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INICIAÇÃO À FOTOGRAFIA

2006/2007

2. INVENÇÃO

Fotografia do Gr. phôs, photós, luz + graph, r. de graphein, desenhar

s. f., arte de fixar numa chapa sensível, por meio da luz, a imagem dos objectos;

A fotografia baseia-se em dois factos fundamentais:

  • 2. A formação das imagens na câmara escura

  • 3. Enegrecimento dos sais de prata em presença da luz

“(…) peculariedade fundamental do medium fotográfico: os próprios objectos físicos imprimem a sua imagem por meio da acção óptica e química da luz” (Rudolf Arnheim Rudolf_1981)

Albrecht Dürer (1471-1528)_Máquina de desenhar, xilogravura

Albrecht Dürer (1471-1528)_Máquina de desenhar, xilogravura

Joseph Nicéphore Niepce (1765-1833)

Partindo de processos litográficos, consegue a partir de 1816 fixar imagens, a que chama heliografias (do Gr. hélios, Sol + graph, r. de gráphein, descrever). Estas primeiras fotografias são negativos e só com o uso do betume da Judeia

(que branqueia quando exposta à luz, em vez de enegrecer como o cloreto de

prata) vai conseguir a primeira fotografia em 1826.

JOSEPH NICEPHORE NIEPCE (1765-1833)

Em 1826, usando uma camera obscura com uma chapa de estanho, Niépce produziu a primeira fotografia directamente da natureza, uma vista da janela de sua casa em Gras. O tempo de exposição foi de cerca de 8 horas, durante as quais o sol se moveu de este para oeste, parecendo por isso que brilha nos dois lados da chapa. Niepce chamava às imagens tiradas ao natural pontos de vista.

Câmara, fabricada por Niepce, equipada com um diafragma íris.

Processo Niepce:

Numa placa de cobre prateada, cuidadosamente polida, espalha-se um verniz feito de betume da Judeia dissolvido em óleo de alfazema. Expõe-se a chapa preparada à luz; a imagem fica invisível. As partes do verniz afectadas pela luz tornam-se insolúveis ou solúveis conforme a quantidade de luz recebida durante a exposição. Se, depois de uma exposição apropriada na câmara escura, se banhar a placa numa solução de óleos essenciais, as partes do verniz não afectadas pela luz dissolvem-se. Após uma lavagem com água tépida pode ver-se a imagem composta pelas camadas de betume nas zonas claras e pela superfície da chapa prateada nas zonas de sombra.

Louis-Jacques Mandé Daguerre (1787 – 1851)

Daguerre era já célebre pelo seu Diorama, onde aplicava conhecimentos de perspectiva e jogos de luz dando a ilusão de profundidade. Formou sociedade com Niepce em 1829, reconhecendo-o como inventor de “um meio novo de fixar as vistas que a natureza oferece sem ter de recorrer a um desenhador”. Daguerre irá continuar a desenvolver a invenção de Niepce depois de este morrer em 1833, sem no entanto o dar a conhecer ao público.

Fotografia de Nadar_1844

Primeiro daguerreótipo

Primeiro daguerreótipo Daguerre consegue reduzir o tempo de exposição de 8 horas para 30 minutos em

Daguerre consegue reduzir o tempo de exposição de 8 horas para 30 minutos em 1835 através do iodeto de prata e posterior exposição a vapores de mercúrio e lavagem com água saturada de sal marinho. Em 1837 o filho de Niepce, Isidore assina um acordo com Daguerre em que este fica com a autoria de um novo invento, o daguerreótipo. Em 1839 vendem os direitos da daguerreotipia e da heliografia ao governo francês. Daguerre publica um livro onde dá a conhecer todo o processo.

Gisèle Freund no seu livro La fotografia como documento social, tenta aprofundar as razões do fenómeno daguerreótipo:

“…essas camadas da média burguesia que encontraram na fotografia o novo meio de auto-representação de acordo com as suas condições económicas e ideológicas.”

Particulariza que se a fotografia

“de início se viu adoptada pela classe dominante, a que tinha nas suas mãos o verdadeiro poder:

industriais, proprietários de fábricas e banqueiros, homens do Estado, literatos e sábios e todo aquele que pertencia aos meios intelectuais de Paris… pouco a pouco, foi descendo às camadas mais profundas da média e pequena burguesia, à medida que aumentava a importância destas formações sociais.”

Samuel Morse (1791-1872) Introduz o daguerreótipo nos Estados Unidos da América onde será amplamente difundido.

A guerra civil norte americana (entre1861 e 1865) foi o primeiro conflito prolongado a ser registado pela fotografia. O nome Mathew B. Brady é quase um sinónimo da fotografia da guerra civil. Não tanto pelas que fez mas pelo facto de ter empregado no seu estúdio outros conhecidos fotógrafos desta guerra.

Edgar Allan Poe, fot. de W.S. Hartshorn, Providence, Rhode Island, Nov. 1848

Daniel Webster , ca. 1850 Albert Sands Southworth (American, 1811–1894); Josiah Johnson Hawes (American, 1808–1901) Daguerreotype;

Daniel Webster, ca. 1850 Albert Sands Southworth (American, 1811–1894); Josiah Johnson Hawes (American, 1808–1901) Daguerreotype; 21.5 x 16.6 cm

“Não nos atrevíamos a logo a contemplar durante bastante tempo as primeiras imagens que se obtiveram (o daguerreótipo). Receávamos, perante a nitidez dessas personagens, e críamos que as suas pequenas, minúsculas caras podiam, a partir da imagem, olhar-nos; tão desconcertante era o efeito da nitidez insólita e da insólita fidelidade à natureza dos primeiros daguerreótipos” Dauthendy

“o próprio processo induzia os modelos a viver aquele momento: enquanto posavam longamente, cresciam, por assim dizer, dentro da própria imagem e colocavam-se, por isso, em decisivo contraste com os fenómenos de um instantâneo… Tudo estava disposto para durar, nestas primeiras fotografias.” Walter Benjamin, Breve História da Fotografia

John Adams Whipple (Americano, 1822-1891) Cornelius Conway Felton with His Hat and Coat , early 1850s

John Adams Whipple (Americano, 1822-1891) Cornelius Conway Felton with His Hat and Coat, early 1850s Daguerreótipo

J.A. Whipple, early daguerreotype of the moon. February 26, 1852. From the Harvard Daguerreotype Collection.

J.A. Whipple, early daguerreotype of the moon. February 26, 1852. From the Harvard Daguerreotype Collection.

Câmara Voigtländer, com objectiva Petzval, 1841. A imagem era circular.

Jozef Maximilián Petzval (1807-1891) Matemático da universidade de Viena confia o fabrico de uma objectiva a Peter Voigtländer (1812-1878) em 1841. Em pouco tempo surgiram imitações em toda a Europa e EUA. A objectiva Voigtländer era 16 vezes mais luminosa que a do Daguerreótipo. Seria hoje uma objectiva de f:3.6.

Jozef Maximilián Petzval (1807-1891) Matemático da universidade de Viena confia o fabrico de uma objectiva a

Daguerreótipo

-Imagem positiva única -Imagem sobre superfície metálica, só se via com determinada luz -Imagem invertida (em espelho)