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ARTIGO

Avaliação Inicial de Enfermagem


em Linguagem CIPE® segundo
as Necessidades Humanas Fundamentais
Nursing initial evaluation in ICNP ® language according to the basic
human needs

Cláudia Maria Antunes Rego Simões*


João Filipe Fernandes Lindo Simões**

Resumo Abstract
O presente artigo resulta de um exercício reflexivo The present paper results of a reflective exercise carried
realizado pelos autores na continuidade do trabalho through by the authors in continuity of the work
realizado em colaboração com as equipas de enfermagem conducted with the contribution of the nursing teams
dos serviços de Medicina do Hospital Infante D. Pedro, of the services of Medicine of the Hospital Infante D.
E.P.E. – Aveiro. Centra-se na área dos Sistemas de Pedro, E.P.E. - Aveiro. It is centred in the area of the
Informação e Documentação em Enfermagem, mais Systems of Information and Documentation in
propriamente na área dos registos informatizados de Nursing, more properly in the area of the informatics
Enfermagem utilizando Linguagem da Classificação registers of Nursing using Language of the International
Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®) Classification of Nursing Practice (ICNP ®) and
e seguindo as orientações teóricas do Modelo de following the theoretical orientations of the Model of
Cuidados de Virgínia Henderson. Cares of Virginia Henderson.
A preocupação inicial prendeu-se com a necessidade de The initial concern had to do with the necessity to
criar um documento de avaliação inicial de enfermagem create a document of initial evaluation of nursing of
das pessoas doentes em linguagem CIPE®, segundo as the sick people in language ICNP®, according to the
Necessidades Humanas Fundamentais, que permitisse Basic Human Needs, who later allowed being adapted
posteriormente ser adaptado ao Sistema de Apoio to the System of Support to the Nursing Practice
à Prática de Enfermagem (SAPE ®). Neste sentido, (SAPE®). In this direction, diverse reflections in the
desenvolveram-se diversas reflexões na tentativa de attempt had been developed to convert the currently
converter a nomenclatura actualmente usada na used nomenclature into the definition of the Basic
definição das Necessidades Humanas Fundamentais em Human Needs in language ICNP®.
linguagem CIPE®. Of the carried through reflections, one concluded that
Das reflexões realizadas, concluiu-se que as Necessidades the Basic Human Needs beings as Virginia Henderson
Humanas Fundamentais segundo Virgínia Henderson converted into language ICNP® would be: breath and
convertidas em linguagem CIPE® seriam: respiração circulation; self-care: to drink and to eat; elimination;
e circulação; autocuidado: beber e comer; eliminação; self-care: physical activity; self-care: behaviour sleep -
autocuidado: actividade física; autocuidado: compor- rest; self-care: clothes; self-care: hygiene/to protect the
tamento sono – repouso; autocuidado: vestuário; teguments; conscience, emotion and precaution;
autocuidado: higiene/proteger os tegumentos; communication, sensation and social interaction; belief;
consciência, emoção e precaução; comunicação, sensação papers interaction/ welfare; self-care: recreate activity;
e interacção social; crença; interacção de papéis/bem- learning.
-estar; autocuidado: actividade recreativa; aprendizagem.

Palavras-chave: Avalia ção Inicia l; Classif icação Key-words: In i ti a l e v a lu a t i on ; In t e r n a ti on a l


Internacional para a Prática de Enfermagem; classification of nursing practice; Basic human
Necessidades Humanas Fundamentais. needs.

* Licenciada em Enfermagem, Enfermeira Graduada no serviço de Medi-


cina 1 do Hospital Infante D. Pedro, E.P.E – Aveiro
**Licenciado em Enfermagem, Mestre em Supervisão, Doutorando em
Tecnologias da Saúde, Assistente do 2º Triénio na Escola Superior de Saúde Recebido para publicação em 09-08-06
da Universidade de Aveiro Aceite para publicação em 09-01-07

