DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
ESTRATÉGIA PARA A RAM
III PARTE O CONTEXTO EXTERNO
“Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades”
ONU, Comissão Brundtland, 1987
“ Tornar a União Europeia no espaço económico mais competitivo do Mundo, baseado no conhecimento e capaz de garantir o crescimento económico sustentável com mais e melhores empregos e maior coesão social”
UE, Conselho Europeu de Lisboa, 2000
FEVEREIRO DE 2003
INDICE
1. 1.1. 1.1.1. 1.1.2. 1.1.3. 1.1.4. 1.2. 1.2.1. 1.2.2. 1.2.3. 1.2.4. 1.2.5. 1.3. 2. 2.1. 2.2. O CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ............................4 As Origens Temáticas do Conceito...............................................................4 Temática do “Diálogo Norte-Sul”.......................................................................4 Temática do “Crescimento vs Desenvolvimento”. ............................................4 Temática do Relatório do Clube de Roma “Limites ao Crescimento”..............4 Temática da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano .....5 A Evolução do Conceito.................................................................................5 Primeira tentativa de definição. .........................................................................5 A definição geralmente adoptada......................................................................5 Reafirmação da definição geral e introdução do conceito operacional............6 Adição de uma nova vertente – a dimensão social. .........................................6 Adição implícita da “dimensão institucional”. ....................................................6 Conclusão.........................................................................................................6 A POSIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.........................................7 A Cimeira da Terra – Confe rência sobre Ambiente e Desenvolvimento, Rio de Janeiro, 1992 (Conferência do Rio) ..................7 A Cimeira da Acção – Cimeira Mundial do Desenvolvimento Sustentável, Joanesburgo, 2002 (Conferência de Joanesburgo) .............8 O PAPEL DA ORGANIZAÇ ÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO (OCDE) NO DOMINIO DO DESENVOLVIMENTO SUST ENTÁVEL.........................................................10 O Caracter Instrumental da OCDE...............................................................10 A Actividade da OCDE no Domínio do Desenvolvimento Sustentável...10 A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA UNIÃO EUROPEIA (UE)..............................................................................................12 As Posições políticas e as Orientações Estratégicas ..............................12 Conselho Europeu de Cardiff (Junho de 1998). .............................................12 Conselho Europeu de Lisboa (Março de 2000). .............................................12 Conselho Europeu de Gotemburgo (Junho de 2001).....................................13 Conselho Europeu de Barcelona (Março de 2002). .......................................13 Conclusão........................................................................................................13 Os Programas de Acções Estratégicas......................................................14 No domínio interno (a nível da União). ...........................................................14 No domínio externo. ........................................................................................16
3.
3.1. 3.2. 4. 4.1. 4.1.1. 4.1.2. 4.1.3. 4.1.4. 4.1.5. 4.2. 4.2.1. 4.2.2.
2
5. 5.1. 5.2. 5.3. 5.3.1. 5.3.2. 6. 6.1. 6.2. 6.3. 6.3.1. 6.3.2. 6.3.3.
A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL..17 Enquadramento Legal...................................................................................17 Enquadramento Económico e Financeiro..................................................18 A Proposta para uma Estratégia Nacional (ENDS 2002)...........................20 Princípios Orientadores...................................................................................20 Domínios Estratégicos.....................................................................................22 CONCLUSÃO DA ANÁLISE DO CONTEXTO EXTERNO............................24 A Definição de Desenvolvimento Sustentável...........................................24 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável............................................24 As Temáticas do Desenvolvimento Sustentável.......................................24 No plano global. ...............................................................................................25 No plano europeu. ...........................................................................................25 No caso de Portugal. .......................................................................................26
ANEXO I .........................................................................................................................28 Cimeira Mundial do desenvolvime nto Sustentável – Conferência de Joanesburgo .................................................................................................................28 Temas Prioritários...........................................................................................................29 Objectivos Fixados .........................................................................................................31 ANEXO II ........................................................................................................................36 Proposta para uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (ENDS)............................................................................................................................36 Factores Condicionantes de uma ENDS .......................................................................37 Linhas de Orientação Estratégica da Proposta para uma ENDS 2002 ........................39
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1.
O CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
1.1. AS ORIGENS T EMÁTICAS DO CONCEITO
O actual conceito de Desenvolvimento Sustentável não introduz ideias propriamente novas. Vem antes reunir e interligar várias temáticas que, ao longo do tempo, foram constituindo motivo de preocupação dos Estados nos fora internacionais. Pode-se fazer remontar a ideia de Desenvolvimento Sustentável ao séc. XVIII, mais precisamente, à tese de Malthus de que o Meio Ambiente (capacidade de produção de alimentos) impõe limites à expansão da população humana. Mais modernamente, as temáticas que foram discutidas a nível internacional nos anos 60-70 do século passado, tiveram grande influência no surgimento do conceito de Desenvolvimento Sustentável, com destaque para:
1.1.1. Temática do “Diálogo Norte -Sul”.
Promover o Crescimento e combater a Pobreza no Sul (Terceiro Mundo), não só por razões humanitárias, mas também para tornar sustentável o crescimento do Norte.
1.1.2. Temática do “Crescimento vs Desenvolvimento”.
Evitar o aumento das Desigualdades Sociais, isto é, que o Crescimento do Sul ocorresse sem ser acompanhado de “Desenvolvimento”.
1.1.3. Temática do Relatório do Clube de Roma “Limites ao Crescimento”.
Impedir o esgotamento, a nível global, dos recursos naturais não renováveis provocado pelo Modelo de Crescimento dos países ricos, teses aparentemente comprovadas, no curto prazo, pelos choques petrolíferos das décadas de 70 e 80 do século passado.
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depois seguida e amplificada pelos movimentos ecologistas e ambientalistas. a base de recursos vivos e não-vivos e as vantagens e desvantagens.” 1. de actuações alternativas. tanto a curto como a longo prazo. em seguida.1. tem que ter em consideração não apenas os factores económicos mas também os factores sociais e ecológicos. da ONU (1980) – “Para que o desenvolvimento seja sustentável. Foi a definição contida num relatório de 1987 da Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento.2.2.” 5 . Foi a definição a que se chegou no âmbito da Estratégia Mundial da Conservação da Natureza.2. numa linha paralela à do Relatório do Clube de Roma.4.1. A definição geralmente adoptada. Temática da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano Alertar para os aspectos preocupantes da situação do Meio Ambiente.2. chefiada pelo Primeiro-Ministro Norueguês Gro Brundtland (Comissão Brundtland) . A EVOLUÇÃO DO CONCEITO Foi a partir deste background que. Os principais passos desse processo foram os seguintes: 1. se foi formando o moderno Conceito de Desenvolvimento Sustentável. Primeira tentativa de definição.1.Desenvolvimento Sustentável é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. 1.
