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ATUALIZADA CONFORME LEGISLAÇÃO EM VIGENCIA – 07/2010 É expressamente proibida cópia, repr odução parcial,
ATUALIZADA CONFORME LEGISLAÇÃO EM VIGENCIA – 07/2010 É expressamente proibida cópia, repr odução parcial,

ATUALIZADA CONFORME LEGISLAÇÃO EM VIGENCIA – 07/2010

É expressamente proibida cópia, reprodução parcial, reprografia, fotocópia ou qualquer forma de extração de informações deste sem prévia autorização dos autores conforme legislação vigente.

Autor: Sergio Bispo

Julho / 2010

Apresentação

O presente trabalho tem como objetivo oferecer as ferramentas básicas sobre as técnicas contábeis para o iniciante, o estudante ou ainda ao participante que deseja aprimorar-se ou atualizar-se. Não é pretensão desse trabalho esgotar o assunto, mas dar uma sólida base técnica ao egresso no Curso de Contabilidade Geral do Cead Contmatic. Os assuntos abordados nesse trabalho são oriundos das leis e normas vigentes, bem como de resoluções de diversos órgãos e da própria Teoria Contábil onde a credibilidade do assunto abordado tem grande relevância. Assim, ao participante bastará treinar e estudar os textos e exercícios propostos, aliando aos ensinamentos dos profissionais do CEAD CONTMATIC, temos a certeza que o mercado de trabalho terá as portas abertas ao profissional dedicado.

Bons estudos!

Sergio Bispo de Oliveira

Sobre o Autor

Bons estudos! Sergio Bispo de Oliveira Sobre o Autor Sergio Bispo de Oliveira é contador, especialista

Sergio Bispo de Oliveira é contador, especialista em Controlado

e Finanças e Contabilidade Internacional. É professor, palestrante, escritor

de diversos artigos. Atualmente é Consultor e oferece consultoria, auditoria e

pericia para diversas empresas no Brasil. É co-autor do Livro: “500 respostas da

Consultoria” de 2008 e do Livro as 100 mais da Consultoria – Contabil e as 100

mais da Consultoria Tributaria, além de revisor do Livro As 100 mais da

Consultoria – Trabalhista /Previdenciaria. Contato: sbispol@hotmail.com

PREFÁCIO

Prezado contabilista:

Essa apostila apresenta uma pequena contribuição para o desenvolvimento da cultura contábil e das práticas adotadas no Brasil diante das normas vigentes e das práticas internacionais de contabilidade. Não obstante,cabe ressaltar que o conteúdo expresso versa sobre as Demonstrações Contábeis no Brasil observando as características da legislação brasileira atual como a Lei 11638/07, Lei 10406/02, Lei 6404/76, Lei 11101/05, Resoluções CFC, Deliberações da CVM, regras da RFB, Lei 11941/09, CPC PME,dentre outras e atrelando os assuntos com as NIC (Norma Internacional de Contabilidade).Não é objeto de estudo versar sobre NIC, mas apresentar tratos que não esgotarão o assunto pois neste apresentado, nasce apenas a compreensão introdutória de informações relevantes e que ainda deverão ser tratadas pelos órgãos de classe e governamentais.

NOTA EXTRA:

Lei nº 12.249/2010 altera Lei de Regência da Contabilidade e institui Exame de Suficiência

No dia 11 de junho de 2010 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 12.249. Os Artigos que se referem à profissão contábil são os de números 76 e 77. Eles trazem substanciais modificações ao Decreto-lei nº 9.295, de 1946, que criou o Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos Regionais de Contabilidade.

Dentre as principais mudanças estão:

a) O direito do CFC de emitir as Normas Brasileiras de Contabilidade fica

estabelecido na nova lei, incluindo-se aí as Normas Internacionais de Contabilidade, adaptadas para o Brasil e emitidas pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis).

B) Instituição do Exame de Suficiência para obtenção de registro em Conselho

Regional de Contabilidade, de forma similar à realizada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e à qual se submetem os bacharelandos em Direito.

c) Curso Técnico: Validade até 2015 para quem cursar neste período tendo

que participar do exame de suficiência.

c) Aos contabilistas que não seguirem as normas do CFC serão penalizados e até censurados.

Introdução

A globalização da contabilidade é uma realidade principalmente no ambiente vivido como o atual cenário econômico mundial, principalmente em termos de captação de recursos internacionais e redução das barreiras comerciais entre as nações. É sabido que a CVM – Comissão de Valores Mobiliários do Brasil – reconhece tais divergências porém com a entrada da Lei 11638/07, com a criação do CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis – e órgãos correlatos que auxiliam as novas regras de convergência, se dúvida dominar novos conceitos e entender sobre as divergências é obrigação do contabilista atual.

A NPC 27 (Ibracon) versa que as “Demonstrações contábeis de uso geral são

aquelas destinadas a atender às necessidades dos usuários que não estejam em

condições de exigir relatórios adaptados para atender às suas necessidades específicas de informação. Demonstrações contábeis de uso geral incluem aquelas que são apresentadas separadamente ou dentro de um outro documento público, como um relatório anual ou um prospecto”.

A NBCT 3, Resolução 686/90 , em sua introdução, retrata que as demonstrações

contábeis (financeiras conforme trata a legislação) “são as extraídas dos livros,

registros e documentos que compõem o sistema contábil de qualquer tipo de entidade” onde a atribuição e a responsabilidade técnica do sistema contábil da entidade cabem, exclusivamente, a contabilista registrado no CRC. Ressalta-se que as demonstrações contábeis observarão os Princípios Fundamentais de Contabilidade, aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade e ainda deverão especificar sua natureza, a data e/ou o período e a Entidade a que se referem, sem esquecer do grau de revelação da qual tais demonstrações deverão propiciar, na forma suficiente na questão de entendimento, do que cumpre demonstrar, inclusive com o uso de notas explicativas que, entretanto, o contabilista não poderá substituir o que é intrínseco às demonstrações.

Tal norma tratada acima, cita regras já desenvolvidas e aplicadas no mercado contábil até o final de 2007, ou seja, Dezembro de 2007. Trata-se que na essência filosófica sua expressão não terá mudança num espaço curto de tempo pois a cultura do dimensionamento tratado nesses anos (de 1976 a 2007) de vigência da Lei 6404/76 (parte do capítulo XV da Lei para precisão do leitor) sem dúvida requererão do profissional de contabilidade a quebra de certos paradigmas, flexibilidade, capacidade técnica, muito estudo, domínio do conteúdo, aliado a novos conhecimentos como mercado, economia, regras internacionais sem falar de nova língua e atributos extras.

O profissional incumbido de preparar as demonstrações contábeis deverá estar atento as normas atuais diante de sua obrigatoriedade sem negar-se à ciência contábil cujo estudo é o Patrimônio. A elaboração das demonstrações contábeis está relacionada ao tipo de sociedade, opção pela regência legal, forma de tributação do Imposto de renda, mercado e normas da CVM, tratos setoriais atrelados a agências reguladoras como a Susep, Anel, Aneel, Bacen, dentre outras. Agora o adicional a esse contexto, o profissional deverá observar o mercado internacional aplicando normas contábeis de origem sabida porém não conhecida, sendo que fôra mudada até a forma do regimento legal para tal fim, situação essa que o Brasil deverá estar preparado para a relevância, ética e presunções voltadas a clareza, quebrando-se assim, a cultura do “jeitinho brasileiro” e profissionalizando de fato o desenvolvimento das demonstrações.

Abreviaturas utilizadas:

Neste material apresentam algumas siglas tais como:

BRGAAP: Normas brasileiras de contabilidade;

IFRS: Normas Internacionais de Informações Finanaceiras;

NIC: Normas internacionais de Contabilidade;

SPC: Secretaria de Previdência Complementar;

US GAAP : Normas de Contabilidade dos EUA;

Bacen: Banco Central do Brasil;

CVM: Comissão de Valores Mobiliários;

CFC: Conselho Federal de Contabilidade;

IFRIC: Comitê de Interpretações de Informações Financeiras do IASB;

IASB: Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade;

Susep: Superintendência de seguros privados;

Ibracon: Instituto Brasileiro de Auditores do Brasil;

PARTE 1 – INTRODUÇÃO

Normas Brasileiras de Contabilidade (BR GAAP)

“BRGAAP” são as normas brasileiras de contabilidade cujo fulcro central de estudo são as Leis 6404/76, a Lei 11638/07, normas expedidas pela CVM, pelo CFC.

estão formalizadas nas seguintes proporções:

Atualmente

a “Brgaap”

Lei 11638/07 e Lei 6404/76: ambas normas são aplicadas a todas as Entidades tratadas como S.A.