Revista II.ª Série - nº 4 - Jun. 2007


Introdução cuidam a pessoa, proporcionando uma aten-
ção comum para os problemas desta
Os registos de Enfermagem têm vindo a reve- (Rodrigues, 1998). Contudo, muitas vezes,
lar-se fonte de preocupações, reflexão e debate constatamos que os registos de enfermagem
nos nossos dias, pelo contexto de transforma- que são efectuados não reflectem os cuidados
ção e mudança da profissão de Enfermagem. que foram prestados às pessoas, nem tornam
O percurso evolutivo da profissão tem vindo possível planear os cuidados a prestar, não
a transportar o exercício profissional de uma servindo assim de elo de ligação, nem de meio
lógica inicial essencialmente executiva para de comunicação, quer intra quer inter equi-
uma lógica progressivamente mais conceptual, pas. Associada a esta constatação está a não
o que alarga a variedade de aspectos a docu- utilização ou a utilização deturpada, dos
mentar, quer pelo progressivo alargamento do modelos de cuidados de enfermagem
leque funcional, quer pela necessidade de não adoptados pelas instituições de saúde.
circunscrever a documentação à lógica execu- Conscientes desta problemática e da
tiva inicial (Silva, 2001). Sendo assim, consi- crucial importância dos registos de enferma-
deramos que do ponto de vista conceptual, gem para a produção de conhecimento cientí-
evolui-se da ênfase dada à produção de prova fico em Enfermagem, as instituições de saúde
documental da realização da acção, para a cri- e as equipas de enfermagem destas, têm
ação de informação de consumo de tomada de vindo a desenvolver esforços na tentativa
decisão tendo em vista a continuidade de de implementar sistemas de informação
cuidados, o que na nossa perspectiva se vem e documentação em enfermagem utilizando
reflectir sobre a estrutura da informação e, a Classificação Internacional para a Prática de
consequentemente sobre os aspectos da auto- Enfermagem (CIPE®), que facilitem os registos
nomia da Enfermagem (Ângelo et al, 1995), por parte dos profissionais de enfermagem
conduzindo a um aumento da qualidade dos e que permitam avaliar adequadamente
cuidados e contribuindo para a produção de os ganhos em saúde.
conhecimento científico em Enfermagem. Neste contexto propomo-nos, ao longo
A grande importância que a informação deste artigo, dar a conhecer o resultado das
tem para a Enfermagem é, hoje em dia, reflexões que têm sido realizadas pelos auto-
consensual na nossa comunidade profissional res, na continuidade do trabalho que desenvol-
(Jesus, 2006). Não apenas no que se refere às veram em conjunto com a equipa de
finalidades legais e éticas e quando é necessá- enfermagem dos serviços de Medicina do
rio tomar decisões clínicas, mas também no Hospital Infante D. Pedro, E.P.E. – Aveiro,
momento de optar quanto à continuidade dos no sentido de elaborar um documento de
cuidados, quanto à qualidade dos mesmos, avaliação inicial de enfermagem utilizando
quanto à gestão, à formação, à investigação, linguagem CIPE ®, consistente com as 14
e quando é necessário assumir uma posição Necessidades Humanas Fundamentais (NHF)
política. Porém, nem sempre a documentação enunciadas por Virgínia Henderson no seu
do processo de tomada de decisão clínica de Modelo de Cuidados de Enfermagem.
enfermagem se verifica fácil. A razão deste facto Na realização desta conversão optou-se por
está na natureza distinta deste nosso processo utilizar a Classificação Internacional para a Prá-
de decisão, que decorre enquanto interagimos tica de Enfermagem (CIPE/ICNP) – Beta 2
com a pessoa doente, e da respectiva forma- dado que é a sessão actualmente utilizada
lização nos registos. no Sistema de Apoio para a Prática de Enfer-
Os registos em si mesmo, propõem me- magem (SAPE®), permitindo uma aplica-
lhorar a comunicação entre todos os que ção a curto prazo. Assim, após um breve