adaptando-se às diferentes situações concretas estruturais ou circunstanciais que se foram revelando no terreno.3.4. Rio de Janeiro. o conceito operacional abrangia duas vertentes: desenvolvimento económico e protecção ambiental. em termos operacionais.3.2. 6 . Trata-se todavia de uma definição genérica.2.1. Adição implícita da “dimensão institucional”. Adição de uma nova vertente – a dimensão social. o conceito. 1. À medida que foram sendo concretizadas no terreno (países. sendo que nesta fase. em 1995. não de um conceito operacional. Reafirmação da definição geral e introdução do conceito operacional A confirmação da definição da Comissão Brundtland do conceito e a introdução do conceito operacional de Desenvolvimento Sustentável ocorreu na Cimeira da Terra . tem evoluído ao longo de tempo e aos vários níveis (global.2.5. 1. Na prática. regional. regiões. hoje consubstancializada na expressão “Boa Governação” 1.Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento. CONCLUSÃO Pode concluir-se que a definição da Comissão Brundtland não perdeu autenticidade nem actualidade. local). locais) muitas das decisões tomadas nas várias reuniões internacionais e foi-se verificando a importância decisiva desta vertente . Esta nova vertente foi adicionada na Cimeira Social de Copenhague. 1992. nacional.
• Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento: Um conjunto de 27 princípios orientadores da integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento económico (princípio do poluidor pagador. etc. formas de participação.1.). 1992 (CONFERÊNCIA DO RIO) 2.. prevenção ambiental.2.1. com carácter de compromisso legal. indo do comércio internacional e do ambiente até à agricultura e à desertificação. relativo à conservação da diversidade mundial em termos de genes. A POSIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) SOBRE O DESENVOLVIMENTO SUST ENTÁVEL O essencial da posição da ONU pode ser deduzido das temáticas tratadas nas reuniões internacionais dedicadas ao assunto. • Convenção-Quadro sobre Mudança Climática: Acordo. relativo à estabilização dos gases com efeito de estufa (GEE) em níveis que não perturbem o clima do mundo. • Convenção sobre Diversidade Biológica: Acordo.. as mais importantes das quais foram a Cimeira da Terra (1992) e a Conferência de Joanesburgo (2002).1. espécies e ecossistemas. • Declaração de Princípios sobre as Florestas: O primeiro consenso global sobre gestão. A Cimeira da Terra (ou Conferência do Rio) aprovou um conjunto de 5 acordos: • Agenda 21: Um plano global de acção em prol do Desenvolvimento Sustentável. com carácter de compromisso legal. RIO DE J ANEIRO. conservação e desenvolvimento sustentável das florestas mundiais. 7 . contendo mais de 100 áreas temáticas. 2. A CIMEIRA DA T ERRA – CONFERÊNCIA SOBRE AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO.
2002 (CONFERÊNCIA DE J OANESBURGO) A mais recente e mais importante das reuniões internacionais sobre este tema ambiente e desenvolvimento económico foi a Cimeira Mundial do Desenvolvimento Sustentável. nas suas diversas dimensões e em diferentes territórios. 8 . Protecção do Meio Ver “Temas Prioritários”.1. com metas e compromissos.2. 2. esta Conferência Mundial é hoje conhecida mais pelo “estabelecimento de princípios” do que pelas “acções concretas” que efectivamente se concretizaram. A CIMEIRA DA ACÇÃO – CIMEIRA M UNDIAL DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.2. Os temas tratados1 e objectivos fixados2 na Conferência de Joanesburgo reflectem. 2. Ver “Objectivos Fixados”.2. As principais decisões da Cimeira foram as seguintes: • Reafirmar o Desenvolvimento Sustentável como prioridade central a nível internacional. aos seus vários níveis. de 1992. JOANESBURGO. portanto. Embora tenha aprovado acções concretas. no Anexo 1.1. referida no número anterior.2. • Fixar objectivos de acção para melhor atingir o Desenvolvimento Sustentável. as actuais preocupações internacionais mais importantes sobre o Desenvolvimento Sustentável e revelam as formas que estão a ser postas em execução (ou que se pretende que sejam postas em acção) para operacionalizar o conceito de Desenvolvimento Sustentável. • 1 2 Continuar a impulsionar a luta contra a Pobreza e Ambiente. Foi considerada uma ”Cimeira de Acção”. por contraposição à Cimeira da Terra. no Anexo 1.
sociedade civil) para desenvolver acções de apoio ao Desenvolvimento Sustentável registou progresso notável (foram anunciadas cerca de 220 parcerias. de sindicatos. por ser considerada uma iniciativa positiva. de associações profissionais e científicas. • Apoiar a criação de um Fundo Mundial para a Erradicação da Pobreza. de grupos sociais minoritários. Merece a pena observar que: • As opiniões da sociedade civil tiveram lugar proeminente na Cimeira (participação de mais de 8 000 membros de ONGs. etc.2.• Avançar mais na resolução das questões da Energia e do Saneamento Básico. facto que reconhece o importante papel da sociedade civil no prosseguimento dos objectivos do Desenvolvimento Sustentável. reunindo recursos financeiros da ordem dos 235 milhões dólares) 9 . • A organização sob a forma de Parcerias (Estados.2.). • Dar mais atenção aos problemas específicos do Continente Africano. empresas. 2.
10 . de economia de mercado e de elevados níveis de rendimento per capita. processo de consulta. Por isso. a OCDE tem desenvolvido a sua actividade basicamente nos seguintes domínios: • Estudo dos com promissos internacionais e análise das respectivas implicações a nível técnico e operacional.). e no que respeita ao Desenvolvimento Sustentável. 30 países ricos que participam nas reuniões internacionais desta organização e cuja adesão aos instrumentos de regulação internacional é crucial para que sejam adoptadas decisões sobre Desenvolvimento Sustentável ou sobre outras matérias. internacional e global. O CARACTER I NSTRUMENTAL DA OCDE A OCDE é composta por 30 países democráticos. O PAPEL DA ORGANIZAÇ ÃO ECONÓMICO PARA (OCDE) A COOPERAÇÃO NO DOMINIO E DO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO SUST ENTÁVEL 3. processo de elaboração. A ACTIVIDADE DA OCDE NO DOMÍNIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Neste quadro. • Concepção e análise dos indicadores que sejam mais adequados para medir o “grau” de sustentabilidade do desenvolvimento económico. etc. a nível nacional. • Desenvolvimento de metodologias adequadas à definição por cada país. São. 3. É apenas o instrumento técnico a que os países membros recorrem para apoiar a execução das estratégias e objectivos a que se comprometeram nas reuniões internacionais. a OCDE não tem que ter e não tem uma definição própria de Desenvolvimento Sustentável.3.1. das respectivas Estratégias Nacionais de Desenvolvimento Sustentável (requisitos metodológicos. na prática.2. regional.
Transportes e Mudança Climática. Cooperação para o Desenvolvimento.). integrando as questões do Desenvolvimento Sustentável nos trabalhos técnicos sectoriais da OCDE (Agricultura e Ambiente. etc. 11 . para facilitar o diálogo entre técnicos e dirigentes dos países ricos e dos países pobres. Princípios de Boa Governação. Política de Energia.• Constituição de fóruns internacionais de discussão sobre temas do Desenvolvimento Sustentável.
