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Norma Regulamentadora:

As Normas Regulamentadoras, também conhecidas como NRs, regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil. São as Normas Regulamentadoras do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), relativas à Segurança e Medicina do Trabalho, foram aprovadas pela Portaria N.° 3.214, 08 de junho de 1978 nos loc. São de observância obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela (CLT).

NR 26

O que é a NR 26:

Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, advertir riscos e identificar canalizações empregadas nas indústrias na condução de líquidos e gases.

Aplicabilidade:

Em todo tipo de empresa que necessite identificar riscos, delimitar área e principalmente nas indústrias.

Principais pontos da NR:

As cores deverão ser usadas de forma reduzida sendo que cada uma delas tem sua finalidade.

As cores sempre que necessário serão acompanhadas de sinais convencionais ou identificação por palavras. (126.002-2/I2)

Vermelho (126.003-0 / I2)

Distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.

Na indústria não deverá ser utilizado para identificar perigo devido sua pouca visibilidade em comparação ao amarelo e alaranjado.

-caixa de alarme de incêndio;

  • - hidrantes;

  • - bombas de incêndio;

  • - sirenes de alarme de incêndio;

  • - caixas com cobertores para abafar chamas;

  • - extintores e sua localização;

  • - indicações de extintores (visível à distância, dentro da área de uso do extintor);

  • - localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte, moldura da caixa ou nicho);

  • - baldes de areia ou água, para extinção de incêndio;

  • - tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água;

  • - transporte com equipamentos de combate a incêndio;

  • - portas de saídas de emergência;

  • - rede de água para incêndio (sprinklers);

  • - mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).

A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo:

  • - nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias;

  • - em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.

Amarelo (126.004-9 / I2)

Deve ser utilizado para empregar o “Cuidado”. Em Industrias é utilizado para identificar canalizações com gases não liquefeitos.

Partes baixas de escadas portáteis;

  • - corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco;

  • - espelhos de degraus de escadas;

  • - bordas desguarnecidos de aberturas no solo (poços, entradas subterrâneas, etc.) e de plataformas que não possam ter corrimões;

  • - bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente;

  • - faixas no piso da entrada de elevadores e plataformas de carregamento;

  • - meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção;

  • - paredes de fundo de corredores sem saída;

  • - vigas colocadas a baixa altura;

  • - cabines, caçambas e gatos de pontes rolantes, guindastes, escavadeiras, etc.;

  • - equipamentos de transporte e manipulação de material, tais como empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques, etc.;

  • - fundos de letreiros e avisos de advertência;

  • - pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes de estruturas e equipamentos em que se possa esbarrar;

  • - cavaletes, porteiras e lanças de cancelas;

  • - bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto);

  • - comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco;

  • - pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras pretas.

Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.

Branco (126.005-7 / I2)

Empregado em:

O branco será empregado em:

avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência. caixas contendo máscaras contra gases; -
avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.
caixas contendo máscaras contra gases;
-
caixas de equipamento de socorro de urgência;
-
canalizações de água;
-
Empregado para identificar:
Caracteriza “Segurança”
Verde (126.008-1 / I2)
-
-
em
manutenção;
equipamento
qualquer
de
acidental
contra
porta de entrada de salas de curativos de urgência;
mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).
-
dispositivos de segurança;
-
emblemas de segurança;
-
localização de EPI; caixas contendo EPI;
-
movimento
-
quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc.;
-
fontes lavadoras de olhos;
-
macas;
-
chuveiros de segurança;
-
de
inflamáveis
Identifica
canalizações
Preto (126.006-5 / I2)
zonas de segurança.
-
áreas destinadas à armazenagem;
-
combustíveis
áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros
equipamentos de emergência;
localização de bebedouros;
-
localização e coletores de resíduos;
-
direção e circulação, por meio de sinais;
-
passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura);
Indica “Cuidado” ficando seu uso limitado a avisos contra o uso e movimentação de
equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço.
prevenção
-
comprimido;
ar
de
-canalizações
-barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando, de
partida, ou fontes de energia dos equipamentos.
Empregado em:
-
Azul (126.007-3 / I2)
lubrificante.
óleo
Ex:
alta
viscosidade.
de
e

Laranja (126.009-0 / I2)

Empregado para identificar:

  • - canalizações contendo ácidos;

  • - partes móveis de máquinas e equipamentos;

  • - partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas;

  • - faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos;

  • - faces externas de polias e engrenagens;

  • - botões de arranque de segurança;

  • - dispositivos de corte, borda de serras, prensas.

