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Prefácio

Olá meus queridos heróis em treinamento,

Este pequeno arquivo busca abordar resumidamente os aspectos mais importantes da grande apostasia. Ele pode ser facilmente considerado uma coletânea de informações, já que me esforcei para que minhas próprias palavras fossem omitidas o máximo possível. Dessa forma ele foi escrito por historiadores e “costurado” por mim. Segue-se uma lista dos livros que me serviram de base: A grande Apostasia, O Cristo vivo, nossa busca da felicidade, O dia da defesa, princípios do evangelho, Pregai meu evangelho, além de vários discursos e estudos feitos por historiadores. Como o grosso do texto foi feito com base no livro “A grande Apostasia”, em muitas partes eu copiei palavra por palavra linhas e mesmo frases inteiras dele, sendo que nem sempre a autoria está explicita. Esse manual não tem fins lucrativos e não houve intenção de plágio.

Testifico, meus irmãos, que esta é realmente a Igreja de Cristo, e que qualquer homem inteligente que examinar sua doutrina e história poderá perceber por meio de seu intelecto que ela é exatamente o que diz ser, a verdadeira Igreja do Salvador. Este conhecimento, porém, será rapidamente esquecido e não terá valor a não ser que venha baseado em uma confirmação do Espírito de Deus, um testemunho real da divindade dessa obra.

Espero que compartilhando estes conhecimentos, eu possa estar edificando paredes firmes sobre o alicerce de um testemunho, pois sem ele, de nada valerá. Rogo que se algum de vocês ainda não possui essa convicção, que possa dobrar os joelhos e perguntar a Deus sobre a autenticidade dessa Igreja e do Livro de Mórmon. Nenhum conhecimento histórico, bíblico, doutrinário ou filosófico terá mais valor em suas missões do que o conhecimento que Deus pode plantar em seus corações, porém que só dará se vocês O buscarem.

Introdução

“Os pesquisadores precisam compreender que aconteceu uma apostasia universal depois da morte de Jesus Cristo e Seus Apóstolos. Se não tivesse havido uma apostasia, não haveria a necessidade de uma Restauração. Da mesma forma que um diamante exposto sobre veludo negro parece mais brilhante, assim também a Restauração contrasta extraordinariamente com o fundo escuro da Grande Apostasia.” PME pag. 36

“Não havendo profecia, o povo perece” (Provérbios 29:18)

A grande apostasia

Significado da palavra apostasia (segundo o GEE): “Significa afastamento da verdade. Pessoas, a

Igreja, ou nações inteiras podem cair em apostasia, isto é, afastar-se da verdade”.

Lemos no manual Princípios do evangelho:

No decorrer da história, pessoas maldosas tentaram destruir a obra de Deus. Isso aconteceu enquanto os Apóstolos ainda estavam vivos e supervisionavam a jovem Igreja em crescimento. Alguns membros ensinavam conceitos de suas antigas crenças pagãs ou judaicas, em vez das verdades simples ensinadas por Jesus. Alguns se rebelaram abertamente. Além disso, havia a perseguição externa. Os membros da Igreja eram torturados e mortos por suas crenças. Um após o outro, os Apóstolos foram mortos ou tirados da Terra de outra forma. Por causa da iniquidade e da apostasia, a autoridade dos Apóstolos e as chaves do sacerdócio também foram

tiradas da Terra. A organização que Jesus Cristo estabeleceu deixou de existir, o que

resultou em confusão. A doutrina estava sendo cada vez mais maculada por erros, e logo

a dissolução da Igreja foi completa. O período em que a Igreja deixou de existir sobre a Terra é chamado de a Grande Apostasia.

Como ocorreu a grande apostasia?

Podemos dividir as causas da grande apostasia em duas esferas e assim estudá-la mais

profundamente:

Causas Externas

Causas internas

Causas externas

Desde o início da Cristandade (e de certa forma até os dias atuais), a Igreja de Cristo sempre sofreu grande perseguição. Quando falamos de causas externas da apostasia estaremos quase sempre falando de perseguição aos Cristãos. Lembremo-nos de que o próprio Cristo foi perseguido e crucificado. A perseguição contra os Cristãos proveio de 2 fontes principais, os judeus e os pagãos (principalmente Romanos):

Judeus Será que os judeus, que mataram o Salvador, deixariam em paz seus discípulos sendo

que estes professavam ser Jesus o Cristo e viviam seus ensinamentos? A resposta é não,

e a motivação é muito clara:

Até o segundo século depois da morte de Cristo, a Igreja se espalhou de maneira muito rápida. Esse crescimento acelerado de uma Igreja que muitos viam como uma seita advinda do judaísmo causou muita inveja entre os judeus, que a encaravam como religião rival a sua.

“Os judeus reconheciam o fato de que, se o cristianismo viesse a ser aceito em geral como a verdade, sua nação seria sempre condenada por ter matado o Messias”. (A grande apostasia – Talmage) O Salvador já havia predito essa grande perseguição por parte dos judeus, como podemos observar nas seguintes escrituras: Marcos 13:9, João 15:18-20, João 16:2, 3, etc. Os judeus não só empreendiam perseguição cerrada contra os que dentre eles professavam crer em Cristo, mas também incentivavam a oposição por parte dos romanos e, para conseguir seu intento, alegavam que os cristãos conspiravam contra o governo romano.

Pagãos Consideramos a definição de pagã aplicável a quaisquer pessoas ou povos que não acreditavam na existência do Deus vivo, e cujo culto era essencialmente idólatra. O maior dos agressores, que se enquadram nessa definição, foram os romanos. Eles dominavam boa parte do mundo conhecido da época, incluindo os judeus. Fazia parte da política romana “permitir a liberdade de culto [religiosa] aos povos tributados e vassalos, desde que os deuses mitológicos, adorados pelos romanos, não fosse caluniados, nem sofressem profanação seus altares.” (Jesus O Cristo, pag. 59)

Isto pode parecer estranho àqueles que conhecem as grandes caçadas empreendidas contra Cristãos que foram realizadas por romanos, mas veremos alguns dos motivos que levaram a essa perseguição:

Um dos fatores foi o zelo intolerante por parte dos próprios cristãos, que reprovavam abertamente a religião do império e “ousavam ridicularizar os absurdos das superstições pagãs, e eram zelosos e assíduos em trazer prosélitos à verdade.” (Moshein – historiador Cristão)

“Acreditava-se que o bem-estar do Estado [romano] estava ligado à cuidadosa execução dos ritos de adoração nacional; [por isso exigia-se] que os homens de qualquer crença pelo menos reconhecessem os deuses romanos e queimasse incenso diante de suas estátuas. A isto os cristãos se recusavam firmemente. Sua recusa de servir no templo, acreditava-se, enfurecia os deuses e punha em perigo a segurança do Estado, trazendo sobre ele seca, peste e toda espécie de desastre. Esta a principal razão de serem perseguidos pelos imperadores pagãos”. (General History, por P.V.N. Myers)

“Outra circunstância que irritava os romanos contra os cristãos era a simplicidade de seu culto que não se assemelhava em nada aos ritos sagrados de qualquer outro povo. (Mosheim “Ecclesiastical History”, séc. I, parte I, cap.

