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Casa de shows e espetáculos
Casa de shows e espetáculos

Casa de shows e espetáculos

Expediente

Expediente Presidente do Conselho Deliberativo Roberto Simões Diretor-Presidente Luiz Eduardo Pereira Barreto Filho

Presidente do Conselho Deliberativo Roberto Simões Diretor-Presidente Luiz Eduardo Pereira Barreto Filho Diretor Técnico Carlos Alberto dos Santos Diretor de Administração e Finanças José Claudio Silva dos Santos Gerente da Unidade de Capacitação Empresarial Mirela Malvestiti Coordenação Nídia Santana Caldas Equipe Técnica Carolina Salles de Oliveira Autor Roberto Chamoun Projeto Gráfico Staff Art Marketing e Comunicação Ltda. http://www.staffart.com.br

Apresentação do Negócio Muita gente que gosta de assistir a um belo show, nunca parou

Apresentação do Negócio

Muita gente que gosta de assistir a um belo show, nunca parou para pensar em todas as atividades envolvidas na apresentação do artista, banda ou peça de teatro de sua preferência.

Diversas coisas precisam ser feitas antes de o artista subir ao palco e a quantidade de tarefas e profissionais envolvidos numa única apresentação podem surpreender o observador menos avisado. Isso porque, gerir uma casa de shows e espetáculos envolve, além da elaboração da programação de shows da casa e negociação com a produção dos artistas, uma série de tarefas para que seus freqüentadores apreciem cada espetáculo num ambiente cujo som, iluminação, bebida, comida etc., estejam à altura de suas expectativas.

Em geral casas de shows e espetáculos são estabelecimentos comerciais voltados para diversão e entretenimento, com local para apresentações públicas de cantores, atores, músicos, bailarinos etc., com sistema de iluminação e música ambiente próprios, podendo também ter espaço para dança, socialização e venda de alimentos e bebidas. Contudo, o segmento de casas de shows e espetáculos é bastante heterogêneo e os estabelecimentos se distinguem pela programação, público-alvo, localização, decoração, investimento requerido etc.; e fazem parte da chamada "economia da cultura", um setor que, no Brasil, já conta com 320 mil empresas, gera 1,6 milhões de empregos formais e representam 5,7% das empresas do país, segundo dados conjuntos divulgados pelo IBGE e o Ministério da Cultura.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para

elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo. Mercado A chamada "economia da cultura" é

elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo.

Mercado

A chamada "economia da cultura" é um termo bastante em voga atualmente. Traduzindo o "economês", isso significa uma rede de produção que começa no artista, passa pelos canais de exibição de sua obra e chega ao consumidor. O amadurecimento desse campo levou a publicação nos EUA de um relatório sobre essa força de trabalho intitulado Artists in the workforce: 1990- 2005. Segundo o relatório, contabilizam-se, atualmente, no filão da "economia da cultura" ou da "classe criativa" (expressão utilizada para definir não só artistas, mas também agentes culturais, como produtores e investidores, que injetam recursos financeiros nesse setor), cerca de dois milhões de artistas que ganham aproximadamente US$ 70 bilhões por ano. Diversão é coisa séria hoje em dia.

Embora no Brasil o segmento de casas de shows e espetáculos ainda seja muito heterogêneo, o mercado de entretenimento vem se profissionalizando e os consumidores buscando serviços de qualidade. "Cada vez mais, as pessoas valorizam seus momentos de lazer e isso impulsiona o crescimento do setor no País", afirma Nelson de Abreu Pinto, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo.

Segundo reportagem publicada na revista Isto É em 5/1/2009, um dos primeiros a detectar uma demanda reprimida neste setor foram os donos de casas de espetáculos Via Funchal, em São Paulo. "Antes do surgimento dessas casas, os shows pequenos aconteciam em teatros e os grandes iam para os estádios. Era um setor muito informal, que carecia de

investimentos profissionais", diz o empresário Cássio Maluf, sócio, com o irmão Jorge Maluf, da Via

investimentos profissionais", diz o empresário Cássio Maluf, sócio, com o irmão Jorge Maluf, da Via Funchal. Eles possuíam uma fábrica de papel e decidiram mudar de ramo quando lhes caiu nas mãos uma pesquisa que apontava as grandes possibilidades do novo setor. Desde a criação da Via Funchal, há uma década, o negócio dos irmãos Maluf cresceu 50% e hoje a casa funciona com ocupação de 70%. Ou seja: dos sete dias da semana, cinco trazem alguma atração, muitas delas na segunda-feira, dia em que as pessoas não reservavam para o lazer. "Estamos colhendo o fruto de ter investido na hora certa", diz Jorge. "Agora todo mundo quer entrar nesse campo."

Pesos pesados também têm aportado na área cultural recentemente, como foi caso da Gávea Investimentos, de Armínio Fraga: em 2008, em sociedade com outro empresário ele adquiriu por US$ 150 milhões, a Corporação Interamericana de Entretenimento, que reúne, entre outras casas, o Credicard Hall e o Citibank Hall, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro.

