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FACULDADE PROJEÇÃO – CEILÂNDIA SERVIÇO SOCIAL PRÉ-PROJETO: AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES

FACULDADE PROJEÇÃO CEILÂNDIA SERVIÇO SOCIAL

PRÉ-PROJETO: AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES DA QUADRA 08 NA CEILÂNDIA NORTE, PÓS LEI MARIA DA PENHA

NOÊMIA CARNEIRO MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO

Ceilândia DF

2011

NOÊMIA CARNEIRO MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO

PRÉ-PROJETO: AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHERES DA QUADRA 08 NA CEILÂNDIA NORTE

Trabalho da disciplina “Pesquisa Social” ministrada pela professora Mariana Balen

Ceilândia DF

2011

SUMÁRIO

1.

A violência contra a mulher

...............................................................................

4

  • 1.2 .........................................................................................................

Hipótese

4

  • 1.3 ....................................................................................................

Justificativa

5

  • 1.4 ..................................................................................................

ObjetivoGeral

5

1.5

Objetivos Específicos .....................................................................................5

   

6

2. Procedimentos metodológicos da 2.1 A pesquisa qualitativa

..........................................................................................

6

2.1.1

Instrumentos e técnica de pesquisa

...........................................................

7

  • A) ......................................................................................................

Entrevista

7

  • B) .................................................................................................

Questionário

7

1.0 A Violência contra a mulher

De acordo com a definição da convenção de Belém do Pará adotada pela OEA em 1994, a violência contra a mulher configura-se como qualquer fato que cause morte, dano ou sofrimento físico social baseado na conduta de gênero, masculino e feminino na esfera pública ou privada

“A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres

pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres

...

1994)

(OEA,

Desde a criação da Lei Maria da Penha, a legislação tem avançado na proteção e garantias dos direitos das mulheres. Dados preliminares demonstram que desde a edição da Lei, em 2006, 70.574 mulheres conseguiram, na Justiça, medidas protetivas e houve ao menos 76 mil sentenças definitivas em processos por agressão a mulheres. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os casos de violência contra a mulher trazem conseqüências profundas indo além da saúde e felicidade individual, afetando também o bem-estar e a organização de comunidades inteiras. De acordo com dados da organização, estima-se que mais da metade das mulheres agredidas sofram caladas e não peçam ajuda. Sendo para elas difícil tomar providências para a não incidência da violência. Muitas sentem vergonha ou dependem emocionalmente

ou financeiramente do agressor; outras acham que “foi só daquela vez” ou que, no

fundo, são elas as culpadas pela violência; outras não falam nada por causa dos filhos, porque têm medo de apanhar ainda mais ou porque não querem prejudicar o agressor, que pode ser preso ou condenado socialmente. Além da tradicional idéia de que a mulher deve ser submissa ao homem promovida pelos conceitos enraizados a respeito do gênero.

1.2 Hipótese

A escolha deste tema deve-se ao fato do conhecimento de inúmeros casos de violência doméstica, contra mulheres nas regiões administrativas do Distrito Federal, em especial na cidade Ceilândia, onde é possível notar baixos índices de renda e escolaridade dos agressores e das vítimas de agressão. Temos como pressuposto inicial

que as mulheres se silenciam quando sofrem agressões. Com base nisso algumas perguntas estão guiando este estudo: O que faz com que as mulheres vítimas de agressão doméstica nesta localidade não denunciem? O que torna as torna tão vulneráveis? Quais as causas que levam os agressores a praticarem violência física e moral contra suas parceiras? O que mudou com a legislação em especial a Lei Maria da Penha?

1.3 Justificativa

O estudo sobre a violência contra a mulher faz se necessário devido aos inúmeros casos divulgados em telejornais e mídia especializada sobre esses casos, que acabam se tornando públicos, sendo necessários estudos aprofundados visando à caracterização e o norteamento de caminhos que visem à diminuição da violência doméstica praticada contra mulheres. Espera-se com o levantamento destas informações uma contribuição para que se chame atenção da sociedade para a criação de políticas públicas voltadas para a prevenção, tratamento das vítimas e conseqüentemente dos agressores.

  • 1.4 Objetivo Geral

Investigar os impactos da Lei Maria da Penha na diminuição da violência doméstica praticada contra mulheres.

  • 1.5 Objetivos Específicos

Coletar e levantar dados quantitativos a respeito da violência doméstica na região administrativa Ceilândia Norte no Distrito Federal; Identificar as causas e conseqüências de violência doméstica praticadas a mulheres da região administrativa Ceilândia Norte no Distrito Federal; Relacionar dados quantitativos e qualitativos verificando a eficácia da lei na diminuição do problema; Levantar discussões a respeito da criação de políticas públicas para tratamento dos agressores.

