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Dimensionamento de um sistema de bombeamento fotovoltaico

Imagina que tens um poço no teu jardim, com uma determinada profundidade, e que pretendes aproveitar a água para regares o teu terreno, mas esse teu terreno não tem electricidade. Então irás usar um painel fotovoltaico, para produzir energia, de forma a conseguires alimentar a bomba que vai bombear a água do poço até ao teu terreno.

Para isso devemos seguir sempre os seguintes pontos:

1. Avaliar as necessidades de energia hidráulica (determinares a quantidade de energia que a tua bomba vai necessitar para teres um caudal e pressão suficientes);

2. Avaliar a energia solar aproveitável (determinar a quantidade de energia que o nosso sistema fotovoltaico vai receber para produzir electricidade);

3. Escolher o grupo motor-bomba necessário (determinar qual a potência da bomba necessária, para vencer a altura do posso e conduzir a água até ao terreno).

1º Passo- Como sabes a água do teu poço poderá ser para consumo humano, consumo de animais, para rega ou uma mistura destas. Em qualquer dos casos terá de calcular o consumo média diário necessário.

Os consumos diários dos animais ou das aplicações agrícolas poderão ser calculadas através das seguintes tabelas:

Animal

Litro/dia/animal

Cavalo

40

Boi

20

Criação de Bovinos

50

Vaca leiteira

140

Porco

20

Ovelha

5

Cabra

5

Aves de capoeira

0,1

de Bovinos 50 Vaca leiteira 140 Porco 20 Ovelha 5 Cabra 5 Aves de capoeira 0,1

Cultivo

m

3 /Hectare/dia

(1Ha=10.000m 2 )

Arroz

 

100

Quintas Rurais

 

60

Quintas de Fruta

 

55

Algodão

 

55

Hortaliça

 

50

Cerais

 

45

Batatas

 

45

Milho

 

40

Tomate

 

40

Cítricos

 

35

Azeitona

 

15

Após definirmos as necessidades de água para cada mês do ano, passamos ao cálculo da energia hidráulica mensal, a qual é dada pela seguinte expressão:

E h = p x g x V x H

E h - energia hidráulica em joules (J)

p

- densidade de água igual a 1000Kg/m 3

g

aceleração da gravidade igual a 9,8m/s 2

V

volume de água (m 3 )

H

altura total (m)

volume de água (m 3 ) H – altura total (m) Deverás recordar as conversões de
Deverás recordar as conversões de unidades, nomeadamente que: 1litro= 1dm 3 =0,001 m 3
Deverás recordar as conversões de unidades, nomeadamente
que:
1litro= 1dm 3 =0,001 m 3

Analisando a fórmula verificamos que a densidade de água e a aceleração da gravidade têm valores constantes, sendo que o valor da energia hidráulica vai variar consoante os valores do volume de água e da altura total. O valor do volume de água, já vimos anteriormente que é dado com a determinação da necessidade de água. Por sua vez, o

valor do volume de água, já vimos anteriormente que é dado com a determinação da necessidade

valor da altura total é muito importante e é dado com base na pressão que a bomba deve vencer.

A

H

altura total será calculada com base na seguinte fórmula:

altura total (m)

H = Hd + Hg

Hd altura dinâmica (m)

Hg - altura estática (m)

Hd poderá ser calculado três formas, 1º a fórmula comum, 2º no caso de haver acessórios (válvulas cotovelos Ts, reduções….) a segunda fórmula e 3º através de

tabelas:

1ª Formula:

 

H

d

f
f

Hd -Altura dinâmica em m;

 

f

- Coeficiente de fricção;

L

- Comprimento das tubagens em m;

V

- Velocidade média do fluido em m/s;

 

d

- Diâmetro hidráulico das tubagens em m;

g

- Aceleração da gravidade em m/s2.

L

v

2

d

2g

2ª Formula:

H

d

da gravidade em m/s2. L v 2 d 2g 2ª Formula: H d K v 2

K

v

2

2g

K - Coeficiente adimensional que depende do tipo de acessório.