Localização

O primeiro passo para montar uma casa de shows e espetáculos é elaborar um plano de negócios. Este documento pode ajudar a minimizar riscos, analisando o seu mercado e a viabilidade de abertura do empreendimento, identificando público-alvo, rotinas de operação da casa, localização, dentre outros itens. Uma das etapas mais importantes na elaboração do Plano de Negócio é a realização de um estudo de mercado e de público-alvo, uma vez que através desta análise o empreendedor poderá identificar fatores determinantes na decisão de localização do estabelecimento, tais como: Mercado consumidor - Abrange pessoas físicas e jurídicas que serão consumidores dos serviços oferecidos pela casa de shows. É

preciso obter o maior número de informações possíveis para conhecer o perfil do seu futuro

preciso obter o maior número de informações possíveis para conhecer o perfil do seu futuro cliente: sexo, idade, renda, preferências etc. Procurar descobrir qual motivo levaria seu

futuro cliente a freqüentar a sua casa de shows. Neste quesito

é importante considerar não só a população residente, como

também a população flutuante. Cidades que abrigam feiras, congressos, festivais, centros de compras regionais etc., em geral, geram fluxo de pessoas com poder de consumo, o que pode ser um fator favorável para iniciar empreendimentos neste ramo.Mercado concorrente - Formado por empreendimentos que atuam no mesmo ramo (casa noturna) oferecendo produtos ou serviços iguais ou semelhantes aos que são oferecidos por seu estabelecimento, visando à satisfação do consumidor. Este mercado pode ser analisado através das características dos shows ou serviços oferecidos, tais como: qualidade dos espetáculos, preço, decoração, atendimento, aparência, conforto, praticidade e facilidade de acesso, estacionamento etc. Uma forma de testar os produtos e serviços é através de experimentos, objetivando o melhoramento dos mesmos, no sentido de aplicar as melhorias no próprio empreendimento, atingindo principalmente o mercado consumidor, onde o concorrente não estará presente (nichos de público).Mercado

fornecedor - Formado pelos artistas, produtoras, agências etc., que irão se apresentar em sua casa de shows (quais turnês estão sendo programadas, agenda dos artistas etc.) e pessoas

e empresas que fornecerão bens e serviços necessários ao

funcionamento do estabelecimento: iluminação, sonorização, gêneros alimentícios, mão-de-obra etc. Os fornecedores poderão ser definidos mediante alguns critérios estabelecidos previamente pelo empreendedor, para o bom funcionamento da casa, como: qualidade, preço, disponibilidade, forma de pagamento, atendimento, prazo e forma de entrega, quantidade, assistência técnica, garantia e tecnologia. Para a escolha do imóvel onde será instalada a sua casa de shows e

espetáculos os seguintes detalhes devem ser observados:a) É importante que a relação receitas operacional (estimada)

espetáculos os seguintes detalhes devem ser observados:a) É importante que a relação receitas operacional (estimada)

versus despesas (aquisição, manutenção etc., do imóvel) esteja compatível com os objetivos definidos pelo empreendedor. Decidir qual caminho tomar é um misto de coragem, recursos disponíveis e expectativa de retorno, além disso, outros cuidados na escolha do ponto passam por: custo do aluguel, prazo do contrato (cuidado com prazos curtos: com o sucesso da casa o proprietário poderá querer aumentar o aluguel), reajustes e reformas a fazer.b) Certifique-se de que o imóvel em questão atende as suas necessidades operacionais quanto à localização, capacidade de instalação, características da vizinhança - se é atendido por serviços de água, luz, esgoto, telefone etc. b) Se existem comodidades que possam tornar mais conveniente e menos onerosa a adaptação do imóvel para funcionamento da casa de shows. Facilidades de acesso, estacionamento, proximidade de estações de transporte e centros de consumo e lazer locais etc. c) Cuidado com imóveis situados em locais sujeitos a inundação ou próximos às zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito.d) Confira a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura, e veja se não houve nenhuma obra posterior, aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva, que deverá estar devidamente regularizada. As atividades econômicas da maioria das cidades são regulamentadas pelo Plano Diretor Urbano (PDU). É essa Lei que determina o tipo de atividade que pode funcionar em determinado endereço. A consulta de local junto à Prefeitura deve atentar para:

• se o imóvel está regularizado, ou seja, se possui HABITE-SE;

• se as atividades a serem desenvolvidas no local, respeitam a

Lei de Zoneamento do Município, pois alguns tipos de negócios não são permitidos em qualquer bairro;

• se os pagamentos do IPTU referente o imóvel encontram-se em dia;

• no caso de serem instaladas placas de identificação do estabelecimento, letreiros e outdoors serão

• no caso de serem instaladas placas de identificação do

estabelecimento, letreiros e outdoors serão necessários verificar o que determina a legislação local sobre o licenciamento das mesmas; e principalmente,

• Exigências da legislação local, do Corpo de Bombeiros Militar

e da Defesa Civil em relação à segurança contra incêndio e pânico e emissão de certificados de vistoria de local.

