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INTRODUÇÃO

Machado de Assis gênio que veio do morro

Nascido no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado


de Assis (1839-1908) era filho de do mulato Francisco José de Assis,
pintor de paredes e descendente de escravos alforriados, e de Maria
Leopoldina Machado, uma lavadeira portuguesa da Ilha de São
Miguel. Machado de Assis, que era canhoto, passou a infância na
chácara de D. Maria José Barroso Pereira, viúva do senador Bento
Barroso Pereira, na Ladeira Nova do Livramento, (como identificou
Michel Massa), onde sua família morava como agregada, no Rio de
Janeiro.Mulato em uma sociedade ainda escravocrata. Pobre, gago e
epiléptico, nada indicaria que ele teria, ao morrer em 1908, um enterro de
estadista, seguido por milhares de admiradores pelas ruas da cidade em que
nasceu, viveu e morreu.

REALISMO E NATURALISMO
O Realismo é uma reação contra o Romantismo:
O Romantismo era a apoteose do sentimento; - o Realismo é a
anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a
nossos próprios olhos - para condenar o que houve de mau na nossa
sociedade.(Eça de Queirós)
Em 1857 é publicado na França o romance "Madame Bovary", de
Gustave Flaubert, considerado o primeiro romance realista da
literatura universal. O primeiro romance naturalista é publicado em
1867, sendo "Thérèse Raquin", de Émile Zola. No Brasil, considera-se
1881 o ano inicial do Realismo brasileiro, com a publicação de "O
Mulato", de Aluísio Azevedo (primeiro romance naturalista brasileiro);
e "Memórias Póstumas de Brás Cubas"", de Machado de Assis
(primeiro romance realista do Brasil).
As características do Realismo estão intimamente ligadas ao
momento histórico, refletindo as idéias do Positivismo, do Socialismo
e do Evolucionismo. Manifesta o objetivismo, como uma negação do
subjetivismo romântico; o personalismo cede terreno ao
universalismo; o materialismo leva a negação do sentimentalismo.O
Realismo preocupa-se com o presente, o contemporâneo (a volta ao
passado histórico do Romantismo é posta de lado).
Os autores do Realismo são adeptos do determinismo, pelo qual a
obra de arte seria determinada por três fatores: o meio; o momento;
e a raça (esta dizendo respeito à hereditariedade). O avanço das
ciências, no século XIX, tem grande influência, principalmente sobre
os naturalistas (daí falar-se em cientificismo nas obras desse
período). Ideologicamente, os autores desse período são
antimonárquicos (defendem o ideal republicano); negam a burguesia
(a partir da célula-mãe da sociedade, daí a presença constante dos
triângulos amorosos - o pai traído, a mãe adúltera e o amante, este
sempre um "amigo da casa"); são anticlericais (destacam-se os
padres corruptos e beatas hipócritas).
Romance realista
É uma narrativa mais preocupada com a análise psicológica, fazendo
crítica à sociedade a partir do comportamento de determinados
personagens. Faz uma análise da sociedade "por cima", visto que
seus personagens são capitalistas, pertencentes à classe dominante.
Este tipo de romance é documental, sendo retrato de uma época. Foi
cultivado no Brasil por Machado de Assis, em obras como "Memórias
Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" e "Dom Casmurro".
Romance naturalista
Sua narrativa é marcada pela análise social a partir dos grupos
humanos marginalizados, valorizando o coletivo. A influência de
Darwin é marcante na máxima naturalista segundo a qual o homem é
um animal, deixando-se levar pelos instintos naturais, que não
podem ser reprimidos pela moral da classe dominante. A constante
repressão leva às taras patológicas, bem ao gosto dos naturalistas;
esses romances são mais ousados, apresentando descrições
minuciosas de atos sexuais, tocando até em temas como o
homossexualismo. Foi cultivado no Brasil por Aluísio de Azevedo ("O
Mulato") e Júlio Ribeiro. Raul Pompéia é um caso a parte, pois seu
romance, "O Ateneu", apresenta características ora naturalistas, ora
realistas, ora impressionistas. Existem várias semelhanças entre o
romance realista e o naturalista, podendo-se até mesmo afirmar que
ambos partem de um ponto comum para chegarem a mesma
conclusão, sendo que percorrendo caminhos distintos.
SÍNTESE DOS PRINCIPAIS AUTORES DO REALISMO/NATURALISMO
BRASILEIRO:
Romance realista
• Machado de Assis
• Raul Pompéia (com características tanto do Realismo quanto do
Naturalismo)
Romance naturalista
Social
• Aluízio de Azevedo
Urbano
• O Bom Crioulo

