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Alline Franciele Rorato.

RESUMO

DISLEXIA

A presente monografia teve como objetivo máximo descrever a dislexia, demonstrando seus

principais aspectos, modalidades, tipos e os tratamentos possíveis. Embora a dislexia seja uma dificuldade presente em sala de aula, ela é de difícil entendimento e por este motivo, muitas vezes as crianças com essa dificuldade, passam a ser mal interpretada, dificultando assim o diagnóstico. Por este fato, é necessário que os professores estejam atentos, sobre

o que é a dislexia, evitando assim o diagnóstico tardio, o que dificulta no tratamento. A

prática psicopedagógica mais moderna tem mostrado que, mesmo na ignorância a criança tem se mostrado persistente certamente por elaborar mecanismos inteligentes de defesa ou de manutenção de uma dinâmica grupal na qual se encontra inseridas. Contudo fica indispensável ressaltar que equipes multidisciplinares compostas por médicos, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, professores entre outros como pais envolvidos, cada vez mais se colocam a serviço dos casos de problemas de aprendizagem, colaborando para que as crianças encaminhadas possam desfrutar plenamente sua cidadania. No estudo destacou- se uma nova modalidade de tratamento, denominada de PANLEXIA, que deveria ser aplicada pelas escolas, a fim de facilitar a inserção deste aluno ao mundo das palavras, através da leitura e escrita. Demonstrou-se também neste estudo a importância do acompanhamento desses alunos por equipes multidisciplinares que, envolvidas nesse processo, podem propiciar a superação desta dificuldade de aprendizagem.

Palavras Chave: Dislexia, , Dificuldade de Aprendizagem, diagnóstico; Panlexia

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

3

2

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

21

2.2 TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

22

2.3 DIFICULDADES OU PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM

267

3

DISLEXIA

23

3.1 CARACTERÍSTICAS E DEFINIÇÃO DESTA DIFICULDADE

23

3.2 PRINCIPAIS SINTOMAS

27

3.3 TIPOS DE DISLEXIA

30

3.4 PRINCIPAIS CAUSAS

34

3.5 DIAGNÓSTICO

35

3.6 TRATAMENTO

38

3.7 PANLEXIA

40

4 PROCESSO E ANÁLISE DOS DADOS

47

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

49

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

52

INTRODUÇÃO

Sabe-se que são muitos os distúrbios de aprendizagem que afligem as crianças de

nossas escolas. Estes distúrbios têm vários sintomas, e dentre eles podemos

destacar a Dislexia, que é muito mais comum do que se imagina. Vivemos em um

mundo tão moderno onde há professores que ainda não sabem ou nunca ouviram

falar sobre essa diferença de aprendizado.

As

dificuldades

de

aprendizagem se

apresentam nas

escolas,

principalmente

aquelas

que

dizem respeito

à

aquisição

da

leitura

e

escrita.

Porém

muitos

professores não conseguem entender porque algumas crianças aprendem e outras

não. Dentro de algumas questões encontra-se uma dificuldade muito comum, porém

pouco discutida. Pensando dessa forma como futura pedagoga, perguntam-se quais

são realmente as dificuldades encontradas em crianças com dislexia? O que o

professor deve fazer para ensinar os alunos que apresentam este problema que é

tão comum em sala de aula?

Pensando neste aspecto, decidiu-se elaborar um estudo que enfocasse esta

situação. Com esta pesquisa descobriu-se os principais aspectos do distúrbio de

aprendizagem dislexia, assim o estudo foi focado nas dificuldades de alunos e

professores, já que são esses os maiores prejudicados.

O objetivo principal foi descrever os pontos principais da dislexia, bem como

enfatizar suas causas, sintomas e as intervenções possíveis para esta dificuldade de

4

aprendizagem. Especificamente a proposição foi: Relatar o que é dislexia; Listar os

principais sintomas desta dificuldade; Escrever as principais formas de intervenções

desta dificuldade.

Para o desenvolvimento do trabalho foram utilizadas Pesquisa Bibliográfica e .como

Pesquisa de Campo, foi elaborada entrevistas formais e informais com professores

da rede municipal, de Goioerê.

Durante o desenvolvimento da pesquisa, vários autores fundamentaram o trabalho,

entre eles: Ellis (1995); Fernandes (1991); Luczinski (s.d); Jonhson 1987), e também

em revistas, sites, apostilas, conversas informais com professores de Psicologia e

Psicólogos

2. DISLEXIA

Qual a origem da dislexia ou das dislexias? Os maus leitores são conseqüências de

maus métodos do ensino da leitura? A dislexia é hereditária?

Martins, (2004), apresenta as principais características referente à Dislexia.

2.1 CARACTERÍSTICAS E DEFINIÇÃO

A dislexia é um problema que se detecta em crianças que sofrem dificuldades de

leitura. Os testes psicopedagógicos, com uma relativa precisão, diagnosticam as

dificuldades de aprendizagem relacionadas à linguagem.

Entende-se por dislexia “um conjunto de sintomas reveladores” de uma disfunção

parietal (o lobo do cérebro onde fica o centro nervoso da escrita), geralmente

hereditária, ou às vezes adquirida, que afeta a aprendizagem da leitura num

contínuo

que

se

estende

do

leve

sintoma

ao

sintoma

grave.

A

dislexia

é

freqüentemente

acompanhada

de

transtornos

na

aprendizagem

da

escrita,

ortografia, gramática e redação. A dislexia afeta os meninos em uma proporção

maior dos que as meninas (DROUET, 2001, p. 137).

A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado. Segundo pesquisas

realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia – o que causa com que elas

tenham grande dificuldade ao aprender a ler, escrever e soletrar. Pessoas disléxicas

6

– e que nunca

se trataram – lêem com dificuldade, pois é difícil

para elas

assimilarem palavras. Disléxicos também geralmente soletram muito mal. Isto não

quer dizer que crianças disléxicas são menos inteligentes; aliás, muitas delas

apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da

população.

A dislexia atinge crianças com dificuldades específicas de leitura e escrita. Essas

crianças são incapazes de ler com a mesma facilidade que seus colegas da mesma

idade, embora possuam inteligência normal, saúde e órgãos sensoriais perfeitos,

estejam em estado emocional considerado normal, tenham motivação normal e

instrução adequada.

Para LUCZYNSKI (2002, p. 134):

Dislexia, é muito mais do que uma dificuldade em leitura, embora muitas vezes, ainda lhe seja atribuído este significado circunscrito. Refere-se à disfunção ou dano no uso de palavras. O prefixo “dys”, do grego, significando imperfeita como disfunção, isto é, uma função anormal ou prejudicada; “lexia”, do grego referente ao uso de palavras (não somente em leitura). E palavras dão sentido à comunicação através da Linguagem – em leitura, sim, porém também na escrita, na fala, na linguagem receptiva. “Palavras que, na escola, são usadas em todo ensino como na matemática, ciências, estudos sociais ou em qualquer outra atividade”.

