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Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência 130

130

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

SOBRESOBRESOBRESOBRE OOOO AUTORAUTORAUTORAUTOR

Djalma Caselato é engenheiro eletricista, com ênfase em eletrotécnica, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, com Mestrado e Doutorado em Engenharia na área de Sistema de Potência pela Escola Politécnica da USP.

Desde sua formatura, em 1968, tem trabalhado na área de elaboração de projetos de usinas hidrelétricas e de subestações, com atuação específica na área de equipamentos elétricos de grande porte (gerador, barramento de fases isoladas, transformadores, disjuntores, seccionadoras, sistemas de excitação e reguladores de tensão). Atividade profissional internacional, nas áreas indicadas, com trabalhos desenvolvidos na Suíça, França, Alemanha, Tchecoslováquia, África do Sul, República Democrática do Congo, Angola e Moçambique.

Foi pesquisador junto ao Departamento de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica da USP.

Como atividade didática exerceu a função de Professor Adjunto do Departamento Elétrico da Universidade de Mogi das Cruzes, de março de 1984 a janeiro de 1994, e desde maio de 1994 é responsável pelas disciplinas Sistemas de Potência I e II, Laboratório de Sistemas de Potência I e II, Subestações Elétricas e Usinas Hidrelétricas na Escola de Engenharia Mauá para o curso de engenharia eletrotécnica.

O autor possui artigos publicados no Brasil e no exterior sobre projeto elétrico de subestação, sobre modernização e reabilitação de usinas hidrelétricas, sobre eficiência e limites operacionais de turbinas com velocidade ajustável em sistema de conexão unitária, sobre novo modelo de gestão de qualidade para o setor energético, sobre método para cálculo do GD 2 de hidrogeradores e sobre aspectos técnicos no pré- dimensionamento de grandes hidrogeradores.

131

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

5555

MATRIZESMATRIZESMATRIZESMATRIZES ADMITÂNCIASADMITÂNCIASADMITÂNCIASADMITÂNCIAS EEEE IMPEDÂNCIASIMPEDÂNCIASIMPEDÂNCIASIMPEDÂNCIAS DEDEDEDE BARRASBARRASBARRASBARRAS

Extrato da Teoria

5.1 Equivalência de Fontes

Os dois circuitos apresentados nas figuras 5.1 e 5.2 são equivalentes, do ponto de vista energético, quando as grandezas envolvidas satisfazem as expressões (5.1) e (5.2).

envolvidas satisfazem as expressões (5.1) e (5.2). E = I.Z p (5.1) Z p = Z

E

= I.Z p

(5.1)

Z p = Z g

(5.2)

5.2 Matriz de Impedâncias Primitivas da Rede

A matriz de impedâncias primitivas da rede representa todas as impedâncias próprias e mútuas da rede. Sua

construção é bem simples: indicando as colunas e as linhas com o nome de cada ramo, as impedâncias próprias se localizam na diagonal principal 1 e as impedâncias mútuas fora dessa diagonal.

Para o exemplo da figura 5.3 (uma rede com três barras) é mostrada a matriz de impedâncias primitivas.

A matriz de admitâncias primitivas da rede é calculada pela expressão matricial (5.3), ou seja, pela matriz inversa da matriz de impedâncias primitivas.

y

prim

=

z

1

prim

(5.3)

de impedâncias primitivas. y prim = z − 1 prim (5.3) 1 Diagonal principal de uma

1 Diagonal principal de uma matriz é aquela que começa do lado esquerdo superior e termina no lado esquerdo inferior da matriz.

