Vous êtes sur la page 1sur 23

Resumo

O sangue alógeno apresenta riscos de transmissão de infecções,


complicações por erro humano, por doenças pré-existentes, têm curta validade
e poucos doadores. Seu custo torna-se alto devido aos exames de triagem
para detecção de infecções. Por isso, foram desenvolvidos carreadores
artificiais de oxigênio de três tipos básicos: hemoglobina ligada, fluorcarbonos e
porfirina, que serão analisados.
Os transportadores artificiais são agregados a substitutos do plasma
hemodiluidores ou necessitam deles como veículo, para repor o volume,
regular o pH e nutrição celular.
Paralelamente, foram criadas técnicas cirúrgicas sem a utilização de
sangue. Planeja-se a cirurgia, determinando-se a perda provável sanguínea,
aumentando-se a massa eritrocitária, recuperando-se o sangue derramado,
mantendo-se a temperatura normal, realizando-se transfusões autólogas
hemodiluídas etc.
A maioria dos carreadores a base de hemoglobina não são estéreis, e
causam hipertensão devido a afinidade pelo óxido nítrico, com aumento de
eventos sérios em testes clínicos, com exceção do Hemospan um pó, R,

conjugado com polietilenoglicol relação aos pacientes-controle, além de ser


esterilizado.
Dentre os fluorcarbonos, aqueles com menor dimensão molecular obtiveram
melhores resultados, como o Perftoran utilizado na Rússia desde 1998, com
0,7 mícrons, embora com efeitos colaterais, mas gerenciáveis. Suspeita-se
assim, que o acidente vascular cerebral isquêmico gerado por alguns produtos
deu-se devido ao tamanho molecular, visto que os capilares têm a luz de 2,5
mícrons.
Úteis em situações críticas como choque hemorrágico, nas anemias
genéticas, auto-imunes, hemolíticas, nas isquemias, tratamento de neoplasias
etc., seu potencial benefício justifica o incentivo à continuidade das pesquisas.

3
Palavras chaves: carreadores artificiais de oxigênio, substitutos sintéticos do
sangue, técnicas cirúrgicas sem transfusões de sangue, “sangue artificial”.
Abstract
The donated blood presents infections risks, complications for human
mistake and pre-existent diseases. The price of the blood donated is high, due
trial tests for infection detection. For this reasons, researchers developed
oxygen artificial carriers, with three basic kinds: linked hemoglobin, fluorcarbons
and porfirin, which will be analyzed.
The artificial transporters are aggregated to plasma substitutes or blood
dilutors or need them as vehicle to substitute the volume, to regulate pH and to
feed tissues.
Paralleling, were created surgical techniques without using blood. Surgery
are planned, determining the probable loss of blood, arising the erythrocytes
mass days before, recovering the spilled blood, keeping the patient’s normal
temperature, auto-transfusions and keeping patient’s body temperature, and
optimization with blood dilutors (keeping the oxygenation near the normal
taxes).
The most oxygen carriers hemoglobin based are not sterile, causes
hypertension due nitric oxide affinity, increasing serious events during the
clinical tests, except Hemospan ,R
a sterile powder conjugated with
poliethileneglycol, that have not presented problems compared to control-
patients,
Among perfluorcarbons, those minor molecular sized have got better results,
as Perftoran , used in Russia since 1998, with 0,7 microns, although presents
R

some collateral effects, but manageable. The suspects are that ischemic
cerebral vascular accident occurred with the most, was due bigger molecular
size than the capillary lumen (2,5 microns).
Some products are still in pre-clinical or final tests. Useful in critical
situations, as hemorrhagic chock, genetic or auto-immunes, hemolytic anemia,
ischemic events, organs preservation for transplanting, neoplasies, the
beneficial potential of this products justifies and incentive to researches.

4
Key Words - artificial blood substitutes, oxygen synthetic carriers,
bloodless surgical techniques, “artificial blood”.

Sumário
SUMÁRIO................................................................................................5
1. INTRODUÇÃO......................................................................................5
4. LEGISLAÇÃO PARA TRANSFUSÕES DE SANGUE......................................9
4.1. TRIAGEM DE DOADORES............................................................................................9
4.2. QUESTÕES IMUNOLÓGICAS .......................................................................................10
4.3. DESTINO DO SANGUE DOADO ....................................................................................10
6.1.1. Células-Tronco.......................................................................................16
6.2.1. Perfluorcarbonos....................................................................................17
6.2.2. Polímeros de Porfirina sem Perfluorcarbono...........................................19
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................21

1. INTRODUÇÃO

O sangue é um tecido conjuntivo tão essencial que representa a vida. Sua


transfusão é uma forma de transplante. Para compreender as funções do
sangue artificial, é necessário compreender o natural. Um adulto tem 5 a 6
litros de sangue. Carrega nutriente, leva toxinas para o fígado para
detoxificação, depois para os rins para filtração e retira gás CO 2 e leva O2 para
as células. É constituído por glóbulos brancos (elementos de defesa contra
microorganismos e partículas estranhas), plaquetas (responsáveis pela
coagulação), e os glóbulos vermelhos, chamados também de eritrócitos ou
hemácias (transportam os gases), e pelo plasma (fase líquida do sangue). O
sangue tem o pH entre 7,32 a 7,42 e viscosidade de 4 cp . O plasma contém 3

80% de água, e 20% de: proteínas (como albumina, enzimas e


imunoglobulinas); açúcares (glicose, frutose e lactose); lipoproteínas (LDL,
HDL, VLDL), triglicerídeos; hormônios; coenzimas (vitaminas); minerais;
fibrinogênio (utilizado para coagulação) e escórias do metabolismo que serão
filtrados (uréia, creatinina e ácido úrico), e tem viscosidade de 1 cp3.

