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Conteúdo

Noções básicas sobre caldeiras

3

Tipos de combustível para caldeiras

5

Carvão

5

Fuel

5

Gás

6

Desperdícios como combustível

6

Que combustível escolher ?

6

Caldeiras flamo tubulares horizontais

7

Caldeira "Lancashire"

8

Caldeira económica

10

Caldeira compacta

12

Caldeira de chama invertida

13

Limites de pressão e produção das caldeiras de corpo pressurizado

14

Limites de pressão

14

Limites de produção

15

Caldeiras de tubos de água

16

Variantes da caldeira de tubos de água

17

Caldeira de ebulidor longitudinal

18

Caldeira de ebulidor cruzado

19

Caldeira de tubos curvos ou caldeira "Stirling"

20

Vapor sobreaquecido

21

Produção das caldeiras

22

Produção 'De

até' ("from and at rating")

22

Exemplo

23

Produção em kW

24

Potência da caldeira em cavalos (BoHP)

24

Eficiência da caldeira

25

Eficiência e carga da caldeira

25

Eficiência da combustão

25

A eficiência começa no tanque de alimentação da caldeira

26

25 Eficiência da combustão 25 A eficiência começa no tanque de alimentação da caldeira 26 1

1

Acessórios da caldeira e sua montagem

27

Chapa de identificação da caldeira

27

Válvulas de segurança

28

Normas sobre válvulas de segurança

29

Válvulas de passagem para caldeiras

29

Válvulas de retenção para caldeiras

30

Válvulas de purga de fundo

31

Manómetro

32

Visores de nível e acessórios

34

Protecção do visor de nível

34

Manutenção

35

Câmaras de controlo de nível

36

Controlos de nível internos

38

Eliminadores de ar e quebra-vácuo

39

Colectores de vapor

40

Saídas de vapor

43

Arrastamento de água

43

Aquecimento

43

Evitar que uma caldeira pressurize outra

45

Normas

46

Garantir uma correcta distribuição de vapor

47

Informações adicionais

48

Apendice 1 - Tabelas de vapor

49

Apendice 2 - Tabelas de conversão

52

Nota: Aconselhamos os leitores a seguirem a legislação local e a ter em consideração as normas internacionais.

2

52 Nota: Aconselhamos os leitores a seguirem a legislação local e a ter em consideração as

Noções básicas sobre caldeiras

As caldeiras são a peça mais importante do circuito de vapor pois

é nela que o vapor é inicialmente produzido. Pode-se definir a

caldeira como um recipiente no qual a energia de um combustível

é transferida para um líquido. No caso do vapor saturado, a

energia é também usada para a mudança de estado líquido em vapor.

A casa da caldeira sempre necessitou de grande supervisão

humana de forma a garantir um nível de segurança aceitável. Actualmente, para atender aos critérios de rentabilidade, exige- se uma adaptação constante da produção às nessecidades. Isto pode significar em alguns casos o funcionamento contínuo da caldeira, ou noutros casos, ser desligada por longos ou curtos períodos. Em ambos os casos, a tecnologia contemporânea permite que o técnico escolha com confiança o regime para a caldeira que melhor se adapta à sua aplicação, com sistemas de controlo que garantam um grau de eficiência, integridade e segurança adequados.

A caldeira é com frequência o equipamento de maiores

dimensões do circuito de vapor. Pode variar de tamanho conforme a aplicação a que se destina. Em instalações de grandes dimensões em que existem cargas de vapor variáveis,

normalmente são utilizadas várias caldeiras em paralelo.

Válvula de

segurança

Fig. 1 Uma caldeira típica

Válvula "crown" Queimador Tubo da fornalha
Válvula
"crown"
Queimador
Tubo da
fornalha
paralelo. Válvula de segurança Fig. 1 Uma caldeira típica Válvula "crown" Queimador Tubo da fornalha 3

3

Actualmente existem caldeiras de todos os tamanhos adequadas a grandes e pequenas aplicações. Quando é necessária mais de uma caldeira para satisfazer os consumos, torna-se economicamente mais vantajoso centralizar todas as caldeiras num só local, reduzindo assim significativamente os custos de instalação e de operação. Por exemplo, a centralização tem os seguintes benefícios em comparação com as caldeiras dispersas:

Escolha do combustível e da tarifa.benefícios em comparação com as caldeiras dispersas: A duplicação de equipamentos reduz os custos com os

A duplicação de equipamentos reduz os custos com os sobressalentes.as caldeiras dispersas: Escolha do combustível e da tarifa. Facilidade em implementar a recuperação de calor

Facilidade em implementar a recuperação de calor para maior poupança.de equipamentos reduz os custos com os sobressalentes. Redução da supervisão manual, libertando mão de obra

Redução da supervisão manual, libertando mão de obra para outras tarefas.implementar a recuperação de calor para maior poupança. Dimensionamento da casa da caldeira mais economico para

Dimensionamento da casa da caldeira mais economico para satisfazer necessidades diversificadas.manual, libertando mão de obra para outras tarefas. Facilidade de controlo e supervisão das emissões de

Facilidade de controlo e supervisão das emissões de exaustão.mais economico para satisfazer necessidades diversificadas. Regras de segurança e eficiência facilmente monitorizadas

Regras de segurança e eficiência facilmente monitorizadas e controladas.de controlo e supervisão das emissões de exaustão. Há regras rigorosas que têm de ser seguidas

Há regras rigorosas que têm de ser seguidas ao operar uma caldeira. Lembre-se que uma caldeira de vapor é um recipiente pressurizado que contem água em ebulição a temperaturas

superiores a 100°C. Por este motivo, existem normas e dispositivos de segurança e são necessárias frequentes inspecções à caldeira para averiguar o estado físico da mesma.

O tema da segurança da caldeira será abordado noutra secção.

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à caldeira para averiguar o estado físico da mesma. O tema da segurança da caldeira será

Tipos de combustível para caldeiras

Carvão, fuel e gás são os três tipos de combustível mais utilizados em caldeiras de vapor. No entanto, também se utilizam desperdícios industriais, assim como electricidade. O fuel é ainda o mais utilizado, dependendo normalmente a escolha do preço de cada combustível.

Carvão

Carvão é o termo genérico dado à familia dos combustíveis sólidos com alto conteúdo de carbono. Há vários tipos de carvão dentro desta familia, dependendo do estádio de formação do carvão e da quantidade de carbono que contem. Este estadios

são:

 

Turfa. 

 

Lenhite ou carvões castanhos. 

Betuminoso.são:   Turfa.   Lenhite ou carvões castanhos. Semi-betuminoso. Antracite. Como combustível para

Semi-betuminoso.Turfa.   Lenhite ou carvões castanhos. Betuminoso. Antracite. Como combustível para caldeiras, o betuminoso e

Antracite.Lenhite ou carvões castanhos. Betuminoso. Semi-betuminoso. Como combustível para caldeiras, o betuminoso e a antracite

Como combustível para caldeiras, o betuminoso e a antracite tendem a ser os mais utilizados.

A

queima de 1 kg de carvão pode produzir até cerca de 8 kg de

 

vapor.

Fuel

O

fuel para caldeiras é criado a partir de resíduos do crude após

ser destilado para produzir combustíveis leves como óleos lubrificantes, parafina, querosene, gasóleo e gasolina. Há várias qualidades disponíveis, cada um adequado para diferentes classes de caldeiras:

Classe D: Gasolina.cada um adequado para diferentes classes de caldeiras: Classe E: Fuel leve. Classe F: Fuel médio.

Classe E: Fuel leve.para diferentes classes de caldeiras: Classe D: Gasolina. Classe F: Fuel médio. Classe G: Fuel pesado.

Classe F: Fuel médio.de caldeiras: Classe D: Gasolina. Classe E: Fuel leve. Classe G: Fuel pesado. 1kg de fuel

Classe G: Fuel pesado.D: Gasolina. Classe E: Fuel leve. Classe F: Fuel médio. 1kg de fuel pode produzir até

1kg de fuel pode produzir até 15 kg de vapor e 1 litro de fuel até 14 kg de vapor. Em pequenas caldeiras é aceitável uma produção de 13.5 Kg de vapor por Kg de fuel.

de fuel até 14 kg de vapor. Em pequenas caldeiras é aceitável uma produção de 13.5

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Gás

O gás é um tipo de combustível onde se consegue uma boa

combustão com pouco excesso de ar. Os gases combustíveis estão disponíveis sob duas formas:

Gás natural. Produzido (naturalmente) no subsolo. Utiliza-se no seu estado natural, após a remoção das impurezas e contém metano, na sua forma mais comum.

Gases de petróleo liquefeitos (GPL). São gases produzidos a partir da refinação do petróleo e são depois armazenados no estado líquido, sob pressão, até serem utilizados. As formas mais comuns de GPL são o propano e o butano.

1 Therm de gás produz aproximadamente 42 kg de vapor numa caldeira a uma pressão de 10 bar m, com uma eficiência global de 80%.

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Desperdícios como combustível

Que combustível escolher?

Os desperdícios são muitas vezes uma fonte de energia económica para caldeiras. As caldeiras alimentadas com desperdícios queimavam sub-produtos tais como aparas de madeira ou óleo usado. Com a legislação actualmente em vigor torna-se mais difícil as caldeiras cumprirem as rigorosas normas sobre emissões. Hoje em dia é mais frequente a queima de desperdícios como auxiliar de uma queima principal a gás. Um exemplo é a incineradora de um hospital em que os gases quentes são utilizados como fonte de energia para produção de vapor, ou como parte de um processo de cogeração.

A escolha do combustível a utilizar para alimentar a caldeira

depende em larga escala do preço de cada tipo de combustível. Existem caldeiras que queimam apenas um dos combustíveis acima indicados e outras que utilizam dois tipos de combustível alternadamente (fuel ou gás). Este método é eficaz se o operador escolhe alternar dois combustíveis de acordo com o preço actual. Hoje em dia, por razões ambientais, é comum as ver caldeiras que trabalham normalmente a gás, sendo o fuel ou gasóleo uma alternativa a uma eventual falha de abastecimento.

que trabalham normalmente a gás, sendo o fuel ou gasóleo uma alternativa a uma eventual falha

Caldeiras flamo tubulares horizontais

As caldeiras flamo tubulares horizontais que funcionam pela passagem de calor através dos tubos no interior da caldeira, que por sua vez transferem o calor à água da caldeira que os rodeia. Há várias combinações diferentes de disposição de tubos nas caldeiras flamo tubulares horizontais, nomeadamente em relação ao número de "passagens" que o calor do queimador da caldeira faz até ser descarregado. A Figura 2 mostra um modelo típico de caldeira com uma configuração de duas passagens.

A Figura 2 e a Figure 2a mostram também os dois métodos em

que o calor da fornalha é revertido para fazer uma segunda passagem.

A Figura 2 mostra uma caldeira seca na retaguarda em que o

fluxo de calor é revertido por uma câmara de reversão revestida a

refractário no altar da caldeira.

Um método mais eficiente de reverter o fluxo de calor é com uma câmara de reversão submersa, como se vê na Figura 2a. A

câmara de reversão está inteiramente dentro da água da caldeira,

o que permite uma maior área de transferência de calor,

transferindo o calor para a água da caldeira no ponto em que a fornalha está mais quente - na extremidade da parede da câmara.