Por que Machado de Assis é considerado


o maior escritor brasileiro?
Se José de Alencar conseguiu estabelecer o romance como um gênero literário
de respeito no Brasil, foi Joaquim Maria Machado de Assis quem elevou a
prosa brasileira ao nível das melhores escritas no mundo em sua época. Sua
obra almeja não apenas divertir, moralizar ou afirmar valores nacionais, mas
esmiuçar o espírito humano, refletindo sobre valores universais, sem jamais
perder de vista a realidade brasileira. Antecipando procedimentos modernistas
e descobertas da psicanálise, o texto ácido e irônico de Machado de Assis
coloca a literatura brasileira em um patamar jamais antes atingido; é, sem
dúvida, o grande nome do Realismo no Brasil.Outros escritores destacam-se
na literatura realista brasileira, como Artur Azevedo, seu irmão Aluísio Azevedo
e Raul Pompéia. Mas nenhum constrói uma obra tão abrangente e profunda.
Nenhum consegue conferir ao escritor brasileiro uma respeitabilidade tão
grande quanto o fundador da Academia Brasileira de Letras

2. BIOGRAFIA

Sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Ficou órfão de


mãe muito cedo e também perdeu a irmã mais nova. Não freqüentou
escola regular, mas, em 1851, com a morte do pai, sua madrasta Maria
Inês, à época morando no bairro em São Cristóvão, emprega-se como
doceira num colégio do bairro, e Machadinho, como era chamado,
torna-se vendedor de doces. No colégio tem contato com professores e
alunos e é provável que tenha assistido às aulas quando não estava
trabalhando.

Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender


e se tornou um dos maiores intelectuais do país, ainda muito jovem.
Em São Cristóvão, conheceu a senhora francesa Madamme Gallot,
proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições
de francês, que Machado acabou por falar fluentemente, tendo
traduzido o romance Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, na
juventude.

Também aprendeu inglês, chegando a traduzir poemas deste idioma,


como O Corvo, de Edgar Allan Poe. Posteriormente, estudou alemão,
sempre como autodidata.

Aos 15 anos começa a trabalhar em tipografias, onde conhece escritores


importantes, como Manuel Antônio de Almeida. Em 1855, inicia sua carreira
literária com a publicação do poema "Ela" " na revista Marmota Fluminense.

Continuou colaborando intensamente nos jornais, como cronista,


contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como
intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista.
Machado conquistou a admiração e a amizade do romancista José de
Alencar, principal escritor da época.

Em 1864 estréia em livro, com Crisálidas (poemas). Consegue, logo


depois, um emprego na Secretaria da Fazenda. Trabalha a vida toda na
burocracia.

Em 1869, casa-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de


Novais, irmã do poeta Faustino Xavier de Novais e quatro anos mais
velha do que ele , enfrentando grave preconceito racial da família da noiva.

. Em 1873, ingressa no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras


Públicas, como primeiro-oficial. Posteriormente, ascenderia na carreira
de servidor público, aposentando-se no cargo de diretor do Ministério
da Viação e Obras Públicas.Sempre estudando e se a
perfeiçoando,colecionou diplomas:

UNIVERSIDADE DE POITIERS (FRANÇA) / Faculdade de Letras e Ciências


Humanas / Doutoramento

UNIVERSIDADE DE WARWICK, COVENTRY (GRÃ-BRETANHA)

UNIVERSIDADE DE NOTTINGHAM (INGLATERRA)

UNIVERSIDADE DE LIVERPOOL (INGLATERRA)

UNIVERSIDADE DE WISCONSIN-MADISON (EUA)

UNIVERSIDADE DO TEXAS (EUA)

UNIVERSIDADE DE STANFORD (EUA)

UNIVERSIDADE DE SAINT LOUIS (EUA)

UNIVERSIDADE DE PURDUE (EUA)

UNIVERSIDADE DA PENSILVANIA (EUA)

UNIVERSIDADE DE PITTSBURGH (EUA)

