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Medicina Forense Profa Irene

Horário: aula começará 18:30h. Entra somente 19:05h.

22.02.10

O Perito é um expert no assunto. Depois que passa no concurso, passa por uma preparação. O perito criminal fica um ano sendo preparado. O perito é extremamente cobrado no estado de São Paulo

Perícia é a atuação de um douto nomeado por autoridade competente (no inquérito, delegado e no processo, o juiz competente). Para informar ao Poder Judiciário sobre um fato de natureza permanente.

Perito é quem realiza a perícia, nomeado por autoridade competente para informar ao Poder Judiciário sobre um fato de natureza permanente.

Se faltar um elemento, a perícia não será válida.

Os juízes das localidades onde não há perito nomeiam pessoas que têm experiência, chamados de peritos ad hoc. Por ex, houve um desabamento, o juiz solicita os serviços de um engenheiro. Isso na área penal. Na área trabalhista ou cível, são peritos do juiz, chamados de perito nomeado ou perito louvado. O perito oficial é o da área criminal, concursado.

Número de peritos: O CPP exige peritos (dois assinando o laudo se faltar, o laudo é anulado). Se o juiz quiser algum esclarecimento, deve pedir ao primeiro signatário do laudo.

Em 2008 a lei mudou. Se aceita apenas um perito oficial atuando na área penal. Facultou-se a atuação de um assistente técnico, quando requisitado pelo membro do MP. Diferentemente da área cível, em que o assistente é solicitado quando as partes desejam.

Nas áreas em que não há perito oficial, juiz deve nomear dois experientes, no criminal.

No cível, continua um perito louvado e um assistente técnico de cada parte, que poderão ser oferecidos ou não.

Objeto da perícia:

IMESC Instituto de medicina social e criminal. Perícias em geral.

Instituto Oscar Freire proposta maior de informação. Sanidade psíquica dos funcionários públicos e DNA, por ex.

Hospital de Tratamento e Custódia de Tremembé exames em pessoas que não tem entendimento sobre o cumprimento da pena. Que estão sob custódia. Não podem ir para presídios comuns. Ficam sendo avaliados psiquiatricamente de tempos em tempos.

* geralmente um período não contraria o outro.

Biotipologia criminal: para ver se o indivíduo estava apto a progredir na pena. Mas veio uma regra e disse que o diretor do presídio avaliaria. (critério duvidoso)

Instituto de Criminalística: peritos criminais indivíduos maiores, portadores de diploma de terceiro grau (qualquer diploma). Objeto da perícia coisas em geral. Qualquer coisa pode ser, desde que deixem vestígio.

Instituto Médico Legal: quem atua é o perito médico legista. Profissões paramédicas. Formado em medicina, em curso reconhecido pelo MEC. Objeto pessoas (atentados sexuais em geral, lesões corporais em geral). Além de pessoas, cadáver. No cadáver, além das informações dadas no vivo, pode-se dar a realidade da morte. O CPP exige 6h no mínimo para o exame cadavérico, porque só depois disso que os sinais cadavéricos começam a aparecer (sinais tanatológicos). Sinais evoluem e a partir disso é possível saber há quanto tempo morreu. Além disso, causa mortis, que deverá sempre ser morte violenta, trauma. A morte natural não interessa para esse campo, vai para o campo clínico ou SVO (Serviço de Verificação de Óbitos). IML trata de casos da polícia. Afora os cadáveres, há as ossadas. Especialistas em antropologia, odontologia, que analisam as ossadas para fornecer informações tais como altura, sexo, DNA (caso não tenha sido submetido inteiramente à combustão).

Os dentistas são exceções, pois não são médicos, mas trabalham no prédio do IML, apesar de contratados pelo IC.

Momento de manifestação dos peritos: 99,9% deles se manifestam de maneira escrita, através dos documentos médico-legais. Documentos: relatórios, que são divididos entre autos e laudos. Há também os atestados e pareceres.