4.1. • Aprovou o seguinte Objectivo Político Estratégico: 12 . • As formações sectoriais do Conselho adoptariam e desenvolveriam estratégias para integrar as questões do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável nas respectivas políticas (processo que foi iniciado com o Conselhos dos Transportes. a que se seguiram outros Conselhos sectoriais). Conselho Europeu de Lisboa (Março de 2000). decidiu que: • As propostas relevantes da Comissão Europeia deveriam ser acompanhadas de uma avaliação do respectivo impacto ambiental. e do 5º Programa Comunitário em Matéria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (1993-2000).4.1. Sob a influência da Cimeira da Terra. 4.1. Conselho Europeu de Cardiff (Junho de 1998). tendo em conta as resoluções de âmbito internacional e as prioridades e metas mais adequadas ao estádio de desenvolvimento do conjunto dos países membros. o que a UE tem vindo a definir é uma Política e uma Estratégia própria de Desenvolvimento Sustentável. AS POSIÇÕES POLÍTICAS E AS O RIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS Os principais passos que marcam a definição da Política e da Estratégia de Desenvolvimento Sustentável da UE são os seguintes: 4. de 1992.2.1. A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA UNIÃO EUROPEIA (UE) A UE não tem um conceito próprio de Desenvolvimento Sustentável. No âmbito dos compromissos internacionais assumidos pela União e pelos Estados Membros.
indicadores ambientais e concluiu que “as considerações de ordem económica.3. em 3 pilares: Vertente económica. Conselho Europeu de Gotemburgo (Junho de 2001).n “Tornar a UE no espaço económico mais dinâmico e competitivo do mundo. baseado no conhecimento e capaz de garantir um crescimento económico sustentável.1. Conselho Europeu de Barcelona (Março de 2002).1. 4. Vertente ambiental 13 .1. Acrescentou a vertente ambiental à Estratégia Operacional definida no Conselho Europeu de Lisboa. A Estratégia de Desenvolvimento Sustentável da UE assenta. assim.4. 4. Conclusão. com base em indicadores relevantes (monitorização anual). Vertente social. com mais e melhores empregos e maior coesão social”.5. social e ambiental devem ser objecto da mesma atenção nos processos de elaboração de políticas e de tomada de decisões”. • Definiu a Estratégia para operacionalizar a aplicação do conceito de Desenvolvimento Sustentável – Estratégia de Lisboa: n Articular as vertentes económica e social do desenvolvimento e avaliar a situação periódicamente. 4. pela primeira vez. Realizou a segunda avaliação anual da Estratégia de Lisboa com base num relatório de indicadores que incluía.
como sobretudo. pelas medidas de acção. Como consequência. etc. Referimo-nos ao 6º Programa Comunitário de Acção em Matéria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (2001-2010) que. o instrumento de longo prazo. 4. No domínio interno (a nível da União). uma ideia distorcida e desactualizada. Com efeito.2. domínios de intervenção e áreas estratégicas que define. e a seguir apresentamos.. confusão. lobby dos ambientalistas. as Políticas e as Estratégias da UE neste domínio. têm andado demasiado ao sabor do peso e da força dos lobbys de interesses instalados no seu seio – lobby dos países do norte. lobby da sociedade de informação. confirma as preocupações que manifestamos nos parágrafos anteriores sobre a continuidade da perspectiva limitada..2. 14 . desde logo pela persistência da sua denominação pleonástica mas. e acabando por transmitir a ideia de que os serviços da Comissão Europeia mantém sobre a questão do Desenvolvimento Sustentável. não só nos parece pusilânime como impróprio daquelas “apostas”. mais recente e importante que a Comissão Europeia pôs no terreno para concretizar as recentes apostas políticas e estratégicas da UE quanto ao Desenvolvimento Sustentável. quase exclusivamente ambientalista das práticas da Comissão Europeia no domínio do Desenvolvimento Sustentável. não se tem traduzido em Programas de Acções adequados que reflictam o desejado rigor conceptual. na esteira das que foram seguidas. sobretudo. OS PROGRAMAS DE ACÇÕES ESTRATÉGICAS Sem um conceito consistente de Desenvolvimento Sustentável.1. no programa sobre a mesma matéria que vigorou de 1993 a 2000. reflectindo a falta de clareza e a falta de coordenação que continuam a reinar quanto à operacionalização do conceito de Desenvolvimento Sustentável. a definição das políticas e estratégias de Desenvolvimento Sustentável não só têm pecado por atraso. desarticulação e contradições.4.
Integrar o ambiente nas outras políticas. Alterações climáticas. Reciclagem dos resíduos. Natureza e biodiversidade. Protecção do solo. n • Domínios prioritários de acção. Melhorar a aplicação da legislação em vigor.• Tipo de medidas preconizadas. saúde e qualidade de vida. n n n n Reforço de uma política coerente e integrada para a qualidade do ar. Gestão e utilização sustentável dos recursos. integrada numa abordagem estratégica da gestão internacional de substâncias químicas. n n n n • Áreas que devem ser objecto da elaboração de estratégias temáticas. Utilização sustentável dos pesticidas. Conservação dos ecossistemas marinhos. n n n Realçar a importância do ordenamento e gestão do território. n n n 15 . Ambiente. Ambiente urbano. visando padrões de produção e consumo mais sustentáveis. Gestão sustentável dos recursos naturais e dos resíduos. Colaborar com o mercado.
do Comité de Ajuda ao Desenvolvimento.2. (É o caso. O mesmo se passa no domínio externo.2.4. melhor dizendo no domínio da cooperação externa. 3 ACP = África. Destacam -se: • O compromisso que a UE assumiu de integrar o objectivo do Desenvolvimento Sustentável nas políticas de cooperação para o desenvolvimento da União e dos Estados-Membros e em todas as organizações internacionais e organismos especializados de que faz parte. No domínio externo. Caraíbas e Pacífico. por exemplo. onde a externalização da política e da estratégia de Desenvolvimento Sustentável da UE se fica por compromissos e acordos vagos e formais de substância indefinida. • O Acordo de Cotonou com os países ACP3 (sucessor do Acordo de Lomé). da OCDE. que contempla a integração do objectivo do Desenvolvimento Sustentável na cooperação da UE com os países ACP. 16 . para além de múltiplos organismos da ONU).
