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DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

 

08/08/11

responsabilidade, intangibilidade (o Estado não pode intervir), consensualismo (a força jurídica está no contrato e não na lei), imutabilidade (o contrato não pode ser alterado unilateralmente). O código civil teria uma função supletiva (só se aplica no silêncio do contrato) e dispositiva (a lei prevê os direitos que). O indivíduo tem ampla liberdade de estabelecer regras e normas que irá se submeter.

 

TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

1)

Provas:

1a.) 25 pontos – 12/09 2a.) 25 pontos – 03/10 3a.) 25 pontos – 31/10 4a.) 25 pontos – 21/11 2a. Chamada 25 pontos – 28/11

   

11/08/11

2)

Bibliografia Básica:

 
 

Modelo Liberal (ou Clássico) de Contrato

 
 

1) César Fiúza: Curso Completo 2) Roberto Senise Lisboa: Teoria das Obrigações e Contratos. 3) Gladston Mamede: Teoria dos Contratos 4) Claudia Lima Marques - Contratos

No liberalismo se buscava a Segurança Jurídica pela previsibilidade da decisão.

3)

Evolução Histórica do Direito Contratual: 1a. Fase Modelo Romano (Propriedade: não apenas a morada dos vivos mas também do mortos; culto religioso).

3.1) Nexus Obrigacional: Vinculo Formal (cumprimento da formalidade legal) e Pessoal Responsabilidade Física do Devedor. 3.2) Evolução: Consensualismo X Patrimonialismo.

São 3 os princípios do modelo clássico:

 

1)

Autonomia da Vontade:

 
 

1.1.

Liberdades

Individuais:

o

indivíduo

nas

relações

particulares tinha liberdade para decidir se iria ou não

do

contratar,

liberdade

para

estabelecer

o

conteúdo

contrato, liberdade para decidir se iria ou não cumprir o

contrato, e por fim, liberdade para cumprimento do contrato.

exigir

ou

não

o

 

1.2.

Controle Formal do Contrato: não cabe ao Estado

No Direito Romano:

Convenção: acordo de vontades – consenso. Pacto: acordo informal, Contrato: acordo formal, só essa produziria efeitos jurídicos actio.

corrigir o desequilíbrio econômico do contrato. O Estado só verifica se o contrato preencheu os requisitos formais do contrato.

1.3.

Supremacia do Contrato / Soberania: após a

Mais adiante o pacto é igualado/equiparado ao contrato: pacta sunt servanda = o pacto também deve ser cumprido: Migração da Força Jurígena Contratual da forma para manifestação contratual.

celebração do contrato prevalecia a manifestação de vontade contratada e não os comportamentos posteriores (não se aplica a boa-fé objetiva).

1.4.

Caráter Supletivo e Dispositivo das Regras

O consensualismo só voltará com os Canonistas de influência cristã.

Contratuais Vogais: só havia autonomia se tiver liberdade

de não seguir as regras/a lei. O caráter supletivo vem de suprir o silêncio do indivíduo.

Pessoalidade do vínculo contratual: no contrato o credor é dono do devedor – lógica da propriedade. A garantia era o corpo do próprio devedor. Com as fugas do devedor, passou-se a responsabilizar o patrimônio em caráter alternativo (subsidiário). Com tempo passou-se a ter a possibilidade de escolha (pelo credor). Posteriormente passa a ser o preferencialmente patrimonial a responsabilidade física. Por fim, lex Poetelia Papiria, 326 a.c., aboliu a responsabilidade física no contrato (patrimonial).

1.5.

Legitimação de Contratos Atípicos: liberdade de

celebrar de forma diferente das especies previstas em lei.

A autonomia da vontade era um fenômeno de criação de lei/regras.

 

18/08/11

Exceção à regra da Patrimonialidade no nosso Ordenamento:

 

Principiologia Clássica

responsabilidade civil por pensão alimentícia.

1)

2)

Autonomia da Vontade Obrigatoriedade dos Contratos:

Modelo Liberal de Contrato:

 

a) Fundamentos de Obrigatoriedade:

Burguesia, começam a patrocinar os Estados Absolutistas. Igreja da legitimidade aos reis, valores cristãos, preço justo, somente o custo. Ideologia católica, começa a atrapalhar o negócios, influencia o direito comum. Para a burguesia o Estado deveria ser forte mas não intervencionista.

-

Jusnaturalista: a obrigatoriedade contratual é pré-

normativa. Fundamenta-se no Direito Natural.

 

Positivista: a obrigatoriedade do contrato advem de previsão legal (da lei).

-

Normativista: por Kelsen, a obrigação está alicerçada na Norma Fundamental.

-

Estado Liberal: modelo liberal de contrato, tornar o contrato em um instituto intocável pelo estado:

Utilitarista: o obrigatoriedade é baseada no interesse de que a outra parte cumpra a obrigação no contrato.

-

Consensualista: base filosófica: Kant, a obrigatoriedade contratual reside na Liberdade de Contratar / Agir.

