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GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTA FLORESTA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO

RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE NASCENTES

Clarice Guizoni

ALTA FLORESTA

NOVEMBRO/2011

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTA FLORESTA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO

RECUPERAÇÃO E CONSERVAÇÃO DE NASCENTES

Relatório apresentado como requisito do processo de Avaliação da Disciplina de Manejo de Bacias Hidrográficas sob orientação do professor Dr. Guilherme Augusto N. Borges. Curso de Bacharelado em Engenharia Florestal, Campus Universitário de Alta Floresta.

ALTA FLORESTA

NOVEMBRO/2011

1.

INTRODUÇÃO

A história do desenvolvimento da civilização poderia ser escrita em termos da preocupação épica do homem para com a água. Os problemas relativos à água sempre mereceram a atenção e imaginação criativa do homem para a sua solução, como atestam várias obras de engenharia, projetos de recursos hídricos, poços, aquedutos e barragens construídas no passado. Os costumes e as formas de organização social do homem foram influenciadas, mais pela associação com a água do que com a terra, de onde conseguiram o sustento (LIMA, 2008). Apesar de dois terços da superfície da Terra ser coberta por água, apenas uma pequena porção dessa água é doce. De toda a água doce disponível para consumo, 96% é proveniente de água subterrânea. São elas as responsáveis pela garantia da sobrevivência de parte significativa da população mundial. Países como Arábia Saudita, Dinamarca e Malta utilizam exclusivamente dessas águas para todo o abastecimento humano. Enquanto que na Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Hungria, Itália, Holanda, Marrocos, Rússia e Suíça, mais de 70% da demanda por água é atendida por manancial hídrico subterrâneo (CPRM, 2011). As práticas irregulares da agricultura e da pecuária, além das indústrias, são grandes responsáveis pela degradação ambiental atualmente, que por sua vez, estão

diretamente ligadas a ações antrópicas, pois, “desde o início, a humanidade exerceu uma profunda influencia no seu habitat, muito maior de que qualquer espécie animal.”

(SILVA, 2011). Essas influências na natureza trouxeram grandes problemas, sobretudo aos ambientes mais frágeis, como as áreas de mananciais e encostas.

A qualidade de cada corpo d’água está relacionada à geologia, ao tipo de solo,

ao clima, ao tipo e quantidade de cobertura vegetal e ao grau e modalidade de atividade

humana dentro da bacia hidrográfica (VALENTE, 2009). Assim, o uso e ocupação das bacias hidrográficas refletem, em última instância, na qualidade e quantidade das águas superficiais e subterrâneas (RANZINI, 1990). Assim, o manejo de bacias hidrográficas deve contemplar a preservação e melhoria da água quanto à quantidade e qualidade, além de seus interferentes em uma unidade geomorfológica da paisagem como forma mais adequada e manipulação sistêmica dos recursos de uma região (CALHEIROS et al., 2004).

Segundo o professor Dr. Paulo Santanna e Castro, no video Recuperação e

Conservação de Nascentes, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, “não existe uma receita padrão de técnicas para a conservação de nascentes. O que pode ser feito, é seguir algumas recomendações básicas. As nascentes que fluem uniformemente durante o ano, independente de seu entorno estar ou não coberto de vegetação, por

exemplo, devem ser protegidas contra qualquer agente externo”.

E ele acrescenta ainda, que aquelas que apresentam vazões irregulares, necessitam da interferência do homem, por meio do aumento da infiltração e da diminuição da evapotranspiração ou pela combinação das duas. Nessas interferências, deve-se dar preferência às técnicas vegetativas de conservação. Para isso, é preciso fazer a distribuição adequada da vegetação na bacia de contribuição da nascente, principalmente por meio da manutenção de cobertura nas encostas mais íngremes e nos topos dos morros, com espécies arbóreas, para favorecer a infiltração de água no solo. Assim, este trabalho tem como objetivo abordar assuntos, com embasamento teórico a partir de consultas em livros, artigos científicos e sítios eletrônicos, que tragam informações referente ao vídeo apresentado em sala, sobre “Recuperação e Conservação de Nascentes localizadas na Região de Viçosa-MG”. O qual foi elaborado pelo Centro de Produções Técnicas - CPT juntamente com o professor e coordenador Paulo Sant´Anna e Castro, doutor em ciências Agronômicas e especialista em Hidrologia

Florestal e Manejo de Bacias Hidrográficas.

