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EM423 Resistência dos Materiais Faculdade de Engenharia Mecânica UNICAMP 1 o Semestre de 2007 Trabalho:

EM423

Resistência dos Materiais

Faculdade de Engenharia Mecânica UNICAMP

1 o Semestre de 2007

Trabalho:

Relatório de ensaio de tração com materiais poliméricos.

Grupo:

Atahualpa Moura Mendes

042117

Gustavo Henrique Rossini

043911

Hermann J. B. D. Simon

044028

Murilo Lahr

045465

Tatiana Ramos Pacioni

046591

ÍNDICE

1)

OBJETIVOS

3

2)

INTRODUÇÃO

3

3)

EQUIPAMENTOS E MATERIAIS

5

3.1)

ENSAIOS DE TRAÇÃO

5

3.2)

MATERIAIS POLIMÉRICOS

6

4)

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

7

5)

ANÁLISE DOS RESULTADOS E DISCUSSÃO

8

6)

MEMÓRIA DE CÁLCULO

14

A) Cálculo do módulo de elasticidade

14

B) Cálculo da resistência máxima ou no escoamento

14

C) Cálculo da deformação na resistência máxima ou no escoamento

15

D) Cálculo da resistência na ruptura

15

E) Cálculo da deformação na ruptura

15

F) Cálculo da tenacidade

16

7)

CONCLUSÃO

16

8)

REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS

18

Caracterização de Materiais Poliméricos

2

1)

OBJETIVOS

A caracterização de materiais poliméricos permite a obtenção de propriedades

importantes destes materiais. Nesta experiência foi utilizado um ensaio para a obtenção das propriedades dos polímeros: o ensaio de Tração que relacionou as características dos

polímeros através da resposta dos mesmos quando submetidos a diferentes tensões e deformações.

2)

INTRODUÇÃO

O

Ensaio de Tração é amplamente utilizado para o levantamento de informações

básicas sobre a resistência dos materiais e como um teste de aceitação de materiais que se

faz pelo confronto das propriedades determinadas pelo ensaio e ajustes especificados em projeto. O ensaio consiste na aplicação de uma carga uniaxial crescente a um corpo de prova especificado, ao mesmo tempo em que são medidas as variações no comprimento.

As especificações quanto à forma e dimensões dos corpos de prova, velocidade de

tensionamento, base de medida, etc., são ditadas pela norma técnica correspondente, que no caso de materiais metálicos é a NBR 6152 da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

No ensaio de tração, uma amostra do material (corpo de prova) é submetida a um esforço longitudinal (figura 1). As extremidades recebem garras do equipamento de medição. A figura a seguir mostra um arranjo básico e apenas ilustrativo, sem escalas.

mostra um arranjo básico e apenas ilustrativo, sem escalas. Figura 1 - Ilustração de um corpo

Figura 1 - Ilustração de um corpo de prova submetido a um ensaio de tração.

Caracterização de Materiais Poliméricos

3

A partir das medidas de cargas e os respectivos alongamentos, constrói-se a curva tensão-deformação, como mostra a figura 2, a qual mostra essa relação para diferentes tipos de polímeros.

a b c
a
b
c

Figura 2 - Tensão versus deformação para polímeros (a) frágeis, (b) plásticos, (c) elastômeros.

Um material é dito ter comportamento elástico se, uma vez removido o esforço, as dimensões retornam àquelas antes da aplicação do mesmo, isto é, não há deformações permanentes. O trecho 0-L da figura 3 é a região elástica do material, ou seja, o comprimento retorna ao valor L 0 se o ensaio for interrompido nessa região. A tensão máxima na mesma é o limite de elasticidade σ L do material. Dentro da região elástica, no trecho 0P, a tensão é proporcional à deformação, isto é, o material obedece à lei de Hooke.

deformação, isto é, o material obedece à lei de Hooke. Figura 3 - Região elástica de

Figura 3 - Região elástica de um material.

A partir do ponto L tem-se o início da região plástica ou escoamento do material, em que as deformações são permanentes. É usual considerar início ou limite de escoamen

Caracterização de Materiais Poliméricos

4

to σ E a tensão que produz uma deformação residual ε = 0,002 ou 0,2% (ponto E conforme figura 4). Depois do limite de escoamento há uma significativa redução da área da seção transversal e a tensão real segue algo como a curva tracejada da figura 4. Mas a convenção é usar tensão aparente, em relação à área inicial.