132

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

z prim

1 – 2

1 – 3

1

0 – 2

0 - 3

= 0

1 – 2

1 - 3

0 – 1

0 - 2

0 – 3

j

X

12,12

j X 12,13

j

X

13,12

j X 13,13

j X 01,01

j X 02,02

j X 03,03

A

matriz z prim seguinte oferece um exemplo numérico da rede da figura 5.3:

z

prim

 

1

– 2

1 - 3

0 - 1

0 - 2

0 – 3

 

1

– 2

0,3 j

0,1 j

     

1

– 3

0,1 j

0,2 j

     

=

0 – 1

   

0,2 j

   

0

– 2

     

0,1 j

 

0

- 3

       

0,2j

No caso específico deste exemplo, o valor da matriz de admitâncias primitivas é:

y prim

 

1 – 2

1 - 3

0 - 1

0 - 2

0 – 3

 

1

– 2

- 0,4 j

2

j

     

=

1 – 3

2 j

6

j

     

0

– 1

   

- 5 j

   

0

– 2

     

- 10 j

 

0

- 3

       

- 5 j

5.3 Construção da Matriz Admitância de Barras

5.3.1 Rede sem impedâncias mútuas

O elemento mais simples de uma rede é o ramo existente entre dois nós, como indica a figura 5.4.

o ramo existente entre dois nós, como indica a figura 5.4. Considerando uma corrente I injetada

Considerando uma corrente I injetada em cada barra (positiva, se for uma fonte, e negativa se for uma carga), a equação matricial que representa a inter-relação entre essas correntes e as tensões em cada barra, para uma rede com n barras, é dada pela expressão matricial (5.4), com todos os valores em p.u.

I 1

I k

I n

=

Y 11

Y 1k

Y 1n

∂ ∂

V 1

∂ ∂

∂ ∂

Y k1

Y kk

Y kn

∂ ∂

V k

Y n1

Y nk

Y nn

V n

1n ∂ ∂ V 1 ∂ ∂ ∂ ∂ Y k1 ∝ Y kk ∝ Y

Y barra

(5.4)

133

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

Os valores de cada célula da matriz Y barra são calculados com as equações indicadas em (5.5) e (5.6).

Y

k k

Y

k j

(

=

k

j

n

Σ

j =0

y

k j

)

= − y

k

j

 

(5.5)

(o valor de j varia de 1 a n)

(5.6)

Os valores de y kj estão representados na figura 5.5. Trata-se da admitância do ramo entre a barra k e a barra j.

Trata-se da admitância do ramo entre a barra k e a barra j. 5.3.2 Rede com

5.3.2 Rede com impedâncias mútuas

Dois ramos da rede com impedâncias mútuas estão representados na figura 5.6. Neste caso, as regras para a montagem da matriz admitância de barras são as seguintes:

a) O elemento y pq,pq deve ser somado com o mesmo sinal nos seguintes elementos de Y barra :

Linha p, coluna p : Y pp

Linha q, coluna q : Y qq

b) O elemento y pq,pq deve ser somado com o sinal trocado em:

Linha p, coluna q: Y pq

Linha q, coluna p: Y qp

c) O elemento y pq,rs deve ser somado com o mesmo sinal em:

Linha p, coluna r: Y pr

Linha q, coluna s: Y qs

d) O elemento y pq,rs deve ser somado com o sinal trocado em:

Linha q, coluna r: Y qr

Linha p, coluna s: Y qs

Linha q, coluna r: Y q r • Linha p, coluna s: Y q s Uma

Uma regra mnemônica para a montagem de Y barra pode ser a mostrada nas figuras 5.7 e 5.8.

s: Y q s Uma regra mnemônica para a montagem de Y b a r r

134

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

5.4 Eliminação de Barras da Matriz Y barra por Álgebra Matricial

Somente barras em que não entra ou sai corrente para a rede podem ser eliminadas.

A expressão matricial representada pela expressão (5.7) pode ser expressa pela (5.8), onde a matriz Y barra é

particionada de tal maneira que as barras a serem eliminadas são representadas pelas submatrizes I X e V X .

[ I ] = [ Y barra ].[ V ]

I = K L V A A I L M V X T X
I
=
K
L
V
A
A
I
L
M
V
X
T
X

A nova matriz Y barra reduzida é calculada pela expressão matricial (5.9).

[ Y barra ] = [ K ] – [ L ].[ M ].[ L T ]

5.5 Matriz Impedância de Barras

(5.7)

(5.8)

(5.9)

(

Uma vez calculada a matriz admitância de barras, por inversão da mesma, obtém-se a matriz impedância de barras, conforme mostra a equação matricial (5.10).

