para um dado mintermo, se substituir os valores das variáveis associadas, obtém-se o valor 1. Porém, se substituir nesse mesmo mintermo quaisquer outras combinações de valores, resulta-se no valor 0.

Portanto, para obter a expressão Booleana para uma função a partir de sua tabela verdade, basta montar um OU entre os mintermos associados aos 1s da função

Exemplo. Obter a equação em soma de produtos para a saída S, descrita pela tabela verdade:

A

B

C

S

0

0

0

0

0

0

1

0

0

1

0

1

0

1

1

1

1

0

0

0

1

0

1

1

1

1

0

1

1

1

1

0

S=A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C

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1.6 Exercícios

1) Obter a tabela verdade para as seguintes expressões:

a) S = (B.C) + NOT(A).C

b) S = (X.NOT(Y)) + NOT(Y+Z)

c) S = (A B) + C.A

2) Obter as Expressões Booleanas correspondentes aos circuitos a seguir:

(X.NOT(Y)) + NOT(Y+Z) c) S = (A ⊕ B) + C.A 2) Obter as Expressões Booleanas

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Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais 1.7 Leis Fundamentais da Álgebra Booleana A Álgebra
Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais 1.7 Leis Fundamentais da Álgebra Booleana A Álgebra

1.7 Leis Fundamentais da Álgebra Booleana

A Álgebra Booleana descreve o comportamento de variáveis binárias que estejam submetidas às operações NOT, OR e AND.

1.7.1 Propriedade da operação NOT

A = A

NOT(NOT(A)) = A

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Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais 1.7.2 Propriedades da operação OR  A+1 = 1

1.7.2 Propriedades da operação OR

A+1 = 1

A+0 = A

A+A = A (Teorema da Idempotência)

1+1 = 1 0+0 = 0

A+ A = 1 (Propriedade Complementar)

1+0 = 1

0+1=1

1.7.3 Propriedades da operação AND

A . 1 = A

A . 0 = 0

A . A = A

A . A

= 0

1.8 Leis da Álgebra

1.8.1 Leis Comutativas: altera a ordem das variáveis sem alterar o resultado

A + B = B + A

A . B = B . A

X + Y + Z = Z + X + Y

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X . Y . Z = Z . X . Y

1.8.2 Leis Associativas

A + B + C = (A + B) + C = A + (B + C)

A . B . C = (A . B) . C = A . (B . C)

1.8.3 Leis Distributivas

A . (B + C)

A + (B . C) = (A+B) . (A+C)

= (A . B) + (A . C)

1.8.4 Teorema de DeMorgan:

1) A + B = A.B

A + B A.B
A + B
A.B

2) A.B = A + B

A.B A + B
A.B
A + B

Da mesma forma, pode-se aplicar o teorema de De Morgan para n entradas. Exemplo:

A.B.C.D=A + B+ C+ D .

Exemplo: C.Y.Z = C + Y + Z = C + Y + Z

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1.8.5 Identidades Booleanas Úteis

1) A + A . B = A

(A . 1) + (A . B)

A . (1+B) = A . 1 = A

2) A +

A . B = A + B

(A + A ) . (A+B)

1 . (A+B) = A+B

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2 Mapas de Karnaugh

Trata-se de uma técnica gráfica para simplificação de expressões algébricas com 2, 3, 4, 5 ou mais variáveis. Há um mapa de Karnaugh para cada caso.

2.1.1 Para 2 variáveis de entrada: A e B

para cada caso. 2.1.1 Para 2 variáveis de entrada: A e B 2.1.2 Para 3 variáveis

2.1.2 Para 3 variáveis de entrada: A, B e C

de entrada: A e B 2.1.2 Para 3 variáveis de entrada: A, B e C 2.1.3

2.1.3 Para 4 variáveis de entrada: A, B, C e D

de entrada: A e B 2.1.2 Para 3 variáveis de entrada: A, B e C 2.1.3

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2.1.4 Para 5 variáveis de entrada A, B, C, D e E

Digitais 2.1.4 Para 5 variáveis de entrada A, B, C, D e E 2.2 Exercícios 1)

2.2 Exercícios

1) Uma função de quatro variáveis pode ser representada pela seguinte equação a seguir. Pede-se, determinar a função lógica simplificada da saída. Desenhe o circuito lógico que realize a função lógica de saída.

S

=

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

+

ABC D

 

2) Uma função de quatro variáveis pode ser representada pela seguinte equação a seguir. Pede-se, determinar a função lógica simplificada da saída. Desenhe o circuito lógico que realize a função lógica de saída.

3)

S = BD + A + ABCD + ABCD + AC

Deseja projetar um circuito lógico, com entradas A, B, C e D, e saída S, que tenha o comportamento mostrado na tabela da verdade a seguir. Obtenha a expressão lógica simplificada e desenhe o circuito lógico correspondente. Obs.: O símbolo X indica uma condição irrelevante (don’t care).

