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Escritas ao longo de treze anos (1963-1976), as galdxias de Haroldo de Campos mantém pulsante, em cada silaba, sua centelha postica Em suas paginas, a expresso “universo da linguagem” adquire sentido proprio, tal a radiéncia inusitada de suas constelagies verbais. Vinte anos apés a primeira edicao integral (1984), esta obra-prima inclassificével —a que Caetano Veloso referiu-se como proesia — retorna ao puiblico revista © acompanhada de cd, no qual o autor registrou passagens centrais de sua viagem pela lingua e pela literatura. editoralll34 IN 85-232b-300-8 ii i haroldo de campos galaxias 4: “a ao ig cee inclui o ed isto nao é um livro de viagem Cet pe A ean ec eee eee ee ee eee Ae Cone cee) “Estou falando de vera. Vera. Eu quero a proesia, Eu quero as galixias do poeta heraldo ee eon er one ee ereon cee) Sn eR ee eee ee OR ee Cee ne etm Cr ec eer ack coc) del primer fragmento: ef vocablo es mi fabula (Octavio Paz, 1970, a respeito dos fragmentos publicados em Ghange 4, Paris) Set eo eee ce eee ad ee ce eee ce eee oS) espacio el hidrogeno y a partir de alli todo sigue sucediendo. La vinica retombée textual posible de esto (y al fin entras en escena, después de este fastidioso exposé que espero no te haya exasperado) es tu libro de ensayos: galaxia en que no hay centro, ni siquiera por st ausencia, sino a cada linea una creacién fonética aut6noma a partir de nada. No se trata pues de un universo en expansién a partir de un big bang inicial, como en Circus, por Pee et eect er ne) partir de nada, cuyo soporte funcional es la diferencia y cuyo motor la repeticién.” Caen eee) Pee eo ee eRe eRe es nascido duma espécie de action twriting (continuum verbal que o siléncio descontinua, a realizar a idéia do poema-vida que tanto seduziu Mario Faustino, companheiro de geragao de Haroldo de Campos), pertence a categoria das produgdes ‘escriptiveis” (scriptibles) de que nos fala o Barthes de $/Z: a mesma dos textos de fruigio, que sio tecido e textura, ‘onde o sujeito desfaz-se como uma aranha que se dissolvesse a si propria nas secreg constitutivas de sua teia’ (O prazer do texto). Aqui a escritura é um ‘dédalo-diario’; ¢ 0 re eee eee ee COE ER On cane eco a situado no ‘eldorido feldorado latinoamargo’.” Benedito Nunes, 19 eee eee eee ee oe a er ene ee Be ee eer eee eo eed Discupci6n de la prosa y, finalmente, abolicién de fronteras; movilidad de la escritura: eee ne en Net Ce ae) Rt ee OC ged a se estranha de notebook do escritor: registros de revelagies, alucinagdes, dia-a-dia, epifanias, Ce ee ed a en ree otra Dect Ne om era Rer ae an eae sie ec semanticas e fénicas. Mais uma ver (e se nao bastasse a indicagao do proprio Haroldo de ‘Campos acerca da retomada barroca de sua fase inicial!), vejo aqui a marca do empenho em conferir a0 ato de escrever um substancial substrato historico: a biografia do escritor é eet en cent ee icon res eer ee eee er cea erect nue)