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ASSOCIAÇÃO RONDONIENSE DE ENSINO SUPERIOR -ARES FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E DE TECNOLOGIA CURSO DE PEDAGOGIA

ASSOCIAÇÃO RONDONIENSE DE ENSINO SUPERIOR -ARES FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E DE TECNOLOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA

OZECLEIDE MACEDO ALENCAR DA SILVA

EDUCAÇÃO SEXUAL PREVENTIVA NO ENSINO FUNDAMENTAL

PORTO VELHO-RO

2011

OZECLEIDE MACEDO ALENCAR DA SILVA

EDUCAÇÃO SEXUAL PREVENTIVA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Projetode pesquisa apresentado a Faculdade de Ciências Administrativas e de Tecnologia- FATEC-RO, como requisito avaliativo da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso

Orientadora: Profª .Ana Mª Rocha

PORTO VELHO-RO

2011

SUMÁRIO

  • 1 TEMA .................................................................................................

  • 2 DELIMITAÇÃO DO TEMA .................................................................

  • 3 PROBLEMA ......................................................................................

  • 4 HIPÓTESES .......................................................................................

  • 5 OBJETIVOS .......................................................................................

    • 5.1 Objetivo Geral ..................................................................................

    • 5.2 Objetivos Especificos ....................................................................

      • 6 JUSTIFICATIVA .................................................................................

      • 7 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................

      • 8 METODOLOGIA ...............................................................................

        • 8.1 Instrumentos para coleta de dados..............................................

        • 8.2 População e amostragem..............................................................

        • 8.3 Análise de dados ............................................................................

          • 9 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ...................................................

            • 10 REFERÊNCIAS ...............................................................................

1

TEMA

Educação Sexual Preventiva no Ensino Fundamental

  • 2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

Educação Sexual: uma Abordagem

Preventiva

no

Ano

do

ensino

fundamental em uma escola pública na cidade de Porto Velho-Ro.

  • 3 PROBLEMA

A vivência da sexualidade em cada indivíduo inclui fatores oriundos de ordens distintas:aprendizado,descoberta e invenção.Um bom trabalho de educação sexual deve se nortear pelas questões que pertencem á ordem do que pode ser aprendido socialmente,preservando assim a vivência singular das infinitas possibilidades da sexualidade humana, e pelas pertinentes á ordem do que pode ser prazerosamente aprendido,descoberto e ou inventado no espaço da privacidade de cada um .De maneira geral a educação sexual visa desvincular a sexualidade dos tabus e preconceitos,afirmando-a como algo ligado ao prazer e á vida,na discussão das doenças sexualmente transmissíveis/AIDS,gravidez precoce, explicitando a prevenção e as vias de transmissão.

A abordagem preventiva sobre educação sexual com os alunos do 6º Ano do ensino fundamental proporcionará o conhecimento e o entendimento sobre as fases da maturidade sexual, suas causas e conseqüências da prática inconseqüente da sexualidade?

  • 4 HIPÓTESE

Nosdias atuais percebe-se o aumento considerável de preocupações por parte do poder público,da escola e também da família com a educação sexual,principalmente pelo aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis/AIDS e gravidez precoce entre jovens e adolescentes.

Frente ao exposto,observa-se a grande importância dessa temática nas escolas,assim não foi á toa,que a orientação sexual foi inserida como tema transversal nos parâmetros curriculares nacionais,por se tratar de tão grandiosa importância na vida do ser humano. Ao tratar do tema educação sexual, busca-se considerar a sexualidade como algo inerente á vida e á saúde,que se expressa no ser humano do nascimento até a morte.

A criação do tema transversal de orientação sexual nos parâmetros curriculares nacionais é indício da inserção deste assunto no âmbito escolar e da preocupação dos governantes em relação á vida e á saúde.

Sabe-se que através de uma abordagem esclarecedora e preventiva sobre educação sexual que proporcionará o entendimento dos alunos referente aos comportamentos biológicos das fases da sexualidade e das causas e conseqüências de uma prática sexual inconseqüente.

5 OBJETIVOS DA PESQUISA

5.1 Objetivo geral

Analisar como ocorre a educação sexual para os alunos do 6º ano de uma escola estadual de ensino fundamental

5.2 Objetivos específicos

* Analisar o nível de conhecimento dos alunos quanto á educação sexual;

* Verificar junto aos professores, como é realizada a abordagem da Educação sexual em sala de aula;

* Verificar as ações educativas voltadas para a educação sexual realizadas no cotidiano escolar.

