Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral
P-STAGE Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies
IV Estágio Internacional de Actores Lusófonos
Portugal – Angola – Guiné-Bissau – São Tomé e Príncipe – Brasil
2012 – 2014
DOSSIÊ DE APRESENTAÇÃO
projecto financiado no âmbito do:
ACP-EU Support Programme to ACP Cultural Sectors (ACPCultures II + ACPFilms II) Contracting Authority: The Secretariat of the African, Caribbean and Pacific Group of States (ACP Secretariat) 10th European Development Fund Reference: EuropeAid/130966/D/ACT/ACPTPS
P-STAGE: Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies [IV Estágio Internacional de Actores Lusófonos]
Líder
Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral (Portugal)
Parceiros
Elinga Teatro (Angola)
AD – Acção para o Desenvolvimento (Guiné-Bissau)
Associados
Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé (São Tomé e Príncipe)
Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau (Guiné-Bissau)
A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra (Portugal)
Companhia de Teatro de Braga (Portugal)
Theatro Circo (Braga, Portugal)
Sol Movimento de Cena / Bando de Teatro Olodum (Salvador, Bahia – Brasil)
Circuito de Teatro em Português de São Paulo (Brasil)
Objectivos
- melhorar as condições para a criação artística em três países ACP de língua oficial portuguesa (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe);
- reforçar as competências dos actores lusófonos e as capacidades culturais e organizacionais dos seus grupos e companhias;
- consolidar o intercâmbio teatral entre os países de língua portuguesa
Beneficiários directos
jovens actores, que receberão formação artística e técnica e integrarão uma co-produção internacional, criada em condições profissionais
Outros beneficiários
restantes membros dos grupos de teatro envolvidos, animadores culturais, públicos locais, população em geral
Resultados previstos
– um espectáculo de teatro, criado em condições profissionais, com actores portugueses, brasileiros, angolanos, guineenses e são-tomenses;
– apresentações internacionais, numa digressão por cinco países e três continentes (Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau);
– três workshops de teatro, com um mês de duração, dirigidos por encenadores profissionais (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe);
– três exercícios-espectáculo apresentados no final de cada um destes workshops;
– quatro workshops de iluminação teatral, em paralelo com os workshops de teatro e com a construção do espectáculo final;
– consolidação dos Centros de Intercâmbio Teatral (CIT) em Bissau e em São Tomé;
– um documentário vídeo sobre o processo de trabalho
Calendário
Maio de 2012 a Maio de 2014
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sumário
1. A Cena Lusófona e os Estágios Internacionais de Actores (EIA)
2. Objectivos e resultados esperados
3. Os parceiros
4. Calendário e plano de trabalhos
5. Calendário (resumo)
6. Factores específicos e mais-valias do projecto
7. Orçamento
8. JUNTE-SE A NÓS!
9. Anexo
9.1. Carta de aprovação do projecto
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1. A Cena Lusófona e os Estágios Internacionais de Actores (EIA)
A Cena Lusófona iniciou as suas actividades em 1995. Cerca de 40 pessoas – encenadores, actores, cenógrafos, técnicos, antropólogos e arquitectos – criaram e têm desenvolvido uma organização exclusivamente dedicada ao intercâmbio teatral entre os países de língua portuguesa. Tem a sua sede em Coimbra, Portugal. Entre o trabalho realizado, destaca-se, entre outras actividades:
– espectáculos internacionais co-produzidos por parceiros de dois ou mais países lusófonos;
– um festival rotativo chamado “Estação”, que já teve lugar em Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe;
– o inventário de espaços cénicos nos países africanos de língua portuguesa;
– a criação de um Centro de Documentação e Informação (CDI), que recolhe e divulga informação acerca do teatro nos países lusófonos;
– um conjunto de publicações, que inclui uma colecção de dramaturgia de língua portuguesa, uma revista especializada (setepalcos) e o jornal cenaberta (em papel e online);
– diversas acções de formação nos vários domínios do fazer teatral (interpretação, dramaturgia, técnica de palco, documentação)
