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LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL Introdução Nos termos da Constituição Federal, em seu art.

2º “A República Federativa do Brasil formada pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito (...)”. Assim, a Constituição Federal traz de forma expressa a forma de Estado que é adotada pelo Brasil, qual seja, forma Federativa. Quando nos referimos ao Brasil, o chamamos popularmente de país. Todavia, o termo país significa somente a parte territorial do Brasil, é um conceito bem restrito. O termo jurídico correto é Estado, portanto, o Brasil juridicamente falando, é um Estado Soberano. Estado é a sociedade politicamente e juridicamente organizada (por que regida por regras, normas, leis), sobre um determinado território e sob a autoridade de um governo soberano. O Brasil é considerado um Estado Federado. Em um Estado Federado, o poder é compartilhado entre vários entes: a União e Estados-membros (ou províncias, cantões, a terminologia varia). Cada um é dotado de competências próprias e gozam de autonomia em relação aos outros, sendo que a intervenção do ente central (União) nos Estados-membros só pode ocorrer em situações especiais, desde que permitido pela Constituição. É o caso do Brasil atual. Assim, a República Federativa do Brasil é um Estado cuja forma é a federativa que se caracteriza, como visto, pela união de Estados-membros, dotados de autonomia política. Os entes federados são a União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Como já dito a característica de uma federação é que seus entes federados gozam de autonomia política. Ter autonomia política significa ser detentor de uma tríplice capacidade, qual seja: - capacidade de auto-organização e legislação: poder de criar sua própria Constituição e seu ordenamento jurídico peculiar (suas próprias leis); - capacidade de auto-governo: capacidade que o ente federativo tem de possuir seus próprios governantes eleitos pela comunidade; -capacidade de auto-administração: capacidade que o ente federativo tem de ter uma estrutura administrativa própria e serviços públicos de sua competência a serem desempenhados. Logo, nos termos do art. 32 da Constituição Federal, o Distrito Federal é um ente federativo autônomo, eis que possui as três capacidades listadas acima. O Distrito Federal é considerado um ente federativo atípico, anômalo, diferente em relação aos demais, eis que não se enquadra nem como um Estado e nem como município, todavia, ora possui características de um Estado, ora de Município e em alguns casos possui características que não existem nem em Estados e nem em Municípios. Um das grandes características que tornam o Distrito Federal ente atípico é o fato de que a ele não compete organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, as Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Tais competências são da União Federal. Logo, a organização das carreiras citadas não fica a cargo do Distrito Federal, bem como a remuneração do servidores e demais despesas do órgãos citados. A competência para tais atos é da União Federal. O art. 32 da Constituição Federal dispõe, entre outros termos que, “o Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger- se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.” Assim, segundo a Constituição Federal o Distrito Federal será regido por Lei Orgânica. Lei orgânica é a lei fundamental do Distrito Federal, pois estabelece preceitos jurídicos sobre a sua estrutura política legal, exigindo-se, contudo, obediência aos limites estabelecidos pela Constituição Federal. O Supremo Tribunal Federal entende que a Lei Orgânica do Distrito Federal tem caráter de Constituição Estadual, ou seja, é tida como uma Constituição Estadual, se submetendo a todos os regramentos previstos na Constituição Federal para as constituições estaduais. É importante destacar o fato de que a Lei Orgânica em muitos momentos reproduz alguns trechos da Constituição Federal. Todavia, em alguns momentos lhe falta coerência. Em face disso inúmeras ações encontram-se no Supremo Tribunal Federal com o fim de declarar-lhe parcialmente inconstitucional. Todavia, em questões de concursos públicos é necessário ter a devida atenção, já que muitos organizadores têm se preocupado em cobrar os dispositivos da Lei Orgânica, pouco preocupando-se com as decisões do Supremo Tribunal Federal, o que demanda atenção do candidato que em todos os casos, deve ater-se ao comando da questão. Assim, se o comando de uma questão constar “responda a indagação nos termos da lei orgânica”, siga o comando do examinador.

LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL (Texto atualizado com as alterações adotadas pelas Emendas à Lei Orgânica nºs 1 a 53 e as decisões em ação direta de inconstitucionalidade proferidas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios até 1º de junho de 2009.) PREÂMBULO Sob a proteção de Deus, nós, Deputados Distritais, legítimos representantes do povo do Distrito Federal, investidos de Poder Constituinte, respeitando os preceitos da Constituição da República Federativa do Brasil, promulgamos a presente Lei Orgânica, que constitui a Lei Fundamental do Distrito Federal, com o objetivo de organizar o exercício do poder, fortalecer as instituições democráticas e os direitos da pessoa humana. Brasília-DF, 8 de junho de 1993. Comentários: A palavra preâmbulo vem do latim e significa “antes de andar”. É o que precede, o que vem antes. É um relatório sucinto que será tratado na Lei Orgânica, externando o pensamento que dominante no processo legislativo que deu origem à Lei Orgânica. O preâmbulo é um documento de intenções daquele que elaborou a Lei Orgânica. Antes de redigir Lei Orgânica o legislador redigiu um resumo, indicando quais os princípios de que se utilizou, quem o legislador representou, quando foi criada a Lei Orgânica e quais os poderes o legislador utilizou para criar a Lei Orgânica. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (ADI 2.076-5) o preâmbulo não possui força normativa, não cria direitos e nem deveres, mas funciona como meio de interpretação. A doutrina é unânime em afirmar que o fato do Brasil ser um país laico, ou seja, sem religião oficial, não acarreta a inconstitucionalidade do preâmbulo, por se referir a “Deus”. TÍTULO I DOS FUNDAMENTOS DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES E DO DISTRITO FEDERAL Art. 1º O Distrito Federal, no pleno exercício de sua autonomia política, administrativa e financeira, observados os princípios constitucionais, reger-se-á por esta Lei Orgânica. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. Comentários: O presente artigo traz de forma clara e expressa o fato de que o Distrito Federal é um ente federativo que possui autonomia política administrativa e financeira, a qual se configura, dentre outras situações, na capacidade de auto-organização, ou seja, criação de suas próprias leis, desde que atendidos os comandos da Constituição Federal. O parágrafo único do art. 1º reproduz o parágrafo único do art. 1º da Constituição Federal, destacando que o poder pertence ao povo que poderá exercê-lo diretamente, através do voto, ou indiretamente (plebiscito, referendo, etc.), por meio de seus representantes legais, caracterizando uma democracia representativa. Art. 2º O Distrito Federal integra a união indissolúvel da República Federativa do Brasil e tem como valores fundamentais: I – a preservação de sua autonomia como unidade federativa; II – a plena cidadania; III – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político. Parágrafo único. Ninguém será discriminado ou prejudicado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, orientação sexual, deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, por ter cumprido pena, nem por qualquer particularidade ou condição, observada a Constituição Federal. Comentários:

O artigo 2º da Lei Orgânica elenca os valores fundamentais do Distrito Federal. Valores fundamentais ou fundamentos são alicerces que sustentam a existência da autonomia do Distrito Federal. Os valores fundamentais são: - preservação de sua autonomia política como unidade federativa: cabe ao Distrito Federal zelar pela sua autonomia, ou seja, zelar pela manutenção da sua capacidade de auto-organização, auto-governo, auto-administração. Existem situações em que a Constituição Federal prevê a retirada temporária da autonomia do ente federativo, como ocorre nos casos do art. 34. Trata-se da intervenção federal que é um estado de legalidade extraordinária, pois suspende, temporariamente, a autonomia do ente federado. A intervenção é situação excepcional, aplicada quando houver um desequilíbrio que ameace a existência da própria federação. Assim, cabe ao Distrito Federal, atender ao disposto na Constituição Federal, com vistas a evitar a ocorrência de intervenção federal, situação que lhe retiraria a autonomia política. - plena cidadania: ser cidadão, em sentido jurídico, é estar em gozo de direito políticos, ou seja, estar apto a votar e ser votado. Portanto, cabe ao Distrito Federal garantir os meios para que a cidadania seja exercida de forma plena. Trata-se de assegurar ao cidadão a utilização de elementos que lhe permita a inclusão na sociedade organizada. Logo, estando em gozo de direito políticos, ou seja, sendo considerado cidadão, é possível gozar de prerrogativas de participação no poder político, de exercer plenamente a sua cidadania; como instrumentos que permitem o exercício pleno da cidadania tem-se, por exemplo, o voto (sufrágio universal), plebiscito, referendo, iniciativa, etc. - dignidade da pessoa humana: trata-se de destacar a figura do ser humano como componente da estrutura do Estado. Destarte, o homem é tido como valor supremo, sendo necessária a proteção de sua integridade física, psíquica e moral. Logo, assegurar a dignidade da pessoa humana é permite a ser humano o mínimo existencial, o mínimo necessário para uma existência digna, não permitindo, portanto, a prática da tortura, o tratamento degradando, humilhante, o trabalho escravo, a garantia da proteção do direito à vida, etc. - valores sociais do trabalho e da livre iniciativa: o trabalho além de gerar riqueza deve ser exercer uma função social, de garantia da subsistência, da sobrevivência do trabalho. Destarte, a Constituição Federal enumera no art. 7º, IV que lhe permite o atendimento das necessidades sociais de moradia, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, etc. Pela livre iniciativa, a Lei orgânica busca assegurar ao trabalhador o exercício de toda e qualquer profissão, desde que seja lícita e respeitado as limitações previstas em lei (como por exemplo, a necessidade de obter carteira da OAB para que o advogado possa advogar). - pluralismo político: a Lei Orgânica busca com este valor fundamental, garantir a qualquer pessoa a livre convicção política e livre atuação partidária. Assim, é permitido a qualquer pessoa a possibilidade ampla de participação em entidades de caráter político, tais como sindicatos, partidos políticos, igrejas, etc. O parágrafo único do artigo em estudo traz de forma clara e expressa a aplicação do princípio da isonomia ou igualdade, vedando práticas discriminatórias infundadas (sem fundamento, injustificadas). Destarte, não se trata de vedação total de práticas discriminatórias, uma vez que, em razão de certas situações, é necessário o tratamento diferenciado de determinadas pessoas. Assim, o princípio da igualdade deve ser visto com reservas; o princípio da igualdade deve ser aplicado com base na razoabilidade e proporcionalidade, pois em alguns casos para igualar é necessário desigualar, ou seja, tratar determinadas pessoas de forma diferenciada. É o caso das cotas raciais para ingresso nas universidades públicas. Para poder igualar, por exemplo, a participação de negros à participação de brancos em universidades públicas é necessário conferir aos negros tratamento diferenciado, reservando a ele cotas de ingresso nas universidades. Destarte, conclui-se que é vedado o tratamento discriminatório injustificado, todavia, é possível tratar desigualmente os desiguais para igualá-los às demais pessoas. Art. 3º São objetivos prioritários do Distrito Federal: I – garantir e promover os direitos humanos assegurados na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos; II – assegurar ao cidadão o exercício dos direitos de iniciativa que lhe couberem, relativos ao controle da legalidade e legitimidade dos atos do Poder Público e da eficácia dos serviços públicos; III – preservar os interesses gerais e coletivos; IV – promover o bem de todos; V – proporcionar aos seus habitantes condições de vida compatíveis com a dignidade humana, a justiça social e o bem comum; VI – dar prioridade ao atendimento das demandas da sociedade nas áreas de educação, saúde, trabalho, transporte, segurança pública, moradia, saneamento básico, lazer e assistência social;

VII – garantir a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; VIII – preservar sua identidade, adequando as exigências do desenvolvimento à preservação de sua memória, tradição e peculiaridades; IX – valorizar e desenvolver a cultura local, de modo a contribuir para a cultura brasileira; X – assegurar, por parte do Poder Público, a proteção individualizada à vida e à integridade física e psicológica das vítimas e das testemunhas de infrações penais e de seus respectivos familiares; (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 6, de 1996.) XI – zelar pelo conjunto urbanístico de Brasília, tombado sob a inscrição nº 532 do Livro do Tombo Histórico, respeitadas as definições e critérios constantes do Decreto nº 10.829, de 2 de outubro de 1987, e da Portaria nº 314, de 8 de outubro de 1992, do então Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural – IBPC, hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 12, de 1996.) Comentários: Os objetivos prioritários são as principais metas a serem alcançadas pelo Distrito Federal. Destarte, os objetivos são considerados normas programáticas, ou seja, são normas que representam um programa de ação a ser implementado pelo Poder Público, são projetos a serem implementados pelo Distrito Federal. Para fins de concurso público é necessária a memorização de todos os objetivos prioritários do Distrito Federal. É muito comum a cobrança de tais objetivos em provas. Em algumas situações, o examinador mistura em uma mesma questão objetivos com valores fundamentais e solicita ao candidato que assinale certo ou errado de acordo com o que seja ou não objetivo do Distrito Federal. Portanto, é de suma importância a memorização dos valores fundamentais e dos objetivos prioritários do Distrito Federal. Art. 4º É assegurado o exercício do direito de petição ou representação, independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância. Comentários: Trata-se de reprodução do art. 5º, XXXIV da Constituição Federal que a garantia do direito de receber informações dos órgãos públicos. Trata-se do direito de petição e para tanto, não deve ser cobrado qualquer tipo de valor (taxas ou emolumentos). Art. 5º A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; III – iniciativa popular. Comentários: Como já dito, o poder emana do povo que o exerce diretamente ou por meio de representantes. Assim, o exercício da soberania (do poder do povo), nos termos da Lei orgânica se dará através do sufrágio universal e voto, plebiscito, referendo e iniciativa popular. Plebiscito e referendo são consultas populares para que o povo delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa. A diferença entre os instituto é o momento em que ocorre tal consulta. No plebiscito, a consulta será feita antes da edição ato legislativo ou administrativo. Desta feita, antes de tomar qualquer atitude, o poder público faz a consulta ao povo para saber sua opinião, sua vontade. O referendo é a consulta popular realizada após a edição do ato legislativo ou administrativo com o intuito de ratificar ou não tal ato. Destarte, segue o disposto no art. 2º da Lei n.º 9.709/98: “Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa. § 1º O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. § 2º O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.” A iniciativa popular é exercida pela apresentação à Câmara Legislativa do DF de requerimento contendo projeto de lei ou projeto de emenda à Lei Orgânica, subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado local, distribuída por três zonas eleitorais. Tal projeto será levado para votação e uma vez aprovado insere-se no ordenamento jurídico do Distrito Federal.

§ 2º A remuneração dos Administradores Regionais não poderá ser superior à fixada para os Secretários de Estado do Distrito Federal. Brasília é capital da República Federativa do Brasil e está localizada dentro dos limites do Distrito Federal. é necessário que o Distrito Federal atue buscando desenvolver tais regiões econômica e socialmente. todavia. O Distrito Federal organiza-se em Regiões Administrativas. A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei aprovada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais. É em Brasília que se encontra a sede do governo do Distrito Federal. Art. 6º Brasília. 12. Art. com funções consultivas e fiscalizadoras. buscará a integração com a região do entorno do Distrito Federal. Art. 13. Parágrafo único. como tem sido cobrado em provas. bem como dispor sobre o uso destes símbolos. 7º São símbolos do Distrito Federal a bandeira. Art.) Art. Cada Região Administrativa do Distrito Federal terá um Conselho de Representantes Comunitários. Por meio de lei (lei ordinária distrital) é possível a criação de novos símbolos. CAPÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO DISTRITO FEDERAL Art. As Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do Distrito Federal. o hino e o brasão.TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Comentários: Considera território do Distrito Federal o espaço físico-geográfico que se encontra sob seu domínio e onde é aplicada a legislação do Distrito Federal (jurisdição). com vistas à descentralização administrativa. Brasília não é capital do Distrito Federal. Capital da República Federativa do Brasil. na forma da lei. na execução de seu programa de desenvolvimento econômicosocial. o Distrito Federal não tem capital. Portanto. o hino e o brasão. 8º O território do Distrito Federal compreende o espaço físico-geográfico que se encontra sob seu domínio e jurisdição. 10. 11. é a sede do governo do Distrito Federal. em face da forte dependência que tais regiões têm do Distrito Federal. região esta que não é território do Distrito Federal e sim do Estado de Goiás. Comentários: O Distrito Federal tem como símbolos a sua bandeira. à utilização racional de recursos para o desenvolvimento socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida. A lei poderá estabelecer outros símbolos e dispor sobre seu uso no território do Distrito Federal. Art. Comentários: Por não ser considerado um Estado. de 2005. 9º O Distrito Federal. . (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. Comentários: Por tal artigo o Distrito Federal está comprometido a buscar o desenvolvimento econômico e social da região do Entorno. § 1º A lei disporá sobre a participação popular no processo de escolha do Administrador Regional.

nos termos da lei que disporá sobre o assunto. programas de educação. com a cooperação técnica e financeira da União. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. mas o quorum de votação é de lei complementar. Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. a escolha é feita pelo povo. VII – manter. Em face disso. em nenhum momento. Comentários: O Distrito Federal. Cada região administrativa deverá ter um Conselho de Representantes Comunitários. Compete privativamente ao Distrito Federal: I – organizar seu Governo e Administração. em seu território. . Assim. A escolha dos administradores regionais deve ser feita pelo povo. Os artigos 15. com base na Lei distrital n. na prática. A Lei Orgânica não cita. a criação de tais regiões serviu para descentralizar a administração e fazer o uso mais racional do dinheiro público nessas regiões. a Lei Orgânica prevê a possibilidade de divisão do Distrito Federal em regiões administrativas. pois é lei ordinária. para fins de prova que se baseie na Lei Orgânica. V – dispor sobre a administração. Seção I Da Competência Privativa Art. VI – organizar e prestar. não é Estado e nem Município. sendo impossível que o Governado do Distrito Federal pudesse cuidar de todo o Distrito Federal. organizar ou extinguir Regiões Administrativas. foram criadas as regiões administrativas e para cada região administrativa foi nomeado um administrador regional com funções meramente administrativa.861/2001. 15. com o intuito de desenvolvê-la social e economicamente. Ainda não foi editada a lei que vai dispor sobre a participação popular na escolha do administrador regional. O objetivo da criação de regiões administrativas é descentraliza a administração. Não cabe ao administrador regional tomar decisões políticas. Assim. prioritariamente de ensino fundamental e pré-escolar. como já visto. possui competências legislativas de Estados e Municípios. IV – fixar. o termo “cidades-satélites”.Comentários: A Constituição Federal em seu art. aquisição e alienação dos bens públicos. incluído o de transporte coletivo.º 2. Destarte. comuns e concorrentes. A criação ou extinção regiões administrativas depende de lei ordinária distrital deve ser de iniciativa do governador e ser aprovada pela maioria absoluta dos deputados distritais. Cabe a lei administrar a região que lhe compete (logo. a escolha tem sido feita pelo governador do Distrito Federal. termo usual com o qual nos referimos às regiões administrativas. Para fins de prova devemos chamar as popularmente conhecidas “cidades-satélites” de regiões administrativas. cabendo-lhe exercer. que tem caráter essencial. além de outras competências que não lhe sejam vedadas pela Constituição. utilização. São pessoas da comunidade que formariam um conselho com funções consultiva (darão consultas ao administrador sobre assuntos diversos) e fiscalizatória (fiscalizando a atuação do administrador regional). de acordo com a legislação vigente. os serviços de interesse local. 16 e 17 elencam as competências privativa. por meio de lei que irá dispor como ocorrerá essa escolha. Todavia. 14. observada a competência cumulativa do Distrito Federal. 32 veda a divisão do Distrito Federal em municípios. o Distrito Federal sofreu um aumento populacional considerável nos últimos anos. utilizar de forma racional os recursos públicos com vistas ao desenvolvimento socioeconômico e a melhoria da qualidade de vida. II – criar.não havendo qualquer participação do povo no processo de escolha. III – instituir e arrecadar tributos. CAPÍTULO III DA COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL Art. Veja-se que se trata de um lei sui generis. fiscalizar e cobrar tarifas e preços públicos de sua competência. portanto. as regiões administrativas integram apenas a estrutura administrativa do Distrito Federal). todas as competências que não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal. Todavia. além de buscar a melhoria da qualidade de vida das pessoas que habitam as regiões administrativas.

relativamente ao funcionamento de estabelecimento comercial. . integrado aos valores ambientais. IV – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. II – conservar o patrimônio público. É competência do Distrito Federal. destruição e descaracterização. empregos e funções públicas. as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual. transformação e extinção de cargos. XXIII – exercer inspeção e fiscalização sanitária. nos termos da legislação em vigor. de segurança pública e do trabalho. parcelamento e ocupação do solo urbano. São matérias de natureza administrativa. acordos e decisões administrativas com a União. remuneração e regime jurídico único dos servidores. XII – dispor sobre criação. XIII – dispor sobre a organização do quadro de seus servidores. XVI – regulamentar e fiscalizar o comércio ambulante.) XI – autorizar. licenciar e fiscalizar os serviços de veículos de aluguéis. monumentos. prestador de serviços e similar. industrial. conceder ou permitir. ao bem-estar da população ou que infringirem dispositivos legais. inclusive o de papéis e de outros resíduos recicláveis. paisagens naturais notáveis e sítios arqueológicos. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. XV – licenciar estabelecimento industrial. à educação e à ciência. em especial sobre exibição de cartazes. XVII – dispor sobre a limpeza de logradouros públicos. de 2007. assuntos cuja importância não ultrapassa os limites do Distrito Federal então a ele (Distrito Federal) implementar tais matérias. Estados e Municípios. IX – elaborar e executar o plano plurianual. São assuntos de interesse local. no âmbito de sua competência. V – preservar a fauna. por necessidade. autarquias e fundações públicas do Distrito Federal. espetáculos. a flora e o cerrado. Comentários: O artigo 15 prevê matérias cuja competência é privativa do Distrito Federal. convênios. das leis e das instituições democráticas. pois o interesse é apenas local. XXVI – interditar edificações em ruína. XIX – dispor sobre apreensão. VI – proporcionar os meios de acesso à cultura. em comum com a União: I – zelar pela guarda da Constituição Federal. à saúde. em locais de acesso público ou destes visíveis. para execução de suas leis e serviços. XIV – exercer o poder de polícia administrativa. bem como fazer demolir construções que ameacem a segurança individual ou coletiva. mediante planejamento e controle do uso. inclusive por meio de desapropriação. remoção e destino do lixo domiciliar e de outros resíduos. XVIII – dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios. instituição de planos de carreira. sinalizando as vias urbanas e estradas do Distrito Federal. depósito e destino de animais e mercadorias apreendidas em decorrência de transgressão da legislação local. no âmbito de sua competência. III – proteger documentos e outros bens de valor histórico e cultural. em logradouros públicos. bem como impedir sua evasão.VIII – celebrar e firmar ajustes. anúncios e quaisquer outros meios de publicidade ou propaganda. competições esportivas. XXV – licenciar a construção de qualquer obra. desta Lei Orgânica. realizados em locais de acesso público. respeitada a legislação federal. para promover adequado ordenamento territorial. XXI – dispor sobre a utilização de vias e logradouros públicos. XX – disciplinar e fiscalizar. bem como regular. em condições de insalubridade e as que apresentem as irregularidades previstas na legislação específica. Seção II Da Competência Comum Art. a Lei de Uso e Ocupação do Solo e Planos de Desenvolvimento Local. de prestação de determinados serviços que cabem ao Distrito Federal efetivar. XXIV – adquirir bens. comercial. XXVII – dispor sobre publicidade externa. tributária. de postura ambiental. XXII – disciplinar o trânsito local. diversões públicas e eventos de natureza semelhante. na administração direta. prestador de serviços e similar ou cassar o alvará de licença dos que se tornarem danosos ao meio ambiente. consórcios. utilidade pública ou interesse social. X – elaborar e executar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial. 16.

conservação da natureza. paisagístico e turístico. financeiro. normas sobre o assunto. ou seja. § 2º Inexistindo lei federal sobre normas gerais. Nessa esteira. Portanto. é bem provável que a competência seja concorrente. É vedado ao Distrito Federal: . proteção do meio ambiente e controle da poluição. defesa do solo e dos recursos naturais. VIII – responsabilidade por danos ao meio ambiente. artístico. X – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. concorrentemente com a União. XII – proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. ao consumidor e a bens e direitos de valor artístico. econômico e urbanístico. Comentários: O art. ensino e desporto. o Distrito Federal exercerá competência legislativa plena. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seu território. XIV – manutenção da ordem e segurança internas. proteção e defesa da saúde. histórico. 16 elenca as matérias cuja competência é do Distrito Federal em comum com a União Federal. cultural. para atender suas peculiaridades. Compete ao Distrito Federal. no que lhe for contrário. penitenciário. 18. trata-se de assunto de interesse local (do próprio Distrito Federal) e da União. III – junta comercial. IV – custas de serviços forenses. garantias. X – previdência social. caça. IX – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar. XIII – proteção à infância e à juventude.VII – prestar serviços de assistência à saúde da população e de proteção e garantia a pessoas portadoras de deficiência com a cooperação técnica e financeira da União. legislar sobre: I – direito tributário. observará as normas gerais estabelecidas pela União. XI – assistência jurídica nos termos da legislação em vigor. II – orçamento. XI – registrar. XV – procedimentos em matéria processual. para criar leis. Seção III Da Competência Concorrente Art. Trata-se de assuntos que extrapolam o interesse local. a flora e o cerrado. passando a ser assunto de interesse local e nacional. Comentários: O art. a subnutrição e os fatores de marginalização. fauna. Assim. XII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. no exercício de sua competência suplementar. V – produção e consumo. direitos e deveres da polícia civil. VIII – combater as causas da pobreza. espeleológico. § 3º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia de lei local. XVI – organização. estético. 17. 17 elenca situações em que caberá ao Distrito Federal concorrente com a União legislar sobre um determinado assunto. turístico e paisagístico. Ex: preservar a fauna. CAPÍTULO IV DAS VEDAÇÕES Art. Todas as competências concorrentes são competências para legislar. promovendo a integração social dos segmentos desfavorecidos. § 1º O Distrito Federal. pesca. sempre que se estiver diante da expressão “legislar sobre”. VI – cerrado. cabe ao Distrito Federal e também à União Federal implementar tais matérias. VII – proteção do patrimônio histórico. IX – educação. cultura.

A administração pública direta. bem como conceder isenções fiscais ou remissões de dívidas. sem justa causa. 19.I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas. com recursos públicos. por igual período. propagandas político-partidárias ou com fins estranhos à repartição pública. sob pena de nulidade do ato: em face do princípio da indisponibilidade do interesse público. sem expressa autorização da Câmara Legislativa. prorrogável uma vez. não pode o Distrito Federal estabelecer cultos ou igrejas. de qualquer dos Poderes do Distrito Federal.subvencionar ou auxiliar. publicidade. televisão. propaganda políticopartidária ou com fins estranhos à administração pública: é expressamente proibido financiar ou auxiliar com os recursos públicos de qualquer modo. bem como conceder isenções fiscais ou remissões de dívidas. IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. IV – doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus real. destinam-se apenas às atribuições de direção. quando tal documento for subscrito por representante de órgão ou entidade do Poder Público.) . subvencioná-los. e também ao seguinte: I – os cargos. indireta ou fundacional. propaganda políticopartidária ou com fins estranhos à administração pública. Também não é possível conceder isenções (dispensas) fiscais ou remissão (perdão) de dívidas. São atividades que não poderão ser realizadas pelo Pode Público: . na forma da lei. Comentários: O art. portanto. É proibido ao Distrito Federal recusar o reconhecimento dessa legitimidade. CAPÍTULO V DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I Das Disposições Gerais Art. obedecerá aos princípios de legalidade. ressalvada. serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação. rádio. de qualquer modo. não caberia. da probidade administrativa. à Administração dispor livremente de bens públicos. rádio. sem expressa autorização da Câmara Legislativa. de 2007. eis que pertencem à coletividade. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. firmar alianças. 18 deixa claro que a República Federativa do Brasil é um país laico. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos e condições previstos em lei. ressalvadas as nomeações para cargos em comissão. de qualquer modo. motivação e interesse público. e pelo menos cinqüenta por cento dos cargos em comissão.A vedação contida no inciso I do art. quer pela imprensa. moralidade.recusar fé a documento público: fé pública significa presunção de legitimidade. III – subvencionar ou auxiliar. II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. empregos e funções públicas são acessíveis a brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. atrapalhar seu funcionamento. chefia e assessoramento. Nessa esteira. sob pena de nulidade do ato. sem que haja autorização da Câmara Legislativa. serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação. a colaboração de interesse público.doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus real. declarados em lei. sob pena de violação ao princípio da moralidade. . . razoabilidade. V – as funções de confiança. etc. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. III – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. quer pela imprensa. atributo inerente aos atos administrativos. para assumir cargo ou emprego na carreira. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 50. com recursos públicos. financiá-las. II – recusar fé aos documentos públicos. o aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados. de livre nomeação e exoneração. 18 traz as proibições do Distrito Federal. sem religião oficial. impessoalidade. . televisão. no qual há total liberdade de escolha de concepções filosófica.

funções e empregos públicos. XVIII – a criação. de 1996. sob qualquer pretexto. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 46. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. 37. respeitando-se apenas o limite para aposentadoria compulsória e os requisitos estabelecidos nesta Lei Orgânica ou em lei específica. cisão. X – para fins do disposto no art.) VII – a lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para portadores de deficiência. garantindo as adaptações necessárias a sua participação em concursos públicos. na forma da lei. precedência sobre os demais setores administrativos. da Constituição Federal. 150. aos quais compete exercer privativamente a fiscalização de tributos do Distrito Federal. terão. (Inciso declarado inconstitucional: ADI nº 1165 – STF. . 97. I. XX – ressalvada a legislação federal aplicável. a que se refere o inciso anterior. dos membros de qualquer dos Poderes e dos demais agentes políticos do Distrito Federal. XVII – a administração fazendária e seus agentes fiscais. XXIII – aos integrantes da carreira Fiscalização e Inspeção é garantida a independência funcional no exercício de suas atribuições. VIII – a lei estabelecerá os casos de contratação de pessoal por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. XVI – a proibição de acumular. XV – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. na administração direta. § 1º. não se aplicando o disposto neste inciso aos subsídios dos Deputados Distritais. fusão. 153. sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. XIV – os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis e a remuneração observará o que dispõem os incisos X e XI deste artigo. na forma da lei. b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico.) § 1º É direito do agente público. III. exoneração ou aposentadoria. Diário de Justiça de 14/6/2002. bem como os arts. XI. XXII – lei disporá sobre cargos que exijam exame psicotécnico para ingresso e acompanhamento psicológico para progressão funcional. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. ao servidor público do Distrito Federal é proibido substituir. § 3º São obrigados a fazer declaração pública anual de seus bens. em espécie. é obrigado a declarar seus bens na posse. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 21. por concurso público. indireta ou fundacional. II. privatização ou extinção de sociedades de economia mista. não poderão exceder o subsídio mensal. II – Vice-Governador.) I – Governador. § 2º A lei estabelecerá a punição do servidor público que descumprir os preceitos estabelecidos neste artigo. da Constituição Federal. exigido nível superior de escolaridade para ingresso na carreira. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. XIII – os acréscimos pecuniários percebidos por servidores públicos não serão computados nem acumulados. bem como definirá critérios de sua admissão. estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. incorporação. XIX – depende de autorização legislativa. IX – a revisão geral de remuneração dos servidores públicos far-se-á sempre na mesma data. entre outros. função. c) a de dois cargos privativos de médico. os seguintes agentes públicos: (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 4. da Constituição da República Federativa do Brasil. exceto quando houver compatibilidade de horários: a) a de dois cargos de professor. emprego.) XI – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. trabalhadores de empresas privadas em greve. de 2006. XXI – todo agente público. em cada caso. bem como os proventos de aposentadorias e pensões. § 2º. ressalvado o disposto no inciso anterior e no artigo 39. de 1997. transformação. e 153. XII – é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para efeito de remuneração de pessoal do serviço público. para fins de concessão de acréscimos ulteriores. qualquer que seja sua categoria ou a natureza do cargo. o acesso à profissionalização e ao treinamento como estímulo à produtividade e à eficiência. fundações e empresas públicas depende de lei específica. empresas públicas. autarquias. sem prejuízo do disposto no art. fica estabelecido que a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos.VI – é vedada a estipulação de limite máximo de idade para ingresso. em suas áreas de competência e jurisdição.