-

Dogmas:

1) Dicotomia: Público-Privado; a lei que se aplica entre Estado indivíduo não deve ser a mesma que se aplica entre os particulares. Entre Estado indivíduo há prevalência do interesse público, entre os particulares há o interesse particulares. 2) Autonomia Privada ou Autonomia da Vontade: auto

-

Unitarista: Subtipo dos consensualistas. Baseia-se na

fusão de duas vontades individuais, formando uma nova vontade e que se sobrepõe às vontades individuais. - Funcionalista: Mais atual. A obrigação advem da Função Social do Contrato. O Contrato é um instrumento

 

1

DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

social, que é dado pelo Estado ao indivíduo. Para

satisfação pacifica e eficaz. 3) Consensualismo: a força jurígena do contrato está no consenso e não na lei. O contrato gera obrigatoriedade porque houve acordo de vontades, independente da observância de qualquer formalidade. O consenso pode ser: expresso (verbal ou mímico ou escrito [público ou privado]) ou tácito; e ainda às vezes presumido (só quando a lei permite).

4)

- Autonomia da Vontade: Liberdade no momento em que

se vai expressar a vontade das partes. A autonomia do indivíduo, na verdade, antecede esse momento e o

extrapola. Dá a entender que a vontade do indivíduo é soberana (que é falso), por isso não se pode falar em autonomia do indivíduo, por que é limitada pelos limites impostos pela lei.

a) Autonomia Privada: Relativização da Autonomia do

Principiologia Atual (Democrática???)

Indivíduo.

- Conceito:

b) Efeitos (nenhum é absoluto, todos são relativizados)

- Auto-responsabilidade: Necessidade de cumprir o contrato sob pena de ter o seu patrimônio afetado como garantia.

- Relatividade: o contrato não produz efeitos erga homnes.

- Consensualismo:

- Intangibilidade: o Estado não pode intervir no contrato,

a não ser que as partes tenham extrapolado os limites art

187/CC.

LER: Totem e Tabu. Sigmund Freud. LER: A Teoria da Incompletude. Goert Guird (Godel Kurt). LER: O Contrato. Enzo Roppo. Ed: Almedina.

22/08/11

Princípio da Boa Fé Objetiva:

 

Limite Funcional: não limita a autonomia privada em si, mas o exercício da autonomia privada.

Surge da necessidade de se contratar

Preceptivismo Contratual: há uma necessidade contratual não apenas subjetiva mas também objetiva.

Contrato: é instrumento que a sociedade dá ao indivíduo.

Modelo Liberal: o contrato é meio de obter vantagem.

-

 

1)

Conceito: Dever de Lealdade entre as partes.

2) Boa-fé Objetiva (Confiança) X Subjetiva (Crença): no modelo liberal só admitia a boa fé subjetiva, ou seja ausência de intenção de prejudicar.

- Na boa fé objetiva não se precisar analisar o elemento subjetivo, se caracteriza pela

Funções da Boa-Fé 3.1) Função Interpretativa: o juiz não pode analisar o contrato sem

a) Teoria da Vontade Real (ou Supremacia da Vontade

Real sobre a Vontade Declarada): o que vale é a real intenção das partes. Presume-se que a vontade declarada

é a vontade real. Quem acusa a divergência tem o ônus da prova.

b) In dubio pro debitore: os contratos de adesão são

interpretados em favor do aderente. Essa regra é

interpretada pela doutrina extensivamente,

3)

2

Integrativa: o contrato tem um dever

o

contrato é celebrado nem quando é extinto.

conhecida/chamada: pré-eficácia e pós-eficácia contratual.

-

lealdade.

implícito

3.2) Função

agir

com

Não

surge

quando

É

a) Proibição de Comportamento Contraditório

a1)

Pré-eficácia

a2)

Pós-eficácia

b)

Venire contra factum proprium: não gera direito novo

para nenhuma das partes, mas garante a inexigibilidade do direito.

Surrectio (Surgir): o

direito novo.

CC/2002 em quesibilidade e portabilidade da dívida.

e) Tu quoque (Brutos): Contrariedade à norma, não se

pode alegar a ilicitude do próprio ato para benefício

próprio. 3.3) Função de Cooperação:

a) Duty to Mitigate the Loss

b) Não opor obstáculos injustificados

c ) Ao Cumprimento

3.4) Função Limitativa:

comportamento

c)

Supressio

(Suprimir)

/

contraditório

gera

um

a) Garantia Externa de Equilíbrio

b) Contratual

c) Equilíbrio Geretio-Funcional

3.5) Função Transparência Get Info X Get Info

a) Suficiência e adequação?

LER ARTIGO: A pós eficácia no Contrato.

 

29/08/11

Função Social

Não é apenas um limite externo, mas também a razão da celebração do Contrato – art 421/CC.

Supremacia do Interesse Público sobre o Interesse Particular – explicação clássica (Surgiu na Constituição de Weimar)

Usar o Interesse Publico no momento de compor os interesses particulares em conflito; o Estado deverá escolher entre os interesses que estiverem harmonia com interesse publico – Teoria da Funcionalidade da Contrato

Pluralismo do Contrato.