Os Estágios Internacionais de Actores (EIA) são uma parte deste conceito abrangente de intercâmbio e formação. A Cena Lusófona já organizou três edições: em 1997/98, em 1998/2000 e em 2003. Juntando num mesmo processo de trabalho jovens actores dos diferentes países de língua portuguesa, eles oferecem uma excelente oportunidade de formação artística, que é simultaneamente um teste à capacidade de compreensão humana e artística entre pessoas de diferentes culturas. Os estágios são uma experiência única de encontro entre jovens de diferentes latitudes e facilitam futuras ligações e projectos de parceria entre indivíduos e instituições dos diferentes países. Os três estágios tiveram diferentes formas e durações, de acordo com os contextos em que foram organizados e com as parcerias estabelecidas em cada momento. O primeiro EIA teve lugar em Coimbra e em Lisboa, ao longo de um período de 11 meses, em 1997/98. Envolveu 15 actores de oito países lusófonos: Angola (2), Brasil (2), Cabo Verde (2), Guiné-Bissau (2), Moçambique (2), Portugal (2), São Tomé e Príncipe (1) e Timor-Leste (2). O programa de formação foi dividido em três fases: as duas primeiras resultaram em dois espectáculos diferentes - “A fronteira” e “O beijo no asfalto”; a terceira resultou no espectáculo de rua “Olharapos”, integrado no programa da Expo'98, em Lisboa. Para além da formação dada pelos três encenadores envolvidos – Rogério de Carvalho (Angola), José Caldas (Brasil) e Cândido Ferreira (Portugal), os estagiários receberam formação nas áreas da dramaturgia, da cenografia, da coreografia e da construção e utilização de máscaras, entre outras. O segundo estágio teve início em 1998, com uma abordagem diferente. Ao longo de dois anos, foram realizados seis workshops – Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, Guiné Bissau e Brasil (2) –, envolvendo mais de 120 jovens actores. Desses estágios foram seleccionados 14 actores – Angola (2),
4
Brasil (2), Cabo Verde (1), Guiné-Bissau (1), Moçambique (1), Portugal (4) e São Tomé e Principe (1) – que se reuniram em Portugal para um estágio final de dois meses. Nesta fase, foi construído o espectáculo “Quem Come Quem”, com dramaturgia do investigador brasileiro Sebastião Milaré e direcção do encenador alemão Stephan Stroux. O espectáculo estreou em Coimbra em Julho de 2000 e foi apresentado em Braga e no Porto. Em 2003, no âmbito do projecto “Coimbra, Capital Nacional da Cultura”, foi possível organizar o terceiro
EIA, em co-produção com a companhia de teatro profissional A Escola da Noite, sediada nesta cidade. Desta vez, sete actores oriundos de cinco países lusófonos – Angola, Brasil (3), Cabo Verde, Guiné-Bissau
e São Tomé and Principe – juntaram-se ao elenco de uma companhia de teatro para criarem o
espectáculo “O Horácio”, de Heiner Muller, sob a direcção do encenador e professor de teatro francês Pierre Voltz. O espectáculo estreou em Coimbra e foi integrado no programa da VI edição do festival “Estação”, em Dezembro de 2003. Isto permitiu que fosse visto e discutido pelos vários membros da comunidade artística lusófona presente em Coimbra nesses dias. Antes do fim do estágio, o espectáculo efectuou ainda mais duas apresentações na cidade de Aveiro, a convite do Teatro Aveirense. Entre os testemunhos dos jovens actores que participaram nestes estágios, que confirmam o seu sucesso, destaca-se os seguintes:
“Espero que este esforço de juntar regularmente pessoas de diferentes culturas, onde cada um ensina e aprende, possa ter continuidade”
Amélia da Silva, Guiné-Bissau
“Falar deste estágio é falar de uma experiência marcante. Um trabalho corajoso de quem organiza e um presente para os artistas que viveram esse processo”
Andrea Pozzi, Brasil
“Sendo um grupo absolutamente sui generis, a fricção gerada pelas nossas diferenças culturais, sociais e ideológicas trouxe a própria ideia de conflito positivo, no sentido de aprender com a diferença, aprender olhando directo no humano”
João Ricardo, Brasil
“O Estágio foi um experiência muito forte e enriquecedora que me ajudou a descortinar incógnitas e a abrir portas deste mundo maravilhoso que é o Teatro. Que a Cena Lusófona tenha muitos anos de vida, para que outros jovens usufruam também deste espaço”
Carla Sequeira, Cabo Verde
Quase 10 anos depois, a Cena Lusófona pretende dar continuidade a este ciclo de estágios, recuperando
o modelo adoptado no segundo EIA: workshops nos diferentes países e a posterior construção de um
espectáculo com um elenco internacional, garantindo à partida a circulação deste espectáculo pelos vários países envolvidos.