Z

barra

=

1

Y

barra

(5.10)

A matriz impedância de barras é extremamente útil para cálculo de defeitos em sistemas elétricos de potência.

Os valores na diagonal principal da matriz impedância de barras correspondem aos valores da impedância de Thévenin para as respectivas barras. Assim, Z 11 é a impedância de Thévenin para a barra 1, da mesma forma Z 22 é a impedância de Thévenin para a barra 2, e assim sucessivamente. A diagonal principal da matriz impedância de barras corresponde às impedâncias de Thévenin para cada barra.

5.6 Método para Obtenção da Matriz Impedância de Barras

Duas regras gerais são indispensáveis para a formação de Z barra :

A matriz Z barra é montada ramo por ramo, ou seja, começa-se por um ramo e faz-se uma matriz Z barra ; em seguida, acrescenta-se o próximo ramo e constrói-se a próxima Z barra .

O primeiro ramo deve estar obrigatoriamente conectado à referência.

Os demais ramos devem ser acrescentados um a um e sempre ligados a uma barra já introduzida na matriz Z barra .

Para uma maior eficiência computacional, introduzir ramos que já possuam as duas barras na matriz Z barra .

a) Adição de ramo entre um barramento novo e a referência

Este novo ramo possui impedância z k0 . A nova matriz Z barra fica:

[Z barra ]

=

   

0

 

[Z

barra ]

 

.

.

.

 

0

0

.

.

.

0

z k0

(5.11)

b) Adição de ramo entre um barramento novo e um barramento existente

135

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

Será acrescentada a impedância z ik entre a barra i já existente na matriz Z barra e a barra k. A nova matriz Z barra

fica:

r r a e a barra k. A nova matriz Z b a r r a

Z

11

Z

12

.

.

.

.

Z

1i

.

.

.

.

Z

1n

Z

1i

Z

21

Z

22

.

.

.

.

Z

2i

.

.

.

.

Z

2n

Z

2i

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Z i1

Z i2

 

.

.

.

.

Z ii

.

.

.

.

Z in

Z

ii

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Z n1

Z n2

.

.

.

.

Z ni

.

.

.

.

Z nn

Z

ni

Z i1

 

Z i2

 

.

.

.

.

Z ii

.

.

.

.

Z in

 

Z ii + z ik

ii . . . . Z in   Z ii + z ik [Z’ barra ]

[Z’ barra ]

[Z’ barra ]

=

(5.12)

c)

Adição de ramo entre um barramento existente e a referência

Será acrescentada a impedância z k0 entre a barra K e a barra de referência, ambas já existentes na matriz Z barra . Para a obtenção da matriz final, processa-se em duas etapas, a primeira com a inclusão de uma barra fictícia “R” e a segunda com a eliminação da barra ‘R’ da matriz pelo método de redução de Kron.

Primeira etapa: adição da barra fictícia “R”:

• Primeira etapa: adição da barra fictícia “R”: [Z’ barra ] = Z 11 Z 12
• Primeira etapa: adição da barra fictícia “R”: [Z’ barra ] = Z 11 Z 12

[Z’ barra ]

[Z’ barra ]

=

Z

11

Z

12

.

.

.

.

Z

1k

.

.

.

.

Z

1n

Z

1k

Z

21

Z

22

.

.

.

.

Z

2k

.

.

.

.

Z

2n

Z

2k

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Z

k1

Z

k2

.

.

.

.

Z

kk

.

.

.

.

Z

kn

Z

kk

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Z

n1

Z

n2

.

.

.

.

Z

nk

.

.

.

.

Z

nn

Z

nk

Z k1

 

Z k2

 

.

.

.

.

Z kk

 

.

.

.

.

Z kn

 

Z kk + z k0

(5.13)

Segunda etapa: eliminação da barra “R”, o que equivale a conectar essa barra com a referência, ou seja, v r = 0, portanto, pelo processo de redução de Kron (ver expressão matricial (5.9)), fica:

[ Z

'

barra

] =

[

Z

n

]

1

Z

kk

+

z

k 0

Z

:

k

1

:

  Z

kk

Z

nk

[

Z

k

1

Z

kk

Z

kn

]

(5.14)

d) Adição de ramo entre dois barramentos existentes na matriz

Será acrescentada a impedância zkm entre a barra K e a barra M, ambas já existentes na matriz Z barra . Para a obtenção da matriz final, processa-se em duas etapas, a primeira com a inclusão de uma barra fictícia “R”, e a segunda com a eliminação da barra ‘R’ da matriz pelo método de redução de Kron (ver expressão matricial

(5.9)).