2.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. BACIAS HIDROGRAFICAS

O termo bacia hidrográfica refere-se a uma compartimentação geográfica natural delimitada por divisores de água. Esse compartimento é drenado superficialmente por um curso d’água principal e seus afluentes (Figura 1). A bacia hidrográfica é também denominada de bacia de captação, quando se tem a visão de que atua como coletora de águas pluviais, ou bacia de drenagem, quando a visão é de atuar como uma área que está sendo drenada pelos cursos d’água (SANTANA, 2003). Segundo Guerra & Cunha (1995) apud Santana (2003), bacia hidrográfica ou bacia de drenagem é uma área da superfície terrestre que drena água, sedimentos e materiais dissolvidos em uma saída comum, num determinado ponto de um canal fluvial. O limite de uma bacia de drenagem é conhecido como divisor de drenagem ou divisor de águas.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. BACIAS HIDROGRAFICAS O termo bacia hidrográfica refere-se a uma compartimentação geográfica natural

Figura 1. Ilustração de uma bacia hidrográfica mostrando os divisores de água, as sub- bacias e a drenagem principal (SANTANA, 2003).

A bacia hidrográfica pode desenvolver-se em diferentes tamanhos, que variam desde a bacia do rio Amazonas até bacias com pouco metros quadrados, que drenam para a cabeça de um pequeno canal erosivo ou, simplesmente, para o eixo de um fundo de vale não canalizado. Bacias de diferentes tamanhos articulam-se a partir dos divisores de drenagem principais e drenam em direção a um canal, tronco ou coletor principal, constituindo um sistema de drenagem hierarquicamente organizado (SANTANA, 2003). Segundo Castro e Lopes (2001), os componentes de uma bacia hidrográfica que estão diretamente relacionados com as características do regime hidrológico são:

  • - Área de drenagem: É a área delimitada pelo divisor topográfico da bacia.

Quanto maior a área de drenagem de uma bacia, maior será o volume de água infiltrado ou escoado superficialmente. Logo, deve-se esperar maior vazão da nascente, quando esta estiver associada a uma bacia hidrográfica com grande área de drenagem.

  • - Área de contribuição dinâmica: Refere-se á parte superficial da bacia

hidrográfica que, geralmente, fica localizada sobre o reservatório de água subterrâneo. Corresponde a parte mais baixa e de menor declividade de uma bacia.

  • - Forma das bacias hidrográficas: A forma de uma bacia pode influenciar na

velocidade do volume de água que um rio recebe ao longo do seu percurso, desde a

nascente até a sua foz. As nascentes, cujas bacias se aproximam da forma circular, tendem a apresentar maior velocidade que o volume de água que lhes chega. Aquelas que se afastam da forma circular (alongadas, no formato pêra) ao contrário, tendem a apresentar menor velocidade. Em outras palavras, as bacias circulares estão mais propensas às enchentes, às erosões, aos assoreamentos do que as bacias alongadas.

  • - Orientação: A orientação da bacia hidrográfica corresponde a sua exposição

aos raios solares, tomando-se como referência os pontos cardeais. Assim, uma bacia

cujo curso d’água drena na direção Leste, terá orientação Leste.

A subdivisão de uma bacia hidrográfica de maior ordem em seus componentes (sub-bacias) permite a pontualização de problemas difusos, tornando mais fácil a identificação de focos de degradação de recursos naturais, da natureza dos processos de degradação ambiental instalados e o grau de comprometimento da produção sustentada existente (Fernandes & Silva, 1994).

  • 2.1.1. Sub Bacia

Os conceitos de bacia e sub-bacias se relacionam a ordens hierárquicas dentro de

uma determinada malha hídrica. Um dos métodos utilizados para estabelecer a hierarquização fluvial propõe um sistema crescente de classificação (Figura 2) (BERTONI e LOMBARDI NETO, 1999 apud SANTANA, 2003):

Bacias de primeira ordem: são aquelas que não possuem tributários, ou seja, aquelas ligados diretamente à nascente; Bacias de segunda ordem: surgem da confluência de dois canais de segunda ordem e só recebem afluentes de primeira ordem;

Bacias de terceira ordem: surgem da confluência de dois canais de segunda ordem, podendo receber afluentes de ordenação inferior e assim sucessivamente, conforme ilustra a figura:

Bacias de terceira ordem: surgem da confluência de dois canais de segunda ordem, podendo receber afluentes

Figura 2. Hierarquia fluvial em uma bacia hidrográfica hipotética

A subdivisão de uma bacia hidrográfica de maior ordem em seus componentes (sub-bacias) permite a pontualização de problemas difusos, tornando mais fácil a identificação de focos de degradação de recursos naturais, da natureza dos processos de degradação ambiental instalados e o grau de comprometimento da produção sustentada existente (Fernandes & Silva, 1994 apud MMA, 2007).

