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Módulo 4

Introdução

Linguagem e a cura pela fala

Princípios da Psicanálise: princípio da fala e da linguagem.

❒ O mais importante na psicanálise é o significante.


❒ O psicanalista ouve c/ atenção os significante e ñ anda a pensar
nos sentidos.
❒ A verdadeira psicanálise parte e passa unicamente pela palavra. O
psicanalista conta c/os efeitos da palavra sobre o organismo físico e
psíquico q ele se instala no campo da linguagem.
❒ O sujeito da psicanálise é o sujeito k fala, sujeito de significante, o
sujeito enquanto fala é um sujeito dividido.

Mas o q é a linguagem?

❒ Foi-lhe dada gd importância na Grécia antiga, no mundo cristão e


medieval, onde definiu o ser do homem e a sua participação na
natureza divina. Perdeu-se o interesse pela linguagem e passou a
ser irrelevante com a ciência e a filosofia modernas.
❒ Foi retomado o seu estudo no meio do séc XVII c/ os gramáticos de
Port-Royal. Em 1662, na Lógica ou arte de pensar, Lancelot e
Arnauld definem as palavras como sons distintos e articulados, de
q os homens fizeram signos para marcar o q se passa no seu
espírito.
❒ Ensaio sobre a origem da linguagem de Hader (1772) veio operar
uma revolução coperniciana comparável a de Kant.
❒ Diferença específica entre o Homem e o animal, a linguagem
passou a ser o objecto de estudo privilegiado de tds os q reflectiam
sobre o ser humano.
❒ A linguagem passou a ser a condição do conhecimento, da moral e
da criatividade. O Romantismo alemão e a poesia moderna vão
enaltecer os seus poderes e a etimologia e a filologia estudar a sua
evolução. Hegel desenvolverá uma filosofia da História baseando-se
na importância da linguagem e do trabalho no reconhecimento do
desejo propriamente humano (dialéctica do senhor e do escravo).
❒ A linguagem passou pela compreensão da inter-relação entre os
signos q a constituem: é o q propõe a semiótica, disciplina q estuda
a essência e a estrutura básica do universo sígnico (Charles
Sanders Pierce).
❒ O verdadeiro estudo da linguagem surge c/ o Curso de Linguística
Geral de Ferdinand de Saussure. Dedicou-se ao estudo da própria
língua. Esta é definida como forma ou sistema: a estrutura da
linguagem. A língua consiste numa combinatória de signos, cada
signo linguístico é composto por um significante (imagem acústica
da matéria sonora da palavra) e um significado (o conceito q se

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associa arbitrariamente ao significante). É a fala do sujeito q
introduz, na sincronia da língua, a dimensão temporal ou
diacrónica. Foi o início da linguística estrutural.
❒ O estudo da linguagem pode ser estudada a vários níveis: fonética,
semântica, ortografia, sintaxe e gramática.
❒ A nível mais específico pode estudar-se os morfemas, os
paradigmas e os sintagmas.
❒ As relações da linguagem c/ a psicologia têm sido estudadas por
inúmeros linguistas, analistas de símbolos e psicólogos. Vygostsky
e Luria, mostraram k o pensamento humano corresponde a uma
progressiva interiorização da linguagem na sua abertura ao mundo.
❒ São as sociedades antigas k narram os primeiros mitos colectivos.
Vê-se bem nelas como é a linguagem k introduz a ordem simbólica
no ambiente natural.
❒ A palavra é a condição da cultura e os seus limites confundem-se
c/ os da própria humanidade. Ela é também um produto de
cultura, dado q a língua é um fenómeno social, aprendido como o
uso de ferramentas, das artes, dos hábitos ou costumes q
caracterizam as comunidades humanas.
❒ Freud inventou a cura pela fala, para iniciar a dissecação da
personalidade psíquica c/ o gume afiado da palavra.

4.1) Introdução ao inconsciente e à pulsão

a teoria bio-psico-social da personalidade normal e patológica.

Causalidade conjectural- social (história, cultura,...)

