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LEI DE TORTURA – Lei 9.

455/97

a) HISTÓRICO

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Até a 2ª GM, não havia preocupação mundial com relação à tortura. Com a 2ª GM, nasce um movimento mundial de repúdio à tortura, dando origem a inúmeros tratados internacionais e convenções de direitos humanos.

BRASIL  CF/88, art. 5º, III: ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

GARANTIA ABSOLUTA! Não admite exceção. - ECA/1990, art. 233: cria uma tortura específica, contra criança e adolescente. - Lei 9.455/97: lei de tortura – revogou o art. 233, ECA (antes dela, a tortura era condenada como crime comum + ECA).

b) CONCEITO / COMPORTAMENTOS

A Lei 9.455/97 não define o que é tortura, a Lei apenas indica quais comportamentos constituem o crime.

Art. 1º Constitui crime de tortura: I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causandolhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; c) em razão de discriminação racial ou religiosa; II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Pena - reclusão, de dois a oito anos. § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.

TORTURA – L .9.455/97 – pág.1

portanto. I S.455/97 – pág. CONSUMAÇÃO  ocorre no momento do resultado.2 . 2) A expressão “criminosa” não abrange contravenção penal. Passivo: comum “com emprego de violência ou grave ameaça” “causando-lhe sofrimento físico ou mental” . Inclui tudo o que cause sofrimento físico ou mental. pois a interpretação em sentido contrário configura anlogia incriminadora [prevalece]. 1º. 3 comportamentos distintos: SUJEITOS MODO DE EXECUÇÃO RESULTADO FINALIDADE a) obter informação.1 Têm-se. b) provocar ação “constranger ALGUÉM” c ri m i n o s a . Art. Ativo: comum S. TENTATIVA: possível TORTURA CRIMINOSA x CONTRAVENÇÃO PENAL 1) A tortura criminosa abrange contravenção penal.9. - Discriminação = TORTURA DISCRIMINAÇÃO / PRECONCEITO Ex: torturar a vítima para mudar de religião. TIPO SUBJETIVO: dolo + finalidade especial - Obter informação = TORTURA PROVA Ex: policial que tortura suspeito para obter confissão de um crime. TORTURA CRIMINOSA + prática da ação criminosa provocada: TORTURA – L . Tortura Preconceito  VIOLÊNCIA: desde vias de fato até homicídio. O alcance da finalidade é dispensável. c) discriminação.consumação - * Ex: Tortura Prova Tortura Criminosa  réu que tortura testemunha presencial para mentir em juízo (falso testemunho). Provocar ação criminosa = TORTURA CRIMINOSA Ex: réu tortura testemunha presencial para mentir em juízo (falso testemunho).

poder ou autoridade” MODO DE EXECUÇÃO RESULTADO FINALIDADE Art. não responde pelo crime. Ativo: próprio (c/ autoridad e) S. A INTENSIDADE do resultado é essencial. SUJEITOS “submeter pessoa presa ou sujeita a med. de forma ilegal.455/97 – pág. Se o sofrimento não for intenso. TORTURA – L . Passivo: próprio MODO DE EXECUÇÃO RESULTADO “causando-lhe sofrimento físico ou mental” FINALIDADE Art. na condição de autor mediato. 136. o crime será de maus tratos (art. II S. § 1º Mediante comportamento ilegal.  Torturador responderá tanto pela tortura quanto pelo crime praticado pelo torturado. Ativo: comum S. de segurança” S. O alcance da finalidade é dispensável. para cumprir pena junto com presos.  CONSUMAÇÃO  ocorre no momento do resultado. -------------------------- * Ex: Adolescente colocada.9. Torturado  fala-se em coação moral irresistível. econômica ou social.3 .consumação - “aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo” – TORTURA CASTIGO CONDUTA Submeter a vítima a intenso sofrimento físico u mental como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. 1º. CP). * Ex: Babá bate em criança por fazer bagunça. sob sua guarda. Passivo: próprio (sob autoridade) “com emprego de violência ou grave ameaça” “causando-lhe Intenso sofrimento físico ou mental” . Já na PRECONCEITO não necessariamente. 1º. Obs. TORTURA DISCRIMINAÇÃO  não abrange a discriminação sexual. 2 SUJEITOS “submeter alguém. Nas torturas PROVA e CRIMINOSA o torturador espera um comportamento do torturado.