  • 2.1.2. Divisores de água

Em relação aos divisores de água temos divisor superficial (topográfico) e o divisor freático (subterrâneo). O divisor subterrâneo é mais difícil de ser localizado e varia com o tempo. À medida que o lençol freático (LF) sobe, ele tende ao divisor superficial. O subterrâneo só é utilizado em estudos mais complexos de hidrologia subterrânea e estabelece, portanto, os limites dos reservatórios de água subterrânea de onde é derivado o deflúvio básico da bacia. Na prática, assume-se por facilidade que o superficial também é o subterrâneo (CARVALHO e SILVA, 2006).

2.2. CICLO HIDROLÓGICO

De uma maneira simplificada, “o ciclo hidrológico é o caminho que a água percorre desde o mar, passando pelo continente e voltando novamente ao mar", explica o professor Dr. Paulo Sant'Anna Castro no vídeo apresentado em aula. O ciclo hidrológico, ou ciclo da água, é o movimento contínuo da água presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera (Figura 3). Esse movimento é alimentado pela força da gravidade e pela energia do Sol, que provocam a

evaporação das águas dos oceanos e dos continentes. Na atmosfera, forma as nuvens que, quando carregadas, provocam precipitações, na forma de chuva, granizo, orvalho e neve. Nos continentes, a água precipitada pode seguir os diferentes caminhos (MMA,

2007):

Infiltra e percola (passagem lenta de um líquido através de um meio) no solo ou nas rochas, podendo formar aqüíferos, ressurgir na superfície na forma de nascentes, fontes, pântanos, ou alimentar rios e lagos. Flui lentamente entre as partículas e espaços vazios dos solos e das rochas, podendo ficar armazenada por um período muito variável, formando os aqüíferos. Escoa sobre a superfície, nos casos em que a precipitação é maior do que a capacidade de absorção do solo. Evapora retornando à atmosfera. Em adição a essa evaporação da água dos solos, rios e lagos, uma parte da água é absorvida pelas plantas. Essas, por sua vez, liberam a água para a atmosfera através da transpiração. A esse conjunto, evaporação mais transpiração, dá-se o nome de evapotranspiração. Congela formando as camadas de gelo nos cumes de montanha e geleiras.

evaporação das águas dos oceanos e dos continentes. Na atmosfera, forma as nuvens que, quando carregadas,

Figura 3. Esquema do ciclo hidrológico.

Lima (2008), cita que após o início da chuva e antes que possa haver formação de escoamento superficial, certa quantidade de água fica normalmente presa em três compartimentos da superfície: vegetação (interceptação), a própria superfície do solo

(retenção superficial) e nas pequenas depressões da superfície do terreno (acumulação nas depressões). Infiltração é à entrada da água no solo. Já o movimento da água dentro do perfil é comumente referido como percolação. O reservatório (vapor atmosférico) é reposto continuamente pela evaporação (processo físico de conversão da água em vapor) e é descarregado pela precipitação, sendo esta a única fonte renovável de água doce para a superfície (LIMA, 2008). A variação no armazenamento é função das inter-relações dos elementos naturais e modificados da paisagem que compõem o meio físico (rochas e estruturas, relevo, declividade, solo, uso e cobertura da terra) quanto às condições espaciais da precipitação. Nesse sistema físico, visto de forma integrada, pode-se atribuir à bacia o papel de regulação e alteração na distribuição temporal dos volumes de água (SOARES et al., 2008).