5:6,7)

A perseguição romana terá início no reinado de Nero (64 D.C.) e se estenderá até o ano (305 D.C.) no reinado de Deocleciano. Durante esse período a perseguição intensa por vezes se intercala com períodos (meses ou até anos) de relativa paz. Muitos, inclusive, tentam dividi-la em dez períodos de perseguição intensa. Após esses 241 anos de perseguição, o imperador romano Constantino tomará o cristianismo como religião oficial do império (como veremos adiante). Com propósito de ilustrar essas perseguições, citaremos o exemplo de 3 dos imperadores que participaram desse genocídio:

Nero: “A primeira prolongada e notável perseguição aos cristãos por édito oficial de um imperador romano foi instigada por Nero, no ano 64 D.C. como é conhecido dos estudiosos da história, esse monarca é lembrado principalmente por seus crimes” Durante o último período de seu infame reinado, grande parte da cidade de Roma foi destruída pelo fogo. Suspeitaram que ele fosse o responsável pelo desastre [segundo Tácito ele começou “o fogo para que pudesse reconstruir a cidade lotada de acordo com um esquema maior, mais organizado”] e, temendo o ressentimento do povo enraivecido, procurou incriminar os impopulares cristãos como incendiários, e pela tortura tentou forçá-los à confissão. Quanto ao que aconteceu após a torpe acusação consideraremos as palavras de Tácito, escritor que não era cristão e cuja integridade como historiador é conhecida. “Morriam em tormentos, amargurados por insultos e escárnios. Alguns foram pregados na cruz; outros vestidos com peles de animais ferozes costuradas sobre seu corpo, eram expostos a fúria dos cães; outros ainda, eram embebidos em substâncias combustíveis e usados como tochas para iluminar o negrume da noite. Os jardins de Nero foram reservados para o melancólico espetáculo que era seguido de uma corrida de cavalos e honrado com a presença do imperador que se misturava a populaça, com as vestes e com atitude de um condutor de bigas. A culpa dos cristãos merecia realmente os mais exemplares castigos, mas o ódio público se transformou em comiseração pela idéia de que aqueles infelizes eram sacrificados, não tanto para o bem-estar público, mas pela crueldade de um ciumento tirano”.

O apóstolo Paulo cita esses tormentos nas seguintes palavras:

“Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados, suportastes grande combate de aflições; Pois por um lado fostes feitos espetáculo tanto por vitupérios como por tribulações, e por outro vos tornastes companheiros dos que assim foram tratados". (Heb. 10:32–33.)

Domiciano: A segunda perseguição oficialmente ordenada por autoridade romana começou em 93 ou 94 d.C., no reinado de Domiciano. Tanto os cristãos como os judeus caíram no desagrado desse príncipe, por se recusarem a reverenciar as estátuas que ele erigiu como objeto de adoração. Outra causa que contribuiu para sua especial animosidade contra os cristãos, conforme afirmam os primeiros autores, é: O imperador foi convencido que estava em risco de perder o trono, em vista da suposta predição de que, da família de que Jesus pertencia, um se levantaria pra enfraquecer, senão mesmo destruir, o poder de Roma. Tendo isto como sua ostensiva desculpa, esse perverso governador impôs terrível destruição a um povo inocente.

Deocleciano: Conhecida como a décima e, felizmente a última. Deocleciano reinou de 284 a 305 ªD. a princípio, mostrou-se bastante tolerante para com a crença e prática cristãs. Até mesmo consta dos registros que tanto sua esposa quanto sua filha eram cristãs, ainda que “de certo modo secreto”. Mais tarde, contudo, ele se voltou contra a Igreja e deliberou suprimir totalmente a religião cristã. Para isso, determinou a destruição total dos livros cristãos e decretou a pena capital para todos os que conservassem tais obras em seu poder. Por duas vezes irrompeu fogo no palácio real em Nicomédia; e em ambas as ocasiões o ato incendiário foi atribuído aos cristãos, com terríveis conseqüências. Quatro decretos distintos, cada um excedendo em violência os anteriores, foram emitidos contra os crentes; e durante dez anos eles foram vítimas de incontrolável rapina, espoliação e tortura. No fim da década de terror, a Igreja estava dispersa e aparentemente em condições desesperadoras. Os registros sagrados haviam sido queimados; os lugares de adoração destruídos; milhares de cristãos condenados à morte. Todo esforço possível foi feito para destruir a Igreja e abolir da terra o cristianismo. Descrições dos horríveis extremos a que chegou a brutalidade são revoltantes. É suficiente um único exemplo. Eusébio, referindo-se as perseguições no Egito, diz: “Era tal a severidade da luta sustentada pelos egípcios, que em Tiro contendiam gloriosamente pela fé. Milhares de homens, mulheres e crianças, menosprezando a vida presente por amor à doutrina do nosso Salvador, se submeteram à morte sob várias formas. Alguns, depois de esfolados e torturados na roda, e passarem pelos mais terríveis açoites e outras inumeráveis agonias, que se treme só de ouvi-las, eram finalmente lançados às chamas; e alguns eram submergidos e afogados no mar; outros se ofereciam voluntariamente ao carrasco; outros morriam em meio aos tormentos, alguns definhavam pela fome e outros ainda eram pregados na cruz. Alguns eram executados como costumavam ser os malfeitores; outros, mais cruelmente, eram pregados de cabeça para baixo e conservados vivos até perecerem pela fome na própria cruz”. (Eusébio, “Ecclesiastical History”, livro 8, cap. 8).

Tão geral foi a perseguição de Deocleciano, e tão desastroso os seus efeitos, que, quando cessou, acreditou-se que a Igreja estivesse extinta para sempre. Ergueram-se monumento para comemorar o zelo do imperador como

perseguidor, destacando-se dois obeliscos erigidos na Espanha. Num deles há uma inscrição glorificando o poderoso Deocleciano “Por ter extinto o nome dos cristãos que levaram a república à ruína”. Um segundo obelisco comemora o reinado de Deocleciano e honra o imperador “Por ter abolido em toda parte a superstição em Cristo; por ter ampliado a adoração aos deuses”. Uma medalha cunhada em honra a Deocleciano traz a inscrição: “O nome cristão está sendo extinto

Constantino – O imperador que tornou o Cristianismo a religião do império “A opressão de Deocleciano foi a última das grandes perseguições infligidas pela Roma pagã à cristandade em geral. Uma estupenda mudança, importando numa revolução, aparece agora nos feitos da Igreja. Constantino, conhecido na história como Constantino, o Grande, tornou-se imperador de Roma no ano 306 d.C. e reinou durante 31 anos. No princípio de seu reinado, esposou a impopular causa cristã e pôs a Igreja sob a proteção oficial do Estado. Correu a notícia de que a conversão do imperador foi devida a uma manifestação sobrenatural, na qual viu aparecer nos céus uma cruz luminosa com a seguinte inscrição: “Por este sinal, conquista”. A veracidade dessa alegada manifestação é duvidosa, e a evidência da história é contra ela. O incidente é mencionado apenas para mostrar os meios imaginados para popularizar o cristianismo naquela época. Muitos historiadores judiciosos consideram a chamada conversão de Constantino mais uma causa política que uma sincera aceitação da verdade do cristianismo [Ele pretendia usar a força crescente da nova religião para, unindo Igreja e Estado, fortalecer seu império]. O próprio imperador permaneceu como catecúmeno, isto é, como crente não batizado, até pouco antes da sua morte, quando se tornou membro pelo batismo. Mas, fossem quais fossem seus motivos, ele fez do cristianismo a religião do estado, publicando um decreto oficial nesse sentido, em 313. “Fez da cruz o estandarte real; e as legiões romanas agora, pela primeira vez, marchavam sob o emblema do cristianismo”. (Myers). Imediatamente após essa mudança, houve grande concorrência para a promoção da Igreja. O ofício de bispo passou ser mais cobiçado que a divisa de um general. O próprio imperador era o chefe geral da Igreja. Tornou-se impopular e decididamente desvantajoso, no sentido material, ser conhecido como não-cristão.