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A

B

C

D

S

0

0

0

0

0

0

0

0

1

X

0

0

1

0

1

0

0

1

1

0

0

1

0

0

X

0

1

0

1

1

0

1

1

0

1

0

1

1

1

X

1

0

0

0

0

1

0

0

1

1

1

0

1

0

X

1

0

1

1

1

1

1

0

0

0

1

1

0

1

0

1

1

1

0

1

1

1

1

1

1

4) Um sistema de secagem de produtos possui uma esteira transportadora e um aquecedor elétrico. A secagem acontece mediante a passagem dos produtos em frente ao aquecedor que recebe ar externo. A esteira possui duas velocidades de transporte: reduzida (0) e normal (1). O aquecimento pode ser ligado (1) e desligado (0) se necessário. O secador é alimentado por três dispensadores que podem ser acionados de forma independente, fornecendo: 20 kg/min (A), 40 kg/min (B) e 60 kg/min (C) de material para secagem. A operação de secagem deve ser realizada da seguinte forma:

1) se a quantidade de produto for inferior a 45 kg/min, o aquecedor deve ser desligado e a esteira deve operar na velocidade reduzida; 2) se a quantidade do produto for superior a 45 kg/min e inferior a 85 kg/min, o aquecedor deve ser ligado e a esteira deve ser operada na velocidade normal; 3) finalmente, se a quantidade do produto for superior a 85 kg/min o aquecedor deve ser ligado e a esteira deve operar na velocidade reduzida. Determine:

A tabela da verdade correspondente ao acionamento do aquecedor;

A tabela da verdade correspondente ao acionamento da esteira;

A equação lógica simplificada do acionamento do aquecedor ;

16

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A equação lógica simplificada correspondente ao acionamento da esteira.

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3 Circuitos Combinacionais

Um circuito combinacional é aquele que a(s) saída(s) dependem única e exclusivamente das combinações dos valores aplicados às entradas do circuito.

3.1 Codificadores e Decodificadores

Efetuam a passagem de um dado código para outro. É um circuito lógico que recebe um conjunto de entradas, podendo representar um número binário e ativa apenas a saída correspondente ao número na entrada. É usado para identificar um código conhecido.

3.1.1 Decodificador 2x4 com entrada Enable (2 entradas e 4 saídas)

para identificar um código conhecido. 3.1.1 Decodificador 2x4 com entrada Enable (2 entradas e 4 saídas)

Circuito:

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Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais 3.1.2 Decodificador 3x8 (3 entradas e 8 saídas) Tabela

3.1.2 Decodificador 3x8 (3 entradas e 8 saídas)

Tabela Verdade:

A

B

C

S

0

S

1

S

2

S

3

S

4

S

5

S

6

S

7

0

0

0

1

0

0

0

0

0

0

0

0

0

1

0

1

0

0

0

0

0

0

0

1

0

0

0

1

0

0

0

0

0

0

1

1

0

0

0

1

0

0

0

0

1

0

0

0

0

0

0

1

0

0

0

1

0

1

0

0

0

0

0

1

0

0

1

1

0

0

0

0

0

0

0

1

0

1

1

1

0

0

0

0

0

0

0

1

3.1.3 Codificador 4x2 conforme a tabela verdade a seguir.

E3

E2

E1

E0

S1

S0

0

0

0

1

0

0

0

0

1

0

0

1

0

1

0

0

1

0

1

0

0

0

1

1

Onde:

S0 = E1 + E3 S1 = E2 + E3

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3.2 Multiplexadores

Circuito que contém várias entradas e apenas uma saída. Possibilita selecionar qual das entradas estará conectada à única saída.

Este circuito possui entradas denominadas Entradas de Seleção que permitem especificar qual a entrada será selecionada.

Exemplo. Circuito Multiplexador 2x1

Tabela Verdade:

Expressão:

Y = A . S + B . S

Circuito:

S Y 0 A 1 B
S
Y
0
A
1
B
Expressão: Y = A . S + B . S Circuito: S Y 0 A 1

3.3 Demultiplexadores

Realiza a operação inversa do Multiplexador. Possui uma única entrada e várias saídas.

A entrada de seleção permite especificar qual a saída o dado de entrada será transmitido.

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3.3.1 Exemplo: Demux 1-4

São necessárias 2 entradas para a seleção denominadas A e B.

Tabela verdade:

A

B

F

0

F

1

F

2

F

3

0

0

0

0

0

D

0

1

0

0

D

0

1

0

0

D

0

0

1

1

D

0

0

0

1 0 0 D 0 0 1 1 D 0 0 0 3.4 Comparadores Utilizado para

3.4 Comparadores

Utilizado para comparar dois valores binários. Compara dois números binários de 4 bits sem sinal (A e B). Há três saídas para indicar se A > B, A=B ou A <B.