2.2.1. Aqüíferos

Os aqüíferos tem como funções principais fornecerem água em quantidade e qualidade adequadas para os usos múltiplos, armazenam água em períodos de chuva e cedem em épocas de estiagem para rios e lagos. Atuam como filtros naturais, minimizando os custos de tratamento para consumo, conduzindo água de uma área de recarga (onde a água infiltra) para as áreas de bombeamento, onde estão situados os poços. Eles protegem a água armazenada tanto da evaporação, como das conseqüências das guerras e sabotagens, assim permitindo a utilização da água subterrânea aquecida pelo gradiente geotermal, como fonte de energia elétrica ou termal, fornecendo água para a manutenção dos ecossistemas e da biodiversidade (MMA, 2007). Segundo Calheiros et al., (2004) as águas subterrâneas são aquelas que se encontram sob a superfície da Terra, preenchendo os espaços vazios existentes entre os grãos do solo, rochas e fissuras (rachaduras, quebras, descontinuidades e espaços vazios), e podem ser:

Zona não saturada, onde a água e o ar preenchem os espaços vazios entre os grânulos; Zona saturada, onde a maioria dos espaços vazios é preenchida por água. As formações ou camadas da zona saturada nas quais se podem obter água, para uso proveitoso, são chamadas formações aquíferas, lençóis aquíferos, reservatórios de água subterrânea ou, simplesmente aquíferos. Um aquífero é uma unidade geológica

saturada que fornece água a poços e nascentes em proporção suficiente, de modo que possam servir como proveitosas fontes de abastecimento (OLIVEIRA, 2009). Como visto no vídeo, os aqüíferos são classificados em aquifero freático e artesiano. Seguindo a classificação de Oliveira (2009) os aquíferos são classificados quanto à superfície superior (segundo a pressão da água):

Aquífero livre ou freático: É aquele constituído por uma formação geológica permeável e superficial, totalmente aflorante em toda sua extensão, e limitada na base por uma camada impermeável. Aquífero confinado ou artesiano: É aquele constituído por uma formação geológica permeável, confinada entre duas camadas impermeáveis ou semipermeáveis.

Os sistemas aquíferos brasileiros (Figuraa 4) armazenam os importantes excedentes hídricos, que alimentam uma das mais extensas redes de rios perenes no mundo, e desempenham ainda, importante papel socioeconômico, devido à sua potencialidade hídrica (MMA, 2007).

saturada que fornece água a poços e nascentes em proporção suficiente, de modo que possam servir

Figura 4. Representação esquemática dos principais Aqüíferos Brasileiros

2.3. NASCENTE

Nascentes são manifestações superficiais de água armazenada em reservatórios subterrâneos, conhecidos como aquíferos ou lençóis, e que dão origem a pequenos

cursos d’água. Estes pequenos constituem os córregos que se ajuntam para formar

riachos e ribeirões e que voltam a se juntar para formar os rios (VALENTE, 2009).

Pode-se, ainda, dividir as nascentes em dois tipos quanto à sua formação. Segundo Linsley e Franzini (1978) apud SMA, 2009, quando a descarga de um aqüífero

concentra-se em uma pequena área localizada, tem-se a nascente ou olho d’água. Esse pode ser o tipo de nascente sem acumulo d’água inicial, comum quando o afloramento

ocorre em um terreno declivoso, surgindo em um único ponto em decorrência da inclinação da camada impermeável ser menor que a da encosta. São exemplos desse tipo as nascentes de encosta e de contato. Por outro lado, se quando a superfície freática ou um aqüífero artesiano interceptar a superfície do terreno e o escoamento for espraiado numa área o afloramento tenderá a ser difuso formando um grande número de pequenas nascentes por todo o terreno, originando as veredas. As nascentes podem ser classificadas em perenes, temporárias e efêmeras (CALHEIROS et al, 2004):

Perenes; apresentarem um fluxo de água contínuo, inclusive na estação

seca. Temporárias; apresentam fluxo de água durante a estação das chuvas.

Efêmeras; surgem durante uma chuva, permanecendo durante alguns dias e desaparecendo logo em seguida. É bom ressaltar que, além da quantidade de água produzida pela nascente, é desejável que tenha boa distribuição no tempo, ou seja, a variação da vazão situe-se dentro de um mínimo adequado ao longo do ano. Esse fato implica que a bacia não deve funcionar como um recipiente impermeável, escoando em curto espaço de tempo toda a água recebida durante uma precipitação pluvial. Ao contrário, a bacia deve absorver boa parte dessa água através do solo, armazená-la em seu lençol subterrâneo e cedê-la, aos poucos, aos cursos d’água através das nascentes, inclusive mantendo a vazão, sobretudo durante os períodos de seca. Isso é fundamental tanto para o uso econômico e social da água bebedouros, irrigação e abastecimento público como para a manutenção do regime hídrico do corpo d’água principal, garantindo a disponibilidade de água no período do ano em que mais se precisa dela (CALHEIROS et al.,2004). Por fim, deve-se estar ciente de que a adequada conservação de uma nascente envolve diferentes áreas do conhecimento, tais como hidrologia, conservação do solo, reflorestamento, etc., ressalta (NETO, 2009).