É

através

dos laudos

que

é

possível estudar todos os temas. Instrumentos de estudo e

pesquisa.

 

Os atestados têm restrições. Servem para afirmar certo fato determinado. Ex: fulano é portador da CID 10.

O parecer é a resposta dada a uma consulta feita. É um documento extra-oficial. Oficial é só laudo.

O auto é quando um perito dita para o escrivão ou escrevente. Se for num posto médico-legal num distrito policial, dita para o escrivão. Ou, quando houve um laudo e ninguém entende. Perito é chamado na vara para dar esclarecimentos. Enquanto ele responde, escrevente vai reduzindo a termo e o perito assina.

Já o laudo é escrito pelo próprio perito, contendo o resultado do seu trabalho. É extenso. Para saber interpretar um laudo, é necessário estudar medicina forense. A diferença básica entre o laudo e o auto é a forma como é expresso (ditado ou não). Ambos são oficiais.

Laudo é a descrição pormenorizada de um fato e suas conseqüências. É bem amplo. O laudo tem uma seqüência lógica: preâmbulo (data, nome do(s) perito(s), da autoridade que determinou, nome da perícia), histórico (motivo da perícia, cópia do B.O., no caso de cadáveres e coisas), descrição (mais importante perito mostra tudo o que fez, analisou, viu), discussão (existe apenas em laudos muito complexos ex: investigação de paternidade, identificação de ossada, troca de sexo em que o indivíduo já houvera operado) e conclusão (simples, decorrência normal e natural da discussão, não pode ser conflitante). Respostas aos

quesitos após conclusão: podem ser quesitos do juiz/ delegado ou quesitos complementares (quando é necessário complementar o laudo). Data e assinatura. Não há mais primeiro e segundo signatário.

01.03.2010

Traumatologia

Agentes mecânicos: externos ou internos Externos: simples e mistos ou compostos Simples: instrumentos cortantes, perfurantes, contundentes

Mistos ou compostos: instrumentos corto-contundentes, pérfuros-cortantes ou perfuro- contundentes.

Interno: o esforço.

O agente mecânico é o que causa lesão se o estado de repouso é alterado.

O projétil também é uma forma de agente mecânico. Depende de uma dinâmica em que o ser humano provoca.

Os agentes externos atuam de fora para dentro, diferentemente do esforço muscular, que é interno, de dentro para fora.

Os externos podem ser simples e mistos/compostos.

Professora trouxe instrumentos.

A arma branca exige a proximidade e a disponibilidade de ferir, por isso o indivíduo que usa arma branca é perigoso.

Quando o instrumento é pesado e cortante, há uma lesão cortante e contundente. O projétil da arma de fogo é perfuro-contundente.

O médico legista descreve a contusão . Quando há dúvida, os laudos complementarem esclarecem os fatos.

Nos agentes mecânicos há uma dependência muito grande do agente que o manipula. Ex: o revólver serve para dar tiro, mas usaram para dar coronhada (contundente).

Instrumentos cortantes

Geralmente os instrumentos cortantes são leves. Provocam lesões graves porque são afiados. Se não forem afiados, produzirão um corte e uma contusão, e o instrumento será desclassificado. Faca de cozinha, bisturi, canivete, navalha, lâmina, caco de vidro, papel, folha de plástico, de alumínio, aço. O nome comercial não funciona no documento técnico. Todo instrumento que tem gume ou corte e ele cortou, será um instrumento cortante.

Cada instrumento vai ter uma forma de ação do autor. Nesse caso, para cortar, deve-se pressionar e deslizar. Enfiar não é.

Tipos de feridas: genericamente, pode-se dizer que as feridas produzidas pelos instrumentos cortantes são as feridas incisas (produzidas pelo que agride) ou incisão (corte feito pelo médico, especificamente).

Quando o instrumento atua de forma perpendicular ao alvo, ele produz uma ferida incisa ou incisão. Quando ele atua de forma oblíqua ao alvo (uma concha e tira), trata-se de ferida incisa com retalho fica um pedaço pendurado.

