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Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral P-STAGE Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies IV Estágio

Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral

P-STAGE Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies

IV Estágio Internacional de Actores Lusófonos

Portugal – Angola – Guiné-Bissau – São Tomé e Príncipe – Brasil

2012 – 2014

DOSSIÊ DE APRESENTAÇÃO

projecto financiado no âmbito do:

ACP-EU Support Programme to ACP Cultural Sectors (ACPCultures II + ACPFilms II) Contracting Authority: The Secretariat of the African, Caribbean and Pacific Group of States (ACP Secretariat) 10th European Development Fund Reference: EuropeAid/130966/D/ACT/ACPTPS

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P-STAGE: Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies [IV Estágio Internacional de Actores Lusófonos]

Líder

Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral (Portugal)

Parceiros

Elinga Teatro (Angola)

AD – Acção para o Desenvolvimento (Guiné-Bissau)

Associados

Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé (São Tomé e Príncipe)

Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau (Guiné-Bissau)

A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra (Portugal)

Companhia de Teatro de Braga (Portugal)

Theatro Circo (Braga, Portugal)

Sol Movimento de Cena / Bando de Teatro Olodum (Salvador, Bahia – Brasil)

Circuito de Teatro em Português de São Paulo (Brasil)

Objectivos

- melhorar as condições para a criação artística em três países ACP de língua oficial portuguesa (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe);

- reforçar as competências dos actores lusófonos e as capacidades culturais e organizacionais dos seus grupos e companhias;

- consolidar o intercâmbio teatral entre os países de língua portuguesa

Beneficiários directos

jovens actores, que receberão formação artística e técnica e integrarão uma co-produção internacional, criada em condições profissionais

Outros beneficiários

restantes membros dos grupos de teatro envolvidos, animadores culturais, públicos locais, população em geral

Resultados previstos

um espectáculo de teatro, criado em condições profissionais, com actores portugueses, brasileiros, angolanos, guineenses e são-tomenses;

apresentações internacionais, numa digressão por cinco países e três continentes (Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau);

três workshops de teatro, com um mês de duração, dirigidos por encenadores profissionais (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe);

três exercícios-espectáculo apresentados no final de cada um destes workshops;

quatro workshops de iluminação teatral, em paralelo com os workshops de teatro e com a construção do espectáculo final;

consolidação dos Centros de Intercâmbio Teatral (CIT) em Bissau e em São Tomé;

um documentário vídeo sobre o processo de trabalho

Calendário

Maio de 2012 a Maio de 2014

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sumário

1. A Cena Lusófona e os Estágios Internacionais de Actores (EIA)

2. Objectivos e resultados esperados

3. Os parceiros

4. Calendário e plano de trabalhos

5. Calendário (resumo)

6. Factores específicos e mais-valias do projecto

7. Orçamento

8. JUNTE-SE A NÓS!

9. Anexo

9.1. Carta de aprovação do projecto

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1. A Cena Lusófona e os Estágios Internacionais de Actores (EIA)

A Cena Lusófona iniciou as suas actividades em 1995. Cerca de 40 pessoas – encenadores, actores, cenógrafos, técnicos, antropólogos e arquitectos – criaram e têm desenvolvido uma organização exclusivamente dedicada ao intercâmbio teatral entre os países de língua portuguesa. Tem a sua sede em Coimbra, Portugal. Entre o trabalho realizado, destaca-se, entre outras actividades:

espectáculos internacionais co-produzidos por parceiros de dois ou mais países lusófonos;

um festival rotativo chamado “Estação”, que já teve lugar em Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe;

o inventário de espaços cénicos nos países africanos de língua portuguesa;

a criação de um Centro de Documentação e Informação (CDI), que recolhe e divulga informação acerca do teatro nos países lusófonos;

um conjunto de publicações, que inclui uma colecção de dramaturgia de língua portuguesa, uma revista especializada (setepalcos) e o jornal cenaberta (em papel e online);

diversas acções de formação nos vários domínios do fazer teatral (interpretação, dramaturgia, técnica de palco, documentação)