Como LUCZYNSKI (2002), pesquisadores sobre essa dificuldade afirmam que a

falta de consenso no entendimento do que é Dislexia, começou a partir da

decodificação do termo criado para nomear essas específicas dificuldades de

aprendizado; que foi eleito o significado latino dys, como dificuldade; e lexia, como

palavra. Mas que é na decodificação do sentido da derivação grega de Dislexia, que

7

está à significação intrínseca do termo: dys, significando imperfeito como disfunção,

isto é, uma função anormal ou prejudicada; e lexia que, do grego, dá significação

mais ampla ao termo palavra, isto é, como Linguagem em seu sentido abrangente.

De acordo com a ABD, (Associação Brasileira de Dislexia), ressalta Luczinski (2002,

p. 34) “a definição vem do grego e do latim: Dis, de distúrbio, vem do latim, e Lexia,

do grego, significa linguagem. Ou seja, Dislexia é uma disfunção neurológica que

apresenta como conseqüência dificuldades na leitura e escrita”.

Os Fonoaudiólogos especialistas em voz definem dislexia como a dificuldade

específica que afeta a aprendizagem da decodificação do sistema verbal escrito,

classificada entre as patologias de linguagem, mais especificamente de linguagem

escrita.

A dislexia persiste apesar da boa escolaridade. É necessário que pais, professores e

educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia.

Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina. É normal

que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mal-comportamento

dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os

sinais que indicam que uma criança é disléxica - e não preguiçosa pouco inteligente

ou mal-comportada.

Para Rawson, a dislexia é apresentada como: “Dificuldade de aprendizado do nível básico, é e pode ser resultante da história de vida ou da estrutura organizacional, porém não tendo sua origem na Linguagem”. Criança que, provavelmente, necessite de tratamento não lingüístico ou pré-linguístico. (apud LUCZYNSKI, 2002, p. 134).

8

Já para Serrano, (2002), dislexia pode ser definida como a situação na qual a

criança é incapaz de ler com a mesma facilidade com que lêem as crianças do

mesmo grupo etário, apesar de possuir uma inteligência normal, saúde e órgãos

sensoriais intactos, liberdade emocional, motivação e incentivos normais, bem como

instrução adequada.

Dislexia também pode ser definida como dislexia do desenvolvimento ou de

evolução é uma desordem na aquisição da leitura e/ou escrita com competência que

acomete

crianças

com inteligência

dentro dos

padrões de

normalidade,

sem

deficiências sensoriais, isentas de comprometimento emocional significativo e com

oportunidades educacionais adequadas (ELLIS, 1995; PINHEIRO, 1994; NUNES,

1992, CONDEMARIN E BLOMQUIST, 1989).

Podemos compreender com base em Varella (2006), quando a dislexia não é

identificada, a criança, vai desenvolvendo estratégias, de ler silabada por silaba,

decora o formato e o tamanho da palavra e, quase que por adivinhação, encaixa-

adentro do contexto. Desse jeito, consegue até ser um leitor razoável.

A partir dessas colocações torna-se possível dizer que a dislexia evolutiva possui a

seguinte caracterização: é um transtorno específico nas operações envolvidas no

reconhecimento

das palavras

que

compreensão da leitura.

compromete,

em maior

ou menor

grau, a

São várias as definições para a dislexia apresentada pelos pesquisadores, mas

pode-se dizer então de uma forma mais simples que dislexia é uma dificuldade que

9

pode interferir no registro, no processamento da informação ou na elaboração da

resposta, em crianças, jovens e adultos. (LUCZYNSKY, 2001)

A dislexia não deve ser motivo de vergonha para crianças que sofrem dela ou para

seus pais. Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras

dificuldades acadêmicas e profissionais. A dislexia, principalmente quando tratada,

não implica em falta de sucesso no futuro.

2.2.PRINCIPAIS SINTOMAS

Dislexia é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma

mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente.

Como a criança disléxica aprende de maneira diferente é necessário segundo

MARTINS (2004), entender que o modo como a criança articula a linguagem é

fundamental para o sucesso da mesma na escola.

A linguagem é fundamental para o sucesso escolar. Ela está presente em todas as

disciplinas e todos os professores são potencialmente professores de linguagem,

porque utilizam a língua materna como instrumento de transmissão de informações.

Muitas

vezes

uma

dificuldade

na

aprendizagem

da

Matemática

está

mais

relacionada à compreensão do enunciado do que ao processo operatório da solução

do problema. Os disléxicos, em geral, sofrem também de discalculia – dificuldade de

calcular – porque encontram dificuldade de compreender os enunciados das

questões.

10

Por isso é necessário que o diagnóstico da dislexia seja precoce. Já nos primeiros

anos da Educação Infantil, pais e educadores devem se preocupar em encontrar

indícios de dislexia em crianças de 4 a 5 anos aparentemente normais. Quando não

se diagnostica a dislexia ainda na Educação Infantil, os distúrbios de letras podem

levar crianças de 8 a 9 anos – já no Ensino Fundamental, portanto – a apresentar

perturbações de ordem emocional, afetiva e lingüística.

Uma criança disléxica encontra dificuldade para ler e as frustrações acumuladas

podem conduzir a comportamentos anti-sociais, à agressividade e a uma situação de

marginalização progressiva.

Pais, professores e educadores devem estar atentos a dois importantes indicadores

para o diagnóstico precoce da dislexia: a história pessoal do aluno e as suas

manifestações lingüísticas nas aulas de leitura e escrita.

Quando os professores se deparam com crianças inteligentes, saudáveis, mas com

dificuldade de ler e entender o que leram, devem investigar imediatamente se há

existência de casos de dislexia na família. Em geral, a história pessoal de um

disléxico traz traços comuns, como o atraso na aquisição da linguagem, atrasos na

locomoção e problemas de dominância lateral. O histórico de dificuldades na família

e na escola poderá ser de grande utilidade para profissionais como psicólogos,

psicopedagogos

e

neuropsicólogos

que

atuam

no

lingüística das crianças disléxicas.

Os principais sintomas verificados são:

processo

de

reeducação

11

No plano da linguagem, os disléxicos fazem confusão entre letras, sílabas ou

palavras com diferenças sutis de grafia, como "a-o", "h-n" e "e-d". As crianças

disléxicas escrevem com letra muito defeituosa, de desenho irregular, o que denota

perda de concentração e de fluidez no raciocínio.

As crianças disléxicas confundem letras com grafia similar, mas com diferente

orientação

no espaço, como

"b-d", "d-p", "b-q",

"d-b", "d-q",

"n-u" e "a-e".

A

dificuldade pode acontecer ainda com letras que possuem um ponto de articulação

comum e cujos sons são acusticamente próximos, como "d-t" e "c-q".

Na lista de dificuldades dos disléxicos, para o diagnóstico precoce dos distúrbios de

letras, educadores, professores e pais devem ficar atentos para as inversões de

sílabas ou palavras como "sol-los", "som-mos", bem como para a adição ou

omissão de sons como "casa-casaco", repetição de sílabas, salto de linhas e

soletração defeituosa de palavras. [grifo nosso].

Atualmente com os novos recursos da sociedade informática, pais e educadores

devem redobrar os cuidados. O mau uso do computador, por exemplo, pode levar a

criança a ter algum distúrbio de letras. Até agora, não há estudos científicos sobre o

assunto,

mas

relatos

de

pais

e

professores

revelam

que

posições

pouco

ergonômicas diante do computador podem comprometer o sistema perceptivo da

criança, levando à dificuldade de leitura e escrita.