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2. Objectivos e resultados esperados
Juntando, como parceiros ou associados, instituições de Portugal, Angola, Brasil, Guiné-Bissau e São Tomé e Principe, o projecto tem como objectivos gerais:
– melhorar as condições para a criação artística em três países ACP de língua portuguesa (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Principe);
– estimular o trabalho em rede entre os diferentes países, bem como as ligações com organizações culturais de outros países de língua portuguesa e outros países africanos;
– reforçar a visibilidade internacional da criação artística dos países ACP envolvidos
Para atingir estes objectivos, os três parceiros assumem como objectivos específicos:
1)
2)
em relação às condições para uma melhor e mais consistente criação teatral nos países ACP:
- melhorar as aptidões técnicas e artísticas individuais dos participantes;
- reforçar as capacidades artísticas, técnicas e organizativas dos agentes culturais;
- estimular e reforçar o papel das organizações de apoio, como os Centros de Intercâmbio Teatral
em relação ao reforço do trabalho em rede e à visibilidade internacional:
- reforçar o circuito internacional de espectáculos entre os países de língua portuguesa, dentro da área ACP, na União Europeia e no Brasil;
- estimular a participação de agentes teatrais dos países ACP de língua portuguesa em festivais internacionais, nomeadamente em Angola, São Tomé e Príncipe e no Brasil
Em função destes objectivos, o projecto espera atingir os seguintes resultados:
|
– |
1 espectáculo profissional com um elenco internacional que inclui actores portugueses, brasileiros |
|
|
e |
dos três países ACP envolvidos; |
|
|
– |
3 exercícios-espectáculo produzidos no final de cada workshop nos três países africanos envolvidos; |
|
|
– |
a |
instalação formal do Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé e Príncipe; |
|
– |
1 documentário vídeo sobre o processo de trabalho, rodado em todos os países envolvidos, incluindo depoimentos dos participantes e das instituições associadas; |
|
|
– |
apresentações internacionais do espectáculo final, numa digressão que inclui São Tomé e Príncipe, Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Angola. |
|
6
3. Os parceiros
Desde Dezembro de 2009, a Cena Lusófona tem promovido o Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio com agentes de vários países de língua portuguesa. Na última edição, que teve lugar em Teresina (Piauí, Brasil), em Novembro de 2010, a formação artística e o reforço das co-produções e digressões internacionais foram destacadas como as principais prioridades. O projecto P-STAGE opera precisamente nestas áreas. A Cena Lusófona convidou três dos seus parceiros regulares (Elinga Teatro em Angola, Acção para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e o Centro de Intercâmbio Teatral em São Tomé e Principe) para elaborar um programa que tem em conta os contextos e as necessidades específicos de cada país, bem como os principais eventos (festivais, por exemplo) que têm lugar em cada um deles. Os parceiros têm entre si uma grande proximidade e têm uma larga experiência de trabalho em conjunto.
Em Angola, o grupo Elinga Teatro é o parceiro óbvio. Com mais de 20 anos de actividade e dirigido pelo encenador e dramaturgo José Mena Abrantes, é o grupo mais importante do país e o mais próximo da profissionalização. É também o mais internacional, com diversas participações em festivais no estrangeiro, em particular nos países lusófonos (incluindo Portugal, Brasil e várias edições do festival “Estação”). Detém um espaço próprio no centro de Luanda que é um dos centros culturais mais importantes da capital angolana, com uma programação regular (teatro, música, dança, exposições) que inclui produções próprias e o acolhimento de outros grupos e artistas. Actores do Elinga, de diferentes gerações, participaram nas anteriores edições dos EIA. Em 2008, quando celebrou o seu 20.º aniversário, organizou o I Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, com participantes de vários países lusófonos. Pretende agora organizar novas edições deste Festival, numa base anual ou bienal, a partir de 2012.