Púrpura (126.010-3 / I2)

Identificação de perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.

Empregado em:

  • - portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade;

  • - onde

enterrados

tenham

locais

sido

materiais

e

equipamentos

 

contaminados;

  • - de

radioativos

recipientes

materiais

ou

refugos

de

materiais

de

e

equipamentos

contaminados;

  • - sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.

Lilás (126.011-1 / I2)

Utilizado para identificar canalizações que contenham álcalis ou lubrificantes (Refinaria de Petróleo).

Cinza (126.012-0 / I2)

Cinza

claro

-

deverá

ser

usado

para

identificar

canalizações

em

vácuo;

Cinza escuro - deverá ser usado para identificar eletro dutos.

Alumínio (126.013-8 / I2)

Utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex. óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, etc.)

Marrom (126.014-6 / I2)

O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar qualquer fluído não identificável pelas demais cores.

Rotulação dos produtos

Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas, redigidas em termos simples e de fácil compreensão. (126.026-0 / I3)

Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: (126.029-4 / I3)

  • - nome técnico do produto;

  • - palavra de advertência, designando o grau de risco;

  • - indicações de risco;

  • - medidas preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas;

  • - primeiros socorros;

  • - informações para médicos, em casos de acidentes;

  • - instruções especiais em caso de fogo, derrame ou vazamento, quando for o caso.

NR 17

O que é a NR 17:

Norma que estabelece parâmetros para condições de trabalho proporcionando conforto, segurança e desempenho eficiente.

Aplicabilidade:

Esta Norma aplica-se para todas as Empresas porém é focada aos empregadores que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de auto-serviço e checkout, como supermercados, hipermercados e comércio atacadista, para empresas que trabalham com transporte de cargas e descarga de materiais e empresas que mantêm serviços de teleatendimento e telemarketing.

Principais Pontos da NR:

Levantamento, transporte e descarga individual de materiais.

Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador, cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança. É questão apenas de se dar ao trabalho de compilar os dados referentes à morbidade dos trabalhadores que comprovem o acometimento a sua saúde: lombalgias, hérnias de disco, qualquer comprometimento da coluna vertebral causado por superes forço.

Mobiliário dos postos de trabalho

O mobiliário deve ser concebido com regulagens que permitam ao trabalhador adaptá-lo às suas características antropométricas (altura, peso, comprimento das pernas etc.). Deve permitir também a alternância de posturas (sentado, em pé etc.), pois não existe nenhuma postura fixa que seja confortável.

Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.

Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito de pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:

  • a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade,

com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;

  • b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;

  • c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação

adequados dos segmentos corporais.

Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem ser adequados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.

“Adequados à natureza do trabalho” significa que os equipamentos devem facilitar a execução da tarefa específica. O martelo é o equipamento mais adequado à natureza do trabalho de pregar. Uma cadeira pode ser confortável para assistir televisão, mas ser bastante inconveniente a uma secretária que deve ter acesso alternadamente ao arquivo, ao microcomputador e ao telefone para realizar sua tarefa. Logo, a cadeira deve ser adequada à natureza do trabalho da secretária: ter rodízios, encosto, ser estofada, permitir regulagens, ter apoio para os braços etc. Não há uma cadeira “ergonômica” para todo e qualquer tipo de tarefa.

Condições Ambientais

Condição Acústica - Os níveis de ruído devem ser entendidos aqui não como aqueles passíveis de provocar lesões ao aparelho auditivo, mas como a perturbação que podem causar ao bom desempenho da tarefa. Muitas vezes, equipamentos ruidosos são colocados em ambientes onde são necessariamente obrigatórios. Apenas isolando as impressoras em locais outros que não as salas de digitação, temos conseguido melhorar as condições acústicas destes ambientes.