Pronunciamentos da CVM das quais são normas aplicáveis às sociedades de capital aberto ou fechado, ou qualquer forma de sociedade que esteja apresentada na forma da lei;

Pronunciamentos do CFC das quais são normas aplicáveis às todas as em entidades, ou seja, é regra geral;

Pronunciamentos do IBRACON das quais são normas aplicáveis às todas as em entidades, ou seja, é regra geral;

Pronunciamentos do SPC das quais são normas aplicáveis às todas as em entidades, ou seja, é regra geral;

Pronunciamentos do Susep das quais são normas aplicáveis às todas as em entidades seguradoras;

Pronunciamentos do Bacen das quais são normas aplicáveis às todas as em entidades do setor financeiro;

Vale lembrar que o Brasil tem em sua essência enorme força sobre a área tributária, como é sabido por todos, o que faz das autoridades fiscais, um dos pontos críticos do Brasil quanto ao impacto de normas emitidos por esses órgãos pois o mesmos tendem a oferecer certos regramentos contábeis que muitas vezes ferem as normas societárias e até aos princípios contábeis muitas vezes.

Em regra geral, “brgaap” é um complexo de normas e de regras que, sem duvidas algumas conflitantes e até desatualizadas. O cenário brasileiro após a Lei 11638/07 e com o desejo da harmonização com as NIC – Normas Internacionais de Contabilidade – insere o Brasil nas facilidades de captação de recursos e regas globais diante do mundo globalizado. É sabido que a NIC não são perfeitas, sendo que existem fatos completamente complexos a serem melhorados, mas é a linguagem mundial da contabilidade.

A

Contabilidade

O

Processo contábil inicia , em linhas gerais em:

Processo Contábil

contábil inicia , em linhas gerais em: Processo Contábil Documentos Diário Princípios Contábeis e normas Razão
Documentos Diário
Documentos
Diário
Princípios Contábeis e normas Razão Conciliação Balancete de Verificação
Princípios Contábeis e normas
Razão
Conciliação
Balancete de Verificação
e normas Razão Conciliação Balancete de Verificação DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Desenvolvido por Sergio Bispo de

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

As demonstrações são as peças que unem as informações de um processo que por sua vez é provindo de um sistema. Os sistemas são procedimentos criados pela Entidade cujo objetivo é facilitar o desenvolvimento de informações aos terceiros. Um sistema poderá ser feito de diversas formas como à mãos, mecanizado, informatizado, etc. Assim o processo é a forma de execução administrativa e o sistema o controle, ou seja, o armazenamento e o método adotado.

O processo contábil é oriundo das técnicas contábeis oriundas da escrituração contábil, assim, o processo contábil completo é assim definido:

PROCESSO CONTÁBIL

contábil completo é assim definido: PROCESSO CONTÁBIL DOCUMENTOS E FATOS LIVRO DIÁRIO LIVRO RAZÃO BALANCETE DE

DOCUMENTOS E FATOS

é assim definido: PROCESSO CONTÁBIL DOCUMENTOS E FATOS LIVRO DIÁRIO LIVRO RAZÃO BALANCETE DE VERIFICAÇÃO

LIVRO DIÁRIO

LIVRO DIÁRIO

LIVRO RAZÃO

CONTÁBIL DOCUMENTOS E FATOS LIVRO DIÁRIO LIVRO RAZÃO BALANCETE DE VERIFICAÇÃO APURAÇÃO DO RESULTADO DO

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO

FATOS LIVRO DIÁRIO LIVRO RAZÃO BALANCETE DE VERIFICAÇÃO APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO DEMONSTRAÇÃO DO

APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO

DE VERIFICAÇÃO APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO DEMONSTRAÇÃO DO BALANÇO DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS
DE VERIFICAÇÃO APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO DEMONSTRAÇÃO DO BALANÇO DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS
DE VERIFICAÇÃO APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO DEMONSTRAÇÃO DO BALANÇO DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS

DEMONSTRAÇÃO

DO

BALANÇO

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUIZOS ACUMULADOS E OUTRAS DEMONSTRAÇÕES.

RESULTADO

DO

PATRIMONIAL

EXERCICIO

A Responsabilidade da escrituração contábil

A escrituração contábil, informações contábeis, relatórios, demonstrações,

resumos, mapas técnicos e gerenciais, estudos analíticos, dentre outros são prerrogativas, ou seja atribuições exclusivas de contabilistas habilitados (Técnico Contábil ou Contador com registro no conselho de classe em situação regular). Para tanto observa-se o art. 12 do Decreto-lei nº 9.295/46 que informa a vedação do o exercício da profissão contábil aos não habilitados:

"Art. 12 Os profissionais a que se refere este Decreto-Lei somente poderão exercer a profissão depois de regularmente registrados no órgão competente do Ministério da Educação e Saúde e no Conselho Regional de Contabilidade a que estiverem sujeitos. Parágrafo único. O exercício da profissão, sem o registro a que alude este artigo, será considerado como infração do presente Decreto-Lei."

Obrigatoriedade da Escrituração Contábil

A Lei 6404/76 com alterações oriundas da Lei 11638/07 trata da

aplicabilidade às sociedades de grande porte , ainda que não constituídas sob a

forma de sociedades por ações deverão escriturar seus fatos contábeis e elaborar

as demonstrações financeiras, sem esquecer-se da obrigatoriedade de auditoria

independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.

Assim, a Lei 6404/76 art. 176 combinado com o art. 1º da Lei 11638/07

trata da obrigação, tendo como responsável a diretoria, que fará elaborar, com

base na escrituração mercantil da companhia, a cada findar de exercício,as

seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a

situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial – relatório obrigatório, exceto para MEI.

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; relatório

obrigatório, exceto para MEI. (RIR/99,Lei 10406/02, CFC, etc), ou a Demonstração das mutações do patrimônio liquido.

III - demonstração do resultado do exercício; relatório obrigatório, exceto para MEI.

IV – demonstração dos fluxos de caixa; Obrigatória para todas as S.A

(art. 176 da Lei 6.404/76 - Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) e também para as empresas Pequenas e médias conforme CPC PME e Res. CFC 1255/2009. A única exceção são para as Cias. Fechadas com capital inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais conforme (art. 176, i , VI - porém o CPC PME determina a sua execução).Contudo, relatório obrigatório, exceto para MEI.

V –demonstração do valor adicionado - apenas para as se companhia aberta, (S/A). (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

VI – demonstração do resultado abrangente (DRA) – para todas as Entidades. Fundamento: CPC PME - Res. CFC 1255/2009 e CPC Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade.

VI – notas explicativas por demonstração.

Nota: As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

Demonstrações Contábeis e o Regulamento do Imposto de Renda

A legislação tributária federal a título de Imposto de Renda exige que , de acordo

com o Decreto 3000/1999 , conhecido como Regulamento do Imposto de Renda, ao final de cada período de incidência do imposto, o contribuinte deverá apurar o lucro líquido mediante a elaboração, com observância das disposições da lei comercial, do balanço patrimonial, da demonstração do resultado do período de apuração e da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. Essas prerrogativas estão no art. 274 do RIR/99, e mais, a norma supra citada cita que o lucro líquido do período deverá ser apurado com observância das disposições da Lei nº 6.404, de 1976. Para todas as entidades as demonstrações exigidas são: (Art. 274 do RIR/1999):

Balanço Patrimonial;

Demonstração do Resultado do Exercício;

Demonstrações de Lucros ou Prejuízos acumulados

****NOTA: Há penalidade para o contabilista que infrigir o Código de Ética Profissional quando induzir o cliente a prestar suas declarações de rendimento com base no regime tributário denominado Lucro Presumido, com o objetivo de não elaborarem a escrituração contábil obrigatória conforme determina o Código Civil. (Fundamento: Conselho Federal de Contabilidade, Ofício Circular nº 45 de 18/05/1981).

Demonstrações Contábeis e a Lei 10406/2002

A

lei 10406/2002, conhecido como “Novo Código Civil” trata em seu art. 1179:

(

)

“Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em

correspondência com a documentação respectiva, e a levantar

anualmente o balanço patrimonial e o de resultado

econômico.”

Vale ressaltar que o Código Civil trata em seu art. 970 que a norma oferecerá

tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao

pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.

Código Civil e Comercial

Observe o texto da Lei nº 556/1850 revogado:

[

Lei nº 556 de 25.06.1850 ]

“Art. 10 *– Todos os comerciantes são obrigados:

1 - a seguir uma ordem uniforme de contabilidade e

escrituração, e a ter os livros para esse fim necessários;

4 - a forma anualmente um balanço geral do seu ativo e

passivo, o qual deverá compreender todos os bens de raiz

móveis e semoventes, mercadorias, dinheiro, papéis de

crédito, e outra qualquer espécie de valores, e bem assim

todas as dívidas e obrigações passivas; e será datado e

assinado pelo comerciante a quem pertencer”.