UNIVERSIDADE DE LOUISIANA (EUA)


UNIVERSIDADE DE NOVA YORK (EUA)

UNIVERSIDADE DE MICHIGAN (EUA)

UNIVERSIDADE DE INDIANA (EUA)

UNIVERSIDADE DE HARVARD (EUA)

UNIVERSIDADE DE EMORY (EUA)

UNIVERSIDADE DE COLUMBIA (EUA)

UNIVERSIDADE DA CAROLINA DO NORTE (EUA)

UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA (BERKELEY, EUA)

UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA (LOS ANGELES, EUA)

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

UNIVERSIDADE DO ARIZONA (EUA)

UNIVERSIDADE DE BONN (ALEMANHA)

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO / Faculdade de


Filosofia, Ciências e Letras

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL /


Instituto de Letras e Artes

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS / Dept. de Letras


UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE / Instituto de Letras

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO / Faculdade de Letras

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO / Departamento de Letras

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA / Departamento de Letras Clássicas e


Vernáculas

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS / Faculdade de Letras

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS / Departarmento de Letras Clássicas e


Vernáculas

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA (UNESP) / Faculdade de Letras e


Ciências de Assis

UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE DO SUL / Instituto de Letras

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) / Faculdade de Filosofia, Letras e


Ciências Humanas

UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (UNICAMP)

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA / Departamento de Teoria Literária e Literaturas

PONTIFÍCIA UNVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL / Instituto


de Letras e Artes

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO / Faculdade de


Filosofia, Ciências e Letras
UNIVERSIDADE DE BONN (Alemanha)

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

UNIVERSIDADE DO ARIZONA (EUA)

UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA (Los Angeles, EUA)

UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA (Berkeley, EUA)

UNIVERSIDADE DA CAROLINA DO NORTE (EUA)

UNIVERSIDADE DE EMORY (EUA)

UNIVERSIDADE DE COLUMBIA (EUA)

UNIVERSIDADE DE HARVARD (EUA)

UNIVERSIDADE DE INDIANA (EUA)

UNIVERSIDADE DE MICHIGAN (EUA)

UNIVERSIDADE DE NOVA YORK (EUA)

UNIVERSIDADE DE LOUISIANA (EUA)

UNIVERSIDADE DE PITTSBURGH (EUA)

UNIVERSIDADE DA PENSILVANIA (EUA) / PENN State Departament of Spanish,


Italian and Portuguese

UNIVERSIDADE DE PURDUE (EUA)


UNIVERSIDADE OF SAINT LOUIS (EUA)

UNIVERSIDADE DE STANFORD (EUA)

UNIVERSIDADE DO TEXAS (EUA)

UNIVERSIDADE DE WISCONSIN-MADISON (EUA)

UNIVERSIDADE DE LIVERPOOL (Inglaterra)

UNIVERSIDADE DE NOTTINGHAM (Inglaterra)

UNIVERSIDADE DE WARWICK, COVENTRY (Grã-Bretanha)

UNIVERSIDADE DE POITIERS / Faculdade de Letras e Ciências Humanas /


Doutoramento

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Contribui com diversos jornais e revistas e, com a publicação de seus livros de


poesia, contos e romances, vai ganhando notoriedade e respeito. Em 1876,
antes mesmo de publicar a parcela de sua obra mais significativa, já é
considerado, na companhia de José de Alencar, um dos maiores escritores
brasileiros. Em 1881 inicia a publicação de seus romances realistas. Em 1896, é
um dos principais responsáveis pela fundação da Academia Brasileira de Letras,
da qual é eleito presidente vitalício.

Em 1904, morre Carolina. Quatro anos depois, Machado de Assis, consagrado


como o maior escritor brasileiro, é enterrado com pompa no Rio de Janeiro. O
mulato pobre do Morro do Livramento tornara-se um dos homens mais
respeitados do país.

3.O poeta

Machado de Assis iniciou sua carreira literária como poeta. Seu livro de estréia
foi Crisálidas (1864), que lhe conferiu imediato sucesso. Embora sua poesia
esteja muito aquém da prosa que o imortalizou, nunca deixou de escrever
poemas. Em 1870, lança Falenas; em 1875, Americanas; e, em 1901, as suas
Poesias Completas, que ainda não incluem um de seus mais famosos poemas, o
belo soneto “A Carolina”, escrito após a morte da esposa.