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enquadramento teórico sobre os sistemas de Concordamos com Silva (2001, p.23)
informação e documentação em enfermagem quando este refere que “o aspecto da visibili-
e sobre a importância dos registos para a qua- dade social do exercício profissional dos enfer-
lidade dos cuidados, apresentar-se-ão os resul- meiros assume particular importância numa
tados da conversão dos dados da avaliação área como a da saúde onde se sente, cada dia
inicial segundo as NHF em linguagem CIPE®. de forma mais veemente, os esforços de
Uma breve síntese conclusiva fecha o artigo. contenção de despesas. Reduz-se no que se
entende ser dispensável, não se poupa no que
1– Os sistemas de informação e documen- é contributo relevante para os ganhos em saú-
tação em enfermagem de das populações (…)”. De acordo com o
mesmo autor os enfermeiros reconhecem a
Se como enfermeiros queremos que a nossa importância do seu contributo para a quali-
actividade profissional não seja meramente dade fornecida pelos serviços de saúde à
empírica, é necessário que justifiquemos comunidade. No entanto, o autor ainda se
todos os nossos actos que se prendem questiona se quem decide também conhece esse
directamente com a pessoa, só possível através real valor. Citando Clark (1996), Silva (2001,
do registo sistemático das nossas apreciações p.23) argumenta que “o valor da Enfermagem
e decisões fundamentadas num modelo de não é mais auto evidente, pelo que deve ser
cuidados de enfermagem sólido, credível demonstrado aos que não tendo um entendi-
e internacionalmente aceite. Salientamos mento que deriva da prática têm poder para
que a utilização de registos contribui segu- afectar ou determinar a natureza da enferma-
ramente para o planeamento, aplicação e ava- gem através de processos políticos e alocação
liação dos cuidados prestados, tornando-os de recursos”.
individualizados, contínuos e progressivos. Por Apesar de não ser o foco de atenção deste
outro lado, reforça a autonomia e a responsa- artigo, é importante referir que a visibilidade
bilidade do enfermeiro, contribuindo para social do exercício profissional dos enfermei-
a segurança, qualidade e satisfação, quer ros, e para efeitos de inclusão dessa informa-
de quem presta cuidados como de quem ção nas tomadas de posição em saúde, só
os recebe (Costa, 1994). é viável através da produção de indicadores que
Outro aspecto prende-se ainda com a são gerados a partir da informação documen-
necessidade, cada vez mais sentida, de gerir tada pelos mesmos ao nível da prestação de
bem os recursos, que vem acelerar o movimen- cuidados de enfermagem (Silva, 2001).
to da informatização na saúde. Hoje, o pri- De facto, os enfermeiros constituem o
meiro recurso a gerir é a informação e assim, maior grupo profissional da área da saúde, sen-
os Sistemas de Informação em Enfermagem do por conseguinte, o grupo que mais deci-
(SIE)1 têm sido alvo de investigação e refle- sões toma e mais actos pratica. Pela natureza
xão, para que a natureza peculiar dos cuida- e especificidade das funções que exercem,
dos de enfermagem não fique invisível nos os enfermeiros são os que mais informação
sistemas de informação do futuro. Contudo,
de acordo com Jesus (2006, p.1):”verifica-se 1
SIE
– É parte dos sistemas de informação na saúde e “refere o esforço de
que a visibilidade dos cuidados de enferma- análise, formalização e modelação dos processos de recolha e organização
gem nas estatísticas, nos indicadores e nos dos dados, e de transformação dos dados em informação e conhecimento
– promovendo decisões baseadas no conhecimento empírico e na
relatórios oficiais de saúde é, de algum modo, experiência
– tendo em vista alargar o âmbito e aumentar a qualidade da prática
reduzida, impossibilitando, portanto, a descri- profissional de enfermagem.” (Goosen, 2000, p.53). Actualmente, o
ção e a verificação do impacto dos mesmos suporte mais frequente dos SIE é o papel, no entanto, previsivelmente, no
futuro os SIE tenderão a utilizar suportes electrónicos. É do SIE que se
nos ganhos em saúde das populações.” extrai a documentação de enfermagem.

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clínica produzem, processam, utilizam e magem tem demonstrado que a sua mais-
disponibilizam nos sistemas de informação -valia nos cuidados de saúde há-de ser cada
e de documentação sobre a saúde dos cida- vez maior, à medida que vamos sendo capazes
dãos. Para que essa informação seja aceite tor- de desenvolver mais o nosso conhecimento
na-se necessário que os enfermeiros utilizem próprio, ou seja, o desenvolvimento cientí-
na prestação de cuidados uma metodologia fico da profissão. Portanto, também neste
científica, isto é, os enfermeiros ao planea- sentido, os sistemas de informação, que per-
rem os cuidados a prestar, devem-no fazer mitirão a utilização de uma linguagem uni-
de uma forma lógica e mais apropriada à formizada para a prática dos cuidados de en-
situação através da utilização dos modelos fermagem, serão um contributo essencial para
teóricos de Enfermagem e aplicação do pro- a investigação. Consequentemente, serão um
cesso de Enfermagem (Costa, 1989). contributo para o enriquecimento da disci-
Recentemente, a Ordem dos Enfermei- plina enquanto ciência, que permitirá melho-
ros assumiu que a questão dos Sistemas de ria nos cuidados aos cidadãos (Sousa, 2006).
Informação em Enfermagem é uma questão
estratégica. Neste sentido, Sousa (2006) 2 – Os registos de enfermagem
refere que: “A primeira razão é o facto de que- e a qualidade
rermos objectivamente investir em ganhos
em saúde.” Para tal, defende que é necessá- Uma política de saúde centrada na Qua-
rio o envolvimento de todos os profissionais lidade é um desafio assumido com clareza e
que para eles contribuem, com vista a iden- determinação pelo Ministério da Saúde, ao
tificar a contribuição da Enfermagem para identificar como uma estratégia prioritária o
estes ganhos em saúde; o que não será possí- “Desenvolvimento Continuado da Quali-
vel sem um sistema de informação que per- dade dos Cuidados de Saúde”, na qual se
mita garantir a identificação dos resultados reafirma que a enfermagem tem como finali-
dos cuidados de enfermagem. Acrescenta ain- dade ajudar a desenvolver as potencialidades
da que esta questão não diz apenas respeito do indivíduo, família e comunidade de
aos enfermeiros nem tão pouco a cada pro- forma a aumentar as suas capacidades na
fissional per si, mas sim à responsabilida- satisfação das suas necessidades e no desen-
de e ao mandato social da profissão no que volvimento de mecanismos de adaptação às
respeita aos cuidados de saúde. mutações da vida (Costa, 2002). A mesma
A segunda razão apontada por Sousa Instituição defende que os cuidados de
(2006) advém do facto de não nos poder- enfermagem são um conjunto organizado
mos alhear das alterações que neste momen- de acções que se dirigem a um indivíduo/
to existem em relação às orientações de ges- família/comunidade, qualquer que seja a sua
tão das instituições de saúde. O que signi- situação no continuum concepção/morte.
fica que sem um sistema que evidencie os Centram-se numa relação interpessoal, enfer-
cuidados de enfermagem, facilmente ficare- meiro /indivíduo/ família/ comunidade, que
mos alheios ao financiamento e se correrá o visa o desenvolvimento de potencialidades
risco de se confundirem cuidados de enfer- de forma a aumentar a capacidade de satisfa-
magem com actos médicos. ção das necessidades e os mecanismos de
A terceira razão pela qual a Ordem dos adaptação às mutações de vida (Costa,
Enfermeiros considera que a questão dos 2002).
sistemas de informação em enfermagem Podemos assim concluir que a qualidade
é uma questão estratégica é pelo facto de surge associada às necessidades das pessoas.
entender que a evolução histórica da Enfer- A pessoa espera dos serviços de saúde a iden-