Primeira etapa: adição da barra fictícia “R”:

136

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

Z’ barra

Z’ barra

=

Z

11

Z

12

Z

1k

Z

1m

Z

1n

Z 1m -Z 1k

Z

21

Z

22

Z

2k

Z

2m

Z

2n

Z 2m –Z 2k

Z k1

Z k2

Z kk

Z km

Z kn

Z km –Z kk

Z m1

Z m2

Z mk

Z mm

Z mn

Z mm –Z km

Z n1

Z n2

Z nk

Z nm

Z nn

Z nm –Z nk

Z 1m

Z

2m

Z km

Z mm

Z

nm

Z kk +Z mm

– Z 1k

–Z 2k

–Z kk

–Z km

2Z km +z km

 

Z

nk

(5.15)

Aplica-se agora o método de Kron para eliminar a última linha e a última coluna, resultando na expressão matricial (5.16) abaixo:

[

Z

'

barra

] =

[

Z

n

]

1

Z

kk

+

Z

mm

2

Z

km

+

z

km

Z

1

m

  Z

Z

km

mn

:

:

Z

Z

nk

kk

Z

k

1

[

Z

1

m

Z

1

k

Z

km

Z

kk

Z

mn

Z

nk

]

(5.16)

5.7 Rede Equivalente da Matriz Impedância de Barra

O circuito equivalente da matriz impedância de barra desenhado na figura 5.9 tem o objetivo de calcular os

curtos-circuitos em pontos do sistema e possibilitar calcular as correntes e tensões em qualquer parte da rede. A figura foi desenhada para uma rede com quatro barras e foram indicadas somente as impedâncias próprias da diagonal principal e as impedâncias de transferência de cada barra para a barra 4. Nessa figura supõe-se que se queira calcular o curto-circuito trifásico no ponto 4 e as tensões resultantes nas barras 1, 2 e 3.

O valor de V th corresponde ao valor da tensão de Thévenin no ponto 4 e as impedâncias próprias as

impedâncias de Thévenin para o barra correspondente. As outras impedâncias de transferências não foram indicadas na figura com o objetivo de deixá-la mais clara.

indicadas na figura com o objetivo de deixá-la mais clara. Quando a chave S está aberta,

Quando a chave S está aberta, todos os valores de tensão nas barras 1, 2, 3 e 4 possuem o mesmo valor V th . Quando S está fechada as tensões em 1, 2 e 3 se modificam de acordo com o equacionamento dessa rede. Os valores de tensão para as barras 1, 2 e 3 são calculadas pelas expressões (5.17), (5.18) e (5.19).

V

1

=

V

th

I

cc

.Z

14

(5.17)

137

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

V

2

V

3

=

=

V

th

V

th

I

I

cc

cc

.Z

.Z

34

24

(5.18)

(5.19)

Matricialmente, essas equações podem ser representadas pela (5.20):

[ V ]

= 1 -

[ Z

]

* [

I

]

(5.20)

Sendo no ponto de falta: I = I cc e nas demais barras I = 0.

Exercícios Resolvidos

5.1 Determinar a matriz admitância de barras para a figura 5.10, que representa o diagrama de reatâncias da

rede, com valores em p.u.

Solução:

Primeiro calcula-se as admitâncias primitivas da rede. Pelo fato de ser uma rede sem mútuas, as admitâncias primitivas são o inverso da reatância de cada ramo. A figura 5.11 representa o diagrama de admitâncias da rede.

A figura 5.11 representa o diagrama de admitâncias da rede. Constrói-se a matriz utilizando as expressões

Constrói-se a matriz utilizando as expressões (5.5) e (5.6).