Exigências legais específicas

Esta é uma atividade empresarial (casa de shows e espetáculos), tratada de forma genérica pela legislação sob a denominação comum de casa noturna. A Lei considera casa

noturna todos os estabelecimentos de diversão, entretenimento

e lazer que possuam ambientes fechados para dança e

vendam bebidas alcoólicas. Esta definição inclui estabelecimentos tais como: bares, boates, discotecas, danceterias, dentre outros, cuja legislação federal aplicável descreve-se a seguir: - Nacionalmente, a legislação básica aplicável referente à poluição sonora é a seguinte: artigo 225 da Constituição Federal; Lei nº. 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente; Decreto nº. 99.274/90 que regulamenta a Lei nº. 6.938/81, Resolução CONAMA nº. 001, de 08.03.1990, que estabelece critérios e padrões para a emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais; a Resolução CONAMA nº. 002, de 08.03.1990, que institui o Programa Nacional de Educação e Controle de Poluição Sonora, Silêncio, e as Normas de nº. 10.151 e 10.152 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. - A Lei 2.136, de 11.05.1994 e o Decreto nº. 12.922, de 19.05.1994, estabelecem a necessidade de existência de uma área específica para fumantes. - Decreto nº. 29.284, de 12.05.2008 - Leis sobre fumo. - MP nº. 388/2007 - Trabalho aos domingos. - Lei nº. 11.705, de 19 de junho de 2008. Altera a Lei nº. 9.503,

de 23 de setembro de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’; e, a

de 23 de setembro de 1997, que ‘institui o Código de Trânsito Brasileiro’; e, a Lei nº. 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4o do art. 220 da Constituição Federal, para inibir o consumo de bebida alcoólica por condutor de veículo automotor, e dá outras providências. - Lei nº. 2.519/96 – Meia-entrada para estudantes. - Lei nº. 3.364/00 – Meia-entrada – jovens. – Lei nº. 4.240/03 – Meia-entrada para deficientes. - MP nº. 2.208/01 - Identificação do estudante (Federal). - Lei nº. 10.741/03 - Estatuto do Idoso. - Lei nº. 8.313/96 - Pronac/Rouanet. - Lei n°. 9610 de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais. Os estabelecimentos que utilizam músicas em suas dependências estão obrigados a pagar direitos autorais ao ECAD (Escritório Central de Arrecadação), que representa os autores na cobrança de seus direitos. - Lei nº. 8.078/90 - Código de Defesa do Consumidor - Os direitos da noite protegidos pelo Código: I) - Consumação mínima * II) - Couvert artístico * III) - Gorjeta obrigatória * IV) - Comanda * V) – Entrada * VI) – Furtos. *I - CONSUMAÇÃO MÍNIMA A cobrança só é permitida se a casa fornecer cupons referentes ao valor que não foi gasto. Exemplo: o cartão de consumação estipulava um gasto mínimo de R$ 30 e o freguês gastou apenas R$ 15. O cliente tem 30 dias para voltar ao estabelecimento e gastar o restante em bebidas ou lanches.A mesma lei proíbe a cobrança, nos casos de perda da cartela de consumo, de valor cinco vezes superior ao do ingresso ou correspondente a mais de um quilo de alimento comercializado. *II) - COUVERT ARTÍSTICO Trata-se de venda casada qualitativa, proibida no artigo 39 do Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Só é válido nas casas que oferecerem músicas ao vivo ou alguma outra atividade artística em ambiente fechado. Nestes casos, a casa deve afixar em local

visível o contrato entre os músicos e o estabelecimento. *III) - GORJETA O pagamento não

visível o contrato entre os músicos e o estabelecimento. *III) - GORJETA O pagamento não é obrigatório nas casas que não possuem acordos coletivos com o sindicato dos garçons (a maioria). As empresas que possuem devem apresentar comprovantes. Seu cálculo deve ser feito sobre o valor real consumido e nunca sobre a taxa de consumação mínima. Nenhuma casa pode cobrar mais do que 10% (dez por cento). De acordo com a lei estadual do Estado do Rio de Janeiro, aprovada em setembro de 2003, é obrigatório o pagamento de 10% sobre as despesas efetuadas em bares e restaurantes a título de gratificação dos garçons, quando o valor estiver na conta. A lei determina ainda que o valor seja repassado integralmente aos garçons. Nos demais Estados, quando não houver lei que discipline a matéria, a gratificação é espontânea. Não há lei federal nesse sentido. *IV) - COMANDAEm caso de perda, o consumidor não deve ser responsabilizado com uma multa. Trata-se de cobrança ilícita, o que exime o cliente de pagamento. É comum nas casas noturnas a exigência de indenização prévia em caso de perda da “comanda” pelo consumidor, que não deve pagar por ser uma prática abusiva – não é permitido ao fornecedor estimar seu prejuízo. Ao contrário, a obrigação de comprovar o valor do gasto pelo cliente é de responsabilidade do estabelecimento. Portanto, se perdeu a “comanda” e, na saída,

o cliente sofreu constrangimento, exposição ao ridículo,

ameaça, ele poderá ingressar em juízo e pedir indenização por danos morais, além de recebimento em dobro daquilo que foi cobrado indevidamente. E mais, deve registrar denúncia junto ao órgão de defesa do consumidor para a aplicação de eventual sanção administrativa. *V) - ENTRADADe acordo com

o Procon, as casas noturnas só podem cobrar uma taxa. Se for cobrada a entrada, estão proibidas as cobranças de consumação mínima ou couvert artístico. *VI) - FURTOAinda não há entendimento pacificado no Judiciário sobre a

responsabilidade do estabelecimento comercial pelo furto de objetos pessoais do consumidor. Mas o assunto já