1)

Acepções 1.1) Social: Soberania do Interesse Público

a) Monismo

b) Funcional

1.2) Democrática: Ou posição de Interesses Particulares em Harmonia ou sua funcionalidade

-

Pluralismo Funcional Função Social (Sentido Amplo)

a)

Função Econômica: o contrato é instrumento pacífico

de circulação de riquezas. Na dúvida presume-se oneroso. b) Função Política (Nomogênese): o contrato como instrumento de criação de normas. O contrato é instrumento de transformação da realidade.

c) Função Pedagógica:

d) Função Social: Conservar ou preservar o contrato. Há

interesse do Estado no contrato.

2)

Dirigismo Contratual: intervenção Estatal nos contratos entre particulares. 2.1) Espécies:

a) Macroeconômico (Programático): o Estado utilizar o

 

DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

 
 

indivíduo como fantoche. Não atinge um contrato em específico.

 

08/09/11

b)

Microeconômico: finalidade corretiva – o Estado atinge

 

o contrato mediante provocação. Pode ocorrer de forma material, no conteúdo do contrato. Se o conteúdo do contrato está equilibrado. b1) Controle Estatal b2) Formal (Celebração) b3) Material (Execução) 01/09/11

 

Efeitos do Dirigismo Econômico 1) Revisão: Modificação Equitativa das condições do contrato. Tem por finalidade reequilibrar o contrato. 2) Resolução: É uma espécie de extinção do Contrato. Ocorre a cessação de efeitos do contrato. É Extinção + a Restituição da Situação anterior. Aplicação do princípio res perit domino. - Efeitos da Sentença:

3)

Tutela do Equilíbrio Contratual Funcional Fundamentos: Equilíbrio (Ética a Nicômaco – Justiça dos Governantes: Distributiva; Justiça dos Contratantes:

Comutativa, troca, o contrato é justo se estabelecer uma troca equilibrada). Sinalagma Genético e Funcional, o contrato deveria nascer e permanecer equilibrado até o momento de seu cumprimento.

a) Sinalagma (troca em grego) Contratual

3) Termo Inicial: Retroativos à data da Citação. Porém à um problema, erro de redação, na Resolução precisa-se de uma retroativa mais ampla, até a data do fato que gerou o desequilíbrio ou até antes da celebração.

Para a Revisão, o legislador considerou suficiente para a Revisão até a citação, não alcançando até a data do fato; isso por objetivo de preservar o contrato. 4) Efeito Preferencial:

b) Justo Preço Contratual

c) Rebus sic Stantibus: Assim Permanecendo as Coisas –

significa que o contrato só poderia ser exigido se a situação do contrato se permanecesse inalterado até o cumprimento da obrigação. Após a Revolução Francesa

 

CC/2002: O autor pode pedir resolução; ou se o réu

concordar com a revisão equitativa [ideologia voluntarista: o contrato não pode ser alterado se as partes livremente anuírem].

-

essa cláusula praticamente desaparece, até o período 2ª GG Mundial, quando se implementa o Empreendedorismo, amparado pela teoria da imprevisão.

-

Função Social: Conforme art 421/CC, prevalecendo a

função social do contrato, o juiz pode intervir, se houver

o pedido do autor, no contrato sem a concordância das partes contratantes; mas com critério de atuação de menos prejudicial para sociedade, faz-se a revisão (amparado no art 317/CC).

d)

Teorias Voluntaristas:

d1) Imprevisão: Justificam a intervenção do Estado sem

d2) Imprevisibilidade:

e)

f) Teoria da Pressuposição Típica

Teoria da Representação Mental

 

19/09/11

g)

Teoria da Base Objetiva do Negócio Jurídico

 

h)

Teoria da Imprevisão (Imprevisibilidade)

 

REQUISITOS DE VALIDADE DOS CONTRATOS

1)

Execução Futura: se for celebrado num momento e

 

Teoria das Nulidades:

 

cumprido em outro. Se for imediato não há teoria da imprevisão.

Plano Fático

 

PLANO JURÍDICO

2)

Fato Superveniente: Só sobre fato futuro.

 

x

Existência

Nulidade

Eficácia

3) Impressividade: Não havia possibilidade de tê-lo previsto.

Ato

Inexistente -->

     

4)

Onerosidade Excessiva: não basta o fato superveniente,

tem que a outra parte obtenha vantagem (desequilíbrio das prestações), deve ser vista de forma objetiva e não

Ato Nulo

 

---------------->

   
       

subjetiva ou seja qualquer um que tivesse que cumprir a obrigação estabelecida.

Ato

Ineficaz

Válido

/

------------------

----------------->

>

5)

Alteração Econômica Ambiente:

Ato Anulável

------------------

->

>

6) Contratos Comutativos ou Pré Estimados: Não pode

       
 
 

LIVRO: Teoria do Fato Jurídico, Marcos Bernardes de Melo. USP.

requerer a imprevisão risco previsto no contrato. A jurisprudência brasileira, pode pedir a revisão da obrigação pré-estimada a aleatória não.

Boa-Fé Objetiva:

Ato Inexistente: o ato não entra no plano jurídico, o juiz não precisa reconstituir fatos anteriores, é ignorado pelo judiciário.

Cooperação: Duty to Mitigate the Loss

Ato Nulo: Existente mas nulo. Barrado na validade. Via de regra ex tunc.