19 guarda semelhança com o art. No caput do art. quando o cargo for preenchido sem a observância da classificação. ou seja. cujo percentual será estabelecido em lei específica. a moralidade e publicidade. o princípio da eficiência. 37 da Constituição Federal que trata da organização da Administração Pública. tais como a legalidade. O concurso poderá ter validade de até dois anos. mas ao interpretar o art. a impessoalidade. 19 deve-se incluir também como princípio da Administração Pública. na forma da lei. de 2006. devem ser nomeados com prioridade (antes dos novos aprovados) os candidatos aprovados no concurso anterior. todavia. de 2005. O inciso X do art.) Comentários: O art. Nos termos da referida lei a remuneração dos ocupantes de cargos. A depender do caso. 19 determina que a Administração Pública observe determinados princípios. . o candidato aprovado tem direito à nomeação. um limite de remuneração que um servidor público pode receber. ou seja.III – Secretários de Estado. A contratação temporária deve ocorrer para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. VI – Procurador-Geral do Distrito Federal. A súmula 15 do Supremo Tribunal Federal determina que “dentro do prazo de validade do concurso. Para investir-se na condição de servidor ou empregado público é necessária a realização de concurso de provas ou de provas e títulos. Sociedade de Economia Mista e Fundações. empregos ou funções públicas em quaisquer entidades ou órgãos da Administração Pública. de 2007. assessoramente e direção. o servidor contratado por tempo determinado não adquires estabilidade no setor público. de 2006. Tal dispositivo também precisa ser interpretado com reservas. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. prorrogável por igual período. b) um cargo de professor e outro de técnico e científico. empregos e funções públicos devem ser ocupados por brasileiros que preencham os requisitos legais. empregos ou funções públicas de quais quer dos Poderes e demais agentes políticos do Distrito Federal não deve ser superiores ao subsídio (espécie de remuneração) dos Desembargados do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.) § 6º Do percentual definido no inciso V deste artigo excluem-se os cargos em comissão dos gabinetes parlamentares e lideranças partidárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal. 19 não citou o princípio da eficiência. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 46. não serão computadas as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. a ocupação tem prazo para terminar. VII – Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. uma vez que de acordo com a Constituição Federal é possível que estrangeiro ocupe cargo. eis que expressamente previsto na Constituição Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 50. Os cargos.) § 5º O disposto no inciso X aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. As funções de confiança só podem ser preenchidas por servidores efetivos (concursado) e os cargos comissionados devem destinar 50% de suas vagas para servidores efetivos e o restante pode ser ocupados por pessoas que não integram os quadros da Administração. Interpretando-se o inciso IV pode-se concluir que é possível a abertura de novo concurso público quando ainda dentro do prazo de validade do concurso anterior.” As funções de confiança e os cargos comissionados destinam-se às atribuições de chefia. e suas subsidiárias. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 46. Nos termos da Lei Orgânica. emprego ou função pública o ingresso nos quadros da Administração de estrangeiro. VIII – Deputados Distritais. § 4º Para efeito do limite remuneratório de que trata o inciso X.) IV – Diretor de Empresa Pública. 19 prevê o teto remuneratório para os servidores do Distrito Federal. que receberem recursos do Distrito Federal para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. Trata-se dos chamados “contratos temporários”. caberá exceção nos casos de: a) dois cargos de um professor. Todavia. A Lei orgânica assim como a Constituição Federal veda expressamente a cumulação de cargos. IMPORTANTE: não pode haver provas somente de títulos. V – Administradores Regionais. no qual é aberto processo seletivo para ocupação de um cargo público. o Distrito Federal poderá fazer contratação temporária de servidores público. O art. c) dois cargos privativos de médico. Seguindo a Constituição Federal. a Lei Orgânica prevê a reserva de vagas no serviço público para os portadores de deficiências.

o servidor deverá declarar seus bem e declarar que não acumula ilegalmente cargos. III – é garantida a gratuidade da expedição da primeira via da cédula de identidade pessoal. a norma em comento. d sofreu alteração pela Emenda n. VII – Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. VI – Procurador-Geral do Distrito Federal. nas esferas administrativa ou judicial. IV – Diretor de Empresa Pública. ou seja. II – a administração é obrigada a fornecer certidão ou cópia autenticada de atos. alterando a possibilidade de cumulação de dois cargos públicos de médico para a cumulação de dois cargos públicos para profissionais da saúde com profissão regulamentada. 21 o Distrito Federal não pode discriminar prejudicando pessoa que esteja litigando contra o Distrito Federal. responderão pelos danos que seus agentes. é a teoria do risco administrativo. 21. por meio de uma ação judicial. bastando haver nexo de causalidade (ligação) entre a conduta do agente e o dano causado a terceiro. 20. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 19. o servidor público deve assinar termo em que lhe serão repassadas as suas atribuições. A responsabilidade a que alude o art. contratos e convênios administrativos a qualquer interessado. qualquer que seja o objeto ou procedimento. no prazo máximo de trinta dias. Art. na qual independe se o agente público agiu com dolo (intenção) ou culpa (imprudência. impuser sigilo.O inciso acima citado era cópia fiel do disposto no art. Parágrafo único. no entanto. sob pena de responsabilidade de autoridade competente ou servidor que negar ou retardar a expedição. . negligência e imperícia). Para algumas espécies de agente público. prestadoras de serviços públicos. causarem a terceiros. II – Vice-Governador. entre outros requisitos de validade. A responsabilidade do Estado poderá ser atenuada se comprovado que a vítima colaborou para a ocorrência do dano. no interesse da administração. para se adequar ao texto constitucional. Aquele que está litigando contra o Distrito Federal não pode sofre nenhuma restrição por cona disso. É vedado discriminar ou prejudicar qualquer pessoa pelo fato de haver litigado ou estar litigando contra os órgãos públicos do Distrito Federal. empregos ou funções públicas. Comentários: O artigo em estudo dispõe da responsabilidade do Estado pelos danos causados por seus agentes públicos a terceiros. o contraditório. 37 da Constituição que. nesta qualidade. Art. Comentários: Nos termos do art. 22. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 20 é chamada de responsabilidade objetiva. Sociedade de Economia Mista e Fundações. foi parcialmente revogada de forma implícita. Os atos da administração pública de qualquer dos Poderes do Distrito Federal. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. Pode ainda haver a exclusão total da responsabilidade da Administração Pública se restar comprovado que o dano ocorreu por culpa exclusiva da vítima. No ato de assinatura do termo de posse. Logo. além de obedecer aos princípios constitucionais aplicados à administração pública. quando duas pessoas estão em litígio significa que as duas buscaram o judiciário. III – Secretários de Estado. V – Administradores Regionais. As pessoas físicas ou jurídicas que se considerarem prejudicadas poderão requerer revisão dos atos que derem causa a eventuais prejuízos.º 19/98. Litígio é uma pendência que está em juízo para ser examinada. salvo quando a lei. devem observar também o seguinte: I – os atos administrativos são públicos. Art. VIII – Deputados Distritais. A declaração também deverá ser feita na exoneração e na aposentadoria. de 1997. Lei Orgânica. observar-se-ão. a ampla defesa e o despacho ou decisão motivados. a declaração de bens deverá ser feita anualmente nos casos de: I – Governador. para que o Poder Judiciário resolvesse o problema.) IV – no processo administrativo. a pendência. No ato de posse.

programas. na forma da lei. alienações e serviços da administração serão contratados mediante processo de licitação pública. para exercer funções definidas. para defesa de seus direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal ou coletivo. 25. 30. com a discriminação do beneficiário. ficam obrigados a publicar. sem distinção de qualquer natureza. Comentários: Em regra. quadros demonstrativos de despesas realizadas com publicidade e propaganda. no prazo máximo de dez dias úteis. dela não podendo constar símbolos. Art. escolhidos do quadro funcional. 23. É vedada a contratação de obras e serviços públicos sem prévia aprovação do respectivo projeto. Além disso. conforme dispuser a lei. Ainda buscando a transparência da conduta do administrador deve-se dar publicidade aos atos. Seção II Dos Serviços Públicos Art. exceto quando o sigilo for imprescindível para a garantia do interesse público. nos seus órgãos oficiais. Art. 26. em igualdade de condições. tratamento preferencial à empresa brasileira de capital nacional. independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos. 27. conforme dispuser a lei. as obras. A lei garantirá. os atos administrativos devem ser públicos. obedecerá ao seguinte: a) ter caráter educativo. II – fornecer a qualquer cidadão. Parágrafo único. nos termos da lei. 29. autarquias. serviços e as campanhas dos órgãos e entidades da administração pública. inclusive os da administração indireta. ainda que não custeada diretamente pelo erário. sem prejuízo da ação penal cabível. fundações e sociedades de economia mista terá representantes dos servidores. Os serviços públicos constituem dever do Distrito Federal e serão prestados. 28. empresas públicas. 22. A autoridade ou servidor que negar ou retardar o disposto neste artigo incorrerá em pena de responsabilidade. sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público. no Diário Oficial demonstrativo das despesas realizadas com propaganda e publicidade de todos os seus órgãos. programas. 24. indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário. Art. na forma e gradação previstas em lei. sob pena de nulidade do ato de contratação. obras. excetuados os casos de comprovada impossibilidade. trimestralmente. § 2º do art. expressões. contratos. Os atos de improbidade administrativa importarão suspensão dos direitos políticos. compras. perda da função pública. contratos ou convênios administrativos. nomes ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. Art. em conformidade com o estabelecido na Constituição Federal. A administração pública é obrigada a: I – atender a requisições judiciais nos prazos fixados pela autoridade judiciária. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo poder público. b) ser suspensa noventa dias antes das eleições. Art. mesmo que não custeada diretamente pelo erário (cofres públicos). informativo ou de orientação social. nesta Lei Orgânica e nas leis e regulamentos que organizem sua prestação. todo aquele que tiver interesse poderá receber uma certidão ou cópia autenticada de atos. § 1º do art. § 1º Os Poderes do Distrito Federal. obras. § 2º Os Poderes do Distrito Federal mandarão publicar. Art. o artigo 22 da Lei Orgânica busca dar transparência à atuação da Administração Pública do Distrito Federal. serviços e campanhas dos órgãos e entidades da Administração Pública. 22. decisões ou pareceres. Assim. valor e finalidade. Seção III Da Administração Tributária .V – a publicidade dos atos. Art. Lei disporá sobre participação popular na fiscalização da prestação dos serviços públicos do Distrito Federal. ressalvadas aquelas essenciais ao interesse público. com base no plano anual de publicidade. Observada a legislação federal. na aquisição de bens e serviços pela administração direta e indireta. A direção superior das empresas públicas. certidão de atos.

salários e demais vantagens do cargo. Regime jurídico do Servidor Público é o conjunto de normas que vai reger a relação travada entre particular e Administração Pública. 39 da Constituição Federal. privativamente.112/90. sem prejuízo de seus vencimentos. São direitos dos servidores públicos. III – proteção especial à servidora gestante ou lactante. quando for recomendável a sua saúde ou à do nascituro. no serviço público. .112/93 com as alterações feitas pelas leis distritais. emprego ou função: a) a mudança de função concedida a servidora gestante. Comentários: O art. nos termos da lei. na impossibilidade. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas a natureza ou local de trabalho. VIII – promoções por merecimento ou antigüidade. integrado por servidores da carreira de auditoria tributária e representantes dos contribuintes. bem como o julgamento de processos administrativos decorrentes dessas funções. facultado ao Poder Público conceder a compensação de horários e a redução da jornada. VI – recebimento de vale-transporte. a fiscalização e a arrecadação das taxas que tenham como fato gerador o exercício do poder de polícia. sob recomendação médica.) Art. § 1º No exercício da competência estabelecida no caput. IV – atendimento em creche e pré-escola a seus dependentes de até sete anos incompletos. observado o disposto no parágrafo anterior. de 2001. A lei assegurará aos servidores da administração direta isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo. À administração tributária incumbem as funções de lançamento. nos casos previstos em lei. de 2001. ou seja. 33. É chamado de único por que será um único regime jurídico para todos os servidores do Distrito Federal No caso específico o regime jurídico do servidor civil do Distrito Federal é a “Lei 8. os seguintes: I – gratificação do titular quando em substituição ou designado para responder pelo expediente. O Distrito Federal instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens. além dos assegurados no § 2º do art. em local que pela proximidade permita a amamentação durante o horário de trabalho. ressalvada. aplicada ao DF”. serão ouvidas as entidades representativas dos servidores públicos por ela abrangidos. b) a transferência concedida a servidor que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente ou doença de trabalho. sujeitos ao regime jurídico único. aos servidores do Distrito Federal se aplicam as disposições da Lei 8. V – vedação do desvio de função. II – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.Art. inclusive mediante a adequação ou mudança temporária de suas funções. autarquias e fundações públicas. 35. preferencialmente em dependência do próprio órgão ao qual são vinculados ou. nos termos do art. por integrantes da carreira de auditoria tributária. Lei específica disciplinará a organização e funcionamento da administração tributária. 32. VII – participação na elaboração e alteração dos planos de carreira. (Parágrafo renumerado pela Emenda à Lei Orgânica nº 35. para locais ou atividades compatíveis com sua situação.) § 2º Excetuam-se da competência privativa referida no caput o lançamento. Art. Art. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 35. os quais serão exercidos. nos termos da lei. na forma da lei. 39 da Constituição Federal. § 2º As entidades integrantes da administração pública indireta não mencionadas no caput instituirão planos de carreira para os seus servidores. 33 dispõe que o Distrito Federal instituirá regime jurídico único para seus servidores públicos. bem como tratará da organização e estruturação da carreira específica de auditoria tributária. CAPÍTULO VI DOS SERVIDORES PÚBLICOS Art. nos doze primeiros meses de vida da criança. fiscalização e arrecadação dos tributos de competência do Distrito Federal e o julgamento administrativo dos processos fiscais. § 1º O julgamento de processos fiscais em segunda instância será de competência de órgão colegiado. 34. 31.

um servidor ocupante de um cargo de direção. de modo que leis específicas podem dispor de outros direitos. § 1º Para a atualização a que se refere o inciso IX utilizar-se-ão os índices oficiais. § 2º É computado como exercício efetivo. Atendimento em creche e pré-escola para crianças de até 7 anos incompletos. gratificação do titular quando em substituição ou designado para responder o expediente: dependendo do cargo ocupado por um servidor público é necessário que seja designado um servidor para ser seu substituto durante suas ausências. será devido o pagamento da correção monetária pelo atraso. ou seja. 8. quando da elabora ou da modificação do plano de carreira é direito do servidor participar dando sugestões. é direito do servidor o recebimento de promoções. nos doze primeiros meses de vida da criança. É direito do servidor do Distrito Federal não ter suas funções desviadas. 4. outra função. mais estará passível de ser promovido).º 53/2006 alterou a Constituição Federal diminuindo a idade de 7 para 5 anos. . 6. criticando. são apenas alguns dos direitos do servidor do DF. 3. das atribuições e da necessidade do serviço. exercendo. Nesse caso é direito do substituto receber a gratificação pelo exercício da função de direção. obedecido o disposto em lei. sem que isso venha a alterar a sua remuneração. 2. Com vistas a facilitar a memorização segue de forma sucinta tais direitos: 1. para efeito de progressão funcional ou concessão de licença-prêmio e aposentadoria nas carreiras específicas do serviço público. indireta e fundacional do Distrito Federal até o quinto dia útil do mês subseqüente. Nesse caso. a lei determina que ele receba gratificação enquanto estiver exercendo a função de direção. A ele só se pode exigir o exercício da função para a qual foi investido. todavia. Proteção à gestante e à lactante (mãe que está amamentando): sendo possível a alteração de suas funções. Esse servidor recebe uma gratificação pelo exercício da função de direção. o inciso em comento não deve ser aplicado. Ressalte-se que 5º dia útil do mês é diferente de receber no dia 5 do mês. 9. é direito do servidor público do Distrito Federal participar da elabora ou modificação do plano de carreira da sua profissão. nos termos da lei: esse dispositivo prevê o limite máximo de horas trabalhadas por um servidor do Distrito Federal. facultado ao Poder Público conceder a compensação de horários e a redução da jornada. todavia. 7. baseadas no merecimento do servidor e na atinguidade (quanto mais antigo. Dispõe ainda que a jornada de trabalho pode ser inferior ao determinado a depender do cargo. será designado um substituto legal do servidor que saiu de licença. o tempo de serviço prestado por servidor requisitado a qualquer dos Poderes do Distrito Federal. portanto. etc. de modo que foi afirmado que a idade limite para creche pré-escola era de até 7 anos incompletos e o gabarito deu como certa a questão.IX – quitação da folha de pagamento do servidor ativo e inativo da administração direta. duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. A emenda n. em face da idade elencada na Constituição Federal. e a importância apurada será paga juntamente com a remuneração do mês subseqüente. e o servidor que teve de ser transferido. Ressalte-se que a participação é um direito do servidor. em provas recentes foi cobrado o texto literal da Lei Orgânica. quando for recomendável à sua saúde e a do nascituro (bebê). Comentários: A Lei orgânica dispõe em seu artigo 35 os direitos do servidor do Distrito Federal. Recebimento de vale-transporte até o 5º dia útil do mês. já que durante a licença do primeiro servidor é ele quem vai executar a função de direção e por isso. Se esse servidor tirar uma licença é necessário que alguém fique no seu lugar respondendo pelo expediente. Tomemos como exemplo. Se a folha não for paga até o 5º dia útil. em face de acidente ou doença de trabalho que impossibilite o exercício de suas funções. elogiando. 5. Ressalte-se que 5º dia útil do mês é diferente de receber no dia 5 do mês. Todavia. É importante que o aluno/candidato memorize esses direitos. Alguns autores entendem que. o exercício desse direito por parte do servidor é facultativo. sob pena de incidência de atualização monetária. Nos termos da Constituição Federal deve ser assegurada a creche e pré-escola para crianças de até 5 anos de idade. Trata-se apenas de um rol exemplificativo. fica a critério dele participar ou não. a própria lei prevê situações em que o desvio de função é permitido: servidora gestante quando recomendável à sua saúde e à do nascituro. não lhe pode ser negado. quitação da folha de pagamento (remuneração) até o 5º dia útil do mês. Assim. Esse atendimento em creche e pré-escola deve se dar preferencialmente dentro do próprio órgão ou em local próximo para facilitar a amamentação durante o horário de trabalho. pois tem sido cobrado em prova com uma certa freqüência.

durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput. A lei disporá sobre licença sindical para os dirigentes de federações e sindicatos de servidores públicos. § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. é assegurado o desconto em folha de pagamento das contribuições dos associados. passando a dispor que: § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . os Estados.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.. A despesa com pessoal ativo e inativo da União. Parágrafo único. II . observado o disposto no art. Art. resguardados os direitos e vantagens inerentes à carreira de cada um. 41 da Constituição Federal. inclusive em questões judiciais ou administrativas.) § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo.em virtude de sentença judicial transitada em julgado.º 19/98 alterou o prazo para a aquisição da estabilidade (segurança na Administração Pública) de dois para três anos (art. 38. . na forma de lei complementar. O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos na lei complementar federal. o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal.. os servidores nomeados em virtude de concurso público. inclui-se também a demissão do servidor estável por meio de desempenho insatisfatório em avaliação de desempenho. 169. tornou-se inaplicável esse artigo da Lei Orgânica. além da perda do cargo público por meio de sentença judicial transitada em julgado e decisão de processo administrativo..mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. 37. Às entidades de caráter sindical que preencham os requisitos estabelecidos em lei. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. 8º da Constituição Federal.Art. (. 40. já que incluiu o § 1º ao art. sem direito a indenização. 36.) § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo. dos Estados. Art. Assim. Art. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. durante o exercício do mandato. para a aquisição da estabilidade. Art. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade remunerada. 39. após dois anos de efetivo exercício. aplicando-se. É garantido ao servidor público o direito à livre associação sindical.. Também é tido como causa de perda do cargo público de um servidor estável quando o ente federativo ultrapassa os limites de gastos com folha de pessoal.. será ele reintegrado com todos os direitos e vantagens devidos desde a demissão. o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: (. Comentários: A Emenda n. assegurada ampla defesa. Se o cargo estiver ocupado. Se o servidor reintegrado retornar e seu cargo tiver sido extinto. Assim. São estáveis. Trata-se do art. III . O servidor irá retornar para o serviço público para a mesma vaga que ocupada antes de sua demissão. Comentários: Trata-se do instituto de reintegração que é o retorno do servidor ao cargo anteriormente ocupado em virtude da invalidação da sua demissão. o servidor ocupante terá que sair e retornar para o cargo de onde veio.º 19/98 também tornou inaplicável esse dispositivo. observado o disposto no art. para o servidor público do Distrito Federal o prazo constitucional de três anos. 41 da Constituição Federal). e o eventual ocupante da vaga será reconduzido ao cargo de origem. aprovadas em assembléia geral. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Comentários: A emenda n. 8º da Constituição Federal. o servidor estável poderá perder o cargo. 169 da Constituição Federal: Art. a União. Às entidades representativas dos servidores públicos do Distrito Federal cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.

e aos sessenta. Comentários: A partir da emenda n. com proventos integrais. na forma da lei. § 2º A lei disporá sobre aposentadoria em cargos ou empregos temporários. se professora ou especialista de educação. a previdência social passou a ter um caráter contributivo. III – voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de serviço. deverá e aposentar. municipal ou do Distrito Federal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade. Comentários: Compulsoriamente é obrigatoriamente.º 20/98 e 41/2203. se homem. § 4º Os proventos da aposentadoria serão revistos. O servidor recebe remuneração proporcional ao seu tempo de serviço § 3º Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade. insalubres ou perigosas. Comentários: Caso o cargo ocupado por um servidor estável for extinto ou tiver declarada a sua desnecessidade. Comentários: A redução de cinco anos de contribuição só é cabível para professores que comprovem tempo exclusivo de magistério no ensino infantil. mesmo se não quiser. o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada até seu adequado aproveitamento em outro cargo. para se aposentar é necessário ter contribuído para o regime de previdência). o ocupante ficar em disponibilidade. na mesma proporção e na mesma data. especificadas em lei. 70 anos é a idade limite no serviço público. Art. aos setenta anos de idade. se homem. c) aos trinta anos de serviço. Quando servidor completa 70 anos. se professor ou especialista de educação. II – compulsoriamente. A disponibilidade irá durar até que o servidor seja colocado em outro cargo compatível como cargo anterior. na forma do que dispuser lei federal. . b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério. 40 da Constituição determinou a instituição do sistema contributivo. transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. se homem. sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. e aos vinte e cinco anos. quando decorrente de acidente em serviço. será exonerado do serviço público. fundamental e médio os requisitos de idade e de tempo de contribuição. permanecendo à disposição da Administração. 41. que poderá chamá-lo a qualquer tempo para ocupar outro cargo. moléstia profissional ou doença grave. Disponibilidade é a situação em que o servidor estável não está alocado em nenhum cargo. Provento é a prestação pecuniária recebida pelo servidor inativo (aposentado). d) aos sessenta e cinco anos de idade. se mulher. com proventos integrais. inclusive quando decorrentes de reenquadramento. “a” e “c”. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. O servidor será aposentado: I – por invalidez permanente. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. Se o servidor não for estável. como já dito. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. no caso de exercício de atividades consideradas penosas. se mulher.ele ficará em disponibilidade. e aos trinta. contagiosa ou incurável. se mulher. § 3º O tempo de serviço público federal. e proporcionais nos demais casos. Receberá proventos proporcionais ao tempo de contribuição (e não mais ao tempo de serviço – art. recebendo remuneração proporcional ao seu tempo de serviço. e aos vinte e cinco. estadual. logo não basta simplesmente ter prestado o serviço para a Administração é necessário ter contribuído. § 1º Lei complementar estabelecerá exceções ao disposto no inciso III. sendo os proventos integrais. com proventos proporcionais ao tempo de serviço.

§ 4º O militar da ativa que aceitar cargo. enquanto permanecer nesta situação. Art. transferido para a inatividade. são assegurados os proventos de acordo com a jornada predominante dos últimos três anos anteriores à aposentadoria. genitor e cônjuge doente. § 7º Aos servidores com carga horária variável. quando se tratar de regimes diversos. ser promovido por antigüidade. julgamento em 15/4/2009. A cada ano de efetivo exercício o servidor fará jus a um adicional de 1% ao ano. para efeito de aposentadoria. autárquica e fundacional do Distrito Federal. contínuos ou não. fica assegurado: I – percebimento de adicional de um por cento por ano de serviço público efetivo. mediante comprovação por atestado médico da rede oficial de saúde do Distrito Federal. § 6º O militar. 45. 43. § 3º O militar em atividade que aceitar cargo público civil permanente será transferido para a reserva. postos e uniformes militares. Parágrafo único. ou seja. do período em que o servidor estiver de licença concedida por junta médica oficial. . a homem ou mulher. ou pelo critério da proporcionalidade. § 8º O tempo de serviço prestado sob o regime de aposentadoria especial será computado da mesma forma. direitos e deveres a elas inerentes. § 2º As patentes dos oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar são conferidas pelo Governador do Distrito Federal. observado o disposto no parágrafo anterior.) § 1º As patentes. Art. não eletiva. 35. Comentários: O período em que o servidor ficou de licença para tratamento de saúde é contado para todos os efeitos. sendo-lhes privativos os títulos. § 2º. para é contado no cálculo do período para a aposentadoria. CAPÍTULO VII DOS SERVIDORES PÚBLICOS MILITARES Art. da reserva ou reformados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. § 6º É assegurada a contagem em dobro dos períodos de licença-prêmio não gozados. ainda que da administração indireta. são asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa. enquanto em efetivo serviço. IV. § 5º Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve. contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para reserva. para efeito de aposentadoria. para todos os efeitos legais. quando o servidor ocupar outro cargo de regime idêntico. Será concedida licença para atendimento de filho. do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada. aos servidores das empresas públicas e sociedades de economia mista do Distrito Federal.§ 5º O benefício de pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido. ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá. É assegurada a participação de servidores públicos na gerência de fundos e entidades para os quais contribui. emprego ou função pública temporária. sendo depois de dois anos de afastamento. Comentários: Trata-se de uma vantagem do servidor público do Distrito Federal. de disponibilidade. na forma da lei. 202. II – contagem. com prerrogativas. 42. e as graduações dos praças pelos respectivos Comandantes-Gerais. Ficam assegurados os benefícios constantes do art. 44. na forma prevista no art. da Constituição Federal. (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. Art. não pode estar filiado a partidos políticos. Ao servidor público da administração direta. na forma da lei. até o limite estabelecido em lei. qualquer que seja a causa mortis. rural e urbana. São servidores públicos militares do Distrito Federal os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. III – contagem recíproca. desta Lei Orgânica. nos termos da lei.

O uso de bens do Distrito Federal por terceiros poderá ser feito mediante concessão administrativa de uso. anualmente. Cabe ao Poder Executivo a administração dos bens do Distrito Federal. § 2º Todos os bens do Distrito Federal deverão ser cadastrados com a identificação respectiva. Os bens do Distrito Federal declarados inservíveis em processo regular poderão ser alienados. da Constituição Federal. XVIII e XIX. nos termos da lei. 7º. assim como sua destinação e beneficiário. . respeitadas as normas de proteção ao meio ambiente. 51. salvo as exceções previstas nesta Lei Orgânica. subordinada à comprovação da existência de interesse público e à observância da legislação pertinente à licitação. § 2º O cidadão. que vier a adquirir ou lhe forem atribuídos. só será admitida em caso de comprovado interesse público. São bens do Distrito Federal: I – os que atualmente lhe pertencem. investido na função de um dos Poderes. Parágrafo único. permissão ou autorização. conforme o caso e o interesse público. Art. na forma da lei. à Câmara Legislativa relatório do qual conste a identificação dos bens do Distrito Federal objeto de concessão ou permissão de uso no exercício. § 1º É vedada a delegação de atribuições entre os Poderes. após ampla audiência à população interessada. XVII. § 10. A aquisição por compra ou permuta. § 1º Os bens imóveis do Distrito Federal só poderão ser objeto de alienação. ao patrimônio histórico. § 3º O Distrito Federal utilizará seus bens dominiais como instrumento para a realização de políticas de ocupação ordenada do território. Art. ressalvadas. § 8º O oficial condenado pela Justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos. o Executivo e o Legislativo. Os bens do Distrito Federal destinar-se-ão prioritariamente ao uso público. sua infra-estrutura e bens acessórios. São Poderes do Distrito Federal. Art. concedendo-se preferência à cessão de uso sobre a venda ou doação. §§ 4º e 5º. emergentes e em depósito. CAPÍTULO VIII DOS BENS DO DISTRITO FEDERAL Art. Art. III – a rede viária do Distrito Federal. 53. comodato ou cessão de uso. II – as águas superficiais ou subterrâneas. neste caso. não poderá exercer a de outro. 52. Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. Art. § 1º Os bens públicos tornar-se-ão indisponíveis ou disponíveis por meio de afetação ou desafetação. § 9º Aplica-se aos servidores públicos militares e a seus pensionistas o disposto no art. XII. da Constituição Federal.§ 7º O oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou de comportamento com ele incompatível por decisão da Justiça militar. 40. Art. O Governador encaminhará. fluentes. será submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior. cultural. 50. independentes e harmônicos entre si. 48. e garantido o interesse social. cabendo doação somente nos casos que a lei especificar. aforamento. mediante licitação. na forma da lei. 49. em virtude de lei. respectivamente. 47. VIII. TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. por sentença transitada em julgado. § 2º A desafetação. 46. O descumprimento do disposto neste artigo importa crime de responsabilidade. ressalvado à Câmara Legislativa administrar aqueles utilizados em seus serviços e sob sua guarda. as decorrentes de obras da União. por lei específica. arquitetônico e paisagístico. bem como a alienação dos bens imóveis do Distrito Federal dependerão de prévia avaliação e autorização da Câmara Legislativa.

Art. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. para qualquer outro local do Distrito Federal. por que não compete a ele organizar e manter tal Poder. em face da previsão constitucional de autonomia política do Distrito Federal. por deliberação da maioria absoluta de seus membros. que corresponde a quatro anos. Parágrafo único. presente a . Poderá a Câmara Legislativa reunir-se temporariamente. as deliberações da Câmara Legislativa e de suas comissões serão tomadas por maioria de votos. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Legislativa. Sessão legislativa como vimos é o período anual em que se desenvolvem os trabalhos da Câmara Legislativa. A Câmara Legislativa do Distrito Federal tem sede em Brasília. Salvo disposição em contrário da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. Sessão legislativa não significa a mesma coisa que legislatura. não faz parte da estrutura do Distrito Federal. Ele existe. é necessário deliberação da maioria absoluta de seus membros. Os Deputados Distritais são eleitos pelo povo pelo sistema proporcional para um mandato de quatro anos.. o DF conta com 8 Deputados Federais. todavia. Legislatura é o período do mandado do particular. de modo que fica vedado a transferência (delegação) de atribuições típicas de um para outro. podendo ocorrer sucessivas reeleições. Isso não significa que não exista Poder Judiciário no Distrito Federal. 21. Atualmente. 56. desde que seja conveniente ou em virtude de acontecimento que impossibilite o funcionamento naquele local. Tal vedação decorre da Teoria da Independência e Separação dos Poderes. conforme o art. CAPÍTULO II DO PODER LEGISLATIVO Seção I Da Câmara Legislativa Art. Parágrafo único. O período de trabalho que compreende 1º de fevereiro a 30 de junho e 1º de agosto a 15 de dezembro é chamado de sessão legislativa ordinária. 54. mas para tanto. 55. No que se refere ao § 1º do art. composta pelos Deputados Distritais. Pode haver mudança temporária da sede. outorgando ao DF o poder de escolher seus próprios representantes. o TJDF é um órgão federal. Capital da República Federativa do Brasil. As sessões que ocorrerem durante esse período de recesso parlamentar são chamadas de sessões legislativas extraordinárias. Os intervalos entre os períodos legislativos são chamados de recesso particular.Comentários: Conforme a Lei Orgânica somente fazem parte da estrutura do Distrito Federal os Poderes Executivo e Legislativo. sempre que houver motivo relevante e de conveniência pública ou em virtude de acontecimento que impossibilite seu funcionamento na sede. de modo que os Deputados Distritais são em numero de 24 (8 X 3 = 24). 53 a Lei Orgânica proíbe a delegação de atribuições de um Poder para outro. representantes do povo. Comentários: O Poder Legislativo do Distrito Federal foi criado em 1991. A sede da Câmara Legislativa é em Brasília. XIII da Constituição Federal (Compete à União: organizar e manter o Poder Judiciário. eleitos e investidos na forma da legislação federal. o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios). em qualquer local do Distrito Federal. O Pode Judiciário é organizado e mantido pela União Federal. O período em que os deputados exercem sua atividade é chamado de sessão legislativa. Art. A Constituição Federal determina que o número de deputados distritais deve corresponder ao triplo do numero de deputados federais. iniciando-se com a posse dos eleitos. Destarte. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Legislativa. composta de Deputados Distritais.

III – criação. de 1997. de 1996. Já as tarefas nas quais a Câmara Legislativa depende da sanção do Chefe do Poder Executivo são competências legislativas. judicialmente. de 1997. relacionadas à autonomia do Distrito Federal. onde a Câmara cria leis complementares e leis ordinárias. Cabe à Câmara Legislativa. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 14. em seu âmbito: (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 9. como determina a Constituição. em regra. III – promover a uniformização da jurisprudência administrativa e a compilação da legislação da Câmara Legislativa e do Distrito Federal. entidade ou tribunal as medidas de interesse da justiça. de 1996. desde que requerida por partido político com representação na Câmara Legislativa e aprovada. Diário de Justiça de 18/6/2004. dívida pública e empréstimos externos a qualquer título a ser contraídos pelo Distrito Federal.maioria absoluta de seus membros. O art. 58. concordando com os atos praticados pela Câmara. . especialmente sobre: Comentários: A Câmara Legislativa do Distrito Federal possui duas principais tarefas: legislar e fiscalizar os atos do Poder Público. Dispositivo declarado inconstitucional. de 1996. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47. a votação poderá ser realizada por escrutínio secreto. de 1997. aquiescendo. V – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 14. fixação dos vencimentos ou aumento de sua remuneração. Art. dispor sobre todas as matérias de competência do Distrito Federal. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 9. em votação ostensiva. de 2006. pela Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa. sem redução de texto. 145. observado o disposto nos arts. aos assuntos de interesse local ou de interesse sociais denominados difusos. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 14. 147. 155. I – matéria tributária.) I – representar a Câmara Legislativa judicialmente. Destarte. As tarefas que são realizadas pela Câmara Legislativa sem a participação do Poder Executivo. não exigida esta para o especificado no art. orçamento anual. determinadas atribuições serão realizada pela Câmara Legislativa sem a necessidade de participação de outro Poder. 58. da Administração e do Erário. 152. para esclarecer que a representação judicial do Poder Legislativo do Distrito Federal pela Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa se limita aos casos em que a Casa compareça em juízo em nome próprio: ADI nº 1557 – STF. IV – prestar consultoria e assessoria jurídica à Mesa Diretora e aos demais órgãos da estrutura administrativa. ora em análise. pela maioria absoluta dos Deputados Distritais. transformação e extinção de cargos. 60 desta Lei Orgânica. sem a necessidade de sanção do Chefe do Poder Executivo.) § 3º A Câmara Legislativa do Distrito Federal regulamentará a organização e o funcionamento da sua Procuradoria-Geral e da respectiva carreira de Procurador da Câmara Legislativa. 156 e 162 da Constituição Federal. empregos e funções públicas. diretrizes orçamentárias. com total independência.) Parágrafo único. versa sobre as competências legislativas do Distrito Federal. na qual é seguida pela Lei Orgânica. Para viabilizar as atribuições da Câmara Legislativa é imprescindível a separação dos Poderes. 57. sobre o funcionamento da sua Procuradoria-Geral até que sejam providos por concurso público os respectivos cargos daquele órgão.) § 1º São funções institucionais da Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa. são tarefas realizadas.) § 4º A Câmara Legislativa disporá. O Poder Legislativo será representado por seu Presidente e. Quando o sigilo for imprescindível ao interesse público. II – plano plurianual. devidamente justificado. 150. ou seja. em outras atribuições é necessário que outro Poder participe (no caso o Poder Executivo).) § 2º O ingresso na carreira de Procurador da Câmara Legislativa far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.) Seção II Das Atribuições da Câmara Legislativa Art. em votação ostensiva. (Caput do artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 9. requerendo a qualquer órgão. Todavia. com a sanção do Governador. II – promover a defesa da Câmara. operações de crédito. ainda. são chamadas de competências privativas da Câmara Legislativa.

estruturação e atribuições de Secretarias do Governo do Distrito Federal e demais órgãos e entidades da administração direta e indireta. VI – autorização para alienação dos bens imóveis do Distrito Federal ou cessão de direitos reais a eles relativos. pelo Distrito Federal. administração. I – eleger os membros da Mesa Diretora e constituir suas comissões. bem como o de suas comissões permanentes. Art. XI – concessão ou permissão para a exploração de serviços públicos. ensino. cultura. 184 a 191 da Constituição Federal. à Câmara Legislativa do Distrito Federal: Comentários: Conforme já explicitado. Compete à Câmara Legislativa autorizar. bem como a concessão de qualquer garantia pelo Distrito Federal ou por suas autarquias. Vice-Governador. seu regime jurídico. XII – autorizar o Governador e o Vice-Governador a se ausentarem do Distrito Federal por mais de quinze dias. V – educação. alienação. habitação. declarar vacância e promover as respectivas substituições ou sucessões. transformação. da Constituição Federal. Compete. V – criar. IV. X – criação. previdência. provimento de cargos. III – estabelecer e mudar temporariamente sua sede. em consonância com o sistema nacional. fusão e extinção de entidades públicas do Distrito Federal. desporto e segurança pública. nos termos desta Lei Orgânica. bem como recebimento. juventude e idosos. X – promover. II – dispor sobre seu regimento interno. observado o disposto nos arts. nos termos dos arts. observado o disposto nos arts. fusão e desmembramento de Regiões Administrativas. nos limites estabelecidos pelo Senado Federal. XV – aquisição. estabilidade e aposentadoria. em cada legislatura. para a subseqüente. IX – planejamento e controle do uso. XIX – organização do sistema local de emprego. polícia e serviços administrativos. observados os princípios da Constituição Federal. VIII – uso do solo rural. em operação de crédito contratada por suas autarquias. o local de suas reuniões. pelo Distrito Federal. VII – fixar. I. ocupação do solo e mudança de destinação de áreas urbanas. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. Secretários de Estado do Distrito Federal e Administradores Regionais. quando não apresentadas nos prazos estabelecidos. configurando crime de responsabilidade sua reedição. 182 e 183 da Constituição Federal. de 2005. XVI – transferência temporária da sede do Governo. não se considerando como tais a simples destinação específica do bem. 59. as competências privativas são aquelas tarefas realizadas pela Câmara Legislativa sem a necessidade de sanção por parte do Chefe do Poder Executivo local. incorporação.) VIII – fixar a remuneração dos Deputados Distritais. a realização de operações externas de natureza financeira. 34. XIII – criação. bem como provê-los e fixar ou modificar as respectivas remunerações. privativamente. XII – o servidor público.IV – planos e programas locais de desenvolvimento econômico e social. a remuneração do Governador. XVIII – proteção à infância. de doações com encargo. arrendamento e cessão de bens imóveis do Distrito Federal. bem como normas gerais sobre privatização das entidades de direito privado integrantes da administração indireta. a consolidação dos textos legislativos com a finalidade de tornar sua consulta acessível aos cidadãos. Art. VII – criação. transformar ou extinguir cargos de seus serviços. XIV – convocar Secretários de Estado. XI – dar posse ao Governador e Vice-Governador e conhecer da renúncia de qualquer deles. e 36. IX – solicitar intervenção federal para garantir o livre exercício de suas atribuições. parcelamento. XIII – proceder à tomada de contas do Governador. fundações. a celebração de operações de crédito. . saúde. 60. periodicamente. para cada exercício financeiro. IV – zelar pela preservação de sua competência legislativa. XIV – prestação de garantia. incluído o de transporte coletivo. VI – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar. XVII – proteção e integração de pessoas portadoras de deficiência. dirigentes e servidores da administração direta e indireta do Distrito Federal a prestar pessoalmente informações sobre assuntos previamente determinados. empresas públicas e sociedades de economia mista.

no todo ou em parte. após argüição em seção pública. nos termos da legislação pertinente. XXXIII – encaminhar. de 1999.) XV – julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos do governo. a execução de lei ou ato normativo declarado ilegal ou inconstitucional tanto pelo Supremo Tribunal Federal quanto pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal nas suas respectivas áreas de competência. como prevê o art. XXXVII – emendar a Lei Orgânica. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. a Câmara Legislativa observará. no prazo de trinta dias. no prazo de quinze dias. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. de 2006. 108. XXXVIII – regulamentar as formas de participação popular previstas nesta Lei Orgânica. nos casos de silêncio do Governador. XXX – receber renúncia de Deputado Distrital e declarar a vacância do cargo. XXI – convocar o Procurador-Geral do Distrito Federal a prestar informações sobre assuntos previamente determinados. à Comissão Especial composta em conformidade com o art. XL – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 28. de 1998. XX – aprovar previamente a indicação ou destituição do Procurador-Geral do Distrito Federal.) XXIV – processar e julgar o Governador nos crimes de responsabilidade. no que couber. quanto ao Vice-Governador e Secretários de Estado. nos crimes da mesma natureza ou conexos com aqueles. a escolha dos membros do Conselho de Governo indicados pelo Governador. a Mesa Diretora da Câmara Legislativa enviará denúncia. Diário de Justiça de 25/10/2002. XXIII – autorizar.) XLI – conceder título de cidadão benemérito ou honorário.) § 1º Em sua função fiscalizadora. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47. o Vice-Governador e os Secretários de Estado. XXVI – autorizar ou aprovar convênios. XXII – declarar a perda do mandato do Governador e do Vice-Governador.) XXXIV – apreciar vetos. por dois terços dos seus membros. em sentenças transitadas em julgado.) XXVIII – aprovar previamente a alienação de terras públicas com área superior a vinte e cinco hectares e. § 2º No caso do inciso XI. bem como o fornecimento de informação falsa. XVII – escolher cinco entre os sete membros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. em cinco dias. incluídos os da administração indireta. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 25. . acordos ou contratos de que resultem. (Inciso declarado inconstitucional: ADI nº 1166 – STF. anualmente. o disposto nos arts. observando. XXXI – declarar a perda de mandato de Deputado Distrital. XXXVI – conceder licença para processar Deputado Distrital. em votação ostensiva. V. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47.importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa adequada ou o não atendimento no prazo de trinta dias. § 2º. XVI – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo. 63. garantida a proporcionalidade partidária. após argüição pública. 70 a 75 da Constituição Federal. expedir decretos legislativos e resoluções. no que couber. as contas do Tribunal de Contas do Distrito Federal. XXIX – apreciar e julgar. por intermédio da Mesa Diretora.) XXV – processar e julgar o Procurador-Geral nos crimes de responsabilidade. XXXII – solicitar ao Governador informação sobre atos de sua competência. de 2006. nos termos do art. nos termos do regimento interno. promulgar leis. de 2005. de 2005. encargos não previstos na lei orçamentária. de 2005. sujeitando-se este às penas da lei por ausência injustificada. o disposto nos arts. em votação ostensiva. a instauração de processo contra o Governador. submetendo-o imediatamente ao Plenário. com área superior a cinqüenta hectares. de 2005. XXXIX – indicar membros do Conselho de Governo. nos termos da legislação federal. requerimento de informação aos Secretários de Estado. 66 e 67 da Constituição Federal. XXXV – aprovar previamente a indicação de presidente de instituições financeiras oficiais do Distrito Federal. a qual emitirá parecer.) XXVII – aprovar previamente. 68. no caso de concessão de uso. bem como a prestação de informações falsas. nos termos da legislação pertinente. a escolha dos titulares do cargo de conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal indicados pelo Governador. XLII – autorizar referendo e convocar plebiscito. a recusa ou o não atendimento no prazo de trinta dias. bem como adotar as providências pertinentes. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. implicando crime de responsabilidade. XVIII – aprovar previamente.) XIX – suspender. para o Distrito Federal.