É importante ter em atenção que a combustão de gases deve ser

arrefecida a pelo menos 420°C nas caldeiras de aço de espelhos planos e a 470°C nas caldeiras de aço aloi, antes da câmara de reversão. Se a temperatura for excessiva causará sobreaquecimento e pode fracturar os espelhos. Estas limitações serão tidas em conta pelo fabricante da caldeira ao conceber a caldeira.

Há vários modelos de caldeiras flamo tubulares horizontais que vamos agora analisar mais detalhadamente.

Saída de Saída de gases gases 2ª 2ª passagem passagem 1ª Tubo da Tubo da
Saída de
Saída de
gases
gases
passagem
passagem
Tubo da
Tubo da
passagem
fornalha
fornalha
passagem
Câmara de
Câmara de
reversão
reversão
submersa
seca
Fig. 2 Caldeiras com câmara de reversão seca
Fig. 2a Caldeiras com câmara de reversão
submersa
submersa seca Fig. 2 Caldeiras com câmara de reversão seca Fig. 2a Caldeiras com câmara de

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Caldeira Lancashire A caldeira "Lancashire" concebida em 1844 por Sir William Fairbairn a partir da caldeira "Cornish" de uma passagem de Trevithick. Era uma caldeira de tubos de fumo. Já não se utilizam há muito tempo e pensa-se que poucas existirão ainda, se é que ainda existe alguma no mundo inteiro.

Entre 5 - 10 metros de comprimento Terceira Terceira passagem passagem Entre 2 - 3
Entre 5 - 10 metros
de comprimento
Terceira
Terceira
passagem
passagem
Entre
2 - 3 metros
de diâmetro
Tubo da
Primeira
fornalha
passagem
Passagem
Segunda
Passagem
inferior
passagem
inferior

Fig. 3 Caldeira Lancashire

A caldeira consistia basicamente numa grande carcaça em aço

com 5 - 10 m de comprimento, através da qual passavam dois tubos com um grande diâmetro. Uma parte de cada tubo era corrugada para aguentar a expansão quando a caldeira aquecia, para evitar o colapso sob pressão. Na entrada de cada tubo , na parte frontal da caldeira, localizava-se uma fornalha. A fornalha podia queimar gás, petróleo ou carvão.

Os produtos gasosos provenientes da combustão passavam da fornalha através dos tubos corrugados de grande diâmetro. A água no interior da caldeira rodeava estes tubos e o calor dos gases era transferido para a água.

A caldeira era colocada sobre uma estrutura de tijolo refractário

para aumentar a eficiência térmica. Os gases quentes, já um pouco menos quentes, saiam da extremidade da caldeira e

eram encaminhados para baixo, através das condutas de tijolo que eram parte da estrutura da caldeira, transferindo o calor através da parte inferior da carcaça. Na parte frontal da caldeira

o gás quente era dividido em dois sectores que passavam nas

partes laterais da carcaça da caldeira. Isto conseguia-se através de duas condutas localizadas ao longo paredes laterais da caldeira feitas na estrutura de tijolo. Estas duas condutas laterais encontravam-se na parte traseira da caldeira e desenbocavam na chaminé.

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de tijolo. Estas duas condutas laterais encontravam-se na parte traseira da caldeira e desenbocavam na chaminé.

Todas estas passagens eram uma tentativa de extrair a quantidade máxima de energia dos gases quentes produzidos antes de estes serem lançados para a atmosfera.

O caudal de gás, após a terceira passagem, passava pelo

economisador em direcção à chaminé. O economisador aquecia a água de alimentação o que resultava num aumento da eficiência termica. Havia caldeiras Lancashire de várias dimensões:

As mais pequenas tinham uma carcaça de 5.5 m de comprimento por 2 m de diâmetro.termica. Havia caldeiras Lancashire de várias dimensões: A maior tinha cerca de 10 m de comprimento

A maior tinha cerca de 10 m de comprimento por 3 m de diâmetro.uma carcaça de 5.5 m de comprimento por 2 m de diâmetro. A capacidade de evaporação

A capacidade de evaporação da caldeira depende da sua

configuração, do tipo de combustível, de fornalha e da qualidade

do combustível. Nas caldeiras Lancashire de maiores dimensões

era possível obter uma evaporação de cerca de 6 500 kg de vapor/h. Nas mais pequenas a evaporação era cerca de 1 500 - 2 000 kg

de vapor/ h.

A caldeira Lancashire podia operar a uma pressão de cerca de

17 bar m. Havia um grande volume de água e consequentemente uma grande quantidade de energia acumulada e portanto podia facilmente fazer face a necessidades súbitas de vapor (tais como arranque e paragem de motores a vapor).

Este grande volume de água facilitava o controlo de nível e a qualidade da água não sendo tão crítico como nas caldeiras modernas.

Uma das desvantagens da caldeira Lancashire era que o repetido aquecimento e arrefecimento da caldeira com a consequente expansão e contracção, danificava a estrutura de tijolo e as condutas. Isto resultava na infiltração de ar que perturbava o funcionamento da fornalha.

Actualmente seriam muito dispendiosas de produzir devido às grandes quantidades de material, espaço e trabalho necessário para construir a estrutura de tijolo.

A introdução da caldeira flamo tubular horizontal de vários tubos

(mais pequena e mais eficiente) provocou o desaparecimento da

caldeira Lancashire.

tubular horizontal de vários tubos (mais pequena e mais eficiente) provocou o desaparecimento da caldeira Lancashire.

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Caldeira económica

Foi uma evolução da caldeira Lancashire. Era composta por uma carcaça exterior cilindrica que continha dois tubos de grandes dimensões, onde se localizavam as fornalhas. Os gases quentes

saiam das fornalhas na parte traseira da caldeira para a estrutura de tijolo (parte seca) e eram desviados por tubos de pequeno diâmetro localizados por cima dos tubos fornalha. Estes tubos estreitos representavam uma grande superfície de aquecimento

da água. Os gases saiam da caldeira pela parte da frente e com

o auxílio de um ventilador eram introduzidos na chaminé.

A caldeira económica de duas passagens tinha apenas cerca de

metade do tamanho de uma caldeira Lancashire equivalente e possuia uma eficiência térmica superior.

Chaminé

Segunda

passagem

Tubo fornalha

Fig. 4 Caldeira económica de duas passagens

Primeira

passagem

Câmara de

reversão seca

A caldeira económica de duas passagens apresentava-se
A caldeira económica de duas passagens apresentava-se

geralmente em dois tamanhos: cerca de 3 m de comprimento e 1.7 m de diâmetro e 7 m de comprimento por 4 m de diâmetro.

A evaporação variava entre aproximadamente 1 000 kg / h de

vapor e 15 000 kg / h de vapor.

O aperfeiçoamento da caldeira económica deu origem à caldeira

de três passagens que é o modelo que se utiliza actualmente. A

Figura 5 mostra uma caldeira de três passagens.

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de três passagens que é o modelo que se utiliza actualmente. A Figura 5 mostra uma
Terceira passagem Câmara de reversão Tubo fornalha Primeira passagem submersa
Terceira
passagem
Câmara de
reversão
Tubo fornalha
Primeira passagem
submersa

Chaminé

Segunda

passagem

Fig. 5 Caldeira económica de três passagens

A Tabela 1 apresenta os valores típicos da transferência de calor numa caldeira económica de três passagens com câmara de reversão submersa na rectaguarda

Tabela 1 Transferência de calor numa caldeira de três passagens com câmara de reversão submersa

 

Área de tubos

Temperatura

Proporção da área total de transferência

1ª passagem

11 m²

1600°C

65%

2ª passagem

43 m²

400°C

25%

3ª passagem

46 m²

350°C

10%

11 m² 1600 ° C 65% 2ª passagem 43 m² 400 ° C 25% 3ª passagem

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Tubos da

Câmara da

rectaguarda 2ª passagem Tubos da 3ª passagem Tubo fornalha
rectaguarda
2ª passagem
Tubos da 3ª
passagem
Tubo
fornalha

Fig. 6 Uma caldeira compacta típica

Caldeira compacta As melhorias nos materiais e nos processos de fabrico permitiram a acomodação de mais tubos dentro da caldeira. No início do seu desenvolvimento, a caldeira era mais comprida e necessitava de mais espaço dentro da casa da caldeira. Ao forçar os gases quentes a andarem para a frente e para trás dentro de uma série de tubos, as caldeiras passaram a ser mais pequenas e a taxa de tranferência de calor aumentou. A actual caldeira compacta multi-tubos é o estado actual deste processo evolutivo.

A caldeira compacta é assim denominada porque é um pacote completo. Uma vez no local necessita apenas que sejam feitas as ligações de alimentação de vapor, água e tubagem de purga, alimentação de combustível e ligações eléctricas para funcionar.

Estas caldeiras classificam-se de acordo com o número de passagens - número de vezes que os gases quentes da combustão passam pela caldeira. A câmara de combustão é considerada a primeira passagem. A caldeira mais comum é a de três passagens, mostrada na Figura 6, com dois conjuntos de tubos de fogo e a saída dos gases de exaustão pela parte de trás da caldeira.

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na Figura 6, com dois conjuntos de tubos de fogo e a saída dos gases de

Caldeira de chama invertida

É uma variação da caldeira convencional. A câmara de combustão é em forma de dedal e o queimador localiza-se no centro. A chama dobra-se sobre si mesma dentro da câmara de combustão para vir até à parte da frente da caldeira. Os tubos de fumo rodeiam o dedal e conduzem os gases para a parte traseira da caldeira e para a chaminé. Estas caldeiras são muito usadas para produção de água quente ou vapor a muito baixa pressão.

Chaminé
Chaminé

Chama do

queimador

Fornalha

em forma

de dedal

Fig. 7 Típica caldeira de chama invertida

Chaminé Chama do queimador Fornalha em forma de dedal Fig. 7 Típica caldeira de chama invertida

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Limites de pressão e produção das caldeiras flamo-tubulares horizontais

Limites de pressão

A tensão imposta à caldeira está limitada pela legislação. A

tensão máxima localiza-se à volta da circunferência do corpo. Denomina-se tensão do "arco" ou "circunferêncial". O valor desta

tensão pode ser calculado utilizando a equação:

Tensão

do arco

Pressão de operação x Diâmetro interno

=

2 x espessura do material de construção

A partir daqui deduz-se que a tensão aumenta à medida que

aumenta o diâmetro. Para compensar este facto, o fabricante da caldeira usará chapa mais grossa. No entanto, esta chapa mais grossa é mais difícil de moldar em arco e pode necessitar de pontos de alívio da tensão.

Uma das dificuldades de construção de uma caldeira é fazer a chapa circular do corpo. Como se vê nas Figuras 8 e 9, as calandras não conseguem curvar as extremidades da chapa e por isso deixam uma parte plana.

O rolo (A) faz força para baixo para reduzir o raio da curvatura A Chapa
O rolo (A) faz força para baixo para reduzir o raio da curvatura
A
Chapa
B
C

Os rolos B e C fazem rolar a chapa .

Fig. 8 Calandragem

Quando as extremidades são soldadas uma à outra e a caldeira

é pressurizada, o corpo deve ficar com uma forma circular.