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tificação das causas das suas doenças, o alívio Albuquerque (1990, p.265), “o plano de cui-
do sofrimento e a restituição das suas capa- dados, formalizando o processo de enferma-
cidades físicas, intelectuais e funcionais, com gem, é o tipo ideal de suporte de informação
a consequente reintegração social (Thibau- para esse fim”. Assim, devemos ter em consi-
deau, 1995). Neste sentido pensamos que a deração que a planificação de cuidados só
enfermagem ocupa um papel preponde- poderá contribuir para a avaliação de cuida-
rante pois intenta detectar as necessidades dos se se basear numa colheita de dados/ava-
da pessoa para, substituindo-a, ajudando-a liação inicial exaustiva, completa e univer-
e ensinando-a a reconduzir ao seu meio salmente aceite.
familiar, profissional e social com o máximo A avaliação inicial serve assim para
de capacidades. documentar a planificação de cuidados do
Consideramos assim, e de acordo com enfermeiro, enriquecendo, fundamentando,
Albuquerque (1990) e Carvalho, Duarte e justificando e sustentando as intervenções de
Queirós (1991), que a qualidade dos cuida- enfermagem e o estabelecimento de priori-
dos de Enfermagem garante-se, primeiro, dades, sendo que para a efectuar, o enfer-
com a idoneidade científica e técnica dos pro- meiro terá que realizar uma avaliação da pes-
fissionais que executam as acções orientadas soa mas também uma pesquisa de todos os
para a restituição da saúde ou para evitar que recursos ao seu dispor incluindo a família
esta se deteriore, e segundo, com a capacida- (Rodrigues, 1998). Esta avaliação inicial terá
de tecnológica da instituição que proporcio- que ser realizada à luz de um Modelo
na as condições para resolver necessidades conceptual de Enfermagem para se integrar
mais ou menos complexas. O que se vai ga- numa filosofia comum do Processo de
rantir é a prestação de intervenções relevan- Enfermagem e não surgir descontextualizada
tes e eficazes, no campo da saúde, que este- da linha orientadora da prestação de cuida-
jam de acordo com os padrões de qualidade. dos de enfermagem de uma dada institui-
O enfermeiro, como membro da equipa de ção. Neste sentido, e enquadrado na con-
saúde é co-responsável na qualidade de aten- jectura actual em que se preconiza a melhoria
dimento que é dispensado às populações, mas contínua do atendimento das pessoas que
ao mesmo tempo, a enfermagem como recorrem aos serviços de saúde, assim como
grupo profissional autónomo, deve avaliar a mudança na Administração Pública
com critérios profissionais objectivos a qua- criando sistemas mais céleres e eficazes,
lidade dos seus cuidados, a eficácia e eficiên- surge a necessidade de reformulação do Sis-
cia dos mesmos, bem como, os seus possí- tema de Registo das Instituições Hospitala-
veis efeitos sobre a população, obrigando-se res e nomeadamente os de Enfermagem, uti-
desta forma a assumir a sua própria respon- lizando para tal as tecnologias informáticas
sabilidade (Oliveira, 1998). da comunicação.
Sabendo que o exercício da enfermagem Mas aquando destas reformulações e
é um processo de interacção entre enfermei- nomeadamente na utilização do Sistema de
ros e pessoas no qual o enfermeiro identifica Apoio para a Prática de Enfermagem (SAPE®)
as necessidades da pessoa, define objectivos, utilizando linguagem CIPE®, deparamo-nos
selecciona uma estratégia de acção e avalia os com diversas dificuldades na adequação do
resultados, este processo de garantia de sistema ao Modelo de cuidados adoptado
qualidade de cuidados de enfermagem só pela instituição, pelo que sentimos necessi-
poderá considerar-se instituído com a dade em tentar adequar a terminologia
implementação plena de planos de cuidados usualmente utilizada a esta nova Classifi-
(Ângelo et al, 1995). De acordo com cação.