5
As hemácias embora tenham 8 mícrons, são flexíveis, passando por
capilares de 2,5 mícrons. Normalmente um adulto tem 4,8 milhões/mm 3 (+-0.6)
nas mulheres e 5,4 (+-0,8) no homem ao nível do mar. Tem vida de 90 a 120
dias. Diariamente, 100 mL são destruídos no baço e sintetizados na medula
óssea vermelha. Contém água, potássio, sódio e 27 enzimas. Usa glicose para
obter energia para as bombas de sódio e potássio. Cada hemácia contém 300
milhões de moléculas de hemoglobinas.
A hemoglobina é uma molécula quaternária com um ferro em cada uma das
quatro porções1, cada ferro liga-se com O 2 ou CO 2 de acordo com a pressão
local (do menos concentrado para o mais concentrado). Os tecidos têm pouco
oxigênio, então este se desliga da hemoglobina, dissolve-se no meio e
difundem-se para o interior das células. No homem e outros mamíferos 7% do
CO2 sai dos tecidos e é dissolvido no plasma, 23% associa-se aos grupos
amina da hemoglobina e outras proteínas, e 70% penetra nas hemácias e é
transformado por ação da enzima anidrase carbônica em ácido carbônico, que
depois se dissocia em H+ e bicarbonato (CO2 + H2O – H2CO3 + H+ e HCO3), e
sai difundindo-se no plasma. O bicarbonato tem função de tampão sanguíneo.
A hemácia tem pressão de 27 (+-2) mm/Hg para liberar o oxigênio5. Ainda há
enzimas que protegem contra oxidação da hemoglobina.

2. OBJETIVOS

Considerando-se a importância do sangue alógeno para manutenção da


vida, e dado a grande dificuldade de se obter doadores saudáveis nas
situações de grande perda sanguínea, foram desenvolvidas técnicas cirúrgicas
eliminando o uso de sangue alógeno, e através da biotecnologia
desenvolveram transportadores artificiais de oxigênio, que serão avaliados.
Em um acidente a perda média é de 2,5 L de sangue e a vítima recebe
reposição de volume plasmático para restabelecer a pressão e melhorar
oxigenação. Chegando ao hospital, até ser testado seu tipo sanguíneo, e
receber sangue leva-se em média uma hora, o que numa perda aguda de
sangue compromete o estado do paciente por baixa oxigenação tissular, que

6
seria minimizado com uso de um carreador artificial de oxigênio . Além disso,
3

os estoques têm que ser refrigerados, a validade de uma bolsa doada é de 35


a 42 dias, e há riscos de infecções, erro humano, e outros problemas.

3. TÉCNICAS CIRÚRGICAS SEM USO DE SANGUE

A partir da década de 50, percebeu-se a necessidade de técnicas para


realizar cirurgias sem transfusões de sangue alógeno. Desenvolveram-se três
técnicas basicamente10.

3.1. Otimização da Massa Eritrocitária

Efetuam-se os exames pré-operatórios de hemoglobina, coagulação e dos


fatores de coagulação, e determinando-se o volume de sangue existente por
cada 100 mL (hematócrito), em função do peso, altura e sexo (mulher normal
35 a 47%; homem de 39 a 50%). Aumenta-se a massa eritrocitária de 45 a
50%, 10 a 21 dias antes da cirurgia para adultos e 4 a 6 semanas para
crianças, com a administração de hormônio eritropoetina, estimulando a
produção de sangue, e terapia com vitaminas sintéticas, minerais, proteínas10, e
alimentos contendo: vitamina B1215, B6, ferro, acido fólico, aminoácidos,
1

vitamina C, bioflavonóides6, e vitamina K nos casos de má coagulação.


Paralelamente, determina-se qual será a perda de sangue provável durante a
cirurgia10.

3.2. Tolerância à Anemia

Para se realizar uma cirurgia o paciente poderia ter no mínimo 30% de


hematócrito e 10g/dL de Hemoglobina, baseado no limiar Treshhold, de 1942.
Os padrões normais são mulher 14 (+-2) e homem 16 (+-2) 2. Para baixar as
transfusões, baixou-se para 20% o Hematócrito e 8 g/dL a hemoglobina.
Alguns cirurgiões já operaram pacientes com até 3 g/dL de hemoglobina com

7
transfusão de expansores de plasma como - solução de Ringher (contendo
lactato, cloretos de sódio, cálcio e potássio e bicarbonato de sódio em
concentrações similares à do sangue)11, e com solução salina. O Dextran
(polissacarídeo de glicose) substitui a albumina plasmática por ter peso
molecular similar, bem como a gelatina e o Hetastarch (hidroxietila de amido) .
1

Estes fluídos são injetados até três vezes o volume de sangue perdido, e o
volume excessivo de expansores é rapidamente regulado pelos mecanismos
naturais com diurese renal . Com o uso de Lactato de Ringher, restabelece-se
3

o volume plasmático, com isso a viscosidade do sangue diminui, e o sangue


pode retornar com maior velocidade ao coração, isto permite que seja
bombeado mais rápido, e sem gasto de energia. O aumento de fluxo sanguíneo
compensa o menor número de hemácias, assim os índices de oxigenação
permanecem próximos ao normal . 3

O Em 1998 foi publicado o “Estudo Sagüis”, que abordou 43 hospitais-


escolas, quando se observou que alguns hospitais usavam cinco vezes menos
o Limiar Treshold em cirurgias de revascularização do miocárdio e colectomia
de câncer, sem alterações na morbidade e mortalidade. Para cirurgias idênticas
usavam-se números variados de bolsas de sangue, ficando entendido que
havia transfusões sem necessidade . 10

3.3. Redução de Perda Sanguínea

Requer trabalho em equipe entre médico e anestesiologista. Há a


recuperação de sangue durante cirurgia por um aparelho, que quando detecta
hemorragia filtra resíduos e lava os glóbulos vermelhos, recuperando até 50%
do sangue perdido.
O posicionamento inclinando o paciente na mesa de cirurgia diminui a
pressão e o sangramento. Há também hipotensão induzida por medicamentos
(não pode ser usada junto com hemodiluição sob risco de hipóxia).
É feita também a transfusão autóloga, onde o sangue do próprio paciente é
retirado semanas antes da cirurgia e solubilizado com expansores, reaplicado
na cirurgia.

8
A Hemostasia é uma técnica de ligação, onde ocorre até mesmo o ligamento
de pequenos vasos. Utiliza-se de coagulador de raios de argônio, adesivos
tópicos, tampão de cola de fibrina e hemostática.
Na Normotermia a temperatura do paciente é mantida a 36,8 (36,4 até 37,2)
tornando eficaz a coagulação natural, para isso a sala é mantida a 27 graus,
com uso de traje térmico ou cobertor, e até mesmo aquecimentos dos fluídos
antes da infusão.
Utilizam-se também de câmaras hiperbáricas para melhorar a oxigenação
dos tecidos .
10

Apesar de tudo isto, persiste o problema do transporte dos gases no caso


de perdas grandes de sangue em acidentes e como proteger o receptor.