§ 3º A remuneração dos Deputados Distritais obedecerá ao limite estabelecido pela Constituição Federal. Seção III Dos Deputados Distritais Art. 61. Os Deputados Distritais são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. (Artigo e parágrafos com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 48, de 2007) Comentários: O caput do art. 61 dispõe sobre a denominada imunidade material que possuem os Deputados Distritais. Essa imunidade lhes confere a prerrogativa de não sofrer qualquer tipo de censura por suas palavras, opiniões e votos. Assim, os deputados distritais não podem ser responsabilizados civil e penalmente, quando no exercício de suas funções, dentro ou fora da Câmara Legislativa, manifestar suas opiniões, proferirem palavras e votos, oralmente ou por escrito. Assim, se eventualmente, um deputado distrital, no exercício de sua função, vier a proferir palavras injuriosas contra uma determinada pessoa, esta não poderá pleitear a responsabilização do deputado nem civil e nem penalmente. Portanto, não caberá a condenação em indenização pelo dano moral por ferir a hora da vítima (responsabilização civil), tampouco condenação em pena restritiva de liberdade (responsabilização penal). Assim, os deputados distritais são invioláveis por suas palavras, opiniões e votos. Ressalte-se que a inviolabilidade só existe com relação a palavras, opiniões e votos e desde que o deputado esteja no exercício de sua função, não necessariamente na Câmara Legislativa. § 1º Os Deputados Distritais, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Comentários: Tal prerrogativa (julgamento pelo Tribunal de Justiça do DF) é chamada de imunidade formal, ou ainda foro privilegiado ou foro por prerrogativa de função. De acordo com a imunidade formal um deputado distrital só pode ser julgado pelo Tribunal de Justiça do DF. A partir do momento em que o deputado é diplomado (mesmo a diplomação ocorrendo antes da posse) o deputado distrital já possui a citada imunidade. Assim, desde o momento da diplomação o deputado adquire a prerrogativa de função, só podendo ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. § 2º Desde a expedição do diploma, os membros da Câmara Legislativa não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Comentários: O dispositivo em comento trata da imunidade formal prisional, a qual impede que um deputado distrital, desde a sua diplomação, seja preso, salvo se estiver em flagrante delito de crime inafiançável, tais como tortura, tráfico ilícito de entorpecentes, terrorismo, crimes hediondos, etc. § 3º No caso de flagrante de crime inafiançável os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Câmara Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Comentários: Mesmo sendo preso em flagrante delito de crime inafiançável o deputado distrital pode ser posto em liberdade por meio de decisão de seus pares. Assim, após a prisão, os autos do inquérito ou processo deverão ser remetidos dentro do prazo de vinte e quatro horas para a Câmara Legislativa, para que, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, seja resolvida (decidida) a prisão. § 4º Recebida a denúncia contra o Deputado Distrital por crime ocorrido após a diplomação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios dará ciência à Câmara Legislativa, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. § 5º O pedido de sustação será apreciado pela Câmara Legislativa no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.

§ 6º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. Comentários: Iniciado processo criminal contra deputado distrital por crime ocorrido após a sua diplomação, o processo pode ser sobrestado (suspenso) pelo voto da maioria absoluta da Câmara Legislativa. Denúncia é o processo criminal. Desta feita, recebida a denúncia, o processo criminal contra o deputado distrital, o TJDF deve comunicar o fato para a Câmara Legislativa, que poderá pelo voto da maioria de seus membros suspender o processo criminal. Ressalte-se que essa suspensão só é possível quando se tratar de crime ocorrido após a diplomação. Ressalte-se ainda que havia dispositivo constitucional determinando que para que se desse início ao processo criminal contra o deputado distrital necessário seria de prévia licença ou autorização da Câmara Legislativa. Assim, se não houvesse essa licença expedida pela Câmara um deputado distrital não poderia ser processado criminalmente. A partir da edição da emenda constitucional n.º 35/2001 não se fez mais necessária a licença da Câmara Legislativa para a instauração do processo criminal contra um deputado distrital. Destarte, uma vez recebida a denúncia pelo TJDF ele pode dar início à ação penal, todavia, como visto o processo pode ser suspenso por decisão da Câmara Legislativa. § 7º Os Deputados Distritais não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. § 8º A incorporação de Deputados Distritais às Forças Armadas, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Câmara Legislativa. § 9º As imunidades dos Deputados Distritais subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Câmara Legislativa, nos casos de atos praticados fora do recinto da Casa que sejam incompatíveis com a execução da medida. § 10. Poderá o Deputado Distrital, mediante licença da Câmara Legislativa, desempenhar missões de caráter diplomático e cultural. Art. 62. Os Deputados Distritais não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum nas entidades constantes da alínea anterior; II – desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, “a”; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, “a”; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Art. 63. Perderá o mandato o Deputado Distrital: I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; III – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Legislativa; IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado; VII – que utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou improbidade administrativa. § 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas ao Deputado Distrital ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida por maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa, em votação ostensiva, mediante provocação da Mesa Diretora ou de partido político representado na Casa, assegurada ampla defesa. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47, de 2006.)

§ 3º Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa Diretora, de ofício ou mediante provocação de qualquer dos membros da Câmara Legislativa ou de partido político nela representado, assegurada ampla defesa. § 4º A renúncia de Deputado Distrital submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2° e 3°. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 31, de 1999.) Art. 64. Não perderá o mandato o Deputado Distrital: I – investido na função de Ministro de Estado, Secretário-Executivo de Ministério ou equivalente, Secretário de Estado do Distrito Federal, Administrador Regional, Chefe de Missão Diplomática Temporária ou dirigente máximo de Autarquia, Fundação Pública, Agência, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista pertencentes à Administração Pública Federal e Distrital; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) II – licenciado pela Câmara Legislativa por motivo de doença ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. § 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura nas funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. § 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la, se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. § 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado Distrital poderá optar pela remuneração de seu mandato. Seção IV Do Funcionamento da Câmara Legislativa Subseção I Das Reuniões Art. 65. A Câmara Legislativa reunir-se-á, anualmente, em sua sede, de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro. § 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. § 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias, nem encerrada sem a aprovação do projeto de lei do orçamento. Comentários: A Câmara legislativa se reúne ordinariamente de 1º/02 a 30/06 e de 01/08 a 15/12. Caso haja reunião fora desse período é chamada de sessão legislativa extraordinária. Todavia, a sessão legislativa não se interromperá em 1º/08 para o recesso parlamentar, caso não tenha sido aprovado o projeto de lei de diretrizes orçamentárias. De igual modo não se encerrará em 15/12 se não tiver sido votada a lei do orçamento. Art. 66. A Câmara Legislativa, em cada legislatura, reunir-se-á em sessões preparatórias no dia 1º de janeiro, observado o seguinte: I – na primeira sessão legislativa, para a posse dos Deputados Distritais, eleição e posse dos membros da Mesa Diretora; II – na terceira sessão legislativa, para a posse dos membros da Mesa Diretora eleitos no último dia útil da primeira quinzena de dezembro da sessão legislativa anterior, vedada a recondução para o mesmo cargo. Parágrafo único. Na composição da Mesa Diretora é assegurada, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária ou de blocos parlamentares com participação na Câmara Legislativa. Art. 67. A convocação extraordinária da Câmara Legislativa far-se-á: I – pelo Presidente, nos casos de: a) decretação de estado de sítio ou estado de defesa que atinja o território do Distrito Federal; b) intervenção no Distrito Federal; Comentários:

A Câmara Legislativa do Distrito Federal poderá se reunir extraordinariamente nos casos de decretação de estado de sítio ou estado de defesa que atinja o território do Distrito Federal. Estado de defesa o convocação em situações específicas c) recebimento dos autos de prisão de Deputado Distrital, na hipótese de flagrante de crime inafiançável; d) posse do Governador e Vice-Governador; II – pela Mesa Diretora ou a requerimento de um terço dos Deputados que compõem a Câmara Legislativa, para apreciação de ato do Governador do Distrito Federal que importe crime de responsabilidade; III – pelo Governador do Distrito Federal, pelo Presidente da Câmara Legislativa ou a requerimento da maioria dos seus membros, em caso de urgência ou interesse público relevante; IV – pela comissão representativa prevista no art. 68, § 5º, nas hipóteses estabelecidas nesta Lei Orgânica. Parágrafo único. Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Legislativa somente deliberará sobre a matéria para a qual tiver sido convocada. Subseção II Das Comissões Art. 68. A Câmara Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no seu regimento interno ou no ato legislativo de que resultar sua criação. § 1º Na composição de cada comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares com participação na Câmara Legislativa. § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I – apreciar e emitir parecer sobre proposições, na forma do regimento interno da Câmara Legislativa; II – realizar audiências públicas com entidades representativas da sociedade civil; III – convocar Secretários de Estado, dirigentes e servidores da administração pública direta e indireta do Distrito Federal e o Procurador-Geral a prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44, de 2005.) IV – receber petições, reclamações, representações ou queixas contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V – solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI – apreciar programas de obras, planos regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer; VII – fiscalizar os atos que envolvam gastos de órgãos e entidades da administração pública. § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no regimento interno, serão criadas mediante requerimento de um terço dos membros da Câmara Legislativa, para apuração de fato determinado e por prazo certo; sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público e à Procuradoria-Geral do Distrito Federal, para que promovam a responsabilidade civil, criminal, administrativa ou tributária do infrator. § 4º A omissão de informação às comissões parlamentares de inquérito, inclusive as que envolvam sigilo, ou a prestação de informações falsas constituem crime de responsabilidade, na forma da legislação pertinente. § 5º Durante o recesso, haverá uma comissão representativa da Câmara Legislativa, com atribuições definidas no regimento interno, cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária, eleita na última sessão ordinária de cada sessão legislativa. Comentários: A Câmara Legislativa poderá criar comissões com vistas a facilitar os trabalhos legislativos. Tais comissões possuem atribuições administrativas, legislativas ou fiscalizadoras.

sendo o caso. conforme o regimento. redação. quando a matéria se relacionar com competência política. III – leis ordinárias. permitindo-se prorrogações). com prazo certo de duração. produzindo efeitos de modo a alcançar terceiros. tais como determinar busca e apreensão. a partir de regras contidas na própria Lei Orgânica. procedimento que se utiliza de processos especial para a criação de emendas à Constituição. As comissões parlamentares de inquérito (CPI) são tidas como a mais importante das comissões. 69. legal. As comissões especiais são criadas para analisar um assunto predeterminado. Lei complementar disporá sobre elaboração. administrativa ou tributária do infrator. leis complementares como o próprio nome diz tem o propósito de complementar. IV – decretos legislativos. internas será utilizada a resolução. Isto por que são criadas para a finalidade de investigar e apurar fatos determinados considerados acontecimentos relevantes para a vida pública. comissões parlamentares de inquérito e comissões de representação. quebra de sigilo telefônico. devem ser encaminhadas ao Ministério Público e à Procuradoria Geral do Distrito Federal. que são normas cujo objetivo é a alterar a Lei Orgânica. O processo legislativo compreende a elaboração de emendas à Lei Orgânica. temporário. aquele que se refere ao procedimento realizado para a criação de leis ordinárias e complementares . estas ainda se subdivide em comissões especiais. na Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara Legislativa. explicar ou adicionar algo à constituição. econômica e social do Distrito Federal. criminal. etc. determinar o seqüestro de bens. As CPI’s são criadas por prazo certo (180 dias. Tais comissões são extintas após cumprirem as finalidades. O art. se a constituição não exige a elaboração de lei complementar então a lei competente para tratar daquela matéria é a lei ordinária. Só é possível distingui-las pelos efeitos de cada uma. II – leis complementares. Parágrafo único. Seção V Do Processo Legislativo Art. decretos legislativos e resoluções que são normas jurídicas criadas pela própria Câmara Legislativa sem a necessidade de sanção do governador. sumário. e tem seu âmbito material predeterminado pelo constituinte. por meio de requerimento constando no mínimo um terço de assinatura dos deputados distritais e possuem poderes próprios de autoridades judiciais. especial. As comissões permanentes. parlamentares de inquérito e de representação.bancário e fiscal. expedir ordens de prisão (salvo em flagrante). Decretos legislativos e Resoluções. em numero de nove. O processo legislativo pode ser classificado em: ordinário. Serpa utilizado o decreto legislativo. Subseção I . além de acompanhar e fiscalizar programas. representar a Câmara Legislativa em atos externos de missões temporárias. para que promovam a responsabilidade civil. de iniciativa do Chefe do Poder Executivo. a oitiva de testemunhas. no caso das leis ordinárias o seu campo material é alcançado por exclusão. alteração e consolidação das leis do Distrito Federal. atos e orçamentos públicos distritais. As conclusões de uma CPI. possuem conhecimento técnico e especializado sobre determinados assuntos e são convocadas para emitir parecer sobre o assunto de sua especialidade. quando o projeto de lei está acompanhando de solicitação de urgência na apreciação. aquele que se refere ao procedimento a ser realizado para se criar leis ordinárias. O processo legislativo compreende a elaboração de: I – emendas à Lei Orgânica.As comissões são classificadas em Permanentes ou Temporárias. Comentários: Processo legislativo é uma série de atos praticados na atividade legislativa para a produção de leis. As comissões de representação são criadas para num dado momento. Tais normas devem tratar de matérias de competência político-administrativa da Câmara. As comissões temporárias são aquelas criadas para a análise de um assunto circunstancial. 70 do Regimento Interno da Câmara Legislativa elenca as espécies de comissões temporárias: comissões especiais. pelas quais foram criadas. V – resoluções. a ordem constitucional. quando a matéria a ser tratada se relacionar com competências administrativas.

extinção. Art. O Governador do Distrito Federal pode solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. Aprovada. A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: I – de um terço. 73. Comentários: A Lei Orgânica pode ser alterada por meio de emendas à lei orgânica. fusão e atribuições das Secretarias de Estado do Distrito Federal.) V – plano plurianual. Subseção II Das Leis Art. três zonas eleitorais. o quorum mínimo é de 2/3 dos deputados. estruturação. mediante iniciativa popular assinada. 166. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara Legislativa. ao Governador do Distrito Federal e. por um por cento dos eleitores do Distrito Federal distribuídos em. Para votar o projeto de emenda à Lei Orgânica é necessário que a mesmo seja discutido e votado em dois turnos. formais e materiais. estabilidade e aposentadoria. Órgãos e entidades da administração pública. orçamento anual e diretrizes orçamentárias. com não menos de três décimos por cento do eleitorado de cada uma delas. pelo menos. Destarte. na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica. III – de cidadãos. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. a emenda deve ser promulgada pela própria Câmara. 71. provimento de cargos. II – do Governador do Distrito Federal. e considerada aprovada se obtiver. desde que observados alguns limites chamados de circunstanciais. no mínimo. §§ 3º e 4º. com o respectivo número de ordem. incorporação. Este também é um dos limites formais. § 1º Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal a iniciativa das leis que disponham sobre: I – criação de cargos. ao Tribunal de Contas do Distrito Federal. § 4º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. Art. funções ou empregos públicos na administração direta. dos membros da Câmara Legislativa. o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Legislativa. IV. II – servidores públicos do Distrito Federal. está aí um limite formal. não é qualquer pessoa que poderá propor alterações na Lei Orgânica. com intervalo mínimo de dez dias entre os turnos e em ambos os turnos. assim como aos cidadãos. estado de defesa ou estado de sítio. sem a correspondente indicação da fonte de custeio. II – nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara Legislativa. da Constituição Federal. autárquica e fundacional. reestruturação. As emendas à Lei Orgânica só poderão ser suscitadas pó rum terço dos membros da Câmara Legislativa. . 84. § 2º Não será objeto de deliberação proposta que vise a conceder gratuidade ou subsídio em serviço público prestado de forma indireta. no mínimo. Não será admitido aumento da despesa prevista: I – nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Distrito Federal. ou aumento de sua remuneração. IV – criação. § 5º A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. de 2005. nos termos do art.Das Emendas à Lei Orgânica Art. III – organização da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. 70. em ambos. 72. seu regime jurídico. sem necessidade de sanção do governador. desmembramento. com interstício mínimo de dez dias. § 3º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda que ferir princípios da Constituição Federal. § 1º A proposta será discutida e votada em dois turnos. pelo governador e pelos cidadãos por meio da iniciativa popular. ressalvado o disposto no art. § 2º A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa.

caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. será o projeto enviado ao Governador para promulgação. § 7º A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. dentro de quarenta e oito horas. em votação ostensiva. sem deliberação. nos termos do art. 75. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados. II – o estatuto dos servidores públicos civis. § 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. inconstitucional ou contrário ao interesse público. o prazo estabelecido no art. o sancionará e promulgará. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. 68. inciso ou alínea. distribuído por três zonas eleitorais. 67. o Presidente da Câmara Legislativa a promulgará e. § 4º. § 2º Os prazos de que trata o parágrafo anterior não correm nos períodos de recesso da Câmara Legislativa. no todo ou em parte. no mínimo. será ele enviado ao Governador que. para que se ultime a votação. IV. Art. no prazo de quinze dias úteis. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta dos Deputados da Câmara Legislativa e receberão numeração distinta das leis ordinárias.) X – a lei que dispõe sobre o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. na forma regimental. de 2006. aquiescendo. o silêncio do Governador importará sanção. contados da data do recebimento. na forma do art. § 5º. de 2007. poderá convocar a Câmara Legislativa para sobre ele se manifestar. justificado e subscrito por.) XI – a lei que dispõe sobre o Plano de Desenvolvimento Local. IX – a lei que dispõe sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo. VI – a lei que dispõe sobre a organização do sistema de educação do Distrito Federal. A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara Legislativa de emenda à Lei Orgânica. § 4º Se o veto não for mantido. assegurada a defesa do projeto por representantes dos respectivos autores perante as comissões nas quais tramitar. III. e comunicará. 66. sobrestadas as demais proposições até a sua votação final. Art.§ 1º Se. 76. se este não o fizer em igual prazo. um por cento do eleitorado do Distrito Federal. 74. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 47. da Constituição Federal. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. constituirão leis complementares. vetá-lo-á total ou parcialmente. § 8º Caso o projeto de lei seja vetado durante o recesso da Câmara Legislativa. IV – a lei do sistema tributário do Distrito Federal. entre outras: I – a lei de organização do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Parágrafo único. § 5º Esgotado.) Subseção III Da Iniciativa Popular Art. mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa. VIII – a lei que dispõe sobre o plano diretor de ordenamento territorial do Distrito Federal. na hipótese prevista no caput. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. Aprovado o projeto de lei. Para os fins deste artigo. os motivos do veto ao Presidente da Câmara Legislativa. dependendo da urgência e da relevância da matéria. sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos. parágrafo. 70. o Governador comunicará o veto à comissão a que se refere o art. na mesma sessão legislativa.) § 6º Se a lei não for promulgada em quarenta e oito horas pelo Governador nos casos dos §§ 3º e 4º. de 2007. esta deverá ser incluída na Ordem do Dia. de 2007. V – a lei que dispõe sobre as atribuições do Vice-Governador do Distrito Federal. § 3º Decorrido o prazo de quinze dias. e. III – a lei de organização da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. ou de projeto de lei devidamente articulado. nem se aplicam a projetos de código e de emendas a esta Lei Orgânica. Seção VI Da Fiscalização Contábil e Financeira Subseção I Das Disposições Gerais . § 1º Se o Governador do Distrito Federal considerar o projeto de lei. VII – a lei de organização da previdência dos servidores públicos do Distrito Federal. o veto será incluído na ordem do dia da sessão imediata. a Câmara Legislativa não se manifestar sobre a proposição em até quarenta e cinco dias.

o interno e o externo. etc. fiscalização operacional. Art. deverão ser objeto de controle os atos dos administradores públicos em geral. Comentários: Como já dito. É um tipo de fiscalização que tem por enfoque orientar e fornecer apoio aos gestores da Administração Pública. poderão ser realizados dois tipos de controle. bens e valores públicos ou pelos quais o Distrito Federal responda. Assim. a cargo da Câmara Legislativa. orçamentária.Art. legitimidade (análise com base na satisfação do interesse público). O controle (fiscalizações) será exercido sobre os órgãos da Administração Direta do Distrito Federal e sobre as entidades da Administração Pública Indireta. o próprio Poder é responsável por fazer o controle de seus próprios atos. Fiscalização contábil: objetiva verificar se os recursos públicos estão sendo escriturados de acordo com as normas contábeis aplicadas à espécie. O TCDF apreciará as contas do Governador. O controle externo. No caso do DF tal controle é exercido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Destarte. 78. legitimidade. independente se são recursos orçamentários ou não. indireta e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. é feito o acompanhamento da execução de programas e projetos governamentais. portanto. II – julgar as contas: . arrecade. departamentos. o controle recai sobre a aplicação dos auxílios financeiros fornecidos pelo Distrito Federal) e renúncia de receitas. A fiscalização contábil. com auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Federal. de modo a que possam otimizar a aplicação de recursos financeiros para o atingimento das metas. Fiscalização Patrimonial: se relaciona com o controle e conservação dos bens públicos. fiscalização operacional. ao qual compete: I – apreciar as contas anuais do Governador. guarde. 77. contados do seu recebimento da Câmara Legislativa. ou quem. O controle externo é aquele cuja fiscalização é feita por um órgão de outro Poder. Comentários: Qualquer pessoa que utilize. Assim. quanto à legalidade. economicidade (análise baseada na economia). e pelo sistema de controle interno de cada Poder. operacional e patrimonial do Distrito Federal e das entidades da administração direta. Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize. fiscalização financeira. Fiscalização orçamentária: tem por escopo verificar se as despesas públicas guardam consonância com as peças orçamentárias: Lei de Diretrizes Orçamentárias. produtos. Parágrafo único. fiscalização financeira. assuma obrigações de natureza pecuniária. gerencie ou administre bens e dinheiro do Distrito Federal ou ainda bens e dinheiro pelos quais o Distrito Federal responda será fiscalizado (controlado). com o auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Federal. guarde. fiscalização orçamentária. em nome deste. economicidade. será exercida pela Câmara Legislativa. aplicação de subvenções (subvenção é auxílio financeiro. especialmente no que se refere à utilização de dinheiro ou patrimônio público. O controle externo é exercido no Brasil pelo Poder Legislativo. Fiscalização Financeira: se preocupa com o fluxo de recursos (ingressos e saídas). Lei do Orçamento Anula e Plano Plurianual. fazer sobre elas relatório analítico e emitir parecer prévio no prazo de sessenta dias. emitindo um parecer para a Câmara Legislativa que as julgará. Fiscalização Operacional: por meio desta fiscalização. Nesse controle se fará fiscalização contábil. órgãos. mediante controle externo. o controle externo será feito pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Controle interno é aquele exercido por órgãos integrantes do mesmo Poder. será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Federal. fiscalização orçamentária. um poder fiscaliza os atos executados por órgãos de outro Poder. Assim. recaindo sobre a legalidade (análise do atendimento ao disposto em lei). Comentários: Controle é a fiscalização sobre o exercício de atividades de pessoas. financeira. arrecade. Tal controle recai é feito mediante fiscalização contábil. aplicação de subvenções e renúncia de receitas. gerencie ou administre dinheiros.

auxílios e afins. de natureza financeira. e das subvenções sociais ou econômicas. VII – fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Distrito Federal ou pelo mesmo. no prazo de noventa dias. cessões. se não atendido. § 1º No caso de contrato. extintas. relatório circunstanciado e demonstrativo das atividades internas e de controle externo realizadas. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. XIV – apreciar e apurar denúncias sobre irregularidades e ilegalidades dos atos sujeitos a seu controle. § 4º Nos casos de irregularidade ou ilegalidade constatados. deverão os respectivos votos ser publicados juntamente com a ata da sessão em que se der o julgamento. a qualquer título. b) dos dirigentes ou liquidantes de empresas incorporadas. § 2º Se a Câmara Legislativa ou o Poder Executivo. incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. X – assinalar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. incluídos os das fundações e sociedades instituídas ou mantidas pelo Poder Público do Distrito Federal. em que o Tribunal de Contas do Distrito Federal decidir não aplicar o disposto no inciso IX deste artigo. a qual estabelecerá. benefícios e afins. d) das concessões. XII – representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. provisória ou definitivamente. venham a integrar. orçamentária. mediante convênio. trimestral e anualmente. não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. o Tribunal decidirá da questão. arrecadação. as sanções previstas em lei. V – realizar. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. subsídios. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. b) dos incentivos. c) das despesas de investimento e custeio. XI – sustar. sem imputação de débito. financeira. multa proporcional ao dano causado ao erário. liquidadas ou sob intervenção ou que. . bens e valores da administração direta e indireta ou que estejam sob sua responsabilidade.Comentários: o presente dispositivo elenca as matérias que são de competência do TCDF. ao Poder Executivo as medidas cabíveis. bem como a das concessões de aposentadorias. reformas e pensões. acordo. da Câmara Legislativa ou de alguma de suas comissões técnicas ou de inquérito. operacional e patrimonial. IV – avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual. lançamento. orçamentária. recolhimento. tributária. até o limite do patrimônio transferido. dos auxílios. de imediato. isenções. a legalidade dos atos de admissão de pessoal. que solicitará. doações. a execução do ato impugnado. na administração direta e indireta. contribuições e doações. verificada a ilegalidade. financeira. subvenções. nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual. III – apreciar. § 3º O Tribunal encaminhará à Câmara Legislativa. entre outras cominações. enviando-lhe cópias dos respectivos documentos. d) dos dirigentes de entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições. bem como daqueles que derem causa a perda. creditícia e outras concedidas pelo Distrito Federal. VIII – prestar as informações solicitadas pela Câmara Legislativa ou por qualquer de suas comissões técnicas ou de inquérito sobre a fiscalização contábil. operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas. IX – aplicar aos responsáveis. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. transações. inclusive à conta de fundo especial. remissões e anistias fiscais. a) dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. parcelamento e renúncia de receitas. XIII – comunicar à Câmara Legislativa qualquer irregularidade verificada na gestão ou nas contas públicas. e) de outros atos e procedimentos de que resultem variações patrimoniais. a título oneroso ou gratuito. nos termos do respectivo ato constitutivo. por iniciativa própria. para fins de registro. de natureza contábil ou financeira. VI – fiscalizar as aplicações do Poder Público em empresas de cujo capital social o Distrito Federal participe de forma direta ou indireta. c) daqueles que assumam obrigações de natureza pecuniária em nome do Distrito Federal ou de entidade da administração indireta. o patrimônio do Distrito Federal ou de outra entidade da administração indireta. ajuste ou outros instrumentos congêneres. comunicando a decisão à Câmara Legislativa. o ato de sustação será adotado diretamente pela Câmara Legislativa. permissões e contratos de qualquer natureza. de qualquer modo. inspeções e auditorias de natureza contábil. nas unidades administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal: a) da estimativa.

§ 2º As contas públicas do Distrito Federal ficarão. ainda que sob forma de investimentos não programados ou de incentivos. § 1º Não prestados os esclarecimentos ou considerados estes insuficientes. 81. financeira e patrimonial à Câmara Legislativa até sessenta dias da data da abertura da sessão do ano seguinte àquele a que se referir o exercício financeiro quanto aos aspectos de legalidade. em local próprio da Câmara Legislativa à disposição de qualquer contribuinte para exame e apreciação. observados os demais preceitos legais. a Câmara Legislativa ou a comissão competente solicitará ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matéria. no prazo de cinco dias. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade. § 1º Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados entre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I – mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas ou à Câmara Legislativa. financeira. exercendo. tem sede na cidade de Brasília. remissões. bem como o dos direitos e haveres do Distrito Federal. poderá solicitar à autoridade governamental responsável que. associação ou entidade sindical é parte legítima para. subsídios. subsídios ou benefícios de natureza financeira. 96 da Constituição Federal. VI – apoiar o controle externo. partido político. tributária. A Câmara Legislativa ou a comissão competente. § 2º Entendendo o Tribunal de Contas irregular a despesa. vencimento ou salário de seus membros ou servidores. Os Poderes Legislativo e Executivo manterão. sistema de controle interno com a finalidade de: I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. O Tribunal de Contas do Distrito Federal prestará contas anualmente de sua execução orçamentária. a comissão competente. na forma da lei. sempre que houver indício de irregularidade em qualquer despesa. II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária. consoante regras vigentes. remissões. isenções. do Ministério Público ou das autoridades financeiras e orçamentárias do Distrito Federal ou dos demais órgãos auxiliares. durante sessenta dias. preste os esclarecimentos necessários.§ 5º As decisões do Tribunal de Contas do Distrito Federal de que resultem imputação de débitos ou multa terão eficácia de título executivo. se já efetuado. Art. avais e garantias. 82. anualmente. ilegalidade ou ofensa aos princípios do art. dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Distrito Federal. anistias. inclusive naquela decorrente de contrato. benefícios e afins de natureza financeira. sob pena de responsabilidade solidária. se ainda não realizado. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território do Distrito Federal. V – avaliar a relação de custo e benefício das renúncias de receitas e dos incentivos. Art. no exercício de sua missão institucional. isenções. no prazo de trinta dias. legitimidade e economicidade. IV – exercer o controle das operações de crédito. § 3º Qualquer cidadão. III – exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração. § 1º Os responsáveis pelo controle interno. Subseção II Do Tribunal de Contas Art. parcelamentos de dívidas. proporá à Câmara Legislativa sua sustação. § 4º A prestação de contas anual do Governador e as tomadas ou prestações de contas anuais dos administradores dos órgãos e entidades do Distrito Federal deverão ser acompanhadas de relatório circunstanciado do órgão de controle interno sobre o resultado das atividades indicadas neste artigo. as atribuições previstas no art. Art. se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. 80. a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Distrito Federal. diante de indícios de despesas não autorizadas. integrado por sete Conselheiros. no que couber. 79. . ou seu reembolso devidamente atualizado monetariamente. anistias. II – idoneidade moral e reputação ilibada. § 3º O Tribunal de Contas do Distrito Federal agirá de ofício ou mediante iniciativa da Câmara Legislativa. 37 da Constituição Federal. e quanto à da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. de forma integrada. O Tribunal de Contas do Distrito Federal. contábil e patrimonial nos órgãos e entidades da administração do Distrito Federal. tributária ou creditícia não aprovados. creditícia e outros.

prerrogativas e impedimentos do titular e. no exercício das demais atribuições da judicatura. § 2º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal serão escolhidos: I – três pelo Governador do Distrito Federal. quando em substituição a Conselheiro. serão substituídos por Auditores. Ou seja. originariamente. os Conselheiros do Tribunal de Contas só podem ser processados e julgados no Superior Tribunal de Justiça. após cinco anos de efetivo exercício. nem receber. na forma da lei. serão processados e julgados. e dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal. Comentários: O Tribunal de Contas do Distrito Federal deve seguir o modelo do Tribunal de Contas da União. 83. contábeis. sob pena de perda do cargo.) II – quatro pela Câmara Legislativa. três serão escolhidos pelo Governador e os demais pela Câmara Legislativa. IV – propor à Câmara Legislativa a criação. vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. nos casos de crime comum e nos de responsabilidade. § 5º Os Conselheiros. terá as mesmas garantias. mais de dez anos em atividade que comprove tais conhecimentos.) § 4º Os Conselheiros do Tribunal de Contas terão as mesmas garantias. É da competência exclusiva do Tribunal de Contas do Distrito Federal: I – elaborar. operacionais e patrimoniais. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 36. as de Juiz de Direito da Justiça do Distrito Federal e Territórios. e somente poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quanto o tiverem exercido. aprovar e alterar seu regimento interno. econômicos e financeiros ou de administração pública. II – organizar seus serviços auxiliares e prover os respectivos cargos. prerrogativas. no ato da posse e no término do exercício do cargo. impedimentos. Destarte. impedimentos. prerrogativas. § 8º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. bem como dedicar-se à atividade político-partidária. 84. Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. contábeis. Para ocupar o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal PE necessário ter entre 35 e 65 anos. ainda que em disponibilidade. idoneidade moral e reputação ilibada. mediante fiscalizações contáveis. a qualquer título ou pretexto. com a aprovação da Câmara Legislativa. indicados em lista tríplice pelo Tribunal. salvo uma de magistério. de 2002. O Tribunal de Contas é responsável pelo auxílio à Câmara Legislativa quando este tenha que efetuar o controle externo da Administração Pública. econômicos e financeiros ou de administração pública. pelo Superior Tribunal de Justiça. efetivamente. transformação e extinção de cargos e a fixação dos respectivos vencimentos. . Art. participação nos processos.III – notáveis conhecimentos jurídicos.) § 3º (Parágrafo revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 36. férias e outros afastamentos a Conselheiros e Auditores. por mais de cinco anos. Destes. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 36. Comentários: O parágrafo em comento traz o foro por prerrogativa de função. nem qualquer profissão remunerada. IV – mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no item anterior. observados os princípios estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. orçamentárias. vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Art. notáveis conhecimentos jurídicos. sendo um de livre escolha. nos casos e condições que deverão ser previstos em sua lei de organização. nos termos do art. na forma da Constituição Federal. § 6º O Auditor. III – conceder licença. § 7º Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal farão declaração pública de bens. segundo os critérios de antigüidade e merecimento. de 2002. o Tribunal de Contas do DF é formado por sete Conselheiros. V – elaborar sua proposta orçamentária. Os Conselheiros do Tribunal de Contas terão as mesmas garantias. nas suas faltas e impedimentos. 73 da Constituição Federal. não poderão exercer outra função pública. ocupados aqueles em comissão preferencialmente por servidores de carreira do próprio tribunal. de 2002. financeiras. Poderão se aposentar com as vantagens do cargo.