Com base em Calafange (2004), um dos principais sintomas da dislexia é a leitura

sem modulação, sobre o assunto, a autora descreve que a criança apresenta, leitura

12

lenta sem modulação, sem ritmo e sem domínio da compreensão/interpretação do texto lido;

confunde algumas letras; sérios erros ortográficos;

apresenta dificuldades de memória;

dificuldades no manuseio de dicionários e mapas; dificuldades de copiar do quadro ou dos

livros; dificuldades de entender o tempo: passado presente e futuro; tendência a uma escrita

descuidada,

desordenada

e

às

vezes

incompreensível;

não

utilização

de

sinais

de

pontuação/acentuação gramaticais; inversões, omissões, reiterações e substituições de

letras, palavras ou silabas na leitura e na escrita, problemas com sequenciações.

Essas são apenas algumas das características disléxicas que podem ser observadas nas

crianças com dificuldades escolares. Se pudermos dissociar as dificuldades de ler e

escrever corretamente à ausência de problemas intelectuais ou de outro tipo de problemas

que possam dar uma explicação alternativa ao problema apresentado, então podemos

suspeitar de uma possível dislexia.

Numa

primeira

etapa

da

aprendizagem,

algumas

crianças

podem

apresentar

estas

características,

e

esses

são

considerados

erros

normais

dentro

do

processo

de

aprendizagem, é preciso distinguir essas dificuldades das dificuldades disléxicas que são

mais profundas, constantes e contínuas. Crianças com expressivas dificuldades de leitura

não são necessariamente disléxicas, mas todas as crianças disléxicas têm um sério

distúrbio de leitura. (CALAFANGE, 2004)

2.3TIPOS DE DISLEXIA

Afirma Olivier (2004), que ultimamente ouve-se e/ou lê-se tantos absurdos, tantas

colocações mentirosas ou, no mínimo, dúbias sobre a Dislexia que forçam a

esclarecer a Dislexia e desmentir tantas inverdades que estão por ai. Para o autor,

(op. cit) a dislexia existe em vários níveis, no mínimo, três tipos de Dislexia:

13

1. Dislexia Congênita ou Inata: É a Dislexia que nasce com o indivíduo.

Pode ter as mais variadas causas e tem características próprias como por exemplo,

uma comprovada alteração hemisférica cerebral, onde os hemisférios encontram-se

com tamanhos invertidos ou em tamanhos exatamente iguais, quando o considerado

normal é que o esquerdo seja maior que o direito. Em conseqüência desta alteração,

o indivíduo disléxico tem pouca ou nenhuma habilidade para a aquisição de

leitura/escrita, geralmente não chega a ser alfabetizado e, quando o é, não

consegue ler/escrever por muito tempo e, quando termina de ler/escrever já não se

lembra de nada. Este tipo de Dislexia é incurável, deve ser tratada por uma junta de

profissionais, o que chamamos de Tratamento Multidisciplinar, envolvendo sempre

Psicopedagogo, Neurologista e/ou Psiquiatra, dependendo da gravidade do caso.

Em casos onde haja também distúrbios de fala/audição, um Fonoaudiólogo, caso

haja dificuldades motoras e/ou de lateralidade, um Psicomotricista e, neste caso,

também é aconselhável que um Psicólogo acompanhe o tratamento e desenvolva

atendimento paralelo.

2. Dislexia Adquirida: É a Dislexia que vem através de um acidente qualquer.

Como exemplo, temos "Anoxia Perinatal", "Anoxia" por afogamento, ( obs: Anoxia é

falta de oxigenação no cérebro ), Acidente Vascular Cerebral ( o popular derrame ) e

outros acidentes/distúrbios que podem causar uma Dislexia Adquirida. Neste caso, o

indivíduo que antes lia e escrevia normalmente, passa a ter períodos/fases de

Dislexia. Nestes períodos, ele não consegue ler/escrever ou o faz com muita

dificuldade, tem falhas de memória e pode também apresentar problemas de

lateralidade.

14

Dependendo do grau de dificuldade que o indivíduo apresente é também necessário

um Tratamento Multidisciplinar, mas neste caso, é bem provável que somente o

Psicopedagogo e o Neuro ou Psiquiatra sejam solicitados. Caso o acidente tenha

afetado

também

a

lateralidade,

um

Psicomotricista

será

necessário.

Se

a

fala/audição estiver comprometida, também o Fono e, assim por diante. Neste caso,

se o indivíduo já tinha uma profissão, deverá apenas adaptar-se para enfrentar os

períodos em que "estiver disléxico" e seguir seu tratamento, podendo obter cura ou

boa melhora, já que sua dislexia não envolve alterações hemisféricas.

3. Dislexia ocasional: É a Dislexia causada por fatores externos e que aparece

ocasionalmente. Pode ser causada por esgotamento do Sistema Nervoso/estresse,

excesso de atividades, e, em alguns casos considerados raros por TPM e/ou

hipertensão. Se este tipo de Dislexia for diagnosticado, não há a necessidade de

grandes tratamentos. Apenas repouso, talvez umas boas férias, uma mudança de

horários/rotina e tudo voltará ao normal.

Dentro destes tipos existem variações que parecem tornar cada caso um caso, cada

disléxico, único. Portanto não dá mais para admitir generalizações.

Sobre generalizações destaca Drouet (2001, p. 132):

É preciso parar definitivamente de imaginar que a Dislexia faça trocar letras. O que acontece com o disléxico é que, na maioria dos casos, ele não identifica sinais gráficos/letras ou qualquer código

15

que caracterize um texto. Portanto ele não troca letras porque seu cérebro sequer identifica o que seja letra. Inverte-se letras/sílabas é simplesmente por nem saber o que são e não como se insiste em divulgar porque "troque letras". Existem muitos distúrbios que fazem realmente trocar letras que, em outra oportunidade, poderei esclarecer.

É aconselhável que o disléxico, seja de que tipo for, pratique esportes que também

desenvolverão sua coordenação motora, raciocínio, agilidade, etc. Um dos melhores

é a natação, em segundo lugar vêm os esportes com bola (futebol, vôlei, etc.).

2.4 PRINCIPAIS CAUSAS

A partir de uma leitura atenta do histórico da dislexia, Ballone (2001), ressalta que, a

Dislexia tem sempre como causa primária a relação espacial alterada, fazendo com

que a criança não consiga decifrar satisfatoriamente os códigos da escrita. O

diagnóstico da Dislexia exige quase sempre uma equipe multidisciplinar, formada por

neurologista, psicólogo, psiquiatra e psicopedagogo. Esta equipe tem a função

básica de eliminar outras causas responsáveis pelas trocas de letras e outras

alterações de linguagem.

As causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas. A dislexia é herdada e,

portanto, uma criança disléxica tem algum pai, avô, tio ou primo que também é

disléxico em alguns casos.

Diferentemente de outras pessoas que não sofrem de dislexia, disléxicos processam

informações em uma área diferente de seu cérebro; não obstante, os cérebros de

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disléxicos são perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas

conexões cerebrais.

Felizmente, existem tratamentos que curam a dislexia. Estes tratamentos buscam

estimular a capacidade do cérebro de relacionar letras aos sons que as representam

e,

posteriormente,

ao

significado

das

palavras

que

elas

formam.