Y barra

 

1

2

3

4

 

1

- 51,25 j

0

25,00 j

20,00 j

=

2

0

- 33,33 j

0

25,00 j

3

25,00 j

0

0,849 – 25,472 j

0

4

20,00 j

25,00 j

0

0,735 – 45,441 j

Para calcular a matriz impedância de barra, calcula-se o inverso da matriz Y barra com a utilização de um programa computacional.

138

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

Z barra

1

2

3

4

 

1

0,0088 + 0,0841j

0,0062 + 0.0471j

0,0114 + 0,0821j

0,0083 + 0,0628j

=

2

0,0062 + 0.0471j

0,0048 + 0,0774j

0,0077 + 0,0460j

0,0064 + 0,0632j

3

0,0114 + 0,0821j

0,0077 + 0,0460j

0,0151 + 0,1194j

0,0102 + 0,0613j

4

0,0083 + 0,0628j

0,0064 + 0,0632j

0,0102 + 0,0613j

0,0086 + 0,0843j

5.2 Para a rede da figura 5.10, calcular os valores de tensão nas barras sabendo que as f.e.m’s (forças

eletromotrizes) dos geradores são: E g1 = 2,0 / 0º p.u. e E g2 = 1,3 / 36,9º p.u., e que as impedâncias dos

geradores são Z 1 = j 0,95 p.u. e Z 2 = j 0,90 p.u. em substituição às indicadas na figura 5.10.

Solução:

A mudança das reatâncias dos geradores causará uma mudança nas duas células da matriz admitâncias correspondente aos geradores; são elas: Y11 e Y22 como segue:

Y

11 = -51,25 j + 6,25 j – 1,05 j = - 46,05 j

e

Y

22 = -33,33 j + 8,33 j – 1,1 j = - 26,10 j

Por outro lado,

I

1

=

2,0

0

j 0,95

=

2,11

∠ −

90º

= − j

2,11

.

p u

.

I

1

=

1,2

36,9

j 0,90

=

1,33

∠ −

53,1

=

0,799

j

1,064

.

p u

.

As equações na forma matricial são: [I] = [Y barra ].[V]

-

j 2,11

 

- 46,05 j

0

25,00 j

20,00 j

0,799-j1,064

=

0

- 26,11 j

0

25,00 j

 

0

25,00 j

0

0,85 - 25,47 j

0

0

20,00 j

25,00 j

0

0,74 – 45,44 j

Resultando, então:

V

1 = 0,9293 – 0,2226 j p.u.

V

2 = 0,9070 – 0,1668 j p.u.

V

3 = 0,9037 – 0,2526 j p.u.

V

4 = 0,9047 – 0,2061 j p.u.

V 1 V 2 V 3 V 4
V
1
V
2
V
3
V
4

5.3 Determinar a matriz admitância de barras e a matriz impedância de barras para as seqüências positiva,

negativa e nula da figura 4.16 com os valores do exercício 4.2.

Solução:

A rede da figura 4.16 não possui mútuas entre as linhas, portanto as admitâncias primitivas são o inverso das impedâncias correspondentes. A figura 5.12 representa o diagrama de admitâncias da rede para a seqüência positiva.

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Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência Y barra_1 A B C D E F G
Y barra_1
Y
barra_1

A B

C

D

E

F

G

H

 

A

-7,332

1,111

1,429

1,667

       

B

1,111

-5,064

   

1,250

     

=

j

C

1,429

 

-5,040

   

1,111

   
 

D

1,667

   

-3,334

   

1,667

 

E

 

1,250

   

-4,108

 

1,429

1,429

F

   

1,111

   

-2,361

 

1,250

G

     

1,667

1,429

 

-4,207

1,111

H

       

1,429

1,250

1,111

-3,790

Determina-se Z barra invertendo Y barra .