86. nos termos do art.condenação criminal transitada em julgado. § 1º A eleição do Governador do Distrito Federal importará a do Vice-Governador com ele registrado. permitida a reeleição para um único período subseqüente.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. e a posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano subseqüente. quais sejam: . e em segundo turno. indivisibilidade e independência funcional. . regido pelos princípios institucionais de unidade.incapacidade civil absoluta. nos termos da Constituição Federal. 37. enquanto durarem seus efeitos. Dessa forma. perderão os cargos e estes serão declarados vagos. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. 88. A eleição do governador importa na eleição do vicegovernador. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 37. podendo dividi-lo em câmaras e criar delegações ou órgãos destinados a auxiliá-lo no exercício de suas funções e na descentralização dos seus trabalhos. Comentários: Pode ocupar o cargo de Governador tanto o brasileiro nato como o naturalizado. sendo permitida somente uma reeleição. A eleição do Governador e do Vice-Governador do Distrito Federal realizar-se-á noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores. § 4º. para primeiro turno. O Governador do DF exerce a função de chefia de governo.Art. 89. O Governador é eleito pelo sistema majoritário para um mandado de quatro anos. 85. com as atribuições de guarda da lei e fiscal de sua execução. A posse do governador e vice-governador ocorrerá em sessão na Câmara Legislativa. VIII . Direito político é o direito de votar e ser votado. Lei complementar do Distrito Federal disporá sobre a organização e funcionamento do Tribunal de Contas. de 2005. .) Comentários: O Poder Executivo do Distrito Federal é exercido pelo Governador. São condições de elegibilidade para Governador e Vice-Governador do Distrito Federal: I – nacionalidade brasileira. se houver. detendo o direito de votar e ser votado. Por força da Constituição Federal. 5º. ocorrerá no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato. no último domingo do mês de outubro. Art. que demonstra a desconformidade do caput do art.) Art.improbidade administrativa nos termos do art. . a eleição para governador. § 3º O mandato do Governador do Distrito Federal será de quatro anos. A Constituição Federal prevê situações em que ocorrerá a perda ou suspensão de direitos políticos. ou até mesmo portugueses equiparados II – pleno exercício dos direitos políticos. Vice-governador e Secretários de Estado. salvo motivo de força maior. para ocupar cargo público o candidato deve estar em pleno gozo de seus direitos políticos. . O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Distrito Federal. de administração pública e de comando das polícias civil e militar e corpo de bombeiros do Distrito Federal. § 2º A eleição do Governador do Distrito Federal é feita por sufrágio universal e por voto direto e secreto. 88 acima transcrito com a Constituição Federal. auxiliado pelos Secretários de Estado. 87. Se o governador e vice-governador não entrarem em exercício em até 10 dias após a posse. de 2002. Funcionará junto ao Tribunal de Contas o Ministério Público. CAPÍTULO III DO PODER EXECUTIVO Seção I Do Governador e Vice-Governador Art. Art.

VI – alistamento eleitoral.. Será considerado eleito Governador do Distrito Federal o candidato que. não tiver assumido o cargo. antes de realizado o segundo turno. na qual concorrerão os dois candidatos mais votados e será considerado eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. o de maior votação. quando prestarão o compromisso de manter. Parágrafo único. em segundo lugar. Vice-governador de Estado e do Distrito Federal. mais de um candidato com a mesma votação. sempre que por ele convocado para missões especiais. desistência ou impedimento legal de candidato. 14. entre os remanescentes. convocar-se-á. b) trinta anos para Governador. Art. Comentários: Domicílio eleitoral é o local em que o cidadão se registrou como eleitor. Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador. . V – idade mínima de trinta anos. obtiver a maioria absoluta de votos. estar devidamente inscrito como eleitor o que se comprova com o título de eleitor. c) vinte e um anos para Deputado Federal. ou de vacância dos respectivos cargos. auxiliará o Governador.Assim. Parágrafo único. Comentários: Os candidatos a governador e vice-governador devem estar devidamente filiados a um partido político para concorrer as eleições. defender e cumprir a Constituição Federal e a Lei Orgânica. não se encontra em gozo de direitos políticos não podendo ocupar cargo público. não precisa ser o mesmo local em quer possui domicílio civil. O candidato a governador e vice-governador deve ter o seu título eleitoral registrado no Distrito Federal não sendo obrigatório ter domicílio civil (morar) no Distrito Federal. na hipótese dos parágrafos anteriores. ocorrer morte. registrado por partido político. em que mora. Deputado Estadual ou Distrital e juiz de paz. ou seja. § 3º da Constituição Federal: São condições de elegibilidade: (.. far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado. este será declarado vago. § 2º Se. salvo motivo de força maior. § 3º Se. Art. serão sucessivamente chamados ao exercício da chefia do Poder Executivo o Presidente da Câmara Legislativa e o seu substituto legal. decorridos dez dias da data fixada para a posse. 91. a pessoa que se encontre em algumas das situações acima. Comentários: Nos termos do art. Cabe ao Vice-Governador substituir o Governador em sua ausência ou impedimento e suceder-lhe no caso de vaga. III – domicílio eleitoral na circunscrição do Distrito Federal pelo prazo fixado em lei. não computados os em branco e os nulos. o local onde o cidadão tirou o seu título de eleitor. 90. qualificar-se-á o mais idoso. observar as leis e promover o bem geral do povo do Distrito Federal. Se. 92. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. § 1º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação.) VI – a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-presidente da República e Senador. Comentários: Alistar-se como eleitor. o Governador ou o ViceGovernador do Distrito Federal. IV – filiação partidária. O Vice-Governador do Distrito Federal. Art. 93. Art. remanescer. d) dezoito anos para vereador. ou seja. O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal tomarão posse em sessão da Câmara Legislativa.

no ato da posse e no término do mandato. bastando ter domicílio eleitoral no DF. função ou emprego remunerado. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum. 89. 81 da Constituição Federal. 95. O Governador e o Vice-Governador não poderão. Os Deputados Distritais não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. fazer declaração pública de bens. II – desde a posse: a) ser proprietários. 96. 62. em cada ano de seu mandato. de 2004. inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum nas entidades constantes da alínea anterior. Todavia. devendo o novo governador e vice apenas completar o mandado anterior. nas entidades referidas no inciso I. em caráter definitivo no caso de vacância. O Governador e o Vice-Governador deverão residir no Distrito Federal. Art.Art. XXIII. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 37. controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público. na forma do art. de 2002. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. Comentários: Conforme. sem licença da Câmara Legislativa. . no que couber. serão sucessivamente chamados para o seu exercício. Art. 97. 98. 19. o Vice-Presidente da Câmara Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça. sob pena de perda do cargo. “a”. fixados no art. Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador do Distrito Federal. excetuando. as proibições e impedimentos estabelecidos para os Deputados Distritais. O Presidente da Câmara Legislativa do DF. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. é claro. uma vez eleitos devem passar a residir no Distrito Federal. Art. o art. (Parágrafo renumerado pela Emenda à Lei Orgânica nº 37. O Governador e o Vice-Governador deverão. a título de férias. § 3º. o período em que estão de férias (30 dias por ano). empresa pública. Vice-presidente da Câmara Legislativa do DF e o Presidente do Tribunal de Justiça do DF. § 1º A licença a que se refere o caput deste artigo deverá ser justificada. Aplicam-se ao Governador e ao Vice-Governador.) Comentários: Ficando vagos os cargos de governador e vice-governador do Distrito Federal nos três primeiros anos do mandado eletivo. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes.)] Comentários: Para ausências superiores a 15 dias. serão realizadas novas eleições em noventa dias. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. ou vacância dos respectivos cargos. 94. ausentar-se do Distrito Federal por período superior a quinze dias. 62. de 2002. ou nela exercer função remunerada. Vagando os cargos de Governador e Vice-Governador do Distrito Federal. b) aceitar ou exercer cargo. Art. definitivamente e sucessivamente. Parágrafo único. autarquia. devendo os eleitos completar o período de seus antecessores. assumirão a chefia do Poder Executivo local. III. Comentários: Para concorrer o cargo de Governador e Vice-governador não é necessário residir no Distrito Federal.) § 2º O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal poderão afastar-se durante trinta dias. conforme visto no art. Governador e Vice-governador devem obter autorização da Câmara Legislativa sob pena de perda dos cargos. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Se a vacância ocorrer no último ano do período eleitoral. o Presidente da Câmara Legislativa. Comentários: Art. “a”. no último ano do período governamental. tal declaração também deve ser feita anualmente. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 41.

XXVII – nomear. orçamento anual. na forma desta Lei Orgânica. IX – vetar projetos de lei. adquirido. após a aprovação pela Câmara Legislativa. expondo a situação do Distrito Federal e indicando as providências que julgar necessárias. nos limites da competência do Poder Executivo. na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica. observado o disposto no art. sociais e administrativas. XVII – prestar anualmente à Câmara Legislativa. §§ 1º e 2º e seus incisos. estadual. a direção superior da administração do Distrito Federal. I. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. de 2005. VI – iniciar o processo legislativo. municipal ou do Distrito Federal. Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta. XXIV – realizar operações de crédito autorizadas pela Câmara Legislativa. XVI – enviar à Câmara Legislativa projetos de lei relativos a plano plurianual. empresas públicas e fundações mantidas pelo Poder Público. promulgar e fazer publicar as leis. observado o disposto no caput do art. XIV – nomear os membros do Conselho de Governo. III – nomear e exonerar Secretários de Estado. na forma da legislação em vigor. da Constituição Federal. bem como em suas relações jurídicas. de ações ou capital que tenham subscrito. dispensar. desde que haja recursos disponíveis. XXII – solicitar intervenção federal na forma estabelecida pela Constituição da República. Seção III . XIII – nomear e destituir o Procurador-Geral do Distrito Federal. 99. bem como o Diretor da Polícia Civil. de sociedade de economia mista ou de empresa pública. bem como dispor.Art. XI – remeter mensagem e plano de governo à Câmara Legislativa por ocasião da abertura da sessão legislativa. na forma do art. mediante autorização da Câmara Legislativa. federal.) V – exercer o comando superior da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. XII – nomear os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal. ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. no prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. e promover seus oficiais. 108. as contas referentes ao exercício anterior. a que se refere o art. XXIII – celebrar ou autorizar convênios. por decreto. na forma da lei. realizar ou aumentar capital. 100. diretrizes orçamentárias. XVIII – prover e extinguir os cargos públicos do Distrito Federal. os membros do Conselho de Educação do Distrito Federal. 244 e em seu parágrafo único. VIII – nomear. 38. ajustes ou acordos com entidades públicas ou particulares. no todo ou em parte. de 2005. demitir e destituir servidores da administração pública direta. exonerar. políticas. II – nomear. Seção II Das Atribuições do Governador Art. VII – sancionar.) IV – exercer. a qualquer autoridade do Executivo atribuições administrativas que não sejam de sua exclusiva competência. a qualquer título. XX – subscrever ou adquirir ações. realizado ou aumentado. com auxílio dos Secretários de Estado. XXI – delegar. na forma da lei. na forma da lei. IV e V. XV – nomear e destituir presidente de instituições financeiras controladas pelo Distrito Federal. XXV – decretar situação de emergência e estado de calamidade pública no Distrito Federal. 60. 82. XXXV. XIX – nomear e destituir diretores de sociedades de economia mista. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal: I – representar o Distrito Federal perante o Governo da União e das Unidades da Federação. dívida pública e operações de crédito. XXVI – praticar os demais atos de administração. X – dispor sobre a organização e o funcionamento da administração do Distrito Federal. total ou parcialmente. os Comandantes-Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. após a aprovação pela Câmara Legislativa.

individuais e sociais. nos crimes de responsabilidade. decorrido o prazo de cento e oitenta dias. contra: I – a existência da União e do Distrito Federal. do Procurador-Geral. Art. dos comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar e do Diretor-Geral da Polícia Civil que atentarem contra a Constituição Federal. partido político.) Art. se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Superior Tribunal de Justiça.º 1079/50. São crimes de responsabilidade os atos do Governador do Distrito Federal que atentem contra a Constituição Federal. 101-A. dos dirigentes e servidores da administração pública direta e indireta. as Comissões Permanentes e os Deputados Distritais poderão apresentar ao plenário denúncia solicitando a instauração de processo por crime de responsabilidade contra qualquer das autoridades elencadas no caput. . II – nos crimes de responsabilidade. Qualquer cidadão. § 3º Admitida a acusação constante da denúncia. por maioria absoluta dos deputados distritais. 102. sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. aplica-se o disposto no § 1º quando a convocação referir-se a atos praticados no período de mandato ou gestão dos respectivos cargos. 103. III – o exercício dos direitos políticos. contra: (Artigo e respectivos incisos e parágrafos com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 44. VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Qualquer cidadão é parte legítima para ofertar denuncia contra o governador à Câmara Legislativa. V – a probidade na administração. individuais e sociais. especialmente. Nos termos da referida lei o governador poderá ser condenado à perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de até cinco anos. § 2º Se. VII – o cumprimento das leis e decisões judiciais. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. IV – a segurança interna do País e do Distrito Federal. ou perante a própria Câmara Legislativa. de 2005. será ele submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça. cuja competência é da União Federal. Os crimes de que trata este artigo serão definidos em lei especial. 21. por dois terços da Câmara Legislativa. § 4º Após admitida a denúncia pela Câmara Legislativa a autoridade será afastada imediatamente de seu cargo. que estabelecerá as normas de processo e julgamento. V – a probidade na administração.) I – a existência da União e do Distrito Federal. de 2005. especialmente. § 5º Aos ex-governadores e aos ex-ocupantes dos cargos referidos no caput.Da Responsabilidade do Governador Art. contra esta Lei Orgânica e. nos termos do art. após a instauração do processo pela Câmara Legislativa. Parágrafo único. Comentários: Os crimes de responsabilidade do governador estão previstos na Lei n. sem prejuízo da ação comum. III – o exercício dos direitos políticos. § 1º O Governador ficará suspenso de suas funções: I – nas infrações penais comuns. São crimes de responsabilidade os atos dos Secretários de Estado. o Vice-Governador e os Secretários de Estado por crime de responsabilidade. será a autoridade julgada perante a própria Câmara Legislativa. I da CF. § 2º A Mesa Diretora. VI – a lei orçamentária. nas infrações penais comuns. § 1º A recusa em atender a convocação da Câmara Legislativa ou de qualquer das suas Comissões constitui igualmente crime de responsabilidade. II – o livre exercício do Poder Executivo e do Poder Legislativo ou de outras autoridades constituídas. o julgamento não estiver concluído. 101. II – o livre exercício dos Poderes Executivo e Legislativo e das outras autoridades constituídas. Art. cessará o afastamento do Governador. VI – a lei orçamentária. Admitida acusação contra o Governador. IV – a segurança interna do País e do Distrito Federal. associação ou entidade sindical poderá denunciar à Câmara Legislativa o Governador. esta Lei Orgânica e.

(Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1020 – STF. republicado em 24/11/1995. ressalvada a competência dos órgãos judiciários federais. na vigência de seu mandato. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1020 – STF. a Lei Orgânica buscou estender as mesmas prerrogativas do Presidente da República ao Governador do Distrito Federal. sem prejuízo das demais sanções legais cabíveis. VII – delegar a seus subordinados. Os Secretários de Estado poderão comparecer à Câmara Legislativa do Distrito Federal ou a qualquer de suas comissões. IV – apresentar ao Governador relatório anual de sua gestão. Diário de Justiça de 17/11/1995. § 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória nas infrações comuns. no exercício dos direitos políticos. nos crimes comuns e nos de responsabilidade. processados e julgados pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. a suspensão ocorrerá com o início instauração) do processo pela Câmara Legislativa). 105. Compete aos Secretários de Estado. A condenação do Governador ou do Vice-Governador do Distrito Federal implica a destituição do cargo. direito penal e direito processual penal.) Art. decretos e regulamentos. de 2005. Seção IV Dos Secretários de Estado (Título da seção com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração do Distrito Federal. Segundo a Lei Orgânica após o transcurso de 180 dias se não tiver sido concluído o processo.) § 4º O Governador. deverão retornar todas as funções do Governador. 106. Os Secretários de Estado serão. além de outras atribuições estabelecidas nesta Lei Orgânica e nas demais leis: I – exercer a orientação. 60. incluída a recusa ou o não comparecimento à Câmara Legislativa ou a qualquer de suas comissões quando convocados. republicado em 24/11/1995. para expor assunto relevante de sua secretaria. III – expedir instruções para a execução das leis. e 101. além da não prestação de informações no prazo de trinta dias ou o fornecimento de informações falsas. Pode ser determinada a suspensão das funções do governador em ambos os casos (se for crime comum a suspensão iniciará após o recebimento da denúncia ou queixa-crime pelo Superior Tribunal de justiça. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. . por sua iniciativa ou por convocação. atribuições previstas na legislação. (Artigo e parágrafo único com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. Os Secretários de Estado serão escolhidos entre brasileiros maiores de vinte e um anos. II – referendar os decretos e os atos assinados pelo Governador. o Governador não estará sujeito a prisão. 104. de 2005. VI – comparecer à Câmara Legislativa ou a suas comissões. de 2005. se for crime de responsabilidade. V – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Governador do Distrito Federal. o que. não restando outra alternativa senão a declaração de inconstitucionalidade de tais dispositivos. referentes à área de sua competência. na área de sua competência. também violando a Constituição Federal. 107. bem como os demais previstos em lei. de 2005. Art. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. segundo a Constituição Federal é competência da União Federal para tratar de imunidades.) § 1º São crimes de responsabilidade dos Secretários de Estado os referidos nos arts. (Artigo e respectivos parágrafos com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 44. A Lei n. nos casos e para os fins indicados nesta Lei Orgânica. Nos crimes de responsabilidade o governador será julgado pela Câmara Legislativa do DF. Art.) Comentários: Os §§ 3º e 4º acima transcritos estabeleceram imunidade formal prisional e processual.Comentários: Nos crimes comuns o governador será julgado e processado perante o Superior Tribunal de Justiça.) Parágrafo único. por ato expresso.) Art. Ademais. XII.º 1079/50 estabelece o prazo de suspensão de até 120 dias. Diário de Justiça de 17/11/1995.

A lei regulará a organização e funcionamento do Conselho de Governo e as atribuições de seus membros. de 1996. entidade ou tribunal as medidas de interesse da Justiça. Compete ao Conselho de Governo pronunciar-se sobre questões relevantes suscitadas pelo Governo do Distrito Federal. requerendo a qualquer órgão. residentes no Distrito Federal há pelo menos dez anos. no âmbito de Poder Executivo: (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 9. do Distrito Federal e Juntas de Recursos Fiscais. na forma do art. de 1996. IV – representar sobre questões de ordem jurídica sempre que o interesse público ou a aplicação do Direito o reclamarem. III – os líderes da maioria e da minoria na Câmara Legislativa. São funções institucionais da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. da Administração e do Erário. para um mandato de dois. que as exercerão independentemente de qualquer remuneração. Presidente da Câmara Legislativa e quatro cidadãos. todos com mandato de dois anos. que o preside e do qual participam: I – o Vice-Governador do Distrito Federal. . Art. Parágrafo único. VII – efetuar a cobrança judicial da dívida do Distrito Federal. Diário de Justiça de 18/6/2004. 110. sendo dois nomeados pelo Governador e dois indicados pela Câmara Legislativa. brasileiros natos (apenas os natos. III – promover a defesa da Administração Pública. IV – o Procurador-Geral do Distrito Federal. CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA Seção I Da Procuradoria-Geral do Distrito Federal Art. 111. de natureza permanente. II – representar a Fazenda Pública perante os Tribunais de Contas da União. O Conselho de Governo é o órgão superior de consulta do Governador do Distrito Federal.) I – representar o Distrito Federal judicial e extrajudicialmente. II – o Presidente da Câmara Legislativa. O Conselho de governado é formado pelo Governador do Distrito Federa.§ 2º O acolhimento da denúncia pela prática de crime de responsabilidade acarreta o afastamento do Secretário de Estado do Distrito Federal do exercício de suas funções. VI – prestar orientação jurídico-normativa para a administração pública direta. (Artigo com a redação original restaurada em virtude da declaração de inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica n° 9. 132 da Constituição Federal. que havia alterado o dispositivo: ADI nº 1557 – STF.) Art. contida no caput deste artigo: ADI nº 1557 – STF. Diário de Justiça de 18/6/2004. A Procuradoria-Geral é o órgão central do sistema jurídico do Distrito Federal. Seção V Do Conselho de Governo Art. com mais de 30 anos de idade. 108. maiores de trinta anos de idade. Vice-governador do Distrito Federal. Comentários: O Conselho de Governo é um colegiado. 109. incluída a estabilidade das instituições e os problemas emergentes de grave complexidade e magnitude. V – quatro cidadãos brasileiros natos. cuja função é auxiliar o governador em matérias relevantes para o DF. vedada a recondução. indireta e fundacional. V – promover a uniformização da jurisprudência administrativa e a compilação da legislação do Distrito Federal. Ressalte-se que os componentes do Conselho de Governo não recebem qualquer remuneração pelo exercício da função. Declarada a inconstitucionalidade da expressão "no âmbito do Poder Executivo". não sendo possível aos naturalizados) residentes no DF há no mínimo 10 anos.

dever do Estado. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF.) § 2º Durante o curso de formação profissional de que trata o parágrafo anterior. entre oficiais do quadro correspondente. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 14. vencimentos. deveres.) I – Polícia Civil. bem como a seus familiares. proibições e impedimentos da atividade correcional e de disposições atinentes à carreira de Procurador do Distrito Federal. A Segurança Pública. Art. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 9.) § 2º É também função institucional da Procuradoria-Geral do Distrito Federal a representação judicial e extrajudicial do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Art. de 1997. 112. policial civil e bombeiro militar do Distrito Federal assistência jurídica especializada através da Assistência Judiciária. dos necessitados. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. respeitados os preceitos constitucionais e a legislação federal pertinente. § 1º O ingresso nas carreiras dos órgãos de que trata este artigo dar-se-á por concurso público de provas ou de provas e títulos. chefes e comandantes de unidades da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar serão nomeados pelo Comandante-Geral da respectiva corporação. de 1997. Haverá na Assistência Judiciária centro de atendimento para a assistência jurídica. À Defensoria Pública. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 14. é exercida nos termos da legislação pertinente. 117. de 1996.§ 1º A cobrança judicial da dívida do Distrito Federal a que se refere o inciso VII desse artigo inclui aquela relativa à Câmara Legislativa do Distrito Federal. IV – Departamento de Trânsito. da incolumidade das pessoas e do patrimônio. provas psicológicas e curso de formação profissional específico para cada carreira. Os servidores de apoio às atividades jurídicas serão organizados em carreira. de policial militar e de bombeiro militar é considerado penoso e perigoso para todos os efeitos legais. observada a obrigatoriedade de prestar contas. É assegurada ao policial militar. subordinados diretamente ao Governador do Distrito Federal: (Declarada a inconstitucionalidade do caput e dos respectivos incisos deste artigo: ADI nº 1182 – STF. bem como sobre os direitos.) Art. julgamento em 15/4/2009. o pretendente à carreira terá acompanhamento psicológico. vantagens e regime de trabalho de seus integrantes. observado quanto a sua organização e funcionamento o disposto na legislação federal. quando no exercício da função se envolverem em fatos de natureza penal ou administrativa. para a preservação da ordem pública. instituição essencial à função jurisdicional do Distrito Federal. deveres. 134 da Constituição Federal. na forma do art. Os órgãos integrantes da Segurança Pública ficam autorizados a receber doações em espécie e em bens móveis e imóveis. 118. Aplicam-se aos Procuradores das Autarquias e Fundações do Distrito Federal e aos Procuradores da Câmara Legislativa do Distrito Federal os mesmos direitos. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. Diário de Justiça 10/3/2006. julgamento em 15/4/2009. apoio e orientação à mulher vítima de violência. em todos os graus. 113. 115. pelos seguintes órgãos relativamente autônomos. III – Corpo de Bombeiros Militar.) § 5º Lei própria disporá sobre a organização e funcionamento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. julgamento em 15/4/2009. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. compete. julgamento em 15/4/2009. direito e responsabilidade de todos.) § 3º O exercício da função de policial civil.) Art. (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. II – Polícia Militar.) Seção II Da Assistência Judiciária Art. com quadro próprio e funções específicas. 116. julgamento em 15/4/2009.) . CAPÍTULO V DA SEGURANÇA PÚBLICA Art. Art.) § 4º Os diretores. julgamento em 15/4/2009. 114. o qual se estenderá pelo período de estágio probatório. garantias. a orientação jurídica e a defesa.

impessoalidade. autonomia funcional. § 6º A função de policial civil é considerada de natureza técnica. julgamento em 15/4/2009.) § 8º As atividades desenvolvidas nos Institutos de Criminalística. julgamento em 15/4/2009. médico legista e datiloscopista policial é garantida a independência funcional na elaboração de laudos periciais. julgamento em 15/4/2009. numa das categorias de nível médio ou superior. compete. À Polícia Civil. constante deste parágrafo: ADI n° 960 – STF. reservando-se metade das vagas dos cargos de nível superior para provimento por progressão funcional das categorias de nível médio. de uso e ocupação do solo e do patrimônio histórico e cultural do Distrito Federal. Seção I Da Polícia Civil Art. além de outras atribuições definidas em lei e ressalvadas as missões peculiares às Forças Armadas: (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. nos termos da legislação federal. 135 da Constituição Federal. § 1º São princípios institucionais da Polícia Civil a unidade. na forma da lei. Diário de Justiça de 29/8/2003. devendo seus dirigentes ser escolhidos entre os integrantes do quadro funcional do respectivo instituto. integrante da carreira de policial civil do Distrito Federal. bem como as atividades relacionadas com a preservação e restauração da ordem pública e proteção a fauna e flora. julgamento em 15/4/2009. III – as guardas externas da sede do Governo do Distrito Federal. em igual percentual. legalidade. 119. (Declarada a inconstitucionalidade da expressão "reservando-se metade das vagas dos cargos de nível superior para provimento por progressão funcional das categorias de nível médio". garantida a atual proporcionalidade de vencimentos devida às demais categorias da carreira de policial civil do Distrito Federal. exceto as militares. (Parágrafo com a redação original. (Declarada a inconstitucionalidade da expressão "autonomia funcional".§ 1º As doações em espécie constituirão fundo para a aquisição de equipamentos.) I – a polícia ostensiva de prevenção criminal. À Polícia Militar. hierarquia funcional. ressalvada a competência da União. de Medicina Legal e de Identificação compõem a estrutura administrativa da Polícia Civil. observada. de 2001. pertencente à categoria de delegado de polícia. de Medicina Legal e de Identificação são consideradas de natureza técnico-científica. as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. das . terrestre. indivisibilidade. incumbe. § 7º O ingresso na carreira de policial civil do Distrito Federal far-se-á observado o disposto no art. disciplina. II – a garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicas. organizado e mantido pela União. § 2º As doações em bens móveis e imóveis integrarão o patrimônio do órgão. lacustre e fluvial. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. 117. de rádio-patrulha aérea. moralidade. estabelecimentos de ensino público. a correlação entre as respectivas classes e entrâncias e assegurada a revisão de remuneração. de proteção ambiental. constante deste parágrafo: ADI n° 1045 – STF. órgão regular e permanente. que havia alterado o dispositivo: ADI n° 2004 00 2 008821-3 – TJDFT. sempre que forem revistos aqueles. unidade de doutrina e de procedimentos.) § 4º Aos integrantes da categoria de delegado de polícia é garantida independência funcional no exercício das atribuições de Polícia Judiciária. restaurada em virtude da declaração de inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica n° 34. sanitária. cujos princípios fundamentais estão embasados na hierarquia e disciplina. julgamento em 23/5/2006. de trânsito urbano e rodoviário e de proteção ao meio ambiente. prédios e instalações públicas. § 5º Os Institutos de Criminalística. especialmente das áreas fazendária. residências oficiais. (Parágrafo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF.) Seção II Da Polícia Militar Art. será nomeado pelo Governador do Distrito Federal e deverá apresentar declaração pública de bens no ato de posse e de exoneração. § 1º.) § 3º Os vencimentos dos delegados de polícia civil não serão inferiores aos percebidos pelas carreiras a que se refere o art. § 9º Aos integrantes das categorias de perito criminal. prisionais e de custódia. 120.) § 2º O Diretor-Geral da Polícia Civil. para esse efeito. órgão permanente dirigido por delegado de polícia de carreira.

representações diplomáticas acreditadas junto ao Governo brasileiro. e prestará declaração pública de seus bens no ato de posse e de exoneração. conforme dispuser a lei. Dentre as competências previstas no art. entre oficiais da ativa ocupantes do último posto do quadro de oficiais bombeiros militares. e apresentará declaração pública de bens no ato de posse e de exoneração. bem como impor penalidades de notificação. Assim. O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar será nomeado pelo Governador do Distrito Federal. 123. 24 está “legislar sobre direito penitenciário”. fiscalizar.) I – executar atividades de defesa civil. Comentários: artigo declarado inconstitucional. 24 as competências comcorrentes. entre oficiais da ativa ocupantes do último posto do quadro de oficiais policiais militares. Art. Parágrafo único. para seus filhos de zero a seis anos. Parágrafo único. À mulher presidiária será garantida assistência pré-natal prioritariamente e a obrigatoriedade de assistência integral a sua saúde. Seção IV Da Política Penitenciária Art. em local anexo e independente. atendidos por pessoas especializadas. a defesa técnica nas infrações disciplinares e definirá a composição e competência do Conselho de Política Penitenciária do Distrito Federal. XIII da CF determina que é de competência da União organizar e manter a Polícia Civil. creche em tempo integral. A legislação penitenciária do Distrito Federal assegurará o respeito às regras da Organização das Nações Unidas para o tratamento de reclusos. nos termos da lei federal. julgamento em 15/4/2009. compete. conforme dispuser a lei. organizada e mantida pela União. Comentários: artigo declarado inconstitucional. assegurado às presidiárias o direito à amamentação. realizar vistorias. V – estudar. Seção III Do Corpo de Bombeiros Militar Art. II – prevenir e combater incêndios. 121. Parágrafo único. interdição e multas. Comentários: . IV – executar ações de busca e salvamento de pessoas e seus bens. a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. 122. 21. que podem ser exercidas pela União e pelos Estados-membros e Distrito Federal. a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar. XIII da CF determina que é de competência da União organizar e manter a Polícia Civil. na forma da legislação específica. VI – exercer a função de polícia judiciária militar nos termos da lei federal. IV – a função de polícia judiciária militar. O Comandante-Geral da Polícia Militar será nomeado pelo Governador do Distrito Federal. cabe ao Distrito Federal editar norma sobre política penitenciária. com vistas a proteção de pessoas e de bens públicos e privados. III – realizar perícias em locais de incêndios e sinistros. Comentários: A Constituição Federal prevê no art. planejar. instituição regular e permanente. Ao Corpo de Bombeiros Militar. emitir normas e pareceres técnicos e fazer cumprir as atividades relativas à segurança contra incêndios e pânico. além de outras atribuições definidas em lei: (Artigo declarado inconstitucional: ADI nº 1045 – STF. analisar. O estabelecimento prisional destinado a mulheres terá. eis que o art. eis que o art. assim como organismos internacionais sediados no Distrito Federal. cujos princípios fundamentais estão embasados na hierarquia e disciplina. 21.

como dever social e condição de dignidade humana. ressalvada a competência da União.Mesmo estando reclusa (presa) cabe ao Estado fornecer os cuidados básicos para a presa que esteja grávida. os órgãos de segurança estão devidamente elencados no art. 124. ainda.) Art. Comentários: O artigo em comento foi declarado inconstitucional pois inclui o DETRAN como órgão de segurança pública. b) à assistência à família. Art. § 1º Compete. civil. com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa e financeira. todavia. Os estabelecimentos prisionais e correcionais proporcionarão aos internos condições de exercer atividades produtivas remuneradas. o trabalho não é obrigatório e só poderá ser executado no interior do estabelecimento. de caráter preventivo e curativo. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 32.corpo de bombeiros. a Lei Orgânica pretendeu incluir o DETRAN como órgão de segurança. § 2º O exercício da função de inspetor e agente de trânsito é considerado penoso e perigoso para todos os efeitos legais.todavia. polícia ferroviária federal. tais como acompanhamento médico. O produto da remuneração pelo trabalho deverá atender: a) à indenização pelos danos causados pelo crime. O condenado à pena privativa de liberdade está obrigado ao trabalho na medida de suas aptidões e capacidade. este deve ser mantido nos seis primeiros meses de vida ao lado da mãe. no estabelecimento prisional. órgão autárquico. competem as funções de cumprir e fazer cumprir a legislação pertinente e aplicar as penalidades previstas no Código Nacional de Trânsito. TÍTULO IV DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO DO DISTRITO FEDERAL CAPÍTULO I DO SISTEMA TRIBUTÁRIO DO DISTRITO FEDERAL Seção I . Declarada a inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica nº 3. 124-A.) Comentários: Nas lições de Denise Vargas “o trabalho do condenado. vinculado à Secretaria de Segurança Pública e integrante do Sistema Nacional de Trânsito. Logo. de 1995. rol taxativo. A Lei definirá as características do serviço e as modalidades de sua integração com a rede pública de saúde do Distrito Federal. de 1999. Diário de Justiça de 3/9/2007. conforme disposição da lei de execução penal. que lhes garantam o sustento e de suas famílias e assistência à saúde. assegurando o direito à indenização. ao DETRAN/DF o exercício do poder de polícia administrativa de trânsito.” Parágrafo único. polícia rodoviária federal. c) a pequenas despesas pessoais. 144 da Constituição Federal. terá finalidade educativa e produtiva. em serviço próprio do estabelecimento e com pessoal técnico nele lotado em caráter permanente. Seção V Do Departamento de Trânsito (Seção acrescida pela Emenda à Lei Orgânica n° 3. Para o preso provisório. polícia militar. em proporção a ser fixada e sem prejuízo da destinação previstas nas letras anteriores. Com o nascimento do filho. de 1995. desde que determinados judicialmente e não reparados por outros meios. bem como a fixação dos preços públicos a serem cobrados pelos serviços administrativos prestados aos usuários na forma da lei. Destarte. por meio do atendimento pré-natal. d) ao ressarcimento ao Estados das despesas realizadas com a manutenção do condenado. que acrescentou esta Seção à Lei Orgânica – ADI n° 2007002000025-5 – TJDFT. em local apartado. como sendo: polícia federal. o dispositivo foi declarado inconstitucional pelo STF. Ao Departamento de Trânsito.

no tocante a: I – conflitos de competência em matéria tributária entre pessoas de direito público. Art. poderá ser aplicada em despesas estranhas aos serviços para os quais foi criada. em benefício destes. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. 127. renda ou serviços da União. III – definição de tributos e de suas espécies. mediante convênio com a União. O sistema tributário do Distrito Federal obedecerá ao disposto no art. Compete ao Distrito Federal instituir os seguintes tributos: I – impostos de sua competência previstos na Constituição Federal. b) templos de qualquer culto. prescrição e decadência tributários. específicos e divisíveis. § 5º O Distrito Federal poderá. à exceção das decorrentes do exercício do poder de polícia. inclusive suas fundações. em resolução do Senado Federal. de sistema de previdência e assistência social. § 2º Sempre que possível. das instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos. II – taxas em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. jornais. identificar o patrimônio. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. § 3º As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. § 1º A função social dos impostos incorpora o princípio de justiça fiscal e o critério de progressividade a ser observados na legislação. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. Seção II Das Limitações do Poder de Tributar Art. em razão de sua procedência ou destino. 128. renda ou serviços dos partidos políticos. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. nesta Lei Orgânica e em leis ordinárias. Estados e Municípios. rendimentos e atividades econômicas do contribuinte. d) livros. c) patrimônio. Estados e Municípios. 146 da Constituição Federal. facultado à administração tributária. II – limitações constitucionais ao poder de tributar. periódicos e o papel destinado a sua impressão. § 4º Nenhuma taxa. bem como em relação aos impostos constitucionais discriminados. 126. delegar ou deles receber encargos de administração tributária. bases de cálculo e contribuintes. § 6º O Distrito Federal poderá instituir contribuição cobrada de seus servidores para custeio. . Art. cumulativamente. atendidos os requisitos da lei. IV – obrigação. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. V – adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. é vedado ao Distrito Federal: I – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. títulos ou direitos. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Distrito Federal. de serviços públicos de sua atribuição. V – estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou de bens por meio de tributos. Ao Distrito Federal competem. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. IV – utilizar tributo com efeito de confisco. III – contribuição de melhoria. 125. VI – instituir impostos sobre: a) patrimônio. III – cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado.Dos Princípios Gerais Art. VII – estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza. 155 e 156 da Constituição Federal. decorrente de obras públicas. crédito. lançamento. dos respectivos fatos geradores. efetiva ou potencial. os impostos reservados aos Estados e Municípios nos termos dos arts. das entidades sindicais dos trabalhadores.