6 JUSTIFICATIVA

A principal função da Educação Sexual é preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura,chamando-os á responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo para que não ocorram situações futuras indesejadas,como a contração de uma doença sexualmente transmissível ou uma gravidez precoce e indesejada.

Infelizmente o ser humano tende a acreditar que o perigo sempre está ao lado de outras pessoas e que nada irá acontecer com ele mesmo, o que o coloca vulnerável a tais situações.

Partindo desse princípio, observa-se a necessidade de se trabalhar a sexualidade na escola, não só com adolescentes, mas partindo também do ensino fundamental.

Muitas

são

as

necessidades

encontradas

dentro

da

escola com

adolescentes e até mesmo crianças que por falta de informação acabam

engravidando ou transmissível.

sendo

contaminada por uma doença sexualmente

Desde a pré escola os professores se deparam com a situação de falar de sexo em sala de aula com as crianças, haja vista que muitos são os obstáculos quando o assunto se trata dessa temática. Pode-se perceber nas salas de aula do ensino fundamental e até mesmo de educação infantil algumas surpresas por parte dos alunos quando se trata de sexualidade, crianças já falam a linguagem do sexo.

Alguns

professores

ao

se

deparar

com

tal

situação

acabam

se

omitindo, por não possuir formação especifica ou por não se sentir a vontade

em falar dessa temática. Tal omissão leva os alunos a achar que temas relativos não devem ser discutidos com adultos. Curiosos vão continuar

procurando informações com os colegas assim ouvindo comentários equivocados em resposta.

A complexidade das relações sociais que se desenvolvem em espaços como os das unidades escolares, com tudo, a instituição escolar sempre fez parte desse processo, ora negando a presença ou as expressões da sexualidade em seu interior, ora tentando acolher algumas de suas dimensões.

Entende-se que trabalhar com a educação sexual é muito difícil, porque esbarra-se em preconceitos, mitos e tabus. A qualquer sinal de transformação e esclarecimento encontra-se resistência por elas estarem dentro de nós mesmos, e educa-se numa cultura repressiva, em que falar sobre sexo, é falar de um assunto proibido tratado diferente dos outros. Daí a importância da educação sexual ser de extrema necessidade nas escolas, na informação e orientação aos adolescentes na prevenção de doenças e na gravidez precoce.

A educação sexual é tida como um conjunto de teorias ou práticas, formais ou informais, que abordam numa perspectiva educativa, aspectos da sexualidade humana com crianças e adolescentes.

A educação sexual, na verdade, ocorre desde o nascimento porque é no território familiar, da intimidade, que são transmitidas á criança e adolescente as primeiras noções e valores associados á sexualidade de forma não explícita, visa a formação de homens e mulheres buscando a integração dos aspectos físicos, emocionais, intelectuais, sociais e culturais do ser sexual, contribuindo para o enriquecimento e incremento positivo, da personalidade, da comunicação e do amor.

Mesmo aquelas famílias que nunca falam abertamente sobre o assunto, mas que de alguma forma vivenciam a educação sexual de suas crianças e adolescentes, através do comportamento dos pais entre si, na relação com os filhos, no tipo de ‘cuidados’ recomendados, nas expressões, gestos e proibições que estabelecem, são carregados de valores associados á sexualidade que a criança e o adolescente apreendem.

7 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo o Estatuto da criança e do adolescente, estes indivíduos têm por direito a saúde e a vida, isso engloba o direito que a criança e o adolescente têm em ser informado dos riscos e cuidados diante a sexualidade. BRASIL (1990):

Art. 7º - A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.

Em se tratando de efetivação de políticas públicas sociais, tais políticas podem ser envolvidas no âmbito escolar, com a participação direta do professor no auxílio aos temas que dizem respeito à sexualidade. Como estratégia de auxílio, tem a roda de conversa com os alunos de uma maneira aberta e sem preconceitos por parte do professor em sanar as dúvidas existentes de cada um. BRASIL (1990)

O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: Ir e vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais; opinião e expressão; crença e culto religiosos; brincar, praticar esportes e divertir-se; participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; participar da vida política, na forma da lei; buscar refúgio, auxílio e orientação.