Os Estágios Internacionais de Actores (EIA) são uma parte deste conceito abrangente de intercâmbio e formação. A Cena Lusófona já organizou três edições: em 1997/98, em 1998/2000 e em 2003. Juntando num mesmo processo de trabalho jovens actores dos diferentes países de língua portuguesa, eles oferecem uma excelente oportunidade de formação artística, que é simultaneamente um teste à capacidade de compreensão humana e artística entre pessoas de diferentes culturas. Os estágios são uma experiência única de encontro entre jovens de diferentes latitudes e facilitam futuras ligações e projectos de parceria entre indivíduos e instituições dos diferentes países. Os três estágios tiveram diferentes formas e durações, de acordo com os contextos em que foram organizados e com as parcerias estabelecidas em cada momento. O primeiro EIA teve lugar em Coimbra e em Lisboa, ao longo de um período de 11 meses, em 1997/98. Envolveu 15 actores de oito países lusófonos: Angola (2), Brasil (2), Cabo Verde (2), Guiné-Bissau (2), Moçambique (2), Portugal (2), São Tomé e Príncipe (1) e Timor-Leste (2). O programa de formação foi dividido em três fases: as duas primeiras resultaram em dois espectáculos diferentes - “A fronteira” e “O beijo no asfalto”; a terceira resultou no espectáculo de rua “Olharapos”, integrado no programa da Expo'98, em Lisboa. Para além da formação dada pelos três encenadores envolvidos – Rogério de Carvalho (Angola), José Caldas (Brasil) e Cândido Ferreira (Portugal), os estagiários receberam formação nas áreas da dramaturgia, da cenografia, da coreografia e da construção e utilização de máscaras, entre outras. O segundo estágio teve início em 1998, com uma abordagem diferente. Ao longo de dois anos, foram realizados seis workshops – Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, Guiné Bissau e Brasil (2) –, envolvendo mais de 120 jovens actores. Desses estágios foram seleccionados 14 actores – Angola (2),

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Brasil (2), Cabo Verde (1), Guiné-Bissau (1), Moçambique (1), Portugal (4) e São Tomé e Principe (1) – que se reuniram em Portugal para um estágio final de dois meses. Nesta fase, foi construído o espectáculo “Quem Come Quem”, com dramaturgia do investigador brasileiro Sebastião Milaré e direcção do encenador alemão Stephan Stroux. O espectáculo estreou em Coimbra em Julho de 2000 e foi apresentado em Braga e no Porto. Em 2003, no âmbito do projecto “Coimbra, Capital Nacional da Cultura”, foi possível organizar o terceiro

EIA, em co-produção com a companhia de teatro profissional A Escola da Noite, sediada nesta cidade. Desta vez, sete actores oriundos de cinco países lusófonos – Angola, Brasil (3), Cabo Verde, Guiné-Bissau

e São Tomé and Principe – juntaram-se ao elenco de uma companhia de teatro para criarem o

espectáculo “O Horácio”, de Heiner Muller, sob a direcção do encenador e professor de teatro francês Pierre Voltz. O espectáculo estreou em Coimbra e foi integrado no programa da VI edição do festival “Estação”, em Dezembro de 2003. Isto permitiu que fosse visto e discutido pelos vários membros da comunidade artística lusófona presente em Coimbra nesses dias. Antes do fim do estágio, o espectáculo efectuou ainda mais duas apresentações na cidade de Aveiro, a convite do Teatro Aveirense. Entre os testemunhos dos jovens actores que participaram nestes estágios, que confirmam o seu sucesso, destaca-se os seguintes:

“Espero que este esforço de juntar regularmente pessoas de diferentes culturas, onde cada um ensina e aprende, possa ter continuidade”

Amélia da Silva, Guiné-Bissau

“Falar deste estágio é falar de uma experiência marcante. Um trabalho corajoso de quem organiza e um presente para os artistas que viveram esse processo”

Andrea Pozzi, Brasil

“Sendo um grupo absolutamente sui generis, a fricção gerada pelas nossas diferenças culturais, sociais e ideológicas trouxe a própria ideia de conflito positivo, no sentido de aprender com a diferença, aprender olhando directo no humano”

João Ricardo, Brasil

“O Estágio foi um experiência muito forte e enriquecedora que me ajudou a descortinar incógnitas e a abrir portas deste mundo maravilhoso que é o Teatro. Que a Cena Lusófona tenha muitos anos de vida, para que outros jovens usufruam também deste espaço”

Carla Sequeira, Cabo Verde

Quase 10 anos depois, a Cena Lusófona pretende dar continuidade a este ciclo de estágios, recuperando

o modelo adoptado no segundo EIA: workshops nos diferentes países e a posterior construção de um

espectáculo com um elenco internacional, garantindo à partida a circulação deste espectáculo pelos vários países envolvidos.