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3 – Avaliação inicial de enfermagem em No presente artigo, e de acordo com
linguagem CIPE ® Phaneuf (2001), entendemos avaliação ini-
cial como um processo organizado e siste-
Como foi referido anteriormente, nesta mático de busca e recolha de informação feita
parte sintetizam-se os resultados das refle- a partir de diversas fontes a fim de descobrir
xões que foram realizadas pelos autores, em as alterações na satisfação das diferentes ne-
continuação do trabalho que desenvolveram cessidades da pessoa, de identificar assim os
em conjunto com outros colegas dos Servi- seus problemas, de conhecer os seus recur-
ços de Medicina do Hospital Infante D. Pedro sos pessoais e de planificar intervenções de
E.P.E. – Aveiro. Na conversão das NHF em enfermagem susceptíveis de a ajudar. Ainda
linguagem CIPE® foi utilizada a sessão Beta de acordo com a mesma autora, tem como
2 dado que é a sessão actualmente utilizada objectivos a identificação de expectativas e
no SAPE® e noutros sistemas de informação, necessidades mais imediatas da pessoa, iden-
permitindo uma aplicação a curto prazo desta tificação das suas reacções face ao seu
conversão. problema de saúde, determinação de modi-
Neste contexto considerámos Necessi- ficações do estado de saúde da pessoa, des-
dade Humana Fundamental como sendo coberta de factores de risco que podem cons-
uma necessidade vital que a pessoa deve tituir uma ameaça para ela, conhecimento
satisfazer a fim de conservar o seu equilíbrio de hábitos de vida e recolha de informação
físico, psicológico, social ou espiritual e de que permita elaborar diagnósticos de enfer-
assegurar o seu desenvolvimento (Phaneuf, magem.
2001). No registo da informação recolhida in-
A informação foi organizada em diversos cluiu-se o item Não se aplica. Este item surge
quadros, seguindo as NHF enunciadas por no âmbito do processo de acreditação da
Virgínia Henderson, para melhor com- qualidade e o seu preenchimento deve ser
preensão da conversão em Linguagem CIPE®. realizado ao fim de 24h quando não se conse-
De referir que toda a terminologia utilizada guir obter a informação relativa a esse item,
nos quadros está em linguagem CIPE®. pelo enfermeiro responsável pela pessoa ou
Durante a conversão em linguagem sempre que a situação não se aplique à pessoa
CIPE® houve necessidade de por vezes utili- (ex. quando a pessoa não ingere bebidas
zar mais que um termo da linguagem classi- alcoólicas atribui-se este item aos hábitos
ficada para denominar as NHF. Os registos alcoólicos).
de todos os sinais vitais não são incluídos De seguida passamos a apresentar a ava-
nos quadros que se seguem para não existir liação inicial em linguagem CIPE® por NHF,
duplicação de registos uma vez que são correspondendo cada quadro a uma NHF
registados separadamente. segundo o Modelo de Virgínia Henderson.

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Como podemos observar no Quadro 1 de bebidas durante as refeições e regular-
convertemos a NHF de respirar em lingua- mente ao longo do dia ou quando se tem
gem CIPE®: respiração e circulação. De acor- sede, beber por uma chávena ou copo ou
do com o ICNP (2005): deitar os líquidos na boca utilizando os lá-
Respiração é um tipo de Função com as bios, músculos e língua, beber até saciar a
características específicas: processo contínuo sede. (p.56)
de troca molecular de oxigénio e dióxido de Autocuidado comer é um tipo de
carbono dos pulmões para oxidação celu- Autocuidado com as características especí-
lar, regulada pelos centros cerebrais da res- ficas: encarregar-se de organizar a
piração, receptores brônquicos e aórticos bem ingestão de alimentos sob forma de
como por um mecanismo de difusão. (p.17) refeições saudáveis, cortar e partir os
Circulação é um tipo de Função com as alimentos em bocados manejáveis, levar a
características específicas: movimento do comida à boca, metê-la na boca utilizan-
sangue através do sistema cardiovascular do os lábios, músculos e língua e alimen-
como o coração e os vasos sanguíneos cen- tando-se até ficar satisfeito. (p.56)
trais e periféricos. (p.18)
Pela análise do Quadro 3 podemos veri-
De acordo com o Quadro 2 converte- ficar que convertemos a NHF de eliminar
mos a NHF de beber e comer em linguagem em linguagem CIPE®: eliminação. O ICNP
CIPE®: autocuidado: beber e comer. Segun- (2005) define-a como:
do o ICNP (2005): Eliminação é um tipo de Função com as
Autocuidado beber é um tipo de características específicas: movimento e eva-
Autocuidado com as características especí- cuação de resíduos sob forma de excreção.
ficas: encarregar-se de organizar a ingestão (p.25)