Valores de coeficiente K para diferentes tipos de acessórios em tubagens

Acessório

Coeficiente K

União de depósito à tubagem. Ligação rente à parede

0,5

acessórios em tubagens Acessório Coeficiente K União de depósito à tubagem. Ligação rente à parede 0,5

Acessório

Coeficiente K

União de depósito à tubagem. Tubagem rasante

1

União de depósito à tubagem. Ligação afunilada

0,005

Da tubagem para o depósito

1

Cotovelo de 45º

0,35 a 0,45

Cotovelo de 90º

0,5 a 0,75

T’s

1,5 a 2

2ºPasso: No caso da energia solar esta é calculada com base na intensidade de radiação, o que varia com a localidade e a altura do ano. Como já sabes caso não tenhamos os dados da localização onde vamos colocar a nossa instalação, teremos que nos basear pelos dados mais próximos que dispomos. No cálculo da radiação solar incidente sobre uma superfície inclinada temos de aceder à tabela 5 do anexo A, para obtermos a energia em Mj que incide sobre um metro quadrado de superfície horizontal num dia médio de cada mês em cada distrito de Portugal.

Para isso teremos que orientar correctamente o nosso gerador fotovoltaico:

-10º para todo o ano (essencialmente consumos domésticos);

-20º para o Verão (essencialmente regas).

 -20º para o Verão (essencialmente regas). Deverás ter em conta ao facto de se o
Deverás ter em conta ao facto de se o consumo é constante ao longo do
Deverás ter em conta ao facto de se o consumo é constante
ao longo do ano, que a correcção deverá ser de +10º.

Para escolhermos o mês de dimensionamento vamos escolher aquele em que o quociente entre a energia hidráulica necessária e a energia solar disponível for máximo, ou seja, o mês com pior energia solar disponível.

3º Agora teremos que determinar a potência de pico do campo de painéis que é necessário para satisfazer a procura de água ao longo do ano.

Sabemos que a potência de saída dos módulos será inferior à de pico, devido a
Sabemos que a potência de saída dos módulos será inferior à de pico, devido a
Sabemos que a potência de saída dos módulos será inferior à
de pico, devido a factores como a Intensidade ao longo do dia
tomar valores inferiores a 1000 W/m 2 , entre outros factores.

3ºPasso: Para calcular a potência de pico do gerador vamos seguir o seguinte

procedimento:

Começamos por calcular a energia eléctrica diária, Ee, expressa em kWh como:

E

e

E

energia eléctrica diária, Ee, expressa em kWh como: E e E h mb Ee – energia

h

mb

Ee energia eléctrica diária (kWh)

Eh energia hidráulica (kWh/dia)

ŋmb rendimento médio diário mensal

O rendimento médio diário mensal do subsistema motor-bomba terá 3 valores

constantes possíveis.

Rendimento médio diário mensal do subsistema motor-bomba

0,3

Unidades de sucção superficial, ou unidades flutuantes de sucção submersa que utilizam motores de íman permanente CC com ou sem escovas e bombas centrífugas

0,4

Unidades flutuantes de CC com bomba submersa ou unidades de bomba submersa com motor na superfície ou com motor de CC com ou sem escovas e bomba centrífuga multi-estado

0,42

Bombas centrífugas multi-estado submersíveis de CC ou CA e bombas de deslocamento positivo submersas em motor de CC na superfície.

Uma vez obtida Ee calcula-se a área de gerador necessária para fornecer tal energia:

A

E e

fv
fv

G

dm

A área (m2)

Ee energia eléctrica diária (kWh)

E e fv G dm A – área (m2) Ee – energia eléctrica diária (kWh) fv

fv - rendimento médio diário mensal do gerador

E e fv G dm A – área (m2) Ee – energia eléctrica diária (kWh) fv

Gdm - energia média diária mensal incidente sobre o gerador fotovoltaico para o pior mê (kWh/m2/dia)

fv é o rendimento médio diário mensal do gerador, que se calcula:sobre o gerador fotovoltaico para o pior mê (kWh/m2/dia) fv = Fm x Ft x g

rendimento médio diário mensal do gerador, que se calcula: fv = Fm x Ft x g

fv = Fm x Ft x

g
g

Fm - factor de acoplamento médio

Factor de acoplamento médio Sistema de seguimento do ponto de máxima potência Bombas centrífugas Bombas centrífugas de deslocamento positivo