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2. Objectivos e resultados esperados

Juntando, como parceiros ou associados, instituições de Portugal, Angola, Brasil, Guiné-Bissau e São Tomé e Principe, o projecto tem como objectivos gerais:

melhorar as condições para a criação artística em três países ACP de língua portuguesa (Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Principe);

estimular o trabalho em rede entre os diferentes países, bem como as ligações com organizações culturais de outros países de língua portuguesa e outros países africanos;

reforçar a visibilidade internacional da criação artística dos países ACP envolvidos

Para atingir estes objectivos, os três parceiros assumem como objectivos específicos:

1)

2)

em relação às condições para uma melhor e mais consistente criação teatral nos países ACP:

- melhorar as aptidões técnicas e artísticas individuais dos participantes;

- reforçar as capacidades artísticas, técnicas e organizativas dos agentes culturais;

- estimular e reforçar o papel das organizações de apoio, como os Centros de Intercâmbio Teatral

em relação ao reforço do trabalho em rede e à visibilidade internacional:

- reforçar o circuito internacional de espectáculos entre os países de língua portuguesa, dentro da área ACP, na União Europeia e no Brasil;

- estimular a participação de agentes teatrais dos países ACP de língua portuguesa em festivais internacionais, nomeadamente em Angola, São Tomé e Príncipe e no Brasil

Em função destes objectivos, o projecto espera atingir os seguintes resultados:

1 espectáculo profissional com um elenco internacional que inclui actores portugueses, brasileiros

e

dos três países ACP envolvidos;

3 exercícios-espectáculo produzidos no final de cada workshop nos três países africanos envolvidos;

a

instalação formal do Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé e Príncipe;

1 documentário vídeo sobre o processo de trabalho, rodado em todos os países envolvidos, incluindo depoimentos dos participantes e das instituições associadas;

apresentações internacionais do espectáculo final, numa digressão que inclui São Tomé e Príncipe, Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Angola.

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3. Os parceiros

Desde Dezembro de 2009, a Cena Lusófona tem promovido o Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio com agentes de vários países de língua portuguesa. Na última edição, que teve lugar em Teresina (Piauí, Brasil), em Novembro de 2010, a formação artística e o reforço das co-produções e digressões internacionais foram destacadas como as principais prioridades. O projecto P-STAGE opera precisamente nestas áreas. A Cena Lusófona convidou três dos seus parceiros regulares (Elinga Teatro em Angola, Acção para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e o Centro de Intercâmbio Teatral em São Tomé e Principe) para elaborar um programa que tem em conta os contextos e as necessidades específicos de cada país, bem como os principais eventos (festivais, por exemplo) que têm lugar em cada um deles. Os parceiros têm entre si uma grande proximidade e têm uma larga experiência de trabalho em conjunto.

Em Angola, o grupo Elinga Teatro é o parceiro óbvio. Com mais de 20 anos de actividade e dirigido pelo encenador e dramaturgo José Mena Abrantes, é o grupo mais importante do país e o mais próximo da profissionalização. É também o mais internacional, com diversas participações em festivais no estrangeiro, em particular nos países lusófonos (incluindo Portugal, Brasil e várias edições do festival “Estação”). Detém um espaço próprio no centro de Luanda que é um dos centros culturais mais importantes da capital angolana, com uma programação regular (teatro, música, dança, exposições) que inclui produções próprias e o acolhimento de outros grupos e artistas. Actores do Elinga, de diferentes gerações, participaram nas anteriores edições dos EIA. Em 2008, quando celebrou o seu 20.º aniversário, organizou o I Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, com participantes de vários países lusófonos. Pretende agora organizar novas edições deste Festival, numa base anual ou bienal, a partir de 2012.