4. O cronista

Seguindo a linha dos textos da coluna Ao Correr da Pena, de José de Alencar,


Machado de Assis contribui durante toda a sua carreira com textos breves para
jornais, em que comenta os mais variados assuntos da vida do Rio de Janeiro e
do país. Esses textos leves, de temática cotidiana, podem ser considerados os
precursores da crônica moderna, no século seguinte representada por escritores
como Rubem Braga, Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade. A
produção do Machado cronista inicia-se já em 1859 e se estende até 1904, com
raras interrupções. Sua produção mais madura foi publicada na colunas do jornal
Gazeta de Notícias, para o qual contribui de 1881 a 1904 – Balas de Estalo
(1883 a 1885), Bons Dias! (1888 a 1889) – e principalmente em A Semana (1892
a 1897).

5. O crítico

Também para os jornais, Machado de Assis escreveu durante toda a vida textos
críticos. Sua produção infindável envolve ensaios teóricos, como O Passado, o
Presente e o Futuro da nossa Literatura (1858), O Ideal do Crítico (1865) e
Notícia da Atual Literatura Brasileira – Instinto de Nacionalidade (1873), diversas
resenhas críticas importantes, como a do livro O Primo Basílio, de Eça de
Queirós (1878), e inúmeras críticas de teatro.

6. O contista
Muito das centenas de contos que Machado de Assis escreveu ao longo da vida
se perdeu com o desaparecimento dos números dos jornais em que foram
publicados. Outros estão apenas agora sendo republicados em livro. Sua
versatilidade como contista é imensa. Escreveu tanto para os jornais mais
“sentimentalóides” quanto para publicações seriíssimas. A qualidade dos contos
variava de acordo com a publicação e com o público leitor a que se destinavam.
Entre as coletâneas de contos que publicou, destacam-se Papéis Avulsos
(1882), com o grande conto, ou novela, “O Alienista”, “Teoria do Medalhão” e “O
Espelho”, e Várias Histórias (1896), em que se encontram, entre outras obras-
primas da concisão e do impacto narrativo, “A Causa Secreta”, “A Cartomante” e
“Um Homem Célebre”.

7. A fase romântica

Entre 1872 e 1878, Machado de Assis começa a publicar romances. Ainda muito
influenciado pelo amigo e mestre José de Alencar, publica, com regularidade
britânica, um romance a cada dois anos. Em Ressurreição (1872), A Mão e a
Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), temos um Machado ainda
romântico, mas antecipando alguns temas e procedimentos de suas obras-
primas realistas e, principalmente, conquistando um público leitor que já
receberia sua revolução realista com boa vontade.

As obras-primas realistas – A mais importante fase da carreira de Machado de


Assis concentra-se na trilogia de romances realistas publicada no final do século
XIX:
• Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) – Além de inaugurar o
Realismo brasileiro, apresenta as mais radicais experimentações na prosa
do país até então. Narrado por um defunto, de forma digressiva e agressiva,
o romance apresenta a vida inútil e desperdiçada do anti-herói Brás Cubas.
Utilizando recursos narrativos e gráficos inusitados, Machado surpreende o
leitor a cada página com sua ironia cortante e, acima de tudo, com a
inteligência que insiste em driblar até o leitor mais perspicaz.

• Quincas Borba (1891) – Narra, na terceira pessoa, as desventuras do


ingênuo Rubião, herdeiro da fortuna e do cachorro do enlouquecido
personagem Quincas Borba, que já havia aparecido, e morrido, no
livro anterior. Por meio desse personagem, cômico em seu
despreparo para as armadilhas da Corte, e trágico em seu destino,
Machado ao mesmo tempo ironiza e demonstra as teorias
darwinistas tão caras aos naturalistas. O ensandecido
“humanitismo” de Quincas Borba, herdeiro direto da “luta pela
vida” de Darwin, é sintetizado na frase “Ao vencedor, as batatas!”, e
acaba por ser comprovado tragicamente pela exploração do casal
Sofia e Palha sobre o provinciano protagonista.