Quadro 1 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE RESPIRAR”

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Quadro 2 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE RESPIRAR”

Quadro 3 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE ELIMINAR”

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No Quadro 4 podemos verificar que con- Ao analisar o Quadro 5 podemos obser-
vertemos a NHF de se mover e de manter uma var que convertemos a NHF de dormir e re-
boa postura em linguagem CIPE ® : pousar em linguagem CIPE®: autocuidado:
autocuidado: actividade física. Segundo o comportamento sono – repouso. De acor-
ICNP (2005): do com o ICNP (2005):
Autocuidado actividade física é um tipo Autocuidado comportamento sono – repouso
de Autocuidado com as características es- é um tipo de Autocuidado com as caracte-
pecíficas: encarregar-se dos comportamen- rísticas específicas: assumir as necessidades
tos de actividade física, assegurar local e de um sono reparador, arranjar local e opor-
oportunidade para praticar exercício na tunidade para dormir, organizar as horas
vida diária. (p.56) de sono e repouso. (p.56)

Quadro 4 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE SE MOVER


E DE MANTER UMA BOA POSTURA”

Quadro 5 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE DORMIR


E REPOUSAR”

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Pela análise do Quadro 6 podemos veri- Ao analisarmos o Quadro 7 podemos
ficar que convertemos a NHF de vestir-se e verificar que convertemos a NHF de manter
despir-se em linguagem C IPE ®: autocui- a temperatura do corpo nos limites do nor-
dado: vestuário. O ICNP (2005) define-o mal em linguagem CIPE®: temperatura cor-
como: poral. Segundo o ICNP (2005):
Autocuidado vestuário é um tipo de Temperatura Corporal é um tipo de
Autocuidado com as características especí- Função com as características específicas:
ficas: encarregar-se de vestir e despir as rou- calor corporal relacionado com o metabo-
pas e sapatos de acordo com a situação e o lismo do corpo mantido a um nível cons-
clima, tendo em conta as convenções e tante com uma ligeira subida na tempe
códigos normais do vestir, vestir e despir a ratura corporal durante o período diurno
roupa pela ordem adequada, apertá-la con- em comparação com a temperatura
venientemente. (p.55) corporal durante o sono e em repouso. (p.19)

Quadro 6 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE VESTIR-SE


E DESPIR-SE”

Quadro 7 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE MANTER


A TEMPERATURA DO CORPO NOS LIMITES DO NORMAL”

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Da análise do Quadro 8 podemos consta- da superfície corporal (pele, epiderme,
tar que convertemos a NHF de estar limpo e mucosas, tecido conjuntivo e derme,
cuidado, e proteger os seus tegumentos em lin- incluindo glândulas sudoríparas e sebáce-
guagem CIPE®: autocuidado: higiene/ pro- as, cabelo e unhas), tendo como funções:
teger os tegumentos. De acordo com o ICNP a manutenção da temperatura corporal,
(2005): a protecção dos tecidos subjacentes da
Autocuidado Higiene é um tipo de abrasão física, a invasão bacteriana, a de-
Autocuidado com as características espe- sidratação e a radiação ultravioleta;
cíficas: encarregar-se de manter um padrão o arrefecimento do corpo quando a tempe-
contínuo de higiene, conservando o ratura sobe; a detecção, através dos órgãos
corpo limpo e bem arranjado, sem odor sensoriais, de estímulos relacionados
corporal, lavando regularmente as mãos, com a temperatura, tacto, pressão
limpando as orelhas, nariz e zona perineal e dor; a eliminação, pela respiração,
e mantendo a hidratação da pele, de acor- de água, sais e compostos orgânicos
do com os princípios de preservação e ma- através dos órgão excretores; a secreção do
nutenção da higiene. (p.55) suor e do sebo; a síntese da vitamina D
Tegumento é um tipo de Função com as e a activação dos componentes do sistema
características específicas: revestimento imunitário. (p.27)

Quadro 8 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE ESTAR LIMPO


E CUIDADO, E PROTEGER OS SEUS TEGUMENTOS”

Quadro 9 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE EVITAR


OS PERIGOS”