4. LEGISLAÇÃO PARA TRANSFUSÕES DE SANGUE

A lei federal 10205 de 2001 regula a hemoterapia, e visa proteger o receptor,


bem como o doador. Proíbe o comércio de sangue e seus derivados, exige
triagem para doenças, provas imunohematológicas e garante o direito à
informação da procedência do sangue recebido e previne reações pós-
transfusão adversas. Finalmente requer esterilização ou incineração total dos
elementos que tiveram contato com o sangue21.

4.1. Triagem de Doadores

A Portaria nº. 1.376, de 19 de novembro de 1993 e a RDC 343/2004 da


ANVISA, determina a triagem de doadores, e os com história de doença pré-
existente hematológica, cardíaca, renal, pulmonar (asma severa), hepática,
auto-imune, diabetes, hipertireoidismo, hanseníase, tuberculose, câncer,
alterações da coagulação, convulsão após a infância ou epilepsia devem ser
avaliados e podem ser excluídos da doação temporária ou definitivamente. O
doador deve ter entre 18-65 anos, peso acima de 50 kg, boas condições de
saúde, estar nutrido e descansado. Desqualifica comportamentos de risco
como tatuagem, sexo sem proteção a menos de 12 meses, positivo para vírus

9
HTLV I e II, HIV, com ou já exposto a hepatite, malária, chagas, gripado,
gravidez (somente 90 dias após parto normal e 180 dias após parto cesariano),
hipertensão ou hipotensão, anemia, doença de Kreutzfeld-Jacob, sífilis
(somente curados), e que tenham recebido hormônio de crescimento de origem
humana. Usuários de antibióticos e quimioterápicos antibacterianos,
corticosteróides, anticoagulantes orais, agentes hipoglicemiantes, antipsicóticos
somente 30 dias após o uso poderiam doar sangue. Quem já foi receptor de
hemoterapia nos últimos 10 anos também é desqualificado. A doação de
sangue é limitada, sendo 4 vezes ao ano para o homem e 3 vezes ao ano para
a mulher. O padrão doado é de 450 mL por bolsa21.

4.2. Questões Imunológicas

Quanto a candidatos com imunização ativa: os candidatos à doação que


anteriormente sofreram imunização ativa podem ser aceitos se receberam
toxóides, vacinas de vírus, bactérias, riquetsias mortos ou inativados desde
que assintomáticos. Como exemplo há vacinas para doença meningocócica,
peste, pneumococo, cólera, difteria, hepatite B purificada (derivada do plasma
somente após 10 anos), influenza, para-tifóide (injetável), Haemophilus
influenza.
Doadores mordidos por animal e vacinados, somente após um ano. No caso de
vírus vivo atenuado, o candidato pode ser aceito após quatro semanas, como
exemplo: rubéola, febre tifóide (oral), varicela, poliomielite (oral), sarampo e
BCG.
Devem ser realizados exames para determinação de antígenos das hemácias
(tipo A, O, AB, B e RH) e anticorpos para infecções21.

4.3. Destino do sangue doado

O sangue total pode ser armazenado por 35 dias, pois em cinco semanas
ocorre hemólise (de 100 hemácias restam 71) onde ocorre a destruição da

10
integridade da membrana do eritrócito causando liberação do potássio interno o
tornado elevado, e a liberação também de hemoglobina, esta livre torna-se
nefrotóxica, e de 5,5 vai para 461 mg/U, dentre outras alterações. O sangue é
armazenado numa bolsa com citrato (anticoagulante), fosfato, dextrose e
adenina. A bolsa deve ter rótulo com informações de tipo sanguíneo e as
exigidas por lei. Pode ser separado também em hemácias lavadas,
armazenado 24 horas de 4-6ºC (útil para pessoas muito alérgicas). As
plaquetas são isoladas também para casos de trombocitopenia de 5 a 7 dias
20/24ºC, o plasma e a globulina anti-hemofílica (fator 8 hemofílicos) podem ser
armazenados por 1 ano, a menos 18ºC, e as hemácias glicerolizadas dois ou
mais anos de 85/120ºC negativos21.
Por todo este trabalho , o sangue embora doado, gera um custo final de 500
dólares por bolsa (por volta de 1000 Reais).

5. COMPLICAÇÕES DAS TRANSFUSÕES DE SANGUE

5.1. Imunocompatibilidade e Infecções Pós-Transfusacionais

As complicações mais comuns decorrem por erro humano, como hemólise


das hemácias transfundidas por superaquecimento do sangue armazenado ou
contato com soluções parenterais inapropriadas. Pode haver troca de rótulos
ou teste laboratorial inadequado de tipagem ou RH também.
Os testes imunológicos para averiguação de presença de germes baseiam-se
na produção de anticorpos circulantes no sangue, mas o sistema imune
demora 10 a 15 dias para produzi-los, e a Legislação não determina a
realização de exames de biologia molecular para detecção de vírus, pois são
caros (NAT), expondo o receptor a risco de contaminação por HIV e hepatite,
dentre outros vírus novos que surgem constantemente4,

11
Um doador tipo O devido a múltiplas gestações ou transfusões, pode
desenvolver anticorpos anti-A e anti-B no plasma, o que aglutinará o sangue do
tipo A e B ou AB, podendo levá-lo à morte. Num caso assim, as hemácias
deveriam ser lavadas para utilização.
A presença de ar nos tubos e nas bolsas de sangue perfuradas causa embolia
gasosa e problemas cardíacos. Se não houver filtração do sangue doado, e
houver micro coágulos e fibrina, poderá haver insuficiência pulmonar. Antes do
sangue ser administrado é necessário o pré-aquecimento a 37ºC, ou haverá
resfriamento do coração com arritmia ou parada cardíaca.
Nas hemorragias maciças devem-se administrar separadamente plaquetas,
pois o sangue transfundido pode não ter quantidades necessárias destas, além
do anticoagulante presente nas bolsas.