Limitativa: Controle do Equilíbrio Econômico Genético Funcional

Transparência: Livre Consentimento X Consentimento Livre, Discernido e Informado.

Ato Válido / Ineficaz: Existente e Válido (apto a produzir os efeitos jurídicos desejados). Eficácia pendente.

Get Info [Buscar a Informação] x Give Info [Prestar a Informação] Funções da Sanção Civil nos EUA: Reparação do Dano, Exemplo Para Sociedade e Punição.

Anulável: É a princípio válido, mas sujeito à anulação. Via de regra ex nunc.

   

1)

Subjetivos:

 

ARTIGO: A descodificação do Direito Civil Brasileiro – Francisco Amaral.

 

Personalidade: A realidade mostrou que entes despersonificados podem adquirir portanto deve ser /ter subjetividade.

 

3

 

DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

 
 

-

Capacidade:

 

Absoluta e Originária: Contrato Inexistente. - Se a Impossibilidade for simultaneamente: Parcial, Relativa e Superveniente, causará: Resolução (Restituição

a)

Genérica: Maioridade ou Emancipação – Para prática

de todos os atos da vida civil. Limitado às capacidades

seguintes.s

da situação anterior), via de regra onerosa, efeitos são os mesmos da nulidade mas não é nulo!

b) Negocial: Conjuge para alienar bens imóveis.

 

c) Especial: A lei vai exigir idade específica (ex.

2)

Licitude: objeto lícito, não vedado em lei

 

Capaciade eleitoral)

 

3) Determinabilidade: determinável, mas não determinado com parâmetros suficientes para garantir que o seja. 4) Patrimonialidade: aferição/conteúdo econômico, valor, quantum, também para efeitos de indenização.

Obs: Patrimonialidade é requisito da sanção e não do interesse (Rudolf von Jhering).

Invalidado se celebrado sem algumas das capacidades acima, poderá ser: Nulo ou Anulável.

-

Determinabilidade: Os sujeitos do contrato devem ser determináveis, não precisam ser determinados. Contrato com Pessoa a Declarar: Válido, sem pessoa determinada, mas determinável. Não falta a determinabilidade. Uma das partes se reserva a faculdade de posteriormente indicar outra pessoa para lhe substituir nos direitos e obrigações previstos no contrato. O contratante originário fica no contrato provisoriamente, não irá/quer suportar os efeitos do contrato.

5)

Comutatividade: Equilíbrio econômico, o desequilíbrio

gera a lesão (Art. 156/CC), por consequência: anulação; a revisão pode acontecer se a parte concordar ou

impositiva se o juiz entender.

 
 

26/09/11

Requisitos Formais

 
 

1)

Consensualismo X Formalismo

 
 

Pluralidade: Para existir é necessário que haja pelo menos 2 pessoas. Se não houver pelo menos 2, o contrato não existe. Contrato Consigo Mesmo: Situação contratual em que aparentemente há apenas 1 pessoa. Mas na verdade foi celebrado por duas.

2)

Manifestação de Vontade

a)

Expressa:

 

a1) Verbal

a2) Mímica

a3) Escrita (Formal)

- Pública

 
 

- Particular

 
 

Consentimento Livre e Informado:

 

b)

Tácita (comportamental; inequívoca) ou presumida (só

Livre: é verificado pela inexistência de vícios / defeitos de consentimento. Faltou liberdade gera anulação ou se possível sanar (defeitos leves) revisão.

se amparada pela lei): suprem as anteriores e se a lei não exige forma especial

Obs.: CC 2002: se as partes ficaram em silêncio, não há contrato, ou seja, quem cala não consente. Só em casos excepcionais que a lei preveja.

-

- Erro

- Dolo

- Coação

 

- Estado de Perigo

Classificação dos Contratos 1) Unilaterais X Bilaterais: repartição dos direitos e deveres; se em decorrência do contratos são gerados deveres por ambas as partes bilateral; se para apenas uma das partes unilateral.

[ Anulação ou Revisão ]

 

Informado (boa-fé): Efeitos da falta de informação:

 

-

Revisão:

a) Conserto

b) Substituição

2)

Gratuitos X Onerosos: Se os direitos e deveres gerados

c) Complementação

- Abatimento no Preço:

 

pelo contrato decorre da natureza do contrato ou da vontade das partes.

- Desfazimento do Negócio:

   

Involuntário

Voluntário

- Indenização

(casos

excepcionais):

Da

quebra

do

Contrato ou Aquiliana.

 

Essencial

Natureza

Acidental

 

Compra/Vend

Propriedade

Preço

 

LIVRO: The Death of Contract. Grant Gilmore. Ou Ellogiu del Incertezza. Guido Alda

   

a

 

Doação

Propriedade

 

Encargo

 

22/09/11

 

Troca

Propriedade

Propriedade

 

Requisitos Objetivos

   

1)

Possibilidade Material: é a possibilidade de realização

Os contratos gratuitos (benéficos ou atributivos) devem ser interpretados restritivamente. Ou seja, de forma que produzam o menor efeito. Não se estendem de coisa a coisa; de tempo a tempo; de pessoa a pessoa.

do objeto material no plano físico.