Condição Térmica - A NR 17 faz uma menção especial aos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes. Isto porque nestes ambientes preponderavam baixas temperaturas, correntes de ar e baixa umidade relativa, condições exigidas para o bom funcionamento de computadores. Ora, a NR 15, no seu Anexo n° 3, faz referência a limites de tolerância para exposição ao calor, não sendo um bom guia quando o que se procura é conforto.

Condições de iluminação - A NR 17 remete à Norma Brasileira (NBR 5413), que trata apenas das iluminâncias recomendadas nos ambientes de trabalho. O iluminamento adequado não depende só da quantidade de luz que incide no plano de trabalho. Depende também da refletância dos materiais, das dimensões do detalhe a ser observado ou detectado, do contraste com o fundo etc. Ater-se apenas aos valores preconizados nas tabelas sem levar em conta as exigências da tarefa pode levar a projetos de iluminamento totalmente ineficazes. A situação mais desejada seria aquela em que, além do iluminamento geral, o trabalhador dispusesse de fontes luminosas individuais nas quais pudesse regular a intensidade.

Organização do trabalho

“Organizar, no sentido comum, é colocar uma certa ordem num conjunto de recursos diversos para fazer deles um instrumento ou uma ferramenta a serviço de uma vontade que busca a realização de um projeto. Em toda organização aparecem conjuntamente os problemas de cooperação e hierarquia.

As Normas de Produção

São todas as normas que o trabalhador deve seguir para realizar a tarefa. Aqui se incluem desde o horário de trabalho até a qualidade desejada do produto (um erro acarreta conseqüências graves), passando pela utilização obrigatória do mobiliário e dos equipamentos disponíveis.

Mas nem sempre tudo é previsto. Mesmo as normas de qualidade podem não ser claras, assim como os meios de atingi-las, fato que leva o trabalhador a um estado constante de incerteza. Este estado pode ser agravado quando as exigências de qualidade se somam àquelas de quantidade.

O Modo Operatório

É o modo como as atividades ou operações devem ser executadas para se distinguir o resultado final desejado. Ele pode ser prescrito (ditado pela empresa) ou real (o modo particular adotado pelo trabalhador para fazer face às variações dos instrumentos, da matéria-prima, do seu próprio corpo e das suas motivações). Uma análise ergonômica coloca em evidência os vários modos operatórios possíveis (prescritos e reais), legitimando os mais confortáveis, e propondo mudanças nos meios e equipamentos que possam melhorar o conforto e a segurança. Ou seja, aumentar os graus de liberdade na realização da tarefa. Aumentar os graus de liberdade na realização da tarefa significa permitir que haja vários modos operatórios possíveis e que possam ser adotados em situações diferentes (inclusive aquelas resultantes de variações do estado corporal interno). Por exemplo, ter a possibilidade de executar a tarefa em pé quando já se cansou de ficar sentado (o grifo é nosso).

A Exigência de Tempo

Expressa o quanto deve ser produzido em um determinado tempo, sob imposição. Uma expressão equivalente seria “a pressão do tempo” (o grifo é nosso). A capacidade produtiva (rendimento) de um mesmo indivíduo pode variar ao longo do tempo (ao longo de um mesmo dia, semana, mês, ano e ao longo dos anos = (variação intra- individual), assim como variar entre um indivíduo e outro (variação interindividual). Limites mínimos fixados pela empresa podem superar a capacidade de um ou vários trabalhadores colocando em risco sua saúde.

A Determinação do Conteúdo de Tempo

É o que faz o trabalhador em determinado tempo. Quanto tempo olha, quanto tempo leva para verificar erros ou tomar decisões. A Organização Científica do Trabalho procura também determinar rigidamente o modo de emprego do tempo. A análise pode revelar quanto tempo se leva na execução de atividades não-prescritas, mas importantes na realização da tarefa e que podem ser desconhecidas das próprias gerências. Tal é o caso dos numerosos incidentes que podem ocorrer durante uma jornada, que demandam um certo tempo para sua resolução e que são levados em conta quando se faz o cálculo dos tempos e movimentos.

