O novo milénio trouxe novas responsabilidades às corporações e abriu caminho para novos objectivos no ramo da sustentabilidade, resultantes dos grandes problemas da sociedade: a pobreza, a crise ambiental e a crise dos mercados; a responsabilidade social das empresas tornou-se um objectivo mais ambicioso do que simplesmente gerar riqueza e postos de trabalho como defendia Friedman; Em 1970, a sociedade começa a sustentar a ideia de que as empresas devem mudar o seu comportamento face ao meio ambiente; surgem convenções sobre o tema e a conclusão inicial é que o crescimento económico não é possível sem degradação ambiental, algo que viria a ser mudado com o passar dos anos; novos pensamentos surgiram e essencialmente a ideia de que o desenvolvimento sustentável é a grande ligação entre esse dois grandes polos: o ambiente e a o crescimento económico; a Conferência do Rio através da qual surgiu a Agenda 21 é um grande passo porque é pela primeira vez uma agenda de desenvolvimento sustentável onde o ambiente tem claro um papel crucial, mas não é uma simples agenda ambiental; esta Agenda serviu de base para outros instrumentos como o Protocolo de Kyoto, um importante compromisso mundial de redução generalizada das emissões de gases de efeito de estufa. 2. A integração do desenvolvimento sustentável na gestão é um dos principais pontos de inflexão nesta questão: surgiu a colaboração de vários autores como Schmidheiny que defende que o sector empresarial deve colocar-se no papel de solucionador de problemas de sustentabilidade global; o conceito de eco-eficiência, que significa gerar mais produtos e serviços com cada vez menos recursos e gerando menos resíduos e poluente, teve grande aceitação no seio da comunidade empresarial; a noção de Responsabilidade Social Empresarial está associada ao reconhecimento de que as decisões e resultados da empresa afectam um círculo de agentes sociais muito mais amplo do que os seus sócios e accionistas; as decisões das empresas deviam portanto incorporar os seus impactos para toda a sociedade e meio ambiente; o termo triple bottom line está relacionado com a aliança entre prosperidade econômica, qualidade do meio ambiente e equidade social; 3. Vários instrumentos e ferramentas de gestão socioambiental corporativa surgiram e traçam o caminho a ser levado pelas empresas, como os Princípios de Responsabilidade Socioambiental presentes no Pacto Global e Metas do Milênio. Normas e certificações ambientais, de saúde, de segurança e de responsabilidade corporativa também existem e implementam processos e sistemas de gestão; ISSO 14001, SA8000, ISO26000 e o padrão AA1000 são exemplos. 4. Os relatórios e demonstrativos de prestações de contas para a sociedade como o Balanço Social – modelo Ibase, o Guia de Elaboração de Balanço Social e Indicadores Ethos de Responsabilidade Social e
E por fim. sendo importantes para aferir a eficácia das mesmas junto daqueles que acatam com as consequências dos seus resultados. reunindo as melhores empresas na gestão socioambiental para formular exemplos fortes à sociedade das boas práticas de gestão sustentável. Rui Daniel Santos Nunes Correia Nº7936535 . os Índices de Sustentabilidade para a composição de carteira de empresas para Investimentos Socialmente Responsáveis.Relatórios de Sustentabilidade que seguem as Diretrizes do Global Reporting Initiative servem para informar a sociedade das decisões das empresas.