O Código Florestal (Lei Federal nº 4771 de 1965) é a lei que regula o uso das florestas, cerrados e outras formas de vegetação nativa em propriedades rurais. De acordo com essa lei, cabe ao órgão ambiental estadual controlar, orientar e autorizar a derrubada, o corte seletivo ou o manejo de vegetação nativa, em qualquer estágio sucessional (seja floresta nativa ou capoeira), salvo quando ela se localiza em unidades de conservação federais (como no caso de uma Área de Proteção Ambiental APA federal), quando a competência é do Ibama. No Mato Grosso quem tem essa competência é a Secretaria Estadual de Meio Ambiente Sema. Segundo a citada lei, os proprietários rurais devem manter uma parte da vegetação nativa que existia antes da abertura da fazenda. A lei especifica que áreas de preservação permanente são áreas protegidas, onde não se pode fazer derrubada para uso agrícola ou pecuário. Caso essas áreas dentro do imóvel tenham sido removida, a área deve ser recuperada. Nas nascentes com acúmulo de água, caso típico daquelas que se situam internas aos lagos, a estratégia de proteção desse lago e, conseqüentemente, da nascente, faz-se com os mesmos princípios básicos que definem a recomposição, manejo e importância da mata ciliar ao longo dos córregos e rios (CALHEIROS et al.,2004) .. Os principais benefícios das matas ciliares são (BOTELHO e DAVIDE, 2011).:

Manutenção da qualidade e quantidade da água pela sua função de tamponamento entre os cursos d’água e as áreas adjacentes cultivadas, retendo grande

quantidade de sedimentos, defensivos agrícolas e nutrientes e pela sua capacidade de proteção do solo contra os processos erosivos e aumento na capacidade de infiltração de água no solo; Estabilização das margens dos rios através da grande malha de raízes que dá estabilidade aos barrancos e atuação da serrapilheira retendo e absorvendo o escoamento superficial, evitando o assoreamento dos leitos dos rios e das nascentes; Habitat para a fauna silvestre proporcionando ambiente com água, alimento e abrigo para um grande número de espécies de pássaros e pequenos animais, além de funcionarem como corredores de fauna entre fragmentos florestais; habitat aquático proporcionando sombreamento nos cursos d´água, abrigo, alimento e condição para reprodução e sobrevivência de insetos, anfíbios, crustáceos e pequenos peixes.

No vídeo pode-se observar que as principais causas de degradações em nascentes são: queimadas, desmatamento, pastoreio inadequado, construções de estradas em locais impróprios, crescimento das cidades sem um planejamento adequado, manejo inadequado do solo e um reflorestamento mal planejado. Ele nos mostra que desmatamento em áreas de APP causa sérios problemas, e abordada ainda, informações sobre técnicas que permitem conservar e, também, dependendo do nível de degradação, recuperar estas nascentes. Segundo MARTINS (2001), o processo de eliminação das florestas resultou num conjunto de problemas ambientais, como a extinção de várias espécies da fauna e da flora, as mudanças climáticas locais, a erosão dos solos e o assoreamento dos cursos d'água. As matas ciliares não escaparam da destruição; pelo contrário, foram alvo de todo o tipo de degradação. Basta considerar que muitas cidades foram formadas às margens de rios, eliminando-se todo tipo de vegetação ciliar; e muitas acabam pagando um preço alto por isto, através de inundações constantes. Além do processo de urbanização, as matas ciliares sofrem pressão antrópica por uma série de fatores: são as áreas diretamente mais afetadas na construção de hidrelétricas; nas regiões com topografia acidentada, são as áreas preferenciais para a abertura de estradas, para a implantação de culturas agrícolas e de pastagens; para os pecuaristas, representam obstáculos de acesso do gado ao curso d'água, etc (MARTINS,

2001).