responsabilidade do estabelecimento comercial pelo furto de objetos pessoais do consumidor. Mas o assunto já mereceu algumas decisões reconhecendo a responsabilidade do estabelecimento comercial (bar, restaurante, casa noturna, supermercados) de indenizar por furto, quando o mesmo oferece um serviço de guarda de objetos. Por outro lado, outras já admitem que, se o consumidor foi atraído pela oferta de segurança, o estabelecimento comercial poderá ser obrigado a reparar os prejuízos ao cliente por furto ocorrido em suas dependências. Em qualquer situação o consumidor pode ingressar em juízo, pretendendo a responsabilização do

estabelecimento comercial pelo furto de seus objetos. - Lei nº. 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente (leitura recomendada – arts. 74 a 82). - Portaria do Ministério do Trabalho nº. 41 / 2007. - Leis Sobre Segurança Pública. Caso o proprietário da casa noturna ofereça os serviços de bufê, ele deverá estar atento ao que determina a legislação das boas práticas para serviços de alimentação; pois ela define os procedimentos que devem ser adotados para garantir as condições sanitárias e de higiene na manipulação de alimentos

e constam na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº. 216

da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária -, de 15 de setembro de 2004. É recomendável também a leitura da Cartilha da ANVISA sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Adicionalmente, o empreendedor deverá atentar para o que determina a Resolução do Conselho Federal de Nutricionais – CFN nº. 378, de 28 de dezembro de 2005, que dispõe sobre o registro e cadastro de pessoas jurídicas nos Conselhos Regionais de Nutricionistas e dá outras providências. Para registro e legalização da empresa, é

recomendável a contratação de um contador. Ele irá lhe auxiliar na elaboração dos documentos constitutivos exigidos e realizar

o registro junto aos órgãos responsáveis:- Junta Comercial;-

Secretaria da Receita Federal (CNPJ);- Secretaria Estadual da

Fazenda;- Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; - Enquadramento na Entidade Sindical

Fazenda;- Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; - Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);- Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;- Vistoria do Corpo de Bombeiros Militar; - Visita à prefeitura da cidade onde pretende montar a sua empresa para fazer a consulta de local.

Estrutura

A estrutura e tamanho (metragem, número de assentos, mesas ou camarotes) das casas de shows e espetáculos é muito variável. Em geral, a estrutura física destes estabelecimentos compreende:- Almoxarifado;- Banheiros;- Bilheterias;- Camarins (em geral com banheiro, sala de recepção e área privativa para o artista);- Estacionamento;- Guarda-volumes;- Palco (cuja “boca de cena”, profundidade, pé direito, sonorização e iluminação com cabeamento para linhas para transmissão dados e voz, eletricidade e decoração irão variar caso-a-caso);- Recepção;- Restaurante; - Salão (com pista, mesas, assentos, proteção acústica, iluminação e sonorização também variáveis caso-a-caso);- Vestiários.

Pessoal

O pessoal necessário ao funcionamento de uma casa de shows irá variar em relação ao tamanho da casa, dias de funcionamento, número de atrações, clientes, dentre outros fatores. Em geral, estes estabelecimentos possuem equipes fixas (empregados da casa) e prestadores de serviços que podem incluir diversos profissionais. Além dos artistas contratados e sua trupe, a equipe de uma casa de shows e espetáculos pode incluir:-Gerente geral; -Gerente artístico e de

programação;-Gerente e equipe de cenografia, sonorização, luz e projeção;-Coordenador de mídia e

programação;-Gerente e equipe de cenografia, sonorização, luz e projeção;-Coordenador de mídia e promoção;-Coordenador administrativo e financeiro;- Garçons e equipe completa de restaurante (cozinheiro, auxiliares de cozinha, faxineiro etc.);- Faxineiros;- Manobristas;- Seguranças;- Bilheteiros;- Brigada de incêndio;- Plantão médico.

Equipamentos

Dentre os principais equipamentos utilizados por uma casa de shows e espetáculos destacamos: Palco:- Varas de cenário fixas;- Ciclorama branco translúcido;- Cortina de boca de cena em veludo vermelho. Áudio:- Consoles digitais;- Amplificadores;- Equalizador;- Caixas acústicas;- CD player; - Gravador de CD;- Duplo deck; - Microfones;- Microfones sem fio;- Subwoofers. Iluminação Ambiente- Lâmpadas alógenas;- Variadores de luminosidade (Dimer). Palco- Canhões seguidores. Efeitos- Máquina de fumaça;- Amplificador de sinal. Sistema elétrico:- Subestação com potência instalada compatível;- Disponibilidade força especifica para o palco para áudio e iluminação cênica;- Luz de emergência com 130 KVA, com dupla alimentação da Light e transferência automática;- Ar condicionado;- Sistema de prevenção de incêndio e pânico;- Extintores de H2O, CO2, PQS (pó químico);- Iluminação de emergência à bateria;- Brigada de incêndio;- Portas de emergência equipadas com ferragem antipânico;- Sistema de vídeo segurança. Caso o estabelecimento possua restaurante/bar ele deverá contar com os equipamentos necessários ao seu adequado funcionamento. Adicionalmente, são necessários equipamentos para as áreas comuns (controle de acesso-catracas, bebedouros, ventiladores, espelhos, sinalização interna etc.) administrativas (computadores, arquivos, cofre, mesas, cadeiras etc.), vestiários dos funcionários (escaninhos, espelhos etc.) e almoxarifado

(prateleiras, carrinhos de transporte de carga etc.). Matéria Prima / Mercadoria Trata-se de uma prestação

(prateleiras, carrinhos de transporte de carga etc.).