• Dom Casmurro (1899) – Apresenta alguns dos personagens mais


complexos da literatura universal. Narrado pelo velho Bento Santiago,
apelidado Dom Casmurro, apresenta a história de seu relacionamento –
namoro, casamento e afastamento – com Capitu, sua vizinha de infância. O
narrador esforça-se por demonstrar o caráter ambíguo e dissimulado tanto
de sua esposa quanto de seu melhor amigo, o hábil Escobar, para assim
justificar sua convicção de ter sido traído por eles. Como prova da traição,
apresenta a semelhança que enxerga em seu filho, Ezequiel, com o amigo,
que supõe ser o pai da criança. Mas o esforço é vão. Se consegue construir
a imagem de personagens extremamente complexos, nada nos consegue
provar, pois o seu próprio caráter é tão fraco, tão inseguro e titubeante que o
leitor passa a desconfiar de seus julgamentos. Assim, além de construir a
eterna dúvida (Capitu traiu ou não Bentinho?), Machado de Assis apresenta
o primeiro narrador não-confiável da literatura brasileira.
8. Os últimos romances

Os romances Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908) têm o


mesmo narrador-personagem, o conselheiro Aires, que pouco age e
passa a maior parte da narrativa contemplando placidamente as
aventuras amorosas e existenciais dos jovens ao seu redor. A descrição
dos dias de perplexidade da população carioca com a Proclamação da
República, em Esaú e Jacó, é um dos pontos altos da narrativa
machadiana.
(...) Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
Quem era a flor? Capitu, naturalmente; mas podia
ser a virtude, a poesia, a religião, qualquer outro
conceito a que coubesse a metáfora da flor, e flor
do céu. Aguardei o resto, recitando sempre o verso,
e deitado ora sobre o lado direito, ora sobre o
esquerdo; afinal deixei-me estar de costas, com os
olhos no teto, mas nem assim vinha mais nada.
Então adverti que os sonetos mais gabados eram
os que concluíam com chave de ouro, isto é, um
desses versos capitais no sentido e na forma.

(Machado de Assis, fragmento de texto de Dom


Casmurro.)

REPRESENTAÇÃO CULTURA

JORNAIS E REVISTAS

Marmota Fluminense (Rio de Janeiro)

O Paraíba (Petrópolis, RJ)

Correio Mercantil (Rio de Janeiro)

O Espelho (Rio de Janeiro)

Diário do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Semana Ilustrada (Rio de Janeiro)

O Futuro (Rio de Janeiro)

Jornal das Famílias (Rio de Janeiro)

Machado de Assis e o xadrez


Machado de Assis foi um exímio jogador de xadrez, tendo formulado problemas
enxadrísticos para diversos periódicos. Participou do primeiro campeonato
disputado no Brasil, ficando em terceiro lugar. Em muitas de suas obras, faz
menções ao jogo, como por exemplo, em Iaiá Garcia.

Representações na cultura

Machado de Assis já foi retratado como personagem no cinema,


interpretado por Jaime Santos no filme "Vendaval Maravilhoso" (1949)
e Ludy Montes Claros no filme "Brasília 18%" (2006).

PAPEL MOEDA

Também teve sua efígie impressa nas notas de NCz$ 1,00 (um
cruzado novo; até 1989, com valor de mil cruzados) de 1987.

CONCURSOS

Importantes concursos são realizados em todo mundo levando seu


nome, a exemplo de Brasília que tem um significativo concurso com
seu nome, realizado pelo SESC/DF.

Teatro e Ópera

Teatro

O Baú do seu Machado


Textos: Márcia Kaskus e Silvia Eleutério
Direção Geral : Silvia Eleutério
Direção Musical: Gedivan de Albuquerque
Cenografia: Carlos Machado
Iluminação: Álvaro Freire
Figurinos: Silvia Eleutério
Bonecos: Mauro Cesare
Elenco: Álvaro Freire; Gedivan de Albuquerque; Joney Fonseca e
Márcia Kaskus.
Teatro: Teatro Raimundo Magalhães Junior - Academia Brasileira de
Letras. (junho/julho/agosto de 2003)

O Alienista
Encenação: Companhia Artífices do Teatro
Direção: Paulo Rabello
Atores: Biá Napolitani, Cid Borges, Fabiano Boechat, Kátia Silmor, Ney
Coelho, Teresa Alvarenga e Vivian Lacerda.
Teatro R. Magalhães Jr. - Academia Brasileira de Letras. (março de
2003)