O Ritmo de Trabalho

Aqui devemos fazer uma distinção entre o ritmo e a cadência. A cadência têm um aspecto quantitativo, o ritmo qualitativo. A cadência refere-se à velocidade dos movimentos que se repetem em uma dada unidade de tempo. O ritmo é a maneira como as cadências são ajustadas ou arranjadas: livre (pelo indivíduo) ou imposto (linha de montagem) (TEIGER,

1985).

O ritmo de trabalho pode ser imposto pela máquina (no caso de uma linha de montagem, com operações que devem, às vezes, ser executadas em menos de um minuto), ou ser gerenciado pelo trabalhador ao longo de um dia, mas que deve ter uma produção xis no final dele, ou pode ser influenciado pelo modo de remuneração (salário baseado no número de toques ou peças produzidas) que é teoricamente um ritmo livre, mas que induz o trabalhador a uma auto-aceleração que não mais respeita sua percepção de fadiga. Há trabalhos que devem ser necessariamente executados em tempo previamente determinado (os cheques devem ser compensados até as seis horas, por exemplo), o que por si só constitui uma pressão temporal com sobrecarga de trabalho em determinados horários.

O Conteúdo das Tarefas

O conteúdo das tarefas determina o modo como o trabalhador percebe seu trabalho: monótono ou estimulante. Pode ser estimulante se envolve uma certa criatividade, se há uma certa variedade de atividades e se elas solicitam o interesse do trabalhador.

Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte:

a) todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores; b) devem ser incluídas pausas para descanso; É outra queixa constante de que apenas o trabalho com entrada eletrônica de dados foi contemplado com as pausas quantificadas. Geralmente nos outros setores produtivos tenta-se implantar o mesmo sistema de pausas. Isto tem que ser visto com muito cuidado, pois cada tarefa tem a sua particularidade. Nas linhas de montagem, por exemplo, a queixa mais comum é que o tempo alocado à realização da tarefa é muito reduzido e quando há incidentes o trabalhador só consegue realizá-la com grande esforço e agilidade. Isto faz com que ele esteja sempre ansioso com a possibilidade de não conseguir realizar bem a tarefa. Nesse caso, seria muito mais útil um aumento no tempo do ciclo destinado à tarefa que uma pausa de dez minutos a cada cinqüenta minutos trabalhados. Outro exemplo: fechar um caixa de supermercado é tarefa complicada, pois há uma fila de espera em frente ao caixa, deve-se chamar um fiscal de caixa etc. Não pode haver um substituto do caixa na sua ausência por causa do manuseio do dinheiro. Colocar um substituto implica em fazer acerto de caixa. Daí ser impraticável uma pausa a cada cinqüenta minutos trabalhados. Diante de tantas medidas a serem tomadas, prefere-se pausas maiores e menos freqüentes.

Limites de uma norma

A NR 17, como todas as normas, não consegue oferecer soluções para todas as situações encontradas na prática. Deve-se vê-la apenas como uma referência. A solução dos problemas só é possível pelo esforço conjunto de todos os interessados.

NR -17- Anexo I Trabalho dos Operadores de Checkout

Objetivo e campo de Aplicação:

Esta Norma objetiva estabelecer parâmetros e diretrizes mínimas para adequação das condições de trabalho dos operadores de checkout, visando à prevenção dos problemas de saúde e segurança relacionados ao trabalho.

Esta Norma aplica-se aos empregadores que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de auto-serviço e checkout, como supermercados, hipermercados e comércio atacadista.

Pontos Principais da NR:

O posto de trabalho:

Em relação ao mobiliário do checkout e às suas dimensões, incluindo distâncias e alturas, no posto de trabalho deve-se:

a)

atender às características antropométricas de 90% dos trabalhadores, respeitando os

alcances

dos

membros

e

da

visão,

ou seja,

compatibilizando as áreas

de visão

com

a

manipulação;

 

b)

assegurar a postura para o trabalho na posição sentada e em pé, e as posições confortáveis

dos membros superiores e inferiores, nessas duas situações;

 

c)

respeitar os ângulos limites e trajetórias naturais dos movimentos, durante a execução das

tarefas, evitando a flexão e a torção do tronco;

 

d)

garantir um espaço adequado para livre movimentação do operador e colocação da cadeira,

a fim de permitir a alternância do trabalho na posição em pé com o trabalho na posição sentada;

e)

manter uma cadeira de trabalho com assento e encosto para apoio lombar, com estofamento

de densidade adequada, ajustáveis à estatura do trabalhador e à natureza da tarefa;