* Texto ACIMA revogado pela Lei nº 10.406, de 10.01.2002

Observe que a obrigatoriedade da contabilidade está prevista desde a época do

império no Brasil.

O Código Civil atual, tratado na Lei 10.406/02 afirma:

[ ]

“Art. 1.065. Ao término de cada exercício social, proceder-se-

á à elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do

balanço de resultado econômico.”

O Código Civil também trata de tratamento favorecido no art. 970, como

segue:

"Art. 970. - A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e

simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e

aos efeitos daí decorrentes."

Em analise ao tratado, a Lei Complementar nº 123/06, no art. 68 trouxe uma definição técnica de âmbito tributário:

“Art. 68. Considera-se pequeno empresário, para efeito de aplicação do disposto nos arts. 970 e 1.179 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, o empresário individual caracterizado como microempresa na forma desta Lei Complementar que aufira receita bruta anual de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais).”

Exercícios:

Exercício de Fixação:

1. O que é e qual o papel do CPC?

2. Quais são as funções da contabilidade?

3. Qual é o foco da contabilidade financeira?

4. De forma simplificada, qual a diferença entre tipo societário e enquadramento tributário?

5. Quais

são

as

demonstrações

contábeis

obrigatórias?

Princípios Fundamentais de Contabilidade

Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, à Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o Patrimônio das Entidades.

Conforme a RESOLUÇÃO CFC Nº 750 de 29 de dezembro de 1993 seguem:

[ ]

“Art. 3° São Princípios Fundamentais de Contabilidade:

I - o da ENTIDADE;

II - o da CONTINUIDADE;

III - o da OPORTUNIDADE;

IV - o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;

V - o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA;

VI - o da COMPETÊNCIA e

VII - o da PRUDÊNCIA.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE

Conforme a Resolução CFC 750/93 e Res. CFC 1282/10

Todas as ciências apresentam nos seus núcleos princípios. Estes são são fontes que norteiam sua qualidade de ciência. A Contabilidade como ciência também tem seus princípios que servem como “vigas mestras” da ciência social da qual é atuante.

A palavra “principio” de acordo com o Dicionário Básico da Língua Portuguesa

“Novo Aurélio” significa origem, causa primária, preceito, regra geral. Em análise simplista os Princípios Fundamentais de Contabilidade são proposições, juízos de

uma ciência.

Assim as regras gerais da ciência contábil no Brasil são os Princípios Fundamentais de Contabilidade e está regulamentada pela Resolução CFC nº 750/93 com atualização da Resolução CFC 1282/10. Segue a exposição da regra que todos os contabilistas tem de seguir como ponto inicial da profissão:

I)da ENTIDADE: a contabilidade é autônoma e o patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes não poderão ser confundidos.

II) o da CONTINUIDADE: O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância.

III) o da OPORTUNIDADE: O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional.

As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos

e combinadas, ao longo do tempo, de diferentes formas:

I – Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações; e

II – Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores:

a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes

de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis;

b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de

caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se

espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade;

c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo

futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade;

d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos; e

e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda

nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da

expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.

V) o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.

VI ) o da COMPETÊNCIA: – O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento.O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas.”

VII) o da PRUDÊNCIA: O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido.

Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade

Conforme determina o Comitê de Pronunciamentos Contábeis as “demonstrações contábeis preparadas com tal finalidade satisfazem as necessidades comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam essas demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas, tais como:

(a)

decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em ações;

(b)

avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida, qualidade de

seu desempenho e prestação de contas; (c) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar lhes outros benefícios;

(d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros

emprestados à entidade;

(e) determinar políticas tributárias;

(f) determinar a distribuição de lucros e dividendos;

(g)

preparar e usar estatísticas da renda nacional; ou

(h)

regulamentar as atividades das entidades.

As demonstrações contábeis são mais comumente preparadas segundo modelo contábil baseado

no

custo histórico recuperável e no conceito da manutenção do capital financeiro nominal.

O

objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações sobre a posição patrimonial e

financeira, o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade, que sejam úteis a grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica.

As demonstrações contábeis também englobam notas explicativas, quadros suplementares e outras informações. Por exemplo, poderão conter informações adicionais que sejam relevantes às necessidades dos usuários sobre itens constantes do balanço patrimonial e da demonstração do resultado. Poderão incluir divulgações sobre os riscos e incertezas que afetem a entidade e quaisquer recursos e/ou obrigações para os quais não exista obrigatoriedade de serem reconhecidos no balanço patrimonial (tais como reservas minerais). Informações sobre segmentos industriais ou geográficos e o efeito de mudanças de preços sobre a entidade podem também ser fornecidos sob a forma de informações suplementares.

Pressupostos Básicos conforme CPC

Regime de Competência (já citado)

Continuidade (já citado)

Características Qualitativas das Demonstrações Contábeis de acordo com a Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade: “As características qualitativas são os atributos que tornam as demonstrações contábeis úteis para os usuários. As quatro principais características qualitativas são: compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade.”

Abaixo, segue na íntegra as informações as informações extraídas da Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade:

a) Compreensibilidade

“Uma qualidade essencial das informações apresentadas nas demonstrações contábeis é que elas sejam prontamente entendidas pelos usuários. Para esse fim, presume-se que os usuários tenham um conhecimento razoável dos negócios, atividades econômicas e contabilidade e a disposição de estudar as informações com razoável diligência. Todavia, informações sobre assuntos complexos que devam ser incluídas nas demonstrações contábeis por causa da sua relevância para as necessidades de tomada de decisão pelos usuários não devem ser excluídas em nenhuma hipótese, inclusive sob o pretexto de que seria difícil para certos usuários as entenderem.”

Relevância

“Para serem úteis, as informações devem ser relevantes às necessidades dos usuários na tomada de decisões. As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões econômicas dos usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados, presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores.”

“As funções de previsão e confirmação das informações são inter-relacionadas. Por exemplo, informações sobre o nível atual e a estrutura dos ativos têm valor para os usuários na tentativa de prever a capacidade que a entidade tenha de aproveitar oportunidades e a sua capacidade de reagir a situações adversas. As mesmas informações têm o papel de confirmar as previsões passadas sobre, por exemplo, a forma na qual a entidade seria estruturada ou o resultado de operações planejadas. . Informações sobre a posição patrimonial e financeira e o desempenho passado são freqüentemente utilizadas como base para projetar a posição e o desempenho futuros, assim como outros assuntos nos quais os usuários estejam diretamente interessados, tais como pagamento de dividendos e salários, alterações no preço das ações e a capacidade que a entidade tenha de atender seus compromissos à medida que se tornem devidos. Para terem valor como previsão, as informações não precisam estar em forma de projeção explícita. A capacidade de fazer previsões com base nas demonstrações contábeis pode ser ampliada, entretanto, pela forma como as informações sobre transações e eventos anteriores são apresentadas. Por exemplo, o valor da demonstração do resultado como elemento de previsão é ampliado quando itens incomuns, anormais e esporádicos de receita ou despesa são divulgados separadamente.”

Materialidade

“A relevância das informações é afetada pela sua natureza e materialidade. Em alguns casos, a natureza das informações, por si só, é suficiente para determinar a sua relevância. Por exemplo, reportar um novo segmento em que a entidade tenha passado a operar poderá afetar a avaliação dos riscos e oportunidades com que a entidade se depara, independentemente da materialidade dos resultados atingidos pelo novo segmento no período abrangido pelas demonstrações contábeis. Em outros casos, tanto a natureza quanto a materialidade são importantes; por exemplo: os valores dos estoques existentes em cada uma das suas principais classes, conforme a classificação apropriada ao negócio.”

Uma informação é material se a sua omissão ou distorção puder influenciar as decisões econômicas dos usuários, tomadas com base nas demonstrações contábeis. A materialidade depende do tamanho do item ou do erro, julgado nas circunstâncias específicas de sua omissão ou distorção. Assim, materialidade proporciona um patamar ou ponto de corte ao invés de ser uma característica qualitativa primária que a informação necessita ter para ser útil.”

Confiabilidade

“Para ser útil, a informação deve ser confiável, ou seja, deve estar livre de erros ou vieses relevantes e representar adequadamente aquilo que se propõe a representar.” “Uma informação pode ser relevante, mas a tal ponto não confiável em sua natureza ou divulgação que o seu reconhecimento pode potencialmente distorcer as demonstrações contábeis. Por exemplo, se a validade legal e o valor de uma reclamação por danos em uma ação judicial movida contra a entidade são questionados, pode ser inadequado reconhecer o valor total da reclamação no balanço patrimonial, embora possa ser apropriado divulgar o valor e as circunstâncias da reclamação.”