Quando o instrumento atua de forma a afastar do corpo uma parte pendentes (dedos, mão, braço, artelhos, pés, membros inferiores, pênis, glândula mamária, nariz pavilhão da orelha). Nesse caso, será uma ferida incisa mutilante.

Quando atua na parte anterior do pescoço, tem-se o esgorjamento. Quando separa a cabeça do resto do corpo, tem-se a decapitação ou degola.

Características: maior comprimento em relação à profundidade. Bordas lisas e nítidas. Afastamento das bordas. Elasticidade (cadáver não tem mais). Presença de cauda de entrada e de saída (só na ferida incisa ocorre isso) - as caudas do corte indicam a direção do corte (ajuda na falsa alegação do suicídio determinando se o indivíduo é destro, sinistro ou ambidestro).

Instrumentos perfurantes

* os angulosos saem dessa categoria, porque cortam e perfuram.

Pressão, estocada. Se arranhar, é outro tipo de instrumento. Nesse caso tem que entrar por pressão. Ele não tem corte. Exemplos: estaca de qualquer material, prego, alfinete, agulha, caneta, lápis, compasso, sovela, dardo.

Lesões: Feridas punctórias. Genericamente, essas feridas são chamadas assim. Podem ser superficiais (furinho de agulha) ou pode ser penetrante (furo na orelha, pois atravessou) se atravessa ou chega a mais de 50%, é penetrante. Subdivisão: quando atinge grandes cavidades (crânio, tórax e abdômen), será uma ferida cavitária. Se não atingir essas partes será não-cavitária. Quando atravessa, é chamada de transfixante (é cumulativa). Quando o instrumento é introduzido no ânus, vagina ou períneo (entre ânus e vagina/pênis), trata-se de empalação.

O corpo humano observações

Derme, epiderme, hipoderme. Após isso, há uma capa de gordura. Após a gordura, há uma parte vermelha músculos, em forma de fibra. As fibras têm direções diferentes.

O instrumento perfurante afasta as fibras musculares. Dependendo do músculo, a elasticidade do músculo repuxa e a ferida fica alongada. (Filhos e Langer desenvolveram essa descrição Leis de Filhos e Langer características das feridas punctórias FICAR ATENTA PARA A PROVA, vai perguntar nesses termos).

Características (de Filhos e Langer): Numa mesma região do corpo, a direção da lesão será a mesma. A ferida é achatada e alongada, parecida com aquela produzida por um punhal, porém, a produzida pelo perfurante não tem corte, é só repuxada e nas bordas não há corte, o sangue vem de dentro. A cortante sangra muito mais. Onde há cruzamento de fibras, a ferida toma forma de figura geométrica.

08.03.2010

Instrumentos corto-contundentes

São instrumentos compostos. Produzem lesões graves. Cortam e têm peso.

Facão pesado e tem um gume; machadinho; alfanje (menor que a foice); enxada; guilhotina; pára-choques; rodas de trem ou metrô.

Forma de ação: são pesados, de grande porte, com compressão (batida).

Feridas: quando atinge de forma perpendicular o alvo, há a ferida corto-contusa. Quando atua de forma oblíqua ao alvo (concha que entra e sai), há uma ferida corto-contusa com retalho. Quando afasta uma parte pendente, há uma ferida corto-contusa mutilante. Por fim, há a decapitação ou degola, quando afasta a cabeça do resto do corpo, ainda que fique pendurada bordas irregulares.

* nos cortantes, há o esgorjamento (no pescoço). Nesse caso, não existe esgorjamento, pois com a pressão, separa a cabeça do resto.

Características: Maior profundidade do que comprimento; bordas irregulares e machucadas; afastamento das bordas (quando a vítima estava viva); nessas feridas não há as caudas, pois não há deslizamento.

Instrumentos perfuro-cortantes

Corta e perfura ao mesmo tempo. Têm ponta, mas têm gume(s) ou ângulos (estilete). Ex: faca de cozinha com ponta; punhal; espada; angulosos.