Realidade e causalidade psíquica psicologia // psicanálise

Causalidade constitucional – biológico (evolução, genética, etc)

A psicologia humana vê o Eu e a consciência como os donos do


psiquismo, Freud defende a hipótese do inconsciente e elabora a teoria
da pulsão. Isto afasta Freud do campo da Psicologia.

A tese lacaniana defende k o inconsciente é um efeito da linguagem


sobre o psiquismo e a pulsão sobre o organismo:

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Psiquismo (inconsciente// consciente)

Campo da linguagem
(função da fala)
organismo (corpo sexuado e mortal)

como o inconsciente ñ é algo perceptível ñ era possível descobri-lo antes


da invenção da psicanálise. Depois de descoberto se mantém
iconoscível, a ciência e a consciência só vão poder ter acesso à lógica q
governa as formações do inconsciente.

Freud situa o inconsciente como uma outra cena do aparelho psíquico,


um lugar (topos) onde os pensamentos n obedecem à consciência, ñ tem
equivalente lógico ou social.
Freud fala do inconsciente como coisa-em-si, permitindo k se debruce
sobre a representação, Vorstellung, no vocabulário da filosofia Kantiana.

A representação geral é a apresentação de uma realidade (externa e


interna) no psiquismo. Na psique ñ existem coisas em si, mas
representações de coisas e de palavras.
A representação humana é essencialmente tecida pelo significante, com
os seus efeitos de significação e satisfação. (caso do pequeno Hans) livro
pág. 80 nota de rodapé 86).

Introduziu o termo o representante-representação


(Vorstellungrepräsentanz). Esta passa a constituir a representação
humana. Os representantes freudianos ñ são representações ou
imagens mas sim signos (Zeichen).

Nas notas de Saussure aparece o esquema linguístico:

significado

significante

Trata-se de um conjunto (simbolizado por um círculo ou elipse) formado


pelo significante e o significado.

Mas Lacan interroga-se sobre se este esquema é mm o k Saussure fez.


Pois Saussure fala de unidade formada pelo significante e o significado
e do arbitrário do signo (relação convencional entre o som da palavra e o

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seu conceito), mas tb ñ explica q ñ há arbítrio em matéria de linguagem
ou q o signo é imotivado.
Lacan conclui q ñ existe unidade e arbitrário do signo, q aquilo de q se
trata é q o significante é a causa material (sonora ou literal) do
significado, isto é, o significado é sempre um efeito do significante.

Em resumo:

Em Freud: em Lacan:
Representante -> representação Significante (S) -> significado (s)

Ao lugar do significante, Lacan chama o grande Outro (A), para o


distinguir do pequeno outro ou semelhante (alter-ego). Assim o
verdadeiro sujeito da psicanálise é o sujeito q se situa no lugar do Outro
do significante, nomeadamente, aquele q fala na análise como sujeito do
inconsciente.

O sujeito do significante ñ é o significante (S). Podemos dizer q eçe é um


significante a menos. É isso q leva Lacan a escrever o sujeito dividido do
significante c/ um S barrado: S .

Sempre com base no representante da representação de Freud, Lacan


começa por definir o significante como o q representa o sujeito para um
outro significante. Se acrescentarmos a criação do significado à relação
do sujeito com o significante, obtemos o seguinte matema:


S1  S  S2

s

S – S: são significantes quaisquer. Eles podem dispor-se c/ outros


numa constelação ou misturar-se num mm saco de significantes (como
a esfera das bolas do totoloto antes aqui as propriedades da estrutura
da linguagem ou da língua.


S1  S  S2 : apresenta a estrutura (sincrónica) e a cadeia significante
(diacrononia). O sujeito falante (S) advém num tempo retroactivo do
encadeamento dos significantes (). Para além do sujeito e da
temporalidade, a função da fala exige q introduzamos a ordem simbólica
ou q passemos do cardinal ao ordinal (como as bolas do loto dp da
tiragem). Dizemos então, q um 2º significante sobredetermina como 1º
um outro significante. Falamos de ordem lógica e ñ cronológica.

◊ : indica a alienação do sujeito ao significante, seguida da separação de


algo q aparece aqui como o significado.

