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Exmo. Sr. Tarso Genro Governador do Estado do Rio Grande do Sul Porto Alegre-RS

Excelentíssimo Sr. Governador,

Porto Alegre, 23 de novembro de 2011.

Ao apresentar-lhe cordiais saudações, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE-RS submete à sua valiosa análise, pleito referente a ajustes no Projeto de Lei 390/11, encaminhado à Assembléia Legislativa e, por conseqüência, da Lei nº 13.036, de 19 de setembro de 2008, que instituiu benefícios aplicáveis às empresas estabelecidas no Estado (RS) e optantes do Simples Nacional.

Cabe ressaltar que a Lei Complementar nº 123/2006 instituiu o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, instaurando o regime tributário diferenciado e favorecido para essas empresas, atendendo a uma necessidade econômica, qual seja, a redução na carga tributária e na burocracia, bem como o aumento da competitividade, criando condições para essas empresas manterem-se na formalidade. Assim, tal medida atenuou os procedimentos burocráticos e facilitou as condições para que essas empresas buscassem a adimplência, facilitada pela redução da carga tributária.

De outro lado, o Estado do Rio Grande do Sul, através dos benefícios da Lei nº 13.036/08 e alterações pela Lei 13.709/11, promoveu os ajustes necessários para reduzir o ICMS contido na Lei Complementar nº 123/06 e assim manter a carga tributária do antes vigente Simples Gaúcho, hoje revogado.

Entretanto, a nova Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011, modificou a Lei Complementar nº 123/06, especialmente os valores de receita bruta para definição de microempresa e de empresa de pequeno porte, que passam a ser os seguintes, a partir de 01/01/2012:

a) Considera-se microempresa, que aufira, em cada ano calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais);

b) Considera-se empresa de pequeno porte, que aufira, em cada ano calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);

Os novos parâmetros de receita bruta determinaram, por conseqüência, a distribuição da carga tributária nas diferentes faixas de receita bruta acumulada nos últimos doze meses, previstas nos Anexos I e II da Lei Complementar n° 123/06.

Tendo em vista o disposto no artigo 3º da Resolução CGSN nº 52, de 22/12/2008, será necessário promover um ajuste na Lei Estadual para atender a forma e abranger a mesma distribuição de faixa de receita bruta da Lei Complementar nº 123/06 e alterações posteriores.

Vejamos o texto daquela Resolução:

“ Art. 3º Na hipótese de o ente federativo conceder isenção ou redução do ICMS ou do ISS, à ME ou à EPP optante pelo Simples Nacional, o benefício deve ser concedido:

I - de forma a abranger a mesma distribuição de faixas de receita bruta dos últimos doze meses previstas nos anexos da Lei Complementar nº 123, de 2006;

II - na forma de redução do percentual original do ICMS ou do ISS constante dos anexos da Lei Complementar nº 123, de 2006.

Cabe salientar, entretanto, que os valores de Receita Bruta anual que determinam a carga tributária das empresas optantes do Simples Nacional já se encontravam defasados. Vejamos o resultado da correção do valor limite vigente no ano de 2007, devidamente corrigido pelo IGP-M, resultando no valor acumulado de R$ 3.252.868,32, se atualizado até outubro/2011, conforme a tabela abaixo:

Resultado da Correção pelo IGP-M (FGV)

 

Dados informados

 

Data inicial

jan/07

Data final

out/11

Valor nominal

R$

2.400.000,00

( REAL )

Dados calculados Índice de correção no período

1,3553618

 

Valor percentual

correspondente

35,54%

Valor corrigido na data final

 

R$

3.252.868,32

( REAL )

 

Tendo em vista que o Simples Nacional é calculado em base de uma tabela progressiva, o avanço da inflação e a falta de correção anual dos valores das faixas de enquadramento foram determinantes para produzir carga tributária superior à inicial. Se a tabela não é corrigida paga-se mais imposto. Cabe, portanto, equacionar os limites e as faixas de enquadramento em novo patamar de receita bruta, com as devidas correções inflacionárias.

Tendo em vista a necessidade de manter os benefícios de ICMS já concedidos pelo Estado do Rio Grande do Sul anexamos uma sugestão de Projeto de Lei visando ajustar a Lei Estadual à Lei Complementar.

Na expectativa de que o ilustre governador considere as argumentações aqui apresentadas e encaminhe o Novo Projeto de Lei à Assembléia Legislativa, agradecemos sua atenção e nos colocamos à disposição para elucidar o que se fizer necessário, manifestando nosso apreço e distinta consideração.

Atenciosamente,

Vitor Augusto Koch Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RS