Representação Adequada conforme Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade

“Para ser confiável, a informação deve representar adequadamente as transações e outros eventos que ela diz representar. Assim, por exemplo, o balanço patrimonial numa determinada data deve representar adequadamente as transações e outros eventos que resultam em ativos, passivos e patrimônio líquido da entidade e que atendam aos critérios de reconhecimento.”

“A maioria das informações contábeis está sujeita a algum risco de ser menos do que uma representação fiel daquilo que se propõe a retratar. Isso pode decorrer de dificuldades inerentes à identificação das transações ou outros eventos a serem avaliados ou à identificação e aplicação de técnicas de mensuração e apresentação que possam transmitir, adequadamente, informações que correspondam a tais transações e eventos. Em certos casos, a mensuração dos efeitos financeiros dos itens pode ser tão incerta que não é apropriado o seu reconhecimento nas demonstrações contábeis; por exemplo, embora muitas entidades gerem, internamente, ágio decorrente de expectativa de rentabilidade futura ao longo do tempo (goodwill), é usualmente difícil identificar ou mensurar esse ágio com confiabilidade. Em outros casos, entretanto, pode ser relevante reconhecer itens e divulgar o risco de erro envolvendo o seu reconhecimento e mensuração.”

Primazia da Essência sobre a Forma

“Para que a informação represente adequadamente as transações e outros eventos que ela se propõe a representar, é necessário que essas transações e eventos sejam contabilizados e apresentados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente sua forma legal. A essência das transações ou outros eventos nem sempre é consistente com o que aparenta ser com base na sua forma legal ou artificialmente produzida. Por exemplo, uma entidade pode vender um ativo a um terceiro de tal maneira que a documentação indique a transferência legal da propriedade a esse terceiro; entretanto, poderão existir acordos que assegurem que a entidade continuará a usufruir os futuros benefícios econômicos errados pelo ativo e o recomprará depois de um certo tempo por um montante que se aproxima do valor original de venda acrescido de juros de mercado durante esse período. Em tais circunstâncias, reportar a venda não representaria adequadamente a transação formalizada.”

Neutralidade

“Para ser confiável, a informação contida nas demonstrações contábeis deve ser neutra, isto é, imparcial. As demonstrações contábeis não são neutras se, pela escolha ou apresentação da informação, elas induzirem a tomada de decisão ou um julgamento, visando atingir um resultado ou desfecho predeterminado.”

Integridade

“Para ser confiável, a informação constante das demonstrações contábeis deve ser completa, dentro dos limites de materialidade e custo. Uma omissão pode tornar a informação falsa ou distorcida e, portanto, não-confiável e deficiente em termos de sua relevância.”

Comparabilidade

“Os usuários devem poder comparar as demonstrações contábeis de uma entidade ao longo do tempo, a fim de identificar tendências na sua posição patrimonial e financeira e no seu desempenho. Os usuários devem também ser capazes de comparar as demonstrações contábeis de diferentes entidades a fim de avaliar, em termos relativos, a sua posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mutações na posição financeira. Conseqüentemente, a mensuração e apresentação dos efeitos financeiros de transações semelhantes e outros eventos

devem ser feitas de modo consistente pela entidade, ao longo dos diversos períodos, e também por entidades diferentes.”

“Uma importante implicação da característica qualitativa da comparabilidade é que os usuários devem ser informados das práticas contábeis seguidas na elaboração das demonstrações contábeis, de quaisquer mudanças nessas práticas e também o efeito de tais mudanças. Os usuários precisam ter informações suficientes que lhes permitam identificar diferenças entre as práticas contábeis aplicadas a transações e eventos semelhantes, usadas pela mesma entidade de um período a outro e por diferentes entidades. A observância dos Pronunciamentos Técnicos, inclusive a divulgação das práticas contábeis utilizadas pela entidade, ajudam a atingir a Comparabilidade.”

“A necessidade de comparabilidade não deve ser confundida com mera uniformidade e não se deve permitir que se torne um impedimento à introdução de normas contábeis aperfeiçoadas. Não é apropriado que uma entidade continue contabilizando da mesma maneira uma transação ou evento se a prática contábil adotada não está em conformidade com as características qualitativas de relevância e confiabilidade. Também é inapropriado manter práticas contábeis quando existem alternativas mais relevantes e confiáveis.”

“Tendo em vista que os usuários desejam comparar a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mutações na posição financeira ao longo do tempo, é importante que as demonstrações contábeis apresentem as correspondentes informações de períodos anteriores.”

PARTE 2 - DESENVOLVIMENTO

Resumo dos Principais Livros e Relatórios - Comerciais

Livro Diário

O Decreto Lei 486/69 regulamentou a escrituração contábil no Brasil. É

obrigatório conforme art. 258 do RIR/99, pela Lei 10406/02 (CC), Lei 6404/76, Lei 11638/07, Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC T 1, NBC T 2, NBC T

3).

O Livro Diário deverá conter no mínimo:

Termo de abertura;

Livro Diário;

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados;

Demonstração do Resultado do Exercício;

Demonstração do Resultado Abrangente (CPC PME)

Balanço Patrimonial;

Notas Explicativas;

Termo de encerramento.

As informações acima são para as pessoas empresas em geral conforme regras do CFC.

As pessoas jurídicas do regime tributário denominada Lucro real (vide art. 274 do RIR/99) são obrigadas a apresentarem as demonstrações acima para o fisco quando solicitadas.

As empresas S/A deverão apresentar as demais demonstrações conforme determina a Lei 6404/76, 11638/07, lei 11.941/09 e regras da CVM, CFC e CPC.

O

conforme IN RFB 971/09 , art. 47 – Previdência.

Livro

Diário

é

obrigatório

para

todas

as

empresas

(e

equiparados)

Livro Razão

O Livro Razão é obrigatório conforme determina o art. 14 da

alterado pelo artigo 62 da Lei 8.383/91 e artigo 259 do RIR/99 (pessoas

jurídicas optantes do Lucro Real).

Lei 8218/91

Livro Razão é obrigatório para todas as empresas (e equiparados) conforme

IN

RFB 971/09 , art. 47 – Previdência.

O

Livro Razão de conter no mínimo as seguintes informações:

Nome da Conta

_

_

Data do lançamento

_

Contrapartida

_

Histórico do lançamento

Débito

_

 

Crédito

_

 

Saldo

_

_

Indicação de saldo devedor (D) ou credor (C)

Balancete de Verificação do Livro Razão

O Balancete de Verificação é um relatório que apresenta o saldo das contas que

fizeram parte da operação da Entidade que em primeiro momento foram classificadas e lançadas no Livro Diário e em seguida no Livro Razão. Os saldos apresentados no Livro Razão são transportados ao Balancete de Verificação, que como o próprio nome diz, tem como serventia a análise, apoio à conciliação e para decisões técnicas e até administrativa. Está amparado pela NBC T 2.7.

*** O art 2º da Lei 9430/96 combinado com o art. 10 da IN SRF 93/97 cita a obrigatoriedade de balancetes mensais para apontar a suspensão ou redução do tributo aos optantes pelo Lucro Real Anual.Porém esse relatório é estritamente para fins fiscais.

Demonstrações Contábeis

Balanço Patrimonial

O Balanço Patrimonial é uma demonstração que apresenta os saldos das contas

patrimoniais (bens, direitos, obrigações) e o investimento feito pelos sócios ou acionistas, com as respectivas reservas, ajustes de avaliação patrimonial, ações em tesouraria e o saldo do prejuízo se houver.

O objetivo dessa demonstração é apresentar a situação patrimonial da Entidade

de um determinado período a outro. Sendo assim a necessidade de apresentar o

exercício anterior é parte do requisito.

Análise estrutural

Para composição do Balanço Patrimonial, além da estrutura proposta pelas normas já mencionadas, é obrigação do contabilista seguir as NBC T 3.2 (que ainda deverá ser ajustada em parte) informa que:

Ativo deverá ser composto por:

Ativo Circulante contendo neste:

 

a) Disponível

b) Créditos

c) Estoques

d) Despesas Antecipadas

Ativo Não Circulante contendo:

 

a) Realizável a Longo Prazo

b) Investimento

c) Imobilizado

d) Intangível

Passivo deve ser composto por:

 

Passivo

Circulante

contendo

neste:

a) Obrigações;

 

b) Encargos

Passivo Não Circulante contendo:

 

a) Exigível a Longo Prazo

 

b) Receitas antecipadas

Patrimônio Líquido a)Capital social b)Reservas de capital c)Ajustes de avaliação patrimonial d)Reservas de lucros e)Ações em tesouraria f)Prejuízos acumulados.