129. observadas as restrições da legislação federal. “a”. e no caso de calamidade pública. Art. da Constituição Federal. 135. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. II – não serão concedidos no último exercício de cada legislatura.) c) propriedade de veículos automotores. da Constituição Federal. XI. § 2º As vedações do inciso VI. 131. por natureza ou acessão física. não se lhe aplicando o disposto no inciso III. § 4º Ressalvados os casos previstos na lei de diretrizes orçamentárias. só poderá ser exigida após decorridos noventa dias da vigência da lei que a houver instituído ou modificado. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 30. Art. por ato oneroso. Parágrafo único. 125. b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. compreendem somente patrimônio. no que se refere a patrimônio. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. constante desta alínea: ADI n° 1467 – STF. 155. da Constituição Federal. para favorecer atividades de interesse público ou para conter atividades incompatíveis com este. deliberados na forma do inciso VII do § 5º do art. de bens imóveis. 132. em desacordo com o disposto no art. inclusive as que sejam objeto de convênios celebrados entre o Distrito Federal e a União. nem exoneram o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. renda e serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decorrentes.) III – não serão concedidos às empresas que utilizem em seu processo produtivo mão-de-obra baseada no trabalho de crianças e de adolescentes. § 5º A contribuição de que trata o art. anistias. no mesmo exercício financeiro. São isentas de impostos de competência do Distrito Federal as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária. benefícios e incentivos fiscais que envolvam matéria tributária e previdenciária.) Seção III Dos Impostos do Distrito Federal Art. “g”. Os convênios celebrados pelo Distrito Federal na forma prescrita no art. e) transmissão inter vivos. 21. 7°. XI. se a ela encaminhados até noventa dias de seu encerramento. f) venda a varejo de combustíveis líquidos e gasosos. Diário de Justiça de 11/4/2003. salvo os benefícios fiscais relativos ao imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. As isenções. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 38. obedecidos os limites de prazo e valor. renda e serviços relacionados com a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. XII. alíneas “b” e “c”. bem como cessão de direitos a sua aquisição. Compete ao Distrito Federal instituir: I – impostos sobre: a) transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos. § 3º As vedações do inciso VI. de 1994. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 1. § 2º. aprovada por dois terços dos membros da Câmara Legislativa. remissões. § 6º. para atendimento da população de baixa renda. reduzir ou agravar tributos. exceto os de garantia. 21. de que trata o art. renda e serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. e de direitos reais sobre imóveis. (Declarada a inconstitucionalidade da expressão "de que trata o art. a lei definirá os produtos que integrarão a cesta básica. XXXIII. Para efeito de redução ou isenção da carga tributária. deverão observar o que dispõe o texto constitucional e legislação complementar pertinente. A lei poderá isentar. obedecidos os limites de prazo e valor. os projetos de lei que instituam ou majorem tributos só serão apreciados pela Câmara Legislativa.§ 1º A vedação do inciso VI. observarão o seguinte: I – só poderão ser concedidos ou revogados por meio de lei específica. exceto óleo diesel. a qualquer título. e as do parágrafo anterior não se aplicam a patrimônio.) Parágrafo único. é extensiva a autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. 130. de 1999. “a”. da Constituição Federal". de 2002. d) propriedade predial e territorial urbana. Estados e Municípios. “b”. nos termos da lei. . Art.

§ 5º Observar-se-á a lei complementar federal para: . Art. b) resolução do Senado Federal. se estiver situado no Distrito Federal o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do serviço. b) sobre o valor da operação. § 1º Caberá ao Distrito Federal o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. O Distrito Federal fixará as alíquotas do imposto de que trata o artigo anterior para as operações internas. § 2º. II – terá a competência para sua instituição regulada por lei complementar federal: a) se o doador tiver domicílio ou residência no exterior. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo Distrito Federal ou outro Estado. da Constituição Federal. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica. quando o destinatário não for contribuinte do imposto. b) a alíquota interna. § 4º O imposto não compreenderá. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. quando definido em lei federal. § 2º. em sua base de cálculo. lubrificantes. quando a operação. II – a isenção ou não-incidência. b) se o de cujus possuía bens. II – sobre operações que destinem a outro Estado petróleo. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. § 2º O imposto incidirá também: a) sobre entrada de mercadoria importada do exterior. na forma do art. conforme previsto no art. nas operações e prestações interestaduais que lhe destinem mercadorias e serviços.g) serviços de qualquer natureza. for contribuinte do imposto. 155. III – obedecerá a alíquotas máximas fixadas por resolução do Senado Federal. assim como sobre serviço prestado no exterior. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. III. 153. Art. estabelecida na forma da lei complementar federal. excluídos os semielaborados definidos em lei complementar federal. Art. 153. III – poderá ser seletivo. o montante do imposto sobre produtos industrializados. quando o destinatário for contribuinte do imposto. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado a industrialização ou a comercialização. da Constituição Federal. O imposto sobre a transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos: I – incidirá sobre: a) bens imóveis situados no Distrito Federal e respectivos direitos. da Constituição Federal. configure fato gerador dos dois impostos. para solução de conflito específico que envolva interesse do Distrito Federal e dos Estados. § 5º. III – em relação a operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. quando o destinatário. 155. ganhos e rendimentos de capital. na hipótese de resolução do Senado Federal. 134. situado no seu território. a título do imposto previsto no art. VI. § 3º O imposto não incidirá: I – sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não sujeitos ao imposto sobre serviços de qualquer natureza. “a”. era residente ou domiciliado. títulos e créditos quando o inventário ou arrolamento se processar no Distrito Federal ou o doador nele tiver domicílio. ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento. O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação atenderá ao seguinte: I – será não-cumulativo. definidos em lei complementar federal. nas hipóteses previstas no art. 135. ou teve o seu inventário processado no exterior. observado o seguinte: I – limite mínimo não inferior ao estabelecido pelo Senado Federal para as operações interestaduais. III – sobre o ouro. b) bens móveis. não compreendidos na alínea b. da Constituição Federal. salvo: a) deliberação em contrário. V. b) acarretará a anulação do crédito às operações anteriores. II – adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no Distrito Federal. IV – terá as alíquotas aplicáveis a operações e prestações interestaduais e de exportação fixadas por resolução do Senado Federal. II – limite máximo. 133. incidente sobre lucros.

fazendo ainda publicar anualmente a legislação tributária consolidada. O Distrito Federal divulgará. até o último dia do mês subseqüente ao da arrecadação. Art. no tocante a convênios de natureza autorizativa. Art. O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos não exclui a incidência do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação sobre a mesma operação. Art. os montantes de cada um dos tributos arrecadados e dos demais recursos recebidos. locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. entre outros aspectos: I – valor real do imóvel. 140. VII. lubrificantes e minerais do País. O Distrito Federal orientará os contribuintes com vistas ao cumprimento da legislação tributária. Seção IV Da Repartição das Receitas Tributárias Art. serviços e outros produtos além dos mencionados no § 3º. Art. III – utilização própria ou locatícia. 139. isenções. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. § 6º As deliberações tomadas nos termos do § 5º. relativamente a remessa para outro Estado e exportação para o exterior de serviços e de mercadorias. VI – prever casos de manutenção de crédito. nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão. corrigido a cada ano fiscal. entre outros princípios. considerados. II – vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. VII – regular a forma como. IV – a parcela que lhe couber dos fundos de participação a que se referem as alíneas “a” e “b” do art. nenhum outro tributo de competência do Distrito Federal incidirá sobre operações relativas a energia elétrica. 142. nos termos de lei específica. I. Art. 154. serão estabelecidas sob condições determinadas de limites de prazo e valor e somente produzirão efeito no Distrito Federal após sua homologação pela Câmara Legislativa. incidente na fonte sobre rendimentos pagos. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. inclusive os transferidos pela União. bem como determinará mediante lei medidas para esclarecer os consumidores acerca de impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. suas autarquias e pelas fundações que instituir e mantiver. III – disciplinar o regime de compensação do imposto.I – definir seus contribuintes. salvo se. O imposto sobre propriedade predial e territorial urbana será progressivo. Constituem receitas do Distrito Federal: I – o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. I. pelo Distrito Federal. que também definirá a exclusão da incidência do imposto sobre serviço de qualquer natureza em exportações de serviços para o exterior. As alíquotas máximas do imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos e sobre serviços de qualquer natureza serão aquelas fixadas em lei. IV – fixar. da Constituição Federal. I. § 7º À exceção do imposto sobre circulação de mercadorias e prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação e do imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos. relativamente aos imóveis nele situados. 137. 136. III – cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. 141. Art. combustíveis líquidos e gasosos. nas exportações para o exterior. incorporação. de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade. o da justiça fiscal. que conterá. cisão ou extinção de pessoa jurídica. V – excluir da incidência do imposto. nesses casos. a qualquer título. II – dispor sobre substituição tributária. II – existência ou não de área construída. O imposto sobre transmissão inter vivos de bens imóveis e de direitos a eles relativos não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. 159. bem como o percentual decorrente da entrega prevista no inciso II do mesmo artigo. 138. . da Constituição Federal. a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos.

locação e autorização de uso. II – emissão e resgate de títulos da dívida pública. V – produto de alienação de bens móveis. Art. sem previsão do impacto a recair nas subseqüentes administrações financeiras do Distrito Federal. § 1º O Banco de Brasília S. devidas pelo Distrito Federal aos servidores da administração direta. IV – fiscalização das instituições financeiras do Distrito Federal. de 2008. devendo seu produto ser obrigatoriamente recolhido ao Banco de Brasília S. imóveis. a posição contábil da dívida fundada interna e externa e da dívida flutuante do Poder Público no mês anterior. A arrecadação de todas e quaisquer receitas de competência do Distrito Federal farse-á na forma disciplinada pelo Poder Executivo. § 2º A aquisição de títulos públicos pelo Banco de Brasília S. será disciplinada em lei específica. aos servidores das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. Lei complementar. até o último dia de cada mês. é o agente financeiro do Tesouro do Distrito Federal e o organismo fundamental de fomento da região. Art. até o dia vinte de cada mês. bem como das autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público e das empresas públicas e sociedades de economia mista e demais entidades em que o Distrito Federal. cessão. 144. VII – outras definidas em lei.) § 5º As disposições do parágrafo anterior se aplicam inclusive aos pagamentos dos servidores cujas remunerações sejam custeadas por recursos oriundos de repasses feitos pela União. direta ou indiretamente. detenha a maioria do capital social com direito a voto. na forma da lei. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 51. 143. salvo disposição em contrário de norma federal.. bem como aos empregados das demais entidades em que o Distrito Federal. II – contribuições financeiras e preços públicos. à conta do Tesouro do Distrito Federal.) Art. VI – doações e legados com ou sem encargos. serão efetuados pelo Banco de Brasília – BRB. V e seu § 5º. ressalvados os casos previstos em lei. de 2008. observadas as disposições pertinentes da legislação federal. em que se obedecerá ao cronograma estabelecido. serão depositados e movimentados no Banco de Brasília S. conforme disposto em lei. permissão. observados os princípios estabelecidos na Constituição da República e as disposições de lei complementar federal e resoluções do Senado Federal. 145. § 3º O lançamento de títulos da dívida pública e a contratação de operações de crédito interno ou externo dependerão de prévia autorização da Câmara Legislativa. de qualquer natureza. Os recursos financeiros correspondentes às dotações orçamentárias da Câmara Legislativa e do Tribunal de Contas do Distrito Federal serão repassados em duodécimos. IV – rendas provenientes de concessão. § 4º O Poder Executivo encaminhará à Câmara Legislativa. a contratação de empréstimos sob garantias futuras. CAPÍTULO II DAS FINANÇAS PÚBLICAS Art. direta ou indiretamente.. disporá sobre: I – finanças públicas. III – concessão de garantia pelas entidades públicas do Distrito Federal. aos empregados das empresas públicas e das sociedades de economia mista. § 4º Os pagamentos das remunerações. 153. § 3º A execução financeira dos órgãos e entidades mantidos com recursos do orçamento do Distrito Federal far-se-á por sistema integrado de caixa. CAPÍTULO III . detenha a maioria do capital social com direito a voto. § 2º A disponibilidade de caixa e os recursos colocados à disposição dos órgãos da administração direta. III – multas. para concretizar-lhe e preservar-lhe a função social. em cotas estabelecidas na programação financeira. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 51. arrendamento. ações e direitos. A receita pública será constituída por: I – tributos.A. da Constituição Federal. § 1º Fica vedada ao Distrito Federal. exceto em caso de investimento.A.A. 146.V – o produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art.A.

compatível com o plano plurianual. III – demonstrativo da situação do endividamento. para despesas de capital e outras delas decorrentes. § 6º Os projetos de lei referentes a matérias de receita e despesa públicas serão organizados e compatibilizados. obrigatoriamente. Art. por região administrativa. anistias. metas e prioridades. integrantes da administração direta e indireta. . social. no qual se evidenciará para cada empréstimo o saldo devedor e respectivas projeções de amortização e encargos financeiros correspondentes a cada semestre do ano da proposta orçamentária. previdência. 148. por Região Administrativa. previsão de recursos provenientes de transferências. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. em todos os seus aspectos setoriais. § 2º A lei que aprovar o plano plurianual. o Distrito Federal destinará anualmente às Administrações Regionais recursos orçamentários em nível compatível. subsídios e benefícios de natureza financeira. abrangidas todas as entidades e órgãos a ela vinculados. seus fundos. econômica e financeira do planejamento governamental. direta ou indiretamente. II – as diretrizes orçamentárias. no horizonte de quatro anos. será documento formal de decisões sobre a alocação de recursos e instrumento de consecução. incluídas as oriundas de transferências. demonstrativos específicos com detalhamento das ações governamentais. e será elaborado com base nos programas de trabalho dos órgãos incumbidos de tais serviços. referidos no art. O orçamento anual deverá ser detalhado por Região Administrativa e terá entre suas funções a redução das desigualdades inter-regionais. expressão física. bem como definirá a política de pessoal a curto prazo da administração direta e indireta do Governo. pelo órgão central de planejamento do Distrito Federal. órgãos e entidades da administração direta e indireta. § 1º O plano plurianual será elaborado com vistas ao desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. da administração direta e indireta. 147. 131. a contar do exercício financeiro subseqüente. § 4º A lei orçamentária. mediante lei específica. dos quais constarão: I – objetivos. indispensáveis a sua gestão. § 3º A lei de diretrizes orçamentárias. § 9º As despesas com publicidade do Poder Legislativo e dos órgãos ou entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo deverão ser objeto de dotação orçamentária específica. compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. tributária e creditícia. compreenderá: I – o orçamento fiscal referente aos Poderes do Distrito Federal. estabelecerá a política tarifária das entidades da administração indireta e a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. da administração pública do Distrito Federal. as diretrizes. Parágrafo único. podendo ser revisto ou modificado quando necessário. além daqueles definidos em lei complementar. bem como as relativas a programas de duração continuada. orientará a elaboração da lei orçamentária anual. compatível com o plano diretor de ordenamento territorial. decorrente de isenções. Art. as Regiões Administrativas constituem-se individualmente em órgãos. § 10. inclusive aqueles oriundos de convênios. eficiência e eficácia da ação governamental. § 5º O orçamento da seguridade social compreenderá receitas e despesas relativas a saúde. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o plano plurianual. estabelecerá. § 7º Integrarão o projeto de lei orçamentária. § 8º A lei orçamentária incluirá. quantificados física e financeiramente. Para os fins preconizados no caput. prioritariamente para o atendimento de despesas de custeio e de investimento. com critério a ser definido em lei. bem como os fundos e fundações instituídos ou mantidos pelo Poder Público. II – identificação do efeito sobre as receitas e despesas. ajustes ou instrumentos similares com outras esferas de governo e os destinados a fundos. Na elaboração de seu orçamento. III – o orçamento de seguridade social. remissões. objetivos e metas. assistência social e receita de concursos de prognósticos. O orçamento público. acordos. II – o orçamento de investimento das empresas em que o Distrito Federal. incluídas as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. disporá sobre as alterações da legislação tributária. compreenderá as metas e prioridades da administração pública do Distrito Federal.DO ORÇAMENTO Art. 149. detenha a maioria do capital social com direito a voto. III – os orçamentos anuais.

bem como condições para instituição e funcionamento de fundos. o Poder Executivo colocará à disposição do Poder Legislativo todas as informações sobre o endividamento do Distrito Federal. será considerado como projeto a lei orçamentária vigente. II – indiquem os recursos necessários. . Na oportunidade da apreciação e votação da lei orçamentária anual. b) serviço da dívida. bem como as das empresas públicas e sociedades de economia mista. § 4º Cabe à comissão competente da Câmara Legislativa examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Governador do Distrito Federal. § 12. serão programadas para atender preferencialmente gastos com pessoal e encargos sociais. Os recursos que. § 4º. § 7º As emendas serão apresentadas à comissão competente da Câmara Legislativa. autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. As receitas próprias de órgãos. § 8º O Governador poderá enviar mensagem ao Legislativo para propor modificações nos projetos a que se refere este artigo.§ 11. e serão apreciadas na forma do regimento interno. § 2º O projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até sete meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido pelo Legislativo para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. na comissão competente da Câmara Legislativa. respeitadas as peculiaridades de cada um. § 13. 150. até dois meses e meio após sua posse. A lei orçamentária não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. § 10. amortizações. 151. que sobre elas emitirá parecer. Art. § 12. juros e demais encargos da dívida. excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos. poderão ser utilizados. ainda que por antecipação de receita. § 11. ficarem sem despesas correspondentes. nos termos da lei. 146. que os apreciará na forma de seu regimento interno. § 6º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. Não tendo o Legislativo recebido a proposta de orçamento anual até a data prevista no § 3º. ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão encaminhados à Câmara Legislativa. Art. § 1º O projeto de lei do plano plurianual será encaminhado pelo Governador no primeiro ano de mandato. às diretrizes orçamentárias. § 5º As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem serão admitidas desde que: I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. II – a contratação de operações de crédito. observados os princípios estabelecidos nesta Lei Orgânica e na legislação federal. sem prejuízo do disposto no art. com seus valores iniciais. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa. § 9º Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo. enquanto não iniciada. fundos. com prévia e específica autorização legislativa. conforme o caso. e devolvido pelo Legislativo para sanção até dois meses antes do encerramento do primeiro período da sessão legislativa. III – a forma da aplicação do superávit ou o modo de cobrir o déficit. mediante créditos especiais ou suplementares. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. em decorrência de veto. no que não contrariar o disposto neste capítulo. Cabe a lei complementar estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta. São vedados: I – o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual. a votação da parte cuja alteração é proposta. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. as demais normas relativas ao processo legislativo. contrapartida de financiamentos ou outros encargos de sua manutenção e investimentos prioritários. excluindo-se da proibição: I – a autorização para a abertura de créditos suplementares. III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões. § 3º O projeto de lei orçamentária para o exercício seguinte será encaminhado até três meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro em curso e devolvido pelo Legislativo para sanção até o encerramento do segundo período da sessão legislativa. monetariamente atualizados pela aplicação do índice inflacionário oficial.

por maioria absoluta. tenham prosseguimento no subseqüente. II – os valores realizados desde o início do exercício até o último bimestre objeto da análise financeira. relatório resumido da execução orçamentária. Parágrafo único. em dotações de pessoal e encargos sociais deverá ser acompanhada de demonstrativos da última posição orçamentária e financeira. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício. composto necessariamente de representantes do segmento respectivo da sociedade e de áreas técnicas pertinentes ao seu objetivo. § 5º. 165. § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes. sem prévia autorização legislativa. Art. caso em que. Qualquer proposição que implique alteração. Art. § 4º A autorização legislativa de que trata o inciso IX dar-se-á por proposta do Poder Executivo. IV – unidade ou órgão responsável por sua gestão. III – relatório de desempenho físico-financeiro. III – a realização de operações de crédito que excedam ao montante das despesas de capital. Art. entre outros requisitos estabelecidos em lei. bem como a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita. que conterá. O Poder Executivo publicará. Art. os seguintes: I – finalidade básica do fundo. bem como de suas projeções para o exercício em curso. desta Lei Orgânica. reabertos nos limites de seus saldos. VIII – a utilização. de forma direta e rápida. em conformidade com o art. até o trigésimo dia após o encerramento de cada bimestre. sem prévia autorização legislativa. 156. 153. fundações e fundos. . ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa. prevista no art. III – instituição obrigatória de conselho de administração. 155. sobre a administração pública do Distrito Federal. 154. A lei de diretrizes orçamentárias estabelecerá procedimentos de ligação entre o planejamento de médio e longo prazos e cada orçamento anual. 165. inclusive os mencionados no art. § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados. sob pena de crime de responsabilidade. § 8º da Constituição Federal. no que tange à administração pública. fundo ou despesa. detalhada ou agregada. A despesa com pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limites estabelecidos na lei complementar a que se refere o art. de recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas. II – fontes de financiamento. do qual constarão: I – as receitas. Art.II – a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam aos créditos orçamentários ou adicionais. direta ou indireta. aprovados pela Câmara Legislativa. 152. IV – a vinculação de receita de impostos a órgão. despesas e a evolução da dívida pública da administração direta e indireta em seus valores mensais. Os ocupantes de cargos públicos do Governo do Distrito Federal serão pessoalmente responsáveis por suas ações e omissões. As proposições de créditos adicionais que envolvam anulação de dotações de pessoal e encargos sociais somente poderão ser apresentadas à Câmara Legislativa no último trimestre do exercício financeiro relativo à lei orçamentária. 149. da Constituição Federal. 169 da Constituição Federal. 157. iniciados em um governo. IX – a instituição de fundos de qualquer natureza. 212 da Constituição Federal. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. e será objeto de apreciação pela Câmara Legislativa no prazo de trinta dias. § 4º. V – a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. como as decorrentes de calamidade pública. Art. § 1º Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize sua inclusão. a qualquer informação. Ao Poder Legislativo é assegurado amplo e irrestrito acesso. X – a concessão de subvenções ou auxílios do Poder Público a entidades de previdência privada. como determina o art. de modo a ensejar continuidade de ações e programas que. VI – a transposição. remanejamento ou transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro. sem autorização legislativa específica. ressalvada a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino. VII – a concessão ou utilização de créditos ilimitados.

A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. Parágrafo único.Parágrafo único. sem prejuízo dos princípios da publicidade. V – defesa do consumidor. IV – livre concorrência. . VII – redução das desigualdades econômico-sociais. a qualquer título. TÍTULO V DA ORDEM ECONÔMICA DO DISTRITO FEDERAL CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Dos Princípios Gerais Art. III – função social da propriedade. em cumprimento ao que estabelece a Constituição Federal. salvo nos casos previstos em lei. § 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais que não sejam extensivos às do setor privado. às atividades econômicas exercidas em seu território e. § 1º A empresa pública. § 3º Na aquisição de bens e serviços. em investimentos de caráter estratégico ou para atender relevante interesse coletivo. promover o desenvolvimento econômico com justiça social e a melhoria da qualidade de vida. 158. independentemente de autorização de órgãos públicos. como agente indutor do desenvolvimento sócioeconômico do Distrito Federal. tem por fim assegurar a todos existência digna. os órgãos da administração direta e indireta. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. IX – integração com a região do entorno do Distrito Federal. II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. O Poder Público só participará diretamente na exploração da atividade econômica nos casos previstos na Constituição Federal e. observados os seguintes princípios: I – autonomia econômico-financeira. por órgãos e entidades da administração direta ou indireta. em especial. mediante eleição pelos servidores. suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. na forma da lei. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias. 160. O regime de gestão das empresas públicas. VIII – busca do pleno emprego. sociedades de economia mista e fundações instituídas pelo Poder Público do Distrito Federal implica: I – composição de pelo menos um terço da diretoria executiva por representantes de seus servidores. A ordem econômica do Distrito Federal. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica. à empresa brasileira de capital nacional. escolhidos pelo Governador entre os indicados em lista tríplice para cada cargo. 159. a criação de cargos ou alteração da estrutura de carreiras. Art. darão tratamento preferencial. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. só poderão ser feitas: I – se houver prévia dotação orçamentária. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. II – propriedade privada. legitimidade e economicidade. atendidas as exigências legais para o preenchimento dos referidos cargos. nos termos da lei. bem como a admissão de pessoal. fundada no primado da valorização do trabalho e das atividades produtivas. VI – proteção ao meio ambiente. Seção II Da Disciplina da Atividade Econômica Art.

define os objetivos e políticas globais e setoriais que orientarão a ação governamental para a promoção do desenvolvimento sócio-econômico do Distrito Federal. X – a participação da sociedade civil. IV – o plano plurianual. em harmonia com a implantação e expansão das atividades econômicas. III – os planos e políticas do Governo Federal. urbanas e rurais. Excetuam-se do percentual indicado no inciso I as instituições financeiras controladas pelo Governo do Distrito Federal. por meio de mecanismos democráticos. V – a superação da disparidade sociocultural e econômica existente entre as Regiões Administrativas. facultada a participação de um servidor no Conselho de Administração. 164. Art. VI – a concepção do Distrito Federal como pólo científico. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. como agente normativo e regulador da atividade econômica. V – o plano anual de governo. com vistas a integração e harmonia com o Distrito Federal. III – o plano de desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. § 2º Serão consideradas ainda as seguintes condicionantes: I – a singular condição de Brasília como Capital Federal. IV – os planos regionais que afetem o Distrito Federal. em regime de co-responsabilidade com as unidades da Federação às quais pertencem. O plano de desenvolvimento econômico-social do Distrito Federal é o instrumento que estabelece as diretrizes gerais. A lei estabelecerá diretrizes e bases do processo de planejamento governamental do Distrito Federal. 165. 161. de longo prazo e natureza permanente. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. O Poder Público. VII – o orçamento anual. As ações de integração com a região do entorno do Distrito Federal são constituídas pelo conjunto de políticas para o desenvolvimento das áreas do entorno. § 1º O plano mencionado no caput será proposto pelo Poder Executivo. . II – as diretrizes estabelecidas no plano diretor de ordenamento territorial e planos diretores locais e as ações de integração com a região do entorno do Distrito Federal. VI – as diretrizes orçamentárias.II – assinatura de contratos de gestão que estabeleçam metas de desempenho e responsabilidade. 162. observadas as seguintes premissas: I – as demandas da sociedade civil e os planos e políticas econômicas e sociais de instituições não governamentais que condicionem o planejamento governamental. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 27. de 2007.) Art. tecnológico e cultural. exercerá as funções de planejamento. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial é o instrumento básico da política de expansão e desenvolvimento urbanos. no primeiro ano do mandato do Governador. bem como assegurem a autonomia necessária ao alcance dos resultados estabelecidos. IV – a concepção do Distrito Federal que pressupõe limitada extensão territorial como espaço modelar. III – a condição de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade.) Seção III Da Regulação da Atividade Econômica Art.) II – as ações de integração com a região do entorno do Distrito Federal. no período de quatro anos. incentivo e fiscalização. Art. Art. Parágrafo único. preservada a autonomia administrativa e financeira das unidades envolvidas. da concentração fundiária e imobiliária e da expansão desordenada da área urbana. 163. e aprovado em lei. VII – a defesa do meio ambiente e dos recursos naturais. de 2007. IX – a condição do trabalhador como fator preponderante da produção de riquezas. o qual incorporará e compatibilizará: I – o Plano Diretor de Ordenamento Territorial e os Planos de Desenvolvimento Local. VIII – a necessidade de elevar progressivamente os padrões de qualidade de vida de sua população. na forma da lei. II – a compatibilização do ordenamento da ocupação e uso do solo com a concepção urbanística do Plano Piloto e Cidades Satélites e com a contenção da especulação. de 1999. no processo de planejamento.

175. tratamento jurídico diferenciado. Art. II – prioritários para as empresas que em seus estatutos estabeleçam a participação dos empregados em sua gestão e resultados. 168. com vistas a incentivá-las por meio da simplificação. diretrizes e políticas que orientarão a ação governamental para o exercício subseqüente e serve de base para elaboração das diretrizes orçamentárias. serviços. objetivos e metas quantificadas física e financeiramente. a ser aprovado em lei. O plano anual de Governo é instrumento básico que estabelece os objetivos. III – para prestar assistência tecnológica e gerencial e estimular o desenvolvimento e transferência de tecnologia a atividades econômicas públicas e privadas. Art. Poderão ser concedidos a empresas situadas no Distrito Federal incentivos e benefícios. tributárias ou creditícias. é instrumento básico que detalha diretrizes. O processo de planejamento do desenvolvimento do Distrito Federal atenderá aos princípios da participação. Art. III – servir de base para a elaboração da lei orçamentária anual. A lei disporá sobre a implementação e permanente atualização de sistema de informações capaz de apoiar as atividades de planejamento. b) estímulo à integração das atividades de produção. incluído o primeiro ano da administração subseqüente. ou em débito com o sistema de seguridade social. na forma da lei. 174. para o período de quatro anos. Art. na forma da lei: I – especiais e temporários. As definições conseqüentes do processo de planejamento governamental são determinativas para o setor público e indicativas para o setor privado. 173. no primeiro ano de mandato do Governador. CAPÍTULO II DA INDÚSTRIA E DO TURISMO Seção I . definidas em lei. O plano plurianual será elaborado em consonância com o plano de desenvolvimento econômico e social. na forma da lei. 169. conforme estabelecido em lei. 171. c) incentivo a novas empresas que invistam em seu território com alta tecnologia e alta produtividade. O plano plurianual. até dois meses e meio após sua posse. Art. O Poder Público do Distrito Federal dará tratamento favorecido a empresas sediadas em seu território e dispensará às microempresas e empresas de pequeno porte. para desenvolver atividades consideradas estratégicas e imprescindíveis ao desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. O orçamento anual é instrumento básico de detalhamento financeiro das receitas e das despesas para o exercício subseqüente ao de sua aprovação. da integração e da continuidade das ações governamentais. A lei de diretrizes orçamentárias é instrumento básico que compreende as metas e prioridades da administração pública do Distrito Federal para o exercício subseqüente e deverá: I – dispor sobre as alterações da legislação tributária. Art. § 3º O plano de desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal será encaminhado pelo Poder Executivo. bem como para as relativas a programas de duração continuada. 170. II – estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. IV – ser proposta pelo Executivo e aprovada pelo Legislativo. Parágrafo único. não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. pesquisa e ensino. redução ou eliminação de suas obrigações administrativas. para as despesas de capital e outras delas decorrentes. Parágrafo único. da coordenação. execução e avaliação das ações governamentais. Art. 166. e devolvido pelo Legislativo para sanção até dois meses antes do encerramento do primeiro período da sessão legislativa. 172. Art. 167. Art.XI – a articulação e integração dos diferentes níveis de governo e das respectivas entidades administrativas. Art. A lei e as políticas governamentais apoiarão e estimularão atividades econômicas exercidas sob a forma de cooperativa e associação. XII – a adoção de políticas que viabilizem a geração de empregos e o aumento da renda. O agente econômico inscrito na dívida ativa junto ao fisco do Distrito Federal. propiciando: a) acesso às conquistas da ciência e tecnologia por quantos exerçam atividades ligadas à produção e ao consumo de bens.

Parágrafo único. conceder incentivos fiscais. O Poder Público promoverá e incentivará o turismo como fator de desenvolvimento sócio-econômico e de afirmação dos valores culturais e históricos nacionais e locais. II – a criação de pólos agroindustriais. creditícios e financeiros. compatíveis com o meio ambiente e com os recursos disponíveis no Distrito Federal e áreas adjacentes. O Poder Público estimulará: I – a criação de pólos industriais de alta tecnologia. IV – incrementar a atração e geração de eventos turísticos. particularmente as de tecnologia de ponta. entre outros: I – preservar o meio ambiente e os níveis de qualidade de vida da população do Distrito Federal. planejamento integrado e permanente de desenvolvimento do turismo em seu território. O Poder Público estimulará a formação do perfil industrial das empresas localizadas em cada região. Art. Art. respeitados os preceitos do plano de desenvolvimento econômico e social. 131. sem prejuízo do disposto no art. gerencial e tecnológica e na de organização da produção. Art. 183. A política industrial. Seção III Dos Incentivos e Estímulos à Industrialização no Distrito Federal Art. observada a legislação federal. será objeto de licenciamento ambiental. Seção IV Do Turismo Art. O Poder Público adotará mecanismos de participação da sociedade civil na definição.Da Política Industrial Art. II – promover e estimular empreendimentos industriais que se proponham a utilizar. suas diretrizes e ações. 178. II – desenvolver efetiva infra-estrutura turística. o turismo do Distrito Federal. III – integração social. IV – promover a integração econômica do Distrito Federal com a região do entorno. III – propiciar a implantação de indústrias. pequeno e médio porte. mediante definição de critérios e padrões para implantação e operação de indústrias e mediante estímulo principalmente a instalação de indústrias com menor impacto ambiental. respeitadas as diretrizes do planejamento agrícola. respeitadas as vocações culturais e as vantagens comparativas de cada região. racional e prioritariamente. mediante apoio e incentivo a projetos industriais que estimulem maior concentração de atividades existentes e complementaridade na economia regional. devendo: I – adotar. Art. 180. no Brasil e no exterior. A lei poderá. O Poder Público direcionará esforços para fortalecer especialmente os segmentos do setor industrial de micro. a critério do órgão ambiental do Distrito Federal. III – promover. execução e acompanhamento da política industrial. por meio de ação concentrada nas áreas de capacitação empresarial. II – redução dos custos de produção e comercialização. 177. Todo projeto industrial com potencial poluidor. definir a política de turismo. Parágrafo único. 176. tendo por objetivo. privilegiados os projetos que promovam a desconcentração espacial da atividade industrial e da renda. 182. para implantação de empresas industriais consideradas prioritárias pela política de industrialização no Distrito Federal. Cabe ao Distrito Federal. 179. será planejada e executada pelo Poder Público conforme diretrizes gerais fixadas em lei. 181. recursos e matérias-primas disponíveis no Distrito Federal ou áreas adjacentes. . V – estimular a implantação de indústrias que permitam adequada absorção de mão-de-obra no Distrito Federal e geração de novos empregos. O Distrito Federal propiciará a criação de cooperativa e associação que objetivem: I – integração e coordenação entre produção e comercialização. por meio de lei. Seção II Da Implantação de Pólos Industriais no Distrito Federal Art.

sendo suspensos quando não atendam. deve figurar em cláusulas de contratos a ser executados pelas prestadoras de serviços públicos. histórico e cultural. O Poder Público regulará as atividades comerciais e de serviços no Distrito Federal. A atividade agrícola no Distrito Federal será exercida. VI – proteger o patrimônio ecológico. II – compatibilização das ações de política agrícola com as de reforma agrária definidas pela União. Dar-se-á preferência a aquisição de produtos locais. CAPÍTULO III DO COMÉRCIO E DOS SERVIÇOS Art. ocupação e fruição de bens naturais e culturais de interesse turístico. satisfatoriamente. na forma da lei. conservação e recuperação dos recursos naturais. O Poder Público criará estímulos a agricultura. III – é vedado ao Poder Público subsidiar os serviços prestados por pessoas físicas e jurídicas de direito privado. O Poder Executivo organizará o sistema de abastecimento do Distrito Federal. planejada e estimulada. a prestação dos serviços públicos. às finalidades ou às condições do contrato. Art. Art. 184. Cabe ao Poder Público do Distrito Federal. 188. IV – geração de emprego. com os seguintes objetivos: I – cumprimento da função social da propriedade. pequeno e médio produtores rurais e suas formas cooperativas e associativas de produção. abastecimento alimentar e defesa dos consumidores. pequenos e médios produtores. com prioridade para o acesso da população de baixa renda aos produtos básicos. . V – organização do abastecimento alimentar. IV – depende de autorização legislativa a prestação de serviços da atividade permanente da administração pública por terceiros. IX – definição das bacias hidrográficas como unidades básicas de planejamento do uso. II – os serviços concedidos ou permitidos ficam sujeitos a fiscalização do poder público.V – regulamentar o uso. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. 185. e de lei autorizativa. Art. bem como das de higiene e segurança de trabalho. Art. X – integração do planejamento agrícola com os demais setores da economia. VII – promover Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. V – a obrigatoriedade do cumprimento dos encargos e normas trabalhistas. para melhor atender ao mercado interno do Distrito Federal. 187. A política de comércio e serviços terá por objetivo promover o desenvolvimento e a integração do Distrito Federal com a região do entorno e estimular empreendimentos comerciais e de serviços que permitam a geração de novos empregos. 186. na formação de estoques reguladores. e sempre por meio de licitação. de forma coordenada com a União. comercialização e aquisição de insumos. observado o seguinte: I – a delegação de prestação de serviços a pessoa física ou jurídica de direito privado far-se-á mediante comprovação técnica e econômica de sua necessidade. Parágrafo único. III – aumento da produção de alimentos e da produtividade. VII – orientação do desenvolvimento rural. VIII – complementaridade das ações de planejamento e execução dos serviços públicos de responsabilidade da União e do Distrito Federal. na forma da lei. armazenamento. 189. por meio de fomento e política de crédito favorecida a micro. IX – incentivar a formação de pessoal especializado para o setor. VIII – conscientizar a população da necessidade de preservação dos recursos naturais e do turismo como atividade econômica e fator de desenvolvimento social. CAPÍTULO IV DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO Art. VI – apoio ao micro.