 

-

Impossibilidade, pode ser:

a)

Total ou Parcial: Totalmente impossível a obrigação ou

parcialmente possível a obrigação.

 

Nos contratos onerosos: exceção do contrato não cumprido (Art. 476/CC); existe um momento adequado para o cumprimento da obrigação e se uma das partes não a cumprir a outra poderá reclamar a exceção do contrato não cumprido. Se o sujeito que tem que cumprir tem insegurança que o outro não cumprirá, solicitará fundado em motivo justo (funado receio de insolvência)

b)

Absoluta ou relativa: Se impossível para qualquer

pessoa ou se impossível para apenas o devedor.

 

c)

Originária ou Superveniente: O contrato já nasce

impossível ou se a impossibilidade derivada de fato superveniente.

-

Se a Impossibilidade for simultaneamente : Total,

 

4

DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

(Art. 477/CC: exceção do contrato a cumprir) a inversão das obrigações.

3) Negociáveis (paritário) X Adesão: oportunidade ou não de negociar as clausulas do contrato.

CC: Art. 424 - Nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.

CDC: Art. 54 - Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

§ 1º - A inserção de cláusula no formulário não

desfigura a natureza de adesão do contrato.

§ 2º - Nos contratos de adesão admite-se cláusula

resolutória, desde que alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2º do artigo anterior.

§ 3º - Os contratos de adesão escritos serão redigidos

em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis,

cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.

§ 4º - As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão. 03/10/11

4) Pré estimados X Aleatórios

Determinabilidade X Previsibilidade das prestações das partes:

Pre estimado: as prestações de ambas as partes forem determináveis no momento de sua celebração.

Aleatório: coisa futura ou coisa exposta a risco. (Alea jacta est: a sorte está lançada).

5) Principais X Acessórios

Grau de interdependência entre os contratos:

Mandato: natureza acessória

Fiança: natureza acessória

Corretagem: natureza acessória

Obs.: O contrato acessório segue o principal. Exceção: Se o contrato de locação e fiança (regra de interpretação restritiva dos contratos gratuitos).

6) Personalíssimos X Impessoais

Personalíssimos: celebrados considerados em razão da pessoa. Só é considerado cumprido se somente o for por pela pessoa contratada. Jurisprudência: cumprimento por terceiro sobre sua responsabilidade e supervisão.

Ex.: Mandato; Show; Editor; Contrato de Trabalho;

Impessoais: em razão do objeto.

7) Preliminar X Definitivo

Preliminar: tem por objeto a celebração de outro contrato: também chamado de pré-contrato ou promessa de contrato. Obrigação de fazer. Normalmente a lei exige uma série de requisitos que demandam tempo. Deve ser submetido a registro se o contrato principal o exigir.

8) Contratos Típicos X Atípicos

06/10/11

5

Se há ou não previsão legal. Atípico não previsto em lei. Ex.: Compra e Venda; Ex.: de Atípico: Factoring. 9) Mistos X Puros

Misto: fruto da fusão de 2 ou mais tipos contratuais. Puro:

tipo contratual próprio. Ex.: misto: leasing (compra e venda + locação). 10) Execução Imediata X Futura

Imediata: celebrado e executado no mesmo momento. Futura: celebrado em um momento e executado posteriormente; de 2 espécies: diferida e sucessiva (ou continuada). Continuada: executado em prestações periódicas. Deferida: executado em um momento futuro. 11) Consensuais X Formais X Reais

Consensuais: para serem celebrados basta a ocorrência de acordo de vontades independente de qualquer formalidade, a lei não exige forma. Formal: para ser considerado cumprido a lei exige a observância de alguma formalidade, ex: fiança, deve ser escrita. Real (res): só é considerado celebrado no momento que a coisa é entregue, pela traditio rei, ex: comodato, depósito, mútuo, etc. ------------------ Fim da Matéria da 2ª Prova ------------------

10/10/11

Essas proteções não se aplica nos contratos de consumo (CDC)

Ou seja: contratos celebrados entre 2 fornecedores ou entre 2 fornecedores.

Formação dos Contratos (são 3 fases, mas as 2 primeiras são fases pré-contratuais, só na última há o contrato) 1) Negociações Preliminares: as declarações de vontade não são definitivas, ou seja, estão sempre sujeitas a alteração. Marcada pela ausência de obrigatoriedade. Entretanto caso a conduta de umas das partes gere

(criada) uma expectativa legítima na outra parte, haverá responsabilidade, mas não obrigatoriedade, isso em caráter excepcional, e a responsabilidade é aquiliana (extracontratual). 2) Proposta (Policitação):

- Proposta: feita a pessoas determinadas. Mas pode ser a pessoas indeterminadas. - Oferta: feita a pessoas indeterminadas. Pode ser a pessoas determinadas.

2.1. Conceito: Proposta p/ CC: é a declaração de vontade

séria e precisa que define todas as linhas estruturais do futuro negócio.

2.2. Efeitos: o proponente se obriga à proposta, se o

destinatário a aceitar. Se o proponente não puder

cumprir a proposta será responsabilizado por perdas e danos.

- Obrigatoriedade / Perdas e Danos:

2.3. Ausência de Obrigatoriedade:

- Clausula de não obrigatoriedade expressa.