O Balanço

A lei 6404/76 foi reformulada por intermédio da Lei 11638/07 (que é oriunda

do Projeto 3741/00), onde apresenta uma interpretação contábil com foco

econômico observando a essência do fato e não a formalidade do mesmo. A Estrutura do Balanço foi modificada pela Lei 11638/07, como segue:

Lei

6404/76

-

Balanço

Patrimonial

Ativo

Passivo

Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Ativo

Passivo

realizável

a

Exigível

a

Longo Prazo

Longo Prazo

Resultados de

Ativo

Exercícios

Permanente

Futuros

Investimentos

Patrimônio

Imobilizado

Líquido

Diferido

Capital social

Reservas

de

Capital

Reservas

de

reavaliação

Reservas

de

lucros

Lucros

ou

prejuízos

acumulados

Figura 1 – Balanço Patrimonial.

Lei

6404/76

após

Lei

11638/07

-

Balanço

Patrimonial

Ativo

Passivo

Ativo

Passivo

Circulante

Circulante

Ativo

não

Passivo

Não

circulante

Circulante

Ativo

realizável

a

Longo Prazo

Longo Prazo

Investimentos

Patrimônio

 

Imobilizado

Líquido

Intangível

 

Capital social

Diferido (CPC

Reservas

de

13)

Capital

Ajustes de avaliação patrimonial
Ajustes
de
avaliação
patrimonial

Reservas

de

lucros

Ações

em

tesouraria

 

Prejuízos

acumulados

 

. Classificação Patrimonial apresentada no Balanço Patrimonial

I.

Ativo:

apresentados no curto e longo prazo, bem como em ativo fixo;

de

forma

simplificada

é

a

composição

dos

bens

e

direitos

ATIVO CIRCULANTE: de acordo com a Lei 6404/76 são apresentadas neste

grupo todas as disponibilidades e direitos dentro do exercício social subseqüente,

bem como todos os Créditos, os Estoques e as

Despesas Antecipadas.

Os Créditos apresentados neste grupo são representados por direitos realizáveis até o exercício social subseqüente. Os Estoques são bens adquiridos pela empresa e cada atividade fim requer um tipo de estoque.

ATIVO NÃO CIRCULANTE: de acordo com a Lei 6404/76, Lei 11638/07 e Lei 11941/09 são apresentadas neste grupo:

a)Realizável a longo prazo: são direitos a serem realizados a longo prazo. Exemplo: Cliente comprou determinada mercadoria da empresa X e irá pagar em 36 parcelas. Na empresa X constará o valor a longo prazo. São exemplos de contas: duplicatas a receber longo prazo, clientes, aplicações financeiras de longo prazo, etc.

b) Ativo Investimento: são bens e direitos que a Entidade aplica para obtenção

de algum retorno. Em regra os bens e direitos contabilizados neste subgrupo não pertencem a atividade fim da empresa. Exemplos de contas: obra de arte, ouro, participações societárias, veiculo Ferrari, etc.

c)Ativo Imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens. Exemplos de contas:

veículos, máquinas, equipamentos, computadores, etc.

d) Ativo

incorpóreos

destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.Exemplo: Marcas, Patentes, Fundo de comercio, etc.

Intangível:

os

direitos

que

tenham

por

objeto

bens

II.

Passivo: são classificadas nesse grande grupo todas as obrigações, exigibilidades, tanto a curto como de longo prazo, resultados de exercícios futuros e o patrimônio líquido.

Passivo Circulante: neste grupo são classificadas como exigibilidades até o término do exercício seguinte.

todas as obrigações bem

e

exigibilidades cujo vencimento seja após o exercício seguinte. Além disso , classifica-se também os resultados de exercício futuro, ou seja , os adiantamentos de clientes.

Passivo

Não

Circulante

:

neste

grupo

são

classificados

as

obrigações

para

compreensão desse grupo, observamos a Lei 6404/76 e a Lei 11638/07. Patrimônio Líquido é a composição dos subgrupos a seguir:

Patrimônio

Líquido:

diversas

são

as

respostas

para

o

PL

porém

,

Capital Social: são classificadas neste subgrupo as discriminações do montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada pelos sócios ou acionista da Entidade. Exemplo:

Capital Social Subscrito (-) Capital Social a realizar = Capital Social Realizado

Reservas de capital

Ajuste de Avaliação Patrimonial: O art. 182 (§ 3º) da Lei nº 6.404/1976 , alterada pela Lei 11638/07 e Lei 11941/09, estabelece que devem ser classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo. Exemplo de conta: Ajuste de avaliação instrumentos financeiros.

Os Instrumentos financeiros figura no Ativo. O ponto principal para classificação em AAP Ajuste de Avaliação Patrimonial é que estes “papéis” estejam destinados á negociação ou disponíveis para venda. Nesse caso, deve-se ajustar e a variação deverá ser classificada na conta AAP - Ajuste de avaliação instrumentos financeiros conforme trata a Lei nº 6.404/1976 , art. 183.

Reservas

neste

constituídas pela apropriação de lucros da Entidade.

de

Lucro:

serão

classificados

subgrupo

as

contas

Ações em tesouraria: serão classificadas nesse subgrupo as ações adquiridas pela própria Sociedade Anônima emissora de ações.

(-) Prejuízos Acumulados:

ao final do exercício social a Entidade deverá

apurar o resultado do exercício, sendo que o resultado negativo, o mesmo deverá ser classificado como prejuízo no PL.

Decisões

Patrimonial

com

relação

ao

Balanço

Tripé Decisorial

Situação Econômica (lucro)

ao Balanço Tripé Decisorial Situação Econômica (lucro) Situação Financeira (liquidez ) Estrutura de Capital

Situação Financeira (liquidez)

Estrutura de Capital (endividamento)

Exercícios:

EXERCÍCIO:

1) O Balancete de Verificação da empresa COI LTDA de Dez/09 apresentava os seguintes saldos:

Caixa 59.747,25;

Fornecedores 18.958,33;

Banco C/Movimento 115.483,33;

Salários à Pagar 2.992,47;

Duplicatas a Receber 30.000,00;

INSS à Recolher 1.187,45;

FGTS a Recolher 272,73;

IRRF à recolher 210,99;

ICMS à Recolher 3.150,00;

Equipamento de Informática 48.000,00

Pis a recolher 288,75;

( - ) Dep. Ac. De Eq. de Informática R$ 2.400,00;

Cofins à recolher 1.330,00;

Capital Social 210.000,00;

Lucros do Exercício 12.439,86 conforme DRE –dez. 2009

Investimento a Longo Prazo 1.000,99;

1.621,99

Serviços a pagar

Investimento a Curto Prazo 621,00.

Com base no balancete elabore o Balanço Patrimonial:

ATIVO PASSIVO Caixa Salários a Pagar ATIVO ATIVO ATIVO
ATIVO
PASSIVO
Caixa
Salários a Pagar
ATIVO
ATIVO
ATIVO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

A demonstração de resultado do exercício tem como objetivo informar aos usuários da

informação como foi que a Entidade obteve seu resultado (lucro ou prejuízo) em um

determinado exercício, mês ou quinzena.

Esta demonstração é elaborada de forma adequada seguindo o regime de competência, ou seja, a empresa registra no resultado as despesas e receitas incorridas não importando se o pagamento ocorreu, por isso há uma distorção do lucro líquido contábil para o caixa, pois quando apuramos um lucro líquido na DRE este não é o mesmo representado no fluxo de caixa;

A DRE demonstra o desempenho econômico de uma empresa é um resumo ordenado

das receitas e despesas, não envolvendo entrada e saída de dinheiro. Ao demonstrar como foi formado o lucro ou prejuízo através da DRE é possível identificar as variações do patrimônio líquido demonstrado no balanço patrimonial.

Modelo tratado na Lei 6404/76, art. 187 e Lei 11638/07:

Receita Operacional Bruta Vendas de Produtos / de Mercadorias / Prestação de Serviços

= Receita Bruta

(-) Deduções da Receita Bruta Devoluções de Vendas / Abatimentos Tributos Incidentes sobre Vendas / Prestação de Serviços

= Receita Operacional Líquida

(-) Custos das Vendas Custo dos Produtos Vendidos/ Mercadorias /Serviços Prestados

= Resultado Operacional Bruto

(-) Despesas Operacionais Despesas Com Vendas / Despesas Administrativas/Gerais (- ) Outras Despesas Operacionais (- ) Despesas ou Receitas Operacionais

=Lucro ou Prejuízo Operacional ( - )Outras Despesas

+ Outras Receitas

= Resultado Líquido Antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social

sobre o Lucro (-) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro

= Lucro Líquido antes das Participações (-)as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa

(=) Resultado Líquido do Exercício

Resumo:

RECEITA: é a soma das vendas executadas por uma Entidade, sendo essa venda de mercadorias, produtos ou serviços.

NOTA: A RECEITA BRUTA DE VENDAS , nome dado aos títulos das contas de receitas não é a mesma coisa que faturamento.

