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VONTADE DE DOCES?

SAIBA O QUE FAZER

04-08-2007

Alimentos & você


Dicas para você se relacionar bem com sua alimentação

Vontade de doces? Saiba o que fazer

por Adriana Kachani,


Nutricionista –

Situação 1

Fim de semana, tarde fria. Que vontade de um doce…poderia fazer


um brigadeiro, comer um pedaço de bolo ou talvez um chocolate
quente. Tudo muito calórico. Desisto e opto por uma maçã.

O problema estaria resolvido se ficasse só na maçã. Mas como não


era exatamente isso que queria, então num piscar de olhos como
um iogurte também. Que ainda não sacia. Então tento a gelatina
light. Os morangos – que delícia, a temporada está voltando! Ainda
não satisfeita, tomo um café com leite – desnatado, é claro – e com
adoçante.

Depois de ter devorado metade da geladeira, eis que a vontade de


comer um doce não está resolvida. E a vontade, maior do que tudo
me vence. E vou até a cozinha preparar uma das opções
engordantes: brigadeiro, bolo ou chocolate quente.

Não teria sido melhor ter sucumbido `a vontade na hora em que


essa veio? Pois no fim das contas, comi minha primeira opção, mais
a segunda, terceira, quarta, quinta...se somarmos tudo o que ingeri,
vira um desastre calórico!!!

Situação 2

Sinto vontade de comer brigadeiro. Vou até a cozinha, abro uma


lata de leite condensado, pego a margarina, chocolate...aquela
velha e conhecida receita. Uma vez pronto, “raspo” a panela (a
melhor parte), como um pouquinho, só para matar a vontade, e
deixo o resto no prato para a minha nutricionista não me dar uma
bronca.

Mas o brigadeiro está lá. Na cozinha. Vira e mexe penso nele.


Passo na cozinha – pego uma colherada. Vou para a área de
serviço, outra colherada. Decido nem lavar mais a colher, já deixo
perto do prato. Quando percebo, lá se foi o brigadeiro inteiro, ou
seja, uma lata de leite condensado, margarina e duas colheres de
chocolate amargo (prefiro o amargo).

Como fugir dessa tragédia? Uma opção é comprar aquelas latas


menores. Existe um fabricante que faz latas bem pequenas. Outro
lançou versão em tubo, é só fazer um pouquinho.

A melhor de todas opções, a meu modo de ver é colocar uma roupa


e ir comprar um brigadeiro na doceira mais próxima. Quer forma
melhor de realmente valorizar o doce que estamos comendo? Sair
(muitas vezes temos que nos trocar antes), na maior preguiça,
andar algumas quadras e pagar por um brigadeiro a mesma quantia
que pagaríamos por uma lata inteira? Quem, em sã consciência, vai
ter coragem de comer uma dúzia de docinhos? Porque com uma
lata, podemos fazer uns 30 brigadeiros de tamanho médio ou uns
20 bem grandinhos...

Ir à doceira pode ser um insulto para alguns, mas se pensarmos no


custo-benefício – e não estou me referindo ao financeiro - esta é a
melhor saída. Fazer o brigadeiro em casa pode ser mais fácil e às
vezes mais divertido, porém na contabilidade energética é mais
calórico também.

Situação 3

Estar com o namorado , amigas ou irmãs. Todas decidem comer um


doce. Você está de dieta. Relaxe e aproveite!!!!!! Fazer dieta não
significa ser uma pessoa anti-social. Não podemos decidir que
ninguém vai comer por causa da nossa dieta. Por outro lado, ver
todos comerem, sem experimentar, significa ter um autocontrole
difícil de encontrar.

Alguma vez li que companheiro significa aquele que compartilha o


pão. Sendo assim, não fique de fora, compartilhe este momento –
sem abusos, é claro – e seja feliz!!!!
Adriana Kachani
é nutricionista

Fonte:
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/alimentosevoce.htm

Como devo montar meu prato?


por Adriana Kachani

Acho que esta é a pergunta que mais ouço nos últimos anos. São tantas as informações
hoje em dia, que as pessoas ficam um pouco confusas em relação a como se alimentar
direito. Ao contrário do que pensamos, isso não é uma preocupação dos anos 90 e 2000.
Na década de 30, o médico argentino Pedro Escudero propôs uma teoria que viria a ser
a base das orientações dietéticas dos dias de hoje. Sua teoria simples e prática constava
de quatro itens:

1. Quantidade
2. Variedade
3. Harmonia
4. Adequação

Na verdade, Escudero muito antes da ciência da nutrição ser reconhecida, estava


tentando colocar ordem nas dietas de uma forma simples, que todos pudessem entender
e seguir.

Quantidade

Se comermos a menos do que nossas necessidades, emagrecemos e podemos chegar à


desnutrição. Se comermos a mais do que precisamos, engordamos. Cada um tem o
ponto de equilíbrio que deve alcançar para se manter saudável. As quantidades e
porções, logicamente devem ser prescritas por um nutricionista, que levará em conta sua
idade, altura, peso e quantidade de atividade física. Um truque prático é sempre
observar o prato dos outros, e copiar a quantidade de comida consumida por aqueles que
acreditamos estar num peso adequado. Outro truque é prestar atenção quando sentir-se
empanturrado; na próxima vez, coma um pouco menos.

Variedade

Cada alimento possui nutrientes diferentes uns dos outros. Preste atenção às cores, elas
dizem muito sobre eles. Alimentos amarelo-alaranjado costumam ter bastante beta
caroteno, os vermelhos, licopeno, e assim por diante. Ou seja, acredite na sua mãe
quando ela disser: "Filho, faça um prato bem colorido!". Mas a variedade não serve só
para a salada. Não adianta consumir todos os dias arroz + feijão + carne + verdura.
Temos que variar cada um dos itens. Que tal trocar o feijão pela lentilha ou grão de
bico? E a carne, pelo peixe, por frango ou por ovos? E a verdura, precisa ser sempre a
mesma? A dica vale não só para termos um aporte grande de todos os nutrientes, mas
também para não enjoarmos da nossa alimentação do dia-a-dia.

Harmonia

Quem nunca reparou como certos alimentos parecem ter sido feitos um para o outro?
Carne moída com purê, carne seca com abóbora, frango assado com batatas
coradas...alguns "casamentos" dão muito certo, enquanto certas combinações...não
vamos nem comentar! Levar em consideração essa coerência pode ser o fator
determinante para um jantar passar de um sucesso para um total fiasco!

Adequação

O que é bom para um não é necessariamente bom para o outro. Todas as dicas acima, só
serão adequadas se observarmos o indivíduo e o momento isoladamente. Não adianta
achar que uma feijoada é boa para um jantar, ninguém vai conseguir digeri-la. Ou
querer oferecer uma carne suculenta a um idoso sem dentes. Como ele irá mastigá-la?

Essas regras resumem o que nutricionistas do mundo inteiro vêm propondo nos dias de
hoje: USE O BOM SENSO, e sua alimentação será perfeita. Portanto, nada de
desespero na hora escolher seus alimentos. Seja em casa, no restaurante ou numa festa,
nunca coma uma quantidade que faça você sentir empachamento; varie as cores de seu
prato; escolha alimentos que combinem entre si e, por fim, lembre-se de que o que é
bom para você, não necessariamente é bom para os outros.