é usar tensão aparente, em relação à área inicial. Figura 4 - Região plástica. Em B

Figura 4 - Região plástica.

Em B da figura 4 tem-se a tensão máxima e, em R, a ruptura do corpo de prova. A tensão σ B é a tensão máxima, também denominada resistência à tração do material. A tensão em R é a tensão de ruptura.

3)

EQUIPAMENTOS E MATERIAIS

3.1) ENSAIOS DE TRAÇÃO

Para os ensaios de tração utilizou-se uma Máquina de Ensaio modelo DL-2000 da EMIC – Equipamentos e Sistemas de Ensaio Ltda., com velocidade de deslocamento de até 500 mm/min e célula de carga com capacidade máxima de até 200 kgf. Atende às normas da ASTM e ABNT. A figura a seguir mostra os componentes básicos de uma máquina de ensaios.

Caracterização de Materiais Poliméricos

5

Figura 5 - Máquina de ensaios de tração A máquina de tração é hidráulica, movida

Figura 5 - Máquina de ensaios de tração

A máquina de tração é hidráulica, movida pela pressão de óleo, e está ligada a um dinamômetro que mede a força aplicada ao corpo de prova. Os modelos mais antigos possuem um registrador gráfico que vai traçando o diagrama de força e deformação em papel milimetrado à medida que o ensaio é realizado.

3.2) MATERIAIS POLIMÉRICOS

Para os ensaios de tração utilizaram os polímeros PEBD, HIPS e PP cujas características estão especificadas a seguir.

Polietileno de Baixa Densidade (PEBD):

O polietileno de baixa densidade é preparado por polimerização do etileno sob pressão (200-350 MPa) a alta temperatura (200 ºC) em presença de oxigênio e peróxido (MANO, 1999). A polimerização do etileno é extremamente rápida e altamente exotérmica (KRESSER, 1969). É um sólido parcialmente cristalino (50-60%) que se funde a aproximadamente 115ºC e se decompõe numa faixa de temperatura de 340-440ºC. Sua temperatura de transição vítrea está em torno de –90ºC, com densidade na faixa 0,914- 0,928 (DANIELS, 1989). Em 1940, com o avanço da espectroscopia de infravermelho revelou-se que o PEBD contém cadeias ramificadas, sendo poucas ramificações de cadeias longas e muitas de cadeias curtas (BILLMEYER JR., 1984).

Caracterização de Materiais Poliméricos

6

Polipropileno (PP):

Os processos de polimerização industriais do polipropileno baseiam-se atualmente em catálise heterogênea, utilizando catalisadores Ziegler-Natta de quarta geração. O polipropileno possui um alto grau de cristalinidade, devido a isso apresenta um alto ponto de fusão, resistência química e mecânica e rigidez. Essa combinação de propriedades permite que o polímero seja orientado durante o processamento através de estiramento, podendo ser transformado em fibras, artigos moldados por injeção ou por extrusão. Sua temperatura de transição vítrea está em torno de –10ºC, com densidade igual a 0,902 (McMillan, 1996).

Poliestireno (PS):

O poliestireno é um homopolímero resultante da polimerização do monômero de

estireno. Trata-se de uma resina, do grupo dos termoplásticos, cuja característica reside na sua fácil flexibilidade ou moldabilidade sob a ação do calor. Os processos de moldagem são principalmente a termoformagem a vácuo e a extrusão. Sob a ação do calor a resina toma a forma líquida ou pastosa, moldando-se com facilidade em torno de um molde. É duro e quebradiço com transparência cristalina, semelhante ao vidro. O poliestireno de alto impacto (HIPS) contém de 5 a 10% de elastômero, que é incorporado através de mistura mecânica ou diretamente no processo de polimerização através de enxerto na cadeia polimérica. Obtém-se desse modo uma blenda.

0

4)

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

O procedimento descrito a seguir foi realizado para o PEBD, o polipropileno (PP) e o poliestireno de alto impacto (HIPS). Todo o ensaio foi controlado pelo software Mteste, disponível no microcomputador ao lado do equipamento. O equipamento foi ligado antes da execução do software. Colocou-se adequadamente o corpo de prova preso às garras, ajustando manualmente a altura da barra tracionada, de modo que as garras estivessem alinhadas e que não houvesse nenhuma força atuando na célula de descarga. Definiu-se no software MTest o método no qual foi realizado o ensaio (tração ou compressão), as dimensões do corpo de prova, velocidade do ensaio e de retorno, os limites de operação do equipamento, a forma de apresentação dos resultados, entre outros.

