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Projecto Bebé + Temática da Saúde Enfermeira Sónia Rocha Amamentação: O leite materno é suficiente? da

Projecto Bebé +

Temática da Saúde

Enfermeira Sónia Rocha

Amamentação: O leite materno é suficiente?

da mulher o problema poderia surgir quando existem trigémeos.

Embora constatemos que na Mãe Natureza

tudo funciona correctamente, ou seja, as fêmeas alimentam os seus filhos até que eles tenham capacidade para digerir ouros

alimentos, o mesmo não acontece com o Ser Humano.

A

Organização

Mundial de Saúde (OMS) preconiza a amamentação exclusiva até aos

6

Os

mamíferos

como

classe

de

animais,

caracterizam-se

pela

presença

de

glândulas

mamárias

nas

fêmeas,

que

produzem leite

para alimentação dos

filhotes (ou crias). Assim a mulher

(fêmea),

como

pertencente à classe

dos mamíferos, está fisiologicamente

preparada

para

alimentar os seus filhotes através da

Estudos internacionais mostram que 50% das crianças deixam de

ser amamentadas no

1º

ou

2º

mês

de

vida;

assim

podemos

certamente

concluir

que

o

retorno da mulher

ao trabalho

não

será

o

factor

que

mais

condiciona

 

a

prevalência

do

aleitamento materno

produção

de

leite,

sem

que

as

suas

crias

meses e complementar até aos 2 anos ou

tenham

necessidade

de

qualquer

outro

mais, no entanto, em Portugal, as taxas de

alimento até pelo menos aos 6 meses de vida,

prevalência de aleitamento materno estão

isto mesmo

que

existam

dois filhotes

ainda longe do preconizado pela OMS.

(gémeos), na media em que se possuímos duas

A maioria das mães deseja amamentar o seu

glândulas

mamárias

somos

capazes

de

alimentar duas crias.

 

bebé e efectivamente inicia esta prática (mais de 90% das mulheres iniciam a amamentação),

A mulher, em termos fisiológicos em nada difere das suas congéneres na natureza, tal como a macaca, a leoa ou a gatinha…todas elas produzem leite suficiente para o número de crias que têm, e o problema apenas se coloca quando por um mero acaso da natureza têm um número de crias superior ao número de glândulas mamárias, por exemplo no caso

no entanto, apenas 34% ainda amamenta aos 6 meses e ao ano de vida da criança apenas

16% (dados de 2003). Para a OMS o abandono precoce da amamentação é um problema de saúde pública, pelo que nos últimos anos têm surgido várias campanhas de apoio ao aleitamento materno e pressão política no

Projecto Bebé + Temática da Saúde Enfermeira Sónia Rocha Amamentação: O leite materno é suficiente? da

Av. da República nº 872, 2º andar – sala 2.6 / 4430-190 V.N.Gaia T: 966 470 355|geral@projectobebemais.com www.projectobebemais.com |projectobebemais.blogs.sapo.pt

Projecto Bebé + Temática da Saúde Enfermeira Sónia Rocha sentido de ocorrerem mudanças na legislação que

Projecto Bebé +

Temática da Saúde

Enfermeira Sónia Rocha

sentido de ocorrerem mudanças na legislação que favoreçam esta prática.

Vários estudos internacionais mostram que 50% das crianças deixam de ser amamentadas no 1º ou 2º mês de vida; assim podemos certamente concluir que o retorno da mulher ao trabalho não será o factor que mais condiciona a prevalência do aleitamento materno. Segundo a OMS / UNICEF, um dos mais importantes motivos para o desmame precoce é uma falta de informação generalizada do conhecimento da fisiologia da lactação e que a maioria das mães não sabe, efectivamente, que pode amamentar e produzir leite suficiente

para alimentar o seu filho.

Instituições de saúde exercem por vezes um efeito negativo porque continuam a usar práticas já há muito ultrapassadas (King, 2001). É comum, no meu dia a dia, como Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Conselheira em Aleitamento Materno OMS / UNICEF, ouvir relatos das mães que durante o período de internamento (pós- parto), não podiam amamentar com intervalos inferiores a 2 / 3 horas ou que o bebé tinha que mamar 20 / 30 minutos.

Fisiologicamente,

 

a

mulher

está

preparada

para

amamentar

e

o

bebé

está

preparado

para

mamar,

não

existem

leites

fracos

nem

produção

inferior

às

necessidades

do

Projecto Bebé + Temática da Saúde Enfermeira Sónia Rocha sentido de ocorrerem mudanças na legislação que

São inúmeros os benefícios

da amamentação para

a

mulher, para saúde imediata

São inúmeros

os

benefícios

da

amamentação

para

a

e

futura

de

cada

criança,

família e até mesmo para a

sociedade e meio ambiente.

