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Ignatief 08.03.

2008

08.03S VLADIMIR PUTIN: GASODUTO “CORRENTE DO NORTE” SERÁ CONSTRUÍDO EM


RIGOROSA CONFORMIDADE COM OS PLANOS E O CRONOGRAMA

A Rússia e a Alemanha continuarão as obras do gasoduto “Corrente do Norte”, o qual será colocado no fundo
do mar Báltico com destino à Europa, em conformidade com os planos e o cronograma. O anúncio foi
divulgado este sábado em Moscou ao fim das conversações entre Vladimir Putin e a primeira-ministra alemã
Angela Merkel.
A cooperação no setor energético não é apenas um negócio bilateral mutuamente vantajoso, mas é também
uma garantia de provimento energético seguro da Europa em geral – sublinhou Vladimir Putin. Disse que a
realização deste encontro russo-alemão poucos dias depois das presidenciais na Rússia prova as relações
muito especiais estabelecidas entre os dois países.
Este encontro com a senhora primeira-ministra da Alemanha está se realizando breves dias depois das
eleições presidenciais na Rússia. A senhora Merkel é a primeira entre os dirigentes estrangeiros que vai se
entrevistar pessoalmente com o presidente eleito Dmitri Medvedev. Não é uma simples coincidência, é um
testemunho do caráter privilegiado das relações bilaterais, uma prova da vontade mútua de seguir firmemente
na linha voltada para aprofundamento da parceria estratégica entre a Rússia e a Alemanha. Não duvido que
nos próximos anos esta linha vai continuar – assinalou Vladimir Putin.
Os interlocutores analisaram vários problemas internacionais prementes, declarando Vladimir Putin que a
proclamação unilateral da independência do Kosovo foi um impulso ao separatismo na Europa. Acaba de ser
criado um precedente perigoso, e “seja quem for que tente obstar a inércia por ele criada, esta já está aí” –
acrescentou. Vladimir Putin frisou que a Rússia poderia reconhecer a independência do Kosovo somente no
âmbito do Direito Internacional e com o consentimento da Sérvia. A Rússia só poderia aceitar uma decisão
assim.
O primeiro mandatário russo focalizou também o tema da ampliação da OTAN. Ele acha que a expansão
dessa aliança nas condições atuais, isto é, na ausência de um confronto entre dois sistemas hostis, é não
somente inconveniente, mas também contraproducente. A impressão que se cria é que estejamos
presenciando umas tentativas de criar uma organização que substitua as Nações Unidas. A humanidade
dificilmente aceitaria uma tal estrutura de relações internacionais. Assim só se pode fazer crescer o potencial
conflituoso – pensa o chefe do Estado russo.
Vladimir Putin expressou a esperança de que dentro em breve a Rússia e a União Européia possam
intensificar o trabalho de redação de novo acordo básico. O primeiro magistrado salientou que a Rússia parte
do princípio de que ninguém vai tentar esconder seus interesses estreitamente egoístas alegando a chamada
solidariedade européia. É que simplesmente é necessário sentarmo-nos à mesa de conversações para
buscarmos e encontrarmos soluções para todos os assuntos pendentes – resumiu Vladimir Putin.