Alguns

pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance

de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança. Em outras palavras, a

dislexia, se tratada nos primeiros anos de vida da criança, pode ser curada por

completo.

2.5 DIAGNÓSTICO

O diagnóstico diferencial em Dislexia tem sido orientado por sintomas e sinais

característicos.

Nos

casos

menos

severos,

os

problemas

passam

a

ser

percebidos

como

dificuldades

significativas

de

aprendizado,

em

geral,

pelo

professor, tornando-se mais evidentes a partir do segundo ano do curso primário.

Porém

quando

os

níveis

são

muito

tênues,

correm

o

risco

de

não

serem

diagnosticados,

embora,

como

adverte

um

especialista

italiano,

a

falta

do

diagnóstico e da adequada assistência psicopedagógica a esse disléxico pode vir a

agravar as suas dificuldades sociais e de aprendizado. E quanto mais graves ou

severas se apresentem essas dificuldades, elas podem ser percebidas, como

tendência ou risco, já a partir dos primeiros anos da vida escolar dessa criança, por

seus pais, especialmente por sua mãe, e por seu professor.

17

Podemos inferir com Varella (2006) que, hoje em dia o diagnóstico da dislexia, está

associado a algumas alterações do cérebro, e precisa ser diferenciada de outros

distúrbios. Dizer que um indivíduo é disléxico é deixar claro que ele não é deficiente

mental, não tem transtorno de déficit de atenção, nem é portador de quadro

emocional ou psicológico que identifica no aprendizado.

De certa forma, o diagnóstico de dislexia é feito por exclusão. Por isso, quando a

criança é levada ao consultório com a queixa que vai mal na escola, antes de afirmar

que é dislexia, é preciso descartar uma serie de distúrbios que ela não tem. Por

exemplo: deficiências visuais e auditivas interferem negativamente na aprendizagem

e podem ser tão sutis que as pessoas ao redor não percebem.

A advertência de especialistas com base em estudos conclusivos mais recentes é de

que, crianças que apresentam sinais característicos e passam a receber efetivo

treinamento fonológico já a partir do jardim de infância e do primeiro ano primário,

apresentarão significativamente menos problemas no aprendizado da leitura do que

outras crianças disléxicas que não sejam identificadas nem devidamente assistidas

até o terceiro ano primário.

Porque Dislexia não se caracteriza por dificuldades específicas de grupo, mas em

combinações e níveis individuais de facilidades e dificuldades de aprendizado; e

porque em Dislexia estão envolvidos fatores que requerem a leitura de profissionais

de diferentes áreas da Educação e da Saúde com especialização efetiva, esse

diagnóstico

diferencial

equacionado.

requer

a avaliação de

equipe

multidisciplinar

para

ser

18

Especialistas também esclarecem que o diagnóstico diferencial e o treinamento

remediativo para o disléxico adulto devem seguir orientação idêntica àquela que é

adequada à criança e ao jovem disléxico

Temos hoje possibilidade de fazer um diagnóstico precoce de uma criança

potencialmente disléxica, logo a partir do Jardim de Infância. Um dos sintomas mais

alarmantes nestas crianças é o seu distúrbio psicomotor o qual permite ao técnico

especializado fazer um prévio despistamento do problema disléxico.

De acordo com MARTINS, (2004), o diagnóstico precoce é imprescindível para o

desenvolvimento contínuo das crianças disléxicas. Reconhecer as características é

o primeiro passo para que se possam evitar anos de dificuldades e sofrimentos,

induzindo esta criança, fatalmente ao desinteresse pela escola e a tudo o que está

em torno dela, gerando às vezes quadros "quase-fóbicos", desta criança em relação

às tarefas que exijam a leitura e a escrita.

2.6 TRATAMENTO

Nunca é tarde demais para ensinarem disléxicos a ler e a processar informações

com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala, que qualquer criança acaba

adquirindo, a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de

tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças

disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade

19

ao aprender a ler. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a

desgostar de estudar.

É importante enfatizar que a dislexia não é curada sem um tratamento apropriado.

Não se trata de um problema que é superado com o tempo; a dislexia não pode

passar despercebida. Pais e professores devem se esforçar para identificar a

possibilidade de seus filhos ou alunos sofrerem de dislexia. Crianças disléxicas que

foram tratadas desde cedo superam o problema e passam a se assemelhar àquelas

que nunca tiveram qualquer dificuldade de aprendizado.

Foram desenvolvidos diversos programas para curar a dislexia. Não há um só

tratamento que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos

tratamentos enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a

melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos ajudam o

disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases. É aconselhável que

a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la. É

importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e

exige muita atenção e repetição.

Mas um bom tratamento certamente rende bons resultados.

Alguns estudos

sugerem que um tratamento adequado, administrado ainda cedo na vida escolar de

uma criança, pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais ao ponto que elas

desapareçam por completo.

20

Toda criança necessita de apoio e paciência. Muitas crianças disléxicas sofrem de

falta de autoconfiança, pois se sentem menos inteligentes que seus amigos. Porém,

um bom tratamento pode curar a dislexia. Muitos disléxicos tiveram grande sucesso

profissional; existe uma alta porcentagem de disléxicos entre os grandes artistas,

cientistas e executivos. Muitos especialistas acreditam que pessoas disléxicas, por

serem forçadas a pensar de forma diferente, são mais habilidosas e criativas e têm

idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos.

A dislexia requer um tratamento que envolve um processo lento, laborioso, sujeito a

recaídas e, fundamentalmente, um trabalho com a família e a escola.

Os dados de estudos longitudinais de sujeitos reabilitados (Rueda e Sanchez, 1994)

mostram a necessidade de trabalho constante com as habilidades envolvidas na

leitura.

Para o seu tratamento é necessária uma equipe multidisciplinar, quer sejam

neurologistas,

fonoaudiólogos,

psicopedagogos,

psicólogos

têm

que

ter

uma

formação específica nesta área, complementando um sólido conhecimento teórico

com uma prática refletida sobre este tema.

No tratamento do disléxico, há, ao nível da clínica médica, neste âmbito da correção

das perturbações posturais e proprioceptivas, três processos que se complementam:

reprogramação

postural

e

psicomotricidade;

através

de

lentes

prismáticas

de

pequena

especializado.

modificação

potência;

da

apoio

informação

visual

psicopedagógico

21

2.7DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

Etimologicamente, a palavra distúrbio compõe-se do radical turbare e do prefixo dis.

O

radical

turbare

significa “alteração

violenta

na ordem natural” e

pode ser

identificado também nas palavras turvo, turbilhão, perturbar e conturbar. O prefixo

dis tem como significado “alteração com sentido anormal, patológico” e possui valor

negativo. O prefixo dis é muito utilizado na terminologia médica (por exemplo:

distensão, distrofia). Em síntese, do ponto de vista etimológico, “a palavra distúrbio

pode ser traduzida como “anormalidade patológica por alteração violenta na ordem

natural”. (COLLARES; MOYSES, 1992, 32)

Segundo

as

autoras,

(op.cit),

seguindo

a

mesma

perspectiva

etimológica,

a

expressão

distúrbios

de

aprendizagem

teria

o

significado

de

“anormalidade

patológica por alteração violenta na ordem natural da aprendizagem”, obviamente

localizada

em

quem

aprende.