5.2. Efeitos Colaterais e nas Doenças Pré-Existentes

No sangue estocado de cinco semanas de estoque ocorre lise de 30% das


hemácias e liberação de seu conteúdo, hemoglobina, potássio, estroma2
(lipídios do estroma da membrana de eritrócitos livres que são endotóxicos)12.
Há menos enzima DPG, tornando lenta a liberação de oxigênio para os tecidos.
A hemoglobina por ser pequena penetra nos espaços intercelulares do
endotélio vascular, conectando-se ao óxido nítrico (vaso relaxante), que inibe a
endotelina (constritora) resultando em hipertensão, devendo-se considerar o
quadro clínico do paciente cardíaco. Um aumento excessivo do volume
sanguíneo, também geraria insuficiência cardíaca congestiva com edema
pulmonar2.
Na insuficiência hepática pode não haver metabolização do citrato das bolsas e
resultar em hemorragia.
Na insuficiência renal o paciente deve receber hemácias lavadas, porque o
sangue total hemolisado com alto teor de potássio e hemoglobinas livres
causaria nefrotoxicidade, com sintomas de oligúria, seguida de anúria e morte
de 5 a 14 dias .
2

12
5.3. Reações Adversas Pós-Transfusão

O paciente pode não apresentar sintomas durante a administração de


sangue, ou pode estar sob anestesia, sendo a única evidência um
sangramento incontrolável na incisão e nas mucosas. Pode ocorrer durante a
transfusão ansiedade e desconforto, ou dificuldade de respiração, opressão
pré-cordial, vermelhidão na face, dor no tórax ou lombo, pele fria, dispnéia,
náuseas, vômito e até choque, que é um prognóstico grave. E pode haver
hemoglobina livre no plasma, urina e icterícia. Na suspeita de problemas, deve-
se centrifugar uma amostra e observar visualmente a presença de
hemoglobina, então interromper a transfusão e investigação das reações pós-
transfusão, e administrar manitol por quantos dias forem necessários2.
Podem aparecem reações alérgicas de hipersensibilidade em alguns casos,
como urticária, edema, tontura, cefaléia, às vezes dispnéia, espasmo
generalizado da musculatura lisa, e anafilaxia rara2.

6. CARREADORES ARTIFICIAIS DE OXIGÊNIO

6.1. Carreadores Artificiais de O2 com Hemoglobina Natural

A partir da II Guerra Mundial, as forças armadas norte-americanas têm


investido em carreadores artificiais a base de hemoglobina (Hemopure,
Polyheme, Hemospan, Fluorcarbono, Dendrímero4). A hemoglobina é obtida de
sangue humano doado expirado, de placenta, de gado bovino ou produzida por
engenharia genética recombinante.
O FDA (Food and Drug Administration, EUA) não aprovou até agora
nenhum tipo e contra-indica testes clínicos em pessoas alérgicas, com
mastocitose sistêmica, hipertensão arterial incontrolável, grávidas e lactantes e
menores de 18 anos14. Nos estudos clínicos avalia algum episódio de

13
hipotensão e sua duração e até depois de 6h de cirurgia; falha de coração;
hipóxia ou Acidente Vascular Cerebral isquêmico ou isquemia de miocárdio;
disfunção renal; número e intervalos das doses, incidência de uso de diuréticos
por volume circulatório excessivo ou oligúria e mortalidade até 30 dias após
cirurgia14.

O Hemopure®, da Biopure Corp., utiliza hemoglobina bovina com ligação


cruzadas de glutaraldeído nas porções alfa e beta, dissolvida em solução
salina. Fica um dia no corpo, é estéril, e tem pressão de 30 mm-Hg similar à
hemácia. Estoca-se por três anos e é compatível com qualquer tipagem
sanguínea, libera mais oxigênio em pequenas passagens por seu tamanho
1000 vezes menor que um eritrócito, como mostrou os testes em cães mesmo
com 90% de obstrução coronária. Está em teste clínico de fase II na Holanda, e
é utilizado livremente na África do Sul13. Apresentam efeitos colaterais
transitórios e gerenciáveis de náusea, vômito, descoloração da pele,
hipertensão, oligúria, dificuldade de engolir e flatulência. Após testes de fase III
em cirurgia ortopédica houve 5% de aumento de sérios eventos como infarto,
acidente vascular cerebral e morte, em relação aos casos controle. Por isso não
foi aprovado pelo FDA, que permitiu continuidade apenas dos estudos com
animais4. Existe também um temor público da encefalite bovina espongiforme,
causada por príons.
Apesar disso, já salvou vidas, como a de Emily Grus, que desenvolveu
anticorpos contra seu próprio sangue com hemólise. Usaria ciclosporina que
demoraria 15 dias para fazer efeito, mas sofreu uma infecção grave,
necessitando de muitos litros de sangue. Administraram-se várias doses de
Hemopure, sendo que com dosagem semelhante de sangue natural não
sobreviveria. Uma unidade deste carreador artificial equivale a três bolsas de
sangue7.

Já o Oxyglobin®, da Biopure Corp. tem hemoglobina bovina ligada. Desde


1998 foi aprovado para uso veterinário pelo FDA e pela Comissão Européia. Na
anemia canina e trauma, usa-se 10-30 mL/kg. É eliminado em 4-5 dias4.

14
Observaram-se os seguintes efeitos colaterais: descoloração de esclera, urina
e plasma, membranas e mucosas, vômitos, diarréia, febre, arritmia, taquipnéia.

O Polyheme®, da Norfield, baseia-se em hemoglobina humana polimerizada


com glutaraldeído, filtrada, com controle para redução de risco de infecção e é
diluída em solução de eletrólitos.
Cada bolsa de 50g equivale a uma de sangue alógeno, podendo ser
transfundido 20 unidades/vez . Tem vida média de 12 meses, pressão de 28-
21

30 mm-Hg e permanece no corpo por 24hs.


Num dos estudos de II fase, a Walter Reed Army Institute of Research
comparou a eficácia dos fluídos de ressuscitação no tratamento de hemorragia
em ratos de laboratório, mostrando alta mortalidade4. Está em fase III, já usado
em (720 pacientes em 31 centros de trauma) para avaliação em choque
hemorrágico. Tem sido permitida, pelo FDA, sua administração em
ambulâncias desde 2003, gerando problemas de bioética quando a vítima
torna-se parte do grupo de triagem e recebe sangue 12 horas após o acidente,
versus os do grupo controle, que recebe uma solução salina até a chegada ao
hospital17.