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Ao analisarmos o Quadro 9 podemos ve- Pela observação do Quadro 10 verifica-
rificar que convertemos a NHF de evitar os mos que convertemos a NHF de comunicar
perigos em linguagem CIPE®: consciência, com os seus semelhantes em linguagem CIPE®:
emoção e precaução. Segundo o ICNP comunicação, sensação e interacção social.
(2005): De acordo com o ICNP (2005):
Consciência é um tipo de sensação com as Comunicação é um tipo de Acção Inter-
características específicas: capacidade de o dependente com as características específi-
pensamento responder a impressões cas: acções de dar ou trocar informações,
e que resulta de uma combinação dos mensagens, sentimentos ou pensamentos
sentidos em ordem a manter o pensamento entre pessoas e grupos de pessoas, usando
alerta, acordado e sensível ao ambiente comportamentos verbais e não verbais, con-
exterior. (p.40) versação face a face ou medidas de comuni-
Emoção é um tipo de Autoconhecimento com cação remota como o correio, correio
as características específicas: disposições para electrónico e telefone. (p.64)
reter ou abandonar acções tendo em conta Sensação é um tipo de Função com as
sentimentos de consciência do prazer ou características específicas: sentimento
da dor; os sentimentos são conscientes ou subjectivo do estado ou condição do corpo
inconscientes, expressos ou não expressos; que resulta da estimulação de um receptor
os sentimentos básicos aumentam habi- sensorial, da transmissão do impulso ner-
tualmente em períodos de grande stress, voso ao cérebro ao longo de uma fibra ner-
perturbação mental ou doença, e durante vosa aferente e do sentimento do estado
várias fases de transição da vida. mental, que pode ou não resultar numa
(p.46) resposta ao estímulo externo. (p.36)
Precaução é um tipo de Comportamento de Interacção Social é um tipo de Acção
Adesão com as características específicas: Interdependente com as características
proteger-se ou manter-se a salvo de alguma específicas: acções de intercâmbio social
coisa. (p.57) proteger-se ou manter-se a mútuo, participação e trocas sociais
salvo de alguma coisa. (p.57) entre indivíduos e grupos. (p.60)

Quadro 10 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE COMUNICAR


COM OS SEUS SEMELHANTES”

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Podemos constatar pela análise do Interacção de Papéis é um tipo de Acção
Quadro 11 que convertemos a NHF de agir Interdependente com as características
segundo as suas crenças e os seus valores em específicas: interagir de acordo com um con-
linguagem CIPE®: crença. O ICNP (2005) junto implícito ou explícito de expectativas,
define-a como: papéis e normas de comportamentos espe-
Crença é um tipo de Autoconhecimento com rados pelos outros. (p.63)
as características específicas: disposições para Bem-estar é um tipo de Autoconhecimento
reter e abandonar acções tendo em conta as com as características específicas: imagem
próprias opiniões. (p.53) mental de estar bem, equilibrado, con-
tente, bem integrado e confortável por
Ao analisar o Quadro 12 podemos orgulho ou alegria e que se expressa habi-
observar que convertemos a NHF de tualmente demonstrando relaxamento de
ocupar-se com vista a realizar-se em lingua- si próprio e abertura às outras pessoas ou
gem CIPE®: Interacção de papéis/ Bem- satisfação com independência. (p.43)
-estar. Segundo o ICNP (2005):

Quadro 11 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE AGIR


SEGUNDO AS SUAS CRENÇAS E OS SEUS VALORES”

Quadro 12 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE OCUPAR-SE


COM VISTA A REALIZAR-SE”

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Ao analisarmos o Quadro 13 podemos 4 – Síntese Conclusiva
verificar que convertemos a NHF de se diver-
tir em linguagem CIPE ®: autocuidado: Nunca como agora se enfatizou tanto a
actividade recreativa. De acordo com o ICNP grande importância da representação formal
(2005): da realidade – no nosso caso, da Enfermagem
Autocuidado actividade recreativa é um tipo – nos sistemas de informação e de documen-
de Autocuidado com as características tação. Actualmente, requerem-se sistemas de
específicas: encarregar-se de procurar registos, sobretudo electrónicos, que permitam
actividades com o objectivo de se entreter, a utilização da informação recolhida no lugar
divertir, estimular e relaxar. (p.56) da prestação de cuidados, para as diferentes
finalidades. Como sabemos, não obstante
Podemos verificar ao analisarmos o Qua- a Enfermagem ser considerada, hoje em dia,
dro 14 que convertemos a NHF de aprender uma profissão e disciplina científica, a con-
em linguagem CIPE®: aprendizagem. Segun- solidação e a manutenção da mesma requer
do o ICNP (2005): uma permanente actualização daquilo que
Aprendizagem é um tipo de Autoconheci- se passa na realidade clínica quotidiana, para
mento com as características específicas: pro- que a mesma se mantenha útil à sociedade,
cesso de adquirir conhecimentos ou compe- cujas necessidades estão em permanente
tências por meio de estudo sistemático, transformação.
instrução, prática, treino ou experiência. O enfermeiro só pode ter uma actuação
(p.46) fundamentada cientificamente e não rotineira