O pasto e os animais devem ser afastados, ao máximo, da nascente, pois, mesmo que os animais não tenham livre acesso à água, seus dejetos contaminam o terreno e, nos períodos de chuvas, acabam por contaminar a água. Essa contaminação pode provocar o aumento da matéria orgânica na água, o que acarretaria o desenvolvimento exagerado de algas bem como a contaminação por organismos patogênicos que infestam os animais e podem atingir o homem (CALHEIROS et al., 2004). A agressão ambiental vinculada à atividade agrícola, e seus reflexos no solo, nas matas e nascentes, nem sempre é percebida pelos agricultores (ZANZARINI e ROSOLEN, 2008).

2.4. RECUPERAÇÃO DE NASCENTES

Durante a explicação sobre recuperação de nascente, no vídeo-aula, o professor

Paulo Sant’Anna mostra que o produtor rural deve proteger as encostas mais íngremes, as nascentes e os cursos d’água, para ajudar a conservar os recursos hídricos de sua

propriedade, e afirma ainda que ervar uma propriedade sem nascentes ou com cursos d’água assoreados vale muito menos. Assim ao manter sua área de Reserva Legal, colabora também com a manutenção da biodiversidade. De acordo com Junior (2009), para garantir a quantidade e qualidade da água das nascentes, devemos manter a vegetação natural no entorno das nascentes, dos cursos d’água e nas encostas e tomar alguns cuidados no uso e preparo do solo para diminuir a velocidade das enxurradas e aumentar a infiltração de água no solo que abastece as nascentes. Junior (2009) cita os principais cuidados que devem ser tomados pelos agricultores que são: evitar a realização de aração e gradagem na mesma área e por vários anos, por que provoca o endurecimento do solo, logo abaixo da camada arável, provocando a diminuição da infiltração da água no solo e o aumento da enxurrada que carrega uma grande quantidade de solo e nutrientes para os córregos, rios e nascentes. Fazer o plantio em contorno ou em nível. Neste tipo de plantio, cada linha de plantas forma uma barreira diminuindo a velocidade da enxurrada. Fazer uso de restos culturais. Esse material, também chamado de matéria orgânica, quando apodrece favorece os organismos que vivem na terra melhorando as condições de infiltração e armazenamento de água no solo, além de diminuir o impacto das gotas de chuva sobre a superfície. Na recuperação da cobertura vegetal das APPs já degradadas, deve-se distinguir as orientações quanto ao tipo de afloramento de água, ou seja, sem ou com acúmulo de água inicial, pois o encharcamento do solo ou a submersão temporária nas chuvas, do sistema radicular dos indivíduos plantados, a profundidade do perfil e a fertilidade do solo são alguns dos fatores que devem ser considerados, pois são seletivos para as espécies que vão conseguir se desenvolver (CALHEIROS et al., 2004). A recomposição florestal adota uma seqüência comum de etapas sendo: A escolha do sistema de reflorestamento - depende do grau de preservação das áreas, avaliado por estudos florísticos e/ou fitossociológicos ou mesmo pela avaliação fisionômica da vegetação ocorrente na área. Assim, o sistema de reflorestamento pode ser: implantações, enriquecimento e recuperação natural (CALHEIROS et al., 2004). Segundo Calheiros et al., (2004) a escolha das espécies - baseia-se em levantamentos florísticos de formação florestais ciliares originais remanescentes próximas à área em questão ou mesmo mais distantes, mas com as mesmas características abióticas.

A combinação das espécies - há vários métodos de combinação das espécies em projetos de reflorestamento. Diferem entre si, basicamente, em relação a combinações que considerem os estádios sucessivos das espécies; proporção de espécies nos vários estádios sucessivos considerados no trabalho; espaçamento e densidade dos indivíduos no plantio, e estratégia usada para a implantação das espécies (CALHEIROS et al.,

2004).

A

distribuição

das

espécies

no

campo

decide-se

de

acordo

com

as

características adaptativas e biológicas das espécies escolhidas e por fim plantio e manutenção (CALHEIROS et al., 2004).