O Hemospan®, da Sangart, trata-se de hemoglobina humana de bolsas de


sangue expiradas. É em pó, esterilizada e conjugada com polietilenoglico. Tem
a viscosidade similar à do glóbulo vermelho, pode ser estocado por anos, e é
compatível universal. Com uma bolsa de sangue expirada se produz 3
unidades em processo simples de produção, com baixo custo.
Em 2008 foi concluída a fase III na Suécia, quando foi feito um estudo duplo
cego randomizado contra o grupo controle que usou o expansor do volume do
plasma Hestartarch (Voluven®) em mil cirurgias de artroplastia, sem evidência
de sérios eventos em relação aos pacientes controle. 4,18,23

NA França, Universidade Pierre et Marie Cure, é utilizada hemoglobina


purificada da minhoca aquática Arenicola marina, que por ser extracelular é 50

15
vezes maior que a hemoglobina humana, (10 mícrons), sem reações adversas
relatadas.7

O Dextran-bromo®, da Destrosang Corporation, Canadá em associação


com a Universidade de Hong Kong, consiste em hemoglobina com frações
ligadas covalentemente, polimerizadas e colocadas em lipossomas. Dura 57hs
no plasma, não sofre “clearance” renal, tem baixo extravasamento evitando-se
edema. Já testado em animais, e está sendo testado na Tailândia 19. Há
especulações de que possa ativar plaquetas e o sistema retículo endotelial.
Há informações de que os fragmentos lipídicos e estromas celulares residuais
levam à liberação da hemoglobina e hipertensão, com ativação de
complemento e radicais livres. 26,19

O Hemoximer® (PHP-Hemoglobina Piridoxilada Polioxietilenizada) da


empresa americana Apex Bioscience da Curacyte, está em fase III de teste
para em caso de choque tentar reverter hipotensão20.

O problema dos carreadores de oxigênio a base de hemoglobina, é que


embora resolvidos os problemas de nefrotoxicidade e hipertensão por alguns
fabricantes, persiste o problema de alta demanda de doadores, para obter-se o
sangue expirado e ou ter que se produzir por engenharia genética
recombinante a um baixo custo.

6.1.1. Células-Tronco

No New York Blood Center Dr. Narla Mohandas descreveu um complexo


meio de produção de sangue ex-vivo, publicado por Guatarrana et all, mas
dispendioso, a partir de células- tronco4,28.

6.2. CARREADORES DE O2 TOTALMENTE SINTÉTICOS

16
6.2.1. Perfluorcarbonos

São moléculas inertes contendo flúor e carbono que carreiam O2 e CO2.


Têm sido indicados para tratar estados críticos como choque hemorrágico em
acidentes e guerras, anemias genéticas severas, anemia hemolítica, isquemia
localizada, cirurgias, hipovolêmica sanguínea, Alzheimer, tratamento de fungos,
intoxicação por monóxido de carbono, coadjuvante de quimioterapia oncologia,
queimaduras, septicemia e choque séptico, preservar tecido para transplantes,
não aceitação por motivos religiosos de sangue e componentes naturais,
síndrome torácica aguda, embolismo, lavagem de feridas em cavidade interna
e coadjuvante em técnica cirúrgica de hemodiluição. O perfluoro octilbromideo
poderia ser útil como agentes de contrastes em exames diagnósticos 15,26.

A Sanguine Corporation produz o PHER-02, com emulsificante diferente do


Fluosol japonês de 1ª Geração, descontinuado por sérios efeitos colaterais. Foi
testado em animais com sucesso. São contra-indicados para pacientes com
problemas pulmonares4.

O Perftoran® é usado na Rússia desde 1996. Tem aparência azul


transparente e mede 0,7 mícrons. Pode ser conservado congelado por três
anos, ser descongelado a 4 graus e recongelado até cinco vezes. A meia vida
é de 24 horas. A quantia de 5 mL por Kg, é eliminado em 120 horas.
Diferentemente do Fluosol (1ª. Geração), sai logo do tecido linfóide secundário
e no fígado das Células de Kupfer, mas pode gerar febre (ativação do sistema
complemento. O emulsificante contém: Pfocalin, Pforidin, Proxanol, NaCl,
KNa, ClMg, hidrocarbonato sódico, fosfato sódico, glicose, água destilada.
O oxigênio plasmático aumenta de 1 para 15%, por isso é necessário o
uso de máscara e/ou um cateter nasal, devido a diferença de pressão de
oxigênio entre o ar no pulmão e sangue. Se utilizado com um
hemodiluidor não indicado, deverá ser administrado em outra veia, e após
total transfusão do perfluorcarbono. É contra-indicado em casos de
hemofilia (decresce o fator 8 de coagulação), grávidas e lactentes
somente num estado crítico. Sua administração em média deve ser 10 mL

17
por kg, pois a partir de 1 g/kg gera hipertensão. Algumas vantagens são
diminuição da viscosidade sanguínea, diminuição do fibrinogênio,
aumento de elasticidade dos eritrócitos, desagregação de trombócitos,
redução de produção de radicais superóxido (efeito antioxidante). Os
efeitos colaterais são: alergia com urticária, queda de temperatura corporal,
rubefaciação, taquicardia, hipotensão, febre, cefaléia, dor retroesternal e
lumbago, dificuldade respiratória e anafilaxia (em 2% dos casos) 4, 15
.

Indicado para hipovolêmica , anemia, alívio de isquemia por oclusão de


vasos, diminui inflamação e rejeição em transplantes, ativa detoxificação
no fígado, auxiliar na circulação extracorpórea, inibição do
desenvolvimento de retrovírus, cicatrização de úlceras . 15

O Oxygent®4 da Alliança Pharmaceutical Corporation possui partículas de


16-18 mícrons, pode ser estocado a 2-8°C e está em fase III de estudos.
Contém uma mistura de 58% perfluoroctil bromido e 2% perfluorodecil bromido
emulsificado com fosfolipídios de ovos (lecitina), e está em testes finais na
Europa e América do Norte. Apresenta uma coloração branca e é totalmente
sintético, se estocado sua durabilidade é de dois anos, e demora em torno de
quatro dias para ser excretado. Estas partículas são carreadas por lipídeos e
levadas ao pulmão onde são exaladas. Carrega 20-30% mais gases que o
sangue natural. Especula-se que pode causar a liberação de radicais livres
com oxidação no corpo, além disso, o O2 é abundantemente liberado antes de
chegar ao capilar onde a pressão de O2 é menor, justamente onde sua
necessidade é maior . Os estudos de fase II em cirurgia cardíaca e cirurgia
5

geral tiveram mais eficiência do que uma unidade de sangue. A fase II realizou-
se na Europa, e em 2003 houve suspensão da fase III, devido à incidência de
acidente vascular cerebral maior do que o grupo controle. Estão em estudos
danos ao cérebro.

