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Exposição Artística

“Sociedade, Direito e Políticas Públicas”

Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês do Advogado, confira abaixo as fotos de alguns quadros e poesias participantes. Na edição de Novembro/Dezembro serão publicadas as demais obras. Mais informações sobre os artistas e suas obras, entrar em contato com a Sra. Marília Chartune – Presidente da Associação dos Artistas Plásticos de Santa Maria; Sra. Ligia Militz – Presidente da Academia Santa- mariense de Letras; Sra. Haydé Hostin - CAPOSM – (Casa do Poeta de Santa Maria).

Facão machado serra elétrica ...

RÉQUIEM

Tânia Lopes

O conjunto sinfônico toca sinistro. Assisto impassível covarde sem alarde à morte lenta da vida ...

Uma após outra as árvores caem num surdo baque, como um gemido ...

Assisto impassível covarde sem alarde ao plantio de um deserto ...

ASL - Academia Santa-Mariense de Letras

IMPRENSA, DIREITO E LIBERDADE

Auri Antônio Sudati

Uma imprensa livre deixa um povo contente, senso crítico traz tanta benevolência! O Direito quer liberdade permanente, jornalismo feito de virtude e consciência.

Ser livre é, pois, libertar-se do pesadelo de divulgar notícias com parcialidade, e a imprensa tem cumprido com muito desvelo o tema que o Direito mais clama: a verdade.

Liberdade de imprensa é soberania, o Direito exige transparência e rigor, notícias verídicas para um novo dia, jornalismo feito com virtude e amor.

CAPOSM - Casa do Poeta de Santa Maria

Consciência Verde

RECICLÁVEL

Onilse Noal Pozzobon

João Marcos Adede y Castro

Entre a consciência e a lei dança na corda bamba o cotidiano. Trapezistas que somos

Entre as pessoas e os bichos, entre a fome e o lixo, entre a vida e a morte, reciclável.

despencamos no abismo quando sem limites desfiguramos o universo na vertigem de agirmos Sem pensar na natureza. O desequilíbrio causa cicatrizes

Sonhos, pesadelos, crenças, desespero, ilusão, tudo e coisa nenhuma, reciclável, solidão.

e arde como chama infiltrando pânico ... Precisamos ser âncoras e a norma está na convicção. Mais do que lei preservar requer consciência.

Cada vez mais morte e menos vida. No lixo o luxo, desperdício reciclável.

CAPOSM - Casa do Poeta de Santa Maria

Asas Firmes

Selma Nanci Feltrin

Pelas asas firmes da sabedoria, as liberdades naturais do Estado democrático cortam os céus em carreira. Rumam em direção inscrita ao coração da necessidade, volitam sustentadas pelo conhecimento e a garantia de patrimônio político e jurídico da Humanidade.

Liberdade, substrato imutável do Estado Plural, elemento único e fora do domínio da ação individual. Plana sobre os campos mais elevados da inteligência e, sem grilhões, se nutre e se protege no mundo das experiências. Não comporta excessos, está onde "as ações são conforme as essências."

CAPOSM - Casa do Poeta de Santa Maria

Tanta gente passa, não vê-la é impossível. A convivência com a desgraça a torna invisível.

Como não a vemos não a reconhecemos, assim, por favor, não insiste, ela não existe!

A vida, as pessoas, o lixo, a pobreza, tudo é aceitável. Afinal, tudo é reciclável!

ASL - Academia Santa-Mariense de Letras

Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
Exposição Artística “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” Dando continuidade aos eventos promovidos pela OAB/SM no mês
GARANTIDA Jornal Informativo da OAB - Subseção de Santa Maria - RS Ano XV - Número
GARANTIDA
Jornal
Informativo da OAB - Subseção de Santa Maria - RS
Ano XV - Número 59 - Edição Setembro/Outubro de 2011
Impresso Especial
9912161323 - DR/RS
Ordem dos Advogados do Brasil
Subseção de Santa Maria
CORREIOS
As celebrações no mês do Advogado
Reunião entre OAB/SM e OAB/RS pela
continuidade da obra da nova Sede
Campeonato de Futebol entre Advogados
DEVOLUÇÃO

Editorial

A malfadada compensação dos honorários advocatícios Como amplamente temos debatido os honorários advocatícios têm natureza alimentar,
A malfadada compensação dos honorários advocatícios
Como amplamente temos debatido os honorários advocatícios têm
natureza alimentar, que decorrem de pacto contratual, arbitramento
judicial ou ônus de sucumbência, onde estes decorrentes de
condenação judicial, pertence ao advogado que terá direito autônomo de
proceder à devida execução.
Mas tema de interesse, que desperta na relação entre os advogados e as
partes, correspondem a compensação dos honorários advocatícios, nas
hipóteses de sucumbência recíproca, conforme exara o art. 21 do Código
Processual Civil, em que os honorários devidos aos patronos, que
deveriam ser suportados pelas partes, em decorrência de condenações
recíprocas ou mesmo parciais, são compensados, ou seja, fica “zero a
zero”, pelo menos no que pertine aos honorários.
Não se desconhece a súmula 306 do Superior Tribunal de Justiça que aduz claramente que “Os
honorários advocatícios devem ser compensados quando houver sucumbência recíproca, assegurado o
direito autônomo do advogado à execução do saldo sem excluir a legitimidade da própria parte”, o que
não inibe a indignação dos advogados que labutam cotidianamente, pela impertinência e transgressão
do enunciado ao Estatuto da OAB, Lei nº 8.906/94.
Ora, o advogado é indispensável à administração da justiça, nos moldes do preceito
constitucional, inserido no art. 133, e como representante da parte na relação processual, amparado pelo
estatuto da OAB, lei federal que implementou regras imperativas, no sentido de resguardar a prestação
de serviço profissional, é inconcebível que se afaste a possibilidade de obtenção de valores resultantes
de condenação judicial, que foram exatamente do trabalho prestado no processo jurisdicional.
Portanto, os honorários advocatícios devem ficar incólume de qualquer compensação,
bastando a análise do art. 23 da Lei 8.906/94, que claramente menciona que os honorários incluídos na
condenação judicial, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado por direito autônomo e
próprio, sendo nula inclusive, qualquer cláusula contratual que suprima do advogado o direito ao
recebimento dos honorários de sucumbência processual.
A nossa OAB gaúcha preocupada com o assunto, vem de maneira contundente atuando no
sentido de obter o cancelamento da súmula 306 do STJ, inclusive solicitando a intervenção do Conselho
Federal, já que contraria as normas legais inseridas no Estatuto da OAB, e até mesmo vulnera o art. 368
do Código Civil, pois os advogados não são credores e devedores em um mesmo processo, portanto,
não se pode determinar compensação entre direitos e partes diferentes.
Com certeza o cancelamento da súmula restabelecerá o direito dos causídicos, no recebimento
adequado ao trabalho efetivamente realizado nas demandas judiciais, o que poderá ser exitoso diante do
projeto de Lei 4.327/2008 apresentado pela OAB/RS, que objetiva a vedação legal da malfadada
compensação dos honorários de sucumbência.
Não podemos deixar de ressaltar, o projeto do novo Código de Processo Civil, que se encontra
no Senado Federal, onde a sociedade brasileira clama por um novo processo, com mais agilidade,
celeridade, instrumentalidade, economia processual, e por consequência alcançando aos cidadãos uma
efetiva satisfatividade na prestação jurisdicional, sem deixar de resguardar as garantias constitucionais.
Pois nesse novo Código Processual Civil, o legislador de forma salutar além de expressamente
determinar que a verba honorária seja devida também no cumprimento de sentença, na execução
embargada ou não, e nos recursos interpostos, de forma cumulativa, ou seja, a fixação de nova verba
honorária até o limite de 25%, quando negado provimento ao recurso, também cristalinamente de forma
expressa, veda a compensação de honorários em caso de sucumbência parcial.
Isso denota a valorização da classe dos advogados, pela incansável luta na discussão dos
temas pertinentes, em especial aos projetos de lei apresentados, aos trabalhos, estudos, palestras,
discussões, que acabaram culminando no novo texto legal, que com certeza estará em vigor na menor
brevidade possível, insculpida no § 11 do art. 73 no novo CPC, com a seguinte redação:
“Os honorários constituem direito do advogado e têm natureza alimentar, tendo os mesmos
privilégios dos créditos oriundos da legislação do trabalho, sendo vedada a compensação em caso de
sucumbência parcial.” (grifamos).
Vamos continuar lutando colegas.
Grande abraço.
José Fernando Lutz Coelho.
Presidente OAB/SM.