Na Guiné-Bissau, o parceiro é a AD – Acção para o Desenvolvimento – uma ONG fundada em 1991 com um vasto leque de actividades e muita experiência na gestão de fundos internacionais em vários projectos de desenvolvimento no país. Entre as suas iniciativas, os projectos culturais ocupam um lugar especial, com destaque para o “Festival Caminho de Escravos do Cacheu”, o “Festival Cultural Transfronteiriço”, a criação de um estúdio de gravação para música tradicional e étnica, a promoção de grupos de teatro do país como “Os Fidalgos” e a criação de pequenas salas de espectáculo, tanto em áreas urbanas como rurais. Na sua relação com a Cena Lusófona, para além do apoio local a todas as iniciativas que tiveram lugar no país, é particularmente relevante a sua contribuição para o funcionamento do Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau, cujas instalações são cedidas pela AD. À AD cabe, também, a gestão do parque técnico oferecido pela Cena Lusófona ao Auditório do Centro Cultural do Quelele, na capital do país. Legalmente constituído em 2008, o CIT Bissau é ele próprio resultado de uma parceria entre a AD, a Cena Lusófona e o grupo de teatro “Os Fidalgos” – hoje em dia o mais importante grupo da Guiné-Bissau, com várias presenças em iniciativas internacionais, incluindo o festival “Estação”.
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Em São Tomé e Príncipe não há nenhuma companhia profissional. Precisamente por esta razão, a Cena Lusófona tem tentado apoiar, com dois grupos locais (“Os parodiantes da ilha” e o “Cena Só”) a criação de uma pequena organização que – à semelhança do CIT Bissau – possa ajudar a desenvolver o intercâmbio teatral entre São Tomé e os restantes países de língua portuguesa, bem como contribuir para melhorar as condições para a criação artística no país. Os grupos gerem já um acervo bibliográfico e algum equipamento técnico oferecido pela Cena Lusófona, estando neste momento a decorrer conversações com as autoridades locais tendo em vista a instalação e a legalização do Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé. Apenas questões formais (o facto de não ter ainda existência jurídica) impede a sua participação no projecto como “parceiro” oficial, em vez de “associado”.
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4. Plano de trabalhos
Fase 1 – Maio 2012 a Julho 2013 Nos primeiros 15 meses, serão realizados três workshops de um mês nos três países ACP envolvidos – Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Em cada workshop, com 20 a 30 participantes e a duração de um mês, uma equipa constituída por um formador (encenador profissional), um iluminador e o encenador do espectáculo final (na Guiné juntar-se-á ainda o cenógrafo) produzirá um exercício-espectáculo, apresentado no espaço de trabalho do parceiro anfitrião.
O processo de formação, que incluirá técnicas de representação e noções básicas de dramaturgia, encenação, cenografia, iluminação e figurinos, terá como base a utilização de peças de teatro ou textos literários de autores de língua portuguesa. Cada um destes workshops servirá igualmente para fazer a selecção dos dois actores de cada país que integrarão o estágio final. Tendo em conta o maior número de potenciais interessados
e a dimensão do país, no caso de Angola serão seleccionados três actores.
Fase 2 – Agosto a Outubro 2013
Nos três meses seguintes, os sete actores seleccionados juntar-se-ão a quatro actores portugueses
e a dois actores brasileiros para integrar o elenco de uma co-produção profissional. O primeiro
mês deste estágio final terá lugar em São Tomé e Príncipe, no âmbito do Festival Gravana (Agosto de 2013). Depois disso, o grupo instalar-se-á em Portugal para a preparação final do espectáculo, que será apresentado em Coimbra, em Braga e noutras cidades portuguesas.
Fase 3 – Novembro 2013 a Maio 2014
A terceira e última fase levará o grupo de actores e o espectáculo produzido ao Brasil, à Guiné-
Bissau e a Angola, no âmbito de uma digressão inter-continental. No Brasil serão visitados, no mínimo, dois Estados – a Bahia, onde está sediado o Bando de Teatro Olodum, associado oficial do projecto e de onde provêm os dois actores brasileiros que integram o elenco; e São Paulo, no âmbito do Circuito de Teatro em Português, organizado pelo Grupo Dragão7 e pela Cooperativa Cultural Brasileira. Em Maio de 2014, o grupo reencontrar-se-á na Guiné-Bissau para uma nova fase de ensaios e para apresentar o espectáculo final, partindo logo depois para Angola. Dois anos depois do início do projecto, a comitiva lusófona entretanto alargada regressa ao “ponto de partida”, novamente no âmbito do Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda. Todo o processo será gravado em vídeo e será produzido um documentário sobre a formação e a construção dos espectáculos.