sadio e ecologicamente equilibrado. ENQUADRAMENTO L EGAL O enquadramento legal relativo às questões do Desenvolvimento Sustentável é proporcionado por princípios constitucionais e por diplomas nacionais. A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 5. etc. A Revisão Constitucional de 1997 passou de uma visão estritamente ambiental para um visão integrada do Desenvolvimento Sustentável. A Constituição de 1976 consagra o direito a “um ambiente de vida humano. e o dever de o defender.” Ao longo tempo. 17 . consagrando que o direito ao ambiente e ao ordenamento do território deve ser assegurado no quadro de um Desenvolvimento Sustentável. resultante da conjugação da transposição de legislação comunitária com a nova legislação nacional e com a regulamentação da aplicação nacional de acordos internacionais ratificados pelo Governo português.2. as principais disposições sobre a protecção dos valores ambientais.1. flora. 5. transposição de legislação comunitária ou ligados à ratificação de acordos internacionais. sistematizado e coerente.). a Lei de Bases do Ambiente veio reunir num corpo legislativo único. solo. 5. A Lei de Bases deu origem à criação das estruturas organizacionais para definição e execução da Política do Ambiente. Foi seguida pela produção de Legislação de 2ª Geração. sejam eles legislação nacional. Seguiu-se produção legislativa. a qual se veio a revelar demasiado compartimentada. Em 1987. hoje designada por Legislação de 1ª Geração. fauna.5.1.1. foi aprovada legislação que começou a dar corpo a este princípio constitucional. com abordagem sectorial das questões ambientais (ar.1. água.
a Rede Natura) e estratégias específicas (como a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade). o ordenamento jurídico actual tem.2.1.5. n n n Planos de génese sectorial (como o Plano Nacional da Água. 18 . e legislação de aplicação nacional. • Enquadramento no seio da UE – directivas e regulamentos comunitários transpostos para o direito interno. assim como o subsequente Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO E FINANCEIRO O esforço financeiro necessário à cobertura das despesas de lançamento e prossecução de uma Política de Desenvolvimento Sustentável provêm dos recursos financeiros nacionais.3. e legislação posterior neste âmbito. 5. Em conclusão. • Legislação Nacional: Lei de Bases do Ambiente e legislação posterior neste âmbito. nos casos em que a legislação nacional carece de adaptação às especificidades próprias das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e do Urbanismo. • Legislação Regional. os seguintes componentes: • Enquadramento nos Acordos internacionais – assinatura e ratificação de vários acordos. portanto. complementados pelos do cofinanciamento comunitário das acções apoiadas pela UE através de diversos programas.
• Iniciativas Comunitárias.). rede transeuropeia de transportes) e do ambiente (por exemplo. n Leader – Incentiva a aplicação de estratégias originais de desenvolvimento nas zonas rurais da Comunidade (novas formas de valorização do património natural e cultural). contribui para a 19 . n n Urban II – Luta contra os problemas económicos. n n • Fundo de Coesão: Apoia projectos estruturantes nas áreas de transportes (por exemplo. resíduos sólidos urbanos. infra-estruturação básica do território – abastecimento de água. com destaque para: Interreg III – Reforça a coesão económica e social da Comunidade fomentando a cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento equilibrado do território. n n Alterar o perfil produtivo em direcção às actividades do futuro. sociais e ambientais que se concentram. com 4 Eixos prioritários. Os principais meios de cofinanciamento comunitário e as finalidades a que podem destinar-se são os seguintes: • QCA III. Promover o desenvolvimento das regiões e da coesão nacional. predomina as acções que são financeiramente suportadas em percentagens elevadas pela UE. Afirmar a valia do território e da posição geo-económica do país. águas residuais. etc. de modo crescente. Elevar o nível de qualificação dos Portugueses e promover o emprego e a coesão social. por estar em execução o III Quadro Comunitário de Apoio e outros programas comunitários de que Portugal beneficia. nos centros urbanos.Actualmente.
1. A PROPOSTA PARA UMA ESTRATÉGIA NACIONAL (ENDS 2002) 5. de entrar em conta com as condicionantes gerais (configuração geográfica. 20 .) e com as tendências actualmente existentes no país4. compromissos esses que foram reafirmados no seio da UE. dinamiza e assegura europeu.3. 4 Para desenvolvimento deste ponto. fomenta o espírito empresarial e desenvolve a garantia de participação equilibrada das mulheres e dos homens no mercado de trabalho. A necessidade daquela definição decorre não só de orientações nacionais como também de compromissos internacionais. etc. 5. n LIFE-Natureza – Promove a conservação dos habitats naturais. A definição de um Estratégia de Desenvolvimento Sustentável (ENDS) em Portugal tem. melhora a capacidade organizacional das comunidades rurais. em particular dos acordos que recomendavam que. renova as competências das pessoas que têm trabalho. obviamente. todos os países tivessem elaborado a respectiva ENDS.3. ver Anexo 2. n LIFE-Ambiente – Realiza acções de demonstração inovadoras dirigidas à indústria e às autoridades locais. até à Cimeira de Joanesburgo. bem como acções destinadas a apoiar a legislação e as políticas comunitárias. n a divulgação de saberes e conhecimentos e a transferência de experiências ao nível Equal – Desenvolve as competências e a empregabilidade das pessoas sem trabalho. realidade económica e social.criação de postos de trabalho. da fauna e flora selvagens com interesse comunitário. Princípios Orientadores.
a ENDS para Portugal está ainda em processo de elaboração. Os princípios orientadores dessa Proposta são os que emanam basicamente do Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (PNDES) e do Plano de Desenvolvimento Regional (PDR): • Consolidar o Estado de Direito. • Assumir em toda a sua extensão. reflectindo os custos e benefícios económicos. promovendo a inovação e a competitividade . • Assumir e incrementar a aprendizagem ao longo da vida. igualmente. nomeadamente através de uma gestão prudente do território. enquanto elemento de inovação e de adaptabilidade. como formas de assegurar a coesão da sociedade. na concepção de políticas e de medidas legislativas). • • Visar a Qualidade. 21 . aplicada tanto à dimensão biofísica como ao plano cultural e ao plano económico. a dimensão global do Desenvolvimento Sustentável. ambientais e sociais. garantir a segurança e o bem -estar. • Garantir o princípio da diversidade .No entanto. Considerar o primado da avaliação estratégica (na concepção de planos e programas e. dignificar a Justiça e promover a igualdades entre homens e mulheres. directos e indirectos. • Visar a produtividade a longo prazo dos recursos. Ordenamento e Ambiente para discussão pública. das competências e das qualificações. enquanto paradigma da sociedade da informação e do conhecimento e como instrumento de desenvolvimento do conhecimento. assim como promover o pleno emprego e a integração dos grupos sociais mais vulneráveis. O documento que actualmente existe é uma Proposta elaborada pelo Ministério das Cidades.
n n 5 Ver desenvolvimento deste ponto no Anexo 2. n • 3º Domínio Estratégico – Produzir e consumir de forma sustentada. cada um deles com as respectivas linhas de orientação 5: • 1º Domínio Estratégico – Garantir o desenvolvimento integrado do território. 22 . Domínios Estratégicos. n Melhorar os níveis de atendimento das necessidades da população.5. n Integrar o ambiente nas políticas sectoriais. n n • 2º Domínio Estratégico – Melhorar a Qualidade do Ambiente. Estabelecer parcerias estratégicas para modernizar as actividades económicas e sociais das organizações. assim como a biodiversidade. apresentada para discussão pública define 4 Domínios Estratégicos.3. A Proposta concreta de ENDS para Portugal. Aplicar uma Política de ordenamento do território sustentável. Coordenar a Qualidade do Ambiente numa perspectiva transversal e integrada. Promover a alteração dos padrões de produção e de consumo. Proteger e valorizar o património natural e paisagístico. n Utilizar os recursos de forma mais eficiente.2.