Expediente

Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Rio Grande do Sul - Subseção de Santa Maria

Rua Serafim Valandro, 1236 - Centro. CEP 97015-630. Fone/fax: (55) 3026 0201

www.oabsma.org.br

Email:oabsma@oabsma.org.br

Diretoria Executiva

Presidente: Dr. José Fernando Lutz Coelho Vice-presidente: Dr. Péricles Lamartine Palma da Costa Secretária-geral: Dra. Noemy Cezar Bastos Aramburú Secretária-geral adjunta: Dra. Dirce Marques da Rocha Trevisan Tesoureiro: Dr. Alessandro Oliveira Ramos

Assessoria de Imprensa e Comunicação:

Priscila Saucedo. E-mail : priscila@oabsma.org.br Colaborações: AdrianaPozzobon, Adrieli Guidolin Rossi e Cintia Keplin

Conselho Subseccional

Dr. Aroldo Fagundes da Silva Dra. Claudete Magda Calderan Caldas Dr. Eduardo de Assis Brasil Rocha Dra. Fátima Beatriz Werner Ferreira Dr. Guilherme Crivellaro Becker Dr. Luciano José Tonel de Medeiros Dr. Marcelo Carlos Zampieri Dr. Márcio de Souza Bernardes Dra. Sandra Mendonça Dirk Dr. Tiago Fernández Robinson

Contato Comercial: Cintia Keplin, Priscila Saucedo Fotos: Adriana Pozzobon, Adrieli Guidolin Rossi, Cintia Keplin, Priscila Saucedo Capa (arte): Obra de Beth Reverbel Souza ; foto: Priscila Saucedo. Impressão: Gráfica Pallotti Tiragem: 2.400 exemplares Distribuição gratuita e dirigida. Opiniões manifestadas em artigos são de responsabilidade de seus

  • 02 Carteiras OAB

Construção da nova sede foi pauta de reunião e decisões conjuntas das OAB/SM e OAB/RS No
Construção da nova sede foi pauta
de reunião e decisões conjuntas das
OAB/SM e OAB/RS
No último dia 19 de agosto, na Sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio
Grande do Sul, em Porto Alegre, o Presidente da OAB/SM, Dr. José Fernando Lutz Coelho, o Vice-
presidente, Dr. Péricles L. P. da Costa e o Conselheiro Seccional Dr. Sérgio Blattes, reuniram-se
com o Presidente da OAB/RS para tratar da continuidade da construção da nova sede da subseção
localizada na Alameda Buenos Aires.
Na ocasião, a Comitiva santa-mariense exibiu ao Presidente Claudio Pacheco Prates
Lamachia fotografias da obra e relatou ao mesmo, a difícil situação do processo de edificação do
prédio, em função da escassez de recursos financeiros e monta exigida para a sua conclusão.
Ainda na mesma oportunidade, foram submetidas ao Presidente estadual as alternativas
aventadas pela subseção para agilizar a mudança da administração da sede central na Rua
Serafim Valandro e, ocupação definitiva do pretendido novo endereço, quais sejam:
* Readequação do projeto originário para diminuição de custos;
* Priorização da conclusão do telhado e fachada para evitar perecimento dos materiais já aplicados
na obra;
* Concentração dos trabalhos na conclusão de um ou dois dos andares previstos;
* Assunção completa da obra pela própria OAB/SM em lugar da construtora contratada no ano de
2006.
Diante de tais proposições o Dr. Claudio Lamachia se mostrou satisfeito, asseverando que
a iniciativa demonstra austeridade da subseção de Santa Maria, como sensibilidade em razão das
limitações financeiras que a OAB estadual enfrenta e que, por isso, exigem reavaliações profundas
em investimentos de toda a natureza, em todo o Estado.
Por ocasião da reunião, se deliberou ainda pela imediata realização de levantamento
técnico, mediante profissional independente, a propósito de todos os montantes até então
aplicados na obra e repassados à construtora, com suas atualizações, como orçamento referente
àquelas fases eleitas como primordiais e necessárias à definitiva ocupação do novo endereço.
Mais, as novas perspectivas apresentadas motivaram o Presidente Lamachia a
comprometer-se pela retomada de repasses mensais de dinheiros específicos para a construção,
que poderão ser feitos via Caixa de Assistência dos Advogados, presidida pelo Dr. Arnaldo
Guimarães.
Os estudos e levantamentos financeiros deliberados na reunião já foram encomendados e
devem ser entregues nas próximas semanas.
Já a retomada da obra para administração pela própria subseção vem sendo tema de
negociações diante da empresa até então responsável por tal, o que se definirá após os resultados
apontados pelos pareceres antes citados.
Durante reunião na OAB/RS, (a partir da esquerda): Dr. José Fernando Lutz Coelho, Dr. Claudio
Prates Lamachia, Dr. Sérgio Blattes, Dr. Péricles Lamartine P. da Costa.
Foto: Rodney Silva - OAB/RS

Do dia

04 de agosto

ao dia

14 de setembro

de 2011, foram entregues pela OAB - Subseção de Santa

Maria,

18

carteiras. Deste número, 0

9

são de Advogados e

09

de estagiários.