0,95

0,9

0,8

Ft -termo que tem em conta o efeito da temperatura sobre os módulos fotovoltaicos

Ft

0,8

Climas quentes

0,9

Climas frios

g -rendimento do gerador a 25 ºC.fotovoltaicos Ft 0,8 Climas quentes 0,9 Climas frios A potência eléctrica de saída de um gerador

A potência eléctrica de saída de um gerador fotovoltaico a 25 °C e 1000 W/m2 é:

Substituindo

P

p

A 1000 g
A 1000
g
a 25 °C e 1000 W/m2 é: Substituindo P p A 1000 g g e A

g e A pelos seus valores teremos:

P

p

E 1000 h F F G mb m t dm
E 1000
h
F
F G
mb
m
t
dm
a 25 °C e 1000 W/m2 é: Substituindo P p A 1000 g g e A

A potência eléctrica de entrada do motor da bomba anteriormente.

gerador fotovoltaico calculada

da bomba anteriormente. ≥ gerador fotovoltaico calculada Se a potência exigida pelo motor for inferior à
Se a potência exigida pelo motor for inferior à potência pico do gerador fotovoltaico, produzem-se
Se a potência exigida pelo motor for inferior à potência pico
do gerador fotovoltaico, produzem-se perdas menores por
desacoplamento mas o motor suporta sobretensões de
funcionamento, o que pode encurtar o seu tempo de vida.

Para calcular a configuração do gerador fotovoltaico, o número de painéis fotovoltaicos ligados em série e paralelo, vamos aplicar as seguintes equações:

Número de módulos em série = Tensão nominal do motor/tensão nominal de um painel;

Número

de

módulos

em

paralelo

=

Potência

pico

do

campo

gerador

fotovoltaico/(nº de painéis em série x potência pico de um painel).

Entre as diferentes bombas comerciais disponíveis, vamos escolher aquela cuja curva característica responda às necessidades de pressão, H, e caudal, Q.

O caudal Q que a bomba deve fornecer, calcula-se a partir das horas de pico de sol através da expressão:

Q

a partir das horas de pico de sol através da expressão: Q V HSP Exercício Vamos

V

HSP

Exercício

Vamos calcular o caudal médio que uma bomba deve fornecer, para abastecer as necessidades de uma quinta na zona de Coimbra, em que temos os seguintes dados para os meses do ano:

Volume necessário, V (m 3 /dia) Altura Altura Altura Energia Mês estática, H g dinâmica,
Volume
necessário,
V (m 3 /dia)
Altura
Altura
Altura
Energia
Mês
estática, H g
dinâmica, H d
total, H
hidráulica
(m)
(m)
(m)
(kWh/dia)
Janeiro
20
10
1,5
11,5
0,626
Fevereiro
20
10
1,5
11,5
0,626
Março
20
10
1,5
11,5
0,626
Abril
20
10
1,5
11,5
0,626
Maio
20
10
1,5
11,5
0,626
Junho
20
10
1,5
11,5
0,626
Julho
20
10
1,5
11,5
0,626

Agosto

20

10

1,5

11,5

0,626

Setembro

20

10

1,5

11,5

0,626

Outubro

20

10

1,5

11,5

0,626

Novembro

20

10

1,5

11,5

0,626

Dezembro

20

10

1,5

11,5

0,626

Sabendo ainda que a nossa bomba será uma bomba centrífuga multi-estado, submersível, com seguimento do ponto de máxima potência para o clima frio de Coimbra.

Solução

Q = 7,6 m 3 /h

submersível, com seguimento do ponto de máxima potência para o clima frio de Coimbra. Solução Q