 

f)

colocar apoio para os pés, independente da cadeira;

 

g)

adotar, em cada posto de trabalho, sistema com esteira eletromecânica para facilitar a

movimentação de mercadorias nos checkouts com comprimento de 2,70 metros ou mais;

 

h)

disponibilizar sistema de comunicação com pessoal de apoio e supervisão;

 
  • i) manter mobiliário sem quinas vivas ou rebarbas, devendo os elementos de fixação (pregos,

rebites, parafusos) ser mantidos de forma a não causar acidentes.

Em relação ao equipamento e às ferramentas utilizadas pelos operadores de checkout para o cumprimento de seu trabalho, deve-se:

  • a) escolhê-los de modo a favorecer os movimentos e ações próprias da função, sem exigência

acentuada de força, pressão, preensão, flexão, extensão ou torção dos segmentos corporais;

  • b) posicioná-los no posto de trabalho dentro dos limites de alcance manual e visual do

operador, permitindo a movimentação dos membros superiores e inferiores e respeitando a

natureza da tarefa;

  • c) garantir proteção contra acidentes de natureza mecânica ou elétrica nos checkouts, com

base no que está previsto nas normas regulamentadoras do MTE ou em outras normas nacionais, tecnicamente reconhecidas;

  • d) mantê-los em condições adequadas de funcionamento.

Em relação ao ambiente físico de trabalho e ao conjunto do posto de trabalho, deve-se:

  • a) manter as condições de iluminamento, ruído, conforto térmico, bem como a proteção contra

outros fatores de risco químico e físico, de acordo com o previsto na NR-17 e outras normas

regulamentadoras;

  • b) proteger os operadores de checkout contra correntes de ar, vento ou grandes variações

climáticas, quando necessário;

  • c) utilizar superfícies opacas, que evitem reflexos incômodos no campo visual do trabalhador.

Na concepção do posto de trabalho do operador de checkout deve-se prever a possibilidade de fazer adequações ou ajustes localizados, exceto nos equipamentos fixos, considerando o conforto dos operadores.

A manipulação de mercadorias:

O empregador deve envidar esforços a fim de que a manipulação de mercadorias não acarrete o uso de força muscular excessiva por parte dos operadores de checkout, por meio da adoção de um ou mais dos seguintes itens, cuja escolha fica a critério da empresa:

  • a) negociação do tamanho e volume das embalagens de mercadorias com fornecedores;

  • b) uso de equipamentos e instrumentos de tecnologia adequada;

  • c) formas alternativas de apresentação do código de barras da mercadoria ao leitor ótico,

quando existente;

  • d) disponibilidade de pessoal auxiliar, quando necessário;

  • e) outras medidas que ajudem a reduzir a sobrecarga do operador na manipulação de

mercadorias.

O empregador deve adotar mecanismos auxiliares sempre que, em função do grande volume ou excesso de peso das mercadorias, houver limitação para a execução manual das tarefas por parte dos operadores de checkout.

O empregador deve adotar medidas para evitar que a atividade de ensacamento de mercadorias se incorpore ao ciclo de trabalho ordinário e habitual dos operadores de checkout, tais como:

  • a) manter, no mínimo, um ensacador a cada três checkouts em funcionamento;

  • b) proporcionar condições que facilitem o ensacamento pelo cliente;

  • c) outras medidas que se destinem ao mesmo fim.

A escolha dentre as medidas relacionadas no item 3.3 é prerrogativa do empregador.

A pesagem de mercadorias pelo operador de checkout só poderá ocorrer quando os seguintes requisitos forem atendidos simultaneamente:

  • a) balança localizada frontalmente e próxima ao operador;

  • b) balança nivelada com a superfície do checkout;

  • c) continuidade entre as superfícies

do

checkout e da balança, admitindo-se até dois

centímetros de descontinuidade em cada lado da balança;

  • d) teclado para digitação localizado a uma distância máxima de 45 centímetros da borda

interna do checkout;

  • e) número máximo de oito dígitos para os códigos de mercadorias que sejam pesadas.