04/08/2011 Rodrigo Berwanger Moro, Dr. José Fernando Lutz Coelho, Gilson Rosa (recebeu a carteira de estagiário)
04/08/2011
Rodrigo Berwanger Moro, Dr.
José Fernando Lutz Coelho,
Gilson Rosa (recebeu a
carteira de estagiário) e Meire
Medeiros de Souza Dias.
17/08/2011 Rodger Danielle Fagundes, Dr. José Fernando Lutz Coelho, Glauciane Guarienti da Silva, Liliane Nunes Portela
17/08/2011
Rodger Danielle Fagundes, Dr. José
Fernando Lutz Coelho, Glauciane
Guarienti da Silva, Liliane Nunes Portela
(carteira de estagiária).
09/09/2011 - Fábio Alex Beling recebeu a carteira profissional da OAB, do Dr. José Fernando Lutz
09/09/2011 - Fábio Alex Beling recebeu a
carteira profissional da OAB, do Dr. José
Fernando Lutz Coelho.
14/09/2011 - Carla Jociane Gelesky recebeu a carteira de estagiária da OAB, do Dr. Pedro Misael
14/09/2011 - Carla Jociane Gelesky
recebeu a carteira de estagiária
da
OAB, do
Dr. Pedro Misael
da Silva
Correa.
09/10/2011 Os colegas Dr. Fábio Freitas Dias, Dr. Lucas Fernández Robinson, Dr. Tiago Fernández Robinson e
09/10/2011
Os colegas Dr. Fábio Freitas
Dias, Dr. Lucas Fernández
Robinson, Dr. Tiago Fernández
Robinson e Dr. Márcio de
Souza Bernardes entregaram a
carteira profissional da OAB,
para Filipe Baggio D’Avila.
02/09/2011 Tiago Luís Hoffmann (carteira de estagiário), Alcibiades Carvalho de Lima, Dr. Pericles Lamartine P. da
02/09/2011
Tiago Luís Hoffmann (carteira de
estagiário), Alcibiades Carvalho
de Lima, Dr. Pericles Lamartine P.
da Costa e Juliano Penna Garcia.
14/09/2011 Leonardo Gomes Macedo (carteira estagiário), Liliane Difante Pedrozo, Dr. José Fernando, Dieniffer Portela Perotto (carteira
14/09/2011
Leonardo Gomes Macedo (carteira
estagiário), Liliane Difante Pedrozo,
Dr. José Fernando, Dieniffer Portela
Perotto (carteira estagiária),
Marcos Aurélio Rumpel (carteira
estagiário), Gabriela Maria
Kohlmann (carteira estagiária).

Campeonato de Futebol OAB - Subseção de Santa Maria (Exclusivo para Advogados)

Data: 30/10/2011, às 9h Local: Complexo Desportivo Getúlio da Costa (Euclides da Cunha) Inscrições até dia 22/10/2011, na sala da OAB da Justiça Estadual (Times com no mínimo 6 atletas) Valor das inscrições: R$ 10,00 por pessoa Organização/Informações: Dr. Giovano Oliveira (9932 5057) e Dr.

Pedro Barcellos (9637 2629).

Campeonato de Futebol OAB - Subseção de Santa Maria (Exclusivo para Advogados) Data: 30/10/2011, às 9h
Campeonato de Futebol OAB - Subseção de Santa Maria (Exclusivo para Advogados) Data: 30/10/2011, às 9h
Editorial A malfadada compensação dos honorários advocatícios Como amplamente temos debatido os honorários advocatícios têm natureza
Comissão da Mulher Advogada Espaço de responsabilidade da Comissão da Mulher Advogada. A OAB e o
Comissão da Mulher Advogada Espaço de responsabilidade da Comissão da Mulher Advogada. A OAB e o

Comissão da Mulher Advogada

Espaço de responsabilidade da Comissão da Mulher Advogada.