profissional. com ênfase para o Mundo Lusófono. do acesso à cultura. 23 . da educação e da formação profissional. Reforçar as capacidades de promoção da competitividade da população portuguesa. n n da cooperação tecnológica e da qualificação Desenvolver a educação e a sensibilização em matéria de desenvolvimento sustentável n Avaliar e analisar os progressos alcançados através da monitorização sistemática e por recurso a indicadores adequados. da investigação. n Assumir as responsabilidades de Portugal num contexto alargado – cooperação e ajuda ao desenvolvimento.• 4º Domínio Estratégico – Apostar na direcção a uma sociedade solidária e do conhecimento. nas vertentes da promoção do emprego.
hoje em dia. mas geral: Desenvolvimento Sustentável é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.3. nacional. na execução dessas políticas sendo certo que em muitos casos os sistemas institucionais não estão adequados ao exercício da “Boa Governação” que a prossecução do Desenvolvimento Sustentável impõe. AS T EMÁTICAS DO D ESENVOLVIMENTO S USTENTÁVEL No entanto. as temáticas que são objecto de análise dependem das matérias que forem considerados mais relevantes ao nível global.1. O CONCEITO DE D ESENVOLVIMENTO S USTENTÁVEL O conteúdo concreto tem. A definição proposta pela Comissão Brundtland em 1987 dá um quadro preciso. A D EFINIÇÃO DE D ESENVOLVIMENTO S USTENTÁVEL A definição de Desenvolvimento Sustentável tem origem em várias temàticas que foram surgindo ao longo do tempo para analisar os traços mais preocupantes do contexto em que decorre a expansão das actividades humanas. 6. CONCLUSÃO DA ANÁLISE DO CONTEXTO EXTERNO 6. regional ou local e para cada território em concreto. normalmente três vertentes: do desenvolvimento económico.6. na definição e sobretudo.” 6. regionais ou locais. do ambiente e da coesão social A estas vertentes há que acrescentar a dimensão institucional dado o peso que as políticas públicas assumem no processo de Desenvolvimento Sustentável e a importância que tal facto confere ao papel desempenhado pelas Administrações Públicas nacionais.2. 24 .
para além de questões humanitárias. dos problemas de mudança climática atribuíveis a emissões poluentes verificadas nos países ricos. por se tratar de um espaço económico e social em construção. Daí algumas diferenças em relação às matérias que são objecto de maior preocupação nas Cimeiras globais: • Menor incidência de problemas ligados à Pobreza Absoluta.2. No plano europeu. por isso. prioridade aos problemas que manifestam maior gravidade a nível europeu. da questão da pobreza. A política da UE representa a afirmação ao nível regional (Europa Comunitária) da problemática global. a Conferência do Rio (1992) e a Conferência de Joanesburgo (2002). 6.1. como é o caso por exemplo. não só à escala de grandes países. maior atenção às matérias relevantes à escala mundial. mas que estão perto de atingir limiares a partir dos quais a perturbação do Meio Ambiente à escala global pode ser grave.1.3.3. • Os problemas que radicam no padrão de crescimento dos países ricos. a saber: • Os problemas que afectam biliões de seres humanos dos países menos desenvolvidos e onde. No plano global.2. como é natural. dá. Com as reticências que já sublinhamos no nº4. por serem menos relevantes no Espaço Comunitário. pode estar em causa aquele mínimo de coesão social que garanta a estabilidade à escala global. que deram.6. anterior. 25 . Destacam -se as duas grandes conferências. como é o caso por exemplo. • Maior incidência da Coesão Económica e Social a nível da UE. como até à escala continental (África). da questão da saúde e da questão do ambiente.
No caso de Portugal. os ligados à mudança climática) quer aqueles cujos reflexos mais directos se notam apenas à escala regional o local (por exemplo. que são inferiores à média europeia.• Maior incidência dos Problemas Ambientais típicos dos países ricos. nomeadamente através dos seguintes traços: • Maior atenção à infra-estruturação básica do país. tendo em conta que os níveis de atendimento das necessidades da população neste domínio são ainda inferiores ao padrão médio europeu. procurando melhorar as suas qualificações profissionais para diversificar e elevar os seus níveis de empregabilidade e responder às novas tipologias da procura de trabalho 26 . Em comparação com a Política geral da UE. ambiente urbano ou u reciclagem de resíduos). a Proposta de Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentáv el (ENDS) reflecte a posição de nível económico e social intermédio que caracteriza o país. • Maior atenção às questões de Ordenamento do Território e da utilização dos recursos. 6. quer os que têm reflexos a nível global (por exemplo. tendo em vista aumentar a coesão económica da União para manter ou reforçar a sua posição relativa no Mundo e para fomentar alterações qualitativas nos padrões de consumo e de produção em direcções “sustentáveis”.3. para corrigir os desvios que têm caracterizado o crescimento económico.3. pondo em causa a sua sustentabilidade. • Maior incidência nas questões de Inovação e Competitividade num quadro de Desenvolvimento Sustentável. • Maior atenção ao conhecimento e às competências das pessoas. especialmente no domínio ambiental.
• Maior atenção à Qualidade. 27 . para desta forma reforçar a Capacidade Competitiva do país que é ainda fraca na maior parte dos sectores de actividade. nomeadamente enquanto factor de Inovação e à Inovação enquanto factor de Produtividade . que é das mais baixas da UE.por parte das organizações empenhadas na sua própria requalificação competitiva.
ANEXO I CIMEIRA M UNDIAL DO DESENVOLVIMENTO S USTENTÁVEL – CONFERÊNCIA DE JOANESBURGO 28 .
Água • A agricultura (principalmente. 29 . a de irrigação) é. Alimentação e Agricultura • • • • A produção e o consumo alimentar estão a aumentar. A expansão agrícola constitui uma ameaça para a sobrevivência de outros ecossistemas. mas de forma lenta e também quase não abrangendo a África subsaariana. mas ainda continua a aumentar. Pobreza e Desigualdades • • • A pobreza está a diminuir na Ásia e na América Latina. Em muitos países menos desenvolvidos. • Os padrões de vida na Ásia estão lentamente a aproximar-se dos que prevalecem nos países desenvolvidos. principalmente na América Latina e em África. A tendência para famílias de menor dimensão permite mais investimento nos filhos. O comércio de produtos alimentares está a aumentar. O potencial para expandir as culturas agrícolas é limitado. A desigualdade económica constitui um obstáculo ao Desenvolvimento Sustentável e permanece elevada em muitos países. a nível global. mas esta diminuição não se espalha de modo uniforme e não abrange grande parte da África subsaariana. a densidade populacional é bastante elevada. a principal actividade consumidora de água. A fome está a diminuir em todas as regiões.Temas Prioritários População • • • • O planeta vai ter de sustentar mais 5 biliões de habitantes (crescimento populacional previsto até se atingir uma fase de estabilização. depois de 2050). A epidemia de AIDS está a abalar o continente africano.