Observe: Somente para fins fiscais e empresas que tem em sua composição o IPI (Imposto sobre o Produto Industrializado) em seu faturamento, deverá extraí-lo dessa base para determinar a Receita Bruta, por ser um tributo parafiscal (assunto a ser estudado adiante).

Exemplo: Faturamento (-) IPI

100

000,00

10

000,00

= Receita Bruta de Vendas

90

000,00

As receitas são classificas em :

Receitas operacionais: é o produto da venda de produtos industrializados, ou da comercialização ou ainda da prestação de serviços da pessoa jurídica, nos mercados interno e externo;

b) Receitas não operacionais: Receitas não-operacionais são aquelas receitas e decorrentes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituam objeto da empresa.Exemplo: a Empresa é uma industria de calçados. Sua atividade e construir sapatos e vende uma máquina. A venda da máquina é uma receita não operacional.

Deduções da Receita: são compostas por valores que deduzem o valor das vendas de mercadorias, produtos ou serviços tais como:

a) Abatimentos: por razões de qualidade da mercadoria ou outros;

b) Vendas canceladas: correspondem à anulação de valores registrados como receita bruta de vendas e serviços.

c) Descontos

Concedidos

:

são

descontos

presentes na nota fiscal de vendas.

comerciais

e

deverão

estar

d) Tributos sobre as vendas e serviços: são os tributos (impostos, taxas e contribuições) que no ato de obter a receita com a venda e /ou prestação de serviços incidem sobre as mesmas. Os tributos são Pis (tributo federal) , Cofins (tributo federal), Icms (tributo estadual), ISS(tributo municipal).

NOTA : Reputam-se incidentes sobre as vendas, os tributos que guardam proporcionalidade com o preço da venda efetuada ou dos serviços prestados, mesmo que o respectivo montante integre a base de cálculo, tais como o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações); o ISS (imposto sobre serviços de qualquer natureza); o IE (imposto sobre exportação). Incluem-se também como incidentes sobre vendas:

a Cofins - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, inclusive nas vendas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição, de que tratam as Leis no 9.990, de 2000; no 10.147, de 2000; no 10.485 de 2002 e no 10.560 de 2002;

a contribuição para o PIS - Programa de Integração Social, inclusive nas vendas de produtos sujeitos à incidência monofásica da contribuição, de que tratam as Leis no. 9.990, de 2000; no 10.147, de 2000; no 10.485 de 2002 e no 10.560 de 2002;

as taxas que guardem proporcionalidade com o preço de venda.

Fonte: Receita Federal do Brasil

Custo (mercadorias vendidas / serviços prestados) – Para compreender o CMV /

CSP é necessário dominar o conceito básico de custo. Mas o que é custo?

De forma simplificada “Custo” é o gasto efetuado pela Empresa ou Entidade pelo qual se obtém um bem, direito ou serviço.

O custo insere-se no montante do gasto com matéria-prima, mão-de-obra e outros encargos diretamente ligados à produção de bens ou serviços . Ele é, portanto, o desembolso que a Empresa ou Entidade adquire um bem ou serviço, bem como o valor que se tem no processo interno da empresa para prestação de serviços ou obtenção de bens, para venda ou uso interno. Exemplo: Compra de mercadorias para o estoque onde, na entrada dessa mercadoria na Entidade a mesma fará parte do Patrimônio. Porém na venda, nascerá uma receita (entrada de numerários) e para saber o resultado da operação, é necessário conhecer o valor do custo pago por essa mercadoria vendida.

Assim , a título de exemplificação, o CMV (empresas comerciais) é composto por:

CMV =EI + C - EF

Ou seja:

Custo de Mercadoria Vendida = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final.

Outros detalhes serão abordados em aula, tais como:

Ganho de capital

Perdas

Tributação sobre a renda

ETC

Exercicios

1) Elaborar a demonstração de resultado do exercício conforme os dados abaixo.

a) DRE ano 2009

Vendas de mercadorias R$ 950.000,00;

Cofins s/ faturamento R$ 70.802,00;

Custo das Mercadorias Vendidas R$ 313.000.00,00

Desconto Incondicionais Concedidos R$ 10.000,00;

Despesas Administrativas R$ 55.000,00;

ICMS sobre vendas R$ 166.770,00;

Despesas financerias R$ 11.500,00;

Vendas canceladas R$ 13.500,00;

PIS sobre faturamento 15.372,00;

Imposto de renda R$ 44.875,00;

ontribuição Social R$ 26.925,00;

Rendimento de aplicação financeira R$ 5.111,00

• Rendimento de aplicação financeira R$ 5.111,00 Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010 41

2) Elabore a DRE do exercício 2010:

Vendas de Mercadorias R$ 3.050.000,00;

vendas anuladas R$ 50.000,00;

ICMS sobre vendas R$ 540.000,00;

PIS sobre faturamento R$ 19.500,00;

Cofins R$ 60.000,00;

Custo das Mercadorias Vendidas 1.000.000,00

Despesas com Vendas R$ 321.000,00;

Despesas Financeiras R$ 19.000,00;

Receitas Financeiras R$ 80.000,00;

Despesas Administrativas R$ 701.000,00;

Depreciação R$ 20.000,00;

Lucro na venda de Ativo Imobilizado R$ 125.000,00;

Prejuízo na Venda de Ativo Imobilizado R$ 26.000,00;

Contribuição Social R$ 40.227,00;

Imposto de Renda 78.068,00,

Participações a empregados 37.278,00;

Participações a Administradores R$ 33.550,00.

37.278,00; • Participações a Administradores R$ 33.550,00. Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010 42

3) Elabore compração em 2009/2010

%
%

Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados

Objetivo:

Evidenciar a movimentação da conta Lucros e Prejuízos Acumulados ocorrida no exercício.

Obrigatoriedade:

S.As, Grande Porte e tributadas pelo Imposto de Renda;

Lei 6404/76 art. 186, segue:

[ ]

“Art. 186. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:

I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial;

II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;

III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.

§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de

efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.

§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do

dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do

patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.

MODELO

1. SALDO NO INÍCIO DO PERÍODO

2. (+ OU -) AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.

3. SALDO AJUSTADO

4. (+ OU -) LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO

5. (+ )REVERSÃO DE RESERVAS

6. SALDO À DISPOSIÇÃO

7. DESTINAÇÃO DO EXERCÍCIO

* Reserva Legal

* Reservas Estatutárias

* Reservas p/ Contingências

* Outras Reservas

* Dividendos Obrigatórios ( R$ XXX por ação)

8. SALDO DO FIM DO EXERCÍCIO

.

.

1)

Elaborar a DLPA com base nas DRE do exercicio do capitulo Demonstração do

Resultado do Exercicio.

Informações:

a) a DLPA será do exercicio de 2010;

b) havendo lucro, deverá ser distribuido 10% aos sócios;

c) constituição de reserva legal;

d) constituição de reserva de contingencia em 3%;

legal; d) constituição de reserva de contingencia em 3%; Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira –

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL

A DMPL é uma demonstração facultativa para a maioria das Entidades, exceto as sociedades anônimas de capital fechado por força das normas da CVM – Comissão de valores Mobiliários.

As entidades que elaborem a DMPL, não necessitará apresentar a DLPA , pois a DMPL contempla todas as informações da DLPA. Cabe ressaltar que a DLPA é obrigatória conforme as regras destacadas nos capítulos anteriores.

Para elaborar a DMPL são necessários : Balanço Patrimonial e Demonstração do resultado do Exercício.

Detalhes importantes:

a) Na coluna principal deverá ser composta com os mesmos itens da DLPA,denominada de “histórico” como segue:

1. SALDO NO INÍCIO DO PERÍODO

2. (+ OU -) AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES.

3. SALDO AJUSTADO

4. (+ OU -) LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO

5. (+ )REVERSÃO DE RESERVAS

6. SALDO À DISPOSIÇÃO

7. DESTINAÇÃO DO EXERCÍCIO

.

.