A OAB e o seu papel social no Conselho da Comunidade No dia 30 de agosto
A OAB e o seu papel social no Conselho da Comunidade
No dia 30 de agosto do corrente ano, a OAB Santa Maria, passou a
i n t e g r a r o C o n s e l h o d a C om u n i d a d e , t e n d o c om o
representantes/conselheiras as advogadas Drª Ângela de Vasconcellos
Carvalho Nunes e esta que vos escreve.
Assim, é com grande responsabilidade que recebemos a portaria de
nomeação, assumindo não apenas o cargo de Conselheiras, representando a
Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Santa Maria, mas a
responsabilidade de participar da ordenança da Lei de Execuções Penais, que,
em seus artigos 80 e 81 determinou a criação dos conselhos da comunidade.
O Conselho, na busca de seu objetivo de ressocialização e diminuição da criminalidade, tem
desenvolvidos projetos, buscando trabalho, capacitando profissionalmente o apenado, que se encontra em
condições de vulnerabilidade e sem condições de sozinho, tornar possível a sua reinclusão social. Independente
do crime cometido, uma situação é certa, o apenado mais cedo ou mais tarde vai retornar a sociedade, já que não
há prisão perpétua no Brasil. A preocupação do Conselho é o retorno desse apenado ao mercado de trabalho, e
porque não dizer à sociedade.
Podemos dizer e eu com isso? Não sou filha de apenado, não sou mãe de apenado. Se esse ex-
apenado ao sair tiver uma profissão, uma qualificação para poder trabalhar, ele terá mais chance de se
recuperar, de ser integrado a sociedade e não voltar ao crime. Porém, se ao retornar a sociedade, ele não tiver
nenhuma chance de ressocialização, ele terá mais chance de voltar à vida do crime e ai pergunto: você poderá
dizer eu não serei a próxima vítima?
O recolhimento, seja ele temporário ou definitivo, deve preparar o apenado ao retorno a sociedade, a
família, mas para que isso aconteça é necessário que exista educação e trabalho, instrumentos de
ressocialização e reinserção social, este é o papel que desempenha que o Conselho da Comunidade de Santa
Maria.
Assim, a OAB de Santa Maria, sente-se honrada por estar fazendo parte deste Conselho, pois assim
pode fazer seu papel social, historicamente ativo e de salutar aplicação do direito positivo, independente da
axiologia de seu aplicador.
Quando se analisa a questão do aumento de vagas nos presídios brasileiros, temos que analisar um
fato extremamente preocupante, o perfil da criminalidade no País. Segundo dados a maior parte da massa
carcerária brasileira é composta de jovens em idade ativa (54,53% tem menos de 30 anos); de baixa
escolaridade (97% são analfabetos ou semi-analfabetos); com grande inserção na prática de crimes de furtos e
roubos (47%) e um alto índice de reincidência (85%).
Isto faz com que o papel dos Conselhos Municipais se tornem tão ou mais importante que o aumento de vagas
nos presídios, pois só com a efetivação dos objetivos do Conselho, se poderá baixar a reincidência, logo não
haverá mais a necessidade de aumento de vagas.
Será que sabemos o que significa para uma pessoa que carrega o nome de ex apenado, que perdeu
sua família, seu trabalho, seus amigos, a convivência de seus filhos, sair da prisão, como se estivesse nascendo
novamente, sem uma perpectiva de trabalho, pois os anos não pararam enquanto estava aprisionado? Esta
realidade é mostrada no filme roteirizado e dirigido com sensibilidade por Frank Darabont, baseado em um conto
de Stephen King, que possui atuações marcantes, mostrando, talvez, a mais bela e humana história de
perseverança e redenção - “ Um sonho de Liberdade”, de Andy Dufresne (Tim Robbins). O escritor trabalha a
vida dos detentos vista numa visão humanista, onde o detento passa por uma transformação total que se inicia,
desde a sua entrada na prisão, mas que infelizmente não acaba com a sua saída desta. Ao entrar no Presídio,
percebe dois muros de Berlim, um físico que o separa das ruas, da liberdade, e um invisíveis que o separado
resto, do mundo, dos filhos, da esposa, do trabalho, enfim da sociedade. Em alguns cárceres prisionais, passa
por um batismo, onde o início se dá de forma constrangedora, é obrigado a desfilar entre os veteranos na
passarela da humilhação, onde não pode ser prepotente, mas ao mesmo tempo não pode ser humilde. A seguir
lhe são dadas ordens básicas de sobrevivência, que são ao mesmo tempo regras de uma pena externa pelo
crime cometido, mas também regras de uma pena imposta pelos próprios presos entre si. Nesta nova vida, para
romper com o passado, lhe são dadas ordens básicas de higiene onde são lavados, seus cabelos raspados, as
roupas pessoais são dadas, e passa a usar um uniforme; neste momento e o detento cai na realidade, de que a
partir daquele momento sua vida será transformada, sua liberdade tirada, aliás, ele é apenas um número. Como
mecanismo de defesa, eles inventam ocupações para se entreter além das tarefas obrigatórias, isso faz com que
o tempo passe mais rápido, afastando assim o inimigo número um da perda da liberdade – a depressão. Esse foi
o remédio de Andy, ocupar-se, entretanto, ele era diferente dos demais presos, apesar de estar preso, Andy
nunca deixou de ter esperança, e foi esta que o fez fugir da cadeia, cavar um túnel com um pequeno martelo,
atravessar um cano cheio de excrementos e ir ao México. Andy tinha outro diferencial, aliás, como a própria
Bíblia diz em Romano 5, 4 a paciência produz a experiência e persistência, Andy com sua paciência, experiência
e persistência lutou e conseguiu dinheiro para montar uma biblioteca na prisão. Mas infelizmente, ao sair da
prisão, Andy iniciou um novo caminho, diferente, porém mais cruel que a prisão, pois lá fora ele não era ninguém,
a sociedade não o recebeu nem o respeitou como era respeitado por todos dentro do presídio. Sua liberdade foi
tão cruel, que Andy não conseguindo ressocializar-se, pensou em cometer um delito para voltar ao presídio,
queria ser alguém como era no presídio, queria ser respeitado o que a sociedade e a liberdade não lhe
proporcionaram. Infelizmente com a liberdade não veio a esperança nem a persistência, mas a solidão e com ela
a falta de esperança, fazendo com que Andy se suicidasse. Embora seja um filme, ele mostra a importância da
ressocialização do preso, pois Andy não conseguiu sozinho integrar-se na sociedade, apesar da sua capacidade
e cultura.
A Ordem dos Advogados do Brasil, no seu papel social, vem, juntamente com o Conselho da
Comunidade participar desse processo, pois o fato mostrado no filme parece único quando na realidade é
coletivo.
Noemy C. Bastos Aramburú
Nota: A OAB cumprindo o seu papel social, inserida
na comunidade Santa-mariense, passou a fazer
parte do Conselho da Comunidade, e como
primeira contribuição contramão de obra dos
presos na retomada da obra da Sede.
Na foto: Dra. Noemy Bastos Aramburú e a Juíza Uda
Schuwartz.