Na Guiné-Bissau, o parceiro é a AD – Acção para o Desenvolvimento – uma ONG fundada em 1991 com um vasto leque de actividades e muita experiência na gestão de fundos internacionais em vários projectos de desenvolvimento no país. Entre as suas iniciativas, os projectos culturais ocupam um lugar especial, com destaque para o “Festival Caminho de Escravos do Cacheu”, o “Festival Cultural Transfronteiriço”, a criação de um estúdio de gravação para música tradicional e étnica, a promoção de grupos de teatro do país como “Os Fidalgos” e a criação de pequenas salas de espectáculo, tanto em áreas urbanas como rurais. Na sua relação com a Cena Lusófona, para além do apoio local a todas as iniciativas que tiveram lugar no país, é particularmente relevante a sua contribuição para o funcionamento do Centro de Intercâmbio Teatral de Bissau, cujas instalações são cedidas pela AD. À AD cabe, também, a gestão do parque técnico oferecido pela Cena Lusófona ao Auditório do Centro Cultural do Quelele, na capital do país. Legalmente constituído em 2008, o CIT Bissau é ele próprio resultado de uma parceria entre a AD, a Cena Lusófona e o grupo de teatro “Os Fidalgos” – hoje em dia o mais importante grupo da Guiné-Bissau, com várias presenças em iniciativas internacionais, incluindo o festival “Estação”.

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Em São Tomé e Príncipe não há nenhuma companhia profissional. Precisamente por esta razão, a Cena Lusófona tem tentado apoiar, com dois grupos locais (“Os parodiantes da ilha” e o “Cena Só”) a criação de uma pequena organização que – à semelhança do CIT Bissau – possa ajudar a desenvolver o intercâmbio teatral entre São Tomé e os restantes países de língua portuguesa, bem como contribuir para melhorar as condições para a criação artística no país. Os grupos gerem já um acervo bibliográfico e algum equipamento técnico oferecido pela Cena Lusófona, estando neste momento a decorrer conversações com as autoridades locais tendo em vista a instalação e a legalização do Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé. Apenas questões formais (o facto de não ter ainda existência jurídica) impede a sua participação no projecto como “parceiro” oficial, em vez de “associado”.

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4. Plano de trabalhos

Fase 1 – Maio 2012 a Julho 2013 Nos primeiros 15 meses, serão realizados três workshops de um mês nos três países ACP envolvidos – Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Em cada workshop, com 20 a 30 participantes e a duração de um mês, uma equipa constituída por um formador (encenador profissional), um iluminador e o encenador do espectáculo final (na Guiné juntar-se-á ainda o cenógrafo) produzirá um exercício-espectáculo, apresentado no espaço de trabalho do parceiro anfitrião.

O processo de formação, que incluirá técnicas de representação e noções básicas de dramaturgia, encenação, cenografia, iluminação e figurinos, terá como base a utilização de peças de teatro ou textos literários de autores de língua portuguesa. Cada um destes workshops servirá igualmente para fazer a selecção dos dois actores de cada país que integrarão o estágio final. Tendo em conta o maior número de potenciais interessados

e a dimensão do país, no caso de Angola serão seleccionados três actores.

Fase 2 – Agosto a Outubro 2013

Nos três meses seguintes, os sete actores seleccionados juntar-se-ão a quatro actores portugueses

e a dois actores brasileiros para integrar o elenco de uma co-produção profissional. O primeiro

mês deste estágio final terá lugar em São Tomé e Príncipe, no âmbito do Festival Gravana (Agosto de 2013). Depois disso, o grupo instalar-se-á em Portugal para a preparação final do espectáculo, que será apresentado em Coimbra, em Braga e noutras cidades portuguesas.