Z

Z barra_1

barra_1

Z barra_1
Z barra_1

= j

A

B

C

D

E

F

G

H

A B

C

D

E

F

G

H

0,1989

0,0689

0,0768

0,1633

0,1025

0,0926

0,1276

0,1066

0,0689

0,2543

0,0389

0,1004

0,1689

0,0878

0,1318

0,1313

0,0768

0,0389

0,2619

0,0874

0,0893

0,1893

0,0979

0,1248

0,1633

0,1004

0,0874

0,5764

0,2615

0,1863

0,3896

0,2743

0,1025

0,1689

0,0893

0,2615

0,5932

0,2735

0,4205

0,4371

0,0926

0,0878

0,1893

0,1863

0,2735

0,7399

0,2801

0,4292

0,1276

0,1318

0,0979

0,3896

0,4205

0,2801

0,6516

0,4419

0,1066

0,1313

0,1248

0,2743

0,4371

0,4292

0,4419

0,6998

A rede da figura 5.13 representa o diagrama de admitâncias para a seqüência negativa.

140

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras Y barra_2   A B C D E F G
Y barra_2
Y
barra_2
 

A

B

C

D

E

F

G

H

 

A

-6,588

1,111

1,429

1,667

       

B

1,111

-4,444

   

1,250

     

= j

C

1,429

 

-4,358

   

1,111

   

D

1,667

   

-3,334

   

1,667

 

E

 

1,250

   

-4,108

 

1,429

1,429

F

   

1,111

   

-2,361

 

1,250

G

     

1,667

1,429

 

-4,207

1,111

H

       

1,429

1,250

1,111

-3,790

Determina-se Z barra invertendo Y barra .

Z barra_2
Z
barra_2

A

B

C

D

E

F

G

H

 

A

0,2455

0,1004

0,1135

0,2061

0,1386

0,1296

0,1667

0,1439

B

0,1004

0,3100

0,0634

0,1356

0,2129

0,1198

0,1709

0,1699

= j

C

0,1135

0,0634

0,3287

0,1247

0,1246

0,2431

0,1358

0,1670

D

0,2061

0,1356

0,1247

0,6173

0,2990

0,2240

0,4286

0,3123

E

0,1386

0,2129

0,1246

0,2990

0,6336

0,3107

0,4594

0,4760

F

0,1296

0,1198

0,2431

0,2240

0,3107

0,7867

0,3184

0,4700

G

0,1667

0,1709

0,1358

0,4286

0,4594

0,3184

0,6905

0,4806

H

0,1439

0,1699

0,1670

0,3123

0,4760

0,4700

0,4806

0,7392

A rede da figura 5.14 representa o diagrama de admitâncias para a seqüência nula.

141

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência Y barra_0   A B C D E F

Y

Y barra_0
Y barra_0
Y barra_0

barra_0

Y barra_0
Y barra_0
Y barra_0
 

A

B

C

D

E

F

G

H

 

A

-5,893

0,500

0,714

0,833

       

B

0,500

-5,167

   

0,667

     

= j

C

0,714

 

-4,617

   

0,455

   

D

0,833

   

-1,602

   

0,769

 

E

 

0,667

   

-2,001

 

0,667

0,667

F

   

0,455

   

-1,043

 

0,588

G

     

0,769

0,667

 

-1,936

0,500

H

       

0,667

0,588

0,500

-1,755

Determina-se Z barra invertendo Y barra .

= j

A

B

C

D

E

F

G

H

A

B

C

D

E

F

G

H

0,1981

0,0281

0,0364

0,1530

0,0693

0,0585

0,1042

0,0756

0,0281

0,2140

0,0104

0,0616

0,1375

0,0613

0,0978

0,1007

0,0364

0,0104

0,2374

0,0479

0,0532

0,1536

0,0603

0,0889

0,1530

0,0616

0,0479

1,0047

0,3623

0,2456

0,6269

0,3986

0,0693

0,1375

0,0532

0,3623

1,0132

0,4308

0,6797

0,7231

0,0585

0,0613

0,1536

0,2456

0,4308

1,4672

0,4482

0,7830

0,1042

0,0978

0,0603

0,6269

0,6797

0,4482

1,1930

0,7484

0,0756

0,1007

0,0889

0,3986

0,7231

0,7830

0,7484

1,3202

5.4 Determinar a matriz admitância de barras para a figura 5.15, que representa o diagrama de reatâncias da

rede, com valores em p.u.