Art. articulados com o setor privado. gestantes. III – estimular a criação de pequenas agroindústrias alimentares. III – produção. 193. em consonância com a defesa do meio ambiente e dos direitos fundamentais do cidadão. Art. IV – estimular a integração do programa de merenda escolar com a produção local. tecnológico e cultural. subsídios. absorção e difusão do conhecimento científico e tecnológico. § 4º A implantação e expansão de sistemas tecnológicos de impacto social. § 3º O Distrito Federal garantirá o acesso às informações geradas. pequenos e médios produtores rurais e suas organizações associativas ou cooperativas. com prioridade para micro. reafirmando sua vocação de pólo científico. científico e a capacitação tecnológica. 191. portadores de deficiência. com vistas ao suprimento das necessidades da população do Distrito Federal. com redução de perdas ao nível comunitário e de estabelecimento rural. aproveitando os excedentes de produção e outros recursos disponíveis. VI – instituir mecanismos que estimulem o trabalho de plantio individual. O Governo do Distrito Federal manterá estoques reguladores e estratégicos de alimentos. serviços. inclusive os do crédito rural. Os recursos da política agrícola regional. pequenos e médios produtores rurais e suas cooperativas. 192. 190. II – formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para o sistema de ciência e tecnologia do Distrito Federal. V – desenvolver programas alimentares específicos dirigidos aos grupos sociais mais vulneráveis como idosos. II – apoiar a organização dos pequenos varejistas e feirantes. em especial por meio de: I – prioridade às pesquisas científicas e tecnológicas voltadas para o desenvolvimento do sistema produtivo do Distrito Federal. de modo a compatibilizar sua atuação com as comunidades. entre outras: I – criar estímulos a micro. O Distrito Federal. organizações de produtores rurais e atacadistas. 194. na forma da lei. . especialmente hortigranjeiros. bem como para o abastecimento de produtos alimentares indispensáveis ao consumo do Distrito Federal. embalagem. O plano de ciência e tecnologia do Distrito Federal estabelecerá prioridades e objetivos para o desenvolvimento científico e tecnológico do Distrito Federal. IX – fiscalizar o uso de agrotóxicos e incentivar o emprego de produtos alternativos de controle de pragas e doenças. desempregados e menores carentes. X – promover a formação e aperfeiçoamento dos recursos humanos em agricultura e abastecimento. em colaboração com as instituições de ensino e pesquisa e com a União. VII – manter serviços de inspeção e fiscalização. serão destinados prioritariamente a micro. com prioridade para os produtos alimentares. especialmente de forma cooperativa. qualidade dos alimentos e ações específicas de educação alimentar. CAPÍTULO V DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA Art. apoio e assistência do Poder Público. promoverá o desenvolvimento técnico. coletivo ou cooperativo de produtos básicos. § 1º As ações e programas empreendidos em conformidade com o plano deverão ser compatíveis com as metas globais de desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal.Art. Art. São atribuições do Poder Público. os Estados e a sociedade. econômico ou ambiental devem ter prévia anuência do Conselho de Ciência e Tecnologia. auxiliando os consumidores organizados e orientando a população quanto a preços. VIII – promover a defesa e a proteção do consumidor e fiscalizar os produtos em sua fase de comercialização. processamento. na forma da lei. XI – manter serviço de pesquisa e difusão de tecnologias agropecuárias. pequeno e médio produtores rurais e suas organizações cooperativas para melhorar as condições de armazenagem. § 2º A dotação orçamentária para instituições de pesquisa do Distrito Federal será determinada de acordo com as diretrizes e prioridades estabelecidas no plano de ciência e tecnologia e constará da lei orçamentária anual. na forma da lei. coletadas e armazenadas em todos os órgãos públicos ou em entidades e empresas em que tenha participação majoritária. IV – orientação para o uso do sistema de propriedade industrial e processos de transferência tecnológica. voltadas para as peculiaridades do Distrito Federal.

em duodécimos. assistência social. cultura. como renda de sua privativa administração. prover o atendimento das necessidades coletivas urgentes e transitórias. nos termos da lei. 201. à redução do risco de doenças e outros agravos. pesquisa e ensino. serviços. núcleos de apoio tecnológico e gerencial. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. em ação integrada com a União. A ordem social tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais. 198. Art. 202. II – a melhoria da qualidade dos produtos. § 1º O dever do Poder Público não exclui o das pessoas. A seguridade social compreende o conjunto de ações de iniciativa do Poder Público e da sociedade. Art. Art. O Distrito Federal criará. bem como estimulará a integração das atividades de produção. junto a cada pólo industrial ou em setores da economia. difusão e transferência de tecnologia. Art. observado o disposto na Constituição Federal.Art. segurança pública. Compete ao Poder Público. das empresas e da sociedade. 195. A lei definirá benefícios a empresas que propiciem pesquisas tecnológicas e desenvolvimento experimental no âmbito da medicina preventiva e terapêutica e produzam equipamentos especializados destinados ao portador de deficiência. Art. requisitar propriedade particular. destinadas a assegurar os direitos referentes a saúde. § 3º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. mental e social do indivíduo e da coletividade. 203. assegurado mediante políticas sociais. assegurará os direitos relativos à educação. da família. na forma da lei. 204. em caso de iminente perigo ou calamidade pública. O Distrito Federal celebrará convênios com as universidades públicas sediadas no Distrito Federal para realização de estudos. que lhe será transferida mensalmente. TÍTULO VI DA ORDEM SOCIAL E DO MEIO AMBIENTE CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 200. Parágrafo único. para aplicação no desenvolvimento científico e tecnológico. O Distrito Federal. IV – o aumento do poder competitivo. III – o aumento da produtividade. atribuindo-lhe dotação mínima de dois por cento da receita orçamentária do Distrito Federal. que estimularão: I – a modernização das empresas. recuperação e reabilitação. o planejamento e o desenvolvimento de ações baseadas nos objetivos previstos nos arts. § 2º O Distrito Federal promoverá. projetos e desenvolvimento de sistemas e protótipos. alimentação. para sua promoção. previdência e assistência social. . A saúde é direito de todos e dever do Estado. 194 e 195 da Constituição Federal. O Poder Público orientará gratuitamente o encaminhamento de registro de patente de idéias e invenções. Art. V – a capacitação. CAPÍTULO II DA SAÚDE Art. O Poder Público instituirá e manterá Fundação de Apoio a Pesquisa – FAPDF. II – ao acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. pesquisas. O Poder Público apoiará e estimulará instituições e empresas que propiciem investimentos em pesquisa e tecnologia. Art. meio ambiente equilibrado. 196. 199. prevenção. lazer e desporto. podendo para este fim. econômicas e ambientais que visem: I – ao bem-estar físico. 197. saúde.

de forma complementar. 41. IV – direito do indivíduo à informação sobre sua saúde e a da coletividade. II – descentralização administrativa da rede de serviços de saúde para as Regiões Administrativas. § 4º. III – participação da comunidade. bem como do controle do seu teor nutricional. organizado nos termos da lei federal.) § 3º Além das hipóteses previstas no art. as formas de tratamento. da Constituição Federal. salvo nos casos previstos em lei federal. a contratação de prestadores de serviço de empresas de caráter privado. segundo diretrizes deste. § 1º Os gestores do Sistema Único de Saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 53. § 2º As ações e serviços de saúde são de relevância pública. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 53. e cabe ao Poder Público sua normatização. complementarmente. de 2008. Art. VI – integração dos serviços que executem ações preventivas e curativas adequadas às realidades epidemiológicas. 204. IV – prevenir os fatores determinantes das deficiências mental. e no art. garantidas as condições adequadas de trabalho a seus profissionais. nos termos da lei. no âmbito do Distrito Federal. III – participar na formulação da política de ações de saneamento básico e de seu controle. controlar e avaliar os fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva. Art. § 1º As instituições privadas poderão participar. obedecidas as seguintes diretrizes: I – atendimento integral ao indivíduo. do Sistema Único de Saúde. VI – participar na formulação e execução da política de fiscalização e inspeção de alimentos. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. o transporte. concedida preferência às entidades filantrópicas e às sem fins lucrativos. subvenções. § 2º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde do Distrito Federal. o trabalho. a educação. de acordo com a natureza e a complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. a liberdade. § 3º É vedada a destinação de recursos públicos do Distrito Federal para auxílio. administradores e dirigentes de entidades ou serviços privados de saúde para exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema Único de Saúde do Distrito Federal. constituindo o Sistema Único de Saúde — SUS. por meio de serviços públicos e. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 53. sensorial e física.§ 1º A saúde expressa a organização social e econômica e tem como condicionantes e determinantes. preferencialmente.) § 2º Lei disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. o lazer. mediante contrato de direito público ou convênio. regulamentação. 206. o servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos fixados em lei para o seu exercício. de 2008. Compete ao Sistema Único de Saúde do Distrito Federal. fiscalização e controle. juros e prazos privilegiados a instituições privadas com fins lucrativos. a habitação. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 2. o acesso e a utilização agroecológica da terra. 205. de 1994. integrando-as às ações e serviços de saúde. nos campos econômico e social. 207. intervir. de 2008.) Art. . a renda. a observância do disposto no art. § 5º É vedada a designação ou nomeação de proprietários. nos serviços públicos de saúde. entre outros. II – formular política de saúde destinada a promover. a alimentação. V – gratuidade da assistência à saúde no âmbito do SUS. observados os aspectos de profilaxia. V – oferecer assistência odontológica preventiva e de recuperação. por intermédio de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. sem prejuízo dos serviços assistenciais. o saneamento. devendo sua execução ser feita. o meio ambiente. 169. os riscos a que está exposto e os métodos de controle existentes. além de outras atribuições estabelecidas em lei: I – identificar.) § 4º É vedada. VII – formular política de recursos humanos na área de saúde. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede única e hierarquizada. salvo nos casos previstos em lei. § 1º. com prioridade para atividades preventivas.

mediante ações que proporcionem o conhecimento. acupuntura e fitoterapia. em todas as fases biológicas. XXI – executar a vigilância alimentar e nutricional.VIII – promover e fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias. XIX – executar a vigilância sanitária mediante ações que eliminem. processamento e transfusão de sangue e seus derivados. XVI – garantir o atendimento médico-geriátrico ao idoso na rede de serviços públicos. XXII – promover a educação alimentar e nutricional. mutagênicos. carcinogênicos. tóxicos. mediante serviços de saúde preventivos. matérias-primas. inclusive radioativos. controle e avaliação da situação alimentar e nutricional da população. XIV – garantir a assistência integral ao portador de qualquer doença infecto-contagiosa. É dever do Poder Público garantir ao portador de deficiência os serviços de reabilitação nos hospitais. Compete ao Poder Público incentivar e auxiliar entidades filantrópicas de estudos. Art. bem como nos casos de aborto previsto em lei e de violência sexual. É dever do Poder Público promover e restaurar a saúde psíquica do indivíduo. assegurado o atendimento nos serviços do Sistema Único de Saúde – SUS. XIII – desenvolver o sistema público de coleta. 208. baseado no rigoroso respeito aos direitos humanos e à cidadania. em conformidade com o art. lixos. no transporte. XVII – orientar o planejamento familiar. assegurada a internação dos doentes nos serviços mantidos direta ou indiretamente pelo Sistema Único de Saúde e vedada qualquer forma de discriminação por parte de instituições públicas ou privadas. Art. industriais e de origem nociva. Art. 293. XI – participar no controle e fiscalização da produção. mediante programas específicos. a homeopatia. XVIII – garantir o atendimento integral à saúde da criança e do adolescente. entre outras. bem como participar na elaboração das normas pertinentes. inclusive ao portador do vírus da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – SIDA. insumos e imunobiológicos por laboratórios oficiais. por intermédio de equipe multidisciplinar. prioritariamente aos do ensino fundamental. da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. comunitária e social. na forma da lei. pesquisas e combate ao câncer e às doenças infecto-contagiosas. vedado todo tipo de comercialização. a produção de medicamentos. adotando medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. drogas e insumos farmacêuticos destinados ao uso e consumo humano. 209. curativos e extra-hospitalares. XXIV – prestar assistência farmacêutica e garantir o acesso da população aos medicamentos necessários à recuperação de sua saúde. XXIII – prestar assistência à saúde comunitária mediante acompanhamento do doente em sua realidade familiar. centros de saúde e centros de atendimento. garantido o acesso universal aos recursos educacionais e científicos e vedada qualquer forma de ação coercitiva por parte de instituições públicas ou privadas. III – prover o atendimento médico e odontológico aos estudantes da rede pública. 210. XXV – executar o controle sanitário-fármaco-epidemiológico sobre estabelecimentos de dispensação e manipulação de medicamentos. XX – executar a vigilância epidemiológica. IX – promover e fomentar práticas alternativas de diagnósticos e terapêutica. Art. detecção. de comprovada base científica. . nele compreendido o trabalho. compete: I – criar banco de órgãos e tecidos. dejetos e esgotos hospitalares. na forma da lei e no limite das disponibilidades orçamentárias. Ao Poder Público. de livre decisão do casal. detecção ou prevenção dos fatores determinantes e condicionantes de saúde coletiva ou individual. XII – fiscalizar e controlar os expurgos. mediante ações destinadas ao conhecimento. diminuam ou previnam riscos à saúde e intervir nos problemas sanitários decorrentes da degradação do meio ambiente. XV – prestar assistência integral à saúde da mulher. e reconhecer intervenções para prevenir ou eliminar riscos e seqüelas originadas do consumo inadequado de alimentos. X – participar da formulação da política e do controle das ações de preservação do meio ambiente. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. § 1º Fica vedado o uso de celas-fortes e outros procedimentos violentos e desumanos ao doente mental. 211. II – incentivar a instalação e o funcionamento de unidades terapêuticas e educacionais para recuperação de usuários de substâncias que gerem dependência física ou psíquica.

Art. organização e normas de funcionamento dos órgãos a que se refere o caput serão definidas em seus respectivos regimentos internos. pela maioria absoluta dos seus membros. além de outras fontes. II – o Conselho de Saúde. órgão colegiado. § 3º Os Conselhos Regionais de Saúde. 215. inclusive nos aspectos econômicos e financeiros. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 18. IV – a proibição de exigência de atestado de esterilização. em cada Região Administrativa. Art. em coordenação com a União. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 18. 214. de 1997. de caráter permanente e deliberativo. O Sistema Único de Saúde do Distrito Federal contará. com aprovação pela Câmara Legislativa.§ 2º A internação psiquiátrica compulsória. de risco ou que tenham provocado graves danos à saúde do trabalhador. V – a intervenção com finalidade de interromper as atividades em locais de trabalho comprovadamente insalubres. c) exames médicos de admissão. O Sistema Único de Saúde do Distrito Federal será financiado com recursos do orçamento do Distrito Federal e da União. III – os Conselhos Regionais de Saúde. § 1º A Conferência de Saúde. de 1997. nos termos da lei federal. os leitos psiquiátricos manicomiais por recursos alternativos como a unidade psiquiátrica em hospital geral. O plano de carreira da área de saúde da administração pública direta. prestadores de serviços. II – a assistência a vítimas de acidentes do trabalho e portadores de doenças profissionais e do trabalho. § 3º Serão substituídos. gradativamente. Compete ao Poder Público investir em pesquisa e produção de medicamentos e destinar-lhes recursos especiais. entidade sindical e empresa sobre: a) riscos de acidentes do trabalho e de doenças profissionais. organizada e formalizada articuladamente com as instituições governamentais de ensino e de saúde. extraordinariamente. cooperativas e atendimentos ambulatoriais. e terão suas decisões homologadas pelo Diretor Regional de Saúde. reunir-se-á a cada dois anos para avaliar e propor as diretrizes da política de saúde do Distrito Federal. Art. controle e fiscalização da política de saúde. profissionais de saúde e usuários. hospitais-dia. 216. entre outras atividades: I – a informação ao trabalhador. recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos a riscos e agravos advindos das condições e processos de trabalho. desenvolver ações com vistas a promoção. órgãos colegiados. b) resultados de fiscalização e avaliação ambiental. proteção. de caráter permanente e deliberativo. § 4º A representação dos usuários na Conferência e nos Conselhos de Saúde será paritária com o conjunto dos demais segmentos. por este ou pelo Conselho de Saúde. realizada pela equipe de saúde mental das emergências psiquiátricas como último recurso. III – a promoção regular de estudos e pesquisas sobre saúde do trabalhador. administradoras de planos de saúde e congêneres ressarcirão o Distrito Federal das despesas de atendimento dos segurados respectivos em unidades de saúde pertencentes ao poder público do Distrito Federal. sem prejuízo das funções do Poder Legislativo. profissionais de saúde e usuários. indireta e fundacional deverá garantir a admissão por concurso público. de teste de gravidez e de anti-HIV como condição para admissão ou permanência no emprego. § 4º As emergências psiquiátricas deverão obrigatoriamente compor as emergências dos hospitais gerais. periódicos e de demissão. deverá ser comunicada aos familiares e à Defensoria Pública. hospitais-noite. por convocação do Governador ou. e terá suas decisões homologadas pelo Secretário de Saúde do Distrito Federal. na forma da lei. 213. Art. atuarão na formulação. execução. A política de recursos humanos para o SUS será. Parágrafo único.) § 2º O pagamento de que trata o parágrafo anterior é de responsabilidade das empresas a que estejam associadas as pessoas atendidas em unidades de saúde do Distrito Federal. Cabe ao Distrito Federal. com três instâncias colegiadas e definidas na forma da lei: I – a Conferência de Saúde. com representação do governo. § 1º As empresas privadas prestadoras de serviços de assistência médica. § 2º O Conselho de Saúde. centros de convivência.) . Art. lares abrigados. § 5º A composição. órgão colegiado com representação do governo. definidos anualmente no orçamento. 212. incluídas. prestadores de serviços. inclusive nos aspectos econômicos e financeiros. com representação de entidades governamentais e não governamentais e da sociedade civil. atuará na formulação de estratégias e no controle de execução da política de saúde.

. 218. As entidades de que trata o caput deste artigo deverão ser declaradas de utilidade pública e registradas na Secretaria competente. Art. migrantes e pessoas vítimas de violência doméstica e prostituídas. a arte e o saber. bem como fiscalizará a aplicação dos recursos repassados. ensinar. para a execução de planos de assistência a criança. dependentes de substâncias químicas. assegurados os direitos sociais estabelecidos no art. contratos e outras formas de cooperação com entidades beneficentes ou privadas sem fins lucrativos. 217. que prestará assessoria técnica mediante acompanhamento e avaliação da execução de projetos. Art. d) atendimento a criança e adolescente. Parágrafo único. III . portadores de deficiência e de patologia grave assim definida em lei. velhice. 219. nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual. respeito aos direitos humanos e valorização da vida. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. c) apoio a entidades representativas da comunidade na criação de creches e pré-escolas comunitárias.liberdade de aprender. maternidade. elaborar e executar política de assistência social descentralizada e articulada com órgãos públicos e entidades sociais sem fins lucrativos. e terá por fim a formação integral da pessoa humana. A aplicação e a distribuição dos recursos para a assistência social serão realizadas com base nas demandas sociais e previstas no plano plurianual. idoso. As ações governamentais na área da assistência social serão financiadas com recursos do orçamento da seguridade social do Distrito Federal. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . II – serviços assistenciais de proteção e defesa aos segmentos da população de baixa renda como: a) alojamento e apoio técnico e social para mendigos.CAPÍTULO III DA PROMOÇÃO E DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. adolescente. independentemente de contribuição a seguridade social. nos termos da Constituição Federal. infância. na comunidade. Parágrafo único. 206 da Carta magna assim dispõe: Art. direito de todos. egressos de prisões ou de manicômios. Destarte. conforme o disposto no art. na forma da lei e por intermédio da Secretaria competente. A assistência social é dever do Estado e será prestada a quem dela necessitar. II . sua preparação para o exercício consciente da cidadania e sua qualificação para o trabalho.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. assim como integrar socialmente os segmentos desfavorecidos. CAPÍTULO IV DA EDUCAÇÃO. Parágrafo único. 221. É dever do Poder Público proteger a família. e) atendimento a idoso e à pessoa portadora de deficiência. fundada nos ideais democráticos de liberdade. b) gratuidade de sepultamento e dos meios e procedimentos a ele necessários. Comentários: Para entendimento deste artigo é imprescindível analisar o assunto na Constituição Federal. o art. 221. 206. na forma da lei. A Educação. Compete ao Poder Público. O Poder Público estabelecerá convênios. pesquisar e divulgar o pensamento. adolescência. Art. 220. com vistas a assegurar especialmente: I – apoio técnico e financeiro para programas de caráter sócio-educativos desenvolvidos por entidades beneficentes e de iniciativa de organizações comunitárias. dever do Estado e da família.pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. gestantes. DA CULTURA E DO DESPORTO Seção I Da Educação Art. igualdade. da União e de outras fontes. 6º da Constituição Federal. portadores de deficiência. coordenar.

de 2006) É importante destacar que a educação é direito de todos e cabe ao Estado o dever de prestá-la. determinando que o atendimento em creche e pré-escola é garantido somente àqueles que tenham entre zero e cinco anos. no mínimo. alunos. de 2006) VI . a Lei prevê que. 222. na forma da lei. a Constituição Federal prevê princípios que nortear a Educação em todo o país. O Distrito Federal garantirá atendimento em creches e pré-escolas a crianças de zero a seis anos de idade. Ao invés da escolha da diretoria ser feita meramente por meio de indicação política. preparando-o para o exercício da cidadania e para o trabalho. § 1º O Poder Público garantirá atendimento. na forma da lei. tais princípios permitirão o acesso amplo. aos das redes públicas. Um reflexo da gestão democrática do ensino foi a alteração do processo de escolha dos diretores escolares. 7º. XV. alunos. Art. mediante dotação orçamentária própria. com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. nos termos de lei federal. No que se refere ao nível níveis. Por meio da educação não se busca apenas a formação intelectual do indivíduo. Comentários: A Emenda Constitucional n.garantia de padrão de qualidade. VIII . (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53. pais. § 2º O sistema de creches e pré-escolas será custeado pelo Poder Público. participando dessa gestão o poder público auxiliado por todos os seguimentos envolvidos. seis horas diárias. garantidos. com a participação e cooperação de todos os segmentos envolvidos no processo educacional e na definição. mas a sua integral formação como pessoa humana. Art. § 3º O Poder Público gradativamente implantará o atendimento em turno de. implementação e avaliação de sua política. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53. nos termos da lei. dos Estados. professores.º 53/2006alterou o art. na forma da lei.valorização dos profissionais da educação escolar. a crianças portadoras de deficiência. § 2º O Poder Público assegurará a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio. oferecendo recursos e serviços especializados de educação e reabilitação. professores. de 2006) Parágrafo único. O Poder Público assegurará. no âmbito da União. o Poder Público implantará a sua obrigatoriedade. Comentários: O Distrito Federal possui como objetivo a ser alcançado a gestão democrática do ensino. diretores. nos termos da Constituição Federal. gratuito e igualitário ao ensino. V .gestão democrática do ensino público. coordenadores. a gestão democrática do ensino público. 223. gradativamente. pais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53. Comentários: O Poder Público deve assegurar ensino público de nível fundamental obrigatoriamente para todos e de forma gratuita. § 5º O acesso ao ensino obrigatório gratuito é direito público subjetivo.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. . planos de carreira. na forma da lei. funcionários da escola passaram a realizar a escolha por meio do voto. § 4º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público ou sua oferta irregular importam responsabilidade da autoridade competente. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira. aos alunos da rede oficial de ensino fundamental. do Distrito Federal e dos Municípios. Trata-se nitidamente de ação visando a gestão democrática da educação do DF.IV .piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública. O não oferecimento do ensino fundamental (que é obrigatório à população ou o seu oferecimento irregular poderá ocasionar a responsabilização da autoridade competente. em creche comum. § 1º O ensino público de nível fundamental será obrigatório e gratuito. VII . Para tanto.

Cabe ao Poder Público implantar programa permanente de alfabetização de adultos articulado com os demais programas dirigidos a este segmento. artísticos. Art. o ensino possui uma fonte adicional de financiamento por meio da chamada contribuição social do salário-educação. alimentação e assistência à saúde. exercido por profissionais habilitados. 229. na forma da lei. É dever do Poder Público garantir o serviço de orientação educacional. O Poder Público assegurará condições de suporte ao acesso e permanência do aluno na pré-escola e no ensino fundamental e médio. Os profissionais do magistério público que alfabetizem crianças ou adultos terão tratamento especial quanto a sua remuneração. arquivos. nos termos da lei. O Poder Público promoverá a descentralização de recursos necessários à administração dos estabelecimentos de ensino público. ministradas de forma teórica e prática em todos os níveis de ensino da rede escolar. . Art. Art. 226. Parágrafo único. em todos os níveis. odontológica e psicológica. § 1º A educação física e a educação artística são disciplinas curriculares obrigatórias. por intermédio de seus órgãos competentes. garantido o acesso a museus. principalmente trabalhadores. 233. mediante ação integrada dos órgãos governamentais que garanta transporte. § 5º É livre. nos termos da lei. 225. a escolas que apresentem instalações para prática de educação física e desporto. recolhida pelas empresas Art. § 2º Os serviços educacionais referidos no caput deste artigo serão preferencialmente ministrados na rede regular de ensino. § 3º Será estimulada a criação de turmas especiais a fim de preparar alunos que demonstrem aptidão e talento para o esporte de competição. resguardadas as necessidades de acompanhamento e adaptação. na forma da lei. bem como os técnicos e auxiliares em exercício nas unidades de ensino que atendam a excepcionais. atividades e manifestações culturais integradas. de 1996. O Poder Público submeterá. Art. a partir do primeiro grau. O Poder Público garantirá atendimento educacional especializado. Art. mediante dotação orçamentária próprio. Art. em cooperação com os movimentos sociais organizados. na rede pública de ensino. os alunos matriculados na rede pública de ensino regular a testes de acuidade visual e auditiva. 232. ministrada por professor licenciado em educação física e ajustada a necessidades de cada faixa etária e condições da população escolar. aos superdotados e aos portadores de deficiência. O Poder Público proverá atendimento a jovens e adultos. em ensino noturno de nível fundamental e médio. O Poder Público deverá assegurar. Art. religiosos e naturais como recursos educacionais. farão jus a uma gratificação especial. 231. Art. observada a obrigatoriedade de ação das unidades escolares em sua área de influência. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 7. § 3º O Poder Público destinará percentual mínimo do orçamento da educação. incluída a formação de docentes para atuar na educação de portadores de deficiência e de superdotados. 227. inclusive com preparação para o trabalho. e garantidos os materiais e equipamentos adequados. Art. para assegurar ensino especial gratuito a portadores de deficiência de todas as faixas etárias. A educação é direito de todos e deve compreender as áreas cognitiva. O Poder Público manterá atendimento suplementar ao educando do ensino fundamental. somente concederá autorização de funcionamento. 224.) § 2º É dever do Poder Público garantir as condições necessárias à prática de educação física curricular. Cabe ao Poder Público assegurar a especialização de profissionais do magistério para a pré-escola e para as quatro primeiras séries do ensino fundamental. de modo a compatibilizar educação e trabalho. na forma da lei. em horários e dias que não prejudiquem a prática pedagógica regular de cada estabelecimento de ensino. na medida do grau de deficiência de cada indivíduo. mediante assistência médica. Parágrafo único. a crianças e adolescentes com problemas de conduta ou de situação de risco e vulnerabilidade. com a orientação de professores de educação física. quando necessário. afetivo-social e físico-motora. § 1º Os educadores das escolas públicas. o acesso da comunidade a instalações esportivas das escolas da rede pública do Distrito Federal. 228. material didático. § 4º O Poder Público. 230. a ser definido em lei. a fim de detectar possíveis desvios prejudiciais ao pleno desenvolvimento.Comentários: Além do custeio de ensino ser proveniente de recursos públicos. mediante oferta de cursos regulares e supletivos. monumentos históricos. nos níveis de ensino fundamental e médio da rede pública.

a retenção ou qualquer restrição ao emprego dos recursos referidos no caput. 244. 235. educação para o trânsito. O Conselho de Educação do Distrito Federal. parágrafo único. dos negros e dos índios na história da humanidade e da sociedade brasileira. no mínimo. conteúdo sobre as lutas das mulheres. com vistas a incentivar e difundir as formas de produção artístico-literária locais. 213 da Constituição Federal. 234. em todos os níveis. além de outros adequados à realidade específica do Distrito Federal. Art. 236. incumbido de estabelecer normas e diretrizes para o Sistema de Ensino do Distrito Federal. 237. pesquisa e extensão. incluída a proveniente de transferências. com vistas à integração do educando no mercado de trabalho. Art. 239. seus ciclos agrícolas. 60 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal. organizadas e geridas pela própria comunidade. O Poder Público promoverá a educação técnico-profissionalizante no ensino médio da rede pública. o Poder Público incluirá a literatura brasiliense no currículo das escolas públicas. Compete ao Poder Público promover. O Poder Público aplicará anualmente. Art. na forma da lei. tendo em vista o que estabelece a Constituição Federal em seu art. § 1º Na instalação de unidades de ensino de terceiro grau do Distrito Federal. O ensino religioso. e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino. na forma da lei. desde que ofereçam ensino gratuito. saúde oral. transporte. § 2º O Poder Público incentivará o estágio para estudante em regime de cooperação com entidades públicas e privadas. Art. 241. vinte e cinco por cento da receita resultante de impostos. Cabe ao Poder Público manter um sistema de bibliotecas escolares na rede pública e incentivar a criação de bibliotecas na rede privada. § 2º O Poder Público publicará. com as atribuições e composição definidas em lei. fazer-lhes a chamada escolar e zelar por sua freqüência à escola junto aos pais ou responsáveis. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 28. órgão consultivo-normativo de deliberação coletiva e de assessoramento superior à Secretaria de Educação. 238. o recenseamento dos educandos do ensino fundamental.) . com vistas à formação profissional. prioritariamente. a pecuária. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental e médio. Art. quadrienalmente. § 2º As universidades gozarão de autonomia didático-científica. mediante aulas práticas. com vistas a harmonizar a relação da educação com o trabalho e adequar a formação profissional aos requisitos do mercado de trabalho. A rede oficial de ensino incluirá em seu currículo. escolhidos entre pessoas de notório saber e experiência em educação. O Poder Público poderá dotar de infra-estrutura e recursos necessários escolas comunitárias. sem vínculo empregatício e como situação transitória. O Poder Público criará seu próprio sistema de ensino superior. na forma da lei. as atividades extrativas e a aquisição de conhecimento específico de vida rural. em conformidade com o art. Art. o magistério público e o particular no Distrito Federal. na forma da lei. na manutenção e desenvolvimento do ensino de primeiro e segundo graus e da educação pré-escolar. no conjunto das disciplinas. com adoção de critérios que levem em conta as estações do ano. de matrícula facultativa. 243. levar-se-ão em conta. conteúdo programático de educação ambiental. Art.Art. artes. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. O Poder Público implantará escolas rurais com a garantia de que os alunos nelas matriculados tenham direito a tratamento adequado a sua realidade. na forma da lei. Art. que representem os diversos níveis de ensino. § 1º Cabe ao Poder Público firmar convênios de integração entre escola e empresa. educação sexual. na forma da lei. 240. 4º. alimentação e assistência à saúde. de 1999. terá seus membros nomeados pelo Governador do Distrito Federal. Art. O Poder Público somente aplicará recursos em escolas públicas ou em estabelecimentos de ensino que atendam ao disposto no art. Art. articulado com os demais níveis. 242. § 1º São vedados o desvio temporário. § 1º A língua espanhola poderá constar como opção de língua estrangeira de todas as séries do primeiro e segundo graus da rede pública de ensino. sem fins lucrativos e integradas ao sistema de ensino. relatório resumido da execução do orçamento da educação e de seus programas suplementares de material didático-escolar. comunicação social. observada a vocação regional. administrativa e de gestão financeira e patrimonial. regiões densamente povoadas não atendidas por ensino público superior. § 3º O currículo escolar e o universitário incluirão. § 2º Para efeito do disposto no caput. 212 e o art.

a crianças e adolescentes com problemas de conduta ou de situação de risco e vulnerabilidade. Comentários: Em virtude da educação ser um dever do Estado. as atividades extrativas e a aquisição de conhecimento específico de vida rural. de duração plurianual. adaptando a escolas à realidade dos alunos. em todos os níveis. O parágrafo único do art. Seção II . Cabe ainda ao Poder Público com vistas a propiciar o acesso de todos à educação implantar atendimento a jovens e adultos em turnos noturnos com vistas a compatibilizar estudo e trabalho. seus ciclos agrícolas. a Lei Orgânica ainda dispõe que será estimulada a criação de turmas especiais para preparar os alunos para a prática de esportes de competição. afim de detectar desvios que possam prejudicar o rendimento escolar. Este fato corrobora com o entendimento de que. o material didático. 245. Cabe ao Poder Público firmar convênio de integração entre escolas e empresas para adequar a formação profissional aos requisitos exigidos pelo mercado de trabalho. se causas externas estão sendo determinantes para a ausência do aluno ou para o seu baixo rendimento. 214 da Constituição Federal. na medida do grau de deficiência de cada indivíduo. farão jus a uma gratificação especial. comunicação social. O Poder Público deve oferecer ensino técnico-profissionalizante pela rede pública de ensino. dos negos e dos índios. a Lei Orgânica entende ser obrigatória a educação física e artística. É necessário garantir que o acesso ao ensino seja efetivo.Art. educação sexual. 227 prevê como direito à educação a promoção por parte do Poder Público aos alunos matriculados. quando se falar em ser um dever do Estado o oferecimento do ensino. O plano de educação do Distrito Federal determinará as ações governamentais para o período de quatro anos e será submetido à apreciação da Câmara Legislativa dentro dos cento e oitenta dias iniciais do mandato do Governador. A língua espanhola poderá constar como opção de língua estrangeira nas séries do primeiro e segundo graus. o material relativo à assistência à saúde (como por exemplo. exames de acuidade visual e auditiva (exames para verificação da visão e da audição). com adoção de critérios que levem e conta as estações do ano. em consonância com o art. saúde oral. inclusive com preparação para o trabalho. deve o Estado oferecer todo o suporte para o bom desempenho e a permanência do aluno em sala de aula. Ainda caberá ao Poder Público incentivar o estágio para o estudante em regime de cooperação entre empresas públicas e privadas com vistas à integração do estudante ao mercado de trabalho. assistência médica e odontológica. Cabe Ao Poder Público realizar o recenseamento escolar com vistas a zelar pela freqüência regular do aluno na escola. quando a Administração promove campanhas para verificar a visão dos alunos com vistas a melhorar o despenho em sala de aula e detectando problema o Estado fornece o óculos de correção). além da implantação de programas para que os adultos voltem a estudar. Além disso. Parágrafo único. Assim. entre outros. Deve incluído no currículo da rede oficial de ensino conteúdo programático de educação ambiental. bem como os técnicos e auxiliares em exercício nas unidades de ensino que atendam a excepcionais. artes. Em face disso. a educação envolve as áreas cognitivas (conhecimento). educação para o trânsito. O Poder Público elaborará plano de educação. aos superdotados e aos portadores de deficiência. não basta que este apenas construa a escola e coloque o professor em sala. com vistas a articulação e desenvolvimento do ensino de todos os níveis. visando a formação profissional do aluno. inclusive fornecendo o transporte. mediante aulas práticas. O Poder Público garantirá atendimento educacional especializado. afetivo-social e físico-motora e para tanto. O conjunto de disciplinas deve constar conteúdo sobre as lutas das mulheres. a pecuária. Ainda como direito de acesso à educação e dever do Estado em prestá-la a Lei Orgânica determina que como atividade complementar ao ensino deve-se manter atendimento psicológico. além de garantir o acesso livre da comunidade às instalações esportivas das escolas da rede pública do Distrito Federal em horários que não prejudiquem a prática regular de cada estabelecimento de ensino. as minorias. do Poder Público. cabe a ele assegurar as condições de suporte e acesso ao ensino. Em virtude do Brasil ser um país laico (não tem religião oficial) o ensino religioso é facultativo. Os educadores das escolas públicas. O Poder Público deverá implantar escolas rurais. o Estado deve agir.

histórico. criativa e expressiva de seus autores e intérpretes. naturais e construídas. por meio de cursos práticos e teóricos. 248.Da Cultura Art. artísticas e tecnológicas. preservação e restauração do patrimônio cultural do Distrito Federal. música. fazer e viver. O Poder Público apoiará e incentivará a participação de empresas privadas no estímulo à cultura. na forma da lei. que possam viabilizar permanente intercâmbio com instituições congêneres e com a sociedade. que garanta o desenvolvimento cultural do Distrito Federal. religiosa. com dotação mínima de três décimos por cento da receita corrente líquida. respeitada a diversidade étnica. V – constituição. de 2008. § 2º O Poder Público propiciará a difusão dos bens culturais. apoiará e incentivará a valorização e difusão das manifestações culturais. . de 2008. VI – prioridade aos programas e projetos que. tomados individualmente ou em conjunto. bem como das paisagens notáveis. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 11. bem como editoração e fotografia. XI – criação e manutenção. nos termos dos critérios vigentes quando do tombamento de seu conjunto urbanístico. garantida a preservação das particularidades e identidades da arte e da cultura no Distrito Federal. e dos sítios arqueológicos. artes plásticas e cênicas. de espaços culturais de múltiplo uso. II – elaboração de programas de estímulo a artes literárias. O Poder Público adotará medidas de preservação das manifestações e dos bens de valor histórico. O Poder Público garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura. VIII – constituição de programas que visem a propiciar conhecimento sobre o valor cultural. VII – cessão das instalações das escolas da rede pública do Distrito Federal para manifestações culturais. 246. buscada a articulação orgânica com as vocações da região do entorno. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 52. X – formulação e implantação de política e programas de desenvolvimento de recursos humanos para a área da cultura. por meio de incentivos fiscais. Art. § 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos. II – o modo de criar. § 3º O Conselho de Cultura do Distrito Federal. na forma da lei. relacionados com a identidade. na forma da lei. IX – regionalização da produção cultural e artística. artístico e ambiental do Distrito Federal. a empreendimentos privados que se voltem para a produção cultural e artística. mediante: I – estímulo. museus e arquivos de âmbito nacional e regional. objetivem o desenvolvimento do processo de criação e aperfeiçoamento do indivíduo e da sociedade. com estrutura. nas Regiões Administrativas. IV – a difusão e circulação dos bens culturais. encontros e mostras nacionais e internacionais e disseminação de espaços que permitam a experimentação e divulgação de linguagens expressivas tradicionais e novas. ação e memória dos diferentes grupos integrantes da comunidade. artístico e cultural. § 1º Os direitos citados no caput constituem: I – a liberdade de expressão cultural e o respeito a sua pluralidade. III – as criações científicas. na forma da lei. é órgão normativo e articulador da ação cultural no Distrito Federal. cultural e histórico do Distrito Federal. § 4º O Poder Executivo estabelecerá formas de incentivo à participação da sociedade civil complementarmente aos investimentos destinados à cultura. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 52. preservação e revitalização de bibliotecas. na forma da lei. vinculados a ele os conselhos de cultura de cada Região Administrativa. 249. composição. em 1987.) § 3º Cabe à administração pública a gestão da documentação governamental e as providências para preservação e franquia da sua consulta. de 1996.) § 5º O Poder Público manterá o Fundo de Apoio à Cultura. § 2º Esta Lei resguardará Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade. Art.) Art. conforme definição da UNESCO. devidamente equipados e acessíveis à população. III – criação de programas de estímulo ao cinema e vídeo no Distrito Federal. ideológica. O Poder Público terá como prioritária a implantação de política articulada com a educação e a comunicação. bem como a proteção do patrimônio artístico. § 1º O disposto no caput abrange bens de natureza material e imaterial. competência e funcionamento definidos em lei. sem prejuízo das atividades pedagógicas. IV – realização de concursos. histórico. 247.