Comissão dos Advogados Criminalistas da OAB/SM

  • 06 Notícias

03

A Superação do mito da necessária presença do dolo eventual nos homicídios de trânsito: O julgamento
A Superação do mito da necessária presença do dolo
eventual nos homicídios de trânsito: O julgamento do Habeas
Corpus 107801 pelo Supremo Tribunal Federal
Em recente decisão no Habeas Corpus 107801 do STF, o Ministro
Luiz Fux ajudou a clarear uma questão amplamente discutida na
Jurisprudência pátria dos Tribunais, qual seja, o dolo eventual nos
homicídios no trânsito. Não é de hoje que a diferenciação entre dolo
eventual e culpa consciente consiste numa verdadeira pedra no sapato
dos Juristas, sendo matéria de inúmeros artigos e livros de doutrina
nacional e estrangeira. Aliás, os conceitos de dolo e culpa são problemáticos, não existindo consenso
entre os autores sobre os temas. O dolo, por exemplo, ora tem o elemento vontade acentuado (para
os adeptos das inumeráveis teorias volitivas), ora o elemento conhecimento (conforme os seguidores
das igualmente incontáveis teorias cognitivas), mas ambos necessariamente constam no conceito,
salvo algumas teorias.
Todavia, essas diferenças entre dolo eventual e culpa consciente não são, como se poderia
pensar, meras filigranas jurídicas. Ao contrário, desenvolvem um papel fundamental na dogmática
penal, recaindo sobre o quantum do apenamento e, nos casos de crimes contra a vida, na
competência do julgamento do réu (Juiz singular ou Tribunal do Júri). Na década de 90 iniciou-se por
parte do Ministério Público um estranho fenômeno caracterizado pela “elasticidade do conceito de
dolo eventual” que, nas palavras do Mestre Alexandre Wunderlich, “partindo de uma equivocada
ilação jurídico-penal, cria o mais gravoso enquadramento jurídico nos casos de morte no trânsito”. Ou
seja, os agentes do 'parquet', buscando coibir a impunidade, conceito nebuloso, e atender aos
anseios punitivos da mídia sensacionalista, passaram a denunciar boa parte dos agentes que
cometiam homicídios no trânsito com fulcro no elemento subjetivo do tipo, o dolo eventual. Mesmo
com a edição do novo Código de Trânsito Brasileiro que passou a prever no artigo 302 o crime de
homicídio na direção veicular com penas superiores àquelas previstas pelo Código Penal (artigo 121,
§4º), as denúncias com base no dolo eventual tornaram-se uma epidemia nacional.
Porém, o que se verifica na maioria das decisões que acolhem o dolo eventual nos
homicídios de trânsito é justamente a falta de critérios, fundamentações parcas e uma necessidade
dos magistrados de se esquivarem de julgar o feito, deixando para tanto, nas mãos dos leigos dos
conselhos de sentença. Apesar das constantes lutas dos advogados para que se ao menos
considerassem alguns postulados doutrinários, os Tribunais nunca chegaram a pacificar uma
decisão que aceitasse ou rejeitasse o dolo eventual nos homicídios de trânsito. Geralmente se decide
que quem deve analisar a incidência do elemento subjetivo do tipo é o Tribunal do Júri, alegando-se
que nos crimes contra a vida impera o duvidoso e questionável princípio do “in dúbio pro societate”.
Neste sentido, podem-se verificar os arestos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
no Recurso em Sentido Estrito nº 70033397977 de 27/01/2011 e o Habeas Corpus nº 87.962/SP de
09/12/2008 do Superior Tribunal de Justiça. De outra banda, entendendo que devem existir
elementos probatórios hábeis a uma denúncia embasada no dolo eventual, e por consequência,
desclassificando para o delito culposo, encontram-se os seguintes julgados: Recurso em Sentido
Estrito nº 70042008029 de 15/08/2011 do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e o Recurso
Especial nº 705.416 – SC do Superior Tribunal de Justiça.
Essa falta de critérios claros gera uma insegurança jurídica gravíssima, motivo pelo qual a
decisão no Habeas Corpus 107801 do Supremo Tribunal Federal, a Corte máxima do país, pode e
deve servir de baliza aos entendimentos judiciais, reduzindo a banalização da figura do dolo eventual
nos homicídios de trânsito. Cumpre assim colacionar a ementa:
PENAL. HABEAS CORPUS. TRIBUNAL DO JÚRI. PRONÚNCIA POR HOMICÍDIO QUALIFICADO A
TÍTULO DE DOLO EVENTUAL. DESCLASSIFICAÇÃO PARA HOMICÍDIO CULPOSO NA
DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. EMBRIAGUEZ ALCOÓLICA. ACTIO LIBERA IN CAUSA.
AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO ELEMENTO VOLITIVO. REVALORAÇÃO DOS FATOS QUE
NÃO SE CONFUNDE COM REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. ORDEM
CONCEDIDA.
1.
A classificação do delito como doloso, implicando pena sobremodo onerosa e influindo na liberdade de ir e vir, mercê de
alterar o procedimento da persecução penal em lesão à cláusula do due process of law, é reformável pela via do habeas
corpus.
2.
O homicídio na forma culposa na direção de veículo automotor (art. 302, caput, do CTB) prevalece se a capitulação atribuída
ao fato como homicídio doloso decorre de mera presunção ante a embriaguez alcoólica eventual.
3.
A embriaguez alcoólica que conduz à responsabilização a título doloso é apenas a preordenada, comprovando-se que o
agente se embebedou para praticar o ilícito ou assumir o risco de produzi-lo.
4.
In casu, do exame da descrição dos fatos empregada nas razões de decidir da sentença e do acórdão do TJ/SP, não restou
demonstrado que o paciente tenha ingerido bebidas alcoólicas no afã de produzir o resultado morte.
5.
A doutrina clássica revela a virtude da sua justeza ao asseverar que “O anteprojeto Hungria e os modelos em que se
inspirava resolviam muito melhor o assunto. O art. 31 e §§ 1º e 2º estabeleciam: 'A embriaguez pelo álcool ou substância de
efeitos análogos, ainda quando completa, não exclui a responsabilidade, salvo quando fortuita ou involuntária. § 1º. Se a
embriaguez foi intencionalmente procurada para a prática do crime, o agente é punível a título de dolo; § 2º. Se, embora não
preordenada, a embriaguez é voluntária e completa e o agente previu e podia prever que, em tal estado, poderia vir a cometer
crime, a pena é aplicável a título de culpa, se a este título é punível o fato”. (Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado,
5.
ed. rev. atual. e ampl. – São Paulo: RT, 2005, p. 243)
6.
A revaloração jurídica dos fatos postos nas instâncias inferiores não se confunde com o revolvimento do conjunto fático
probatório. Precedentes: HC 96.820/SP, rel. Min. Luiz Fux, j. 28/6/2011; RE 99.590, Rel. Min. Alfredo Buzaid, DJ de 6/4/1984;
RE 122.011, relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 17/8/1990.
7.
A Lei nº 11.275/06 não se aplica ao caso em exame, porquanto não se revela Lex mitior, mas, ao revés, previu causa de
aumento de pena para o crime sub judice e em tese praticado, configurado como homicídio culposo na direção de veículo
automotor (art. 302, caput, do CTB).
8.
Concessão da ordem para desclassificar a conduta imputada ao paciente para homicídio culposo na direção de veículo
automotor (art. 302, caput, do CTB), determinando a remessa dos autos à Vara Criminal da Comarca de Guariba/SP.
Portanto, o que aqui se defende é que existam critérios sólidos para que se apure qual
elemento subjetivo do tipo é cabível nos casos de homicídios no trânsito, exigindo-se que os
Magistrados se posicionem, sobretudo, com argumentos científicos em suas decisões.
Eduardo Schimidt Jobim, Vice-presidente CAC da OAB/SM.