Caracterização de Materiais Poliméricos

7

5)

ANÁLISE DOS RESULTADOS E DISCUSSÃO

O ensaio de tração foi realizado de maneira totalmente computadorizada,

utilizando-se a máquina de ensaio modelo DL-2000 da EMIC – Equipamentos e Sistemas

de Ensaio Ltda., com velocidade de deslocamento de até 500 mm/min, célula de carga com

capacidade máxima de até 2000 kgf e que atende às normas da ASTM e ABNT. Os corpos

de prova utilizados procuraram atender à norma ASTM D638 e suas dimensões encontram-

se especificadas na tabela 1.

Tabela 1 – Dimensões dos corpos de prova utilizados no ensaio de tração.

Dimensão

Ensaio

PP

PEBD

HIPS

 

1 13,00

13,05

13,10

Largura

2 13,00

13,00

13,10

3 13,00

13,00

13,10

(mm)

4 -

13,00

-

 

Média

13,00

13,01

13,10

 

1 3,25

3,30

3,25

Espessura

2 3,25

3,25

3,25

3 3,25

3,25

3,25

(mm)

4 -

3,25

-

 

Média

3,25

3,26

3,25

 

1 42,25

43,06

42,58

2 42,25

42,25

42,58

Área de secção transversal (mm²)

3 42,25

42,25

42,58

4 -

42,25

-

Média

42,25

42,45

42,58

O software conectado à máquina de ensaio, MTest forneceu os seguintes gráficos

relacionando a força aplicada longitudinalmente ao corpo de prova à deformação absoluta

por este sofrida:

Caracterização de Materiais Poliméricos

8

Figura 2 - Gráfico da variação de força em função da deformação para corpos de

Figura 2 - Gráfico da variação de força em função da deformação para corpos de prova de PP.

em função da deformação para corpos de prova de PP. Figura 3 - Gráfico da variação

Figura 3 - Gráfico da variação de força em função da deformação para corpos de prova de PEBD.

Caracterização de Materiais Poliméricos

9

Figura 4 - Gráfico da variação de força em função da deformação para corpos de

Figura 4 - Gráfico da variação de força em função da deformação para corpos de prova de HIPS.

A análise deste gráfico permite que seja calculado o módulo de elasticidade ou módulo de Young. O módulo de elasticidade é medido pela razão entre a tensão e a deformação relativa, dentro do limite elástico, em que a deformação é totalmente reversível e proporcional à tensão. Poderia ser encontrado pela tangente da parte linear da curva caso os eixos fossem adaptados para tensão versus deformação. A tensão pode ser obtida dividindo-se a força pela área transversal do corpo de prova, e a deformação relativa seria obtida dividindo-se a deformação absoluta (incremento no comprimento do corpo de prova), pelo comprimento útil do corpo de prova.

 

σ

F/ A

ε =

=

(1)

 

D

x / L

Em que: ε = módulo de elasticidade

σ = tensão

D = deformação

F = Força aplicada longitudinalmente ao corpo de prova

A

= Área de secção transversal do corpo de prova

L

= comprimento útil do corpo de prova

x = deformação absoluta

Caracterização de Materiais Poliméricos

10

Pontos no início do ensaio não devem ser avaliados para a obtenção do módulo de

Young, pois a máquina parte da velocidade inicial zero e não atingiu ainda a velocidade

determinada para o ensaio. A parte elástica corresponde àquela em que a deformação é

proporcional à tensão aplicada, logo, deve apresentar comportamento linear nos gráficos

obtidos. Os cálculos para obtenção do módulo de elasticidade foram realizados pelo

próprio software da máquina de ensaio e encontram-se na tabela 7.

Tabela 5 – Módulo de Elasticidade (ε) dos polímeros.

 

Corpo de

Módulo de elasticidade (kgf/mm 2 )

Módulo de elasticidade médio (kgf/mm 2 )

Polímero

prova

 

1

25,36

 

HIPS

2

25,33

25,71

3

26,45

 

1

2,554

 

2

3,041

3,078

PEBD

3

3,188

4

3,529

 
 

1

20,66

 

PP

2

19,37

19,92

3

19,73

O programa Mtest também fornece os valores de força máxima executada durante o

ensaio. Esse é um dado importante, uma vez que permite obter a resistência máxima σ max ,

a qual determina a tensão máxima na qual um polímero pode se submeter sem que sofra

deformação plástica (irreversível), sendo, portanto, um parâmetro importante a ser avaliado

no momento da seleção de materiais. A resistência máxima é obtida através da seguinte

relação:

σ

máxima

F máxima

=

A

Em que: σ máxima = tensão máxima

F máxima = força máxima aplicada

A = área transversal do corpo de prova

(2)

A deformação absoluta na tensão máxima também é um dado fornecido pelo

programa. Através dela pode-se obter a deformação na resistência máxima, correspondente

à relação entre deformação absoluta e o comprimento útil do corpo de prova:

Caracterização de Materiais Poliméricos

11

ε

resist max

Em que:

γ resist max

=

L

ε resist max = deformação na resistência máxima

γ resist max = incremento longitudinal do corpo de prova na resistência máxima

L = comprimento útil do corpo de prova

Essa deformação na tensão máxima indica o último ponto em que a deformação no

corpo de prova é elástica. Ou seja, se o corpo se deformar além deste valor, isto indica que

as cadeias poliméricas estão se movimentando entre si e, caso a tensão cesse, o corpo não

mais retornará às dimensões iniciais, sofrendo deformação permanente.

Os valores obtidos experimentalmente para a resistência máxima e deformação na

resistência máxima encontram-se na tabela 6.

Tabela 6 - Resistência máxima ou no escoamento (σ max ) e deformação na resistência

máxima.

   

Força

σσσσ max

Deformação na σσσσ max (mm)

Deformação na σσσσ max (adimensional)

Polímero

Corpo de

máxima

prova

(kgf)

kgf/mm²)

 

1

133,8

3,142

7,14

0,143

HIPS

2

134,2

3,152

8,07

0,161

3

134,2

3,152

7,56

0,151

 

Média

134,1

3,149

7,59

0,152

 

1 39,81

0,925

66,31

1,326

2 39,67

0,939

62,42

1,248

PEBD

3 39,50

0,935

57,82

1,156

4 36,33

0,860

86,92

1,738

Média

38,33

0,915

68,37

1,367

 

1 160,5

3,799

12,66

0,253

2 155,3

3,676

13,74

0,275

PP

3 157,2

3,721

14,03

0,281

Média

157,7

3,732

13,48

0,270

Analogamente à resistência máxima e à deformação na resistência máxima, podem-

se calcular os valores de resistência e deformação no momento da ruptura através dos dados

de força aplicada e deformação absoluta no momento da ruptura, ambos fornecidos pelo

programa. A resistência de ruptura é a tensão máxima que o polímero suporta antes de se

romper. Valores calculados para resistência e deformação no momento de ruptura estão

disponíveis na tabela 7.

Caracterização de Materiais Poliméricos

12

Tabela 7 - Resistência na ruptura (σ rup )e deformação na ruptura

 

Corpo

Força na

σσσσ rup

Deformação na

Deformação na ruptura (adimensional)

Polímero

de prova

ruptura (kgf)

(kgf/mm²)

ruptura (mm)

 

1 124,5

2,924

38,11

0,762

2 127,7

2,999

42,56

0,851

HIPS

3 127,5

2,994

49,6

0,992

Média

126,6

2,972

43,423

0,868

 

1 35,36

0,821

88,20

1,764

2 36,74

0,870

87,14

1,743

PEBD

3 35,89

0,849

76,89

1,538

4 32,04

0,758

105,5

2,110

Média

35,01

0,825

89,43

1,789

 

1

139

3,290

18,41

0,368

PP

2

80,98

1,917

25,41

0,508

3

80,5

1,905

25,37

0,507

 

Média

100,2

2,371

23,06

0,461

Ainda foi possível determinar a tenacidade dos materiais, ou seja, a energia

mecânica ou impacto necessário para levar um material à ruptura. Se um material é tenaz

ele pode sofrer um alto grau de deformação sem romper. Tais resultados podem ser

encontrados na tabela abaixo:

Tabela 8 Tenacidade dos materiais

Tenacidade

média

(kgf/mm)

Corpo

de prova

Tenacidade

(kgf/mm)

Polímero

1

51,1

PP

60,0

2

64,9

3

64,1

1

72,2

PEBD

2

73,1

3

64,2

71,8

4

77,5

1

99,2

HIPS

2

107,0

112,2

3

130,3

Caracterização de Materiais Poliméricos

13

6)

MEMÓRIA DE CÁLCULO

Cálculos realizados para o poliestireno de alto impacto (HIPS)

A) Cálculo do módulo de elasticidade

O módulo de elasticidade é medido pela razão entre a tensão e a deformação, dentro do limite elástico, em que a deformação é totalmente reversível e proporcional à tensão.