mulher, para saúde imediata e futura de cada

bebé, desde que o bebé

seja

amamentado

em

horário

livre

sempre

que

quiser,

durante

criança, família e até mesmo para a sociedade e meio ambiente. Aos profissionais de saúde

quanto tempo quiser. Claro que podem surgir

dificuldades físicas inerentes à mãe ou ao bebé

 

que

dificultem

o

aleitamento,

tais

como

compete

informar e apoiar o aleitamento

 
 

dificuldades na execução

da

técnica

de

materno,

no

entanto, em Portugal, as

 

amamentação

(e

consequentemente

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Projecto Bebé + Temática da Saúde Enfermeira Sónia Rocha pega), bebé doente ou sonolento (por exemplo

Projecto Bebé +

Temática da Saúde

Enfermeira Sónia Rocha

pega), bebé doente ou sonolento (por exemplo

serão mais frequentes (aos 2/3 dias, 8 dias, 15

por efeitos de medicamentos analgésicos

dias e

1

mês)

e

depois será provável que

administrados à mãe durante o trabalho de

mensalmente até aos 6 meses e aos 9

e

12

parto) ou outras, cabe aos profissionais de

meses se voltem

a repetir. Estas

etapas são

saúde ajudar e apoiar, reforçando que não

nada mais, nada menos, que

as

alturas em

está em causa a qualidade do leite, apenas são

normalmente a mãe decide

“experimentar”

necessários alguns ajustes e

um leite artificial porque acha que o seu bebé

persistência.

tem

fome.

O

que

a

O bebé pode mamar 12

vezes ou mais em 24 horas, o que dá em média

Não existem leites fracos nem produção inferior às necessidades do bebé!

mãe sente não deixa

de ser verdade, efectivamente o bebé

 

nesses

dias

parece

intervalos

de

2

horas,

no

 

esfomeado,

no

entanto,

se

o

bebé

faz

 

entanto

a

solução,

caso

a

mãe

pretenda

alguns

intervalos

de

3

horas

ou

mais,

é

 

continuar a amamentar, não é introduzir um

provável que outros sejam inferiores a 2 horas, o que é normal e saudável. Também, no que

 

leite artificial, mas sim alimentar o

bebé

quantas vezes for necessário e rapidamente

diz respeito

à duração da mamada, o bebé

tanto

pode mamar 3 ou 4 minutos como

tudo voltará seu ritmo normal.

mamar 1 hora ou mais, todas as mamadas vão

As glândulas mamárias, estão preparadas para

diferir entre elas, tal qual nós adultos fazemos

produzir leite por acção hormonal despoletada

várias refeições diferentes ao longo do dia.

pela estimulação

quando o

bebé

suga, por

Também,

utilizando a mesma comparação,

isso, a mama produzirá tanto mais leite quanto

todos nós temos

dias em

que temos mais

mais o bebé sugar. A mama não é um

forme

e

efectivamente ingerimos maior

reservatório, tipo

biberão,

que

se

enche

e

quantidade de alimentos, assim, é normal que

o bebé tenha dias em que vai querer mamar

esvazia, é uma glândula em constante

produção enquanto o bebé mama. Portanto,

quase

de

hora em

hora e no dia seguinte

não existe justificação fisiológica para que a

provavelmente

está 4 horas ou mais sem

mãe deixe de ter leite, o mais comum

é que

mamar. As suas necessidades vão reflectir o seu ritmo de crescimento, e portanto, estes dias de “fome” durante o primeiro mês de vida

primeiro a mãe decide ou é induzida a introduzir um leite artificial, e assim cada dia que passa vai dando menos vezes e menos

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Projecto Bebé + Temática da Saúde Enfermeira Sónia Rocha tempo a mama ao bebé, até que

Projecto Bebé +

Temática da Saúde

Enfermeira Sónia Rocha

tempo

a

mama

ao

bebé,

até

que

normalmente,

2

a

3

semanas

após

a

introdução

do

novo

leite

a

mãe

deixa

definitivamente

 

de

amamentar,

referindo

posteriormente que o motivo pelo qual deixou de amamentar foi a não produção do leite.

Claro

que

as

dificuldades

e

dúvidas

são

muitas, o peso cultural também não ajuda, é

necessário

não

esquecer

que

as

mães

da

geração anterior (pais da geração que neste momento se está a reproduzir) praticamente não amamentaram pela necessidade de entrar

no mercado de trabalho e não existir

praticamente

licença

de

maternidade

(logo,

provavelmente não serão bons

“conselheiros”).

Assim,

toda

a

mulher

que

pretenda amamentar o seu bebé deve procurar toda a informação necessária sobre a amamentação durante a gravidez, por

exemplo

em

cursos

de

preparação

para

o

nascimento (preferencialmente com

formadores

que

sejam

Conselheiros

em

Aleitamento Materno pela OMS / UNICEF) e

após

o

nascimento,

caso

surjam

dúvidas

procurar aconselhamento profissional com um

Conselheiro em Aleitamento Materno antes de

tomar

a

decisão

de

introduzir

um

leite

artificial.

Sónia Rocha

 

____________________________________

Tema desenvolvido por:

Sónia Rocha

| Enf. Especialista Saúde Materna e Obstetrícia

|Formadora de Cursos de Preparação Pré- Natal Aquática

|Conselheira em Aleitamento Materno OMS / UNICEF

Blogue:

projectobebemais.blogs.sapo.pt

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