Quando pronta a caldeira, as chapas originalmente planas formarão um tubo. Esta curvatura pode provocar fracturas por fadiga mesmo longe das zonas soldadas. Isto é motivo de preocupação para os inspectores de caldeiras que por veses solicitam a remoção do isolamento para verificar a precisão da curvatura do corpo da caldeira com o auxílio de uma "bitola".

Pontos de fadiga Fig. 9 Pontos de fadiga no corpo da caldeira
Pontos de fadiga Fig. 9 Pontos de fadiga no corpo da caldeira

Pontos de fadiga

Fig. 9 Pontos de fadiga no corpo da caldeira

14

da caldeira com o auxílio de uma "bitola". Pontos de fadiga Fig. 9 Pontos de fadiga

Este problema é obviamente mais preocupante em caldeiras de funcionamento intermitente, tal como serem desligadas todas as noites e voltar a arrancar todas as manhãs.

Tenha em atenção que a transferência de calor através da chapa dos tubos é feita por condução e que a chapa mais grossa não conduz da mesma maneira o calor que a chapa mais fina. Isto é particularmente importante nos tubos fornalha em que a temperatura da chama podem subir até aos 1 800°C, e o calor tem de ser rapidamente transferido para evitar o sobreaquecimento e o colapso do tubo fornalha com os consequentes efeitos desatrosos. O limite prático da espessura do tubo fornalha situa-se entre os 18 mm e os 20 mm o que significa um limite de pressão das caldeiras flamo-tubulares horizontais de cerca de 27 bar.

Limite de saída

Como já foi mencionado anteriormente, as caldeiras flamo- tubulares horizontais são fabricadas como unidades compactas, já equipadas com todos os acessórios. A caldeira necessita então de ser transportada para o local e o tamanho máximo de caldeira que pode ser transportado por estrada é de cerca de 27 000 kg/h.

Se for necessária uma caldeira de mais de 27 000 kg/h, recorre- se à instalação de caldeiras múltiplas. Isto também tem a vantagem de proporcionar maior versatilidade e segurança na produção de vapor e maior eficácia do sistema.

Caldeiras com pressão e produção superiores a 27 bar m e 27 toneladas/ h respectivamente, costumam ser de outro modelo. Neste caso, a água da caldeira circula dentro dos tubos ao contrário do que se passa na caldeira flamo-tubular horizontal em que são os gases quentes que circulam no interior dos tubos. As caldeiras flamo-tubulares horizontais são frequentemente referidas como caldeiras de " tubos de fumo" enquanto as caldeiras de altas pressões e produção são chamadas caldeiras de "tubos de água".

de fumo" enquanto as caldeiras de altas pressões e produção são chamadas caldeiras de "tubos de

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Caldeiras de tubos de água

As caldeiras de tubos de água diferem das caldeiras flamo- tubulares horizontais. Nestas a água circula no interior dos tubos, rodeada pela fonte de calor. Isto significa que podem ser utilizadas pressões muito mais elevadas pois o diâmetro do tubo é significativamente mais pequeno que o tubo fornalha da caldeira flamo-tubular horizontal e por isso a tensão do arco é também menor.

As caldeiras de tubos de água tendem a ser utilizadas para grandes produções de vapor, para altas pressões ou para vapor sobreaquecido. Para a maioria das aplicações industriais e comerciais, a caldeira flamo-tubular horizontal multi-tubos é a mais adequada. Só se for necessária uma produção superior a 27 000 kg/h ou pressões superiores a 27 bar, ou vapor a temperaturas superiores a 340°C é que é necessário utilizar uma caldeira de tubos de água. O motivo é porque as caldeiras de tubos de água para são de construção mais complexa que as caldeiras flamo-tubulares horizontais multi-tubos.

No entanto, pelo mundo fora, as caldeiras de tubos de água competem com as caldeiras flamo-tubulares horizontais em todos os tamanhos, mesmo abaixo dos 27 bar m. Para dar uma ideia da diversidade de caldeiras de tubos de água que existem, elas começam nos 2 000 kg/h e sobem até aos 3 500 000 kg/h ou mais.

As unidades mais pequenas podem ser fabricadas entregues no local completamente montadas. As caldeiras maiores são geralmente fabricadas por partes e depois são transportadas até ao local onde são montadas.

As caldeiras de tubos de água funcionam segundo o princípio da circulação de água. Este é um tema que vale a pena analisar antes de passarmos aos diferentes tipos de caldeiras de tubos de água que existem. O diagrama que se segue ajuda a explicar esta teoria.

Ebulidor ou

Vapor

barrilete de

vapor

Calor

Barrilete Inferior

de água

Ascendente

Água

Descendente

Fig. 10 Configuração de uma caldeira de tubos de água

16

Inferior de água Ascendente Água Descendente Fig. 10 Configuração de uma caldeira de tubos de água

A água fria de alimentação é introduzida no barrilete de vapor e depois cai até ao barrilete inferior por ser mais densa que a água quente. A sua densidade vai diminuindo à medida que vai subindo pelos tubos ascendentes, onde é aquecido, eventualmente criando bolhas de vapor. A água quente e as bolhas de vapor passam outra vez para o barrilete de vapor onde o vapor se separa da água e sai da caldeira.

No entanto, à medida que a pressão no interior da caldeira de tubos de água aumenta, reduz-se a diferença entre a densidade da água e o vapor saturado, reduzindo-se a circulação. Para manter o nível de produção de vapor, à medida que aumenta a pressão, tem de ser aumentada a distância entre o barrilete inferior e o barrilete de vapor.

Variantes da caldeira de tubos de água

Os esquemas que se seguem baseiam-se nos mesmos princípios que as outras caldeiras de tubos de água e fabricam-se com capacidades a partir de 5 000 kg/h até 180 000 kg/h.

Tipo 'A'
Tipo 'A'

Tipo 'D'

Tipo 'O'
Tipo 'O'

Fig. 11 Diversos tipos de caldeiras de tubos de água

Tipo 'A' Tipo 'D' Tipo 'O' Fig. 11 Diversos tipos de caldeiras de tubos de água
Tipo 'A' Tipo 'D' Tipo 'O' Fig. 11 Diversos tipos de caldeiras de tubos de água

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Caldeira de ebulidor longitudinal

A caldeira de ebulidor longitudinal era o modelo original da

caldeira de tubos de água que funcionavam segundo o princípio da temperatura e densidade da água (ver Figura 12).

A água fria de alimentação entra num barrilete que se localiza

acima da fonte de calor. A água fria cai através de uma coluna de circulação na retaguarda até ao conjunto de tubos aquecidos inclinados. À medida que a temperatura da água sobe e entra em ebulição, a sua densidade diminui fazendo circular a água

quente e o vapor pelos tubos inclinados e pela coluna de circulação frontal que alimenta o barrilete. No ebulidor as bolhas

de vapor separam-se da água e o vapor sai da caldeira.

As capacidade típicas das caldeiras de ebulidor longitudinal vão de 2 250 kg/h até 36 000 kg/h.

Água fria de alimentação Vapor Chaminé Água Queimador
Água fria de
alimentação
Vapor
Chaminé
Água
Queimador

Fig. 12 Caldeira de ebuludor longitudinal típica

18

Água fria de alimentação Vapor Chaminé Água Queimador Fig. 12 Caldeira de ebuludor longitudinal típica 18

Caldeira de ebulidor cruzado

A caldeira de ebulidor cruzado é uma variação da caldeira de

ebulidor longitudinal na qual o ebulidor está na transversal em relação à fonte de calor como mostra a Figura 13. O ebulidor cruzado funciona segundo o mesmo princípio que o ebulidor longitudinal com a diferença de que consegue uma temperatura mais uniforme ao longo do ebulidor. No entanto, quando há grandes picos de consumo pode danificar-se devido à falta de circulação, em que pode aparecer forte deterioração uma vez que os tubos superiores podem ficar secos.

A caldeira de ebulidor cruzado tem também a vantagem de

poder alimentar um grande número de tubos devido à sua posição transversal.

A caldeira de ebulidor cruzado tem geralmente uma capacidade

entre os 700 kg/h e os 240 000 kg/h.

Saída de vapor Saída de Queimador gases
Saída de vapor
Saída de
Queimador
gases

água de

Entrada da

alimentação

Fig. 13 Uma típica caldeira de ebulidor cruzado

de Queimador gases água de Entrada da alimentação Fig. 13 Uma típica caldeira de ebulidor cruzado

19

Caldeira de tubos curvos ou caldeira Stirling

Outro desenvolvimento da caldeira de tubos de água foi a caldeira de tubos curvos ou caldeira stirling representada na Figura 14. Também esta funciona segundo o princípio da temperatura e densidade da água mas possui quatro ebulidor com a seguinte configuração.

Saída de vapor Barrilete de água Queimador
Saída de vapor
Barrilete de
água
Queimador

Água de alimentação

Fig. 14 Caldeira de tubos curvos

A água fria de alimentação entra no barrilete superior esquerdo,

de onde cai por ser mais densa, em direcção ao barrilete inferior ou de água. A água contida no barrilete inferior e os tubos de ligação aos outros dois barriletes superiores é aquecida e as bolhas de vapor produzidas sobem até aos dois ebulidores onde

o vapor se junta num colector e sai da caldeira.

A caldeira de tubos curvos ou caldeira Stirling possui uma grande

superfície de transferência de calor, aumentando também a

circulação natural da água.

20

Stirling possui uma grande superfície de transferência de calor, aumentando também a circulação natural da água.

Vapor

sobreaquecido

O vapor à saída da caldeira flamo-tubular horizontal ou do

ebulidor de uma caldeira de tubos de água só pode ser vapor saturado. Utiliza-se frequentemente a caldeira de tubos de água

para produzir vapor sobreaquecido. O vapor saturado que sai

do ebulidor passa através de outro conjunto de tubos dentro da

zona da fornalha, onde é aquecido para além da temperatura de

saturação até se tornar um gás (vapor sobreaquecido).

Se necessitar de vapor sobreaquecido é essencial uma caldeira que incorpore tubos de sobreaquecimento.

sobreaquecido). Se necessitar de vapor sobreaquecido é essencial uma caldeira que incorpore tubos de sobreaquecimento. 21

21

Classificação das caldeiras

Usam-se geralmente três critérios para classificação de caldeiras, que são:

Classificação 'De

até'

Capacidade de produção "from and at"de caldeiras, que são: Classificação 'De até' Potência em kW Potência em cavalos (BoHP) A

Potência em kWaté' Capacidade de produção "from and at" Potência em cavalos (BoHP) A classificação de produção

Potência em cavalos (BoHP)de produção "from and at" Potência em kW A classificação de produção "from and at" é

A classificação de produção "from and at" é amplamente usada

pelos fabricantes de caldeiras flamo-tubulares para classificar uma caldeira de acordo com a quantidade de vapor em kg/h qua a caldeira produz 'de 100ºC e até 100°C', à pressão atmosférica. Cada kilograma de vapor recebeu então 2 258 kJ.

As caldeiras geralmente funcionam com a água de alimentação a temperaturas inferiores a 100°C. Consequentemente a caldeira tem de fornecer entalpia para aquecer a água até ao ponto de

ebulição. A maioria das caldeiras funciona a pressões superiores

à atmosférica, pelo que a temperatura da caldeira é superior a

100°C. Isto requer entalpia adicional de saturação da água. À medida que a pressão da caldeira sobe, a temperatura de saturação aumenta, necessitando ainda mais entalpia antes da água de alimentação atingir a temperatura de ebulição. Ambos estes efeitos reduzem a produção real de vapor da caldeira pois existe menos calor disponível para produzir vapor. O gráfico da Figura 15 mostra as temperaturas da água de alimentação

cruzadas com a percentagem de produção "from and at" para operação a pressões de 0, 5, 10 e 15 bar m.