Forma de ação: por pressão, estocada. A diferença para com o perfurante é que com o perfuro-cortante entra mais, pois não precisa afastar as fibras.

Feridas: perfuro-incisas, que podem ser superficiais, penetrantes (cavitárias, quando atingem cavidade do crânio, abdômen ou tórax; transfixantes, quando atravessam o corpo; e não há empalação).

Características: Quando o instrumento é de um gume só (parte de trás é dorso), é possível saber a posição da arma, pois o ângulo agudo corresponde ao gume e o aberto, ao dorso.

Dorso

Características (de Filhos e Langer): Numa mesma região do corpo, a direção da lesão será a

Gume

Quando o instrumento é novo, o ângulo do dorso é reto, formando um triângulo:

Dorso

Quando o instrumento é novo, o ângulo do dorso é reto, formando um triângulo: Dorso Gume

Gume

A de dois gumes é achatada.

A produzida pelo angulado é estrelada, com número de raios correspondente ao número de ângulos.

Quando o instrumento é novo, o ângulo do dorso é reto, formando um triângulo: Dorso Gume

Instrumentos contundentes

Quando o instrumento é novo, o ângulo do dorso é reto, formando um triângulo: Dorso Gume

Variam muito. Por isso, há uma subdivisão.

1)

Órgãos

naturais de defesa e ataques dos homens e animais. Ex: mãos, unhas, dentes, cabeça, joelhos, pés, cascos, presas, chifres, o próprio corpo do animal.

2)

Instrume ntos usuais: feitos usualmente para bater, como o soco inglês, a chibata, o cassetete, a palmatória, o tchaco.

3)

Instrume ntos ocasionais: qualquer coisa, inclusive outros instrumentos classificados de forma distinta, pode ser utilizada como instrumentos contundentes. Ex: martelo, taco de bilhar, de golfe, de beisebol, pau de macarrão. Num desabamento, os materiais que caem são instrumentos desse gênero. Quando há uma superfície (ex: caiu no chão) dura e a vítima bate nisso, há um corpo contundente.

Quando uma pessoa tem diversos tipos de lesão, diz-se que é uma pessoa politraumatizada por instrumentos contundentes.

No caso de instrumentos contundentes, é importante notar as lesões na cabeça, pois dependendo da intensidade, se pode ter traumatismo craniano, enquanto que nos casos periféricos, não há isso.

Tipos de contusão

  • - Eritema: há fluxo de sangue na região traumatizada (não dá corpo de delito, nem exame pericial). Não interessa o emocional, mas por agente mecânico.

  • - Edema: inchaço. Aumento de volume na região traumatizada (decorrente de trauma e não

problemas fisiológicos). O edema geralmente é uma fratura companheira de outra. No edema, o plasma do sangue sai e por isso o edema não tem cor a parte figurada não sai. Tem volume e não tem cor.

  • - Equimose: 1- Contusão; 2 Arrebentamento da parede dos vasos; 3 Saída do sangue dos

vasos sanguíneos; 4 - Infiltração do sangue nas malhas do tecido (não há solução de continuidade por onde sair). Tem cor e não tem volume.

  • - Hematoma: 1 Contusão; 2 Arrebentamento da parede dos vasos; 3 Saída do sangue dos

vasos sanguíneos; 4 Uma parte do sangue infiltra nas malhas do tecido; 5 O sangue

restante permanece in loco coagulando-se. Há aumento do volume e tem cor.

  • - Bossa linfática: Quando o edema é no couro cabeludo (não falar em “cabeça” na prova), é bossa linfática, que é periférica (diferente do traumatismo).

  • - Bossa sanguínea: Quando há equimose ou hematoma no couro cabeludo, é bossa sanguínea, também periférica (diferente do traumatismo).

15.03.2010

Continuação ...