Quadro 13 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE SE DIVERTIR”

Quadro 14 – Avaliação inicial em linguagem CIPE® da “NHF DE APRENDER”

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se tiver por base dados exactos, concretos, Bibliografia
organizados e registados. Ao indicar os
problemas da pessoa, a actuação tida em ALBUQUERQUE, M. T. C. (1990) - Avaliação da quali-
dade em cuidados de enfermagem. Servir. Vol. 37, nº 5,
relação a eles e os resultados obtidos nessa p. 261-265.
actuação, pretendemos dar continuidade às ANGELO, M. [et al.] (1995) - Do empirismo à ciência: a
intervenções de Enfermagem e possibilitar evolução do conhecimento de enfermagem. Revista da
Escola de Enfermagem USP. Vol. 29, nº 3, p. 44-53.
que os cuidados sejam adequados, atempados
BRUGES, M. L. ; BETTENCOURT, M. ; DELGADO, R.
e o mais eficazes possível, assim como con- (1994) - Cuidar bem, sem registar? Servir. Vol. 42, nº 3,
tribuir para a produção de conhecimento p. 140-144.

científico em enfermagem. CARVALHO, A. ; DUARTE, F. ; QUEIRÓS, P. (1991) -


Qualidade dos cuidados de enfermagem. Coimbra : Sin-
Salientamos que a utilização da avalia- dicato dos Enfermeiros Portugueses.
ção inicial de enfermagem contribui segura- CONSELHO INTERNACIONAL DE ENFERMEIRAS
mente para o planeamento, aplicação e ava- (2005) - Classificação internacional para a prática de
enfermagem (CIPE/ICNP): versão Beta 2. 3ª ed. Lisboa:
liação dos cuidados prestados, tornando-os Associação Portuguesa de Enfermeiros.
individualizados, contínuos e progressivos. COSTA, D. G. (1994) - Registos de enfermagem. Divul-
Por outro lado reforça a autonomia e a res- gação. Nº 31, p. 15-17.
ponsabilidade do enfermeiro, contribuindo COSTA, N. (2002) - Notas de campo da disciplina de
avaliação do mestrado em supervisão. Aveiro : Universi-
para a segurança, qualidade e satisfação de dade de Aveiro. Departamento de Didáctica e Tecnologia
quem presta cuidados e de quem os recebe. Educativa.
É notória a importância da afirmação do COSTA, N. V. (1989) - A Caminho da autonomia.
Nursing. Lisboa. Ano 2, nº 18, p. 32.
enfermeiro como prestador de cuidados
GOOSEN, W. (2000) - Nursing informatics research.
autónomos, sendo relevante a avaliação ini- Nurse Researcher. Vol. 8, nº 2.
cial de enfermagem segundo um Modelo de JESUS, E. (2005) - Entrevista ao Enf. Élvio Jesus. Revista
cuidados de Enfermagem, para a continui- do Diário de Notícias da Madeira [Em linha]. 25 Set.
2005. [Consult. Ago. 2006]. Disponível em
dade dos cuidados, pela avaliação que pro- WWW:<URL:http:// www.ordemenfermeiros.pt>.
porciona da evolução do estado da pessoa, OLIVEIRA, I. B. (1998) - Melhoria contínua nas orga-
como também da eficácia dos cuidados pres- nizações de prestação de cuidados de saúde. Lisboa :
Centro de Estudos de Management.
tados.
A finalizar, refere-se que ao longo do pre- PHANEUF, M. (2001) – Planificação de cuidados: um
sistema integrado e personalizado. Coimbra: Quarteto
sente artigo, reflectimos e deixámos algumas Editora.
pistas sobre a conversão das NHF em lin- RODRIGUES, M. A. (1998) - Das fontes de informação ao
guagem CIPE®, reflectindo sobre os princí- discurso científico. Referência. Nº 0, p. 41-48.

pios científicos a ter em consideração e pro- SILVA, A. A. P. (2001) – Sistemas de informação em


enfermagem: uma teoria explicativa da mudança. Porto :
curando transmitir o percurso realizado e as Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar. Tese de
opções tomadas. Assim, foram abordadas doutoramento.

algumas recomendações que nos pareceram SOUSA, M. A. (2006) - Prelecção na apresentação do ma-
nual CIPE. Revista da Ordem dos Enfermeiros. Nº 21,
pertinentes e foram criadas algumas linhas p. 10-12.
orientadoras para a avaliação inicial de THIBAUDEAU, M. F. (1995) - A qualidade dos cuidados
enfermagem segundo as NHF em linguagem de saúde: uma necessidade. Enfermagem em Foco. Ano 4,
nº 15, p. 14-16.
CIPE ®. Parece-nos que esta abordagem é
importante no contexto actual e que poderá
trazer subsídios importantes para posterio-
res reflexões nesta área.

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