Os ecossistemas de água doce (lagos. A aquacultura está aumentar a sua importância na satisfação da procura de peixe para alimentação. • • Os fumos dos fogões domésticos de biomassa têm efeitos graves sobre a saúde das crianças (basicamente. Metade da população mundial sofrerá de escassez de água por volta de 2050. rios. conservação do solo. 30 . Energia • • O consumo de energia de todos os tipos está a aumentar. A gestão sustentável das florestas começa a expandir-se. pântanos e cursos subterrâneos) e a biodiversidade que proporcionam estão sob ameaça. A extensão das áreas protegidas está a aumentar em todas as regiões do Mundo. estrume). restos de culturas agrícolas. Mudança Climática • • O consumo de combustíveis fósseis e as emissões de CO2 continuam a aumentar. etc. A utilização agrícola da terra é a principal causa de deflorestação. A utilização de fontes de energia renováveis está a aumentar.) está a diminuir. infecções respiratórias).Água (continuação) • • • • O consumo de água pelo sector industrial aumenta em paralelo com o desenvolvimento económico. redução da mudança climática. Florestas • • • • • A área florestal do planeta continua a diminuir. mas isso é uma ameaça para a saúde de milhões de pessoas e provoca elevada poluição do ar interior. As populações dos países desenvolvidos consomem 20 vezes mais combustíveis fósseis do que as populações dos países pobres. A capacidade das florestas para proporcionar serviços úteis (água. Os países pobres dependem muito da energia produzida pela biomassa (lenha. controlo de cheias. mas ainda é utilizada apenas em pequena escala.
pelo menos. Saúde e Poluição do Ar • A poluição do ar em ambientes fechados é uma das grandes causas de morte (é o caso das infecções respiratórias em crianças devido a fumo doméstico de combustíveis de biomassa). Saúde e Recursos Aquíferos • • • • Grande parte da mortalidade que se verifica nos países pobres é evitável. redução para metade da mortalidade infantil causada por diarreia e doenças similares). Objectivos Fixados Erradicação da Pobreza • Até 2015. reduzir para metade a proporção das pessoas cujo rendimento diário é inferior a 1 dólar assim como a proporção das pessoas que sofrem de f me o (reafirmação dum dos Objectivos do Milénio) • Até 2020. reafirmação dum dos Objectivos do Milénio) 31 . • A poluição do ar urbano está a diminuir nos países ricos e de rendimento médio.Mudança Climática (continuação) • • Há indícios de se estar a verificar uma mudança climática. 100 milhões de habitantes de “bairros de lata” (Iniciativa “Cidades sem “Bairros de Lata””. Tem-se verificado algum progresso na obtenção das metas fixadas neste domínio (por exemplo. melhorar as condições de vida de. Há mais de 1 bilião de pessoas que não têm acesso adequado a água em boas condições sanitárias. O Protocolo de Kyoto estabelece metas de redução de emissão nos países desenvolvidos. mas são muito poucos os países da OCDE que atingiram essas metas. A malária está a aumentar em África.
Substâncias Químicas Poluentes • • • Até 2005. reduzir para metade a proporção da população mundial que não beneficia de infra-estruturas de saneamento básico. desenvolver e operacionalizar um novo sistema harmonizado de classificação e rotulagem das substâncias químicas. desenvolver a gestão integrada da água e planos de eficiência no seu uso • Oceano e Recursos Piscícolas: ¾ até 2004. Gestão dos Recursos Naturais • Água: ¾ Até 2005. eficiência na utilização dos recursos energéticos. estabelecer um processo regular de reportar e avaliar o estado do ambiente marinho. Até 2008. com base na Declaração da Baía. estimular a abordagem ao desenvolvimento sustentável dos oceanos pela via dos ecossistemas ¾ 32 . acesso à energia. desenvolver uma abordagem estratégica à gestão internacional dos químicos poluentes. reduzir para metade a proporção da população mundial que não tem acesso a água em boas condições sanitárias (reafirmação dum dos Objectivos do Milénio) • Até 2015. Até 2020. utilizar e produzir produtos químicos de formas que não tenham efeitos adversos negativos sobre a saúde ou o ambiente. Energia • Energias renováveis. tutelado pela ONU até 2010. Padrões Sustentáveis de Produção e de Consumo • Estimular e promover programas de 10 anos para acelerar este tipo de mudança. mercados da energia.Água e Saneamento Básico • Até 2015.
¾ Até 2010. d tuberculose e de outras a doenças nos países mais afectados. facilitar a aplicação do Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Destroem a Camada de Ozono através do reaprovisionamento do respectivo fundo. Até 2015. de parcerias “públicoprivado” e de regulamentações nacionais. 33 . reduzir de forma significativa o ritmo a que se perde diversidade biológica. reduzir a incidência do HIV. Até 2010. melhorar o acesso dos países menos desenvolvidos a substâncias alternativas e ajudá-los a cumprir o plano de redução previsto no Protocolo de Montreal. por forma a poder ser realizada uma avaliação em 2005 Responsabilidade das Empresas • Promover activamente a responsabilidade e a transparência das empresas. atingir esse mesmo objectivo a nível global. nomeadamente através de acordos intergovernamentais. Saúde • • • • Até 2005. • Biodiversidade ¾ Até 2010. • Florestas ¾ Acelerar a aplicação dos Planos de Acção por país e melhorar os esforços de apresentação de relatórios ao Fórum das Nações Unidas sobre a Floresta. da malária. reduzir em ¾ as taxas de mortalidade infantil até aos 5 anos (reafirmação dum dos Objectivos do Milénio). Até 2010.Gestão dos Recursos Naturais (continuação) • Atmosfera: ¾ Até 2003/5. melhorar a educação sobre questões de saúde a fim de aumentar o conhecimento generalizado nesta matéria.
reduzir para metade o número de habitantes que são afectados pela fome. Até 2004. • • Até 2005. Até 2020. recomendar à Assembleia Geral das Nações Unidas a adopção de uma Década de Educação para o Desenvolvimento Sustentável. apoiar os esforços dos países africanos para proporcionar acesso a energia a pelo menos 25% da população africana. • • • Até 2004. Até 2004. a fim de reduzir e controlar os despejos. analisar os resultados da aplicação do Programa de Acção de Barbados (desenvolvimento sustentável em Estados constituídos por pequenas ilhas com economias pouco desenvolvidas – Estados Micro Insulares) Desenvolvimento Sustentável em África • • • Até 2005. desenvolver actividade locais sobre o desenvolvimento sustentável do Turismo. Até 2015. a poluição e os respectivos efeitos adversos sobre a saúde. tomar iniciativas de aplicação do Programa Global de Acção para a Protecção do Ambiente Marinho contra as Ameaças provenientes das Actividades baseadas em Terra. eliminar discriminações por sexo da educação primária e secundária (reafirmação do Quadro de Acção de Dakar para Acções de Educação Generalizada).Desenvolvimento Sustentável em Estados Micro Insulares • Até 2004. Até 2015. apoiar os países africanos no desenvolvimento e aplicação de estratégias de segurança alimentar. 34 . Meios de Execução • Até 2005. a todas os níveis de educação relevantes para as necessidades nacionais. tornar acessíveis formas sustentáveis de utilização de energia. sem discriminação. assegurar que todas as crianças têm acesso a um curso completo de educação primária e que tanto os rapazes como as raparigas tenham acesso.