- Proposta em Aberto: está sujeita a uma condição – ex:

cotação do dólar, saca de café.

- Retratação oportuna: tem que chegar ao conhecimento

do destinatário antes (ou no máximo simultaneamente) da própria proposta.

- Após o término do Prazo: só é obrigatória durante aquele prazo.

- Circunstâncias especiais (prazo indeterminado):

* Entre Presentes Sem Fixação de Prazo: a aceitação deve

 

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ser imediata.

     

irreparável; 2)

*

Entre Ausentes Sem Fixação Prazo: o proponente não se

Necessidade urgente;

desobriga de imediato, deve esperar um prazo razoável

 

- 30 dias (bens móveis)

 

30 dias [de 7 a 180 dias –

-

para a proposta chegar.

-

transmite

Morte / Incapacidade: Se a proposta é impessoal ela se

ela se

aos

herdeiros.

Se

personalíssima

Prazos p/

ajuizamento

da ação

[Decadencial]

- 1 ano (bens imóveis)

após a notificação do defeito] (bens não duráveis)

extingue.

 

- 90 dias (bens duráveis)

* Impessoal: se transmite.

 

Termo Inicial

[Só defeito oculto]

Tradição: Defeito oculto de fácil percepção (sintomático);

-

- Tradição: Defeito

aparente;

* Intuitu Personae: se extingue.

3) Aceitação (Oblação): o destinatário também se obriga.

 

-

Descoberta: Defeito

- Expressa, Tácita e Presumida.

 

oculto;

- É um ato de Adesão (para o CC): Pura e simples.

 

-

Descoberta: Defeito

* Complementações

 

oculto de difícil percepção (assintomático);

* Alterações

 

Inclusões Geram nova proposta para o CC.

*

   

- 180 dias (bens móveis)

- 1 ano (bem imóvel)

[ Em tese não há prazo

máximo: interpretação mais favorável ao consumidor - Jurisprudência]

Prazo Máximo

3.1. Tempestividade e Local (Quando e Onde o contrato foi celebrado):

 

a)

Teoria

da

Informação: o contrato é considerado

 

-

5 anos - (Prazo

celebrado

aceitação.

quando

o

proponente

toma

ciência

da

prescricional geral do CC)

-

prescricional geral do CC)

10 anos - (Prazo

b)

Teoria

da

Recepção:

o

contrato

é

considerado

celebrado quando recebe a confirmação.

 

c)

Teoria da Declaração: o contrato é considerado

Suspensão /

- Não há no C.C.

-

Reclamação

celebrado no momento que o proponente considera

celebrado.

Interrupção

direitamente ao

fornecedor, ouvidoria, orgãos de proteção ao consumidor.

d)

Teoria da Expedição: o contrato é considerado

celebrado assim que enviar a aceitação para o proponente. Teoria que o código civil adota). - Para existência do contrato o CC adota a teria da Recepção: a aceitação chegou dentro do prazo e não houve retratação oportuna, o contrato existe.

-

Interpretação mais

favorável: interrupção

Garantia

Complementar à legal, se somam.

-

Suplementar à legal, prevalece a maior.

-

Se contrato existe, o seus efeitos retroagiram até a data da aceitação, e aí será adotada a teoria da Expedição.

-

LER: Prescrição e Decadência no CDC – Eduardo Valvedi. Ed. RT

 

20/10/11

 

24/10/11

Alexandre Freitas Camara – Licoes de Direito Processual.

 

Extinção dos Contratos: cessação de efeitos do contrato

Vícios

Redibitórios

(defeitos

redibição

1)

Anulação: quando decorrente de vício / defeito (no

[devolução])

que

geram

contrato e não no objeto). 2) Resolução: impossibilidade de cumprimento (o

   

C.C. 2002

 

C.D.C.

contrato se tornou impossível) é uma espécia de de resolução, acompanha um efeito secundário a restituição

Conceito

-

Defeito: Oculto (não pode

-

Qualquer Defeito

da situação anterior.

 

ser aparente); Desconhecido (do adquirente); Utilidade / Valor (tem que retirar um desses quesitos)

(mesmo que não tire utilidade ou valor do bem)

 

3)

Rescisão: originariamente era temo judicial, praticado

pelo juiz. Extinção do contrato.

 

4)

Resilição / Distrato (sinônimos): extinção pela vontade

 

de uma ou ambas as partes. - Bilateral: por ambas as partes (pode ocorrer em

Aplicação

- Bens: Móveis e Imóveis

- Bens e Serviços

 

qualquer situação).

 

Efeitos

- Desfazimento ou

 

- Conserto

 

- Unilateral: por uma das partes (em circunstâncias

Abatimento (ou rejieta a coisa ou a aceita com abatimento proporcional ao defeito e/ou desvalorização)

(preeferencial)

-

(preferencial)

Complementação

especiais)

a) Motivo Justo (ex: descumprimento por uma das partes)

b) Sem motivo Justo:

 

-

Reexecução

b1) Lei: legal (ex.: por prazo indeterminado)

(preferencial [em

 

b2) Contrato / Aviso Prévio: Prazos no CC/2002 – Se a lei

 

serviços])

não previr pode ser arbitrado prazo razoável.