Quão vazia e vã parece a pretensão de Deocleciano, quando disse que o cristianismo estava extinto para sempre! Entretanto, quão diferente era a Igreja sob a proteção de Constantino, da Igreja estabelecida por Cristo e erguida pelos apóstolos! A julgar pelo padrão de sua constituição original, a Igreja já se tornara apóstata”. (A grande apostasia – Talmage)

A grande perseguição proporcionada por esses imperadores no geral teve dois tipos de respostas por parte dos santos: enquanto alguns abandonavam a fé, outros se fortaleciam nela por meio das provações: “Uma carta escrita ao imperador Trajano por Plínio, o Jovem, quando este era procônsul da Bitínia e Pontus na AD 111-12, diz que muitos cristãos se voltaram contra a Igreja quando eles foram ameaçados de morte. Mas como a Igreja caiu na apostasia irrevogavelmente como um corpo, o registro dos mártires também nos diz que muitos outros se manteveram firmes em seu testemunho do Senhor ressuscitado” (S. Kent Brown).

A Igreja da época de Constantino

A Igreja estava saturada com o espírito da apostasia bem antes de Constantino tomá-la sob sua poderosa proteção, concedendo-lhe posição oficial no estado. Como examinaremos a seguir, devido à iniqüidade e a outras causas internas da apostasia, pouco restara na Terra da Igreja que o Salvador organizou. Os ritos e cerimônias simples que os discípulos de Cristo praticavam sob a direção dos apóstolos se tornaram cheios de pompa e seus significados sagrados na grande maioria haviam sido corrompidos. A organização que o Salvador estabelecera para governar o corpo da Igreja havia sido completamente alterada; devido a ambição de muitos homens que buscavam cargos de liderança, muitos novos cargos haviam sido criados. Além disso, já não havia mais um profeta e doze apóstolos sobre a Terra (que de acordo com o apostolo Paulo eram o alicerce da própria Igreja – ver - será que a Igreja poderia se manter em pé sem um alicerce?), mas Constantino havia feito-se cabeça da Igreja.

Como as doutrinas simples de Cristo acabaram sendo maculadas pelas mais diferentes fontes, e já que não havia revelação de Deus para corrigir os erros, as mais conflitantes doutrinas eram ensinadas. Para acabar com essa grande desordem e estabelecer doutrinas e credos oficiais para a Igreja, Constantino realizou Concílios (reuniões) com

o intento de unificar as crenças entre Cristãos.

Muitos atribuem a esse momento histórico a criação da Igreja católica, e embora seja verdade que Constantino não criou, mas sim se apossou de uma estrutura que já existia, embora estivesse completamente corrompida, é um fato inegável que é neste momento que as feições da Igreja católica começam a ser definitivamente traçadas.

Um exemplo claro dessa confusão é o famoso Concilio de Nicéia:

Concilio de Nicéia: O Primeiro Concílio realizado por Constantino, reuniu 318 Bispos, que almejavam “representar toda a cristandade”. Realizado na cidade de Nicéia da

Bitínia (atual İznik, Turquia), no ano 325 d.C

obter um consenso da igreja. O seu principal feito foi o estabelecimento da questão

cristológica entre Jesus e Deus, o Pai; a construção da primeira parte do Credo Niceno;

a fixação da data da Páscoa; e a promulgação da lei canônica.

Observem que tão grande era a confusão doutrinaria que os ditos lideres do cristianismo nem mesmo se entendiam quanto a natureza ou missão terrena de Cristo, sendo essa a principal (e muito acalorada) discussão desta reunião (e seu resultado ainda seria modificado anos mais tarde, mediante a publicação do Credo de Atanásio e mesmo depois dele). Muitos historiadores revelam uma forte influencia do recém converso Constantino nas decisões finais relativas à doutrina que seria aceita como verdadeira, embora outros digam que sua participação não foi tão importante quanto faz-se crer.

O concílio foi a primeira tentativa de

Muitos outros concílios se seguiriam a este, e algumas das conclusões tomadas neste e em outros concílios ainda seriam modificada muitas vezes. Sem a revelação, afinal, foi cumprida a palavra do profeta que diz: “Não havendo profecia, o povo perece” (Provérbios 29:18)

O credo de Santo Atanásio: Uma prova irrefutável de que o conhecimento sobre a natureza de Deus havia desaparecido encontra- se nas linhas dessa declaração de crença. Observe a crescente confusão que ele causa a mente até do mais brilhante dos homens:

"Adoramos um Deus em Trindade, a Trindade em Unidade, não confundindo as pessoas nem dividindo a substância, porque há uma pessoa do Pai, outra do Filho e outra do Espírito Santo; porém a Divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo toda é uma, igual é a glória, co-eterna a majestade. Tal como o Pai, é o Filho e é o Espírito Santo. O Pai Eterno, o Filho Eterno e o Espírito santo Eterno, como também não há três não criados e não há três incompreensíveis, mas um que não foi criado e um incompreensível. Da mesma forma, o Pai é Todo-Poderoso, o Filho é Todo-Poderoso, e o Espírito Santo é Todo- Poderoso. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. Não obstante, não há três Senhores, mas um Senhor".

Causas internas

Voltemos no tempo mais uma vez, agora para compreender o maior motivo por trás da Apostasia generalizada da Igreja de Cristo: A iniqüidade dos membros e a perversão dos ensinamentos do Mestre que resultou dela.

“A perseguição, quando muito, foi apenas uma causa indireta do declínio do cristianismo e da perversão dos princípios salvadores do evangelho de Cristo. Os maiores e mais imediatos perigos que ameaçavam a Igreja devem ser procurados dentro da própria Igreja.

Com respeito às condições da Igreja em meados do terceiro século, Cipriano, bispo de Cartago, assim se expressou: “Cada qual estava inclinado a melhorar seu patrimônio, e se esqueciam do que os crentes fizeram na época dos apóstolos, e o que eles deviam sempre fazer. Cultivavam a arte de acumular riquezas; os pastores e os diáconos se esqueciam de seu dever; as obras de misericórdia foram postergadas, e a disciplina caiu ao mais baixo nível. Prevaleciam a luxúria e efeminação; vestes profanas eram usadas; praticavam-se fraudes e mentiras entre os irmãos. Os cristãos podiam unir-se em matrimônio com descrentes; podiam jurar não só sem reverência, como mesmo sem

veracidade. Com arrogante aspereza, desdenhavam seus superiores eclesiásticos;(

davam qualquer assistência aos irmãos necessitados; e eram insaciáveis em sua sede de dinheiro. Possuíam propriedades conseguidas pela fraude e usura. O que não merecíamos sofrer por tal conduta?”. (citado por Milner, “Church History”, Sec. III, cap. 8)”.