 

σ

F/ A

ε =

=

(11)

 

D

x / L

Em que: ε = módulo de elasticidade

σ = tensão

D = deformação

F = Força aplicada longitudinalmente ao corpo de prova

A

= Área de secção transversal do corpo de prova

L

= comprimento útil do corpo de prova

x = incremento no comprimento do corpo de prova Para os cálculos, são utilizados dois pontos aleatórios do primeiro ensaio do gráfico da figura 9, coletados numa região onde o comportamento do ensaio é linear:

ε

=

(96 − 60) kgf 42,58 mm
(96
60) kgf
42,58 mm

2

(5,833

4,167) mm

ε = (96 − 60) kgf 42,58 mm 2 (5,833 − 4,167) mm 50 mm 2

50 mm

2

=

25,36kgf/mm²

(12)

B) Cálculo da resistência máxima ou no escoamento

A resistência máxima ou no escoamento pode ser obtida dividindo-se a força máxima, F max , pela área da seção transversal, A. Utilizando-se os dados do ensaio 1, temos:

σ máxima

=

F

máxima

133,8 kgf

=

=

A 42,58 mm

3,142 kgf / mm

2

Caracterização de Materiais Poliméricos

(13)

14

C)

Cálculo da deformação na resistência máxima ou no escoamento

A deformação na resistência máxima é a relação adimensional entre a deformação na

força máxima e o comprimento útil de prova.

ε

resist max

γ resist max

=

L

Em que:

ε resist max = deformação na resistência máxima

γ resist max = incremento longitudinal do corpo de prova na resistência máxima L = comprimento útil do corpo de prova

O incremento longitudinal do corpo de prova corresponde à deformação fornecida pelo

programa MTest, e deve possui a mesma unidade de L. Portanto, para o corpo de prova 1 do HIPS, a deformação será dada por:

ε resist máx

7,137mm

=

50 mm

= 0,143

D) Cálculo da resistência na ruptura

A resistência máxima ou no escoamento pode ser obtida dividindo-se a força no momento da ruptura pela área da seção transversal (A). Utilizando-se os dados do primeiro ensaio, temos:

σ ruptura

=

F ruptura

124,5 kgf

=

A 42,58 mm

= 2,924 kgf / mm

2

E) Cálculo da deformação na ruptura

(14)

Analogamente ao cálculo da deformação na resistência máxima:

Em que:

ε

ruptura

γ ruptura

=

L

ε ruptura = deformação na resistência de ruptura

γ ruptura = incremento longitudinal do corpo de prova na resistência de ruptura

Caracterização de Materiais Poliméricos

15

L = comprimento útil do corpo de prova

Portanto:

ε

ruptura

=

38,11 mm

50 mm

= 0,762

F) Cálculo da tenacidade

A energia mecânica necessária para levar um determinado material à ruptura pode ser calculada através da área num gráfico tensão versus deformação do material, portando basta integrar a curva que define o material, da origem até a ruptura. Como se desconhecia a função que relaciona essas duas variáveis, a determinação foi feita a partir da estimativa da área que se encontra abaixo das curvas obtidas. Esta estimativa foi realizada dividindo- se a área sob a curva do gráfico de força versus deformação em quadrados e somando-se a área destes. Para se obter a relação tensão versus deformação, basta dividir a o valor encontrado pela área de secção transversal At. A contribuição de cada quadrado para a tenacidade tem valor A’. Para o HIPS:

A'=

A

'=

F

At

xγ

15 kgf

42,58

mm

5

mm

=

1,7614

kgf

/

mm

Para o corpo de prova 1, foram contados 56,3 quadrados sob a área da curva. Logo, a tenacidade será dada por:

Tenacidade = n x A’ = 56,3 kgf/mm.1,7614 = 99,2 kgf/mm

7)

CONCLUSÃO

De maneira geral, pode-se afirmar que os resultados dos ensaios conduzidos foram bastante satisfatórios. Foi possível investigar as co-relações existentes entre as propriedades dos materiais poliméricos. Ainda foi possível entender porque tais características devem ser conhecidas para que o material mais adequado para um dado

Caracterização de Materiais Poliméricos

16

serviço seja selecionado levando ainda em consideração a combinação de outros fatores:

custo, disponibilidade, vida útil e etc.