Criador e criatura - o encontro de Machado e Capitu


Peça de Flávio Aguiar e Ariclê Perez.
Ficha Técnica:
Direção: Bibi Ferreira
Elenco: Ariclê Perez
Nelson Xavier

Teatro R. Magalhães Jr. da Academia Brasileira de Letras. (julho/agosto


de 2002)

Madame
Peça de Maria Velho da Costa
Ficha Técnica:
Direção: Ricardo Paes
Elenco: Eva Wilma
Eunice Munhoz

A peça estreou em Portugal, na cidade do Porto, no Teatro Nacional


São João do Porto e em Lisboa no Teatro Nacional de Lisboa, ambos no
ano 2000. Recebeu o Prêmio Nacional do Teatro no ano 2000.

Machado de Assis em cena - um sarau carioca


Apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, durante o
"Ciclo Machado de Assis ", em outubro de 1989.
Ficha técnica:
Roteiro e Direção: Luís de Lima
Elenco: Cássia Kiss
Maria Lucia Dahl
Ester Jablonsky
Luís de Lima
Pedro Paulo Rangel
Eduardo Tornaghi
Músicos: Clarice Szajnbrum (soprano)
Helder Parente / Inácio de Nonno (barítonos)
Nicolas de Souza Barros (violão)
Direção musical: Helder Parente
Cenografia e figurino: Romero de Andrade Lima
Assistência de Direção: Luís Filipe de Lima
Direção e produção: Miriam Brum
Divulgação: Jeanne D. Jorge

Um galho ilustre dos Cubas.


SILVA, Hélcio Pereira da. Peça em 3 atos, uma interpretação do
romance Memórias Póstumas de Brás Cubas. Serviço Nacional de
Teatro, 1973.

Capitu (Adaptação do romance "Dom Casmurro" de Machado de


Assis).
Apresentado no Teatro Raimundo Magalhães Júnior da Academia
Brasileira de Letras em 1999.
Ficha Técnica:
Direção: Marcus Vinícius Faustini
Elenco: Ednei Giovenazzi
Bel Kutner
Leonardo Netto
Alexandre Barillari
Silvio Ferrari
Walter Daguerre.
Atriz convidada: Suzana Faini

Viver (Baseado em contos e crônicas de Machado de Assis).


Apresentado no Teatro do Planetário, Rio de Janeiro, 2001.
Ficha técnica:
Diretor: Moacir Chaves
Grupo teatral: Péssima Companhia

Céu de Lona
PIGNATARI, Décio. Peça teatral. Travessa dos Editores, 2004.
Visões siamesas (Peça teatral inspirada no conto de Machado de Assis
"As Academias de Sião".)
Grupo teatral: Cia. do Latão.
Direção: Sérgio de Carvalho.
Roteiro: Sérgio de Carvalho e Márcio Marciano.
Atores da Cia. do Latão:
Fernando Paes
Heitor Goldflus
Helena Albergaria
Izabel Lima
Mariana Henrique
Ney Piacentini
Victória Camargo
Cenário e Figurinos: Fábio Nematame.
Iluminação: Domingos Quintiliano.
Teatro SESC Anchieta. São Paulo, 2004.

Memória (Baseado em Memórias Póstumas de Brás Cubas.)


Direção e adaptação: Moacir Chaves

Ópera
Dom Casmurro
Estreou no Teatro Municipal de São Paulo em 1992.
Música: Ronaldo Miranda
Libreto: Orlando Codá

FILATELIA E NUMISMÁTICA

Selos

• 1929- selo comemorativo do nascimento


• 1940- selo comemorativo dos cem anos
• 1958- selo comemorativo 50 anos da morte
• 2008- selo comemorativo dos cem anos da morte (ABL)

Numismática

• 1919-Moeda de 500 réis

ESCULTURA

Sentado na cadeira à entrada da ABL

PLACA DE HOMENAGEM

Ilha de Paquetá

9. Obras

Toda a obra de Machado de Assis é de domínio público, por ter


expirado o correspondente direito de autor em 1978, ao se
completarem 70 anos do falecimento do autor.