15 bar m 10 bar m 150 140 5 bar m 120 0 bar m
15 bar m
10 bar m
150
140
5 bar m
120
0 bar m
100
80
68
60
40
20
0 80
85
90
95
100
105
110
Temperatura da água de alimentação °C

Fig. 15 Gráfico de produção "from and at"

% produção "from and at"

22

de alimentação °C Fig. 15 Gráfico de produção "from and at" % produção "from and at"

A

utilização do gráfico de produção "from and at" da Figura 15

pode ser representado no exemplo que se segue para calcular a

produção real de uma caldeira.

Exemplo

Uma caldeira tem uma capacidade de produção "from and at" de 2 000 kg/h e uma pressão de operação de 15 bar m com a água de alimentação a 68°C.

Utilizando o gráfico,

A

percentagem

'From and at' rating

=

90%

Daí que a produção real seja

=

2 000 kg/h x 90%

Produção real da caldeira

=

1 800 kg/h

O

uso da seguinte equação determinará um factor que dará o

mesmo resultado

A = Entalpia específica de evaporação à pressão atmosférica

B = Entalpia específica de vapor à pressão de operação

C = Entalpia específica da água à temperatura de alimentação

A

Daí que;

Factor

=

B - C

2257 kJ/kg

2 794 kJ/kg - 284.6 kJ/kg

Utilizando a informação acima nesta equação, teremos o seguinte

factor

Factor

=

Factor

=

0.899

Daí que a produção real da caldeira será:

factor F a c t o r = Factor = 0.899 Daí que a produção real

2 000kg/h x 0.899 = 1799 kg/h

23

Classificação em KW

Potência da caldeira em cavalos (HP)

Alguns fabricantes classificam a caldeira em kW. Para determinar

a produção real, é necesário saber o conteúdo de calor da água de alimentação e a entalpia total do vapor produzido, para determinar a quantidade de energia adicionada a cada kg de água.

Por exemplo, uma caldeira tem uma potência de 3 000 kW e opera a 10 bar m com a água de alimentação a 50°C.

A água de alimentação a 50°C tem uma entalpia específica da

água de 209.5 kJ/kg. Para produzir 1 Kg de vapor a 10 bar m é necessária uma quantidade de calor de 2 781.7 kJ. Daí que o combustível da caldeira tem de transferir 2 781.7 - 209.5 = 2 572.2 kJ/kg à água para produzir este resultado.

Capacidade de produção em kg/h de vapor:

m

3 600 s/h

=

3 000 kW

28

m

= 4 198.7 kg/h

Esta medida é utilizada apenas nos EUA, Australia e Nova Zelândia. A potência da caldeira em cavalos não é os normais 550 ft lbf/s e o factor de conversão geralmente aceite de 746 Watts = 1 cavalo de potência não se aplica.

Na Nova Zelândia a potência da caldeira em cavalos é uma função da área de transferência dentro da caldeira e a potência de um cavalo corresponde a 17 pés² de superfície de aquecimento.

Por exemplo, uma caldeira com uma área de transferência de calor de 2 500 pés quadrados terá a seguinte BoHP;

2 500 pés² x

Nos EUA e na Austrália a definição mais comummente aceite é

quantidade de energia necessária para evaporar 34.5 lb de água a condições atmosféricas de 212°F.

a

Por exemplo, uma caldeira que produza 17 250 lb/h de vapor teria a seguinte potência em BoHP;

17 250 lb/h x

Repare que isto é idêntico à produção "from and at", pelo que se

conclui que utilizando água de alimentação a baixas temperaturas

e

produzido. Na prática, um valor de 28 - 30 lb/h seria mais realista, tendo em conta a pressão de vapor e a temperatura

vapor a altas pressões se reduz a quantidade real de vapor

média da água de alimentação. Um resultado mais prático seria;

17 250 lb/h x

resultando numa caldeira de maior dimensão para produzir as mesmas 17 250 lb/h de vapor.

24

prático seria; 17 250 lb/h x resultando numa caldeira de maior dimensão para produzir as mesmas

Eficiência da caldeira

As caldeiras e os seus acessórios devem ser concebidos para uma operação eficiente e estarem correctamente dimensionados. Uma caldeira que tenha de responder a um pico de carga acima da sua potência máxima contínua, funcionará com uma eficiência reduzida. A pressão pode cair com o consequente arrastamento de água significando que a caldeira é incapaz de fornecer vapor de boa qualidade quando necessário.

Eficiência e carga da caldeira

Eficiência da

combustão

Se uma caldeira tem de operar a uma baixa percentagem da sua capacidade, as perdas por radiação podem ser significativas e mais uma vez, há uma diminuição da eficiência. Não é fácil

adequar a caldeira à variação constante da carga de vapor. Duas ou mais caldeiras permitem maior flexibilidade que apenas uma,

o que explica a opção por uma caldeira maior para o Inverno e uma menor para o Verão.

A caldeira é apenas uma peça da instalação. É importante ter

equipamento de queima que responda às variações de carga mas que mantenha uma correcta relação combustível/ar. Este tema é muito vasto e se tiver dúvidas, deve contactar o fabricante

da caldeira e dos equipamentos acessórios de combustão.

Em qualquer caldeira, as maiores perdas dão-se pela descarga dos gases quentes pela chaminé. Se a combustão for boa, haverá apenas uma pequena quantidade de ar em excesso. Os gases de exaustão conterão uma percentagem relativamente grande de dióxido de carbono e uma pequena quantidade de oxigénio. Ao mesmo tempo, se as superfícies de aquecimento estão limpas, será extraida uma grande percentagem de calor e a temperatura dos gases de exaustão será inferior.

Se a combustão é pobre, com muito ar, os gases de exaustão serão em mais quantidade e conterão uma percentagem reduzida de dióxido de carbono e uma grande quantidade de oxigénio. Se a taxa de combustão é elevada ou as superfícies de aquecimento estão sujas, não será possível extrair uma tão alta percentagem de calor e a temperatura dos gases de exaustão será mais elevada.

A medição do dióxido de carbono ou do oxigénio nos gases,

juntamente com a temperatura, permite calcular as perdas de calor na chaminé. Este é o método normal de monitorizar a eficiência da combustão que deve ser feito correcta e regularmente em todas as condições de carga da caldeira. As instalações de grandes dimensões geralmente necessitam de monitorização e controlo contínuos para optimizar a eficiência.

A função da caldeira é fornecer vapor seco de boa qualidade à

pressão correcta. Ter uma combustão altamente eficiente não significa contudo ter bom rendimento na caldeira, se o resultado

final fôr a produção de vapor com muita água e a consequente contaminação com sólidos arrastados nessa água.

final fôr a produção de vapor com muita água e a consequente contaminação com sólidos arrastados

25

As caldeiras são concebidas para operar a pressões relativamente altas. Isto significa que serão libertadas pequenas bolhas de vapor à superfície da água, originando vapor seco de boa qualidade. Se a pressão cair por qualquer motivo, as bolhas serão maiores, provocando turbulência, aceleração da maré e arrastamento. Por este motivo, as caldeiras devem ser operadas à pressão correcta.

Um método de aumentar a eficiência da caldeira é utilizar um economizador. Este dispositivo instala-se na saída dos gases quentes da exaustão (ver Figura 16). O calor destes gases pode ser utilizado para aquecer a água de alimentação, antes desta entrar na caldeira. Os economizadores não podem trabalhar em caldeiras com controlos de nível on-off. Precauções especiais devem ser tomadas quando o combustível contém Enxofre para evitar a formação de Ácido Sulfúrico. (T< 137ºC)

Água modulada para a caldeira Água de alimentação Economizador Gases quentes Saída da caldeira
Água modulada
para a caldeira
Água de
alimentação
Economizador
Gases
quentes
Saída da
caldeira

Fig. 16 Economizador

26

A eficiência começa no tanque de alimentação da caldeira

Uma vez que o tanque de alimentação está quente, devem ser tomadas medidas adequadas para minimizar as perdas de calor. As maiores perdas dão-se pela superfície da água, pelo que, é essencial colocar uma cobertura ou tampa. Outra alternativa é cobrir a superfície com uma cobertura flutuante com esferas de plástico. Para além de economizar calor, testes demonstraram que este tipo de cobertura tem grande efeito na redução da absorção de oxigénio pela água. Isolar o tanque também contribui para economizar e ajudará a reduzir a temperatura ambiente da casa da caldeira.

O modelo mais eficaz de tanque de alimentação atmosférico é o

tanque "semi-desgaseificador". Este possui vários dispositivos que permitem conservar o calor, misturando eficientemente o condensado quente, o vapor flash e a água fria de reposição. Assim reduz-se consideravelmente a estratificação da temperatura dentro do tanque.

Outra maneira de aumentar a eficiência da casa da caldeira é

recuperar o calor que normalmente se perde nas purgas contínuas. Isto consegue-se instalando um vulgar sistema de recuperação e

é explicado detalhadamente no guia de referência técnico "Tratamento de água, armazenamento e purga".

e é explicado detalhadamente no guia de referência técnico "Tratamento de água, armazenamento e purga".

Acessórios da caldeira e sua montagem

Há um número de acessórios que têm de ser instalados nas caldeiras de vapor, todos com o objectivo de melhorar

A operação.

A operação.

A eficiência.

A eficiência.

A segurança.

A segurança.

Este guia fornece indicações sobre este tema mas não dispensa

a consulta da respectíva legislação.

Há vários equipamentos adicionais à caldeira que passamos a enumerar, juntamente com a legislação associada, sempre que

se justifique.

Chapa de identificação da caldeira

Na segunda metade do século 19 a explosão das caldeiras era um acontecimento comum. Como consequência, formaram-se empresas com o objectivo de reduzir o número de explosões, sujeitando cada caldeira de vapor a uma inspecção. Estas empresas, na verdade, eram o embrião dos organismos que inspeccionam e aprovam a construção, os controlos e acessórios das caldeiras.

Em Inglaterra nessa época, após um período relativamente pequeno, apenas 8 das 11 000 caldeiras examinadas, explodiram. Isto comparado com 260 explosões de caldeiras não examinadas por este sistema.

Este sucesso conduziu à lei 1882 sobre explosões de caldeiras que incluia a necessidade da caldeira possuir uma chapa de identificação. A Figura 17 mostra um exemplo de uma chapa de identificação de caldeira.

Número de série Modelo Produção Pressão Pressão máxima de operação Ensaio hidráulico a frio Data
Número de série
Modelo
Produção
Pressão
Pressão máxima de operação
Ensaio hidráulico a frio
Data de teste
Design standard
Classe
Inspeccionado por
32217
Shellbol Mk. II
3,000 kg/h
19 bar
18 bar
28.5 bar
26/03/91
BS2790 (1989)
1
British Engine
Fabricado por
Boilermakers Ltd.