Portanto,

um

distúrbio

de

aprendizagem

obrigatoriamente remete a um problema ou a uma doença que acomete o aluno em

nível individual e orgânico.

Contudo ressalta o autor Collares e Moysés (1992), o uso da expressão distúrbio de

aprendizagem tem se expandido de maneira assustadora entre os professores,

apesar da maioria desses profissionais nem sempre conseguir explicar claramente o

significado dessa expressão ou os critérios em que se baseiam para utilizá-la no

contexto escolar. Na opinião das autoras, a utilização desmedida da expressão

distúrbio de aprendizagem no cotidiano escolar seria mais um reflexo do processo

de patologização da aprendizagem ou da biologização das questões sociais.

22

A fim de prevenir a ocorrência de erros de interpretação o Comitê publicou a

definição acima apresentada com explicações específicas ao longo de cada frase.

No entanto, segundo Ross (1979), (apud Martins, 2006), a utilização do termo

“distúrbio de aprendizagem”, chama a atenção para a existência de crianças que

freqüentam

escolas

e

apresentam

dificuldades

de

aprendizagem,

embora

aparentemente não possuam defeitos físicos, sensoriais, intelectuais ou emocionais.

Esse rótulo, segundo o autor, ocasionou durante anos que tais crianças fossem

ignoradas, mal diagnosticadas ou maltratadas e as dificuldades que demonstravam

serem

designadas

de

várias

maneira

como

“hiperatividade”,

“síndrome

hipercinética”, “síndrome da criança hiperativa”, “lesão cerebral mínima”, disfunção

cerebral mínima”, “dificuldade de aprendizagem” ou “disfunção na aprendizagem.”.

2.8TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

Outra terminologia recorrente na literatura especializada é a palavra “transtorno”.

Segundo

a

Classificação

de

Transtornos

Mentais

e

de

Comportamento

da

Classificação Internacional de Doenças - 10, elaborado pela Organização Mundial

de Saúde:

O termo “transtorno” é usado por toda a classificação, de forma a evitar problemas ainda maiores inerentes ao uso de termos tais como “doença” ou “enfermidade”. “Transtorno” não é um termo exato, porém é usado para indicar a existência de um conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível associado, na maioria dos casos, a sofrimento e interferência com funções pessoais (CID - 10, 1992, p. 5).

23

Segundo o CID - 10, todos os transtornos incluídos na categoria Transtornos do

desenvolvimento psicológico (F80 - 89), inclusive os Transtornos específicos do

desenvolvimento das habilidades escolares (F81), possuem os seguintes aspectos

em comum:

-

um início que ocorre invariavelmente no decorrer da infância;

 

-

um

comprometimento

ou

atraso

no

desenvolvimento

de

funções

que

são

fortemente relacionadas à maturação biológica do sistema nervoso central;

- um curso estável que não envolve remissões (desaparecimentos) e recaídas que

tendem a ser características de muitos transtornos mentais.

Segundo o CID - 10:

Na maioria dos casos, as funções afetadas incluem linguagem, habilidades visuoespaciais e/ou coordenação motora. É característico que os comprometimentos diminuam progressivamente à medida que a criança cresce (embora déficits mais leves freqüentemente perdurem na vida adulta). Em geral, a história é de um atraso ou comprometimento que está presente desde tão cedo quando possa ser confiavelmente detectado, sem nenhum período anterior de desenvolvimento normal. A maioria dessas condições é mais comum em meninos que em meninas. (Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da Classificação Internacional de Doenças - 10, 1992, p. 228).

Em

relação

aos

Transtornos

do

desenvolvimento

psicológico

(F80

-

89),

o

documento coloca que é característico a esses tipos de transtornos que uma história

familiar de transtornos similares ou relacionados esteja presente e que fatores

genéticos tenham um papel importante na etiologia (conjunto de possíveis causas)

de muitos (mas não de todos) os casos.

Os

fatores

ambientais

freqüentemente

podem

influenciar

as

funções

de

desenvolvimento afetadas, porém, na maioria dos casos, esses fatores não possuem

24

uma influência predominante. E adverte que, embora exista uma concordância na

conceituação global dos transtornos do desenvolvimento psicológico, a etiologia na

maioria dos casos é desconhecida e há incerteza contínua com respeito a ambos

(CID - 10, 1992: 228).

Acerca dos Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares

(F81), o documento coloca que

[ ]

habilidades são perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento. Eles não são simplesmente uma conseqüência de uma falta de oportunidade de aprender nem são decorrentes de qualquer forma de traumatismo ou de doença cerebral adquirida. Ao contrário, pensa-se que os transtornos originam-se de anormalidades no processo cognitivo, que derivam em grande parte de algum tipo de disfunção biológica (CID - 10, 1992, p. 236).

são transtornos nos quais os padrões normais de aquisição de

Fazem

parte

da

categoria

Transtornos

específicos

do

desenvolvimento

das

habilidades escolares (F81), as seguintes subcategorias:

F81. 0 - Transtorno específico da leitura

F81. 1 - Transtorno específico do soletrar

F81. 2. - Transtorno específico de habilidades aritméticas

F81. 3 - Transtorno misto das habilidades escolares

F81. 8 - Outros transtornos do desenvolvimento das habilidades escolares

25

F81.

9

-

especificado

Transtornos

do

desenvolvimento

das

habilidades

escolares,

não

De acordo com o CID - 10, os Transtornos específicos do desenvolvimento das

habilidades escolares são compostos por grupos de transtornos manifestados por

comprometimentos

específicos

e

significativos

no

aprendizado

de

habilidades

escolares,

comprometimentos

esses

que

não

são

resultado

direto

de

outros

transtornos,

como

o

retardo

mental,

os

déficits

neurológicos

grosseiros,

os

problemas visuais ou auditivos não corrigidos ou as perturbações emocionais,

embora eles possam ocorrer simultaneamente com essas condições.

Os

transtornos

específicos

do

desenvolvimento

das

habilidades

escolares

geralmente ocorrem junto com outras síndromes clínicas, como por exemplo, o

transtorno de déficit de atenção ou o transtorno de conduta, ou outros transtornos do

desenvolvimento, tais como o transtorno específico do desenvolvimento da função

motora ou os transtornos específicos do desenvolvimento da fala e linguagem.

As

possíveis

causas

dos

Transtornos

específicos

do

desenvolvimento

das

habilidades

escolares

não

são

conhecidas,

mas

supõe-se

que

exista

a

predominância de fatores biológicos, os quais interagem com fatores não biológicos,

como oportunidade para aprender e qualidade do ensino.

É um fator diagnóstico importante que os transtornos se manifestem durante os

primeiros anos de escolaridade. Portanto, segundo o CID - 10, o atraso do

desempenho escolar de crianças em um estágio posterior de suas vidas escolares,

26

devido à falta de interesse, a um ensino deficiente, a perturbações emocionais ou ao

aumento

ou

mudança

no

padrão

de

exigência

das

tarefas,

não

podem ser

considerados

Transtornos

específicos

do

desenvolvimento

das

habilidades

escolares.

2.9 DIFICULDADES OU PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM

Vale ressaltar que Fernández (1991) considera as dificuldades de aprendizagem

como sintomas ou “fraturas” no processo de aprendizagem, onde necessariamente

estão em jogo quatro níveis: o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo.