(contusões em geral)

Mecanismos de produção das contusões

Compressão: pancada vasos arrebentam de dentro pra fora ou vice-versa.

Tração: beliscão, mas não há solução de continuidade nos tecidos. Vasos sanguíneos têm elasticidade no diâmetro, mas não no sentido longitudinal. Por isso, o vaso rasga e vai se infiltrando.

Sucção: dentro dos vasos sanguíneos há pressão intravasal. Fora dos vasos, também há pressão, que vem da atmosfera no sentido de todas as partes do corpo. Se assim não fosse, a pressão interna seria tão grande que o sangue seria todo expulso. No fator sucção (ex:

ventosa homeopatia utilizava), há a diminuição da pressão extravasal e a parede arrebenta (fica desguarnecida). O sangue se infiltra pelas malhas dos tecidos

Esforço: aumenta a pressão intravasal. Por isso os hipertensos não podem fazer exercícios em exagero.

Evolução cromática

Lesões com cor. (edema e bossa linfática não têm)

A parte líquida (incolor) é reabsorvida. Já a parte sólida é fagocitada em parte e a hemoglobina passa a se manifestar.

Nos primeiros dias -> vermelho intenso Do 3º ao 6º dia -> azulado (roxo) Do 7º ao 12º dia -> Esverdeado Do 13º ao 20º dia -> amarelado

Muitas vezes a mesma contusão tem diversas cores, dependendo da área onde foi mais forte. É importante ter ciência disso para determinar quando ocorreu a contusão. Fratura na base do crânio (manchas ficam na área dos olhos).

A grande dificuldade é diferenciar a equimose do livor cadavérico. Dependendo da posição do cadáver, vai haver um declive e a concentração do sangue vai para a região mais baixa. Os vasos sanguíneos não agüentam isso, estouram e ficam roxos. Para diferenciar, deve-se fazer um corte, se lavar e a cor não sair é porque é equimose (pois nesse caso o sangue fica preso nas malhas dos tecidos). Se sair é porque se trata de livor cadavérico, pois o sangue sai todo.

Essas foram lesões sem arrebentamento da pele. Vamos tratar as lesões onde há rasgamento ou arrebentamento de pele e tecidos.

Escoriações

Há a evolução no vivo e no morto.

No vivo:

Quando um instrumento contundente ou corpo contundente resvala no corpo, arranca a epiderme (camada mais fina) e não sangra, trata-se de escoriação típica Arranca somente a epiderme. Forma-se uma crosta serosa amarelada (mais ou menos 24h depois). Se formou antes de morrer, enquanto vivo, chama-se de crosta intra vitam. Se morrer antes de formar a crosta completamente, se lavar, a crosta sairá, porque não houve tempo de formar a defesa do organismo, com colágeno e as substâncias normais. Será lesão post mortem.

No caso da escoriação atípica: arranca epiderme e a derme. 1) sai linfa + sangue e em mais ou menos 24h depois -> crosta soro-hemática é amarelada e vermelha; 2) sai mais sangue e não

percebe a linfa. Em mais ou menos 24h depois -> crosta hemática (vermelha). Não devem ser arrancadas para não deixar marcas.

No morto:

Quando o indivíduo morre, há inúmeros sinais, como a não-coagulação do sangue, por exemplo. A pele demonstra a não-existência de vida mais rápida. Há o relaxamento dos músculos e a pele reage como um couro. O morto vai perdendo os líquidos mais rapidamente e essa desidratação acentua o aspecto de couro. E se há uma ferida depois da morte, ela tem aspecto de pergaminho (pergaminhamento da pele), não há reação vital. Falou em pergaminhamento, falou em lesão post mortem.

Ferida lácero-contusa:

Há dilaceração. Arranca epiderme, derme, gordura, músculo

Pode ser produzida pela

... compressão (ex: atropelamento ou batida que faz com que o indivíduo fique preso).

Compressão maior há dilaceração dos tecidos.