O Oxycyte® (Synthetic Blood Intl.), tem 19 mícrons e o pH de 7,1, sendo


similar ao Oxygent. Testes em animais demonstraram sucesso. Está na fase II,

18
em prevenção de hipóxia tecidual em cirurgias e será testado em cirurgias de
troca de válvula cardíaca.

Os Dendrímeros®4 da Dientritech Corp. (Dr. Stephen Kaganove) é uma


nano-estrutura (açúcar, poliol-acetamida, fosforamidato, fosfocolina ou
glicerofosfocolina), com polímeros ramificados, que são dendrímeros com
fluorcarbono ligado covalentemente e o final hidrofílico, como o plasma
humano. São isentos de hemoglobina, inertes e atóxicos. Testes em coelhos
foram bem sucedidos, onde não ocorreu indução de resposta imune22.

6.2.2. Polímeros de Porfirina sem Perfluorcarbono

Pesquisadores da Universidade Sheffield, na Inglaterra, estudam


também polímeros de porfirina com ferro no centro e com quatro aminas
ao lado, onde se ligariam ao CO 2, com cinco ciclos de oxigenação, mas o
custo para sua produção é elevado . 25

CONCLUSÃO (banner)

As técnicas cirúrgicas planejadas sem uso de sangue parecem pro-


videnciais, tendo em vista a necessidade de se poupar sangue. A hemodi-
luição com soluções, como por exemplo Lactato de Ringher, otimiza a
oxigenação, pela redução da viscosidade sanguínea e aumento de velocidade
da circulação.
Mas, há ocasiões em que um carreador de O2 artificial é importante, co-
mo em grandes perdas sanguíneas, destruição de hemácias por doenças
hemolíticas, intoxicações, neoplasias, por não haver tempo hábil para testes
de compatibilidade sanguínea, descongelamento e reaquecimento a 37oC
de uma bolsa de sangue para transfusão. Além disso, geralmente não se tem
conhecimento das doenças pré-existentes do indivíduo para saber se deveria
ser administrado sangue total ou fracionado.

19
Dentre os carreadores artificiais de O2 a base de hemoglobina, ainda há
um risco residual de transmissão de infecções, e a maioria ocasiona hiper-
tensão como efeito colateral, além da ameaça dos príons de origem bovina.
Em uso atualmente há o Hemopure® (de hemoglobina bovina), na África do
Sul, e embora fabricado nos EUA, não foi aprovado pelo FDA para uso
humano ou veterinário. O Polyheme® (de hemoglobina humana) está sendo
administrado atualmente em ambulâncias nos EUA., para choque hemorrá-
gico, a título de teste clínico de fase III, apesar do elevado índice de
mortalidade nos testes de fase II com ratos. O Oxyglobin® (hemoglobina
bovina) é utilizado para fins veterinários nos EUA e Europa, com alguns
efeitos colaterais como arritmia. Já o mais romissor dentre os a base de Hb,
acha-se o Hemospan®, (hemoglobina humana em pó) terminou sua fase III
sem eventos sérios em relação aos pacientes-controle. Não provocou
hipertensão como os anteriores além de ser estéril e poder ser diluído em
soluções substitutas de plasma não viscosas. Dos encapsulados com
lipossomas, como o Dextran-Bromo® e a hemácia artifi- cial canadense
apresentaram reações imunológicas pela fragmentação do lipossoma e
hipertensão devido à libertação da hemoglobina encapsulada. O Hemoxímer®
está ainda em testes. Na França usou-se hemoglobina de poliquetos com
sucesso, mas a viabilidade da criação das espécies em larga escala é
discutível. Somente vinte por cento da necessidade de hemoglobina nos
EUA, chegam a 70.000 kg.
Quanto às células tronco, mesmo obtida uma tecnologia para produção de
sangue alógeno, ainda precisariam ser resolvidos problemas como: de
validade, estoque, descongelamento nas urgências, testes de compatibili-
dade, custo de produção, dentre outros.
Dos carreadores a base de fluorcarbono, com sucesso está em
uso, desde 1996, o Perftoran® russo, que apresenta alguns efeitos
colaterais, mas gerenciáveis. Tem efeito hipotensor, e tem outras aplicações
interessantes e benéficas. Sua dimensão é de 0,7 mícrons em contraste
com outros que tem em média 18 mícrons e provocaram acidente
vascular cerebral isquêmico. Provavelmente não conseguiram atravessar

20
o lúmen dos capilares de 2,5 mícrons, obstruindo-os. Estão em testes
clínicos os PFC: Dendrímeros® e o PHER2® que foram bem sucedidos nos
testes preliminares. Os fluorcarbonos não são indicados para doenças
pulmonares preexistentes.
As Porfirinas inglesas ainda não foram testadas in vivo, mas demons-
traram potencial carreador de O2 e CO2.
O potencial benefício destes produtos sugere e justifica a continuidade das
pesquisas.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BATELLO, C.F. Dr. Iridologia e Irisdiagnose. São Paulo. Editora Ground,


1999

2. BERKOW, R. (Coord.) et all. Manual Merck De Medicina, 15a edição,


Editora Roca, São Paulo, 1989.

3. FERRABOLI, Hematologia Clínica. Apostila do Curso de Farmácia,


Universidade São Judas Tadeu. São Paulo, 2008.

4. LaFolie, P. Blood Substitutes. Disponível em:


http://biomed.brown.edu/Courses/BI108/2006-
108websites/group09artificialblood/index.htm. Acessado em: 20 de julho de
2008.

5. Grethlein,S. M.D., Blood Substitutes, 2007. Disponível em:


http://www.emedicine.com/med/topic3198.htm. Acessado em: 08 de maio de
2008.

6. All anonymous. Como controlar Hemorragias sem transfusões de


sangue, Revista Awake!, NY, 22Nov1991. Editora Watchtower, 1991.

21
7. LIMA, C.C. Sangue artificial, Revista Super interessante, São Paulo, edição
191B, pg 46-48. Editora Abril, 2003.

8. Blood substitutes. Disponível em:


http://en.wikipedia.org/wiki/Blood_substitutes. Acessado em 01 de junho de
2008.