) não

De acordo com E. Talmage, entre as causas mais pormenorizadas e específicas desse contínuo abandono do espírito do evangelho de Cristo, dessa apostasia rápida e crescente, poderemos considerar como exemplos importantes:

(1) A corrupção dos simples princípios do evangelho pela mescla com os pretensos sistemas filosóficos da época. (2) Acréscimos não autorizados nas cerimônias da Igreja, e introdução de alterações vitais em ordenanças essenciais. (3) Alterações não autorizadas na organização e governo da Igreja.

Estudaremos cada um deles:

(1) A corrupção dos simples princípios do evangelho pela mescla com os pretensos sistemas filosóficos da época.

Encontramos na bíblia inúmeros exemplos da dificuldade que existia em se manter a integridade da doutrina, mesmo quando os apóstolos ainda se achavam vivos, observemos, por exemplo, as palavras do apóstolo Paulo que em carta às igrejas da Galácia escreveu: “maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo”. E então, salientando o pecado daqueles que assim procuravam “transtornar o evangelho de Cristo”, continuou:

“Mas ainda que nós mesmos ou um anjo que vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: Se alguém anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. (Gálatas 1:6-9; ver o capitulo inteiro) Nessa ocasião, havia um espírito de

disputa quanto a necessidade de se realizar a circuncisão ou não. Graças à revelação, o principio verdadeiro pode ser identificado. Esse exemplo, porém, mostra a tendência persistente daqueles que se uniram à Igreja, para modificar e alterar os mandamentos simples do evangelho, introduzindo elementos do judaísmo.

A respeito dessa tendência Orson pratt, um dos apóstolos dos últimos dias, escreveu:

“A grande apostasia da Igreja cristã teve início no século primeiro, quando ainda havia em seu meio profetas e apóstolos inspirados; por isso, Paulo, pouco antes de seu martírio, enumera muitos que haviam feito ‘naufrágio da fé’, ‘se entregaram a vãs contendas’, ensinando que ‘a ressurreição era já feita’, dando-se ‘a fábulas ou a genealogia intermináveis, ‘deliram acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem inveja, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas. Contendas de homens corruptos de entendimento privado da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho’. Esta apostasia tornou-se tão generalizada que Paulo declara a Timóteo ‘que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim’; e diz ainda, ‘ninguém me assistiu em minha primeira defesa; antes todos me desampararam’. Ele diz ainda que ‘há muitos desordenados, faladores, vãos enganadores, ensinando o que não convém, por torpe ganância’. Estes apóstatas, sem dúvida, fingiam ser muito direitos, pois, diz o Apóstolo, ‘confessam que conhece a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis e desobedientes, e reprovados para a boa obra’’

Os judeus conversos ao cristianismo procuraram modificar e adaptar os dogmas da nova fé, para harmonizá-los com seu amor herdado ao judaísmo, com resultado destrutivo para ambos. Nosso Senhor indicou a futilidade de quaisquer tentativas de combinar novos princípios com sistemas antigos, ou remendar preconceitos do passado com fragmentos de doutrina nova. “Ninguém”, disse ele, “deita remendo de pano novo em vestido velho, porque semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a ruptura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam- se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam”. (Mateus 9:16, 17). O evangelho veio como uma nova revelação, marcando o cumprimento da lei; não era um mero adendo, nem um simples revigoramento de requisitos passados.

Além das destrutivas tentativas dos recém conversos de harmonizar o evangelho de Cristo com suas antigas crenças – fato esse que acentuado devido ao considerável isolamento dos ramos da Igreja e da dificuldade dos apóstolos em se comunicar com todos eles (tanto devido à perseguição, quanto a dificuldades com os antiquados modos de transporte e comunicação, e mesmo a dificuldades geográficas) – vemos também uma grande tendência da igreja em incorporar correntes filosóficas típicas da época, provenientes principalmente dos povos pagãos. Um grande exemplo era o gnotismo:

“Grande parte do mal-entendidos sobre a ressurreição deve ser atribuída à noção de docetismo, que veio a ser cada vez mais influente durante o segundo século. O termo deriva do verbo grego dokeo, que significa "parecer". Doceticos afirmava que Jesus tinha apenas parecido viver entre os homens, para sofrer e morrer. Na realidade, segundo eles, o Cristo celeste não entrou em contato com o mundo da matéria, por que isso poderia contaminar sua natureza divina.

Tal visão do Messias nega que a salvação vem como resultado do sofrimento de Jesus, morte e ressurreição. Na verdade, a doutrina da salvação foi subvertido a idéia de que

Cristo era um mensageiro especial que trouxe à Terra o conhecimento secreto que permitiria que os eleitos escapassem deste mundo corrupto e percorressem o caminho de volta à presença do Pai. Este conhecimento especial foi chamado gnose, e aqueles que detinham tal visão do Messias eram conhecidos como gnósticos.”

Alguns de seus ensinamentos se fazem ver em igrejas Cristãs até hoje.

Moshein nos fala ainda da influencia direta das nações pagãs sobre os Cristãos da época:

“As dissensões e comoções que se originaram na Igreja pela mescla da filosofia oriental e egípcia com a religião cristã foram, no segundo século, aumentadas pelos filósofos gregos que abraçaram a doutrina de Cristo. A doutrina cristã, com respeito ao Pai, o filho e o espírito santo, e as duas naturezas unidas em nosso abençoado Salvador, não eram de modo algum reconciliáveis com os dogmas dos sábios e doutores da Grécia, que, portanto, se esforçaram em explicá-las para torná-las compreensíveis. Práxeas, homem intelectual e letrado começou a propagar essas explicações em Roma, sendo severamente perseguido pelos erros que continham. Ele negava qualquer distinção real entre o Pai e o Filho e o Espírito Santo; e afirmava que o Pai, único criador de todas as coisas, havia unido a si próprio a natureza humana de Cristo. Seus seguidores foram chamados de monarquistas por causa de sua descrença na pluralidade das pessoas da Deidade; e também patropassianos, porque, de acordo com a exposição de Tertuliano, acreditavam que o Pai estava tão intimamente ligado ao homem Cristo, seu filho, que sofreu com ele uma angústia de uma vida aflita e os tormentos de uma morte ignominiosa. Apesar de muitos terem abraçado essa doutrina errônea, aparentemente essa seita não adotou um lugar de culto separado, nem se afastou das reuniões normais dos cristãos”. (Mosheim, “Ecclesiastical History”, Sec. II, parte II, cap. 5:20).

(2) Acréscimos não autorizados nas cerimônias da Igreja, e introdução de alterações vitais em ordenanças essenciais.