WUNDERLICH, Alexandre Lima. «Dolo Eventual nos Homicídios de Trânsito: Uma Tentativa Frustrada» In: Revista do Tribunais nº
576, outubro de 1998.
Fonte: Fabiane Bulawski Foto: Eduardo Quadros Confira nesta edição, os eventos em que a OAB/SM promoveu
Fonte: Fabiane Bulawski
Foto: Eduardo Quadros
Confira nesta edição, os eventos em que a OAB/SM
promoveu e participou no mês do Advogado, em homenagem aos
Operadores do Direito.
Programação especial na semana do Advogado
Para comemorar o Dia do Advogado, a OAB – Subseção de Santa Maria, com a coordenação
da Dra. Dirce Trevisan, Secretária Geral-Adjunta, promoveu entre outros eventos, o XXV Ciclo de
Estudos Jurídicos - “Sociedade, Direito e Políticas Públicas” em homenagem aos Operadores de
Direito.
A abertura do XXV Ciclo de Estudos Jurídicos foi durante o coquetel de lançamento da
exposição artística, que acontece anualmente, na qual os Artistas Plásticos e os Poetas de Santa
Maria (CAPOSM) criam trabalhos de acordo com o tema do Ciclo. Neste ano, a exposição contou
também, com a participação de trabalhos dos membros da Academia Santa-mariense de letras.
O coquetel aconteceu no dia 10 de agosto, no Royal Plaza Shopping. Muitos artistas,
Advogados e convidados prestigiaram a abertura do ciclo. A exposição de quadros, crônicas e poesias
permaneceu no primeiro andar do Royal Plaza Shopping até o dia 24 de agosto.
Algumas presenças do evento:
Pozzobom faz homenagem aos advogados
Na tarde de 10 de agosto, o deputado Jorge Pozzobom homenageou, no período do Grande
Expediente, os advogados, em alusão ao Dia do Advogado, que é comemorado no dia 11 de agosto,
data em que foi criado o primeiro curso jurídico no Brasil. O parlamentar, que também é advogado,
iniciou seu discurso fazendo um resgate histórico dos estudos do Direto no país e da criação da Ordem
dos Advogados do Brasil. “A OAB foi criada após a Revolução de 1930, numa época em que
advogados e juristas já participavam ativamente da movimentação em torno da renovação e das
mudanças na política do país”.
O deputado ressaltou a função social do advogado, livre e independente, que defende direitos
e interesses tanto públicos quanto privados, através da aplicação da ciência e da técnica jurídica, como
manifestação da mais ampla garantia constitucional. “Não há uma verdadeira justiça sem esse
profissional”, defendeu Pozzobom, acrescentando que “acima de tudo, o advogado atua como peça
essencial na proteção dos direitos e garantias fundamentais”.
O parlamentar finalizou a homenagem parabenizando os mais de 82 mil advogados em
atividade no Rio Grande do Sul. “Aos colegas advogados, transmito minhas felicitações nesta data e o
desejo de que a seriedade e o empenho em fazer sempre melhor sejam uma constante em nossas
carreiras”.
“Esse Grande Expediente, proposto pelo deputado Jorge Pozzobom, é um reconhecimento
da Assembleia Legislativa ao importante papel do advogado. Me senti imensamente honrado e feliz
como representante da Ordem dos Advogados do Brasil no RS, especialmente pelo fato de ter a classe
unidade e integrada com a sociedade civil organizada e poderes constituídos” afirmou o presidente da
OAB/RS, Claudio Lamachia.
O representante da OAB-subseção de Santa Maria, Dr. Carlos Edison Domingues,
parabenizou a homenagem do parlamentar, que foi seu estagiário e, posteriormente, colega de
escritório. “Foi com grande satisfação que entreguei ao Jorge Pozzobom o diploma em sua formatura
no curso de Direito” afirmou.
Concurso de Artigo Jurídico - Edição Comemorativa do Dia do Advogado O Aviltamento dos honorários Advocatícios
Concurso de Artigo Jurídico - Edição Comemorativa
do Dia do Advogado
O Aviltamento dos honorários Advocatícios
Em comemoração ao Dia do Advogado, a OAB/SM publicou no dia 11 de agosto o
resultado do concurso de Artigo Jurídico: O Aviltamento dos Honorários Advocatícios - Medalha
Carlos Maximiliano. Os vencedores do concurso foram:
Categoria Profissional: O Princípio Fundamental da Dignidade Humana e o Aviltamento dos
Honorários Advocatícios - Dra. Daniela Vasconcellos Gomes.
Categoria Acadêmico - A Luta contra o Aviltamento dos Honorários Advocatícios: um enfoque
histórico, ético e regulamentar - Leandro Dani (Acadêmico FADISMA).
Os vencedores serão agraciados com a Medalha Carlos Maximiliano, que será entregue
nos próximos dias. Informações sobre os demais classificados no site: www.oabsma.org.br.
XXV Ciclo de Estudos Jurídicos - 1º Ensino Jurídico em Pauta
Em 11 de agosto, dando continuidade as comemorações pelo Dia do Advogado, a
Comissão de Estudos Jurídicos realizou o 1º Ensino Jurídico em Pauta, finalizando a programação
do XXV Ciclo de Estudos Jurídicos, que teve como tema Sociedade, Direito e Políticas Públicas. O
encontro aconteceu no Salão do Júri, do Curso de Direito UNIFRA, sob a coordenação do Prof. Vitor
Hugo do Amaral Ferreira, momento em que foram realizados três painéis temáticos. O 1º painel
debateu “as expectativas acadêmicas: o que esperar dos atores da educação jurídica”; o 2º painel
trabalhou o tema “é necessário transpor as quatro paredes da sala de aula”, e o 3º painel encerrou o
encontro debatendo o “exame da ordem”.
O objetivo do encontro foi oportunizar às Faculdades de Direito de Santa Maria,
contemplando acadêmicos e professores, espaço para discutir o ensino jurídico a partir de suas
práticas e ações.
A proposta da Comissão de Estudos Jurídicos da OAB/SM é continuar promovendo
encontros dessa natureza, no intuito de dialogar sobre o perfil dos acadêmicos; promover o
reconhecimento de espaços ao ensino que contemple os anseios sociais; e organizar pauta comum
entre as Faculdades de Direito de Santa Maria; encaminhando tratativas de novos encontros e
discussões.
Estiveram presentes para a abertura do evento o Presidente da OAB/SM, Dr. José
Fernando Lutz Coelho e a Dra. Sandra Rebelato, entre os painelista os Advogados e professores de
Direito Dra. Karina Brunet, Dra. Priscila Werner, Dra. Carla Souza da Costa, Dr. Márcio Bernardes e
Dr. Vitor Hugo do Amaral Ferreira, que dividiram sua falas com os representantes dos Diretórios
Acadêmicos dos Cursos de Direito da UFSM e UNIFRA. O encontro programado para encerrar às
21h, a pedido dos ouvintes estendeu-se até às 22h. A participação dos acadêmicos foi bastante
intensa e proveitosa, por meio de perguntas e intervenções principalmente nos temas que
abordaram as relações de ensino, pesquisa e extensão nos cursos de direito e o exame da ordem.
Fonte: Curso de Direito da UNIFRA.
No mês do Advogado, equipe móvel de saúde da CAA/RS
esteve em Santa Maria
Dentro do projeto interiorização, a Caixa de Assistência leva aos Advogados o conceito de
saúde preventiva, com exames de glicose, colesterol e aferição de pressão. Dando continuidade ao
projeto de interiorização da Caixa de Assistência com a Equipe Móvel de Saúde , a estrutura de
atendimento com exames preventivos da CAA/RS percorreu as subseções da OAB/RS em todo o
Estado, passando por Santa Maria no dia 18/08. Os atendimentos foram realizados na Sala da OAB
do Fórum, contanto com a participação de muitos Operadores do Direito.
Fonte: Site CAA/RS. Fotos: Tatiane Zuze.
10º Seminário Teoria Jurídica, Cidadania e
Globalização
A UNIFRA realizou no dia 23/08 o 10º Seminário Teoria
Jurídica, Cidadania e Globalização. O presidente da
OAB/SM, Dr. José Fernando Lutz Coelho recebeu uma
placa em homenagem a OAB, pelo constante apoio ao
evento nesses 10 anos de realização.