Fig. 17 Uma típica chapa de identificação de caldeira

O número de série e o modelo identificam individualmente a

caldeira e utilizam-se ao encomendar sobressalentes ao fabricante e no diário da caldeira.

A produção da caldeira pode estar expresso de vários modos,

como vimos anteriormente.

e no diário da caldeira. A produção da caldeira pode estar expresso de vários modos, como

27

Válvulas de

segurança

A válvula de segurança é um acessório importante. A sua função é proteger a caldeira da sobre-pressurização e consequente explosão. Na CE, a norma 12593, relativa à especificação da concepção e fabrico de caldeiras flamo-tubulares horizontais soldadas, materiais e acessórios de controlo, inspecções, qualidade da água etc. A Secção 8 diz respeito especificamente às válvulas de segurança, e dispositivos de segurança contra excesso de pressão.

Há muitos modelos de válvulas de segurança para instalar na casa da caldeira mas todas têm de cumprir os seguintes requisitos:

A capacidade total de descarga da(s) válvula(s) de segurança têm de ser pelo menos igual à produção "from and at" a

100°C'.

A capacidade máxima de descarga da(s) válvula(s) de

segurança tem de ser atingida dentro dos 110% da pressão

de

O oríficio da válvula de segurança ligada a uma caldeira tem

de

A pressão máxima de regulação da válvula de segurança

deve ser igual à pressão de concepção da caldeira (ou a máxima pressão de operação permitida).

Tem de haver uma margem adequada entre a pressão normal de operação da caldeira e a pressão regulada da válvula de segurança.

concepção da caldeira.

ser pelo menos de 20 mm.

Fig. 18 Uma válvula de segurança típica

Fig. 18 Uma válvula de segurança típica

28

da válvula de segurança. concepção da caldeira. ser pelo menos de 20 mm. Fig. 18 Uma

Normas sobre

As caldeiras têm de possuir pelo menos uma válvula de

válvulas de

segurança dimensionada para a produção da caldeira. Na CE

segurança

consulte a norma EN 12953. As caldeiras com capacidade de evaporação superior a 3 700 Kg/h têm de ter pelo menos duas válvulas de segurança simples ou uma dupla. Na CE, consulte a EN 12953, Secção 8.

O

tubo de descarga da válvula de segurança deve ser

encaminhado para o exterior, não pode estar obstruído e deve ser drenado na base para impedir a acumulação de condensado.

Válvulas de passagem para caldeiras

A caldeira tem de possuir uma válvula de passagem (também

denominada crown valve) que seccione a caldeira do processo

ou da instalação. Geralmente é uma válvula de globo em ângulo.

A figura 19 mostra uma válvula de passagem deste tipo.

Volante

Volante Indicador Fig. 19 Desenho esquemático de uma válvula de passagem típica

Indicador

Fig. 19 Desenho esquemático de uma válvula de passagem típica

No passado estas válvulas eram geralmente fabricadas em ferro fundido, aço ou bronze e utilizavam-se para aplicações com altas pressões. No Reino Unido, a norma BS 2790 impede

a utilização de válvulas de ferro fundido para esta aplicação.

Não deve confundir ferro fundido cinzento com ferro nodular pois este possui caracteristicas mecânicas semelhantes ao aço.

Por este motivo, muitos fabricantes de caldeiras utilizam por norma válvulas de passagem em ferro nodular.

A válvula de passagem não é uma válvula de estrangulamento,

pelo que deve estar completamente aberta ou fechada. Deve sempre ser aberta lentamente para evitar uma subida súbita da

pressão a jusante e consequentes martelos de água.

sempre ser aberta lentamente para evitar uma subida súbita da pressão a jusante e consequentes martelos

29

A válvula deve ser do tipo de volante com indicador de posição.

Isto permite ao fogueiro ver facilmente a posição da válvula, mesmo do chão. A válvula mostrada possui um indicador que facilita ainda mais esta tarefa. Em aplicações com várias caldeiras deve ser instalada uma válvula de seccionamento adicional em série com a válvula "crown". Esta é geralmente uma válvula de globo, anti-retorno que impede que uma caldeira pressurize outra. Em alternativa, alguns fabricantes preferem usar uma válvula de globo com uma válvula de retenção de disco instalada entre as flanges das duas válvulas de passagem.

Válvulas de retenção na água de alimentação

A válvula de retenção (como a das Figuras 20 e 21), instala-se

na linha de alimentação de água da caldeira, entre a bomba e a

caldeira. Instala-se uma válvula de passagem no corpo da caldeira.

Fig. 20 Válvula de retenção

Fig. 20 Válvula de retenção

A válvula de retenção contem uma mola reforçada que suporta

a coluna de água no tanque de alimentação elevado, evitando

que a coluna estática do tanque de alimentação alague a caldeira

quando não há pressão no seu interior.

Em condições normais de produção de vapor a válvula de retenção funciona de forma convencional evitando que o fluxo reverso da caldeira entre na linha de alimentação quando a bomba não está a funcionar. Quando a bomba está a funcionar, a sua pressão ultrapassa a da mola, para alimentar a caldeira.

30

está a funcionar. Quando a bomba está a funcionar, a sua pressão ultrapassa a da mola,

Válvula de

retenção

Válvula de retenção Fig. 21 Localização da válvula de retenção de alimentação

Fig. 21 Localização da válvula de retenção de alimentação

Válvulas de purga de fundo

A caldeira deve possuir pelo menos uma válvula de purga de fundo, o mais perto possível do ponto em que a sujidade ou os sedimentos tendem a acumular. Estas válvulas devem ser operadas com uma chave e concebidas de modo a impossibilitar a remoção do manípulo com a válvula aberta. Hoje em dia existem válvulas de purga automática controladas por temporizadores que incorporam dispositivos electrónicos que garantem que apenas uma caldeira é purgada de cada vez. As Figuras 22 e 23 mostram válvulas de purga de fundo típicas.

Da caldeira Fig. 22 Uma válvula de purga de fundo manual típica
Da caldeira
Fig. 22 Uma válvula de purga de fundo manual típica

Manípulo

Da caldeira Fig. 22 Uma válvula de purga de fundo manual típica Manípulo Para o tanque

Para o tanque de purga

típicas. Da caldeira Fig. 22 Uma válvula de purga de fundo manual típica Manípulo Para o

31

Com purga manual em instalações com várias caldeiras, apenas é permitido um manípulo na casa da caldeira. Assim evita-se purgar o conteúdo de uma caldeira para outra que esteja desligada para manutenção. O tema da purga de fundo é também abordado na norma CE 12953. Noutras partes do mundo, este assunto está em geral regulamentado, sendo estes acessórios considerados em geral de segurança.

Fig. 23 Uma válvula de purga de fundo automática

Fig. 23 Uma válvula de purga de fundo automática

32

Manómetro

Todas as caldeiras devem possuir pelo menos um indicador de pressão. O mais usual é instalar um manómetro que será calibrado e inspeccionado periodicamente de acordo com a mesma EN 12953.

O mais usual é instalar um manómetro que será calibrado e inspeccionado periodicamente de acordo com

O mostrador deve ter pelo menos 150 mm de diâmetro e o mecanismo de tipo bourdon, deve indicar a pressão normal de operação (indicada por uma linha vermelha no visor) e a pressão máxima de operação permitida/pressão de concepção (indicada por uma linha purpura no visor).

Os manómetros estão ligados ao espaço de vapor da caldeira e geralmente possuem um sifão em anel que se enche de condensado e protege o mecanismo do manómetro das altas temperaturas. A válvula deve ter uma flange de teste.

Os manómetros podem ser instalados noutros recipientes pressurizados tais como tanques de purga e geralmente possuem o mostrador mais pequeno, como se mostra na Figura 24.

Pressão normal de operação Pressão máxima de operação permitida. Fig. 24 Manómetro com sifão em

Pressão normal de operação

Pressão máxima de operação permitida.

Fig. 24 Manómetro com sifão em anel típico

normal de operação Pressão máxima de operação permitida. Fig. 24 Manómetro com sifão em anel típico

33

Visores de nível e acessórios

Todas as caldeiras possuem pelo menos um indicador do nível

da água mas as caldeiras com produção superior a 145 kg/h,

devem possuir dois indicadores. Os indicadores são geralmente referidos como visores de nível, de acordo com a norma BS

3463.

Um indicador de nível mostra o nível de água actual da caldeira, independentemente das condições de operação. Os indicadores

de nível devem ser instalados de modo a que o seu valor mais

baixo indique o nível de água a 50 mm acima do ponto em que ocorre sobreaquecimento. Devem também ser instalados com uma protecção mas de modo a não impedir a visibilidade do nível de água. A Figura 25 mostra um indicador de nível típico.

Os indicadores de nível estão sujeitos a vários danos tais como corrosão provocada por quimicos da água da caldeira, variação cíclica do PH, e erosão durante a purga, particularmente na extremidade do vapor. Qualquer sinal de corrosão ou erosão exige a substituição do indicador.

Para testar um indicador de nível siga o seguinte procedimento;

1.

Feche a torneira da água e abra a torneira de purga durante cerca de 5 segundos.

2.

Feche a torneira de purga e abra a torneira da água - a água deve voltar ao seu nível normal de operação relativamente depressa. Se isto não acontecer, pode existir um bloqueio na torneira da água e tem de ser resolvido o mais breve possível.

3.

Feche a torneira do vapor e abra a torneira de purga durante cerca de 5 segundos.

4.

Feche a torneira de purga e abra a torneira do vapor. Aágua deve voltar ao seu nível normal de operação relativamente depressa. Se isto não acontecer, pode existir um bloqueio na torneira da água e tem de ser resolvido o mais breve possível.

O

funcionário autorizado deve testar sistematicamente os

34

Protector do indicador de nível

indicadores de nível de água, pelo menos uma vez por dia e deve proteger a cara e as mão com equipamento adequado, assim como deve existir um dispositivo de segurança contra queimaduras, no caso dos vidros se partirem.

Tenha em atenção que todos os manípulos das válvulas do visor devem apontar para baixo em condições de funcionamento.

O protector do indicador de nível deve ser mantido limpo. Quando limpar o protector no local ou o retirar para limpeza, o indicador deve ser temporariamente fechado.

Assegure-se de que existe um nível de água satisfatório antes de fechar o indicador e não toque ou bata nele. Após a limpeza, e após voltar a montar o indicador, este deve ser testado e as torneiras colocadas na posição correcta.

a limpeza, e após voltar a montar o indicador, este deve ser testado e as torneiras

Indicador de nível

Protectores

Torneira de purga

Torneira

de vapor

Torneira

da água

Fig. 25 Indicador de nível e acessórios

Nível da água

Fig. 25 Indicador de nível e acessórios Nível da água Manutenção O indicador de nível deve

Manutenção

O indicador de nível deve ser cuidadosamente inspeccionado

em cada revisão anual. Falta de manutenção pode danificar o vedante e gripar as torneiras. Se o manípulo da torneira se

curvar ou distorcer é preciso especial cuidado para garantir que fica completamente aberto. Um acessório danificado deve ser substituido ou reparado imediatamente. Os indicadores de nível sofrem frequentemente uma descoloração devido às condições

da água, tornando-se também mais finos e deterioram-se devido

à erosão. Por este motivo, os vidros devem ser substituidos a intervalos regulares.