* Reserva Legal

* Reservas Estatutárias

* Reservas p/ Contingências

* Outras Reservas

* Dividendos Obrigatórios ( R$ XXX por ação)

8. SALDO DO FIM DO EXERCÍCIO

b) No cabeçalho deverá compor de forma sumária e coordenada, a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas contas do Patrimônio Líquido:

 

RESERVAS

AJUSTES

DE

RESERVAS DE LUCROS

Ações em

Prejuízos

Total

DE CAPITAL

AVALIAÇÃO

tesouraria

acumulados

Capital

PATRIMONIAL

 

Ágio

na

 

Instrumento

   

Reserva

Lucros

Reserva

Emissão

Financeiro

Para

Retidos

de

Contingência

Realizado

Ações

/ Estatutária,

etc

Legal

Modelo Completo (EXEMPLO)

Empresa COI Ltda DO EXERCÍCIO FINDO EM 31.12.2010 - EM MILHARES DE R$ RESERVAS Ajustes
Empresa COI Ltda
DO EXERCÍCIO FINDO EM 31.12.2010 - EM MILHARES DE R$
RESERVAS
Ajustes de
RESERVAS DE LUCROS
Ações em
Prejuízos
DE
tesouraria
acumulados
avaliação
CAPITAL
Capital
patrimonial
Ágio
na
Reserva
Lucros
Reserva
Emissão
Para
Retidos
Legal
de
Contingência
Ações
/ Estatutária,
Histórico
Realizado
etc
Saldo
em
31.12.2009
Ajustes
de
Exercícios
Anteriores:
efeitos
de
mudança
de
critérios
contábeis
retificação
de
erros
de
exercícios
anteriores
Aumento
de
Capital:
com
lucros
e
reservas
por
subscrição
realizada
Reversões
de
Reservas:
de
contingências
de
lucros
a
realizar
Lucro
Líquido
do Exercício:
Proposta
da
Administração
de Destinação
do Lucro:
Transferências
para reservas
Reserva legal
Reserva
estatutária

Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010

47

Dividendos a distribuir (R$ por ação) Saldo em 31.12.2010
Dividendos a
distribuir (R$
por ação)
Saldo
em
31.12.2010

Pontos fundamentais:

Itens que não afetam o total do patrimônio:

Itens que não afetam o total do patrimônio:

Itens que não afetam o total do patrimônio:

apropriações do lucro líquido do exercício reduzindo a conta Lucros Acumulados para formação de reservas, como Reserva Legal, Reserva de Lucros a Realizar, Reserva para Contingência e outras;

aumento de capital com utilização de lucros e reservas;

compensação de Prejuízos com Reservas.

reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos acumulados;

Itens que afetam o patrimônio total:

Itens que afetam o patrimônio total:

Itens que afetam o patrimônio total:

acréscimo ou redução por ajuste de exercícios anteriores.

acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício;

acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor nominal;

acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

acréscimo por doações e subvenções para investimentos recebidos;

acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures;

acréscimo por reavaliação de ativos (quando o resultado for credor);

acréscimo por subscrição e integralização de capital;

redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua venda;

redução por dividendos;

Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010

48

Exercício

Empresa Mamão Com Açúcar Ltda apresenta a seguinte evolução:

Patrimônio líquido (PL)

ano 1

ano 2

capital social

   

subscrito

420.000

420.000

(-)a integralizar

(100.000)

-

realizado

320.000

420.000

Reserva de Reavaliação

-

52.000

Reserva de Lucros

   

legal

600

900

estatutária

480

720

contingencia

240

-

expansão

360

-

lucros ou prejuizos acumulados

12.000

30.060

total do PL

333.680

503.680

Fatos:

operações do ano 2:

1) No ano 2 os sócios integralizam o montante de $100.000, aumentando o capital realizado;

2) Ocorreu uma reavaliação referente à valorização de imóvel no valor de $52.000

3) No ano 2, o lucro líquido apurado foi de $18.000. Desse montante, 5% foi destinado à reserva legal, 4% para reserva estatutária.Contabilizou-se apenas o complemento aos saldos já existentes.

4) houve reversão dos saldos do ano 1 das reservas de contingência e expansão;

Elabore a DMPL:

DMPL saldo final ano 1 (+/-)ajustes de exercícios anteriores aumento de capital reversão de reservas
DMPL
saldo final ano 1
(+/-)ajustes de exercícios anteriores
aumento de capital
reversão de reservas
doações e subvenções
reavaliação
lucro líquido do exercício
proposta da adm para destinação do lucro:
reserva legal
estatutária
contingencia
lucros a realizar
para expansão
dividendos a distribuir
aquisição de ações próprias
saldo final ano 2
DMPL saldo final ano 1 (+/-)ajustes de exercícios anteriores aumento de capital reversão de reservas
DMPL
saldo final ano 1
(+/-)ajustes de exercícios anteriores
aumento de capital
reversão de reservas
doações e subvenções
reavaliação
lucro líquido do exercício
proposta da adm para destinação do lucro:
reserva legal
estatutária
contingencia
lucros a realizar
para expansão
dividendos a distribuir
aquisição de ações próprias
saldo final ano 2

Total

DMPL

Total

saldo final ano 1

 

(+/-)ajustes de exercícios anteriores

 

aumento de capital

 

reversão de reservas

 

doações e subvenções

 

reavaliação

 

lucro líquido do exercício

 

proposta da adm para destinação do lucro:

 

reserva legal

 

estatutária

 

contingencia

 

lucros a realizar

 

para expansão

 

dividendos a distribuir

 

aquisição de ações próprias

 

saldo final ano 2

 

Demonstração do Valor Adicionado

Em conformidade com a Lei 11638/07 a DVA, assim conhecida, a Demonstração do Valor Adicionado é obrigatória para as companhias abertas (S/A) com o objetivo de evidenciar ações sociais das quais tais organizações participam. A CVM incentivou essa prática por bom tempo divulgando de forma voluntária as informações de natureza social, como aconteceu no ano de 1992 , por intermédio do Parecer de Orientação CVM 24/92. Mais tarde diante do Ofício Circular CVM 01/00, a CVM sugeriu que as companhias utilizassem o modelo sugerido pela FIPECAFI e ainda no PL 3741/00, a CVM fez incluir tal demonstração para fins de adequação da lei 6404/76.E assim, a Lei 11638/07 trouxe na sua essência a obrigatoriedade da DVA para as companhias abertas conforme determina o art. 176,V da Lei 6404/76 e art.1º da Lei 11638/07.

A DVA deverá ser extraída das informações das demonstrações contábeis , que regra geral são a DRE - Demonstração do Resultado do Exercício - e do Balanço Patrimonial.Em tempo, deve sempre ser elaborada de forma comparativa, conter percentual de representação participativa.

Em tempo a DVA:

a) Deverá ser elaborada com base no Principio Contábil da Competência;

b) Apresentada de forma comparativa (ano atual X anterior) e em percentuais;

c) Deverá ser consistente às demonstrações contábeis.

Modelo:Demonstração do Valor Adicionado

 

20X1

%

20X0

%

1)RECEITAS

         

1.1) Vendas de mercadoria, produtos e serviços (vendas - devoluções)

1.2)

Provisão

p/devedores

duvidosos

Reversão/(Constituição)

 

1.3) Resultados Não operacionais

2)INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)

2.1) Matérias-Primas consumidas

 

2.2) Outros custos das mercadorias e serviços vendidos

2.3) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

2.4) Perda/Recuperação de valores ativos

 

3) = VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)

4) RETENÇÕES

 

4.1) Depreciação, amortização e exaustão

 

5)VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3 - 4)

6)

VALOR

ADICIONADO

RECEBIDO

EM

TRANSFERÊNCIA

 

6.1) Resultado de equivalência patrimonial

 

6.2) Receitas financeiras

 

7)VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)

100%

100%

8) DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

 

8.1) Pessoal e encargos

 

8.2) Impostos, taxas e contribuições

8.3) Juros e aluguéis

8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos

 

8.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício

•O TOTAL DO ITEM 8 DEVE SER EXATAMENTE IGUAL AO ITEM 7.

Passo a passo para preencher a DVA:

Quanto ao corpo e composição monetária:

1)RECEITAS: Nesse item o resultado será composto pela soma entre os itens 1.1 a 1.3.

1.1) Vendas de mercadoria, produtos e serviços: Nesse item deverá o contabilista preencher com a receita bruta ou faturamento bruto, isto é, deverá ser incluso o ICMS,IPI, COFFINS,PIS,incidentes na receita.

1.2) Provisão p/devedores duvidosos – Reversão/(Constituição): Nesse item deverá ser incluso os valores constituídos para a Provisão de Créditos de liquidação duvidosa (PDD) tanto a constituição quanto a sua baixa.

1.3) Resultados Não operacionais

Nesse item inclui-se todos os ganhos e perdas que não pertencem a atividade principal da empresa. Exemplo: Ganho ou perda referente a baixa de ativo imobilizado.

2-INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI): Nesse item o resultado será composto pela soma entre os itens 2.1 a 2.4

2.1) Matérias-Primas consumidas: Nesse item o saldo deverá ser composto pelo valor das matérias primas inclusas no custo do produto vendido.

2.2) Outros custos das mercadorias e serviços vendidos: Nesse item adiciona-se os custos das mercadorias e serviços vendidos diminuídos dos gastos com o pessoal;

2.3) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros: Nesse item o saldo deverá compor todos os valores oriundos das aquisições e pagamentos a terceiros, sem esquecer que, além desses valores, deverão ser incluso (junto) os tributos dessas operações (IPI,ICMS,PIS,COFINS) das quais são incluidos no ato da aquisição (indiferente se recuperável ou não).