Dependendo da altura que cai, pode haver ruptura dos órgãos internos Nesse caso, se houver, (ocorre quando cai de muito alto), o motivo é porque os órgãos atingem uma velocidade grande e rompem. Medula, fígado e baço rompem com mais facilidade.

Pode ser produzida pela tração, que nesse caso é mais intensa e mais forte.

Há também o arrebentamento. Nesse caso, o instrumento é arredondado e atinge uma parte arredondada também e parece um corte, uma ferida incisa.

Luxação

Entre os ossos, há a bursa entre as articulações. Quando perde-se a relação normal articular, ocorre a luxação. A subluxação é quando essa perda não é total. Em qualquer caso, é uma lesão corporal de natureza leve, pois para restabelecer, precisa apenas de anti-inflamatório para restaurar a parte mole, em mais ou menos 15 dias. Mas se não der atenção, a lesão pode virar gravíssima.

Fratura

A fratura simples é lesão corporal de natureza grave. Para a cura, leva de 30 a 60 dias.

Mecanismos de produção: compressão, flexão (duas forças contusivas forçam o osso a vergar, mas o osso não verga e se fratura). Também por torção (ex: vira o pé e o resto da perna fica).

MATÉRIA DA PROVA DIA 22/03: Peritos e perícia, documentos médico-legais, instrumentos cortantes, perfurantes, instrumentos corto-contundentes, perfuro-cortantes, contundentes, contusões em geral.

29.03.10

Instrumentos Pérfuro-contundentes orifício de entrada

  • 1. Forma: os três elementos seguintes alteram a forma do orifício de entrada. Direção: se dá um tiro perpendicular, o orifício é redondo e mostra que a bala veio girando.Se projétil vai inclinanndo, o orifício vai ficando oval. Distância: quando há um tiro muito próximo ou encostado, há uma lesão muito desigual, amorfa e diferenciada a explosão atinge o alvo e acaba arrebentando. Um tiro à distância provoca um orifício diferenciado projétil faz uma curva balística em direção ao chão, progredindo dando cambalhota. Dependendo da parte da bala que acerta, a forma se modifica. * ogiva é a ponta da bala, flanco é o resto e há a base. Condições do projétil: se o projétil está deformado, a ferida sai de acordo com o formato que saiu.

  • 2. Dimensões: Comparação com o projétil: o orifício de entrada é geralmente menor que o projétil. A pele arrebenta, mas com a elasticidade, volta. Comparação com o orifício de saída: geralmente se deforma, porque o projétil perdeu a velocidade. Pele arrebenta para fora. Geralmente o orifício de saída é maior que o de entrada. Mas não é uma regra absoluta!!!

  • 3. Orlas: produzida pelo projétil se tiver orifício, tem orlas. Contusão: o projétil entra girando e faz uma escoriação arranhada, arrancando a pele. Enxugo: feita em cima da orla de contusão deposição das impurezas que estavam no cano da arma.

  • 4. Zonas: são produzidas pelos demais elementos que saem da arma gases, pólvora .. Tatuagem: produzida pelos grãos de pólvora que não se queimaram. Há o orifício de entrada e em volta dela, os grãos incrustam na pele e se depositam ali. Esfumaçamento: há também partículas de pólvora que não se incendiaram quando essas cinzas se depositam, há a zona de esfumaçamento. É a zona produzida ao redor do orifício de entrada pelas partículas de pólvora que se queimaram. Chamuscamento: produzida pelos gases que saem pela boca da arma, que se incendeiam rapidamente em contato com o oxigênio do ar. Queima pelo, pele,

roupa

produzida no tiro à queima roupa. Produzida pelos gases aquecidos que se

.... incendeiam em contato com o oxigênio.

Tudo funciona em torno do calibre, da potência da arma. A manutenção é essencial.

O projétil passa muito justo pelo cano da arma. Ele se desgasta, pois recebe as impressões dos sulcos da arma, feitos para identificar a arma. São raias helicoidais. Projétil gira no seu próprio eixo.