Deve sempre possuir em armazem conjuntos de vidro e vedantes sobressalentes. Lembre-se que:

Se as passagens de vapor estiverem obstruídas, o indicador de nível pode apresentar um falso nível de água alto. Depois do indicador ser testado pode continuar a indicar um falso nível de água alto.

Se as passagens de água estiverem obstruídas, o indicador pode apresentar um falso nível de água alto ou baixo. Depois de testar o indicador, este permanecerá vazio durante algum tempo, excepto se o nível de água actual for perigosamente alto.

Ao testar as ligações de vapor do indicador de nível, deve fechar qualquer torneira existente no tubo de água, utilizando a torneira de água do indicador de nível. Ao testar as ligações de água do indicador de nível, deve fechar qualquer torneira existente no tubo de vapor, utilizando a torneira de vapor do indicador de nível.

deve fechar qualquer torneira existente no tubo de vapor, utilizando a torneira de vapor do indicador

35

Câmaras de controlo de nível

As câmaras de controlo de nível para instalação de controlos ou alarmes de nível, são instaladas no exterior da caldeira, como mostra a Figura 26.

O funcionamento dos controlos ou alarmes de nível é verificado diariamente através das válvulas de purga sequencial. Com o volante rodado completamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, a válvula está na posição de "funcionamento normal" e a sede traseira fecha a ligação de drenagem. A face do volante pode ser semelhante ao mostrado na Figura 27. Alguns volantes não possuem face com indicações e regulam-se através do mecanismo.

Nível da água

Fig. 26 Câmara de controlo de nível

Sonda de controlo de nível Câmara de controlo de nível Válvula de purga em sequência
Sonda de controlo de nível
Câmara de controlo de nível
Válvula de purga em sequência
L A DRAIN OPEN M R O N WATER SHUT O T N R U
L
A
DRAIN OPEN
M
R
O
N
WATER SHUT
O
T
N
R
U
T
E
R

Fig. 27 Volante da válvula de purga

36

em sequência L A DRAIN OPEN M R O N WATER SHUT O T N R

Para testar os controlos quando a caldeira está pressurizada, com o queimador ligado proceda da seguinte forma:

Rode lentamente o volante no sentido dos ponteiros do relógio até o ponteiro indicador estar na primeira posição de "pausa". A ligação de flutuador da câmara é interrompida, a ligação de drenagem abre e a ligação da água é soprada.com o queimador ligado proceda da seguinte forma: Pausa de 5 a 8 segundos Lentamente rode

Pausa de 5 a 8 segundosde drenagem abre e a ligação da água é soprada. Lentamente rode o volante no sentido

Lentamente rode o volante no sentido dos ponteiros do relógioe a ligação da água é soprada. Pausa de 5 a 8 segundos até ao fim.

até ao fim. A ligação da água está fechada, a válvula de purga permanece aberta e a câmara do flutuador e as ligações de vapor são sopradas. Os controlos da caldeira devem indicar nível de água baixo na caldeira, isto é, bomba a funcionar e/ou alarme audível a soar e o queimador desliga-se. Em alternativa, se a câmara de controlo de nível possuir um segundo ou extra alarme de nível de água baixo, a caldeira deve bloquear. Pausa de 5 a 8 segundos.

Lentamente rode completamente o volante no sentido contráriobaixo, a caldeira deve bloquear. Pausa de 5 a 8 segundos. ao dos ponteiros do relógio

ao dos ponteiros do relógio para a sede traseira vedar e ficar na posição de "operação normal".

Há vários modelos de válvulas de purga em sequência. Estas podem diferir no modo de funcionamento, pelo que, é essencial seguir as instruções do fabricante.

sequência. Estas podem diferir no modo de funcionamento, pelo que, é essencial seguir as instruções do

37

Controlos de nível internos

Existem sistemas de controlo de nível que proporcionam maior segurança que os mencionados anteriormente. Os sensores são montados directamente no interior da caldeira (ou no evaporador) e proporcionam uma função de auto-monitorização da integridade do sistema. Uma vez que são montados internamente, não estão sujeitos aos procedimentos necessários para purgar as câmaras exteriores. O funcionamento é testado através de um teste de purga e/ou evaporação. Possuem tubos de protecção para amortecer as ondulações da água à volta do sensor.

Sensor Tubo protector Linha de alimentação de água
Sensor
Tubo protector
Linha de
alimentação
de água

Fig. 28 Sensor de nível de montagem interior em tubo de protecção

38

protector Linha de alimentação de água Fig. 28 Sensor de nível de montagem interior em tubo

Eliminadores de ar e válvulas quebra- vácuo

Quando é feito o arranque de uma caldeira fria, o espaço do vapor está cheio de ar. Este ar deve ser removido; na verdade ele afecta negativamente o desempenho da instalação devido à sua pressão parcial, como demonstrado pela Lei de Dalton e também dificulta a transferência de calor pelas superfícies. Além disso, pode provocar corrosão no sistema de condensado se não for removido adequadamente.

O ar pode ser drenado do espaço do vapor utilizando uma

simples torneira que geralmente é deixada aberta até o manómetro indicar uma pressão à volta de 0.5 bar. Em alternativa,

pode instalar um eleiminador de ar de pressão balanceada que

para além de libertar o operador da caldeira da tarefa de purgar

o ar manualmente (assegurando que ele é de facto purgado), é

muito mais preciso e eliminará os gases que se podem acumular

na caldeira. A Figura 29 mostra eliminadores de ar típicos.

Eliminador de ar de pressão balanceada Eliminador de ar manual Válvula quebra-vácuo Fig. 29 Eliminadores

Eliminador de ar de pressão balanceada

Eliminador de ar de pressão balanceada Eliminador de ar manual Válvula quebra-vácuo Fig. 29 Eliminadores de

Eliminador de ar manual

de ar de pressão balanceada Eliminador de ar manual Válvula quebra-vácuo Fig. 29 Eliminadores de ar

Válvula

quebra-vácuo

Fig. 29 Eliminadores de ar e válvulas quebra-vácuo (não à escala)

Quando a caldeira é desligada, o vapor no seu interior condensa

e forma-se vácuo. Este vácuo faz com que a pressão fora da

caldeira seja maior que no seu interior, e pode provocar fugas juntas, danificar os bastidores da caldeira e o perigo sugar água enchendo em excesso uma caldeira parada. Para evitar isto, é

necessário instalar uma válvula quebra-vácuo no corpo da caldeira. A Figura 29 apresenta uma válvula quebra-vácuo.

necessário instalar uma válvula quebra-vácuo no corpo da caldeira. A Figura 29 apresenta uma válvula quebra-vácuo.

39

Colectores de vapor

As caldeiras flamo-tubulares horizontais têm capacidade até aproximadamente 27 000 kg/h de vapor. Quando são necessárias produções superiores, instalam-se duas ou mais caldeiras em paralelo, sendo vulgar encontrar instalações com

quatro caldeiras ou mais. A concepção do colector de vapor que

as liga é de extrema importância.

A Figura 30 mostra um método vulgar de ligar quatro caldeiras, um método que é frequentemente fonte de problemas.

Caldeira1

C

Caldeira 2

B

Caldeira 3

A Para a

Caldeira 4

instalação

Fig. 30 Esquema vulgar de instalação de quatro caldeiras - não recomendado

de instalação de quatro caldeiras - não recomendado Como se vê na Figura 30, com todas

Como se vê na Figura 30, com todas as caldeiras a operar à mesma pressão, a pressão no ponto 'A' tem de ser inferior à do ponto 'B' para o vapor sair da caldeira 3. Consequentemente, quanto mais longe está a caldeira do ponto "A", mais dificuldade ela terá em debitar o vapor.

caudal depende da perda de carga, portanto a caldeira 4

descarregará vapor mais fácilmente que a caldeira 3. Do mesmo modo, a caldeira 3´descarregará mais fácilmente que a caldeira 2 e assim por diante. Isto origina que se a caldeira 1 opera com a carga máxima, as outras caldeiras estão sujeitas a excesso de carga e o efeito piora em geral na caldeira 4.

O

Pode ser demonstrado, que se a caldeira 1 está a operar com a carga máxima, a caldeira 2 terá cerca de 1% de excesso de carga, a caldeira 3 cerca de 6%, e a caldeira 4 cerca de 15%. Enquanto as caldeiras flamo-tubulares horizontais conseguem dar resposta a situações de excesso de carga ocasional de 5%, um excesso de carga de 15% é altamente indesejável. O aumento da velocidade de saída do vapor da caldeira faz com que a superfície da água se torne extremamente instável e o sistema

de controlo de nível pode indicar falta de água.

40

a superfície da água se torne extremamente instável e o sistema de controlo de nível pode

Com grandes cargas, neste exemplo, a caldeira 4 bloqueará, ficando o sistema, já instável, a operar com as restantes três caldeiras que progressivamente sofrerão o mesmo efeito.

A principal conclusão é que o modelo de colector de distribuição não permite que a carga seja igualmente distribuida por todas as caldeiras.

Um dos objectivos do colector de vapor é igualizar a perda de carga entre as caldeiras ligadas com uma diferença máxima de 0.1 bar. Assim minimiza-se a ocorrência de arrastamento e previne-se o excesso de carga e bloqueio das caldeiras.

O esquema da instalação mostrado na Figura 31 mostra um

traçado melhorado de um colector.

O colector descarrega pela parte central, em vez de na

extremidade. Deste modo, nenhuma caldeira sofrerá de excesso

de carga pela coluna mais do que 1%, desde que a tubagem da

coluna esteja adequadamente dimensionada.

Fig. 31 Esquema de colector com quatro caldeiras - traçado melhorado

Para a instalação Caldeira 1 Caldeira 2 Caldeira 3 Caldeira 4
Para a instalação
Caldeira 1
Caldeira 2
Caldeira 3
Caldeira 4
colector com quatro caldeiras - traçado melhorado Para a instalação Caldeira 1 Caldeira 2 Caldeira 3

41

Caldeira 1

Caldeira 2

Caldeira 3

Para a instalação

Caldeira 4

Fig. 32 Esquema de coluna com quatro caldeiras - traçado recomendado

de coluna com quatro caldeiras - traçado recomendado A Figura 32 mostra a solução ideal para

A Figura 32 mostra a solução ideal para a instalação de quatro ou mais caldeiras, num esquema em pirâmide, em que a carga de cada caldeira é igualmente distribuida. Este sistema está mais apto a fazer face a grandes cargas, com controlo sequêncial em que uma ou mais caldeiras estão regularmente desligadas.

Tenha em mente que um correcto esquema de colector evitará muitos problemas e poupará dinheiro.

Em aplicações com várias caldeiras, em especial se as tubagens são de grandes dimensões, é por vezes impraticável este tipo de colector, pelo que a solução será a colocação de sistemas de controlo do caudal de vapor em cada caldeira.

42

tipo de colector, pelo que a solução será a colocação de sistemas de controlo do caudal

Arrastamento de água

Saídas de vapor

Após uma análise geral ao traçado do colector de vapor, têm de ser asseguradas as seguintes condições:

instalação receber vapor seco.de vapor, têm de ser asseguradas as seguintes condições: A O arranque ser controlado por um

A

O

arranque ser controlado por um processo automático.seguintes condições: instalação receber vapor seco. A O Uma caldeira não pode pressurizar outra. Quando uma

Uma caldeira não pode pressurizar outra.A O arranque ser controlado por um processo automático. Quando uma caldeira bem concebida produz vapor

Quando uma caldeira bem concebida produz vapor em condições de caudal estável, o vapor é bastante seco, aproximadante 96%

a 99%. Alterações repentinas da carga afectarão negativamente

a qualidade deste vapor, originando vapor húmido. A ausência

de controlo do TDS da água da caldeira ou a contaminação da água da caldeira podem também dar origem à produção de vapor húmido.