Para o atendimento no checkout, de pessoas idosas, gestantes, portadoras de deficiências ou que apresentem algum tipo de incapacidade momentânea, a empresa deve disponibilizar pessoal auxiliar, sempre que o operador de caixa solicitar.

A organização do trabalho

A disposição física e o número de checkouts em atividade (abertos) e de operadores devem ser compatíveis com o fluxo de clientes, de modo a adequar o ritmo de trabalho às características psicofisiológicas de cada operador, por meio da adoção de pelo menos um dos seguintes itens, cuja escolha fica a critério da empresa:

  • a) pessoas para apoio ou substituição, quando necessário;

  • b) filas únicas por grupos de checkouts;

  • c) caixas especiais (idosos, gestantes, deficientes, clientes com pequenas quantidades de

mercadorias);

  • d) pausas durante a jornada de trabalho;

  • e) rodízio entre os operadores de checkouts com características diferentes;

  • f) outras medidas que ajudem a manter o movimento adequado de atendimento sem a

sobrecarga do operador de checkout.

São garantidas saídas do posto de trabalho, mediante comunicação, a qualquer momento da jornada, para que os operadores atendam às suas necessidades fisiológicas, ressalvado o intervalo para refeição previsto na Consolidação das Leis do Trabalho.

É vedado promover, para efeitos de remuneração ou premiação de qualquer espécie, sistema de avaliação do desempenho com base no número de mercadorias ou compras por operador.

É atribuição do operador de checkout a verificação das mercadorias apresentadas, sendo-lhe vedada qualquer tarefa de segurança patrimonial.

Os aspectos psicossociais do trabalho

Todo trabalhador envolvido com o trabalho em checkout deve portar um dispositivo de identificação visível, com nome e/ou sobrenome, escolhido(s) pelo próprio trabalhador.

É vedado obrigar o trabalhador ao uso, permanente ou temporário, de vestimentas ou propagandas ou maquilagem temática, que causem constrangimento ou firam sua dignidade pessoal.

Informação e formação dos trabalhadores

Todos os trabalhadores envolvidos com o trabalho de operador de checkout devem receber treinamento, cujo objetivo é aumentar o conhecimento da relação entre o seu trabalho e a promoção à saúde.

O treinamento deve conter noções sobre prevenção e os fatores de risco para a saúde, decorrentes da modalidade de trabalho de operador de checkout, levando em consideração os aspectos relacionados a:

  • a) posto de trabalho;

  • b) manipulação de mercadorias;

  • c) organização do trabalho;

  • d) aspectos psicossociais do trabalho;

  • e) agravos à saúde mais encontrados entre operadores de checkout.

Cada trabalhador deve receber treinamento com duração mínima de duas horas, até o trigésimo dia da data da sua admissão, com reciclagem anual e com duração mínima de duas horas, ministrados durante sua jornada de trabalho.

Os trabalhadores devem ser informados com antecedência sobre mudanças que venham a ocorrer no processo de trabalho.

O treinamento deve incluir, obrigatoriamente, a disponibilização de material didático com os tópicos mencionados no item 6.2 e alíneas.

A forma do treinamento (contínuo ou intermitente, presencial ou à distância, por palestras, cursos ou audiovisual) fica a critério de cada empresa.

A elaboração do conteúdo técnico e avaliação dos resultados do treinamento devem contar com a participação de integrantes do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, quando houver, e do coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e dos responsáveis pela elaboração e implementação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

NR-17 - Anexo II Trabalho em Teleatendimento/ Telemarketing

Objetivo e Campo de Aplicação

O presente anexo visa proporcionar nas diversas modalidades desse serviço o máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente nas atividades na área de telemarketing e teleatendimento.

Principais pontos:

Mobiliário do posto de trabalho:

Quanto ao mobiliário dos postos de trabalho o Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, destaca na Cláusula Segunda e seguinte que o trabalhador pode ficar sentado ou de pé e o mobiliário tem que atender os itens (17.3.2, 17.3.3 e 17.3.4) da norma regulamentadora citada, bem como permitir

variações posturais, com ajustes de fácil acionamento, com espaço suficiente para seu conforto, bem como atender no mínimo os parâmetros estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, Cláusula Segunda, conforme se pode observar no documento em anexo.