2.0 Procedimentos metodológicos da investigação

Esta investigação será desenvolvida seguindo a abordagem qualitativa. Serão coletadas informações através das bibliografias existentes relacionadas ao tema, além de entrevistas semi estruturadas e questionário contendo perguntas abertas e fechadas, a interpretação das informações coletadas serão feitas com base na análise dos relatos apresentados.

2.1 A pesquisa qualitativa

A investigação será desenvolvida seguindo uma abordagem qualitativa. A opção pela pesquisa qualitativa justifica-se pela possibilidade de abranger com maior profundidade os significados e valores atribuídos a este tipo de pesquisa. De acordo com Holanda (2006), a análise qualitativa se preocupa com uma realidade que não pode ser quantificada, ou seja, trabalha o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores, sentimentos e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem se reduzir a operacionalização de variáveis. O autor ainda relata que os métodos qualitativos se descrevem como modelos diferenciados de abordagem empírica, especificamente voltada para os chamados “fenômenos humanos”, ou seja, como métodos que fogem da tradicional conexão com aspectos empíricos tais como medição e controle. A pesquisa se apresenta como um processo irregular e contínuo, dentro do qual são abertos constantemente novos problemas e desafios pelo pesquisador que se orienta pelas suas próprias idéias, intuições e opções dentro da complexa trama da pesquisa. Nesta pesquisa o pesquisador é implicado no processo. Assim, a noção de neutralidade, enfatizada nos estudos quantitativos, dá lugar, na pesquisa qualitativa, à constante integração entre pesquisador e pesquisado, sendo que ambos têm participação ativa no processo de produção do conhecimento. Segundo Bardin (1977), a interação é indissociável ao fenômeno humano, sendo as relações sujeito-pesquisador um dos principais cenários da investigação.

2.1.2 Instrumentos e técnica de pesquisa

Para a realização desta pesquisa, serão realizadas entrevistas semi estruturadas com mulheres vítimas de violência doméstica na localidade pesquisada e a aplicação de um questionário a mulheres que atualmente residem em casas abrigo.

  • A) Entrevista:

De acordo com Gil (1994) a entrevista pode ser definida como uma conversa, em que o pesquisador pode ficar cara a cara com o entrevistado, tendo por finalidade a obtenção dos dados a respeito do assunto trabalhado. Configura-se como uma forma de diálogo em que o pesquisar busca coletar informações importantes para seu objeto de estudo, sendo o investigado sua principal fonte de informação. Entre as vantagens das entrevistas está à possibilidade de atingir um grau de profundidade num determinado assunto, permitindo ao pesquisador esclarecer questões que ainda não foram explicadas. Entre os pontos negativos de uma entrevista está a falta de motivação do entrevistado em responder, a possibilidade de fornecimento de respostas falsas e principalmente a influência das opiniões do pesquisador sobre o assunto a ser investigado. A opção pela entrevista semi estruturada é considerada, pela liberdade da pesquisadora em fazer perguntas de acordo com as respostas da entrevistada. Será feito um roteiro prévio onde serão acrescentadas novas perguntas para melhor compreensão dos relatos.

  • B) Questionário:

O questionário é um instrumento de coleta de dados com questões a serem respondidas sem a intervenção direta do pesquisador. Tem como objetivo conhecer opiniões, interesses, crenças, etc. (GIL, 1994). Um questionário pode ser composto de perguntas abertas, fechadas e de múltipla escolha. Visa recolher informações baseando- se, geralmente, na opinião de um grupo representativo da população em estudo. Uma das vantagens do questionário está na possibilidade de abranger um maior número de pessoas, além de ser extremamente útil quando investigador pretende recolher informações sobre um determinado tema. Entre as desvantagens do questionário está a

impossibilidade de aplicá-lo a pessoas analfabetas; é possível que algumas perguntas fiquem sem respostas; e impede o conhecimento aprofundado de algo que posteriormente pode ser importante na análise da pesquisa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977. 229 p.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4 ed. São Paulo: Atlas,

1994.

HOLANDA, Adriano. Questões sobre a pesquisa qualitativa e pesquisa fenomenológica. Analise Psicológica, n.3 (XXIV). p 363-372. 2006.

CONJUR, 15 nov, 2009. Disponível em: <http://www.conjur.com.br/2011-set-22/lei- maria-penha-paradigma-enfrentamento-violencia-domestica > Acesso em 06 de Novembro de 2011.

VIOLÊNCIA

MULHER,

13

mai,

2010.

Disponível

em:

UNIFEM, 13 out, 2011. Disponível em: <http://www.unifem.org.br/> Acesso em 06 de Novembro de 2011.

micaella3463@yahoo.com