O vapor húmido está associado a alguns problemas:

A presença de água no sistema de vapor provoca potenciais

A

presença de água no sistema de vapor provoca potenciais

martelos de água.

A vapor húmido tende a erodir a tubagem, os acessórios e as

A

vapor húmido tende a erodir a tubagem, os acessórios e as

válvulas de controlo. Também reduz a capacidade dos

permutadores de calor.

Arrastamento de água juntamente com o vapor da caldeira também conterá sólidos dissolvidos e em

Arrastamento de água juntamente com o vapor da caldeira também conterá sólidos dissolvidos e em suspensão que podem contaminar os controlos, as superfícies de troca de calor, os purgadores e qualquer produto aquecido por injecção directa de vapor.

Arranque

Por estes motivos, recomenda-se a instalação de um separador, Na saída da caldeira. Os separadores fazem com que o vapor húmido mude rapidamente de direcção dentro do seu corpo. Isto resulta na separação do vapor de partículas de água muito mais densas e a serem empurradas pela gravidade para a parte inferior do corpo do separador, onde se acumulam e são drenadas com o auxílio de um purgador.

É fundamental que quando a caldeira é ligada, este procedimento

seja feito de modo lento seguro e controlado para evitar o seguinte:

Martelos de água. Acumulação de grandes quantidades de água no interior da tubagem que são depois arrastadas à velocidade do vapor, provocando danos quando a água colide com uma obstrução na tubagem, por exemplo, uma válvula de controlo.

Choque térmico. A tubagem é aquecida tão rapidamente que a expansão é descontrolada, provocando tensão na tubagem e provocando movimentos violentos nos suportes da tubagem.

Aceleração da maré. Uma redução súbita da pressão da caldeira pode fazer com que a água da caldeira seja arrastada para a tubagem. Isto não só é nefasto para a instalação como a caldeira pode bloquear e demorará algum tempo até retomar a sua operação normal. A água descarregada também provocará martelos de água na tubagem.

algum tempo até retomar a sua operação normal. A água descarregada também provocará martelos de água

43

O período de arranque é diferente para cada instalação e depende

de factores tais como a pressão, o tamanho da caldeira, o comprimento dos troços de tubagem, etc. Uma caldeira de pequenas dimensões para pressões baixas em instalações compactas como por exemplo as lavandarias, pode atingir a pressão normal de operação em menos de 15 minutos. Um grande complexo industrial pode demorar algumas horas. O primeiro passo para um arranque seguro, no caso de uma caldeira pequena é a válvula de saída que deve ser aberta lentamente.

No entanto, em instalações de grandes dimensões, é difícil controlar o arranque com uma válvula de globo. Isto deve-se ao facto de esta válvula ter sido concebida para fornecer um bom isolamento pois possui uma sede plana em que toda a força produzida ao rodar o volante actua directamente na sede, assegurando assim uma boa vedação. Significa também que tendo características de abertura rápida irá debitar 80% da capacidade total nos primeiros 10% da abertura.

Por este motivo, deve instalar-se uma válvula de controlo depois da válvula de globo. Uma válvula de controlo tem um obturador com saliências que lhe conferem uma relação entre o caudal e o movimento da haste é muito menos severo. Consequentemente,

o caudal e por sua vez o arranque podem ser melhor controlados.

A Figura 33 mostra um exemplo com uma a válvula de controlo

instalada após a válvula "crown".

44

Fig. 33 Válvula de controlo instalada após a válvula "crown"

Válvula de controlo Controlador Válvula "crown" Caldeira a
Válvula de
controlo
Controlador
Válvula "crown"
Caldeira
a

Uma solução típica para o arranque é aquela em que a válvula

de controlo está fechada até ser ligada a caldeira. A partir de uma certa pressão, um sistema de impulsos abre lentamente, em patamares, a válvula de controlo. Esta solução tem também

vantagem de não necessitar de intervenção humana durante o

período de arranque, que pode ser por exemplo, de madrugada. Se a caldeira está fora de serviço, e for posta em marcha, a

presença de operador será então necessária.

madrugada. Se a caldeira está fora de serviço, e for posta em marcha, a presença de

Para instalações ainda maiores, a válvula de controlo continua a não ser adequada para garantir um arranque correcto. Nestas circunstâncias, pode ser instalada uma pequena válvula de controlo em "by-pass" à válvula de seccionamento. Esta solução tem também a vantagem de igualizar a pressão em ambos os lados da válvula de seccionamento antes da abertura.

Evitar que uma caldeira pressurize outra

Quando duas ou mais caldeiras estão ligadas a um colector, deve tomar precauções no sentido de que cada caldeira possa

ser isolada do colector. Assim não haverá possibilidade do vapor do colector pressurizar uma caldeira que está parada para manutenção ou inspecção. A válvula "crown" é muito útil nestas circunstâncias e é uma exigência de algumas normas. Geralmente

é preferível instalar uma válvula de seccionamento na linha de

distribuição para proporcionar maior segurança com duplo isolamento. Nunca confie numa válvula anti-retorno para proporcionar seccionamento total seguro. No entanto, uma válvula anti-retorno em separado é útil para evitar o fluxo reverso do vapor durante a operação normal entre caldeiras em linha e caldeiras quentes em stand-by.

As válvulas anti-retorno simples de charneira não são adequadas para esta aplicação pois podem oscilar com as pequenas variações de pressão da caldeira, direccionando a carga para uma caldeira ou para outra alternadamente. Em condições severas isto pode provocar sobrecargas ciclicas alternadas das caldeiras.

Muitos casos de instabilidade em instalações com duas caldeiras são provocadas deste modo. As válvulas "crown" com válvulas anti-retorno incorporadas tendem a ser mais adequadas, tendo em conta este fenómeno. Em alternativa, as válvulas de retenção de disco com retorno por mola ao modularem um pouco, tendem

a reduzir o problema (Figura 34).

Algumas normas exígem a instalação deste tipo de válvulas. Elas podem fazer parte da válvula de seccionamento ou ser instaladas a jusante daquelas.

Vapor

Vapor Vapor Fig. 34 Exemplo de uma válvula anti-retorno de disco

Vapor

Fig. 34 Exemplo de uma válvula anti-retorno de disco

ou ser instaladas a jusante daquelas. Vapor Vapor Fig. 34 Exemplo de uma válvula anti-retorno de

45

Normas

Dec Lei nº 211/99 (transposição para a ordem juridica nacional

(Portugal /CE)

da Directíva 76/767/CE

Dec. Lei 97/2000

Desp. 22 332/2001 e anexo Instrução técnica complementar para geradores de vapor e equiparados

46

EN 12953, partes 1 a 14

22 332/2001 e anexo Instrução técnica complementar para geradores de vapor e equiparados 46 EN 12953,

Garantir uma correcta distribuição de vapor

O ponto de partida do sistema de distribuição é a casa da caldeira,

onde em geral é conveniente que as linhas de vapor descarreguem para um distribuidor de vapor, geralmente referido como colector de distribuição. A medida do colector depende do número e tamanho das caldeiras e da configuração do sistema de distribuição. Numa instalação de grandes dimensões, provavelmente a solução mais viável é a distribuição de vapor ser feita através de uma linha de alta pressão que percorre a instalação. É preferível uma distribuição a alta pressão pois reduz a medida da tubagem de acordo com as capacidades e as velocidades. As perdas de calor e montagem e isolamento também são reduzidos devido às menores dimensões da tubagem. Isto permite que as tomadas de vapor da linha de distribuição sejam feitas tanto directamente para as aplicações de alta pressão como para os conjuntos redutores de pressão que depois fornecem vapor a aplicações de pressão reduzida. Um distribuidor de vapor na casa da caldeira representa um ponto de partida centralizado. Permite uma zona de transição entre as caldeiras e o sistema, com grande possibilidade da carga do sistema ser partilhada por todas as caldeiras.

Pressão de operação. O colector de distribuição deve ser adequado para a pressão de operação e estar de acordo com as normas de pressão. Lembre-se que as normas para as flanges são baseadas na temperatura e na pressão, ou seja, a pressão admissível diminui à medida que a temperatura aumenta; PN16 quer dizer 16 bar a 120°C, mas é adequado para vapor saturado a apenas 13.8 bar (198°C).

Diâmetro. O diâmetro deve ser calculado para uma velocidade

do vapor não superior a 15 m/s em condições de carga máxima.

A velocidade baixa é importante pois facilita a separação das

gotas de água.

Saídas. Estas devem sempre localizar-se na parte superior do colector de distribuição. Deste modo, apenas sai vapor seco. A gravidade e a baixa velocidade fazem com que o condensado se dirija para o fundo do colector.

Drenagem de condensado. É importante que o condensado seja removido do colector o mais rápido possível à medida que se forma. Por esta razão, a melhor escolha é um purgador mecânico, por ex. um purgador de flutuador. Se o colector é o primeiro ponto de drenagem após as saídas da caldeira, o condensado pode conter partículas arrastadas e pode ser conveniente drenar este condensado contaminado para o tanque de purga da caldeira, em vez de para o tanque de alimentação da caldeira. Mais informações sobre a drenagem de condensado pode ser encontrada no guia de referência técnica "Drenagem de condensado e eliminação de ar".

condensado pode ser encontrada no guia de referência técnica "Drenagem de condensado e eliminação de ar".

47

Informações adicionais

Este guia de referência técnica foi concebido para fornecer uma introdução ao tema das caldeiras, acessórios para caldeira e saídas de vapor aos engenheiros de manutenção e gestores de energia. Seria impossível cobrir todos os aspectos deste tema neste guia pois cada instalação é única. Por vezes há várias alternativas e a melhor solução nem sempre é óbvia.

Tentámos cobrir as alternativas mais comuns mas podemos não ter mencionado todas as opções possíveis num caso particular de uma instalação. Nestes casos, pode consultar a Spirax Sarco ou o técnico Spirax Sarco da sua área.