A análise visual dos corpos de prova empregados nos ensaios de tração permitiu

observar que todas as fraturas ocorreram na parte superior destes, porém ainda na região a qual é dado o nome de comprimento útil. Tal fato pode ser explicado pela não realização

de um tratamento prévio das amostras, o que ocasionalmente gera acúmulo de tensão em regiões em que existem falhas, que por sua vez, estão relacionadas a problemas de injeção dos corpos de prova, como a temperatura do molde, a pressão de injeção e o recalque entre outras variáveis que devem ser adequadamente selecionadas para o sucesso da moldagem. Além disso, notou-se que todo o comprimento útil dos corpos de prova do poliestireno de alto impacto ficou esbranquiçado antes da ruptura. Isso se deve à submissão do HIPS a uma energia de impacto com o ensaio. Parte de tal energia é dissipada pelo material sob a forma de calor, pela vibração térmica de seus átomos e pelos movimentos de relaxação de segmentos da macromolécula. A energia restante se dissipa com a formação de diversas microfissuras na interface da matriz com a borracha. Essas microfissuras se propagam até que uma nova partícula de borracha seja encontrada na qual a energia será novamente dissipada sob a forma de calor e novas microfissuras poderão assim ser nucleadas, num processo de redistribuição da energia de impacto (GRASSI, 2001). Esse mecanismo de formação de microfissuras é o principal responsável pela alta tenacidade do HIPS. A fratura ainda pode ser classificada como frágil tendo em vista que a superfície em que ocorreu a ruptura mostrou-se lisa e perpendicular à direção em que a tensão foi aplicada. Não foi observada a formação de pescoço, fenômeno caracterizado pela redução da área transversal. No caso do polietileno de baixa densidade, não foi observada a ocorrência de “crazing” em nenhum dos corpos de prova submetidos ao ensaio. Por outro lado, ocorreu a formação de pescoço e notou-se deformação caracteristicamente plástica na região da

fratura, o que é próprio da fratura dúctil. Foi visto ainda que a redução da área não ocorreu somente na região da fratura, mas também em grande parte do comprimento útil.

A observação dos campos de prova do polipropileno permitiu notar a ocorrência de

“crazing” em todos eles. A superfície de ruptura do campo de prova 1 assemelha-se em alguns aspectos as do poliestireno de alto impacto: é praticamente reta e perpendicular à direção em que a tensão é aplicada e o fenômeno de pescoço é pouco pronunciado. Por outro lado, é rugosa. Já as amostras 2 e 3, apresentaram fraturas rugosas, com pescoço

Caracterização de Materiais Poliméricos

17

pronunciado e deformação plástica. Nesse caso, a caracterização da fratura pode ser dada como dúctil.

A análise dos gráficos obtidos com os ensaios de tração permitiu o levantamento de

inúmeras informações. O polietileno de baixa densidade apresentou módulo de Young relativamente baixo e baixa tenacidade, o que restringe seu uso em aplicações em que o

material é submetido a esforços mecânicos. A menor resistência ao escoamento pode ser explicada pelo menor grau de cristalinidade que tal material apresenta em comparação com os demais.

O poliestireno de alto impacto é o que requer maior energia para se romper (mais

tenaz), o que justifica a incorporação de material elastomérico (borracha) ao poliestireno. É também aquele que apresentou menor deformação na tensão máxima e a segunda maior deformação no momento da ruptura. Enquanto que o polipropileno foi aquele que apresentou menor deformação no momento de ruptura e por outro lado apresentou a maior força máxima aplicada. O grupo metila dificultaria a cristalização, resultando em características mecânicas inferiores, porém grande parte do polipropileno comercializado é do tipo "isotático", em que a maioria das unidades de propeno está com a "cabeça" unida à "cauda", formando uma cadeia com todos os grupos metila orientados para o mesmo lado. Esta estrutura estereorregular favorece o desenvolvimento de regiões cristalinas, que, dependendo das condições de processamento, permite obter uma cristalinidade entre 40 e 70%, o que explica características superiores as do polietileno de baixa densidade.

8)

REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS

(1) BILLMEYER JR., F. W. Hydrocarbon Plastics and Elastomers. In: Textbook of

Polymer Science. 3 ed., John Wiley & Sons, 1984. Cap. 13, p. 361-380.

(2) DANIELS, C. A. Polymers: Structure and Properties. Pennsylvania: Technomic

Publishing Company, 1989.

(3) GRASSI, Vinícius G.; FORTE, Maria Madalena C.; DAL PIZZOL, Marcus F

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