Entrevista

04

Dando continuidade as entrevistas com Conselheiros da Subseção de Santa Maria, a convidada desta edição é
Dando continuidade as entrevistas com Conselheiros
da Subseção de Santa Maria, a convidada desta edição é a Dra. Fátima
Beatriz Werner Ferreira.
Dra. Fátima, quando e como surgiu o interesse em integrar o
Conselho da OAB/SM? Fui convidada pela atual Diretoria, a participar
do Conselho da OAB/SM. Entretanto, já era integrante da Comissão da
Mulher Advogada e, consequentemente, conhecida minha atuação.
Mas o interesse pelas atividades da entidade de classe já existia, desde
quando foi Presidente da Subseção a Drª Suzinéa Nonnenmacher, que
me colocou em contato mais próximo com a Ordem.
Quais as suas principais atribuições como Conselheira da
Subseção?
Essencialmente relacionada à instrução dos processos
éticos e auxiliar a Diretoria no que se fizer necessário.
A atual gestão assumiu o compromisso de ter atenção especial para a conduta dos
Advogados, no intuito de guarnecer a respeitabilidade que a classe merece. Quais os
procedimentos adotados para a realização desse trabalho?
A agilização na instrução dos
processos em que se vislumbre infração ética, para que a conduta de tais profissionais não
desmereça toda a classe e a advocacia.
Na sua opinião, os colegas têm respeitado a disciplina e a ética no exercício da
profissão? Ante o universo de Advogados atuantes e o número de representações, pode-se inferir
que a grande maioria dos colegas atua com ética profissional.
Qual a sua opinião sobre o nível de exigência da atual prova da OAB? Penso que tal
exigência é necessária e a prova difícil, para aqueles que, durante a faculdade, não estudaram com
afinco. Os bacharéis que são aprovados no exame, provavelmente serão Advogados mais bem
preparados para o exercício da profissão.
O que tens a dizer aos colegas?
Algumas profissões, como a advocacia, têm um
diferencial, que não se resume a alcançar o lucro. O exercício da advocacia é gratificante e o sucesso
acontece, em minha opinião, quando contribuímos para que as pessoas alcancem o justo.
Perfil
Naturalidade: Cruz Alta
Formou-se quando e onde: Em 1989, na UFSM
Exerceu e/ou exerce a profissão como: A dvogada Cível
Estado Civil: C asada
Time: Internacional
Uma bebida, culinária preferida, um lugar:
Vinho, culinária brasileira, mas gosto,
praticamente, de tudo. Quanto a lugares, o que os torna realmente aprazíveis é a companhia. Prefiro
a serra, ao mar.
O que te deixa feliz: Consciência tranquila e sensação de dever cumprido. E viajar de moto!
O que não precisava existir: Intolerância e preconceito
Uma frase ou uma palavra: Sobre frases e palavreado, cito Mário Quintana neste pequeno
poema:
DAS BELAS FRASES
Frases felizes
...
Ó festa dos ouvidos!
Sempre há tolices muito bem ornadas ...
Como há pacóvios bem vestidos.
Frases encantadas
...

Artigo 1

Parabéns Lei do Inquilinato!

A Lei nº 8.245/91, nossa boa e velha conhecida Lei do Inquilinato, no dia 18 de outubro está de aniversário, completando suas vinte primaveras! A comentada lei foi um verdadeiro avanço para o seu tempo, pois além de conter dispositivos de direito material e processual, surgiu em época que nossa economia estava visivelmente retraída. Os legisladores precisavam modificar a lei anterior (nº 6.649/79), a fim de trazer mais segurança aos locadores, incentivando-os a investirem no setor imobiliário para reaquecer a construção civil, e por efeito, abrandar as consequências negativas do déficit habitacional que assolava o país, e que sempre foi uma das grandes preocupações do governo. Assim, a lei precisaria trazer mais garantias ao locador e tornar o processo de retomada mais célere. Destaque especial para o seu artigo 82, que introduziu o inciso VII na Lei n° 8.009/90, a então recente e famosa lei do calote. O dispositivo permitia, e ainda permite, com recente chancela do Supremo Tribunal Federal (RE 407688), que o único imóvel do fiador, mesmo destinado à sua residência familiar, cubra dívida proveniente de aluguéis e encargos impagos pelo locatário. A iniciativa deu resultado, e com a propaganda que a mídia fez para promovê-la, os investidores se animaram, fazendo a roda girar, ou seja, a construção civil foi estimulada e acabou gerando mais empregos, mais negócios e mais receita para os cofres do Estado, pois dinheiro circulando é resultado de lucro na certa. No entanto, a sociedade é muito criativa, e começou a apresentar alternativas para se esquivar dos efeitos da lei, iniciativa que tornou a ação de despejo mais demorada, onerando o locador, que arcava com o prejuízo até a efetiva desocupação do imóvel. A lei anda sempre atrás do fato, tentando regulamentar aquilo que a coletividade já criou, e por isso a jurisprudência entrou em cena, trazendo soluções para minimizar a demora dos processos, em especial pela concessão de liminares, amparadas pelo instituto da tutela antecipada, introduzida no artigo 273 do Código de Processo Civil ainda em 1994. Além disso, recentemente, todos acompanhamos a edição da Lei n° 12.112/09, que trouxe primorosas e importantes alterações para a Lei do Inquilinato, aumentando significativamente o rol que permite o deferimento de liminares (Art. 59, §1°), diminuindo a possibilidade da purga da mora pelo devedor, que agora só pode fazê-la uma vez no período de 24 meses, ao passo que antes podia promovê-la duas vezes dentro do prazo de 12 meses (Art. 62, § único), diminuição do valor da caução para execução provisória do despejo, que antes era entre 12 e 18 aluguéis, e atualmente fica entre 6 e 12.

No mais, não houve muita novidade, apenas a positivação do que a jurisprudência já estava cansada de anunciar, como por exemplo, que a fiança se estende até a efetiva entrega do imóvel, sendo facultado ao fiador exonerar-se quando o prazo do contrato estiver vigorando por tempo indeterminado (Art. 40, inciso X). Ainda é cedo para afirmar que as referidas modificações realmente trouxeram os benefícios pretendidos, principalmente porque os tribunais superiores recém estão se manifestando a respeito do tema. Uma coisa é certa, o estardalhaço feito pela mídia ao anunciar a nova lei de imediato irradiou um efeito moral, pois o “medo” das liminares fez com que os locatários a respeitassem, o que se observou pela significativa queda da inadimplência.

Por tudo isso, parabéns Lei do Inquilinato!

Artigo 2

E por que não uma mesa redonda?

Erivelton Nascimento

OAB 61255.