É dever do Distrito Federal fomentar práticas desportivas. ao desporto de alto rendimento. da realização integral de suas potencialidades políticas e intelectuais. arquitetônica e histórica. Art. obedecido o disposto no art. formação e aperfeiçoamento de recursos humanos para o desporto e a educação física. promoção social. 259. paisagística. na forma da lei. A lei disporá sobre fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos. A lei disporá sobre o sistema de desporto do Distrito Federal. 252. 251. respeitado o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional. Art. ouvida a comunidade local por intermédio do respectivo Conselho Regional de Cultura. 254. desde que sem fins lucrativos e compatíveis com a preservação ambiental. . O Poder Público manterá sistemas integrados de arquivos. incluída a liberdade de procurar. em casos específicos. Seção III Do Desporto Art. V – à proteção e incentivo a manifestações desportivas de criação nacional. As áreas públicas. no período de duração das competições. Art. Ao atleta selecionado para representar o Distrito Federal ou o País em competições oficiais. Parágrafo único. garantida a adaptação necessária para portadores de deficiência. assegurada a possibilidade de expressão e confronto de correntes de opinião. praças. No exercício de sua competência. Art. Parágrafo único. Art.Art. As entidades desportivas que vierem a integrar o sistema de desporto do Distrito Federal ficam sujeitas a orientação normativa do Estado. II – ao lazer popular como forma de promoção social. Parágrafo único. especialmente os parques. Todo cidadão tem direito à liberdade de opinião e de expressão. formais e não-formais. com atendimento especial a criança. incentivo e apoio a centros de pesquisa científica para desenvolvimento de tecnologia. As unidades e centros esportivos pertencentes ao Poder Público do Distrito Federal estarão voltados para a população. bibliotecas e museus. 217. VI – à criação. observado o disposto na Constituição Federal. É vedada a extinção de qualquer espaço cultural público sem a criação de novo espaço equivalente. Art. Art. receber e transmitir informações e idéias pelos meios disponíveis. idosos e gestantes. bem como previsão de ovos espaços para esporte e lazer. IV – à manutenção e adequação dos locais já existentes. idoso e portadores de deficiência. que responderão pela política geral dos respectivos setores no âmbito da administração pública. crianças. III – à promoção e estímulo a prática da educação física. As ações do Poder Público darão prioridade: I – ao desporto educacional e. A comunicação é bem social a serviço da pessoa humana. como incentivo a educação. Parágrafo único. Parágrafo único. A atuação dos meios de comunicação estatais e daqueles direta ou indiretamente vinculados ao Poder Público caracterizar-se-á pela independência editorial dos poderes constituídos. 250. garantido o direito fundamental do cidadão a participar dos assuntos da comunicação como maiores interessados por seus processos. 255. quanto a sua organização e funcionamento. O Poder Público firmará convênios com os Poderes Legislativo e Judiciário com vistas à inclusão de suas unidades nos sistemas integrados referidos no caput. I. serão garantidos. integração sócio-cultural e preservação da saúde física e mental do cidadão. 258. 256. II – quando estudante. da Constituição Federal. o Poder Público respeitará a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações. todos os direitos inerentes a sua situação escolar. direitos e vantagens. formas e conteúdos. jardins e terminais rodoviários podem ser utilizados para manifestações artístico-culturais. 257. na forma da lei: I – quando servidor público. seus vencimentos. adolescente. CAPÍTULO V DA COMUNICAÇÃO SOCIAL Art. 253.

com a participação da comunidade e na forma da lei. CAPÍTULO VII DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Art. 264. na forma da lei. Parágrafo único. assistência judiciária. vedado qualquer tipo de constrangimento ou ameaça ao consumidor. X – proteção de direitos dos usuários de serviços públicos. 267. Parágrafo único. Art. 265. educação e por entidades privadas de defesa do consumidor. A regionalização da produção cultural.Art. informação e divulgação de dados de consumo. Cabe ao Poder Público. VIII – estímulo a ações de educação sanitária. mediante: I – adoção de política governamental própria. fornecedores e consumidores. conforme previsto em legislação complementar. Parágrafo único. terá atribuições e composição definidas em lei. quando tabelados ou sujeitos a controle. III – garantir os direitos assegurados nos contratos que regulam as relações de consumo. junto a fabricantes. O Poder Público adotará medidas de descentralização dos órgãos que tenham atribuições de defesa do consumidor. conciliação e encaminhamento do consumidor por meio de órgãos competentes. cadastros. vedada a utilização de quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito. 266. com absoluta prioridade. em conformidade com o art. habitação. Art. Art. em ação coordenada com órgãos e entidades que tenham estas atribuições. Art. 260. IV – conscientização do consumidor. habilitando-o para o exercício de suas funções no processo econômico. da sociedade e do Poder Público assegurar à criança e ao adolescente. 263. promoção e divulgação dos direitos do consumidor. artística e jornalística dar-se-á conforme o estabelecido em lei. pesos e medidas. registros de dados pessoais e de consumo. o direito à vida. integrado por órgãos públicos das áreas de saúde. fichas. técnica e administrativa. crédito. III – atendimento. alimentação. II – assegurar que estabelecimentos comerciais apresentem seus produtos e serviços com preços e dados indispensáveis à decisão consciente do consumidor. As emissoras de televisão pertencentes ao Poder Público terão intérpretes ou legendas para deficientes auditivos sempre que transmitirem noticiários e comunicações oficiais. integrado por representantes de entidades da sociedade civil e órgãos governamentais vinculados ao Poder Executivo. de maneira a atender a suas necessidades educacionais e sociais. 261. saúde. 262. II – pesquisa. segurança. V – proteção contra publicidade enganosa. VII – fiscalização de preços. CAPÍTULO VI DA DEFESA DO CONSUMIDOR Art. O Conselho de Comunicação Social do Distrito Federal dará assessoramento ao Poder Executivo na formulação e acompanhamento da política regional de comunicação social. promover a defesa do consumidor. O Poder Público implantará sistemas de aprendizagem e comunicação destinados a portadores de deficiência visual e auditiva. O sistema de defesa do consumidor. incluída a assistência jurídica. O Poder Público adotará medidas necessárias à defesa. Art. Parágrafo único. O Poder Público. orientação. IV – garantir o acesso do consumidor a informações sobre ele existentes em bancos de dados. . abastecimento. É responsabilidade do Poder Público a promoção da cultura regional e o estímulo à produção independente que objetive sua divulgação. nos termos da Constituição Federal. quando consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos. É dever da família. IX – esclarecimento ao consumidor acerca do preço máximo de venda de bens e serviços. adotará medidas para: I – esclarecer o consumidor acerca dos impostos que incidam sobre bens e serviços. 232. na forma da lei. O Poder Público manterá o Conselho de Comunicação Social do Distrito Federal. VI – incentivo ao controle de qualidade de bens e serviços.

II – o cumprimento da legislação referente ao direito a creche. O Poder Público apoiará a criação de associações civis de defesa dos direitos da criança e adolescente. por meio de ação descentralizada e articulada com entidades governamentais e não governamentais. definidas em lei. bem como à reserva de áreas em conjuntos habitacionais destinados a convivência e lazer. V – o atendimento a criança em horário integral nas instituições educacionais. na forma da lei. discriminação. mediante programas que incluam sua proteção. O Poder Público incentivará as entidades não governamentais. de saúde e educação. profissionalização. da sociedade e do Poder Público garantir o amparo a pessoas idosas e sua participação na comunidade. educacionais. O Poder Público assegurará a integração do idoso na comunidade. esportivos. Art. especialmente quanto: I – ao acesso a todos os equipamentos. arrimo de família. vedada a criação de qualquer tipo de dificuldade ou embaraço ao beneficiário. estabelecendo formas de fiscalização da qualidade do atendimento a crianças. 269. constrangimento. III – à criação de núcleos de convivência para idosos. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 42. violência. com ou sem vínculo de parentesco. com base nas seguintes diretrizes: I – descentralização do atendimento. subvencionando-as com auxílio financeiro e apoio técnico. devidamente registradas nos órgãos competentes. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência.alimentação. exploração. para os maiores de sessenta e cinco anos. sem amparo legal de pessoas por elas responsáveis. III – atendimento prioritário em situações de risco. As ações de proteção a infância e adolescência serão organizadas. em caráter suplementar. § 1º O Poder Público. defendendo sua dignidade e seu bem-estar. que resguarde o respeito à vida desde a concepção. V – à criação de centros destinados ao trabalho e experimentação laboral e programas de educação continuada. garantindo-lhes a permanência em seu próprio meio. por meio de organizações representativas. atuantes na política de amparo e bem-estar do idoso. II – à gratuidade do transporte coletivo urbano. recreativos. que busquem a garantia de seus direitos. de 2005. 268. educação. Entende-se por idoso a pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos. bem como no acompanhamento de sua execução. na forma da lei. serviços e programas culturais. possa conciliar tais obrigações com a satisfação de suas necessidades lúdicas. 271. IV – o direito de cidadania de criança e adolescente órfãos. respeito. sem fins lucrativos. 270. vexame. discriminação. de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. bem-estar e o direito à vida. bem como ampare o nascimento e desenvolvimento da criança em condições dignas de sobrevivência. III – condições para que a criança ou adolescente. Art. bem como sanções para os casos de inadimplemento. convivência familiar e comunitária. dignidade. defender sua dignidade. crueldade e opressão. Art. viabilizará: I – o atendimento à criança e ao adolescente. II – valorização dos vínculos familiares e comunitários. CAPÍTULO IX DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA . liberdade. bem como colocá-las a salvo de toda forma de negligência. crueldade e opressão. IV – ao atendimento e orientação jurídica no que se refere a seus direitos. § 2º A proteção à vida é feita mediante a efetivação de política social pública. CAPÍTULO VIII DO IDOSO Art. Parágrafo único. na forma da lei. É dever da família. reciclagem e enriquecimento cultural. lazer. IV – participação da sociedade na formulação de políticas e programas. violência. exploração. cultura. 272.) Art. VI – à preferência no atendimento em órgãos e repartições públicas.

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.) II – criação e manutenção de abrigos para mulheres vítimas de violência doméstica. 274. . materiais. influências e interações de ordem física. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. parágrafo único. em estacionamentos públicos. assegurada a participação da coletividade. recuperação e fiscalização do meio ambiente. contratação. coordenando e tornando efetivas as ações e recursos humanos. da sociedade e do Poder Público assegurar a pessoas portadoras de deficiência a plena inserção na vida econômica e social e o total desenvolvimento de suas potencialidades. § 1º As empresas de transporte coletivo garantirão a pessoas portadoras de deficiência facilidade para a utilização de seus veículos. vagas para veículos adaptados para portadores de deficiência. técnicos e científicos dos órgãos da administração direta e indireta. comprovadamente. abriga e rege a vida em todas as suas formas. de 1997. social ou econômica. 279. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 277.) IV – vedação da adoção de livro didático que dissemine qualquer forma de discriminação ou preconceito. de 1997. discriminarem a mulher nos procedimentos de seleção. IV – estabelecer normas relativas ao uso e manejo de recursos ambientais. definindo suas limitações e condicionantes ecológicas e ambientais para ocupação e uso dos espaços territoriais. preservação. II – promover o diagnóstico e zoneamento ambiental do território. de 1997. por meio dos seguintes mecanismos: (Caput com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 16. III – criação e execução de programas que visem à coibição da violência e da discriminação sexual. de 1997.Art. promoção. VI – incentivo e apoio às comemorações das datas importantes para a cultura negra. Art. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 16.) I – criação de delegacias especiais de atendimento à mulher vítima de violência e ao negro vítima de discriminação. III – elaborar e implementar o plano de proteção ao meio ambiente. (Inciso acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 16. 278. CAPÍTULO X DA MULHER. racial. o negro e as minorias. Art. É dever do Poder Público estabelecer políticas de prevenção e combate à violência e à discriminação. diminuição e superação de suas limitações. CAPÍTULO XI DO MEIO AMBIENTE Art. Art. 123. Parágrafo único. definindo áreas prioritárias de ação governamental. aperfeiçoamento profissional e remuneração. O Poder Público garantirá o direito de acesso adequado a logradouros e edifícios de uso público pelas pessoas portadoras de deficiência. V – criação e execução de programas que visem a assistir gestantes carentes. na forma da lei. sofrerão sanções administrativas. particularmente contra a mulher. DO NEGRO E DAS MINORIAS (Título deste capítulo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 16. zelará pela conservação. 276. que permite. financeiros. observada a legislação federal. observado o disposto no art. Parágrafo único. O Poder Público disporá sobre linhas de crédito das entidades ou instituições financeiras. de 1997. 273. É dever da família. As empresas e órgãos públicos situados no Distrito Federal que. 275. proteção. Aplicam-se as sanções referidas neste artigo a empresas e órgãos públicos que exijam documento médico para controle de gravidez ou fertilidade.) Art. vinculadas ao Distrito Federal. que disporá quanto a normas de construção. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 16. leis. destinadas a pessoas carentes e portadoras de deficiência para aquisição de equipamentos de uso pessoal que permitam correção. Entende-se por meio ambiente o conjunto de condições. química e biológica. e deverá: I – planejar e desenvolver ações para a conservação. bem como por seu estado civil.) Art. na forma da lei. O Poder Público. proteção e recuperação do meio ambiente. § 2º O Poder Público reservará.

Cabe ao Poder Público estabelecer diretrizes específicas para proteção de mananciais hídricos. bem como manter índices mínimos de cobertura vegetal original necessários à proteção da fauna nativa. do cidadão e da sociedade zelar pelo regime jurídico das águas. possam causar degradação ao meio ambiente. Cabe ao órgão ambiental do Distrito Federal a gestão do sistema de gerenciamento de recursos hídricos. XIX – garantir a participação comunitária no planejamento. XVII – avaliar e incentivar o desenvolvimento.V – estabelecer normas e padrões de qualidade ambiental para aferição e monitoramento dos níveis de poluição do solo. 281. não poderão ser transferidas a particulares. do ar. 284. Art. recuperação ou melhoria da qualidade ambiental. XXI – identificar. XX – avaliar níveis de saúde ambiental. promovendo pesquisas. 283. II – a proteção das águas contra ações ou eventos que comprometam a utilização atual e futura. Art. bem como a integridade e renovação física. . no território do Distrito Federal. Art. XVI – estimular e promover o reflorestamento com espécies nativas em áreas degradadas. relatório de qualidade da água distribuída à população. devendo o Poder Público disciplinar: I – o uso racional dos recursos hídricos para toda a coletividade. XII – licenciar e fiscalizar o desmatamento ou qualquer outra alteração da cobertura vegetal nativa. direta ou indiretamente. além de respeitar a participação dos usuários. § 1º É dever do Governo do Distrito Federal. autorizações e fixar limitações administrativas relativas ao meio ambiente. Art. bem como adotar medidas preventivas ou corretivas e aplicar sanções administrativas pertinentes. IX – implantar sistema de informações ambientais. 280. Os recursos hídricos do Distrito Federal constituem patrimônio público. que deverão dar prioridade à solução de maior alcance ambiental. uso e ocupação de áreas de drenagem de bacias e subbacias hidrográficas. situações de risco de acidentes e presença de substâncias efetiva ou potencialmente danosas à saúde. atividades. Art. primitiva ou regenerada. a cada semestre. XV – condicionar a concessão de benefícios fiscais e creditícios a pessoas físicas e jurídicas condenadas por atos cujas obrigações ambientais ainda estejam pendentes ao compromisso de quitação dessas obrigações. comunicando sistematicamente à população dados relativos a qualidade ambiental. O órgão ambiental do Distrito Federal deverá divulgar. As terras públicas. social e sanitário. causas de degradação ambiental. com o objetivo de proteger especialmente encostas e recursos hídricos. produção e instalação de equipamentos. XI – implantar e operar sistema de monitoramento ambiental. investigações. VI – exercer o controle e o combate da poluição ambiental. XVIII – conceder licenças. no meio ambiente natural e construído. por meio de planos de gerenciamento. regional e local. objetivando a conscientização pública para a preservação. XIII – promover medidas judiciais e administrativas necessárias para coibir danos ao meio ambiente. XXIII – controlar e fiscalizar obras. conservação e recuperação do meio ambiente. O Poder Público poderá estabelecer restrições administrativas de uso de áreas privadas para fins de proteção a ecossistemas. criar e administrar unidades de conservação e demais áreas de interesse ambiental. responsabilizados os servidores públicos pela mora ou falta de iniciativa. química e biológica do ciclo hidrológico. execução e vigilância de atividades que visem à proteção. VIII – estabelecer padrões de qualidade ambiental a ser obedecidos em planos e projetos de ação. bem como a criação. a qualquer título. das águas e da acústica. XXII – promover a educação ambiental. estabelecendo normas a serem observadas nestas áreas. tais como níveis de poluição. incluídos os respectivos planos de manejo. absorção e difusão de tecnologias compatíveis com a melhoria da qualidade ambiental. consideradas de interesse para a proteção ambiental. processos produtivos e empreendimentos que. entre outras. 282. XIV – colaborar e participar de planos e ações de interesse ambiental em âmbito nacional. X – promover programas que assegurem progressivamente benefícios de saneamento à população urbana e rural. bem como a exploração de recursos minerais. Parágrafo único. subsolo. estudos e outras medidas necessárias. VII – estabelecer diretrizes específicas para proteção de recursos minerais.

287. acondicionamento. O Poder Público estabelecerá. O Poder Público promoverá o controle e avaliação de irregularidades que agridam ao meio ambiente e. Art.) Art. águas subterrâneas e afluentes. na hipótese de realização de auditoria ambiental. são responsáveis. para fins de licenciamento. acompanhar e fiscalizar as concessões de atividades de pesquisa ou exploração de recursos hídricos concedidas ou efetuadas pela União. e de parcelamento do solo com finalidade rural. fiscalizando a exploração de jazidas e estimulando estudos e pesquisas de solos. às restrições ambientais. 286. esgotamento e destinação final dos resíduos produzidos. zelará pelos recursos minerais de seu território. § 1º Os projetos de parcelamento do solo no Distrito Federal terão sua aprovação condicionada a apresentação de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório. respeitada sua vocação quanto à capacidade de uso. cujos membros deverão ser cadastrados no órgão ambiental do Distrito Federal. exigir a realização de estudo prévio de impacto ambiental para construção. 292. exigirá adoção das medidas corretivas necessárias e aplicará as penalidades cabíveis aos responsáveis. Art. a qualquer tempo. II – adotar a bacia hidrográfica como base unitária de gerenciamento. tratamento. combater e controlar a poluição e a erosão do solo em quaisquer de suas formas. IV – a utilização das águas para abastecimento público. de 1997. o órgão ambiental poderá substituir a exigência de apresentação de estudo de impacto ambiental e do respectivo relatório prevista no §1º pela avaliação de impacto ambiental. § 6º Na aprovação de projetos de parcelamento do solo para fins urbanos. públicas ou privadas. de comum acordo com a União. pesca e turismo.III – seu controle. Art. § 3º O estudo prévio de impacto ambiental será realizado por equipe multidisciplinar. Incumbe ao Poder Público estabelecer normas. 290. com área igual ou inferior a sessenta hectares. Art. registrar. à capacidade de abastecimento de água. que exerçam atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras. bem como fixar as medidas necessárias a seu manejo ecológico. § 2º Compete ao Distrito Federal. § 3º A exploração de recursos hídricos no Distrito Federal não poderá comprometer a preservação do patrimônio natural e cultural do seu território. instalação. obrigatório nessas atividades o uso de equipamentos antipoluentes. sem prejuízo de outras licenças exigidas por lei. Cabe ao Poder Público. tributação das atividades que utilizem recursos ambientais e impliquem significativa degradação ambiental. serão submetidos a apreciação do Conselho de Meio Ambiente do Distrito Federal. O Poder Público manterá permanente fiscalização e controle da emissão de gases e partículas poluidoras produzidas pelas fontes estacionárias e não estacionárias. considerado o ciclo hidrológico em todas as suas fases. na forma da lei. ampliação e operação de empreendimentos ou atividades potencialmente causadoras de significativa degradação ao meio ambiente. padrões e parâmetros para prevenir. com as limitações administrativas. definida em lei específica. O Distrito Federal. caso existam. O Poder Público estimulará a eficiência energética e a conservação de energia. Os projetos com significativo potencial poluidor. pela coleta. 289. § 4º A execução das atividades referidas no caput dependerá de prévio licenciamento pelo órgão ambiental. Art. recuperação. Parágrafo único. Art. para assegurar o disposto neste artigo: I – instituir normas de gerência e monitoramento dos recursos hídricos no seu território. § 5º Poderá ser exigido estudo de impacto ambiental e respectivo relatório em empreendimento ou atividades já instaladas. entre outros fatores. 285. com área igual ou inferior a duzentos hectares. após a realização do estudo de impacto ambiental e da audiência pública. geológicas e de tecnologia mineral. Art. na forma da lei complementar. . 291. na forma da lei. cuja fração mínima corresponda à definida nos planos diretores. direta ou indiretamente. reforma. referente. o respectivo licenciamento constará do ato administrativo de aprovação. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica n° 22. 288. às alternativas de esgotamento sanitário e de destinação final de águas pluviais. As pessoas físicas e jurídicas. § 2º Quando da aprovação pelo Poder Público de projeto de parcelamento do solo. incluída a utilização de fontes alternativas não poluidoras. ao qual se dará publicidade. ficando à disposição do público por no mínimo trinta dias antes da audiência pública obrigatória. de modo a evitar ou minimizar os impactos danosos causados por eventos meteorológicos. mantida a obrigatoriedade da realização de audiência pública. piscicultura. III – cadastrar. V – a exploração racional dos depósitos naturais de água. temporárias ou permanentes.

303. a conservar o ambiente de suas propriedades ou lotes rurais. Os proprietários ou concessionários rurais ficam obrigados. diretamente em cursos ou corpos d’água. vulneráveis. Art. tratamento e disposição final de resíduos urbanos. II – nascentes. serão alocados recursos financeiros. bem como aquelas que sirvam como local de pouso. O Distrito Federal adotará políticas de estímulo ao reflorestamento ecológico em áreas degradadas. em cada caso específico. § 3º Cabe ao Poder Público regulamentar a permissão para uso dos recursos naturais como via de esgotamento dos dejetos citados no § 2º. § 3º Nas unidades de conservação do Distrito Federal. controle e avaliação dos teores poluentes. paisagístico e cultural. e destinação de resíduos rurais e urbanos obedecerão a normas previstas na legislação local de proteção ambiental. É vedada a implantação de aterros sanitários próximos a rios. Art. a caça. 297. Art. respeitado o afastamento mínimo definido. § 1º Cabe ao Poder Público estabelecer e implantar controle da poluição visual no Distrito Federal. 295. 299. Art. 296. em áreas ecologicamente adequadas. as vulneráveis e raras. lançar esgotos hospitalares. alimentação ou reprodução. Art. § 2º É vedado. Art. As unidades de conservação. 294. criadas com a finalidade de preservar a integridade de exemplares dos ecossistemas que possuam características naturais peculiares ou abriguem exemplares raros da biota regional. de modo a preservar seus atributos essenciais: I – as coberturas florestais nativas. Art. os parques. no território do Distrito Federal. sem prejuízo dos demais dispositivos legais incidentes. São espaços territoriais especialmente protegidos. na forma da lei. § 2º O Poder Público promoverá e estimulará ampla e permanente arborização de logradouros públicos. vedadas as práticas cruéis contra animais. demarcação. remanescentes de matas ciliares ou de galerias. A prática do carvoejamento visando à produção de carvão vegetal para fins industriais é proibida no território do Distrito Federal. Art. com ênfase nos processos que envolvam sua reciclagem. é vedada qualquer atividade ou empreendimento público ou privado que degrade ou altere as características naturais. bem como os demais bens imóveis de valor cultural. § 2º Na criação pelo Poder Público de unidades de conservação. O processamento.Art. § 1º O Poder Público implementará política setorial com vistas à coleta seletiva. II – as unidades de conservação já existentes. que desenvolva ações permanentes de proteção. lagos. raros ou menos conhecidos. em todo o Distrito Federal. 293. controle. histórico. salvo nos casos previstos em lei. Cabe ao Poder Público proteger e preservar a flora e a fauna. conforme definidas pelo órgão ambiental do Distrito Federal. 301. § 1º Será estimulado o reflorestamento econômico integrado. V – aquelas assim declaradas em lei. sem prévio tratamento. mananciais de bacias hidrográficas e faixas marginais de proteção de águas superficiais. são espaços territoriais especialmente protegidos e sua utilização far-se-á na forma da lei. industriais. após conveniente tratamento. pelo órgão ambiental do Distrito Federal. científico. de modo a assegurar a preservação da estética dos ambientes. transporte. Art. 302. As coberturas vegetais nativas existentes no Distrito Federal não poderão ter suas áreas reduzidas. as espécies ameaçadas de extinção. III – aqueles assim declarados em lei. estabelecidos prazos para regularização fundiária. as praças. residenciais e de outras fontes. 300. III – áreas que abriguem exemplares da fauna e flora ameaçados de extinção. objeto de tombamento e Patrimônio Cultural da Humanidade. recuperação e fiscalização do meio ambiente. o conjunto urbanístico de Brasília. a fim de proteger encostas e recursos hídricos e de manter os índices mínimos de cobertura vegetal. preferencialmente com espécies nativas. . 298. sob qualquer pretexto. na forma da lei. zoneamento e implantação da estrutura de fiscalização. São áreas de preservação permanente: I – lagos e lagoas. IV – áreas de interesse arqueológico. com essências diversificadas. a pesca predatória. lagoas e demais fontes de recursos hídricos. cuja utilização dependerá de prévia autorização dos órgãos competentes. Art. ou a recuperá-lo. O Poder Público criará sistema permanente de proteção.

São vedadas no território do Distrito Federal. Parágrafo único. arquitetônico e urbanístico. O Distrito Federal deverá manter mapa atualizado que indique as unidades de conservação e demais áreas de proteção ambiental de seu território. preservação. comercialização. 304. Art. É garantida a participação do Sistema Único de Saúde nas ações de preservação do meio ambiente. II – a fabricação. A política de desenvolvimento urbano e rural do Distrito Federal. seus componentes e afins. repressão e apuração dos ilícitos ambientais. O Poder Público disporá de laboratórios para análises físico-químico-biológicas. TÍTULO VII DA POLÍTICA URBANA E RURAL CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. bem como as relações ecológicas existentes e formas de conservação. conservação de energia e sadia qualidade de vida. deverão receber atenção especial do Poder Público. 207. estocagem. à qualidade de vida e ao meio ambiente. de acordo com o local e a duração da fonte. Art. Art. X. comercialização e utilização de substâncias que emanem o composto cloroflúor-carbono – CFC. cuja análise terá resultados públicos. consumo. 309. Parágrafo único. 305. 312. na forma da lei. Parágrafo único. defesa de interesses difusos e do patrimônio histórico. Com a finalidade de assegurar a prática e o efetivo controle das ações que objetivem a proteção do meio ambiente. O Poder Público regulamentará. observada a legislação federal: I – a instalação de indústrias químicas de agrotóxicos. mediante: I – adequada distribuição espacial das atividades sócio-econômicas e dos equipamentos urbanos e comunitários. Art. IV – a instalação de depósitos de resíduos tóxicos ou radioativos de outros Estados e países. que dependerão de licenciamento ambiental. de forma compatível com a preservação ambiental e cultural. manejo. o Distrito Federal deverá manter: I – subprocuradoria especializada em tutela ambiental. Art. nos termos do art. tem por objetivo assegurar que a propriedade cumpra sua função social e possibilitar a melhoria da qualidade de vida da população. cultural. para atendimento a pessoas e instalações afetadas por emanações tóxicas ou quaisquer outras causas nocivas à população e ao meio ambiente. Ao Poder Público incumbe. II – delegacias policiais especializadas e unidades de policiamento florestal integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal. III – a fabricação. implantar unidades técnicas preventivas. Art. pesquisa e experimentação de substâncias nocivas à saúde. Compete ao Poder Público instituir órgãos próprios para estudar. Art.primordialmente para preservar a diversidade e integridade do patrimônio genético contido em seu território. 311. bem como incentivará e facilitará a participação da sociedade civil na apresentação de amostras de substâncias suspeitas de potencial poluidor. Parágrafo único. comercialização e utilização de equipamentos e instalações nucleares. transporte. 307. . sua flora e fauna. controlará e fiscalizará a produção. serão estabelecidas na forma da lei. sem prejuízo das ações dos demais órgãos de fiscalização especializados. 306. O bioma cerrado. bem como daquelas tecnologias menos agressivas ao meio ambiente. As normas de preservação ambiental quanto à poluição sonora. planejar e controlar a utilização racional do meio ambiente. observada a legislação federal pertinente. disposição final. ocupação e exploração. utilizadas secularmente. fixando níveis máximos de emissão de sons e ruídos. 308. observados os princípios da Constituição Federal e as peculiaridades locais e regionais. Art. à exceção dos destinados a pesquisa científica e a uso terapêutico. incumbidas da prevenção. uso. contempladas também as práticas populares e empíricas. Cabe ao Poder Público garantir à população o acesso sistemático a informações referentes a níveis de poluição e causas da degradação ambiental de qualquer natureza e origem. integrante da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. manejo. paisagístico. 310. incluídas a manutenção e ampliação de bancos de germoplasma e a fiscalização das entidades dedicadas a pesquisa e a manipulação de material genético. curativas e emergenciais. Compete ao Poder Público promover a conscientização da sociedade para a preservação do meio ambiente.

declaradas de utilidade pública. em especial. segurança e preservação do patrimônio paisagístico. energia elétrica. bem como deste com a região geoeconômica e. Parágrafo único. segurança pública. É dever do Governo do Distrito Federal. nos termos de sua competência e em caso de utilidade pública e interesse social. . considerada a condição de Brasília como Capital Federal e Patrimônio Cultural da Humanidade. artístico e cultural. bem como às normas urbanísticas e ambientais previstas em lei. na forma da lei. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende a exigências fundamentais de ordenação do território. III – a justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização. de modo a evitar: a) a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes. terão atendimento prioritário na obtenção de terrenos para sua instalação em áreas reservadas a entidades assistenciais. idoso ou portador de deficiência. e compreende o conjunto de medidas que promovam a melhoria da qualidade de vida. As desapropriações dependerão de prévia aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Parágrafo único.II – integração das atividades urbanas e rurais no território do Distrito Federal. IV – a manutenção. subutilização ou não utilização do solo urbano edificável. planos diretores locais. especialmente quanto: I – ao acesso à moradia. ocupação e parcelamento do solo urbano e rural. controle de poluição. urbanístico. cultura e lazer. As entidades filantrópicas que desenvolvem atividades de atendimento a menor carente. II – à contraprestação ao Poder Público pela valorização imobiliária decorrente de sua ação. assegurado o direito de indenização por benfeitorias e cessões dos titulares de arrendamento ou concessão de uso. tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade. A política de desenvolvimento urbano do Distrito Federal. VIII – a adoção de padrões de equipamentos urbanos. IV – participação da sociedade civil no processo de planejamento e controle do uso. recuperação e proteção do meio ambiente natural e construído. São princípios norteadores da política de desenvolvimento urbano: I – o uso socialmente justo e ecologicamente equilibrado de seu território. quer pela formação de novos núcleos. Diário de Justiça de 20/10/2006. dos monumentos. II – o acesso de todos a condições adequadas de moradia. expressas no plano diretor de ordenamento territorial. das paisagens naturais notáveis e. III – estabelecimento de créditos e incentivos fiscais a atividades econômicas. do conjunto urbanístico de Brasília. com apoio a suas iniciativas. XI – o controle do uso e da ocupação do solo urbano. Art. Art. defesa. VII – uso racional dos recursos hídricos para qualquer finalidade. uso dos bens e distribuição adequada de serviços e equipamentos públicos por parte da população. legislação urbanística e ambiental. 313. quando for necessário à execução dos sistemas de abastecimento de água. transporte. efetuar desapropriações de bens destinados a uso comum ou especial. V – a prevalência do interesse coletivo sobre o individual e do interesse público sobre o privado. garantido o bem-estar de seus habitantes. saúde. em áreas urbanas e rurais. saneamento básico. com a região do entorno. V – valorização. comunitários e de estruturas viárias compatíveis com as condições sócio-econômicas do Distrito Federal. (Declarada a inconstitucionalidade deste parágrafo: ADI n° 969 – STF. X – o combate a todas as formas de poluição. 315. histórico. b) o parcelamento do solo e a edificação vertical e horizontal excessivos com relação aos equipamentos urbanos e comunitários existentes. educação. quer pelo adensamento dos já existentes. arquitetônico. VII – o planejamento para a correta expansão das áreas urbanas. proteção a recursos hídricos e criação ou expansão de loteamentos urbanos. 314. IX – a adequação do direito de construir aos interesses sociais e públicos. VI – o incentivo ao cooperativismo e ao associativismo. em conformidade com as diretrizes gerais fixadas em lei.) CAPÍTULO II DA POLÍTICA URBANA Art. em especial. esgotos sanitários. VI – proteção dos bens de valor histórico. c) a não edificação. ocupação ordenada do território. Parágrafo único. artístico e cultural.