Pode ser previsto no contrato. Mas se de consumo a

faculdade é válida somente ao consumidor.

5)

Prescrição: Maioria da doutrina: extingue o contrato.

-

Desfazimento

(subsidiário)

-

(subsidiário)

Substituição

 

-

Abatimento

Minoria: o contrato continua a existir, mas perde a

(subsidiário)

 

exigibilidade.

 

-

Pode-se ignorar o

6) Dissolução: extinção prematura do contrato, se extingue antes do vencimento. 7) Evicção: extinção do contrato em função da perda

repararo se: 1) o defeito for visivelmente

 
 

6

DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

judicial da coisa para detentor de direito anterior.

- Conceito:

- Clausulas Exoneratória:

concreta e o risco assumido pelo adquirente, assim é válida.

desde informe a cláusula

a) Preço

b) Informação sem assunção

- Indenização:

a) Preço pago

b) Despesas

c) Custas / Honorários

d) Frutos

- Má-fé sem direito à indenização (Art. 883 §ún.)

Art. 883. Não terá direito à repetição aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito, imoral, ou proibido

por lei. §ún - No caso deste artigo, o que se deu reverterá em favor de estabelecimento local de beneficência, a critério do juiz. 8) Clausula Resolutiva: clausula contratual que dá ao credor no caso de descumprimento ao contrato, o direito de: Execução Específica do Contrato ou Resolução em P&D.

- Expressa: Vencimento Expresso. Prazo determinado.

- Tácita: Vencimento Tácito. Prazo Indeterminado /

determinado. Depende de interpelado. [Dies imterpelat pro

omnio].

CDC: A clausula resolutiva a escolha é do consumidor.

- Efeitos: P&D e/ou clausula penal (culposo/doloso).

Obs.: Descumprimento fortuito não gera exibilidade da clausula penal.

a) Extinção Específica

b) Resolução em Perdas e Danos

- Cláusula Penal

- Culpa

- Alternativa: Descumprimento definitivo

- Cumulativa: descumprimento temporário (mora)

- Redução Equitativa: no caso de cumprimento parcial do

contato. - Presunção de Dano: quem exige clausula penal não precisa comprovar dano (presunção de dano). - Indenização Suplementar: quando a clausula penal é insuficiente. A principio a clausula penal gera renúncia a indenização suplementar. Para cobrar a multa não precisa comprovar o dano, para cobrar suplementação é preciso comprovar o dano.

Valores de Cláusula Penal:

31/10/11

1) Código Civil: 100% (Máxima: dever de Cooperação – não deve ter intuito de enriquecimento)

2) Lei de Usura: 10% (Prever a Clausula penal Moratória

de Mutuo [empréstimo; financiamento])

3) CDC / Condomínio (CC-2002): 2% (Valor máximo de 2%

de multa)

4) Lei Pelé: 400 vezes o salário atual (Quebra em atividades Desportivas pelo Clube, por prazo indeterminado) (Art. 28, §3º)

5) Redução (O juiz pode reduzir o valor em 2 situações): a)

acima do valor máximo permitido em lei; b) Proporcional: Cumprimento Parcial do contrato, redução proporcional do que foi cumprido. 6) Contratos p/ prazo indeterminado ou sem predeterminação do preço: definidos por arbitramento

7

judicial.

- Denúncia vazia: resilição unilateral, e sem justo motivo.

Arras: termo latino garantia de que se irá receber. Título translativo do domínio.

1) Arras Confirmatórias: as partes renunciam ao direito

de arrependimento.

- Renúncia ao Direito de Arrependimento: a outra parte

pode exigir o cumprimento do contrato.

- Exigência ao Cumprimento.

- Indenização Suplementar: sim, se provado, a título de

perdas e danos.

- Efeitos: a) Perda da Arras (por parte do devedor); b) Restituição em Dobro.

- Início de Pagamento (sinal) ou em garantia

Na omissão do Contrato: a) Mesmo Gênero (presume-se

dadas como pagamento); b) Gênero Diverso (presumidamente dadas em garantia);

- Descumprimento: Se pela parte que, a perde; Se pela parte que recebeu, restituirá em dobro.

2) Arras Penitenciais: as partes reservam o direito de

arrependimento.

- Ressalvado Direito de Arrependimento: a outra parte

não pode exigir o cumprimento. O contrato torna-se inexigível.

- Inexibilidade do Cumprimento

- Ausência de Indenização Suplementar: mesmo que haja

um prejuízo maior.

- Efeitos: a) Perda das Arras; b) Restituição em Dobro

CDC: Art. 49 O consumidor tem o direito de se arrepender sem qualquer ônus.

02/11/11

Compra e Venda 1) Conceito: é aquele em que uma das partes se compromete a transferir a propriedade sobre

determinado meio para outra mediante pagamento de preço.

2) Efeitos: Transferência da Propriedade Dir. Romano:

Traditio manus: entrega em mãos. Cessio in Iure: bens móveis mais importantes, perante o juiz. Mancipatio: bens imóveis, levava-se a quantia em dinheiro. Nesse direito a vontade era insuficiente. Dir. Francês rompe, a

manifestação da vontade passa a ser suficiente. Dir. Brasil: manteve tradição Italiana e Alemã. São 2 fases: 1) celebração do contrato (direito de exigir); 2) Execução com a tradição (móvel) ou registro (imóvel).