Equipamentos dos postos de trabalho:

Para o desenvolvimento da atividade de operador de telemarketing a empresa deverá fornecer aos seus funcionários, gratuitamente, um conjunto de microfone e fone de ouvido (head-sets) individual, os quais devem permitir que os operadores realizem a alternância de uso em ambas asorelhas, tudo conforme estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, Cláusula Terceira, conforme se pode observar no documento em anexo.

Condições ambientais de trabalho:

As empresas de telemarketing devem dispor aos seus funcionários locais de trabalho dotados de condições acústicas adequadas a comunicação telefônica, adotando-se as medidas como arranjo físico geral e dos postos de trabalho, tudo conforme estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, Cláusula Quarta, conforme se pode observar no documento em anexo.

Organização do Trabalho:

Os operadores de telemarketing devem ter suas jornadas de trabalho organizada de acordo com as determinações da Consolidação das Leis do Trabalho CLT. (arts. 67/68), bem como de forma a não haver atividades nos domingos e feriados e, caso seja necessário atividades aos domingos, deverá a empresa conceder ao operador um dia de repouso semanal coincidente com um domingo a cada mês, tudo conforme estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº17, Cláusula Quinta, conforme se pode observar no documento em anexo.

Capacitação dos Trabalhadores:

As empresas deveram disponibilizar aos seus operadores treinamento para evitar doenças relacionadas à atividade desenvolvida, suas causas, efeitos sobre a saúde medidas de prevenção, conforme estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, Cláusula Sexta, conforme se pode observar no documento em anexo.

Condições sanitárias de Conforto:

Para o desenvolvimento da atividade de operador de telemarketing a empresa deverá disponibilizar aos seus funcionários locais confortáveis e com boas condições sanitárias, banheiros individuais, locais para lanche e refeição e armários para guarda de pertences durante a jornada de trabalho, conforme estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, Cláusula Sétima, conforme se pode observar no documento em anexo.

Programas de Saúde Ocupacional e de Prevenção de Riscos Ambientais:

A empresa deverá desenvolver o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), conforme a Norma Regulamentadora nº 7, apontando os riscos identificados na análise ergonômica e registrá-los, conforme estabelecidos pelo Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, Cláusula Oitava, conforme se pode observar no documento em anexo. Outro fator que se deve levar em consideração é a jornada de trabalho de um operador de telemarketing, pois, conforme explicado acima, não existe legislação regulamentando a atividade, assim o Anexo II, da Norma Regulamentadora nº 17, em sua alínea 5.3, determina que o tempo de trabalho de um operadorde telemarketing deverá ser de 06 (seis) horas efetivamente trabalhada. Assim, para o cálculo deste tempo efetivamente trabalhado deve se levar em consideração os períodos em que o operador encontra-se no posto de trabalho, os intervalos entre os ciclos laborais e o deslocamento para solução de questões relacionadas ao trabalho. No entanto, a doutrina e jurisprudência têm se posicionado no sentido de que a jornada reduzida de 06(seis) horas não se aplica aos operadores de telemarketing, pois os mesmos não exercem atividades exclusivamente como telefonistas, assim não poderiam ser aplicados artigo 227, da CLT, por analogia.

Conclusão Geral

Todas as NR´s que estudamos são aplicáveis em todo tipo de empresa, pois são aspectos básicos para a segurança dos trabalhadores. A prevenção de incêndio, ergonomia ( posta e equipamentos pra exercer a função) e a sinalização de cores e rótulos são fundamentais para que a empresa tenha um ambiente de trabalho seguro e que proporcione ao trabalhador uma qualidade de vida ideal, pois desta forma a empresa terá um trabalho eficiente e produtivo de cada trabalhador. Todas as Nr´s são aplicáveis ao nosso Projeto Empresa “Criart”.

Docente: Elaine

Turma : TRH 01

Normas Regulamentadoras: NR 26 NR 17 NR 23 Discentes: Ana Carolina Andréia Dias Deborah Scalice Heidy

Normas Regulamentadoras: NR 26 NR 17

NR 23

Discentes:

Ana Carolina Andréia Dias Deborah Scalice Heidy Helena Mariana França Renata de Oliveira