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s : como acontece em td a frase, o significado só chega ao fim, como um
efeito da palavra dita ou escrita.
Este matema é simultaneamente a fórmula canónica da estrutura
significante da representação humana, dos derivados do inconsciente e
da interpretação psicanalítica.
Um lapso, por exemplo, mostra o sujeito (S) dividido entre o significante
q ele queria dizer mas ñ disse (S1) e aquele (S2) q surgiu, imposto pelo o
Outro (o inconsciente q fala pk tem estrutura de linguagem).

O lapso só se torna significativo no final da sua análise, dp de td o q é


importante (relação do suj. c/ os 2 significantes) já se ter passado.

4.2 vida sexual e desejo sexual

2ª Guerra Mundial:
 Onda de sentido (ideia q as pessoas têm de tomar consciência de si).
 Reconsiderou-se a psicanálise o sentido substituiu o sexo.
 Freud passou a ser considerado um dos gds pensador do século.
 Durou até ao final do séc.XX

A pulsão freudiana é um efeito do significante q transforma a função da


fala numa ficção e o campo da linguagem em uma espécie de encanto.

A linguagem é sobretudo um aparelho de gozo. O gozo na psicanálise é


deixar a palavra à pulsão.
1ª pulsão por k Freud se interessou foi a pulsão sexual devido ao
discurso da histérica. As doentes contavam-lhe os seus sonhos e vida
sexual.
Sonhos: o sonho realiza um desejo inconsciente, é uma charada.

Exemplo: Sol ☼ dado = Soldado


Imagem – conteúdo manifesto; charada – conteúdo latente.

Freud interroga-se sobre a sexualidade do adulto e criança.


 Explicação biológica – optou-se pela reprodução sexual, o indivíduo
tende para a auto-conservação, o sexo impõe o domínio sobre a vida
e condena à morte ou ao sacrifício em prol da espécie.
 O sexo existe no adulto e na criança pk faz parte do património da
espécie.
 A sexualidade humana ñ se reduz ao sexo biológico.
 Pk a sexualidade humana ñ respeita os ciclos da reprodução natural
e é sempre desviante às normas familiares, sociais e morais.
 A criança tem uma sexualidade, é perversa-polimorfa, dado k
apresenta tds as formas q se encontrarão mais tarde nas preversões
do adulto.

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 A formação de sintomas reside nas representações psíquicas
conscientes (pecado, culpa) e inconscientes (fantasma) q afectam o
seu corpo sexuado.

Como as representações q perturbam o ser humano decorrem em


última instância da existência do representante ou significante:

(psíquico) -> Inc / <- (censura) Cons.


-> Efeito de significação

Significante

(somático) -> Pulsão (corpo sexuado e mortal)


-> efeito de satisfação

Para Freud pulsão ñ é necessidade nem um instinto. Freud fala da


pulsão de vida ou pulsão sexual e da pulsão de morte ele ñ se está a
referir à vida e à morte biológicas.

Relação precoce mãe / bebé

No início (ab ovo), está o significante. Este penetra no infans (aquele q


ainda n fala) por obra e graça do Outro familiar.
Após o nascimento a mãe protege o bebé dos estímulos q o
bombardeiam do exterior mas tb tem de satisfazer as suas necessidades
internas. É aqui k a mãe adquire um privilégio, pois é ela q dá
naturalmente o leite q continua a trilhar a via do sangue no crescimento
da criança.
Esta via esconde geralmente a voz da mãe e n deixa ver o pai e o verbo
(início, verbo criador). A mãe e o pai são seres de linguagem.
A mãe além de ser um matriz biológica, um continente psiquico é tb um
sujeito falante.
Para além do amor q a mãe pede e dá c/ os seus cuidados, ela entrega à
criança algo c/ q ninguém sabe inteiramente lidar: o significante.

As mães falam c/os bebés mm antes destes falarem. São diálogos


baseados no significante e no sentido da satisfação. Isto prova o uso
lúdico q o bebé faz das palavras q escuta ao repeti-las mais tarde.
Ao falar c o bebé esta permite k a este introduza de imediato uma
língua, a língua particular q estrutura o seu universo. É n só a língua
nacional do país como tb a língua materna.

Porém a mãe introduz na relação precoce a insatisfação do desejo.