A dificuldade para aprender, segundo a autora, seria o resultado da anulação das

capacidades e do bloqueamento das possibilidades de aprendizagem de um

indivíduo e, a fim de ilustrar essa condição, utiliza o termo inteligência aprisionada

(atrapada, no idioma original).

Para a autora, a origem das dificuldades ou problemas de aprendizagem não se

relaciona apenas à estrutura individual da criança, mas também à estrutura familiar a

que

a

criança

está

vinculada.

As

dificuldades

de

aprendizagem

estariam

relacionadas às seguintes causas: ((id. Ibid, p. 49)

a. Causas externas à estrutura familiar e individual: originariam o

problema de aprendizagem reativo, o qual afeta o aprender, mas não aprisiona a inteligência e, geralmente, surge do confronto entre o aluno e a instituição;

b. Causas internas à estrutura familiar e individual: originariam o

problema considerado como sintoma e inibição, afetando a dinâmica de articulações necessárias entre organismo, corpo, inteligência e

27

desejo, causando o desejo inconsciente de não conhecer e, portanto, de não aprender;

c. Modalidades

psicótica, as quais ocorrem em menor número de casos;

de

pensamento

derivadas

de

uma

estrutura

d. Fatores de deficiência orgânica: em casos mais raros.

Em uma tentativa de síntese, apresenta-se a proposta de análise de Romero (1995),

o qual afirma que, apesar da proliferação de teorias e modelos explicativos com a

pretensão, nem sempre bem sucedida, de esclarecer as dificuldades aprendizagem,

em geral essas costumam ser atribuídas a lesões cerebrais, variáveis ambientais,

como ambientes familiares e educacionais inadequados; e ambos os tipos.

Segundo o autor, é possível situar as diferentes teorias ou modelos de concepção

das

dificuldades

de

aprendizagem

em

uma

contínua

pessoa

-

ambiente,

dependendo da ênfase na responsabilidade da pessoa ou do ambiente na causa da

dificuldade.

Em um extremo estariam todas as explicações que se centram no aluno e que

compartilham a concepção da pessoa como um ser ativo, considerando o organismo

como a fonte de todos os atos. No outro extremo, estariam situadas as correntes de

cunho ambiental, que estão ligadas, em maior ou menor grau, a uma concepção

mecanicista do desenvolvimento, considerando que a pessoa é controlada pelos

estímulos do ambiente externo.

28

.2.10 PANLEXIA

De acordo com LUCZYNSKI (2007) Panlexia 1 é um método de orientação

diagnóstica e um programa abrangente de assistência pedagógica ao indivíduo

disléxico.

É

o

resultado

de

longos

anos

de

pesquisas

e

experiências

compartilhadas por diferentes fontes de informação. E se torna interessante

perceber que muitas dessas influências vieram do trabalho cooperativo de

profissionais ligados a domínios nos quais crianças disléxicas eram observadas

e assistidas.

Dentre as primeiras influências que alicerçaram a construção progressiva do

Método PANLEXIA, destaca-se o trabalho de um professor de lingüística da

Yale University, Leonard BLOOMFIELD, cujo filho era disléxico. Ele formulou o

conceito que "Seria melhor ensinar leitura a estudantes disléxicos, através da

introdução de elementos consistentes do idioma escrito primeiramente, e só

então,

depois

de

estabelecidas

essas

conexões,

ir

acrescentando,

paulatinamente, os padrões menos comuns de soletração".

Ele deu o nome de "Lingüística Estruturada" a essa forma de abordagem

pedagógica.

E

desde

então

(1933),

muitos

pesquisadores

famosos

vêm

investigando

os

inúmeros

aspectos

da

Dislexia

e

diferentes

programas

remediativos de ensino têm sido publicados nos Estados Unidos.

1 Panlexia- Análises retiradas de Apostila de Curso de Panlexia, realizada na APAE em Curitiba,Pr.

29

Luczynski (2007), enfatiza que já na década de 1960, o Dr. Jesse GRIMES, Ph.

D da Harvard University, foi convidado pelas Escolas Públicas Newton, em

Newton, Massachusetts, EUA, para investigar qual seria o melhor dentre os

três métodos de iniciação à leitura que eram, então, formas típicas de ensino

utilizadas

em

estruturado

programas

de

leitura:

fonético

-

visual/global

-

lingüístico

Essa pesquisa realizada pelo Dr. Grimes incluiu 30 salas de aula, envolvendo

10 classes em cada

uma

das três abordagens típicas de leitura, e foi

desenvolvida com a seguinte orientação prognóstica: bons leitores - leitores em

nível médio - pobres leitores

A avaliação do resultado dessa pesquisa deixou claro que a Leitura Lingüística

Estruturada obteve os melhores resultados em todas as categorias. Entretanto,

desde que nessa abordagem lingüística foram incluídos métodos específicos

de ensino desenvolvidos e supervisionados pelo Dr.Grimes, e não tão somente

a técnica de leitura segmentada em elementos lingüísticos, seus resultados

foram ignorados àquela época.

Em virtude disso, não ficou estabelecido o conceito de que o ensino da leitura

em séries lingüísticas era mais eficiente em si, e por si mesmo. Porém, ficou

evidenciado que os métodos de ensino de leitura desenvolvidos pelo Dr.

Grimes, constituíam-se na chave-mestra do grande sucesso do Programa

Estruturado em Leitura Lingüística.

30

O filho e o neto do Dr Grimes eram disléxicos, e ele desenvolveu esses

métodos de ensino para ajudá-los no aprendizado da leitura. Ele havia sido

treinado, inicialmente, em métodos baseados em técnicas Orton-Gillinghan de

ensino para estudantes disléxicos, porém desenvolveu e aprimorou outras

técnicas que ele comprovou serem essenciais para ensinar o disléxico a ler.

Dentre essas técnicas está incluído o treinamento para desenvolvimento da

consciência fonológica, que somente nos últimos poucos anos têm sido

reconhecido por pesquisadores famosos como um componente-chave do

sucesso alcançado no aprendizado de leitura e soletração. Essas técnicas

pedagógicas com base em ensino terapêutico em lingüística estruturada, em

que está alicerçado o Método Panlexia, tiveram comprovada sua eficiência

para ensinar o disléxico, mais uma vez, em recente e importante trabalho de

pesquisa desenvolvido pela

University (Luczynski (2007).

Dra. Sally Shaywitz e sua equipe da Yale

As Escolas Newton, em 1968, confiaram ao Dr. Grimes a responsabilidade de

dirigir seu novo programa de ensino diferencial para alunos com Dificuldades

de Aprendizado. Isto aconteceu antes da aprovação de Leis Estaduais e

Federais requeridas para orientar programas como esse.

Pamela

KVILEKVAL,

educadora

especializada

em

Dificuldades

de

Aprendizado, teve o privilégio de fazer parte do primeiro grupo de profissionais

treinados diretamente pelo Dr. Grimes. E depois de três meses engajada nesse

trabalho dinâmico de ensino, ela se tornou sua assistente, supervisionando

diretamente os professores de educação especial.