Já mencionamos o ridículo com que os pagãos cumularam a Igreja Primitiva, em virtude da simplicidade do culto cristão. Esse motivo de desprezo não era menos salientado pelos críticos judaístas, para quem os rituais e cerimônias, o formalismo e os ritos prescritos eram essenciais à religião. Logo no começo de sua história, a Igreja manifestou certa tendência para substituir a primitiva simplicidade de seu culto por cerimônias elaboradas, pautadas no ritual judaísta e idolatrias pagãs. Quanto a essas inovações, diz Mosheim com referência às condições existentes no século dois: “Nesse século muitos ritos e cerimônias desnecessárias foram acrescentadas ao culto cristão, sendo essas inovações extremamente ofensivas aos homens sábios e bons. Essas alterações, conquanto destruíssem a bela simplicidade do evangelho, eram do agrado das multidões, que se compraziam mais com a pompa e esplendor das instituições visíveis do que com os encantos inerentes à piedade sólida e racional, e que geralmente davam pouca atenção a qualquer objeto que não tocasse seus sentimentos corpóreos”. (Mosheim, “Ecclesiastical History”, Sec. II, parte II, cap. 4). O autor citado explica que os bispos daqueles dias aumentaram as cerimônias e procuram dar-lhes esplendor, “com o fim de acomodá-las às fraquezas e preconceitos tanto dos judeus como dos pagãos”. (ver nota 1 no fim do capítulo).

Para reconciliar melhor os requisitos do evangelho com o preconceito judeu, que ainda

se apegava à letra da lei de Moisés, os oficiais da Igreja do primeiro e segundo séculos assumiram os antigos títulos; assim os bispos intitulavam-se sacerdotes-chefes, e os diáconos, levitas.

Discursos filosóficos tomaram o lugar dos fervorosos testemunhos que se prestavam, e a habilidade do orador retórico e controverso suplantava a verdadeira eloqüência da convicção religiosa. O aplauso era permitido e esperado, como evidência da popularidade do orador.

A queima de incenso, a princípio detestada pelas congregações cristãs por causa de sua

origem e significado pagã, tornou-se comum na Igreja antes do fim do terceiro século.

No século quarto, a adoração de imagens, quadros e efígies tomou lugar no pretenso culto cristão; e sua prática generalizou-se no século seguinte.

Vejamos dois exemplos de doutrinas básicas que foram corrompidas:

O BATISMO

“Durante o século dois, o simbolismo batismal de um novo nascimento foi salientado por muitos acréscimos à ordenança; assim, os recém-batizados eram tratados como infantes e alimentados com leite e mel, símbolo de sua imaturidade.

A forma ou modo do batismo sofreu também uma mudança radical na primeira metade

do século três, alteração pela qual seu simbolismo essencial foi destruído. A imersão, significando a morte seguida pela ressurreição, deixou de ser considerada uma característica essencial, permitindo-se sua substituição pela aspersão com água. O próprio Cipriano, bispo erudito de Cartago, defendeu a propriedade da aspersão em lugar da imersão em caso de fraqueza física; e a prática assim iniciada tornou-se mais tarde geral. O primeiro exemplo registrado é o de Novato, herege que pediu o batismo, quando pensou que a morte estava próxima.

A forma do rito batismal não só foi radicalmente alterada, como pervertida a aplicação

da ordenança. A prática da aplicação do batismo às crianças foi reconhecida como ortodoxa no terceiro século e era, sem dúvida, de origem anterior.

“O batismo de criancinhas era algo completamente desconhecido nos primeiros dois séculos depois de

Cristo

Não existem vestígios desse ato em épocas anteriores; foi introduzido sem o mandamento de Cristo”. (Curcullaeus).

O costume de batizar criancinhas foi iniciado perto do terceiro século do nascimento de Cristo.

O SACRAMENTO

“O sacramento, como foi instituído pelo Salvador e administrado nos dias do ministério apostólico, era tão simples quanto sagrado e solene. Acompanhado do verdadeiro espírito do evangelho, sua simplicidade era santificadora; interpretado pelo espírito da apostasia, essa simplicidade tornou-se uma reprovação. Daí encontramos no século três, a prescrição de longas orações sacramentais e a introdução de muita pompa. Vasos de ouro e prata eram usados pelas congregações que deles podiam dispor, e isso com aparatosa exibição. Não-membros e membros “que estavam num estado de penitência”, eram excluídos do ofício sacramental - imitando a exclusividade que acompanhava os mistérios pagãos. Surgiam disputas e discórdias quanto ao momento apropriado da

administração do sacramento - pela manhã, meio dia ou à tarde; e quanto à freqüência com que a ordenança devia ser celebrada”. Numa data posterior, foi introduzido a doutrina da transubstanciação , como um dogma essencial da Igreja romana. Isto, resumidamente, quer dizer que os elementos, isto é, o pão e o vinho usados no sacramento, perdiam seu caráter se simples pão e vinho transformando-se de fato na carne e sangue de Cristo crucificado. A transmutação se verifica, supostamente, de um modo tão místico, que chega a enganar os sentidos; e assim, a despeito do fato de ser carne real e sangue real, os elementos continuam parecendo pão e vinho. Este conceito, tão fortemente defendido e seriamente reverenciado pelos membros ortodoxos da igreja romana, é veementemente atacado por outros como “um dogma absurdo”, (Milner) e uma “monstruosa e irreal doutrina”. (Mosheim).

O PAGAMENTO DE INDULGENCIAS

Outra doutrina corrompida que precisamos destacar é a doutrina da Superrogação. Segundo essa doutrina algumas pessoas haviam feito nesta vida “além do necessário para sua própria salvação”. Em outras palavras, sua fé e boas obras ultrapassavam um limite mínimo necessário para que o homem fosse salvo, como se o vaso de suas vidas estivesse tão cheio de boas obras que transbordasse.

E ainda pior, eles acreditavam que essas boas obras que haviam “sobrado” podiam ser

dadas a outras pessoas, para que se beneficiassem delas. Assim, um homem poderia

receber o perdão de seus pecados por meio dos atos realizados por outra pessoa.

Agora, adivinhem quem tinha o poder de distribuir esse “tesouro de mérito”? Exatamente, o Papa (e homens que agiam sob sua direção). A partir daí surgiu a idéia do pagamento de indulgencias, onde um homem poderia comprar o perdão de seus pecados, ou mesmo pagar para que outra pessoa fosse perdoada ou mesmo para que algum falecido pudesse ser tirado do “purgatório” (outra doutrina apóstata).

Diante dessa doutrina Talmage faz o seguinte comentário:

“O horrível pecado da blasfêmia consiste em arrogar-se prerrogativas e poderes divinos. Aqui encontramos o papa de Roma, chefe da única igreja reconhecida naquela época, pretendendo remir o castigo devido no mundo vindouro pelos pecados cometidos na mortalidade. Um papa pretendendo sentar-se em julgamento como o próprio Deus! Não é isto um cumprimento das temíveis condições de apostasia previstas e preditas como antecedentes ao segundo advento de Cristo? Vejam por si mesmos: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e

se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição: O qual se opõe, e se levanta

contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (II Tessalonicenses 2: 3-4)”

(3) Alterações não autorizadas na organização e governo da Igreja.

“A Igreja de Jesus Cristo era uma unidade cuidadosamente organizada. Foi comparada a um edifício “[edificado] sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2:20).