  • 2.4.1. Conservação do Solo

As bacias hidrográficas também constituem ecossistemas adequados para avaliação dos impactos causados pela atividade antrópica que podem acarretar riscos ao equilíbrio e à manutenção da quantidade e a qualidade da água, uma vez que estas variáveis são relacionadas com o uso do solo (FERNANDES & SILVA, 1994). Toda a área de bacia merece atenção quanto à preservação do solo, e todas as técnicas de conservação, objetivando tanto o combate à erosão como a melhoria das características físicas do solo, notadamente aquelas relativas à capacidade de infiltração da água da chuva ou da irrigação, vão determinar maior disponibilidade de água na nascente em quantidade e estabilidade ao longo do ano, incluindo a época das secas (CALHEIROS et al., 2004). O solo é um dos componentes do ecossistema interligado ao solo, à vegetação, ao clima e à água. Portanto, as variações dos demais componentes refletem no seu comportamento. As perdas provocadas pela erosão dependem de dois processos principais: A exposição do solo ao contato direto com as gotas de chuva e a enxurrada. Por esse motivo, as práticas conservacionistas, que visam diminuir a intensidade dos processos de erosão, fundamentam-se na manutenção da cobertura do solo e na construção de terraços (WADT et al., 2003).

  • 2.4.2. Espécies Florestais

Áreas cobertas com plantações florestais, além de melhorar a paisagem como um todo, promovem a redução de erosão do solo, ajudando na potencialização da infiltração da água da chuva no solo, para que esta possa abastecer os lençóis

subterrâneos, além de reduzir a pressão do setor madeireiro sobre as espécies nativas

(OLERIANO e DIAS, 2007). Numa bacia hidrográfica florestal cuja cobertura seja uma floresta plantada, a regularidade do dossel faz com que a interceptação das gotas de chuva seja praticamente uniforme. Sendo a espécie florestal a mesma, o comportamento estomático, que regula funções como transpiração e fotossíntese, é praticamente o mesmo para as folhas, dependendo da posição que estas ocupam na copa. Em relação aos procedimentos de regulação da vazão, bacias florestadas aparentam melhorar a regularidade da vazão, uma vez que favorecem o processo de infiltração. (OLERIANO e DIAS, 2007). Segundo Souza (2006), para garantir a conservação do solo e da água, cada gleba de terra da propriedade ou da sub-bacia hidrográfica deve ser explorada, de acordo com sua capacidade de uso: matas, pastagens e lavouras, cada uma no seu devido lugar. Topos de morro, a partir de 2/3 em relação à base; encostas com declividade acima de 100%; margens e nascentes de cursos d'água devem ser destinados à preservação permanente e encostas com maior declividade, pastagens ou culturas permanentes (cafezais, pomares, etc.) são as mais indicadas, porque proporcionam maior cobertura e proteção ao solo (SOUZA, 2006). Segundo Fernandes (2011), a proposta para manejo integrado de recursos naturais em nível de bacias hidrográficas refere-se, em última instância, ao ordenamento do uso/ocupação da paisagem, observadas as aptidões de cada segmento e sua distribuição espacial na respectiva bacia hidrográfica. O manejo agroflorestal de APPs em pequenas propriedades e/ou posses rurais familiares (imóveis de até 150 hectares e com uso de mão-de-obra familiar) foi regulamentado apenas em março de 2006, pela Resolução Conama 369/06, e significa plantio de espécies agrícolas junto com árvores nativas (casadão): “o manejo agroflorestal, ambientalmente sustentável, praticado na pequena propriedade ou posse rural familiar, que não descaracterize a cobertura vegetal nativa, ou impeça sua

recuperação, e não prejudique a função ecológica da área”.

Essa é uma grande oportunidade para que os agricultores familiares possam recuperar e manter suas APPs, e inclusive obter retorno econômico com árvores frutíferas e demais culturas associadas nessa área, para alimentação, remédio, artesanato e turismo rural.

Porém, antes de começar a se recuperar uma nascente, é importante observar o tipo de vegetação a ser restaurada, suas espécies de plantas e o tipo do solo. Deve-se procurar também por aquelas plantas que conseguem crescer na situação ambiental que você quer recuperar, seja ela pastagem degradada, solo compactado ou brejo. Algumas diferenças importantes para a restauração dessas vegetações (ISA, 2006):

Espécies de brejo, de beira-rio e da Amazônia mais úmida não toleram secas prolongadas e por isso precisam de muita cobertura vegetal sobre o solo e um pouco de sombra para se desenvolverem bem; Espécies de brejo e de áreas inundáveis como o buriti, o landim, a pindaíba e o murici-do-brejo devem ser plantadas nos pequenos murunduns do brejo, ao final da estação chuvosa, com sementes ou mudas; Plantas com sementes moles, úmidas e de baixa durabilidade (mangaba, ingás, goiabinhas, pitangas) são re comendadas para formação de mudas em viveiro, pois as sementes não toleram armazenamento prolongado; Plantas do Cerrado e da mata de transição toleram melhor a seca. Como a raiz cresce muito mais do que tronco e folhas no início da vida dessas plantas, a maioria das espécies de Cerrado se desenvolvem melhor se plantadas direto no chão do que em saquinhos; O Cerrado tolera melhor o fogo e rebrota muito mais do que as plantas de floresta.