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4 Circuitos Seqüenciais

Uma característica relevante de Circuitos Digitais é a habilidade em executar operações em uma dada seqüência. A ordem dos passos permanece sempre a mesma, sendo que a operação implementada pelo circuito executa um loop nela mesma.

Os circuitos digitais podem executar uma determinada seqüência onde o próximo resultado depende de etapas anteriores.

A figura a seguir descreve o modelo de um Circuito Seqüencial.

a seguir descreve o modelo de um Circuito Seqüencial. O circuito seqüencial pode ser definido como

O circuito seqüencial pode ser definido como um sistema digital no qual a saída é

determinada pelos valores aplicados às entradas e pelos valores atuais que estão

armazenados nos elementos de memória

É constituído por um circuito combinacional e elementos de memória. Algumas saídas

do circuito combinacional são entradas dos elementos de memória recebendo o nome de

variáveis do próximo estado. Já as saídas dos elementos de memória constituem parte das entradas para o circuito combinacional e recebem o nome de variáveis do estado

atual.

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O

estado atual, ou seja, os valores que estão armazenados no circuito, em conjunto com

os

valores aplicados às variáveis de entrada definem os valores das saídas e o próximo

estado.

Um elemento de memória é um circuito capaz de armazenar o valor de uma variável binária. Há duas operações básicas: leitura e escrita.

Os circuitos seqüenciais podem ser divididos em dois tipos conforme o comportamento temporal dos seus sinais: síncronos e assíncronos.

O comportamento de um circuito seqüencial assíncrono depende da ordem segundo a

qual as entradas mudam e o estado do circuito pode se alterar a qualquer tempo, como conseqüência de uma mudança de suas entradas. Os elementos de memória utilizados nos circuitos seqüenciais assíncronos apresentam uma capacidade de armazenamento que está associada diretamente ao atraso de propagação dos circuitos que os compõem.

Um circuito seqüencial síncrono utiliza um sinal especial denominado de relógio (clock) o qual tem a função de cadenciar uma eventual troca de estado. A figura a seguir mostra um exemplo deste sinal. A forma de onda de um sinal de relógio não se altera ao longo

do tempo. Podem ser identificados a borda de subida, a borda de descida, o nível lógico

zero e o nível lógico um. O tempo que decorre para o sinal se repetir é denominado período e é representado por T. Por exemplo, o tempo entre duas bordas de subida sucessivas é igual a T.

o tempo entre duas bordas de subida sucessivas é igual a T. A freqüência de um

A freqüência de um sinal de relógio, representada por f, é definida como sendo o

inverso do período

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Num circuito seqüencial síncrono, o sinal de relógio determina quando os elementos de memória irão amostrar os valores nas suas entradas. Conforme o tipo de circuito utilizado como elemento de memória, esta amostragem das entradas pode ser sincronizada pela borda de subida ou pela borda de descida do sinal do relógio. Seja qual for o tipo de sincronização, o tempo que transcorre entre duas amostragens sucessivas equivale ao período do relógio.

Isto implica que, qualquer mudança no estado de um circuito seqüencial síncrono irá ocorrer somente após a borda do sinal de relógio na qual seus elementos de memória são disparados.

4.1.1 Elementos de Memória: Flip-Flop

O elemento de memória mais importante é o flip-flop (FF) que é implementado a partir

de portas lógicas. Apesar de uma porta lógica não possuir capacidade de armazenamento, podem ser conectadas entre si possibilitando o armazenamento de informação.

Mantém uma saída estável mesmo após as entradas terem sido desativadas. A saída do flip-flop é determinada pela entrada corrente e pelo histórico das entradas.

Um flip-flop é capaz de armazenar um único bit de informação sendo utilizado para construção de elementos de memória.

4.1.1.1 Latchs

Os latchs são tipos básicos de flip-flops que operam por níveis dos sinais de entrada (são sensíveis a nível) e servem como base na construção dos flip-flops mais sofisticados.

O circuito de um latch pode ser construído a partir de duas portas NAND ou duas portas

NOR. A figura a seguir ilustra um latch RS com portas NAND.

Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP Especialização em Automação e Controle de Processos Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais

Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais As duas saídas são interligadas de modo que a

As duas saídas são interligadas de modo que a saída da primeira NAND é conectada a uma das entradas da segunda NAND e vice-versa. As conexões entre saída e entrada são denominadas realimentações, e no caso de circuitos digitais, são responsáveis pela propriedade de armazenamento apresentada pelo circuito.