142

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras Solução: Primeiro constrói-se a matriz de impedâncias primitivas da

Solução:

Primeiro constrói-se a matriz de impedâncias primitivas da rede, como mostrado a seguir:

z prim
z
prim
 

1 - 2

1 – 4

3 – 4

0 – 1

0 - 2

0 – 3

0 4

 

1

– 2

0,04 j

0,005 j

       

1

– 4

0,005 j

0,05 j

0,005 j

       

3

- 4

 

0,005 j

0,04 j

       

=

0 – 1

     

0,16 j

     

0

– 2

       

j 0,5

   

0

- 3

         

0,12j

 

0

– 4

           

0,6 j

Invertendo a matriz de impedâncias primitivas, obtém-se a matriz de admitâncias primitivas:

y prim =
y
prim =
 

1 – 2

1 – 4

3 – 4

0 – 1

0 - 2

0 – 3

0 4

1

– 2

-25,3205j

2,5641j

- 0,3205j

     

1

– 4

2,5641j

-20,5128j

2,5641j

       

3

- 4

- 0,3205j

2,5641j

-25,3205j

       

0

– 1

     

-6,25j

     

0

– 2

       

-2j

   

0

- 3

         

-8,333j

 

0

– 4

           

-1,667j

Construção da matriz Y barra , de acordo com o procedimento de construção indicado em 5.3.2:

y

12,12 = -25,3205 j

y 12,14 = 2,5641 j

y

12,34 = -0,3205 j

y 14,12 = 2,5641 j

y

14,14 = -20,5128 j

y 14,34 = 2,5641 j

y

34,12 = -0,3205 j

y 34,14 = 2,5641 j

y

34,34 = -25,3205 j

y 01,01 = - 6,25 j

y

02,02 = -2,0 j

y 03,03 = -8,333 j

y

04,04 = -1,667 j

143

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

   

1

2

3

 

4

   

1

-25,3205

25,3205-2,5641

-

-2,5641

 

+2,5641+2,5641 - 20,5128 - 6,25

0,3205+2,5641

+0,3205-

2,5641

 

+20,5128

Y barra = j

2

25,3205-2,5641

-25,3205-2,0

0,3205

2,5641-0,3205

 

3

-0,3205+2,5641

+0,3205

-8,333 –

-2,5641

25,3205

+25,3205

 

4

-2,5641

2,5641-0,3205

-2,5641

-20,5128

+20,5128+0,3205

+25,3205

+2,5641+2,56

-2,5641

41 -25,3205 -

1,667

Donde resulta:

 
     

1

 

2

 

3

4

 
   

1 -46,9551 j

22,7564 j

2,2436 j

15,7051 j

Y barra =

 

2 22,7564 j

-27,3205 j

0,3205 j

2,2436 j

   

3 2,2436 j

 

0,3205 j

-33,6535 j

22,7564 j

   

4 15,7051 j

 

2,2436 j

22,7564 j

-42,3718 j

5.5 A partir da matriz Y barra do exercício anterior, determinar uma rede equivalente sem mútuas.

Solução:

Examinando a matriz Y barra verifica-se que:

A barra 1 conecta-se com a barra 2 através de uma admitância igual a

- 2,2436 j e com a barra 4 com y =

-15,7051 j;

-22,7564 j, com a barra 3 com y =

A barra 2 conecta-se também com a barra 3 com y = -0,3205 j e com a barra 4 com y = -2,2436 j;

E a barra 3 conecta-se com a barra 4 através de y = -22,7564 j.

Para completar a somatória dos Y ii na mariz Y barra , é necessário aterrar as respectivas barras com os valores: y 10 = -6,25 j para barra 1; y 20 = -2j para a barra 2; y 30 = -8,3330 j para a barra 3; e y 40 = -1,6667 j para a barra 4.