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A mãe continua a procurar a satisfação do seu desejo insatisfeito ao
nível do objecto q o bebé incarna. É aki k Freud explica k o bebé é
apenas um substituto do k a mãe realmente deseja : o falo.
O significante do desejo (mãe) fornece a 1ª pista do desejo ao bebé.
A substituição do real da Coisa (C) pelos jogos de linguagem q o
significante (S) propicia:
S
C

A mãe apenas pode assumir em seu nome o desejo q o significante se


substitua verdadeiramente à Coisa.
O significante do desejo da mãe afecta a criança até ao mais intimo.
Desde logo, importa saber se existe um outro significante com o qual o
significante da mãe se relaciona preveligiadamente? É neste pto crítico q
pode (neurose, perversão) ou n (psicose) intervir o significante Pai, ou o
k a mãe diz e faz em nome deste. Para Freud o pai é crucial na
estruturação da realidade psíquica do filho.

4.3 O complexo de Édipo e de castração

Formula a que Freud chamou o complexo de Édipo:


S1 S S2

S≈-φ

É o segundo significante (Pai = S2) que vem sobredeterminar, como primeiro


(S1), o significante que a mãe introduz precocemente no infans. É deste modo que
nasce o sujeito da representação significante (S) e que a referência do desejo da mãe se
fixa como significação fálica (S ≈ - φ). O falo passa, assim a condensar o efeito de
significação e de satisfação do significante. Em particular, da satisfação que não há em
virtude da castração (-).

A formula traduz como se passa da substituição da Coisa (C) pelo Significante


(S), à separação da mãe (M) e da criança (S) operada pelo pai (P):

Na linguagem: Na família:

S S2 S P -φ
C S M

A estrutura triangular de Édipo constitui o nódulo do psiquismo, aquilo que nos


homens e nas mulheres leva à formação do nó do sintoma.

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É com o complexo de Édipo e a reorganização da sexualidade infantil com base
no falo que a criança começa a brincar à mamã e ao papá, reconhecendo-se assim
como filho ou filha. Esta brincadeira irá mais tarde ajudá-la a ocupar uma posição
sexuada de homem ou mulher na sociedade.

Por vezes acontece que a criança brinca à mamã e ao papá e não gosta, tal acontece
quando a passagem da libido pelo complexo das representações édipianas não determina
nada, desenvolvendo-se posições sexuais anormais, bissexualidade, homossexualidade
e perversão em geral.

O complexo de Édipo e de castração introduzem a fala, o falo e a falta:

- a fala porque é com a família que a criança aprende a falar.

- o falo porque é a imagem de omnipotência do órgão sexual do pai, o único que pode
possuir a mãe (proibição do incesto).

- a falta porque algo se impõe a partir daqui: a perda do objecto que causa o desejo.

4.4 O objecto na pulsão, no desejo e no fantasma

Para entender com o sujeito se vincula ao objecto, convém distinguir o papel que
este tem na pulsão, no desejo e no fantasma.

Qualquer objecto pode ser objecto de pulsão. A única condição que deve
respeitar é de servir de meio para atingir o alvo pulsional, que é sempre a satisfação.

A satisfação pulsional não é o prazer, se definirmos este por oposição ao


desprazer. O gozo pulsional também é um prazer, mas não exclusivo do desprazer, pois
é vivido normalmente no sofrimento.

A pulsão oral não é necessariamente alimentar, pode também ter como objecto a
voz.
Assim, a satisfação oral não está só no sugar, chupar ou comer o objecto de
amor, mas também em ouvi-lo falar e falar com ele.

Como o objecto de pulsão pode ser um qualquer, o sujeito encontra sempre


alguma coisa para ficar satisfeito. Mas ao nível do desejo, nada é capaz de o satisfazer.

O objecto originário do desejo não é a mama ou a mãe, mas a Coisa ausente, a


perda que esse desejo causa.

Nenhum objecto interno ou externo pode satisfazer totalmente o desejo, senão


este morreria como tal. O verdadeiro desejo é o desejo de nada de concreto.

O objecto do fantasma existe (na imaginação ou fantasia) e é único, como


mostra a verdadeira paixão.