Jesus nomeou outros líderes do sacerdócio para ajudarem os Apóstolos no trabalho do ministério. Enviou líderes chamados setentas, em pares, para pregar o evangelho (ver Lucas 10:1). Outros líderes da Igreja eram os evangelistas (patriarcas), pastores (líderes que presidiam), sumos sacerdotes, élderes, bispos, sacerdotes, mestres e diáconos. Esses líderes eram todos necessários para fazer a obra missionária, realizar ordenanças, instruir e inspirar os membros da Igreja. Esses líderes ajudavam os membros a chegar à “unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus” (Efésios 4:13).

A Bíblia não nos diz tudo sobre o sacerdócio ou sobre a organização e o governo da

Igreja. Porém, foi preservado o suficiente para mostrar a beleza e a perfeição da organização da Igreja. Os Apóstolos receberam o mandamento de sair pelo mundo, pregando o evangelho (Mateus 28:19–20). Não podiam ficar em uma única cidade para supervisionar os novos conversos. Portanto, foram chamados e ordenados líderes locais do sacerdócio, e os Apóstolos os presidiam. Os Apóstolos e outros líderes da Igreja visitavam os vários ramos e escreviam-lhes cartas, por isso, o Novo Testamento contém cartas escritas por Paulo, Pedro, Tiago, João e Judas, nas quais eles aconselham e instruem os líderes locais do sacerdócio.

O Novo Testamento mostra que essa organização da Igreja deveria continuar. Por

exemplo, a morte de Judas deixou apenas onze Apóstolos. Logo após a ascensão de Jesus, os onze Apóstolos reuniram-se para escolher alguém para ocupar o lugar de Judas. Por meio de revelação do Espírito Santo, escolheram Matias (ver Atos 1:23–26).

Jesus havia estabelecido o padrão de Doze Apóstolos para governar a Igreja. Parecia claro que a organização deveria continuar como Ele havia estabelecido” (Princípios do evangelho).

Infelizmente, com a morte do Senhor, percebemos uma rápida modificação na estrutura perfeita que Ele deixara.

Logo os apóstolos começaram a ser mortos e, diante da grande perseguição, tornou-se cada vez mais difícil para que os membros restantes do quórum dos doze se reunissem para escolher pessoas para completar o quórum.

A seguinte tabela relaciona os apóstolos e a maneira como morreram, na grande maioria

como mártires:

34

DC Judas

Cometeu suicídio (Mateus 27:3-5)

36

DC Tiago (o maior, irmão de João)

Decapitado em Roma

52

DC Tomé

Morto com uma lança em Calamina, Índia

52

DC Felipe

Crucificado em Heliópolis, Frígia

52

DC Bartolomeu

Arrastado, crucificado e decapitado em Alvinópolis, Armênia

56

DC Pedro

Crucificado em Roma

60

DC Mateus

Morto com um machado de batalha em Nabadah,

Etiópia

60

DC Tiago (o menor)

Espancado até a morte pelos Judeus em Jerusalém

66

DC Paulo

Decapitado em Roma por ordem de Nero

70

DC Matias (eleito para a vaga de Judas)

Apedrejado na Etiópia e depois decapitado

72

DC Tadeu (o irmão de Tiago)

Alvejado com flechas em Edessa

73

DC Barnabé

Apedrejado até a morte em Salancan

81

DC Simão (Zelotes)

Crucificado na Bretanha

96

DC André (irmão de Pedro)

Crucificado em Edessa

96

DC João

Banido para Patmos

?? Tiago (irmão de Jesus)

Apedrejado e espancado com uma clava de ferro.

74

DC Marcos

Arrastado até a morte pelas ruas de Alexandria

73

DC Lucas

Enforcado numa Oliveira pelos sacerdotes pagãos na Grécia

73

DC Timóteo

Espancado com paus.

Estes três últimos, Timóteo, Lucas e Marcos, apesar de estarem nesta lista e de reconhecermos o importante papel deles no Início da Igreja, não encontramos menção destes como apóstolos no Novo Testamento, todos os outros são assim chamados.

Diante desse fato podemos refletir a respeito de um fator básico sobre a organização da Igreja: o sacerdócio. Para dirigir a obra de Deus na Terra sob Seu comando, é preciso que o homem receba a devida autoridade e chaves do sacerdócio para fazê-lo.

Reflitamos a respeito das palavras de M Russel Ballard:

"Há os que acreditam que o sucessor de Pedro como presidente da Igreja que Cristo

organizou tenha sido Linus. Em 79 d.C., Cleto sucedeu Linus e então Clemente tornou-

se bispo de Roma e o próximo sucessor em 90 d.C.

Mas a pergunta importante é: 'O poder apostólico foi transferido de Pedro para Linus?'

É significativo notar que nem todos os Doze Apóstolos estavam mortos nessa época.

João, o amado, por exemplo, estava exilado na ilha de Patmos [ele não seria mais visto após “os tempos de Trajano” (reinou de 98 à 117 d.C.)]. Enquanto estava lá, João recebeu o livro de Apocalipse - um livro padrão em todas as bíblias cristãs - que leva a uma pergunta interessante e crucial: "Se Linus era o cabeça da igreja, e se ele sucedeu Pedro, por que o Apocalipse não foi revelado por seu intermédio? Porque foi recebido por João, um Apóstolo no exílio?

A resposta é clara. A revelação veio por intermédio de João, porque ele era o último

Apóstolo vivo, o último homem que possuía as chaves e a autoridade do Apostolado, conforme designado pelo próprio Salvador. Quando Deus falou a Igreja, Ele o fez por meio de Seu Apóstolo João na ilha de Patmos. Não acredito que o Senhor passasse por cima de João, que possuía claramente a autoridade Apostólica ao falar da igreja. Apesar do significado que tiveram os ministérios individuais de Linus, Cleto e Clemente, não há qualquer prova de que esses homens continuaram a agir como um Conselho dos doze apóstolos autorizado."

Após a morte dos apóstolos, portanto, não havia mais a autoridade na Terra para presidir a Igreja. Veremos então bispos tomando para si essa responsabilidade, cada um tendo poder sobre seu próprio ramo. É claro que os primeiros bispos – que haviam sido chamados pelos apóstolos - tinham como intenção apenas manter a ordem na Igreja e se esforçaram em continuar guiando seus membros. A respeito de três deles (Clemente, Inácio e Policarpo), Richard Lloyd Anderson, professor de história da BYU, escreveu:

“Para Santos dos Últimos Dias, com sua compreensão de uma apostasia cristã, os [escritos dos] “Padres Apostólicos” [como costumam ser chamados] têm um interesse especial. Seus escritos iluminam à frente de "um túnel muito mal iluminado [que] se estende desde a idade mais avançada apostólica aos apologistas de grandes meados do primeiro século e mais tarde do século 2". Comentaristas reconhecem que estes três bispos "apresentaram um mundo unificado de idéias", mesmo que eles tenham escrito em diferentes seções do Império Romano. Em todos os três, vemos o mesmo pessimismo sobre a igreja que marca o fim do Novo Testamento: Eles batalhavam contra problemas que ameaçam a igreja, mas não exitia neles voz de confiança que ela iria sobreviver”.

Sem a devida autoridade do sacerdócio para ordenar novos bispos, e com as constantes pressões internas e externas contra a Igreja, logo o restante da organização começaria a

se abalar.