Matéria Prima / Mercadoria

Trata-se de uma prestação de serviços onde não há matéria prima ou processo de manufatura envolvido na atividade.

Organização do processo produtivo

Programação artística – Envolve o trabalho de elaboração da programação da casa de acordo com a preferência do público-alvo. Identificação dos artistas em turnê, negociação e contratação do artista, equipe de apoio e equipamentos. Inclui ainda a administração do calendário da casa indicando datas ociosas que possam ser utilizadas para a realização de eventos e festas privadas, gerando receita adicional para a casa. Cenografia, sonorização, luz e projeção – Compreende as atividades de apoio, necessárias a exibição da atração e do ambiente do show (palco), incluindo cenário, som, iluminação, efeitos especiais e projeções. Mídia e promoção – Uma das atividades mais importantes da casa de shows e espetáculos, pois além de cuidar da divulgação das atrações é responsável pela administração da imagem do estabelecimento perante o público, realizando promoções, divulgação institucional etc. Administração e finanças – Inclui diversas atividades relacionadas ao registro das operações contábeis, contratação e pagamento de empregados, prestadores de serviços e fornecedores em geral, controle de receitas, aplicação de recursos, elaboração do fluxo de caixa, montagem das planilhas lucratividade e relatórios financeiros, controle de equipamentos, seguros etc.

Automação O processo produtivo de uma casa de shows e espetáculos envolve muitos processos manuais.

Automação

O processo produtivo de uma casa de shows e espetáculos envolve muitos processos manuais. Contudo, existem áreas onde poderão ser empregados recursos automatizados, tais como sonorização, iluminação, projeção, gravação, transmissão de dados etc.Para a área de controle e administração do estabelecimento, existem softwares específicos que possuem funcionalidades tais como:- Emissão e controle da notinha do cliente; - Controle de estoque. Além do estoque de alimentos, há também o estoque específico para material do show (microfones, lâmpadas de iluminação, equipamento eletro-eletrônico etc.);- Análise do lucro oferecido por cada show;- Controle de mesas;- Controle especial para lojas de souvenir da casa de show e para pontos destacados de vendas de bebidas;- Controle de praças;- Controle de lado par e lado ímpar das casas de shows;- Controle de setores;- Comandas provisória (muito úteis para garrafas de whisky e baldes de cerveja em que não se sabe ainda a quantidade exata que o cliente vai consumir).- Garçons; garçonetes, maitres;- Comissões;- Contas cortesia para clientes VIP;- Reservas de lugares, mesas e camarotes;- Interligação com o sistema de venda de bilhetes.- Controle de VIP’s para eventos especiais;- Controle de números de comandas;- Caixa com controles específicos para casas de Show;- Sistema de entregas a domicílio;- Contas correntes para empresas que têm mesa VIP na casa de show;- Custo e lucro exatos de cada petisco e, ou, bebida oferece;- Estoque específico para alimentos e bebidas;- Estoque específico para inventário de (pratos, cadeiras, talheres, material de limpeza etc.);- Lucro diário nas vendas considerando todos os custos da matéria prima usada para fazer os pratos e drinks;- Média estatística de consumo; permite que se obtenham informações importantíssimas, como: índice de quebra de tulipas por chopp

servido, gastos com guardanapos de papel, custo da lavagem das toalhas etc.;- Itens mais vendidos

servido, gastos com guardanapos de papel, custo da lavagem das toalhas etc.;- Itens mais vendidos do menu em quantidades, em volume financeiro, por períodos, etc.;- Controlar remotamente do estabelecimento via internet.

Canais de distribuição

Em geral as casas de shows e espetáculos utilizam os seguintes canais para vendas de ingressos:- Bilheterias próprias;- Website próprio;- Sites especializados em vendas de ingresso na internet (ticketronic, ticketmaster etc.); e,- Agências de viagem e turismo.

Investimentos

O investimento necessário à montagem de uma casa de shows e espetáculos irá variar com o porte do empreendimento, incluindo instalações físicas, infra-estrutura, decoração e equipamentos. Ainda que seja difícil estabelecer valores de referência para constituição de uma casa de shows e espetáculos, estima-se que o investimento mínimo para uma empresa com este objetivo seja superior a R$ 200.000. Ressaltamos que, esta é uma estimativa que poderá variar significativamente conforme o projeto/estrutura escolhido, por esta razão, recomenda-se ao empreendedor a elaboração de um Plano de Negócio, onde suas expectativas de negócio poderão indicar os valores necessários ao investimento.

Capital de giro

Em uma casa de shows e espetáculos a necessidade de capital de giro é elevada podendo representar cerca de 40% do investimento inicial. Este valor é só uma estimativa e poderá variar significativamente dependendo em grande parte das

atrações (artistas contratados) e público pagante dos shows . Custos Os cuidados na administração dos

atrações (artistas contratados) e público pagante dos shows.