Fase 3 – Novembro 2013 a Maio 2014

A terceira e última fase levará o grupo de actores e o espectáculo produzido ao Brasil, à Guiné-

Bissau e a Angola, no âmbito de uma digressão inter-continental. No Brasil serão visitados, no mínimo, dois Estados – a Bahia, onde está sediado o Bando de Teatro Olodum, associado oficial do projecto e de onde provêm os dois actores brasileiros que integram o elenco; e São Paulo, no âmbito do Circuito de Teatro em Português, organizado pelo Grupo Dragão7 e pela Cooperativa Cultural Brasileira. Em Maio de 2014, o grupo reencontrar-se-á na Guiné-Bissau para uma nova fase de ensaios e para apresentar o espectáculo final, partindo logo depois para Angola. Dois anos depois do início do projecto, a comitiva lusófona entretanto alargada regressa ao “ponto de partida”, novamente no âmbito do Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda. Todo o processo será gravado em vídeo e será produzido um documentário sobre a formação e a construção dos espectáculos.

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5. Calendário (resumo)

Maio

Novembro

Julho

Agosto

Setembro / Outubro

Novembro

Maio

2012

– lançamento do projecto

– workshop e exercício-espectáculo em Angola (no âmbito do Festival de Teatro e Artes de Luanda)

– workshop e exercício-espectáculo na Guiné-Bissau

2013

– workshop e exercício-espectáculo em São Tomé e Príncipe

– estágio final em São Tomé e Príncipe (no âmbito do Festival Gravana)

– estágio final em Portugal

– estreia da co-produção internacional e digressão em Portugal

– digressão no Brasil (Bahia e São Paulo)

2014

– digressão à Guiné-Bissau

– digressão a Angola (no âmbito do Festival de Teatro e Artes de Luanda)

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6. Factores específicos e mais-valias do projecto

6.1. Factores específicos

Na calendarização das actividades foram tidos em conta os seguintes aspectos:

o calendário do Festival de Teatro e Artes de Luanda (Maio), organizado pelo parceiro Elinga Teatro, no âmbito do qual terá lugar o primeiro workshop e o arranque oficial do projecto (em 2012), bem como a apresentação da co-produção internacional (em 2014);

o calendário do Festival Gravana (entre Julho e Agosto), uma iniciativa do Governo de São Tomé e Príncipe, com o qual a Cena Lusóna volta a colaborar em 2013, cerca de dez anos depois da “Estação” são-tomense. Desta feita, o projecto oferece uma ambiciosa acção de formação, que inclui até a primeira fase da montagem da co-produção internacional, com actores e outros criativos de mais quatro países lusófonos;

o calendário do Circuito de Teatro em Português de São Paulo, Brasil (Novembro). Trata-se de um dos mais importantes eventos mundiais do teatro lusófono e confirmou já o seu interesse em acolher esta co-produção internacional em 2013.

Estas três ligações garantem, entre outras, que o projecto não ficará a funcionar em “circuito-fechado” e não se restringe aos seus participantes. Pelo contrário, ele trabalha em articulação com iniciativas já existentes e enraizadas, com todos os benefícios que daí advêm em termos de visibilidade pública, do estabelecimento de contactos com agentes e organizações culturais de outros países lusófonos, africanos e sul-americanos (companhias, produtores, programadores, entre outros).

6.2. Principais mais-valias

O P-STAGE é um projecto singular, concebido e desenvolvido por agentes não governamentais com uma larga experiência no terreno que contribuirá para:

melhorar as condições para a criação artística nos países africanos de língua portuguesa;

incentivar o profissionalismo na criação teatral e na gestão cultural nos países africanos de língua portuguesa;

difundir e internacionalizar a riqueza e a diversidade cultural existente entre os países participantes;

melhorar o acesso dos bens e serviços culturais dos países africanos de língua portuguesa aos mercados locais, regionais e internacionais;

reforçar as capacidades humanas e técnicas dos agentes culturais nos países africanos de língua portuguesas;

estimular o trabalho em parceria dentro de cada país (entre agentes não governamentais e entre estes e as instituições oficiais) e o intercâmbio internacional entre os países de língua portuguesa

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7. Orçamento

O projecto prevê um orçamento global de € 622.530 (seiscentos e vinte e dois mil quinhentos e trinta euros), assim distribuídos:

Quadro 1. P-STAGE: Orçamento, global e por ano (Euros)

 
 

2012

2013

2014

TOTAL

DESPESAS

127.916

289.772

204.842

622.530

1. custos gerais

65.516

56.447

54.342

176.305

recursos humanos

28.136

29.112

19.732

76.980

viagens

13.125

5.825

6.625

25.575

equipamento

9.500

6.000

1.500

17.000

despesas locais

4.455

4.860

2.835

12.150

outros custos e serviços

2.800

2.650

4.150

9.600

provisão para contingências

   