A criança e o adolescente, tem o pleno direito de expressão e opinião, sem discriminação, ou seja, este indivíduo tem por direito escolher como a sexualidade pode intervir em sua vida. Atualmente é muito comum que o aluno no âmbito tenha suas opiniões a cerca da sexualidade partindo de gêneros, e cabe ao professor respeitar a opinião de cada.

É muito comum encontrar em escolas no Brasil, adolescentes que já definiram sua sexualidade. O que ocorre é que na maioria das vezes os professores não estão preparados para lidar com estas situações. Deve-se tomar muito cuidado para que não se crie em sala de aula alguma situação de preconceito.

Foucault mostra que nas sociedades modernas as repressões sobre o sexo não são formas essenciais de poder, proibições fazem parte de uma economia discursiva mais ampla que visa a constituição de uma aparelhagem para produzir discursos sobre sexo,os quais passaram a ser essenciais para o funcionamento de mecanismos de poder. Foucalt (1977 p.20):

Cumpre-se falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar, mas gerir, inserir em sistemas de

[

...

]

utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um

padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, administra-o [

...

]

Muitos professores não se sentem a vontade em tratar de educação sexual com seus alunos, pois muitos ainda possuem resistência diante do tema. Foucault relata justamente o contrário desse tabu, que o sexo deve ser tratado de uma maneira natural, sem julgar, a que o aluno sabe, sem condenar aquele aluno que mostrou que quer saber ou sabe de sexualidade, mas fazer com que a turma se desperte para a importância dessa temática como relata os PCNS Parâmetros Curriculares Nacionais (2000 p. 124):

[

]

a postura do educador é fundamental para que os valores básicos

... propostos possam ser conhecidos e legitimados de acordo com os objetivos alcançados. Em relação as questões de gênero, por exemplo, o professor deve transmitir pela sua conduta, a equidade entre os gêneros e a dignidade de cada um individualmente, ao orientar todas as discussões, deve ele próprio, respeitar a opinião de cada aluno e ao mesmo tempo garantir o respeito e a participação de todos.

O professor em sala de aula deve ser neutro se tratando de sexualidade, deve ter o discernimento, para não transmitir seus valores, crenças e opiniões, como sendo princípios ou verdades absolutas. Pois cultura costuma ser algo individual, e cada qual traz de berço muitos princípios dentre estes os ligados à sexualidade. Assim é imprescindível que se estabeleça uma relação de confiança entre aluno e professor.

O meio familiar é um poço de princípios e muitos desses princípios vem de encontro com a vida escolar dos alunos. Pais que não conversam com os filhos sobre sexualidade acaba abrindo uma brecha de curiosidades que na maioria das vezes são saciadas em conversas informais, em rodas de amigos e até mesmo partindo para a prática. Muitos pais ainda nos dias atuais

possuem receio em tratar com seus filhos a respeito de sexo. PCNS Parâmetros Curriculares Nacionais (2000, p. 111):

A princípio, acreditava-se que as famílias apresentavam resistência a abordagem dessas questões no âmbito escolar, mas atualmente sabe-se que os pais reivindicam a orientação sexual nas escolas, pois reconhecem não só a sua importância para crianças e jovens, como também a dificuldade de falar abertamente sobre esse assunto em casa.

Nem todas as famílias apóiam os trabalhos da escola direcionados a sexualidade, pois tem medo de os alunos ficarem ainda mais curiosos com a informação e partir em busca de conhecimento. Porém, quando os jovens estão expostos a realidade que se passa na atualidade a cerca dos riscos que o sexo oferece, muitos passam a ser mais responsáveis diante disso e até mesmo a ajudar na informação de outros adolescentes.

Cabe ao professor saber interpretar os sinais que o aluno manifesta quando quer falar de sexualidade seja por gestos, falas, ou comportamento, sem despertar no mesmo a obrigação em manifestar sua indagação, mas sabendo como levá-lo a se pronunciar a respeito. Essa missão compete aos que convivem mais diretamente com eles, isto é, os pais e os professores, sendo, pois,uma tarefa que deve ser partilhada pelo lar e pela escola. Knox

(1981 p.6):

A educação sexual deve ser cuidadosamente ministrada pelos professores e pelos pais sem atavios nem exageros, apenas respondendo às perguntas que pouco a pouco a criança for formulando claramente ou deixando transparecer furtivamente e este último é importantíssimo, porquanto aquilo o que o aluno pergunta a meias palavras, se não for decididamente elucidado, tornasse - á recalcado, segundo a concepção Freudiana, sob muitos aspectos justa e verdadeira.