Romance
• Ressurreição, 1872
• A mão e a luva, 1874
• Helena, 1876
• Iaiá Garcia, 1878
• Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881
• Casa Velha, 1885
• Quincas Borba, 1891
• Dom Casmurro, 1899
• Esaú e Jacó, 1904
• Memorial de Aires, 1908

Poesia
[3]
• Crisálidas , 1864
• Falenas, 1870
• Americanas, 1875
• Ocidentais, 1880
• Poesias completas, 1901

Livros de contos
• Contos Fluminenses, 1870
• Histórias da Meia-Noite, 1873
• Papéis Avulsos, 1882
• Histórias sem Data, 1884
• Várias Histórias, 1896
• Páginas Recolhidas, 1899
• Relíquias da Casa Velha, 1906

Alguns contos
• A Carteira (conto do livro Contos Fluminenses)
• Miss Dollar (conto do livro Contos Fluminenses)
• O Alienista (conto do livro Papéis Avulsos)
• A Sereníssima República (conto do livro Papéis Avulsos)
• O Segredo do Bonzo (conto do livro Papéis Avulsos)
• Teoria do Medalhão (conto do livro Papéis Avulsos)
• Uma Visita de Alcibíades (conto do livro Papéis Avulsos)
• O Espelho (conto) (conto do livro Papéis Avulsos)
• Noite de Almirante (conto do livro Histórias sem Data)
• Um Homem Célebre (conto do livro Várias Histórias)
• Conto da Escola (conto do livro Várias Histórias)
• Uns Braços (conto do livro Várias Histórias)
• A Cartomante (conto do livro Várias Histórias)
• O Enfermeiro (conto do livro Várias Histórias)
• Trio em Lá Menor ((conto do livro Várias Histórias)
• O Caso da Vara (conto do livro Páginas Recolhidas)
• Missa do Galo (conto do livro Páginas Recolhidas)
• Almas Agradecidas
• A Igreja do Diabo

Teatro
• Hoje avental, amanhã luva, 1860
• Queda que as mulheres têm para os tolos, 1861
• Desencantos, 1861
• O caminho da porta, 1863
• O protocolo, 1863
• Teatro, 1863
• Quase ministro, 1864
• Os deuses de casaca, 1866
• Tu, só tu, puro amor, 1880
• Não consultes médico, 1896
• Lição de botânica, 1906
o Nota: Não foram incluídos na presente lista os diversos
textos de crítica e as crônicas publicados em jornais e
revistas ao longo dos anos.

Academia Brasileira de Letras

Era Machado o maior nome vivo da Literatura no Brasil, quando um


grupo de jovens, capitaneados por Lúcio de Mendonça resolve
finalmente pôr em prática a idéia da fundação da Academia Brasileira
de Letras nos moldes da Academia francesa. Machado foi seu
primeiro presidente e seu discurso de fundação em 1887 revela sua
intenção em participar da Academia:
Senhores, Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar
a Academia Brasileira de Letras pela consagração da idade. Se não
sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre os mais velhos. É
simbólico da parte de uma instituição que conta viver, confiar da
idade funções que mais de um espírito eminente exerceria melhor.
Agora que vos agradeço a escolha, digo-vos que buscarei na medida
do possível corresponder à vossa confiança. Não é preciso definir esta
instituição. Iniciada por um moço, aceita e completada por moços, a
Academia nasce com a alma nova e naturalmente ambiciosa. O vosso
desejo é conservar, no meio da federação política, a unidade literária.
Tal obra exige não só a compreensão pública, mas ainda e
principalmente a vossa constância. A Academia Francesa, pela qual
esta se modelou, sobrevive aos acontecimentos de toda a casta, às
escolas literárias e às transformações civis. A vossa há de querer ter
as mesmas feições de estabilidade e progresso. Já o batismo das suas
cadeiras com os nomes preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da
crítica e da eloqüência nacionais é indício de que a tradição é o seu
primeiro voto. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai aos vossos
sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles os
transmitam também aos seus, e a vossa obra seja contada entre as
sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira. Está aberta a
sessão.
Machado de Assis, 1897
Precedido por Cadeira 23 da
Sucedido por
Criação da Academia Brasileira
Lafayette Rodrigues
Academia Brasileira de Letras
Pereira
de Letras 1897 -1908
Precedido por Presidente da
Criação da Academia Brasileira Sucedido por
Academia Brasileira de Letras Rui Barbosa
de Letras 1897 - 1908

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