15.000

15.000

custos administrativos

7.500

8.000

4.500

20.000

2. workshop Angola

34.850

   

34.850

recursos humanos

4.250

   

4.250

logística

29.600

   

29.600

outros

1.000

   

1.000

3. workshop Guiné-Bissau

26.550

   

26.550

recursos humanos

4.550

   

4.550

logística

21.000

   

21.000

outros

1.000

   

1.000

4. workshop São Tomé

 

18.000

 

18.000

recursos humanos

 

3.750

 

3.750

logística

 

13.250

 

13.250

outros

 

1.000

 

1.000

5. Estágio final (São Tomé e Príncipe)

 

73.875

 

73.875

recursos humanos

 

9.400

 

9.400

logística

 

63.975

 

63.975

outros

 

500

 

500

6. Estágio Final (Portugal)

1.000

141.450

2.500

144.950

recursos humanos

 

38.300

 

38.300

logística

 

86.150

 

86.150

outros

1.000

6.500

2.500

10.000

7. Digressão Internacional (Guiné-Bissau)

   

85.275

85.275

recursos humanos

   

6.675

6.675

logística

   

78.600

78.600

8. Digressão Internacional (Angola)

   

62.725

62.725

recursos humanos

   

2.225

2.225

logística

   

60.500

60.500

12

O financiamento obtido no concurso garante o financiamento de 80%, cabendo ao líder e aos parceiros encontrar o co-financiamento necessário, no montante aproximado de 125 mil Euros.

Quadro 2. P-STAGE: Origem do financiamento (Euros e %)

 

Euros

%

RECEITAS

622.530

100 %

Financiamento Fundo Europeu Desenvolvimento

498.000

80

%

Co-financiamento (parceiros, associados, patrocinadores)

124.530

20

%

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8. JUNTE-SE A NÓS!

O P-STAGE recebe do Fundo Europeu de Desenvolvimento o valor máximo previsto no regulamento do concurso a que foi apresentado, o que atesta bem a qualidade do projecto e o reconhecimento do seu potencial. Ainda assim, e também de acordo com esse regulamento, o financiamento atribuído não pode representar mais do que 80% do total de custos elegíveis. Cabe à Cena Lusófona, enquanto líder do projecto, e aos restantes parceiros e associados obterem o restante financiamento, indispensável para a concretização dos objectivos a que se propuseram.

Trata-se portanto de uma excelente oportunidade para que outras instituições dos países envolvidos (públicas e privadas) se juntem a nós como associados e/ou patrocinadores.

Os benefícios, a acertar em cada caso concreto em função das disponibilidades e dos interesses de cada instituição, incluem:

associação do nome da instituição / marca a um projecto de reconhecido interesse cultural e que contribui para o desenvolvimento dos países africanos de língua portuguesa;

a

a

divulgação do nome da instituição / marca num enorme universo geográfico e populacional,

distribuído por cinco países e três continentes (Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Portugal e São Tomé

e Príncipe);

a divulgação do nome da instituição / marca nas áreas de influência da União Europeia e do

Secretariado dos Países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), entidades financiadoras do prestigiado programa ACP Cultures;

a

possibilidade de associar iniciativas de carácter promocional / comercial a algumas das

actividades do projecto, nos vários países que acolhem actividades;

a

possibilidade de ficar ligada aos efeitos do projecto de uma forma duradoura, nomeadamente

através dos materiais documentais que vão ser produzidos (nomeadamente o documentário vídeo, mas também os materiais de divulgação dos espectáculos – cartazes, programas, flyers, etc.);

possibilidade de, de acordo com a lei vigente em cada um dos países, usufruir dos benefícios fiscais associados ao investimento privado na cultura.

a

CONTACTOS Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral Pedro Rodrigues, gestor de projecto Rua António José de Almeida, 2 – 2.º 3000-040 COIMBRA telefone: 239 836 679 / 925 413 032 cenalusofona@gmail.com www.cenalusofona.pt / www.cenalusofona.pt/cenaberta

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9. Anexos