31

Transcorridos dois anos como assistente do Dr. Grimes e como supervisora do

Curso de Instrução Terapêutica que ele ministrava, assistindo a mais de 200

disléxicos durante o ano escolar e em programas especiais de verão, Pamela

foi nomeada para dirigir o Programa de Dificuldades de Aprendizado das

Escolas Públicas de Andover, em Andover, Massachusetts. Pamela foi indicada

para esse cargo por membros do Departamento de Educação do Estado de

Massachusetts, depois que eles analisaram as técnicas de ensino das Escolas

Newton e avaliaram como "Muito favorável" o programa terapêutico que era,

então, desenvolvido naquelas escolas.

Em paralelo, o Dr. Grimes também capacitou seu grupo de educadores em

técnicas de desenvolvimento e uso de materiais, como recurso coadjuvante

essencialmente complementar em seu programa de ensino. Mas, desprendido,

ele nunca teve interesse em formalizar o registro escrito desse seu trabalho.

Por isso, quando um manual de treinamento foi requerido para as escolas de

Andover, o Dr. Grimes autorizou e estimulou Pamela a escrever o Manual

Básico, com 70 páginas, para dar início ao treinamento de 15 membros do

corpo

docente

das

Escolas

de

Andover.

Esses

profissionais

não

eram

formalmente especializados, mas compunham um grupo comprometido com

esse

ensino

diferencial,

muitos

dos

quais

eram

motivados

por

estarem

diretamente

envolvidos

no

ensino

de

crianças

com

dificuldades

de

aprendizado.

E

por isso,

eles

estavam determinados

a

desenvolver

um

eficiente programa de apoio pedagógico aos estudantes disléxicos, em suas

escolas.

32

Àquela época, não havia nenhum programa de graduação universitária para

formar esses especialistas, em Massachusetts. Mas, com o passar dos anos,

esse

Programa

de

Treinamento

com

estrutura

fundamentada

nas

características fonema x grafema do idioma inglês por Pamela, evoluiu de 70

páginas para 700 páginas, publicadas em seis volumes, com o título: "Um

Programa para Dificuldades Específicas de Linguagem". Programa abrangente

que se constitui, hoje, como base na formulação de muitos outros programas

de treinamento de profissionais em Dificuldades de Aprendizado, em diferentes

sistemas escolares.

Depois de 4 anos como Supervisora em programas de Dificuldades de

Aprendizado

e

10

anos

como

Administradora

em

Educação

Especial,

responsável por todos os programas de Educação Especial em Andover, sob

Leis Estaduais e Nacionais, Pamela se tornou Consultora em Educação

Especial

na

Itália.

Como

fora

professora

e

supervisora

em

escolas

internacionais em Milão e Roma, nos primeiros anos de sua vida profissional,

ela sempre desejou retornar

a

Roma. Por

isto, desde 1986, Pamela é

Consultora em escolas internacionais na Itália, e Supervisora de ensino

diferencial para estudantes disléxicos.

Na Itália não existe, ainda, programas pedagógicos especializados em Dislexia,

muitos médicos e psiquiatras italianos têm encaminhado crianças disléxicas

italianas para serem assistidas pela equipe de Pamela. Por isto, ela se impôs o

que se lhe constituiu num verdadeiro desafio: traduzir e construir seu programa

de ensino também dentro da base estrutural fonética do idioma italiano. Para

33

isso, no início ela teve que estabelecer a estrutura lingüística fonema x grafema

do idioma italiano, o que foi mais simples de ser feito do que ao estruturar o

Programa em seu idioma-pátrio: o inglês. Isso porque a língua italiana é

pronunciada quase que exatamente da mesma forma como é escrita. No início

desse árduo trabalho, Pamela desenvolveu listas de palavras para as lições de

cada dia. E, na evolução progressiva da formulação de seu Método, as listas

precisas de palavras e de exercícios de ditado passaram a ser agrupadas em

manuais. Então, o que ainda precisava ser feito era criar histórias com o

componente essencial de adequar-se a cada uma das lições, seguidas as

características da estrutura lingüística do idioma italiano.

Enquanto diversos livros de leitura, lingüisticamente estruturados, estavam

sendo publicados para serem utilizados em programas em inglês, não existia

nenhum livro em Italiano. Por isso, Nelly Melone, mãe de um dos estudantes

disléxicos de Pamela, afirmou que poderia tentar criar essas histórias. E ela foi

admiravelmente bem sucedida. E, assim, foi publicada: "Le Storie di Zia Lara",

ao mesmo tempo e como um encarte do "IL Método Panlexia". E são esses

livros

que

compõem

o

primeiro

programa

educacional

terapêutico

de

assistência pedagógica ao disléxico, publicado na Itália. Enquanto muitos livros

têm sido escritos sobre Dislexia na Itália, não havia nenhum programa com um

Método de instrução pedagógica, como qualquer indicação orientada à criação

e ao uso de materiais didáticos específicos, o que se constitui em técnica

coadjuvante essencial em programas de ensino diferencial para assistir ao

estudante disléxico. Era assim até o ano de 1998.

34

Hoje, porém, a Itália está na segunda publicação do Programa IL MÉTODO

PANLEXIA, que ainda continua sendo o único programa publicado naquele

país.

Professores, psicólogos e terapeutas da fala têm sido treinados, através de

toda a Itália, nos seguintes cursos de Pamela Kvilekval:

REABILITAÇÃO DA DISLEXIA

IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DAS DIFICULDADES DE APRENDIZADO -

REABILITAÇÃO DA DISCALCULIA

ORIENTAÇÃO

PARA

PAIS

DE

DEFICIÊNCIA DE ATENÇÃO.

CRIANÇAS

COM

DIFICULDADES

POR

Além do programa IL Método Panlexia de identificação de diferentes formas de

dificuldades de aprendizado, nas quais a Dislexia tem prevalência, bem como

referente às técnicas pedagógicas de ensino diferencial em Dislexia, Pamela

desenvolveu uma versão Italiana do "Preschool Screening System", de Peter

Hainsworth e Marian Hainsworth, publicado por ANICIA-2002. Trata-se de um

programa

de identificação precoce de

diferentes formas

dificuldades em

crianças

em

idade

entre

a

6

anos,

através

de

sintomas

e

sinais

característicos que as pré-dispõem a virem a apresentar dificuldades em seu

aprendizado escolar.

35

Crianças que, se integradas também precocemente em adequado programa

pedagógico

preventivo,

em

sua

grande

completamente suas dificuldades.

maioria

poderão

vir

a

superar

Com permissão de seus autores, Pamela está estruturando uma versão do

Preschool Screening System para ser publicado também em língua portuguesa

e validado em escolas brasileiras.

36

4. RELATO DO TRABALHO PRÁTICO

Os questionários (Apêndice 1), foram entregues aos professores do ensino

fundamental, aleatoriamente, com o objetivo de compreender o conhecimento

dos mesmos no que diz respeito à dislexia.

Todos os professores disseram ter conhecimento do que é dislexia e em sua

maioria,

têm

trabalhado

com

alunos

que

apresentam

dificuldades

de

aprendizagem., dentre eles também alunos disléxicos.

Alguns ressaltaram que perceberam estas dificuldades na escola, embora em

conversa com os pais desses alunos, ficou evidenciado que os mesmos não

percebiam os problemas, mas que estes ocorriam em casa, mas não tinham

idéia de que poderia ser uma dificuldade especcífica.