9. EA O'Rear and BM Fung. Plasma-mediated alterations of erythrocyte


deformability by perfluorochemical blood substitutes. Disponível em:
http://bloodjournal.hematologylibrary.org/. Acessado em: 10 de maio de 2008

10. Transfusion-Alternative Health Care—Meeting Patient Needs and Rights.


Disponível em: < http://www.watchtower.org/e/vcnr/article_01.htm>. Acessado
em: 08 de maio de 2008.

11. T. Anjali, Artificial Blood. The Blood of the future. 2007. Disponível em:
http://www.authorstream.com/Presentation/funnyside-20089-THAKKAR-
ANJALI-artificial-blood-BloodThe-future-History-Ringers-Solution-
Grouping-Karl-Landsteiner-as-Entertainment-ppt-powerpoint/. Acessado em: 10
de maio de 2008.

12. V. W. Tracy, How Artificial Blood Works. Disponível em:


http://howstuffworks.com/artificial-blood.htm. Acessado em: 18 de maio de
2008.

13. A Single Site Safety and Tolerability Study of HBOC-201 in Trauma


Subject. Disponível em: < http://www.clinicaltrials.gov/ct/show/NCT00301483?
order=2-triagem
%20HemopureNCT00021502apexclinincaltrialsHemospanFDANCT00425334>.
Acessado em 15 de junho de 2008.

14. Criteria for Safety and Efficacy Evaluation of Oxygen Therapeutics as Red
Blood Cell Substitutes. Out. 2004. Disponível em:
http://www.fda.gov/cber/gdlns/oxytherbld.htm. Acessado em: 02 de junho de
2008.

15. M. Eugene. Clinical Results of Perftoran Application: Present and Future.


Disponível em:<
http://www.informaworld.com/smpp/content~content=a713719673~db=all>. E
http://www.perftoran.ru. Acessado em: 22 de maio de 2008.

16. L. J. Levien. South Africa: clinical experience with Hemopure. 2006.


Disponível em:
http://www.hemopure.co.za/downloads/LouisLevienArticle.pdf.
E E. E. Jacobs Jr.Hemopure - shifting the paradigm of

22
tissue oxygen delivery. 2004. Disponível em:
http://www.hemopure.co.za/downloads/GeneralTrainingPresentation.pdf .
Acessados em: 02 de junho de 2008.

17. Polyheme®. Disponível em: http://www.Northfieldlabs.com . Acessado


em: 25 de maio de 2008

18. Hemospan®. Disponível em: http://www.sangart.com/hemospan/product-


info.php. Acessado em: 12 de maio de 2008

19. HEMOGLOBIN OVERVIEW. Disponível em:


http://www.dextrosang.com/hemoglobin.htm. Acessado em: 25 de maio de
2008. M. S. Rogers. Pro-oxidant effects of cross-linked haemoglobins
explored using liposome and cytochrome c oxidase vesicle model membranes.
Disponível em:
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=1135971. Acessado
em: 20 de junho de 2008.

20. Curaycte's development portfolio is based on two core technologies with


therapeutic potential in areas of significant medical need. Disponível em: <
http://www.curacyte.eu/technology.htm>. Acessado em: 10 de maio de 2008.
21. Compilação das legislações da Hemoterapia Brasileira. Disponível em:
www.prosangue.sp.gov.br/prosangue/actionlegislacaocomp.do. Acessado em:
17 de agosto de 2008

22. Dendrimero. Disponível em: < http://www.dendritech.com/pamam.html>.


Acessado em: 25 de maio de 2008.

23. Winslow RM. Cell-free oxygen carriers: Scientific foundations, clinical


development, and new directions. Disponível em: <
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18555029>. Acesado em: 18 de julho de
2008.

24. Blood Substitutes Stakeholder Information Pack. EuroBloodSubstitutes


consortium, Maio de 2007. Disponível em: <
http://www.eurobloodsubstitutes.com/BloodSubStakeholderInformationPack.pdf
. Acessado em: 28 de julho de 2008.

25. Dendritic molecules as potential artificial blood products. Disponível em:


http://www.biopolymer.group.shef.ac.uk/research/twyman_theme04.php.
Acessado em: 02 de junho de2008.

26. NOVARETTI, M.C.Z. Importância dos carreadores de oxigênio


livre de células. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia,
Vol 2 nr.4, S. J. do Rio Preto Oct-dez/2007. Disponível em:

23
http://www. scielo.br ISSN 1516-8484.Acessado em: 15 de junho de
2008.

27. Bruce J. Leone, M. D. Artificial Blood: What Is It? Will I Use It?.
Disponível em: www.dcmsonline.org/jax-
medicine/1998journals/december98/artificialblood.htm. Acessado
em: 12 de maio de 2008.

28. Mohandas, N. M.D. Human erythroid cells produced ex vivo at


large scale differentiate into red blood cells in vivo. Disponível em:
< http://www.nature.com/nbt/journal/v20/n5/abs/nbt0502-467.html>.
Acessado em: 28 de julho de 2008.

24
SUBSTITUTOS ARTIFICIAIS ALTERNATIVAS ÀS
TRANSFUSÕES DE SANGUE ALOGÊNICO
CARDOSO C.B., CORDEIRO G.G., GEMELGO M.E., PORTO A.F., SHIMIBAKURO C.Y., TOLEDO R.L.V.A.,
Professores orientadores VAZ A.J., FERRABOLI R.
Universidade São Judas Tadeu
Curso de Farmácia

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO OBJETIVOS
OBJETIVOS
O sangue é um tecido vital, complexo com inúmeras funções, sendo
uma delas carrear O2 e CO2. Entretanto o sangue alógeno apresenta
Conhecer e avaliar a viabilidade
riscos de transmissão de infecções, complicações por erro humano,
por doenças pré-existentes, têm curta validade e poucos doadores. dos diversos carreadores artificiais de
Devido aos exames de triagem para detecção de infecções seu custo oxigênio no sistema cardio-vascular
torna-se alto. Por isso, foram desenvolvidas técnicas cirúrgicas
eliminando o uso de sangue alógeno e criaram-se carreadores
artificiais de oxigênio. Deste último há três tipos básicos: com
hemoglobina bovina, humana ou recombinante, e de fluorcarbonos. Em
Alguns estão em uso, outros em testes clínicos ou em projeto. Emprojeto
projetoou
oufase
fase
experimental
experimental

DE HEMOGLOBINA
DE HEMOGLOBINA m
http://www.eurobloodsubstitutes.co
Fonte:
CARREADORES ARTIFICIAIS DE
CARREADORES ARTIFICIAIS O2 A
DE O2 BASE
A BASE Arenicola marina