Num tiro clássico, há o orifício de entrada, o trajeto e o orifício de saída. Só

Num tiro clássico, há o orifício de entrada, o trajeto e o orifício de saída.

Só é possível saber a distância se for feito teste com a arma usada e a munição. O perito precisa da arma e da munição usadas no crime.

O tiro à distância é caracterizado pelo orifício de entrada, a orla de enxugo e a orla de contusão.

O tiro próximo é identificado porque tem o orifício de entrada (com orla de contusão e enxugo) e há a zona de tatuagem.

Num tiro mais próximo há duas zonas, de tatuagem e esfumaçamento (cinza não tem longo alcance). Tem orifício de entrada (com orla de contusão e enxugo).

Já num tiro à queima roupa, é possível dizer que o alvo foi colocado ao alcance da língua de fogo da arma. Muitos confundem com tiro encostado. É muuuito próximo, mas não encostado. Há orifício de entrada, orla de contusão e enxugo. Há as três zonas: de tatuagem, de esfumaçamento e de chamuscamento, produzida pela chama, pelos gases que pegam fogo. Há a marca de tudo que a arma produz. Câmara de mina: quando há o depósito de todos os elementos abaixo da pele. No tiro encostado não há nada, mas uma explosão enorme, com uma lesão muito deformada, diferente de todas as demais.

Trajetória é o caminho que o projétil faz quando sai da boca da arma até encontrar o alvo. Já o trajeto é o caminho que o projétil faz dentro do corpo.

O orifício de saída se difere do orifício de entrada, da seguinte forma:

  • 1 O orifício de saída é geralmente maior que o de entrada.

  • 2 No orifício de saída não há as orlas.

4

No orifício de saída, geralmente, há a saída de matéria orgânica.

05.04.10

Agente mecânico Interno

O Esforço

  • - Conceito: é a atuação de uma potência (braçal) representada por uma energia de contração muscular para contrabalançar outra potência ou para vencer uma resistência (interna ex

tosse - ou externa). É um conceito clínico. Não se aceita outro.

* não se confunde com a fadiga, que é uma alteração bioquímica, enquanto o esforço é muscular.

  • - Mecanismo de esforço:

    • 1 Ato de inspiração

    • 2 Fechamento de glote

    • 3 Contração expiratória (ar que sair e a pessoa não deixa é o que dá a força)

    • 4 Aumento da pressão intra-abdominal

    • 5 Aumento da pressão intra-torácica

    • 6 Aumento da pressão intra-craniana

    • 7 Aumento da pressão sanguínea

    • 8 Contração dos músculos atuando sobre os tendões e articulações ( dependendo do esforço, há um mecanismo. A preparação evita lesão.)

      • - Efeitos lesivos do esforço:

        • a) No aparelho locomotor músculos, ossos e articulações

        • b) Fora do aparelho locomotor aparelho circulatório (pode arrebentar válvula mitral e

músculos do coração, do miocárdio

),

aparelho circulatório, abdômen

Hérnias

  • - conceito: saliência formada por um órgão ou porção de órgãos (ex: intestino) que venha a

sair da cavidade natural que o contém, através de um orifício natural (ex: umbigo) ou acidental

(cicatriz). NÃO É A SAÍDA, é o EFEITO DA SAÍDA (a saída é a efração).

Em outras palavras, quando os órgãos saem do lugar, mas ainda ficam abaixo da pele.

  • - fatores:

    • a) lócus minoris resistentiae local de pequena resistência (ex: umbigo, cicatriz, estrias)

    • b) Pressão intra-abdomnal acontece independentemente da vontade da pessoa.

      • - classificação:

* na área das hérnias há muitas fraudes. Tem gente que nasce com isso e não vai ver. Então entra com ação trabalhista dizendo que foi num ato de trabalho.

  • a) hérnia acidente um ato brusco que faz com que órgão saia do lugar abruptamente.

  • b) hérnia doença: crônica, surge no decorrer da vida (esforços normais).