Os cavaleiros da Távola Redonda, segundo diz a lenda, foram homens premiados com

as mais altas ordens de cavalaria na corte do Rei Artur. O grupo tinha esse nome porque se reunia

ao

redor

de uma

espécie

de mesa redonda, construída de forma

a não ter cabeceiras,

representando a igualdade entre seus membros. Talvez você, leitor, não soubesse o significado da Távola Redonda, talvez nunca tenha ouvido falar de Boors, o Exilado, Rei de Gaunes, irmão de Leonel, primo de Lancelot, um de seus cavaleiros, e nem mesmo eu, modesto apreciador de lendas medievais, sei ao certo quantos se reuniram ao redor dela, dada a quantidade de contos e versões que sucederam a crônica Roman de Brut, escrita por Wace, no século XII, primeira menção à Távola. O certo é que a mesa era redonda, ninguém se sentava à cabeceira ou em lugar mais alto e todos eram iguais, ao menos pela simbologia do lugar em que se reuniam. Mesmo com todos simbolicamente iguais, havia ali um homem que se sobressaia aos demais, e antes que eu diga você já deve ter concluído: era Artur. O Rei Artur. Todos sabiam quem ele era, todos o reconheceriam, não importava o lugar que estivesse sentado e não importaria a forma da mesa. Todos reconheceriam Lancelot também, dos cavaleiros o mais famoso, e igualmente pouco importaria o que vestisse ou o lugar onde se postou. Sabia-se o papel de cada um e sabia-se quem decidia. Parece tudo muito simples, e talvez até o seja, na Grã-Bretanha, de onde vêm as histórias de Artur. Aqui no Brasil, não. Aqui cadeira faz toda a diferença, é matéria para ser decidida no Supremo Tribunal Federal, na Reclamação nº. 12.011, de autoria do Juiz Federal Ali Mazloum, titular da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, com novos desdobramentos e episódios surgindo a cada dia.

O motivo? Bem, juízes tradicionalmente ocupam lugar de destaque em uma sala de audiência; a Lei Orgânica do Ministério Público da União determina que seus membros estejam no mesmo plano dos juízes; a Lei Complementar 132/2009 garante ao Defensor Público a prerrogativa de sentar-se no mesmo plano dos membros do Ministério Público e, por fim; o Estatuto da Advocacia (que também é Lei, é sempre bom lembrar), garante aos advogados tratamento paritário entre eles, membros do Ministério Público, e Magistrados. Conclusão lógica, simples e objetiva: todos sentam no mesmo plano! Foi essa a decisão do Juiz Mazloum, na sua Portaria de nº 41, mandando retirar da sua sala de audiência os tablados que elevavam o seu assento e o do Ministério Público, em disposição semelhante a que se vê em salas de audiências do país inteiro. Como dissemos, parecia simples. Talvez realmente seja, na Grã-Bretanha, onde todo mundo sabe quem é Artur e quem é Lancelot, apesar da mesa ser redonda. Aqui não. Aqui 16 membros do Ministério Público Federal de São Paulo entenderam que essa igualdade na altura dos assentos poderia gerar nulidades em processos (!?). Impetraram Mandado de Segurança contra a decisão do Juiz Mazloum, obtendo sucesso em uma decisão liminar, que resultou na Reclamação desse Juiz ao Supremo, cujo objetivo é obter decisão da mais alta corte do país dizendo que “não é a cadeira, a forma da mesa ou vinte centímetros de tablado sob elas que fazem a função do homem”. É de bom tom lembrar que seria leviano atribuir a conduta dos Membros do Ministério Público Federal paulista à mesquinharia. Existe, por trás dela, o argumento de que o Ministério Público jamais se desvencilha da condição de fiscal da lei, mesmo nas ações criminais em que é parte, o que justificaria a sua posição elevada, ombro a ombro com o juiz. Tomo esse argumento por verdadeiro. Ao Ministério Público é dado opinar em favor dos réus, pedindo sua absolvição, quando não há elementos de convicção que ensejem uma condenação. Isso é, sem dúvida, agir tão somente pela lei, sem se colocar como parte. Mas e se perguntássemos ao acusado leigo por que aquele cidadão que o acusa está mais alto, do lado do juiz, saberia ele dessa simbologia de isenção? Temo que a resposta nesse caso seria única: porque ele me acusa. Isso acontece porque a percepção da isenção do Ministério Público não desce às camadas leigas da população pela elevação do assento. Se há alguma mudança de percepção pelo leigo em razão da altura da cadeira, ela ocorre tão somente no sentido de dar mais importância ao cidadão que está em assento mais destacado, o que em nada se coaduna com a isenção inerente ao Parquet. Fiscalizar a lei é, antes de tudo, função de todos, de tal sorte que não há nada que torne mais importante quem tem essa atribuição de forma institucionalizada. Talvez por isso que seja interessante observar a questão pela ótica da Portaria do Juiz Mazloum: o Ministério Público Federal iria ser menos fiscal da Lei se estivesse de ombros com a advocacia? O Juiz seria menos Juiz se estivesse no mesmo plano das partes? Alguém teria dúvidas sobre quem é Artur e quem é Lancelot? Conta a lenda que a única que teve dúvidas sobre Artur e Lancelot foi Guinevere, esposa do primeiro e amante do segundo, e posso lhes garantir que não foi pelo lugar em que eles sentavam ...

Eduardo

Pinheiro Viana

OAB 82.379.

OAB em Pauta

05

Jantar Baile da OAB/SM encerrou semana em homenagem aos Advogados Encerrando as comemorações da semana do
Jantar Baile da OAB/SM encerrou semana em homenagem aos Advogados
Encerrando as comemorações da semana do Advogado, aconteceu no dia 12 de agosto, no Avenida Tênis Clube, o tradicional Jantar Baile da OAB/SM. A festa que teve a assinatura de Norberto
Da Cás contou com a presença de muitos colegas, seus amigos e familiares.
O presidente da OAB/SM, Dr. José Fernando Lutz Coelho ao lado de sua esposa, diretoria e conselho, recepcionou os convidados. Durante a noite, o ex-presidente da OAB/SM, Dr. Elvandir José da
Costa recebeu a Comenda Oswaldo Vergara, mais importante distinção prestada pela OAB/RS aos Advogados que por seu trabalho dignificam a classe profissional. A Comenda foi entregue pelo Vice-
Presidente da OAB/RS, Dr. Jorge Fernando Estevão Maciel, que na ocasião representou o Presidente da Seccional, Dr. Claudio Prates Lamachia.
Após a entrega da homenagem e das palavras dos Drs. José Fernando,
Elvandir da Costa e Jorge Maciel, a
Banda Realce conduziu o Baile até a madrugada.
A festa contou com o apoio das empresas Tevah, Abitare, Dix e Michele Decorações.
Fotos: Jânio Seeger