por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. Também abrange o menor infrator (medida sócioeducativa). • Esse crime traz a efetivação da garantia constitucional prevista não art. admitindo-se a TENTATIVA. CONSUMAÇÃO: consuma-se com o sofrimento físico ou mental da vítima. Obs. XLIX. sendo a prisão penal ou não penal (ex.9.4 . quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las. CONDUTA Submeter a vítima a sofrimento físico ou mental.• PRESO  a doutrina entende abranger preso definitivo ou provisório. Diferentemente das figuras anteriores. o §1º dispensa a VIOLÊNCIA ou GRAVE AMEAÇA. TIPO SUBJETIVO: dolo (sem finalidade especial). sujeito a internação ou tratamento ambulatorial. OMISSÃO OMISSÃO OMISSÃO IMPRÓPRIA TORTURA – L .455/97 – pág. 5º. c) TORTURA OMISSÃO § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas. incorre na pena de detenção de um a quatro anos. CF: assegura aos presos o respeito à integridade física e moral. preso devedor de alimentos). Sujeito à MEDIDA DE SEGURANÇA inimputável e semi-imputável.

a pena será de 2-8 anos. a CF. Cuidado: ATECNIA = a modalidade culposa tem que ser expressa. 1ª corrente: é uma exceção prevista em lei e deve ser respeitada.).Trata-se da omissão praticada por aquele que tinha o dever de evitar a tortura.9. 3ª corrente: o §2º diz respeito a uma omissão culposa. uma vez que a prática do crime é anterior à conduta omissiva aqui prevista. 5º. art. A pena deve ser a mesma. §2º. prevêem IGUAL responsabilidade ao agente e ao omitente.  Pena: detenção. [prevalece]. 13. professor.  SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa. PROBLEMA À omissão própria foi cominada pena diversa daquela imposta ao AGENTE da tortura (metade). Sendo dolosa.455/97 – pág. XLIII. ou seja. e o art. tutor. 1-4 anos. delegado etc. Neste ponto não há problemas quanto ao fato de a pena ser inferior à do agente.5 . d) FORMAS QUALIFICADAS TORTURA – L .  PENA: detenção. CP. a mesma do agente. 2ª corrente: é inconstitucional nesta parte. é uma exceção pluralista à teoria monista. No entanto. 1-4 anos. e por isso a pena menor. médico.  SUJEITO ATIVO: garante / garantidor (ex: pais.  SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa. OMISSÃO PRÓPRIA  SUJEITO ATIVO: aquele que tem o dever de apurar. curador.

9. CUIDADO: Há crimes em que a função pública é elementar do tipo. reclusão. Nestes casos. RESULTADO: * * LESÃO CORPORAL  pena de 4-10 anos. III . para Alberto Silva Franco.). CRIANÇA  até 12 anos incompletos (ECA).se o crime é cometido mediante seqüestro. Já para Nucci. portador de deficiência.§ 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima. logo. não atingindo a tortura por omissão. - Trata-se de qualificadora PRETERDOLOSA (dolo na tortura. culpa na morte). tutor. pode ser praticado por particular (pai. ou seja. se resulta morte. sob pena de bis in idem.455/97 – pág. GESTANTE TORTURA – L . 327. a reclusão é de oito a dezesseis anos. adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos.se o crime é cometido por agente público. reclusão. (R. gestante. abrangendo o funcionário equiparado. não há crime de tortura próprio/exclusivo de funcionário público. MORTE  pena de 8-16 anos. não se aplica a majorante. APLICAÇÃO: só qualifica a tortura por ação. Sanches: entende que também a omissão imprópria deveria ser qualificada minoritária) e) CAUSAS DE AUMENTO DE PENA (3ª fase da aplicação da pena) § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: I . é possível aplicar a majorante quando se tratar de sujeito ativo agente público [prevalece]. AGENTE PÚBLICO Para a maioria.6 . etc. a pena é de reclusão de quatro a dez anos. CP. II – se o crime é cometido contra criança. corresponde ao funcionário público do art.

DESNECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO. APLICAÇÃO  exige DOLO CONSCIENTE quanto às circunstâncias da vítima. penal objetiva. prevê como efeito extrapenal automático e obrigatório da sentença condenatória. CONDENAÇÃO POR CRIME DE TORTURA. função ou emprego público. a Lei n. DA REFERIDA LEI. PRECEDENTE DESTA CORTE.455/97. 92.PORTADORES DE DEFICIÊNCIA  física ou mental. função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. função ou emprego público. Prevalece no STJ se tratar de efeito AUTOMÁTICO.247 HABEAS CORPUS.  Há doutrinadores que afirmam que este efeito não se aplica à tortura omissão. em seu § 5º. 2. PERDA DO CARGO PÚBLICO. 1. SEQUESTRO  abrange também o cárcere privado (seqüestro + confinamento). a fim de evitar a resp. LEI N. TORTURA – L . 1º. IMPOSIÇÃO PREVISTA NO § 5º.455/97. Precedente do STJ.7 . PRAZO: dobro do prazo da pena aplicada. do Código Penal. mas ainda não incide a majorante (só no dia seguinte).455/97 – pág. a referida penalidade de perda do cargo. de acordo com a lei especial de proteção ao portador de deficiência. do art. f) EFEITOS DA CONDENAÇÃO § 5º A condenação acarretará a perda do cargo.247. 1º. dispensando motivação na sentença (ao contrário do CP) – HC 92.9. EFEITO AUTOMÁTICO E OBRIGATÓRIO DA CONDENAÇÃO.º 9. Sanches: só exclui deste efeito a omissão própria. I.º 9. ADOLESCENTE  até 18 anos incompletos.  R. HC 92. IDOSO com + de 60 anos  no dia em que completa 60 anos já é idoso. que exige sejam externados os motivos para a decretação da perda do cargo. Ordem denegada. DO ART. Ao contrário do disposto no art.

g) CARACTERÍSTICAS § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. STF). trata-se de competência do juiz)  o STF vem.  PREVALECE  Há quem diga.8 . iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.455/97 – pág. aos poucos. decidindo neste sentido.Não veda o indulto (Ricardo Andreucci).940.Insuscetível de FIANÇA. h) REGIME § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei. .  2ª corrente: a inafiançabilidade não impede liberdade provisória (não compete ao legislador vedar in abstrato a liberdade provisória. todavia. Sobre o tema. que o indulto está implicitamente proibido junto à graça (Nucci). TORTURA – L .9. QUESTÃO DE CONCURSO Está vedada a liberdade provisória?  1ª corrente: a vedação da liberdade provisória está implícita na inafiançabilidade (HC 93. salvo a hipótese do § 2º. GRAÇA ou ANISTIA. . ver material sobre crimes hediondos. sob pena de inconstitucionalidade.

455/97 – pág. a depender se primário ou reincidente. vedada a progressão. Tortura: regime inicial fechado. 11. 2º da Lei de crimes hediondos). permitida a progressão (cumprido 1/6 da pena). Antes Lei 11.9. Depois Lei 11.9 .464/07.464/07   Crime hediondo: regime integral fechado. sendo a vítima brasileira ou encontrandose o agente em local sob jurisdição brasileira. TORTURA – L . 11. i) EXTRATERRITORIALIDADE Art.464/07.  Tortura: regime inicial fechado.Admite progressão de regime!  Com 1/6 de cumprimento de pena se o crime tiver sido cometido antes da L. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional. permitida a progressão (2/5 se primário e 3/5 se reincidente). Com 2/5 ou 3/5 de cumprimento da pena se o crime for cometido depois da L. permitida a progressão (2/5 se primário e 3/5 se reincidente – nos termos do art.464/07  Crime hediondo: regime inicial fechado.