3) Elementos:

- Coisa: só bens no comércio (podem ser alienados,

vendidos ou doados: tem patrimonialidade; Os fora do comercio são inalienável, sem conteúdo patrimonial)

- Preço: quantia a ser paga pelo bem, fixo ou variável.

- Consenso: livre manifestação de vontade.

a) Fixo: valor nominativo na moeda.

b) Variável: valor de troca, valor comparativo; ou valor

intrínseco (valor com o qual a matéria-prima da moeda é

feita).

c) S/ Fixação Preço O juiz irá arbitrar o valor do preço,

conforme: 1) Preço Habitual; 2) média dos preço; 3) Se

CDC na variação de preço adotada será a mais favorável ao consumidor.

4) Proibições:

- Vênia Conjugal (autorização): O cônjuge não pode

DIREITO CIVIL II: CONTRATOS – Prof. Dr.: Leonardo Macedo Poli

vender o bem conjugal se caso em regime de total ou aquestro.

-

Ascendentes

para

descendente:

com

o

consentimento.

 

Curadores, Testamenteiros, Mandatários,

aos familiares): não

podem adquirir os bens que lhes foram confiados.

- Servidores Públicos / Judiciais: não podem adquirir os

cuja

administração. O servidores do judiciário e servidores não podem adquirir bens imóveis litigiosos nas comarcas

onde exercem sua jurisidição.

- Condomínio: não pode alienar sem antes oferecer ao outro.

- Preferência Locatária: não pode alienar sem antes oferecer ao locatário.

5) Espécies:

medidas da coisa são secundárias.

- ad

(Presunção: desde que a diferença seja de inferior a 1/20 avos, CC)

- ad mensuram: em função da medida

a) Complementação

b) Abatimento

c) Resolução

bens

Administradores

-

Tutores,

cuja

a

(se

estendem

lhes

administração

seja

confiada

corpus:

as

07/11/11

Clausulas Especiais de Contrato de Compra e Venda

- Reserva de Domínio

1) Conceito: garante ao vendedor a propriedade sobre a

coisa, até ocorrer o pagamento integral do preço

estipulado no contrato. (Só se aplica nos contratos de compra e venda a prazo).

2)

Aplicação: bens móveis

3)

Características (2 consequencias):

a)

Exceção ao res perit domino: o comprador mesmo não

sendo dono assume a responsabilidade da coisa. b) Faculdade: Resolução ou EE. No caso de descumprimento, se o comprador para de pagar: 1) pedir

resolução (pegar a coisa de volta); 2) exigir a execução específica do contrato.

- Retrovenda: clausula de retrato ou arrependimento: dá ao vendedor o direito de readquirir a coisa do comprador, devolvendo-lhe o preço do contrato

acrescendo as despesas. (É um direito potestativo; só tem aplicação para bens imóveis; deve estar expressamente escrito no contrato).

1)

Leiloeiro:

2)

Aplicação: Bens Imóveis

3)

Prazo: 3 anos (prazo máximo)

4)

Efeitos:

a)

Pagamento do Preço + Despesas (ida e volta);, também

benfeitorias necessárias. b) Contra terceiros: Registro (atinge terceiros desde registrada na matrícula do imóvel).

- Perempção: também chamada de preferência.

1) Conceito: o vendedor se reserva o direito preferencial

na reaquisição do bem (móvel ou imóvel).

2) Prazos:

- Móveis: 3 dias (para aceite) ------ 180 dias (para

decadência)

- Imóveis: 60 dias (para aceite) -------- 2 anos (para

decadência)

3) Efeitos: se não for dado direito de preferência

a) Perdas e Danos:

8

b) Solidariedade: se o terceiro tiver agido de má-fé (sabia

do direito de preferência). Pode-se ajuizar contra o terceiro ou o comprador ou ambos.

- Venda a Contento: Condição suspensiva no contrato,

potestativa. O contrato é celebrado, mas fica subordinado a uma condição: gosta ou não gosta. CDC:

Art. 49: Todo contrato celebrado fora do estabelecimento comercial é venda a contento; 7 dias para se arrepender (do recebimento). - Venda Sujeita a Prova: Condição suspensiva no contrato, casual. Só pode desfazer o negócio provando que a coisa não se presta ao fim a que se destina (provar vício). CC: ônus de verificar antes de receber (ser

diligente). CDC: toda a venda é sujeita à prova. É implícita no CDC, se não expressa. Se foi informado do defeito não se aplica. Em liquidação tem o direito, a não ser que tenha informado do defeito.

1) Característica:

- Venda Sobre Documentos: quando a coisa vai ser

construída ou produzida. A coisa entregue ao comprador um título representativo da coisa. Não se pode eximir do

pagamento por defeito, antes da entrega.

- Pagamento do Preço: Só é feto sem que a coisa seja entregue.

LER: O Homem que fazia chover. (Tem filme) LER: Direito Civil (Obra completa) – Rodolpho Pamplona – Pablo Stolze