Observemos a explicação de Andrew C. Skinner:

A integridade doutrinal da Igreja começou a ser comprometida com a auto-nomeados governantes esforçando-se para preencher o vazio deixado pela [morte] dos Apóstolos. Anteriormente, os bispos e outros oficiais da Igreja tinham sido nomeados e supervisionados pelos Apóstolos, como indicado no livro de Atos e nas cartas de Paulo (ver, por exemplo, Atos 6, 1 Tim 2, 1 Tim 3, Tito 1). Mas imediatamente após a Era Apostólica, as coisas mudaram radicalmente. As evidências indicam que até o final do primeiro século, a grande apostasia era um fato consumado. As profecias de Paulo tinham se cumprido.

Isso é demonstrado em uma obra de autoria desconhecida, escrita por volta do final do primeiro século e entitulada “ensinamentos dos Doze apóstolos”, que diz:"Nomeiem

para si mesmos, portanto, bispos e diáconos

dos profetas e professores." Em outras palavras, auto-nomeados bispos deviam ser considerados como preenchendo os mesmos papéis que os profetas anteriores. Deste registro pós-Novo Testamento, o religioso historiador Williston Walker escreveu: "O ‘Ensinamentos dos Doze Apóstolos’ mostra que os buscavam honra para si e fraudulentamente clamavam dar orientação divina foram logo predando as igrejas."

para vós eles também executam o serviço

O mesmo quadro emerge a partir dos escritos de um bispo do final do primeiro século

em

Roma, chamado Clemente. Ele foi identificado por Eusébio de Cesaréia, do século

IV

"Pai da História da Igreja", como sendo o mesmo Clemente elogiado por Paulo por

estar entre aqueles "cujos nomes estão no livro da vida" (Filipenses 4:3). Clemente escreveu para corrigir uma "cisma abominável e profana" no ramo da Igreja de Corinto, uma situação que resultou de apóstatas deporem oficiais da Igreja (bispos e diáconos), que haviam sido legalmente nomeados e recebido autoridade da mão dos Apóstolos”.

Vemos essa estrutura corrompendo-se mais e mais à medida que o tempo passava, e sendo ainda mais acentuada depois de Constantino toma para si o governo da Igreja.

Desde antes de Constantino, durante todo o primeiro século e a maior parte do segundo, “as Igrejas cristãs eram independentes uma das outras; nem mesmo eram ligadas por associação, confederação, ou outros laços quaisquer além dos da caridade. Cada congregação cristã era um pequeno estado, governado por suas próprias leis, que eram promulgadas, ou pelo menos, aprovadas pela sociedade” (Mosheim, “Ecclesiastical History”, Sec. II, parte II, cap. 2:2). Algum tempo depois, porém, o bispo de Roma passou a arrogar para si preeminência sobre a Igreja, alegando erradamente que Pedro teria sido o primeiro bispo de Roma.

A legitimidade da supremacia dos bispos de Roma, ou pontífices romanos, como se

tornaram conhecidos, foi logo questionada; e quando Constantino declarou Bizâncio, ou Constantinopla, a capital do império, o bispo de Constantinopla reivindicou igualdade.

A disputa dividiu a Igreja, e durante quinhentos anos, a dissensão aumentou, até que, no

século nove (855 D.C.), terminou em total rompimento, em conseqüência do qual o bispo de Constantinopla, conhecido distintamente como patriarca, passou a negar toda e qualquer lealdade ao bispo de Roma, conhecido como pontífice romano. Esse rompimento é marcado ainda hoje pela distinção entre os católicos romanos e católicos gregos.

A eleição do pontífice, ou bispo de Roma, foi por muito tempo deixada ao voto do povo

e do clero; mais tarde, a função eleitoral foi atribuída somente ao clero; e no século

onze, esse poder passou ao colégio dos cardeais, com o qual permanece ainda hoje. Os pontífices romanos se esforçaram com ardor perseverante em adquirir autoridade tanto temporal como espiritual; e sua influência tornou-se tão grande, que, no século onze, vamos encontrá-lo reclamando o direito de dirigir príncipes, reis e imperadores nos negócios de várias nações. Foi nesse primeiro período de maior poder temporal, que os pontífices assumiram o título de Papa, significando literalmente Pai, e aplicando no sentido de pai universal. O poder dos papas aumentou durante o século doze, e pode-se dizer que alcançou o auge no século treze.

Citando algumas das modificações estruturais da Igreja (causadas pelo desejo de poder e glória no coração de muitos dos membros), Elder Talmage faz o seguinte comentário:

“Ao passo que a forma de governo da igreja mudava mais e mais, apareciam muitas ordens menores de clérigos ou oficiais da igreja; assim, no terceiro século, apareceram os subdiáconos, acólitos, hostiários, leitores, exorcistas e copiates. Como exemplo do orgulho de ofício, note-se que um subdiácono, era proibido de sentar-se na presença de um diácono sem o consentimento expresso deste”.

Vemos assim, irrefutavelmente, a completa apostasia que tomou posse da Igreja de Cristo.

Os reformadores e outros preparativos p/ a restauração

Nos séculos que se seguiram, alguns homens, percebendo os erros existentes na doutrina e prática da Igreja Católica, começaram a opor-se e a protestar contra as práticas religiosas da época. Eles são os chamados reformadores. Na conferencia geral de Outubro de 2005, o Elder Robert D. Hales relatou a história de alguns deles e ressaltou a importância que eles e outros homens tiveram na preparação do mundo para a “restauração de todas as coisas”:

“Tornar as escrituras acessíveis e ajudar os filhos de Deus a aprender a ler foi o primeiro passo para a Restauração do evangelho. Originalmente, a Bíblia foi escrita em hebraico

e grego, idiomas desconhecidos para os homens comuns da Europa. Então, cerca de 400

anos depois da morte do Salvador, Gerônimo traduziu a Bíblia para o latim. Mas ainda

assim as escrituras não estavam amplamente disponíveis. As cópias tinham que ser feitas à mão, geralmente por monges, e levava anos para concluir cada cópia.

Então, pela influência do Espírito Santo, um interesse pelo conhecimento começou a crescer no coração das pessoas. Essa Renascença ou “renascimento” se espalhou por toda a Europa. No final do século XIV, um sacerdote chamado John Wycliffe começou

a traduzir a Bíblia do latim para o inglês. Como o inglês era na época uma língua emergente e pouco refinada, os líderes da igreja a consideravam imprópria para

transmitir a palavra de Deus. Alguns líderes tinham a certeza de que se as pessoas pudessem ler e interpretar a Bíblia por si mesmas, sua doutrina seria corrompida; outros temiam que as pessoas com acesso independente às escrituras não precisariam da igreja

e deixariam de sustentá-la financeiramente. Conseqüentemente, Wycliffe foi

denunciado como herege e tratado como tal. Depois de morto e enterrado, seus ossos foram exumados e queimados. Mas a obra de Deus não podia ser impedida de progredir.

Enquanto alguns foram inspirados a traduzir a Bíblia, outros foram inspirados a preparar meios para publicá-la. Em 1455, Johannes Gutenberg inventou a prensa de tipos móveis, e a Bíblia foi um dos primeiros livros impressos. Pela primeira vez, foi possível imprimir múltiplas cópias das escrituras a um preço acessível a muitas pessoas.