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Só que o desejo é geralmente acompanhado por uma ânsia fantasmática de
satisfação. Como esta perturba a existência sexuada e mortal do falante, acaba por levar
à formação do sintoma que atrapalha o sujeito.

O fantasma não aceita a perda constituinte do objecto que causa o desejo ou


renega a castração.

Esta fórmula mostra como o fantasma (S ◊ a) interfere na diacronia das


formações do inconsciente, fixando o desejo num objecto que impede a fuga metomíca.
O que a análise pretende é separar o sujeito deste objecto: S // a


S1 S S2

a

Pressuposto básico da concepção: IDENTIDADE – UNIDADE


S1 → $ → S2

a

Fórmula com forma de cruz (cruz que o sujeito (não psicótico) carrega enquanto
falante, sexuado e mortal):

- O braço horizontal situa o sujeito na sua relação com os significantes.

- O braço vertical é a “fórmula do fantasma”, através do qual o sujeito se agarra ao


produto do significante que é o objecto (a).
O fantasma é o melhor representante da exigência de satisfação no psiquismo. É uma
maneira de ligar o desejo com a pulsão.

- O sujeito dividido ($) procura a sua identidade-unidade no objecto (a).


$ + a → S (sujeito dividido + o objecto → sujeito uno/completo)

$ - o sujeito da psicanálise é 1 sujeito dividido (normal e patologicamente) por força da


estrutura da linguagem.

O objecto (a) é qualquer coisa que serve como satisfação da pulsão.

IDENTIDADE – UNIDADE
Esta identidade-unidade não lhe é própria (ao sujeito), pois o que ele tem de mais íntimo
chega-lhe do exterior.

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A identidade e unidade do sujeito são simbólicas. Esta identidade-unidade fundamenta-
se na linguagem e na sua acção sobre o organismo físico e psíquico.

O sujeito do significante ($) só pode encontrar a sua verdadeira identidade no


significante 1 (S1). Mas é no objecto (a) que o sujeito ($) procura a unidade que lhe
falta.

2 Teorias freudianas para explicar a relação identidade-unidade:

- Teoria da identificação (ser como produto da identificação)


- Teoria da relação de objecto (o que interessa é o que se tem)

Não são independentes do sujeito e do objecto, postos em jogo pela função da palavra
no campo da linguagem.

Em Freud, a identificação diz respeito ao SER (pessoa) do sujeito (aquilo que ele é ou
não é); e o objecto ao TER (personalidade), ou seja, aquilo que o sujeito possui ou não.

Podemos então dizer que:


- O sujeito da psicanálise é uma FALTA-EM-SER ou que ele só tem SER quando o
nomeamos ou o inserimos na casa da linguagem.
O núcleo da identidade simbólica é o significante 1 (S1). Mas o caroço duro da unidade
real do ser falante encontra-se no objecto (a).

3 tipos de identificação:
- Identificação primordial (processa-se por amor ao PAI)1
- Identificação a 1 traço de união2
- Identificação ao sintoma (identificação histérica ao sintoma do outro)3

1) Decorre da estrutura édipiana. O complexo de Édipo não é apenas um estádio


do desenvolvimento psicossexual do individuo, mas a origem mesmo da
humanidade.

Darwin observou um grupo de símios superiores; viu 1 sociedade fechada,


dominada por um macho forte, que impedia os outros de terem relações com as
fêmeas, por conseguinte, era o “pai” de todos os macacos do grupo.
Freud chegou a conclusão que os filhos macacos só podiam um dia ficar
irritados e tentar afastar o pai.
A sua hipótese é que a humanidade nasceu de um crime. Para Freud, este crime
foi o assassinato e a ingestão canibalesca do cadáver do PAI primordial.
No entanto, depois de terem morto o pai, os filhos não realizaram o desejo
sexual, mas recalcaram-no, pois pela primeira vez aceitaram psiquicamente o
que o pai macaco lhes impedia: ter relações incestuosas com a mãe e as irmãs.