O diagrama de admitâncias equivalente à matriz Y barra está mostrado na figura 5.16

144

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras 5.6 Determinar a matriz impedância de barras da rede da

5.6 Determinar a matriz impedância de barras da rede da figura 5.10 pelo método de montagem direta.

Montagem da matriz Z barra passo a passo:

Acréscimo da impedância z 10 = 0,16 j:

Z (1) =

j 0,16
j 0,16

Acréscimo da impedância z 20 = 0,12 :

Z (2)
Z (2)

=

1 2 0,16 j 0 0 0,12 j
1 2
0,16 j
0
0 0,12 j

Acréscimo da impedância z 13 = 0,04 j com o acréscimo da barra 3:

Z (3)

 

1

2

3

0,16 j

0

0,16 j

=

0

0,12 j

0

0,16 j

0

0,16 j+0,04 j

Acréscimo da impedância z 14 = 0,05 j com o acréscimo da barra 4:

Z (4)

 

1

2

3

4

0,16 j

0

0,16 j

0,16 j

=

0

0,12 j

0

0

0,16 j

0

0,20 j

0,16 j

0,16 j

0

0,16 j

0,16 j +0,05 j

Acréscimo da impedância z 30 = 0,9 + 0,5 j :

Z (4R)

=

1

2

3

4

R

0,16 j

0

0,16 j

0,16 j

0,16 j

0

0,12 j

0

0

0

0,16 j

0

0,20 j

0,16 j

0,20 j

0,16 j

0

0,16 j

0,21 j

0,16 j

0,16 j

0

0,20 j

0,16 j

0,90 + 0,70 j

Aplicando a redução de Kron, expressão (5.14), resulta:

145

Exercícios Introdutórios a Sistemas Elétricos de Potência

Z

11

=

Z

41

=

Z 21 = 0

Z

31

=

0,16

0,16

j

0,16

j

×

0,16

j

0,90

+

0,70 j

j

0,16

j

×

0,20

j

0,90

+

0,70 j

=

=

0,01772

+

0,1462 j

0,02215

+

0,1428j

Analogamente calculam-se as demais células da nova matriz:

=

1

2

3

4

0,0177 +0,146 j

0

0,0221+0,142j

0,0177+0,146j

0

0,12j

0

0

0,0221+0,143j

0

0,0277+0,179j

0,0222+0,143j

0,0177+0,146j

0

0,0222+0,143j

0,0177+0,196j

 

3

=

Z (4)

Acréscimo da impedância z 40 = 1 + 0,6 j :

Z (4R)

1

2

4

R

0,0177 +0,146 j

0

0,0221+0,142j

0,0177+0,146j

0,0177+0,146j

0

0,12j

0

0

0

0,0221+0,143j

0

0,0277+0,179j

0,0222+0,143j

0,0222+0,143j

0,0177+0,146j

0

0,0222+0,143j

0,0177+0,196j

0,0177+0,196j

0,0177+0,146j

0

0,0222+0,143j

0,0177+0,196j

1,0177+0,796j

Com a redução de Kron, resulta:

Z (4)

 

1

2

3

4

0,0281+0,133j

0

0,0319+0,129j

0,0321+0,129j

=

0

0,12j

0

0

0,0319+0,129j

0

0,0368+0,1651 j

0,0357+0,1254 j

0,0321+0,129j

0

0,0357+0,1254 j

0,0376+0,1738 j

Acréscimo da impedância z 24 = 0,04 j :

Z (4R)

Z (4R)
Z (4R)

=

1

2

3

4

R

0,0281+0,133j

0

0,0319+0,129j

0,0321+0,129j

Z 12 – Z 14

0

0,12j

0

0

Z 22 – Z 24

0,0319+0,129j

0

0,0368+0,165j

0,0357+0,125j

Z 32 – Z 34

0,0321+0,129j

0

0,0357+0,125j

0,0377+0,174j

Z 42 – Z 44

Z 21 – Z 41

Z 22 – Z 42

Z 23 – Z 43

Z 24 – Z 44

Z 22 + Z 44 + 2.Z 24 – z 24

Então a matriz fica:

146

Matrizes Admitâncias e Impedâncias de Barras

1

2

3

4

R

0,0281+0,133j

 

0

0,0319+0,129j

0,0321+0,129j

-0,0321-0,129j

0

 

0,12j

 

0

 

0

0,12j

0,0319+0,129j

 

0

0,0368+0,165j

0,0357+0,125j

-0,0357-0,125j

0,0321+0,129j

 

0

0,0357+0,125j

0,0376+0,174j

-0,0377-0,174j

-0,0321-0,129j