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5. Calendário (resumo)
Maio
Novembro
Julho
Agosto
Setembro / Outubro
Novembro
Maio
2012
– lançamento do projecto
– workshop e exercício-espectáculo em Angola (no âmbito do Festival de Teatro e Artes de Luanda)
– workshop e exercício-espectáculo na Guiné-Bissau
2013
– workshop e exercício-espectáculo em São Tomé e Príncipe
– estágio final em São Tomé e Príncipe (no âmbito do Festival Gravana)
– estágio final em Portugal
– estreia da co-produção internacional e digressão em Portugal
– digressão no Brasil (Bahia e São Paulo)
2014
– digressão à Guiné-Bissau
– digressão a Angola (no âmbito do Festival de Teatro e Artes de Luanda)
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6. Factores específicos e mais-valias do projecto
6.1. Factores específicos
Na calendarização das actividades foram tidos em conta os seguintes aspectos:
– o calendário do Festival de Teatro e Artes de Luanda (Maio), organizado pelo parceiro Elinga Teatro, no âmbito do qual terá lugar o primeiro workshop e o arranque oficial do projecto (em 2012), bem como a apresentação da co-produção internacional (em 2014);
– o calendário do Festival Gravana (entre Julho e Agosto), uma iniciativa do Governo de São Tomé e Príncipe, com o qual a Cena Lusóna volta a colaborar em 2013, cerca de dez anos depois da “Estação” são-tomense. Desta feita, o projecto oferece uma ambiciosa acção de formação, que inclui até a primeira fase da montagem da co-produção internacional, com actores e outros criativos de mais quatro países lusófonos;
– o calendário do Circuito de Teatro em Português de São Paulo, Brasil (Novembro). Trata-se de um dos mais importantes eventos mundiais do teatro lusófono e confirmou já o seu interesse em acolher esta co-produção internacional em 2013.
Estas três ligações garantem, entre outras, que o projecto não ficará a funcionar em “circuito-fechado” e não se restringe aos seus participantes. Pelo contrário, ele trabalha em articulação com iniciativas já existentes e enraizadas, com todos os benefícios que daí advêm em termos de visibilidade pública, do estabelecimento de contactos com agentes e organizações culturais de outros países lusófonos, africanos e sul-americanos (companhias, produtores, programadores, entre outros).
6.2. Principais mais-valias
O P-STAGE é um projecto singular, concebido e desenvolvido por agentes não governamentais com uma larga experiência no terreno que contribuirá para:
– melhorar as condições para a criação artística nos países africanos de língua portuguesa;
– incentivar o profissionalismo na criação teatral e na gestão cultural nos países africanos de língua portuguesa;
– difundir e internacionalizar a riqueza e a diversidade cultural existente entre os países participantes;
– melhorar o acesso dos bens e serviços culturais dos países africanos de língua portuguesa aos mercados locais, regionais e internacionais;
– reforçar as capacidades humanas e técnicas dos agentes culturais nos países africanos de língua portuguesas;
– estimular o trabalho em parceria dentro de cada país (entre agentes não governamentais e entre estes e as instituições oficiais) e o intercâmbio internacional entre os países de língua portuguesa
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7. Orçamento
O projecto prevê um orçamento global de € 622.530 (seiscentos e vinte e dois mil quinhentos e trinta euros), assim distribuídos:
|
Quadro 1. P-STAGE: Orçamento, global e por ano (Euros) |
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|
2012 |
2013 |
2014 |
TOTAL |
|
|
DESPESAS |
127.916 |
289.772 |
204.842 |
622.530 |
|
1. custos gerais |
65.516 |
56.447 |
54.342 |
176.305 |
|
recursos humanos |
28.136 |
29.112 |
19.732 |
76.980 |
|
viagens |
13.125 |
5.825 |
6.625 |
25.575 |
|
equipamento |
9.500 |
6.000 |
1.500 |
17.000 |
|
despesas locais |
4.455 |
4.860 |
2.835 |
12.150 |
|
outros custos e serviços |
2.800 |
2.650 |
4.150 |
9.600 |
|
provisão para contingências |
15.000 |
15.000 |
||
|
custos administrativos |
7.500 |
8.000 |
4.500 |
20.000 |
|
2. workshop Angola |
34.850 |