• Facilitar e promover a integração das dimensões ambientais. formular. sociais e económicas do Desenvolvimento Sustentável nos programas de trabalho das comissões regionais da ONU. 35 . da ONU. das iniciativas e das parcerias. elaborar e começar a aplicar Estratégias Nacionais de Desenvolvimento Sustentável (ENDS). • Realçar o papel da Comissão para o Desenvolvimento Sustentável. os mecanismos institucionais de apoio ao Desenvolvimento Sustentável. regional e internacional. a nível nacional.Enquadramento Institucional do Desenvolvimento Sustentável • • Até 2005. Adoptar medidas destinadas a reforçar e melhorar. incluindo a revisão e monitorização da aplicação da Agenda 21 e o encorajamento da coerência das medidas de aplicação.
ANEXO II PROPOSTA PARA UMA ESTRATÉGIA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ENDS) 36 .
Dimensão oceânica do território (ZEE corresponde a 50% da ZEE europeia). adaptando-os às novas necessidades resultantes da dinâmica de mercado e das transformações tecnológicas. Estatuto próprio das Regiões Autónomas e sua condição de regiões ultraperiféricas. Elevada Exposição do País ao Exterior • • • Pequena dimensão. enquanto factores de desenvolvimento económico equilibrado e de prosperidade social. Vantagens Ambientais Intrínsecas • Necessidade de identificação. Elevado peso das trocas com erciais. Dispersão insular atlântica.Factores Condicionantes de uma ENDS Condições Estruturais Configuração Geográfica do Território • • • • Localização ibérica. Realidade Económica e Social • O país encontra-se ainda numa fase de desenvolvimento em que a infraestruturação básica necessita de ser modernizada e generalizada a uma parte da população e do território e em que os sistemas de ensino e de formação devem assegurar a qualificação dos recursos humanos. Objectivos de Estabilidade Económica e Financeira • Cumprimento das obrigações decorrentes do Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE. Relação com a evolução das políticas económicas da UE e internacionais. valorização e protecção. 37 .
Envelhecimento da estrutura etária por diminuição das taxas de natalidade e de mortalidade. Repercussão nos consumos do sector doméstico. Qualidade do Ar • • Redução das concentrações médias anuais de alguns poluentes (efeito da evolução tecnológica e da renovação do parque automóvel). pelo menos a partir de meados da década de 1990. Nível de Vida da População • Aumento do PIB em 34%. Tendências Estruturantes Evolução Populacional • • Manutenção da população total em cerca de 10 milhões de habitantes. Aumento significativo da área urbana construída. a preços constantes.Quadro Normativo (nacional. Assinalável aumento do número de veículos em circulação. Dimensão Média dos Agregados Familiares • • Em redução. comunitário e internacional) • Necessidade de assegurar a aplicação numa leitura integrada e estruturada. Consumo de Energia • Aumento do a ritmo superior ao do crescimento do PIB real. na década de 1990. 38 . Concentração Populacional • • Em torno das grandes cidades do litoral.
Tendência de forte crescimento das emissões destes gases. ¾ ¾ Utilização eco-eficiente dos recursos naturais não renováveis.Gases com Efeito de Estufa • • Rácio de emissão por habitante baixo. ¾ • Política de ordenamento do território sustentável. aumento da recolha selectiva. aumento da população servida por sistemas de recolha de resíduos sólidos urbanos. Evolução recente muito positiva. adaptando-a à exploração sustentável dos recursos haliêuticos e ao ordenamento da actividade da pesca. Recursos Hídricos • • Níveis de atendimento das necessidades da população na área do saneamento básico inferiores à maioria dos países da UE. etc. Conservação da Natureza e Preservação da Biodiversidade • Melhorias significativas.). Planeamento e gestão integrados da água. Linhas de Orientação Estratégica da Proposta para uma ENDS 2002 Garantir o Desenvolvimento Integrado do Território • Utilização mais eficiente dos recursos. ¾ Assumir o território como integrador d diversos níveis de planeamento. Gestão dos Resíduos • Melhorias Significativas (encerramento das lixeiras. e como integrador das acções sectoriais. Renovação e modernização da frota pesqueira. em os termos verticais. em termos horizontais. do solo das zonas costeiras e das florestas. 39 . • Problemas no tocante a resíduos industriais e hospitalares.
¾ Promover a gestão integrada do meio marinho nas águas de jurisdição portuguesa. visando acções de prevenção. de 1992. assim como a biodiversidade. Promover o reordenamento e requalificação dos sistemas urbanos. Corrigir os desequilíbrios territoriais de desenvolvimento. ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ • Proteger e valorizar o património natural e paisagístico. Desenvolver uma política de habitação sustentável. de acordo com os princípios aprovados na Cimeira da Terra. reutilização. da Diversidade Biológica e da Paisagem (Rede Natura 2000. numa perspectiva de coesão económica e social. contrariando a expansão urbana. ¾ ¾ ¾ 40 . etc. ¾ Desenvolver uma política integrada e intersectorial para a Conservação da Natureza. que tenha em conta factores como a equidade social. mas reconhecendo o espaço urbano como polarizador de funções de produção. áreas protegias. Melhorar a Qualidade do Ambiente • Melhorar os níveis de atendimento. visando a revalorização das áreas suburbanas. o envelhecimento da população. de zonas residenciais degradadas e a reabilitação do parque urbano. Realizar a gestão dos resíduos.Garantir o Desenvolvimento Integrado do Território (continuação) ¾ Concretizar a Lei de Bases da Política de Ordenamento do Território e do Urbanismo... estimulando a intervenção dos níveis locais e regionais no processo de desenvolvimento sustentável. Compatibilizar o planeamento territorial e as políticas sectoriais com a protecção do ambiente. promovendo um ordenamento do território equilibrado. ¾ Elevar os níveis de atendimento da população com abastecimento de água ao domicílio. Garantir o controlo das águas balneares. a erradicação da pobreza. Promover a elaboração de Agendas 21 Locais. Promover o tratamento dos efluentes líquidos domésticos e industriais. áreas classificadas). de consumo e de inovação social. valorização energética e eliminação segura. reciclagem.