48

particular de uma instalação. Nestes casos, pode consultar a Spirax Sarco ou o técnico Spirax Sarco

Apêndice 1 - Tabelas de vapor

 

Pressão

Temperatura

 

Entalpia específica

Volume específico de vapor m 3 /kg

 

Água (hf)

Evaporação (hfg)

Vapor (hg)

bar

kPa

°C

kJ/ kg

kJ/ kg

kJ/ kg

0.3

30.0

69.10

289.23

2 336.1

2 625.3

5.229

0.5

absoluta

50.0

81.33

340.49

2 305.4

2 645.9

3.240

0.75

75.0

91.78

384.39

2 278.6

2 663.0

2.217

0.95

95.0

98.20

411.43

2 261.8

2 673.2

1.777

1.00

100.0

99.63

417.51

2 257.9

2 675.4

1.694

1.013

101.3

100.00

419.06

2 257.0

2 676.0

1.673

0

manométrica

0.00

100.00

419.06

2 257.0

2 676.0

1.673

0.10

10.0

102.66

430.2

2 250.2

2 680.2

1.533

0.20

20.0

105.10

440.8

2 243.4

2 684.2

1.414

0.30

30.0

107.39

450.4

2 237.2

2 687.6

1.312

0.40

40.0

109.55

459.7

2 231.3

2 691.0

1.225

0.50

50.0

111.61

468.3

2 225.6

2 693.9

1.149

0.60

60.0

113.56

476.4

2 220.4

2 696.8

1.088

0.70

70.0

115.40

484.1

2 215.4

2 699.5

1.024

0.80

80.0

117.14

491.6

2 210.5

2 702.1

0.971

0.90

90.0

118.80

498.9

2 205.6

2 704.5

0.923

1.00

100.0

120.42

505.6

2 201.1

2 706.7

0.881

1.10

110.0

121.96

512.2

2 197.0

2 709.2

0.841

1.20

120.0

123.46

518.7

2 192.8

2 711.5

0.806

1.30

130.0

124.90

524.6

2 188.7

2 713.3

0.773

1.40

140.0

126.28

530.5

2 184.8

2 715.3

0.743

1.50

150.0

127.62

536.1

2 181.0

2 717.1

0.714

1.60

160.0

128.89

541.6

2 177.3

2 718.9

0.689

1.70

170.0

130.13

547.1

2 173.7

2 720.8

0.665

1.80

180.0

131.37

552.3

2 170.1

2 722.4

0.643

1.90

190.0

132.54

557.3

2 166.7

2 724.0

0.622

2.00

200.0

133.69

562.2

2 163.3

2 725.5

0.603

2.20

220.0

135.88

571.7

2 156.9

2 728.6

0.568

2.40

240.0

138.01

580.7

2 150.7

2 731.4

0.536

2.60

260.0

140.00

589.2

2 144.7

2 733.9

0.509

2.80

280.0

141.92

597.4

2 139.0

2 736.4

0.483

3.00

300.0

143.75

605.3

2 133.4

2 738.7

0.461

3.20

320.0

145.46

612.9

2 128.1

2 741.0

0.440

3.40

340.0

147.20

620.0

2 122.9

2 742.9

0.422

3.60

360.0

148.84

627.1

2 117.8

2 744.9

0.405

3.80

380.0

150.44

634.0

2 112.9

2 746.9

0.389

4.00

400.0

151.96

640.7

2 108.1

2 748.8

0.374

4.50

450.0

155.55

656.3

2 096.7

2 753.0

0.342

5.00

500.0

158.92

670.9

2 086.0

2 756.9

0.315

5.50

550.0

162.08

684.6

2 075.7

2 760.3

0.292

6.00

600.0

165.04

697.5

2 066.0

2 763.5

0.272

6.50

650.0

167.83

709.7

2 056.8

2 766.5

0.255

7.00

700.0

170.50

721.4

2 047.7

2 769.1

0.240

7.50

750.0

173.02

732.5

2 039.2

2 771.7

0.227

8.00

800.0

175.43

743.1

2 030.9

2 774.0

0.215

8.50

850.0

177.75

753.3

2 022.9

2 776.2

0.204

9.00

900.0

179.97

763.0

2 015.1

2 778.1

0.194

9.50

950.0

182.10

772.5

2 007.5

2 780.0

0.185

10.00

1 000.0

184.13

781.6

2 000.1

2 781.7

0.177

10.50

1 050.0

186.05

790.1

1 993.0

2 783.3

0.171

184.13 781.6 2 000.1 2 781.7 0.177 10.50 1 050.0 186.05 790.1 1 993.0 2 783.3

49

Pressão manométrica

Temperatura

 

Entalpia específica

Volume específico de vapor m 3 /kg

Água (hf)

Evaporação (hfg)

Vapor (hg)

bar

kPa

°C

kJ/ kg

kJ/ kg

kJ/ kg

11.00

1 100.0

188.02

798.8

1 986.0

2 784.8

0.163

11.50

1 150.0

189.82

807.1

1 979.1

2 786.3

0.157

12.00

1 200.0

191.68

815.1

1 972.5

2 787.6

0.151

12.50

1 250.0

193.43

822.9

1 965.4

2 788.8

0.148

13.00

1 300.0

195.10

830.4

1 959.6

2 790.0

0.141

13.50

1 350.0

196.62

837.9

1 953.2

2 791.1

0.136

14.00

1 400.0

198.35

845.1

1 947.1

2 792.2

0.132

14.50

1 450.0

199.92

852.1

1 941.0

2 793.1

0.128

15.00

1 500.0

201.45

859.0

1 935.0

2 794.0

0.124

15.50

1 550.0

202.92

865.7

1 928.8

2 794.9

0.119

16.00

1 600.0

204.38

872.3

1 923.4

2 795.7

0.117

17.00

1 700.0

207.17

885.0

1 912.1

2 797.1

0.110

18.00

1 800.0

209.90

897.2

1 901.3

2 798.5

0.105

19.00

1 900.0

212.47

909.0

1 890.5

2 799.5

0.100

20.00

2 000.0

214.96

920.3

1 880.2

2 800.5

0.099 4

21.00

2 100.0

217.35

931.3

1 870.1

2 801.4

0.090 6

22.00

2 200.0

219.65

941.9

1 860.1

2 802.0

0.086 8

23.00

2 300.0

221.85

952.2

1 850.4

2 802.6

0.083 2

24.00

2 400.0

224.02

962.2

1 840.9

2 803.1

0.079 7

25.00

2 500.0

226.12

972.1

1 831.4

2 803.5

0.076 8

26.00

2 600.0

228.15

981.6

1 822.2

2 803.8

0.074 0

27.00

2 700.0

230.14

990.7

1 818.3

2 804.0

0.071 4

28.00

2 800.0

232.05

999.7

1 804.4

2 804.1

0.068 9

29.00

2 900.0

233.93

1 008.6

1 795.6

2 804.2

0.066 6

30.00

3 000.0

235.78

1 017.0

1 787.0

2 804.1

0.064 5

31.00

3 100.0

237.55

1 025.6

1 778.5

2 804.1

0.062 5

32.00

3 200.0

239.28

1 033.9

1 770.0

2 803.9

0.060 5

33.00

3 300.0

240.97

1 041.9

1 761.8

2 803.7

0.058 7

34.00

3 400.0

242.63

1 049.7

1 753.8

2 803.5

0.057 1

35.00

3 500.0

244.26

1 057.7

1 745.5

2 803.2

0.055 4

36.00

3 600.0

245.86

1 065.7

1 737.2

2 802.9

0.053 9

37.00

3 700.0

247.42

1 072.9

1 729.5

2 802.4

0.052 4

38.00

3 800.0

248.95

1 080.3

1 721.6

2 801.9

0.051 0

39.00

3 900.0

250.42

1 087.4

1 714.1

2 801.5

0.049 8

40.00

4 000.0

251.94

1 094.6

1 706.3

2 800.9

0.048 5

41.00

4 100.0

253.34

1 101.6

1 698.3

2 799.9

0.047 3

42.00

4 200.0

254.74

1 108.6

1 691.2

2 799.8

0.046 1

43.00

4 300.0

256.12

1 115.4

1 683.7

2 799.1

0.045 1

44.00

4 400.0

257.50

1 122.1

1 676.2

2 798.3

0.044 1

45.00

4 500.0

258.82

1 228.7

1 668.9

2 797.6

0.043 1

46.00

4 600.0

260.13

1 135.3

1 666.6

2 796.9

0.042 1

47.00

4 700.0

261.43

1 142.2

1 654.5

2 796.6

0.041 2

48.00

4 800.0

262.73

1 148.1

1 647.1

2 795.2

0.040 3

49.00

4 900.0

264.00

1 154.5

1 639.9

2 794.4

0.039 4

50.00

5 000.0

265.26

1 160.8

1 632.8

2 793.6

0.038 6

51.00

5 100.0

266.45

1 166.6

1 626.9

2 792.6

0.037 8

52.00

5 200.0

267.67

1 172.6

1 619.0

2 791.6

0.037 1

53.00

5 300.0

268.84

1 178.7

1 612.0

2 790.7

0.036 4

54.00

5 400.0

270.02

1 184.6

1 605.1

2 789.7

0.035 7

55.00

5 500.0

271.20

1 190.5

1 598.2

2 788.7

0.035 0

50

1 184.6 1 605.1 2 789.7 0.035 7 55.00 5 500.0 271.20 1 190.5 1 598.2

Pressão manométrica

Temperatura

 

Entalpia específica

Volume específico de vapor m 3 /kg

Água (hf)

Evaporação (hfg)

Vapor (hg)

bar

kPa

°C

kJ/ kg

kJ/ kg

kJ/ kg

56.00

5 600.0

272.33

1 196.3

1 591.3

2 787.6

0.034 3

57.00

5 700.0

273.45

1 202.1

1 584.5

2 786.6

0.033 7

58.00

5 800.0

274.55

1 207.8

1 577.7

2 785.5

0.033 1

59.00

5 900.0

275.65

1 213.4

1 571.0

2 784.4

0.032 5

60.00

6 000.0

276.73

1 218.9

1 564.4

2 783.3

0.031 9

61.00

6 100.0

277.80

1 224.5

1 557.6

2 782.1

0.031 4

62.00

6 200.0

278.85

1 230.0

1 550.9

2 780.9

0.030 8

63.00

6 300.0

279.89

1 235.4

1 544.3

2 779.7

0.030 3

64.00

6 400.0

280.92

1 240.8

1 537.3

2 778.5

0.029 8

65.00

6 500.0

281.95

1 246.1

1 531.2

2 777.3

0.029 3

66.00

6 600.0

282.95

1 251.4

1 524.7

2 776.1

0.028 8

67.00

6 700.0

283.95

1 256.7

1 518.1

2 774.8

0.028 3

68.00

6 800.0

284.93

1 261.9

1 511.6

2 773.5

0.027 8

69.00

6 900.0

285.90

1 267.0

1 501.1

2 772.1

0.027 4

70.00

7 000.0

286.85

1 272.1

1 498.7

2 770.8

0.027 0

71.00

7 100.0

287.80

1 277.3

1 492.2

2 769.5

0.026 6

72.00

7 200.0

288.75

1 282.3

1 485.8

2 768.1

0.026 2

73.00

7 300.0

289.69

1 287.3

1 479.4

2 766.7

0.025 8

74.00

7 400.0

290.60

1 292.3

1 473.0

2 765.3

0.025 4

75.00

7 500.0

291.51

1 297.2

1 466.6

2 763.8

0.025 0

76.00

7 600.0

292.41

1 302.3

1 460.2

2 762.5

0.024 6

77.00

7 700.0

293.91

1 307.0

1 453.9

2 760.9

0.024 2

78.00

7 800.0

294.20

1 311.9

1 447.6

2 759.9

0.023 9

79.00

7 900.0

295.10

1 316.7

1 441.3

2 758.0

0.023 6

80.00

8 000.0

295.96

1 312.5

1 435.0

2 756.5

0.023 3

81.00

8 100.0

296.81

1 326.2

1 428.7

2 754.9

0.022 9

82.00

8 200.0

297.66

1 330.9

1 422.5

2 753.4

0.022 6

83.00

8 300.0

298.50

1 335.7

1 416.2

2 751.9