Dendrímero – contém
um PFC no centro
Font:e
Pages/emerging.htm
http://biomed.brown.edu/Courses/BI10
8/2006-
108websites/group09artificialblood/

Figura 1 - Hemopure (Biopure), hemoglobina bovina com ligação cruzada; Figura 2 - Hemospan (Sangart), esquema da
Porfirina – em testes pre-clinicos na inglaterra
hemoglobina humana lingada e conjugada com polietilenoglicol (em azul); Figura 3 – Polyheme (Northfield), esquema da Fonte: www.biopolymer.group.shef.ac.uk
polimerização de hemoglobina humana; Figura 4 desenho da hemoglobina encapsulada em lipossoma, Dextran-BromoR
(Dextrosang) células-tronco
Fonte: http://www.eurobloodsubstitutes.com/ biomed.brown.edu/Courses/

CONCLUSAO
CONCLUSAO

PERFLUORCARBONOS
PERFLUORCARBONOS -- PFC
PFC
As técnicas cirúrgicas planejadas sem uso de sangue parecem providenciais tendo em
vista a necessidade de se poupar sangue A hemodiluição com soluções como por
The therapeutic effects of Perftoran emulsion is determined heir by gas t
C 2O

exemplo Lactato de Ringher, otimiza a oxigenação pela redução da viscosidade


C 2O

C 2O C O2
C e l l
( t i s s u e )
P F C
O 2
sanguínea e aumento de velocidade da circulação.

transporting properties and better tissue2 delivery


O perdas withdestruição
the dejoint
E r y t h r o c y t e
C 2O
P F CO
2
Mas há ocasiões em que um carreador de O2 artificial é importante como em grandes
O
O 2
O 2
sanguíneas, hemácias por doenças hemolíticas, intoxicações,
2

neoplasias, não havendo tempo para testes de compatibilidade sanguínea,


circulation with erythrocytesdescongelamento e aquecimento a 37oC de uma bolsa de sangue para transfusão e não
se conhecem as doenças pré-existentes daquele indivíduo para saber se ode ser
A troca gasosa da-se por simples administrado sangue total ou fracionado.
difusão, pela diferença de Dentre os carreadores artificiais de O2 a base de hemoglobina, ainda há um risco
pressao +concetrado para o residual de transmissão de infecções, além dos príons de origem bovina, e a maioria
menos concentrado ocasiona hipertensão como efeito colateral. Em uso atualmente há o HemopureR (de
hemoglobina bovina), na África do Sul, e embora fabricado nos EUA, não foi aprovado
pelo FDA para uso humano ou veterinário. O PolyhemeR (de hemoglobina humana) está
sendo administrado atualmente em ambulâncias nos EUA., para choque hemorrágico, a
MOLÉCULAS DE PFC título de teste clinico de fase III, apesar do alto índice de mortalidade nos testes de fase II
Peerftoran (sangue azul) com ratos. O OxiglobinR (hemoglobina bovina) é utilizado para fins veterinários nos EUA
FLUORESCENTES AO O Perftoran 0,7 e Europa, com alguns efeitos colaterais como arritmia. Já o HemospanR, (hemoglobina
REDOR DE UMA mícrons passa por humana em pó) terminou sua fase II sem eventos sérios em relação aos pacientes-
HEMÁCIA obstruções e controle. Não provocou hipertensão como os anteriores; alem de ser estéril e poder ser
aumenta 15% a diluído em soluções substitutas de plasma não viscosas. Dos encapsulados com
oxigenação do lipossomas, o Dextran-hemoglobinR, apresentou reações imunológicas pela
plasma fragmentação do lipossoma e hipertensão devido à libertação da hemoglobina
Oxyglobin encapsulada. O HemoxímerR está ainda em testes. Na França usou-se hemoglobina de
poliquetos com sucesso, mas a viabilidade da criação das espécies em larga escala, é
С10 F18 utilização
veterinario discutível, e mesmo assim não se sabe se atenderia à demanda de 70.000 kg (20% da
nos EUA e demanda só nos EUA). O mesmo aplica-se às células tronco, que mesmo obtida uma
Europa tecnologia para produção de sangue alógeno. Ainda precisariam ser resolvidos os
www.biopure.com problemas de validade, estoque, descongelamento nas urgências, testes de
Fonte: www.perftoran.re
compatibilidade, risco de infecções.
Dos carreadores a base de fluorcarbono, com sucesso esta em uso desde 1996 na
Rússia, o PerftoranR apresenta alguns efeitos colaterais gerenciáveis, mas com diversas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS outras aplicações interessantes e benéficas.Tem 0,7 mícrons em contraste com outros
1. BERKOW, R. (Coord.) et all. Manual Merck De Medicina, 15a edição, Editora Roca, São Paulo, de em média de 18 mícrons que não foram bem sucedidos, provocando acidente
1989. vascular cerebral isquêmico. Provavelmente não conseguiram atravessar o lúmen dos
2. FERRABOLI, Hematologia Clínica. Apostila do Curso de Farmácia, Universidade São Judas capilares de 2,5 mícrons, obstruindo-os. Estão em testes clínicos os dendrímeros da
Tadeu. São Paulo, 2008. DentritechR e o PHERR, e bem sucedidos nos preliminares. Os fluorcarbonos não são
3. http:// biomed.brown.edu/ Brown University, Alpert Medical School. indicados para uso quando houver doenças pulmonares preexistentes.
4. http:// www.emedicine.com/med/topic3198.htm As Porfirinas inglesas ainda não foram testadas, mas testes demonstraram potencial
5. www. watchtower. org/ archives/index.htm carreador de O2 e CO2.
6. NOVARETTI, M.C.Z. Importância dos carreadores de oxigênio livre de células. Revista O potencial benefício destes produtos sugere e justifica a continuidade das pesquisas
Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Vol 2 nr.4, S. J. do Rio Preto Oct-dez/2007, disponível para se chegar a um produto eficaz e seguro.
em http:// www. scielo.br ISS 1516-8484.

• Facilitationof diffusion O2 and CO2;


• Support of arterio/venous ∆pO2, ∆p CO2 gas tension
difference;
• Increase of serum oxygen capacity
• The perfluorocarbons are able to get im planted into the
lipid bilayerof plasm atic mem branes and to m odify their
permeability.

25