34.850 |
||
|
recursos humanos |
4.250 |
4.250 |
||
|
logística |
29.600 |
29.600 |
||
|
outros |
1.000 |
1.000 |
||
|
3. workshop Guiné-Bissau |
26.550 |
26.550 |
||
|
recursos humanos |
4.550 |
4.550 |
||
|
logística |
21.000 |
21.000 |
||
|
outros |
1.000 |
1.000 |
||
|
4. workshop São Tomé |
18.000 |
18.000 |
||
|
recursos humanos |
3.750 |
3.750 |
||
|
logística |
13.250 |
13.250 |
||
|
outros |
1.000 |
1.000 |
||
|
5. Estágio final (São Tomé e Príncipe) |
73.875 |
73.875 |
||
|
recursos humanos |
9.400 |
9.400 |
||
|
logística |
63.975 |
63.975 |
||
|
outros |
500 |
500 |
||
|
6. Estágio Final (Portugal) |
1.000 |
141.450 |
2.500 |
144.950 |
|
recursos humanos |
38.300 |
38.300 |
||
|
logística |
86.150 |
86.150 |
||
|
outros |
1.000 |
6.500 |
2.500 |
10.000 |
|
7. Digressão Internacional (Guiné-Bissau) |
85.275 |
85.275 |
||
|
recursos humanos |
6.675 |
6.675 |
||
|
logística |
78.600 |
78.600 |
||
|
8. Digressão Internacional (Angola) |
62.725 |
62.725 |
||
|
recursos humanos |
2.225 |
2.225 |
||
|
logística |
60.500 |
60.500 |
||
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O financiamento obtido no concurso garante o financiamento de 80%, cabendo ao líder e aos parceiros encontrar o co-financiamento necessário, no montante aproximado de 125 mil Euros.
Quadro 2. P-STAGE: Origem do financiamento (Euros e %)
|
Euros |
% |
||
|
RECEITAS |
622.530 |
100 % |
|
|
Financiamento Fundo Europeu Desenvolvimento |
498.000 |
80 |
% |
|
Co-financiamento (parceiros, associados, patrocinadores) |
124.530 |
20 |
% |
13
8. JUNTE-SE A NÓS!
O P-STAGE recebe do Fundo Europeu de Desenvolvimento o valor máximo previsto no regulamento do concurso a que foi apresentado, o que atesta bem a qualidade do projecto e o reconhecimento do seu potencial. Ainda assim, e também de acordo com esse regulamento, o financiamento atribuído não pode representar mais do que 80% do total de custos elegíveis. Cabe à Cena Lusófona, enquanto líder do projecto, e aos restantes parceiros e associados obterem o restante financiamento, indispensável para a concretização dos objectivos a que se propuseram.
Trata-se portanto de uma excelente oportunidade para que outras instituições dos países envolvidos (públicas e privadas) se juntem a nós como associados e/ou patrocinadores.
Os benefícios, a acertar em cada caso concreto em função das disponibilidades e dos interesses de cada instituição, incluem:
|
– |
associação do nome da instituição / marca a um projecto de reconhecido interesse cultural e que contribui para o desenvolvimento dos países africanos de língua portuguesa; a |
|
– |
a divulgação do nome da instituição / marca num enorme universo geográfico e populacional, |
|
distribuído por cinco países e três continentes (Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Portugal e São Tomé |
|
|
e Príncipe); |
|
|
– |
a divulgação do nome da instituição / marca nas áreas de influência da União Europeia e do |
|
Secretariado dos Países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), entidades financiadoras do prestigiado programa ACP Cultures; |
|
|
– |
a possibilidade de associar iniciativas de carácter promocional / comercial a algumas das |
|
actividades do projecto, nos vários países que acolhem actividades; |
|
|
– |
a possibilidade de ficar ligada aos efeitos do projecto de uma forma duradoura, nomeadamente |
|
através dos materiais documentais que vão ser produzidos (nomeadamente o documentário vídeo, mas também os materiais de divulgação dos espectáculos – cartazes, programas, flyers, etc.); |
|
|
– |
possibilidade de, de acordo com a lei vigente em cada um dos países, usufruir dos benefícios fiscais associados ao investimento privado na cultura. a |
CONTACTOS Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral Pedro Rodrigues, gestor de projecto Rua António José de Almeida, 2 – 2.º 3000-040 COIMBRA telefone: 239 836 679 / 925 413 032 cenalusofona@gmail.com www.cenalusofona.pt / www.cenalusofona.pt/cenaberta
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9. Anexos
15
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