Dentre as características principais desses alunos, destaca-se que foram

percebidas dificuldades de fala e escrita.

Destaca-se também, que quando foi diagnosticada a dislexia nesses alunos,

além do atendimento recebido na sala de aula pelos professores, foram

encaminhados para outros profissionais como: neurologista e fonoaudiólogo.

Após os atendimentos ficaram evidentes a melhoria desses alunos, ou seja,

começaram a falar normalmente, a se relacionarem melhor com os outros

37

alunos. Destaca-se ainda que as melhorias, de acordo com o relato dos

professores foram lentas, mas evidentes.

Quanto à ajuda dispensada pela família, os professores relataram que assim

que a dificuldade foi descoberta, os pais interagiram e buscaram ajudar

principalmente na questão da procura de outros profissionais para ajudar no

tratamento.

5.

ANÁLISE DOS RESULTADOS E CONCLUSÕES

A criança

com

dificuldade

de

aprendizagem,

durante

muito

tempo,

foi

encaminhada ao médico, cujo diagnóstico isolado, ansiosamente aguardado

pela família e pela escola, iria confirmar ou negar a sua normalidade.

Num passado ainda próximo, nos casos detectados, geralmente a criança era

encaminhada para classes ou escolas especiais que ofereciam um ensino

diferenciado. Com isso, acabava por tornar-se estigmatizada e fazer parte de

um segmento social marginalizado, onde as oportunidades de ampliação de

suas potencialidades eram reduzidíssimas. Apenas com a chancela do médico,

na maioria das vezes, a criança com dificuldade de aprendizagem passava a

ser considerada, por muitas pessoas, como um ser incapaz de criar e produzir

conhecimento.

Mesmo hoje, não podemos ignorar que, diante de qualquer desvio do padrão

de comportamento, principalmente na escola, a primeira hipótese de explicação

ainda faz referência a um possível problema mental.

Como sujeito dotado tão somente de cabeça, desprovido de corpo, emoção e

sentimento, a criança distante dos padrões de competência foi, até a bem

pouco tempo, vítima de um julgamento equivocado e parcial.

Esse procedimento se modificou-se, em decorrência, principalmente, dos

avanços nas pesquisas neurológicas comprovando a plasticidade do cérebro

39

que,

mesmo

lesado,

tem

condições

de

reconstituir-se

e

garantir

seu

funcionamento, bem como da Psicologia, em especial a Psicanálise, cuja

contribuição está sendo significativa no sentido de colaborar para que a criança

seja também considerada como dotada de sentimentos, que desde a vida intra-

uterina influenciam o seu comportamento. A Pedagogia, igualmente, acabou

por repensar a sua prática, investigando mais profundamente a relação ensino-

aprendizagem. E todos esses profissionais, atuando integradamente, deram

um impulso à questão.

Percebe-se cada vez mais a evidência de que se faz necessário considerar o

aspecto orgânico como importante na avaliação do problema de aprendizagem,

no entanto é, também, indispensável que os aspectos cognitivos e afetivos

sejam ponderados na elaboração do diagnóstico, como também no tratamento

indicado.

Além desses fatores, não se pode deixar de levar

em conta os níveis

econômicos e culturais em que o grupo familiar da criança se encontra, bem

como o tipo de escola que freqüenta, uma vez que, se forem bem entendidas e

encaminhadas

as

crianças

com dificuldades

de

aprendizagem,

elas

não

precisam ficar pelos cantos ou entristecidos por causa disso, mas sim ter

orgulho te ter pessoas capazes de poder ajudá-los e amá-los.

A prática psicopedagógica mais moderna tem mostrado que, mesmo na

ignorância a criança tem se mostrado persistente certamente por elaborar

40

mecanismos inteligentes de defesa ou de manutenção de uma dinâmica grupal

na qual se encontra inseridas.

Contudo fica indispensável ressaltar que equipes multidisciplinares compostas

por

médicos,

pedagogos,

psicopedagogos,

psicólogos,

professores

entre

outros como pais envolvidos, cada vez mais se colocam a serviço dos casos de

problemas de aprendizagem, colaborando para que as crianças encaminhadas

possam desfrutar plenamente sua cidadania.

Ao término deste trabalho, como mãe de um disléxico, estudante do curso de

pedagogia e futura profissional da educação, esta pesquisa foi

e ainda está

sendo de grande validade.Inicialmente não se tem idéia dessa dificuldade

especificamente, somente após as pesquisas e o confronto com os sintomas

apresentados

pela

criança

e

que

se

vai

observando

as

dificuldades

e

nomeando-as, até chegar ao diagnóstico final.

Sugere-se a todos os educadores que estão diariamente em contato com

alunos pesquisem sobre a Dislexia.

REFERÊNCIAS

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disponível

em

http://www.psiqweb.med.br/cursos/linguag.html,

acesso

em

22/08/2006.

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Selene.

Dislexia,

um

desafio

do

processo

de

ensino

aprendizagem. Disponível em www.internewwws.com.br, em 13/09/2004.

Classificação

de

Transtornos

Mentais

e

de

Comportamento

da

CID-10:

Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Organização Mundial de Saúde

(Org.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

ELLIS, A.W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise cognitiva. Porto Alegre:

Artes Médicas, 1995.

FERNÁNDEZ. A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica

clínica da criança e da família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

JONHSON, D.; MYKELEBUST, H. Distúrbios de aprendizagem. São Paulo:

Pioneira, 1987.

LUCZYNSKI,

Zeneida

B.

Panlexia:

histórico

do

método.

Acesso

em

42

MARTINS, Vicente. Dislexia e o projeto genoma humano. Disponível no site <www.prosaber.com.br>, acesso em 10/08/2006.

MIRANDA, M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização: contribuições da teoria piagetiana. Araraquara, SP: JM Editora,

2000.

MOOJEN, S. Dificuldades ou transtornos de aprendizagem? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.

ROMERO, J. F. Os atrasos maturativos e as dificuldades de aprendizagem. In: COLL. C., PALACIOS, J., MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995, v. 3.

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SERRANO, Graciete. Dislexia, uma nova abordagem terapêutica. Disponível em <www.abd.org.br>, acesso em 10/09/2004.

VARELLA,

Drauzio.

Dislexia.

Disponível

em

<www.drauziovarella.com.br/entrevistas/dislexiaII6.asp>.

As

máquinas

ficam

mais inteligentes e nós? Acesso em 31/11/2006.

43

6.

ANEXOS

Questionário aplicado aos professores do ensino fundamental do município de

Goioerê

Caro professor (a):

Gostaria

que

respondesse

estas

perguntas

para

o

término

da

minha

monografia, pois estou no último período do Curso de Pedagogia da Faculdade

Dom Bosco de Goioerê. O tema é Dislexia.

1) Você

conhece

ou

ouviu

falar

sobre

dislexia,

mesmo

que

superficialmente? Caso afirmativo, responder as seguintes questões:

2) Já teve alunos que tiveram essa dificuldade de aprendizagem?

3) Qual a idade desse aluno e a série?

4) Como foi detectado o problema desse aluno?

5) Ele teve atendimento diferenciado? Se teve como foi?

6) Quais foram os progressos desse aluno?

44

7) Você teve orientação pedagógica específica para isso ou ajuda da

direção da escola e dos pais?