Custos

Os cuidados na administração dos custos envolvidos na gestão de uma casa de shows e espetáculos indicam que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio. Abaixo apresentamos uma estimativa de custos mensal típica de uma casa de shows e espetáculos (não inclui custos relacionados à operação de bar/restaurante): 1. Cachês - artistas e equipe – R$ 30.000,00;2. Produção e montagem de cenários – R$ 3.000,00;3. Aluguel imóvel - R$ 5.000,00; 4. Salários e encargos – R$ 20.000,00;5. Contratação serviços de terceiros – R$ 8.500,00;6. Assessoria contábil - R$ 1.000,00;7. Telefonia - R$ 1.500,00;8. Energia - R$ 5.000,00;9. Manutenção e limpeza – R$ 1.500,00;10. Material de expediente e limpeza – R$ 2.000,00;11. Divulgação e marketing – R$ 1.500,00;12. Segurança – R$ 2.000,00;13. Despesas financeiras/serviços bancários – R$ 500,00;14. Tributos, impostos, contribuições e taxas - R$ 2.400,00;15. Depreciação – R$ 1.500,00.

Diversificação / Agregação de valor

O foco do negócio é a realização de shows e espetáculos, porém, muitos estabelecimentos do gênero, agregam ao negócio serviços de bar e restaurante. Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais

seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação

seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva

e aumente o seu nível de satisfação com o seu serviço. Desta

forma, uma casa de shows e espetáculos também agrega valor

a seus serviços ao fornecer informações via internet sobre sua

programação, serviços de manobrista e fotografias aos clientes, facilitar o pagamento da conta através de vários meios (cartão, cheque, dinheiro etc.), dentre outros benefícios. Portanto, agregar valor é oferecer o inesperado ao cliente; ir além da obrigação; oferecer mais e melhor. É muito importante ouvir as pessoas e surpreendê-las com iniciativas que demonstrem que

o estabelecimento preocupa-se com o bem-estar e satisfação.

Desde as iniciativas mais corriqueiras, como: oferecer um brinde aos aniversariantes, uma rosa no dia dos namorados, um pequeno chocolate na saída e tantos outras podem ser adotadas. Contudo, dimensionar o conjunto de serviços que

serão agregados é importante para se tornar mais competitivo, avaliar o custo/benefício desses serviços é vital para a sobrevivência porque pode representar um elevado custo sem geração do mesmo volume de receitas; Casas de shows e espetáculos diversificam suas atividades, aproveitando as datas não ocupadas com shows ou espetáculos artísticos, para

a alocação de seus espaços para a realização de eventos privados, desfiles, festas particulares, etc.

Divulgação

Os meios de divulgação de uma casa de shows e espetáculos variam de acordo com o porte e o público-alvo do estabelecimento. Embora este seja um negócio em que o gasto em divulgação de cada show, seja inversamente proporcional à fama do artista em cartaz (preço do cachê) e a propaganda boca-a-boca funcionar muito bem (para o bem e para o mal); ainda assim, estabelecimentos do gênero necessitam de um orçamento especifico para a divulgação, especialmente aquela

voltada ao marketing institucional da casa. Dentre as ferramentas de divulgação mais utilizadas pelo setor

voltada ao marketing institucional da casa. Dentre as ferramentas de divulgação mais utilizadas pelo setor relacionamos:- Folheteria (flyers, folders, cartões etc.);- Cartazes;- Luminosos;- Outdoors; - Anúncios em jornais de bairro ou de grande circulação;- Chamadas publicitárias em rádios;- Revistas; - Website próprio na internet; e,- E-mail marketing. Outra opção é o chamado marketing recíproco, quando um se utiliza estabelecimentos afins como restaurantes, livrarias, teatros, lojas de vendas de dvd’s, de vinhos e de roupas para a divulgação da casa de shows. A divulgação através de site na internet pode ser muito interessante, pois possibilita a exposição de fotografias do ambiente, do cardápio e de freqüentadores que autorizem a publicação de sua imagem. A distribuição de brindes com o nome da casa de shows, como caixas de fósforos, bolachas para chopes, camisetas, leques, canetas, bonés são instrumentos que ampliam a divulgação. Outros recursos poderão ser utilizados. Um profissional de marketing e comunicação poderá auxiliar o empreendedor a desenvolver campanha específica.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de serviços denominado de Casa de Shows e espetáculos, assim entendido os estabelecimentos que promovem festas e eventos em geral, poderá optar pelo SIMPLES NACIONAL - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Optando pelo Simples Nacional, o empreendedor deste segmento poderá recolher por uma única alíquota e

Optando pelo Simples Nacional, o empreendedor deste segmento poderá recolher por uma única alíquota e por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), os seguintes tributos e contribuições:

- IRPJ - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica;

- CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;

- PIS - Programa de Integração Social;

- COFINS - Contribuição para o Financiamento da Seguridade

Social;

- ISS - Imposto sobre Serviços de qualquer natureza;

- INSS - Contribuição para a Seguridade Social relativa a parte da empresa.

As alíquotas do SIMPLES NACIONAL, para este ramo de atividade, englobando todos os tributos e contribuições relacionadas acima, variam de 6,00% a 17,42%, dependendo da receita bruta total auferida pelo negócio no decorrer do ano anterior. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor deverá utilizar como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Microempreendedor Individual - Conforme Res. 58, este seguimento não se aplica no âmbito do SIMEI.