¾ ¾ Promover uma economia competitiva e baseada no conhecimento. Implementar o Programa Nacional de Alterações Climáticas.Melhorar a Qualidade do Ambiente (continuação) • Qualidade do Ambiente (numa perspectiva transversal e integrada). reduzindo a intensidade energética do PIB e incrementando a utilização recursos endógenos alternativos. competitivo e de qualidade. ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ 41 . Integrar as estratégias de prevenção e controlo da poluição com uma melhore gestão dos recursos. em particular nas grandes cidades. recursos naturais e energia. Assegurar uma gestão racional e equilibrada do solo e da água na agricultura. por forma a garantir um Turismo sustentável. no respeito pelos recursos naturais e pela biodiversidade. Minorar. através da redução de emissões e do reforço da monitorização da qualidade do ar. Internalizar os custos ambientais. visando fomentar o uso de modos de transporte mais sustentáveis. Encarar o sector empresarial como veículo de responsabilização social e agente do Desenvolvimento Sustentável. Articular Turismo/Ambiente/Emprego/Ordenamento do Território. ¾ Controlar a poluição atmosférica. Racionalizar a aumentar a eficiência do consumo energético. os impactes ambientes e as externalidades no sector dos transportes. ¾ ¾ ¾ ¾ Produção e Consumo Sustentáveis • Integração do ambiente nas políticas sectoriais . Prevenir e minimizar os riscos associados à introdução de novos produtos e processos com impactes no ambiente e na saúde humana. aplicando o Princípio do Poluidor-Pagador. reutilização e redução de consumos de materiais. garantindo a realização dos compromissos assumidos no Protocolo de Kyoto e noutros Acordos. a qual ocupa 70% do território e utiliza 87% da água consumida. nomeadamente como factor de revitalização de centros históricos e de aglomerados urbanos em meio rural.dissociar o crescimento económico da utilização dos recursos e dos impactes ambientais. Reforçar as estratégias de reciclagem. Assumir a importância do comércio como factor estruturante do território. com carácter de urgência.
¾ Promover um equilíbrio entre as medidas de natureza legislativa e as iniciativas de natureza voluntária.Produção e Consumo Sustentáveis (continuação) ¾ Encarar o sector industrial como veículo de responsabilização social e ambiental. aplicando a análise do ciclo de vida do produto para efeitos de rotulagem ecológica e de auditoria ambiental. a qual deverá promover a evolução tecnológica. Internalizar os custos ambientais nos custos de produção (princípio do poluidor pagador) e nos preços finais ao consumidor (princípio do utilizador-pagador). Desenvolver a política integrada do produto. Adoptar medidas de discriminação positiva para práticas mais eco-eficientes. ¾ • Promover a alteração dos padrões de produção e de consumo. Incentivar políticas públicas e privadas de compras ambientalmente adequadas (eco-procurement). Disseminar boas práticas de consumo. Envolver o sector da Defesa Nacional nas actividades de monitorização e protecção do ambiente. Potenciar a produção sustentável a nível local. ¾ 42 . Alargar ao IRS algumas medidas já em vigor para o IRC em matéria de crédito fiscal visando o incentivo a investimentos na área ambiente e da eco-eficiência no uso dos recursos. Promover uma Reforma Fiscal que reforce a vertente de sustentabilidade em todo o sistema tributário. ¾ ¾ Promover padrões de consumo responsáveis e equilibrados. reforçando a criação de postos de trabalho. Estimular a divulgação de boas práticas desenvolvidas no âmbito da responsabilidade social das empresas. incentivando a Qualidade. ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ ¾ • Estabelecer parcerias estratégicas para a modernização das actividades económicas e sociais das organizações. nomeadamente contemplando o aproveitamento local dos recursos energéticos endógenos. Dar tratamento fiscal adequado à capacidade de iniciativa. fomentando a vertente educativa e as campanhas em conjunto com empresas . de inovação e de assunção de risco. Assumir o comércio como interlocutor directo (front office) do consumidor e como mediador capaz de orientar as escolhas dos consumidores para boas práticas de consumo.
Promover políticas científicas e tecnológicas que contribuam para um desenvolvimento sustentável. a cooperação e a Em Direcção a uma Sociedade Solidária e do Conhecimento • Reforçar as capacidades de promoção da competitividade da população portuguesa. a educação e a formação profissional. no sentido de superar atrasos estruturais em matéria de produção. a investigação. informar. Reforçar a utilização das tecnologias da informação e da comunicação ns processo de ensino e de aprendizagem. Envolver e informar os cidadãos (da escola para a comunidade. Reforçar a participação de Portugal em redes internacionais e europeias de I&D. disseminação e consumo de informação. Tornar transparente aos cidadãos as medidas da Reforma Fiscal em curso. ¾ Fomentar a criação de novas oportunidades de emprego e de integração social dos grupos mais desfavorecidos. como prioridade estratégica.Produção e Consumo Sustentáveis (continuação) ¾ Promover a concertação necessária entre vários actores que intervêm nas acções de desenvolvimento. a adaptabilidade e a inclusão social. a imperativo de modernizar a Administração Publica. as parcerias. desta para a escola) para permitir a formação de uma opinião pública consciente das questões ambientais. Considerar a educação como um processo contínuo de aquisição de competências. ¾ ¾ ¾ 43 . Enfrentar. fazer participar e dar acesso à justiça são formas de permitir aos cidadãos tomar decisões eficientes e equitativas em matéria de uso dos recursos naturais. ¾ ¾ ¾ ¾ • Desenvolver a educação e a sensibilização em matéria de desenvolvimento sustentável ¾ Educar. por forma a assegurar a empregabilidade. fomentando contratualização. o acesso à cultura. a cooperação tecnológica e a qualificação profissional. com as seguintes vertentes: promover o emprego.
seguindo as recomendações e acordos internacionais relevantes para a promoção do Desenvolvimento Sustentável. tendo como base os que são utilizados na elaboração dos REA (Relatórios do Estado do Ambiente) e dos REOT (Relatórios do Estado do Ordenamento do Território). com ênfase para o Mundo Lusófono). saúde. ¾ 44 . ¾ Dar prioridade estratégica às seguintes linhas de cooperação: educação e língua portuguesa. Reforçar as acções de cooperação para o desenvolvimento levadas a cabo por Portugal. ¾ ¾ Produzir e disseminar a informação objectiva em tempo útil Desenvolver e aplicar um sistema de indicadores de Desenvolvimento Sustentável.Em Direcção a uma Sociedade Solidária e do Conhecimento (continuação) • Avaliação e Análise . principalmente no Mundo Lusófono. com vista à preparação dos Relatórios de Avaliação da Estratégia de Desenvolvimento Sustentável. saneamento básico e recuperação de infra-estruturas. • Responsabilidade de Portugal num contexto alargado (cooperação e ajuda ao desenvolvimento.monitorização sistemática do progresso por recurso a indicadores.