O mito freudiano serve para indicar que a identificação do ser humano como tal,
se processa através da incorporação simbólica do nome e da lei (proibição de
incesto) do PAI odiado e depois amado. Ou seja, a identificação primordial
consiste na incorporação da lei do significante ou do significante da lei.

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É esta mm lei que instaura a lei do desejo, que é a lei do objecto perdido.
O verdadeiro pai freudiano só funciona dp de morto e introjectado.

2) É a partir do momento em que a coisa morre como coisa e nasce como


significante que se podem estabelecer as pontes simbólicas entre indivíduos
realmente diferentes.
Assim, a coisa que se tornou significante pode unir o que estava desunido no
real. A identificação colectiva (exemplo dos alemães que passaram a usar bigode
igual ao do Hittler, pq era a insígnia do Fuhrer) explica os sentimentos de
pertença ou adesão a um grupo.

3) Exemplo da rapariga que ao ler a carta do namorado, aprende que ele a deixou, o
que provoca o seu choro e o das suas colegas (por identificação ao que ela estava
a sentir).
Este exemplo mostra como o significante tem efeitos sobre as emoções do
corpo.

3 tipos de relações de objecto:


- Relação com objecto imaginário (imagem do corpo próprio; relação que
temos com o nosso próprio corpo)1
- Relação com objecto simbólico ou irreal (objecto do fantasma)2
- Relação com objecto real do gozo sintomático (não é imaginário nem
simbólico)3

1) O nosso corpo dito próprio resulta de uma identificação imaginária ao


semelhante. Este corpo n é natural, mas uma aquisição psíquica, que se pode
constatar observando uma criança diante do espelho. O reconhecimento de si
na imagem reflectida n acontece antes dos 6 meses e a partir dos 18 já pode
ser demasiado tarde. Há qm nc consiga adquirir uma imagem psíquica da
unidade corporal (os esquizofrénicos, que vêem imagens do corpo
fragmentado ou despedaçado).
Assim, a imagem especular tem um papel fundamental na constituição do
corpo próprio, na identidade-unidade imaginária do eu e no conhecimento de
si.
O eu normal é criado à imagem e semelhança do outro (EU-IDEAL) e do
Outro (IDEAL-DO-EU)
É do defeito de identificação que nasce a identificação imaginária base de
todas as identificações duais e satisfações narcísicas.
(lenda de narciso que se apaixonou pela sua imagem reflectida na água e que
morreu a olhar pra si pq a satisfação pulsional que sentia era tão gd que se
eskeceu de beber a água que tinha ido buscar)
A identificação à imagem de si é mortífera pq elimina o Outro da fala e
da linguagem.

2) O autoerotismo e o narcisismo estão presentes no fantasma, mas é o Outro


do significante que estrutura a teia com que este tenta prender o objecto.
O fantasma n é só imaginário, é tb trial e edipiano.

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O sujeito do significante é um sujeito dividido, mas tb pode embarcar
fantasmaticamente no barco do amor para ir à procura do objecto que lhe
falta.
No entanto, o objecto que causa o desejo insatisfeito é a coisa perdida, em
virtude da linguagem, e nada pode suprimir a falta e divisão do sujeito.
É nesta medida que o objecto simbólico do fantasma é irreal, ligado ao
real da satisfação pulsional, mas por uma relação significante e
inconsciente.

É a perda infligida pela linguagem que será estrutural na condição humana,


pq obriga o falante a reorganizar a sua relação com o real, nomeadamente
com o sexo e a morte. Assim, é esta perda secundária mas fundamental que
está na origem dos objectos das pulsões parciais.

3) Por detrás do sintoma pré-analítico está o fantasma como representante do


gozo pulsional no psiquismo. Assim, é só dp da construção do fantasma, do
encontro do sujeito com a castração e a consecutiva dissipação da miragem
de gozo que o verdadeiro desejo pode emergir.
Mas como a insatisfação é incurável, resta ao sujeito aprender a lidar com o
q lhe resta: o sintoma pós analítico.
Personalidade: durante a vida e a análise equivale ao modo de ser em que o
sujeito se mantém uno, idêntico e sem desmaiar diante do objecto irreal do
fantasma. No fim da análise apresenta a consistência do sintoma pós
analítico.

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