Enquanto isso, a inspiração de Deus também foi concedida a exploradores. Em 1492, Cristóvão Colombo partiu em viagem para encontrar um novo caminho para o Extremo Oriente. Colombo foi guiado pela mão de Deus em sua jornada. Ele disse: “Deus me deu a fé e depois a coragem”.

Essas invenções e descobertas prepararam o caminho para outras contribuições. No início do século XVI, o jovem William Tyndale matriculou-se na Universidade de Oxford. Ali, ele estudou a obra de Erasmo, um estudioso da Bíblia que acreditava que as escrituras são “o alimento da alma [do homem] e (…) precisam permear as próprias profundezas de [seu] coração e mente” Por meio de seus estudos, Tyndale desenvolveu um grande amor à palavra de Deus e o desejo de que todos os filhos de Deus pudessem banquetear-se nelas por si mesmos.

Nessa época, um sacerdote e professor alemão chamado Martinho Lutero identificou 95 pontos de erro na igreja de sua época e enviou-os destemidamente por carta a seus superiores. Na Suíça, Hyldrych Zwinglio publicou 67 artigos de reforma. João Calvino, na Suíça, John Knox, na Escócia, e muitos outros auxiliaram nessa tarefa. Teve início uma reforma.

Enquanto isso, William Tyndale tornou-se um sacerdote instruído e fluente em oito idiomas. Ele acreditava que uma tradução direta do grego e do hebraico para o inglês seria mais precisa e mais fácil de ler do que a tradução de Wycliffe do latim. Assim, Tyndale, iluminado pelo Espírito de Deus, traduziu o Novo Testamento e uma parte do Velho Testamento. Seus amigos o advertiram de que ele seria morto por isso, mas ele não se deixou atemorizar. Certa vez, ao discutir com um homem culto, ele disse: “Se Deus poupar minha vida, não se passarão muitos anos antes que eu faça com que qualquer rapaz da roça conheça melhor as escrituras do que tu”

Por fim, Tyndale, como outros, foi morto por suas obras — estrangulado e queimado numa fogueira, perto de Bruxelas. Mas a crença pela qual ele dera a vida não estava perdida. Milhões sentiram por si mesmos o que Tyndale ensinou durante toda a vida: “A natureza da palavra de Deus é tal que todo aquele que a ler (…) começará imediatamente a tornar-se cada vez melhor a cada dia, até que se torne perfeito”.

Um período politicamente turbulento gerou mudanças. Devido a uma desavença com a igreja de Roma, o rei Henrique VIII, da Inglaterra, declarou-se chefe da Igreja Anglicana e exigiu que cada paróquia tivesse um exemplar da Bíblia inglesa em sua igreja. Ávidas pelo evangelho, as pessoas afluíam em grande número a essas igrejas, onde liam as escrituras umas para as outras até ficarem sem voz. A Bíblia também passou a ser usada como cartilha de leitura. Embora os martírios continuassem a acontecer por toda a Europa, a escura noite da ignorância estava chegando ao fim. Um pregador declarou antes de ser queimado: “Acenderemos hoje uma lâmpada, pela graça de Deus, na Inglaterra, que acredito que jamais será apagada”.

Expressamos nossa gratidão a todos os que viveram na Inglaterra e por toda a Europa e que ajudaram a acender essa luz. Pela graça de Deus, a luz tornou-se cada vez mais brilhante. Ciente das divisões em seu próprio país, o rei inglês Jaime I concordou em publicar uma nova versão oficial da Bíblia. Estima-se que oitenta por cento das traduções de William Tyndale do Novo Testamento e boa parte de sua tradução do Velho Testamento (o Pentateuco, que vai de Gênesis a Deuteronômio, e a parte que vai de Josué a Crônicas) foram mantidas na versão do rei Jaime. Com o tempo, essa versão chegaria a uma nova terra e seria lida por um rapaz da roça, de 14 anos, chamado Joseph Smith. É de se admirar que a versão do rei Jaime seja a Bíblia inglesa aprovada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias hoje?

A perseguição religiosa continuou na Inglaterra no reinado do filho de Jaime, Carlos I, e muitos foram inspirados a procurar liberdade em novas terras. Entre eles estavam os Peregrinos, que desembarcaram na América em 1620, na mesma parte do mundo explorada por Colombo, 100 anos antes. Outros colonizadores vieram logo a seguir, inclusive Roger Williams, fundador e, mais tarde, governador de Rhode Island, que continuou a procurar a verdadeira Igreja de Cristo. Williams disse que não havia uma igreja de Cristo regularmente constituída na Terra, nem qualquer pessoa autorizada a ministrar qualquer ordenança da igreja, nem poderia haver até que novos apóstolos fossem enviados pelo Grande Cabeça da igreja, cuja vinda ele aguardava.

Mais de um século depois, esse sentimento religioso orientou os fundadores de uma nova nação no continente americano. Guiados pela mão de Deus, eles garantiram a liberdade religiosa para todos os cidadãos, com uma inspirada Carta de Direitos. Quatorze anos depois, em 23 de dezembro de 1805, nascia o Profeta Joseph Smith. Os preparativos para a Restauração estavam quase terminados”.

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Queridos jovens, encerro aqui esta obra. Parabéns por sua perseverança. Que o Senhor os abençoe. Eu tenho um profundo amor por este evangelho, e também por vocês. Quero que saibam que minha missão foi a coisa mais importante em minha vida, e sei que o será para vocês também. Contem sempre comigo!

Pedro Henrique dos Santos Sumaré – SP Rua Antônio Carnevalle, 232 - Pq. Casarão CEP: 13171-806 Tel: (19) 38832417 E-mail: p.saints@hotmail.com

Atividade

Existe abaixo uma lista das principais escrituras relativas à grande apostasia da Igreja. Leia atenciosamente cada uma delas e então agrupe-as dentro das seguintes categorias:

Causas externas (perseguição contra Cristãos), Causas internas (iniqüidade e falsas doutrinas ou mestres dentro da Igreja), e profecias (predições sobre a apostasia que viria). Alguma dessas escrituras podem se enquadrar em mais de uma categoria ao mesmo tempo, quando isso ocorrer, apenas coloque-a na categoria que você preferir. Depois de estudar as escrituras, marque-as na sua bíblia e ligue-as formando uma corrente.

Escrituras

Isaías 24:5, Amós 8:11-12, Mateus 24:9, Atos 20:29-30, 1 Timóteo 4:1-3, II Timóteo 4:1-4, II Tessalonicenses 2:1-4, II Pedro 2:1-3, João 15:18-20, Apocalipse 13:4, 6-9, Apocalipse 14:6-7, Gálatas 1:6-9; II Tessalonicenses 2:7- 8; II Timóteo 1:13-15; Judas 1:3-4; Apocalipse 2:4- 5; Marcos 13:9; João 16:2- 3; Atos 5:18,33; Atos 8:1; 2 Pedro 3:15-16

Obs: Você não precisa se sentir obrigado a marcar todas as escrituras. Simplesmente escolha aquelas que você sentir serem mais claras e importantes.