§ 4º O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal obedecerá às demais diretrizes e recomendações da Lei Federal para a Política Urbana Nacional. complementares ao Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. Art. V – limites máximos a serem atingidos pelos coeficientes de aproveitamento da macrozona urbana. d) operações urbanas consorciadas. definirá estratégias de intervenção sobre o território. no mínimo: I – densidades demográficas para a macrozona urbana. III – delimitação das áreas urbanas onde poderão ser aplicados parcelamento. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. edificação ou utilização compulsórios. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49.) § 1º No sítio urbano tombado e inscrito como Patrimônio Cultural da Humanidade. como instrumento básico das políticas de ordenamento territorial e de expansão e desenvolvimento urbanos. observado o disposto no art. de 2007. VI – definição de áreas nas quais poderão ser aplicados os seguintes instrumentos: a) direito de preempção. 320 desta Lei Orgânica.) § 1º O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal tem como princípio assegurar a função social da propriedade. a Lei de Uso e Ocupação do Solo. controle. de 2007.) § 1º A Lei de Uso e Ocupação do Solo estabelecerá normas urbanísticas destinadas a regular as categorias de usos. a Lei de Uso e Ocupação do Solo e os Planos de Desenvolvimento Local.) § 2º O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. de 2007. paisagístico.III – à proteção ao patrimônio histórico. de 2007. b) outorga onerosa do direito de construir. usos conformes e não-conformes. e) transferência do direito de construir. por tipo e porte. acompanhamento e avaliação do plano. de 2007.) § 2º A Lei de Uso e Ocupação do Solo estabelecerá. artístico. VII – caracterização da zona que envolve o conjunto urbano tombado em limite compatível com a visibilidade e a ambiência do bem protegido. (Caput com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. de 2007. Os Planos de Desenvolvimento Local e a Lei de Uso e Ocupação do Solo. de 2007. apontando os programas e projetos prioritários. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. bem como a utilização dos instrumentos de ordenamento territorial e de desenvolvimento urbano. 317. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. e definirá as zonas e setores segundo as indicações de usos predominantes. § 5º O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal terá vigência de 10 (dez) anos. O Distrito Federal terá.) . 316. Seção I Dos Planos Diretores de Ordenamento Territorial e Locais do Distrito Federal Art. para as categorias de atividades permitidas em cada zona. § 2º O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal deverá conter. passível de revisão a cada 5 (cinco) anos. II – delimitação das zonas especiais de interesse social. § 3º O Plano Diretor de Ordenamento Territorial deverá considerar as restrições estabelecidas para as Unidades de Conservação instituídas no território do Distrito Federal. o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília e os Planos de Desenvolvimento Local serão aprovados por lei complementar. IV – delimitação das Unidades de Planejamento Territorial. mediante o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à qualidade de vida. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. à preservação do meio ambiente. c) outorga onerosa da alteração de uso. o conjunto de índices para o controle urbanístico a que estarão sujeitas as edificações. O Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal abrangerá todo o espaço físico do território e estabelecerá o macrozoneamento com critérios e diretrizes gerais para uso e ocupação do solo. à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas. ainda. VIII – sistema de gerenciamento.) Art. o Plano de Desenvolvimento Local será representado pelo Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal e. 318. (Caput com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. são parte integrante do processo contínuo de planejamento urbano. como instrumentos complementares. cultural e ao meio ambiente.

avaliação e revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. sistema viário e demais setores da economia. aprovação. desde que comprovado o interesse público. Do plano plurianual. por até cinco anos.) Art. Seção II Do Sistema de Informação Territorial e Urbana do Distrito Federal Art. 322. IV – qualidade ambiental e saúde pública. para adequação ao zoneamento ecológico-econômico. de 2007. III – habitação. dentro da vigência do Plano Diretor de Ordenamento Territorial. Art. O sistema de informação territorial e urbana do Distrito Federal englobará informações sobre: I – aspectos regionais e microrregionais. 182. agricultura. 324. de 2007. subutilizadas ou não utilizadas. É atribuição do Poder Executivo conduzir. Os Planos de Desenvolvimento Local tratarão das questões específicas das Regiões Administrativas e das ações que promovam o desenvolvimento sustentável de cada localidade. a partir do agrupamento das Regiões Administrativas definidas no Plano Diretor de Ordenamento Territorial. para o período de 5 (cinco) anos. bem como sua implementação. É garantida a participação popular nas fases de elaboração. passíveis de revisão a cada ano. Fica assegurado ao cidadão o acesso a informações constantes do sistema de informações territoriais e urbanas do Distrito Federal. integrando áreas rurais e urbanas. comércio.) Art. urbanísticos e ambientais. em prazo diferente do estabelecido no art. 323. 320. indústria. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. Seção III . em função da forma e da natureza das relações sociais e suas interações espaciais. mediante lei complementar específica. a partir da data de vigência do Plano Diretor de Ordenamento Territorial. (Parágrafo acrescido pela Emenda à Lei Orgânica nº 49. Art. da Lei de Uso e Ocupação do Solo e dos Planos de Desenvolvimento Local. aplicará o disposto no art. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. equipamentos urbanos e comunitários. de 2007. a partir da vigência do Plano Diretor de Ordenamento Territorial. 319. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. assim como detalharão a aplicação dos instrumentos de política urbana previstos no Plano Diretor de Ordenamento Territorial. implementação.) Parágrafo único. no âmbito do processo de planejamento do Distrito Federal. II – uso e ocupação do solo. as bases de discussão e elaboração do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. § 4° Os Planos de Desenvolvimento Local serão elaborados pelo Poder Executivo. II – indicação de prioridades e metas das ações a serem executadas. § 3º Os Planos de Desenvolvimento Local terão como conteúdo mínimo: I – projetos especiais de intervenção urbana. obrigatória a divulgação pelo Poder Executivo daquelas de relevante interesse para a coletividade. de 2007.§ 3º A Lei de Uso e Ocupação do Solo deverá ser encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo Poder Executivo.) Art. no prazo máximo de 3 (três) anos. em relação a áreas não edificadas. físico-naturais. 317. da Lei de Uso e Ocupação do Solo e dos Planos de Desenvolvimento Local. Só serão admitidas modificações no Plano Diretor de Ordenamento Territorial. § 5° O prazo de vigência do Plano de Desenvolvimento Local poderá ser prorrogado. além de fatores socioeconômicos. § 2º Os Planos de Desenvolvimento Local serão elaborados e encaminhados à Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo Poder Executivo. mediante lei complementar específica de iniciativa do Poder Executivo. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49.) § 1º Os Planos de Desenvolvimento Local serão elaborados por Unidades de Planejamento Territorial. O Poder Público do Distrito Federal. da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual deverão constar as propostas integrantes do Plano Diretor de Ordenamento Territorial e dos Planos de Desenvolvimento Local. III – previsões orçamentárias relativas aos serviços e às obras a serem realizados. § 5°. no prazo máximo de 2 (dois) anos. Parágrafo único. por motivos excepcionais e por interesse público comprovado. de 2007. § 4º da Constituição Federal. 321. por iniciativa do Poder Executivo ou por iniciativa popular. sócioeconômicos e institucionais. a fim de impedir distorções e especulação da terra como reserva de valor.

quando couber. Seção IV Do Sistema de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal Art. III – à implementação de sistema de planejamento para acompanhamento e avaliação de programas habitacionais. Art. com prioridade para a população de média e baixa renda. restaurada em virtude da declaração de inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica n° 13. Art.) CAPÍTULO III DA HABITAÇÃO Art. ou que seja proprietário de imóvel urbano. V – ao estímulo e incentivo à formação de cooperativas de habitação popular. 328. observadas as seguintes condições: I – o título de transferência de posse e de domínio. VII – ao aumento da oferta de áreas destinadas à construção habitacional. (Inciso com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. será conferido a homem ou mulher. 327. O plano plurianual. 163 desta Lei Orgânica. garantido o financiamento para habitação. acompanhamento permanente e fiscalização da execução do Plano Diretor de Ordenamento Territorial. com vistas à solução da carência habitacional. na forma da lei. que havia alterado o dispositivo: ADI n° 2004002005841-9 – TJDFT. central. Lei disporá sobre contratos de transferência de posse e domínio para os imóveis urbanos em programas habitacionais promovidos pelo Poder Público. (Artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 49. independentemente do estado civil. II – ao incentivo para o desenvolvimento de tecnologias de construção de baixo custo. planejamento urbano. de 2007. Na execução da política de ordenamento territorial. conforme o caso. III – distribuição espacial adequada da população e atividades produtivas. dos Planos de Desenvolvimento Local e do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília. 330. Diário de Justiça de 1º/6/2009. III – o título de domínio somente será concedido após completados dez anos de concessão de uso. VI – à construção de residências e à execução de programas de assentamento em áreas com oferta de emprego. (Inciso com a redação original. sem autorização do Poder Público. II – promoção das medidas necessárias à cooperação e articulação da ação pública e privada no território do Distrito Federal e região do entorno. em integração com a União. ainda. IV – ao atendimento prioritário às comunidades localizadas em áreas de maior concentração da população de baixa renda.Dos Instrumentos das Políticas de Ordenamento Territorial e de Desenvolvimento Urbano Art. já beneficiado. O sistema de planejamento territorial e urbano do Distrito Federal. IV – elaboração. tem por finalidade a promoção do desenvolvimento do território. estruturado em órgão superior. A ação do Governo do Distrito Federal na política habitacional será orientada em consonância com os planos diretores de ordenamento territorial e locais. As cooperativas habitacionais de trabalhadores terão prioridade na aquisição de áreas públicas urbanas destinadas a habitação. 329. bem como ao estímulo da oferta a programas já implantados. II – será vedada a transferência de posse àquele que. 326. Parágrafo único. executivo. setoriais e locais. adequadas às condições urbana e rural. especialmente quanto: I – à oferta de lotes com infra-estrutura básica. mediante: I – articulação e compatibilização de políticas setoriais com vistas à ordenação do território.) Art. expansão e desenvolvimento urbanos será utilizado o instrumento básico definido no art. os instrumentos definidos na legislação do Distrito Federal e na regulamentação dos arts. melhoria da qualidade de vida da população e equilíbrio ecológico do Distrito Federal. 325. de 2007. para todos os segmentos sociais. de 1996. a tenha transferido para outrem. . A política habitacional do Distrito Federal será dirigida ao meio urbano e rural. 182 e 183 da Constituição Federal.) Parágrafo único. a lei de diretrizes orçamentárias e orçamento anual garantirão o atendimento às necessidades sociais por ocasião da distribuição dos recursos para aplicação em projetos de habitação urbana e rural pelos agentes financeiros oficiais de fomento. Serão utilizados.

§ 3º A lei estabelecerá restrições quanto à distribuição. em consonância com o plano diretor de ordenamento territorial. conforto das pessoas. O plano de saneamento obedecerá às seguintes diretrizes básicas: I – garantia de níveis crescentes de salubridade ambiental por meio de abastecimento de água potável. organizar e prestar. sempre mediante licitação. O plano plurianual. comercialização e consumo de bebidas. É vedada a implantação de assentamento populacional sem que sejam observados os pressupostos obrigatórios de infra-estrutura e saneamento básico. VI – articulação entre instituições. II – a implantação de sistema de gerenciamento de recursos hídricos com a participação da sociedade civil. bem como o disposto no art. II – os direitos dos usuários. de 1996. defesa do meio ambiente e do patrimônio arquitetônico e paisagístico. observada a legislação federal. em integração com as demais ações de saúde pública. inclusive a alunos de cursos técnicos e profissionalizantes com carga horária igual ou superior a duzentas horas-aula. III – a política tarifária. os serviços de transporte coletivo. 289. Art. Compete ao Distrito Federal planejar.Art. promoção da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo. reconhecidos pela Fundação Educacional do Distrito Federal ou pelo Ministério da Educação e Cultura. 335. na área de saneamento. Art. § 2º A lei disporá sobre isenção ou redução de pagamento da tarifa do serviço de transportes públicos coletivos para estudantes do ensino superior. plano de saneamento. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. como o comércio. e a aluno de faculdades teológicas ou instituições equivalentes. Estados e Municípios.) . § 2º O Poder Público estimulará o uso de veículos não poluentes e que viabilizem a economia energética. com a garantia de que o custo do serviço de transportes públicos coletivos deverá ser assumido por todos que usufruem do benefício. para viabilizar a coleta seletiva de lixo urbano. que tem caráter essencial. O Sistema de Transporte do Distrito Federal subordina-se aos princípios de preservação da vida. com o objetivo de melhorar as condições de vida da população urbana e rural. é direito da pessoa e necessidade vital do trabalhador e de sua família. Art. 334. 333. drenagem urbana e controle de vetores de doenças transmissíveis. com qualquer teor alcoólico. mediante lei. VII – implementação de programa sobre materiais recicláveis e biodegradáveis. § 1º O transporte público coletivo. § 1º É dever do Poder Público instalar sinais sonoros em vias de acesso a estabelecimentos públicos ou privados que atendam a portadores de deficiência visual. nos termos da Constituição Federal. IV – a obrigação de manter serviço adequado. meio ambiente. a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual garantirão o atendimento às necessidades sociais na distribuição dos recursos para aplicação em projetos de saneamento pelos agentes financeiros oficiais de fomento. O Distrito Federal instituirá. tecnológico e gerencial na área do saneamento. coleta e disposição sanitária de resíduos líquidos. IV – implantação de sistemas para garantir a saúde pública quando de acidentes climatológicos e epidemiológicos. constando ações articuladas com a União. sólidos e gasosos. CAPÍTULO V DO TRANSPORTE Art. médio e fundamental da área rural e urbana do Distrito Federal. cabendo à lei dispor sobre: I – o regime das empresas e prestadores autônomos concessionários e permissionários de serviços de transporte coletivo. 331. V – incentivo às organizações públicas e privadas dedicadas ao desenvolvimento científico. a indústria e o Poder Público. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 5. 336. CAPÍTULO IV DO SANEAMENTO Art. recursos hídricos e desenvolvimento urbano e rural. 332. III – proteção de bacias e microbacias utilizadas para abastecimento de água à população. segurança. observada a legislação federal. mesmo que de forma indireta. mediante campanhas educativas e construção de ciclovias em todo o seu território. em estabelecimentos comerciais localizados em terminais rodoviários e às margens de rodovias sob jurisdição do Distrito Federal.

340. Art. disponibilidade. periodicidade. de modo a garantir a permanência do homem no campo e melhorar o bem-estar social das comunidades rurais. Parágrafo único. setores de comercialização. educação. O Poder Público e as empresas operadoras dos serviços de transporte público coletivo do Distrito Federal reconhecerão as convenções e acordos coletivos de trabalho. bem como para a preservação do meio ambiente. Art. na forma da lei. Art. V – urbanidade e prestabilidade. 344. por intermédio do Conselho de Política Agrícola. saúde e saneamento básico. O Poder Público não admitirá ameaça de interrupção ou deficiência grave na prestação do serviço por parte das empresas operadoras de transporte coletivo. com o envolvimento de produtores e trabalhadores rurais. 342. a participação efetiva do setor de produção. O sistema de transporte do Distrito Federal compreende: I – transporte público de passageiros e de cargas. pequeno e médio produtor. outros que visem à melhoria da sua condição social. como pessoal. VIII – disciplinamento da produção. É assegurada a gratuidade nos transportes públicos coletivos a pessoas portadoras de deficiência. regularidade e quantidade de veículos necessários ao transporte eficaz. com abertura de linhas de crédito especial em instituições financeiras oficiais. irrigação. garagens e outros. demonstração e experimentação de tecnologias. agrotécnicas. IV – pesquisa e tecnologia adequadas às necessidades de produção e às condições socioeconômicas de produtores e trabalhadores rurais. além dos direitos previstos no art. núcleos de treinamento. Compete ao Governo do Distrito Federal implementar a política de desenvolvimento rural. construir. . respeitada a aptidão natural de cada região para a produção agrícola. III – programas de habitação. telefonia. comercialização. drenagem. A prestação dos serviços de transporte público coletivo atenderá aos seguintes princípios: I – compatibilidade da tarifa com o poder aquisitivo da população. O sistema de transporte do Distrito Federal deverá ser planejado. com vistas à diversificação agrícola. É assegurada. poderá intervir na operação do serviço. VI – criação de escolas-fazenda. 7º da Constituição Federal. III – segurança. para assegurar a continuidade do serviço ou para sanar deficiência grave em sua prestação. A política agrícola do Distrito Federal será planejada e executada com a previsão da elaboração de plano plurianual de desenvolvimento agrícola. veículos. 339. Parágrafo único. com vistas a incentivar a produção de alimentos básicos para a população. IV – transporte coletivo complementar. manipulação. 337. desde que apresentem carteira fornecida por órgãos credenciados. armazenamento e uso de agrotóxicos. Compete ao Poder Público planejar. na forma da lei. V – incentivo ao cooperativismo e ao associativismo. II – vias de circulação de bens e pessoas e sua sinalização. biocidas e assemelhados. oficinas. III – estrutura operacional.Art. CAPÍTULO VI DA POLÍTICA AGRÍCOLA Art. mediante controle dos meios humanos e materiais. armazenamento e transporte. 341. plano de safra e plano operativo anual. para micro. IX – estímulo à produção de alimentos para o mercado interno. correção e conservação do solo. estruturado e operado em conformidade com os planos diretores de ordenamento territorial e locais. operar e conservar em condições adequadas de uso e segurança o sistema viário público do Distrito Federal. II – programas de estímulo creditício e fiscal. assumindo-o total ou parcialmente. Art. 343. IV – continuidade. Art. Art. na forma da lei. Parágrafo único. VII – programas de eletrificação. garantindo aos trabalhadores do setor. O Poder Público. 338. transporte. asseguradas as seguintes medidas: I – promoção do zoneamento ecológico-econômico. II – conservação de veículos e instalações em bom estado.

pela difusão de: a) tecnologia agrícola e de regeneração e conservação do solo. Somente poderão ser beneficiários da assistência dos órgãos especializados do Distrito Federal e de seus estabelecimentos oficiais de crédito os titulares ou concessionários de imóveis rurais cuja forma ou projeto de exploração atenda ao princípio da função social da propriedade. III – a um mesmo beneficiário por mais de uma vez e mais de uma parcela ou lote rural. c) medidas econômicas. assistência técnica e extensão rural para o aumento da produção e da produtividade. pequenos e médios produtores rurais. e terá por finalidade: I – assegurar o cumprimento da função social da propriedade. parente consangüíneo ascendente ou descendente. valorizando o trabalho como instrumento de promoção social. II – promover a ocupação ordenada do território em harmonia com as disposições do plano diretor de ordenamento territorial. sejam eles pessoa física ou jurídica. VII – promover o aproveitamento da propriedade em todas as suas potencialidades. § 2º As instituições financeiras oficiais de fomento à produção rural do Distrito Federal informarão o Conselho de Política Agrícola e as entidades representativas dos produtores e trabalhadores rurais sobre o volume de recursos existentes para crédito agrícola. e) medidas de proteção ao meio ambiente. pequenos e médios produtores rurais. XIV – criação de mecanismos de apoio à comercialização da produção. companheiro ou preposto. Art. tributárias e creditícias. XII – orientação. restaurada em decorrência da declaração de inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica n° 17. tratamento jurídico diferenciado que os incentive. 345. XI – agroindustrialização no meio rural e em pequenas comunidades. bem como de fontes e outros mananciais de água. Diário de Justiça de 1º/6/2009. por meio da simplificação de suas obrigações administrativas. 348. com vistas ao escoamento da produção agrícola. das autoridades indicadas no inciso I. III – permitir o aproveitamento racional e adequado dos recursos naturais. . da flora e da fauna nas áreas rurais. IV – a proprietário de imóvel rural e a beneficiário de concessão de uso ou arrendamento. de 1997: ADI n° 2004002005841-9 – TJDFT. em escala adequada às condições do Distrito Federal e estreita articulação com as áreas de produção. § 3º As ações de apoio econômico e social dos organismos do Distrito Federal estarão voltadas preferencialmente para beneficiar projetos de assentamento de produtores e trabalhadores rurais e para imóveis que cumpram a função social da propriedade. § 4º Lei específica estabelecerá normas de conservação. II – a cônjuge ou companheiro. O Poder Público dispensará a micro. ainda que por dependente.) I – a membros e servidores dos poderes Executivo. É vedada a destinação de terras públicas rurais do Distrito Federal: (Artigo com a redação original. realizados pelos órgãos competentes do Distrito Federal. 346. Art. Judiciário e Legislativo. por meio de lei. d) informações sobre o uso racional dos recursos naturais. XIII – abastecimento e armazenamento. A política fundiária e do uso do solo rural do Distrito Federal será compatibilizada com as ações da política agrícola. em consonância com a vocação e capacidade de uso do solo e a proteção ao meio ambiente. Art. da eliminação ou redução destas. § 1º Os serviços constantes deste artigo. bem como a dirigentes de órgãos e entidades da administração direta e indireta. 347. preservação e recuperação dos solos de uso agropecuário. incluídos os Tribunais de Contas.X – sistema de seguro agrícola. sociais e políticas para a agricultura. VI – preservar áreas que contenham recursos hídricos para irrigação. cônjuge. observados os princípios constitucionais pertinentes. até segundo grau. darão prioridade a micro. definidos em lei. b) noções de administração e organização rural. CAPÍTULO VII DA POLÍTICA FUNDIÁRIA E DO USO DO SOLO RURAL DO SOLO RURAL Art. V – fixar o homem ao campo. XVI – programas de fornecimento de insumos básicos e serviços de mecanização agrícola. XV – efetivação de um sistema de defesa sanitária animal e vegetal. XVII – construção e conservação de estradas vicinais. IV – incrementar a produção de alimentos.

Cabe à Câmara Legislativa a análise e a autorização preliminar para implantação de nova tecnologia no sistema operacional de transporte coletivo do Distrito Federal. § 2º O órgão concedente dará conhecimento das audiências públicas ao Ministério Público competente. 353. com vistas a identificar aquelas que não cumpram sua função social. Art. 351. O dia 20 de novembro será considerado. como o Dia da Consciência Negra. Art. (Caput do artigo com a redação da Emenda à Lei Orgânica n° 44. Art. 363. III – obras que comprometam mais de cinco por cento do orçamento do Distrito Federal. de 2005. terão seus nomes referendados pela Câmara Legislativa. 350. histórico. É dever do Governo do Distrito Federal intervir. ressalvados os Secretários de Estado. seja para prevenir ou corrigir o uso anti-social da propriedade. mediante solicitação do interessado. comissão. 358. órgão de deliberação coletiva ou assemelhado. indireta ou fundacional do Distrito Federal. estimulará. bem como os concessionários inadimplentes. 362. Art. com a antecedência mínima de trinta dias. 360. Fica mantida a Consultoria Jurídica do Gabinete do Governador com suas atuais atribuições e competências. 364. O orçamento anual fixará o montante de recursos destinados a atender. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. paisagístico ou cultural do Distrito Federal. comitê. 349. Os cargos de direção dos departamentos de fiscalização atinentes à carreira de fiscalização e inspeção do Distrito Federal serão exercidos preferencialmente por servidores integrantes da carreira. diretamente e nos limites de sua competência. O Poder Público desenvolverá esforços. 354. quando solicitada. no âmbito da administração direta. O Poder Executivo gestionará junto ao Governo Federal com vistas à regularização do art. 359. ressalvados os membros natos. Art. 361. dar segurança pessoal aos candidatos a Governador e Vice-Governador. Cabe à Polícia Civil. ressalvados os projetos em andamento e os a eles relacionados. observado o disposto na Constituição Federal e na legislação pertinente. É assegurada aos servidores públicos do Distrito Federal a contagem integral de tempo de serviço efetivamente prestado à União. Art. Art. TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. poderá ser outorgada a concessão de direito real de uso sobre imóvel do Distrito Federal. Serão obrigatoriamente apreciados em audiência pública: I – projetos de licenciamento de obras e serviços que envolvam impacto ambiental. 365. em mais de um conselho. Estados e Municípios para efeito de aposentadoria e disponibilidade. Cabe ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal estabelecer a política que assegure a preservação do patrimônio cultural. no regime de utilização da terra. II – atos que envolvam modificação do patrimônio arquitetônico. 355. Os integrantes dos conselhos criados por esta lei. ainda que na condição de suplente. 16. 241. indicados pelo Poder Público. Art. mediante prévia autorização do Poder Legislativo. com o objetivo de constituir o acervo patrimonial do Distrito Federal. seja para estabelecer a racionalização econômica da malha fundiária. para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental. 352. É vedada a participação de qualquer pessoa. a partir da homologação de sua candidatura. Art. a financiamento de programas relativos a promoção do emprego e inserção no mercado de trabalho. consideradas de utilidade pública. com a participação dos setores organizados da sociedade e com a aplicação de pelo menos cinqüenta por cento dos recursos a que se refere o art. § 3º. no calendário oficial do Distrito Federal. Art. O Poder Público disciplinará em lei as relações da empresa pública com o Distrito Federal e a sociedade. O Poder Público. apoiará e divulgará o cooperativismo e outras formas associativas. Art. Art. 357. artístico. mediante transferência de bens da União. no exercício. 356.) . Art.§ 1º O Governo do Distrito Federal procederá bienalmente ao levantamento e cadastramento das terras públicas rurais de seu território. Art. Art. Art. Às entidades filantrópicas e assistenciais sem fins lucrativos. § 1º A audiência prevista neste artigo deverá ser divulgada em pelo menos dois órgãos de imprensa de circulação regional. § 2º Será livre o acesso às informações do cadastro de terras públicas rurais.

e) Dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios.CESPE/DFTRANS Analista de transporte/2008) É competência do DF.) EXERCÍCIOS 1. de 1997. entre outros.CESPE/TJ-AC/Auxiliar Judiciário/2002) Territórios poderão ser divididos em Municípios. consórcios. o que não corre com o Distrito Federal. autogoverno e auto-administração. 4. Estados e Municípios. dispondo de amplo poder de auto-organização em relação à sua estrutura administrativa e à organização dos Poderes Executivo. 3º. em comum com a União. seus secretários de Estado e os dirigentes de suas autarquias distritais.Parágrafo único. Saúde/GDF 2007) O título I da Lei orgânica do Distrito Federal descreve os fundamentos da organização dos poderes do DF.(FUNIVERSA/Agente saúde – ortopedia e gesso/2008) Assinale a alternativa que não corresponde à competência privativa do Distrito Federal: a) Organizar e prestar. porém. tradição e peculiaridade. g) O Poder Judiciário e o Ministério Público do DF são organizados e mantidos pelo GDF. b) Prestar serviços de assistência à saúde da população e da proteção e garantia a pessoas portadoras de deficiência com a cooperação técnica e financeira da União. 2. 10. que tem caráter essencial. incluindo o de transporte coletivo. É vedada a remuneração pela participação em mais de um conselho. a capital federal é Brasília.(CESPE/DETRAN-DF Auxiliar de Trânsito/2009) Por expressa disposição na LODF. compete ao Distrito Federal disciplinar a sua remuneração. não sendo possível ao Poder Legislativa alterar essa condição. (CESPE/Consultor da Câmara Legislativa/2006) Julgue: a)O DF tem como símbolos sua bandeira. adequando as exigências do desenvolvimento à preservação de sua memória. por parte do poder público. legislativo e Judiciário. enfatizando as características regionais pertencentes à origem de cada família residente. de acordo com a legislação vigente. do mesmo modo que acontece com os Estados e os Territórios. (FUNIVERSA/Auxiliar de enfermagem da Sec. a justiça social e o bem comum. para execução de suas leis e serviços. uma vez que os policiais militares do Distrito Federal são servidores do Distrito Federal. os serviços de interesse local. organizar ou extinguir Regiões Administrativas. b) Valorizar a individualidade de cada cidadão do DF. 7. (Parágrafo com a redação da Emenda à Lei Orgânica nº 15. De acordo com o seu art. d) Criar. onde é vedado esse tipo de divisão. pois não possui capacidade de auto-organização. na atualidade. a soberania popular é exercida exclusivamente mediante plebiscito e referendo. d) O DF já figurou como capital da União em constituições anteriores. c) O DF rege-se por lei orgânica aprovada pelo Congresso Nacional. dispor sobre a administração dos cemitérios. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.(ESAF/Procuradoria da Fazenda Nacional/1998) O Distrito Federal constitui uma autêntica unidade federada. a proteção individualizada à integridade psicológica das testemunhas de infrações penais. convênios. . e) O DF é uma unidade federativa sem autonomia. 8. f) O DF pode se dividir em municípios.(ESAF/APO/MPOG/2005) Julgue: Em relação à polícia militar do Distrito Federal. d) Promover o bem de todos e) Proporcionar aos seus habitantes condições de vida compatíveis com a dignidade da pessoa humana. 9.(CESPE/DFTRANS Agente Administrativo/2008) No DF.(CESPE/DFTRANS Agente Administrativo/2008) É lícita a criação ou a extinção de regiões administrativas mediante decreto do governador. o governador. b) Cada uma das Regiões Administrativas do DF tem um Conselho de Representantes Comunitários com funções deliberativas. 5. c) Garantir e promover os direitos humanos assegurados na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. assinale a alternativa que não indica objetivo prioritário do DF: a) Preservar a identidade do Distrito Federal. 11. c) Celebrar e firmar ajustes. são obrigados a apresentar declaração anual de seus bens. (CESPE/DFTRANS Analista de transporte/2008) Um dos objetivos prioritários do DF é assegurar. consultivas e fiscalizatórias. acordos e decisões administrativas com a União. seu hino e seu brasão. 6. 3. ainda que para criar novos símbolos.

Estão corretos os itens: a)I e II.(CETRO/DER . além dos assegurados no § 2º do art. apenas.Técnico de Atividades Rodoviárias/2009) São direitos dos servidores públicos.Garantir a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovem insuficiência de recursos.iniciativa popular IV . e)I. II. no prazo máximo de trinta dias. b)as Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do Distrito Federal. no serviço público. apenas. II . lazer e assistência social. 14. 39 da Constituição Federal.promoções por merecimento ou antiguidade. apenas.ascensão de cargo de acordo com sua influência no meio político. b)II e III. III e IV.Técnico de Atividades Rodoviárias/2009) A respeito dos fundamentos da Organização dos Poderes e do Distrito Federal. na forma da lei. com valor igual para todos e. moradia. .(CESPE/DETRAN-DF Auxiliar de Trânsito/2009) Considere a seguinte situação hipotética: Joana. II e IV. segurança pública. sob pena de responsabilidade de autoridade competente ou servidor que negar ou retardar a expedição.Técnico de Atividades Rodoviárias /2009) Assinale os itens abaixo: I .12. c)a remuneração dos administradores regionais deverá ser superior à fixada para os Secretários de Estado do Distrito Federal. nos termos da lei. IV . 18. Joana fará jus à gratificação de Fernanda durante o período de substituição.Técnico de Atividades Rodoviárias /2009) Sobre a organização administrativa do Distrito Federal.votação interna de Deputado Distrital.Dar prioridade ao atendimento das demandas da sociedade nas áreas de educação. nos termos da lei. e)a criação ou extinção de regiões administrativas ocorrerá mediante lei aprovada pela maioria absoluta dos Deputados Distritais.participação na elaboração e alteração dos planos de carreira. d)I. contratos e convênios administrativos a qualquer interessado. apenas.referendo III . trabalho. apenas. saúde. com vistas à descentralização administrativa. 15. contida na Lei Orgânica Distrital. b)II e III. a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. IV .(CESPE/DETRAN-DF Auxiliar de Trânsito/2009) São poderes do DF. III e IV. Legislativo e Judiciário.(CESPE/DETRAN-DF Auxiliar de Trânsito /2009) A administração é obrigada a fornecer certidão ou cópia autenticada de atos. que é servidora pública distrital. d)I. III . 19. Nesse caso. de modo a contribuir para a cultura brasileira. III . sujeitos ao regime jurídico único. mediante: I-plebiscito II .Valorizar e desenvolver a cultura local. o Executivo. apenas.(CETRO/DER . 13. é incorreto afirmar que: a)o Distrito Federal organiza-se em regiões administrativas em Regiões Administrativas. saneamento básico. II. 16. 17. à utilização racional dos recursos para o desenvolvimento sócioeconômico e à melhoria da qualidade de vida. Está correto o contido em a)I e II. irá substituir a titular durante as férias desta. nos termos de lei. a justiça social e o bem comum. apenas.(CETRO/DER . III e IV.(CESPE/DETRAN-DF Auxiliar de Trânsito/2009) O servidor público efetivo de autarquia distrital faz jus ao recebimento de adicional de 1% por ano de serviço público efetivo. II . III e IV. apenas.Proporcionar aos seus habitantes condições de vida compatíveis com a dignidade humana. facultado ao Poder Público conceder a compensação de horários ou a redução de jornada. os seguintes: I-duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. transporte. independentes e harmônicos entre si. apenas. III e IV. e)I.(CETRO/DER . com funções consultivas e fiscalizatórias. d)cada região administrativa do Distrito Federal terá um Conselho de Representantes Comunitários. São objetivos prioritários do DF os itens: a)I e II. c)II. c)II.

VII e IX. g) Errado. proferiu palavras injuriosas contra um deputado federal e agrediu fisicamente sua secretaria. apenas. De acordo com o art. Certo. Art. XIV.b)I. Certo. Art. 11. A organização e Manutenção das Polícias Civil e Militar é competência da União Federal (art. 16. O Distrito Federal. a) Errado. 6º Brasília é a capital da República Federativa do Brasil.Agente Administrativo/2008) Silas eleito deputado distrital nas últimas eleições. 2. 20. a) errado. 4. 2º da Constituição Federal. Trata-se de afirmação não contida no art. 32 da CF. V. Art. III e IV. Todavia. A Constituição Federal no seu art. Letra d.º 35/2001 . 12 cada Região Administrativa deve ter um Conselho de Representantes Comunitários apenas com funções consultivas e deliberativas. Art. nos termos do art. por mio de lei. referendo e iniciativa popular. 17. 13. 3º da LODF que prevê os objetivos prioritários do DF. Errado.apenas. Letra B. II. 6. Letra c. Art. O Distrito Federal possui autonomia política. é um dos entes da República Federativa do Brasil. Errado. e) Errado. 5. c)III e IV. Uma federação possui como característica principal a existência de entes federativos com autonomia política. Acerca dessa situação hipotética. Nos termos do art. 15. Art. a partir da edição da Emenda Constitucional n. Errado. XVIII da LODF: competência privativa do DF. o que lhe confere capacidade de auto-organização que compreende o poder de criar sua Lei Orgânica e outras leis locais. Errado. 5º LODF. 53. 20. palavras e votos de Silas. VII da LODF). Certo. 32 veda a divisão do Distrito Federal em Municípios. Gabarito comentado 1. Nos termos do parágrafo único do art. 44. 21. VII. 13 da LODF: a criação ou extinção de regiões administrativas depende de lei ordinária distrital. LODF: somente o Executivo e o Legislativo. 35. II. Art. 7º é possível criar novos símbolos. II e III. 5º da LODF: plebiscito. 18. VIII. Art. de acordo com o art. inciso XIII é de competência da União Federal organizar e manter o Poder Judiciário e o Ministério Público do Distrito Federal. Certo. 16. f) errado. b) Errado. b) errado. causando-lhe lesões corporais. X da LODF 3. 22. Letra b. c) Errado. 35. 7. LODF. Certo. capacidade de auto-governo (capacidade de ter um governo próprio) e capacidade de auto-administração (competência para a prestação de serviços de interesse local). julgue os itens que se seguem com base na LODF: a) A lei garante apenas a inviolabilidade civil das opiniões. II LODF. Art. Art. 61 LODF. Art. 21. Art. O DF rege-se por Lei Orgânica aprovada pela Câmara Legislativa do DF. Na Constituição de 1891 o DF era capital da República. Errado. 19. CF) 9. (CESPE/ DFTRANS . Letra e. 8. A Lei garante a inviolabilidade civil e penal do deputado distrital. 19. 3º. I da LODF. Não há necessidade de prévia licença da Câmara Legislativa para processar criminalmente um deputado distrital. d) Certo. inciso XIII é de competência da União Federal organizar e manter o Poder Judiciário do Distrito Federal. De acordo com o art. 15. 12. apenas. e)I. I da LODF. III e IV. Errado. Essa autonomia política se caracteriza pela capacidade de autoorganização (capacidade de criar suas próprias leis. Letra b. 3º. Art. Art. § 2º LODF: a remuneração dos administradores regionais não poderá ser superior a dos secretários de estado. b) Silas somente poderá ser processado criminalmente com prévia licença da CLDF. VI. Errado. 10. Art. § 3º LODF. 10. Trata-se de competência comum (art. 14. d)II.