As saídas das portas Q e Q correspondem às saídas do latch. Os valores dessas saídas

são complementares. As entradas R (reset) e S (set) são utilizadas para resetar (Q = 0) e setar (Q = 1) a saída Q do latch.

A seguir é apresentado o símbolo do Latch RS.

latch . A seguir é apresentado o símbolo do Latch RS. Analisando todas as possíveis combinações

Analisando todas as possíveis combinações das entradas obtém-se a seguinte tabela verdade para o LATCH RS:

R

S

Q

F

0

0

Q

A

0

1

1

1

0

0

1

1

Não permitido

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Onde Q F corresponde ao estado futuro, ou seja, o próximo valor que o latch irá

armazenar e Q A corresponde ao estado atual – valor que o latch armazena no momento.

Quando R e S são iguais a 1, os valores das saídas Q F e

Q F são ambas iguais a 1.

Porém, as saídas Q e Q se caracterizam por serem complementares.

4.1.1.2 Flip-Flop com Clock

Os flip-flops se caracterizam pela mudança do próximo estado na transição do sinal do

clock. Pode ser durante a transição positiva ou durante a transição negativa deste sinal.

Flip-Flop JK

O FF JK é um FF RS projetado de forma a contornar o problema quando tem-se o valor

de saída não permitido para as entradas R e S iguais a 1.

O símbolo e a tabela verdade do FF JK são apresentados a seguir.

Símbolo

Símbolo Tabela Verdade CLK J K Q F 0 X X Q A ↑ 0 0

Tabela Verdade

CLK

J

K

Q

F

0

X

X

Q

A

0

0

Q

A

0

1

0

1

0

1

1

1

Q

A

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Flip-Flop D e T O FF D se caracteriza pelas entradas J e K invertidas e o FF T pelas entradas JK

interligadas. Os símbolos e as tabelas destes FFs são mostrados abaixo.

Flip-Flop

Tipo D

Tipo T

Símbolo

Flip-Flop Tipo D Tipo T Símbolo Tabela Verdade CLK J K Q F 0 X X
Flip-Flop Tipo D Tipo T Símbolo Tabela Verdade CLK J K Q F 0 X X

Tabela Verdade

CLK

J

K

Q

F

0

X

X

Q

A

0

1

0

1

0

1

CLK

J

K

Q

F

0

X

X

Q

A

0

0

Q

A

1

1

Q

A

4.1.1.3 Entradas SET e RESET Assíncronas

As entradas SET (ou PRESET) e RESET (ou CLEAR) fazem com que o FF assuma os

valores 1 e 0, respectivamente. Normalmente, são ativas em nível baixo. A figura a

seguir ilustra o símbolo de um FF JK com entradas SET e RESET. A denominação

assíncrono refere-se ao fato de que a ação deste pino é independente do sinal de

controle.

RESET . A denominação assíncrono refere-se ao fato de que a ação deste pino é independente

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Tabela Verdade:

CLR

PR

Q

F

0

0

Não permitido

0

1

0

1

0

1

1

1

Funcionamento Normal

4.2 Contadores

Tipo de Controle: Assíncronos e Síncronos

Tipo de Contagem: Crescente, Decrescente e Aleatória

Tipo de Contagem : Crescente, Decrescente e Aleatória Contador Assíncrono : flip-flops não são controlados

Contador Assíncrono: flip-flops não são controlados pelo mesmo sinal de clock.

A saída de um flip-flop está ligada á entrada de clock do flip-flop subseqüente. Somente o primeiro flip-flop é controlado pelo sinal de clock externo.

Exemplo: Contador Hexadecimal Assíncrono Decrescente

Onde: Q d MSB e Q a LSB

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Exemplo: Contador Hexadecimal Assíncrono Decrescente

Exemplo : Contador Hexadecimal Assíncrono Decrescente Exemplo : Contador Hexadecimal Assíncrono Crescente Os

Exemplo: Contador Hexadecimal Assíncrono Crescente

Exemplo : Contador Hexadecimal Assíncrono Crescente Os contadores assíncronos possuem limitação quanto à

Os contadores assíncronos possuem limitação quanto à máxima freqüência do clock

JKFF JKFF JKFF PRN PRN PRN J Q J Q J Q CLK K K
JKFF
JKFF
JKFF
PRN
PRN
PRN
J
Q
J
Q
J
Q
CLK
K
K
K
CLRN
CLRN
CLRN
1
2
3

devido ao tempo de atraso de cada flip-flop.

Contador Síncrono: São aqueles cujos flip-flops são controlados pelo mesmo pulso do relógio

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Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais Exemplo : Contador Hexadecimal Síncrono Crescente 30

Exemplo: Contador Hexadecimal Síncrono Crescente

Industriais e Agroindustriais FEG.0654 – Sistemas Digitais Exemplo : Contador Hexadecimal Síncrono Crescente 30