2.4) Perda/Recuperação de valores ativos: Nesse item deverão ser consideraos os saldos oriundos da avaliação a valor de mercado, assim se o valor for positivo, deverá ser adicionado, se negativo, subtraído.

3-VALOR ADICIONADO BRUTO: Nesse item bastará o contabilista fazer a subtração entre os resultados dos itens 1 e 2.

4 – RETENÇÕES: Nesse item deverão ser mencionados os resultados das somas do grupo. Nesse caso as Depreciações, amortização e exaustão.

4.1) Depreciação, amortização e exaustão: Nesse item deverão ser mencionadas as despesas ou custo auferidos pelo período.

5 –VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE: Nesse item deverão ser informados a subtração entre os itens 3 e 4.

deverão ser apresentadas a soma entre os item do grupo, de 6.1 a 6.3.

6.1) Resultado de equivalência patrimonial: Nesse item deverão ser inclusos os valores recebidos por investimentos feitos em terceiros tais como dividendos (oriundos de investimentos avaliado ao custo) ou por equivalência patrimonial.

6

item

VALOR

ADICIONADO

RECEBIDO

EM

TRANSFERÊNCIA:

Nesse

6.2) Receitas financeiras: Nesse item deverão ser compostas todas as receitas financeiras independentemente de sua origem.

7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR: Nesse item deverão ser compostos a soma dos saldos dos item 5 e 6. (100%).

8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO:Nesse item deverão ser compostos a soam dos saldos dos itens desse grupo, de 8.1 a 8.5.

8.1) Pessoal e encargos: Deverão ser inclusos todos os encargos com pessoal excluido o INSS. Exemplo: Encargos com férias, transporte, 13º salário FGTS, etc.

8.2) Impostos, taxas e contribuições: Nesse item deverão ser considerados o Imposto de Renda, a CSLL, e qualquer outra taxa, contribuição ou ainda imposto.Ressalta-se que o ICMS, PIS,COFINS, IPI deverão ser apresentados pelo valor devido ou pago. Assim caracterizará a diferença das quais foram consideradas no item 2 - Insumos adquiridos de Terceiros.

8.3) Juros e aluguéis: Nesse item deverão ser somadas todas as despesas oriundas de juros e de âmbito financeiro. Vale ressaltar que nesse item refere-se a qualquer empréstimo ou financiamento junto a instituições financeiras. Exemplo:

empréstimos adquiridos em geral, leasing, etc.

8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos: Nesse item são considerados os valores contabilizados como reserva de lucros retidos para os quais foram pagos ou creditados aos acionistas.

7.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício: Nesse item considera-se o lucro do período em questão das quais foram classificados em reserva de lucros, além de montantes das quais não tenham nenhuma destinação.

Nota:O TOTAL DO ITEM 8 DEVE SER EXATAMENTE IGUAL AO ITEM 7.

Exercicio Prático

1- Com as informações a seguir elabore a DVA:

Prático 1- Com as informações a seguir elabore a DVA: Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira
• O TOTAL DO ITEM 8 DEVE SER EXATAMENTE IGUAL AO ITEM 7. Desenvolvido por

O TOTAL DO ITEM 8 DEVE SER EXATAMENTE IGUAL AO ITEM 7.

Demonstração dos Fluxos de Caixa

Fluxo de Caixa

A Demonstração do Fluxo de Caixa é uma demonstração obrigatória para as companhias abertas e companhias fechadas desde que o patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões. Seu objetivo principal é demonstrar todo o recebimento e pagamento, como na linguagem técnica, aplicação e a origem, em dinheiro das quais transitaram pelo caixa de uma Entidade.

Essa demonstração apresenta ao usuário ou leitor as transações ocorridas tanto na forma direta como na forma ou indireta, onde ambas detalham as mudanças que tiveram reflexo no caixa.

Termologia conceitual apresentada pelo CPC 3:

Caixa

compreende

disponíveis.

numerário

em

espécie

e

depósitos

bancários

Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de Alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.

Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.

Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento.

Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.

Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas como atividade operacional.

De acordo com a Lei 6404/76, art.188 com redação da lei 11638/07 a demonstração dos fluxos de caixa apresenta três fluxos que envolvem as:

a)atividades operacionais;

b) atividades de investimento; e

c) atividades de financiamento.

Como já mencionado, a DFC apresenta os métodos direto e indireto.

Método Direto:

São apresentados nesse método as 3 (três) atividades (operacionais,investimento e financiamento) porém a atividade operacional tem característica diferente se comparada ao método indireto. No método direto são consideradas as entradas e saídas brutas que fazem parte da operação como por exemplo os recebimento de vendas de produtos,mercadorias e serviços e por conseqüência os pagamentos a fornecedores e funcionários.

Exemplo generico:

Atividades operacionais

Entradas

Recebimento de clientes

Recebimento de outros ativos circulantes

Recebimento de juros

Recebimento de dividendos

Outros recebimentos

Saídas

Pagamentos de fornecedores

Pagamentos de salários

Pagamentos de despesas a pagar

Pagamento de despesas antecipadas

Pagamento de juros

Outros pagamentos

Nota: as atividades investimento e financiamento são iguais nos dois métodos (direto e indireto).

Método Indireto:

São apresentados nesse método os saldos apresentados na Demonstração do Resultado do Exercício, regra geral inicia-se pelo:

Lucro liquido

Ajustes pelos fatos que não afetam o caixa (exemplo depreciação, amortização, etc), fatos que não pertencem a atividade operacional ( exemplo ganho ou perda na venda de ativo imobilizado), somar as reduções ou subtrair os acréscimos do Ativo Circulante e do Ativo Não Circulante (apenas o realizável a longo prazo) e subtrair as reduções dos saldos do passivo Circulante e do passivo não circulante (apenas o exigível a longo prazo).

Exemplo passo a passo para elaboração da DFC:

a longo prazo). Exemplo passo a passo para elaboração da DFC: Desenvolvido por Sergio Bispo de
Continuação do Exemplo passo a passo para elaboração da DFC: Desenvolvido por Sergio Bispo de

Continuação do Exemplo passo a passo para elaboração da DFC:

Continuação do Exemplo passo a passo para elaboração da DFC: Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira
Exemplo passo a passo para elaboração da DFC Geração de Caixa Desenvolvido por Sergio Bispo

Exemplo passo a passo para elaboração da DFC

Geração de Caixa

passo a passo para elaboração da DFC Geração de Caixa Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira

Conciliação

Conciliação Exemplo passo a passo para elaboração da DFC : DFC - Método Indireto Desenvolvido por

Exemplo passo a passo para elaboração da DFC :

DFC - Método Indireto

passo a passo para elaboração da DFC : DFC - Método Indireto Desenvolvido por Sergio Bispo

Exemplo passo a passo para elaboração da DFC:

Exemplo passo a passo para elaboração da DFC: Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010
Exemplo passo a passo para elaboração da DFC: Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010

Variação de clientes

Variação de clientes Variação de do contas a pagar Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira –

Variação de do contas a pagar

Variação de clientes Variação de do contas a pagar Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira –

Método Direto

Método Direto Desenvolvido por Sergio Bispo de Oliveira – 07/2010 67

A empresa Brasil S/A apresenta inicialmente os seguintes saldos contábeis:

Banco – 100.000 Duplicatas a receber – 80.000 Financiamentos – 80.000 Capital Social – 100.000

No decorrer do mês realizou as seguintes operações:

1) comprou 100.000 em mercadorias com ICMS de 20.000, sendo 50.000 a vista; 2) comprou um veículo por 40.000 a prazo; 3) obteve um empréstimo de 60.000; 4) recebeu 60.000 das duplicatas com juros de 10%; 5) apropriou o aluguel do mês de 10.000; 6) pagou os juros do financiamento de 8.000; 7) vendeu a vista o estoque por 200.000 com ICMS de 40.000; 8) emprestou 20.000 para receber a longo prazo; 9) comprou a vista um imóvel por 100.000; 10) aceitou um novo sócio com 100.000 em dinheiro; 11) apropriou os salários do mês de 10.000.

O objetivo do exercício: elaborar o fluxo de caixa direto e indireto.

Elabore os lançamentos contábeis, BP e DRE.

Bibliografia:

Normas internacionais de Contabilidade – IFRS – Editora Atlas – 2006;

Como elaborar demonstrações contábeis – Ernesto Dias de Souza – Editora

IOB;2005

Contabilidade geral – Introdução a contabilidade societária – Szuster & Cardoso;

Comitê de Pronunciamentos Contábeis;

FIPECAFI e Ernst Young – Manual da normas internacionais de contabilidade

500 respostas da Consultoria – Softmatic – 2008.

DFC – Fipecafi – Material de estudos 2009.