A puberdade é uma fase muito delicada na vida de um individuo pois se caracteriza pelo período da mudança não só física, mas também psíquica, e o professor precisa saber como lidar com essas mudanças na vida do aluno, visto que, uma das maiores partes da vida dele é na escola, e é também neste local que este irá se encontrar com indagações a este respeito por parte dos colegas. Porém essa mudança ocorre de forma diferente no sexo feminino e

para o masculino. Nessa fase é normal ocorrer por parte dos colegas brincadeiras exploratórias, os risos e as piadas sobre partes íntimas, além de palavrões e comentários depreciativos ou agressivos de características físicas dos outros e a partir do sexto ano os adolescentes passam a se preocupar intensamente com questões como namoro e relações sexuais. Knox (1981, p.18)

Essa idade, também denominada puberdade, não se inicia ao mesmo tempo para ambos os sexos, pois ocorre por volta dos 10 aos 11 anos na menina e dos 13 aos 14 anos para o menino. Tais indicações são apenas aproximadas, pois existem grandes variações individuais. Por ocasião da puberdade há um novo surto de crescimento e o jovem, geralmente, adquire uma conformação alta e delgada.

Sendo assim, o professor precisa ter a habilidade de lidar com as fases que acontece na vida do aluno, respeitando a mudança na vida de cada um, sabendo lidar com as situações de constrangimento que os alunos passam nessa época da vida, e tendo estratégias de trabalho para ajudar na orientação sexual dos alunos, para que estes não sofram frustrações ao decorrer de sua vida por falta de conhecimento. Sabe-se que muitos valores devem vir da família, mas como muitas vezes não é isso que ocorre o professor precisa estar preparado para lidar com estas situações que dizem respeito à vida sexual do aluno.

Diante disso, a educação sexual como parte da educação geral tem influência crucial na formação de atitudes, comportamentos e práticas positivas. Estando voltada para a formação da auto-consciência e da responsabilidade para o desenvolvimento pessoal e social, para o amor e para a vida do ser humano.

A educação é um processo que permeia toda a existência humana de forma voluntária ou involuntariamente, todos os indivíduos estão submetidos. A educação sexual particular cabe aos pais a responsabilidade de serem os primeiros e mais importantes agentes no processo educativo. Dessa forma a educação sexual, segundo alguns autores é denominada informal, surgindo no seio da família, tendo a reproduzir nos adolescentes e jovens os padrões de moralidade perante a sociedade.

8 METODOLOGIA

O projeto será desenvolvido pela pesquisa qualitativa pela abordagem indutiva e pela investigação bibliográfica e de campo.

  • 8.1 População e amostragem

O

estudo

será

realizado

em

uma

turma

de

ano

do

ensino

fundamental em uma escola da rede pública na região central de Porto Velho,

com três professores e trinta alunos.

  • 8.2 Instrumentos para coleta de Dados

Na

abordagem

qualitativa

aplica-se

questionários

com

perguntas

abertas e fechadas e entrevistas dirigidas e informal e observações

estruturadas no campo da pesquisa.

  • 8.3 ANÁLISE DE DADOS

A

pesquisa

foi

baseada

concepção da sexualidade.

na

teoria

de

alguns

autores

ligados

a

9 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

 

MESES 2011

 

ATIVIDADES

FEV.

MAR.

ABR

MAI

JUN

JUL

ELABORAÇÃO DO PROJETO

  • X X

 

X

     

PESQ. BIBLIOGRÁFICA

  • X X

 

X

X

X

X

FICHAMENTO DA PESQ. BIBLIOG.

  • X X

 

X

X

   

COLETA E SELEÇÃO DE DADOS

  • X X

 

X

X

X

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

   

X

X

X

 

FINALIZAÇÃO DO PROJETO

     

X

X

 

ENTREGA DO PROJETO

       

X

 

DEFESA DO PROJETO

         

X

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FOUCAULT, Michel História da Sexualidade I.A vontade de saber, ano 1977 Ed. Graal, Rio de Janeiro.

PCN’S Pluralidade Cultural e Orientação sexual.Volume 10, ano 2000. 2ª edição

BRASIL (1990). Estatuto da Criança e do Adolescente Brasília

Knox, Edward Tully Enciclopédia Atual do sexo vol. 1 ano 1981, Ed.Fase, Rio de Janeiro.