  • 2.4.3. Recuperando uma Nascente

Como vimos no vídeo, há modelos com técnicas simples para que produtores rurais possam aplicar em suas propriedades e assim preservar suas nascentes, assim como foi feito na recuperação de nascentes em Viçosa-MG. Também explica a importância da preservação da vegetação em morros e ao redor de nascentes, pois são nesses locais onde há maior infiltração de água para armazenar no lençol e assim obter uma melhor vazão nas nascentes e de forma constante, e por fim mostra a importância de conservar e preservar as nascentes Com base nestas informações, percebemos que as condições sociais e econômicas de quem irá restaurar a vegetação de uma nascente é fator fundamental, adequando-se o método ao tamanho da propriedade, ao uso que se quer fazer da área e aos recursos financeiros e mão-de-obra disponíveis. Compreendida a realidade ambiental e socioeconômica,

Segundo Instituto Socioambiental (2006), a restauração de uma nascente segue em três ações básicas:

  • A. Interromper os fatores de degradação:

Em primeiro lugar, é preciso retirar o que está atrapalhando a auto-recuperação da área. Em pelo menos metade dos casos, somente essa ação já é suficiente para que a vegetação nativa se regenere sozinha. Os fatores de degradação podem ser: trilhas de animais e carros; gado; fogo; preparo mecanizado do solo; açudes; agrotóxicos.

  • B. Definição dos métodos utilizados para restauração florestal e

disponibilização de sementes e muda:

Quando o solo está muito degradado e não há banco de sementes e nem fonte de sementes próxima, então será preciso plantar. As técnicas de plantio para restauração florestal podem ser reunidas em três grandes grupos: enriquecimento, adensamento e reflorestamento. Interromper os fatores de degradação é, muitas vezes, a única ação necessária para que a mata volte a crescer a partir da regeneração natural de rebrotas, do banco de sementes do solo e das sementes novas que chegam pelo vento e trazidas por animais. O plantio de árvores pode ser misturado com plantio de sementes de ervas, arbustos e cipós, que têm maior capacidade de substituir o capim rapidamente. A semeadura dessas espécies pode ser em área total, em linhas ou nas covas, ao redor das

mudas. Quanto mais essas espécies sombrearem o solo, menos capina, adubação e irrigação serão necessárias.

  • C. Acompanhamento e cuidados após o plantio

Para qualquer uma das técnicas são necessárias providências para eliminar os dois grandes inimigos da restauração o fogo e as gramíneas invasoras, e para controlar dois outros agentes que podem acarretar grandes perdas, se não forem controlados o gado e as formigas cortadeiras. O gado e o fogo podem ser controlados facilmente ao cercar a área, fazer aceiros e ficar atento a possíveis incêndios.

3.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Baseado na presente revisão à respeito de “Recuperação e Conservação de

Nascentes”, percebemos que os desmatamentos das encostas e das matas ciliares vêm contribuindo para a diminuição da quantidade e qualidade da água das nascentes. E o bom uso da água além de ser importante para manter o ciclo hidrológico, é essencial para a preservação da vegetação, solo e recursos para uma propriedade, ajudando no micro e macro clima da bacia hidrográfica. A recuperação de nascentes é um meio para a preservação destes ambientes, se os quais já tenham sido utilizados de má forma, causando sua degradação. De modo geral, pode-se dizer que uma das maneiras de proteger as nascentes e cursos d’água é recompondo a vegetação nativa em seu entorno. Recuperar nascentes, além de melhorar área rural, é também uma maneira de proteger o meio ambiente urbano. Contudo, nenhum método de recuperação será apropriado se não houver uma mudança na relação homem-natureza, conscientizando-se que necessidade de sua sobrevivência está literalmente ligada à água.

4.

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