Conclusão: Para este segmento, como LTDA, a opção pelo Simples Nacional sempre será muito vantajosa sobre o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações

acessórias.

acessórias. Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor

Fundamento Legal: Leis Complementares 123/2006, 127/2007, 128/2008 e Resoluções do CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional.

Eventos

Exposição de Turismo e Congresso Brasileiro de Agências de Viagens – no ano de 2007 foi realizado no Rio Centro – Rio de Janeiro. É o maior evento da área de turismo, maiores informações acessar o site: www.abav.com.br ou www.feiradasamericas.com.br. As representações locais da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes - ABRASEL e os sindicatos estão sempre realizando e divulgando eventos com informações de grande importância para o setor. Eventos tradicionais sobre o setor: Congresso Nacional da ABRASEL Evento Anual Local: em estados diferentes a cada ano Fispal Food Service - Feira Internacional de Produtos e Serviços para Alimentação Fora do Lar Evento Anual Local: São Paulo (Expo Center Norte) Site: http://www.fispal.com/ Restaubar Show Evento Anual Local: São Paulo (Transamérica Expo Center)Site: http://www.restaubar.com.br/

Entidades em Geral

Relação de entidades para eventuais consultas:

ABRASEL - Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Rua Bambui, 20 – conj 102 – Serra; Belo Horizonte - MG CEP 30210-490 Tel.: (31) 3264-3101 / 3264-3108 E-mail:

secretariabr@abrasel.com.br Site: http://www.abrasel.com.br CNTur - Confederação Nacional do TurismoCasa do Turismo BrasileiroSHIS - QL 6 - Conjunto 9 - Casa 1 - Lago Sul - BrasíliaAdministração - Largo do Arouche, 290 - 10º andar São

Paulo - SP - CEP 01219-010 Telefax: (011) 221 6201 FNRHBS - Federação Nacional de

Paulo - SP - CEP 01219-010 Telefax: (011) 221 6201 FNRHBS - Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares Praia do Flamengo, 200 - 4º andar - Flamengo Rio de Janeiro – RJ CEP 22210-060 Tel.: (21) 2558-2630 Fax: (21) 2285-5749 Site: http://www.fnrhbs.com.br/ Ministério da Saúde

Site: http://www.saude.gov.br/ Agência Nacional de Vigilancia

Sanitária Site: http://www.anvisa.gov.br/

localidade: Sindicato de bares e restaurantes Alguns fornecedores/fabricantes: Revista bares e restaurantesRua Itápolis 1468 – Pacaembui – São Paulo - SP E-mail:

faleconosco@revistabareserestaurantes.com.br Tel.: (11) 3864-7418 Revista cozinha profissional Rua General Almério de Moura, 780 Cj. 18 - São Paulo - SP CEP 05690-080 Tel.:

(11) 3755-5700 E-mail: redacao@cozinhaprofissional.com.br La Bella Tavola Rua Guaraciaba 643 – Tatuapé – São Paulo - SP CEP 03404-000 Tel.: (11)6941-0570 Site:

http://www.labellatavola.com.br Metalúrgica Globo Tel.: (11) 6965-0084(11) 6965-5786 www.metalglobo.com.br/ Obs.:

Pesquisa na internet indicará outros fornecedores de equipamentos e produtos para bares, casas de shows e restaurantes que poderão estar localizados mais próximos ao local de instalação do negócio. As associações de bares e restaurantes existentes nos estados da federação também poderão auxiliar.

Procurar na

Normas Técnicas

As normas técnicas são documentos de uso voluntário, utilizados como importantes referências para o mercado. As normas técnicas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e

glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio.

glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio. As normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Nossa pesquisa no website da entidade (www.abnt.org.br) revelou as seguintes normas aplicáveis às atividades de uma casa de shows e espetáculos: NBR 10.151 - Acústica - Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade. NBR 10.152 - Níveis de ruído para conforto acústico.

Glossário

ACÚSTICA: A qualidade da casa de espetáculos no que diz respeito à transmissão do som. Problemas acústicos geralmente são complexos em sua natureza e muito dinheiro e horas de trabalho podem ser economizados com a consulta de um engenheiro ou arquiteto especializado desde o início do processo de projeto de uma casa de shows. BOCA DE CENA:

Abertura frontal do palco que delimita horizontal e verticalmente o espaço visual da cena. Recorte na parede frontal do palco que pode ser variado através do uso de reguladores verticais e horizontais. CAMARIM: Recinto da caixa dos teatros e casa de shows onde os atores se vestem e se maquiam. CENOGRAFIA: Arte e técnica de criar, projetar e dirigir a execução de cenários para espetáculos de teatro, de cinema, de televisão, de shows etc. CICLORAMA: Grande tela semicircular, geralmente em cor clara, situada no fundo da cena e sobre a qual se lançam as tonalidades luminosas de céu ou de infinito, que se deseja obter. Nele também podem ser projetados diapositivos ou filmes que se desenvolvem alternada ou paralelamente à ação física dos atores. Ciclorama ou infinito, fundo infinito, cúpula de horizonte. COXIA: Nos palcos de teatro e casas de shows, espaço situado atrás dos bastidores. Pode ser ainda um assento móvel, normalmente

com dobradiças, usado quando as poltronas normais já estão ocupadas. Uma espécie de cadeira improvisada.

com dobradiças, usado quando as poltronas normais já estão ocupadas. Uma espécie de cadeira improvisada. URDIMENTO: Armação de madeira ou ferro, construída ao longo do teto do palco, para permitir o funcionamento de máquinas e dispositivos cênicos. Na realidade, é o esqueleto do palco; a ‘alma’ da caixa de mágicas em que ele às vezes se converte. Tem como limite superior, a grelha com a sofita e como limite inferior, a linha das bambolinas, varas de luzes e a parte superior da cenografia. VARA: Madeira ou cano longitudinal preso no urdimento, onde são fixados elementos cenográficos, equipamentos de luz e vestimentas cênicas. Sua movimentação pode ser manual, utilizando-se contrapesos e elétrica.

Dicas do Negócio

Neste empreendimento, ter uma boa estrutura é fator primordial para alcançar o sucesso, já que os freqüentadores não querem pagar caro para entrar numa casa de shows, onde a bebida é quente, o banheiro é sujo e o ar-condicionado não dá vazão. Diante disto, ter uma boa estrutura e um arranjo interno bem distribuído, além de contar com boas instalações é fundamental. Outras dicas importantes são: - Este é um negócio cujo planejamento e execução da programação de shows é fundamental. A qualidade dos artistas e espetáculos em cartaz é determinante para o sucesso do negócio. Busque oferecer atrações diferentes, pois é difícil sobreviver com um tipo de público somente. - Investir na qualidade global de atendimento ao cliente, ou seja: qualidade do serviço, ambiente agradável, profissionais atenciosos, respeitosos e interessados pelo cliente, além de comodidades adicionais tais como:

estacionamento, clima de conforto que deve estar presente no ambiente da casa com sonorização e temperatura adequada do ar-condicionado; - Procurar fidelizar a clientela com ações de

pós-venda, como: remessa de cartões de aniversário, comunicação de novos serviços e novos produtos ofertados,

pós-venda, como: remessa de cartões de aniversário, comunicação de novos serviços e novos produtos ofertados, contato telefônico lembrando de eventos e promoções; -A presença do proprietário ou de um bom maitre é fundamental para o sucesso do empreendimento; -O empreendedor deve estar sintonizado com a evolução do setor, pois esse é um negócio que requer inovação e adaptação constantes, em face das novas tendências que surgem dia-a-dia; - Cuidados especiais com bebidas, que exigem cuidados especiais, desde o armazenamento até a temperatura em que devem ser servidas; - O cardápio é um elemento fundamental para o sucesso do empreendimento, a sua montagem antecede até mesmo às instalações da cozinha. O cardápio deve ser pensado para oferecer produtos certos para a demanda de cada local, de cada tipo de cliente, de cada dirá e de cada horário. - A carta de bebidas deve ser bem elaborada, levando em consideração os preços das bebidas e a sofisticação dos coquetéis e por isso deve ser entregue a um barman ou elaborado com bastante simplicidade. - Manutenção e cuidados com a segurança são fundamentais. Problemas aparentemente pequenos, como o inadequado dimensionamento das saídas de emergência, sobrecarga nas instalações elétricas, guarda-corpo fora do especificado em norma e fios à mostra são riscos potenciais para os usuários e motivos para a interdição do local.

Características específicas do empreendedor

A grande maioria dos empreendedores culturais no País começa a trabalhar nessa área por gostar de arte e por prazer. Costumam se utilizar de conhecimentos, contatos pessoais e recursos próprios. Contudo algumas características são consideradas fundamentais ao perfil de um empreendedor do segmento de casas de shows e espetáculos: - Visão

sistêmica do mercado cultural;-A sensibilidade para identificação de nichos de público;- Disposição para correr

sistêmica do mercado cultural;-A sensibilidade para identificação de nichos de público;- Disposição para correr riscos e responsabilidade; - Facilidade de relacionamento interpessoal; -Capacidade de identificar prioridades; -Capacidade de operacionalizar idéias;-Habilidade para identificar oportunidades;-Capacidade de comunicação e criatividade;- Capacidade de trabalho em equipe; - Capacidade de liderança; - Domínio de métodos e técnicas de trabalho;- Capacidade de estabelecer e consolidar relações.

Bibliografia Complementar

ALKMIM, Antonio Carlos et al. Cadeia produtiva da economia da música. Rio de Janeiro: Incubadora Cultural Gênesis, PUC-Rio; SEBRAE/RJ, 2004. BARRETO, A. Aprenda a organizar um show. [S. l.]: Imagina Ed. 2007. Disponível em:

<http://produtorindependente.blogspot.com/2008/01/livro-aprenda-organi

Acesso em: 15 mar. 2009. CLAUDIO, I.; RANGEL, N. A explosão do entretenimento. São Paulo: Isto É, 2008. Disponível em:

<http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2023/artigo98373-1.htm>.

Acesso em: 15 mar. 2009. FRANCEZ, A.; COSTA NETTO, J. C.; DANTINO, S. F. Manual do direito do entretenimento:

guia de produção cultural. [S. l.]: Ed. SENAC, 2009.